Cinco estados americanos concordam em proibir que transexuais participem de competições com mulheres

lutaAté o momento, cinco estados concordaram com uma possível legislação que impedirá que homens biológicos, que se identificam como mulheres, compitam em esportes femininos nos EUA. De acordo com o The Wall Street Journal, a legislação prearquivada ou introduzida nos estados americanos de New Hampshire, Washington, Geórgia, Tennessee e Missouri tentaria manter a competição esportiva feminina simplesmente para as atletas biologicamente femininas. A legislação reflete a crescente preocupação de que os homens biológicos que competem como mulheres dominem o esporte feminino onde competem.

Por exemplo, desde 2017, em Connecticut, dois homens biológicos dominaram o atletismo feminino, conquistando 15 títulos de campeonatos estaduais que anteriormente eram detidos por 10 atletas biologicamente femininas de Connecticut. No fim do ano passado, a Big Sky Conference de Montana nomeou um corredor de cross-country do sexo masculino que se identifica como mulher como a Atleta da Semana. Na Nova Zelândia, o levantador de peso transexual Laurel Hubbard ganhou medalhas de ouro no último verão nos Jogos do Pacífico em Samoa. Hubbard, que é do sexo masculino e já havia competido como Gavin Hubbard, também ganhou duas medalhas de prata no campeonato mundial feminino, dois anos atrás. Ele espera competir nas Olimpíadas de Tóquio deste ano.

Essa invasão covarde de transexuais no mundo esportivo feminino está afetando diretamente atletas como Selina Soule, velocista nascida em Connecticut. De acordo com o The Blaze, Soule disse a Laura Ingraham, da Fox News, que a situação é “muito frustrante, porque eu dedico tanto tempo e me esforço para reduzir meus tempos e competir melhor, mas não sou fisicamente capaz de ser competitiva contra alguém biologicamente masculino”.

O representante do estado da Geórgia, Philip Singleton, republicano cujo projeto de lei se concentra em esportes individuais, diz que é tudo uma questão de justiça, e seu projeto impediria que os homens biológicos tenham uma “vantagem injusta” se optarem por competir como mulheres, de acordo com ChristianHeadlines.com.

“O Student Athlete Protection Act foi desenvolvido para garantir que meninos biológicos só compitam em esportes contra outros meninos biológicos e vice-versa para meninas. A minha intenção é garantir que todos os alunos tenham a oportunidade de competir de maneira justa”, disse Singleton ao Atlanta Journal-Constitution.

A justiça é fundamental também para o deputado conservador do Tennessee, Bruce Griffey. Ele disse ao The College Fix que também é motivado pela preocupação com a aprovação no início deste ano da Lei da Igualdade pela Câmara dos Deputados dos EUA, e acredita que os estados devem “tomar uma posição”.

De acordo com o The Daily Caller, essa Lei da Igualdade, aprovada com o apoio unânime dos democratas [esquerda americana], tornaria a “identidade de sexo” uma categoria protegida pelas leis federais de combate à “discriminação”. Isso forçaria as escolas públicas a incluir homens biológicos que se identificam como meninas em equipes atléticas femininas. No entanto, é improvável que o projeto seja aprovado no Senado dos EUA, de maioria republicana [conservadora].

Segundo o jornal WSJ, a nova lei proposta pelos conservadores “restringiria o financiamento público a escolas que permitam a participação no atletismo com base na identidade de sexo declarada dos estudantes – em oposição ao sexo biológico de um aluno – e sujeitaria a desobediência de funcionários da escola a multas”. Griffey disse ao WSJ que espera que sua proposta tenha uma boa chance de aprovação.

Falando ao The College Fix, Griffey expressou preocupação com a falta de definição para “transexuais”. “Os estudantes podem se referir a si mesmos como transexuais, independentemente do estágio de ‘transição’ em que estão, se deram algum passo em direção à transição”, disse o deputado.

Um novo estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, levantou questões importantes sobre se o “estágio de transição” das atletas trans realmente importa no que diz respeito ao desempenho. O estudo mostrou que níveis reduzidos de testosterona em homens em transição ainda não os tornam iguais às mulheres.

A pesquisa, intitulada “Mulheres transexuais no esporte de elite: considerações éticas e científicas”, concluiu que os níveis reduzidos de hormônios masculinos, atualmente considerados aceitáveis ​​pelo Comitê Olímpico Internacional para atletas trans, não são suficientes para torná-los justos para as mulheres atletas.

