Anitta em Harvard ou mais distorção midiática?

anittaA cantora Anitta foi convidada pela Universidade de Harvard para dar uma palestra sobre o Brasil no evento “Brazil Conference”, que ocorre todos os anos em Massachusetts. A informação do convite foi confirmada pela assessoria de imprensa da cantora. Entretanto, Anitta ainda não decidiu se vai ao evento. Em 2017, o juiz Sérgio Moro participou do evento. Na ocasião, também participaram os empresários Jorge Paulo Lemann e Luiza Trajano, a ex-presidente Dilma Rousseff, o publicitário Nizan Guanaes e o ator Wagner Moura.

O “Brazil Conference” é realizado pela comunidade brasileira de estudantes de Harvard e do MIT para promover o encontro com líderes e representantes da diversidade do Brasil. O objetivo é encontrar soluções inovadoras para o futuro do país. Em 2018, o evento vai ocorrer nos dias 6 e 7 de abril.

(Estadão, via Época Negócios)

Nota: O Estadão, a revista Época e outros meios de comunicação que replicaram a notícia publicaram matéria cujo título diz que Harvard convidou Anitta para palestrar. Só que no fim do texto ficamos sabendo que, na verdade, foi um grupo de estudantes brasileiros que fez o convite, não a Universidade de Harvard. Faltaram à aula de edição de títulos na faculdade? [MB]

Anúncios

A origem da mentira do arrebatamento secreto

arrebatamentoA Reforma Protestante abalou os fundamentos do Romanismo pregando e ensinando as profecias de Daniel e Apocalipse, usando o historicismo como base hermenêutica de interpretação. Todos os grandes teólogos conservadores então concordavam que as profecias apocalípticas de Daniel e Apocalipse se cumpriram através da História. Para contra-atacar a Reforma Protestante e tentar neutralizá-la o Romanismo criou a Ordem dos Jesuítas, e muito cedo incumbiu o sacerdote jesuíta Francisco Ribera de criar uma nova linha de interpretação profética cujo cumprimento das profecias apocalípticas se dará no futuro (Futurismo). O chifre pequeno de Daniel 7 e 8, a besta de Apocalipse 13, e o anticristo de 2 Tessalonicenses 2:3, 4, 8, 9 não mais representariam Roma papal.

Nos dois séculos seguintes essa teoria se infiltrou no Protestantismo pela influência de grandes universidades européias como a de Oxford. Famosos líderes do mundo protestante adaptaram essa corrente de interpretação em sua visão profética de Daniel e Apocalipse. Samuel Roffey Maitland (1792-1866), James Todd, William Burgh e, principalmente, John Nelson Darby (1800-1882) contribuíram para estabelecer as bases do Futurismo profético, agora chamado de Dispensacionalismo entre os protestantes.

Darby fez três viagens aos Estados Unidos nas quais pregava de forma ousada as ideias do Dispensacionalismo profético. Segundo creem, as profecias escatológicas do Antigo Testamento devem ser interpretadas literalmente. Se o texto bíblico diz que Israel irá possuir a terra prometida para sempre, então significa exatamente isso, ao pé da letra.

Em uma de suas viagens aos Estados Unidos, Darby influenciou um advogado chamado Cyrus Scofield, o qual, após converter-se, se tornaria ministro ordenado da Igreja Congregacional. Sua obra, a Bíblia de Referência de Scofield (1909), foi a responsável pela popularização do Dispensacionalismo profético nos Estados Unidos e em vários outros países que mais tarde a traduziram.

A partir da década de 1990, outro lançamento também contribuiu para a popularização dessa teoria entre os evangélicos: a série de livros de ficção religiosa Left Behind (Deixados Para Trás), dos autores Tim LaHaye e Jerry Jenkins.

Somando tudo isso, o resultado é que hoje mais de 80% do mundo protestante acredita no Dispensacionalismo (Futurismo profético) em lugar do Historicismo da Reforma Protestante. Como desfazer esse conflito? Ditos protestantes que não seguem os ensinos dos Reformadores?

