Jesus é transformado em super-herói pela DC

Jesus-DCA DC Vertigo é uma subsidiária da própria DC, que inclui uma margem conhecida de heróis tanto dentro quanto fora dos quadrinhos. Entretanto, o selo acaba de adicionar um herói um tanto quanto peculiar ao próprio universo. E, sendo assim, para salvar o mundo, a Vertigo invocou Jesus Cristo. Sim, você não leu errado, o filho de Deus está na DC! A nova série intitulada “Second Coming” ou “Segunda Vinda”, trata-se do retorno de Jesus à Terra. O Messias percebe que a humanidade distorceu suas palavras sobre salvação e precisa aprender novamente como nos ajudar. Para isso, Jesus dispõe da ajuda de Sun-Man, uma espécie de Superman de outra era – surgido de Krispex. A nova série de quadrinhos está sendo redigida por Mark Russel.

Vale lembrar que nem sempre as adaptações que envolvem o Messias rendem bons frutos. Tempos atrás tivemos a chegada do game “Fight of Gods”, que também utilizava a imagem de Cristo como um lutador. Entretanto, a recepção do game não foi das melhores, e causou um certo repúdio da comunidade em partes.

Acima de tudo, é uma jogada ousada da Vertigo utilizar Jesus como herói dos quadrinhos oficialmente, e estamos curiosos para descobrir mais sobre o novo evangelho da Segunda Vinda.

(CBR, via Combo Infinito)

Nota: Que os super-heróis são a versão moderna dos deuses do passado, isso não é novidade para os mais atentos (confira aqui, aqui e aqui). A própria Mulher-Maravilha, em um desenho animado, comparou seus colegas da Liga da Justiça aos deuses do Olimpo.

Em anos recentes um fenômeno tomou conta das telas de cinema: a transposição dos heróis dos quadrinhos para as produções hollywoodianas. Vários filmes de super-heróis têm feito grande sucesso, criando uma espécie de novo culto para mentes secularizadas. Mas a DC, dona do Superman, do Batman e da Mulher-Maravilha, agora está indo longe demais com essa novidade. Transformar o Salvador da humanidade, o Filho de Deus em um super-herói é muita banalização. Ao fazer com que “Jesus” dependa da ajuda de outro superser, os roteiristas da DC rebaixam o poder onipotente do Filho de Deus, indo ao encontro das pretensões do anjo caído que sempre quis fazer exatamente isto: destronar Jesus.

Mas esse ainda não é o pior dessa série lançada sob o selo Vertigo. O aspecto mais deletério da história é o título e a confusão que ele gera na mente das pessoas: “Segunda Vinda”. Além de também banalizar um assunto tão sério, a série reforçará a ideia errônea de que Jesus em Sua segunda vinda pisará na Terra e oferecerá nova oportunidade de salvação. Essas histórias em quadrinhos acabarão fortalecendo o imaginário coletivo já trabalhado por livros e filmes como “Deixados Para Trás”, com suas teorias mirabolantes e antibíblicas.

Infelizmente, muitas dessas pessoas que assistem a filmes e leem livros e quadrinhos não estudam a Bíblia e, portanto, não sabem que Jesus voltará em glória e majestade, e que não virá para oferecer segunda chance de salvação, mas, sim, buscar aqueles que aceitaram Seu plano de salvação (saiba mais sobre a volta de Jesus aqui). Jesus não pisará na Terra, como fez em Sua primeira vinda, ao nascer como ser humano, viver como um de nós e morrer na cruz por todos nós, nem tampouco dependerá da ajuda de um Sun-Man, já que Ele mesmo é o Sol da Justiça.

Amanhã é Natal, data em que se convencionou celebrar o nascimento de Jesus. Por isso, usarei apenas um pequeno exemplo dessa ocasião para mostrar como as pessoas não conhecem a Bíblia ou, quando muito, a leem de forma desatenta: os evangelhos não afirmam que os magos eram reis, nem tampouco que eram três. E eles não encontraram Jesus em uma estrebaria, mas em uma casa. Só que esses erros são inconsequentes, o que não se pode dizer das confusões que a DC ajudará a reforçar com essa série sobre a falsa segunda vinda de Cristo. [MB]