Reuters cita o estudo, afirmando que os níveis reduzidos de hormônios masculinos em “homens em transição” ainda são “significativamente mais altos” do que os das mulheres. Os autores do estudo dizem, também, que a redução da testosterona não compensa outras características masculinas, como estrutura óssea, e maior tamanho e capacidade do pulmão e do coração, os quais dão ao atleta trans a vantagem biológica. Para tornar a situação realmente justa, os autores do estudo sugerem que toda uma nova categoria seja criada para atletas transexuais competirem entre si.

O Instituto Karolinska, na Suécia, apresentou resultados semelhantes. Ele conduziu um estudo sobre homens que procuravam fazer a transição para a “mulher” transexual e relatou no ano passado que, mesmo após um ano de tratamento para a “transição sexual” (supressão da testosterona), força muscular, tamanho e composição ainda resultavam em vantagem para as “mulheres” trans em relação às mulheres biológicas. Ninguém sabe quanto tempo um homem deve estar sob esse tratamento antes que o campo de jogo esteja nivelado, ou se ele realmente poderá algum dia estar nivelado.

 Esses tipos de resultados causaram uma grande preocupação ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

O jornal The Guardian informou em setembro que se esperava que o COI diminuísse o nível de testosterona permitido aos homens em transição para competir contra as mulheres. Com descobertas como essa, no entanto, alguns estão discutindo que o que foi planejado não é suficiente para torná-lo justo.

As diretrizes atuais dizem que a exigência de nível de testosterona deve estar abaixo de 10 namol/l por pelo menos 12 meses. Os níveis de testosterona nas mulheres tendem a variar entre 0,12 e 1,79 nmol/l, enquanto os homens estão tipicamente entre 7,7 a 29,4 nmol/l. Um membro do COI sugeriu reduzir os níveis permitidos para a transição de homens para 5 nmol/l, abaixo da maioria dos homens, como um compromisso. O COI adiou uma decisão final porque ninguém parece concordar porque é tão “politicamente sensível”.

O que quer que aconteça com essas leis nos vários estados dos EUA, a controvérsia sobre atletas transexuais provavelmente não será resolvida tão cedo. As Olimpíadas de Tóquio começam em julho.

Algumas atletas de alto nível, como a excelente tenista Martina Navratilova, a olímpica britânica Kelly Holmes e a maratonista Paula Radcliffe, alertaram que permitir que mulheres trans compitam contra mulheres biológicas nunca pode ser justo e potencialmente causará grandes danos ao esporte feminino.

A nadadora olímpica britânica de 1980 Sharron Davies disse ao Guardian: “Acredito que exista uma diferença fundamental entre o sexo com o qual você nasceu e o sexo com o qual você pode se identificar. Para proteger o esporte feminino, as pessoas com vantagem sexual masculina não devem poder competir no esporte feminino.”

 No quadro geral, o cristianismo vê o debate sobre identidade de sexo como uma batalha sobre o que é real e o que não é – em outras palavras, como somos criados.

O evangelista americano Franklin Graham diz que o caos sexual que se desenrola diante de todos é o resultado da sociedade abandonando os ensinamentos básicos da Bíblia, e vai muito além do esporte. “Os grupos de mulheres estão justamente pedindo às autoridades esportivas que acordem para essa injustiça. Eu concordo, mas acho que o despertar precisa ir muito mais longe. Pais, professores, autoridades locais… todo mundo precisa acordar para os perigos da mentira da transexualidade. Deus criou homem e mulher. Somos feitos diferentes, até o nosso DNA”, disse Graham.

(Conexão Política)

Leia mais sobre transexuais aqui.

Piada com gay é homofobia; piada com Jesus gay é arte (mundo estranho)

portaO especial de Natal do Porta dos Fundos na Netflix deste ano já provocou abaixo-assinados, milhares de manifestações a favor e contra, e até um parecer do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. Só faltou mesmo ser engraçado, mas esta é outra história.

Não é a primeira vez que o próprio grupo Porta dos Fundos faz esquetes “zoando” figuras cristãs. Gregório Duvivier tuitou justificando seu ataque: “No dia em que o Brasil tiver uma bancada muçulmana no congresso, um aiatolá for dono de um canal de tv, o slogan do presidente for alá acima de todos, e pessoas berrarem nas ruas se eu conheço a palavra de Maomé, aí você me cobra algo sobre o islã.”

A publicação revela muito sobre a visão de mundo do suposto humorista. Ele genuinamente acha que o Brasil é o equivalente evangélico de nações como a Arábia Saudita ou Paquistão, onde a sharia é a lei. Gregório luta contra um fascismo imaginário, como costuma afirmar Guilherme Fiuza. Vive a denunciar censuras e uma ditadura que não existem. Agora, crê piamente que o Brasil é um Evangelistão, desprezando e fazendo troça dos símbolos cristãos, numa típica atitude de adolescente revoltado que tenta chocar o máximo possível para chamar atenção dos pais.

