Sou uma pediatra. Isso é o que fiz quando um paciente me disse que ele era uma menina

gender-sexual-identity-iconsO gênero biológico não é atribuído, mas determinado na nossa concepção pelo nosso DNA e replicado em todas as células do nosso corpo. E é binário – ou você tem um cromossomo Y e será um macho ou você não tem e será uma fêmea. Existem pelo menos 6,5 mil diferenças genéticas entre homens e mulheres. Hormônios e cirurgias não podem mudar isso. Mas a identidade não é biológica, é psicológica. Tem relação com o que se pensa e o que se sente. Pensamentos e sentimentos não têm uma conexão biológica. Nossos pensamentos e sentimentos podem estar factualmente certos ou errados. Se eu entrar no consultório do meu médico e falar “Oi, eu sou a Margaret Thatcher”, meu médico vai dizer que estou com problemas psicológicos e me dar remédios para isso. Se, por outro lado, eu entrar e afirmar que sou um homem, ele diria “Parabéns, você é transgênero”.

[Continue lendo esse artigo tremendamente esclarecedor do jornal Gazeta do Povo, um dos poucos neste país que se atreve a falar dos dois lados de uma questão, como manda o bom jornalismo.]

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Novas certidões criam brecha para legalização da poligamia

babyA partir desta terça-feira (21) começaram a valer as novas regras para as certidões de nascimento, casamento e óbito no Brasil. Entre as novas medidas está a inclusão obrigatória do número de CPF nos documentos e a autorização para o registro de maternidade e paternidade socioafetiva, que antes só era permitido em poucos estados que possuíam normas específicas para isso ou por meio de decisões judiciais. As mudanças constam no Provimento nº 63/2017, editado pela Corregedoria Nacional de Justiça, órgão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Outra alteração é que os documentos não deverão conter quadros preestabelecidos para o preenchimento dos genitores. Ou seja, isso permite que um recém-nascido tenha duas mães, dois pais ou até mesmo uma filiação entre três pessoas, como dois pais e uma mãe.

[Continue lendo.]

Mais amor ou mais ódio?

ufba2Nunca me esqueço do que li certa vez em um livro de apologética sobre a experiência do jovem expulso de um grupo autointitulado “livres pensadores”. Por que ele foi expulso? Por ter exercido sua liberdade de pensar e se tornado cristão. Talvez você esteja pensando que a intolerância não chegue a tanto, mas algo parecido vem acontecendo em nossa sociedade dita civilizada, e essa doença tem acometido tanto os defensores do pensamento de direita quanto os de esquerda. Vejamos.

Na semana passada, a norte-americana Judith Butler, que é considerada a criadora da ideologia de gênero, esteve no Brasil, mais precisamente em São Paulo, onde participou de um seminário sob protestos de uma multidão. Um abaixo-assinado com mais de 300 mil assinaturas pedia o cancelamento da palestra, o que não aconteceu. Até aí tudo bem. Protestar faz parte da democracia e as pessoas têm o direito de se expressar. Ocorre que alguns manifestantes exageraram na dose. Ostentando Bíblias e crucifixos, queimaram um boneco que representava a filósofa e gritaram “queima, bruxa”. Um dos cartazes dizia: “Vá para o inferno.” É verdade que a própria Butler já assinou uma carta aberta contra a participação de certo filósofo de extrema direita em uma conferência nos Estados Unidos, mas chamá-la de bruxa e mandá-la para o inferno já é demais. Empunhar a Bíblia com esse sentimento é uma tremenda contradição, afinal, Deus nos dá liberdade de escolha e, se for para aplicar um juízo, Ele mesmo Se encarrega disso, afinal, somente o Criador conhece as reais intenções do coração.

Ok. Em São Paulo o que se viu foi uma manifestação desmedida de extremistas de direita. A esquerda não seria capaz de tal coisa… Pense bem. Você acha mesmo que não? Vejamos. No último dia 13 de novembro, em pleno campus da Universidade Federal da Bahia, um protesto organizado pela extrema esquerda contra a exibição do filme “O Jardim das Aflições” conseguiu o que os organizadores queriam: o filme foi cancelado pela universidade. Mas não se tratou de um simples protesto. Entre gritos, um dos participantes carregava um cartaz com os dizeres “Morte aos cristãos”, algo estranhamente ignorado pela grande imprensa, diferentemente do que aconteceu com Butler. Veja por si mesmo:

Onde está o discurso do amor? Onde está o clamor por tolerância e a promoção do pensamento crítico e plural que deve caracterizar uma universidade? Eu estudei em uma federal e me lembro de que o campus abria as portas para quase todo tipo de programações e de discurso. Hoje em dia teatros e museus expõem conteúdos pornográficos, violentos e de apologia à pedofilia, e muitas vozes se levantam em favor da liberdade de expressão. Então por que em uma universidade pública não se pode exibir o filme de um filósofo conservador?