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Damares e João: detonam a vítima e poupam o agressor

joao damarisEscrevi recentemente um artigo chamando a atenção para a cobertura jornalística do caso João de Deus. Já são mais de 300 acusações de abuso e estupro feitas contra o famoso médium espírita João Teixeira de Faria, de Abadiânia, GO. Tá certo que ele ainda não foi condenado, mas são 300 acusações! Muitas delas coincidem em vários detalhes, incluindo abuso de crianças. Mesmo assim a imprensa tem poupado o acusado e, principalmente, a religião que ele representa, o espiritismo. Atrizes que em outras ocasiões fizeram estardalhaço nas redes sociais com a campanha “Mexeu com uma mexeu com todas” estão estranhamente quietinhas no caso do médium. Talvez estejam esperando a condenação. Talvez estejam com medo dos espíritos. Talvez não queiram expor uma religião que predomina no meio artístico. Sei lá…

A parcialidade, a hipocrisia e a injustiça ficaram mais uma vez evidentes nesta semana, quando a indicada para chefiar o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, foi alvo de críticas e chacotas. Por quê? Porque em um vídeo de 2016 resgatado por algum internauta e viralizado nos últimos dias ela conta a história de como foi salva do suicídio por Jesus. Damares foi vítima de abuso sexual dos seis aos dez anos, e chegou a acreditar que perderia a salvação por causa disso. Desesperada, subiu em uma goiabeira com a intenção de se suicidar com veneno. Ela mesma conta como foi:

“Jesus Cristo me deu o abraço que a igreja não me deu. Jesus Cristo me deu o abraço que papai e mamãe não me deram. E naquele pé de goiaba aconteceu um milagre. A menininha que Satanás quis esmagar aos seis anos de idade foi transformada, e essa menininha hoje está lá no Senado Federal escrevendo leis para salvar crianças no Brasil.”

Em relação à polêmica causada pelo vídeo, a futura ministra disse também: “É comum as crianças falarem que têm amigos imaginários, mas quando uma menina cristã fala que esse amigo é Jesus, ela vira piada. De ontem para hoje, virei alvo de piadas porque tive coragem de contar que uma menina de dez anos, machucada, tinha como amigo imaginário o ser superior da vida dela, que é Jesus. Eu O vi, e foi Ele que me impediu de me matar.”

Você percebe a inversão de valores que está ocorrendo debaixo do nosso nariz? Enquanto a imprensa secular e muitos internautas tentam poupar e até blindar o médium acusado, o possível e provável agressor, jornalistas e internautas não poupam a vítima e fazem piada com um episódio terrível da vida dela. Assim como as feministas silenciaram quando mulheres realmente “empoderadas” , mas conservadoras, foram indicadas e eleitas para cargos importantes, supostos defensores dos direitos humanos, pensadores esquerdistas e defensores de causas como o aborto e o “casamento” gay fazem coro contra a evangélica que luta contra o aborto e a favor da família tradicional.

João de Deus incorporar espíritos e realizar curas milagrosas, tudo bem. Falar com mortos e trazer recados do “além”, tudo bem. Agora, uma menina ser salva da morte por Jesus, aí, não! É fanatismo, loucura, delírio. Quanta hipocrisia! Quanta parcialidade! Quanta crueldade! Detonam a vítima e poupam o agressor. É fácil levantar cartazes contra o abuso infantil, contra o estupro, contra a intolerância, mas na hora do “vamos ver” a coisa é diferente.

Jesus é real, Ele está vivo, pois ressuscitou, e há muitas evidências históricas disso. Jesus cura de verdade, restaura vidas e pode transformar uma menina com a vida destruída em uma líder religiosa que ajuda milhares de pessoas, e levá-la, inclusive, a ocupar o cargo de ministra para lutar pelo pouco que restou de esperança para as famílias desta nação, bombardeadas pelo lixo midiático dos que se acham superiores aos que falam com Jesus.

Quanto aos mortos, esses estão mortos. É o que ensina a Bíblia. Mortos não falam com vivos, não interferem nas coisas deste mundo. Quem se faz passar por eles são os anjos maus, cujo propósito é justamente fazer com que as pessoas tolamente pensem que são imortais por natureza e que podem viver desconectadas da fonte de vida que é Jesus, sim, o ser todo-poderoso que tem espaço na agenda para salvar menininhas em cima de goiabeiras, como salvou Zaqueu, há dois mil anos, também em cima de uma árvore. Jesus não muda. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

Deus abençoe a ministra Damares e a ajude a fazer o que tem que ser feito, e que a justiça seja feita no caso de João de Abadiânia.