Mas o ataque encerra em si muito mais que piadas bobas e uma tentativa de provocar muito barulho. Em um artigo (exclusivo aqui no Brasil na Gazeta do Povo) tratando da realidade americana, o colunista Dennis Prager acertou em cheio o que também está se passando por aqui.

A esquerda vê no cristianismo seu principal inimigo ideológico e político. E está certa nisso. A única oposição organizada e de larga escala contra a esquerda vem da comunidade cristã tradicional – protestantes evangélicos, católicos tradicionais e mórmons fiéis [além de outros] – e de judeus ortodoxos”, escreve Prager.

É só lembrar como a ex-presidente Dilma Rousseff mudou sua percepção sobre o aborto. Em 2009 se disse favorável. A comunidade pró-vida, constituída por cristãos em sua maioria, chiou, com razão, e a então presidente mudou de ideia com medo de perder votos e apoio.

Talvez Gregório Duvivier não planeje os ataques de forma tão premeditada – até porque para isso seria necessário ter uma sólida formação intelectual. Mas, ao fazê-lo, segue à risca o roteiro pré-determinado de parte da esquerda que deseja impor sua agenda sem resistência.

Mais uma vez, recorro a Dennis Prager para revelar por que a esquerda desafia abertamente o cristianismo, mas ao mesmo tempo se cala sobre os excessos do mundo islâmico:

“A esquerda entende que quanto mais as pessoas acreditam no cristianismo (e no judaísmo), menor a chance de a esquerda ganhar o poder. A esquerda não se preocupa com o Islã, porque o percebe como um aliado em sua guerra contra a civilização ocidental e porque os esquerdistas não têm coragem de enfrentá-lo. Eles sabem que o confronto com os religiosos muçulmanos pode ser fatal, enquanto o confronto com cristão não implica riscos.”

De fato, nunca foi tão fácil calar os cristãos. No Brasil, os que ficaram indignados com o especial do Porta dos Fundos foram tachados de extremistas, radicais e fundamentalistas. Houve quem, apelando para a desonestidade intelectual, disse que o grupo estava sob censura – não se sabe de quem.

Leandro Ramos, um dos humoristas do programa igualmente sem-graça “Choque de Cultura”, mostrando um espírito de classe quase beirando o espírito de porco, também foi às redes sociais para manifestar sua preocupação com um Brasil supostamente tomado pelo extremismo religioso. “Se a gente não se organizar o Brasil vira um país evangélico-fundamentalista”, escreveu.

O Brasil não corre nenhum risco disso acontecer, mas expressar esse tipo de preocupação, citar o livro O Conto de Aia e dizer que o Brasil vive uma distopia pega bem em certos círculos (pseudo)intelectuais.

Você, leitor, conhece bem o tipinho: é o sujeito que precisa quebrar um tabu por dia — ou fingir que está quebrando. Eu até concordo que alguns realmente precisam ser quebrados. Que tal começar pelo tabu do humorista brasileiro que não faz rir?

(Jones Rossi, Gazeta do Povo)

Repúdio: ataque ao prédio da produtora do grupo humorístico Porta dos Fundos

portaNa terça-feira, véspera de Natal, dois coquetéis molotov foram lançados dentro do prédio da produtora do grupo humorístico Porta do Fundos, no bairro Humaitá, no Rio de Janeiro. Graças à reação de um segurança que estava no local, as chamas não se transformaram em incêndio. Imagens das câmeras de segurança mostram que ao menos três pessoas participaram do ataque. “Não vão nos calar! Nunca! É preciso estar atento e forte”, disse o ator Fábio Porchat, um dos integrantes do Porta dos Fundos, logo após a notícia vir a público. A polícia descartou atentado terrorista, e um grupo fanático autointitulado Ação Integralista Brasileira assumiu o ataque. Também conhecidos como camisas verdes, os integralistas são contra o comunismo e a esquerda, mas também discordam do liberalismo econômico defendido pela direita.

A suspeita é de que o ataque tenha sido motivado pelas produções em que o grupo Porta dos Fundos faz humor debochando da fé cristã, como no mais recente filme divulgado justamente na época do Natal, intitulado “A Primeira Tentação de Cristo”, no qual o Salvador é apresentado como um personagem gay, envolvido em orgias e que se recusa a pregar o evangelho. Muitos textos e vídeos foram divulgados com críticas às blasfêmias do grupo, que também já apresentou “Jesus” em situação pornográfica (confira), mas até aí tudo mais ou menos bem. Fazem parte da democracia as ações e reações, inclusive via Justiça. Fazem parte da democracia as discussões sobre liberdade de expressão, respeito e liberdade religiosa. O que não se pode tolerar é o fator violência, como aconteceu no atentado promovido por radicais islâmicos à redação da revista francesa Charlie Hebdo, em 2015 (veja aqui e aqui), e como aconteceu recentemente no Rio de Janeiro.

