Um terço dos estudantes entrevistados estuprariam se não houvesse consequências

O texto abaixo foi editado para deixar mais clara a ideia que eu quis transmitir: a do cuidado para evitar problemas neste mundo mau.

estupro

O tema do estupro voltou a ser discutido amplamente nas redes sociais por conta do caso da influencer Mariana Ferrer e do empresário acusado de tê-la estuprado em uma casa noturna. Não vou discutir aqui o caso em si, até porque muito já foi dito a respeito. Estupro é crime hediondo e deve ser severamente punido. Ponto final. E por se tratar de um crime execrado até mesmo por criminosos, as acusações nesse sentido devem ser muito bem apuradas, a fim de que outro crime não seja cometido – o da falsa acusação, que pode trazer consequências terríveis para a vida do acusado. Infelizmente, as estatísticas mostram que muitos crimes de abuso ocorrem dentro de casa, praticados por pessoas aparentemente insuspeitas, como pais, avôs e outros parentes. Assim, é preciso quebrar o silêncio, como propõe a importante campanha da Igreja Adventista do Sétimo Dia (saiba mais).

Dito isso, quero aproveitar para relembrar uma notícia de 2015, estarrecedora e reveladora de uma cultura muito mais perigosa e enraizada que a chamada “cultura do estupro”: a cultura do pecado (mais perigosa porque está na base de todas as mazelas humanas). Trata-se da publicação de um estudo da revista científica Violence and Gender, segundo o qual quase um terço dos 86 homens entrevistados estuprariam uma mulher se não houvesse consequências.

Os pesquisadores selecionaram 86 estudantes da Universidades da Dakota do Norte e da Universidade Estadual da Dakota do Norte, nos Estados Unidos, e perguntaram como eles reagiriam em certas situações. A ideia era avaliar as atitudes sexuais e a hostilidade em relação às mulheres nos campi universitários. Quando questionados sobre o que fariam em uma situação na qual pudessem fazer sexo contra a vontade de uma mulher sem nenhuma consequência, 31,7% disseram que fariam isso, ou seja, estuprariam a mulher.

Essa pesquisa mostrou uma vez mais que muitos crimes só não são cometidos por falta de oportunidade, e que, por isso, neste mundo de pecado com tantos agressores potenciais e com o “diabo à solta”, todo cuidado sempre será pouco.

Por exemplo: ladrão sempre será culpado se cometer um assalto. Nem por isso você deve sair do banco à noite, no centro de uma grande cidade, contando dinheiro à vista de todos. Se o ladrão assaltar você, obviamente que ele será culpado. Mas você não precisa nem deve se expor indevidamente.

Neste mundo injusto e de pecado, em que tantas mulheres sofrem por causa da violência, é importante que elas se protejam, evitando comportamento arriscado, como o uso de substâncias entorpecentes e a frequência a lugares de risco. Estou com isso culpabilizando a vítima? Claro que não! O foco sempre será o agressor. Apenas estou dizendo que há realidades que não serão mudadas do dia para a noite (e algumas nunca serão), e que é preciso levar isso em conta para minimizar os riscos.

Como se prevenir para evitar o estupro

A médica Rosana Maria Paiva dos Anjos, coordenadora do Núcleo de Atendimento Imediato às Vítimas de Violência Sexual do CHS, em matéria publicada no jornal Cruzeiro do Sul, destaca algumas dicas para evitar o estupro. Segundo ela, as mulheres devem evitar andar sempre sozinhas e distraídas, pois assim elas se tornam os principais alvos dos agressores, que são muito observadores. “Tenha sempre em mãos qualquer coisa que possa ameaçar ou machucar o agressor, como um guarda-chuva, por exemplo, porque, assim, a mulher consegue distanciar o agressor. Ele procura a pessoa […] mais distraída”, diz Rosana.
 
Outro aspecto destacado pela médica é a rotina que a mulher tem no seu dia a dia. Pelo fato de o criminoso ser muito observador, Rosana afirma que ele fica atento a uma mulher que toma sempre o mesmo caminho para trabalhar, por exemplo, e que esteja sempre desacompanhada. O mais indicado a se fazer é escolher rotas alternativas em alguns dias da semana, pois, assim, a mulher consegue despistar o potencial estuprador.
  
A delegada Joilce Silveira Ramos, titular de uma Delegacia de Polícia de Atendimento à Mulher em Mato Grosso do Sul, também oferece algumas dicas importantes, contidas no site do governo estadual:

  • Não fique em local ermo, afastado ou com matagais; evite sempre trilhas desertas que encurtam distâncias.
  • O autor do estupro geralmente não quer matar, ele quer o ato sexual; então grite o mais alto possível; se alguém estiver passando e ouvir o barulho e se aproximar, o agressor geralmente desistirá do ato.
  • Quando pedir Uber, sempre compartilhe a localização com amigos ou com alguma outra pessoa. Assim que chamar um carro, já envie o trajeto para seu esposo, parente ou um amigo que possa saber em tempo real onde você está, além do nome do motorista e a placa do carro.
  • Quando solicitar profissionais para fazer algum conserto em casa, nunca os atenda quando estiver sozinha; mulheres que moram sozinhas devem sempre contratar profissionais conhecidos.
  • Tenha sempre na bolsa um spray de pimenta; essa é uma das melhores dicas, porque você não precisa se aproximar do agressor para utilizar o spray. Com uma distância de um metro a um metro e meio, você consegue atingir os olhos do agressor, o que facilitará sua fuga.

Mais algumas dicas do Portal UOL:

  • No táxi ou em qualquer transporte individual, várias das entrevistadas contam fingir ou de fato fazer ligações para outras pessoas informando que estão a caminho. Assim, se o motorista planeja algum tipo de violência, pensará duas vezes, pois pode ser pego.
  • Se tem uma coisa que homens geralmente respeitam são outros homens. Então, se está sozinha com mais um homem, vá logo dizendo que tem marido, mesmo quando está solteira, para garantir que ele não a assedie.
  • As aulas de luta com foco em defesa pessoal para mulheres têm se tornado cada vez mais populares. O motivo? Saber se defender no caso de uma abordagem na rua.
  • Se um homem começa a andar atrás ou ao lado de uma mulher quando ela caminha em uma rua deserta, o primeiro pensamento é: “Estou sendo seguida.” Então, assim que ouvem os passos, muitas mulheres param de andar para que o homem ultrapasse. Se ele parar também, é hora de correr.
  • Ao perceber que um homem a tem seguido por algum tempo, entre em algum estabelecimento comercial ou na portaria de um prédio para se proteger.
  • Conheceu alguém por um aplicativo e planeja encontrá-lo? Nada de ir para a casa dele ou a um lugar ermo. Marque o encontro em lugar movimentado, como restaurantes ou praças.
  • Nunca aceite bebidas de estranhos. Não vá ao banheiro e deixe seu copo no balcão, por exemplo. Nunca se sabe se alguém pode colocar alguma substância nele.
  • Muitas mulheres acenam e até param para conversar com desconhecidos nas ruas. A intenção é desencorajar um possível agressor, já que não estaria mais só. A partir disso um movimento foi criado, o “Vamos Juntas”, que incentiva mulheres a fazer companhia umas às outras nas ruas.  

