Feminista diz que falta de aborto causou aquecimento global

gloria-steinemEm uma ampla entrevista na última terça-feira, a ícone feminista Gloria Steinem disse à Refinery29 que a mudança climática pode estar diretamente relacionada à falta de aborto. Steinem, de 83 anos, que ajudou a popularizar a controversa camiseta “Eu fiz um aborto”, disse ao site que a mudança climática é uma “questão feminista” porque a superpopulação mundial poderia ter sido evitada se os abortos fossem mais facilmente acessíveis às mulheres. “Ouça, o que causa a mudança do clima é a população”, disse ela. “Se não estivéssemos forçando sistematicamente mulheres a ter filhos que não querem ou não podem cuidar durante os 500 anos de patriarcado, não teríamos os problemas climáticos que temos. Essa é a causa fundamental da mudança climática. Mesmo que o Vaticano não nos diga isso. Além disso, porque as mulheres são as principais trabalhadoras agrícolas no mundo, e também as portadoras de água e as alimentadoras de famílias e assim por diante, é um fardo desproporcional.”

Durante a entrevista, Steinem também aproveitou a oportunidade para atacar Ivanka Trump, filha do presidente norte-americano. Quando perguntada pelo entrevistador se ela achava que Ivanka era uma feminista, Steinem disse: “Ninguém na Terra acha que ela é uma feminista, você está brincando comigo?” E observou que Ivanka nem sequer tenta defender o feminismo. “Eu não a vi levantando e dizendo que as mulheres deveriam ter o direito de controlar seus próprios corpos e decidir quando e se ter filhos, não”, disse Steinem.

“Eu a vi sendo entrevistada pela Cosmopolitan, e ela foi perguntada sobre sua política de licença de maternidade, mas é só se você fisicamente der à luz. Não é para pais adotivos, não é para pais. Essa é a mesma política de qualquer regime autoritário na Terra que conheço, incluindo a Alemanha de Hitler”, disse Steinem. “Eu não estou dizendo que ela sabe disso, mas estavam pagando mulheres para ter filhos. Por acidente, talvez, essa é a sua política.”

Eu concordo com Steinem: Ivanka não é feminista. E isso é um ótimo sinal de que recebeu uma boa educação! Vejam no que se transformou a ícone do feminismo. Se não estiver gagá – o que não parece ser o caso, pois é o mesmo discurso maluco e radical de várias outras da espécie –, acha que a solução para o “problema climático” é mulheres saírem abortando por aí, e chama qualquer incentivo à maternidade de “prática nazista”. É caso de hospício mesmo…

(Rodrigo Constantino, Gazeta do Povo)

Nota: O nome disso é “espiral do delírio” (militância esquerdista em seu estado da arte). Ideias como essas derivam do conceito darwinista dos marxistas e das feministas, de que a vida não passa de um amontoado de células. Se duvida, assista aos vídeos abaixo. Ideias têm consequências, e a ideia dessa senhora me fez lembrar a viagem que um amigo missionário português chamado Filipe Reis fez aos Estados Unidos, recentemente. Quando esteve no estado da Georgia, ele visitou um monumento erguido pela Ordem Rosacruz, onde estão expostos os dez mandamentos da Nova Ordem Mundial. O primeiro desses mandamentos diz: “Reduzir a população mundial a 500 milhões de habitantes”, e o segundo: “Orientar a reprodução de forma sábia.” Confira na foto abaixo, tirada pelo Filipe:

pedra rosacruz

No livro O Outro Lado do Feminismo, de Suzanne Venker e Phyllis Schlafly, na página 185 (da edição em inglês), estão os Dez Mandamentos Feministas:

  1. Faça muito sexo com muitos homens diferentes.
  2. Você é livre para fazer um aborto a qualquer hora por qualquer razão.
  3. Ignore seu relógio biológico e, se necessário, crie novos métodos de concepção.
  4. Invista em carreiras que exijam bastante e pague outras mulheres para criar/educar seus filhos.
  5. Não se sinta culpada por investir em carreiras que exijam bastante e por pagar outras mulheres para criar/educar seus filhos.
  6. Você é livre para se divorciar a qualquer hora e manter a custódia dos filhos.
  7. Faça inseminação artificial se você não se casar, mas ainda assim quiser ter filhos.
  8. Deprecie os homens até que a masculinidade deles desapareça.
  9. Não tome o sobrenome de seu marido.
  10. Menospreze todas as donas de casa e mulheres conservadoras.

