Professores de uma universidade britânica não podem mais corrigir erros de grafia: “É muito elitista”

A tal da “inclusão” sempre foi pretexto para a… exclusão

texto ingles

Professores da Universidade de Hull, ao norte da Inglaterra, não têm mais permissão para corrigir erros de grafia. A justificativa apresentada foi de que a correção seria algo “muito elitista”. A nova regra faz parte da “política de avaliação inclusiva” que visa “descolonizar os currículos”, de acordo com o The Telegraph. Segundo a universidade, a abordagem revisada deve “garantir mais oportunidades iguais, independentemente da formação dos alunos” e o método “forneceria uma avaliação mais justa da qualidade das ideias e do conhecimento”.

A universidade acredita que certos alunos estão em “desvantagem ou desencorajados” por uma avaliação rigorosa de suas habilidades na língua inglesa. A instituição de ensino afirma que se trata de alunos que frequentaram escolas com fraco desempenho, estiveram doentes por muito tempo ou alunos para os quais o inglês não é a primeira língua.

A nova política não é nenhuma surpresa: universidades na Grã-Bretanha estão sob pressão para receber mais estudantes de meios desfavorecidos. A Universidade das Artes de Londres tem política semelhante.

Os professores foram instruídos a “aceitar erros de grafia, gramática ou outros erros de língua inglesa, ”desde que “não impeçam significativamente a comunicação”, mencionou o The Telegraph.

(The Telegraph, via Conexão Política)

Nota: “A tal da ‘inclusão’ sempre foi pretexto para a… exclusão. Exclusão do mérito, do sentido, do propósito, da verdade, da beleza e da justiça – enfim, de tudo o que presta e por que vale a pena lutar. Pior ainda quando a tal inclusão é religiosa e envolve fazer vista grossa para pecados claramente condenados nas Escrituras dessa religião. Essa é a cereja do bolo. Por conhecer as relações dinâmicas entre a igreja e o mundo, Satanás sabe que muitos religiosos se contentam em ter um padrão apenas superior ao do mundo – e olha que alguns nem isso. É a Janela de Overton aplicada ao Grande Conflito. Por meio de seus fantoches nos escalões mais altos da sociedade, o diabo vai arrastando o mundo cada vez mais para baixo, e a igreja segue junto, mas com a ilusão de estar um ou dois patamares acima – e cada vez mais patamares longe de Deus” (Marco Dourado).

Leia também: “University of Oxford music faculty considers reforms to address ‘white hegemony’ as staff member raises concerns about music curriculums’ ‘complicity in white supremacy’ in light of Black Lives Matter movement”

Dr. Ben Carson fala sobre educação contra o aborto

O aborto é uma questão importante para a nossa geração. Você não pode simplesmente enfiar a cabeça na areia.

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Vários anos atrás, fui consultado por uma mulher jovem que tinha 33 semanas de gravidez e estava a caminho de Kansas para fazer um aborto. Eu informei a ela das várias opções disponíveis para além do aborto, e ela decidiu ir adiante com a gravidez, ainda que a criança tivesse hidrocefalia e fosse precisar de uma intervenção neurocirúrgica algumas semanas após o nascimento. Ela manteve o bebê e ama a criança linda que ele se tornou.

Um par de décadas atrás, eu vim para a unidade pediátrica de cuidados intensivos em jornadas matinais e me contaram de uma menina de quatro anos que havia sido atropelada por um caminhão de sorvete e estava em coma, exibindo pouca função neurológica à exceção de pupilas reativas. Eu testei seus reflexos pupilares, e ambas as pupilas estavam fixas e dilatadas.

A equipe me indicou que isso era algo que devia ter acabado de ocorrer. Eu agarrei a cama e, com alguma ajuda, transportei a menina rapidamente para a sala de cirurgia para uma craniotomia de emergência. Esbarrei no caminho com um neurocirurgião sênior, que me disse que eu estava perdendo meu tempo e que, na melhor das hipóteses, poderíamos acabar com alguém em estado vegetativo.

Mesmo assim, concluímos a operação e, alguns dias depois, suas pupilas ficaram reativas, e ela acabou saindo do hospital. Eu a vi alguns anos atrás andando pelo hospital com a filha de quatro anos. Ela estava neurologicamente totalmente intacta e me disse que havia se tornado uma espécie de celebridade em função da experiência que acabo de relatar.

O que essas duas histórias têm em comum? Ambas envolvem vidas preciosas que poderiam facilmente ter sido descartadas.

Toda a minha vida profissional foi dedicada a salvar e melhorar vidas. Assim, a ideia do aborto por razões de conveniência não me atrai. Eu conheci pessoalmente várias pessoas que me disseram que suas mães chegaram a considerar a ideia do aborto, mas felizmente decidiram rejeitá-la.

A maioria de nós instintivamente quer proteger criaturas indefesas e às vezes não mede esforços para fazê-lo. Os comerciais de televisão sobre animais que sofrem abusos são pungentes e, como sociedade, às vezes atrasamos ou cancelamos grandes projetos de construção para proteger um inseto, anfíbio ou peixe que estejam “em perigo”. No entanto, muitos de nós fazem vista grossa para a matança desenfreada de milhões de bebês humanos indefesos, que são muito mais sofisticados do que algumas das outras criaturas, quando nada está em jogo além da conveniência de um ou de ambos os pais.

Não estou dizendo que devemos abandonar nossos esforços para salvar filhotes de focas e uma série de outros animais. Eu estou dizendo: Não devemos considerar adicionar fetos humanos e bebês à lista?

Assistir ao desenvolvimento do feto humano é inspirador. Em menos de três meses a partir da concepção, os pequenos pés e mãos são bastante reconhecíveis, e diversas características faciais fazem deles fofos, ainda que muito pequenos. Desde o primeiro dia, os neurônios do cérebro estão se proliferando em uma taxa que vai render um escalonamento de 100 bilhões de neurônios até o nascimento. Em questão de nove meses desde a concepção, temos um ser humano que vive, respira, come, emite sons e que apenas dois meses mais tarde se torna interativo socialmente.

Algumas pessoas se opõem a que as mulheres grávidas vejam imagens de ultrassom de seus bebês em desenvolvimento, porque elas não querem que seja desenvolvido um vínculo emocional. Uma contemplação cuidadosa e imparcial, no entanto, pode levar à conclusão de que tal vínculo é essencial para a sobrevivência da humanidade. Agricultores de sucesso nutrem e protegem suas colheitas em crescimento, e se as condições ameaçam suas colheitas, eles fazem o que é necessário para protegê-las. Ao invés de atacar a analogia, pense no quão mais preciosa que um pé de milho é uma vida humana.

É importante tentar compreender o estado emocional de mulheres jovens que procuram um aborto. Em vez de julgá-las e condená-las, precisamos oferecer compaixão e apoio. Elas precisam ser providas de acesso fácil a serviços de adoção e informações sobre a assistência disponível a elas, caso elas decidam ficar com o bebê. Eu visitei muitas instalações aquecidas e convidativas em todo o país, que existem apenas para o propósito de ajudar essas jovens.

