Mitologia, ufologia e evolucionismo: vêm aí os Eternos da Marvel

eternos1Depois de levar às telas dos cinemas e das casas os personagens mais famosos dos quadrinhos, como Capitão América, Hulk, Homem de Ferro, Thor e Homem-Aranha, agora é a vez de a Disney (dona da Marvel) trazer ao conhecimento do grande público figuras antes basicamente só conhecidas pelos fãs de HQs: os Eternos. Assim começamos a ter mais claro todo o pano de fundo mitológico e evolucionista criado por Stan Lee e, no caso dos Eternos, por Jack Kirby. Basicamente, a ideia é que há um milhão de anos seres extraterrestres megapoderosos chamados Celestiais teriam feito sua primeira visita à Terra e realizado experiências genéticas com a “espécie mais evoluída do planeta”. Como resultado disso, surgiram três novas raças: os humanos comuns, os deviantes (seres agressivos e de genética instável) e os eternos (semelhantes aos humanos, mas superpoderosos e praticamente imortais. Experiências semelhantes foram feitas pelos Celestiais em outros mundos, dando origem às várias raças alienígenas do universo Marvel, como os skrulls e os kree.

Segundo a mitologia da Marvel, mais de 700 mil anos atrás houve uma guerra entre duas facções dos eternos e uma delas foi expulsa para o espaço, onde estabeleceu colônias em Urano e, depois, Titã (nessa lua de Saturno nasceu Thanos, o arquivilão dos dois últimos filmes dos Vingadores). Os eternos que ficaram na Terra acabaram sendo tratados como divindades por várias civilizações e grupos humanos.

Entre os eternos mais famosos estão o guerreiro Ikaris, da cidade de Polaria (atual Sibéria), com mais de 20 mil anos de idade, e Sersi, também conhecida como a bruxa Circe da Grécia clássica. Ela foi companheira do mago Merlim, na época do reinado de Arthur, e integrante dos Vingadores por algum tempo. Tudo indica que Sersi será interpretada no cinema por Angelina Jolie, o que ajudará a dar ainda mais visibilidade ao filme.

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Os Eternos serão mais uma produção cinematográfica a impulsionar ideias como a teoria da evolução, o neopaganismo e o contato com extraterrestres, sendo o Deus bíblico uma figura sempre totalmente ausente.

Michelson Borges

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Desafio Momo: perigos e oportunidades

momo2Você busca seus filhos na escola no fim do dia e, como de costume, os deixa navegar na internet rapidamente antes do jantar. Eles pretendem conferir um dos milhares de vídeos que existem sobre como fazer o slime perfeito no YouTube Kids. E aí se deparam com o chamado “desafio Momo”. O “jogo suicida” funciona assim: pessoas desconhecidas se passam por Momo e entram em contato com crianças pelo WhatsApp. A boneca nada mais é do que uma obra de arte assustadora que retrata uma criatura metade mulher, metade pássaro, que foi exposta em 2016 em uma galeria japonesa de Tóquio. A boneca Momo é uma escultura que tem olhos esbugalhados, pele pálida, um sorriso sinistro e patas de pássaro. Há quem diga que o desafio Momo é fake news, mas o E+ teve acesso ao vídeo, que já foi disseminado pelo WhatsApp e o rastreamento da origem se tornou praticamente impossível.

Aline Damásio Benevides é mãe da pequena Alice, de apenas seis anos. Ela soube da Momo na semana passada e ficou desesperada. “Assim que Alice chegou da escolinha perguntei se ela conhecia. Ela disse que sim e que a Mari, coleguinha de sala, tinha medo e desenhou a Momo para ela saber como era”, relata.

A mãe disse ao E+ que a filha encontrou outro personagem que agia da mesma forma na internet: “O que mais me assustou foi que ela disse que tem outro ‘bonequinho’ mal, que faz a mesma coisa que a Momo, que manda fazer coisas ruins. Ela tentou me explicar como era, pedi para desenhar, perguntei onde ela viu, disse que foi na internet, no YouTube, e que todas as amigas também conhecem esse outro. Perguntei às mães no grupo da escola, algumas disseram que os filhos também falaram desse outro, mas não viram.”

