Filme contra o aborto arrasa nas bilheterias dos EUA

unplannedCom receita de 6,1 milhões de dólares no seu primeiro fim de semana, o filme “Unplanned” (“Não Planejado”) conquistou o notável sucesso de ficar em quinto lugar entre as maiores bilheterias dos Estados Unidos na sua primeira semana de exibição nos cinemas do país, apesar da forte campanha de boicote realizada por grupos abortistas contra esta produção pró-vida. O filme é baseado na história real de Abby Johnson, que foi uma das mais jovens diretoras do gigantesco conglomerado de clínicas abortistas Planned Parenthood. Depois de ter participado de mais de 22 mil abortos, ela mudou radicalmente de postura, uniu-se à iniciativa “40 Dias pela Vida” e se tornou uma das maiores referências pró-vida em território americano.

Abby Johnson tinha chegado a ser uma das mais aguerridas porta-vozes da Planned Parenthood nos Estados Unidos, lutando para promulgar leis em prol da “causa” em que acreditava profundamente: ajudar mulheres a abortar. Até que um dia ela parou para enxergar de verdade a brutal crueza de um aborto.

Primeiro veio o livro e depois o filme, ambos com incontáveis barreiras pelo caminho. No caso do filme, o site Catholic Vote listou alguns dos obstáculos que “Unplanned” enfrentou só na primeira semana de exibição nos cinemas dos EUA:

  • Quase todos os principais grupos de mídia do país ignoraram solenemente o lançamento da produção.
  • Alguns, como o canal Hallmark, até se recusaram a veicular anúncios pagos de divulgação do filme.
  • A conta oficial do filme no Twitter chegou a ser suspensa, sem qualquer motivo, durante várias horas, em pleno fim de semana da estreia (29 a 31 de março).
  • Por fim, a chamada “censura indicativa” feita por Hollywood atribuiu ao filme a letra “R” de “restrito”, ou seja, “não apropriado para menores de 17 anos sem a companhia de um adulto”.

Esta censura hollywoodiana foi definida em uma palavra pelo ex-governador republicano do Arkansas e ex-candidato às eleições primárias para a presidência dos Estados Unidos, Mike Huckabee: “ironia”. Ele questiona: “Quer dizer então que uma menina de 13 anos pode por lei fazer aborto sem que sequer os pais dela estejam sabendo, mas não pode ver um filme que mostra a realidade do aborto se não estiver acompanhada por um adulto até completar 17 anos?”

Achamos que a palavra “ironia” é bastante suave para definir a hipocrisia em questão.

(Aleteia)

Leia mais sobre aborto aqui.

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Do espartilho vitoriano ao escândalo da calça legging

leggingHouve um tempo em que o vestuário feminino era composto por fabulosas camadas de tecido: meia, saiote, vestido estruturado… e o espartilho vitoriano que afinava a cintura e tinha um efeito push-up. As curvas do quadril e as pernas eram íntimas demais para a mulher do século 19; ser vista com a roupa “de baixo” (que já era muito mais que um vestido de igreja dos dias de hoje) era uma desonra, mesmo que acidentalmente. Não por vergonha sem sentido do próprio corpo, mas por cuidado com a intimidade. Sim, acredite! Mas os tempos, costumes e valores mudaram. Em meio a tantas revoluções de vestuário que a sociedade ocidental protagonizou até agora, a meia-calça foi promovida: teve o pé cortado e deu origem à calça legging. No dress code contemporâneo, a legging faz parte do traje feminino para a prática de esportes na academia. O tecido à base de elastano e a modelagem bem justa ajudam a ter mais consciência corporal durante o treino. Quem já vestiu uma legging sabe bem a sensação de conforto e domínio de movimentos que ela proporciona. Quem também já usou uma meia-calça de boa qualidade sabe que a sensação é a mesma.

Agora, quem vestiu uma legging pela primeira vez lá pelos 15 anos de idade, como eu, conhece a sensação de nudez que ela provoca, mesmo com uma camiseta estilo long por cima. A sensação é de estar de meia-calça e camiseta – e ninguém sai na rua assim. Mas o desconforto desaparece rápido. É, a gente se acostuma e logo se sente vestida usando legging na academia.

Você já viu algum homem trajado apenas de sunga entrar no transporte público? A moda praia é para a água, pijama é para dormir e roupa íntima é para usar por baixo da roupa. Então, por que a calça legging saiu da academia e foi parar até nas igrejas cristãs?

O assunto está em alta por causa de uma carta de pedido de ajuda escrita por uma mãe católica, publicada no jornal universitário The Observer, da Universidade de Notre Dame e do colégio de Saint Mary, no dia 25 de março. A reação do público foi estarrecedora e mostra uma forte inversão de valores. Constrangida com as leggings e top croped das garotas durante a missa, a mãe pediu que pensassem nos garotos católicos que querem praticar a virtude da castidade, pois seus filhos não conseguiam tirar os olhos delas, uma vez que a “legging é muito reveladora e deixa a mulher quase nua”. Revoltadas, as alunas protestaram nas redes sociais em um espetáculo de poses eróticas e ginecológicas, com legendas apelativas: “Garotos, olhem para mim, por favor!”

