Reações à série “13 Reasons Why”

13No dia 31 de março, a Netflix lançou “13 Reasons Why”. A série gira em torno de Clay Jensen, um estudante do ensino médio que encontra na porta de sua casa uma caixa com 13 fitas cassete gravadas por Hannah Baker, uma colega que cometeu suicídio recentemente. Cada um dos lados das fitas relata um motivo – e uma pessoa – que motivou Hannah ao suicídio. Naturalmente, a série despertou as mais variadas reações, que vão de elogios entusiastas a críticas incisivas. Depois de assistir à série completa (o que é bastante raro), selecionei alguns materiais que, a meu ver, apresentam análises esclarecedoras e embasadas sobre o conteúdo dessa produção.

“Psiquiatra faz 13 alertas sobre a série 13 Reasons Why, da Netflix” (goo.gl/9mvdcp).

“13 Reasons Why – Por que NÃO assistir” (goo.gl/xEwP1h).

“6 motivos para não ver 13 Reasons Why” (goo.gl/MY2BPu).

“13 motivos para não ver ‘13 Reasons Why’, a polêmica série sobre suicídio da Netflix” (goo.gl/d03qlQ).

“‘Se uma obra pode influenciar o suicídio, temos de questioná-la’, diz psiquiatra sobre série de TV [sic]” (goo.gl/0iU73S).

“Todos os problemas de 13 Reasons Why” (goo.gl/yvnIYt).

“‘13 Reasons Why’ is Deceptive and Destructive” (goo.gl/kk8GqQ).

(Matheus Cardoso)

Campanhas de moda apelam para sexo explícito

26.06.2012 - Desfile Pbc.[…] As imagens poderiam ilustrar qualquer site pornográfico, mas estão acessíveis, sem classificação indicativa, na última campanha da grife americana Eckhaus Latta e na passada da estilista Vivienne Westwood, respectivamente. Se os primeiros anos deste século foram marcados pela erotização da imagem feminina, como as campanhas da Dolce & Gabbana, da Sisley e da Calvin Klein, que ora pareciam estupros coletivos, ora mostravam a mulher servindo aos desejos ocultos do espectador, a segunda década do milênio confirma o ato sexual e o corpo nu como ferramentas de persuasão para vender roupas e ideias. O slogan “sexo vende” nunca saiu de moda, mas, segundo especialistas, evoluiu para uma roupagem despudorada e crua – uma “nova era erótica” que é fruto da banalização do sexo e do movimento de aproximação entre a imagem publicitária e a vida real, sem filtros ou Photoshop. “As pessoas passaram a não comprar mais produtos, mas sim experiências. Como o mercado está saturado de filtros, retoques e comunicação perfeitinha, algumas marcas perceberam que é preciso falar de emoções primais, como o sexo. É uma volta da espontaneidade, que descabela a comunicação de moda”, diz a diretora do birô de tendências PeclersParis, Iza Dezon.

Segundo a especialista, a corrente faz parte de um momento histórico de desestabilização de tabus, “aqueles de que todo mundo falava, mas não mostrava”, que os jovens querem banir. Bom exemplo é a própria Calvin Klein. Até pouco tempo atrás, a marca usava corpos perfeitos para vender sua linha de cuecas e lingerie. Agora, entre as últimas peças publicitárias da marca há uma em que modelos magros, seminus e sem músculo aparentes se abraçam em uma galeria de arte. Em outra peça, os atores Alex R. Hibbert, Ashton Sanders, Mahershala Ali e Trevante Rhodes, de “Moonlight”, mostram o corpo em raro manifesto publicitário pró-diversidade. O longa, vencedor do Oscar de melhor filme deste ano, trata de homossexualidade e racismo.

A estética documental, quase amadora, define as novas campanhas que lançam mão do sexo como expressão. Nesse contexto, sites pornográficos e aplicativos de encontros viraram pontes entre marcas e público-alvo. No ano passado, a Diesel passou a veicular suas propagandas lascivas [em um site pornô]. De acordo com o dono da marca, o italiano Renzo Rosso, as vendas tiveram incremento de 31% após o início da ação.

