Quarentena faz aumentar acesso a conteúdos pornográficos

conteudos pAlém de cursos online e aulas no Instagram, os brasileiros estão ocupando o seu tempo de quarentena em sites pornôs. A prova disso é que os canais estão registrando um aumento no número de acessos e assinaturas. O número de visitas do […] aumentou 31% no período de 14 a 19 de março, se comparado aos dias 7 e 12 do mesmo mês. O número de usuários também subiu 25% no período acima e a quantidade de vídeo views aumentou 15%. A plataforma decidiu disponibilizar dez filmes nacionais e internacionais no site e nos canais por assinatura. “Queremos colaborar com a permanência das pessoas em casa, oferecendo mais opções de entretenimento e conteúdo de qualidade”, explica a diretora-geral do Grupo Playboy do Brasil, Cinthia Fajardo.

Nesta semana, a produtora de vídeo […] chegou a duplicar o número de assinaturas por dia. “Nossa média sempre foi de 300 assinaturas por dia, mas desde terça está chegando a 600”, afirmou Clayton Nunes, CEO da produtora, ao G1. […] Nunes explica que o consumo de conteúdo adulto se concentra nas horas vagas, por isso é o normal que o consumo aumente na quarentena. “Como as pessoas estão de quarentena é natural que o consumo aumente. O tempo livre causa esse comportamento”, afirma.

Não é só no Brasil que as pessoas têm procurado mais esses sites. O […], um dos mais famosos sites do entretenimento adulto do mundo, registrou um aumento global de acessos. A empresa até disponibilizou um especial de dados sobre consumo na época de coronavírus em seu site de resultados. No nível global, o número de acessos tem aumentado diariamente. Na terça-feira (17), o gráfico registrava o aumento de 11,6% em comparação a um dia médio, segundo o […]. Desde o dia 12 de março, o gráfico que mostra os acessos no Brasil também aumentam. Na última terça, o tráfego no site era 13,1% maior que um dia normal.

(G1 Globo)

Nota: Infelizmente, muita gente não sabe o que fazer com seu tempo livre. Enquanto alguns se aproximam de Deus, outros se distanciam dEle e procuram a poluição mental e moral. Nada de novo debaixo do sol, neste mundo de pecado… [MB]

O serial killer Ted Bundy e o estuprador assassino “Suzy”

suzyEstive uma semana fora do Brasil e, quando voltei, procurei me informar dos últimos acontecimentos. À medida que me inteirava da polêmica da semana, experimentei um misto de sentimentos e um nó no estômago. O programa “Fantástico”, da rede Globo, há dois domingos apresentou uma reportagem em que o famoso Dr. Drauzio Varella visita na cadeia um transexual condenado a 36,6 anos de prisão por ter estuprado e estrangulado um garoto de nove anos de idade. No fim da matéria, Drauzio abraça Rafael (verdadeiro nome do detento), e isso causou comoção nas redes sociais. Não pela visita em si, nem tanto pelo abraço, mas pela espetacularização feita pela emissora, pela omissão do crime cometido pelo assassino e pela tentativa de dar a entender que o homem não era visitado há anos no presídio de Guarulhos, não por ter cometido um crime hediondo, mas por ser trans. Mais um exemplo de descarada manipulação da narrativa com intenções ideológicas “lacrativas”.

Como médico, evidentemente que o Dr. Drauzio podia visitar o estuprador assassino condenado (eu mesmo já visitei presídios e preguei para detentos). Mas que não se fizesse alarde da boa ação nem reportagem sentimentalóide vitimizando o agressor e desprezando completamente o sentimento da família que perdeu o filho. Conforme disse uma parente próxima, a família de “Suzy” o abandonou não por ser trans, mas pela monstruosidade cometida, que não se limitou ao menino morto, segundo a mesma parente. “Suzy” se sente sozinho? Imagine a solidão da mãe do garotinho…

Quando li a respeito dessa polêmica absurda, lembrei-me da história de Ted Bundy, o serial killer norte-americano visitado e entrevistado pelo psicólogo cristão James Dobson pouco antes de ser executado, em 24 de janeiro de 1989. Na ocasião, Bundy revelou seu vício em pornografia e como ela alimentou os terríveis crimes que cometeu. Ele matou brutalmente 28 mulheres e meninas, uma delas com 12 anos de idade.