Acreditar que as profecias do Antigo Testamento só podem se cumprir de forma estritamente literal significa ignorar o uso que os próprios autores inspirados do Novo Testamento fazem do texto bíblico. Mateus, por exemplo, vê o cumprimento profético de Oseias 11:1 (que, primariamente, se refere a Israel) no retorno de Jesus do Egito com Seus pais após a morte de Herodes (2:15). Claramente, para Mateus, Israel era um tipo de Cristo, logo temos um cumprimento tipológico e não literal da profecia.

O mesmo ocorre com o evangelista Lucas, quando afirma que “assim está escrito” que “o Cristo havia de ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia” (24:46). Na mente de Lucas, Israel também é um tipo de Cristo. Por isso ele faz uma aplicação tipológica de Oseias 6:1 e 2 (originalmente feita para Israel). Mais uma vez o autor bíblico não faz uma aplicação estritamente literal.

Ainda em outro exemplo, em Mateus 2:23, o autor inspirado usa a palavra “profetas” (plural) para expressar o que vários textos proféticos teriam profetizado: “Ele será chamado Nazareno [grego Natzrati].” Acontece que não há nenhuma profecia do Antigo Testamento sobre isso que possa ser aplicada literalmente a Jesus. O autor bíblico vê um cumprimento pelo sentido, por causa da palavra hebraica netzer em Isaías 11:1: “Do tronco de Jessé sairá um rebento [netzer].” Outros profetas também falaram disso (Jr 23:5, 33:15; Zc 3:8 e 6:12). Para todos os efeitos, a aplicação feita por Mateus está longe de ser literal.

Portanto, sustentar que todas as profecias do Antigo Testamento têm que se cumprir de forma estritamente literal é violar o próprio entendimento que os autores do Novo Testamento possuíam. Logo, o Dispensacionalismo não passa no teste bíblico.

E o que dizer dessa teoria do arrebatamento secreto extraída pelos dispensacionalistas de Mateus 24:40 e 41? Ela se sustenta pela Bíblia? Uma leitura atenta do contexto de Mateus 24 já é suficiente para extrair três razões contrárias a essa teoria:

1. Jesus alertou explicitamente contra qualquer um que ensinasse que Seu retorno seria secreto: “Portanto, se vos disserem: Eis que Ele está no deserto, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (v. 26, 27).

Alguém já viu um relâmpago aparecer de forma secreta?

2. Jesus declarou explicitamente que o mundo inteiro seria testemunha do Seu retorno: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder [grego dynamis, de onde vem a palavra “dinamite”] e muita glória.”

3. Jesus descreveu explicitamente o destino dos que serão deixados para trás: “Assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem… veio o dilúvio e os levou a todos” (37-39). Ou seja, os que forem deixados para trás serão destruídos “como foi nos dias de Noé”. Não haverá segunda chance. Esse é um grande engano que o inimigo disseminou dentro do protestantismo graças a essa doutrina dispensacionalista do arrebatamento secreto (ver Hb 9:27, 28).

Sendo assim, a corrente futurista de interpretação profética (incluindo o Dispensacionalismo dentro do Protestantismo) carece de fundamento bíblico. Só nos resta a confiança do Historicismo defendido pelos Reformadores.

Você está pronto para os últimos eventos deste mundo? Falta muito pouco para Jesus voltar nas nuvens do céu. “Naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará” (Is 25:9).

Quem viver verá…

(Sérgio Santeli é pastor em São Bernardo do Campo, SP)

Bibliografia:

Dwight K. Nelson, Ninguém Será Deixado Para Trás, Casa Publicadora Brasileira.

Hans K. LaRondelle, O Israel de Deus na Profecia, Unaspress.

João Alves dos Santos, Dispensacionalismo e suas implicações doutrinárias.