Michelson Borges

Controle de opinião pública

control“Quando eu uso a palavra”, disse Humpty Dumpty num tom desdenhoso, “ela significa exatamente o que eu quero que signifique – nem mais nem menos”. “A questão é”, disse Alice,”se você pode fazer uma palavra significar tantas coisas diferentes”. “A questão é”, disse Humpty Dumpty, “saber quem manda. Isso é tudo” (Lewis Carrol, Alice Através do Espelho).

A arte de convencer pela palavra é muito antiga. Em sua forma moderna, a propaganda política foi inaugurada pelo bolchevismo e especialmente por Lênin e Trotsky. Mas mesmo antes deles houve líderes que reconheceram sua importância. Napoleão Bonaparte foi um desses. Ele disse: “Para ser justo, não é suficiente fazer o bem, é igualmente necessário que os administrados estejam convencidos. A força fundamenta-se na opinião. Que é o governo? Nada, se não dispuser da opinião pública.”

Mas foram Hitler e Goebbels que (infelizmente) utilizaram com mais sucesso as técnicas de controle da opinião pública e, assim, acabaram dando enorme contribuição à propaganda moderna.

Mas o que é propaganda? “A propaganda é uma tentativa de influenciar a opinião e a conduta da sociedade, de tal modo que as pessoas adotem uma conduta determinada”, escreveu Bartlett, em Political Propaganda. E qual a diferença, então, entre propaganda e publicidade? Jean-Marie Domenach, em seu livro A Propaganda Política, à página 10, responde: “A publicidade suscita necessidades ou preferências visando a determinado produto particular, enquanto a propaganda sugere ou impõe crenças e reflexos que, amiúde, modificam o comportamento, o psiquismo e mesmo as convicções religiosas ou filosóficas.”

A partir do momento que se percebeu que o ser humano médio é um ser essencialmente influenciável, e que é possível mudar-lhe as opiniões e as ideias, os especialistas passaram a utilizar em matéria política o que já se verificara viável do ponto de vista comercial.

Assim, as campanhas eleitorais nos EUA – com suas “paradas”, orquestras, girls e cartazes, que são um verdadeiro e ruidoso reclamo – pouco diferem das campanhas publicitárias.

“Os poderes destrutivos contidos nos sentimentos e ressentimentos humanos podem ser utilizados, manipulados por especialistas”, disse J. Monnerot. E para isso são utilizadas leis específicas. Vamos a elas.

LEI DA SIMPLIFICAÇÃO E DO INIMIGO ÚNICO

Consiste em concentrar sobre uma única pessoa as esperanças do campo a que se pertence ou o ódio pelo campo adverso. Reduzir a luta política, por exemplo, à rivalidade entre pessoas é substituir a difícil confrontação de teses. No caso do nazismo, os judeus acabaram eleitos como o “inimigo único”.

LEI DA AMPLIAÇÃO E DESFIGURAÇÃO

A ampliação exagerada das notícias é um processo jornalístico empregado correntemente pela imprensa, que coloca em evidência todas as informações favoráveis aos seus objetivos.

LEI DA ORQUESTRAÇÃO

A primeira condição para uma boa propaganda é a infatigável repetição dos temas principais. Goebbels dizia: “A Igreja Católica mantém-se porque repete a mesma coisa há dois mil anos. O Estado nacional-socialista deve agir analogamente.”

Adolf Hitler, em seu Mein Kampf, escreveu: “A propaganda deve limitar-se a pequeno número de ideias e repeti-las incansavelmente. As massas não se lembrarão das ideias mais simples a menos que sejam repetidas centenas de vezes. As alterações nela introduzidas não devem jamais prejudicar o fundo dos ensinamentos a cuja difusão nos propomos, mas apenas a forma. A palavra de ordem deve ser apresentada sob diferentes aspectos, embora sempre figurando, condensada, numa fórmula invariável, à maneira de conclusão.”

Portanto, a qualidade fundamental de toda campanha de propaganda é a permanência do tema, aliada à variedade de apresentação.

LEI DA TRANSFUSÃO

A propaganda não se faz do nada e se impõe às massas. Ela sempre age, em geral, sobre um substrato preexistente, seja uma mitologia nacional, seja o simples complexo de ódios e de preconceitos tradicionais. É o que os oradores fazem quando querem amoldar uma multidão ao seu objetivo: jamais contradizem as pessoas frontalmente, mas de início declararam-se de acordo com ela.