É igualmente, senão mais, importante chegar a essas mulheres jovens antes que elas engravidem. Esqueça aquelas pessoas politicamente corretas que dizem que todos os estilos de vida são iguais, e informe a essas jovens sobre as verdadeiras consequências de ter filhos fora do casamento, sem ser financeiramente independentes. Precisamos fazer com que elas entendam que podem proporcionar uma vida muito melhor para si e para seus filhos, quando planejam com antecedência e se valorizam de forma adequada.

Como uma sociedade, nós não podemos ter medo de discutir questões sociais e morais importantes. Nossa herança como nação é construída com base em compaixão, perdão e compreensão. Coragem também é de vital importância, porque aqueles que permanecem com princípios e valores divinos serão atacados.

A tentativa de caracterizar o amor e a compaixão para com a vida humana como uma “guerra contra as mulheres” é enganosa e patética. Nós, o povo, devemos parar de nos deixar ser manipulados por aquelas pessoas com agendas que não incluem o respeito pela santidade da vida. […]

Pense sobre isto: quando uma mulher está grávida, o que acontece? As pessoas se levantam e lhe oferecem seus lugares; elas saem do caminho e dizem “você, primeiro”. Há um grande respeito e amor por mulheres grávidas. Não há guerra contra elas; a guerra é contra os bebês delas. Essa é a guerra que há. Bebês que não podem se defender sozinhos. Ao longo das últimas décadas, destruímos 55 milhões deles. E temos o descaramento de chamar outras sociedades do passado de pagãs. O que precisamos fazer é reeducar as mulheres para que elas entendam que são as defensoras desses bebês, não as destruidoras desses bebês. Precisamos que elas entendam isso. […]

Há um monte de pessoas que diz: “Concordo com você. Eu acho que é errado, e eu nunca faria um aborto, mas eu acho que não tenho o direito de impor meus sentimentos aos outros.” Essa pode ser a resposta de muitas pessoas, mas suponha que os abolicionistas tivessem pensado assim nos séculos 18 e 19. Suponha que eles tivessem dito: “Não vou possuir escravos. Eu realmente acho que a escravidão é errada, mas, se você quiser ter os seus, tudo bem.” Se os abolicionistas tivessem tido essa atitude, onde estaríamos agora? Temos que lidar com essas grandes questões morais, e o aborto é uma questão importante para a nossa geração. Você não pode simplesmente enfiar sua cabeça na areia.

(Dr. Benjamin Carson foi professor emérito de neurocirurgia, oncologia, cirurgia plástica e pediatria na Escola Johns Hopkins de Medicina e premiado com mais de 60 doutoramentos honoris causa e dezenas de citações nacionais de mérito. Ele é autor de mais de 100 publicações neurocirúrgicas e escreveu cinco livros best-sellers, incluindo America the Beautiful, ainda sem tradução no Brasil [você pode encontrar alguns livros dele em português no site www.cpb.com.br)

Aborto: as mentiras que nos contam

Aborto é pena de morte sem formação de culpa. Um verdadeiro holocausto silencioso.

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Anos atrás, um vídeo em que atores e atrizes de uma grande emissora de TV promoviam o aborto causou polêmica, especialmente nas redes sociais. Principalmente por dois motivos: pela defesa do abordo, em si, e pela péssima utilização de argumentos bíblicos distorcidos. Os atores sugeriam que Maria não teria concebido Jesus sendo ainda virgem, e que essa história teria se originado de uma má tradução do texto hebraico para o grego. De uma hora para outra, atores de TV que dizem defender as crianças do Brasil por meio de campanhas, tornaram-se especialistas em línguas bíblicas e teologia. Não vou entrar em detalhes sobre esse absurdo. Quero focalizar aqui o aborto, já que novamente o assunto polêmico veio à tona, devido à decisão tomada pelas autoridades argentinas.

O artigo 2º do Código Civil brasileiro assegura os direitos do nascituro: “A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.” Segundo Ives Gandra da Silva Martins, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, “seria ridícula a interpretação do dispositivo que se orientasse pela seguinte linha de raciocínio: Todos os direitos do nascituro estão assegurados, menos o direito à vida”!

Aborto é pena de morte sem formação de culpa. Um verdadeiro holocausto silencioso. A lógica é absurda: se não tem condições de criar a criança, mate-a. Se a mãe solicitar o “procedimento” (palavra mais branda para assassinato), aceite. Aborto é um direito? Mas quem defende o direito da criança? Em alguns casos, para corrigir nossos erros como sexo livre e libertinagem, matamos inocentes indefesos (e aqui não me refiro às exceções também previstas na lei brasileira).

Para que não se diga que minha discordância com o aborto generalizado está fundada em uma postura religiosa, quero citar aqui as palavras do meu ex-professor de jornalismo na UFSC, o Dr. Nilson Lage. Ele elencou seis pontos para reflexão:

“Pensando por estereótipos, é senso comum que opositores do aborto são religiosos reacionários. Mas pode não ser assim, como veremos.

“1. A primeira questão é se o aborto é ainda tão necessário quando é fácil impedir a gravidez, ou se, com mais informação, seria dispensável.

“2. A segunda é que o aborto inocenta o homem e castiga a mulher, já que toda cirurgia tem riscos e, muito repetida, gera danos permanentes.

“3. A terceira é se o custo (em dinheiro e danos à saúde) da aplicação em massa do aborto seria menor do que o custo das curetagens atuais.

“4. A quarta é, numa sociedade de consumo, ver anúncios de abortos ‘confortáveis’ em spas pagáveis em n prestações mensais.

“5. O quinto é o dano psicológico dos abortos, principalmente repetidos, e como minimizá-lo, evitando a perda de autoestima e cinismo.

“6. Tudo isso pode ser menos relevante, mas nenhum desses argumentos é de fundo religioso ou de porte inteiramente desprezível.”

Além dos problemas políticos, religiosos e físicos, como lembra Lage, o aborto pode afetar seriamente a saúde psíquica das mulheres. Em pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, da USP, com 120 mulheres que passaram por aborto, mais da metade apresentaram algum nível de depressão e a maioria sofria de baixa a média estima pessoal.