As consequências psíquicas para as crianças que assistirem ao vídeo infantil em que a boneca Momo aparece podem ser semelhantes a um Estresse Pós-Traumático, na avaliação da neuropsicóloga Gisele Calia. “Ou seja, as dificuldades que surgem após um forte trauma real como assalto, perda trágica de parentes, fortes traumas físicos (acidentes com mutilações), etc.”, alerta.

Gisele Calia chama atenção para outros efeitos observados pelos pais. “Podem ocorrer insônia, enurese noturna, fobias generalizadas, medo de ir para a escola, de ficar sozinha, parar de brincar, regressões como voltar a chupar dedo, a pedir muito colo, ou reações depressivas, de agressividade, irritabilidade. Na criança, esse estresse é muito mais grave pois ela ainda confunde realidade e fantasia”, afirma a neuropsicóloga. […]

Professora em uma escola em Poços de Caldas, Minas Gerais, Luciana Aparecida de Moraes Corrêa já falou sobre o assunto com os dois filhos: Pedro, de 12 anos, e Manuela, de oito. “Perguntei a eles se já tinham ouvido falar da boneca Momo e eles confirmaram. Então, expliquei que, se estiverem assistindo a algum vídeo e aparecer algo relacionado a Momo, devem desligar no ato. Não devem ouvir o que ela diz porque ensina coisas erradas e que não são do bem”, conta. Luciana monitora, constantemente, as atividades dos filhos nas redes sociais.

Em 2017, o jogo Baleia Azul também assustou os pais do mundo inteiro. Tratava-se de uma corrente digital que foi associada a uma série de suicídios de jovens. […]

É recomendável que os pais acompanhem os vídeos infantis assistidos por seus filhos em plataformas digitais como o YouTube Kids e, principalmente, o Whatsapp, alerta o psiquiatra Rodrigo de Almeida Ramos. “A criança e o adolescente não podem ter autonomia para ver o material de internet sem supervisão. Você pode colocar filtros, ver os vídeos com as crianças e ter muito cuidado com o conteúdo do Whatsapp, porque lá é mais difícil de filtrar”, diz.

Além disso, conversar com o seu filho para descobrir o que ele sabe sobre o assunto parece ser uma boa saída. Fingir que o perigo não existe é o pior posicionamento. “Seja o exemplo e o supervisor permanente! A criança exposta sozinha à internet é o mesmo (ou pior) que aquelas que ficam abandonadas à sua própria sorte nas ruas, sem adultos confiáveis para mediar a realidade a que estão expostas”, aconselha a neuropsicóloga Gisele Calia.

 (Estadão)

Nota: Este é um bom momento para trazer à tona discussões sobre os hábitos midiáticos das crianças e as responsabilidades dos pais. O comentário da professora Luciana, no texto acima, é bastante oportuno. Ela orientou o filho a desligar a TV imediatamente quando vir algum conteúdo negativo ou errado. Para isso, é preciso antes conversar com a criança sobre o que é errado. Os pais têm feito isso? Ou têm transformado a TV, o computador e os tablets/celulares nas famosas “babás eletrônicas”? Como escreveu o autor do livro Como Proteger Seus Filhos na Internet, deixar uma criança conectada à rede sem orientação nem monitoramento é como deixá-la abandonada na esquina de uma grande cidade, sujeita a todos os perigos da metrópole. A tal da Momo tem convidado as crianças ao suicídio, mas existem outras formas de matar a espiritualidade, a criatividade e a moral de uma criança, e para isso nem é preciso uma boneca macabra. Basta que os pais e responsáveis deixem as crianças expostas a todo tipo de conteúdo, sem orientação e cuidado. Que o Desafio Momo nos desperte para o desafio de cuidar de nós mesmos e daqueles a quem Deus nos confiou. [MB]