Apesar de tudo, o mais triste é perceber que essas manifestações de ódio ocorrem também entre os cristãos e até mesmo entre adventistas, pessoas que deveriam se pautar pela Bíblia, respeitar o semelhante, orar pelos inimigos e dialogar com educação. Em reação a um vídeo do programa “Está Escrito”, da TV Novo Tempo, algumas pessoas promoveram um verdadeiro ataque ao pastor Ivan Saraiva, apelando mais para o argumento ad hominem, ou seja, focado na pessoa e não nas ideias dela.

O pastor Saraiva falou sobre o aspecto diabólico da ideologia de gênero. Não disse nenhuma inverdade e utilizou a Bíblia para fundamentar seu ponto de vista. Obviamente que o assunto não foi tratado em profundidade, pois, além de se tratar de um programa de TV de pouco mais de 20 minutos, o objetivo da Novo Tempo é alcançar todas as classes sociais e pessoas das mais variadas formações acadêmicas e ideológicas. Como qualquer cristão criacionista, o pastor Saraiva se posicionou em favor do casamento heteromonogâmico sem, no entanto, ofender pessoas que pensam e vivem de modo diferente do prescrito pelas Escrituras Sagradas. Pessoas que não foram ofendidas se sentiram ofendidas com o que a Bíblia estabelece. O fato de a cultura ter mudado não significa que Deus tenha mudado. Seus ditames ainda são válidos em pleno século 21. Então por que se indignar quando um pastor abre a Bíblia e prega o que está ali? Isso não significa que nem Deus, nem a Igreja Adventista, nem Saraiva deixem de amar pessoas que optam por viver em desacordo com a Bíblia ou que sofram de algum tipo de distúrbio. Elas merecem tanto amor quanto qualquer outro pecador, incluindo o apresentador do “Está Escrito” e o ser humano que escreve este texto.

O pastor Ivan não está sozinho em seu questionamento dessa ideologia cuja base está enraizada no marxismo, com sua raiva visceral da família patriarcal. Vou citar apenas um exemplo. Em 2011 um documentário transmitido em rede nacional na Noruega abalou a credibilidade dos defensores da ideologia de gênero nos países da Escandinávia (os setes episódios podem ser vistos aqui). O Conselho Nórdico de Ministros, que inclui autoridades da Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia e Islândia, determinou a suspensão dos financiamentos até então concedidos ao Instituto Nórdico de Gênero, entidade promotora de ideias ligadas às chamadas “teorias de gênero”. A conclusão das autoridades, com base em pesquisas científicas sérias, foi a de que realmente não existe fundamentação científica para a tal teoria ou ideologia de gênero. Aliás, um programa esclarecedor sobre esse assunto e que contou com a presença do respeitado psiquiatra César Vasconcelos de Souza é o “Conversa Sobre Identidade de Gênero”. Vasconcelos deixa claro que os portadores da chamada disforia de gênero são minoria absoluta, o que não justifica tratar do assunto como se o problema fosse algo tão generalizado. Fica óbvio que há bandeiras ideológicas por trás da promoção do debate.

Reportagem recentemente publicada pelo jornal Gazeta do Povo com o título “A verdade desagradável sobre a redesignação sexual que o lobby transgênero não quer que você saiba” deixou claro que tem aumentado os casos de cirurgias de “reversão” de pessoas que querem a genitália de volta. A matéria destaca ainda que pode haver um interesse econômico nessa história toda e um verdadeiro lobby transgênero. Mas é melhor que você leia o texto por si mesmo.

