Por que as fake news fazem sucesso no mundo religioso

Captura de Tela 2020-04-01 às 18.53.44Primeiro de abril é conhecido popularmente como o Dia da Mentira. E nós [da Revista Adventista] aproveitamos a data para aprofundar o debate sobre um fenômeno que tem impactado cada vez mais a sociedade: a ampla e rápida disseminação de conteúdos falsos, imprecisos e tendenciosos. O que é popularmente conhecido como fake news parece ser apenas a ponta do iceberg chamado desinformação. No quarto episódio do podcast, os jornalistas Márcio Tonetti e Wendel Lima conversam com vários especialistas no tema, a fim de explicar por que esses conteúdos fazem sucesso até mesmo no mundo religioso e discutir o que pode ser feito para evitar que pessoas produzam ou compartilhem informações mentirosas ou distorcidas por interesses ideológicos.

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Quarentena faz aumentar acesso a conteúdos pornográficos

conteudos pAlém de cursos online e aulas no Instagram, os brasileiros estão ocupando o seu tempo de quarentena em sites pornôs. A prova disso é que os canais estão registrando um aumento no número de acessos e assinaturas. O número de visitas do […] aumentou 31% no período de 14 a 19 de março, se comparado aos dias 7 e 12 do mesmo mês. O número de usuários também subiu 25% no período acima e a quantidade de vídeo views aumentou 15%. A plataforma decidiu disponibilizar dez filmes nacionais e internacionais no site e nos canais por assinatura. “Queremos colaborar com a permanência das pessoas em casa, oferecendo mais opções de entretenimento e conteúdo de qualidade”, explica a diretora-geral do Grupo Playboy do Brasil, Cinthia Fajardo.

Nesta semana, a produtora de vídeo […] chegou a duplicar o número de assinaturas por dia. “Nossa média sempre foi de 300 assinaturas por dia, mas desde terça está chegando a 600”, afirmou Clayton Nunes, CEO da produtora, ao G1. […] Nunes explica que o consumo de conteúdo adulto se concentra nas horas vagas, por isso é o normal que o consumo aumente na quarentena. “Como as pessoas estão de quarentena é natural que o consumo aumente. O tempo livre causa esse comportamento”, afirma.

Não é só no Brasil que as pessoas têm procurado mais esses sites. O […], um dos mais famosos sites do entretenimento adulto do mundo, registrou um aumento global de acessos. A empresa até disponibilizou um especial de dados sobre consumo na época de coronavírus em seu site de resultados. No nível global, o número de acessos tem aumentado diariamente. Na terça-feira (17), o gráfico registrava o aumento de 11,6% em comparação a um dia médio, segundo o […]. Desde o dia 12 de março, o gráfico que mostra os acessos no Brasil também aumentam. Na última terça, o tráfego no site era 13,1% maior que um dia normal.

(G1 Globo)

Nota: Infelizmente, muita gente não sabe o que fazer com seu tempo livre. Enquanto alguns se aproximam de Deus, outros se distanciam dEle e procuram a poluição mental e moral. Nada de novo debaixo do sol, neste mundo de pecado… [MB]

O serial killer Ted Bundy e o estuprador assassino “Suzy”

suzyEstive uma semana fora do Brasil e, quando voltei, procurei me informar dos últimos acontecimentos. À medida que me inteirava da polêmica da semana, experimentei um misto de sentimentos e um nó no estômago. O programa “Fantástico”, da rede Globo, há dois domingos apresentou uma reportagem em que o famoso Dr. Drauzio Varella visita na cadeia um transexual condenado a 36,6 anos de prisão por ter estuprado e estrangulado um garoto de nove anos de idade. No fim da matéria, Drauzio abraça Rafael (verdadeiro nome do detento), e isso causou comoção nas redes sociais. Não pela visita em si, nem tanto pelo abraço, mas pela espetacularização feita pela emissora, pela omissão do crime cometido pelo assassino e pela tentativa de dar a entender que o homem não era visitado há anos no presídio de Guarulhos, não por ter cometido um crime hediondo, mas por ser trans. Mais um exemplo de descarada manipulação da narrativa com intenções ideológicas “lacrativas”.

Como médico, evidentemente que o Dr. Drauzio podia visitar o estuprador assassino condenado (eu mesmo já visitei presídios e preguei para detentos). Mas que não se fizesse alarde da boa ação nem reportagem sentimentalóide vitimizando o agressor e desprezando completamente o sentimento da família que perdeu o filho. Conforme disse uma parente próxima, a família de “Suzy” o abandonou não por ser trans, mas pela monstruosidade cometida, que não se limitou ao menino morto, segundo a mesma parente. “Suzy” se sente sozinho? Imagine a solidão da mãe do garotinho…

Quando li a respeito dessa polêmica absurda, lembrei-me da história de Ted Bundy, o serial killer norte-americano visitado e entrevistado pelo psicólogo cristão James Dobson pouco antes de ser executado, em 24 de janeiro de 1989. Na ocasião, Bundy revelou seu vício em pornografia e como ela alimentou os terríveis crimes que cometeu. Ele matou brutalmente 28 mulheres e meninas, uma delas com 12 anos de idade.

Na conversa tida 17 horas antes de ir para a cadeira elétrica, Bundy demonstrou arrependimento, chorou e disse ter chamado o Dr. Dobson para contar-lhe a respeito de como a pornografia e o consumo de álcool o haviam levado ao fundo do poço. Ele queria que as pessoas soubessem disso. Em seu tempo de cadeia, Bundy percebeu que todos os homens presos por violência sexual tinham envolvimento profundo com pornografia.

