Round 6: colégios alertam pais para evitar que crianças e adolescentes assistam

Violência, tortura psicológica, suicídio, tráfico de órgãos, cenas de sexo e palavras de baixo calão fazem parte da produção sul-coreana.

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O seriado sul-coreano Round 6, disponível na Netflix, é um fenômeno e está na boca do povo. Lançada em setembro, em poucas semanas, a série já é a mais assistida da plataforma de streaming com 111 milhões de espectadores. Um sucesso de público, mas também uma preocupação para pais e escolas de Salvador. É que, pela grande repercussão, Round 6, apesar de não ser indicado para menores de 16 anos, está também na boca das crianças e até em suas brincadeiras. O que deixa os responsáveis e os colégios para lá de preocupados já que a série faz uso de brincadeiras infantis para construir uma narrativa violenta em um jogo que dá ao vencedor uma fortuna, enquanto mata os que são eliminados no processo.

De acordo com Elisângela Santos, psicopedagoga do Colégio Montessoriano que já emitiu comunicado alertando os pais sobre, o seriado atrai as crianças por ter em seu roteiro brincadeiras, mas pode ser extremamente prejudicial aos pequenos pelo seu desfecho. “São brincadeiras exibidas na série que têm um viés até infantil em sua concepção e, por isso, aguçam a curiosidade das crianças, mas que são inseridas em um contexto absolutamente violento, que é inapropriado para crianças e adolescentes. Questiono até se de fato poderia ser assistida por quem tem 16 ou 17”, declara a psicopedagoga.

Além do Montessoriano, o Colégio Antônio Vieira também encaminhou comunicado aos pais e responsáveis sobre o seriado. “Como esse conteúdo vem tomando proporção nas redes sociais e também percebemos que vem sendo comentado entre as crianças, durante o recreio e horários livres, convidamos a todos para que fiquem alertas e acompanhem diariamente os conteúdos de acesso de seus filhos, sejam eles em filme, séries, músicas, sejam os conteúdos explorados nas redes sociais”, informa o Serviço de Orientação Educacional do Vieira em comunicado. […]

“São conteúdos explícitos na série: violência, tortura psicológica, suicídio, tráfico de órgãos, cenas de sexo, palavras de baixo calão, entre outros”, escreve a coordenação pedagógica. […]

Para Elisângela Santos, toda essa preocupação de pais e escolas tem sentido já que a série tem entrado não só no campo de visão das crianças, mas também em suas brincadeiras. “É uma série que não é para criança. Um conteúdo que remete a suicídio, tráfico de órgãos, tortura e violência realmente não é pra criança. E elas estão brincando fazendo referência à série, o que é muito natural porque, nessa idade, a criança é uma esponja que absorve tudo que vê de forma inocente”, relata.

A psicopedagoga diz ainda que os traumas adquiridos da série podem se estender por toda a vida. “Os danos psicológicos podem caminhar com esses jovens para o resto da vida. Cenas de violência podem disparar muitos gatilhos. Principalmente, para jovens que apresentam situação de ansiedade e depressão, acho muito perigoso”, alerta. […]

O terapeuta infantil Iarodi Bezerra concorda com a inadequação da série para a idade abaixo da sua classificação, mas questiona o que pode ser uma atenção direcionada, que ignora outros conteúdos problemáticos. “A série é para adultos. Mesmo que se utilize de um contexto com referências lúdicas, não é para criança. Atualmente, crianças e jovens estão em contato diário com conteúdos como Free Fire, Fortnite, GTA, Jogos Vorazes. Todos com nível de violência superior a Round 6. Ressalto que as crianças expostas à violência, podem apresentar sim comportamentos disfuncionais. Neste caso, os pais precisam fiscalizar e filtrar o que os filhos assistem, garantindo um desenvolvimento saudável e evitando desespero em um único conteúdo”, orienta o terapeuta.

Sobre o risco da série induzir violência para os pequenos que a assistiram ou participaram de brincadeiras ligadas a ela, Iarodi descarta essa possibilidade. “A série não leva a criança a replicar a violência. Não acredito que ela faça isso por si só, é necessário fatores ambientais, sociais, emocionais e maturação cognitiva para que o façam. É só olhar que o conteúdo dos filmes de ação que passam na TV aberta em plena tarde de Domingo não são diferentes da série e não geram o mesmo alarde. O que precisa mudar é a responsabilização dos pais sobre o que os filhos estão vendo.”, afirma ele, que atende crianças com atitudes violentas, mas que não são agressivas por conta destes conteúdos e sim pelo ambiente familiar. […]

(Correio)

No Rio de Janeiro, a escola Escola Aladdin emitiu, na primeira semana de outubro, um comunicado aos pais dos alunos, alertando para o conteúdo inadequado e para a “obsessão” dos jovens pela série. Ao jornal O Globo, diretores da instituição informaram que os alunos estavam reproduzindo brincadeiras que fazem alusão ao assassinato de personagens. No Colégio Adventista Marechal Rondon, em Porto Alegre, a série não chegou a inspirar jogos no recreio, mas a vice-diretora Tatiane Goetz dos Santos relata que mesmo as crianças mais jovens comentam sobre. 

Inspirada pela ação da escola carioca, a instituição gaúcha publicou, na semana passada, uma nota dirigida a pais e familiares de alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio. A circular alerta para o conteúdo inapropriado de Round 6 para crianças, a relação dela com jogos da infância e o fato de a série ou de recortes dela compartilhados em redes sociais estarem impactando os alunos.

“Mesmo sabendo que a série saiu em setembro e que muita gente já maratonou, publicamos a circular para alertar os pais a ficarem de olho no que seus filhos estão vendo. Até porque, quando um coleguinha comenta, desperta interesse e curiosidade no outro que não tinha nem ouvido falar. E ele vai, com certeza, procurar. A Netflix tem acesso infantil, que limita, mas muitos (alunos) têm acesso ao perfil adulto também. Nossa carta é uma medida preventiva e, a partir daí, a família administra essa situação da forma que achar necessário”, afirma Tatiana. […]

(Gaúcha ZH)

Novo Superman assume ser bissexual

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“Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Moisés, em Gênesis 1:27).

