Netflix exibirá animação com drag queens feita no Brasil

dragDeu no site da Globo: “A Netflix anunciou nesta quinta-feira sua primeira animação original produzida no Brasil. Com estreia prevista para o segundo semestre de 2018, Super Drags terá cinco episódios e foi criada criada por Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescaut, com produção do Combo Estúdio. A animação é centrada em Patrick, Donny e Ramon, que durante o dia trabalham em uma loja de departamento e, à noite, se tornam Lemon Chiffon, Safira Cian e Scarlet Carmesim, as Super Drags, que têm a missão de reunir a comunidade LGBT e espalhar purpurina pelo mundo. A sinopse do teaser já adianta o tom bem-humorado da atração, com expressões do universo GLBT: ‘De dia, eles trabalham numa loja de departamento e têm que aguentar o chefe escroto. De noite, eles aguentam a neca e se transformam nas Super Drags, prontas para salvar o mundo da maldade e da caretice, enfrentando um vilão desaplaudido a cada episódio. Prepare-se, essas Super Drags vão longe demais.’ ‘Estamos entusiasmados que a nossa primeira animação brasileira vai apresentar aos nossos espectadores o mundo ousado, escandaloso e fabuloso de Super Drags! A Netflix tem a sorte de investir em grandes talentos de animação do Brasil, trazendo a traço vibrante da Combo e o humor ácido de nossos produtores para as belas e as telas de todos os cantos’, destacou Chris Sanagustin, diretora de Conteúdo Original Internacional da Netflix, em comunicado enviado nesta quinta-feira.”

Alguns comentários postados no Facebook da Globo:

“Espero que fique na seção de adultos. Meu filho nunca vera isso.”

“‘Poderosas’?! Que poder alguém adquire simplesmente por se vestir de forma espalhafatosa? Depois de ‘lacrar’ na noite anterior, o pobre diabo volta pra mediocridade de um cotidiano alienado e desumano, repleto de exploração, violência e humilhações. Essa agenda pós-moderna é um dos piores chorumes ideológicos produzidos pelo capitalismo em putrefação.”

“Alguém (da Netflix ou da Globo) está exagerando na tentativa de doutrinação de crianças e jovens, a cultura gay. Não há incentivo à verdadeira educação, mas a safadeza e o imoral, há muitos investidores e incentivadores.”

“Mais uma vergonha para o país do futebol, prostituição, corrupção e roubo.”

“Fazem em forma de desenho animado. Seria pra atrair CRIANÇAS?”

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Emissora de TV zomba da segunda vinda de Cristo

zorraNo último sábado (12), foi ao ar uma edição do [programa “humorístico”] “Zorra” que exibiu uma esquete humorística [?] chamada “Ônibus da Fé”, que mostrava personagens evangélicos em um ponto esperando a chegada do transporte público e sem interesse pela volta de Jesus [se bem que muitos ditos cristãos realmente vivam assim]. Uma mulher chega ao local e pergunta para o grupo de religiosos se o ônibus de determinada linha já tina passado. “437… esse ônibus é tinhoso. A gente tá aqui orando pra ele passar. Junte-se a nós”, declara o líder. O ônibus acaba passando, para o desespero das pessoas, e depois um deles fala que outro está chegando. “Não é ônibus, é Jesus”, interrompe um dos personagens. “Mas esse aí volta o tempo todo, eu quero o 437”, avalia o líder do grupo.

(Observatório da Televisão)

Nota: Já está virando lugar-comum a TV Globo debochar dos cristãos em seus programas. Tremenda falta de respeito zombar de uma das mais caras esperanças dos cristãos, a segunda vinda de Cristo, prometida por Ele mesmo (veja aqui). Por outro lado, é bom ver que mais uma profecia se cumpre cada vez que esse tipo de zombaria acontece (confira 2 Pedro 3:3, 4). Duvido que algum representante da emissora pedirá perdão, algo que o padre Fábio de Melo teve que fazer recentemente. Ele disse em uma missa para seus fiéis não terem medo de macumba, o que quase lhe rendeu um processo judicial. Um babalaô enviou uma notificação extrajudicial à diocese em que o padre trabalha, e Melo foi às redes sociais desdizer o que havia dito. Ninguém deve ser discriminado nem atacado por causa de suas crenças. A liberdade religiosa deve ser defendida e promovida intensamente, assim como o respeito e a tolerância devem caracterizar uma sociedade dita “evoluída”. Mas que o politicamente correto às vezes parece ser uma via de mão única, isso parece. [MB]