Bem, parece que Gloria Steinem tem seguido de perto as diretrizes feministas e dos defensores da Nova Ordem Mundial.

O fato é que o feminismo tem DNA marxista/evolucionista e atenta contra a família patriarcal bíblica (o que não significa que as mulheres não tenham direitos legítimos que devam ser preservados e defendidos; essa é outra história). Mas é preciso que fique bem claro que esse tipo de família (patriarcalista) nada tem que ver com a visão do patriarcalismo descrita por sociólogas como Maria do Perpétuo Socorro Leite Barreto, por exemplo, que escreveu o seguinte: “Patriarcalismo pode ser definido como uma estrutura sobre a qual se assentam todas as sociedades contemporâneas. É caracterizado por uma autoridade imposta institucionalmente, do homem sobre mulheres e filhos, no ambiente familiar, permeando toda a organização da sociedade, da produção e do consumo, da política, à legislação e à cultura. Nesse sentido, o patriarcado funda a estrutura da sociedade e recebe reforço institucional; nesse contexto, relacionamentos interpessoais e personalidade são marcados pela dominação e violência.”

Se ela se refere ao patriarcalismo bíblico, está totalmente errada, pois a função bíblica do patriarca era justamente prover e proteger (responsabilidade que muitos homens já não querem assumir), jamais usar de dominação e violência. O modelo para essa posição masculina é o do próprio Deus, por isso o amor e o desejo de proteger devem ser a tônica desses relacionamentos. Graças às feministas e à inversão de valores e posições observada em nossa sociedade, as pessoas logo manifestam resistência à simples menção da palavra “patriarcalismo”, sem ao menos compreender o conceito bíblico dela.

Patriarcalismo, segundo Filipe, é a forma de ordenação da família e da sociedade em que o homem assume a autoridade e a responsabilidade as quais Deus lhe confiou. Ele assume a figura tutelar, cuja principal incumbência é a provisão e proteção do seu núcleo ou grupo, sendo que o mais elementar deles é a família, zelando incessantemente pelo seu bem-estar e seus interesses. Essa autoridade é diferente do autoritarismo, conceito no qual o líder exerce poder por imposição arbitrária determinada por ele mesmo, e que facilmente descamba para opressão. Isso resulta, finalmente, em machismo, ou a ideia de superioridade nata do gênero masculino sobre o feminino, que é outra proposta não aceitável ao patriarcalismo, transformando-se em uma forma doméstica de ditadura.

Assim, a mulher e os demais membros da família deveriam ser os primeiros e maiores interessados na manutenção e preservação da autoridade patriarcal do homem. A mulher não perde com isso sua identidade ou consciência, nem se sente de qualquer forma diminuída; pelo contrário, é valorizada em sua elevada posição dentro da família e da sociedade.

Lamentavelmente, há muitos homens faltando com seu compromisso, abandonando o lar, tratando com violência a quem deveriam proteger, colocando sobre os ombros das mulheres uma carga que aumenta em muito a que elas já têm. Mas isso é resultado de um mundo injusto, pecaminoso e cada vez mais distante do ideal do Criador, e não deveria mudar em nada o plano dEle para as famílias. [MB]

Escolas eliminam Dia das Mães do calendário

mãeFoi-se a época em que as famílias tinham um formato padrão. Hoje em dia, são incontáveis os exemplos de mães ou pais solteiros, casais [sic] homossexuais e até mesmo parentes como avós e tios educando crianças. Em respeito a essa diversidade, algumas escolas brasileiras eliminaram de seus calendários comemorações de datas como o Dia das Mães e o Dia dos Pais, substituindo-as por festas que celebram o núcleo familiar de um modo geral. “Não podemos generalizar na escola algo que é diferente no mundo privado, avalia Ana Lúcia Figueira da Silva, gestora da Educação Infantil da Escola Viva, em São Paulo. “As pessoas têm formas diferentes de comemorar, fazem escolhas diferentes. Além disso, a família contemporânea tem novas configurações, fora o fato de que há também pais e mães que não são presentes pelos mais variados motivos. Os contextos são diversos.”