Antes de tomar conhecimento do ataque à produtora do Porta dos Fundos, eu compartilhei em meu Facebook o seguinte texto, de José Luiz dos Santos:

“Genial não é quem choca, não é quem agride com sua pseudoarte. Genial é quem surpreende e acolhe. Há 20 anos chegava aos cinemas o filme ‘O Auto da Compadecida’, baseado na obra do mestre Ariano Suassuna. O filme trazia um Jesus negro, uma Maria idosa, uma estória de adultério, um trambiqueiro, um mentiroso, um monte de cangaceiros, um padre e um bispo bem interessados em dinheiro. Mas sabe de uma coisa? Foi escrito por um gênio! Foi escrito sem agredir, com doçura e delicadeza. Com respeito e bondade. Em nada ofendeu os católicos, evangélicos ou qualquer outra vertente do cristianismo. Não levantou bandeiras, mas foi a obra mais inclusiva que o Brasil já teve, colocando um negro sentado no trono de Cristo. Não, nós cristãos não nos doemos com tudo. Não venha dizer que nós não temos senso de humor ou somos racistas por estar revoltados com a afronta do Porta dos Fundos. Ninguém, nunca, jamais, em tempo algum cogitou processar Ariano Suassuna por conta da obra dele [nem teria por que]. Arte é arte, afronta é afronta. Vamos tratar cada coisa conforme a sua natureza. Artista é artista. Canalha é canalha. Tenho dito!”

Repito: esse texto foi compartilhado antes que eu tivesse tomado conhecimento do ataque no Rio de Janeiro, e continua sendo uma boa comparação e uma breve análise interessante sobre os limites do humor; sobre a arte e o deboche puro e simples (até o humorista Renato Aragão, o Didi, chamou atenção para isso). Mas também repito: violência nunca pode ser justificada. O verdadeiro cristão jamais reagiria à afronta lançando coquetéis molotov nos outros. O verdadeiro cristão sofre, fica indignado e até se revolta, mas foi ensinado pelo Mestre a dar a outra face – e exatamente por isso frequentemente é alvo de escárnio.

Não se podem tolerar incendiários, nem homicidas esfaqueadores de políticos, nem qualquer outro tipo de pessoa que se vale da violência como “recurso”.

Uma das muitas reações ao post no Facebook foi a do meu amigo presbiteriano Otávio Cardoso Filho. Ele escreveu o seguinte: “Não gostou do episódio, não assiste e entrega pra Deus. A vingança é dEle (Romanos 12:19). […] Há muitos e muitos sinais que apontam para a volta de Cristo em breve. Dentre eles, apontaria o esfriamento no amor de muitos. […] Onde [estão] os mesmos cristãos quando ‘pastores’ pedem dinheiro, vendendo a fé para andarem de jatinho? […]”

Concordo com o que Otávio diz sobre o esfriamento do amor, inclusive o de humoristas que desrespeitam o sentimento religioso de milhões de pessoas; e o esfriamento do amor de gente que reage a isso com fogo. A punição com fogo, no fim do milênio bíblico, é prerrogativa divina; o “ato estranho” (Isaías 28:21) de um Deus que, antes da sentença, oferecerá inúmeras oportunidades de arrependimento. Justamente por isso oro pelos humoristas e pelos agressores.

Otávio fala também da omissão de alguns cristãos. Não sei quanto a esses omissos, mas eu já critiquei pastores que viajam de jatinho particular (veja aqui) e a nefasta “teologia” da prosperidade (veja aqui). Mercadores da fé, falsos profetas e escarnecedores (2 Pedro 3:3) se unem aos corações de pedra para compor o cenário profético que antecede a volta de Jesus.

Concluo com as palavras de Fábio Porchat: “Não vão nos calar! Nunca! É preciso estar atento e forte.” Sim, não podemos nos calar. Mas que nossas palavras, ainda que firmes, sejam sempre temperadas com amor, respeito e bom senso. No entanto, se for para usá-las para magoar e desrespeitar, o silêncio será será sempre uma boa opção.

Michelson Borges

Canadá: tentaram legalizar “parcialmente” sexo com animais

zoofiliaA Suprema Corte do Canadá decidiu na quinta-feira (9) que determinados atos sexuais entre humanos e animais são legais. Em uma decisão inesperada, absolveram um homem que estava sendo julgado por estuprar suas próprias filhas da acusação de “bestialidade”. O homem teria “passado manteiga de amendoim nas genitais de suas vítimas enquanto o cão da família lambia, ele filmou o ato”. Por sete votos a um, os juízes decidiram que é admissível os seres humanos terem contato sexual com animais desde que não haja “penetração”. Em sua decisão, o tribunal decidiu que a legislação atual não define claramente o que é considerado bestialidade no país.