Na conversa tida 17 horas antes de ir para a cadeira elétrica, Bundy demonstrou arrependimento, chorou e disse ter chamado o Dr. Dobson para contar-lhe a respeito de como a pornografia e o consumo de álcool o haviam levado ao fundo do poço. Ele queria que as pessoas soubessem disso. Em seu tempo de cadeia, Bundy percebeu que todos os homens presos por violência sexual tinham envolvimento profundo com pornografia.

Não sei se o Dr. Dobson abraçou Ted. Não sei se ele orou com o condenado. Mas uma coisa é certa: Ted falou de Deus, pediu perdão aos parentes das vítimas e disse aceitar a condenação como justa. “Acho que a sociedade merece ser protegida de mim e de outros como eu. Isso é certo”, disse ele.

Na matéria do “Fantástico”, nada disso foi visto. Nada de pedido de perdão. Nada de menção e admissão do crime. Nada de referência à vítima nem à família. Essas coisas não cabiam na pauta programada. No caso de Ted Bundy, o objetivo da conversa foi advertir uma sociedade que brinca com o perigo. No caso de “Suzy”, o objetivo foi manter a narrativa de uma emissora e de uma parcela da sociedade para quem uma cantada é sinal de “macheza tóxica”, ao passo que o assassino-personagem-ideal merece empatia. Ted foi execrado por ser assassino; “Suzy” foi abandonada por ser trans. Dobson não sabia o que ouviria do condenado; Drauzio concheia a pauta e os editores já tinham a história na qual encaixar o depoimento.

Esse é o tipo de situação que podemos apenas avaliar pelo que vemos e ouvimos. O coração e as intenções só Deus conhece. Espero sinceramente que Rafael se arrependa e se converta na prisão em Guarulhos, assim como Bundy se converteu antes de ser executado nos Estados Unidos. E que a Globo e o Dr. Drauzio tenham aprendido uma importante lição.

Precisamos nos lembrar do que Jesus que disse em Mateus 25: “…estive preso e não Me visitastes.” Mas não podemos nos esquecer de que Ele disse também que “qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em Mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar” (Mt 18:6).

Michelson Borges

Casos de sífilis aumentam no Brasil

sifilisPrincipal forma de transmissão dessa e de outras DSTs são as relações sexuais

As doenças sexualmente transmissíveis causam, desde sempre, transtornos à saúde pública e à vida das pessoas. Além das mais conhecidas, como o HIV, a herpes genital e a gonorreia, por exemplo, outras têm surgido ou evoluído com o passar do tempo. No Brasil, uma das DSTs que mais tem avançado é a sífilis. Segundo um relatório do Ministério da Saúde, entre 2010 e 2018 a doença teve um aumento de 4.157% nos casos. De acordo com o estudo, só durante o ano de 2018, mais de 246 mil pessoas adquiriram a doença no Brasil.

A sífilis tem como principal forma de transmissão as relações sexuais desprotegidas, ou seja, sem o uso de preservativo. A doença é considerada uma infecção sistêmica crônica, de transmissão sexual e vertical (quando é transmitido da mãe para o bebê), provocada pela bactéria espiroqueta Treponema pallidum. “A sífilis é caracterizada por quatro etapas: primária, quando ocorre de 10 a 90 dias após o contato sexual, formando-se uma úlcera indolor com base endurecida, rica em treponemas (um gênero de bactéria); secundária, quando surge de seis semanas a seis meses após o contágio, formando-se lesões doloridas na pele e mucosas em forma de roséola; sífilis latente, período no qual não há sinais clínicos da doença, mas há reatividade nos testes imunológicos que detectam os anticorpos; e sífilis terciária, ocorrendo cerca de 2 a 40 anos após o contágio, com lesões nodulares que podem provocar degenerações ósseas, cardiovasculares e neurológicas”, diz o professor dos cursos de pós-graduação da Área da Saúde do Centro Universitário Internacional Uninter, Willian Barbosa Sales.