Leia também: Arrebatamento secreto não tem base bíblica

Big Brother tem até incesto, agora? O que mais falta?

bbb18Na manhã desta terça-feira (23), as redes sociais “ferveram” com a notícia e o vídeo com uma cena aparentemente incestuosa em que o pai aparece deitado sobre a filha fazendo movimentos com o quadril. A cena foi protagonizada durante a 18ª edição do reality show da Globo “Big Brother Brasil”. Segundo o jornal O Povo , muitos internautas se mostraram revoltados e pediram a saída do pai. Só que esse é o tipo de situação que mais ajuda a promover o programa e alavancar audiência do que qualquer outra coisa. O BBB já teve de tudo. O que mais fazer para chamar a atenção? Eis aí a resposta: incesto.

Quando foi exibido o primeiro beijo gay numa novela também houve repúdio e reprovação. Na segunda vez em que uma cena do tipo foi ao ar, já não houve revolta. A terceira arrancou aplausos. Assim a TV vai “fazendo a cabeça” das pessoas, tornando natural o que não é.

O script já está escrito. Neste primeiro momento-teste do BBB18, o incesto aparentemente foi reprovado (e duvido que os reclamantes deixarão de assistir ao programa). Nas próximas vezes em que cenas incestuosas aparecerem na programação, a dessensibilização já terá feito seu papel, até que a aceitação seja o resultado. No futuro, o mesmo processo (que começou com a aprovação do casamento gay, do poliamor e com a erotização das crianças) poderá ocorrer também com a naturalização da pedofilia e a legalização da necrofilia e da zoofilia. Duvida? Eu não duvido de mais nada. Quando a “porteira” moral é aberta, os bichos (todo tipo de bichos) começam a passar. E nossa dívida com Sodoma só vai aumentando…

Essa situação ajuda até a ilustrar o efeito do pecado em nossa vida. Num primeiro momento, ele nos causa repulsa. Só que, à medida que vamos brincando com o pecado, o que antes nos repelia passa a se tornar aceitável, para, finalmente, ficar desejável. Por isso, quando o assunto é pecado, imoralidade e maldade, a atitude mais segura é nunca dar o primeiro passo.

Não se esqueça de que vivemos num Big Brother cósmico. Segundo o apóstolo Paulo, somos espetáculo ao universo (1Co 4:9). Que papel assumiremos nessa peça?

Michelson Borges

Mulher do ano: Anitta, Nadia ou Heley?

anittaUma revista masculina brasileira concedeu à cantora Anitta o prêmio de Mulher do Ano. Depois de saber da escolha, ela disse: “Quando soube que seria eleita a Mulher do Ano da [revista] parei para recapitular tudo que fiz em 2017 e só assim me dei conta de quanta coisa aconteceu.” Com esse título, Anitta se junta ao grupo formado por Isabeli Fontana, Grazi Massafera, Maria Casadevall, Isis Valverde, Tatá Werneck e Taís Araujo, as seis vencedoras da categoria nos anos anteriores.

Não tenho absolutamente nada contra essa moça que começou a cantar aos oito anos de idade em um coral de igreja e que acabou depois se notabilizando por suas composições e interpretações de músicas funk. Não conheço as composições dela e tudo o que sei se limita a notas e fotos que vejo de vez em quando em revistas semanais de jornalismo e nos noticiários – algumas fotos bem ousadas, diga-se de passagem.

Cada um é livre para fazer o que gosta e o que pode para “vencer na vida”. O que questiono é o título dado a ela pela revista. Por que “Mulher do Ano”? Que critérios os editores levaram em conta para fazer essa escolha? Fama? Discos vendidos? Projeção na mídia? Influência social e poder de lançar tendências? Se os critérios fossem outros, eu gostaria de propor outras “mulheres do ano”.

nadiaA Global Graphene Challenge Competition é uma competição internacional promovida pela empresa sueca Sandvik. O objetivo é procurar soluções sustentáveis e inovadoras ao redor do mundo que ajudem a criar novas utilizações para o grafeno, material extremamente fino, derivado do carbono, transparente e 200 vezes mais forte que o aço. A vencedora mundial de 2016, anunciada no início deste ano, foi Nadia Ayad, recém-formada em Engenharia pelo Instituto Militar de Engenharia do Rio de Janeiro. O trabalho de Nadia concorreu com outros nove finalistas. Nadia criou um sistema de dessanilização e filtragem de água usando o grafeno, que possibilitará que milhões de pessoas tenham acesso à água potável com custo de energia reduzido.

