O esgoto da música quer deixar de ser a exceção para virar a regra

A sociedade já conhecia um gênero do funk chamado “proibidão”. Trata-se de arranjos sonoros cujas palavras refletem a pornografia explícita. Por isso mesmo não são divulgados de modo ostensivo por aí, daí seu nome. Foram feitos para bailes que promovem um ambiente voltado ao sexo. Nunca se viu esse tipo de coisa com bons olhos, é verdade, mas sua ocorrência era relevada pela sociedade em virtude da restrita divulgação desse tipo de material, bem como diante do contexto social das favelas – onde vivem pessoas pobres, com pouco ou nenhum acesso ao estudo e à cultura, sequer tendo saneamento básico, convivendo com o esgoto a céu aberto lado a lado. Não era de se esperar, portanto, que a própria função criativa espelhasse a realidade em que viviam. Essa era, então, a exceção.

Alguns “artistas”, no entanto, insistem em tentar fazer a exceção virar a regra. Acham que quem tem a coragem de forçar mais certamente lucrará mais. É o que podemos pensar quando vemos a coragem que a pretensa cantora Luisa Sonza teve ao publicar aquela coisa chamada “Flores” no YouTube. Parece a versão musical de um vídeo de pornochanchada qualquer, com falsetes bem falsos, rasos e improvisados, e, para quebrar, uma coreografia que é basicamente um coito. Só não é chamado de “proibidão” porque não é funk.

Não pude deixar de associar a vã tentativa da pseudocantora a uma frustrada investida do igual “cantor” Latino ao fazer uma cópia de péssimo gosto do então hit da época “Gangnam Style”, cujo nome na sua péssima versão adaptada era “Despedida de Solteiro”. E assim dizia a “canção”: [prefiro não reproduzir a baixaria inacreditável]. E assim uma música que era divertida, e até crítica em sua versão original, ao cair em terras brasileiras, foi imediatamente uma vítima da pornografia sonora.

Para fins de comparação, a “canção” de Luísa Sonza não vai muito longe: [simplesmente irreproduzível, tamanha a baixaria].

Latino também havia lançado sua “produção artística” no YouTube. Se o fez, esperava sucesso. Mas todos lembramos da consequência: o efeito foi o oposto. A aversão deu lugar à adesão. As pessoas ficaram desgostosas com o fim que uma música divertida teve. E, pior: Latino não vivia no mesmo contexto fático das favelas para ter a “licença social” de promover tamanha baixaria. Um youtuber da época fez sua própria versão na música para achincalhar o Latino: […] dizia o protesto sonoro ao Latino depois de dizer que ele teria estragado uma canção com a baixaria que tentou promover. A discussão foi parar na TV. Latino, no ostracismo. Acabou.

Dizem que as pessoas espertas tendem a aprender com os erros dos outros – esse definitivamente não é caso de Luisa Sonza, que deixou isso bastante claro ao subir esse tipo de material no YouTube, incidindo no mesmo erro de Latino, e, como não poderia deixar de ser, acumula mais de 2 milhões de “dislikes” na plataforma. Mais uma vez, a expectativa de adesão se converteu na feliz realidade de aversão, e, para variar, não existia a “licença social” para relevar a grave falha da “cantora”.

Afinal, o que têm em comum Luisa Sonza e Latino?

É simples: ambos apostam no sexo. Mas por quê? Porque, na concepção deles, somos animais que consomem esse tipo de material a rodo, portanto faria sucesso. E aí subiram essas coisas nojentas no YouTube. Eles nos olham de cima para baixo, nos encaram como galinhas e nos atiram milho barato, na expectativa de que nos alimentemos deles.

Esqueceram de avaliar, no entanto, se o milho não seria duro demais.

Para entender melhor isso, vamos observar a circunstância em que vive a nossa sociedade. Nunca houve tanto desapego à alta cultura, nunca houve tanto apego às superficialidades.

A rede social mais badalada do momento é o Twitter, famoso por dar voz e alcance a qualquer tipo de escória e onde quem não pense de acordo com a escória é alvo de brutalidades da qual esse grupo se vale para se impor. A culpa não é da plataforma, mas sim de quem faz uso dela para emitir opiniões e argumentos absolutamente sem profundidade, e, portanto, sem valor. Por serem maioria, dominam os demais pelo uso da coerção – humilhações, assaltos verbais e constrangimentos públicos são as armas que usam contra quem se arriscar a expor uma opinião diferente daquela que é aceita pela maioria. Lembro-me que José Saramago, a respeito da rede social, disse que “os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.

Sim, o ser humano é também um animal [sic]. Às vezes nos esquecemos disso, porque temos racionalidade, fomos uma espécie abençoada com essa característica. Contudo, quando a racionalidade é implodida, a animalidade [pecado] volta a dar suas caras. A sociedade torna-se violenta, acriativa, atrasada tecnologicamente e altamente sexualizada. A demanda por sexo explode e ele precisa estar presente em todos os produtos de longo alcance para que tenham sucesso no mercado, como é o caso do entretenimento.

Essa é a realidade para uma parcela da sociedade. Mais especificamente, pode ser a realidade dos seguidores da Luisa Sonza no Twitter.

O erro é achar que a sociedade inteira chegou a tal estágio. O funk “proibidão” não está tocando livremente por aí por algum motivo: ele tem hora e lugar para ser reproduzido, ou seja, para que as pessoas adiram a ele em um momento circunstancial, não dentro do cotidiano. É um produto que tem utilidade em um momento específico.

