O esgoto da música quer deixar de ser a exceção para virar a regra

A sociedade já conhecia um gênero do funk chamado “proibidão”. Trata-se de arranjos sonoros cujas palavras refletem a pornografia explícita. Por isso mesmo não são divulgados de modo ostensivo por aí, daí seu nome. Foram feitos para bailes que promovem um ambiente voltado ao sexo. Nunca se viu esse tipo de coisa com bons olhos, é verdade, mas sua ocorrência era relevada pela sociedade em virtude da restrita divulgação desse tipo de material, bem como diante do contexto social das favelas – onde vivem pessoas pobres, com pouco ou nenhum acesso ao estudo e à cultura, sequer tendo saneamento básico, convivendo com o esgoto a céu aberto lado a lado. Não era de se esperar, portanto, que a própria função criativa espelhasse a realidade em que viviam. Essa era, então, a exceção.

Alguns “artistas”, no entanto, insistem em tentar fazer a exceção virar a regra. Acham que quem tem a coragem de forçar mais certamente lucrará mais. É o que podemos pensar quando vemos a coragem que a pretensa cantora Luisa Sonza teve ao publicar aquela coisa chamada “Flores” no YouTube. Parece a versão musical de um vídeo de pornochanchada qualquer, com falsetes bem falsos, rasos e improvisados, e, para quebrar, uma coreografia que é basicamente um coito. Só não é chamado de “proibidão” porque não é funk.

Não pude deixar de associar a vã tentativa da pseudocantora a uma frustrada investida do igual “cantor” Latino ao fazer uma cópia de péssimo gosto do então hit da época “Gangnam Style”, cujo nome na sua péssima versão adaptada era “Despedida de Solteiro”. E assim dizia a “canção”: [prefiro não reproduzir a baixaria inacreditável]. E assim uma música que era divertida, e até crítica em sua versão original, ao cair em terras brasileiras, foi imediatamente uma vítima da pornografia sonora.

Para fins de comparação, a “canção” de Luísa Sonza não vai muito longe: [simplesmente irreproduzível, tamanha a baixaria].

Latino também havia lançado sua “produção artística” no YouTube. Se o fez, esperava sucesso. Mas todos lembramos da consequência: o efeito foi o oposto. A aversão deu lugar à adesão. As pessoas ficaram desgostosas com o fim que uma música divertida teve. E, pior: Latino não vivia no mesmo contexto fático das favelas para ter a “licença social” de promover tamanha baixaria. Um youtuber da época fez sua própria versão na música para achincalhar o Latino: […] dizia o protesto sonoro ao Latino depois de dizer que ele teria estragado uma canção com a baixaria que tentou promover. A discussão foi parar na TV. Latino, no ostracismo. Acabou.

Dizem que as pessoas espertas tendem a aprender com os erros dos outros – esse definitivamente não é caso de Luisa Sonza, que deixou isso bastante claro ao subir esse tipo de material no YouTube, incidindo no mesmo erro de Latino, e, como não poderia deixar de ser, acumula mais de 2 milhões de “dislikes” na plataforma. Mais uma vez, a expectativa de adesão se converteu na feliz realidade de aversão, e, para variar, não existia a “licença social” para relevar a grave falha da “cantora”.

Afinal, o que têm em comum Luisa Sonza e Latino?

É simples: ambos apostam no sexo. Mas por quê? Porque, na concepção deles, somos animais que consomem esse tipo de material a rodo, portanto faria sucesso. E aí subiram essas coisas nojentas no YouTube. Eles nos olham de cima para baixo, nos encaram como galinhas e nos atiram milho barato, na expectativa de que nos alimentemos deles.

Esqueceram de avaliar, no entanto, se o milho não seria duro demais.

Para entender melhor isso, vamos observar a circunstância em que vive a nossa sociedade. Nunca houve tanto desapego à alta cultura, nunca houve tanto apego às superficialidades.

A rede social mais badalada do momento é o Twitter, famoso por dar voz e alcance a qualquer tipo de escória e onde quem não pense de acordo com a escória é alvo de brutalidades da qual esse grupo se vale para se impor. A culpa não é da plataforma, mas sim de quem faz uso dela para emitir opiniões e argumentos absolutamente sem profundidade, e, portanto, sem valor. Por serem maioria, dominam os demais pelo uso da coerção – humilhações, assaltos verbais e constrangimentos públicos são as armas que usam contra quem se arriscar a expor uma opinião diferente daquela que é aceita pela maioria. Lembro-me que José Saramago, a respeito da rede social, disse que “os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.