Esses são cuidados que podem ser tomados para ajudar a minimizar os riscos de agressão e estupro. Mas algo mais pode ser dito em relação à formação das pessoas neste mundo de pecado. Leia o que segue.

Pornografia, músicas e estupro

Segundo Sue Berelowitz, comissária para a Infância no Reino Unido, não há cidade ou vila em que as crianças não estejam sendo vítimas de exploração sexual. O número de vítimas está na casa dos milhares e, de acordo com Peter Davies, diretor do Child Exploitation and Online Protection Centre, uma em cada 20 crianças é vítima de abuso sexual. O acesso precoce à pornografia na internet está na raiz dessa exploração: as crianças estão crescendo com uma visão totalmente deturpada do que é sexo e do que é um comportamento sexual normal. Alguns dos meninos que estavam envolvidos em atos de abuso sexual falaram que “era como estar dentro de um filme pornô”. “Eles viram coisas e depois repetiram o que viram. Definitivamente isso afetou os limites do que eles pensam ser normal”, contou Berelowitz.

Além da pornografia que normaliza o anormal, há também as músicas com conteúdo machista. Será que músicas com mensagens agressivas contra as mulheres podem levar um ouvinte a ser ainda mais violento contra elas na vida real? Podem, sim, segundo pesquisas de Tobias Greitemeyer, doutor em Psicologia Social e professor da Universidade de Innsbruck, na Áustria. O funk carioca “Tapinha não dói”, por exemplo, foi alvo de um longo processo contra a produtora Furacão 2000 por incitar a violência contra a mulher. Nos EUA, o hit “Blurred Lines”, de 2013, foi alvo da ira de feministas e chamado de “a canção mais controversa da década” pelo jornal The Guardian

Nas pesquisas, voluntários eram convidados a ouvir músicas que incluíam algumas letras consideradas misóginas, como “Superman”, de Eminem, e “Self Esteem”, do Offspring. Durante a audição das músicas, os participantes respondiam a algumas questões e realizavam tarefas. Eles não sabiam que a pesquisa era sobre misoginia, e achavam que estavam fazendo um desafio de ouvir músicas e fazer outras atividades ao mesmo tempo. Os homens marcaram atributos mais negativos em perguntas sobre o sexo feminino e expressaram mais desejo de vingança enquanto estavam ouvindo as letras machistas, mostra artigo publicado por Greitemeyer e por Peter Fischer, da Universidade de Munique. “Nossa pesquisa mostrou que músicas misóginas fazem aumentar reações agressivas dos homens contra mulheres”, descrevem os autores no artigo.

Os psicólogos indicam que pode haver um “efeito acumulado” nessa tendência agressiva de homens acostumados a ouvir músicas com teor machista. “O que se pode dizer sobre o efeito na vida real, onde homens provavelmente ouvem centenas de canções misóginas ao longo da vida? O efeito pode ser ainda mais forte e pode levar a um comportamento agressivo ainda mais severo contra a mulher, como estupro e outras formas de violência”, dizem.

Músicas, pornografia, filmes, séries, etc. são capazes de influenciar comportamentos e tendências. Numa espécie de retroalimentação, ajudam a moldar a sociedade que ajuda a moldar a produção cultural. É o tipo de pesquisa que faz acender a luz amarela, especialmente para aqueles que se preocupam com os valores cristãos. Imagine uma criança que cresce exposta a pornografia, a músicas que objetificam a mulher e a séries como “Game of Thrones”, com cenas e mais cenas de sexo, incesto, violência sexual e estupro (confira)… Que tipo de adulto serão essas meninas e esses meninos?

Os bons e velhos conselhos fundamentados na Bíblia Sagrada continuam válidos e ajudam muito neste mundo perigoso: (1) cuidado com os lugares que você frequenta; (2) cuidado com as pessoas com as quais se relaciona; a menos que seja para influenciá-las e salvá-las, melhor não acompanhá-las; (3) seja mais seletivo quanto ao tipo de conteúdos que você consome (Rm 12:2; Fp 4:8); (4) não use qualquer tipo de droga ou substância entorpecente; cuide do seu corpo e da sua mente; (5) se souber de algum tipo de violência e abuso sendo cometidos, quebre o silêncio e denuncie.

Isso é garantia de imunidade à violência neste mundo corrompido? Infelizmente, não, mas ajuda bastante.

Michelson Borges

Marca lança vestido para homens e aproveita o pior de dois mundos

A hipocrisia também é tóxica

vestido

A marca italiana Gucci lançou um vestido para homens, que faz parte da coleção outono/inverno de 2020. A peça custa 1.900 euros e serve para “romper os estereótipos tóxicos que moldam a identidade de gênero masculino [sic]”, pode-se ler no site da marca. “Inspirado pelos visuais ‘grunge’ dos anos 90 e sobrepondo-se a uns jeans rasgados, essa peça em tartan possui cores delicadas e reflete a ideia de fluidez, explorada pela coleção outono inverno 2020.” É assim que a Gucci descreve a peça de roupa, feita 100% de algodão e que é comparada a um vestido. Com essa peça de roupa, a marca quer colocar-se na dianteira da defesa dos direitos das pessoas transgênero, defendendo “um mundo onde qualquer tipo de expressão de gênero é tratado com igualdade”, lê-se na plataforma da Gucci Chime for Change, exclusivamente dedicada ao tema.

Desde que assumiu o cargo de diretor criativo da Gucci em 2015, Alessandro Michele impulsionou a tendência sem gênero dentro da marca italiana, e em 2016 a marca de luxo já tinha sido a primeira a apostar numa modelo transgênero – Hari Nef. 

O diretor criativo confessou que queria pensar fora da caixa e trazer uma lufada de ar fresco à moda. Admitiu que pensava que “ia ser despedido” no dia seguinte ao seu primeiro desfile, mas confessou que “não tinha nada a perder”, agradecendo a confiança de Marco Bizzarri, CEO da Gucci, disse em entrevista ao The New York Times.

Sob a direção criativa do italiano, as vendas da marca de luxo têm registrado forte subida. Em 2019, a Gucci aumentou seu faturamento em 22%, em comparação com o ano anterior – faturando quase 10 bilhões de euros.