A maior preocupação dos propagandistas reside na identificação e na exploração do gosto popular, mesmo naquilo que tem de mais perturbador e absurdo.

LEI DA UNANIMIDADE

Baseia-se no fato de que inúmeras opiniões não passam, na realidade, de uma soma de conformismo, e se mantêm apenas por ter o indivíduo a impressão de que a sua opinião é esposada unanimemente por todos no seu meio. É tarefa da propaganda reforçar essa unanimidade e mesmo criá-la artificialmente.

É preciso que as pessoas conheçam os mecanismos de controle de opinião. Principalmente os profissionais de comunicação, para que não entrem nessa ciranda de manipulação e façam jornalismo ético e responsável.

Michelson Borges

Nota: Tanto Goebbels quanto Stalin cobiçavam a posse de Hollywood pois acreditavam, com toda razão, que aquele seria um dos mais poderosos e eficazes instrumentos de manipulação das massas. Coube aos comunistas enfiar as garras na indústria cinematográfica norte-americana (a europeia praticamente já nascera dominada), através da cooptação de diretores, astros e roteiristas. Isso mais a ocupação progressiva das universidades e da imprensa puseram a América de quatro e soterraram um a um todos os princípios basilares da grande nação deste continente (Marco Dourado).

Emissora leva ao ar programa infantil com cantora erotizada

anitinhaDeu no portal G1, da Globo: “Anitta rebola como gelatina e brinca com o bumbum. Anittinha quer mais é falar de meio-ambiente, de salada de frutas, da importância de brincar e da hora do soninho… Falando desses assuntos, o desenho ‘Clube da Anittinha’ estreia nesta quinta-feira (3), no Gloob e no Gloobinho, canais da TV paga. ‘Escolhi todos os temas com muito cuidado e pensamos muito sobre a melhor forma de passar essas mensagens. Mostrei o desenho para alguns amigos e para seus filhos e o feedback foi muito positivo’, diz a cantora ao G1. Cada episódio terá uma composição inédita, interpretada pela cantora, que também dubla a voz da personagem principal. Ela vai cantar versos como ‘Ela é redondinha pro suquinho e vitamina / É bem docinha essa frutinha.’ […] A personagem estará sempre acompanhada do seu trailer ‘Poderosa’ e ele se transforma em trio elétrico cada vez que é acionado com o comando ‘Prepara, Poderosa’. […] O ‘Clube da Anittinha’ deve, é claro, ganhar produtos licenciados. E é provável que a cantora vire boneca.” […]

Nota: Novamente a maior emissora de TV do Brasil leva às telas uma personagem extremamente erotizada para servir de entretenimento infantil. Sem entrar no mérito dos conteúdos dos programas (se bem que o cartaz aí acima é bastante suspeito e indicador do que vem por aí…), o que pode passar na cabeça de uma criança fã ao ver sua “ídola”, sua “boneca” rebolando seminua nos shows em que protagoniza cenas extremamente eróticas? Isso não as influencia em nada? Erotizar as crianças tão precocemente não traz nenhuma consequência sobre a vida e a formação delas? Infelizmente, esse tipo de permissividade absurda tem se tornado mais comum a cada ano, com a bênção da mídia mainstream e de autoridades omissas. [MB]

SBD emite nota de repúdio ao Porta dos Fundos

youtuberA Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) repudia, com indignação e veemência, o vídeo do Canal Porta dos Fundos intitulado “YouTuber”, divulgado em 9 de agosto de 2018. Na tentativa de criticar outros produtores de conteúdo do YouTube, o personagem diz que vai injetar 25 mililitros de insulina no organismo, enaltecendo o uso indiscriminado e totalmente errado do hormônio, além de ridicularizar pessoas com diabetes e profissionais de saúde envolvidos no cuidado do paciente.

Longe de ser considerada uma brincadeira, o diabetes é uma doença crônica, que acomete aproximadamente 13 milhões de pessoas no Brasil e cuja desinformação a respeito da condição ainda é grande, como apontou recente pesquisa Datafolha lançada recentemente pela Coalizão Para Sobreviver, da qual a SBD faz parte juntamente com associações de pessoas com diabetes. Para se ter uma ideia do ainda grande desconhecimento acerca da doença, dados do levantamento destacam que apenas 5% dos brasileiros julgam necessário seguir orientações médicas para controlar o diabetes. Dessa forma, vídeos como o produzido pelo Porta dos Fundos reforçam a disseminação de informações equivocadas e que podem causar, direta e indiretamente, danos à saúde da população.