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Skol: quando de um extremo se vai ao outro

skolA cerveja Skol iniciou o ano convidando todas as pessoas a saírem do quadrado, da zona de conforto, e abrirem os olhares para novas perspectivas e para a beleza que existe nas diferenças. Agora, a marca cria o movimento “Redondo é sair do seu passado”. O uso da figura feminina nas campanhas, como foi feito no passado, não representa já há algum tempo o posicionamento da marca e esse projeto nasce para legitimar a evolução de Skol. Oito artistas foram convidadas para fazer releituras de pôsteres antigos da marca e mostrar, com sua arte, as mulheres do jeito que a Skol as vê, fortes e independentes. São elas: Eva Uviedo, Elisa Arruda, Carol Rosseti, Camila do Rosário, Manuela Eichner, Tainá Criola, Sirlaney Nogueira e Evelyn Queiroz, a Negahamburguer. Como resultado, surgiram diferentes visões e estilos, mas o mesmo ponto em comum: a mulher empoderada. O processo de criação das novas peças deu origem a um filme para o digital, que entrou no ar ontem à noite, Dia Internacional da Mulher, na página da cerveja no Facebook.

“Toda vez que nos deparamos com peças antigas de Skol, que mostram posicionamentos distantes do que temos hoje, surge uma vontade de redesenhá-las e reescrevê-las. Então, percebemos que é possível fazer isso e o primeiro passo foi assumir o passado para mostrar a nossa evolução. Para legitimar ainda mais este momento, fizemos questão de dar espaço para mulheres dizerem como gostariam de ser representadas, fazendo essa releitura de pôsteres antigos. Queremos cada vez mais dar voz a quem defende o respeito. Amplificando e aprofundando ações que conversem com o posicionamento da marca. Não é apagar a história. Ela aconteceu, mas ficou no passado. E redondo é deixar para trás o que não te representa mais”, comenta Maria Fernanda de Albuquerque, diretora de marketing da Skol.

(Grandes Nomes da Propaganda)

Nota: A matéria publicada no G1 diz também que, “no Dia Internacional da Mulher, a Skol lança um novo comercial em que mulheres ganham vozes em um bar para avisar aos desavisados que lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive bebendo e não mais servindo, como historicamente visto em propagandas de cerveja”. Antes que ativistas feministas e feministos venham me atacar, quero lembrar que sempre critiquei em minhas palestras e em meus textos a objetificação da mulher (confira aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), inclusive destacando a ironia de certas feministas que procuram combater a exploração do corpo feminino protestando nuas! Mas não dá para deixar de perceber que entre as muitas conquistas femininas (entre elas as válidas, evidentemente) estão a de fazer sexo com quem quiser e beber até cair, como fazem muitos homens. Essa nova campanha da Skol é uma boa ilustração dos extremos a que a sociedade vai quando sai de um absurdo para abraçar outro, no caso, do machismo para o feminismo escancarados.

A Skol está pedindo que as pessoas indiquem bares com cartazes machistas ainda pendurados na parede para que seja feita a substituição. Sei não se o pessoal vai querer fazer essa troca… [MB]

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Jogar videogames violentos é pecado?

gtaOs recentes massacres ocorridos no Brasil e em Nova Zelândia trouxeram à tona novamente discussões a respeito dos videogames violentos. Obviamente que existe uma multifatorialidade envolvida em cada caso. Os rapazes que assassinaram dezenas de pessoas em Suzano tinham relações familiares conturbadas, sofreram bullying e frequentavam comunidades virtuais de incentivo à violência. O matador de Nova Zelândia é alinhado a grupos extremistas de direita, tem ideias racistas e xenofóbicas. O que todos eles têm em comum é o hábito de jogar videogames violentos, os quais eles reproduzem de alguma forma na vida real, em atitudes e até indumentária. Claro que vozes se levantaram para atacar e defender os gamers. E só trago o assunto novamente para cá porque, na condição de jornalista e estudioso do fenômeno (sou autor do livro Nos Bastidores da Mídia, que tem um capítulo sobre o tema), isso é algo que me interessa, tanto quanto me interessa (e choca) o esforço de alguns cristãos no sentido de defender os tais jogos sanguinários.