A sífilis preocupa as autoridades por ser uma doença de fácil propagação e pelo aumento de contaminação nos últimos anos. Evidentemente que o uso de preservativos ajuda a minorar o problema, mas não se trata de uma solução 100% eficiente, até porque se sabe que o vírus HPV, por exemplo, pode ser transmitido sem penetração, bastando o contato com a região da virilha. Há também vírus que se propagam por meio de “simples” beijos (confira aqui, aqui e aqui). Algumas DSTs acompanham as pessoas pela vida toda. É como disse Neruda: “Somos livres para fazer escolhas, mas somos prisioneiros das consequências.”

O carnaval vem aí. Seja sábio e tome sua decisão. Eu e minha casa já decidimos (como sempre fazemos): retiro saudável e espiritual.

Rede social feminista usa identificação facial para barrar homens

facial-recognition-technologyUm novo aplicativo chamado Giggle, lançado na sexta-feira (7), se apresenta como uma rede social exclusiva para mulheres. Para garantir que a premissa se mantenha, os desenvolvedores exigem que, durante o cadastro, seja enviada uma selfie para que o “software de verificação de gênero por biometria” possa determinar se a cadastrada é realmente do sexo feminino. O app, que foi criado pela roteirista australiana Sall Grover, por se definir como uma plataforma feminista, com objetivo principal de conectar mulheres com colegas de quarto em potencial ou companheiras de viagem, já levantou questões polêmicas sobre gênero. Entre as quais, por um efeito da tecnologia: acaba por deixar mulheres trans de fora da rede social.

No Twitter, usuários apontaram a existência de suposta transfobia por parte do recurso tecnológico aplicado pelo Giggle. A criadora do app respondeu dizendo que consultou mulheres trans durante o desenvolvimento do aplicativo e determinou que era melhor admitir abertamente os limites do software (no site da empresa está descrito que usuárias trans teriam dificuldade de acessar a plataforma). “Trabalhamos com garotas trans que decidiram que era melhor admitir essa limitação, do que causar alguma frustração por omitirmos”, explicou ela. […]

(Veja)

Nota: A “limitação” do software de inteligência artificial revela duas coisas: (1) que ele detecta o óbvio – homens são homens, mulheres são mulheres; e (2) a inteligência artificial se mostrou mais inteligente que a inteligência natural por perceber essa obviedade. Por causa disso, até um software está sendo considerado transfóbico… [MB]

Comem de tudo e ainda não aprenderam a lição

cachorro4Em 2004, o jornalista Dagomir Marquezi escreveu uma matéria para a revista Superinteressante sobre o vírus SARS, da mesma “família” que está, novamente, causando mortes na China atualmente. Até o momento, o vírus matou dezenas de pessoas e infectou quase 300, e já chegou à Tailândia, ao Japão e à Coreia do Sul. Casos também foram noticiados nos Estados Unidos e mesmo no Brasil. Desde 2004 já se comprovava que o consumo indiscriminado de carnes na China causava o surgimento desses supervírus (a suspeita agora paira sobre a sopa de morcego tão apreciada na cidade onde o coronavírus começou a se espalhar). Dezesseis anos depois, pessoas continuam morrendo pelos mesmos motivos. Em 2008, comentei o artigo de Marquezi em meu blog www.criacionismo.com.br (confira aqui). Leia a seguir o texto do jornalista.

Chineses costumam encarar qualquer coisa que se mova como um alimento à sua disposição. Eles consideram o animal um mecanismo, um objeto, cuja dor e sofrimento não nos dizem respeito. Ironicamente, os piores exemplos de maus-tratos acontecem na mesma Ásia onde nasceu o budismo – a mais benevolente e avançada religião do mundo no trato com os animais.

Nos tristemente famosos “mercados de vida selvagem” asiáticos há de tudo. Mamíferos, répteis, insetos, batráquios, tudo vai para gaiolas apertadas e lotadas sem água nem comida. Qualquer foto desses mercados é um permanente festival de sangue, urina e fezes. Há mais do que cheiro ruim no ar: existe medo. E vírus de diferentes espécies novas se combinando uns com os outros.