As “músicas” de Luísa Sonza e Latino, contudo, não fazem essa distinção. Uma vez enviadas a um espaço público como o YouTube, de logo se constata uma tentativa de inseri-las no cotidiano das pessoas, como se a baixaria fosse o “novo normal” e que as pessoas consumiriam isso automaticamente.

A classe artística “gourmet”, por viver na sua bolha de animalidade, acha que a sociedade inteira é assim, e pior, o tempo todo. Por que, se até os produtores de funk sabem que isso não é verdade?

É simples: porque eles não se julgam “iluminados”. A classe artística no Brasil tem um quê de aristocrática, é porta-voz de todas as bandeiras. Não raro se vê por aí a mídia noticiando que “artistas dizem isso e aquilo” como se fossem a elite do pensamento científico, filosófico e técnico do país. Na verdade, porém, não têm nenhum contato com o povo. Vivem nas suas bolhas e acham que aquele ambiente restrito é a realidade. Tomam uma parcela pelo todo, e, no fim, revelam que são ignorantes.

E aí vem uma situação pior, muitas vezes mais lamentável: Luisa Sonza acha que representa as mulheres.

A julgar pelo tipo de entretenimento que oferece, Luisa Sonza acha que o padrão-ouro feminino é a satisfação da lascívia masculina, sendo necessário, para tanto, se encher de plásticas, colocar duas salsichas no lugar da boca, se promover como cantora e descrever baixarias em suas composições. Luisa Sonza acha que o máximo que a mulher pode fazer está longe de qualquer trabalho intelectual e que o sucesso está atrelado ao modo vulgar com que utiliza seu corpo. Este é o sucesso para ela: o desejo sexual despertado no masculino – praticamente uma vagina ambulante, o sucesso feminino é medido de acordo com o desempenho da genitália sobre o falo masculino. Isso é reflexo de um contexto de autoestima conturbada, que não será tema deste post, mas é importante lembrar de sua existência.

Por isso mesmo ela entende que a música deve falar disso, a coreografia deve falar disso, ela se resume a isso: ao instinto, à faceta animalesca do ser humano, longe do intelecto e da racionalidade – longe da humanidade. Curiosamente, o fenômeno interessante é que algumas mulheres dizem que a aversão a Luisa Sonza é machismo.

Machismo? Luísa Sonza pode bem representar as fêmeas primatas [sic]. As mulheres, contudo, não. Quem quer a mulher longe de um papel de primata não pode ser considerado machista. Está na hora de o ostracismo fazer mais uma vítima.

(Cris Nicolau, via Facebook)

ONU sugere substituir “marido” e “esposa” por “cônjuge” e “namorado” e “namorada” por “parceiro”

onuA Organização das Nações Unidos (ONU) fez uma postagem nas redes sociais em que pede para que palavras como “marido” e “esposa” sejam substituídas por “cônjuge”. De acordo com a ONU, trata-se de uma campanha pela “linguagem neutra” e por um mundo mais igualitário. No mesmo tweet, há a orientação de que palavras neutras devem ser usadas quando não se tem certeza quanto ao sexo de alguém ou não se sabe como se referir a um determinado grupo. A lista da ONU com palavras em “linguagem neutra” contém ainda “namorado” e “namorada”, palavras que, para a organização, devem ser trocadas por “parceiro”. Há ainda expressões como “nome de solteira”, cuja sugestão é mudar para nome da família ou sobrenome.

O post, de 18 de maio, é mais um sinal dado pela ONU de sua relação com pautas consideradas permissivas no campo dos costumes, mas não é o único. Reportagem publicada pela Gazeta do Povo mostrou que [entre] as estratégicas da Organização Mundial da Saúde, vinculada à ONU, [está] fomentar o aborto durante a pandemia.

(Gazeta do Povo)

Nota: “Cá estou eu no meu jardim, minha querida esposa!” (Cantares 5:1). “Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-Se por ela” (Efésios 5:25). “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). Será que a ONU vai propor também que a Bíblia seja editada? Deus criou Adão e Eva, não Adão e Ivo ou Eva e Leia. Se o tivesse feito, você não estaria aqui lendo este texto. A Bíblia não emprega a tal “linguagem neutra” para se referir ao fato óbvio de que Deus criou dois sexos complementares, homem e mulher, os uniu e chamou a isso casamento. [MB]

Engravidar uma mulher é o objetivo de 15 homens em novo reality show

labor loveKristy é uma mulher bem-sucedida e recém-divorciada, que busca no programa correr contra o tempo para iniciar uma família, passando pelo sonho “esmagador” de namorar 15 homens ao mesmo tempo, conforme relatou em entrevista concedida à FOX News. [1] Porém, segundo palavras da apresentadora, Kristin Davis, juntos eles “vão pular o namoro e ir direto ao parto”. O colunista Stuart Heritage, do jornal britânico The Guardian, resumiu de forma excepcional essa nova série produzida pelo canal americano FOX com as seguintes palavras: “Um show de acasalamento […] em que o prêmio é um bebê de carne e osso na vida real.”[2]

Quando pensamos que já chegamos ao fundo do poço, quando o assunto é a podridão moral que esse segmento de reality shows oferece, aparece mais essa série. As sacralidades do matrimônio e da maternidade são indiscutivelmente postas ao escárnio nesse novo programa. Leiamos o que a Bíblia alerta quanto ao tema: “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros” (Hebreus 13:4, NVI)