Marcas de moda fitness se aproveitam da situação. Lançaram o “dia do orgulho legging”, chamando a peça de roupa do futuro. E eu pergunto: Onde está a delicadeza feminina? Onde está a doçura das jovens adolescentes? Os garotos são mesmo os pervertidos por terem impulsos biológicos e dificuldade de concentração para rezar ou para estudar perto de uma garota vestida com sua intimidade física tão exposta? O que antes era “proibido mostrar” agora é exposto de maneira tão grosseira: “Agora vocês são obrigados a ver e não podem fazer nada, então, controlem-se!”

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Vestindo o corpo pelo avesso – inversão do significado de vestir

A polêmica das leggings rendeu nota no New York Times, que comentou que o protesto pode ter exposto “uma falha cultural que atravessa gerações”, citando o escândalo que foi a minissaia lançada pela estilista Mary Quant, nos anos 1960, e alegando que rupturas assim abrem caminho para mudanças sociais.

O protesto das estudantes revela muito sobre os rumos da sociedade e anuncia uma grande necessidade de exposição a um olhar erótico, apelando para serem vistas por todos, de uma maneira até imposta, em uma atitude combativa ao controle do tamanho da saia que os pais tinham no passado. O que antes seria considerado íntimo demais agora é exposto em público, como uma consulta ginecológica no papel de protagonista em um espetáculo da liberdade para se poder fazer o que quiser com o próprio corpo.

Esse tipo de espetáculo apresenta uma inversão de sentido do próprio vestuário, e mostra um ego dilacerado por uma ânsia de liberdade em uma liberdade escravizada e constrangedora. Esse movimento de banalização da própria intimidade é uma falsa revolução. É uma revolta puramente espetacular no fato de que a própria intimidade se tornou algo público. Se o que é público não é íntimo, o que sobra para o encontro na intimidade do casal?

Essa inversão de valores é consequência de uma ideologia que parece ser libertária, mas está longe de servir aos interesses das próprias mulheres – só que elas não percebem isso. A ideia da “liberdade” para expor o corpo cada vez mais nasceu na cabeça de homens astutos que estavam interessados somente em suas próprias perversões. Plantaram na cabeça delas a ideia de que não deveria existir nada de posse, nada de ciúmes e sim “orgulho” de “exibir” o que tem em casa e até um certo prazer em provocar desejo de outros homens “em minha mulher”. Assim ele teria liberdade de desejar e possuir outras mulheres sem que a sua desse um chilique. Afinal, ela também “queria” ser livre.

Quando eu convenço você a fazer algo que não é para o seu bem, mas faço você pensar que é por você, quando, na verdade, é para me servir, isso é manipulação. E foi o que aconteceu. Dessa vez, em vez de terem sua intimidade e dignidade protegida, agora estão sendo controladas e persuadidas pelo homem perverso que só pensa em satisfazer a própria lascívia.

O movimento feminista comprou o discurso e não percebe que ele está a favor do homem que diz combater: a mulher deve ser livre e não deve exigir nenhum compromisso, porque ele quer usar e jogar fora, quantas conseguir, sem nenhuma responsabilidade atrelada a isso. Ele não quer ter compromisso. Não quer ter filhos e viver com a mesma mulher para sempre. Transformaram-se em “Sexy Machine”, escravizando-se voluntariamente, acreditando que é “vingança” dos anos de repressão dos tempos do espartilho e da castidade vigiada.

Dormindo com a inimiga

Ah, se aquelas garotas soubessem que o agente do espetáculo posto em cena como “vingança” das leggings é inimigo delas mesmas – e não inimigo de uma opressão machista –, aí, sim, encontrariam a verdadeira liberdade para serem mulheres em toda a sua plenitude. O problema é que essa ideologia da pura liberdade afasta toda e qualquer ideia do mal, e essa racionalização é agravada pela própria irracionalidade do seu meio, onde muitas mulheres escolhem renunciar sua intimidade em nome da autonomia para se identificar com a lei geral da obediência e submissão a homens não convertidos a Cristo. Pois é, também acho que isso não tem o menor sentido! É como me machucar esperando que o outro sinta a dor.

Ouso parafrasear Guy Debord, em A Sociedade do Espetáculo, e nessa mesma linha de raciocínio lamento quantas mulheres perderam seus valores nessa “luta entre a tradição e a inovação cultural” e suas manifestações negativas! Ao tentar comunicar o incomunicável, a “organização social da aparência está obscurecida” pela pseudoliberdade que ela defende. A sociedade “não percebe que o conflito está em todas as coisas do seu mundo corrompido pelo seu desprezo pelo conhecimento do homem desprezível e ditador que realmente é o espectador desse espetáculo” apelativo e vulgar que chamam de “liberdade”. “Ao atender aos desejos desse espectador inescrupuloso e pervertido”, a mulher que expõe sua intimidade levianamente também corrompe o homem virtuoso, contaminando os desejos do homem fiel e casto. E, além disso, ela se priva de um encontro íntimo e verdadeiro, que é o que nos permite reconhecer-nos como indivíduo, deixando-nos incapazes de reconhecer nossa própria realidade.