As imagens mais chocantes registram o que esses mercados destinam aos cães. Os mesmos cães que aqui viram membros da família, ajudam cegos ou orientam equipes de salvamento. Lá, cachorros são comida. E não se deixe enganar: esses mercados chineses não existem para “matar a fome do povo”. Chineses pobres comem frango e peixe. Os cães são “iguarias” caras, assim como gatos, escorpiões, cobras, enguias, etc.

Eu tive a chance de ver fotos e vídeos desses mercados. Os cozinheiros acreditam que a adrenalina no sangue dos cães amacia a carne. Quanto mais sofrimento, mais apetitoso o prato. Em nome dessa carne macia, a palavra de ordem é torturar os cães até a morte. Eu já vi a foto de um pastor alemão sendo enforcado na viga de uma cozinha, sendo puxado pelos pés. Eu já testemunhei um vira-latas com as patas dianteiras amarradas para trás do corpo e desisti de imaginar o tamanho de sua dor. Assisti ao vídeo de um cão magrinho que foi mergulhado em água fervendo, retirado, teve sua pele inteirinha arrancada e ainda olhava a câmera, tremendo junto à panela onde foi cozido em vida.

A pergunta básica é: Nós, humanos, temos direito a isso? Quem nos deu esse direito? Temos o direito de jogar uma lagosta viva na água fervente? Temos o direito de comer um peixe fatiado ainda vivo no seu prato num restaurante japonês? Temos o direito de prender bezerros em lugares escuros, imobilizados por toda sua curta vida, por um vitelo? Nosso paladar é tão importante assim na ordem das coisas? Um sabor diferente em nossas bocas justifica tudo?

A questão ultrapassa a esfera da ética e da civilidade. A SARS nasce no chão imundo dos mercados chineses. A doença da vaca louca – permanente ameaça na nossa pátria do churrasco – surgiu quando obrigamos o gado a se canibalizar. O terrível ebola se espalha com cada homem africano que devora nossos primos biológicos [sic], gorilas e chimpanzés. Vírus mutantes saltam do sangue de aves para o dos homens sem defesas naturais. Segundo a revista inglesa The Economist, nada menos que 60% das doenças humanas surgidas nos últimos 20 anos têm origem em outras espécies animais. Tony McMichael, pesquisador da Universidade Nacional de Austrália, é bastante claro: “Vivemos num mundo de micróbios. Precisamos ser um pouco mais espertos no jeito como manejamos o mundo ao nosso redor.”

Mercados chineses e churrascos africanos parecem fenômenos distantes. Mas o brasileiro continua dependendo demais de alimentação animal. Temos uma churrascaria por quarteirão, e numa cidade de 12 milhões de habitantes, como São Paulo, contam-se nos dedos os restaurantes vegetarianos. E ainda temos um lobby querendo ampliar a oferta de animais nas geladeiras: avestruzes, capivaras, jacarés, tudo criado em cativeiro com carimbo do Ibama. A cada nova espécie consumida pelo homem, mais uma mistura de vírus – algumas combinações inofensivas, outras não.

Para tentar controlar essas doenças, cometemos mais brutalidade: enterramos milhões de aves vivas, afogamos gatos selvagens em piscinas de desinfetante. Provocamos o desastre e massacramos as vítimas. Temos um caminho inteligente: racionalizar, humanizar e diminuir cada vez mais o consumo de animais. Ou podemos continuar o banho de sangue. Aí, todos nós pagaremos o preço.

Quando uma borboleta bate as asas na Europa, pode iniciar um furacão no oceano Pacífico. A SARS começou em mercados chineses e chegou ao Canadá. A gripe aviária já se espalhou por diversos países asiáticos e ameaça lugares distantes como o Paquistão e a Itália. Num mundo de voos diretos, os gritos desesperados de um cachorro chinês podem chegar um dia ao Brasil por meio de alguma nova e tenebrosa sigla.