O mundo do entretenimento, atualmente tem se rebaixado a um nível tão asqueroso que poderia colocar as cidades de Sodoma e Gomorra para trás na corrida pela deturpação moral. Não é à toa que até mesmo na visão secularista da análise publicada no jornal britânico The Guardian podemos ler: “Labour of Love é tão terrível que nem parece uma série de televisão. Parece um documento projetado para ser apresentado a Deus como um argumento para a total erradicação da raça humana.”[2]

O triste é ver tal conclusão surgindo de uma coluna secular, enquanto presenciamos cristãos também consumindo esse tipo de entretenimento. Afinal de contas, se barbaridades insanas como essa aparecem na TV, é porque existe público assíduo para consumir e tornar isso rentável para a emissora.

Enquanto vemos o mundo definhando em crises políticas cada vez maiores, um possível colapso financeiro sem precedentes, e uma pandemia que abalou os fundamentos da nossa sociedade, surgem programas televisivos como esse que ressuscitam expressões como “panem et circenses” (pão e circo), em que a população se diverte “catatônica” com a desgraça iminente que se aproxima.

labor love 2

Quando crianças, aprendemos na aula de Biologia sobre a pecilotermia, capacidade de alguns animais em regular sua temperatura corpórea de acordo com o ambiente em que estão imersos. Em um exercício mental de um experimento cruel e trágico, aprendemos que ao jogar um sapo em uma panela de água fria, e ir aquecendo a água gradativamente, temos por fim um sapo sendo cozido vivo sem saber o que estava acontecendo. Se pudéssemos trazer um grupo de pessoas do passado, e as juntássemos em um auditório para assistir a esses programas, provavelmente teríamos uma sala repleta de indignação, revolta e quem sabe alguns desmaios diante de tamanho horror.  Mas hoje o que presenciamos são aplausos e diversão, pois Satanás foi enxertando em doses homeopáticas suas imundícies ao ponto de sermos surpreendidos com séries abomináveis como “Labour of Love”. Fica evidente que o “sapo” está prestes a ser cozido sem se dar conta. Maranata!

(Saulo Higa é matemático e membro da Igreja Batista)

Referências:

[1] NAPOLI, Jessica. ‘Labor of Love’ star Kristy Katzmann talks her ‘relatable’ journey to motherhood on FOX’s new reality show. FOX News, 20 de Maio de 2020. Disponível aqui. Acesso em: 8/6/2020.

[2] HERITAGE, Stuart. Labor of Love: the baby-making reality show you won’t believe. The Guardian, 21 de Maio de 2020. Disponível aqui. Acesso em: 8/6/2020.

Nota: Num momento em que as pessoas deveriam estar compenetradas e conscientes de que este mundo ultrapassou seu prazo de validade, setores da mídia secular e da indústria cultural produzem horas e horas de lixo hipnótico para entorpecer mentes e poluir corações. Fique longe desses conteúdos! Não ponha coisas más diante de seus olhos (Salmo 101:3). Sugiro-lhe a leitura do meu livro Nos Bastidores da Mídia, a fim de desenvolver visão crítica e uma cosmovisão bíblica capazes de ajudá-lo na escolha daquilo que edifica. [MB]

Ódio e revolta se espalham: a volta da Revolução Francesa?

guilhotinaTendo como estopim outra evidência do esfriamento do amor (Mateus 24:12) – o assassinado de George Floyd –, as manifestações de revolta continuam por todo o mundo, saindo dos limites, com espancamento de inocentes, destruição de patrimônio, saques e ressurgimento de grupos anárquicos oportunistas. Tudo isso, mais a moral decadente no planeta, o relativismo moral e comportamental, a busca por uma religiosidade permissiva e focada no ser humano, me fez lembrar deste texto de Ellen White, escrito no século 19 [obs.: a foto ao lado é de janeiro deste ano, quando manifestantes carregaram uma guilhotina pelas ruas de San Juan, em Porto Rico]:

“Quando o jovem sai ao mundo, para encontrar suas seduções ao pecado – a paixão de ganhar dinheiro, a paixão dos divertimentos e contemporizações, da ostentação, do luxo, extravagâncias, engano, fraude, roubo e ruína – que ensinos encontrará ali?

“O Espiritismo afirma que os homens são semideuses, não decaídos; que ‘cada mente julgará a si mesma’, que o verdadeiro conhecimento coloca os homens acima de toda a lei’, que ‘todos os pecados cometidos são inocentes’, pois ‘o que quer que seja, está certo’, e ‘Deus não condena’. Representa os mais vis dos seres humanos como estando no Céu, e grandemente exaltados ali. Assim, declara ele a todos os homens: ‘Não importa o que façais; vivei como vos aprouver, o Céu é vosso lar.’ Multidões são levadas assim a crer que o desejo é a lei mais elevada, a libertinagem é liberdade, e que o homem é apenas responsável a si mesmo.

“Com tal ensino dado logo ao princípio da vida, quando os impulsos são os mais fortes e mais urgente a necessidade de restrição própria e pureza, onde está a salvaguarda da virtude? O que deverá impedir que o mundo se torne uma segunda Sodoma?