Mulher embalada a vácuo é mequetrefe!

Falando em realidade, “mas e se eu usar a legging com uma camiseta long ou com uma saia por cima?” Perfeito para academia. Assim você não se expõe ginecologicamente e fica mais delicada, mesmo em um ambiente em que a peça não seria escandalosa – uma vez que a academia é o local para esse tipo de roupa. “Mas e no dia a dia, nas compras, nos passeios?” Eu só consigo me lembrar da Paula Serman, médica e consultora de imagem que mantém o perfil Beleza Cura, no Instagram: “Esqueçam a legging de uma vez por todas”, diz ela, explicando que nenhuma roupa justa demais é elegante, que a legging não é bonita e não valoriza o corpo da mulher. Apenas expõe o corpo de maneira deselegante como se fosse embalado a vácuo. “Legging é mequetrefe, só serve para faxina e academia”, diz ela.

Quem gosta de ler sobre moda, imagem e antropologia, sabe que esse assunto está longe de ser uma questão puramente religiosa. Nesse contexto, destaco as dicas das consultoras de imagem. Tenho algumas amigas pessoais que são profissionais dessa área, com quem aprendo muito e morro de vergonha quando lembro das gafes absurdas que já cometi – passando uma informação errada sem saber, corrompida pela preguiça do “todo mundo usa”, sem refletir na coerência do significado. Mas estou aprendendo aos poucos. E a cada nova informação, me sinto mais livre para expressar o que eu realmente quero e quem eu sou de verdade.

Acontece que, diferentemente dessas mulheres que realmente querem se expor – seja devido ao ego dilacerado ou por terem comprado a ideia de que é legal se exibir como forma de protesto contra certos valores que elas consideram opressão machista –, a mulher cristã não quer atrair olhares impuros, não quer ser responsável por instigar a lascívia ilegal.

Então por que esse tipo de roupa tem feito parte do look de mulheres cristãs, cujo objetivo de vida é servir ao Criador e praticar a virtude do amor? Talvez por falta de informação sobre a mensagem que cada peça de roupa transmite sobre quem você é, ou talvez porque ainda não alcançaram o conhecimento de como a modéstia também é uma virtude que conduz ao amor.

“Afinal, o que é modéstia?”

Eu sempre confundi modéstia com modesto. Nunca havia pesquisado o assunto. Achava que roupa cara é que era falta de modéstia. E usava a modéstia e a decência como se fossem coisas distintas. Sim, eu cometi esse erro até março deste ano, quando assisti à live da Paula Serman sobre esse tema. Em resumo, ela, que professa a fé católica, explicou que a modéstia é uma virtude que está associada ao pudor, à castidade e à temperança. Todas as virtudes conduzem ao amor, com o objetivo de nos tornar pessoas melhores e preocupadas com a felicidade do outro, e a modéstia nos ajuda a amar com o coração inteiro, de acordo com o estágio de vida: solteira, casada… “E viver o ápice da demonstração do amor, que é o ato sexual, dentro da sua dignidade.” Como médica, ela explica que o próprio corpo humano nos ensina que o que é nobre tem que ser bem guardado, pois, por exemplo, se o coração fosse exposto, poderia romper uma artéria facilmente. A modéstia ensina a proteger nossa interioridade e a entregá-la somente para quem realmente vai receber com cuidado, com delicadeza, com a devida importância. Através da nossa corporeidade, expressa em nossa aparência externa em nossas roupas, expomos nosso interior. “Isso não é religioso. É parte da antropologia humana, é uma exigência do ser humano”, explica Paula Serman. “Essa voz que pede que a gente guarde isso às vezes fica embotada; às vezes nossa sensibilidade está comprometida e acabamos expondo demais o corpo e entregamos o interior de maneira esparramada, com o coração exposto, com tudo à amostra, com o risco de entrar uma bactéria na nossa afetividade. E eu não estou nem sabendo”, destaca.

Nesse sentido, penso que homem e mulher precisam ser mais compreensíveis e tolerantes com as diferenças um do outro, porque elas são importantes para a atração e união do casal. Não é saudável simplesmente achar que todo homem é pervertido e por isso não adianta cuidar da exposição. Muito pelo contrário. Paula explica que as características corporais e psicológicas que distinguem homem e mulher fazem que ela esteja mais exposta, e quando ela se expõe demais acaba despertando no homem determinados impulsos que podem confundir. Isso é antropólogo, não é religioso nem machista.

E ela vai além: mostrar quem a gente é de verdade, sem confundir, faz parte da capacidade de amar através da aparência. “A gente vai começar a usar nossa imagem não para constranger os outros, não para violentar, não para chocar, não para atrair de forma leviana. A gente vai usar nossa imagem para agradar, para elevar, para trazer uma sensação gostosa, um conforto para a vida dos outros, para agradar nosso Criador e ter um amor-próprio saudável.”