Li vários artigos e assisti a uma entrevista na Jovem Pan com um empresário do ramo de videogames, um jogador e um psicólogo. O psicólogo não me pareceu ter muito conteúdo, e quem dominou a conversa foram os dois que, obviamente, defenderam o passatempo. Seria praticamente a mesma coisa que convidar o dono de uma vinícola para falar sobre as características do vinho. Mas cristãos defenderem videogames violentos me parece algo bem contraditório! E há os tais.

É como dizer que pornografia não é traição, pois só ocorre na mente. Todos os cristãos sabem (ou deveriam saber) que, segundo Jesus, o adultério começa na cabeça, quando uma pessoa casada deseja sexualmente outra pessoa. O mandamento bíblico diz “não adulterarás”, o que envolve conjunção física, mas, ao ampliar o princípio por trás da lei, o Mestre deixou claro que na “virtualidade” da mente também se pode quebrar o mandamento. A mesma lei diz: “Não matarás”, e Jesus igualmente ampliou o sentido do mandamento ao dizer que desejar o mal a alguém também é matar. Jogar videogame pode não ser necessariamente pecado (embora as muitas horas desperdiçadas já sejam um mal em si), mas o que dizer de jogos que apresentam um cenário de matança em que o protagonista é o jogador armado, com o corpo inundado de adrenalina e se deleitando em cada “alvo” abatido? Evidentemente que a imensa maioria desses jogadores não sairá por aí atirando em alvos de carne e osso (embora alguns vão), mas será que os sentimentos envolvidos nesse tipo de jogo seriam aprovados por Jesus, para quem a cidadela da mente é tão importante? Aliás, seria possível imaginar Jesus Cristo sentado no sofá, divertindo-Se ao estourar os miolos de personagens na tela da TV ou massacrando e mutilando oponentes com golpes de artes marciais?

Com certeza, os sentimentos despertados por esse tipo de jogo (e incluam-se aí filmes, séries e mesmo “esportes” como o UFC) não condizem com textos como este: “O fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gálatas 5:22, 23) ou este: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4:8). Muito menos com este: “Temos uma obra a fazer a fim de resistir à tentação. Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem bem guardar as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros. A mente não deve ser deixada a divagar ao acaso em todo o assunto que o adversário das almas possa sugerir. […] Devemos ser auxiliados pela influência permanente do Espírito Santo, que atrairá a mente para cima, e habitua-la-á a ocupar-se com coisas puras e santas” (Ellen White, Patriarcas e Profetas, p. 337); e este: “É lei, tanto da natureza intelectual quanto da espiritual, que, pela contemplação, nos transformamos. O espírito gradualmente se adapta aos assuntos com os quais lhe é permitido ocupar-se. Identifica-se com aquilo que está acostumado a amar e reverenciar” (Ellen White, Mente, Caráter e Personalidade, p. 331).

A decisão quanto a consumir esse tipo de conteúdos é sua, pois Deus sempre respeita nosso livre-arbítrio, mas nunca se esqueça de que o principal palco do grande conflito é a mente. Aquilo com que escolhemos alimentá-la vai determinar de que lado da guerra estaremos.

Michelson Borges

Como os filmes e videogames estão matando a humanidade das pessoas

freefireO filme começa com uma mulher presa numa rua isolada. Seu veículo teve o pneu furado ao passar sobre arames farpados que estavam na rodovia. O diretor do filme aborda como “seu delito” ao retratá-la como uma mulher má gritando com um homem no telefone, então quando a tragédia ocorre você não sente pena dela. Ela sai do carro e um homem vem de surpresa e corta seu corpo ao meio. A multidão fica chocada e então vibra, uma vez que o filme agora “começa oficialmente”.

Outra cena, outro filme popular. É um apocalipse zumbi. Homens se voltam contra homens e começam a aprisionar uns aos outros. O time de “predadores” agora se alimenta de carne humana. Eles pegam vários homens que são “prisioneiros” e os fazem ajoelhar no chão em frente a uma pia de cerâmica. Então dois homens atrás deles começam a executá-los sem respeito à vida humana ou compaixão. Um bate com um taco de golfe na cabeça, e o outro corta o pescoço e então se dirige à segunda vítima.