Sim, o ser humano é também um animal [sic]. Às vezes nos esquecemos disso, porque temos racionalidade, fomos uma espécie abençoada com essa característica. Contudo, quando a racionalidade é implodida, a animalidade [pecado] volta a dar suas caras. A sociedade torna-se violenta, acriativa, atrasada tecnologicamente e altamente sexualizada. A demanda por sexo explode e ele precisa estar presente em todos os produtos de longo alcance para que tenham sucesso no mercado, como é o caso do entretenimento.

Essa é a realidade para uma parcela da sociedade. Mais especificamente, pode ser a realidade dos seguidores da Luisa Sonza no Twitter.

O erro é achar que a sociedade inteira chegou a tal estágio. O funk “proibidão” não está tocando livremente por aí por algum motivo: ele tem hora e lugar para ser reproduzido, ou seja, para que as pessoas adiram a ele em um momento circunstancial, não dentro do cotidiano. É um produto que tem utilidade em um momento específico.

As “músicas” de Luísa Sonza e Latino, contudo, não fazem essa distinção. Uma vez enviadas a um espaço público como o YouTube, de logo se constata uma tentativa de inseri-las no cotidiano das pessoas, como se a baixaria fosse o “novo normal” e que as pessoas consumiriam isso automaticamente.

A classe artística “gourmet”, por viver na sua bolha de animalidade, acha que a sociedade inteira é assim, e pior, o tempo todo. Por que, se até os produtores de funk sabem que isso não é verdade?

É simples: porque eles não se julgam “iluminados”. A classe artística no Brasil tem um quê de aristocrática, é porta-voz de todas as bandeiras. Não raro se vê por aí a mídia noticiando que “artistas dizem isso e aquilo” como se fossem a elite do pensamento científico, filosófico e técnico do país. Na verdade, porém, não têm nenhum contato com o povo. Vivem nas suas bolhas e acham que aquele ambiente restrito é a realidade. Tomam uma parcela pelo todo, e, no fim, revelam que são ignorantes.

E aí vem uma situação pior, muitas vezes mais lamentável: Luisa Sonza acha que representa as mulheres.

A julgar pelo tipo de entretenimento que oferece, Luisa Sonza acha que o padrão-ouro feminino é a satisfação da lascívia masculina, sendo necessário, para tanto, se encher de plásticas, colocar duas salsichas no lugar da boca, se promover como cantora e descrever baixarias em suas composições. Luisa Sonza acha que o máximo que a mulher pode fazer está longe de qualquer trabalho intelectual e que o sucesso está atrelado ao modo vulgar com que utiliza seu corpo. Este é o sucesso para ela: o desejo sexual despertado no masculino – praticamente uma vagina ambulante, o sucesso feminino é medido de acordo com o desempenho da genitália sobre o falo masculino. Isso é reflexo de um contexto de autoestima conturbada, que não será tema deste post, mas é importante lembrar de sua existência.

Por isso mesmo ela entende que a música deve falar disso, a coreografia deve falar disso, ela se resume a isso: ao instinto, à faceta animalesca do ser humano, longe do intelecto e da racionalidade – longe da humanidade. Curiosamente, o fenômeno interessante é que algumas mulheres dizem que a aversão a Luisa Sonza é machismo.

Machismo? Luísa Sonza pode bem representar as fêmeas primatas [sic]. As mulheres, contudo, não. Quem quer a mulher longe de um papel de primata não pode ser considerado machista. Está na hora de o ostracismo fazer mais uma vítima.

(Cris Nicolau, via Facebook)

ATENÇÃO! Este livro contém conteúdo altamente transformador

bastidoresNão é de hoje que ouvimos dizer que o que lemos, ouvimos, vemos (assistimos), jogamos, etc. nos afeta diretamente, e aos que estão ao nosso redor. Mas você já pensou em quanto isso realmente te afeta? De forma magnífica, o jornalista Michelson Borges aborda o assunto por vezes discutidos de forma superficial e sem o embasamento necessário. Com delicadeza, mas sem medo de chamar o pecado pelo nome (falar de tabus), o autor retira a cortina que separa o espectador dos bastidores e revela o mundo caótico, imundo e nojento que são as mídias (que fique claro: nem tudo na mídia é ruim! Como tudo na vida, há coisas boas e más).