“Ao mesmo tempo a anarquia procura varrer todas as leis, não somente as divinas mas também as humanas. A centralização da riqueza e poder; vastas coligações para enriquecerem os poucos que nelas tomam parte, a expensas de muitos; as combinações entre as classes pobres para a defesa de seus interesses e reclamos, o espírito de desassossego, tumulto e matança; a disseminação mundial dos mesmos ensinos que ocasionaram a Revolução Francesa – tudo propende a envolver o mundo inteiro em uma luta semelhante àquela que convulsionou a França.

“Tais são as influências a serem enfrentadas pelos jovens hoje. Para ficar em pé em meio de tais convulsões, devem hoje lançar os fundamentos do caráter.

“Em cada geração e país, o verdadeiro fundamento e modelo para a formação do caráter tem sido o mesmo. A lei divina: ‘Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, […] e ao teu próximo como a ti mesmo’ (Lc 10:27) – grande princípio este manifesto no caráter e vida de nosso Salvador – é o único fundamento certo e o único guia seguro” (Ellen G. White, Educação, p. 228, 229).

Nota: Foram a tremenda desigualdade social entre a nobreza e o povo e os desmandos e a corrupção dos governantes e do clero que levaram as massas à insurreição e à revolta na França. Enquanto boa parte da população de Paris passava fome, a nobreza francesa se mudou da capital e construiu um palácio nababesco cerca de 20 km de distância, em Versalhes. Seus portões recobertos de ouro e seus 700 quartos finamente decorados estavam em gigantesco contraste com a extrema pobreza do povo. Esse abismo entre as classes sociais despertou uma revolta que fugiu do controle a acabou derramando muito sangue, da nobreza e da plebe. O tempo passou e o fosso social só se ampliou no mundo. Condições semelhantes àquelas que deflagaram a Revolução Francesa novamente existem no planeta (se é que um dia deixaram de existir). O “salário dos trabalhadores” explorados ainda clama (Tg 5:4) e mais uma vez as massas se levantam furiosas em tumultos e manifestações, dando vazão ao ódio represado. A centralização do poder e das posses, os muitos privilégios de poucos de novo “envolve[m] o mundo inteiro em uma luta semelhante àquela que convulsionou a França”. O ano de 2020 realmente ficará na história como um dos mais trágicos e mais reveladores de que só existe uma esperança para a humanidade caída. E que venha logo esse dia da “intervenção celestial”! [MB]

Quarentena faz aumentar acesso a conteúdos pornográficos

conteudos pAlém de cursos online e aulas no Instagram, os brasileiros estão ocupando o seu tempo de quarentena em sites pornôs. A prova disso é que os canais estão registrando um aumento no número de acessos e assinaturas. O número de visitas do […] aumentou 31% no período de 14 a 19 de março, se comparado aos dias 7 e 12 do mesmo mês. O número de usuários também subiu 25% no período acima e a quantidade de vídeo views aumentou 15%. A plataforma decidiu disponibilizar dez filmes nacionais e internacionais no site e nos canais por assinatura. “Queremos colaborar com a permanência das pessoas em casa, oferecendo mais opções de entretenimento e conteúdo de qualidade”, explica a diretora-geral do Grupo Playboy do Brasil, Cinthia Fajardo.

Nesta semana, a produtora de vídeo […] chegou a duplicar o número de assinaturas por dia. “Nossa média sempre foi de 300 assinaturas por dia, mas desde terça está chegando a 600”, afirmou Clayton Nunes, CEO da produtora, ao G1. […] Nunes explica que o consumo de conteúdo adulto se concentra nas horas vagas, por isso é o normal que o consumo aumente na quarentena. “Como as pessoas estão de quarentena é natural que o consumo aumente. O tempo livre causa esse comportamento”, afirma.

Não é só no Brasil que as pessoas têm procurado mais esses sites. O […], um dos mais famosos sites do entretenimento adulto do mundo, registrou um aumento global de acessos. A empresa até disponibilizou um especial de dados sobre consumo na época de coronavírus em seu site de resultados. No nível global, o número de acessos tem aumentado diariamente. Na terça-feira (17), o gráfico registrava o aumento de 11,6% em comparação a um dia médio, segundo o […]. Desde o dia 12 de março, o gráfico que mostra os acessos no Brasil também aumentam. Na última terça, o tráfego no site era 13,1% maior que um dia normal.

(G1 Globo)

Nota: Infelizmente, muita gente não sabe o que fazer com seu tempo livre. Enquanto alguns se aproximam de Deus, outros se distanciam dEle e procuram a poluição mental e moral. Nada de novo debaixo do sol, neste mundo de pecado… [MB]

O serial killer Ted Bundy e o estuprador assassino “Suzy”

suzyEstive uma semana fora do Brasil e, quando voltei, procurei me informar dos últimos acontecimentos. À medida que me inteirava da polêmica da semana, experimentei um misto de sentimentos e um nó no estômago. O programa “Fantástico”, da rede Globo, há dois domingos apresentou uma reportagem em que o famoso Dr. Drauzio Varella visita na cadeia um transexual condenado a 36,6 anos de prisão por ter estuprado e estrangulado um garoto de nove anos de idade. No fim da matéria, Drauzio abraça Rafael (verdadeiro nome do detento), e isso causou comoção nas redes sociais. Não pela visita em si, nem tanto pelo abraço, mas pela espetacularização feita pela emissora, pela omissão do crime cometido pelo assassino e pela tentativa de dar a entender que o homem não era visitado há anos no presídio de Guarulhos, não por ter cometido um crime hediondo, mas por ser trans. Mais um exemplo de descarada manipulação da narrativa com intenções ideológicas “lacrativas”.