É importante destacar outros dados mundiais da International Diabetes Federation (IDF), que evidenciam os riscos do mau controle do diabetes: a cada 20 segundos, uma pessoa tem amputação de membros graças à doença; a condição é a maior causa de cegueira; a cada seis segundos uma pessoa morre por causa do diabetes e 80% das mortes decorrem de complicações como infartos e AVC (derrame).

É preciso que a sociedade se mobilize para que esse tipo de desinformação não tenha propagação. Diabetes é uma doença grave e se complica quando não controlada e exclui e marca a vida com lutas diárias.

Solicitamos, publicamente, ao Canal Porta dos Fundos a exclusão do conteúdo e uma retratação imediata às pessoas com diabetes, às suas famílias, aos profissionais que lutam pela educação em diabetes e a vigília diária para controlar os efeitos da doença. Os ativos de comunicação, como o site www.diabetes.org.br, com o vasto arsenal de informações, são uma fonte adequada e responsável. A SBD convida os representantes do Canal Porta dos Fundos para uma visita aos seus ativos e até mesmo à sede, para que possam conhecer dados e esclarecer quaisquer dúvidas. Isso reforça o compromisso com a educação e informação. A SBD, portanto, está à disposição para colaborar na produção de conteúdos relacionados ao diabetes.

Nota: Não é de hoje que o desrespeito e a irresponsabilidade desse canal ficam evidentes. No fim do ano passado, os “humoristas” chegaram ao ponto de representar Jesus em uma produção pornográfica e blasfema (confira). Na busca insana por views e publicidade, eles ainda não entenderam que humor tem limites. [MB]

O mundanismo que invade a igreja

mundanismoRecentemente, meu amigo Matheus Cardoso escreveu em sua página no Facebook: “O que chamamos de mundanismo e liberalismo: maquiagem, joias, cinema, bateria, rock (sic), dança, pregar sem terno e gravata. O que jovens adventistas praticantes estão aprendendo: feminismo, aborto, ideologia (sic) de gênero, movimentos sociais, direitos humanos (sic), relativismo, pluralismo, marxismo, releitura sociológica da Bíblia. Enquanto combatermos práticas que poderiam ser desafios 30, 40 anos atrás, o que realmente é mundanismo e paganismo continuará entrando na igreja e acharemos que são apenas pontos de vista inofensivos.”

Há dois anos fui convidado a apresentar uma palestra sobre cinema em uma igreja grande, com muitos jovens. De fato, em meu livro Nos Bastidores da Mídia, há um capítulo dedicado a esse assunto, mas, naquela ocasião, entendi que deveria tratar de um problema ainda mais grave. Dediquei uns dez ou quinze minutos ao tema do cinema e todo o restante do tempo utilizei-o para falar sobre séries. Enquanto alguns continuam a “bater” no cinema (e não estou dizendo com isso que sou a favor da ida a esse ambiente), milhões de cristãos viram noites assistindo episódio após episódio, em verdadeiras “maratonas de séries”. Alguns admitem publicamente nas redes sociais serem fãs de produções que exaltam o incesto, a violência gratuita, o lesbianismo e o estupro, como é o caso da incensada “Game of Thrones”. Na tela de seus tablets e celulares, jovens desperdiçam horas e horas que deveriam ser dedicadas à leitura, à oração e mesmo ao repouso do sono. Um tempo exagerado enchendo a mente com as ideias dos produtores de séries ávidos por uma plateia viciada e lucrativa. Horas e horas aprendendo sobre o verdadeiro “mundanismo”. O mundo mudou rapidamente e o problema definitivamente entrou em nossos lares.

Creio que ainda precisamos tratar com sabedoria, tato e prudência do “velho mundanismo”, sem nos esquecer do novo, que tem causado estragos imensamente maiores, pois se trata de ideias, conceitos, filosofias que estão mudando profundamente a mentalidade dos cristãos, criando uma geração de crentes relativistas desconectados da Bíblia. Uma nova geração de crentes ideologizados e desdoutrinados que cumpre à risca a triste profecia de Jesus: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8). Afinal, como desenvolver fé (confiança) em Deus se não passamos tempo com Ele? Como desenvolver fé se nossa mente é inundada de conceitos que atentam contra ela? Como ter fé em quem com o tempo tem Se tornado um ilustre desconhecido para pessoas que mais e mais se tornam ateias funcionais?