“Então o Senhor Deus fez cair um pesado sono sobre o homem, e este adormeceu. Tirou-lhe uma das costelas e fechou o lugar com carne. E da costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus formou uma mulher e a levou até ele. E o homem disse: ‘Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; será chamada varoa, porque do varão foi tirada.’ Por isso, o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Moisés, em Gênesis 2:21-24).

“Desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. ‘Por isso o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.’ De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, que ninguém separe o que Deus ajuntou” (Jesus, em Marcos 10:6-9 e Mateus 19:4).

“Maridos, que cada um de vocês ame a sua esposa, como também Cristo amou a igreja e Se entregou por ela. […] Assim também o marido deve amar a sua esposa como ama o próprio corpo. Quem ama a esposa ama a si mesmo. […] Eis por que ‘o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne’” (Paulo, em Efésios 5:25-31).

“‘Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem; […] homem e mulher os criou’ (Gn 1:26, 27). Aqui está claramente estabelecida a origem da raça humana; e o relato divino refere tão compreensivelmente que não há lugar para conclusões errôneas” (Ellen G. White, em Patriarcas e Profetas, p. 44).

“O próprio Deus deu a Adão uma companheira. Proveu-lhe uma ‘adjutora’ – ajudadora esta que lhe correspondesse – a qual estava em condições de ser sua companheira, e que poderia ser um com ele, em amor e simpatia. Eva foi criada de uma costela tirada do lado de Adão, significando que não o deveria dominar, como a cabeça, nem ser pisada sob os pés como se fosse inferior, mas estar a seu lado como sua igual, e ser amada e protegida por ele. Como parte do homem, osso de seus ossos, e carne de sua carne, era ela o seu segundo eu, mostrando isto a íntima união e apego afetivo que deve existir nesta relação” (Ellen G. White, em Patriarcas e Profetas, p. 46).

“Deus celebrou o primeiro casamento. Assim esta instituição tem como seu originador o Criador do Universo. ‘Venerado […] seja o matrimônio’ (Hb 13:4); foi esta uma das primeiras dádivas de Deus ao homem, e é uma das duas instituições que, depois da queda, Adão trouxe consigo de além das portas do Paraíso. Quando os princípios divinos são reconhecidos e obedecidos nesta relação, o casamento é uma bênção; preserva a pureza e felicidade do gênero humano, provê as necessidades sociais do homem, eleva a natureza física, intelectual e moral” (Ellen G. White, em Patriarcas e Profetas, p. 46).

“Aquele que deu Eva a Adão por companheira operou Seu primeiro milagre numa festa de bodas. Na sala festiva em que amigos e parentes juntos se alegravam, Cristo começou Seu ministério público. Sancionou assim o casamento, reconhecendo-o como instituição por Ele mesmo estabelecida. […] Cristo honrou a relação matrimonial tornando-a também símbolo da união entre Ele e os remidos. Ele próprio é o esposo; a esposa é a igreja, da qual diz: ‘Tu és toda formosa, amiga Minha, e em ti não há mancha’ (Ct 4:7)” (Ellen G. White, em A Ciência do Bom Viver, p. 356).

A Guerra do Amanhã

Uma forma de preparar o povo para o descanso semanal obrigatório?

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“Viajantes do tempo chegam de 2051 trazendo uma mensagem urgente: 30 anos no futuro a humanidade está perdendo uma guerra contra alienígenas mortíferos. A única esperança de sobrevivência é enviar soldados e civis para lutar no futuro. Determinado a salvar o mundo por sua filha, Dan Forester se une a uma cientista brilhante e a seu pai afastado para reescrever o destino.” Essa é a sinopse oficial do filme “A Guerra do Amanhã”, sucesso em exibição pelo Amazon Prime. Poderia ser mais um típico filme de ação envolvendo viagem no tempo, extraterrestres e humanos valentes dispostos a lutar pelo planeta e pela vida. Mas alguns detalhes chamaram a atenção dos mais atentos. Veja as observações do pastor Sérgio Santeli: [MB]

“Os monstros descansam no sétimo dia, chamado de ‘shabat’. Acredito que seja uma forma de preparar o povo para o descanso semanal obrigatório que logo será implantado, ou para hostilizar os que guardam o sábado. Outras referências escatológicas no filme: (1) mundo se unindo para lutar contra dois inimigos comuns – ETs e a destruição da Terra; (2) forte ênfase na defesa da natureza; (3) monismo gnóstico: a fêmea dos ETs é a poderosa que tem os machos inferiores na hierarquia; (4) as datas são especulativas: em dezembro de 2022, na Copa do Mundo do Catar, ocorre o evento de abertura do portal do tempo, quando os humanos do futuro voltam e pedem ajuda, afirmando que, se não for feito nada, dentro de 11 meses o mundo será destruído.”

Rock é sexo e satanismo – segundo os próprios roqueiros

As informações a seguir são de um site especializado em rock e heavy metal

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Você sabia que alguns discos de Rock Pesado têm mensagens e desenhos ocultos em suas capas? Do levantamento feito pelo site Rock Dissidente, a totalidade dessas mensagens aborda um ou dois dos seguintes temas: sexo e ocultismo. Nessa segunda seara, mais especificamente, referências ao tinhoso. Ambos são assuntos tabus em nossa sociedade e não só; em certa medida são proibidos, ocultos e famigerados. O satã é aquele que a religião e a cultura hegemônica ensinam a temer, mas que se sabe pode trazer grandes poderes a um alto custo; ele representa o obscuro que atrai. O sexo é o máximo do prazer que a carne pode obter, mas você não pode falar dele abertamente; ele é regulado pelo parentesco e você será ridicularizado se outros que não transam com você descobrirem o que lhe dá prazer. Tanto esse quanto aquele representa a tentação para o que é errado, mas que pode levar a júbilos de regozijo.