O primeiro filme se chama “Pânico na Floresta” (“Wrong Turn”, no original). No Facebook é amado por mais de dois milhões de pessoas. Por todo o mundo foi assistido por mais de dez milhões. O segundo é a popular série “The Walking Dead”, com mais de 31 milhões de fãs no Facebook.

Este é o mundo hoje. Nós pagamos para que pessoas concebam as formas mais assustadoras e doentias de matar outras pessoas para nosso entretenimento. Nós gostamos de ver outras pessoas sofrer na tela. Nós comemoramos e vibramos ao ver sangue. Nós pulamos e lamentamos ao ver agonia e morte – no entanto, oramos por amor, oramos por perdão, oramos para que as coisas melhorem.

Hoje os filmes mais vendidos são de ação e terror. E mesmo nos filmes de ação, se comparados com os de dez anos atrás, vemos que a violência e o derramamento de sangue se intensificaram. Um exemplo prático: no primeiro filme “Rambo” havia muito pouca violência, suas sequências cresceram em violência com o último, “Rambo 4”, tendo uma cena em que o bandido tem seu intestino arrancado para o delírio dos telespectadores.

Que vergonha, hein! Recentemente lemos que a mulher por trás da popular série de TV “Orange is the New Black” se divorciou do marido e está em um relacionamento gay com uma das atrizes da série. O que isso diz a você? Os Estados Unidos, o berço de Hollywood, tem relatos e incidentes de violência com armas em escolas e shopping centers causados pelos próprios estudantes. A cada duas semanas um estudante se enfurece e atira em outros estudantes. Quase todas as cidades norte-americanas legalizaram casamentos gays e estão em processo de legalização da maconha. O que isso realmente diz a você?

As músicas que você ouve, os filmes [e séries] que assiste, [os videogames que joga] estão todos trabalhando para fazer o pequeno amor que você tem pela humanidade se tornar minúsculo e o ódio que você tem pela humanidade crescer pouco a pouco.

Pense nisso. Quão viciado você está em filmes? Quanto você ama a violência em filmes? Isso ajuda você como pessoa a apreciar mais o presente do amor e da vida à humanidade ou menos? Seja qual for o filme que esteja assistindo, você acha que Deus o aprovaria? Ou que Cristo assistiria com você?

A simples verdade é que, no momento em que você aperta o controle remoto, o Espírito de Deus “sai” daquela casa. Cada momento em que você aperta o controle remoto, o diabo vence. Ele vence ao ter um tempo sozinho com você. Um tempo no qual o Espírito de Deus “saiu” e o diabo pode manipular seus pensamentos. E toda vez que isso ocorre, ele constrói um novo caráter em você, um caráter mais forte, um que ama sangue e violência, um que não é paciente nem amável; um que é o oposto do caráter que Deus propôs para você.

(Amredeemed)

Nota: Tudo o que é dito no texto acima sobre filmes e séries também se aplica a outras produções, como os videogames violentos, por exemplo, que podem se tornar um “gatilho” para ações bárbaras praticadas por pessoas já sem estrutura familiar ou com algum distúrbio psíquico, mais ou menos como aconteceu nesta manhã terrível, na cidade de Suzano, SP. Se você tem filhos pequenos, não permita que eles assistam à violência sanguinária em filmes e videogames, caso contrário, a sensibilidade deles diante da vida poderá ser prejudicada. Devemos nos pautar pelo conselho do Salmo 101:3: “Não porei coisa má diante dos meus olhos”, e parar de dar desculpas para nossos prazeres e preferências anticristãos. [MB]

Jesus é transformado em super-herói pela DC

Jesus-DCA DC Vertigo é uma subsidiária da própria DC, que inclui uma margem conhecida de heróis tanto dentro quanto fora dos quadrinhos. Entretanto, o selo acaba de adicionar um herói um tanto quanto peculiar ao próprio universo. E, sendo assim, para salvar o mundo, a Vertigo invocou Jesus Cristo. Sim, você não leu errado, o filho de Deus está na DC! A nova série intitulada “Second Coming” ou “Segunda Vinda”, trata-se do retorno de Jesus à Terra. O Messias percebe que a humanidade distorceu suas palavras sobre salvação e precisa aprender novamente como nos ajudar. Para isso, Jesus dispõe da ajuda de Sun-Man, uma espécie de Superman de outra era – surgido de Krispex. A nova série de quadrinhos está sendo redigida por Mark Russel.

