SBD emite nota de repúdio ao Porta dos Fundos

youtuberA Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) repudia, com indignação e veemência, o vídeo do Canal Porta dos Fundos intitulado “YouTuber”, divulgado em 9 de agosto de 2018. Na tentativa de criticar outros produtores de conteúdo do YouTube, o personagem diz que vai injetar 25 mililitros de insulina no organismo, enaltecendo o uso indiscriminado e totalmente errado do hormônio, além de ridicularizar pessoas com diabetes e profissionais de saúde envolvidos no cuidado do paciente.

Longe de ser considerada uma brincadeira, o diabetes é uma doença crônica, que acomete aproximadamente 13 milhões de pessoas no Brasil e cuja desinformação a respeito da condição ainda é grande, como apontou recente pesquisa Datafolha lançada recentemente pela Coalizão Para Sobreviver, da qual a SBD faz parte juntamente com associações de pessoas com diabetes. Para se ter uma ideia do ainda grande desconhecimento acerca da doença, dados do levantamento destacam que apenas 5% dos brasileiros julgam necessário seguir orientações médicas para controlar o diabetes. Dessa forma, vídeos como o produzido pelo Porta dos Fundos reforçam a disseminação de informações equivocadas e que podem causar, direta e indiretamente, danos à saúde da população.

É importante destacar outros dados mundiais da International Diabetes Federation (IDF), que evidenciam os riscos do mau controle do diabetes: a cada 20 segundos, uma pessoa tem amputação de membros graças à doença; a condição é a maior causa de cegueira; a cada seis segundos uma pessoa morre por causa do diabetes e 80% das mortes decorrem de complicações como infartos e AVC (derrame).

É preciso que a sociedade se mobilize para que esse tipo de desinformação não tenha propagação. Diabetes é uma doença grave e se complica quando não controlada e exclui e marca a vida com lutas diárias.

Solicitamos, publicamente, ao Canal Porta dos Fundos a exclusão do conteúdo e uma retratação imediata às pessoas com diabetes, às suas famílias, aos profissionais que lutam pela educação em diabetes e a vigília diária para controlar os efeitos da doença. Os ativos de comunicação, como o site www.diabetes.org.br, com o vasto arsenal de informações, são uma fonte adequada e responsável. A SBD convida os representantes do Canal Porta dos Fundos para uma visita aos seus ativos e até mesmo à sede, para que possam conhecer dados e esclarecer quaisquer dúvidas. Isso reforça o compromisso com a educação e informação. A SBD, portanto, está à disposição para colaborar na produção de conteúdos relacionados ao diabetes.

Nota: Não é de hoje que o desrespeito e a irresponsabilidade desse canal ficam evidentes. No fim do ano passado, os “humoristas” chegaram ao ponto de representar Jesus em uma produção pornográfica e blasfema (confira). Na busca insana por views e publicidade, eles ainda não entenderam que humor tem limites. [MB]

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O mundanismo que invade a igreja

mundanismoRecentemente, meu amigo Matheus Cardoso escreveu em sua página no Facebook: “O que chamamos de mundanismo e liberalismo: maquiagem, joias, cinema, bateria, rock (sic), dança, pregar sem terno e gravata. O que jovens adventistas praticantes estão aprendendo: feminismo, aborto, ideologia (sic) de gênero, movimentos sociais, direitos humanos (sic), relativismo, pluralismo, marxismo, releitura sociológica da Bíblia. Enquanto combatermos práticas que poderiam ser desafios 30, 40 anos atrás, o que realmente é mundanismo e paganismo continuará entrando na igreja e acharemos que são apenas pontos de vista inofensivos.”

Há dois anos fui convidado a apresentar uma palestra sobre cinema em uma igreja grande, com muitos jovens. De fato, em meu livro Nos Bastidores da Mídia, há um capítulo dedicado a esse assunto, mas, naquela ocasião, entendi que deveria tratar de um problema ainda mais grave. Dediquei uns dez ou quinze minutos ao tema do cinema e todo o restante do tempo utilizei-o para falar sobre séries. Enquanto alguns continuam a “bater” no cinema (e não estou dizendo com isso que sou a favor da ida a esse ambiente), milhões de cristãos viram noites assistindo episódio após episódio, em verdadeiras “maratonas de séries”. Alguns admitem publicamente nas redes sociais serem fãs de produções que exaltam o incesto, a violência gratuita, o lesbianismo e o estupro, como é o caso da incensada “Game of Thrones”. Na tela de seus tablets e celulares, jovens desperdiçam horas e horas que deveriam ser dedicadas à leitura, à oração e mesmo ao repouso do sono. Um tempo exagerado enchendo a mente com as ideias dos produtores de séries ávidos por uma plateia viciada e lucrativa. Horas e horas aprendendo sobre o verdadeiro “mundanismo”. O mundo mudou rapidamente e o problema definitivamente entrou em nossos lares.