Conheça então as bandas que foram seduzidas pelo que é lúgubre e tenebroso e adicionaram obscuras mensagens às capas de seus discos. A lista é organizada por ordem cronológica (e alfabética, no caso de coincidências).

1. THE VELVET UNDERGROUND (1968)
“White Light/White Heat”

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Andy Warhol é considerado um gênio das imagens, sendo o maior protagonista do movimento Pop Art. Sua obra como pintor, empresário e cineasta é amplamente conhecida; assim como as relações que ele manteve com algumas bandas de Rock, entre elas o The Velvet Underground. Warhol ajudava a trupe de Lou Reed com dinheiro e ideias. No segundo disco de estúdio do conjunto, ele teve a ideia de ocultar na capa a sinistra e tenebrosa tatuagem do ator Joe Spencer, que protagonizou o filme Biker Boy, de Warhol, em 1967. A imagem desse demônio que, supostamente, inaugurou as “mensagens subliminares” em álbuns de Rock só pode ser vista contra uma luz branca (brincadeira com o “White Light” no título). Posteriormente, o LP foi lançado com outras capas, que excluíam a aparição demoníaca. Coincidentemente, após a gravação e o lançamento, Warhol se afastou da banda e sua amiga Nico – que entrou por pressão do mecenas – foi expulsa.

2. GRATEFUL DEAD (1969)
“Aomomoxoa”

O terceiro disco da hippie estadunidense Grateful Dead é considerado por muitos fãs o último da era experimental do grupo. Originalmente intitulado “Hurricane Country”, a obra de capa do disco é tão ou mais famosa que a música que abriga. Repare que o capacete do motociclista representa a cabeça de um pênis e que os ovos que ele segura na mão representam um saco escrotal. Note que uma gosma branca sobe da cabeça fálica, entrando em contato com um sol que representa um óvulo com muitos espermatozoides em volta. Não só. Ao lado, vemos um ovário com um bebe dentro, e ainda há representações de mulheres nas árvores. Toda essa demonstração do ato reprodutivo iniciou as referências ao sexo nas capas de discos de Rock.

3. MOM’S APPLE PIE (1972)
“Mom’s Apple Pie”

Uma banda de Hard Rock com dez integrantes por si só já chamaria a atenção. Correto? Pois o grupo do vocalista Bob Fiorino ficou mais conhecida pela capa de seu debut, desenhada pelo artista Nick Caruso. Além de a “mamãe” que segura a torta estar com uma expressão lasciva, repare no detalhe da fatia da torta que foi cortada. Uma genitália feminina com um creme branco saindo, lembrando uma ejaculação recente. Após o lançamento, outras duas capas foram feitas, substituindo a vulva por uma parede de tijolos e, depois, com policiais olhando nas janelas. Por causa disso, o disco com a arte original é o mais querido entre os colecionadores.

4. URIAH HEEP (1972)
“Demons and Wizards”

Quarto disco de estúdio da banda britânica cujo nome foi inspirado em uma personagem de Charles Dickens, “Demons and Wizards” foi um marco na vitoriosa carreira do Uriah Heep. Novamente, contando com a arte fantástica de Roger Dean, o álbum que imortalizou hinos de Hard Rock como “The Wizard” e “Easy Livin” possui uma cachoeira cuja água sai de uma abertura em formato de genitália feminina para uma pedra que estranhamente se parece demais com a cabeça de um pênis. Há quem afirme que todas as pontas de pedras na capa do petrado tenham essa inspiração peniana. Diferentemente de algumas das capas citadas aqui, essa nunca sofreu alteração posterior.

5. EMERSON, LAKE AND PALMER (1973)
“Brain Salad Surgery”

O quarto álbum de estúdio da instituição do Rock Progressivo inglês, que na verdade é um supergrupo, contou com a impressionante arte do artista surrealista suíço H. R. Giger (mais conhecido pelo seu trabalho no filme “Alien – o oitavo passageiro”, de 1979). A capa que mostra uma mulher biomecânica, presa numa máquina monocromática de lobotomia, ficou famosa por ser gatefold (dupla), e quando aberta mostra a mulher alienígena com muitas cicatrizes após a cirurgia. Entretanto, há uma peculiar sombra branca logo acima do logo do grupo (também criado por Giger). Há uma genitália masculina sugerida em sombras brancas.

6. BLUE ÖYSTER CULT (1979)
“Mirrors”

O quinteto nova-iorquino Blue Öyster Cult é conhecido por suas letras de ficção científica, muito cheias de temas do ocultismo, e há quem a acuse de ligação com o satanismo na canção 7 “Screaming Diz-Busters”, do seu segundo disco, “Tyranny and Mutation”, de 1973. Em 1979, o grupo vinha de uma ascensão de sucessos com a trinca “Agents of Fortune”, “Spectres” e “Some Enchanted Evening”, que foi abruptamente cortada com o disco Mirrors. O álbum agrada os fãs do conjunto, mas falha em ser mais acessível ao público em geral, faltando “aquele hit”, como “Godzilla” ou “Don’t Fear the Reaper”, mas tudo bem, o B.Ö.C. ainda tinha umas cartas na manga e o sucesso voltaria em breve. A menção do disco nessa lista é por este estranho espermatozoide “dançando” entre as nuvens, logo ao lado do retrovisor. Facilmente identificado na versão em vinil, quando lançado em CD, o disco recebeu linhas amarelas de moldura, tornando menor a ejaculação nos ares.