Você ficou sabendo disso pela grande mídia? Garanto que não. Infelizmente, Nadia é outro cérebro nacional que poderá ir embora. Deverá prosseguir em seus estudos nos Estados Unidos ou na Inglaterra, países que certamente apoiarão suas pesquisas.

heley-abreuQuero ainda propor outra “mulher do ano”: a professora Heley de Abreu Silva Batista, de 43 anos, que morreu na noite do dia 5 de outubro após tentar salvar crianças de um incêndio criminoso causado pelo vigia Damião Soares dos Santos, no Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente, em Janaúba, MG. Segundo a polícia, Heley teria tentado conter o agressor.

Diego Abreu, primo de Heley, disse à revista Veja que a professora tinha sido efetivada este ano na escola, que pertence à rede municipal de ensino. Segundo ele, a prima sempre foi uma professora zelosa. “Ela adorava crianças, tanto seus filhos quanto seus alunos. Amava a profissão, nem se importou com sua própria vida, salvou muitas crianças”, disse ele.

Quando mulheres como Nadia e Heley são esquecidas pelas pessoas e pela mídia em detrimento de cantoras de funk, atrizes e modelos, podemos ter certeza de que algo muito errado está acontecendo com a sociedade. Nadia, Heley e muitas outras mulheres dão duro todos os dias para estudar, trabalhar e ajudar a sustentar a família ou mesmo promover avanços tecnológicos que poderão salvar milhões de pessoas. Muitas delas são mulheres anônimas que nunca receberão um prêmio de “mulher do ano”, afinal, não se vestem de maneira ousada, não cantam músicas que agradam ao gosto popular, não estão sob os holofotes às vezes protagonizando escândalos calculados para chamar atenção e vender. São mulheres comuns que salvam vidas, educam gerações, ajudam a sustentar o pouco de humanidade que ainda nos resta. Mas, definitivamente, não são mulheres midiáticas. Continuarão morrendo ou indo embora do país sem que ninguém lhes conceda um título, um prêmio ou a notoriedade que suas conquistas merecem.

Há muitas “mulheres do ano” neste país, mas poucos conhecerão seus nomes.

Michelson Borges

“A Chegada”: os aliens chegam e levam o ecumenismo ao ápice

a chegada“A Chegada” (“The Arrival”) é um filme de ficção científica baseado em um conto do escritor Ted Chiang intitulado História da Sua Vida. A produção dirigida por Denis Villeneuve trata do primeiro contato da humanidade com seres extraterrestres, mostra o senso desconfortante de nossa pequenez diante de uma raça superior, evidencia o poder que um evento grandioso tem de unir a humanidade e trabalha também o conceito de tempo (não linear para os recém-chegados). “A Chegada” inevitavelmente nos faz lembrar do clássico de Steven Spielberg “Contatos Imediatos”, de 1978 (assim como também lembra “2001, Uma Odisseia no Espaço” e outros). Desde que Spielberg levou às telas o problema da comunicação com uma raça alienígena que eventualmente aportasse por aqui, várias outras produções com temática semelhante foram sucesso de bilheteria. Desde “E.T.”, do mesmo produtor, passando por “Contato”, “Independence Day”, “O Predador”, “Guerra dos Mundos” e outros. Via de regra, os ETs são hostis e os terráqueos têm que se unir para salvar a Terra. Mas há também os filmes em que os alienígenas não têm pretensões colonizadoras e desejam apenas estabelecer contato ou até mesmo ajudar a humanidade, como é o caso do recente “A Chegada”.