Creio que ainda precisamos tratar com sabedoria, tato e prudência do “velho mundanismo”, sem nos esquecer do novo, que tem causado estragos imensamente maiores, pois se trata de ideias, conceitos, filosofias que estão mudando profundamente a mentalidade dos cristãos, criando uma geração de crentes relativistas desconectados da Bíblia. Uma nova geração de crentes ideologizados e desdoutrinados que cumpre à risca a triste profecia de Jesus: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8). Afinal, como desenvolver fé (confiança) em Deus se não passamos tempo com Ele? Como desenvolver fé se nossa mente é inundada de conceitos que atentam contra ela? Como ter fé em quem com o tempo tem Se tornado um ilustre desconhecido para pessoas que mais e mais se tornam ateias funcionais?

O mundanismo continua entrando na igreja, mas desta vez a coisa toda é tão mais sutil e complicada que chega a dar saudade do tempo em que o problema eram a maquiagem e a bateria. Quem disse que os últimos dias seriam fáceis?

Michelson Borges

Use as redes sociais para pregar enquanto pode

faceO politicamente correto já está enchendo a paciência e a censura mostra sua cabeça feia por aí. Como eu estava em uma viagem de férias e evangelismo por três semanas, fiquei totalmente alheio à Copa do Mundo. Depois soube que na final entre França e Croácia foi baixada uma ordem pela Fifa de não serem exibidas torcedoras bonitas nos telões dos estádios, como medida para conter os assédios sexuais. Imagine, então, como ficou a autoestima das mulheres que acabaram sendo mostradas pelas câmeras… Você acha mesmo que os assediadores deixaram de agir porque mulheres bonitas não foram mostradas nas telas? E onde estavam as feministas para protestar contra essa discriminação e esse abuso do direito de a mulher ser, também, bonita? Mas o pior veio depois da Copa…

Numa medida totalmente arbitrária, o Facebook deletou cerca de 200 páginas, alegando que os conteúdos de direita veiculados por esses perfis contribuem para a disseminação de fake news e causam divisionismo. É evidente que existem extremistas e haters por todos os lados, à direita e à esquerda, mas apagar contas sem aviso e sem direito de defesa é pura censura. Estava demorando para que fosse controlada e censurada a liberdade de expressão recém-conquistada pelos cidadãos nas redes sociais. Setores da chamada grande imprensa estavam muito preocupados, afinal, passaram a ter que compartilhar os rendimentos provenientes da publicidade e a audiência antes cativa. Os conteúdos veiculados nas redes sociais acabaram servindo de contraponto e passaram a colocar em xeque muitas informações “oficiais” tidas como verdadeiras. Obviamente que muitos perfis no Facebook e canais no YouTube contribuem, sim, para promover as fake news e a desinformação na era pós-fato. Mas a censura é mesmo o melhor caminho? Ou não seria melhor promover a educação para o consumo consciente e crítico de informações. Tirar a liberdade é melhor do que ensinar a pensar?

Fica claro que os senhores da mídia majoritariamente esquerdistas estão preocupados com o poder das redes sociais no sentido de servir de plataforma para candidatos políticos que não lhes interessam. A eleição de Trump e a contrariedade da grande imprensa norte-americana servem de exemplo disso. Em uma declaração recente, o dono do Facebook admitiu que o “Vale do Silício” é dominado pela esquerda. E os regimes de esquerda têm uma tradição conhecida de censura sumária dos meios de comunicação. Portanto, era só uma questão de tempo para que o espectro da censura pairasse novamente sobre nossa cabeça.