Vale lembrar que nem sempre as adaptações que envolvem o Messias rendem bons frutos. Tempos atrás tivemos a chegada do game “Fight of Gods”, que também utilizava a imagem de Cristo como um lutador. Entretanto, a recepção do game não foi das melhores, e causou um certo repúdio da comunidade em partes.

Acima de tudo, é uma jogada ousada da Vertigo utilizar Jesus como herói dos quadrinhos oficialmente, e estamos curiosos para descobrir mais sobre o novo evangelho da Segunda Vinda.

(CBR, via Combo Infinito)

Nota: Que os super-heróis são a versão moderna dos deuses do passado, isso não é novidade para os mais atentos (confira aqui, aqui e aqui). A própria Mulher-Maravilha, em um desenho animado, comparou seus colegas da Liga da Justiça aos deuses do Olimpo.

Em anos recentes um fenômeno tomou conta das telas de cinema: a transposição dos heróis dos quadrinhos para as produções hollywoodianas. Vários filmes de super-heróis têm feito grande sucesso, criando uma espécie de novo culto para mentes secularizadas. Mas a DC, dona do Superman, do Batman e da Mulher-Maravilha, agora está indo longe demais com essa novidade. Transformar o Salvador da humanidade, o Filho de Deus em um super-herói é muita banalização. Ao fazer com que “Jesus” dependa da ajuda de outro superser, os roteiristas da DC rebaixam o poder onipotente do Filho de Deus, indo ao encontro das pretensões do anjo caído que sempre quis fazer exatamente isto: destronar Jesus.

Mas esse ainda não é o pior dessa série lançada sob o selo Vertigo. O aspecto mais deletério da história é o título e a confusão que ele gera na mente das pessoas: “Segunda Vinda”. Além de também banalizar um assunto tão sério, a série reforçará a ideia errônea de que Jesus em Sua segunda vinda pisará na Terra e oferecerá nova oportunidade de salvação. Essas histórias em quadrinhos acabarão fortalecendo o imaginário coletivo já trabalhado por livros e filmes como “Deixados Para Trás”, com suas teorias mirabolantes e antibíblicas.

Infelizmente, muitas dessas pessoas que assistem a filmes e leem livros e quadrinhos não estudam a Bíblia e, portanto, não sabem que Jesus voltará em glória e majestade, e que não virá para oferecer segunda chance de salvação, mas, sim, buscar aqueles que aceitaram Seu plano de salvação (saiba mais sobre a volta de Jesus aqui). Jesus não pisará na Terra, como fez em Sua primeira vinda, ao nascer como ser humano, viver como um de nós e morrer na cruz por todos nós, nem tampouco dependerá da ajuda de um Sun-Man, já que Ele mesmo é o Sol da Justiça.

Amanhã é Natal, data em que se convencionou celebrar o nascimento de Jesus. Por isso, usarei apenas um pequeno exemplo dessa ocasião para mostrar como as pessoas não conhecem a Bíblia ou, quando muito, a leem de forma desatenta: os evangelhos não afirmam que os magos eram reis, nem tampouco que eram três. E eles não encontraram Jesus em uma estrebaria, mas em uma casa. Só que esses erros são inconsequentes, o que não se pode dizer das confusões que a DC ajudará a reforçar com essa série sobre a falsa segunda vinda de Cristo. [MB]

Damares e João: detonam a vítima e poupam o agressor

joao damarisEscrevi recentemente um artigo chamando a atenção para a cobertura jornalística do caso João de Deus. Já são mais de 300 acusações de abuso e estupro feitas contra o famoso médium espírita João Teixeira de Faria, de Abadiânia, GO. Tá certo que ele ainda não foi condenado, mas são 300 acusações! Muitas delas coincidem em vários detalhes, incluindo abuso de crianças. Mesmo assim a imprensa tem poupado o acusado e, principalmente, a religião que ele representa, o espiritismo. Atrizes que em outras ocasiões fizeram estardalhaço nas redes sociais com a campanha “Mexeu com uma mexeu com todas” estão estranhamente quietinhas no caso do médium. Talvez estejam esperando a condenação. Talvez estejam com medo dos espíritos. Talvez não queiram expor uma religião que predomina no meio artístico. Sei lá…

