Não se deixe ENVOLVER

Que os padrões morais dos cristãos sejam inversamente proporcionais aos do mundo

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Nos últimos dias uma notícia tem sido muito comentada na maioria dos meios de comunicação. Uma música de uma cantora brasileira que é a “top 1” mundial nas plataformas digitais. O conteúdo da música (letra e clip) pode facilmente ser classificado como pornográfico. Isso já seria esperado, considerando a fonte. Não há porque se impressionar com isso. Era previsível. Uma coisa, contudo, chama a atenção: o fato de ser a música número um do mundo, ou seja, a mais ouvida nas plataformas digitais e o clip visto e compartilhado por milhões de pessoas. Isso é notável porque demonstra onde estamos moralmente como humanidade. Os filtros morais das pessoas estão com aberturas tão grandes que um elefante passaria com facilidade.

A Bíblia já tinha avisado que a degradação moral do mundo seria acelerada nos últimos dias. A degradação dos metais da estátua de Daniel 2 era um indício. As palavras de Paulo em 1 Timóteo 4:1-4 e 2 Timóteo 3:1-5 são mais um aviso.

Não creio (não quero crer, não posso crer) que algum cristão dê audiência (like, visualização, audição) para esse tipo de cultura. Como discípulos de Cristo precisamos resistir e ser um contraponto a essa degradação moral do mundo. Literalmente, não podemos nos deixar envolver.

Que os padrões morais dos cristãos sejam inversamente proporcionais aos do mundo. Que receba nossos likes e visualizações (e reproduções) apenas aquilo que combina com a Bíblia. Que sejamos sal que conserva a moral e luz que ilumina as trevas morais do planeta.

Não se deixe ENVOLVER.

(Felippe Amorim é apresentador do programa Bíblia Fácil, da TV Novo Tempo; Instagram)

O altar de Moloque continua repugnante

A acusação “vocês não são ‘pró-vida’, são apenas ‘pró-nascimento’!” parece ser apenas um caso de ignorância mesmo

moloque

“Não podemos achar que aborto é uma questão de ‘sim, sim, não, não’, pois há muita complexidade envolvida; não podemos ser simplistas, precisamos ajudar as pessoas, etc.” Ok, jovem crente millennial, e você supõe que ninguém pensou nisso antes de você, não é? Chega a ser arrogância imaginar que em dois mil anos de cristianismo ninguém pensou nessas complexidades, que nunca houve reflexão, e, pior, que nunca houve ação a respeito disso.

A fé cristã, desde o início, nadou contra a corrente do mundo greco-romano, defendendo consistentemente a sacralidade da vida em qualquer fase. Não havia nada a ganhar politicamente com essa postura, pelo contrário, isso só atraiu oposição.

Documentos antigos, como a Carta a Diogneto, já descrevem os cristãos como aqueles que “não matam a sua prole”. O Didaquê orienta o cristão a “não obter [um] aborto, nem destruir uma criança nascida”(2:1). A Carta de Barnabé ordena: “Não matarás a criança fazendo aborto, nem a destruirás depois que nascer”(19:5).

Pesquisa de Michael Gorman feita em fontes documentais primárias mostra como os cristãos eram consistentemente antiaborto, contra a opinião popular do mundo greco-romano (confira). Outra pesquisa (Rob Arner) mostra que os primeiros cristãos discordavam em alguns assuntos, mas não na questão antiaborto. Isso era um consenso, e eles eram coerentemente pró-vida, valorizando a vida humana em todas as suas fases (confira).

Cristãos foram responsáveis pela formação histórica de uma enorme rede de amparo a órfãos, pobres, viúvas, etc. Por influência cristã, o infanticídio deixou de ser prática aceitável (era comum pescadores do rio Tibre, em Roma, encontrarem corpos de bebês abandonados enroscados em suas redes); o status legal de crianças abandonadas foi alterado (confira).

Há várias pesquisas que mostram como o movimento de Jesus mudou o modo como as crianças eram consideradas na sociedade (ex.: E se Jesus Não Tivesse Nascido?, James Kennedy; How Christianity Changed the World, Alvin Schmidt; Seven Revolutions: How Christianity Changed the World and Can Change It Again, Mike Aquilina).