Como médico, evidentemente que o Dr. Drauzio podia visitar o estuprador assassino condenado (eu mesmo já visitei presídios e preguei para detentos). Mas que não se fizesse alarde da boa ação nem reportagem sentimentalóide vitimizando o agressor e desprezando completamente o sentimento da família que perdeu o filho. Conforme disse uma parente próxima, a família de “Suzy” o abandonou não por ser trans, mas pela monstruosidade cometida, que não se limitou ao menino morto, segundo a mesma parente. “Suzy” se sente sozinho? Imagine a solidão da mãe do garotinho…

Quando li a respeito dessa polêmica absurda, lembrei-me da história de Ted Bundy, o serial killer norte-americano visitado e entrevistado pelo psicólogo cristão James Dobson pouco antes de ser executado, em 24 de janeiro de 1989. Na ocasião, Bundy revelou seu vício em pornografia e como ela alimentou os terríveis crimes que cometeu. Ele matou brutalmente 28 mulheres e meninas, uma delas com 12 anos de idade.

Na conversa tida 17 horas antes de ir para a cadeira elétrica, Bundy demonstrou arrependimento, chorou e disse ter chamado o Dr. Dobson para contar-lhe a respeito de como a pornografia e o consumo de álcool o haviam levado ao fundo do poço. Ele queria que as pessoas soubessem disso. Em seu tempo de cadeia, Bundy percebeu que todos os homens presos por violência sexual tinham envolvimento profundo com pornografia.

Não sei se o Dr. Dobson abraçou Ted. Não sei se ele orou com o condenado. Mas uma coisa é certa: Ted falou de Deus, pediu perdão aos parentes das vítimas e disse aceitar a condenação como justa. “Acho que a sociedade merece ser protegida de mim e de outros como eu. Isso é certo”, disse ele.

Na matéria do “Fantástico”, nada disso foi visto. Nada de pedido de perdão. Nada de menção e admissão do crime. Nada de referência à vítima nem à família. Essas coisas não cabiam na pauta programada. No caso de Ted Bundy, o objetivo da conversa foi advertir uma sociedade que brinca com o perigo. No caso de “Suzy”, o objetivo foi manter a narrativa de uma emissora e de uma parcela da sociedade para quem uma cantada é sinal de “macheza tóxica”, ao passo que o assassino-personagem-ideal merece empatia. Ted foi execrado por ser assassino; “Suzy” foi abandonada por ser trans. Dobson não sabia o que ouviria do condenado; Drauzio concheia a pauta e os editores já tinham a história na qual encaixar o depoimento.

Esse é o tipo de situação que podemos apenas avaliar pelo que vemos e ouvimos. O coração e as intenções só Deus conhece. Espero sinceramente que Rafael se arrependa e se converta na prisão em Guarulhos, assim como Bundy se converteu antes de ser executado nos Estados Unidos. E que a Globo e o Dr. Drauzio tenham aprendido uma importante lição.

Precisamos nos lembrar do que Jesus que disse em Mateus 25: “…estive preso e não Me visitastes.” Mas não podemos nos esquecer de que Ele disse também que “qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em Mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar” (Mt 18:6).

Michelson Borges

Casos de sífilis aumentam no Brasil

sifilisPrincipal forma de transmissão dessa e de outras DSTs são as relações sexuais

As doenças sexualmente transmissíveis causam, desde sempre, transtornos à saúde pública e à vida das pessoas. Além das mais conhecidas, como o HIV, a herpes genital e a gonorreia, por exemplo, outras têm surgido ou evoluído com o passar do tempo. No Brasil, uma das DSTs que mais tem avançado é a sífilis. Segundo um relatório do Ministério da Saúde, entre 2010 e 2018 a doença teve um aumento de 4.157% nos casos. De acordo com o estudo, só durante o ano de 2018, mais de 246 mil pessoas adquiriram a doença no Brasil.

A sífilis tem como principal forma de transmissão as relações sexuais desprotegidas, ou seja, sem o uso de preservativo. A doença é considerada uma infecção sistêmica crônica, de transmissão sexual e vertical (quando é transmitido da mãe para o bebê), provocada pela bactéria espiroqueta Treponema pallidum. “A sífilis é caracterizada por quatro etapas: primária, quando ocorre de 10 a 90 dias após o contato sexual, formando-se uma úlcera indolor com base endurecida, rica em treponemas (um gênero de bactéria); secundária, quando surge de seis semanas a seis meses após o contágio, formando-se lesões doloridas na pele e mucosas em forma de roséola; sífilis latente, período no qual não há sinais clínicos da doença, mas há reatividade nos testes imunológicos que detectam os anticorpos; e sífilis terciária, ocorrendo cerca de 2 a 40 anos após o contágio, com lesões nodulares que podem provocar degenerações ósseas, cardiovasculares e neurológicas”, diz o professor dos cursos de pós-graduação da Área da Saúde do Centro Universitário Internacional Uninter, Willian Barbosa Sales.

