Cristianismo combina com marxismo?

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O verdadeiro Che Guevara e os idiotas úteis que o idolatram

WhatsApp Image 2018-07-23 at 03.41.28Poucas pessoas conhecem Alberto Korda, o homem responsável por tirar a fotografia intitulada “Guerrillero Heroico”, aquela que se tornou símbolo de um guerrilheiro que não foi tão heroico assim. Se poucos conhecem Korda, muitos conhecem Ernesto Guevara de la Serna ou Che Guevara. Seu rosto foi marcado em diversos lugares, inclusive na pele de ícones do esporte como Diego Maradona e Mike Tyson, e virou símbolo revolucionário, sobretudo para a juventude. Escrito sob a óptica de Humberto Fontova, testemunha ocular dos horrores iniciais da Revolução Cubana, o livro retrata bem a realidade, ignorada pela mídia e pelas universidades, de um facínora idolatrado por pessoas cujas qualidades são retratadas no título do livro: O Verdadeiro Che Guevara e os Idiotas Úteis que o Idolatram.

Ao contrário do que muitos pensam, a política norte-americana de alguma forma teve influência para o “bem” da Revolução, a ponto de Fidel Castro comemorar a vitória do democrata John Fitzgerald Kennedy nas eleições. Este presidente, até onde podemos perceber por suas falas, faria um governo realmente democrata e em prol da sociedade – também da revolução cubana –, todavia seu ímpeto de enfrentar a elite que atua nos bastidores da política o levou a um fim trágico. Entretanto, Kennedy demonstrou o porquê de Fidel comemorar sua vitória sobre Richard Nixon nas urnas: “Nada podemos divulgar sobre esse acordo”, disse Robert Francis Kennedy (procurador-geral dos EUA) ao embaixador soviético Anatoly Dobrynin ao selar o pacto que pôs fim à chamada crise (dos mísseis soviéticos em Cuba). “Seria politicamente embaraçoso para nós.” A parte do acordo Kennedy-Kruschev que (secretamente) competia ao governo americano era não se opor ao regime de Fidel em Cuba.

Dentre atos secretos e outros abertamente declarados, destes últimos destaco um que também é alvo de descrença por parte dos amantes da Revolução e daqueles que bradam lutar contra o “imperialismo ianque”, o da admiração de fã ardoroso que Ted Turner (dono do canal CNN) tinha sobre Fidel Castro e, sendo seu amigo, visitá-lo de vez em quando no país insular. O cúmulo da admiração viria quando a CNN abriu um escritório em Havana em 1997. “Isto se deu pouco depois que Ted Turner, durante um discurso na Faculdade de Direito de Harvard, se empolgou dizendo à multidão: ‘Fidel é um cara da pesada! Vocês o adorariam!’”

O paradoxo da idolatria de Che por parte de roqueiros e homossexuais é algo que espanta. O movimento de maio de 1968, na França, implicou na renovação de valores, com a juventude na vanguarda, lutando – dentre outros objetivos – pela liberação sexual, ampliação dos direitos civis, etc., acabou por usar a morte de Che no ano anterior, em 1967, na fracassada tentativa de implantar a guerrilha na Bolívia, como combustível também para inflamar o movimento que teve repercussão nos EUA.

 “Numa grande capital […] alguns jovens protestavam de modo extremamente atrevido e desrespeitoso. Eles encolerizavam e alarmavam o governo que os qualificava como ‘hippies’ e ‘delinquentes’. […] Esses agrupamentos hippies tinham cabelo comprido, curtiam rock and roll e se autodenominavam de ‘os beats’ ou ‘os psicodélicos’. […] O herói rígido e autoritário que esses jovens ‘delinquentes’ e ‘vagabundos’ tinham em mente era conhecido como um disciplinador violento e severo, sem qualquer simpatia e senso de humor. Ele detestava rock and roll e constantemente ralhava contra ‘cabelos compridos’, ‘jovens vagabundos’ e qualquer outro sinal de insubordinação. Ele escrevera que os jovens devem sempre ‘ouvir com muita atenção – e o máximo respeito – o conselho dos mais velhos que estão no governo’. Ele discursava constantemente sobre o modo como os estudantes, em vez de se distraírem com tolices como o rock, deveriam se dedicar ao ‘estudo, trabalho e serviço militar’.”