Minha maior preocupação não está relacionada necessariamente com toda essa briga política, até porque, como cristão, embora afetado por esse cenário, tenho propósitos mais elevados e uma missão deixada pelo meu Mestre, cujo reino não era e não é deste mundo. Preocupa-me mesmo o cerceamento da liberdade religiosa. O advento da internet e das redes sociais foi uma bênção para a pregação do evangelho. De repente, qualquer pessoa imbuída de senso de missão podia usar gratuitamente várias plataformas digitais para pregar o evangelho, alcançando facilmente dezenas, centenas e até milhares de pessoas. Mas até quando essa liberdade continuará? E quando os donos do Facebook, do Twitter e do YouTube decidirem que pregar uma religião específica fere a sensibilidade religiosa dos outros? E quando decidirem que os “fundamentalistas” criacionistas, por exemplo, devem ter o direito de voz cassado? E quando um post como este for tido como impróprio e politicamente incorreto?

Ontem foram as mulheres bonitas nos telões. Hoje são os perfis direitistas no Facebook. O que virá amanhã? Pregue o evangelho nas redes sociais enquanto você pode. Não perca tempo com banalidades e conteúdos sem sentido. Foco na missão, pois o tempo é curto!

Michelson Borges

Você vai assistir à novela Jesus, da Record?

jesusDificilmente gosto de filmes bíblicos porque os autores e diretores geralmente adicionam boa dose de ficção para tornar a produção mais hollywoodiana e atrativa para o público. Às vezes, uma mensagem, uma ideia, uma impressão ficam na mente das pessoas como se aquilo fosse realmente bíblico, e frequentemente não é. Prefiro formar minhas imagens mentais bíblicas com base na fonte primária: a própria Bíblia Sagrada. Leio-a todos os dias pela manhã e permito que seus conteúdos preencham meus pensamentos, minha imaginação. Prefiro não contaminar minhas memórias com sugestões humanas e as distorções tão comuns nas produções televisivas. Para mencionar apenas dois exemplos: Lembra do desenho “Moisés”, da Dreamworks? Ramsés foi apresentado como irmão do hebreu. Falso. Ramsés não foi o faraó do Êxodo. E o filme “Noé”? Está lembrado? Não era bíblico, era cabalístico e gnóstico. E muitos cristãos caíram como patinhos ao assistir ao filme e pensar que era baseado na Bíblia.

Mas pior mesmo é quando doutrinas e verdades bíblicas teológicas são distorcidas em nome da audiência. E quando as emissoras convidam para roteiristas pessoas que mal conhecem as Escrituras e até defendem ideias antibíblicas? O que esperar disso?

É triste ver tantos cristãos assistindo a filmes e novelas ditos bíblicos, enquanto a Bíblia deles permanece muda no criado mudo. Que tipo de pensamento e memórias estarão criando? Trocam o inspiração pela diversão. O crescimento pelo entretenimento. Uma pena. Espertos são os donos das produtoras e dos canais de TV que descobriram o filão dos filmes e das novelas ditos bíblicos e estão com isso entretendo as multidões e enchendo os bolsos.

Talvez haja um ponto positivo nisso tudo: despertar a atenção e o interesse de quem nunca leu a Bíblia para que confira no original o que viu na tela. Mas não vejo vantagem alguma alguém que conhece bem a Palavra de Deus e tem acesso fácil a ela “contaminar” seus pensamentos com ideias advindas da criatividade de alguém que admite não ter religião nem dar tanto valor à Bíblia Sagrada.

Veja o que a Folha de S. Paulo publicou a respeito da mais recente produção novelística da TV Record, da Igreja Universal do Reino de Deus:

“A dramaturga que assina a trama de ‘Jesus’, novela que [estreou] nesta terça (24) na Record, não se considera religiosa. Paula Richard é católica não praticante e não tinha uma Bíblia na estante até começar a escrever histórias do gênero na emissora. Da colaboração na equipe de roteiristas de ‘Os Dez Mandamentos’ (2015) ao comando de ‘O Rico e Lázaro’ (2017), acumula seis obras bíblicas. A autora não vê problema, por exemplo, em haver uma peça teatral em que Jesus é representado como transexual: estamos falando de ‘O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu’, com a travesti Renata Carvalho, que sofreu diversas censuras neste ano e no ano passado e também foi atacada pelo prefeito do Rio de Janeiro, o bispo Marcelo Crivella, como ‘ofensiva aos cristãos’. ‘Para mim, não é ofensiva. É ficção. Se as pessoas querem usar a imagem dele para passar uma outra imagem, aí é com elas’, diz. ‘Eu, enquanto criadora, não posso ser a favor de qualquer tipo de censura. Posso não concordar com o que você diz, mas você tem o direito de dizê-lo.’ […]