O estilista JW Anderson, uma das revelações da moda mundial, também surfou na onda. Seu desfile de verão 2016 na semana de moda de Londres foi transmitido ao vivo [por um] aplicativo de encontros […] direcionado ao público gay. […]

(Folha de S. Paulo)

Nota: Os filmes, as séries, as músicas, a indústria da moda, tudo isso e muito mais contribuem para banalizar cada vez mais o sexo que foi criado por Deus para ser desfrutado em um contexto de santidade e de prazer e sensualismo puro. O inimigo de Deus sabe do poder que a sexualidade exerce sobre os seres humanos. Ele sabe o quanto o sexo pode unir um casal, quando praticado no contexto, no momento e com a pessoa certos. E sabe também que, por outro lado, o sexo pode destruir vidas, nos aspectos físico, emocional e espiritual. Fogem do controle o número de adolescentes grávidas, de pessoas contaminadas com DSTs e de depressivos por causa de uma vida libertina e focada no prazer pelo prazer. Campanhas publicitárias capitalistas e irresponsáveis como as descritas acima deveriam ser rejeitadas pela população. Mas, infelizmente, o que se vê é uma triste retroalimentação em que os publicitários dão às pessoas o que elas querem e elas, por sua vez, mostram a eles o que eles devem lhes apresentar. É o mundo cavando o fundo do poço moral e aumentando sua dívida com Sodoma e Gomorra. E danem-se os direitos daqueles que não querem se expor nem expor seus filhos à pornografia que sai dos sites obscuros para os outdoors, as revistas e os programas de TV. [MB]

“13 Reasons Why”: a série que destaca o suicídio

13-Reasons-Why“13 Reasons Why” (Os 13 porquês) é uma série americana disponível aos assinantes do serviço de streaming Netflix. A série gira em torno de uma estudante que comete suicídio após uma série de agressões sofridas dos colegas no ambiente escolar. Antes de tirar a própria vida, ela grava fitas cassete explicando para treze pessoas como elas desempenharam um papel na morte dela: os treze motivos.

Profissionais da área de Psicologia têm alertado que a série, embora tenha valores contra o bullying, não toma os cuidados adequados para tratar do tema. Existiria, na lógica da trama, uma ideia romântica do suicídio como alternativa e vingança contra opressões individuais. Também foram criticadas a presença de cenas de estupro e a encenação detalhada do suicídio da protagonista.

Segundo informações do Centro de Valorização da Vida, que fornece apoio emocional e prevenção ao suicídio, os contatos por e-mail multiplicaram-se desde a estreia da série no dia 31 de março. (Rede Salesiana Brasil de Educação)

Duas recomendações importantes:

  1. A série tem classificação indicativa de 18 anos. Caso seu filho esteja assistindo, é essencial que você o acompanhe e converse com ele, e aprofunde as questões abordadas. Quais são as generalizações da série? Qual alternativa a protagonista poderia ter escolhido? Como ajudar um colega que sofre agressões na escola?
  1. É preciso ressaltar, sempre, que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, e que a depressão é uma doença passível de tratamento e cura. Com a certeza de que o amor a Deus é o melhor caminho para cuidarmos da saúde física, espiritual e mental da nossa juventude, pedimos as Suas bênçãos sobre todas as nossas famílias.

Nota: Como se não bastasse o tal jogo da Baleia Azul, essa série também vem dar sua parcela de contribuição para promover não a discussão sobre o suicídio, mas o suicídio em si. Especialistas pedem que não sejam divulgadas as formas de suicídio nem detalhes de como morreram os suicidas. Deve-se trazer à luz essa questão preocupante e buscar soluções para ela. Mas não simplesmente fazer barulho por aí a respeito dos casos trágicos. [MB]

Leia também: “Jogo da Baleia Azul (para os pais)” e “Jogo da Baleia Azul é sintoma de uma era”