Porém, os jovens cubanos acabaram por se contagiar com o rock e se tornaram rebeldes também, mas “com” causa, pois se revoltaram contra a declaração de Fidel sobre 1968 “como o ano da guerrilha heroica”, glorificando Che Guevara. “‘Esses jovens andam por aí ouvindo música imperialista!’, esbravejava Fidel Castro ao seu público cativo na Plaza de La Revolución, declarando aberta a temporada de caça aos hippies de Cuba. ‘Eles corrompem as nossas jovens e destroem pôsteres de Che! O que será que eles pensam? Que este é um regime burguês, um regime liberal? NÃO! Nada temos de liberal. Nós somos coletivistas! Nós somos comunistas! Não haverá Primavera de Praga aqui em Cuba!’”

Quanto aos homossexuais, um caso emblemático no Brasil, há um tempo, chamou muito a atenção de todos: o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), homossexual assumido e militante pela causa LGBT, se vestiu de Che Guevara para fazer uma brincadeira, e mesmo admitindo algumas atrocidades do facínora – e negando muitas outras por meio da interpretação atenuante dos horrores comunistas –, disse que admirava Che por ser um homem de seu tempo ao “destituir uma ditadura sanguinária (a de Fulgêncio Batista), levar ao paredão uma série de torturadores (como se Che não fosse um!), implementar um programa de justiça social e combate à miséria e empoderamento dos mais pobres”. Pelas palavras do deputado, fica nítido que ele só se alimentava com literatura marxista e revolucionária, porque se desse ouvido a um cubano que amava a liberdade e que conseguira escapar junto com sua família da fúria revolucionária, como Humberto Fontova, ele jamais teria dito esses absurdos.

No site do Grupo Gay da Bahia, mesmo estado onde nasceu o deputado, é possível ver uma postagem onde há crítica a Fidel Castro por ter assumido, já aposentado em 2010, que perseguia gays durante seu período no poder; a entidade comunicou que entraria com uma representação contra o ditador no tribunal de Haia. Enquanto a ONG lutava pelos gays, o deputado conterrâneo elogiava o perseguidor de homossexuais Che Guevara, o “cãozinho de estimação” de Fidel.

Um parente de Che falou diretamente sobre esses assuntos em 2004; deixo seu neto, o roqueiro Canek Sánchez Guevara – falecido em 2015 – falar sobre Cuba: “Em Cuba, liberdade não existe […]; o regime exige submissão e obediência… o regime persegue hippies, homossexuais, livre-pensantes e poetas… Eles estão em constante vigilância, controle e pressão.”

O racismo também fez parte da ditadura castrista. Che Guevara nunca escondeu seu desprezo pelos negros, mas assim como os homossexuais e os roqueiros, alguns negros também exaltavam seu algoz ideológico. Che, em seu discurso na ONU, disse: “Nós sem dúvida executamos […] e continuaremos a fazê-lo enquanto for necessário.”

WhatsApp Image 2018-07-23 at 03.44.46“Segundo o Livro Negro do Comunismo […] as execuções no paredão da revolução alcançaram a marca de catorze mil fuzilados no início da década de setenta. […] A despeito da sumária carnificina, Jesse Jackson, ao visitar Havana em 1984, ficou tão cativado por seu anfitrião […] que não pôde se conter. ‘Viva Fidel Castro!’, gritava Jackson à cativa multidão na Universidade de Havana. ‘Viva o grito da liberdade!’ ‘Viva Che Guevara!’ Este é o mesmo Jackson que escreveu um livro de 224 páginas contra a pena de morte. Vale ressaltar que Jesse Jackson, que é negro, é um pastor batista, ex-senador pelo Distrito de Colúmbia e ativista pelos direitos civis. Quanto a Che, longe de partilhar dos bons costumes de Jackson, considerava os negros como ‘indolentes e extravagantes, gastando o seu dinheiro em bebida e frivolidades’. Che escreveu essa passagem nos seus recém-famosos Diários de Motocicleta – uma das pérolas que Robert Redford e Walter Salles inexplicavelmente suprimiram.”