7. WHITESNAKE (1979)
“Trouble”

Após o termino do Deep Purple, o vocalista David Coverdale logo tratou de começar sua carreira solo, primeiramente com um disco chamado “White Snake”, que logo se tornou o nome da banda com que firmaria seu nome como um dos grandes cantores do Hard Blues Rock. Os três primeiros discos do novo grupo possuíam a temível cobra branca estampando a capa. Porém, no álbum “Trouble”, o segundo, a língua bifurcada da cobra forma uma genitália feminina.

Em ambos os discos, o órgão sexual feminino faz alusão à passagem bíblica de expulsão de Adão e Eva do Paraíso por comer o fruto proibido. No disco “Trouble”, a serpente está se originando de um fruto. Já no caso de “Come an’Get it”, a cobra branca está dentro de uma maçã de vidro (maçã é a fruta que o citado casal não poderia comer [errado]), e na contracapa essa fruta está estilhaçada. Teria sido mordida/comida?

Após o clássico “Read ‘n’ Willing” e o ao vivo “Live in the Heart of the City”, a trupe de Coverdale resolveu estampar seu sétimo registro novamente com a cobra branca… e novamente incluiu uma vulva se formando na tramela do animal, e dessa vez ainda de maneira mais acentuada! Depois disso, a cobra só voltou a aparecer num disco de trabalho da discografia no disco “Slide it in”, mas dessa vez sem conotações sexuais “subliminares”.

8. BLACK SABBATH (1981)
“Mob Rules”

Obviamente, não seria fácil para qualquer banda no mundo perder um frontman com o carisma e os contatos de Ozzy Osbourne. Todavia, o grupo de Tony Iommi fez história ao recrutar o ex-Rainbow Ronnie James Dio como cantor. Compositor, letrista, exímio no domínio da voz e cheio de ideias, o Black Sabbath voltou a crescer com “Heaven and Hell”, conquistando o emergente movimento Heavy Metal. O disco seguinte seria a prova de fogo do novo velho grupo, e o “Mob Rules” arrasou consolidando ainda mais o quarteto de Hard Rock pesado e obscuro. Ainda assim, especula-se que o grupo sentisse saudade de seu antigo cantor. Ou por que sugerir o nome dele nas manchas de sangue no chão? O que, entretanto, garantiu a entrada dos ingleses em nossa lista foi o demônio escondido no pano imundo de sujeira e sangue no centro da capa do LP.

Em sua autobiografia, o guitarrista classificou como baboseira qualquer indício de mensagem subliminar na capa do disco, que é uma adaptação da pintura “Dream One – Crucifiers”, datada de 1971, do artista Greg Hildebrant, famoso por seus trabalhos nas cearas da ficção científica e da fantasia (“Senhor dos Anéis”). Analisando o desenho original, realmente já parece que está escrito Ozzy no chão. Como então explicar o demônio? Essa não é a única relação de Dio com o oculto.

9. DIO (1983)
“Holy Diver”

Sair de uma das principais bandas de Rock Pesado, talvez a maior no momento, seria um baque para acabar com a carreira de qualquer artista. Teria então o ex-baixista e vocalista do Elf feito um pacto com o tinhoso para se manter como uma das maiores vozes de toda a história do Rock? O fato é que se você inverter o logo de todos os discos que o baixinho lançou solo, exceto o “Dream Evil”, de 1987, poderá ver facilmente duas palavras de carga inegavelmente negativa. Acompanhe na imagem abaixo. Não é difícil ler “devil”, ou “diabo”, grafado “subliminarmente” no logo. Há quem afirme, todavia, que a palavra do logo invertido é “die”, ou “morte”, algo tão danoso e maléfico. Como isso foi notado ainda nos anos oitenta, o músico já se explicou várias vezes sobre o caso, sempre o classificando como “mera coincidência”.Intencional ou não, para efeitos de classificação, a banda Dis é o conjunto com mais “mensagens subliminares” na história, pois foram 20 discos, entre trabalhos de estúdio, coletâneas e ao vivos, a utilizarem o logo duvidoso.

10. WARRANT (1989)
“Dirty, Rotten, Filthy, Stinking, Rich”

Não confundir com a banda alemã de Heavy/Speed Metal. Estamos aqui tratando do famoso Warrant, do saudoso Jani Lane, que antes do clássico “Cherry Pie” estreou muito bem com disco D.R.F.S.R. A capa desse bem-sucedido álbum satirizava um empresário do Mercado Musical de Hollywood, interessado em sugar o lucro da vitalidade dos músicos que tivessem o desprazer de assinar contrato com ele. O que pouca gente percebeu até então é que a capa que embala os sucessos “Heaven”, “Down Boys” e outros possui três imagens “escondidas”. A primeira delas, e mais descarada, é uma genitália masculina na bochecha direita da figura. As outras duas são encontradas mais facilmente virando o LP ao contrário. Logo abaixo do olho direito, vê-se claramente a representação de um pássaro. De acordo com o Tarô de Marselha, essas aves são especiais, pois atuam como mensageiras entre este e outros planos, muitas vezes coexistindo em ambos. Já foi afirmado que se trataria de um corvo, e não de um pássaro qualquer, que é uma ave habitualmente associada a morte, azar e solidão.

Encerrando as mensagens, dentro da orelha, logo abaixo do brinco está representada uma mulher nua.

11. MOTÖRHEAD (1995)
“Sacrifice”

Desde que foi expulso do Hawkwind por conta de problemas com drogas, Lemmy Kilmister tomou o nome de uma música que ele escreveu para sua antiga banda como nome do grupo que o levaria à grande fama. Com fama de durão e duro na queda, o vocalista/baixista carrega também a reputação de já ter tido relação sexual com mais de mil mulheres. Talvez ele estivesse tão fissurado em sexo em meados dos anos 90 que resolveu alterar o clássico mascote da banda, o Snnagletooth, adicionando uma língua nele. Essa, todavia, foi desenhada no formato fálico de um pênis, com uma vagina atrás dele.