A mulher que não conhecia Bruce Wayne

The Dark KnightEstávamos em um restaurante de um shopping, aguardando o pedido chegar. Stephanie, nossa bebê, se distraía com músicas cristãs e livrinhos de plástico contendo histórias bíblicas. Saí da mesa à caça do banheiro, quando cruzei com os mascarados. Iam empolgados, em grupos, falando coisas que não consegui ouvir. Claro que me indaguei a razão de tanta gente usar roupas e máscaras tiradas da série “Star Wars”. Acabei reencontrando outras pessoas vestidas a caráter no corredor próximo da área em que ficavam os cinemas e minhas dúvidas foram esclarecidas. Não sei dizer se era exatamente a estreia, mas vi que “Rogue One” se achava em cartaz. Logo voltei para a direção em que ficavam os banheiros (localizados do lado oposto ao que eu havia me dirigido). O famoso bordão “que a força esteja com você” seria reconhecido por quase qualquer pessoa que cresceu na década de 1980. Menos pela minha esposa Noribel. Ela não sabia quem era o Peter Parker ou Bruce Wayne. A cultura pop era um terreno (quase) completamente desconhecido para ela. Minha esposa foi criada como adventista desde os dois anos de idade (um colportor estudou a Bíblia com meus sogros; o pai da minha esposa decidiu-se ao fim do estudo, mas minha sogra demorou ainda dois anos para ser batizada). Noribel cresceu aprendendo com a Lição da Escola Sabatina, participando de acampamentos com os desbravadores, desejando ir para o internato (o que se realizou na faculdade e graças à colportagem) e participando dos cultos e programas da igreja.

Se eu pudesse, daria um doutorado honoris causa em educação para os meus sogros. Ou em evangelismo voltado às novas gerações. Como duas pessoas simples souberam criar os filhos com tanta ênfase no espiritual? Eu não tive esse privilégio – minha família passou a frequentar reuniões adventistas quando eu tinha quinze anos (graças a um curso de desenho que eu fazia). Por isso, eu e minha esposa crescemos com referenciais diferentes. E sabe qual o prejuízo de crescer com a mínima influência da cultura pop? Nenhum. Isso não impediu que Noribel se tornasse uma pessoa sociável, inteligente e divertida. Ela e muitos adventistas que conheci, vindos de lares realmente cristãos, se destacavam por ter enraizado em seu caráter conceitos que são a base do adventismo.

Quem forma a base para uma nova geração são os pais. A mídia somada com outros fatores, como as revoluções sociais e tecnológicas, exercerá influência limitada pela atuação de pais cristãos. Quando nos perguntamos “O que fazer para alcançar as novas gerações?”, estamos mostrando preocupação na direção equivocada. A pergunta deveria ser: “O que diz a Bíblia?” Quando pais ensinam seus filhos a pensar biblicamente, eles formam jovens que servirão como representantes de Cristo entre outros jovens. E o que alcançam pessoas não são os métodos, mas outras pessoas. A vida transformada prega com eficácia sobre o evangelho que a transformou.

Fico feliz quando o culto familiar acaba e a Stephanie folheia sozinha sua Bíblia ilustrada. Sem saber ler ou falar, ela já é uma investigadora das Escrituras. Em meio à geração de pessoas confusas, que não aceitam a Verdade única e abraçam o experimentalismo pragmático para escolher sua espiritualidade, estou criando uma testemunha. Deus me dê a sabedoria que meus sogros – e tantos outros adventistas fiéis – tiveram.

(Douglas Reis, Questão de Confiança)

Leia também: “Orgulho nerd ou vida frustrada?”