Em menos de 200 páginas nos é revelada a poderosa arma que elas são. De RPGs, videogames, filmes, a livros e internet, nada escapa da análise minuciosa do autor, que com dados científicos, pesquisas, uma pitada de biografia, diversos depoimentos e entrevistas, nos mostra o que por vezes negligenciamos: a sociedade atual parou de pensar. Não passamos de seres manipulados.

Não, não se sinta abalado, caro leitor. Conhecimento é vida. E como se já não bastasse a influência que as mídias têm sobre os adultos “pensantes”, imagine o que elas fazem com os mais novos? Sem papas na língua, o autor escancara o perigo ao qual crianças e adolescentes estão expostos diariamente, sem que ao menos percebamos. Os depoimentos, dados e falas de especialistas reiteram que, se não forem bem guiadas, nossas crianças sofrerão dores desnecessárias por influência de jogos, desenhos, HQs, etc.

O alerta atinge a todos, de crianças a idosos; TODOS estão sob a influência da mídia. A pergunta que fica é: De qual lado estamos? Dos que estão conscientes e tomando as medidas necessárias para se manter blindados, ou do lado “Maria-vai-com-as-outras”, se deixando levar por esse mar de informações?

Boa leitura!

(Resenha publicada no Instagram @vestidadeletras)

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Engravidar uma mulher é o objetivo de 15 homens em novo reality show

labor loveKristy é uma mulher bem-sucedida e recém-divorciada, que busca no programa correr contra o tempo para iniciar uma família, passando pelo sonho “esmagador” de namorar 15 homens ao mesmo tempo, conforme relatou em entrevista concedida à FOX News. [1] Porém, segundo palavras da apresentadora, Kristin Davis, juntos eles “vão pular o namoro e ir direto ao parto”. O colunista Stuart Heritage, do jornal britânico The Guardian, resumiu de forma excepcional essa nova série produzida pelo canal americano FOX com as seguintes palavras: “Um show de acasalamento […] em que o prêmio é um bebê de carne e osso na vida real.”[2]

Quando pensamos que já chegamos ao fundo do poço, quando o assunto é a podridão moral que esse segmento de reality shows oferece, aparece mais essa série. As sacralidades do matrimônio e da maternidade são indiscutivelmente postas ao escárnio nesse novo programa. Leiamos o que a Bíblia alerta quanto ao tema: “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros” (Hebreus 13:4, NVI)

O mundo do entretenimento, atualmente tem se rebaixado a um nível tão asqueroso que poderia colocar as cidades de Sodoma e Gomorra para trás na corrida pela deturpação moral. Não é à toa que até mesmo na visão secularista da análise publicada no jornal britânico The Guardian podemos ler: “Labour of Love é tão terrível que nem parece uma série de televisão. Parece um documento projetado para ser apresentado a Deus como um argumento para a total erradicação da raça humana.”[2]

O triste é ver tal conclusão surgindo de uma coluna secular, enquanto presenciamos cristãos também consumindo esse tipo de entretenimento. Afinal de contas, se barbaridades insanas como essa aparecem na TV, é porque existe público assíduo para consumir e tornar isso rentável para a emissora.

Enquanto vemos o mundo definhando em crises políticas cada vez maiores, um possível colapso financeiro sem precedentes, e uma pandemia que abalou os fundamentos da nossa sociedade, surgem programas televisivos como esse que ressuscitam expressões como “panem et circenses” (pão e circo), em que a população se diverte “catatônica” com a desgraça iminente que se aproxima.

labor love 2

Quando crianças, aprendemos na aula de Biologia sobre a pecilotermia, capacidade de alguns animais em regular sua temperatura corpórea de acordo com o ambiente em que estão imersos. Em um exercício mental de um experimento cruel e trágico, aprendemos que ao jogar um sapo em uma panela de água fria, e ir aquecendo a água gradativamente, temos por fim um sapo sendo cozido vivo sem saber o que estava acontecendo. Se pudéssemos trazer um grupo de pessoas do passado, e as juntássemos em um auditório para assistir a esses programas, provavelmente teríamos uma sala repleta de indignação, revolta e quem sabe alguns desmaios diante de tamanho horror.  Mas hoje o que presenciamos são aplausos e diversão, pois Satanás foi enxertando em doses homeopáticas suas imundícies ao ponto de sermos surpreendidos com séries abomináveis como “Labour of Love”. Fica evidente que o “sapo” está prestes a ser cozido sem se dar conta. Maranata!