Encerramos aqui nossa viagem pelo mundo escondido das capas dos discos de Rock/Metal. É possível que alguns leitores discordem de nossos apontamentos. Não há algo de maléfico ou contraproducente nisso, pois no mundo do Rock Pesado consensos são tão difíceis de identificar quanto mensagens intencionalmente ocultas.

(Wiplash)

Leia também: “Bob Dylan completa 80 anos: primeiro a ganhar o Nobel, Oscar, Pulitzer, Grammy e Globo de Ouro”

Bob Dylan completa 80 anos: primeiro a ganhar o Nobel, Oscar, Pulitzer, Grammy e Globo de Ouro

História sobre um possível pacto com o diabo e uma declaração ambígua em uma entrevista continuam rondando a carreira do artista

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Em meu livro Nos Bastidores da Mídia, analiso o poder de influência dos conteúdos veiculados nos meios de comunicação e da cultura que nos rodeia. Evidentemente que há aspectos da cultura que não são necessariamente problemáticos para um cristão que procura manter os pensamentos puros e orientados pela Palavra de Deus, assim como também é evidente que o diabo se valeria dessa indústria cultural como ferramenta (medium) para disseminar seus enganos e afastar as pessoas da verdade. Igualmente evidente é que os fãs da cultura pop relativizariam tudo isso, à semelhança daqueles que negam que o diabo seria capaz de usar uma serpente inebriante (medium) para enganar a distraída Eva.

Um dos capítulos do meu livro trata do poder da música. E esta notícia que ocupou espaço na mídia nesta semana me fez lembrar do assunto:

No dia 24, o cantor Bob Dylan completou 80 anos. Para muitos, a fama dele é devida a um pacto com o diabo. Anos atrás, em entrevista a Ed Bradley, do programa “60 Minutes” (veja aqui), o próprio músico [teria admitido] isso, dizendo que fez um combinado com o “comandante-chefe” (veja aqui também). A assessoria dele tentou abafar o assunto, mas a conversa girou o mundo. Quando Dylan ganhou o prêmio Nobel de literatura em 2016, muitos ficaram surpresos, menos ele. Na mesma entrevista, ele disse: “Era um lance de destino. Eu fiz um acordo com [ele] e estou cumprindo a minha parte.” [E não fica claro quem seria esse “comandante-chefe”.]

No documentário “No Direction Home” (2005), de Martin Scorsese, alguns entrevistados contam que a técnica de Bob Dylan como violonista evoluiu assombrosamente logo em seus primeiros meses em Nova York. Tanto que, ao voltar à sua cidade natal, muita gente achou que ele, como muitos artistas de blues, havia mesmo feito um pacto com o demônio.

Detalhe: os Beatles descobriram a maconha só em 1964, quando Dylan os presenteou com cigarros de maconha em um quarto de hotel do grupo inglês. A história foi contada por Ringo Star, que foi o primeiro a provar da droga.

(Fontes: 60 Minutes, Megacurioso e Extra)

A trajetória religiosa do artista – único a ganhar o Nobel, Oscar, Pulitzer, Grammy e Globo de Ouro (O Globo) – é bastante tortuosa: de família judaica, ele se tornou cristão no fim da década de 1970 (confira aqui e aqui), para, depois, voltar atrás e afirmar, em 1997: “Eu não adiro a rabinos, pregadores, evangelistas, tudo isso. Aprendi mais com as canções do que com qualquer outro tipo de entidade. As músicas são meu léxico. Eu acredito nas musicas” (Newsweek). Essa mesma matéria da Nesweek traz o seguinte: “Na verdade, ele parece estar perto de sua zona de conforto ao falar sobre por que não está falando sobre uma de suas páginas mais ilegíveis: aquela fase conservadora e cristã renascida que surpreendeu sua base de fãs seculares liberais há cerca de 15 anos. ‘Não é tangível para mim’, diz ele. ‘Eu não acho que sou tangível para mim mesmo. Quer dizer, eu penso uma coisa hoje e penso outra coisa amanhã. Eu mudo no decorrer de um dia. Eu acordo e sou uma pessoa, e quando vou dormir eu sei com certeza que sou outra pessoa. Não sei quem eu sou na maioria das vezes. Isso nem importa para mim.'”

Neste vídeo (aqui), o crítico musical Tony Glover compara a meteórica ascensão de Dylan com a de Robert Johnson, para muitos o pai do rock/blues moderno, que fez pacto com o diabo em uma encruzilhada e compôs uma música sobre isso. Ele menciona que em ambos os casos eles não tinham talento e voltaram “do nada” tocando bem.

Judeu? Cristão? Sem religião? O fato é que em shows mais recentes de Dylan lá estava o símbolo ocultista Olho de Hórus (veja aqui e aqui).

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Deixo, para reflexão, alguns textos da Bíblia e de Ellen White, que nos fazem recordar o porquê de termos que ser muito criteriosos com os conteúdos culturais que consumimos:

“A nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas contra os principados e as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais” (Efésios 6:12).

“…tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o pensamento de vocês” (Filipenses 4:8).

“E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2).

“Sujeitem-se a Deus, mas resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês. Cheguem perto de Deus, e Ele Se chegará a vocês. Limpem as mãos, pecadores! E vocês que são indecisos, purifiquem o coração” (Tiago 4:7, 8).

“Toda paixão profana deve ser mantida sob o controle da santificada razão, por meio da graça abundantemente concedida por Deus. Vivemos em uma atmosfera de satânico encantamento. O inimigo tecerá uma fascinação de licenciosidade em torno de toda alma que não se ache entrincheirada na graça de Cristo. Tentações virão; se vigiarmos contra o inimigo, porém, e mantivermos o equilíbrio do domínio próprio e pureza, os espíritos sedutores não exercerão influência sobre nós. Os que nada fazem para animar a tentação terão forças para resistir-lhe quando ela vier. Aqueles, porém, que se mantêm na atmosfera do mal só terão que se censurar a si mesmos, caso sejam vencidos e caiam de sua firmeza” (Ellen G. White, MG, Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, 257).