“Para retratar a figura de Jesus, Paula passou por uma questão comum entre autores que se propuseram à mesma tarefa. Como revisitar o ícone que foi apresentado ao público primeiramente em quatro evangelhos e, depois, multiplicou-se pela produção literária e visual de dois milênios? Jesus não está apenas nos corações dos fiéis. Foi pintado por Leonardo da Vinci (1452-1519), Paul Gauguin (1848-1903), Candido Portinari (1903-1962). Tornou-se musical da Broadway nos anos 1970, versão frequentemente atacada por religiosos radicais. E foi retratado, por exemplo, em um livro de José Saramago (1922-2010), O Evangelho Segundo Jesus Cristo, muito crítico à Igreja Católica. […]

“Maria Madalena não será prostituta – uma imagem de construção bastante controversa. ‘O que está escrito é que ela foi dominada por sete demônios. Ela deu abertura para eles dominarem. Coisa errada ela fez. Ela foi curada por Jesus, mas não se crava que ela foi prostituta’, conta. A cena em que Madalena é curada por Jesus terá pitadas de filmes de terror. ‘Para mim, a referência é ‘O Exorcista’. Não vai ter ela torcendo o pescoço, mas vai ter um pouco desse clima.’ […]

“Paula conta também que, antes de começar a criação da trama, reuniu-se com o Bispo Edir Macedo, dono da Record e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo ela, o bispo apenas pediu para que ‘a mensagem de Jesus pudesse ser compreendida’.

“A autora acredita que não é preciso ‘ter uma religião para gostar de Jesus’. ‘Há muitos estudiosos da Bíblia que são ateus. Fé, sim, tem ali, mas Jesus não pregou nenhuma religião.’ Jesus, para ela, ‘quebrou paradigmas em nome da tolerância’.”

Há muita gente por aí deixando de ler a Bíblia (se é que lia) para consumir as novelas “bíblicas” de emissoras de TV como a Record. Tentei assistir ao primeiro episódio da novela “Os Dez Mandamentos”, mas não consegui. A “liberdade criativa” foi demais para mim. Sem contar os apelos sensuais que deixavam a mensagem espiritual em segundo plano. Pais desavisados chegaram a permitir que os filhos pequenos (às vezes em pleno sábado) assistissem a cenas eróticas bem ao estilo dos folhetins comuns, afinal, era uma novela “bíblica”…

Fico preocupado com a produção de alguém que diz: “Se as pessoas querem usar a imagem [de Jesus] para passar uma outra imagem, aí é com elas.” E se isso fosse feito, por exemplo, com um escritor que defende o homossexualismo? Digamos que um crítico da militância LGBT se valesse das palavras de um defensor do movimento para justamente atacar o movimento? É óbvio que muitas vozes se levantariam contra isso, e com razão. Então como alguns querem usar Jesus para colocar na boca dEle palavras que Ele nunca diria. Jesus manifestaria amor aos homossexuais, como manifestou a qualquer ser humano, mas nunca aprovaria o estilo de vida homossexual, reprovado na Bíblia. Jesus recebia pecadores, mas não tolerava o pecado. Portanto, trata-se de forçar a barra dizer que Ele era “tolerante”. E Jesus fundou, sim, uma igreja. Deixou sobre a Terra um povo que “guarda os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus” (Apocalipse 14:12). Esses mesmos que são chamados de “radicais” e “fundamentalistas” porque querem ser fieis às ordens de seu Mestre.

De minha parte, vou continuar empregando meu tempo na leitura da Bíblia e não assistindo a produções criadas por pessoas de mentalidade relativista e com referenciais duvidosos.

Michelson Borges

Nota: Quer conhecer Jesus e Seu tempo? Leia a melhor biografia dEle, totalmente baseada na Bíblia Sagrada. Clique aqui.