Leia também: Os zombadores dos últimos dias

Guerra Finita: spoiler dos heróis normais

Captura de Tela 2018-04-30 às 08.17.04As bilheterias atingiram cinco bilhões de dólares ganhos apenas com as produções cinematográficas sobre eles em 2017. Desde a última década, quando a Marvel migrou para as grandes telas, seu faturamento ultrapassou cifras estratosféricas. Não é para menos que, após muitas franquias de personagens isolados, finalmente, surgisse uma explosão demográfica de super-heróis se apinhando no ultimo lançamento hollywoodiano: o filme Guerra Infinita.

Na verdade, e em algum momento da vida, todos já nos deparamos com nossa imaginação voando solta – literalmente voando. Quem nunca se viu numa capa vermelha, ou em um carro supersónico, ou com poderes extraordinários? Atire a primeira pedra. Porque o ser humano se fascina com o impossível, encanta-se com o imponderável e paga para ser sabatinado pelo sobrenatural.

Quer ver algo curioso?

[Continue lendo.]

Anitta em Harvard ou mais distorção midiática?

anittaA cantora Anitta foi convidada pela Universidade de Harvard para dar uma palestra sobre o Brasil no evento “Brazil Conference”, que ocorre todos os anos em Massachusetts. A informação do convite foi confirmada pela assessoria de imprensa da cantora. Entretanto, Anitta ainda não decidiu se vai ao evento. Em 2017, o juiz Sérgio Moro participou do evento. Na ocasião, também participaram os empresários Jorge Paulo Lemann e Luiza Trajano, a ex-presidente Dilma Rousseff, o publicitário Nizan Guanaes e o ator Wagner Moura.

O “Brazil Conference” é realizado pela comunidade brasileira de estudantes de Harvard e do MIT para promover o encontro com líderes e representantes da diversidade do Brasil. O objetivo é encontrar soluções inovadoras para o futuro do país. Em 2018, o evento vai ocorrer nos dias 6 e 7 de abril.

(Estadão, via Época Negócios)

Nota: O Estadão, a revista Época e outros meios de comunicação que replicaram a notícia publicaram matéria cujo título diz que Harvard convidou Anitta para palestrar. Só que no fim do texto ficamos sabendo que, na verdade, foi um grupo de estudantes brasileiros que fez o convite, não a Universidade de Harvard. Faltaram à aula de edição de títulos na faculdade? [MB]

A origem da mentira do arrebatamento secreto

arrebatamentoA Reforma Protestante abalou os fundamentos do Romanismo pregando e ensinando as profecias de Daniel e Apocalipse, usando o historicismo como base hermenêutica de interpretação. Todos os grandes teólogos conservadores então concordavam que as profecias apocalípticas de Daniel e Apocalipse se cumpriram através da História. Para contra-atacar a Reforma Protestante e tentar neutralizá-la o Romanismo criou a Ordem dos Jesuítas, e muito cedo incumbiu o sacerdote jesuíta Francisco Ribera de criar uma nova linha de interpretação profética cujo cumprimento das profecias apocalípticas se dará no futuro (Futurismo). O chifre pequeno de Daniel 7 e 8, a besta de Apocalipse 13, e o anticristo de 2 Tessalonicenses 2:3, 4, 8, 9 não mais representariam Roma papal.