A sífilis preocupa as autoridades por ser uma doença de fácil propagação e pelo aumento de contaminação nos últimos anos. Evidentemente que o uso de preservativos ajuda a minorar o problema, mas não se trata de uma solução 100% eficiente, até porque se sabe que o vírus HPV, por exemplo, pode ser transmitido sem penetração, bastando o contato com a região da virilha. Há também vírus que se propagam por meio de “simples” beijos (confira aqui, aqui e aqui). Algumas DSTs acompanham as pessoas pela vida toda. É como disse Neruda: “Somos livres para fazer escolhas, mas somos prisioneiros das consequências.”

O carnaval vem aí. Seja sábio e tome sua decisão. Eu e minha casa já decidimos (como sempre fazemos): retiro saudável e espiritual.

Rede social feminista usa identificação facial para barrar homens

facial-recognition-technologyUm novo aplicativo chamado Giggle, lançado na sexta-feira (7), se apresenta como uma rede social exclusiva para mulheres. Para garantir que a premissa se mantenha, os desenvolvedores exigem que, durante o cadastro, seja enviada uma selfie para que o “software de verificação de gênero por biometria” possa determinar se a cadastrada é realmente do sexo feminino. O app, que foi criado pela roteirista australiana Sall Grover, por se definir como uma plataforma feminista, com objetivo principal de conectar mulheres com colegas de quarto em potencial ou companheiras de viagem, já levantou questões polêmicas sobre gênero. Entre as quais, por um efeito da tecnologia: acaba por deixar mulheres trans de fora da rede social.

No Twitter, usuários apontaram a existência de suposta transfobia por parte do recurso tecnológico aplicado pelo Giggle. A criadora do app respondeu dizendo que consultou mulheres trans durante o desenvolvimento do aplicativo e determinou que era melhor admitir abertamente os limites do software (no site da empresa está descrito que usuárias trans teriam dificuldade de acessar a plataforma). “Trabalhamos com garotas trans que decidiram que era melhor admitir essa limitação, do que causar alguma frustração por omitirmos”, explicou ela. […]

(Veja)

Nota: A “limitação” do software de inteligência artificial revela duas coisas: (1) que ele detecta o óbvio – homens são homens, mulheres são mulheres; e (2) a inteligência artificial se mostrou mais inteligente que a inteligência natural por perceber essa obviedade. Por causa disso, até um software está sendo considerado transfóbico… [MB]

Comem de tudo e ainda não aprenderam a lição

cachorro4Em 2004, o jornalista Dagomir Marquezi escreveu uma matéria para a revista Superinteressante sobre o vírus SARS, da mesma “família” que está, novamente, causando mortes na China atualmente. Até o momento, o vírus matou dezenas de pessoas e infectou quase 300, e já chegou à Tailândia, ao Japão e à Coreia do Sul. Casos também foram noticiados nos Estados Unidos e mesmo no Brasil. Desde 2004 já se comprovava que o consumo indiscriminado de carnes na China causava o surgimento desses supervírus (a suspeita agora paira sobre a sopa de morcego tão apreciada na cidade onde o coronavírus começou a se espalhar). Dezesseis anos depois, pessoas continuam morrendo pelos mesmos motivos. Em 2008, comentei o artigo de Marquezi em meu blog www.criacionismo.com.br (confira aqui). Leia a seguir o texto do jornalista.

Chineses costumam encarar qualquer coisa que se mova como um alimento à sua disposição. Eles consideram o animal um mecanismo, um objeto, cuja dor e sofrimento não nos dizem respeito. Ironicamente, os piores exemplos de maus-tratos acontecem na mesma Ásia onde nasceu o budismo – a mais benevolente e avançada religião do mundo no trato com os animais.

Nos tristemente famosos “mercados de vida selvagem” asiáticos há de tudo. Mamíferos, répteis, insetos, batráquios, tudo vai para gaiolas apertadas e lotadas sem água nem comida. Qualquer foto desses mercados é um permanente festival de sangue, urina e fezes. Há mais do que cheiro ruim no ar: existe medo. E vírus de diferentes espécies novas se combinando uns com os outros.

As imagens mais chocantes registram o que esses mercados destinam aos cães. Os mesmos cães que aqui viram membros da família, ajudam cegos ou orientam equipes de salvamento. Lá, cachorros são comida. E não se deixe enganar: esses mercados chineses não existem para “matar a fome do povo”. Chineses pobres comem frango e peixe. Os cães são “iguarias” caras, assim como gatos, escorpiões, cobras, enguias, etc.

Eu tive a chance de ver fotos e vídeos desses mercados. Os cozinheiros acreditam que a adrenalina no sangue dos cães amacia a carne. Quanto mais sofrimento, mais apetitoso o prato. Em nome dessa carne macia, a palavra de ordem é torturar os cães até a morte. Eu já vi a foto de um pastor alemão sendo enforcado na viga de uma cozinha, sendo puxado pelos pés. Eu já testemunhei um vira-latas com as patas dianteiras amarradas para trás do corpo e desisti de imaginar o tamanho de sua dor. Assisti ao vídeo de um cão magrinho que foi mergulhado em água fervendo, retirado, teve sua pele inteirinha arrancada e ainda olhava a câmera, tremendo junto à panela onde foi cozido em vida.

A pergunta básica é: Nós, humanos, temos direito a isso? Quem nos deu esse direito? Temos o direito de jogar uma lagosta viva na água fervente? Temos o direito de comer um peixe fatiado ainda vivo no seu prato num restaurante japonês? Temos o direito de prender bezerros em lugares escuros, imobilizados por toda sua curta vida, por um vitelo? Nosso paladar é tão importante assim na ordem das coisas? Um sabor diferente em nossas bocas justifica tudo?