“Os que não querem cair presa dos enganos de Satanás, devem guardar bem as vias de acesso à alma; devem-se esquivar de ler, ver ou ouvir tudo quanto sugira pensamentos impuros. Não devem permitir que a mente se demore ao acaso em cada assunto que o inimigo das almas possa sugerir. O coração deve ser fielmente guardado, pois de outra maneira os males externos despertarão os internos, e a alma vagará em trevas” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 518, 519).

Assista abaixo ao vídeo com o testemunho do ex-satanista hoje adventista do sétimo dia Gabriel Estêvão, cujo livro está em preparo para publicação em breve:

Ex-BBB diz que Big Brother não é programa para cristão

“Deus não tem parte com aquelas cenas e aquelas conversas”

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Natália Nara participou do Big Brother Brasil 5 (o deste ano foi a [21a] edição do programa) e após ter sido capa da Playboy, tornou-se evangélica. Em entrevista ao site Guia-me, ela disse que “Deus está levantando uma geração que estuda, se informa, que fala da vontade do Senhor na mídia, nas faculdades, na política. Ache ruim quem achar. Uma geração que tem o evangelho de Jesus Cristo na ponta da língua e principalmente arraigado no sangue. Que está ligado em tudo que acontece no mundo, mas que sabe selecionar o que vê na televisão, na internet, nos outros meios de comunicação, na rua entre amigos, em seu trabalho…”

Ela assiste ao BBB hoje em dia? Resposta: “Tentei assistir, mas vi que Deus não tem parte com aquelas cenas e aquelas conversas. O Espírito Santo, ele mesmo me diz: ‘Não é bom para você, desliga isso, não vai te trazer vida.’ Jesus é a luz que ilumina todo homem. Onde ele está, as coisas imundas e podres desse mundo vem à tona, impressionante!”

Ao responder sobre se existe manipulação na edição do programa, a estudante de jornalismo dispara: “A edição, como qualquer outra num meio de comunicação tão persuasivo como a televisão, é tendenciosa. A televisão é uma máquina de dinheiro, quanto mais lucro, melhor!”

(Guiame)

Nota: Se, para deixar de assistir ao BBB, você precisava da opinião de quem conhece o assunto, agora não há mais desculpas. [MB]

O futuro em quatro cenas

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Cena 1
1951 – É lançado o filme ”O dia em que a Terra parou” – visita de um ET apelando aos líderes da Terra para acabarem com as guerras e a corrida armamentista.

Cena 2
1977- Raul Seixas grava a música ”O dia em que a Terra parou”, inspirado no filme de 1951.

Cena 3
2008- É lançado outro filme: ”O dia em que a Terra parou” – um ET visita a Terra para alertar os humanos sobre a destruição do planeta (ecologia).

Cena 4
2021 – Apple TV lança o documentário ”O ano em que a Terra mudou”, mostrando os supostos “benefícios ecológicos” do lockdown em 2020.

Conclusão:
É possível perceber um padrão nessa sequência? A cultura popular está sendo usada para transformar o inconsciente coletivo e fazer com que o mundo aceite uma “solução” para salvar o planeta. Palavra-chave em todas as cenas: “parou”. Qual é o mandamento que mais combina com essa palavra? Sim, esse dia profetizado está chegando, nem que um vírus, uma guerra, uma crise econômica, ou até mesmo um ET precise ser usado… De qualquer forma esse dia chegará. Você está preparado?

(Sérgio Santeli é pastor adventista em São Paulo)

Histórias de super-heróis: catarse infanto-juvenil

A cultura pop, base para esse fenômeno, é uma capitulação, tanto da individualidade quanto do bom senso e da maturidade.

Histórias de super-heróis nada mais são que catarse infanto-juvenil, portanto, têm sua hora e lugar na vida da pessoa, assim como as rodinhas na bicicleta – passada essa época, podem, no máximo, despertar breves saudades. Mas, quando persistem, é sinal de que a pessoa desenvolveu problemas psíquicos. Pior: quando, além de perdurarem na vida adulta, continuam a ocupar interesse e dedicação exageradas, demandam tratamento psicológico.

Ficções com fundo fantástico, como musicais, terror, sci-fi, universo Marvel/DC, etc., são bem-sucedidas na medida em que conseguem induzir no espectador uma suspensão temporária da realidade, pois essa é a função desse tipo de catarse: um desligamento momentâneo do senso comum a fim de se mergulhar em uma fantasia extravagante.

Mas tem que ser momentâneo! Pessoas normais sabem que transeuntes anônimos não param no meio da rua para dançar uma coreografia complexa ao som de uma orquestra invisível; sabem que milionários não abrem mão de suas vidas para vestir um colant cafona com máscara e arriscar uma morte inglória e dolorosa duelando com outro maluco; sabem que o cadáver vingativo de um coitado que sofreu bullying na adolescência não vai se levantar da tumba pleno de onisciência e poderes titânicos; sabem que veneno, radiação e acidentes não trazem superpoderes, mas enfermidades, degeneração e morte.

Contudo, como condescender com essas bizarrices e ao mesmo tempo conseguir ser levado a sério? Simples: conferindo a elas sentidos simbólicos, significados profundos que escapam ao intelecto comum, lições morais embutidas como nas fábulas de La Fontaine e apreciações estéticas alardeadas por refinados “connoisseurs“. Enfim, transformar a marmota em arte com pinceladas de “ciéncia“. Curiosamente, esses ardis podem a tudo alavancar – da coprofagia à necrofilia.