Nos dois séculos seguintes essa teoria se infiltrou no Protestantismo pela influência de grandes universidades européias como a de Oxford. Famosos líderes do mundo protestante adaptaram essa corrente de interpretação em sua visão profética de Daniel e Apocalipse. Samuel Roffey Maitland (1792-1866), James Todd, William Burgh e, principalmente, John Nelson Darby (1800-1882) contribuíram para estabelecer as bases do Futurismo profético, agora chamado de Dispensacionalismo entre os protestantes.

Darby fez três viagens aos Estados Unidos nas quais pregava de forma ousada as ideias do Dispensacionalismo profético. Segundo creem, as profecias escatológicas do Antigo Testamento devem ser interpretadas literalmente. Se o texto bíblico diz que Israel irá possuir a terra prometida para sempre, então significa exatamente isso, ao pé da letra.

Em uma de suas viagens aos Estados Unidos, Darby influenciou um advogado chamado Cyrus Scofield, o qual, após converter-se, se tornaria ministro ordenado da Igreja Congregacional. Sua obra, a Bíblia de Referência de Scofield (1909), foi a responsável pela popularização do Dispensacionalismo profético nos Estados Unidos e em vários outros países que mais tarde a traduziram.

A partir da década de 1990, outro lançamento também contribuiu para a popularização dessa teoria entre os evangélicos: a série de livros de ficção religiosa Left Behind (Deixados Para Trás), dos autores Tim LaHaye e Jerry Jenkins.

Somando tudo isso, o resultado é que hoje mais de 80% do mundo protestante acredita no Dispensacionalismo (Futurismo profético) em lugar do Historicismo da Reforma Protestante. Como desfazer esse conflito? Ditos protestantes que não seguem os ensinos dos Reformadores?

Acreditar que as profecias do Antigo Testamento só podem se cumprir de forma estritamente literal significa ignorar o uso que os próprios autores inspirados do Novo Testamento fazem do texto bíblico. Mateus, por exemplo, vê o cumprimento profético de Oseias 11:1 (que, primariamente, se refere a Israel) no retorno de Jesus do Egito com Seus pais após a morte de Herodes (2:15). Claramente, para Mateus, Israel era um tipo de Cristo, logo temos um cumprimento tipológico e não literal da profecia.

O mesmo ocorre com o evangelista Lucas, quando afirma que “assim está escrito” que “o Cristo havia de ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia” (24:46). Na mente de Lucas, Israel também é um tipo de Cristo. Por isso ele faz uma aplicação tipológica de Oseias 6:1 e 2 (originalmente feita para Israel). Mais uma vez o autor bíblico não faz uma aplicação estritamente literal.

Ainda em outro exemplo, em Mateus 2:23, o autor inspirado usa a palavra “profetas” (plural) para expressar o que vários textos proféticos teriam profetizado: “Ele será chamado Nazareno [grego Natzrati].” Acontece que não há nenhuma profecia do Antigo Testamento sobre isso que possa ser aplicada literalmente a Jesus. O autor bíblico vê um cumprimento pelo sentido, por causa da palavra hebraica netzer em Isaías 11:1: “Do tronco de Jessé sairá um rebento [netzer].” Outros profetas também falaram disso (Jr 23:5, 33:15; Zc 3:8 e 6:12). Para todos os efeitos, a aplicação feita por Mateus está longe de ser literal.

Portanto, sustentar que todas as profecias do Antigo Testamento têm que se cumprir de forma estritamente literal é violar o próprio entendimento que os autores do Novo Testamento possuíam. Logo, o Dispensacionalismo não passa no teste bíblico.

E o que dizer dessa teoria do arrebatamento secreto extraída pelos dispensacionalistas de Mateus 24:40 e 41? Ela se sustenta pela Bíblia? Uma leitura atenta do contexto de Mateus 24 já é suficiente para extrair três razões contrárias a essa teoria:

1. Jesus alertou explicitamente contra qualquer um que ensinasse que Seu retorno seria secreto: “Portanto, se vos disserem: Eis que Ele está no deserto, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (v. 26, 27).

Alguém já viu um relâmpago aparecer de forma secreta?