Fiquei emocionada quando ouvi isso. Mudou muita coisa dentro de mim. Entendi que o fundamento da modéstia é muito bonito, que a base da elegância e da decência é o amor e a retidão na intenção. “Não é por medo, nem por obediência servil. É por ter o coração dilatado de um amor que nos engrandece e nos liberta de tudo que é egoísta e feio. Só vive isso quem vive o amor, quem quer realmente tratar o próprio corpo, a si mesmo e o outro com delicadeza, cuidado, respeito, sem fugir, sem se esconder”, como explicou a consultora. “Quando a gente tem uma mudança de vida, a gente vai entendendo muitas coisas aos poucos. É uma obediência por amor, é uma confiança em Deus.”

 Para Paula, uma pessoa sensata, que tem retidão de coração, mesmo que não tenha nenhuma religião, vai chegar a essa conclusão de que é importante ter uma atitude e uma aparência digna que ajude na afetividade. “Ela vai se preocupar em não tornar o ambiente leviano, não constranger quem está por perto”, conclui. (Assista à live completa no YouTube.)

Como espalhar amor e verdade através da aparência

Agora que falamos sobre o que é a verdadeira virtude da modéstia, tenho certeza de que o olhar sobre o protesto de legging muda mais ainda, não? Consegue perceber que há uma certa agressividade por parte de muitas dessas mulheres que se expõem demais? É como se a delicadeza feminina de muitas delas tivesse sido corrompida, pervertida de uma forma grosseira, a troco de nada. As mulheres estão deixando de ser femininas autênticas e se transformando em outra coisa contrária à sua natureza. Por que sofrer voluntariamente? Se a mulher não estiver livre para ser realmente uma mulher, o homem também não estará livre para ser realmente um homem.

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Por que essa vingança do avesso? Essa falta de sensibilidade cria episódios como o que presenciei nessa primeira semana de abril. Uma mulher foi fotografada em um ônibus, trajando mínimas peças de academia, com o shorts esticado ao limite (foto), parecia até machucar. As fotos foram publicadas no Facebook, com a legenda: “Entra no ônibus cheio com uma roupa dessa e depois vai reclamar que alguém passou a mão.” Nos comentários, homens casados reclamam que era muito chato ter que lidar com isso, porque eles não queriam olhar. Mulheres diziam que ela podia usar a roupa que quisesse e que ninguém tinha que ficar olhando. Muitos disseram que ela não tinha noção do ridículo (mesmo com o corpo perfeito de academia).

Lendo os vários comentários, percebi que muitos homens realmente se sentem agredidos com essa hiperexposição do corpo feminino. Especialmente os que são casados e realmente não querem ter seus impulsos naturais acionados dessa forma. Então comentei que esse tipo de vestimenta deveria ser enquadrada na Lei Nº 13.718, de 24 de setembro de 2018: “Importunação sexual: Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro.” Para quê?! Logo vieram dizer que a lei é para proteger as mulheres de cantadas, abusos, aquelas passada de mão indesejada, gestos insinuando o que o sujeito está a fim de fazer, e outros constrangimentos à mulher.

Mas por que proteger só as mulheres? Tudo isso é muito legítimo e necessário. Mas, cá entre nós, não são ofensivos, constrangedores e indesejados certos tipos de trajes que expõem toda a intimidade feminina sem o menor pudor? E se tem uma criança com você, você não sai de perto? Eu tiro a criança de perto. Fico constrangida e desconfortável se estou acompanhada. E sei que ele também – pois é daqueles que têm uma coisa boa chamada caráter. A meu ver, da mesma maneira que o homem não pode fazer um gesto obsceno, pois humilha e constrange, a mulher também não deve poder expor suas “obscenidades”. Isso faz sentido para você?

Mas sempre tem quem diga: “Ah, o homem que controle seus impulsos porque eu mostro o que eu quero e você é que é um pervertido se ficar olhando!” Isso não é nem um pouco gentil, é uma atitude destrutiva. Mulheres inteligentes alimentam relações saudáveis e se preocupam em afastar em vez de atrair olhares impuros.

A mulher precisa ter liberdade para se desenvolver naturalmente em sua feminilidade. E o homem precisa ser o mais masculino possível para crescer como homem. Assim, ambos estarão saudáveis e atraídos o suficiente para que o encontro, na intimidade, traga dois mundos diferentes a uma união que será uma verdadeira e rica bênção.

Tudo isso tem que ver com o amor, com a beleza, com a verdade, com a bondade, com a generosidade, com a disponibilidade de ser inteiro e de se entregar inteiramente a Deus.

Passe esse conceito para quem você ama, ensine suas filhas e ajude a espalhar verdade, beleza e amor neste mundo tão frio, feio e cruel.

Débora Carvalho é jornalista e editora de conteúdo

Prendam Bernardinho, esse transfóbico!