Faz tempo que Hollywood tem dado sua contribuição para alimentar a ideia de que em algum momento faremos contato com seres que chegarão aqui em naves espaciais ou de alguma outra forma. No meio ufológico cresce a ideia de que os “ETs” possam até se tratar de seres espirituais que dispensariam aparatos tecnológicos e nos ajudariam em nossa “evolução espiritual”, numa interessante junção de enganos criados e orquestrados pela mesma mente.

A despeito das interessantes discussões sobre linguística que “A Chegada” propõe, o que fica mesmo evidente para quem estuda as profecias bíblicas é a ideia de que ETs poderiam salvar a humanidade de si mesma promovendo a união dos povos. Sim, a Bíblia antecipa a chegada de falsos Cristos e a operação de milagres e sinais impressionantes, sobrenaturais. Não é à toa que Jesus nos tenha advertido de que esses enganos seriam tão poderosos que, se possível, enganariam até mesmo o povo de Deus. Afinal, pense bem: No momento em que você vir um ser majestoso se dirigindo à humanidade com palavras mansas e cheias de sabedoria, você dará mais atenção aos seus sentidos ou à Palavra de Deus? Se unirá à maioria estupefata e inebriada ou permanecerá fiel a Jesus Cristo, a despeito do fato de que você será visto como louco, cego e inimigo da paz?

Em um artigo para a Folha de S. Paulo, o físico Marcelo Gleiser escreveu algumas coisas interessantes sobre o filme “A Chegada”: “O contato com alienígenas inteligentes seria, talvez, a experiência coletiva mais profundamente transformadora para nossa espécie. Especialmente o contato direto, se viessem aqui usando meios misteriosos, com objetivo desconhecido.” Gleiser tem razão. Um evento dessa natureza teria um tremendo poder de transformação social e de convencimento ideológico. Imagine que ideias poderiam ser facilmente aceitas pelas pessoas, caso os tais “ETs” trouxessem, digamos, revelações teológicas e filosóficas. Até mesmo ateus se convenceriam da existência de um deus, caso extraterrestres superiores declarassem isso. Gleiser, que é ateu, chega a dizer que “os alienígenas seriam como deuses. E, como todos os deuses, seriam adorados ou temidos”. E não é verdade?

Gleiser prossegue: “Os extraterrestres vieram dividir sua tecnologia conosco, […] vieram elevar nosso nível moral, criar uma aliança cósmica, demonstrando uma generosidade que ilustra a futilidade dos nossos conflitos e comportamento destrutivos. O que é necessário é um jogo de ‘soma maior do que zero’, onde ambas as partes ganhem na interação.”

Atualmente, grandes esforços vêm sendo feitos para unir os povos. O Vaticano (que também tem interesse na busca do chamado “irmão extraterrestre”) liderado pelo papa Francisco, vem promovendo o ECOmenismo, a salvação da família, etc. São bandeiras que têm o poder de unir as pessoas. Mas um evento como a chegada dos “extraterrestres” ou mesmo uma grande crise motivada por alguma catástrofe ambiental, um superterremoto, a queda de um meteorito, uma forte tempestade solar ou fome e epidemias – ou tudo isso junto – sem dúvida catalisaria a união da humanidade e os eventos finais.

Quase todas as pessoas aguardam a chegada de alguém ou algo que nos salvará, nos ajudará. E é justamente essa esperança e esse anseio que serão usados para manipular e enganar. Aquele que prometeu voltar, aquele que protagonizará a verdadeira e grande chegada nos advertiu claramente quanto aos enganos dos últimos dias. Você já leu sua Bíblia hoje?

Michelson Borges

Os fãs da cultura pop (2)

musicDepois de ter postado o texto “Os fãs da cultura pop”, recebi vários comentários e críticas. Como aquele post foi bem resumido, quero aqui ampliar algumas ideias e deixar claro que respeito todos os que me escreveram e que creio que o diálogo nos ajuda a crescer e a melhorar nossos pontos de vista.