Pediatras brasileiros emitem nota contra desenho “Super drags”

dragO desenho “Super drags”, anunciado pela Netflix no dia 31 de maio deste ano, nem foi ao ar e já está causando a indignação de vários profissionais de saúde, especialmente da saúde mental, por apresentar um apelo infantil voltado para questões ideológicas relacionadas ao mundo LGBT. Apesar de a Netflix alegar que o desenho é voltado para adultos, o simples fato de utilizar uma linguagem infantil por meio da animação revela a intenção implícita dos produtores em querer alcançar o público infantil, e essa opinião é confirmada pela Sociedade Brasileira de Pediatria em uma nota publicada nesta semana contra a exibição do programa.

“A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em nome de cerca de 40 mil especialistas na saúde física, mental e emocional de cerca de 60 milhões de crianças e adolescentes, vê com preocupação o anúncio de estreia, no segundo semestre de 2018, de um desenho animado, a ser exibido em plataforma de streaming, cuja trama gira ao redor de jovens que se transformam em drag queens super-heroínas”, diz o início da nota.

Em seguida, a entidade destaca que crianças não possuem a capacidade cognitiva suficiente para compreender questões morais complexas envolvendo a sexualidade, uma vez que elas podem acabar tendo acesso ao conteúdo por outros meios, como gravações clandestinas compartilhadas pela internet.

“A SBP respeita a diversidade e defende a liberdade de expressão e artística no país, no entanto, alerta para os riscos de se utilizar uma linguagem eminentemente infantil para discutir tópicos próprios do mundo adulto, o que exige maior capacidade cognitiva e de elaboração por parte dos espectadores”, acrescenta.

O órgão também ressalta que o Supremo Tribunal Federal recentemente baniu a lei que restringia o conteúdo transmitido pelos meios de comunicação através de classificações indicativas, deixando apenas para os pais e os próprios veículos utilizarem o bom senso junto às crianças, tornando esse controle ainda mais frágil.

Na prática, sabemos que muitos ativistas vinculados ao movimento LGBT sabem da dificuldade dos pais atualmente em controlar o conteúdo que os filhos veem na TV e internet. O mesmo aconteceu com o desenho pornográfico “A Festa da Salsicha”, transmitido pelo canal HBO em horário nobre.

“Essa decisão [do STF] deixa crianças e os adolescentes dependentes, exclusivamente, do bom senso das emissoras de TV e plataformas de streaming, agregando um complicador a mais às relações delicadas existentes no seio da família, do ambiente escolar e da sociedade, de forma em geral”, continua a nota.

Por fim, a SBP também destaca os prejuízos na formação mental e afetiva das crianças e adolescentes ao serem expostos a esses conteúdos, pedindo que a Netflix cancele o lançamento da transmissão.

“Vários estudos internacionais importantes comprovam os efeitos nocivos, entre crianças e adolescentes, desse tipo de exposição. Ressalte-se o período de extrema vulnerabilidade pelo qual passam esses segmentos, com impacto em processos de formação física, mental e emocional. Sendo assim, a SBP reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e com a diversidade, mas apela à plataforma que cancele esse lançamento, como expressão de compromisso do desenvolvimento de futuras gerações”, conclui.

Para ler a nota completa clique aqui.

(Opinião Crítica)

Pela honra de Grayskull!

she-raAlguém já disse que a inteligência de Satanás seria inútil se ele não tivesse sutileza. Ou senso de timing. E aí nos lembramos daquela surrada alegoria de que um sapo imerso em água fria acaba morrendo despercebidamente se a aquecermos devargazinho. De queixo caído eu fico é quando alguém defende que o sapo apenas cometeu suicídio – afinal, por que culpar quem encheu a panela com água, atraiu o bicho e acendeu o fogo? Bom, já lá se vão uns 60 anos pelo menos desde que os intelectuais orgânicos do comunismo passaram a ocupar as universidades ocidentais, especialmente dos EUA, sua mídia e indústria de entretenimento e sacaram sua riquíssima caixa de ferramentas. Depois, foi o que se viu: beatniks, Kinsey, make-love-not-war, Woodstock, Crumb, Shelton, Walter Conkrite, etc., etc., etc. E a biomassa(*) estranhando a princípio, mas depois relaxando e aproveitando como se Contracultura fosse só modismo, com data de validade como qualquer tolice do pós-guerra. (* Update para o século 21: trocar o termo “biomassa” por “microbiota”.)