1Era para ser tão-somente uma jogada de vôlei. Uma atleta recebe, outra levanta e um terceiro ataca a bola em direção à quadra adversária. Ao lado da quadra, o técnico da equipe reclama do ponto perdido e solta um palavrão depois de fazer uma constatação óbvia: trata-se de um homem jogando contra mulheres. Era para ser tão-somente um lance num jogo de quartas-de-final da Superliga Feminina de vôlei. Mas se transformou num maremoto identitário.

Tudo porque o jogador que finalizou o ataque se chama Tiffany. Ele é um homem biológico de ombros largos, quadril estreito, braços e pernas fortes e toda uma estrutura física moldada à base da testosterona que correu em suas veias depois da puberdade e antes de ela se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo (ou ressignificação sexual, para os que falam a novilíngua) e ao tratamento hormonal exigido pelo Comitê Olímpico Internacional. Desde 2017, Tiffany defende o Sesi Bauru. Contra equipes formadas por mulheres biológicas, ele é consistentemente o maior pontuador e também o melhor jogador em quadra.

Ativistas trans ficaram furiosos porque Bernardinho simplesmente constatou algo que salta aos olhos de quem ainda consegue enxergar o mundo sem a lente contaminada da política identitária: a despeito do nome e dos órgãos sexuais novos, uma parcela de Tiffany, a física, a atlética, será para sempre Rodrigo.

Os ativistas recorreram às redes sociais, sempre elas, para atacar o treinador, usando para isso os lugares-comuns argumentativos de sempre. Ao usar a palavra “homem” para se referir a Tifanny, Bernardinho seria transfóbico, homofóbico, o pior ser humano do Universo, alguém a ser punido pela chibata invisível da opinião pública por não rezar pela cartilha do gênero neutro.

Se o egrégio Supremo Tribunal Federal retomar o julgamento que criminaliza o que um burocrata qualquer definirá como homofobia e decidir mesmo igualar comentários como o de Bernardinho (“é um homem!”) ao racismo, qualquer pessoa que ousar empregar o artigo masculino para se referir a Tiffany (ou o feminino para se referir a Tammy Gretchen) será não só alvo da rebelião dos trolls cheios de boas intenções, mas também correrá o risco de pagar multa, indenização por dano moral e até ser preso.

Sim, preso.

Pois que prendam Bernardinho, esse homem abjeto indignado com a injustiça de ver suas esforçadas atletas tendo de competir esportivamente contra um adversário em clara vantagem biológica!

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E, para aproveitar a viagem do camburão, prendam também a tenista Martina Navratilova, lésbica, que recentemente também foi excomungada pela comunidade LGBT por ter afirmado num artigo que homens que se identificam como trans e competem em esportes femininos são nada menos do que trapaceiros. Prendam-na por ter cometido o terrível crime de expressar sua opinião! Por ter causado um dano irreversível ao coração fragilíssimo desses homens fortes e suas raquetadas violentas.

No embalo punitivista daqueles que pretendem reparar o que não requer reparo, prendam também Jordan Peterson, o professor que se recusou a usar o pronome neutro para se referir a seus “alunxs”. Prendam o atendente de uma loja de conveniências que aparece num vídeo viral cometendo o delito grave, gravíssimo, imperdoável mesmo de se referir a um homem de saias como “senhor”.

Temeroso diante da reação da milícia virtual, Bernardinho acabou se desculpando. Disse que não queria ofender Tiffany, o que é evidente. Ninguém – ninguém! –, nem mesmo o explosivo Bernardinho, quer que trans, atletas ou não, sofram violência, sejam humilhados, ostracizados, demonizados, excluídos do bom convívio, presos, torturados, etc. Adiante, ele esclareceu que seu comentário (“é um homem!”) fazia referência “ao gesto técnico e ao controle físico que ela tem, comum aos jogadores do [vôlei] masculino e que a maior parte das jogadoras não tem”.

O que deixa claro que Bernardinho não entendeu algo que os ministros do Supremo parecem ter compreendido melhor: desculpas de nada servem se na frase seguinte o “criminoso” insiste em reiterar a realidade e em questionar a narrativa fantasiosa.

Trata-se, pois, de um crime com um sem-número de agravantes, sem qualquer possibilidade de perdão. Às favas todos os escrúpulos de consciência! Na tirania identitária, a única sentença aceitável é também aquela que exclui qualquer possibilidade de arrependimento. Cortem as cabeças, pois.

(Paulo Polzonoff, Gazeta do Povo)

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Não cuidar dos pobres é pecado

meninosO último texto em que usei a palavra “pecado” deu o que falar nas redes sociais. Talvez o problema esteja na compreensão do que seja pecado. Talvez esteja no fato de que as pessoas não querem ser incomodadas em sua “zona de conforto”, mesmo que saibam que alguma prática ou hábito vai contra as orientações de Deus. A Bíblia afirma que “pecado é transgressão da lei [anomia]” (1 João 3:4). Em outras palavras, qualquer coisa que não esteja em conformidade com a lei divina é uma violação dessa lei. Logo, consumir conscientemente produtos que façam mal à saúde, por exemplo, é violar as leis de saúde estabelecidas por Deus. Roubar, matar, adulterar e tomar o nome de Deus em vão são atitudes que violam a lei moral de Deus (Êxodo 20), logo, também são pecado. Em Romanos 2:12, o apóstolo Paulo diz que os que sem lei pecaram, sem lei serão julgados, e é lógico que seja assim, afinal, Deus não julgará alguém por aquilo que ele não conhecia ou não compreendia devidamente. O que não se pode dizer daqueles que conhecem bem a vontade do Criador e se opõem conscientemente a ela. Para esses, resta a advertência de Jesus em Lucas 12:47 e 48.