(Observador)

Nota: Isso é que é esperteza! Enquanto promove tendências progressistas/esquerdistas como a ideologia sem gênero, a marca nada nas águas do capitalismo selvagem, ao vender vestidos ideologizados por cerca de 10.000,00 reais! Tóxica é a hipocrisia. [MB]

Trans perde direito à pensão de pai militar por mudança na identidade

Quando mexeram no bolso, ela se lembrou da biologia…

trans

Certo de que é um homem desde que nasceu, Gabriel Botelho Saldanha da Gama retirou o útero e os seios e começou a fazer tratamento com hormônios masculinos em novembro de 2015, aos 53 anos de idade. Os resultados, no entanto, não foram percebidos apenas no corpo, mas também na conta bancária; e não apenas devido aos gastos para pagar os procedimentos. Filho [sic] de um ex-militar da Marinha, ele [sic] perdeu o benefício da pensão vitalícia dado assim que apresentou os documentos, com nome masculino, ao atualizar o cadastro, no ano passado.

A explicação do juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), reforçada ontem, em primeira instância, pela Justiça Federal, é que, como não atende mais aos requisitos, ele [sic] não tem direito a receber a pensão, devida apenas a filhas mulheres e solteiras; de militares. “O impetrante deixou de preencher um dos requisitos essenciais para a percepção da pensão, o que autoriza o seu cancelamento”, entendeu o juiz federal Frederico Montedonio Rego.

“Como ele [sic] se tornou homem [sic], acabou o fato gerador”; resumiu a advogada especialista em direito previdenciário Jane Berwanger. Para Gabriel, não é tão simples. Ele [sic] alega que, mesmo depois do tratamento, continua a ser atendido por uma ginecologista, “o que corrobora com o entendimento que ele [sic] ainda é biologicamente uma mulher”.

Para reverter a decisão e resgatar o benefício, ele impetrou um mandado de segurança contra o diretor do Serviço de Inativos e Pensionistas do Comando da Marinha. Invocou os princípios constitucionais da dignidade humana, da legalidade e da razoabilidade. Afirmou, ainda, que a sentença que mudou o gênero dele [sic] transitou em julgado em julho de 2016, depois que o pai havia morrido, em 2009. E lembrou que, apesar de ter retirado útero e mamas, não fez a cirurgia de transgenitalição, a chamada “mudança de sexo”.

Apesar dos esforços, nenhum dos argumentos foi aceito nos tribunais. “Não seria de se esperar que a Lei n; 3.765/1960 previsse a mudança de gênero como uma hipótese de cancelamento da pensão, situação que, se hoje é inusitada, àquela época era impensável”, declarou o juiz federal, na sentença. Condicionar a possibilidade de alteração do gênero à operação “seria obrigar o indivíduo a se submeter a uma cirurgia complexa e dolorosa e que, em alguns casos, é contraindicada pelos riscos que impõe”, considerou. […]

É importante lembrar que a decisão de oficializar a troca de sexo também altera os demais benefícios previdenciários. “Para um indivíduo que nasce do sexo feminino, mas se considera homem, também muda o tempo de contribuição para aposentadoria. Ele terá que contribuir 35 anos e não mais 30”, explicou a advogada Adriane Bramante.

Desde 2001, as filhas solteiras de militares não têm mais direito a receber pensão vitalícia. Para quem já estava nas Forças Armadas nesta época, como o pai de Gabriel, o direito foi mantido, mas com um requisito: que pagassem 1,5% a mais sobre os rendimentos, por mês, para mantê-lo. Foi o que fez o pai dele. Em vez dos 7,5%, ele passou a pagar 9%, contando com o benefício para a filha. Essa diferença no valor não garante contrapartida. “Não é previdência privada, que paga e depois faz um resgate”, explicou Jane. […]

(Correio Brasiliense)

Nota: São os dilemas da transexualidade. De minha parte, acho que Gabriel [sic] deveria continuar recebendo o benefício, afinal, mesmo tendo retirado algumas partes do corpo e feito algumas mudanças meramente estéticas, cada célula do corpo dela continuará sendo feminina até o fim da vida. Biologia não tem ideologia – e o bolso parece que também não. [MB]

UFC: ultraje feroz ao corpo

mmaDia desses, um jovem me perguntou o que acho de esportes violentos como o Ultimate Fighting Championship (UFC). Como já postei alguns textos sobre isso em meu outro blog (www.criacionismo.com.br), me limitei a encaminhá-los para ele e os reposto aqui, para sua reflexão:

Dois homens em uma arena chutam cabeças e esmurram fígados, e isso rende o delírio da galera. Um quer a deformação do corpo do outro, e isso rende fama e fortuna. UFC (Ultimate Fighting Championship) quer dizer mesmo é Ultraje Feroz do Corpo. Mas para que ninguém fique a pensar na degradação física e espiritual do momento, é preciso fazer dessa rinha de galos um espetáculo televisivo. A TV Globo, que se recusava a cobrir as lutas do MMA (as artes marciais mistas), gastou sua semana esportiva explicando que agora, com novas regras, as lutas são “um pouco menos violentas do que o vale-tudo”, como disse o apresentador Luís Ernesto Lacombe. A sinceridade foi logo corrigida na fala seguinte: “Mas é bem bacana.”

É bem bacana, então, ver a brutalidade elevada à categoria de esporte “civilizado”. É bem bacana, então, assistir a violência de socos, pontapés e sufocamentos. É bacana ver o público se extasiar quando um homem é espancado no chão (mas agora o juiz intervém mais rápido. Antes que um assassine o outro ao vivo e em HD, né?).

(A Globo escalou Galvão Bueno para narrar o combate. Quem assistir, ouvirá um “É teeeeee… trico?!”. Os fãs do UFC não queriam o Galvão de locutor das lutas. Mas o que eles queriam? Galvão de calção e Anderson Silva na narração?)

As lutas de vale-tudo eram só um pouco piores do que as do UFC. Só paravam quando um dos lutadores estava desfigurado. No UFC, ao que parece, há que se ter não só a destreza e o domínio de artes marciais conjugadas, mas também estratégia e inteligência para vencer o combate.

No entanto, assim como a filosofia espiritual que cerca a tradição das artes marciais orientais foi banida dos filmes de “kung-fu”, nas lutas do MMA também não restou um traço da espiritualidade de antigos guerreiros. Sobram apenas chutes no rosto e cheiro de sangue.

Homero descreveu assim o feroz e mítico combate entre Epêo e Euríalo: “Rangem as mandíbulas ao receberem os golpes […] e o divino Epêo, lançando-se sobre o adversário, aplica-lhe tão tremendo golpe, que Euríalo cai inerme, vomitando negros coágulos de sangue”. Os nomes gregos saíram, mas os apelidos conservam o apelo mitológico: MinotauroCiganoSpiderThe Beast. Mas outros chamam a fúria pelo nome: Demolition Man African Assassin, que dispensam traduções.