No Facebook, minha irmã Michela, que é advogada, mãe de duas filhas e mora em Criciúma, SC, deu a opinião dela sobre esse assunto. Leia o que ela escreveu:

“Eu estava vendo há alguns dias fotos de atrizes e atores com peruca azul que davam a entender que fariam parte de uma campanha pró-aborto, mas somente hoje tive a infelicidade de assistir ao vídeo e não pude me calar. Dentre muitos absurdos que ouvi no vídeo, um me chamou especial atenção. Uma atriz alega em sua interpretação que era apenas uma criança, uma adolescente, engravidou e abortou. Espera aí! Eu engravidei com 15 anos! Estava no primeiro ano do ensino médio. Meu namorado também era apenas um estudante na época. Eu era uma criança! Ou melhor, uma adolescente! Poderia ter abortado, eu não tinha condições nem de me manter! Mas então algo me vem à mente: eu teria carregado o sofrimento, a culpa, a frustração pelo resto da minha vida. E pensamentos do tipo: Como seria se meu filho ou filha estivesse hoje aqui comigo? Como ele/ela seria?, invadiriam, por certo, minha mente em muitos momentos. Mas eu, dona do meu corpo, decidi que a teria. Decidi que arranjaria forças de minhas entranhas, se possível, para sobreviver, criá-la, fazê-la feliz, ser feliz, ir em frente, viver. Tive ajuda da família. Meu marido e eu lutamos, e não foi fácil, não. Só Deus e quem nos rodeava sabem quão difícil foi a batalha, mas vencemos. E bênçãos sem medida foram derramadas do Céu. E ela? Ah, o bebê que decidi ter se tornou uma linda mulher – com um caráter irretocável, uma bondade inata, uma inteligência de dar orgulho. Hoje ela é médica. É dedicada, estudiosa e inteligente. Com certeza desempenhará sua função com maestria na sociedade. E, de repente, me deparo com um pensamento de mãe babona, orgulhosa: Já pensou se algum dia ela salva a vida de algum desses atores, ou de um querido deles? Querem saber, não me arrependo, mas com certeza teria me arrependido se não a tivesse aqui, ao meu lado.”

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Que mundo é este em que estamos vivendo? Exatamente o mundo previsto na profecia do livro que aqueles atores debocharam: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará” (Mateus 24:12).

Michelson Borges

Instituições adventistas se manifestam sobre a lei do aborto na Argentina

Que o Estado garanta o respeito à objeção de consciência de nossas instituições.

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Como instituições cristãs adventistas, defendemos o valor da vida pré-natal e da dignidade humana, entendendo que isso constitui um ato de fé em Deus, criador e sustentador de toda a vida. Também acreditamos que Deus nos deu liberdade de escolha, por isso não procuramos impor nossas crenças por meio de legislação. Respeitamos a liberdade de todas as pessoas, bem como as leis da sociedade.

Ao analisar o projeto de lei de interrupção voluntária da gravidez que a Câmara dos Deputados da Nação Argentina encaminhou ao Senado, queremos nos manifestar diante do que constitui um atentado ao direito à liberdade de consciência. Isso porque o referido projeto não inclui a necessária objeção de consciência institucional baseada na ideologia do establishment.

Como defensores da Liberdade Religiosa e do princípio da separação entre Estado e igreja, não pretendemos impor nossas concepções ou crenças bíblicas, nem nos colocar como consciência de quem pensa diferente. No entanto, a ideologia de nossas instituições é baseada em direitos garantidos pela Constituição Nacional e instrumentos internacionais de direitos humanos, que hoje alertamos afetados.

Esperamos que essa preocupação seja resolvida. Valorizamos que a objeção de consciência tenha sido garantida aos profissionais de saúde, mas solicitamos que a garantia seja estendida a todos os profissionais de saúde que com eles colaboram. Da mesma forma, solicitamos ao Estado que garanta o respeito à ideologia e objeção de consciência de nossas instituições.

(Sanatorio Adventista del Plata e Clínica Adventista Belgrano; Notícias Adventistas)

Nota do pastor Gilberto Theiss: “Festa e lágrimas de intensa alegria. Em meio a uma crise generalizada na economia e saúde, o país que está à beira do precipício acaba de pular ladeira abaixo. A festa e as lágrimas não são por motivos dos mais sublimes, como o da preservação da vida, mas de morticínio generalizado. É curiosa essa política de esquerda na Argentina e em alguns outros países, que faz do bandido um mocinho, vítima da sociedade, porém, das crianças inocentes, ainda no ventre, vilãs indesejadas. Essa assustadora realidade me faz lembrar das crianças Moisés e Jesus que, pelos decretos dos políticos da época, quase foram assassinadas. Um episódio também monstruoso foi o relatado em Jeremias 19:4, 5, de crianças que eram sacrificadas por pagãos como tentativa de acariciar o ego do falso deus baal. Ah, e como não se lembrar das palavras de Jesus retratando eventos do Seu tempo e também do tempo do fim de que o ‘amor de muitos esfriará’ (MT 24:12)! Para mim, não há acontecimento que mais sugere o cumprimento dessa profecia do que este, que desde quarta-feira, dia 30, está estampado nos jornais do mundo: legalização do aborto na Argentina. Festejar e chorar de alegria [em aglomerações sem máscaras] pela aprovação de um possível assassinato em massa de crianças inocentes é, para mim, a maior frieza que ressignifica o propósito da vida – sem qualquer valor. Pelo que estamos observando, a vida humana não vale mais do que a vida de um inseto. Se eu, que sou miserável, pobre, cego e nu, consigo encher os olhos de lágrimas de tristeza por esse tipo de ‘alegria’, imagine como se encontra o coração de Deus. Em breve, muito em breve, o juiz do Universo Se levantará do Seu trono para olhar nos olhos dessa turma. O olhar de Deus será de um pai entristecido pelos maus caminhos que trilharam os homens; mas o olhar da turma será de pessoas desesperadas e profundamente aterrorizadas pelo que está prestes a irromper sobre eles. Quem viver verá. Pense nisso!”

Nota do pastor Felippe Amorin: “Fico pensando no que leva as pessoas a comemorar a autorização de assassinato de crianças. O senado argentino aprovou a lei que permite matar uma criança até a 14a semana após a concepção, e milhares de pessoas foram às ruas comemorar. Fico pensando qual seria a repercussão de uma manifestação tão eufórica que comemorasse o holocausto, as mortes provocadas pelas ditaduras em todas as suas modalidades, os assassinatos étnicos, etc. Falo isso porque, na essência, seria a mesma coisa. As crianças e os mencionados acima são todos seres humanos igualmente valiosos. Imagino que as pessoas que estão comemorando a aprovação dessa lei não são cristãs. Digo isso porque um cristão não defende o que a Bíblia condena; um cristão não comemora o que a Bíblia reprova. Não me surpreendo com uma notícia como essa, apenas me entristeço. Em um mundo que passa por um processo de ‘humanização’ há cerca de 500 anos, não dá para esperar por menos. Cada vez mais Deus sai de cena e o homem entra. Sigamos sem otimismo pelo mundo. Alimentemos a esperança pela renovação de tudo que será operada na volta de Jesus!”

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Um terço dos estudantes entrevistados estuprariam se não houvesse consequências

O texto abaixo foi editado para deixar mais clara a ideia que eu quis transmitir: a do cuidado para evitar problemas neste mundo mau.

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O tema do estupro voltou a ser discutido amplamente nas redes sociais por conta do caso da influencer Mariana Ferrer e do empresário acusado de tê-la estuprado em uma casa noturna. Não vou discutir aqui o caso em si, até porque muito já foi dito a respeito. Estupro é crime hediondo e deve ser severamente punido. Ponto final. E por se tratar de um crime execrado até mesmo por criminosos, as acusações nesse sentido devem ser muito bem apuradas, a fim de que outro crime não seja cometido – o da falsa acusação, que pode trazer consequências terríveis para a vida do acusado. Infelizmente, as estatísticas mostram que muitos crimes de abuso ocorrem dentro de casa, praticados por pessoas aparentemente insuspeitas, como pais, avôs e outros parentes. Assim, é preciso quebrar o silêncio, como propõe a importante campanha da Igreja Adventista do Sétimo Dia (saiba mais).