Na leitura do capítulo bíblico de hoje do projeto Reavivados por Sua Palavra (RPSP), Deus denuncia outra atitude pecaminosa: a falta de cuidado com os pobres. Em Deuteronômio 15:10 e 11, fica claro que é pecado inorar as necessidades dos desfavorecidos. O amor é a base da lei de Deus. Quando ignoramos as necessidades dos que sofrem, atentamos diretamente contra o âmago dos mandamentos divinos. O Senhor quer que exercitemos a solidariedade e promete, inclusive, nos abençoar ao fazer isso. Ele quer que sejamos Suas mãos neste mundo de miséria e que não fechemos os olhos e os ouvidos ao clamor do nosso semelhante.

Quando estudamos mais detidamente as orientações bíblicas no aspecto social, ficamos impressionados com a justiça divina e com os conceitos que antecedem em muito iniciativas humanas como as do socialismo, por exemplo. Vejamos:

  • No Antigo Testamento, o amor ao filho era tão grande que a esterilidade era considerada castigo de Deus. Não havia necessidade de proibição ao aborto.
  • No fim de 50 anos qualquer terreno vendido era devolvido ao seu proprietário anterior. Ricos não poderiam acumular terras e a repartição equitativa de terras era mantida no país.
  • Pobres tinham direito às espigas que sobravam das colheitas.
  • Era proibido cobrar juros em caso de empréstimo.
  • Os escravos não eram considerados mercadoria e, sim, pessoas criadas à imagem de Deus. A prática da escravidão foi abandonada aos poucos em Israel.
  • O sábado proporcionava a todos um dia de descanso.

Como se pode ver, ideologias como a marxista se apropriaram de conceitos muito mais antigos presentes na Bíblia Sagrada. Justiça social não é novidade, quando se estudam as Escrituras. O Novo Testamento também fala disso:

  • “O que oprime ao pobre insulta ao seu Criador; mas honra-O aquele que se compadece do necessitado” (Provérbios 14:31).
  • “Recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres; o que também procurei fazer com diligência” (Gálatas 2:10).
  • “A religião que Deus, o nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo” (Tiago 1:27, NVI).

Deus nos ajude a não pecar contra Ele, contra o próximo e contra nós mesmos. Vivamos uma vida de amor e fidelidade aos mandamentos do Criador.

Michelson Borges

Nota: Se você quiser receber pelo WhatsApp materiais devocionais relacionados com as leituras bíblicas diárias do RPSP, basta utilizar este link de acesso: https://chat.whatsapp.com/JBMwytAhzW5LfhDgQDuvcR

UFC e a degradação humana no novo Coliseu

mmaEm 2011, meu amigo Joêzer Mendonça publicou o seguinte texto em seu blog:

“Dois homens em uma arena chutam cabeças e esmurram fígados, e isso rende o delírio da galera. Um quer a deformação do corpo do outro, e isso rende fama e fortuna. UFC (Ultimate Fighting Championship) quer dizer mesmo é Ultraje Feroz do Corpo. Mas para que ninguém fique a pensar na degradação física e espiritual do momento, é preciso fazer dessa rinha de galos um espetáculo televisivo. A TV Globo, que se recusava a cobrir as lutas do MMA (as artes marciais mistas), gasta sua semana esportiva explicando que agora, com novas regras, as lutas são “um pouco menos violentas do que o vale-tudo”, como disse o apresentador Luís Ernesto Lacombe. A sinceridade foi logo corrigida na fala seguinte: “Mas é bem bacana.”

“É bem bacana, então, ver a brutalidade elevada à categoria de esporte ‘civilizado’. É bem bacana, então, assistir à violência de socos, pontapés e sufocamentos. É bacana ver o público se extasiar quando um homem é espancado no chão (mas agora o juiz intervém mais rápido. Antes que um assassine o outro ao vivo e em HD, né?). […]

“O UFC está de acordo com as regras de entretenimento de uma civilização doente. É a nossa civilização que produz filmes que consagram a velocidade e a ferocidade, filmes feitos com muita adrenalina e pouco neurônio, filmes que glorificam machões que falam uma piadinha após decepar outros machões. Espetáculo da meia-noite, o Ultraje Feroz do Corpo aplaca nossa primitiva sede de sangue por alguns minutos. Depois, cada um faz suas orações e vai dormir.”