“Portanto, ficam facilmente perceptíveis o desprezo de Che aos negros e as manobras de Hollywood para acobertar isso. Antes de ocorrer a Revolução, no poder vigente […] havia gente de cor no cargo de presidente do Senado, ministro da agricultura, chefe do exército e – lembremo-nos do mulato Batista – presidente da república. Hoje em dia [época em que o livro foi escrito, 2007] […] exatamente 0,8 % dos cargos políticos do país é ocupado por gente de cor. Em outros lugares, essa mesma situação seria chamada de apartheid. Mas, o caso mais estarrecedor contra um negro em Cuba foi o de Eusebio Peñalver. O regime que Che Guevara ajudou a fundar ostenta a distinção de ter encarcerado o negro que mais tempo passou numa cadeia em todo o século 20. Seu nome é Eusebio Peñalver, um homem que foi preso e torturado nas masmorras de Fidel por mais tempo que Nelson Mandela na África do Sul. Peñalver sofreu tortura contínua em sua luta contra o comunismo, mas resistiu incólume a trinta anos de confinamento.

“Macaco!”, diziam-lhe os guardas. “Nós o tiramos das árvores e arrancamos sua cauda!”, gritavam os capangas de Castro ao levarem-no para a solitária. Os guardas comunistas sempre pediam que Eusebio “confessasse”, que admitisse legalmente suas “transgressões ideológicas”. Isso aliviaria seu castigo e sua punição, eles diziam. A resposta de Peñalver era clara e imediata. […] Durante os trinta anos nas masmorras de Castro, Eusebio Peñalver permaneceu firme, altivo e hostil ao que o cercava. Alguém já ouviu falar dele? Hoje vive em Miami. A CNN já o entrevistou? Alguém já o viu no programa 60 Minutos? Ou leu sobre ele no New York Times? No Boston Globe? Ou ouviu alguma coisa no black history month? Ou onde quer que seja?

Essas perguntas demonstram claramente o conluio de boa parte da mídia norte-americana com o movimento revolucionário e a ditadura castrista. A questão racial nos EUA sempre foi muito importante, porém, Ted Turner e sua turma midiática nunca atentaram para os negros que sofreram os horrores do governo comunista em Cuba e que depois conseguiram se refugiar nos EUA. Nesses breves trechos tirados do livro de Humberto Fontova, podemos perceber que as conveniências do movimento revolucionário não são compatíveis com os direitos humanos e aqueles que, de alguma forma, lutam por alguma questão que considere um “direito humano”, fatalmente aderem ao rótulo de “idiota útil”, passando a exaltar seus algozes.

O livro tem um bônus: o DVD que contém relatos de homens que estiveram junto com Che nas batalhas em Cuba e testemunharam sua realidade de perto, totalmente oposta à do homem “amante da liberdade e da vida” e “defensor dos pobres e oprimidos”.

(Thiago F. da Silva é professor de Geografia)

Leia mais sobre Che Guevara. Clique aqui.

Fontes:

FONTOVA, Humberto. O Verdadeiro Che Guevara e os Idiotas Úteis que o Idolatram, São Paulo: É Realizações, 2014. Páginas: 34, 39, 53, 54, 55, 115, 238, 239.

Em entrevista, Jean Wyllys defende homofobia de Che Guevara e ditadura cubana. Acesso em 22/7/2018. https://www.youtube.com/watch?v=4I76BB5mP-E

Matéria sobre Fidel no GGB, acesso em 22/7/2018. http://www.ggb.org.br/cuba_livre.html

Che Guevara à ONU (1964): “Fuzilamos e continuaremos fuzilando!” Acesso em 23/7/2018. https://www.youtube.com/watch?v=Ot0UjQUhr9g

Reverendo Jesse Jackson, acesso em 23/7/2018. https://en.wikipedia.org/wiki/Jesse_Jackson

Uma praga chamada marxismo cultural

samuelSamuel Fernandes Caldas nasceu em 1970 e é licenciado em História. Casado com Viviane Borges Moraes Caldas, trabalhou como metalúrgico, motociclista, professor no Colégio Constelação, na rede estadual de educação, e atualmente é professor de História da rede municipal de educação em São Paulo. Seus principais passatempos são ler e brincar com o filho caçula de três anos, junto com a esposa. Foi membro das igrejas adventistas de Itaquera, Cidade Líder, Artur Alvim, Vila Cosmopolita, e desde 1991 faz parte da Igreja Adventista de José Bonifácio, em São Paulo. Nesta entrevista, concedida ao jornalista Michelson Borges, ele fala sobre um assunto ao qual tem dedicado horas de estudo: o marxismo cultural.