Dito isso, quero aproveitar para relembrar uma notícia de 2015, estarrecedora e reveladora de uma cultura muito mais perigosa e enraizada que a chamada “cultura do estupro”: a cultura do pecado (mais perigosa porque está na base de todas as mazelas humanas). Trata-se da publicação de um estudo da revista científica Violence and Gender, segundo o qual quase um terço dos 86 homens entrevistados estuprariam uma mulher se não houvesse consequências.

Os pesquisadores selecionaram 86 estudantes da Universidades da Dakota do Norte e da Universidade Estadual da Dakota do Norte, nos Estados Unidos, e perguntaram como eles reagiriam em certas situações. A ideia era avaliar as atitudes sexuais e a hostilidade em relação às mulheres nos campi universitários. Quando questionados sobre o que fariam em uma situação na qual pudessem fazer sexo contra a vontade de uma mulher sem nenhuma consequência, 31,7% disseram que fariam isso, ou seja, estuprariam a mulher.

Essa pesquisa mostrou uma vez mais que muitos crimes só não são cometidos por falta de oportunidade, e que, por isso, neste mundo de pecado com tantos agressores potenciais e com o “diabo à solta”, todo cuidado sempre será pouco.

Por exemplo: ladrão sempre será culpado se cometer um assalto. Nem por isso você deve sair do banco à noite, no centro de uma grande cidade, contando dinheiro à vista de todos. Se o ladrão assaltar você, obviamente que ele será culpado. Mas você não precisa nem deve se expor indevidamente.

Neste mundo injusto e de pecado, em que tantas mulheres sofrem por causa da violência, é importante que elas se protejam, evitando comportamento arriscado, como o uso de substâncias entorpecentes e a frequência a lugares de risco. Estou com isso culpabilizando a vítima? Claro que não! O foco sempre será o agressor. Apenas estou dizendo que há realidades que não serão mudadas do dia para a noite (e algumas nunca serão), e que é preciso levar isso em conta para minimizar os riscos.

Como se prevenir para evitar o estupro

A médica Rosana Maria Paiva dos Anjos, coordenadora do Núcleo de Atendimento Imediato às Vítimas de Violência Sexual do CHS, em matéria publicada no jornal Cruzeiro do Sul, destaca algumas dicas para evitar o estupro. Segundo ela, as mulheres devem evitar andar sempre sozinhas e distraídas, pois assim elas se tornam os principais alvos dos agressores, que são muito observadores. “Tenha sempre em mãos qualquer coisa que possa ameaçar ou machucar o agressor, como um guarda-chuva, por exemplo, porque, assim, a mulher consegue distanciar o agressor. Ele procura a pessoa […] mais distraída”, diz Rosana.
 
Outro aspecto destacado pela médica é a rotina que a mulher tem no seu dia a dia. Pelo fato de o criminoso ser muito observador, Rosana afirma que ele fica atento a uma mulher que toma sempre o mesmo caminho para trabalhar, por exemplo, e que esteja sempre desacompanhada. O mais indicado a se fazer é escolher rotas alternativas em alguns dias da semana, pois, assim, a mulher consegue despistar o potencial estuprador.
  
A delegada Joilce Silveira Ramos, titular de uma Delegacia de Polícia de Atendimento à Mulher em Mato Grosso do Sul, também oferece algumas dicas importantes, contidas no site do governo estadual:

  • Não fique em local ermo, afastado ou com matagais; evite sempre trilhas desertas que encurtam distâncias.
  • O autor do estupro geralmente não quer matar, ele quer o ato sexual; então grite o mais alto possível; se alguém estiver passando e ouvir o barulho e se aproximar, o agressor geralmente desistirá do ato.
  • Quando pedir Uber, sempre compartilhe a localização com amigos ou com alguma outra pessoa. Assim que chamar um carro, já envie o trajeto para seu esposo, parente ou um amigo que possa saber em tempo real onde você está, além do nome do motorista e a placa do carro.
  • Quando solicitar profissionais para fazer algum conserto em casa, nunca os atenda quando estiver sozinha; mulheres que moram sozinhas devem sempre contratar profissionais conhecidos.
  • Tenha sempre na bolsa um spray de pimenta; essa é uma das melhores dicas, porque você não precisa se aproximar do agressor para utilizar o spray. Com uma distância de um metro a um metro e meio, você consegue atingir os olhos do agressor, o que facilitará sua fuga.

Mais algumas dicas do Portal UOL:

  • No táxi ou em qualquer transporte individual, várias das entrevistadas contam fingir ou de fato fazer ligações para outras pessoas informando que estão a caminho. Assim, se o motorista planeja algum tipo de violência, pensará duas vezes, pois pode ser pego.
  • Se tem uma coisa que homens geralmente respeitam são outros homens. Então, se está sozinha com mais um homem, vá logo dizendo que tem marido, mesmo quando está solteira, para garantir que ele não a assedie.
  • As aulas de luta com foco em defesa pessoal para mulheres têm se tornado cada vez mais populares. O motivo? Saber se defender no caso de uma abordagem na rua.
  • Se um homem começa a andar atrás ou ao lado de uma mulher quando ela caminha em uma rua deserta, o primeiro pensamento é: “Estou sendo seguida.” Então, assim que ouvem os passos, muitas mulheres param de andar para que o homem ultrapasse. Se ele parar também, é hora de correr.
  • Ao perceber que um homem a tem seguido por algum tempo, entre em algum estabelecimento comercial ou na portaria de um prédio para se proteger.
  • Conheceu alguém por um aplicativo e planeja encontrá-lo? Nada de ir para a casa dele ou a um lugar ermo. Marque o encontro em lugar movimentado, como restaurantes ou praças.
  • Nunca aceite bebidas de estranhos. Não vá ao banheiro e deixe seu copo no balcão, por exemplo. Nunca se sabe se alguém pode colocar alguma substância nele.
  • Muitas mulheres acenam e até param para conversar com desconhecidos nas ruas. A intenção é desencorajar um possível agressor, já que não estaria mais só. A partir disso um movimento foi criado, o “Vamos Juntas”, que incentiva mulheres a fazer companhia umas às outras nas ruas.  

Esses são cuidados que podem ser tomados para ajudar a minimizar os riscos de agressão e estupro. Mas algo mais pode ser dito em relação à formação das pessoas neste mundo de pecado. Leia o que segue.

Pornografia, músicas e estupro

Segundo Sue Berelowitz, comissária para a Infância no Reino Unido, não há cidade ou vila em que as crianças não estejam sendo vítimas de exploração sexual. O número de vítimas está na casa dos milhares e, de acordo com Peter Davies, diretor do Child Exploitation and Online Protection Centre, uma em cada 20 crianças é vítima de abuso sexual. O acesso precoce à pornografia na internet está na raiz dessa exploração: as crianças estão crescendo com uma visão totalmente deturpada do que é sexo e do que é um comportamento sexual normal. Alguns dos meninos que estavam envolvidos em atos de abuso sexual falaram que “era como estar dentro de um filme pornô”. “Eles viram coisas e depois repetiram o que viram. Definitivamente isso afetou os limites do que eles pensam ser normal”, contou Berelowitz.