A cultura pop, base para esse fenômeno, é uma capitulação, tanto da individualidade quanto do bom senso e da maturidade. A falsa sensação de liberdade concedida pelo relativismo aliena a percepção das leis naturais (na fantasia) e morais/sociais (no cotidiano). A mente se dissolve em um grupo imenso e esparso que se imbeciliza nas palavras, nos pensamentos, nos hábitos e até na indumentária. Essa é a desgraça: ao relativismo moral do pós-guerra soma-se aqui o relativismo mental, em que a realidade passa a ser interpretada pela autocongratulação histérica. “Assim é se te agrada” (desculpe, Pirandello).

Agora, quando essa danação é levada aos púlpitos é sinal de que a igreja está prostrada, enfraquecida bastante para não conseguir tomar uma atitude. Azar do pobre rebanho.

(Marco Dourado é formado em Ciência da Computação pela UnB, com especialização em Administração em Banco de Dados)

Animação escancara ensino da imortalidade da alma e da reencarnação

soul-cartaz

Numa busca rápida na internet, encontrei as seguintes informações: “Soul: uma aventura com alma” é uma animação em 3D do gênero comédia produzida pela Disney/Pixar. Conta a história de Joe Gardner, professor do ensino médio que sonhava em ser músico de jazz, e que finalmente teve a chance que queria depois de impressionar outros músicos durante um ensaio aberto no Half Note Club. Mas um acidente o leva à morte e sua “alma” é transportada para o “Seminário Você”, um centro no qual as “almas” se desenvolvem antes de serem enviadas para um recém-nascido (reencarnação). A missão de Joe consiste em trabalhar com “almas” em treinamento.

“Com a morte de Joe, descobriu-se que, para voltar à vida e fazer seu grande show, ele precisa ajudar uma alma jovem – que ainda não desceu à Terra – a ter uma alma completa para viver. Alguns críticos dizem que esse filme é complicado para as crianças por trabalhar um tema abstrato como a alma. No entanto, as crianças transitam com muito mais naturalidade entre o mundo visível e o invisível do que os mais velhos, uma vez que ainda não foram esmagadas pelo trabalho, o dinheiro e as conquistas” (El País). 

As crianças, sempre elas… O alvo preferencial de Satanás, pois são mais suscetíveis às suas mentiras. Faz 15 anos que venho advertindo as pessoas quanto à disseminação do que na primeira edição do meu livro Nos Bastidores da Mídia eu chamei de “tríade filosófica do mal” (evolucionismo, espiritualismo e marxismo). Ao longo desses anos, essas e outras ideologias antibíblicas continuaram sendo veiculadas nas mais diversas mídias e das mais diversas formas, tanto que se tornaram lugar-comum em praticamente todas as produções culturais. Ninguém mais as questiona, e falar em criacionismo e mortalidade da alma se tornou a verdadeira “contracultura”.

Para quem estuda a Bíblia e a leva a sério, fica mais do que evidente que conceitos como alma imortal e reencarnação são, na verdade, mentiras criadas pelo inimigo de Deus para afastar o ser humano da única Fonte de vida. Se você tem dúvidas quanto a isso, convido-o a assistir aos três vídeos abaixo e a ler com atenção o texto a seguir:

“Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou dedique-se à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium ou espírita ou que consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, o seu Deus, vai expulsar aquelas nações da presença de vocês” (Deuteronômio 18:10-12).

Assuntos ligados à magia, à feitiçaria e ao espiritualismo continuam sendo abomináveis para Deus. E por quê? Porque colocam as pessoas em contato direto com Satanás e seus anjos, os verdadeiros criadores e promotores desses enganos. Seja mais seletivo com seus entretenimentos para não consumir abominação em lugar de diversão. Nos bastidores da mídia e da história, o inimigo continua não dormindo em serviço.

Michelson Borges

O esgoto da música quer deixar de ser a exceção para virar a regra

A sociedade já conhecia um gênero do funk chamado “proibidão”. Trata-se de arranjos sonoros cujas palavras refletem a pornografia explícita. Por isso mesmo não são divulgados de modo ostensivo por aí, daí seu nome. Foram feitos para bailes que promovem um ambiente voltado ao sexo. Nunca se viu esse tipo de coisa com bons olhos, é verdade, mas sua ocorrência era relevada pela sociedade em virtude da restrita divulgação desse tipo de material, bem como diante do contexto social das favelas – onde vivem pessoas pobres, com pouco ou nenhum acesso ao estudo e à cultura, sequer tendo saneamento básico, convivendo com o esgoto a céu aberto lado a lado. Não era de se esperar, portanto, que a própria função criativa espelhasse a realidade em que viviam. Essa era, então, a exceção.

Alguns “artistas”, no entanto, insistem em tentar fazer a exceção virar a regra. Acham que quem tem a coragem de forçar mais certamente lucrará mais. É o que podemos pensar quando vemos a coragem que a pretensa cantora Luisa Sonza teve ao publicar aquela coisa chamada “Flores” no YouTube. Parece a versão musical de um vídeo de pornochanchada qualquer, com falsetes bem falsos, rasos e improvisados, e, para quebrar, uma coreografia que é basicamente um coito. Só não é chamado de “proibidão” porque não é funk.

Não pude deixar de associar a vã tentativa da pseudocantora a uma frustrada investida do igual “cantor” Latino ao fazer uma cópia de péssimo gosto do então hit da época “Gangnam Style”, cujo nome na sua péssima versão adaptada era “Despedida de Solteiro”. E assim dizia a “canção”: [prefiro não reproduzir a baixaria inacreditável]. E assim uma música que era divertida, e até crítica em sua versão original, ao cair em terras brasileiras, foi imediatamente uma vítima da pornografia sonora.

Para fins de comparação, a “canção” de Luísa Sonza não vai muito longe: [simplesmente irreproduzível, tamanha a baixaria].