Primeiramente, quero explicar por que não mantenho habilitada a função de comentários em meu blog e em meu canal no YouTube. Não sou o único que age dessa forma. E meu motivo é simples: falta de tempo. Entendo que, se habilitasse essa função, teria que moderar os comentários e, óbvio, interagir com as pessoas. O que faço em meu blog e em meu canal é um trabalho voluntário que consome muito do meu tempo de “folga”. Tenho esposa e três filhos, e não acho justo dedicar mais tempo do que já tenho dedicado a esse trabalho, repito, voluntário. Já tenho grandes dificuldades para responder aos muitos e-mails que me chegam e mensagens via WhatsApp, Messenger, etc. Assim, tive que tomar essa decisão que, para muitos, soa como arbitrariedade ou falta de abertura para o diálogo. Só que não se trata absolutamente disso.

maranata1.0Com respeito ao que escrevi em relação à cultura pop, acho que minha crítica não está sendo compreendida. Nunca me opus ao uso de recursos como filmes e mesmo histórias em quadrinhos. Já na década de 1990 eu publicava histórias em quadrinhos com conteúdo religioso (um exemplo ao lado). Poucos anos atrás, criei personagens que passaram a fazer parte de tirinhas apologéticas que eu publicava regularmente nas redes sociais (confira). Repito: nunca me opus ao uso das mídias, me oponho é à mistura de conteúdos seculares claramente anticristãos para entreter o público cristão, tentando extrair dali alguma eventual lição espiritual (conforme destaquei neste vídeo). É simplesmente a isso que me oponho. Eu mesmo costumo sugerir bons filmes, de vez em quando (confira). Não podemos é absorver indiscriminadamente todo e qualquer conteúdo da cultura pop, e creio ter deixado isso bem claro em minha postagem anterior.

Nunca disse que considero minha experiência religiosa exemplo para qualquer pessoa, mas me sinto no direito de, assim como outros, testemunhar do que vivi, do que experimentei (confira aqui e aqui). Entendo que a conversão nos faz repensar um bocado de coisas, entre elas os conteúdos que não combinam com o cristianismo. Reconheço os esforços sinceros de muitos cristãos que procuram contextualizar a mensagem, mas isso não significa que não possa discordar das metodologias adotadas. Se vejo que certa tendência parece crescer entre nós e tenho motivos para discordar (respeitosamente) dela, me sinto na liberdade e no dever de fazê-lo.

Eu poderia ter usado dezenas de outros textos bíblicos na postagem anterior para defender a importância de (1) aproveitarmos bem nosso tempo precioso, (2) mantermos a mente pura, (3) não termos contato com conteúdos relacionados com ocultismo, magia, nudismo, pornografia e outros. Entendo que os três textos que citei sejam suficientes para justificar essa minha postura.

Não sou o único a advogar as ideias que defendo. Estou em consonância com obras publicadas pela editora na qual trabalho há duas décadas. Creio também que tenho o endosso da Bíblia e dos livros de Ellen White, afinal, ela defende o uso dos meios de comunicação e denuncia conteúdos nocivos.

Não sou um ermitão midiático. Assisto a bons filmes de vez em quando e utilizo critérios os mais seguros possíveis para fazer essa seleção. Sempre ensinei que devemos fazer escolhas (em todas as áreas) com base em princípios bíblicos. Quanto aos conteúdos que não me convêm, não é difícil saber alguma coisa sobre eles. Por exemplo, pesquisei bastante sobre “Game of Thrones”, sobre os roteiristas, sobre os livros que inspiraram a série, sobre o enredo, etc. Nunca assisti a um episódio sequer e quanto mais pesquisava mais me convencia de que realmente não precisava nem deveria assistir. Tem muita gente interpretando errado o “analisai tudo” de Paulo, como se esse texto fosse um salvo-conduto para consumir qualquer tipo de conteúdo. Se for assim, a contradição com vários outros textos bíblicos estará criada, e creio que nem preciso citá-los aqui.