Além da pornografia que normaliza o anormal, há também as músicas com conteúdo machista. Será que músicas com mensagens agressivas contra as mulheres podem levar um ouvinte a ser ainda mais violento contra elas na vida real? Podem, sim, segundo pesquisas de Tobias Greitemeyer, doutor em Psicologia Social e professor da Universidade de Innsbruck, na Áustria. O funk carioca “Tapinha não dói”, por exemplo, foi alvo de um longo processo contra a produtora Furacão 2000 por incitar a violência contra a mulher. Nos EUA, o hit “Blurred Lines”, de 2013, foi alvo da ira de feministas e chamado de “a canção mais controversa da década” pelo jornal The Guardian

Nas pesquisas, voluntários eram convidados a ouvir músicas que incluíam algumas letras consideradas misóginas, como “Superman”, de Eminem, e “Self Esteem”, do Offspring. Durante a audição das músicas, os participantes respondiam a algumas questões e realizavam tarefas. Eles não sabiam que a pesquisa era sobre misoginia, e achavam que estavam fazendo um desafio de ouvir músicas e fazer outras atividades ao mesmo tempo. Os homens marcaram atributos mais negativos em perguntas sobre o sexo feminino e expressaram mais desejo de vingança enquanto estavam ouvindo as letras machistas, mostra artigo publicado por Greitemeyer e por Peter Fischer, da Universidade de Munique. “Nossa pesquisa mostrou que músicas misóginas fazem aumentar reações agressivas dos homens contra mulheres”, descrevem os autores no artigo.

Os psicólogos indicam que pode haver um “efeito acumulado” nessa tendência agressiva de homens acostumados a ouvir músicas com teor machista. “O que se pode dizer sobre o efeito na vida real, onde homens provavelmente ouvem centenas de canções misóginas ao longo da vida? O efeito pode ser ainda mais forte e pode levar a um comportamento agressivo ainda mais severo contra a mulher, como estupro e outras formas de violência”, dizem.

Músicas, pornografia, filmes, séries, etc. são capazes de influenciar comportamentos e tendências. Numa espécie de retroalimentação, ajudam a moldar a sociedade que ajuda a moldar a produção cultural. É o tipo de pesquisa que faz acender a luz amarela, especialmente para aqueles que se preocupam com os valores cristãos. Imagine uma criança que cresce exposta a pornografia, a músicas que objetificam a mulher e a séries como “Game of Thrones”, com cenas e mais cenas de sexo, incesto, violência sexual e estupro (confira)… Que tipo de adulto serão essas meninas e esses meninos?

Os bons e velhos conselhos fundamentados na Bíblia Sagrada continuam válidos e ajudam muito neste mundo perigoso: (1) cuidado com os lugares que você frequenta; (2) cuidado com as pessoas com as quais se relaciona; a menos que seja para influenciá-las e salvá-las, melhor não acompanhá-las; (3) seja mais seletivo quanto ao tipo de conteúdos que você consome (Rm 12:2; Fp 4:8); (4) não use qualquer tipo de droga ou substância entorpecente; cuide do seu corpo e da sua mente; (5) se souber de algum tipo de violência e abuso sendo cometidos, quebre o silêncio e denuncie.

Isso é garantia de imunidade à violência neste mundo corrompido? Infelizmente, não, mas ajuda bastante.

Michelson Borges

Marca lança vestido para homens e aproveita o pior de dois mundos

A hipocrisia também é tóxica

vestido

A marca italiana Gucci lançou um vestido para homens, que faz parte da coleção outono/inverno de 2020. A peça custa 1.900 euros e serve para “romper os estereótipos tóxicos que moldam a identidade de gênero masculino [sic]”, pode-se ler no site da marca. “Inspirado pelos visuais ‘grunge’ dos anos 90 e sobrepondo-se a uns jeans rasgados, essa peça em tartan possui cores delicadas e reflete a ideia de fluidez, explorada pela coleção outono inverno 2020.” É assim que a Gucci descreve a peça de roupa, feita 100% de algodão e que é comparada a um vestido. Com essa peça de roupa, a marca quer colocar-se na dianteira da defesa dos direitos das pessoas transgênero, defendendo “um mundo onde qualquer tipo de expressão de gênero é tratado com igualdade”, lê-se na plataforma da Gucci Chime for Change, exclusivamente dedicada ao tema.

Desde que assumiu o cargo de diretor criativo da Gucci em 2015, Alessandro Michele impulsionou a tendência sem gênero dentro da marca italiana, e em 2016 a marca de luxo já tinha sido a primeira a apostar numa modelo transgênero – Hari Nef. 

O diretor criativo confessou que queria pensar fora da caixa e trazer uma lufada de ar fresco à moda. Admitiu que pensava que “ia ser despedido” no dia seguinte ao seu primeiro desfile, mas confessou que “não tinha nada a perder”, agradecendo a confiança de Marco Bizzarri, CEO da Gucci, disse em entrevista ao The New York Times.

Sob a direção criativa do italiano, as vendas da marca de luxo têm registrado forte subida. Em 2019, a Gucci aumentou seu faturamento em 22%, em comparação com o ano anterior – faturando quase 10 bilhões de euros.

(Observador)

Nota: Isso é que é esperteza! Enquanto promove tendências progressistas/esquerdistas como a ideologia sem gênero, a marca nada nas águas do capitalismo selvagem, ao vender vestidos ideologizados por cerca de 10.000,00 reais! Tóxica é a hipocrisia. [MB]

Trans perde direito à pensão de pai militar por mudança na identidade

Quando mexeram no bolso, ela se lembrou da biologia…

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Certo de que é um homem desde que nasceu, Gabriel Botelho Saldanha da Gama retirou o útero e os seios e começou a fazer tratamento com hormônios masculinos em novembro de 2015, aos 53 anos de idade. Os resultados, no entanto, não foram percebidos apenas no corpo, mas também na conta bancária; e não apenas devido aos gastos para pagar os procedimentos. Filho [sic] de um ex-militar da Marinha, ele [sic] perdeu o benefício da pensão vitalícia dado assim que apresentou os documentos, com nome masculino, ao atualizar o cadastro, no ano passado.

A explicação do juiz do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), reforçada ontem, em primeira instância, pela Justiça Federal, é que, como não atende mais aos requisitos, ele [sic] não tem direito a receber a pensão, devida apenas a filhas mulheres e solteiras; de militares. “O impetrante deixou de preencher um dos requisitos essenciais para a percepção da pensão, o que autoriza o seu cancelamento”, entendeu o juiz federal Frederico Montedonio Rego.

“Como ele [sic] se tornou homem [sic], acabou o fato gerador”; resumiu a advogada especialista em direito previdenciário Jane Berwanger. Para Gabriel, não é tão simples. Ele [sic] alega que, mesmo depois do tratamento, continua a ser atendido por uma ginecologista, “o que corrobora com o entendimento que ele [sic] ainda é biologicamente uma mulher”.