(Saulo Higa é matemático e membro da Igreja Batista)

Referências:

[1] NAPOLI, Jessica. ‘Labor of Love’ star Kristy Katzmann talks her ‘relatable’ journey to motherhood on FOX’s new reality show. FOX News, 20 de Maio de 2020. Disponível aqui. Acesso em: 8/6/2020.

[2] HERITAGE, Stuart. Labor of Love: the baby-making reality show you won’t believe. The Guardian, 21 de Maio de 2020. Disponível aqui. Acesso em: 8/6/2020.

Nota: Num momento em que as pessoas deveriam estar compenetradas e conscientes de que este mundo ultrapassou seu prazo de validade, setores da mídia secular e da indústria cultural produzem horas e horas de lixo hipnótico para entorpecer mentes e poluir corações. Fique longe desses conteúdos! Não ponha coisas más diante de seus olhos (Salmo 101:3). Sugiro-lhe a leitura do meu livro Nos Bastidores da Mídia, a fim de desenvolver visão crítica e uma cosmovisão bíblica capazes de ajudá-lo na escolha daquilo que edifica. [MB]

Por que as fake news fazem sucesso no mundo religioso

Captura de Tela 2020-04-01 às 18.53.44Primeiro de abril é conhecido popularmente como o Dia da Mentira. E nós [da Revista Adventista] aproveitamos a data para aprofundar o debate sobre um fenômeno que tem impactado cada vez mais a sociedade: a ampla e rápida disseminação de conteúdos falsos, imprecisos e tendenciosos. O que é popularmente conhecido como fake news parece ser apenas a ponta do iceberg chamado desinformação. No quarto episódio do podcast, os jornalistas Márcio Tonetti e Wendel Lima conversam com vários especialistas no tema, a fim de explicar por que esses conteúdos fazem sucesso até mesmo no mundo religioso e discutir o que pode ser feito para evitar que pessoas produzam ou compartilhem informações mentirosas ou distorcidas por interesses ideológicos.

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Quarentena faz aumentar acesso a conteúdos pornográficos

conteudos pAlém de cursos online e aulas no Instagram, os brasileiros estão ocupando o seu tempo de quarentena em sites pornôs. A prova disso é que os canais estão registrando um aumento no número de acessos e assinaturas. O número de visitas do […] aumentou 31% no período de 14 a 19 de março, se comparado aos dias 7 e 12 do mesmo mês. O número de usuários também subiu 25% no período acima e a quantidade de vídeo views aumentou 15%. A plataforma decidiu disponibilizar dez filmes nacionais e internacionais no site e nos canais por assinatura. “Queremos colaborar com a permanência das pessoas em casa, oferecendo mais opções de entretenimento e conteúdo de qualidade”, explica a diretora-geral do Grupo Playboy do Brasil, Cinthia Fajardo.

Nesta semana, a produtora de vídeo […] chegou a duplicar o número de assinaturas por dia. “Nossa média sempre foi de 300 assinaturas por dia, mas desde terça está chegando a 600”, afirmou Clayton Nunes, CEO da produtora, ao G1. […] Nunes explica que o consumo de conteúdo adulto se concentra nas horas vagas, por isso é o normal que o consumo aumente na quarentena. “Como as pessoas estão de quarentena é natural que o consumo aumente. O tempo livre causa esse comportamento”, afirma.

Não é só no Brasil que as pessoas têm procurado mais esses sites. O […], um dos mais famosos sites do entretenimento adulto do mundo, registrou um aumento global de acessos. A empresa até disponibilizou um especial de dados sobre consumo na época de coronavírus em seu site de resultados. No nível global, o número de acessos tem aumentado diariamente. Na terça-feira (17), o gráfico registrava o aumento de 11,6% em comparação a um dia médio, segundo o […]. Desde o dia 12 de março, o gráfico que mostra os acessos no Brasil também aumentam. Na última terça, o tráfego no site era 13,1% maior que um dia normal.