(“O Preço da Carne”, Superinteressante, março de 2004)

Nota: Toda vez que vir um caminhão abarrotado de porcos ou aves sendo transportados expostos ao frio ou ao calor como se fossem simples mercadoria, pense se nosso paladar realmente justifica tamanho sofrimento. Se der de ombros para o assunto e tratá-lo com indiferença, isso é um indicativo de que sua sensibilidade ou seu senso de realidade precisa de alguns ajustes. [MB]

Cinco estados americanos concordam em proibir que transexuais participem de competições com mulheres

lutaAté o momento, cinco estados concordaram com uma possível legislação que impedirá que homens biológicos, que se identificam como mulheres, compitam em esportes femininos nos EUA. De acordo com o The Wall Street Journal, a legislação prearquivada ou introduzida nos estados americanos de New Hampshire, Washington, Geórgia, Tennessee e Missouri tentaria manter a competição esportiva feminina simplesmente para as atletas biologicamente femininas. A legislação reflete a crescente preocupação de que os homens biológicos que competem como mulheres dominem o esporte feminino onde competem.

Por exemplo, desde 2017, em Connecticut, dois homens biológicos dominaram o atletismo feminino, conquistando 15 títulos de campeonatos estaduais que anteriormente eram detidos por 10 atletas biologicamente femininas de Connecticut. No fim do ano passado, a Big Sky Conference de Montana nomeou um corredor de cross-country do sexo masculino que se identifica como mulher como a Atleta da Semana. Na Nova Zelândia, o levantador de peso transexual Laurel Hubbard ganhou medalhas de ouro no último verão nos Jogos do Pacífico em Samoa. Hubbard, que é do sexo masculino e já havia competido como Gavin Hubbard, também ganhou duas medalhas de prata no campeonato mundial feminino, dois anos atrás. Ele espera competir nas Olimpíadas de Tóquio deste ano.

Essa invasão covarde de transexuais no mundo esportivo feminino está afetando diretamente atletas como Selina Soule, velocista nascida em Connecticut. De acordo com o The Blaze, Soule disse a Laura Ingraham, da Fox News, que a situação é “muito frustrante, porque eu dedico tanto tempo e me esforço para reduzir meus tempos e competir melhor, mas não sou fisicamente capaz de ser competitiva contra alguém biologicamente masculino”.

O representante do estado da Geórgia, Philip Singleton, republicano cujo projeto de lei se concentra em esportes individuais, diz que é tudo uma questão de justiça, e seu projeto impediria que os homens biológicos tenham uma “vantagem injusta” se optarem por competir como mulheres, de acordo com ChristianHeadlines.com.

“O Student Athlete Protection Act foi desenvolvido para garantir que meninos biológicos só compitam em esportes contra outros meninos biológicos e vice-versa para meninas. A minha intenção é garantir que todos os alunos tenham a oportunidade de competir de maneira justa”, disse Singleton ao Atlanta Journal-Constitution.

A justiça é fundamental também para o deputado conservador do Tennessee, Bruce Griffey. Ele disse ao The College Fix que também é motivado pela preocupação com a aprovação no início deste ano da Lei da Igualdade pela Câmara dos Deputados dos EUA, e acredita que os estados devem “tomar uma posição”.

De acordo com o The Daily Caller, essa Lei da Igualdade, aprovada com o apoio unânime dos democratas [esquerda americana], tornaria a “identidade de sexo” uma categoria protegida pelas leis federais de combate à “discriminação”. Isso forçaria as escolas públicas a incluir homens biológicos que se identificam como meninas em equipes atléticas femininas. No entanto, é improvável que o projeto seja aprovado no Senado dos EUA, de maioria republicana [conservadora].

Segundo o jornal WSJ, a nova lei proposta pelos conservadores “restringiria o financiamento público a escolas que permitam a participação no atletismo com base na identidade de sexo declarada dos estudantes – em oposição ao sexo biológico de um aluno – e sujeitaria a desobediência de funcionários da escola a multas”. Griffey disse ao WSJ que espera que sua proposta tenha uma boa chance de aprovação.

Falando ao The College Fix, Griffey expressou preocupação com a falta de definição para “transexuais”. “Os estudantes podem se referir a si mesmos como transexuais, independentemente do estágio de ‘transição’ em que estão, se deram algum passo em direção à transição”, disse o deputado.

Um novo estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, levantou questões importantes sobre se o “estágio de transição” das atletas trans realmente importa no que diz respeito ao desempenho. O estudo mostrou que níveis reduzidos de testosterona em homens em transição ainda não os tornam iguais às mulheres.