A questão ultrapassa a esfera da ética e da civilidade. A SARS nasce no chão imundo dos mercados chineses. A doença da vaca louca – permanente ameaça na nossa pátria do churrasco – surgiu quando obrigamos o gado a se canibalizar. O terrível ebola se espalha com cada homem africano que devora nossos primos biológicos [sic], gorilas e chimpanzés. Vírus mutantes saltam do sangue de aves para o dos homens sem defesas naturais. Segundo a revista inglesa The Economist, nada menos que 60% das doenças humanas surgidas nos últimos 20 anos têm origem em outras espécies animais. Tony McMichael, pesquisador da Universidade Nacional de Austrália, é bastante claro: “Vivemos num mundo de micróbios. Precisamos ser um pouco mais espertos no jeito como manejamos o mundo ao nosso redor.”

Mercados chineses e churrascos africanos parecem fenômenos distantes. Mas o brasileiro continua dependendo demais de alimentação animal. Temos uma churrascaria por quarteirão, e numa cidade de 12 milhões de habitantes, como São Paulo, contam-se nos dedos os restaurantes vegetarianos. E ainda temos um lobby querendo ampliar a oferta de animais nas geladeiras: avestruzes, capivaras, jacarés, tudo criado em cativeiro com carimbo do Ibama. A cada nova espécie consumida pelo homem, mais uma mistura de vírus – algumas combinações inofensivas, outras não.

Para tentar controlar essas doenças, cometemos mais brutalidade: enterramos milhões de aves vivas, afogamos gatos selvagens em piscinas de desinfetante. Provocamos o desastre e massacramos as vítimas. Temos um caminho inteligente: racionalizar, humanizar e diminuir cada vez mais o consumo de animais. Ou podemos continuar o banho de sangue. Aí, todos nós pagaremos o preço.

Quando uma borboleta bate as asas na Europa, pode iniciar um furacão no oceano Pacífico. A SARS começou em mercados chineses e chegou ao Canadá. A gripe aviária já se espalhou por diversos países asiáticos e ameaça lugares distantes como o Paquistão e a Itália. Num mundo de voos diretos, os gritos desesperados de um cachorro chinês podem chegar um dia ao Brasil por meio de alguma nova e tenebrosa sigla.

(“O Preço da Carne”, Superinteressante, março de 2004)

Nota: Toda vez que vir um caminhão abarrotado de porcos ou aves sendo transportados expostos ao frio ou ao calor como se fossem simples mercadoria, pense se nosso paladar realmente justifica tamanho sofrimento. Se der de ombros para o assunto e tratá-lo com indiferença, isso é um indicativo de que sua sensibilidade ou seu senso de realidade precisa de alguns ajustes. [MB]

Cinco estados americanos concordam em proibir que transexuais participem de competições com mulheres

lutaAté o momento, cinco estados concordaram com uma possível legislação que impedirá que homens biológicos, que se identificam como mulheres, compitam em esportes femininos nos EUA. De acordo com o The Wall Street Journal, a legislação prearquivada ou introduzida nos estados americanos de New Hampshire, Washington, Geórgia, Tennessee e Missouri tentaria manter a competição esportiva feminina simplesmente para as atletas biologicamente femininas. A legislação reflete a crescente preocupação de que os homens biológicos que competem como mulheres dominem o esporte feminino onde competem.

Por exemplo, desde 2017, em Connecticut, dois homens biológicos dominaram o atletismo feminino, conquistando 15 títulos de campeonatos estaduais que anteriormente eram detidos por 10 atletas biologicamente femininas de Connecticut. No fim do ano passado, a Big Sky Conference de Montana nomeou um corredor de cross-country do sexo masculino que se identifica como mulher como a Atleta da Semana. Na Nova Zelândia, o levantador de peso transexual Laurel Hubbard ganhou medalhas de ouro no último verão nos Jogos do Pacífico em Samoa. Hubbard, que é do sexo masculino e já havia competido como Gavin Hubbard, também ganhou duas medalhas de prata no campeonato mundial feminino, dois anos atrás. Ele espera competir nas Olimpíadas de Tóquio deste ano.

Essa invasão covarde de transexuais no mundo esportivo feminino está afetando diretamente atletas como Selina Soule, velocista nascida em Connecticut. De acordo com o The Blaze, Soule disse a Laura Ingraham, da Fox News, que a situação é “muito frustrante, porque eu dedico tanto tempo e me esforço para reduzir meus tempos e competir melhor, mas não sou fisicamente capaz de ser competitiva contra alguém biologicamente masculino”.

O representante do estado da Geórgia, Philip Singleton, republicano cujo projeto de lei se concentra em esportes individuais, diz que é tudo uma questão de justiça, e seu projeto impediria que os homens biológicos tenham uma “vantagem injusta” se optarem por competir como mulheres, de acordo com ChristianHeadlines.com.

“O Student Athlete Protection Act foi desenvolvido para garantir que meninos biológicos só compitam em esportes contra outros meninos biológicos e vice-versa para meninas. A minha intenção é garantir que todos os alunos tenham a oportunidade de competir de maneira justa”, disse Singleton ao Atlanta Journal-Constitution.