O mundanismo continua entrando na igreja, mas desta vez a coisa toda é tão mais sutil e complicada que chega a dar saudade do tempo em que o problema eram a maquiagem e a bateria. Quem disse que os últimos dias seriam fáceis?

Michelson Borges

Use as redes sociais para pregar enquanto pode

faceO politicamente correto já está enchendo a paciência e a censura mostra sua cabeça feia por aí. Como eu estava em uma viagem de férias e evangelismo por três semanas, fiquei totalmente alheio à Copa do Mundo. Depois soube que na final entre França e Croácia foi baixada uma ordem pela Fifa de não serem exibidas torcedoras bonitas nos telões dos estádios, como medida para conter os assédios sexuais. Imagine, então, como ficou a autoestima das mulheres que acabaram sendo mostradas pelas câmeras… Você acha mesmo que os assediadores deixaram de agir porque mulheres bonitas não foram mostradas nas telas? E onde estavam as feministas para protestar contra essa discriminação e esse abuso do direito de a mulher ser, também, bonita? Mas o pior veio depois da Copa…

Numa medida totalmente arbitrária, o Facebook deletou cerca de 200 páginas, alegando que os conteúdos de direita veiculados por esses perfis contribuem para a disseminação de fake news e causam divisionismo. É evidente que existem extremistas e haters por todos os lados, à direita e à esquerda, mas apagar contas sem aviso e sem direito de defesa é pura censura. Estava demorando para que fosse controlada e censurada a liberdade de expressão recém-conquistada pelos cidadãos nas redes sociais. Setores da chamada grande imprensa estavam muito preocupados, afinal, passaram a ter que compartilhar os rendimentos provenientes da publicidade e a audiência antes cativa. Os conteúdos veiculados nas redes sociais acabaram servindo de contraponto e passaram a colocar em xeque muitas informações “oficiais” tidas como verdadeiras. Obviamente que muitos perfis no Facebook e canais no YouTube contribuem, sim, para promover as fake news e a desinformação na era pós-fato. Mas a censura é mesmo o melhor caminho? Ou não seria melhor promover a educação para o consumo consciente e crítico de informações. Tirar a liberdade é melhor do que ensinar a pensar?

Fica claro que os senhores da mídia majoritariamente esquerdistas estão preocupados com o poder das redes sociais no sentido de servir de plataforma para candidatos políticos que não lhes interessam. A eleição de Trump e a contrariedade da grande imprensa norte-americana servem de exemplo disso. Em uma declaração recente, o dono do Facebook admitiu que o “Vale do Silício” é dominado pela esquerda. E os regimes de esquerda têm uma tradição conhecida de censura sumária dos meios de comunicação. Portanto, era só uma questão de tempo para que o espectro da censura pairasse novamente sobre nossa cabeça.

Minha maior preocupação não está relacionada necessariamente com toda essa briga política, até porque, como cristão, embora afetado por esse cenário, tenho propósitos mais elevados e uma missão deixada pelo meu Mestre, cujo reino não era e não é deste mundo. Preocupa-me mesmo o cerceamento da liberdade religiosa. O advento da internet e das redes sociais foi uma bênção para a pregação do evangelho. De repente, qualquer pessoa imbuída de senso de missão podia usar gratuitamente várias plataformas digitais para pregar o evangelho, alcançando facilmente dezenas, centenas e até milhares de pessoas. Mas até quando essa liberdade continuará? E quando os donos do Facebook, do Twitter e do YouTube decidirem que pregar uma religião específica fere a sensibilidade religiosa dos outros? E quando decidirem que os “fundamentalistas” criacionistas, por exemplo, devem ter o direito de voz cassado? E quando um post como este for tido como impróprio e politicamente incorreto?

Ontem foram as mulheres bonitas nos telões. Hoje são os perfis direitistas no Facebook. O que virá amanhã? Pregue o evangelho nas redes sociais enquanto você pode. Não perca tempo com banalidades e conteúdos sem sentido. Foco na missão, pois o tempo é curto!

Michelson Borges