A pesquisa, intitulada “Mulheres transexuais no esporte de elite: considerações éticas e científicas”, concluiu que os níveis reduzidos de hormônios masculinos, atualmente considerados aceitáveis ​​pelo Comitê Olímpico Internacional para atletas trans, não são suficientes para torná-los justos para as mulheres atletas.

Reuters cita o estudo, afirmando que os níveis reduzidos de hormônios masculinos em “homens em transição” ainda são “significativamente mais altos” do que os das mulheres. Os autores do estudo dizem, também, que a redução da testosterona não compensa outras características masculinas, como estrutura óssea, e maior tamanho e capacidade do pulmão e do coração, os quais dão ao atleta trans a vantagem biológica. Para tornar a situação realmente justa, os autores do estudo sugerem que toda uma nova categoria seja criada para atletas transexuais competirem entre si.

O Instituto Karolinska, na Suécia, apresentou resultados semelhantes. Ele conduziu um estudo sobre homens que procuravam fazer a transição para a “mulher” transexual e relatou no ano passado que, mesmo após um ano de tratamento para a “transição sexual” (supressão da testosterona), força muscular, tamanho e composição ainda resultavam em vantagem para as “mulheres” trans em relação às mulheres biológicas. Ninguém sabe quanto tempo um homem deve estar sob esse tratamento antes que o campo de jogo esteja nivelado, ou se ele realmente poderá algum dia estar nivelado.

 Esses tipos de resultados causaram uma grande preocupação ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

O jornal The Guardian informou em setembro que se esperava que o COI diminuísse o nível de testosterona permitido aos homens em transição para competir contra as mulheres. Com descobertas como essa, no entanto, alguns estão discutindo que o que foi planejado não é suficiente para torná-lo justo.

As diretrizes atuais dizem que a exigência de nível de testosterona deve estar abaixo de 10 namol/l por pelo menos 12 meses. Os níveis de testosterona nas mulheres tendem a variar entre 0,12 e 1,79 nmol/l, enquanto os homens estão tipicamente entre 7,7 a 29,4 nmol/l. Um membro do COI sugeriu reduzir os níveis permitidos para a transição de homens para 5 nmol/l, abaixo da maioria dos homens, como um compromisso. O COI adiou uma decisão final porque ninguém parece concordar porque é tão “politicamente sensível”.

O que quer que aconteça com essas leis nos vários estados dos EUA, a controvérsia sobre atletas transexuais provavelmente não será resolvida tão cedo. As Olimpíadas de Tóquio começam em julho.

Algumas atletas de alto nível, como a excelente tenista Martina Navratilova, a olímpica britânica Kelly Holmes e a maratonista Paula Radcliffe, alertaram que permitir que mulheres trans compitam contra mulheres biológicas nunca pode ser justo e potencialmente causará grandes danos ao esporte feminino.

A nadadora olímpica britânica de 1980 Sharron Davies disse ao Guardian: “Acredito que exista uma diferença fundamental entre o sexo com o qual você nasceu e o sexo com o qual você pode se identificar. Para proteger o esporte feminino, as pessoas com vantagem sexual masculina não devem poder competir no esporte feminino.”

 No quadro geral, o cristianismo vê o debate sobre identidade de sexo como uma batalha sobre o que é real e o que não é – em outras palavras, como somos criados.

O evangelista americano Franklin Graham diz que o caos sexual que se desenrola diante de todos é o resultado da sociedade abandonando os ensinamentos básicos da Bíblia, e vai muito além do esporte. “Os grupos de mulheres estão justamente pedindo às autoridades esportivas que acordem para essa injustiça. Eu concordo, mas acho que o despertar precisa ir muito mais longe. Pais, professores, autoridades locais… todo mundo precisa acordar para os perigos da mentira da transexualidade. Deus criou homem e mulher. Somos feitos diferentes, até o nosso DNA”, disse Graham.

(Conexão Política)

Leia mais sobre transexuais aqui.

Piada com gay é homofobia; piada com Jesus gay é arte (mundo estranho)

portaO especial de Natal do Porta dos Fundos na Netflix deste ano já provocou abaixo-assinados, milhares de manifestações a favor e contra, e até um parecer do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. Só faltou mesmo ser engraçado, mas esta é outra história.