Séries estão trazendo podridão para dentro de casa

gameDesde seu primeiro episódio, em 2011, a série Game of Thrones, da HBO, levou ao ar cenas de sexo de uma forma jamais vista na TV americana: incesto, sexo oral, orgias, bordeis, seios, seios e mais seios. No ano seguinte, outro novo seriado na mesma HBO, Girls, ganhou a mídia por um motivo parecido: a inclinação de suas jovens estrelas de tirar a roupa para protagonizar cenas de sexo de alta voltagem. Ao raiar de 2013, depois de tanta nudez e tantos encontros picantes, uma série inteira sobre sexo já parecia algo quase corriqueiro. Mesmo assim, Masters of Sex – drama sobre o trabalho inusitado dos sexólogos William Masters e Virginia Johnson nos anos 50 – estreou no canal Showtime e, agora [2015], está em sua terceira temporada, sendo exibida no Brasil pela HBO. Na época em que Masters of Sex se passa, o sexo era um tema tão tabu que até casais unidos pelo santo matrimônio em seriados como I Love Lucy tinham que ser mostrados dormindo em camas separadas. Mas nos anos 70, marido e mulher já podiam dividir a mesma cama, e falar sobre sexo não era algo tão proibitivo. Tanto que Maude, da série de mesmo nome, acaba fazendo um aborto, enquanto Mary do The Mary Tyler Moore Show dá a entender que toma anticoncepcionais.

Hoje, as cenas explícitas na telinha viraram lugar comum: simplesmente assumimos que elas acontecem em qualquer seriado de drama para adultos, como The AmericansThe AffairHouse of CardsScandalHow to Get Away with MurderOrphan BlackTransparent e Outlander. A “era dourada dos dramas na TV” também marca o início de uma era dourada do sexo na TV.

Certamente, as mídias sociais incentivaram as emissoras a ousar, compensando qualquer cena mais chocante com hashtags que logo disparam entre as mais comentadas. […]

A nova safra de seriados pode ser a prova do velho conceito de que sexo vende. Mas eles o fazem de uma forma inovadora, artística e provocadora, desafiando as normas sociais. A explosiva inovação trazida pela roteirista e produtora Shonda Rhimes para Grey’s Anatomy em 2005 deu início a essa ebulição da TV americana, com seu enorme elenco de médicos e médicas bonitões transando em salinhas entre uma cirurgia e outra.

A série não explorou apenas o sexo – ela tornou o sexo na TV mais feminista, com suas cenas de mulheres recebendo sexo oral, casais de lésbicas e a palavra “vagina” sendo sugerida o tempo todo. Rhimes manteve sua marca registrada em outras de suas criações, como Private PracticeScandal e How to Get Away With Murder. Seus programas também foram pioneiros em mostrar cenas de sexo entre homossexuais fora dos domínios da TV pay-per-view.

Ao mesmo tempo, Orange Is the New Black, do Netflix, resgatou cenas de sexo entre mulheres que até então só se via em filmes pornográficos. Afinal, não há nada mais clichê nesse gênero do que duas garotas bonitas transando na cadeia. Mas o seriado humanizou essas relações, tornando-as tão peculiares quanto as personagens que protagonizam a série. Algumas cenas de sexo são dóceis, outras aventureiras, outras românticas e outras até embaraçosas. Muitas das atrizes não têm aquele corpo idealizado tradicional. E o que se vê, no fim, é que o sexo entre mulheres na prisão vira algo corriqueiro. Nós torcemos por alguns dos casais e odiamos outros, da mesma forma que fazemos pelos pares heterossexuais das novelas.

A série Grace and Frankie, também do Netflix, faz o mesmo pela sexualidade dos idosos. A história começa quando os maridos das duas personagens do título as abandonam para ficarem juntos – uma admissão óbvia de que o sexo ainda é importante para quem tem 70 e poucos anos.

As esposas abandonadas não perdem tempo em encontrar novos potenciais parceiros, principalmente Grace, vivida por Jane Fonda, que dá a seu amante uma lição clara de uma boa preliminar.