Para reverter a decisão e resgatar o benefício, ele impetrou um mandado de segurança contra o diretor do Serviço de Inativos e Pensionistas do Comando da Marinha. Invocou os princípios constitucionais da dignidade humana, da legalidade e da razoabilidade. Afirmou, ainda, que a sentença que mudou o gênero dele [sic] transitou em julgado em julho de 2016, depois que o pai havia morrido, em 2009. E lembrou que, apesar de ter retirado útero e mamas, não fez a cirurgia de transgenitalição, a chamada “mudança de sexo”.

Apesar dos esforços, nenhum dos argumentos foi aceito nos tribunais. “Não seria de se esperar que a Lei n; 3.765/1960 previsse a mudança de gênero como uma hipótese de cancelamento da pensão, situação que, se hoje é inusitada, àquela época era impensável”, declarou o juiz federal, na sentença. Condicionar a possibilidade de alteração do gênero à operação “seria obrigar o indivíduo a se submeter a uma cirurgia complexa e dolorosa e que, em alguns casos, é contraindicada pelos riscos que impõe”, considerou. […]

É importante lembrar que a decisão de oficializar a troca de sexo também altera os demais benefícios previdenciários. “Para um indivíduo que nasce do sexo feminino, mas se considera homem, também muda o tempo de contribuição para aposentadoria. Ele terá que contribuir 35 anos e não mais 30”, explicou a advogada Adriane Bramante.

Desde 2001, as filhas solteiras de militares não têm mais direito a receber pensão vitalícia. Para quem já estava nas Forças Armadas nesta época, como o pai de Gabriel, o direito foi mantido, mas com um requisito: que pagassem 1,5% a mais sobre os rendimentos, por mês, para mantê-lo. Foi o que fez o pai dele. Em vez dos 7,5%, ele passou a pagar 9%, contando com o benefício para a filha. Essa diferença no valor não garante contrapartida. “Não é previdência privada, que paga e depois faz um resgate”, explicou Jane. […]

(Correio Brasiliense)

Nota: São os dilemas da transexualidade. De minha parte, acho que Gabriel [sic] deveria continuar recebendo o benefício, afinal, mesmo tendo retirado algumas partes do corpo e feito algumas mudanças meramente estéticas, cada célula do corpo dela continuará sendo feminina até o fim da vida. Biologia não tem ideologia – e o bolso parece que também não. [MB]

UFC: ultraje feroz ao corpo

mmaDia desses, um jovem me perguntou o que acho de esportes violentos como o Ultimate Fighting Championship (UFC). Como já postei alguns textos sobre isso em meu outro blog (www.criacionismo.com.br), me limitei a encaminhá-los para ele e os reposto aqui, para sua reflexão:

Dois homens em uma arena chutam cabeças e esmurram fígados, e isso rende o delírio da galera. Um quer a deformação do corpo do outro, e isso rende fama e fortuna. UFC (Ultimate Fighting Championship) quer dizer mesmo é Ultraje Feroz do Corpo. Mas para que ninguém fique a pensar na degradação física e espiritual do momento, é preciso fazer dessa rinha de galos um espetáculo televisivo. A TV Globo, que se recusava a cobrir as lutas do MMA (as artes marciais mistas), gastou sua semana esportiva explicando que agora, com novas regras, as lutas são “um pouco menos violentas do que o vale-tudo”, como disse o apresentador Luís Ernesto Lacombe. A sinceridade foi logo corrigida na fala seguinte: “Mas é bem bacana.”

É bem bacana, então, ver a brutalidade elevada à categoria de esporte “civilizado”. É bem bacana, então, assistir a violência de socos, pontapés e sufocamentos. É bacana ver o público se extasiar quando um homem é espancado no chão (mas agora o juiz intervém mais rápido. Antes que um assassine o outro ao vivo e em HD, né?).

(A Globo escalou Galvão Bueno para narrar o combate. Quem assistir, ouvirá um “É teeeeee… trico?!”. Os fãs do UFC não queriam o Galvão de locutor das lutas. Mas o que eles queriam? Galvão de calção e Anderson Silva na narração?)

As lutas de vale-tudo eram só um pouco piores do que as do UFC. Só paravam quando um dos lutadores estava desfigurado. No UFC, ao que parece, há que se ter não só a destreza e o domínio de artes marciais conjugadas, mas também estratégia e inteligência para vencer o combate.

No entanto, assim como a filosofia espiritual que cerca a tradição das artes marciais orientais foi banida dos filmes de “kung-fu”, nas lutas do MMA também não restou um traço da espiritualidade de antigos guerreiros. Sobram apenas chutes no rosto e cheiro de sangue.

Homero descreveu assim o feroz e mítico combate entre Epêo e Euríalo: “Rangem as mandíbulas ao receberem os golpes […] e o divino Epêo, lançando-se sobre o adversário, aplica-lhe tão tremendo golpe, que Euríalo cai inerme, vomitando negros coágulos de sangue”. Os nomes gregos saíram, mas os apelidos conservam o apelo mitológico: MinotauroCiganoSpiderThe Beast. Mas outros chamam a fúria pelo nome: Demolition Man African Assassin, que dispensam traduções.

O UFC está de acordo com as regras de entretenimento de uma civilização doente. É a nossa civilização que produz filmes que consagram a velocidade e a ferocidade, filmes feitos com muita adrenalina e pouco neurônio, filmes que glorificam machões que falam uma piadinha após decepar outros machões.

Espetáculo da meia-noite, o Ultraje Feroz do Corpo aplaca nossa primitiva sede de sangue por alguns minutos. Depois, cada um faz suas orações e vai dormir. (Nota na Pauta)

UFC e as crianças

Existe uma coisa que me assusta nesse movimento de popularização do MMA no Brasil. Não importa se o esporte (?!) do momento, cheio de brasileiros campeões, faz sucesso em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Manaus ou alhures. Ele está em alta no mundo inteiro. Desde que sejam maiores de idade e devidamente vacinados, cada um com seus problemas. Mas quando chega às crianças, a luz vermelha acende. Ontem, durante a transmissão do UFC na Globo, um pequeno garoto, na faixa dos 6 ou 7 anos de idade, recebeu uma atenção generosa da transmissão. Devidamente “equipado” para o evento, o menino aparecia com luvas idênticas às usadas pelos lutadores, além de um traje semelhante a um quimono. O sorriso azulado do menino revelou que até mesmo um protetor bucal ele fez questão de usar.

O pequeno “gladiador do novo milênio”, alcunha inventada por Galvão Bueno, se esforçou para copiar até as carrancas e os socos no ar dados pelos profissionais do octógono. A transmissão deve ter realmente apreciado a cena, pois ela foi reprisada poucos minutos depois, em câmera lenta.

Além dele, contei pelo menos outros dois garotos com menos de 10 anos de idade que foram filmados nas arquibancadas. Crianças que, pelo horário, suponho, não deveriam estar ali.

Sou completamente leigo acerca das leis que regem sobre isso, mas basta um mínimo de senso para saber que aquele ambiente não é o mais adequado à infância, assistindo uma pancadaria gratuita, prato principal do UFC.