Ao ler a notícia “Junior Cigano desfigura rival no UFC 131; veja o estrago causado pelo brasileiro”, o amigo Marco Dourado observou com propriedade: “Criticamos Roma pagã. Nos achamos ‘evoluídos’ porque o Coliseu é hoje apenas uma ruína histórica. Mas veja essa matéria… Mais impressionantes que o rosto machucado do lutador são a frieza do jornalista e os comentários de alguns.” De fato, como observei noutra postagem, no quesito baixaria, estamos à frente de Sodoma. Na violência, deixamos nossos ancestrais na poeira faz tempo, tendo assistido e/ou protagonizado o século mais violento da história (o 20, porque o 21 mal começou). As maiores injustiças políticas e sociais são próprias de nosso tempo, com uma elite mesquinha enriquecendo às custas da miséria de uma multidão de pobres almas. O conteúdo midiático nunca foi tão pobre. A foto absurda do homem desfigurado foi publicada na seção de “esportes” do UOL. Esta é a humanidade que se acha evoluída?

guiado ufcÉ absurdo qualquer um assistir a essa rinha humana (a de galos é proibida!). Mas o pior é saber que há cristãos, pretensos seguidores do pacifista Jesus de Nazaré, que se deleitam em ver um homem espancar outro até lhe arrancar sangue. Isso, sem dúvida, é parte do cumprimento da profecia de Jesus segundo a qual, por se multiplicar o pecado, no fim dos tempos, o amor de muitos esfriará (Mt 24:12). Só pode ser isso.
Mais absurda é a mistura de religião com “porrada”, como na foto ao lado, ou como no caso dos lutadores/espancadores que agradecem a Deus o fato de terem detonado o oponente.

Para encerrar, deixo aqui um texto de Ellen White: “Enquanto evitamos o falso e artificial, apostas em corridas de cavalos, jogo de cartas, loteria, pugilismo, bebidas alcoólicas, o uso do fumo, devemos prover fontes de prazer que sejam puras, nobres e edificantes” (O Lar Adventista, p. 499). E olha que o pugilismo é light em comparação com o UFC… [MB]

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Tragédias de uma geração doente

suzanoUma amiga me disse que uma menina de dez anos, conhecida de uma conhecida dela, quebrou o próprio braço. Para quê? Faltar à aula e chamar a atenção da mãe! Hoje pela manhã, por volta das 9h30, dois adolescentes encapuzados mataram oito pessoas (um desbravador, inclusive), feriram ao menos 17 e cometeram suicídio em seguida, em uma escola na cidade de Suzano, interior de São Paulo (que Deus tenha misericórdia dessas famílias). Se esses não são sintomas de um mundo doente, o que mais será? Se isso não é evidência de que o amor está esfriando, como predisse a Bíblia, o que mais será? Esta é uma geração doente, para a qual a vida perdeu o valor e a realidade é como se fosse um simples jogo de videogame. Estão anestesiados, entorpecidos em um mundo sem sentido do qual o Espírito Santo vai Se retirando paulatinamente.

Há poucos meses foi a tragédia inimaginável de Brumadinho que ceifou a vida de centenas de pessoas inocentes. Há poucos dias foi a súbita inundação em São Paulo, que matou 12 pessoas. Aviões caem, trens se chocam, crime, tráfico e violência aumentam. Será que ainda não deu para perceber que nosso lar não é aqui e que este é um planeta perigoso? Esconder a cabeça em um buraco e esperar a nuvem negra passar não vai adiantar nada. Com o aumento dessas mazelas sociais e ecológicas, aumentam também os casos de depressão, ansiedade e suicídios. Consequências de se viver em um mundo para o qual não fomos feitos. Não fomos feitos para viver embalados por músicas pervertidas. Não fomos feitos para virar noites assistindo a filmes e séries que banalizam a violência e o sexo, como se essas coisas não nos afetassem. Não fomos feitos para gastar horas intermináveis com os olhos grudados em uma tela consumindo lixo inútil que não eleva a alma e não edifica o caráter. Não fomos feitos para passar a maior parte do tempo entre quatro paredes, longe das pessoas, longe da natureza, longe da vida de verdade. Enfim, não fomos feitos para viver sem Deus. Nosso estilo de vida é tóxico, e estamos colhendo as consequências dessa toxicidade.

Não é Deus quem causa as tragédias, evidentemente. Ele sempre quer o nosso bem. Mas, como comparou C. S. Lewis, as catástrofes não causadas pelo Criador são, muitas vezes, Seu megafone a gritar que este mundo está com os dias contados e que só somos realmente felizes quando conectados com a fonte da vida. É como o remédio terrível que se usa como último recurso para tentar salvar o moribundo. Deus está chamando nossa atenção! Quando vamos acordar e deixar de lado o que não é prioridade? Quando vamos abandonar as picuinhas que nos dividem e concentrar forças no que realmente vale a pena?

Temos que clamar mais pelo poder do Espírito Santo a fim de concluir a obra de advertir o mundo da iminência da volta de Jesus, para que Ele efetivamente volte e acabe com esta miséria em que estamos atolados. Seis mil anos de história humana já foram suficientes para provar que não damos conta do recado. A solução virá do alto. E que venha logo!