(BBC Brasil)

Nota: Recentemente, líderes de jovens de uma grande igreja do interior do estado de São Paulo me pediram para apresentar uma palestra sobre cinema. Relutei, mas acabei aceitando o desafio. Ainda estou pesquisando tudo o que posso sobre o assunto, ouvindo várias opiniões e produzindo um texto e uma apresentação. Em breve postarei aqui esse conteúdo. Ocorre que me dei conta de que, embora ainda seja um tema que gera certa polêmica, a frequência ao cinema não é o pior dos males do nosso tempo, e talvez estejamos “coçando no lugar errado” quando batemos apenas nesse ponto. Hoje em dia conteúdos que seriam de se esperar em filmes pornográficos estão sendo assistidos no conforto do lar, graças à expansão da Netflix, dos canais pagos e da internet banda larga. Jovens estão assistindo na TV, em computadores e até em seus tablets ou smartphones a séries que exibem pessoas nuas, cenas de sexo explícito hétero e homossexual, estupro, violência extrema e até incesto. Dias atrás, vi no Facebook adventistas declarando seu “amor” à série “Game of Thrones”, uma das mais pornográficas de todos os tempos, que tem contratado atrizes do mundo pornô, pois as atrizes “normais” se recusam a fazer certas cenas! O que está acontecendo com alguns ditos cristãos? Será que se esqueceram de tudo o que leram (espero que tenham lido) na Bíblia e ouviram na igreja? Será que podem conceber a ideia de que os anjos de Deus estariam com elas enquanto assistem a esse tipo de lixo televisivo? Nossa mente é preciosa demais e os tempos em que vivemos solenes demais para poluirmos nossos pensamentos a ponto de não mais perceber a diferença entre o sagrado e o profano; a ponto de anestesiarmos tanto os sentidos e a nossa moral que consideremos passatempo um tipo de conteúdo que faria corar um devasso no século passado. Deus nos livre dessa cegueira e dessa indiferença! [MB]

Série da Globo tratará da luta entre o bem e o mal

Vade-RetroA luta do bem contra o mal será o universo de “Vade Retro”, a nova série da Globo, com estreia prevista para abril. A trama de Alexandre Machado e Fernanda Young, com direção artística de Mauro Mendonça Filho, vai apresentar a história de Celeste (Monica Iozzi), uma doce e ingênua advogada, e de Abel Zebu (Tony Ramos), um empresário milionário, misterioso e sem escrúpulos. Ele, com segundas e terceiras intenções, vai fazer de tudo para corromper a moça e usá-la em seus negócios escusos – alguns até de outro mundo. Ela, sem saber ao certo onde está se metendo, tenta resistir aos encantos e ao poder desse homem, ao mesmo tempo em que se sente atraída por tudo o que Abel tem para oferecer (com informações de Gshow).

Nota 1: É muito interessante para o inimigo de Deus que as pessoas levem na brincadeira assuntos espirituais como o grande conflito entre o bem e o mal. Ele ganha das duas formas: tanto se as pessoas crerem que ele não existe, quanto se acreditarem que se trata de uma figura caricata e divertida. O diabo é um ser real; um anjo caído rebelado contra o governo de Deus e que há milênios vem causando estragos aqui neste planeta. A humanidade, na visão de muitos guias religiosos ao longo da História, vive um perpétuo conflito entre as forças do bem e do mal. Uma das versões desse conflito é a da Igreja Adventista do Sétimo Dia, constituída com base em certa interpretação da Bíblia. Em 1858, Ellen G. White, uma de suas fundadoras, escreveu O Grande Conflito, uma narrativa do “grande embate entre Cristo e Satanás”, que existe desde a criação do mundo e perdurará até o dia de sua destruição final.

Na versão adventista [bíblica], o pecado passou a existir quando Satanás, um anjo criado para viver no Céu em comunhão com Deus, encheu-se de orgulho e insatisfação com a vida sob as leis do Senhor. Movido pela ânsia de autonomia e igualdade com Deus, ele liderou uma rebelião que resultou em sua expulsão do Paraíso. O campo de batalha deslocou-se, então, para a Terra, onde Satanás infectou Adão e Eva com seu orgulho e os persuadiu a desobedecer a Deus, que, como castigo, privou-os do domínio que lhes fora concedido sobre a Terra. Depois de outorgar-se o título de “príncipe deste mundo”, Satanás deu continuidade à sua rebelião a partir da nova base de operações terrena, onde sua queda foi, finalmente, decidida pelo abnegado sacrifício de Cristo na cruz.