O UFC está de acordo com as regras de entretenimento de uma civilização doente. É a nossa civilização que produz filmes que consagram a velocidade e a ferocidade, filmes feitos com muita adrenalina e pouco neurônio, filmes que glorificam machões que falam uma piadinha após decepar outros machões.

Espetáculo da meia-noite, o Ultraje Feroz do Corpo aplaca nossa primitiva sede de sangue por alguns minutos. Depois, cada um faz suas orações e vai dormir. (Nota na Pauta)

UFC e as crianças

Existe uma coisa que me assusta nesse movimento de popularização do MMA no Brasil. Não importa se o esporte (?!) do momento, cheio de brasileiros campeões, faz sucesso em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Manaus ou alhures. Ele está em alta no mundo inteiro. Desde que sejam maiores de idade e devidamente vacinados, cada um com seus problemas. Mas quando chega às crianças, a luz vermelha acende. Ontem, durante a transmissão do UFC na Globo, um pequeno garoto, na faixa dos 6 ou 7 anos de idade, recebeu uma atenção generosa da transmissão. Devidamente “equipado” para o evento, o menino aparecia com luvas idênticas às usadas pelos lutadores, além de um traje semelhante a um quimono. O sorriso azulado do menino revelou que até mesmo um protetor bucal ele fez questão de usar.

O pequeno “gladiador do novo milênio”, alcunha inventada por Galvão Bueno, se esforçou para copiar até as carrancas e os socos no ar dados pelos profissionais do octógono. A transmissão deve ter realmente apreciado a cena, pois ela foi reprisada poucos minutos depois, em câmera lenta.

Além dele, contei pelo menos outros dois garotos com menos de 10 anos de idade que foram filmados nas arquibancadas. Crianças que, pelo horário, suponho, não deveriam estar ali.

Sou completamente leigo acerca das leis que regem sobre isso, mas basta um mínimo de senso para saber que aquele ambiente não é o mais adequado à infância, assistindo uma pancadaria gratuita, prato principal do UFC.

Quando a pessoa já tem um mínimo de caráter formado (seja bom ou mal), as escolhas são feitas com naturalidade, há discernimento suficiente para você ver uma briga e simplesmente não sair arrebentando qualquer um por aí – imagino que este seja o caso dos apreciadores de artes marciais, não sei. Geralmente, é na adolescência que passamos por esse processo de discernir o que é certo do que é errado, o que é de bom grado e o que é pura sacanagem. Mas quando ainda vivemos a infância, temos a tendência de imitar quem nos rodeia.

Essas crianças não têm a menor ideia do que estão fazendo. Estão apenas copiando nossos movimentos, mostrando, com toda aquela inocência da infância, como somos ridículos. (Fábio Monteiro, UOL)

Nota: É absurdo qualquer um assistir a essa rinha humana (a de galos é proibida…), quanto mais crianças. Mas o pior é saber que há cristãos, pretensos seguidores do pacifista Jesus de Nazaré, que se deleitam em ver um homem espancar outro até lhe arrancar sangue. Isso, sem dúvida, é parte do cumprimento da profecia de Jesus segundo a qual, por se multiplicar o pecado, no fim dos tempos, o amor de muitos esfriará (Mt 24:12). Só pode ser isso.

Nas férias em Santa Catarina, li algumas edições do Diário Catarinense e fiquei feliz em ver que há mais pessoas inconformadas com essa invasão de violência nos ringues e nas telas. No dia 28/12, em sua coluna, Ancelmo Gois tratou do tema: “Veja aqui [foto abaixo] algumas caras deformadas no MMA, publicadas no UOL. Quem chamou a atenção para essa galeria de horrores foi mestre Zuenir Ventura, que, a exemplo deste escriba, não entende o porquê de tanta celebração com estes sangrentos gladiadores do século 21.”

Parabéns ao Ancelmo Gois pela coragem, especialmente levando em conta que o Diário pertence à RBS, afiliada da Globo (promotora do UFC) no Sul do Brasil. [MB]

A porrada nossa de cada dia

Primeiro, a notícia de que haverá uma luta beneficente em frente ao Palácio do Planalto e, depois, outra de que mulheres disputarão um torneio de mixed martial arts (MMA). Neste último caso, o promotor do espetáculo avisa que não é “aquela coisa de briga de mulher”, mas de profissionais do ringue, coisa muito séria. Mesmo que não tenha havido maiores repercussões do assunto neste Observatório da Imprensa ou em colunas de jornal, não é difícil imaginar o que pensa disso gente de primeiro time como Alberto Dines, Zuenir Ventura e Ancelmo Góis, para mencionar apenas alguns dos jornalistas que têm criticado esse tipo de espetáculo em ascensão no gosto do público e da mídia.

Como não lhes dar razão? O cenário é assustador: num ringue, que pode assumir forma octogonal a depender da empresa promotora, homens fortíssimos, reinterpretações pós-modernas dos gladiadores romanos, trocam socos e pontapés até que um deles, às vezes coberto de sangue, desmaie ou dê as batidinhas convencionais de desistência (tap out). O MMA é o reality show da porrada.

(Não é, aliás, sem algum arrepio que grafo “porrada”, pois me lembro bem que, no auge da ditadura militar, o finado Tarso de Castro foi levado à polícia política porque havia empregado, em uma nota no Pasquim, essa palavra. Nos porões, a porrada dava o tom aos “diálogos”, mas só como passagem ao ato: como fala, era proibida.) […]

Ninguém jamais se preocupou muito com esse assunto no espaço público. Por que agora a comoção? Uma resposta hipotética é que o espetáculo da violência disseminou-se na mídia, passando a ser visto por novas frações de público, como crianças e mulheres. Mais ainda, a coisa chegou à Globo, ainda em horário tardio, mas nada indica que não possa adiantar-se na grade de programação, aparecendo à beira do jantar.

Admitamos que seja patética a possibilidade de estetização do ato de violência dentro do horário “nobre”. Violência pode ser ato e estado (instituição). É preciso levar em conta a hipótese de que a porrada física do MMA possa ser de fato menos violenta do que o espetáculo da violência institucional e moral a que assistimos, dentro e fora do horário “nobre”, quando as figuras da República vêm a público tentar explicar a corrupção do dia a dia.