Todas essas obras descrevem o impacto do advento histórico do cristianismo sobre as relações entre adultos e crianças – a visão cristã da criança abalou várias práticas pagãs: o aborto, o infanticídio e a pedofilia. Numa cultura que tratava com normalidade a pedofilia, e, como Sêneca disse, livrar-se de crianças inúteis era simplesmente a coisa razoável a fazer, com o advento da fé cristã, as crianças passaram a ser vistas como seres humanos plenos em dignidade, mais uma responsabilidade do que uma propriedade.

Por mais que os secularistas tentem não tocar no assunto, é impossível negar que uma das maiores contribuições para o conceito de Direitos Humanos foi a doutrina cristã da Imago Dei (o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus). Eles gostam de destacar a “inspiração iluminista” ou a “influência humanista”, dando todo o crédito da defesa da dignidade humana a qualquer movimento, desde que não seja o cristianismo.

Ainda hoje, evangélicos adotam duas vezes mais que a média nacional nos EUA (confira). Entre os evangélicos, líderes como John Piper, Rick Warren e grupos como o World Orphans, Visão Mundial, Christian Alliance for Orphans, Every Child Ministries trouxeram à tona um dado impressionante: evangélicos adotam muito, e muito mais que outros grupos. Adoção se tornou até um ministério de igrejas locais (as igrejas têm um “departamento de adoção”); fala-se em um “movimento mundial” evangélico de adoção.

O perfil do grupo que mais adota crianças inclui a fé cristã como característica. Ou seja: cristãos estão entre os grupos que mais adotam (confira). Os católicos mantêm uma das maiores redes de orfanatos e cuidados de crianças abandonadas do mundo (pesquise “foster care” e “child welfare services”). A UNICEF reconhece o importante papel das instituições religiosas no cuidado mundial de crianças órfãs e vulneráveis (confira).

Há uma grande rede cristã de apoio a mulheres grávidas em situação de desamparo social, e, inclusive, há inúmeros ministérios de apoio a mulheres que realizaram aborto (pesquise “after abortion care” ou “post-abortion care”)! (aqui e aqui)

A ONG Abortion Changes You, por exemplo, criou um mapa com uma rede de ajuda às pessoas que passaram por aborto, cobrindo todo o território dos EUA, oferecendo terapeutas, conselheiros de casais, conselheiros individuais, workshops de retiros de fim de semana, grupos de apoio ao luto e aconselhamento espiritual.

Até a Focus On The Family (criticada por ser “fundamentalista”) oferece serviço de ajuda a pessoas que passaram por um aborto (além de ajudar em casos de gravidez não planejada, adoção, orfandade, etc.). No Brasil, existem instituições cristãs como a Missão Fiat Mihi, a Casa Pró-Vida Mãe Imaculada, e a Casa da Gestante Pró-vida, entre outras.

Assim, a acusação “vocês não são ‘pró-vida’, são apenas ‘pró-nascimento’!” parece ser apenas um caso de ignorância mesmo.

Jovens precisam ser mais humildes em seu ímpeto de criticar a própria herança cristã, e mais justos no apelo por autocrítica. Ninguém precisa atender a um apelo motivado por um imaturo sentimento anticristão e fundamentado em evidente ignorância histórica.

A influência do Cristianismo deu um sentido sagrado à vida das crianças, fazendo com que o infanticídio fosse legalmente banido do Império Romano. O argumento cristão é teológico, não meramente humanista. Deus conhece e Se envolve com a criança que cresce ainda no ventre, é o que ensinam textos como o Salmo 139, o livro de Jó e as experiências de João Batista e de Jesus.

Pense se vale a pena dar ouvidos a pensadores e especialistas que vivem relativizando o valor da vida de crianças e desumanizando quem ainda não nasceu; que acham que “família é invenção burguesa”; que já decidiram, baseados em nada, que a moral judaico-cristã é a culpada de quase tudo de ruim que existe no mundo.

O altar de Moloque tem recebido tratamento acadêmico respeitável, poesias sobre “amor”, embasamento teórico e bolsa de pesquisa, mas continua sendo “repugnante” aos olhos do Senhor.

Leia mais sobre aborto aqui.