Mas será que Contracultura tornou-se apenas um termo jurássico, quase nostálgico, com imagens esmaecidas de hippies chacoalhando as pudendas, fumando maconha e vendendo miçangas? Quem dera… Contracultura não é só tema de documentário datado sobre os tempos de juventude dos nossos pais reprisando à náusea o “she loves you, ye, ye, ye”. Contracultura é um bando de arremedos de jornalistas cumprindo a pauta ecumênica globalistas/socialistas/islamitas. Contracultura é algum cultor do Estado Leviatã Pantagruel xingar um liberal econômico da Escola Austríaca de fascista (sic).

Contracultura é Porta dos Fundos, é Fátima Bernardes a faturar milhões com um comercial chinfrim onde abocanha a linguiça (suína) dos irmãos JBS, é novela de época com personagens trans (novela das 6, meu bom Senhor!!!), é o tapa-sexo do Pablo Vittar, o cabelo do Filipe Neto. É macho botando batom, peruca e silicone para expulsar as mulheres de suas árduas conquistas nas artes, nos esportes e até dos concursos de beleza. É deputada tendo a cara quebrada a chutes por narcrotraficantes de extrema-esquerda e o beautiful people fazendo de conta que não viu. É conservador condenado por fazer piada e “progressista” impune depois de cometer repetidos crimes a céu aberto.

Contracultura é uma infinidade de universidades falidas, que drenam o grosso dos recursos reservados à Educação para produzir analfabetos funcionais inúteis, ressentidos e carbonários que ostentam diplomas indignos sequer de serem impressos em papel higiênico. É Ministério da Educação torrando nossos impostos em políticas voltadas a transformar nossos filhos em vagabundos, psicóticos e chimpanzés bonobos.

Contracultura é o panelão sob um fogo cada vez menos brando, onde todos nós, os sapos – dos encanecidos aos de chupeta – nos habituamos a interpretar a realidade e esperar do futuro (futuro?) aquilo que Hollywood e afiliados nos servem. E para quem não gosta de lixo novo, tudo bem. Reescrevem-se os clássicos de nossa saudosa lembrança em resolução 4K HDR Pixel-Quântico on demand.

Por exemplo, que tal o remake de Perdidos no Espaço? Confiram: nada dos abraços e olhares ternos, do companheirismo exemplar do casal wasp Guy Williams e June Lockhart; em seu lugar, uma dupla de neuróticos que se hostilizam e mal conseguem reprimir o ressentimento do divórcio para não traumatizar ainda mais os filhos. Penny? Encenada por uma ruivinha sardenta, quase um clone do caçula Will original. Judy? Sai a loura Marta Kristen e entra uma (qual é mesmo o cabresto semântico imposto pelo fascismo cultural, digo, politicamente correto?) afrodescendente – adotada, é claro! Don West? Nada do mocinho-macho-alfa-discreto Mark Goddard, vital para as missões da Júpiter 2 e namorado comportadíssimo de Judy, tragam logo um trambiqueiro/muambeiro de caráter dúbio! Ah, o Dr. Smith… Vamos exumar e tacar fogo nos restos mortais do saudoso Jonathan Harris. Olha lá uma psicopata EM-PO-DE-RA-DA. Mas para não dizer que tudo ali é desaforo, salva-se o Robô, bem convincente, nada lembrando aquele botijão de gás estilizado da série icônica dos anos 1960.

Isso aí foi só um dentre centenas, milhares de exemplos de como os marxistas culturais formataram a cabeça dos diretores, atores e roteiristas, a maioria não faz a mínima ideia do macroprojeto civilizicida a que servem. Pensam que tudo não passa de garimpar grana e índices de audiência. O idiota útil (palavras de Stalin) é útil porque idiota e idiota porque útil.

she-ra2Não poderíamos encerrar o festim sem o coup de grâce: vitela. E os garçons não dormem em serviço! Desenhos nos canais infantis estrelados por crianças que vivem romances (e até casamentos) homossexuais. Foi-se o tempo das mensagens subliminares, Bob Esponja e Chowder. O negócio agora é “ferro com ferro deixando a massa queimar” (by Latino in “Amor de Pizza”). Então, de volta aos remakes, nos próximos dias nada da sílfide She-Ra; trocaram-na por uma personagem andrógina, sem lábios ou formas que lembrem minimamente uma curva. Satanás não se contenta apenas com Herodes, precisa de novos malakoi, de prostitutos cultuais, que, diga-se, nunca saíram totalmente de cena. Assim como o paganismo antigo, o moderno também não vive sem pedofilia. Vejam lá Aleister Crowley e André Gide se acabando com garotinhos importados da Argélia e da Índia.