(Muniz Sodré, Observatório da Imprensa)

ufc

UFC: massacre autorizado

O  deputado José Mentor colocou um debate interessante. Lembrou em artigo publicado ontem na Folha que o Congresso discute um projeto que pode levar à proibição da UFC, essas lutas violentíssimas que se tornaram o mais novo sucesso na TV. O argumento de Mentor é o seguinte: se nós proibimos briga de galo, por que não devemos proibir espetáculos equivalentes entre dois seres humanos? A resposta padrão para essa pergunta é simples. Consiste em dizer que dois homens adultos, em pleno gozo de seus direitos, não podem ser tolhidos em sua liberdade, que inclui o direito de espancar-se até não poder mais. Está no manual liberal. Tenho dúvidas sobre a proposta de Mentor. Mas esse argumento para liberar o massacre humano em nome da liberdade individual é complicado.

Ninguém pensa em liberar as brigas de galo. Na Espanha, as touradas, que considero um espetáculo maravilhoso [nisso discordo], estão condenadas. E a farra do boi em Santa Catarina?

Claro que a veterana Sociedade Protetora dos Animais possui um argumento de peso. Nem um galo nem um touro escolheram arriscar sua vida dessa maneira. Isso nos daria, como bípedes, o dever moral de protegê-los.

Concordo com o argumento. Mas se a discussão se encontra no terreno ético, cabe perguntar: Será que não temos nenhum dever moral com a proteção de vidas humanas?
Imagine a cena, que era obrigatória nas crônicas paulistanas dos anos 50 e 60. Um dia você está andando pelo Vale do Anhangabaú, em São Paulo, quando encontra um cidadão – adulto, em pleno gozo de seus direitos – pronto para mergulhar para a morte. O que você faz? São duas atitudes básicas:

a) Você diz: “Vai com Deus, meu filho. A vida é sua.”

b) Você faz o possível para impedir o suicídio.

Estou com a segunda hipótese. Gosto de imaginar que, se isso acontecer, alguém vai chamar o Corpo de Bombeiros, enquanto uma alma solidária ficará distraindo a vítima até que seja possível resgatá-la – à força, se for preciso. Acho emocionante quando vejo uma cena dessas, nem que seja num filme.

Acho que o debate sobre a cracolândia envolve essa mesma situação. Um dia, um cidadão que também estava em pleno gozo de seus direitos teve a triste ideia de experimentar uma droga fortíssima, que gera dependência, e não consegue mais sair de seu inferno.

E agora? Vamos autorizar de braços cruzados e assistir à autodestruição dos dependentes? Assim, numa boa, com um livrinho de algum economista da escola austríaca embaixo do braço?

Essa é a discussão.

(Paulo Moreira Leite, Época)

A intolerância dos que pregam a tolerância

branca

O caso de um homem negro baleado por policiais na cidade de Kenosha, no estado americano de Wisconsin, no último domingo (23) reacendeu os protestos contra o racismo nos Estados Unidos. Na madrugada desta quarta (26), duas pessoas morreram baleadas e uma ficou ferida durante um confronto nas ruas do município. Além de deflagrar depredações em série em Kenosha, o episódio motivou manifestações em várias cidades do país e acentuou conflitos entre negros e brancos. Um vídeo que viralizou nas redes sociais registrou o momento em que uma mulher, sentada na área externa de um restaurante, acabou sendo abordada por um grupo que exigia demonstração de solidariedade. Os manifestantes queriam que ela levantasse o punho como os demais e gritavam: “Silêncio de branco é violência.”

A cena ocorreu em frente a um restaurante mexicano na capital Washington D.C.. Desde a última segunda (24), protestos se tornaram recorrentes, assim como os embates com brancos contestados pela passividade diante da violência contra os negros no país.

A planejadora urbana e fotógrafa Lauren Victor tinha ido jantar com uma acompanhante quando foi questionada pelos manifestantes. Enquanto outros clientes concordaram em levantar o braço, ela se recusou. Aos gritos, o grupo insistia por uma explicação para sua negativa. “Eu me senti como se estivesse sendo atacada”, afirmou Lauren ao jornal Washington Post. “Foi simplesmente opressivo ter todas aquelas pessoas vindo na minha direção. Ter uma multidão, com toda aquela energia, exigindo que eu fizesse isso (o gesto). No momento, não parecia certo.”

Ela ainda disse que apoiava o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em tradução livre) e já havia participado de atos. No entanto, avaliou que a abordagem dos manifestantes foi errada e não quis estender o punho apenas por pressão.

De acordo com o Post, a cena se repetiu por outros estabelecimentos. Manifestantes enquadraram clientes com luzes de câmeras fotográficas e proferiram palavras agressivas cobrando atitudes. Aqueles que se opunham a erguer os braços eram hostilizados e indagados a se justificar. O coro dos manifestantes se espalhou pelas ruas em clamores como “sem justiça, sem paz”. […]

(Época)

Nota 1: Opor-se e denunciar racismo, violência de qualquer natureza, etc. é dever do cristão, pelo simples fato de ser cristão. Só não podemos ser ingênuos a ponto de defender bandeiras certas sequestradas por grupos que levam adiante outras agendas, frequentemente anticristãs. Aqui vemos a velha tática satânica e usada com maestria pelos progressistas: dividir para conquistar. Homens x mulheres; brancos x negros; ricos x pobres. A estratégia é antiga e funciona. Temos que erguer a voz contra essas mazelas sociais, sem dúvida. Mas não precisamos ser marxistas para pregar justiça social (a Bíblia já ensina isso); não precisamos ser feministas para pregar direitos justos para ambos os sexos (não gêneros) (a Bíblia já ensina isso); e não precisamos aderir a movimentos antirracistas cooptados por interesses políticos para defender a igualdade entre as etnias (não raças) (a Bíblia já ensina isso). Infelizmente, para esses movimentos sociais militantes, se você não pensa nas mesmas soluções que eles, você está errado e será visto como alvo de linchamentos públicos e/ou virtuais. A pregação criacionista bíblica seria a solução para todas as mazelas humanas, pois nivela todos ao pé da cruz e nos faz perceber nossa filiação comum. Somos todos irmãos, descendentes de Adão e Eva. Mas quem quer ouvir falar dessas “historinhas bíblicas” numa hora dessas? Ainda mais numa sociedade que vem sendo condicionada a relativizar cada vez mais a Palavra de Deus (especialmente seus primeiros capítulos). Estão jogando de lado a verdadeira solução e correndo para os braços do inimigo. [MB]

mae terraNota 2: Um dia esse tipo de pressão se voltará contra outras pessoas, que se recusarão a prestar homenagem a um poder humano usurpador e a reverenciar um dia que simboliza a pretensa autoridade desse poder (confira). A causa estampada na camiseta da foto aí ao lado também tem se agigantado. [MB]

Leia também: “A origem do movimento Antifa e seu desalinhamento com os valores cristãos” e “Ódio e revolta se espalham: a volta da Revolução Francesa?”