(G1 Globo)

Nota: Infelizmente, muita gente não sabe o que fazer com seu tempo livre. Enquanto alguns se aproximam de Deus, outros se distanciam dEle e procuram a poluição mental e moral. Nada de novo debaixo do sol, neste mundo de pecado… [MB]

O serial killer Ted Bundy e o estuprador assassino “Suzy”

suzyEstive uma semana fora do Brasil e, quando voltei, procurei me informar dos últimos acontecimentos. À medida que me inteirava da polêmica da semana, experimentei um misto de sentimentos e um nó no estômago. O programa “Fantástico”, da rede Globo, há dois domingos apresentou uma reportagem em que o famoso Dr. Drauzio Varella visita na cadeia um transexual condenado a 36,6 anos de prisão por ter estuprado e estrangulado um garoto de nove anos de idade. No fim da matéria, Drauzio abraça Rafael (verdadeiro nome do detento), e isso causou comoção nas redes sociais. Não pela visita em si, nem tanto pelo abraço, mas pela espetacularização feita pela emissora, pela omissão do crime cometido pelo assassino e pela tentativa de dar a entender que o homem não era visitado há anos no presídio de Guarulhos, não por ter cometido um crime hediondo, mas por ser trans. Mais um exemplo de descarada manipulação da narrativa com intenções ideológicas “lacrativas”.

Como médico, evidentemente que o Dr. Drauzio podia visitar o estuprador assassino condenado (eu mesmo já visitei presídios e preguei para detentos). Mas que não se fizesse alarde da boa ação nem reportagem sentimentalóide vitimizando o agressor e desprezando completamente o sentimento da família que perdeu o filho. Conforme disse uma parente próxima, a família de “Suzy” o abandonou não por ser trans, mas pela monstruosidade cometida, que não se limitou ao menino morto, segundo a mesma parente. “Suzy” se sente sozinho? Imagine a solidão da mãe do garotinho…

Quando li a respeito dessa polêmica absurda, lembrei-me da história de Ted Bundy, o serial killer norte-americano visitado e entrevistado pelo psicólogo cristão James Dobson pouco antes de ser executado, em 24 de janeiro de 1989. Na ocasião, Bundy revelou seu vício em pornografia e como ela alimentou os terríveis crimes que cometeu. Ele matou brutalmente 28 mulheres e meninas, uma delas com 12 anos de idade.

Na conversa tida 17 horas antes de ir para a cadeira elétrica, Bundy demonstrou arrependimento, chorou e disse ter chamado o Dr. Dobson para contar-lhe a respeito de como a pornografia e o consumo de álcool o haviam levado ao fundo do poço. Ele queria que as pessoas soubessem disso. Em seu tempo de cadeia, Bundy percebeu que todos os homens presos por violência sexual tinham envolvimento profundo com pornografia.

Não sei se o Dr. Dobson abraçou Ted. Não sei se ele orou com o condenado. Mas uma coisa é certa: Ted falou de Deus, pediu perdão aos parentes das vítimas e disse aceitar a condenação como justa. “Acho que a sociedade merece ser protegida de mim e de outros como eu. Isso é certo”, disse ele.

Na matéria do “Fantástico”, nada disso foi visto. Nada de pedido de perdão. Nada de menção e admissão do crime. Nada de referência à vítima nem à família. Essas coisas não cabiam na pauta programada. No caso de Ted Bundy, o objetivo da conversa foi advertir uma sociedade que brinca com o perigo. No caso de “Suzy”, o objetivo foi manter a narrativa de uma emissora e de uma parcela da sociedade para quem uma cantada é sinal de “macheza tóxica”, ao passo que o assassino-personagem-ideal merece empatia. Ted foi execrado por ser assassino; “Suzy” foi abandonada por ser trans. Dobson não sabia o que ouviria do condenado; Drauzio concheia a pauta e os editores já tinham a história na qual encaixar o depoimento.

Esse é o tipo de situação que podemos apenas avaliar pelo que vemos e ouvimos. O coração e as intenções só Deus conhece. Espero sinceramente que Rafael se arrependa e se converta na prisão em Guarulhos, assim como Bundy se converteu antes de ser executado nos Estados Unidos. E que a Globo e o Dr. Drauzio tenham aprendido uma importante lição.