Na instituição em que Ana Lúcia trabalha, uma vez por ano cada faixa etária participa de um evento específico para o grupo, no qual é permitida e estimulada a presença dos familiares – sejam eles quem forem. “É um espaço de convívio. Funciona assim já há mais de 20 anos. A gestora ressalta também que a proposta de ir contra a maré é uma maneira de fugir do consumismo desenfreado que acompanha as datas comemorativas. “Procuramos valorizar os rituais e o convívio, e fugir do apelo comercial, do qual o mundo já se encarrega. É claro que os dias das mães e dos pais aparecem na rotina do professor e das crianças, mas as demandas são acolhidas individualmente.”

A psicóloga especialista em comportamento infantil Vera Resende, no entanto, não vê com bons olhos as mudanças na tradição. Para ela, ainda que a escola modifique seu calendário e opte por não celebrar as datas, será impossível “matar a cultura”. “A instituição pode até não comemorar, mas a data continua no calendário. Não dá para riscar tudo por causa da multiplicidade. Até porque, mesmo que seja um casal [sic] homossexual, haverá alguém que faça o papel de mãe, o papel de pai. O ideal é a criança saber que ela cresce cuidada por alguém que se dedica a ela, que abandona tudo por ela.”

Mesmo nos casos em que a criança perde um dos pais, por exemplo, Vera insiste que o impacto causado pelos festejos na escola não será maior do que o que a sociedade já impõe no dia a dia.  “Dificilmente vamos conseguir criar um mundo onde a criança não sofra. Não é a data que trará a tristeza, mas sim a ausência do ente querido. O papel da educação é inserir a criança na cultura, reproduzindo a sociedade em modelos pequenos para a criança começar a praticar. E essa inserção, infelizmente, deve ser das coisas boas e das coisas ruins.”

(R7 Notícias)

Nota: Evidentemente que há famílias que existem em formatos não ideais, quando a mãe está ausente, por exemplo, por motivo de morte ou separação. Mas fazer com que a figura da mãe e a celebração de sua figura sejam minimizadas é algo que atende bem aos interesses daqueles que querem solapar a cosmovisão criacionista bíblica. Veja o que escreveu Ellen White há mais de cem anos: “O rei em seu trono não tem função mais elevada que a mãe. A mãe é a rainha do lar. Ela tem em seu poder o modelar o caráter dos filhos, para que estejam capacitados para a vida mais alta, imortal. Um anjo não desejaria missão mais elevada” (O Lar Adventista, p. 231). Não permita que a mídia, as militantes feministas, os marxistas de plantão e outros interessados em destruir a visão de mundo judaico-cristã “façam a sua cabeça” com essa campanha contra a família ideal criada por Deus. Feliz Dia das Mães! [MB]

Campanhas de moda apelam para sexo explícito

26.06.2012 - Desfile Pbc.[…] As imagens poderiam ilustrar qualquer site pornográfico, mas estão acessíveis, sem classificação indicativa, na última campanha da grife americana Eckhaus Latta e na passada da estilista Vivienne Westwood, respectivamente. Se os primeiros anos deste século foram marcados pela erotização da imagem feminina, como as campanhas da Dolce & Gabbana, da Sisley e da Calvin Klein, que ora pareciam estupros coletivos, ora mostravam a mulher servindo aos desejos ocultos do espectador, a segunda década do milênio confirma o ato sexual e o corpo nu como ferramentas de persuasão para vender roupas e ideias. O slogan “sexo vende” nunca saiu de moda, mas, segundo especialistas, evoluiu para uma roupagem despudorada e crua – uma “nova era erótica” que é fruto da banalização do sexo e do movimento de aproximação entre a imagem publicitária e a vida real, sem filtros ou Photoshop. “As pessoas passaram a não comprar mais produtos, mas sim experiências. Como o mercado está saturado de filtros, retoques e comunicação perfeitinha, algumas marcas perceberam que é preciso falar de emoções primais, como o sexo. É uma volta da espontaneidade, que descabela a comunicação de moda”, diz a diretora do birô de tendências PeclersParis, Iza Dezon.