Sobre o estupro da menor e outras crueldades

abusoSeria muito bom se não existissem no mundo situações éticas que entrassem em conflito. Devemos honrar pai e mãe obedecendo-lhes em suas ordens. Mas meus pais não queriam que eu me tornasse um adventista. E então? O que fazer? Pequei por desobedecer-lhes e me ser batizado contra a vontade deles? Sobre o caso dessa pobre menina de dez anos estuprada, não acho que seria prudente dar uma resposta rápida achando que um post resolveria o problema de uma menina que nem conheço. Aborto é um crime. Porém, acho que não podemos cometer o erro de falar um dicto simpliciter, isto é, trazer uma generalização indevida para um caso surreal de características completamente excepcionais.

Sempre fui contra manifestações que beiram ao histerismo, venha de um lado ou de outro. Não imagino Jesus agindo assim. Não ficarei do lado do conservador, se ele defender o que acredito com argumentos que eu jamais usaria. Eu gostaria de poder fazer muito mais por essa menina do que simplesmente emitir minha opinião na internet. Infelizmente, não posso. Ou melhor, posso sim, em primeiro lugar não  a julgando; em segundo lugar, orando por ela (imaginem a aflição dela, as sequelas emocionais que o trauma deixara); e, em terceiro, usando a tragédia dela para me lembrar do dever de nunca ser conivente, se algo do tipo acontecer perto de mim. Melhor ainda, não esperar acontecer para fazer algo. Prevenir é melhor que remediar.

Ledo engano achar que monstruosidades assim só ocorrem onde não estou. Não posso ser um alienado. Palpites e opiniões todos dão. Fazer algo concreto poucos fazem. Deus me ajude a não ser apenas um palpiteiro. Afinal, Jesus era a verdade e nem por isso emitiu opinião sobre tudo o que acontecia. Essa mensagem não é apenas para vocês. Ela é uma advertência também para mim.

Ah, só tem uma coisa que não posso esquecer: todos somos pecadores, mas alguns conseguem ser perversos, e estes enfrentarão a ira de Deus. Que se arrependam, senão seu sofrimento nas mãos de um Deus irado será algo pior do que qualquer dor que eles causaram a seu semelhante. Com Deus não se brinca!

(Rodrigo Silva é apresentador do programa Evidências, da TV Novo Tempo)

Leia também a Declaração da IASD sobre a visão bíblica da vida intrauterina e suas implicações para o aborto” (clique aqui).

Apoie o projeto Quebrando o Silêncio, há mais de uma década combatendo várias formas de violência.

criançasSEMÁFORO DO TOQUE: Se você não sabe como explicar para seu(sua) filho(a) onde ele ou ela pode ou não ser tocado(a), faça esse desenho com ele/ela e diga que é um jogo. Igual ao semáforo: verde (pode), amarelo (atenção) e vermelho (proibido). Proteja seu bem mais precioso. Nossos filhos são nossa herança! Pedofilia é crime. Denuncie!

Aborto e apodrecimento moral

A polêmica do momento gira em torno da aprovação da nova lei de bioética da França. O jornal Gazeta do Povo (versão online de 11/8/20) diz que a nova lei de bioética trata, dentre outros pontos, de permitir “o aborto até nove meses, mediante diagnóstico de equipe médica que ateste ‘sofrimento psicossocial da gestante’”; “a possibilidade de reprodução assistida para mulheres solteiras ou casais de lésbicas” (deixei a expressão “casais de lésbicas” por respeito à citação, mas é claro, científico e bíblico que casais são formados por homem e mulher).

A moralidade atual na França é um fruto direto de um movimento acontecido no final do século 18. A Revolução Francesa (1789) se colocou em total oposição aos valores cristãos, inclusive queimando Bíblias. Aquele movimento que se arrogava estritamente político mexeu com as estruturas morais francesas, exaltando os valores humanistas e tentando enterrar os valores bíblicos.

Os resultados estão sendo colhidos ao longo da História. Na prática, a nova lei de bioética está autorizando o assassinato de crianças que estão prestes a nascer. “Sofrimento psicossocial da gestante” é uma expressão tão vaga que dará possibilidade de qualquer mulher matar seu filho “com autorização legal”. A reprodução assistida para pares lésbicas é apenas mais uma consequência da decadência moral na França, plantada há mais de 200 anos.

Negar os valores bíblicos é uma atitude exaltada por alguns intelectuais e movimentos sociais, mas a França nos mostra que o resultado dessa atitude é a desvalorização do ser humano e a banalização da vida. Que pena. Que crueldade!

Jesus falou que deveríamos ser o sal da Terra (Mt 5), e uma das funções do sal é evitar ou retardar o apodrecimento. Como cristãos, devemos nos opor ao apodrecimento moral do mundo. Sejamos sal.

Sigamos pregando o Evangelho, sendo sal da Terra (tentando ralentar o apodrecimento moral do planeta) e apressando a volta de Cristo, única solução definitiva para isso tudo.

(Pastor Felipe Amorim é apresentador da TV Novo Tempo)

Leia mais sobre aborto aqui e aqui.

O Brasil dos valores invertidos

neto“Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo.”

O Brasil é o país em que uma famosa e veterana apresentadora de programas de TV para crianças, que no começo da carreira protagonizou um filme com apologia à pedofilia, em que faz sexo com um menino de 12 anos, anuncia que escreverá um livro para… crianças, tratando da temática LGBT.

É o país em que uma drag queen (homem) disputou o prêmio de mulher mais sexy promovido por uma revista de circulação nacional. No páreo estavam divas (mulheres de verdade) como Paola Oliveira, Marina Ruy Barbosa, Bruna Marquezine e Isis Valverde. Naquele mesmo ano, na disputa pelo título de homem mais sexy, esteve uma transgênero, cujo nome permaneceu na disputa à frente de Reynaldo Gianecchini, Rodrigo Santoro, Lázaro Ramos e outros.

Neste ano, essa mesma transgênero (cujos cromossomos sempre serão XX) está sendo homenageada na campanha de marketing do Dia dos Pais de uma marca famosa de cosméticos. Sim, a empresa resolveu ignorar muitos e muitos pais XY para enaltecer uma mulher portadora de disforia de gênero, casada com uma bissexual assumida, que foi aos Estados Unidos fazer um procedimento de inseminação artificial para ter um bebezinho pra lá de caucasiano. A discussão aqui não é sobre a adoção, mas sobre a forçada redefinição do termo “pai” por uma mídia progressista, transgressora e contrária à biologia e aos valores e conceitos judaico-cristãos.