Quando a pessoa já tem um mínimo de caráter formado (seja bom ou mal), as escolhas são feitas com naturalidade, há discernimento suficiente para você ver uma briga e simplesmente não sair arrebentando qualquer um por aí – imagino que este seja o caso dos apreciadores de artes marciais, não sei. Geralmente, é na adolescência que passamos por esse processo de discernir o que é certo do que é errado, o que é de bom grado e o que é pura sacanagem. Mas quando ainda vivemos a infância, temos a tendência de imitar quem nos rodeia.

Essas crianças não têm a menor ideia do que estão fazendo. Estão apenas copiando nossos movimentos, mostrando, com toda aquela inocência da infância, como somos ridículos. (Fábio Monteiro, UOL)

Nota: É absurdo qualquer um assistir a essa rinha humana (a de galos é proibida…), quanto mais crianças. Mas o pior é saber que há cristãos, pretensos seguidores do pacifista Jesus de Nazaré, que se deleitam em ver um homem espancar outro até lhe arrancar sangue. Isso, sem dúvida, é parte do cumprimento da profecia de Jesus segundo a qual, por se multiplicar o pecado, no fim dos tempos, o amor de muitos esfriará (Mt 24:12). Só pode ser isso.

Nas férias em Santa Catarina, li algumas edições do Diário Catarinense e fiquei feliz em ver que há mais pessoas inconformadas com essa invasão de violência nos ringues e nas telas. No dia 28/12, em sua coluna, Ancelmo Gois tratou do tema: “Veja aqui [foto abaixo] algumas caras deformadas no MMA, publicadas no UOL. Quem chamou a atenção para essa galeria de horrores foi mestre Zuenir Ventura, que, a exemplo deste escriba, não entende o porquê de tanta celebração com estes sangrentos gladiadores do século 21.”

Parabéns ao Ancelmo Gois pela coragem, especialmente levando em conta que o Diário pertence à RBS, afiliada da Globo (promotora do UFC) no Sul do Brasil. [MB]

A porrada nossa de cada dia

Primeiro, a notícia de que haverá uma luta beneficente em frente ao Palácio do Planalto e, depois, outra de que mulheres disputarão um torneio de mixed martial arts (MMA). Neste último caso, o promotor do espetáculo avisa que não é “aquela coisa de briga de mulher”, mas de profissionais do ringue, coisa muito séria. Mesmo que não tenha havido maiores repercussões do assunto neste Observatório da Imprensa ou em colunas de jornal, não é difícil imaginar o que pensa disso gente de primeiro time como Alberto Dines, Zuenir Ventura e Ancelmo Góis, para mencionar apenas alguns dos jornalistas que têm criticado esse tipo de espetáculo em ascensão no gosto do público e da mídia.

Como não lhes dar razão? O cenário é assustador: num ringue, que pode assumir forma octogonal a depender da empresa promotora, homens fortíssimos, reinterpretações pós-modernas dos gladiadores romanos, trocam socos e pontapés até que um deles, às vezes coberto de sangue, desmaie ou dê as batidinhas convencionais de desistência (tap out). O MMA é o reality show da porrada.

(Não é, aliás, sem algum arrepio que grafo “porrada”, pois me lembro bem que, no auge da ditadura militar, o finado Tarso de Castro foi levado à polícia política porque havia empregado, em uma nota no Pasquim, essa palavra. Nos porões, a porrada dava o tom aos “diálogos”, mas só como passagem ao ato: como fala, era proibida.) […]

Ninguém jamais se preocupou muito com esse assunto no espaço público. Por que agora a comoção? Uma resposta hipotética é que o espetáculo da violência disseminou-se na mídia, passando a ser visto por novas frações de público, como crianças e mulheres. Mais ainda, a coisa chegou à Globo, ainda em horário tardio, mas nada indica que não possa adiantar-se na grade de programação, aparecendo à beira do jantar.

Admitamos que seja patética a possibilidade de estetização do ato de violência dentro do horário “nobre”. Violência pode ser ato e estado (instituição). É preciso levar em conta a hipótese de que a porrada física do MMA possa ser de fato menos violenta do que o espetáculo da violência institucional e moral a que assistimos, dentro e fora do horário “nobre”, quando as figuras da República vêm a público tentar explicar a corrupção do dia a dia.

(Muniz Sodré, Observatório da Imprensa)

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UFC: massacre autorizado

O  deputado José Mentor colocou um debate interessante. Lembrou em artigo publicado ontem na Folha que o Congresso discute um projeto que pode levar à proibição da UFC, essas lutas violentíssimas que se tornaram o mais novo sucesso na TV. O argumento de Mentor é o seguinte: se nós proibimos briga de galo, por que não devemos proibir espetáculos equivalentes entre dois seres humanos? A resposta padrão para essa pergunta é simples. Consiste em dizer que dois homens adultos, em pleno gozo de seus direitos, não podem ser tolhidos em sua liberdade, que inclui o direito de espancar-se até não poder mais. Está no manual liberal. Tenho dúvidas sobre a proposta de Mentor. Mas esse argumento para liberar o massacre humano em nome da liberdade individual é complicado.

Ninguém pensa em liberar as brigas de galo. Na Espanha, as touradas, que considero um espetáculo maravilhoso [nisso discordo], estão condenadas. E a farra do boi em Santa Catarina?

Claro que a veterana Sociedade Protetora dos Animais possui um argumento de peso. Nem um galo nem um touro escolheram arriscar sua vida dessa maneira. Isso nos daria, como bípedes, o dever moral de protegê-los.

Concordo com o argumento. Mas se a discussão se encontra no terreno ético, cabe perguntar: Será que não temos nenhum dever moral com a proteção de vidas humanas?
Imagine a cena, que era obrigatória nas crônicas paulistanas dos anos 50 e 60. Um dia você está andando pelo Vale do Anhangabaú, em São Paulo, quando encontra um cidadão – adulto, em pleno gozo de seus direitos – pronto para mergulhar para a morte. O que você faz? São duas atitudes básicas:

a) Você diz: “Vai com Deus, meu filho. A vida é sua.”

b) Você faz o possível para impedir o suicídio.

Estou com a segunda hipótese. Gosto de imaginar que, se isso acontecer, alguém vai chamar o Corpo de Bombeiros, enquanto uma alma solidária ficará distraindo a vítima até que seja possível resgatá-la – à força, se for preciso. Acho emocionante quando vejo uma cena dessas, nem que seja num filme.

Acho que o debate sobre a cracolândia envolve essa mesma situação. Um dia, um cidadão que também estava em pleno gozo de seus direitos teve a triste ideia de experimentar uma droga fortíssima, que gera dependência, e não consegue mais sair de seu inferno.

E agora? Vamos autorizar de braços cruzados e assistir à autodestruição dos dependentes? Assim, numa boa, com um livrinho de algum economista da escola austríaca embaixo do braço?

Essa é a discussão.