Não é a primeira vez que o próprio grupo Porta dos Fundos faz esquetes “zoando” figuras cristãs. Gregório Duvivier tuitou justificando seu ataque: “No dia em que o Brasil tiver uma bancada muçulmana no congresso, um aiatolá for dono de um canal de tv, o slogan do presidente for alá acima de todos, e pessoas berrarem nas ruas se eu conheço a palavra de Maomé, aí você me cobra algo sobre o islã.”

A publicação revela muito sobre a visão de mundo do suposto humorista. Ele genuinamente acha que o Brasil é o equivalente evangélico de nações como a Arábia Saudita ou Paquistão, onde a sharia é a lei. Gregório luta contra um fascismo imaginário, como costuma afirmar Guilherme Fiuza. Vive a denunciar censuras e uma ditadura que não existem. Agora, crê piamente que o Brasil é um Evangelistão, desprezando e fazendo troça dos símbolos cristãos, numa típica atitude de adolescente revoltado que tenta chocar o máximo possível para chamar atenção dos pais.

Mas o ataque encerra em si muito mais que piadas bobas e uma tentativa de provocar muito barulho. Em um artigo (exclusivo aqui no Brasil na Gazeta do Povo) tratando da realidade americana, o colunista Dennis Prager acertou em cheio o que também está se passando por aqui.

A esquerda vê no cristianismo seu principal inimigo ideológico e político. E está certa nisso. A única oposição organizada e de larga escala contra a esquerda vem da comunidade cristã tradicional – protestantes evangélicos, católicos tradicionais e mórmons fiéis [além de outros] – e de judeus ortodoxos”, escreve Prager.

É só lembrar como a ex-presidente Dilma Rousseff mudou sua percepção sobre o aborto. Em 2009 se disse favorável. A comunidade pró-vida, constituída por cristãos em sua maioria, chiou, com razão, e a então presidente mudou de ideia com medo de perder votos e apoio.

Talvez Gregório Duvivier não planeje os ataques de forma tão premeditada – até porque para isso seria necessário ter uma sólida formação intelectual. Mas, ao fazê-lo, segue à risca o roteiro pré-determinado de parte da esquerda que deseja impor sua agenda sem resistência.

Mais uma vez, recorro a Dennis Prager para revelar por que a esquerda desafia abertamente o cristianismo, mas ao mesmo tempo se cala sobre os excessos do mundo islâmico:

“A esquerda entende que quanto mais as pessoas acreditam no cristianismo (e no judaísmo), menor a chance de a esquerda ganhar o poder. A esquerda não se preocupa com o Islã, porque o percebe como um aliado em sua guerra contra a civilização ocidental e porque os esquerdistas não têm coragem de enfrentá-lo. Eles sabem que o confronto com os religiosos muçulmanos pode ser fatal, enquanto o confronto com cristão não implica riscos.”

De fato, nunca foi tão fácil calar os cristãos. No Brasil, os que ficaram indignados com o especial do Porta dos Fundos foram tachados de extremistas, radicais e fundamentalistas. Houve quem, apelando para a desonestidade intelectual, disse que o grupo estava sob censura – não se sabe de quem.

Leandro Ramos, um dos humoristas do programa igualmente sem-graça “Choque de Cultura”, mostrando um espírito de classe quase beirando o espírito de porco, também foi às redes sociais para manifestar sua preocupação com um Brasil supostamente tomado pelo extremismo religioso. “Se a gente não se organizar o Brasil vira um país evangélico-fundamentalista”, escreveu.

O Brasil não corre nenhum risco disso acontecer, mas expressar esse tipo de preocupação, citar o livro O Conto de Aia e dizer que o Brasil vive uma distopia pega bem em certos círculos (pseudo)intelectuais.

Você, leitor, conhece bem o tipinho: é o sujeito que precisa quebrar um tabu por dia — ou fingir que está quebrando. Eu até concordo que alguns realmente precisam ser quebrados. Que tal começar pelo tabu do humorista brasileiro que não faz rir?

(Jones Rossi, Gazeta do Povo)