Os advogados do homem que entrou com o pedido, conhecido apenas pelas iniciais DLW, usaram a falta de clareza da lei para anular acusações contra seu cliente. Conforme relatado pelo jornal The Independent, a Suprema Corte entende que “na essência, a penetração é o ato que determina o crime”.

Mesmo assim, DLW continuará cumprindo sua sentença – ele foi condenado a 16 anos de prisão. O pedido de anulação dessa acusação era uma tentativa de diminuir a pena. A juíza Rosalie Abella, única a votar contra, afirmou que “atos sexuais com animais são inerentemente um desvio, mesmo que não haja penetração”.

A decisão irritou ativistas pelos direitos dos animais. Camille Labchuk, que lidera a ONG ANimal Justice, reclamou: “A partir de hoje, a lei canadense dá aos abusadores permissão para usar animais para sua própria satisfação sexual.” Para ela, “isso é completamente inaceitável, contrário às expectativas da sociedade, e não pode ser autorizado a continuar”. Afirmou ainda que isso apenas motiva sua luta por uma reforma na legislação de proteção aos animais. Ela não comentou o fato de crianças serem as vítimas do caso.

Condenada desde os tempos bíblicos (Levítico 20), a prática vem sendo debatida em outros países. Nos Estados Unidos, recentemente um homem de 61 anos de idade foi preso em Ohio por cometer atos sexuais com cães. Os ativistas dos direitos dos animais exigiram que o Estado tornasse mais explícito que o sexo entre humanos e animais está proibido pela lei estadual. Na verdade, Ohio é um dos 11 estados norte-americanos que não possuem quaisquer leis antibestialidade. Isso tem dado margem para que os processos sejam encerrados sem condenação.

O jornal Daily Mail revelou uma tendência na Europa, os chamados “bordéis animais”, onde muitas pessoas querem exercer seu direito de praticar sexo com animais como mais uma “opção de vida”. Na Alemanha, por exemplo, a bestialidade foi legalizada em 1969 para casos em que o animal não seja maltratado “de forma significativa”. Dinamarca e Noruega possuem legislação semelhante, permitindo o ato “desde que os animais não sofram”. No Brasil, a lei prevê detenção de um a três anos e multa a quem comete ato de zoofilia ou bestialidade. (Com informações de Breitbart e The Independent.)

(Olhar Animal, via Gospel Prime)

Nota 1: Quando uma porta é aberta, fica difícil impedir o que entra por ela. Ou, como diz o ditado popular, onde passa boi, passa boiada. Quando relativizaram o conceito de casamento bíblico heteromonogâmico, os relativistas abriram caminho para todo tipo de aberração. E a tendência é a porta ir se abrindo cada vez mais. [MB]

Nota 2: A notícia acima, embora tenha sido divulgada recentemente, refere-se a algo ocorrido alguns anos atrás. Houve uma reversão (confira), mas é certo que novas tentativas deverão ocorrer lá e em outras partes do mundo.

Leia mais sobre zoofilia aqui.

A mais nova blasfêmia do Porta dos Fundos em parceria com a Netflix

a-primeira-tentacao-de-cristoA trupe Porta dos Fundos mais uma vez se une à Netflix para produzir um especial de Natal. Depois de “Se Beber, Não Ceie”, lançado em dezembro de 2018, o grupo de humoristas estreia “A Primeira Tentação de Cristo”, filme que contará a história de Jesus depois de enfrentar os 40 dias de tentação no deserto e celebrar o seu aniversário de 30 anos. Cheio de referências da cultura pop, ironias sobre a construção familiar, bons costumes e relações afetivas, a comédia é uma tentativa da Porta dos Fundos mais uma vez emplacar um sucesso na Netflix. Aliás, vale lembrar que o novo longa não é uma continuação do filme de 2018. Com humor ácido e sem papas na língua, o especial de Natal é uma versão estendida das esquetes que o grupo vem fazendo desde sua estreia no YouTube, passando pela TV e, por fim, pela plataforma de vídeo sob demanda, a Netflix. […]

O roteiro assinado por Fábio Porchat, Gustavo Martins e colaboração de Gabriel Esteves ganha nas [des]engraçadas interpretações dos atores ou na improvisação, mas falha nas piadas escritas. Acabou ficando aquém do ótimo [sic] “Se Beber, Não Ceie”. E a direção de Rodrigo Van Der Put se perde ao longo da trama, tornando o longa levemente cansativo [se esse fosse o único problema…]. […]