Segundo a especialista, a corrente faz parte de um momento histórico de desestabilização de tabus, “aqueles de que todo mundo falava, mas não mostrava”, que os jovens querem banir. Bom exemplo é a própria Calvin Klein. Até pouco tempo atrás, a marca usava corpos perfeitos para vender sua linha de cuecas e lingerie. Agora, entre as últimas peças publicitárias da marca há uma em que modelos magros, seminus e sem músculo aparentes se abraçam em uma galeria de arte. Em outra peça, os atores Alex R. Hibbert, Ashton Sanders, Mahershala Ali e Trevante Rhodes, de “Moonlight”, mostram o corpo em raro manifesto publicitário pró-diversidade. O longa, vencedor do Oscar de melhor filme deste ano, trata de homossexualidade e racismo.

A estética documental, quase amadora, define as novas campanhas que lançam mão do sexo como expressão. Nesse contexto, sites pornográficos e aplicativos de encontros viraram pontes entre marcas e público-alvo. No ano passado, a Diesel passou a veicular suas propagandas lascivas [em um site pornô]. De acordo com o dono da marca, o italiano Renzo Rosso, as vendas tiveram incremento de 31% após o início da ação.

O estilista JW Anderson, uma das revelações da moda mundial, também surfou na onda. Seu desfile de verão 2016 na semana de moda de Londres foi transmitido ao vivo [por um] aplicativo de encontros […] direcionado ao público gay. […]

(Folha de S. Paulo)

Nota: Os filmes, as séries, as músicas, a indústria da moda, tudo isso e muito mais contribuem para banalizar cada vez mais o sexo que foi criado por Deus para ser desfrutado em um contexto de santidade e de prazer e sensualismo puro. O inimigo de Deus sabe do poder que a sexualidade exerce sobre os seres humanos. Ele sabe o quanto o sexo pode unir um casal, quando praticado no contexto, no momento e com a pessoa certos. E sabe também que, por outro lado, o sexo pode destruir vidas, nos aspectos físico, emocional e espiritual. Fogem do controle o número de adolescentes grávidas, de pessoas contaminadas com DSTs e de depressivos por causa de uma vida libertina e focada no prazer pelo prazer. Campanhas publicitárias capitalistas e irresponsáveis como as descritas acima deveriam ser rejeitadas pela população. Mas, infelizmente, o que se vê é uma triste retroalimentação em que os publicitários dão às pessoas o que elas querem e elas, por sua vez, mostram a eles o que eles devem lhes apresentar. É o mundo cavando o fundo do poço moral e aumentando sua dívida com Sodoma e Gomorra. E danem-se os direitos daqueles que não querem se expor nem expor seus filhos à pornografia que sai dos sites obscuros para os outdoors, as revistas e os programas de TV. [MB]

Exibir como mercadoria é empoderar?

assedioA última edição do “Fantástico”, da TV Globo, apresentou reportagem de denúncia contra os sócios da revista Playboy no Brasil, marca que deixou o portfólio da Editora Abril em 2015 e atualmente é controlada pela PBB Editora, que relançou o título em 2016. Na matéria do dominical, pelo menos quatro modelos dão depoimentos alegando assédio por parte de André Sanseverino [foto ao lado] e Marcos de Abreu. O material revela depoimentos das modelos Nadya Ferreira, Samantha Ofsiany, Barbara Martins e Adriana Oliveira. As jovens participaram do lançamento da nova Playboy como Coelhinhas e alegaram que Sanseverino passou a assediá-las. Em mensagens de texto trocadas pelo WhatsApp, o empresário teria questionado a possibilidade de uma delas trair o namorado para se beneficiar no mercado de trabalho. Em outro caso, ele pede uma foto nua para a modelo e afirma que “transforma modelos em musas”. “Se for para tentar te ajudar, espero criar um vínculo de intimidade”, escreveu Sanseverino. Abreu também aparece nas acusações por ter assediado as profissionais no dia do evento de lançamento da revista.