Poderia definir marxismo cultural?

Primeiro, é preciso reconhecer meus limites aqui; minha resposta, ainda que sinteticamente verdadeira, pode não abarcar as amplas e complexas nuances do tema. O que costumamos chamar de marxismo cultural é, na verdade, o resultado de um desdobramento das ideias principais de Karl Marx, mas com nova roupagem e métodos diferentes, mais suaves, ainda que não menos maléficos em seus efeitos. Vale lembrar que Marx via toda a História marcada por uma luta de classes, opressores e oprimidos, e em seu tempo (século 19), entre burgueses e proletários. Para dar fim àquele estágio da humanidade os proletários deveriam, segundo Marx, pegar em armas e derrubar os burgueses do poder, estabelecendo assim a ditadura do proletariado, fase socialista do projeto comunista, que deveria ser sucedida por uma etapa mais avançada e atingiria o auge com o advento de uma sociedade sem papa e sem rei, onde todas as coisas seriam comuns a todos.

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200 anos de Karl Marx: darwinismo & comunismo

darwin marxNascido em 5 de maio de 1818, Karl Marx “fez” 200 anos. Consideremos então a seguinte questão: O darwinismo deu suporte mais naturalmente a uma perspectiva moral-econômica capitalista ou a algum outro ponto de vista filosófico rival, digamos, marxista? O historiador econômico Niall Ferguson debateu a respeito do ponto de vista acima em um livro de 2008, A Ascensão do Dinheiro: A História Financeira do Mundo. Ao aplicar uma estrutura darwiniana para entender as forças de mercado, ele foi questionado por uma série de críticos. Na revista The New York Review of Books, o economista Robert Skidelsky repreendeu Ferguson por fornecer “falsas analogias entre evolução financeira e seleção natural darwiniana… Essas tentativas de explicar o crescimento de dinheiro em termos de processos naturais me atacam por serem inocentes tanto moral quanto filosoficamente”.

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Ela seguia o marxismo, mas Deus tinha outros planos

Maria-Jose-de-Oliveira-PalmeiraMaria Jose de Oliveira Palmeira foi batizada aos 12 anos de idade no Brasil. Mas ela deixou a igreja quando jovem adulta, e 38 anos se passaram antes que ela pudesse deixar de lado sua fé no marxismo e se tornasse uma fortaleza para Deus em sua comunidade. “Os ideais do marxismo substituíram os ideais de Cristo em minha vida”, disse Maria. Criada por uma mãe adventista do sétimo dia, Maria ensinava numa classe da Escola Sabatina e servia como diretora jovem em sua igreja enquanto adolescente. Mas ela parou de frequentar a igreja aos 22 após um membro proeminente da igreja dizer algo que a ofendeu. Sua determinação de não retornar cresceu firme à medida que nenhum membro da igreja a procurou. Maria imergiu em seus estudos de sociologia e abraçou os ensinamentos do filósofo e sociólogo alemão Karl Marx sobre direitos humanos. Vinte e cinco anos se passaram. Maria se casou, teve um filho, e se tornou viúva. Ela se mudou para Montreal, Canadá, para realizar seus estudos de pós-doutorado na Universidade de Québec. Enquanto ali, ela recebeu a visita surpresa de um pastor brasileiro, Luís Santana, e sua esposa, Leoni. O pastor Luís havia participado de um casamento nos Estados Unidos e parou em Montreal por oito dias para ver Maria antes de retornar para casa. Ele e Maria haviam frequentado a mesma igreja quando jovens adultos.

O pastor Luís e sua esposa visitavam Maria todos os dias. Eles falaram sobre a Bíblia e do amor de Jesus por ela. E a convidaram a retornar a Cristo. Maria ouvia educadamente, mas indiferente. Dois anos mais tarde, ela retornou ao Brasil para ensinar como professora em uma universidade. A esposa do pastor Luís a contatou semanalmente por três anos para a convidar a participar de um estudo bíblico. Maria sempre encontrava uma desculpa para não ir.