(Tribuna PR)

Nota: Os muçulmanos que me perdoem, mas eu queria ver se o Porta dos Fundos realmente teria coragem de fazer uma comédia com Maomé. É típico dos covardes atacar aqueles que eles sabem que não vão revidar. Quando faltam boas ideias, criatividade e humor de verdade, o jeito é apelar e blasfemar para “causar”. Deus tenha misericórdia dessas pobres almas. [MB]

Leia também: “Blasfêmia sem limites: Porta dos Fundos apresenta ‘Jesus pornô’”

Transgênero fora do mundial feminino de handebol por veto das companheiras

1A jogadora australiana de handebol Hannah Mouncey, que em 2013 competiu na equipe masculina com o nome de Callum, denuncia veto das jogadoras. A federação está estudando o caso. Em janeiro de 2013, a equipe australiana de handebol foi “atropelada” pela Espanha numa derrota com contornos de humilhação e resultado final de 11-51. Na equipe estreava um novo goleador australiano, Callum Mouncey, uma fortaleza de 23 anos, 100 quilos, cabelo loiro e 1,90 metro, que nesse jogo se destacou marcando quatro gols pelos “aussies”. Mas ninguém podia imaginar a história por trás do jogador e, sobretudo, o que estava por vir: agora chamada Hannah Mouncey, ela [sic] é uma atleta transexual e pretendia disputar o Mundial feminino que começou no fim de semana passado no Japão, seis anos depois de competir na categoria masculina.

Ela [sic] estava convencida de que seria selecionada, mas no último minuto seu nome não surgiu na convocatória. Hannah quis saber por que e descobriu que as companheiras de equipe tinham vetado seu nome e rejeitam sua presença nos vestiários e chuveiros femininos. A história é contada na edição desta quinta-feira do jornal espanhol El País.

A Federação Australiana de Handebol nega que a discriminação sexual seja o motivo da exclusão de Hannah, mas um tribunal da federação está analisando o caso.

Vários comentaristas dizem que, na verdade, se a Austrália está competindo no Mundial, isso se deve aos gols de Hannah Mouncey – logo na estreia pela equipe feminina, na fase de acesso há um ano, ela marcou 23 gols em seis jogos, gols fundamentais para o apuramento. No entanto, ela confessa que sua integração no dia a dia da equipe foi difícil e cheia de atritos.

“Nunca me senti parte do grupo. Conversei com a treinadora muitas vezes e ela me dizia que era a melhor pivô da equipe”, revela Hannah citada pelo El País. Mas depois de ter visto seu nome na lista das 16 eleitas, vem agora acusar um grupo de jogadoras de boicotarem sua presença no Mundial.

“Parece que meia-dúzia de jogadoras reclamaram que não queriam que eu usasse os mesmos vestiários e chuveiros que elas”, denuncia Hannah Mouncey. “A razão oficial que deram para minha exclusão foi uma suposta má forma, mas a própria treinadora reconheceu que esse não era o motivo real”, diz Hannah, que continua a fazer tratamento hormonal devido à mudança de sexo. “Eu passei em todos os testes físicos.”

Embora a convivência com as colegas fosse complicada, em campo Hannah mostrava sua superioridade. “Em agosto, houve um jogo amigável e eu concordei com a treinadora em ficar fora da equipe porque estávamos preocupadas que as outras seleções pudessem protestar e complicar o apuramento para o Mundial. Mas até àquela altura eu fazia parte de todas as convocatórias”, esclarece a atleta [sic] que revelou nunca ter tido qualquer problema desse tipo no seu clube, o Melbourne.

A Federação australiana já veio dizer que a exclusão de Hannah Mouncey nada teve a ver com discriminação sexual. “Existe um comitê de seleção e posso confirmar, como presidente desse órgão, que essa alegada questão dos chuveiros não fez parte das discussões”, admitiu Bronwyn Thompson, secretário-geral da Federação, que recusa dar mais pormenores devido à “confidencialidade das reuniões”. Confirma, ainda assim, que o caso está sendo analisado por um tribunal da entidade, mas não deu mais informações.

“Escrevi um email à Hannah quando vi um tweet dela depois de a lista de jogadoras convocadas para o Mundial ter sido conhecida, mas ela não me respondeu. Ela podia ter feito uma reclamação e não o fez”, disse ainda o secretário-geral da Federação.

“Eu não sabia que podia apelar”, reconhece a jogadora [sic]. “Mas para quê? Quem quer fazer parte de uma equipe que não te aceita como és?”, pergunta a atleta.