Será que Jesus usaria “GOT” e “50 Tons”, por exemplo, para atrair os “de fora”? E não me refiro à simples menção dessas produções. Refiro-me a assistir junto com as pessoas, mostrar cenas, descrever em detalhes, se demorar no assunto a ponto de até deixar curiosos aqueles que talvez nunca fossem assistir. Outra coisa: todo esse meu posicionamento está descrito e apresentado em meu livro Nos Bastidores da Mídia, da Casa Publicadora Brasileira, editora mantida pela Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Fiz uma atualização recente no meu livro, refinei argumentos, retirei alguns exageros (próprios da época em que a primeira edição foi escrita), mas os princípios centrais estão lá, e vêm sendo defendidos pela igreja há muito tempo.

Preciso repetir para deixar claro: nunca ataquei nem vou atacar pessoas. Isso é rasteiro. É argumento ad hominem. Falo sobre ideias e métodos dos quais discordo e creio que tenho meu direito de fazê-lo. Além de produzir HQs e tirinhas e ter um canal no YouTube há dez anos, mantenho blogs (fui um dos primeiros blogueiros adventistas), páginas no Facebook e uma conta no Twitter (desde 2009), pois isso é lícito e a Revelação nos incentiva a usar essas ferramentas. Só que a mesma Revelação nos orienta a ter cuidado com conteúdos midiáticos e a nos lembrar de que não pode haver comunhão entre a luz e as trevas.

Sou entusiasta da contextualização da mensagem e do evangelismo, mas entendo que isso, também, deve ser feito com critérios bem claros e sob a supervisão do Espírito Santo. E não pode ser desculpa para se “batizar” conteúdos com os quais os fãs ainda insistem em flertar. Entendo que devemos evitar a postura fanática de satanizar todo e qualquer tipo de conteúdo e toda e qualquer manifestação cultural. Mas também não podemos ser ingênuos a ponto de achar que Satanás não mais existe.

Falando em contextualização… Jesus usou uma “lenda” pagã, sim [parábola do rico e Lázaro]. Assim como Deus Se valeu de uma estátua pagã para falar com Nabucodonosor em sonho. Isso, obviamente, é legítimo. Mas nenhum deles (assim como Paulo no Areópago) se demorou na ilustração, exaltando seus aspectos literários, pictóricos, históricos, etc. Usaram esse recurso apenas como “ponte” para despertar a atenção de uma “plateia” familiarizada com a coisa. O que não se pode fazer é usar “recursos pagãos” para entreter cristãos.

Faz bem refletir sobre estes textos: 1 João 5:19; Efésios 6:12; Romanos 12:2. Ignorar a realidade do grande conflito e de que há uma disputa pela nossa mente, pela nossa razão e pelos nossos sentimentos é ou ingenuidade ou manifestação de prepotência – a mesma prepotência que fez com que Eva pensasse ser capaz de vencer sozinha a batalha contra o inimigo. Não podemos cair nessa onda de “dessatanização” e relativização do mal. Não podemos supervalorizar nosso livre-arbítrio, ainda mais quando sabemos que, diferentemente de Eva, nosso cérebro tem a desvantagem de cerca de seis mil anos de decadência.

Reflita também nos seguintes textos inspirados:

“Vocês devem se tornar fiéis sentinelas de seus olhos, de seus ouvidos e de todos os sentidos, se querem controlar sua mente e evitar pensamentos vãos e corruptos que mancham a alma. Só o poder da graça pode realizar essa obra desejável” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 401).

“Se houver um meio qualquer pelo qual Satanás possa alcançar acesso à mente, ele semeará seu joio e o fará crescer até que redunde em farta colheita. Em caso algum pode Satanás obter domínio sobre os pensamentos, palavras e ações, a menos que voluntariamente lhe abramos a porta e o convidemos a entrar. Ele entrará então, lançando fora a boa semente semeada no coração e tornando de nenhum efeito a verdade” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 402).