A missão dos cristãos em geral e dos adventistas, em especial, é a de levar a mensagem de salvação a todo o mundo. Faz parte da nossa missão denunciar erros ideológicos e teológicos justamente porque eles podem se colocar entre as pessoas e a verdade que liberta (João 8:32), mas isso não nos dá o direito de atacar de maneira injusta pessoas que estão pregando o evangelho e levando muita gente a Jesus. Aliás, não nos dá o direito de atacar ninguém.

Mais amor ou mais ódio? Depende de quem controla nosso coração, nossa mente. Jesus amava todas as pessoas, e mesmo quando denunciava o pecado fazia isso com voz embargada e lágrimas nos olhos. Quando vamos aprender a ser como Ele?

Michelson Borges

Blasfêmia sem limites: Porta dos Fundos apresenta “Jesus pornô”

gregorio-duvivierO grupo humorístico Porta dos Fundos já foi apontado como uma das grandes revelações da internet brasileira. Seus vídeos costumam ter milhões de visualizações e também colecionam polêmicas. Contudo, o episódio “Ele está no meio de nós” publicado no sábado (11), atesta que eles não conhecem limites para a blasfêmia. No esquete de pouco mais de dois minutos, um casal (Rafael Portugal e Tathi Lopes) está mantendo relações sexuais quando Jesus (Gregorio Duvivier) aparece no quarto. Diante da reclamação do casal, ele tenta justificar dizendo que está em todos os lugares. A mulher se sente incomodada com a “plateia” e o homem pede que Jesus vá embora. Quando eles desistem de ter relação, Jesus se apresenta nu e pede para participar.

Os comentários dos internautas mostram que a maioria das pessoas não gostou do vídeo e acredita que o grupo passou dos limites. Uma mostra disso é a grande quantidade de pessoas que o avaliaram com o botão de “não gostei”. Um dos comentários mais populares diz: “Nossa, mano, que desrespeito.” Outro simplesmente afirma: “O vídeo mais sem graça que já vi… se era para ser engraçado não funcionou.” Um terceiro questiona: “Por que não zoa a religião islâmica? Só quero ver.”

A análise do internauta Filipe Sarturi foi um dos mais comentados. Ele escreveu: “Você percebe que este canal está falindo quando tem quase 100 vídeos escarnecendo o cristianismo, mesmo tendo vários comentários dizendo que não acharam graça nenhuma em vídeos assim, além do número de dislikes ser considerativo em vídeos do tipo.”

No passado, o Porta dos Fundos já fez piadas consideradas ofensivas aos cristãos, sendo inclusive alvo de uma representação criminal do deputado Marco Feliciano (PSC/SP). Mais recentemente, foram processados em 5 milhões de reais por incorrerem no crime de “vilipêndio à fé”,  previsto no Art. 208 do Código Penal.

(Gospel Prime)

Montanha russa

Alemanha vai legalizar “terceiro sexo”

alemanhaO Tribunal Constitucional alemão exigiu hoje a legalização do termo “terceiro sexo” nos documentos administrativos tornando a Alemanha o primeiro país europeu a adotar a medida oficialmente. O Tribunal Constitucional concede aos deputados um prazo que termina “em fins de 2018” para votarem a legalização do “terceiro sexo” nos registos de nascimento com a mesma igualdade que as menções “masculino ou feminino”. A sentença da mais alta instância judicial alemã argumenta, baseando-se no direito constitucional sobre a proteção da personalidade, que as pessoas que não são nem homens nem mulheres têm o direito a mencionar a identidade de gênero de forma positiva nos registos de nascimento.

Trata-se de um avanço na obtenção de direitos de pessoas intersexuais na Alemanha, que em 2013 conseguiram uma reforma legal que permitiu aos pais dos recém-nascidos não registar de forma obrigatória os filhos como homens ou mulheres nos casos em que não é possível determinar o gênero com exatidão.

(SIC Notícias)