A parcialidade, a hipocrisia e a injustiça ficaram mais uma vez evidentes nesta semana, quando a indicada para chefiar o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, foi alvo de críticas e chacotas. Por quê? Porque em um vídeo de 2016 resgatado por algum internauta e viralizado nos últimos dias ela conta a história de como foi salva do suicídio por Jesus. Damares foi vítima de abuso sexual dos seis aos dez anos, e chegou a acreditar que perderia a salvação por causa disso. Desesperada, subiu em uma goiabeira com a intenção de se suicidar com veneno. Ela mesma conta como foi:

“Jesus Cristo me deu o abraço que a igreja não me deu. Jesus Cristo me deu o abraço que papai e mamãe não me deram. E naquele pé de goiaba aconteceu um milagre. A menininha que Satanás quis esmagar aos seis anos de idade foi transformada, e essa menininha hoje está lá no Senado Federal escrevendo leis para salvar crianças no Brasil.”

Em relação à polêmica causada pelo vídeo, a futura ministra disse também: “É comum as crianças falarem que têm amigos imaginários, mas quando uma menina cristã fala que esse amigo é Jesus, ela vira piada. De ontem para hoje, virei alvo de piadas porque tive coragem de contar que uma menina de dez anos, machucada, tinha como amigo imaginário o ser superior da vida dela, que é Jesus. Eu O vi, e foi Ele que me impediu de me matar.”

Você percebe a inversão de valores que está ocorrendo debaixo do nosso nariz? Enquanto a imprensa secular e muitos internautas tentam poupar e até blindar o médium acusado, o possível e provável agressor, jornalistas e internautas não poupam a vítima e fazem piada com um episódio terrível da vida dela. Assim como as feministas silenciaram quando mulheres realmente “empoderadas” , mas conservadoras, foram indicadas e eleitas para cargos importantes, supostos defensores dos direitos humanos, pensadores esquerdistas e defensores de causas como o aborto e o “casamento” gay fazem coro contra a evangélica que luta contra o aborto e a favor da família tradicional.

João de Deus incorporar espíritos e realizar curas milagrosas, tudo bem. Falar com mortos e trazer recados do “além”, tudo bem. Agora, uma menina ser salva da morte por Jesus, aí, não! É fanatismo, loucura, delírio. Quanta hipocrisia! Quanta parcialidade! Quanta crueldade! Detonam a vítima e poupam o agressor. É fácil levantar cartazes contra o abuso infantil, contra o estupro, contra a intolerância, mas na hora do “vamos ver” a coisa é diferente.

Jesus é real, Ele está vivo, pois ressuscitou, e há muitas evidências históricas disso. Jesus cura de verdade, restaura vidas e pode transformar uma menina com a vida destruída em uma líder religiosa que ajuda milhares de pessoas, e levá-la, inclusive, a ocupar o cargo de ministra para lutar pelo pouco que restou de esperança para as famílias desta nação, bombardeadas pelo lixo midiático dos que se acham superiores aos que falam com Jesus.

Quanto aos mortos, esses estão mortos. É o que ensina a Bíblia. Mortos não falam com vivos, não interferem nas coisas deste mundo. Quem se faz passar por eles são os anjos maus, cujo propósito é justamente fazer com que as pessoas tolamente pensem que são imortais por natureza e que podem viver desconectadas da fonte de vida que é Jesus, sim, o ser todo-poderoso que tem espaço na agenda para salvar menininhas em cima de goiabeiras, como salvou Zaqueu, há dois mil anos, também em cima de uma árvore. Jesus não muda. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

Deus abençoe a ministra Damares e a ajude a fazer o que tem que ser feito, e que a justiça seja feita no caso de João de Abadiânia.

Michelson Borges