2. Jesus declarou explicitamente que o mundo inteiro seria testemunha do Seu retorno: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder [grego dynamis, de onde vem a palavra “dinamite”] e muita glória.”

3. Jesus descreveu explicitamente o destino dos que serão deixados para trás: “Assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem… veio o dilúvio e os levou a todos” (37-39). Ou seja, os que forem deixados para trás serão destruídos “como foi nos dias de Noé”. Não haverá segunda chance. Esse é um grande engano que o inimigo disseminou dentro do protestantismo graças a essa doutrina dispensacionalista do arrebatamento secreto (ver Hb 9:27, 28).

Sendo assim, a corrente futurista de interpretação profética (incluindo o Dispensacionalismo dentro do Protestantismo) carece de fundamento bíblico. Só nos resta a confiança do Historicismo defendido pelos Reformadores.

Você está pronto para os últimos eventos deste mundo? Falta muito pouco para Jesus voltar nas nuvens do céu. “Naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará” (Is 25:9).

Quem viver verá…

(Sérgio Santeli é pastor em São Bernardo do Campo, SP)

Bibliografia:

Dwight K. Nelson, Ninguém Será Deixado Para Trás, Casa Publicadora Brasileira.

Hans K. LaRondelle, O Israel de Deus na Profecia, Unaspress.

João Alves dos Santos, Dispensacionalismo e suas implicações doutrinárias.

Leia também: Arrebatamento secreto não tem base bíblica

Big Brother tem até incesto, agora? O que mais falta?

bbb18Na manhã desta terça-feira (23), as redes sociais “ferveram” com a notícia e o vídeo com uma cena aparentemente incestuosa em que o pai aparece deitado sobre a filha fazendo movimentos com o quadril. A cena foi protagonizada durante a 18ª edição do reality show da Globo “Big Brother Brasil”. Segundo o jornal O Povo , muitos internautas se mostraram revoltados e pediram a saída do pai. Só que esse é o tipo de situação que mais ajuda a promover o programa e alavancar audiência do que qualquer outra coisa. O BBB já teve de tudo. O que mais fazer para chamar a atenção? Eis aí a resposta: incesto.

Quando foi exibido o primeiro beijo gay numa novela também houve repúdio e reprovação. Na segunda vez em que uma cena do tipo foi ao ar, já não houve revolta. A terceira arrancou aplausos. Assim a TV vai “fazendo a cabeça” das pessoas, tornando natural o que não é.

O script já está escrito. Neste primeiro momento-teste do BBB18, o incesto aparentemente foi reprovado (e duvido que os reclamantes deixarão de assistir ao programa). Nas próximas vezes em que cenas incestuosas aparecerem na programação, a dessensibilização já terá feito seu papel, até que a aceitação seja o resultado. No futuro, o mesmo processo (que começou com a aprovação do casamento gay, do poliamor e com a erotização das crianças) poderá ocorrer também com a naturalização da pedofilia e a legalização da necrofilia e da zoofilia. Duvida? Eu não duvido de mais nada. Quando a “porteira” moral é aberta, os bichos (todo tipo de bichos) começam a passar. E nossa dívida com Sodoma só vai aumentando…

Essa situação ajuda até a ilustrar o efeito do pecado em nossa vida. Num primeiro momento, ele nos causa repulsa. Só que, à medida que vamos brincando com o pecado, o que antes nos repelia passa a se tornar aceitável, para, finalmente, ficar desejável. Por isso, quando o assunto é pecado, imoralidade e maldade, a atitude mais segura é nunca dar o primeiro passo.

Não se esqueça de que vivemos num Big Brother cósmico. Segundo o apóstolo Paulo, somos espetáculo ao universo (1Co 4:9). Que papel assumiremos nessa peça?

Michelson Borges

Mulher do ano: Anitta, Nadia ou Heley?

anittaUma revista masculina brasileira concedeu à cantora Anitta o prêmio de Mulher do Ano. Depois de saber da escolha, ela disse: “Quando soube que seria eleita a Mulher do Ano da [revista] parei para recapitular tudo que fiz em 2017 e só assim me dei conta de quanta coisa aconteceu.” Com esse título, Anitta se junta ao grupo formado por Isabeli Fontana, Grazi Massafera, Maria Casadevall, Isis Valverde, Tatá Werneck e Taís Araujo, as seis vencedoras da categoria nos anos anteriores.