“Todos os que proferem o nome de Cristo necessitam vigiar e orar, e guardar as entradas da alma; pois Satanás está em atividade para corromper e destruir, uma vez que lhe seja dada a mínima vantagem” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 1, p. 402, 403).

“Nossa única segurança é abrigarmo-nos na graça de Deus cada momento, não confiando em nossa própria visão espiritual, para que não chamemos ao mal bem, e ao bem chamemos mal. Sem hesitação ou discussão precisamos fechar e guardar as entradas da alma contra o mal” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 324).

“Devemos ter sempre em mente que há em operação seres invisíveis, tanto do mal quanto do bem, procurando ganhar o controle da mente. […] Anjos bons são espíritos ministradores, a exercer celestial influência sobre o coração e a mente; ao passo que o grande adversário das almas, o diabo, e seus anjos, estão continuamente trabalhando para efetuar nossa destruição” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 405).

E, para encerrar, um diagnóstico preciso de Allan Bloom:

“Se o nosso jovem conseguir recuar – o que é muito difícil e raro –, ganhar distância crítica em relação àquilo a que aderiu, duvidar do significado final daquilo que ama, então já terá dado o primeiro passo, o mais difícil, no sentido da conversão filosófica. A indignação é a defesa da alma contra a ferida da dúvida sobre o que lhe é próprio: reordena o cosmo para apoiar a justiça de sua causa” (O Declínio da Cultura Ocidental, p. 90).

Michelson Borges

Disney Channel terá primeiro romance gay em série infantojuvenil

andiO Disney Channel exibirá a primeira história de um personagem gay em um seriado infanto-juvenil. O canal anunciou que um dos protagonistas da produção americana “Andi Mack”, voltada para o público de 6 a 14 anos, vai descobrir que sente atração por outro menino na estreia da segunda temporada, que será exibida nesta sexta-feira, nos Estados Unidos. A trama, criada por Terri Minsky (Lizzie McGuire), conta a história da garota Andi Mack (Peyton Elizabeth Lee), sua relação com a família e os dois melhores amigos, um menino, Cyrus (Joshua Rush), e uma menina, Buffy (Sofia Wylie). De acordo com a revista americana The Hollywood Reporter, no novo episódio, Andi e Cyrus descobrirão que estão apaixonados pelo mesmo colega da escola, Jonah (Asher Angel).

Cyrus, de 13 anos, começa a ter dificuldade para entender os próprios sentimentos e conversa com a amiga Buffy sobre o assunto. A reação da menina deverá servir como um modelo positivo para crianças e adultos sobre aceitar as diferenças. “Terri Minsky, o elenco e todos os envolvidos no programa tomam cuidado para garantir que o conteúdo seja apropriado para o público e para que seja uma forte mensagem sobre inclusão e respeito pela humanidade”, afirmou um porta-voz da Disney em uma declaração.

O canal já apresentou personagens gays em séries como “Boa Sorte Charlie” e na animação “Doutora Brinquedos”, mas em episódios isolados. Essa será a primeira vez que a narrativa seguirá a história do personagem, no processo de descoberta da sexualidade e de autoaceitação.

No Brasil, a primeira temporada de “Andi Mack” foi exibida pela primeira vez entre os dias 10 de setembro e 22 de outubro, mas a segunda temporada ainda não ganhou data de estreia.

(Veja.com)

Nota: Um artigo científico deixou claro que personagens transgêneros são apresentados na TV para mudar a opinião pública. A mesma coisa vem sendo feita em relação a temas como beijo gay (inicialmente rejeitado em uma novela brasileira, depois tolerado e finalmente ovacionado) e com os romances homossexuais. E a melhor maneira de fazer a cabeça de uma sociedade é bombardear suas crianças com esses e outros conteúdos. A Disney sabe bem como fazer isso, afinal, já deu certo com magia, bruxaria e espiritismo. No fim das contas, o ataque é contra a visão bíblico-criacionista da criação, da natureza humana e da família original. [MB]