Mesmo com as manifestações de protesto por parte de muitos pais, as ações da dita empresa subiram na Bolsa de Valores, num claro incentivo a futuras polêmicas que ofendem a ala masculina e outras maiorias. Que se crie o “Dia do ‘Pai’ Transgênero”, ou algo assim, mas que não se venha querer redefinir o conceito de paternidade (um homem que gera ou adota um filho).

Polêmica semelhante está relacionada com a injusta participação de homens biológicos em esportes femininos. No ano passado, um desses homens disputou a Superliga Feminina de Vôlei e, claro, tornou-se o maior pontuador e o melhor jogador em quadra, isso porque seus ombros largos, o quadril estreito, os braços e as pernas fortes, toda a estrutura física dele foi moldada pela testosterona que correu em suas veias depois da puberdade e antes de se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo e ao tratamento hormonal exigido pelo Comitê Olímpico Internacional, como se esse tratamento fosse capaz de reverter as claras vantagens da estrutura física masculina. Mesmo com a manifestação de revolta de algumas jogadoras mais corajosas, o silêncio das feministas e das autoridades responsáveis vem sendo a resposta a essa injustiça. Que se crie uma modalidade esportiva para jogadores e jogadoras trans. Seria mais justo. Seria o correto.

Nos Estados Unidos, numa atitude no mínimo contraditória, membros do grupo de protesto Black Lives Matter queimaram Bíblias em frente ao Tribunal Federal de Portland. Contraditória porque a Bíblia ensina a igualdade entre os povos e as etnias, já que todos descendemos de um mesmo casal, diferentemente do que ensinam as ideias evolucionistas racistas de Charles Darwin (confira). Sérgio Camargo, presidente da Fundação Cultural Palmares, comentou em seu Twitter o ocorrido: “Ativistas do Black Lives Matter queimam uma pilha de Bíblias. A luta contra o racismo nunca importou. O que importa é o ataque aos valores da nossa civilização. O BLM é movimento marxista, que usa pretos como massa de manobra.”

Camargo aponta outra contradição do movimento, porque, assim como Darwin, Karl Marx também era racista (confira). Só que esqueceram de avisar a co-fundadora do Black Lives Matter… (confira).

Bem, o Brasil não fica atrás no quesito incoerência. Enquanto aqui são censurados e proibidos de ser vendidos livros que ensinam a disciplina aos filhos com base na Bíblia, revistas de um conhecido e polêmico youtuber são vendidas livremente ao público infanto-juvenil. Uma dessas revistas, denunciada em vídeos por várias pessoas (entre as quais uma mãe e uma vereadora), apresenta conteúdo pornográfico e palavras de baixo-calão, como, aliás, muitos dos vídeos desse youtuber fazem.

Mas, como o Brasil não é um país para amadores, a inversão de valores chega ao cúmulo quando esse mesmo youtuber causador de dor de cabeça nos pais conscientes e propagador de baixarias é eleito por uma revista semanal como influenciador da nova geração. Mas calma que tem mais: ele também foi convidado para uma live com um ministro do Supremo Tribunal Federal e já está com uma reunião agendada com o presidente da Câmara dos Deputados!

Agora leia Isaías 5:20 e me diga se essa não é a descrição perfeita do que está acontecendo no Brasil e no mundo: “Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo.”

Parem o mundo que eu quero subir daqui!

Michelson Borges

P.S.: Penso que a Malala, na capa da IstoÉ, não merecia estar ali, sendo comparada aos outros. E proponho que oremos não apenas por nosso país, mas pelas pessoas citadas neste post. Apesar do desserviço que prestam, são homens e mulheres por quem Jesus morreu e que precisam tanto dEle quanto eu e qualquer outro ser humano. [MB]

O esgoto da música quer deixar de ser a exceção para virar a regra

A sociedade já conhecia um gênero do funk chamado “proibidão”. Trata-se de arranjos sonoros cujas palavras refletem a pornografia explícita. Por isso mesmo não são divulgados de modo ostensivo por aí, daí seu nome. Foram feitos para bailes que promovem um ambiente voltado ao sexo. Nunca se viu esse tipo de coisa com bons olhos, é verdade, mas sua ocorrência era relevada pela sociedade em virtude da restrita divulgação desse tipo de material, bem como diante do contexto social das favelas – onde vivem pessoas pobres, com pouco ou nenhum acesso ao estudo e à cultura, sequer tendo saneamento básico, convivendo com o esgoto a céu aberto lado a lado. Não era de se esperar, portanto, que a própria função criativa espelhasse a realidade em que viviam. Essa era, então, a exceção.

Alguns “artistas”, no entanto, insistem em tentar fazer a exceção virar a regra. Acham que quem tem a coragem de forçar mais certamente lucrará mais. É o que podemos pensar quando vemos a coragem que a pretensa cantora Luisa Sonza teve ao publicar aquela coisa chamada “Flores” no YouTube. Parece a versão musical de um vídeo de pornochanchada qualquer, com falsetes bem falsos, rasos e improvisados, e, para quebrar, uma coreografia que é basicamente um coito. Só não é chamado de “proibidão” porque não é funk.

Não pude deixar de associar a vã tentativa da pseudocantora a uma frustrada investida do igual “cantor” Latino ao fazer uma cópia de péssimo gosto do então hit da época “Gangnam Style”, cujo nome na sua péssima versão adaptada era “Despedida de Solteiro”. E assim dizia a “canção”: [prefiro não reproduzir a baixaria inacreditável]. E assim uma música que era divertida, e até crítica em sua versão original, ao cair em terras brasileiras, foi imediatamente uma vítima da pornografia sonora.

Para fins de comparação, a “canção” de Luísa Sonza não vai muito longe: [simplesmente irreproduzível, tamanha a baixaria].

Latino também havia lançado sua “produção artística” no YouTube. Se o fez, esperava sucesso. Mas todos lembramos da consequência: o efeito foi o oposto. A aversão deu lugar à adesão. As pessoas ficaram desgostosas com o fim que uma música divertida teve. E, pior: Latino não vivia no mesmo contexto fático das favelas para ter a “licença social” de promover tamanha baixaria. Um youtuber da época fez sua própria versão na música para achincalhar o Latino: […] dizia o protesto sonoro ao Latino depois de dizer que ele teria estragado uma canção com a baixaria que tentou promover. A discussão foi parar na TV. Latino, no ostracismo. Acabou.

Dizem que as pessoas espertas tendem a aprender com os erros dos outros – esse definitivamente não é caso de Luisa Sonza, que deixou isso bastante claro ao subir esse tipo de material no YouTube, incidindo no mesmo erro de Latino, e, como não poderia deixar de ser, acumula mais de 2 milhões de “dislikes” na plataforma. Mais uma vez, a expectativa de adesão se converteu na feliz realidade de aversão, e, para variar, não existia a “licença social” para relevar a grave falha da “cantora”.