Resumindo a estratégia dos neocananeus:

  1. Popularizar personagens cômicos que apresentem um comportamento anômalo a fim de tornar leve e divertida a percepção da perversão.
  2. Construir personagens dramáticos para humanizar o pervertido e criar uma crescente empatia com as pessoas normais.
  3. Tratar a perversão como doença para rotular de intolerante, sádico e ignorante quem a considere como realmente é: uma perversão.
  4. Normatizar a perversão, a princípio estendendo ao pervertido os mesmos direitos do não pervertido e, depois, garantindo-lhe privilégios de tratamento social e inimputabilidade legal de modo que mesmo os que haviam sido coagidos a tratar a perversão como apenas uma doença sejam agora processados criminalmente se chamarem o pervertido de doente.
  5. Familiarizar e em seguida glamurizar o pervertido e a perversão na mente das crianças, seja nas escolas, seja nos entretenimentos infantis.
  6. Perseguir judicialmente os pais (preferencialmente cristãos e judeus, pois não são bestas de mexer com os muçulmanos) que tentem proteger os filhos dessa lavagem cerebral, sempre que possível condenando-os à multa, prisão e perda da guarda de suas crianças.

Segue o checklist da pauta dos revolucionários para o genocídio cultural do Ocidente:

Homossexualismo – ok.

Falência do casamento – ok.

Infanticídio – fetos ok, recém-nascidos em breve.

Ocultismo – ok.

Liberação das drogas – quase lá.

Poligamia – quase lá.

Pedofilia – em andamento.

Especismo – em andamento.

Incesto – em breve.

Bestialismo – em breve.

Necrofilia – em breve.

Canibalismo – ainda a agendar.

(Marco Dourado, formado em Ciência da Computação pela UnB, com especialização em Administração em Banco de Dados)

Claudia Leitte é hostilizada por citar a Bíblia na TV

claudiaNo mês de março, no programa Encontro com Fátima Bernardes, a cantora Claudia Leitte disse que a mulher veio da costela de Adão, conforme a narrativa bíblica. O assunto em debate era “gênero e profissões” e os convidados defendiam o ponto de vista do feminismo contemporâneo. A cantora levou a discussão para outro rumo ao perguntar: “Geneticamente, a gente não é, como mulher, relacionada ao trabalho braçal, força bruta. A gente não é mais sensível?” E prosseguiu: “Historicamente, a gente veio da costela de Adão. Mas a costela de Adão protege os órgãos, a costela sustenta. Então é uma função que não desmerece a gente, muito pelo contrário, coloca a gente na condição de quem suporta e apoia. A gente não é mais sensível, os hormônios não fazem a gente ficar mais sensível?”

A pergunta claramente gerou desconforto na apresentadora e nos convidados. E a menção à Bíblia foi suficiente para produzir uma enxurrada de comentários jocosos nas redes sociais. “Burra” e “retardada” foram alguns adjetivos usados contra Claudia, sempre acompanhados de palavrões usados por internautas cuja mente foi dominada pelo marxismo cultural e pela militância feminista.

Claudia percebeu mesmo sem querer algo que vai se intensificar cada vez mais: a oposição ao criacionismo e à visão bíblica quanto à origem da humanidade e dos sexos, que, no caso, genética e biblicamente são apenas dois. Assuntos ligados ao espiritualismo, à bruxaria, ao evolucionismo e à ideologia de gênero são tratados numa boa nas TVs públicas e nos canais por assinatura, bem como nos filmes e nas séries e novelas, mas, quando se trata de Bíblia e especificamente da visão criacionista, os críticos e opositores de plantão se levantam raivosamente para combater o que eles não compreendem mas se apressam a classificar como fundamentalismo e estreiteza mental.

Depois desse incidente, Claudia gravou um vídeo para denunciar o que ela chama de patrulha ideológica e falta de liberdade de expressão. Ela diz que esse comportamento intolerante “beira a opressão.” É isso mesmo, Cláudia, a liberdade existe, desde que você pense como a maioria e não ouse desafiar o pensamento majoritariamente defendido pela grande mídia anticristã. E fique sabendo que dias piores virão.

Michelson Borges