Michelson Borges

Ativismo político, expressão artística ou baixaria mesmo?

goldenLi na newsletter de hoje, do jornal Gazeta do Povo: “Se você circulou pela internet ou pelo WhatsApp nos últimos dias, certamente sabe que o assunto deste e-mail foi extraído de um tweet de Jair Bolsonaro. A história começou na terça-feira, quando o Carnaval já partia pra dispersão e a Quaresma surgia na avenida. Para criticar um comportamento claramente inadequado em um bloco de rua de São Paulo, o presidente tuitou um vídeo que mostrava o tal comportamento, com golden shower e outras cenas que conseguiam ser menos honrosas. Sim, Bolsonaro poderia ter feito a mesma crítica sem emprestar sua audiência de mais de três milhões de seguidores para uma cena deplorável. Mas a discussão que se seguiu mirou muito mais o mensageiro (Bolsonaro) do que a mensagem. Até impeachment entrou no circuito. Então, vamos eliminar o ruído e ir ao que interessa?

“Bolsonaro pode sofrer impeachment por causa do vídeo? Nem a oposição acredita nessa possibilidade. […] Mais provável os rapazes flagrados no vídeo terem problemas com a Justiça. A dupla pode ser enquadrada em pelo menos dois artigos do Código Penal, explica Luan Sperandio. O que não há dúvida é quanto à inadequação do vídeo compartilhado. Mesmo aliados do Bolsonaro tiveram essa percepção. Ótima oportunidade para o presidente rever suas prioridades nas redes sociais.”

Bem, deixando a polêmica política de lado e os desdobramentos dela com as autoridades competentes, quero chamar atenção para um aspecto da discussão: a mudança de opinião de alguns defensores das bandeiras LGBT e esquerdistas anticonservadorismo. Muitas dessas pessoas não se importaram com e até apoiaram aquela infame exposição “artística” de um homem nu com crianças tocando seu corpo, a mostra pornográfica e zoofílica do Santander, a performance “Macaquinhos”, em que homens exploram o ânus uns dos outros enquanto se apresentam ao público, oficina de masturbação em universidade pública, depilaço em frente a um museu cheio de crianças e outras baixarias. Mas foi só Bolsonaro divulgar um vídeo em que dois homossexuais protagonizam cenas deprimentes em que um urina sobre a cabeça do outro que havia poucos instantes enfiara o dedo no ânus diante da multidão a céu aberto, em cima de um ponto de ônibus, para que a turba esquerdista urrasse nas redes sociais atacando o presidente por ter divulgado cenas impróprias e pornografia. Peraí? Aquilo não é arte? Não é liberdade de expressão? Não foi feito em público?

Pior ainda foi o remendo que tentaram costurar em uma matéria da Folha de S. Paulo. Agora a dupla do ponto de ônibus está dizendo que aquilo foi “ato político”. “Tratou-se de um ato político-artístico ‘planejado com o intuito de comunicar uma mensagem de artistas’ que assim se definem: ‘Não somos homens, somos bichas.’ É o que diz um manifesto da dupla […] que milita contra o conservadorismo e a colonização dos nossos corpos e nossas práticas sexuais.’” Como é?!

Depois ainda dizem, na matéria: “Nós, a população brasileira, merecemos respeito, independente das práticas sexuais, das identidades de gênero, de raça e de classe.” Como é?! Exigem respeito e protagonizam em público cenas imorais e degradantes? E as pessoas que estavam na avenida, entre elas provavelmente crianças e pais/mães de família, não merecem respeito? Dois pesos e duas medidas.

Os dois agora estão dizendo que não querem revelar a identidade por medo de “represálias dos apoiadores do presidente”. Sempre o mesmo discurso… Houve uma choradeira geral quando Bolsonaro foi eleito (e aqui, novamente, não estou discutindo o aspecto político disso nem se ele é ou não o melhor presidente para o Brasil). Alguns diziam que os homossexuais passariam a ser perseguidos e até mortos. Até agora não tive notícia de que algo dessa natureza (promovido pela eleição dele) tenha acontecido, nem creio que mais da metade dos brasileiros (que votaram em Bolsonaro) seja homofóbica, racista e fascista. Mas de uma coisa eu sei, e esse episódio dos exibicionistas deixou mais claro: o pessoal de esquerda defensor das bandeiras conhecidas muda de discurso quando a situação lhes convêm, de acordo com seus interesses. Primeiro é arte, depois pornografia e, por último, “ato político”. Bem, se foi mesmo ato político, o presidente, que é um político, poderia ter comentado o assunto sem problema, não é mesmo?

Que saudades dos “homossexuais raiz” que se davam o respeito e sabiam respeitar as outras pessoas. Gente como o deputado Clodovil e o cantor Fred Mercury, que entendiam que suas práticas sexuais não diziam respeito a mais ninguém e que preferiam não ser definidos por suas escolhas sexuais, mas por sua humanidade. Basta conferir nos vídeos abaixo.

Respeito, amor e tolerância fariam do nosso país um lugar bem melhor para se viver. [MB]