Nota: E assim vemos os legisladores humanos redefinindo conceitos biológicos “pétreos”. Não existe terceiro sexo. As pessoas nascem homens (com órgão sexual masculino) ou mulheres (com órgão sexual feminino). Deus criou homem e mulher. Homem e mulher somente são capazes de perpetuar a espécie e somente um homem e uma mulher podem, segundo a Bíblia, tornarem-se “uma só carne”, por meio dos laços sagrados do matrimônio e do sexo conjugal. Infelizmente, o pecado deixou sua mancha em toda a criação e muitas coisas que antes eram uma bênção (como o sexo, por exemplo) podem se tornar uma maldição. Todos os seres humanos, de uma forma ou de outra, foram afetados pelo pecado e suas consequências. E todos merecem nossa compaixão por isso. Um pequeno percentual da humanidade sofre do que os psicólogos chamam de disforia de gênero, uma condição que pode ser revertida, em alguns casos, e que se caracteriza pela sensação de não pertencer ao sexo biológico com que se nasceu. Daí a se considerar que existe um “terceiro sexo” é ir contra a natureza, assim como o tal do poliamor está destruindo, também, o conceito de casamento heteromonogâmico, que, segundo Ellen White, é uma lei de Deus. Quem mexe em uma lei divina não terá dificuldade para aceitar a mudança em outras leis… [MB]

 

Atirador do Texas: cristão ou ateu?

5a005f827e288.imageUma conhecida associação de ateus militantes brasileiros aproveitou a matéria mau apurada do jornal O Globo para destilar nas redes sociais um pouco mais do seu ódio contra os religiosos e explorou uma vez mais um acontecimento trágico, em outra demonstração de insensibilidade e oportunismo. Segundo a matéria publicada pelo O Globo, Devin Patrick Kelley, o atirador que matou 26 pessoas em uma igreja no Texas, depois de expulso da Força Aérea em 2014, teria sido professor de Bíblia voluntário. De onde tiraram essa informação? O jornal mesmo admite: de um perfil no Linkedin “atribuído a ele”. Ocorre que, segundo outro jornal, o Daily Mail, Devin, na verdade, era ateu. O jornal cita Nina Rose Nava, colega de escola do assassino. Ela escreveu o seguinte no Facebook: “Ele estava sempre falando sobre como as pessoas que acreditam em Deus são estúpidas e tentava pregar seu ateísmo.” Outras pessoas que o conheceram confirmaram a informação e disseram que ele era um homem complicado, amedrontador, maluco e alienado. Aliás, Devin foi expulso da Força Aérea depois de ter sido condenado por um tribunal militar por agredir a própria família.

Afinal, o atirador do Texas era cristão ou ateu? E isso importa agora? O que se sabe é que ele se tornou assassino e era violento com a família. Isso faz dele não um religioso ou um ateu, mas um indivíduo mau e perigoso. E ponto final. A imprensa, em seu afã de buscar explicações, às vezes força a barra e deixa claro seu preconceito. O que fica nas entrelinhas da matéria do O Globo e de outros jornais que destacaram a mesma informação é que os estudantes da Bíblia, os ditos “fundamentalistas” podem ser perigosos. Antigamente até se dizia que ler a Bíblia deixava as pessoas loucas. Se Devin realmente estudava a Bíblia, tentar associar isso com sua atitude assassina é, no mínimo, reforçar um preconceito ao tomar o todo por uma parte mínima. Afinal, quantos cristãos verdadeiros andam por aí atirando nas pessoas e agindo violentamente? Na verdade, existem bilhões de cristãos que são pessoas de bem e pacíficas.

Ok. Devin não era cristão, era ateu. E isso justificaria suas atitudes violentas? Apesar de essa informação ser um verdadeiro cala-boca na associação de ateus militantes, associar o comportamento do norte-americano ao seu ateísmo seria algo tão injusto quanto chamar de fanáticos fundamentalistas aqueles que estudam a Bíblia e pautam a vida por ela. Existem muitos ateus honestos, tolerantes, fraternos, pessoas de bem que jamais pensariam em tirar a vida de alguém por qualquer motivo que seja.

Em lugar de se aproveitarem desse momento triste e trágico para tripudiar nas redes sociais sobre os cristãos e defender sua bandeira, os militantes ateus deveriam é ficar envergonhados com tamanha insensibilidade e pelo menos expressar pensamentos solidários às famílias das vítimas do massacre, já que orar por elas eles certamente não farão.

O atirador do Texas era cristão ou ateu? Eu diria que nem uma coisa nem outra. Ele é apenas mais uma vítima deste mundo de pecado, uma pessoa que perdeu a sanidade, se permitiu dominar pelo mal e deixou um rastro de sangue e dor em seu caminho. Mais um que nos lembra de que este mundo não é um lugar seguro e que, infelizmente, o ódio espreita em cada esquina, em cada casa, em cada igreja e, também, em cada rede social.

Michelson Borges