Guerra, assassinato de bebês e violência urbana: uma semana terrível

ucrania

Enquanto muita gente se divertia com o palíndromo 22/02/2022, uma onda de violência varreu o mundo e deixou chocados os mais bem informados. A temida guerra envolvendo Rússia e Ucrânia, com Estados Unidos e a Otan de olho (e com parcela de culpa), teve início, com bombardeio russo contra a infraestrutura do país vizinho (já houve mortes de dezenas de civis). O principal aeroporto ucraniano foi bombardeado, bem como instalações militares.

Os mísseis lançados contra Kiev, capital da Ucrânia, começaram a explodir por volta das 5 horas desta quinta-feira, meia-noite no Brasil. Às 7 horas, as sirenes de alarme de ataques aéreos soaram em toda a capital. As estações de metrô, que servem de abrigo em ataques aéreos, ficaram cheias de pessoas. No fim da manhã, um longo engarrafamento – carros em fuga partindo na direção da Europa – havia se formado. As sirenes também tocaram em Lviv, a metrópole mais próxima da fronteira polonesa. Lá, a população foi aconselhada a desligar as luzes, ter consigo seus documentos mais importantes e buscar abrigo.

Em pronunciamento na TV, o presidente russo Vladimir Putin ameaçou: “Todos os que tentarem interferir devem saber que a reação da Rússia será imediata e levará a consequências nunca experimentadas na história.”

A “temperatura” tende a subir mais, já que o exército polonês parece estar se preparando, a Bielorrússia também está invadindo a Ucrânia, assim como a Transnístria está lançando misseis no país. Além das perdas de vidas e de patrimônio, as consequências financeiras para o mundo economicamente abalado com a pandemia podem ser graves.

O jornal Financial Times informa que há batalhas em curso nas regiões sul e leste do país, onde os exércitos da Ucrânia e da Rússia já se encontraram. De acordo com o governo ucraniano, 50 soldados russos foram mortos em Schastya, e quatro tanques foram queimados na estrada para Kharkiv, segunda maior cidade do país. Ambas ficam no leste. Seis caças russos e um helicóptero foram abatidos.

Polônia, Estônia, Letônia e Lituânia, países da Otan que têm fronteiras com Rússia e Ucrânia, ativaram o Artigo 4 do Tratado do Atlântico Norte. É quando países membros avisam oficialmente que estão sob ameaça militar. O temor é de que a guerra afete seus territórios. Não é o mesmo que ativar o Artigo 5 – este exige que todos os membros respondam juntos a um ataque.

Segundo o Washington Post, EUA, Reino Unido e União Europeia estudam excluir a Rússia do sistema SWIFT, que conecta os bancos do mundo uns aos outros, permitindo movimentações financeiras. Os bancos russos se veriam impossibilitados de receber e enviar dinheiro para fora. O receio é de que isso dificultaria a vida para países europeus que precisam comprar óleo e gás russos.

A CNBC informou que o preço do barril de petróleo já começou a aumentar, chegando a 102 dólares no mercado de futuros, cruzando a linha dos cem dólares pela primeira vez desde 2014. E o rublo despencou, perdendo mais de 10% de seu valor nas primeiras horas após o ataque.

Assassinato de bebês na Colômbia

Enquanto os preparativos para a invasão da Ucrânia eram feitos, aqui na América do Sul uma notícia chocou até mesmo pessoas que defendem o aborto: a Suprema Corte da Colômbia aprovou o aborto até o sexto mês de gestação. A mulher que quiser interromper a gravidez até a 24ª semana pode solicitar isso sem qualquer justificativa. Nas ruas, mulheres com faixas e lenços verdes celebraram o que consideram uma vitória (não para os bebês, obviamente), e muitos defenderam a decisão do país como se esse fosse apenas um assunto de saúde pública. (Leia aqui o que já postei sobre o tema do aborto.)