De acordo com os relatos, Sanseverino deixou claro que não seria possível trabalhar com as garotas sem a contrapartida “sexual”. É por isso que o advogado Marcello Lombardi, representante das modelos no caso, abriu processo de danos morais e lucros cessante. “As propostas de cunho sexual eram todas assim: “Se você fizer sexo comigo, te coloco nas capas da Playboy. Esse tipo de proposta foi feita de forma ostensiva”, explicou o advogado.

A situação acabou em crise. A PBB Editora divulgou nota declarando que repudia o desrespeito contra a mulher e informou que decidiu pelo total afastamento do sócio André Sanseverino por prazo indeterminado. “Qualquer declaração dada por André Sanseverino não reflete em absolutamente nada os valores da Playboy. Ele se encontra afastado e não responde mais pela revista. Acreditamos de forma franca e honesta que ele deverá colaborar para elucidar os fatos até que as denúncias sejam apuradas. A Playboy, ao longo de sua história, vem coadjuvando em defesa e em busca da liberdade e empoderamento das mulheres, não somente no Brasil, mas em todo o mundo. E não será diferente neste momento”. […]

(Comunique-se)

Nota: Não é curioso o editor de uma revista que vive da exploração do corpo da mulher como objeto falar em “desrespeito”, “valores” e “empoderamento”? Cadê as feministas de plantão para vociferar contra esse absurdo? Afinal, onde está o “empoderamento” de mulheres que se exibem como mercadoria para um público masculino interessado apenas na “casca” delas em fotos provocantes? Que valor é esse que troca dinheiro por dignidade? Infelizmente, vivemos em um mundo sob total inversão de valores, onde o assédio é apenas mais um pecado/crime no pacote de males que assolam a sociedade, os relacionamentos, as instituições, os lares e o coração das pessoas. [MB]

Como prevenir o suicídio entre os jovens

suicideRecentemente, a plataforma de vídeos Netflix estreou uma série de produção própria intitulada “13 Reasons Why” (Treze Porquês, em tradução livre), na qual um dos protagonistas, uma adolescente norte-americana, comete suicídio e deixa treze fitas cassetes gravadas, explicando, contando e fazendo referências aos motivos e às pessoas que a levaram a tirar a própria vida. Sem contar o final ou dar spoilers, a série causou grande discussão mundial nas mídias e nas redes sociais: Como falar sobre suicídio de jovens? Em “13 Reasons Why”, o bullying, o machismo, a violência, o assédio sexual e a falta de diálogo com os pais são alguns dos temas trabalhados e todos sabemos que o suicídio é ainda considerado um tabu pela maioria da sociedade; inclusive, há quem diga que os grandes veículos de comunicação não publicam mais casos de suicídio para evitar uma exposição maior do tema, como se ao abordá-lo aumentassem as chances de alguém tirar a própria vida, e é disso que algumas pessoas reclamam da abordagem da série, como se ela pudesse atuar como um gatilho.

Nesse sentido, assistindo à série (em menos de uma semana), lendo críticas de psicólogos, cineastas e críticos de TV, positivas e negativas, e pesquisando sobre bullying e suicídio juvenil, já que sou professora e, assim, atuo em sala de aula, pensei ser pertinente abordar neste espaço a questão do suicídio entre os jovens no Brasil e como preveni-lo, não só pensando em um tema possível para a prova de redação do Enem 2017, mas, mais do que isso, falando sobre o assunto e tentando desconstruir o tabu ao seu redor.

Em todo o mundo, o suicídio mata mais jovens do que o vírus HIV e, em nosso país, os índices de casos entre jovens estão crescendo de maneira constante ao longo dos anos. De 2002 a 2012, houve um aumento de 15,3% de jovens brasileiros que tiraram a própria vida; em todas as faixas etárias, homens se matam mais do que mulheres.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão e o bullying são dois dos principais motivos que levam um jovem a cometer suicídio, justamente o contexto que “13 Reasons Why” mostra ao público. Experiências de vida consideradas humilhantes, falta de perspectivas para o futuro, insegurança com o próprio corpo e com a sexualidade podem levar um adolescente à depressão e a começar a ter pensamentos suicidas.