A justiça é fundamental também para o deputado conservador do Tennessee, Bruce Griffey. Ele disse ao The College Fix que também é motivado pela preocupação com a aprovação no início deste ano da Lei da Igualdade pela Câmara dos Deputados dos EUA, e acredita que os estados devem “tomar uma posição”.

De acordo com o The Daily Caller, essa Lei da Igualdade, aprovada com o apoio unânime dos democratas [esquerda americana], tornaria a “identidade de sexo” uma categoria protegida pelas leis federais de combate à “discriminação”. Isso forçaria as escolas públicas a incluir homens biológicos que se identificam como meninas em equipes atléticas femininas. No entanto, é improvável que o projeto seja aprovado no Senado dos EUA, de maioria republicana [conservadora].

Segundo o jornal WSJ, a nova lei proposta pelos conservadores “restringiria o financiamento público a escolas que permitam a participação no atletismo com base na identidade de sexo declarada dos estudantes – em oposição ao sexo biológico de um aluno – e sujeitaria a desobediência de funcionários da escola a multas”. Griffey disse ao WSJ que espera que sua proposta tenha uma boa chance de aprovação.

Falando ao The College Fix, Griffey expressou preocupação com a falta de definição para “transexuais”. “Os estudantes podem se referir a si mesmos como transexuais, independentemente do estágio de ‘transição’ em que estão, se deram algum passo em direção à transição”, disse o deputado.

Um novo estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, levantou questões importantes sobre se o “estágio de transição” das atletas trans realmente importa no que diz respeito ao desempenho. O estudo mostrou que níveis reduzidos de testosterona em homens em transição ainda não os tornam iguais às mulheres.

A pesquisa, intitulada “Mulheres transexuais no esporte de elite: considerações éticas e científicas”, concluiu que os níveis reduzidos de hormônios masculinos, atualmente considerados aceitáveis ​​pelo Comitê Olímpico Internacional para atletas trans, não são suficientes para torná-los justos para as mulheres atletas.

Reuters cita o estudo, afirmando que os níveis reduzidos de hormônios masculinos em “homens em transição” ainda são “significativamente mais altos” do que os das mulheres. Os autores do estudo dizem, também, que a redução da testosterona não compensa outras características masculinas, como estrutura óssea, e maior tamanho e capacidade do pulmão e do coração, os quais dão ao atleta trans a vantagem biológica. Para tornar a situação realmente justa, os autores do estudo sugerem que toda uma nova categoria seja criada para atletas transexuais competirem entre si.

O Instituto Karolinska, na Suécia, apresentou resultados semelhantes. Ele conduziu um estudo sobre homens que procuravam fazer a transição para a “mulher” transexual e relatou no ano passado que, mesmo após um ano de tratamento para a “transição sexual” (supressão da testosterona), força muscular, tamanho e composição ainda resultavam em vantagem para as “mulheres” trans em relação às mulheres biológicas. Ninguém sabe quanto tempo um homem deve estar sob esse tratamento antes que o campo de jogo esteja nivelado, ou se ele realmente poderá algum dia estar nivelado.

 Esses tipos de resultados causaram uma grande preocupação ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

O jornal The Guardian informou em setembro que se esperava que o COI diminuísse o nível de testosterona permitido aos homens em transição para competir contra as mulheres. Com descobertas como essa, no entanto, alguns estão discutindo que o que foi planejado não é suficiente para torná-lo justo.

As diretrizes atuais dizem que a exigência de nível de testosterona deve estar abaixo de 10 namol/l por pelo menos 12 meses. Os níveis de testosterona nas mulheres tendem a variar entre 0,12 e 1,79 nmol/l, enquanto os homens estão tipicamente entre 7,7 a 29,4 nmol/l. Um membro do COI sugeriu reduzir os níveis permitidos para a transição de homens para 5 nmol/l, abaixo da maioria dos homens, como um compromisso. O COI adiou uma decisão final porque ninguém parece concordar porque é tão “politicamente sensível”.

O que quer que aconteça com essas leis nos vários estados dos EUA, a controvérsia sobre atletas transexuais provavelmente não será resolvida tão cedo. As Olimpíadas de Tóquio começam em julho.

Algumas atletas de alto nível, como a excelente tenista Martina Navratilova, a olímpica britânica Kelly Holmes e a maratonista Paula Radcliffe, alertaram que permitir que mulheres trans compitam contra mulheres biológicas nunca pode ser justo e potencialmente causará grandes danos ao esporte feminino.

A nadadora olímpica britânica de 1980 Sharron Davies disse ao Guardian: “Acredito que exista uma diferença fundamental entre o sexo com o qual você nasceu e o sexo com o qual você pode se identificar. Para proteger o esporte feminino, as pessoas com vantagem sexual masculina não devem poder competir no esporte feminino.”

 No quadro geral, o cristianismo vê o debate sobre identidade de sexo como uma batalha sobre o que é real e o que não é – em outras palavras, como somos criados.

O evangelista americano Franklin Graham diz que o caos sexual que se desenrola diante de todos é o resultado da sociedade abandonando os ensinamentos básicos da Bíblia, e vai muito além do esporte. “Os grupos de mulheres estão justamente pedindo às autoridades esportivas que acordem para essa injustiça. Eu concordo, mas acho que o despertar precisa ir muito mais longe. Pais, professores, autoridades locais… todo mundo precisa acordar para os perigos da mentira da transexualidade. Deus criou homem e mulher. Somos feitos diferentes, até o nosso DNA”, disse Graham.

(Conexão Política)

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