2Hannah Mouncey, agora com 30 anos [e na foto ao lado como era há alguns anos], admite que demorou muito tempo para aceitar que era diferente dos outros. “Tinha medo. Admiro muito os jovens que não se importam com o que as pessoas pensam deles”, diz na sua entrevista ao jornal El País.

Ela [sic] só deu o grande passo quando já tinha 24 anos. “Comecei o tratamento hormonal em 2015, quando voltei do torneio masculino pré-olímpico no Catar. E, honestamente, eu não deveria ter ido, não estava bem mentalmente “, confessa agora.

Por causa da medicação, a jogadora [sic] esteve sem competir durante um ano. Mas depois dessa paralisação e sob tratamento de estrogênio, ele pôde voltar à competição, mas agora pela equipe de sexo feminino. “Como perdi testosterona, estou mais lenta, menos resistente e tenho menos força nas pernas”, diz.

Mas isso não a [sic] impediu de estrear pela seleção nacional na qualificação para o Mundial, há um ano. Faria depois mais seis jogos e 23 gols e todos achavam que iria ao Mundial do Japão, mas acabou por ficar em terra à última hora. Agora, sobram-lhe perguntas para as quais não tem resposta.

(JN)

Nota: Vire o mundo ao contrário. Depois queixe-se de quem insiste em mantê-lo direito.

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A moda sexy empodera ou coisifica?

beyonceALERTA! Discordo de muitas coisas ditas no artigo abaixo, mas creio que ele serve de reflexão sobre o problema dos extremos e do abandono do conceito de modéstia cristã [MB]

Tangas minúsculas, vestidos de macramê, tops mínimos, unhas quilométricas, cílios postiços… Tendências que há meses enchem as ruas e as contas de Instagram de adolescentes e jovens e que são mais globais, públicas e midiáticas do que nunca: podem ser símbolos do empoderamento das mulheres? Qualquer escolha de uma mulher é feminista? Essa decisão é realmente livre? O debate está aberto e tem algo de geracional. Diante de uma ampla corrente de feministas que viveram a agitação do movimento durante as últimas décadas e que pensam que a moda sexy coisifica, um grupo menor, mas crescente, defende que a mulher têm o poder exclusivo de sexualizar sua pele, se assim o desejar, e que isso a empodera. É muito fácil encontrar exemplos que foram objeto de discussão: a roupa da apresentadora Cristina Pedroche nas campanadas da véspera de ano-novo, o topless da atriz feminista Emma Watson na estreia de “A Bela e a Fera”, a maneira de vestir de Beyoncé e suas bailarinas…

A hipersexualização do corpo feminino se generalizou a partir dos anos sessenta, com o neoliberalismo e uma revolução sexual que, com o tempo, o feminismo criticou por não ser uma revolução. O que significaria uma ruptura com os papéis sociais e a moralidade dos relacionamentos acabou sendo uma transição de donas de casa a capas de revistas e coxas e seios reluzentes na publicidade. A socióloga Rosalind Gill contou em Cultura e Subjetividade em Tempos Neoliberais e Pós-feministas como nos anos noventa percebeu o nascimento de uma nova figura para vender: a de uma mulher jovem, atraente e heterossexual que “joga consciente e deliberadamente com seu poder sexual, sempre disponível para o sexo”.

Nessa dupla face da liberdade de construção de gênero, Gill diz que as jovens são encorajadas com o discurso do “poder feminino”, enquanto seus corpos são “reinscritos poderosamente como objetos sexuais”. Por um lado, são apresentadas como sujeitos sociais ativos que desejam. Por outro lado, estão sujeitas a um “nível sem precedentes de escrutínio e vigilância hostil”. A filósofa Alicia Puleo chama essa era de “patriarcado de consentimento”. Se as donas de casa existiam antes em um sistema que fomentava a coerção, a repressão à sexualidade, o ocultamento, agora “não se manipula tanto a proibição quanto o incentivo e o incitamento a determinados comportamentos, à produção de desejo”.

Se vende como empoderamento aquilo que sustenta e afirma a feminilidade normativa mais tradicional e patriarcal, aponta Rosa Cobo, escritora e professora de Sociologia de Gênero. A moda, enfatiza, é um dos canais através dos quais o patriarcado, que até meados do século 20 disse às mulheres para se cobrirem bem, agora pede o contrário (despir-se, raspar o púbis, usar salto alto…). “Não existem tangas feministas ou vestidos feministas”, acrescenta a filósofa Ana de Miguel. “O feminismo não é um rótulo, nem a roupa é feminista. O feminismo é usar a cabeça para pensar; neste caso, para pensar o que querem me vender.” E como. E por quê.