Um outro fato também apontado pela OMS é o modo de ver as coisas e de levar a vida do adolescente: nessa fase, tudo é muito intenso e a impulsividade parece tomar conta do dia a dia dos jovens de todo o mundo. O que pode ser tido como apenas uma fase difícil pode ser uma depressão muito séria que deve ser tratada com acompanhamento psiquiátrico e psicológico juntamente com o apoio da família, dos amigos e da escola.

bullying e o cyberbullying (bullying virtual) estão, infelizmente, cada vez mais frequentes nas escolas brasileiras e nas redes sociais, levando jovens a praticarem atos contínuos de violência verbal e física que atingem outros jovens, os alvos, por serem diferentes em algum aspecto, eventos que podem ser assistidos por todos os demais estudantes que, em contrapartida, nada fazem. Jogos como Baleia Azul estão tomando conta da internet, levando jovens a se matarem a fim de finalizar o jogo.

Nesse sentido, podemos notar que todos nós devemos ser responsáveis em poder e em dever ajudar e orientar alguém que está pensando em suicídio e, especialmente no caso dos adolescentes, as escolas devem estar muito atentas ao bullying, ao cyberbullying e ao que se passa com seus alunos, mantendo uma relação de parceria com a família dos estudantes que, por sua vez, também devem estar sempre em contato com a escola de seus filhos.

Os adolescentes devem ser orientados no sentido de entenderem que podem enfrentar e vencer os problemas da vida e todos devem ser alertados dos sinais para ajudar os amigos. A OMS lançou, em 2016, um guia de prevenção ao suicídio online que pode ser acessado e lido por todos. Já o Centro de Valorização da Vida (CVV) criou a campanha Setembro Amarelo: um mês especial de conscientização sobre a prevenção ao suicídio.

(Camila Dalla Pozza Pereira, Informe Enem)

Leia mais sobre suicídio aqui.

O que fazer com a Baleia Azul?

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Séries estão trazendo podridão para dentro de casa

gameDesde seu primeiro episódio, em 2011, a série Game of Thrones, da HBO, levou ao ar cenas de sexo de uma forma jamais vista na TV americana: incesto, sexo oral, orgias, bordeis, seios, seios e mais seios. No ano seguinte, outro novo seriado na mesma HBO, Girls, ganhou a mídia por um motivo parecido: a inclinação de suas jovens estrelas de tirar a roupa para protagonizar cenas de sexo de alta voltagem. Ao raiar de 2013, depois de tanta nudez e tantos encontros picantes, uma série inteira sobre sexo já parecia algo quase corriqueiro. Mesmo assim, Masters of Sex – drama sobre o trabalho inusitado dos sexólogos William Masters e Virginia Johnson nos anos 50 – estreou no canal Showtime e, agora [2015], está em sua terceira temporada, sendo exibida no Brasil pela HBO. Na época em que Masters of Sex se passa, o sexo era um tema tão tabu que até casais unidos pelo santo matrimônio em seriados como I Love Lucy tinham que ser mostrados dormindo em camas separadas. Mas nos anos 70, marido e mulher já podiam dividir a mesma cama, e falar sobre sexo não era algo tão proibitivo. Tanto que Maude, da série de mesmo nome, acaba fazendo um aborto, enquanto Mary do The Mary Tyler Moore Show dá a entender que toma anticoncepcionais.

Hoje, as cenas explícitas na telinha viraram lugar comum: simplesmente assumimos que elas acontecem em qualquer seriado de drama para adultos, como The AmericansThe AffairHouse of CardsScandalHow to Get Away with MurderOrphan BlackTransparent e Outlander. A “era dourada dos dramas na TV” também marca o início de uma era dourada do sexo na TV.