Para os adventistas do sétimo dia, o grande conflito envolve o caráter, a soberania e o governo de Deus sobre todo o Universo. A rebelião de Satanás contesta a lei de Deus, denunciando-a como arbitrária e opressiva. Questiona, também, o caráter de Deus como imperfeito e nega-Lhe o direito de governar o Universo. E esse conflito permanente afeta todos os aspectos da nossa vida. Nesse grande conflito, o que está em jogo é a vida ou a morte eterna.

“Vivemos em um mundo onde o bem e o mal, o certo e o errado lutam pela supremacia. Há apenas dois lados nesse grande conflito espiritual. De que lado estamos? Essa é uma escolha de consequências eternas, porque a vida e a morte são, literalmente, eternas” (Clifford Goldstein).

Nota 2: A expressão “vade-retro” significa “arreda-te”, “vai para trás”. Foi usada por Jesus quando foi tentado pelo diabo em Mateus 4:10 (“Retira-te, Satanás”) e também por Ele em Mateus 16:23, para repreender o apóstolo Pedro, quando este tentava fazê-Lo desistir do Calvário (“Arreda, Satanás!”).

(Megaphone Adventista)

Juíza critica conteúdo de novelas da Globo

juizaA juíza federal do Trabalho lotada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 6ª Região, Roberta Araujo, que se formou pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE), com doutorado na Universidade Federal de Pernambuco, publicou em sua rede social um questionamento sobre as contradições apresentadas pelo Grupo Globo, que resolveu afastar das suas funções o ator José Mayer por assédio e o apresentador do Vídeo Show Otaviano Costa por “rir de atitude machista no BBB”. Leia o testemunho dela: “Queridas, antes de divulgar e exultar com a postura da Globo em ‘punir’ José Mayer por assédio ou afastar Otaviano Costa do Vídeo Show por rir de atitude machista do Big Brother, lembrem-se de que foi a Globo que universalizou entre nós a cobiça por Anita, apresentada como uma ‘ninfeta’ ousada que seduzia um homem casado e com idade de ser seu pai. Foi a Globo que nos apresentou Angel, uma adolescente que permeou o imaginário dos desejos mantendo um ardoroso caso com o marido da sua própria mãe. Foi a Globo que, em Laços de Família, envolveu o Brasil na polêmica trama em que a jovem filha rouba Edu, o namorado da mãe, interpretado por Reynaldo Gianecchini.

“Foi a Globo que, em Avenida Brasil, nos trouxe como núcleo de comédia a trama com três mulheres envolvidas com o mesmo homem – o empresário Cadinho – e que declinam das suas vidas e dignidade para se sujeitarem a viver com ele, mesmo após se descobrirem enganadas.

“Em Império, a Globo preencheu o imaginário de desejos com a trama do charmoso Comendador que, mesmo casado com Marta, mantinha um fogoso affair com uma menina mais jovem que sua própria filha.

“Foi a Globo que fez o Brasil se divertir com o programa Zorra Total, que tinha em seu quadro principal duas amigas em um vagão, sendo uma delas, a Janete, bolinada de várias formas e tocada em suas partes íntimas com a batuta de um maestro enquanto a amiga Valéria, ao invés de defendê-la, dizia: ‘Aproveita. Tu é muito ruim, babuína. Se joga.’

“Então, queridas, quando essa emissora diz em nota que ‘repudia qualquer forma de desrespeito, violência ou preconceito’, está em verdade sendo dissimulada e ofensiva por nos considerar alienadas ou parvas. A verdade é que a Rede Globo coisifica as mulheres, naturaliza a violência, os abusos e assédios, incentiva o desrespeito, ridiculariza o papel e a posição da mulher e subalterna nossa dignidade.

“São mensagem explícitas e subliminares como as que esta Rede Globo universaliza e crava no imaginário masculino brasileiro que estupram, abusam, ferem e vitimam milhares de Mirellas que habitam entre nós.”

(SRzd)