Afinal, o que têm em comum Luisa Sonza e Latino?

É simples: ambos apostam no sexo. Mas por quê? Porque, na concepção deles, somos animais que consomem esse tipo de material a rodo, portanto faria sucesso. E aí subiram essas coisas nojentas no YouTube. Eles nos olham de cima para baixo, nos encaram como galinhas e nos atiram milho barato, na expectativa de que nos alimentemos deles.

Esqueceram de avaliar, no entanto, se o milho não seria duro demais.

Para entender melhor isso, vamos observar a circunstância em que vive a nossa sociedade. Nunca houve tanto desapego à alta cultura, nunca houve tanto apego às superficialidades.

A rede social mais badalada do momento é o Twitter, famoso por dar voz e alcance a qualquer tipo de escória e onde quem não pense de acordo com a escória é alvo de brutalidades da qual esse grupo se vale para se impor. A culpa não é da plataforma, mas sim de quem faz uso dela para emitir opiniões e argumentos absolutamente sem profundidade, e, portanto, sem valor. Por serem maioria, dominam os demais pelo uso da coerção – humilhações, assaltos verbais e constrangimentos públicos são as armas que usam contra quem se arriscar a expor uma opinião diferente daquela que é aceita pela maioria. Lembro-me que José Saramago, a respeito da rede social, disse que “os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.

Sim, o ser humano é também um animal [sic]. Às vezes nos esquecemos disso, porque temos racionalidade, fomos uma espécie abençoada com essa característica. Contudo, quando a racionalidade é implodida, a animalidade [pecado] volta a dar suas caras. A sociedade torna-se violenta, acriativa, atrasada tecnologicamente e altamente sexualizada. A demanda por sexo explode e ele precisa estar presente em todos os produtos de longo alcance para que tenham sucesso no mercado, como é o caso do entretenimento.

Essa é a realidade para uma parcela da sociedade. Mais especificamente, pode ser a realidade dos seguidores da Luisa Sonza no Twitter.

O erro é achar que a sociedade inteira chegou a tal estágio. O funk “proibidão” não está tocando livremente por aí por algum motivo: ele tem hora e lugar para ser reproduzido, ou seja, para que as pessoas adiram a ele em um momento circunstancial, não dentro do cotidiano. É um produto que tem utilidade em um momento específico.

As “músicas” de Luísa Sonza e Latino, contudo, não fazem essa distinção. Uma vez enviadas a um espaço público como o YouTube, de logo se constata uma tentativa de inseri-las no cotidiano das pessoas, como se a baixaria fosse o “novo normal” e que as pessoas consumiriam isso automaticamente.

A classe artística “gourmet”, por viver na sua bolha de animalidade, acha que a sociedade inteira é assim, e pior, o tempo todo. Por que, se até os produtores de funk sabem que isso não é verdade?

É simples: porque eles não se julgam “iluminados”. A classe artística no Brasil tem um quê de aristocrática, é porta-voz de todas as bandeiras. Não raro se vê por aí a mídia noticiando que “artistas dizem isso e aquilo” como se fossem a elite do pensamento científico, filosófico e técnico do país. Na verdade, porém, não têm nenhum contato com o povo. Vivem nas suas bolhas e acham que aquele ambiente restrito é a realidade. Tomam uma parcela pelo todo, e, no fim, revelam que são ignorantes.

E aí vem uma situação pior, muitas vezes mais lamentável: Luisa Sonza acha que representa as mulheres.

A julgar pelo tipo de entretenimento que oferece, Luisa Sonza acha que o padrão-ouro feminino é a satisfação da lascívia masculina, sendo necessário, para tanto, se encher de plásticas, colocar duas salsichas no lugar da boca, se promover como cantora e descrever baixarias em suas composições. Luisa Sonza acha que o máximo que a mulher pode fazer está longe de qualquer trabalho intelectual e que o sucesso está atrelado ao modo vulgar com que utiliza seu corpo. Este é o sucesso para ela: o desejo sexual despertado no masculino – praticamente uma vagina ambulante, o sucesso feminino é medido de acordo com o desempenho da genitália sobre o falo masculino. Isso é reflexo de um contexto de autoestima conturbada, que não será tema deste post, mas é importante lembrar de sua existência.

Por isso mesmo ela entende que a música deve falar disso, a coreografia deve falar disso, ela se resume a isso: ao instinto, à faceta animalesca do ser humano, longe do intelecto e da racionalidade – longe da humanidade. Curiosamente, o fenômeno interessante é que algumas mulheres dizem que a aversão a Luisa Sonza é machismo.

Machismo? Luísa Sonza pode bem representar as fêmeas primatas [sic]. As mulheres, contudo, não. Quem quer a mulher longe de um papel de primata não pode ser considerado machista. Está na hora de o ostracismo fazer mais uma vítima.

(Cris Nicolau, via Facebook)

ONU sugere substituir “marido” e “esposa” por “cônjuge” e “namorado” e “namorada” por “parceiro”

onuA Organização das Nações Unidos (ONU) fez uma postagem nas redes sociais em que pede para que palavras como “marido” e “esposa” sejam substituídas por “cônjuge”. De acordo com a ONU, trata-se de uma campanha pela “linguagem neutra” e por um mundo mais igualitário. No mesmo tweet, há a orientação de que palavras neutras devem ser usadas quando não se tem certeza quanto ao sexo de alguém ou não se sabe como se referir a um determinado grupo. A lista da ONU com palavras em “linguagem neutra” contém ainda “namorado” e “namorada”, palavras que, para a organização, devem ser trocadas por “parceiro”. Há ainda expressões como “nome de solteira”, cuja sugestão é mudar para nome da família ou sobrenome.

O post, de 18 de maio, é mais um sinal dado pela ONU de sua relação com pautas consideradas permissivas no campo dos costumes, mas não é o único. Reportagem publicada pela Gazeta do Povo mostrou que [entre] as estratégicas da Organização Mundial da Saúde, vinculada à ONU, [está] fomentar o aborto durante a pandemia.

(Gazeta do Povo)

Nota: “Cá estou eu no meu jardim, minha querida esposa!” (Cantares 5:1). “Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-Se por ela” (Efésios 5:25). “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). Será que a ONU vai propor também que a Bíblia seja editada? Deus criou Adão e Eva, não Adão e Ivo ou Eva e Leia. Se o tivesse feito, você não estaria aqui lendo este texto. A Bíblia não emprega a tal “linguagem neutra” para se referir ao fato óbvio de que Deus criou dois sexos complementares, homem e mulher, os uniu e chamou a isso casamento. [MB]