Ana de Miguel recorda uma aula de filosofia social em 2005, na qual viu suas alunas iguais: “Tinham cabelos muito longos e lisos. Perguntei a elas por que e me responderam que era o que tinham escolhido, que era sua particularidade, que gostavam, cada uma delas, em particular.” Dessa aula ficou a máxima de que, dada a diversidade humana, quando tantas pessoas tomam a mesma decisão essa escolha não responde a uma ação totalmente livre, mas a algum tipo de pressão mais ou menos explícita.

Como discernir entre liberdade e imposição por construto social? Segundo a filósofa Puleo, escolhendo qual modelo é melhor para nossa liberdade e o que a restringe: “O corpo, como o feminismo demonstrou, é construído. O problema é que as condições materiais às quais este se submete também determinam os estados de consciência. E isso nos transforma em um corpo que vive apenas para o olhar do outro.”

Em 1998, Barbara Lee Fredrickson, professora de Psicologia da Universidade da Carolina do Norte, pediu a alguns estudantes que entrassem em um vestiário, colocassem um pulôver ou um maiô de banho e, durante dez minutos, fizessem uma prova de matemática. As moças que fizeram isso em trajes de banho tiveram resultados significativamente piores do que aquelas que usavam pulôveres. Nos rapazes não houve diferença. A Associação Americana de Psicologia acolheu esse estudo e concluiu que a sexualização e a objetivação das meninas solapam a confiança e o conforto com o próprio corpo, o que acarreta consequências emocionais negativas, como vergonha ou ansiedade.

Duas décadas depois, o cânone de beleza patriarcal foi sendo alimentando e transformado em negócio, enfatiza a socióloga Rosa Cobo: lojas de unhas, academias de ginástica, determinadas revistas… O capitalismo, aponta, tem uma “extraordinária capacidade” de, a partir da ideia da liberdade individual, monetizar a feminilidade “exaltada”. Ela está surpresa: “Nunca pensei que toda a luta feminista do século 20 pudesse desembocar aqui.”

Um aqui que, resume a filósofa Ana de Miguel, é de coisificação e dissociação. Se o pensamento cartesiano deu aos homens a mente e às mulheres o corpo e a emoção, o que as levou a ser “meras reprodutoras, cuidadoras e objetos sexuais”, hoje se reformulam as estratégias para manter em vigor o patriarcado de consentimento. “A liberdade de escolha é usada como exploração. A mensagem é que seu corpo é seu melhor recurso, sua mercadoria”, opina. Afirma que as jovens recebem a mensagem de que não conseguirão o emprego nem o salário que desejam, e de que a liberdade ao alcance é escolher o tamanho das unhas e das roupas íntimas. “Vendem como liberdade uma mensagem neoliberal: não há limites para o que se pode comprar ou vender.” Inclusive o corpo. Principalmente o delas. “A liberdade de escolha só pode se dar em uma sociedade igualitária. E é claro que não é esta.”

Do outro lado estão vozes como a da modelo Emily Ratajkowski, abertamente feminista, que apareceu seminua no videoclipe da canção Blurred Lines e argumenta que sabe que está “jogando em uma sociedade patriarcal” e “capitalizando sua sensualidade” por opção. Essa forma de ver o corpo é compartilhada, com mais ou menos fundamento, por cantoras, atrizes, escritoras ou ativistas. O movimento Femen devolve conteúdo político a algo tão sexualizado quanto os seios – assim como fez a cantora e compositora chilena Mon Laferte na última cerimônia do Grammy Latino. O movimento “Free the Nipple” combate a censura aos mamilos femininos nas redes sociais. Publicações independentes como a revista Salty têm capas sugestivas com mulheres fora do cânone de beleza ocidental.

Nessa linha poderia entrar Polly Vernon, autora do livro Hot Feminist (2015). Ela não acredita que as imagens com as quais somos bombardeados sejam, por definição, prejudiciais: lembra que cresceu rodeada pela primeira geração de supermodelos e que pensava: “Elas são incríveis”, mas não se odiava por não ser como elas. “Algo aconteceu nessas décadas para que as mulheres se sintam cada vez mais desconfortáveis ao olhar para outras mulheres muito bonitas. É uma pena.” Em sua opinião, ensinar as adolescentes que a sensualidade as transforma em vítimas automáticas é “uma das mensagens mais desencorajadoras e prejudiciais da era moderna”.

(El País)

Nota: De certa forma, essa busca da liberdade que parece ter tirado as mulheres de uma prisão e as levado para outra se assemelha ao fenômeno dos transexuais que estão invadindo o esporte feminino causando revolta. Buscou-se tanto a liberdade de forma quase irrestrita, que agora não se sabe o que fazer com ela… [MB]