Não sei se o Dr. Dobson abraçou Ted. Não sei se ele orou com o condenado. Mas uma coisa é certa: Ted falou de Deus, pediu perdão aos parentes das vítimas e disse aceitar a condenação como justa. “Acho que a sociedade merece ser protegida de mim e de outros como eu. Isso é certo”, disse ele.

Na matéria do “Fantástico”, nada disso foi visto. Nada de pedido de perdão. Nada de menção e admissão do crime. Nada de referência à vítima nem à família. Essas coisas não cabiam na pauta programada. No caso de Ted Bundy, o objetivo da conversa foi advertir uma sociedade que brinca com o perigo. No caso de “Suzy”, o objetivo foi manter a narrativa de uma emissora e de uma parcela da sociedade para quem uma cantada é sinal de “macheza tóxica”, ao passo que o assassino-personagem-ideal merece empatia. Ted foi execrado por ser assassino; “Suzy” foi abandonada por ser trans. Dobson não sabia o que ouviria do condenado; Drauzio concheia a pauta e os editores já tinham a história na qual encaixar o depoimento.

Esse é o tipo de situação que podemos apenas avaliar pelo que vemos e ouvimos. O coração e as intenções só Deus conhece. Espero sinceramente que Rafael se arrependa e se converta na prisão em Guarulhos, assim como Bundy se converteu antes de ser executado nos Estados Unidos. E que a Globo e o Dr. Drauzio tenham aprendido uma importante lição.

Precisamos nos lembrar do que Jesus que disse em Mateus 25: “…estive preso e não Me visitastes.” Mas não podemos nos esquecer de que Ele disse também que “qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em Mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar” (Mt 18:6).

Michelson Borges

Evolucionistas são nazistas e creem que viemos do macaco?

darwinVocê sabia que Adolf Hitler era “fã” de Charles Darwin, e que usou a ideia de seleção natural para levar avante seus planos eugenistas? Quem afirma isso é a secretária pessoal do führer, Traudl Junge, no livro Até o Fim (Ediouro). A obra foi escrita com base nos diários de Traudl, cujo objetivo foi alertar as pessoas para o fato de que jamais pode ser subestimado o poder sedutor de líderes fanáticos. Na página 140, a autora registrou a filosofia de vida do ditador e o que ele pensava sobre religião: “[Hitler] não tinha qualquer ligação religiosa; achava que as religiões cristãs eram mecanismos hipócritas e ardilosos para apanhar incautos. Sua religião eram as leis da natureza. Conseguia subordinar seu violento dogma mais facilmente a elas do que aos ensinamentos cristãos de amor ao próximo e ao inimigo. ‘A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre a raiz que determina a espécie humana. Somos provavelmente o estágio mais desenvolvido de algum mamífero, que se desenvolveu do réptil a mamífero, talvez do macaco ao homem. Somos um membro da criação e filhos da natureza, e para nós valem as mesmas leis que para todos os seres vivos. Na natureza a lei da guerra vale desde o começo. Todo aquele que não consegue viver, e que é fraco, é exterminado. Só o ser humano e, principalmente, a igreja têm por objetivo manter vivos artificialmente o fraco, o que não tem condições de viver e aquele que não tem valor.”

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Fundador da Sociedade Criacionista Brasileira foi diretor da Fapesp

Rui-Carlos-Camargo-VieiraCom a indicação do criacionista e defensor da Teoria do Design Inteligente Benedito Guimarães de Aguiar Neto para a direção da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), grande polêmica foi criada nos meios de comunicação brasileiros e até do exterior. Benedito é engenheiro eletricista (1977) e mestre em engenharia (1982) pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Cursou o doutorado (1987) na Technische Universität Berlin, na Alemanha, e o pós-doutorado (2008) na University of Washington, nos Estados Unidos; além disso, foi reitor da prestigiada Universidade Mackenzie, de São Paulo. Mesmo com esse currículo respeitável e com uma carteira de grandes contribuições para o avanço do conhecimento e da cultura, ele está sendo alvo de críticas injustas e precipitadas. Por quê? Porque em lugar de pensar que a vida teria contrariado os fatos e surgido por acaso, Benedito acredita que vida proveio de vida, ou seja, um Criador a trouxe à existência. E isso foi suficiente para a “geração espontânea” de várias notas de repúdio.

Neste momento de ânimos alterados, é bom lembrar que alguns anos atrás outro criacionista dirigiu uma agência de fomento à pesquisa, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Veja o que diz o site da instituição:

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React à reportagem do Jornal Nacional sobre criacionismo

Conteúdos úteis na atual discussão sobre criacionismo acirrada pelo Jornal Nacional

criacionismoCom a nomeação do Dr. Benedito Guimarães Aguiar Neto para a presidência da Capes, a grande imprensa tem promovido uma verdadeira inquisição sem fogueiras, distorcendo informações e fazendo acusações injustas contra criacionistas e defensores da Teoria do Design Inteligente (exemplo da matéria de ontem no Jornal Nacional). A distorção (ou má intenção) é tanta, que chegam a associar criacionismo com terraplanismo, embora a Sociedade Criacionista Brasileira (que em nenhum momento foi consultada nem citada) tenha emitido meses atrás uma nota repudiando a ideia da Terra plana (confira). Em meu canal, inclusive, mantenho uma playlist com dezenas de vídeos contra essa sandice anticientífica (confira). Faltou apuração. Faltou boa vontade. Faltou jornalismo. E isso que a SCB se trata de uma entidade com CNPJ e atua no Brasil há quase meio século, tendo sido fundada por um grande pesquisador acadêmico e engenheiro brasileiro, o Dr. Ruy Carlos de Camargo Vieira, e atualmente presidida pelo doutor em Geologia Marcos Natal.

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