Latino também havia lançado sua “produção artística” no YouTube. Se o fez, esperava sucesso. Mas todos lembramos da consequência: o efeito foi o oposto. A aversão deu lugar à adesão. As pessoas ficaram desgostosas com o fim que uma música divertida teve. E, pior: Latino não vivia no mesmo contexto fático das favelas para ter a “licença social” de promover tamanha baixaria. Um youtuber da época fez sua própria versão na música para achincalhar o Latino: […] dizia o protesto sonoro ao Latino depois de dizer que ele teria estragado uma canção com a baixaria que tentou promover. A discussão foi parar na TV. Latino, no ostracismo. Acabou.

Dizem que as pessoas espertas tendem a aprender com os erros dos outros – esse definitivamente não é caso de Luisa Sonza, que deixou isso bastante claro ao subir esse tipo de material no YouTube, incidindo no mesmo erro de Latino, e, como não poderia deixar de ser, acumula mais de 2 milhões de “dislikes” na plataforma. Mais uma vez, a expectativa de adesão se converteu na feliz realidade de aversão, e, para variar, não existia a “licença social” para relevar a grave falha da “cantora”.

Afinal, o que têm em comum Luisa Sonza e Latino?

É simples: ambos apostam no sexo. Mas por quê? Porque, na concepção deles, somos animais que consomem esse tipo de material a rodo, portanto faria sucesso. E aí subiram essas coisas nojentas no YouTube. Eles nos olham de cima para baixo, nos encaram como galinhas e nos atiram milho barato, na expectativa de que nos alimentemos deles.

Esqueceram de avaliar, no entanto, se o milho não seria duro demais.

Para entender melhor isso, vamos observar a circunstância em que vive a nossa sociedade. Nunca houve tanto desapego à alta cultura, nunca houve tanto apego às superficialidades.

A rede social mais badalada do momento é o Twitter, famoso por dar voz e alcance a qualquer tipo de escória e onde quem não pense de acordo com a escória é alvo de brutalidades da qual esse grupo se vale para se impor. A culpa não é da plataforma, mas sim de quem faz uso dela para emitir opiniões e argumentos absolutamente sem profundidade, e, portanto, sem valor. Por serem maioria, dominam os demais pelo uso da coerção – humilhações, assaltos verbais e constrangimentos públicos são as armas que usam contra quem se arriscar a expor uma opinião diferente daquela que é aceita pela maioria. Lembro-me que José Saramago, a respeito da rede social, disse que “os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.

Sim, o ser humano é também um animal [sic]. Às vezes nos esquecemos disso, porque temos racionalidade, fomos uma espécie abençoada com essa característica. Contudo, quando a racionalidade é implodida, a animalidade [pecado] volta a dar suas caras. A sociedade torna-se violenta, acriativa, atrasada tecnologicamente e altamente sexualizada. A demanda por sexo explode e ele precisa estar presente em todos os produtos de longo alcance para que tenham sucesso no mercado, como é o caso do entretenimento.

Essa é a realidade para uma parcela da sociedade. Mais especificamente, pode ser a realidade dos seguidores da Luisa Sonza no Twitter.

O erro é achar que a sociedade inteira chegou a tal estágio. O funk “proibidão” não está tocando livremente por aí por algum motivo: ele tem hora e lugar para ser reproduzido, ou seja, para que as pessoas adiram a ele em um momento circunstancial, não dentro do cotidiano. É um produto que tem utilidade em um momento específico.

As “músicas” de Luísa Sonza e Latino, contudo, não fazem essa distinção. Uma vez enviadas a um espaço público como o YouTube, de logo se constata uma tentativa de inseri-las no cotidiano das pessoas, como se a baixaria fosse o “novo normal” e que as pessoas consumiriam isso automaticamente.

A classe artística “gourmet”, por viver na sua bolha de animalidade, acha que a sociedade inteira é assim, e pior, o tempo todo. Por que, se até os produtores de funk sabem que isso não é verdade?

É simples: porque eles não se julgam “iluminados”. A classe artística no Brasil tem um quê de aristocrática, é porta-voz de todas as bandeiras. Não raro se vê por aí a mídia noticiando que “artistas dizem isso e aquilo” como se fossem a elite do pensamento científico, filosófico e técnico do país. Na verdade, porém, não têm nenhum contato com o povo. Vivem nas suas bolhas e acham que aquele ambiente restrito é a realidade. Tomam uma parcela pelo todo, e, no fim, revelam que são ignorantes.

E aí vem uma situação pior, muitas vezes mais lamentável: Luisa Sonza acha que representa as mulheres.

A julgar pelo tipo de entretenimento que oferece, Luisa Sonza acha que o padrão-ouro feminino é a satisfação da lascívia masculina, sendo necessário, para tanto, se encher de plásticas, colocar duas salsichas no lugar da boca, se promover como cantora e descrever baixarias em suas composições. Luisa Sonza acha que o máximo que a mulher pode fazer está longe de qualquer trabalho intelectual e que o sucesso está atrelado ao modo vulgar com que utiliza seu corpo. Este é o sucesso para ela: o desejo sexual despertado no masculino – praticamente uma vagina ambulante, o sucesso feminino é medido de acordo com o desempenho da genitália sobre o falo masculino. Isso é reflexo de um contexto de autoestima conturbada, que não será tema deste post, mas é importante lembrar de sua existência.

Por isso mesmo ela entende que a música deve falar disso, a coreografia deve falar disso, ela se resume a isso: ao instinto, à faceta animalesca do ser humano, longe do intelecto e da racionalidade – longe da humanidade. Curiosamente, o fenômeno interessante é que algumas mulheres dizem que a aversão a Luisa Sonza é machismo.

Machismo? Luísa Sonza pode bem representar as fêmeas primatas [sic]. As mulheres, contudo, não. Quem quer a mulher longe de um papel de primata não pode ser considerado machista. Está na hora de o ostracismo fazer mais uma vítima.

(Cris Nicolau, via Facebook)