(Paulo Moreira Leite, Época)

A intolerância dos que pregam a tolerância

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O caso de um homem negro baleado por policiais na cidade de Kenosha, no estado americano de Wisconsin, no último domingo (23) reacendeu os protestos contra o racismo nos Estados Unidos. Na madrugada desta quarta (26), duas pessoas morreram baleadas e uma ficou ferida durante um confronto nas ruas do município. Além de deflagrar depredações em série em Kenosha, o episódio motivou manifestações em várias cidades do país e acentuou conflitos entre negros e brancos. Um vídeo que viralizou nas redes sociais registrou o momento em que uma mulher, sentada na área externa de um restaurante, acabou sendo abordada por um grupo que exigia demonstração de solidariedade. Os manifestantes queriam que ela levantasse o punho como os demais e gritavam: “Silêncio de branco é violência.”

A cena ocorreu em frente a um restaurante mexicano na capital Washington D.C.. Desde a última segunda (24), protestos se tornaram recorrentes, assim como os embates com brancos contestados pela passividade diante da violência contra os negros no país.

A planejadora urbana e fotógrafa Lauren Victor tinha ido jantar com uma acompanhante quando foi questionada pelos manifestantes. Enquanto outros clientes concordaram em levantar o braço, ela se recusou. Aos gritos, o grupo insistia por uma explicação para sua negativa. “Eu me senti como se estivesse sendo atacada”, afirmou Lauren ao jornal Washington Post. “Foi simplesmente opressivo ter todas aquelas pessoas vindo na minha direção. Ter uma multidão, com toda aquela energia, exigindo que eu fizesse isso (o gesto). No momento, não parecia certo.”

Ela ainda disse que apoiava o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em tradução livre) e já havia participado de atos. No entanto, avaliou que a abordagem dos manifestantes foi errada e não quis estender o punho apenas por pressão.

De acordo com o Post, a cena se repetiu por outros estabelecimentos. Manifestantes enquadraram clientes com luzes de câmeras fotográficas e proferiram palavras agressivas cobrando atitudes. Aqueles que se opunham a erguer os braços eram hostilizados e indagados a se justificar. O coro dos manifestantes se espalhou pelas ruas em clamores como “sem justiça, sem paz”. […]

(Época)

Nota 1: Opor-se e denunciar racismo, violência de qualquer natureza, etc. é dever do cristão, pelo simples fato de ser cristão. Só não podemos ser ingênuos a ponto de defender bandeiras certas sequestradas por grupos que levam adiante outras agendas, frequentemente anticristãs. Aqui vemos a velha tática satânica e usada com maestria pelos progressistas: dividir para conquistar. Homens x mulheres; brancos x negros; ricos x pobres. A estratégia é antiga e funciona. Temos que erguer a voz contra essas mazelas sociais, sem dúvida. Mas não precisamos ser marxistas para pregar justiça social (a Bíblia já ensina isso); não precisamos ser feministas para pregar direitos justos para ambos os sexos (não gêneros) (a Bíblia já ensina isso); e não precisamos aderir a movimentos antirracistas cooptados por interesses políticos para defender a igualdade entre as etnias (não raças) (a Bíblia já ensina isso). Infelizmente, para esses movimentos sociais militantes, se você não pensa nas mesmas soluções que eles, você está errado e será visto como alvo de linchamentos públicos e/ou virtuais. A pregação criacionista bíblica seria a solução para todas as mazelas humanas, pois nivela todos ao pé da cruz e nos faz perceber nossa filiação comum. Somos todos irmãos, descendentes de Adão e Eva. Mas quem quer ouvir falar dessas “historinhas bíblicas” numa hora dessas? Ainda mais numa sociedade que vem sendo condicionada a relativizar cada vez mais a Palavra de Deus (especialmente seus primeiros capítulos). Estão jogando de lado a verdadeira solução e correndo para os braços do inimigo. [MB]

mae terraNota 2: Um dia esse tipo de pressão se voltará contra outras pessoas, que se recusarão a prestar homenagem a um poder humano usurpador e a reverenciar um dia que simboliza a pretensa autoridade desse poder (confira). A causa estampada na camiseta da foto aí ao lado também tem se agigantado. [MB]

Leia também: “A origem do movimento Antifa e seu desalinhamento com os valores cristãos” e “Ódio e revolta se espalham: a volta da Revolução Francesa?”

Sobre o estupro da menor e outras crueldades

abusoSeria muito bom se não existissem no mundo situações éticas que entrassem em conflito. Devemos honrar pai e mãe obedecendo-lhes em suas ordens. Mas meus pais não queriam que eu me tornasse um adventista. E então? O que fazer? Pequei por desobedecer-lhes e me ser batizado contra a vontade deles? Sobre o caso dessa pobre menina de dez anos estuprada, não acho que seria prudente dar uma resposta rápida achando que um post resolveria o problema de uma menina que nem conheço. Aborto é um crime. Porém, acho que não podemos cometer o erro de falar um dicto simpliciter, isto é, trazer uma generalização indevida para um caso surreal de características completamente excepcionais.

Sempre fui contra manifestações que beiram ao histerismo, venha de um lado ou de outro. Não imagino Jesus agindo assim. Não ficarei do lado do conservador, se ele defender o que acredito com argumentos que eu jamais usaria. Eu gostaria de poder fazer muito mais por essa menina do que simplesmente emitir minha opinião na internet. Infelizmente, não posso. Ou melhor, posso sim, em primeiro lugar não  a julgando; em segundo lugar, orando por ela (imaginem a aflição dela, as sequelas emocionais que o trauma deixara); e, em terceiro, usando a tragédia dela para me lembrar do dever de nunca ser conivente, se algo do tipo acontecer perto de mim. Melhor ainda, não esperar acontecer para fazer algo. Prevenir é melhor que remediar.

Ledo engano achar que monstruosidades assim só ocorrem onde não estou. Não posso ser um alienado. Palpites e opiniões todos dão. Fazer algo concreto poucos fazem. Deus me ajude a não ser apenas um palpiteiro. Afinal, Jesus era a verdade e nem por isso emitiu opinião sobre tudo o que acontecia. Essa mensagem não é apenas para vocês. Ela é uma advertência também para mim.

Ah, só tem uma coisa que não posso esquecer: todos somos pecadores, mas alguns conseguem ser perversos, e estes enfrentarão a ira de Deus. Que se arrependam, senão seu sofrimento nas mãos de um Deus irado será algo pior do que qualquer dor que eles causaram a seu semelhante. Com Deus não se brinca!

(Rodrigo Silva é apresentador do programa Evidências, da TV Novo Tempo)

Leia também a Declaração da IASD sobre a visão bíblica da vida intrauterina e suas implicações para o aborto” (clique aqui).

Apoie o projeto Quebrando o Silêncio, há mais de uma década combatendo várias formas de violência.

criançasSEMÁFORO DO TOQUE: Se você não sabe como explicar para seu(sua) filho(a) onde ele ou ela pode ou não ser tocado(a), faça esse desenho com ele/ela e diga que é um jogo. Igual ao semáforo: verde (pode), amarelo (atenção) e vermelho (proibido). Proteja seu bem mais precioso. Nossos filhos são nossa herança! Pedofilia é crime. Denuncie!