Certamente, as mídias sociais incentivaram as emissoras a ousar, compensando qualquer cena mais chocante com hashtags que logo disparam entre as mais comentadas. […]

A nova safra de seriados pode ser a prova do velho conceito de que sexo vende. Mas eles o fazem de uma forma inovadora, artística e provocadora, desafiando as normas sociais. A explosiva inovação trazida pela roteirista e produtora Shonda Rhimes para Grey’s Anatomy em 2005 deu início a essa ebulição da TV americana, com seu enorme elenco de médicos e médicas bonitões transando em salinhas entre uma cirurgia e outra.

A série não explorou apenas o sexo – ela tornou o sexo na TV mais feminista, com suas cenas de mulheres recebendo sexo oral, casais de lésbicas e a palavra “vagina” sendo sugerida o tempo todo. Rhimes manteve sua marca registrada em outras de suas criações, como Private PracticeScandal e How to Get Away With Murder. Seus programas também foram pioneiros em mostrar cenas de sexo entre homossexuais fora dos domínios da TV pay-per-view.

Ao mesmo tempo, Orange Is the New Black, do Netflix, resgatou cenas de sexo entre mulheres que até então só se via em filmes pornográficos. Afinal, não há nada mais clichê nesse gênero do que duas garotas bonitas transando na cadeia. Mas o seriado humanizou essas relações, tornando-as tão peculiares quanto as personagens que protagonizam a série. Algumas cenas de sexo são dóceis, outras aventureiras, outras românticas e outras até embaraçosas. Muitas das atrizes não têm aquele corpo idealizado tradicional. E o que se vê, no fim, é que o sexo entre mulheres na prisão vira algo corriqueiro. Nós torcemos por alguns dos casais e odiamos outros, da mesma forma que fazemos pelos pares heterossexuais das novelas.

A série Grace and Frankie, também do Netflix, faz o mesmo pela sexualidade dos idosos. A história começa quando os maridos das duas personagens do título as abandonam para ficarem juntos – uma admissão óbvia de que o sexo ainda é importante para quem tem 70 e poucos anos.

As esposas abandonadas não perdem tempo em encontrar novos potenciais parceiros, principalmente Grace, vivida por Jane Fonda, que dá a seu amante uma lição clara de uma boa preliminar.

(BBC Brasil)

Nota: Recentemente, líderes de jovens de uma grande igreja do interior do estado de São Paulo me pediram para apresentar uma palestra sobre cinema. Relutei, mas acabei aceitando o desafio. Ainda estou pesquisando tudo o que posso sobre o assunto, ouvindo várias opiniões e produzindo um texto e uma apresentação. Em breve postarei aqui esse conteúdo. Ocorre que me dei conta de que, embora ainda seja um tema que gera certa polêmica, a frequência ao cinema não é o pior dos males do nosso tempo, e talvez estejamos “coçando no lugar errado” quando batemos apenas nesse ponto. Hoje em dia conteúdos que seriam de se esperar em filmes pornográficos estão sendo assistidos no conforto do lar, graças à expansão da Netflix, dos canais pagos e da internet banda larga. Jovens estão assistindo na TV, em computadores e até em seus tablets ou smartphones a séries que exibem pessoas nuas, cenas de sexo explícito hétero e homossexual, estupro, violência extrema e até incesto. Dias atrás, vi no Facebook adventistas declarando seu “amor” à série “Game of Thrones”, uma das mais pornográficas de todos os tempos, que tem contratado atrizes do mundo pornô, pois as atrizes “normais” se recusam a fazer certas cenas! O que está acontecendo com alguns ditos cristãos? Será que se esqueceram de tudo o que leram (espero que tenham lido) na Bíblia e ouviram na igreja? Será que podem conceber a ideia de que os anjos de Deus estariam com elas enquanto assistem a esse tipo de lixo televisivo? Nossa mente é preciosa demais e os tempos em que vivemos solenes demais para poluirmos nossos pensamentos a ponto de não mais perceber a diferença entre o sagrado e o profano; a ponto de anestesiarmos tanto os sentidos e a nossa moral que consideremos passatempo um tipo de conteúdo que faria corar um devasso no século passado. Deus nos livre dessa cegueira e dessa indiferença! [MB]