Precisamos nos lembrar do que Jesus que disse em Mateus 25: “…estive preso e não Me visitastes.” Mas não podemos nos esquecer de que Ele disse também que “qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em Mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar” (Mt 18:6).

Michelson Borges

Evolucionistas são nazistas e creem que viemos do macaco?

darwinVocê sabia que Adolf Hitler era “fã” de Charles Darwin, e que usou a ideia de seleção natural para levar avante seus planos eugenistas? Quem afirma isso é a secretária pessoal do führer, Traudl Junge, no livro Até o Fim (Ediouro). A obra foi escrita com base nos diários de Traudl, cujo objetivo foi alertar as pessoas para o fato de que jamais pode ser subestimado o poder sedutor de líderes fanáticos. Na página 140, a autora registrou a filosofia de vida do ditador e o que ele pensava sobre religião: “[Hitler] não tinha qualquer ligação religiosa; achava que as religiões cristãs eram mecanismos hipócritas e ardilosos para apanhar incautos. Sua religião eram as leis da natureza. Conseguia subordinar seu violento dogma mais facilmente a elas do que aos ensinamentos cristãos de amor ao próximo e ao inimigo. ‘A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre a raiz que determina a espécie humana. Somos provavelmente o estágio mais desenvolvido de algum mamífero, que se desenvolveu do réptil a mamífero, talvez do macaco ao homem. Somos um membro da criação e filhos da natureza, e para nós valem as mesmas leis que para todos os seres vivos. Na natureza a lei da guerra vale desde o começo. Todo aquele que não consegue viver, e que é fraco, é exterminado. Só o ser humano e, principalmente, a igreja têm por objetivo manter vivos artificialmente o fraco, o que não tem condições de viver e aquele que não tem valor.”

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Fundador da Sociedade Criacionista Brasileira foi diretor da Fapesp

Rui-Carlos-Camargo-VieiraCom a indicação do criacionista e defensor da Teoria do Design Inteligente Benedito Guimarães de Aguiar Neto para a direção da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), grande polêmica foi criada nos meios de comunicação brasileiros e até do exterior. Benedito é engenheiro eletricista (1977) e mestre em engenharia (1982) pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Cursou o doutorado (1987) na Technische Universität Berlin, na Alemanha, e o pós-doutorado (2008) na University of Washington, nos Estados Unidos; além disso, foi reitor da prestigiada Universidade Mackenzie, de São Paulo. Mesmo com esse currículo respeitável e com uma carteira de grandes contribuições para o avanço do conhecimento e da cultura, ele está sendo alvo de críticas injustas e precipitadas. Por quê? Porque em lugar de pensar que a vida teria contrariado os fatos e surgido por acaso, Benedito acredita que vida proveio de vida, ou seja, um Criador a trouxe à existência. E isso foi suficiente para a “geração espontânea” de várias notas de repúdio.

Neste momento de ânimos alterados, é bom lembrar que alguns anos atrás outro criacionista dirigiu uma agência de fomento à pesquisa, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Veja o que diz o site da instituição:

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React à reportagem do Jornal Nacional sobre criacionismo

Conteúdos úteis na atual discussão sobre criacionismo acirrada pelo Jornal Nacional

criacionismoCom a nomeação do Dr. Benedito Guimarães Aguiar Neto para a presidência da Capes, a grande imprensa tem promovido uma verdadeira inquisição sem fogueiras, distorcendo informações e fazendo acusações injustas contra criacionistas e defensores da Teoria do Design Inteligente (exemplo da matéria de ontem no Jornal Nacional). A distorção (ou má intenção) é tanta, que chegam a associar criacionismo com terraplanismo, embora a Sociedade Criacionista Brasileira (que em nenhum momento foi consultada nem citada) tenha emitido meses atrás uma nota repudiando a ideia da Terra plana (confira). Em meu canal, inclusive, mantenho uma playlist com dezenas de vídeos contra essa sandice anticientífica (confira). Faltou apuração. Faltou boa vontade. Faltou jornalismo. E isso que a SCB se trata de uma entidade com CNPJ e atua no Brasil há quase meio século, tendo sido fundada por um grande pesquisador acadêmico e engenheiro brasileiro, o Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira, e atualmente presidida pelo doutor em Geologia Marcos Natal.

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