Não tenho absolutamente nada contra essa moça que começou a cantar aos oito anos de idade em um coral de igreja e que acabou depois se notabilizando por suas composições e interpretações de músicas funk. Não conheço as composições dela e tudo o que sei se limita a notas e fotos que vejo de vez em quando em revistas semanais de jornalismo e nos noticiários – algumas fotos bem ousadas, diga-se de passagem.

Cada um é livre para fazer o que gosta e o que pode para “vencer na vida”. O que questiono é o título dado a ela pela revista. Por que “Mulher do Ano”? Que critérios os editores levaram em conta para fazer essa escolha? Fama? Discos vendidos? Projeção na mídia? Influência social e poder de lançar tendências? Se os critérios fossem outros, eu gostaria de propor outras “mulheres do ano”.

nadiaA Global Graphene Challenge Competition é uma competição internacional promovida pela empresa sueca Sandvik. O objetivo é procurar soluções sustentáveis e inovadoras ao redor do mundo que ajudem a criar novas utilizações para o grafeno, material extremamente fino, derivado do carbono, transparente e 200 vezes mais forte que o aço. A vencedora mundial de 2016, anunciada no início deste ano, foi Nadia Ayad, recém-formada em Engenharia pelo Instituto Militar de Engenharia do Rio de Janeiro. O trabalho de Nadia concorreu com outros nove finalistas. Nadia criou um sistema de dessanilização e filtragem de água usando o grafeno, que possibilitará que milhões de pessoas tenham acesso à água potável com custo de energia reduzido.

Você ficou sabendo disso pela grande mídia? Garanto que não. Infelizmente, Nadia é outro cérebro nacional que poderá ir embora. Deverá prosseguir em seus estudos nos Estados Unidos ou na Inglaterra, países que certamente apoiarão suas pesquisas.

heley-abreuQuero ainda propor outra “mulher do ano”: a professora Heley de Abreu Silva Batista, de 43 anos, que morreu na noite do dia 5 de outubro após tentar salvar crianças de um incêndio criminoso causado pelo vigia Damião Soares dos Santos, no Centro Municipal de Educação Infantil Gente Inocente, em Janaúba, MG. Segundo a polícia, Heley teria tentado conter o agressor.

Diego Abreu, primo de Heley, disse à revista Veja que a professora tinha sido efetivada este ano na escola, que pertence à rede municipal de ensino. Segundo ele, a prima sempre foi uma professora zelosa. “Ela adorava crianças, tanto seus filhos quanto seus alunos. Amava a profissão, nem se importou com sua própria vida, salvou muitas crianças”, disse ele.

Quando mulheres como Nadia e Heley são esquecidas pelas pessoas e pela mídia em detrimento de cantoras de funk, atrizes e modelos, podemos ter certeza de que algo muito errado está acontecendo com a sociedade. Nadia, Heley e muitas outras mulheres dão duro todos os dias para estudar, trabalhar e ajudar a sustentar a família ou mesmo promover avanços tecnológicos que poderão salvar milhões de pessoas. Muitas delas são mulheres anônimas que nunca receberão um prêmio de “mulher do ano”, afinal, não se vestem de maneira ousada, não cantam músicas que agradam ao gosto popular, não estão sob os holofotes às vezes protagonizando escândalos calculados para chamar atenção e vender. São mulheres comuns que salvam vidas, educam gerações, ajudam a sustentar o pouco de humanidade que ainda nos resta. Mas, definitivamente, não são mulheres midiáticas. Continuarão morrendo ou indo embora do país sem que ninguém lhes conceda um título, um prêmio ou a notoriedade que suas conquistas merecem.

Há muitas “mulheres do ano” neste país, mas poucos conhecerão seus nomes.

Michelson Borges