Um dia, ao se preparar para uma aula, Maria percebeu que Marx escrevera seu primeiro manuscrito em 1844. Ela se lembrou de que sua mãe havia dito que o movimento adventista começou em 1844, e imaginou se o diabo poderia ter introduzido o marxismo para contrapor a mensagem adventista. Ao comparar o marxismo com o adventismo, ela viu que Marx ensinava que as pessoas poderiam mudar o mundo com seu próprio poder, ao passo que adventistas acreditam que as pessoas precisam de Cristo para mudar.

Pouco tempo depois, Maria anunciou à sua classe de graduação em sociologia: “Agora acredito que Jesus foi um grande líder revolucionário, mas Ele não era o Filho de Deus.”

Maria geralmente dormia bem à noite, mas ela se mexeu e se virou na cama após aquela aula. No dia seguinte, uma estudante, Dinalva, a abordou: “Professora, você disse à classe que não acredita que Cristo é o Filho de Deus”, disse a aluna, chorando enquanto falava. “Não consegui dormir a noite toda. Eu sentia que Deus queria que eu dissesse a você que você não estava falando de coração. Você não queria admitir que acredita em Jesus por ser uma marxista.” Maria não sabia o que dizer. “Obrigada por me dizer isso”, ela respondeu.

Cerca de duas semanas depois, Maria estava almoçando em um café quando ouviu um coro ensaiando “Maravilhosa Graça” em uma igreja próxima. Era uma canção que Maria cantava no coral adventista quando adolescente. Ela entrou de fininho e se sentou no banco do fundo da igreja para ouvir. Momentos depois, Dinalva entrou na igreja e andou diretamente em direção à Maria. Ela abraçou a professora e disse, chorando: “Eu sabia que a encontraria aqui! Eu estava em casa alimentando meu bebê, e tive uma forte impressão de que deveria vir aqui.”

Maria estava chocada. O encontro parecia ser mais que uma coincidência. Dinalva não morava por perto, e Maria escolheu um café longe do campus da universidade.

Após a canção terminar, ambas seguiram seus caminhos. A experiência convenceu Maria de que Deus queria que ela estudasse a Bíblia. Ela aceitou o convite da esposa do pastor Luís de se juntar ao estudo bíblico semanal. Maria estudou com o pastor e sua esposa por dez anos, mas não conseguia aceitar a Bíblia como a Palavra de Deus.

Finalmente, a esposa do pastor Luís disse: “Você precisa pedir a Deus por fé. Você perdeu sua fé. Vou orar por você.”

À medida que a esposa orava, cresceu no coração de Maria o desejo de ler a Bíblia em casa. Ela leu a Bíblia por dois meses e foi rebatizada. Mas tinha um problema: ela não queria ir à igreja. “Por que não temos encontros em uma casa?”, ela perguntou ao pastor Luís.

Os dois discutiram a ideia de estabelecer um local de encontro para pessoas que gostam da Bíblia mas não querem ir à igreja, e o pastor pediu a Maria que traçasse um plano para uma casa-igreja. Os líderes da igreja então revisaram a proposta, e a casa-igreja nasceu.

A casa-igreja “Compartilhando Jesus” [na verdade um pequeno grupo] começou com 13 pessoas em 2004. E ela batizou até agora mais de 200 pessoas. “As pessoas aprendem como amar a Igreja Adventista aqui, e elas são convertidas e batizadas, e então nós as enviamos a igrejas adventistas de Salvador”, disse Maria, agora com 70 anos e co-líder da casa-igreja.

A casa-igreja receberá parte das ofertas do décimo-terceiro Sábado do segundo trimestre de 2019 para se mudar da propriedade alugada para um prédio maior, onde oferecerá também aulas de culinária saudável e seminários sobre saúde. “Temos muita música”, disse Maria. “Muitos pequenos grupos estudam a Bíblia e oram. E somos realmente felizes, apenas aguardando a volta de Jesus.”

(Adventist Mission News, tradução de Leonardo Serafim)