Aborto-Colombia

Jovem assassinado em São Paulo

Para fechar esta breve descrição de uma semana terrível (que não inclui os vários outros conflitos pelo mundo, a fome, as doenças, etc.), no dia 20, agentes da Polícia Militar de São Paulo assassinaram o comerciante Lucas Henrique Vicente, de 27 anos, à luz do dia. O jovem foi abordado pelos PMs, resistiu à violência e foi executado – nas palavras da própria ouvidoria da corporação – durante a tarde do domingo na Brasilândia, bairro periférico da capital paulista. De acordo com relatos de testemunhas, Lucas estava dirigindo seu carro quando PMs o pararam para uma abordagem. Segundo quem presenciou a cena, os policiais foram extremamente agressivos durante o enquadro e Lucas começou a discutir com os agentes por conta da violência. Em imagens gravadas por transeuntes, é possível ver o conflito entre policiais militares e o jovem negro. Logo depois, são registrados sons de tiros. Lucas estava morto.

Elizeu Soares Lopes, chefe da ouvidoria da Polícia Militar de São Paulo, afirmou que, “salvo melhor juízo”, há indícios de execução por parte dos policiais, que tiveram prisão preventiva solicitada pela instituição.

Segundo a Bíblia, no tempo do fim, antes da volta de Jesus, o amor de muitos esfriaria, as pessoas dariam vazão aos seus desejos desenfreados e haveria guerras e rumores de guerras (confira os vídeos abaixo). Este mundo já está com o prazo de validade vencido. Jesus precisa voltar e nós precisamos pregar com ainda mais força!

Oremos pelo povo da Ucrânia e dos países envolvidos no conflito. Oremos pela Colômbia, pelas mulheres, pelos homens e pelas crianças vítimas de uma sociedade doente. Oremos pelas pessoas indefesas, por um povo que está perdendo a esperança e que precisa desesperadamente saber que Deus tem nas mãos os rumos da história e em breve porá fim a este pesadelo em que estamos envolvidos por causa do pecado. [MB]

Clique aqui e veja vídeos sobre a Ucrânia em meu canal no YouTube.

Kanye West compara aborto a “genocídio negro”

Nos EUA são abortados anualmente mais negros do que a soma total de mortes de negros por todas as outras causas

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Em uma entrevista concedida em 2020, o rapper Kanye West citou estatísticas sobre aborto e se referiu à fundadora da Planned Parenthood, Margaret Sanger, como uma racista “cujo objetivo é reduzir a população negra na América”. Ele observou que mais de mil bebês negros são abortados todos os dias, enquanto o entrevistador assentiu e disse: “Isso é genocídio.”

Kanye ganhou as manchetes em 2020, quando confessou que tentou convencer sua ex-esposa Kim Kardashian a abortar sua primeira filha North West. Com lágrimas nos olhos, ele gritou: “Quase matei minha filha!”

(Fonte: HipHop DX)

Nos Estados Unidos não é só a policia que mata mais negros. A indústria do aborto legal, em especial a tradicionalmente eugenista IPPF, promove um verdadeiro genocídio negro. Os números são explícitos. A população negra representa 12% da população do país, mas responde por mais de 40% dos abortos legais realizados no território dos EUA. A cada negro assassinado (incluindo pela violência policial) 69 negros são mortos no útero.

As palavras de Galeano, em As Veias Abertas da America Latina, também cabem aos negros na terra do tio Sam: “Na América Latina, é mais higiênico e eficaz matar guerrilheiros no útero do que nas montanhas ou nas ruas.”

Segundo dados oficiais do país, nos EUA mulheres brancas não hispânicas tiveram os índices mais baixos de abortos legais registrados (6,8 abortos por mil mulheres entre 15–44 anos), ou 111 abortos por mil nascidos vivos) e mulheres negras tiveram os mais altos Índices de abortos legais registrados, sendo 25,1 abortos por mil mulheres entre 15–44 anos, e 390 abortos a cada mil nascidos vivos (CDC).

Em Nova York o número de abortos de bebês negros supera o número de nascimentos nesse grupo. 80% das clinicas de aborto legal nos EUA estão concentradas em bairros de maioria negra e latina.

Essa não é uma exclusividade dos EUA. Essas proporções se repetem na maioria dos países “desenvolvidos”. Dizer que vidas negras importam e, ao mesmo tempo, defender uma das maiores ferramentas de eliminação do povo negro é, no mínimo, hipocrisia.

(Fonte: Esquerda Pró-Vida)

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Leia também: After-birth abortion: why should the baby live?

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem uma posição clara sobre aborto:

“A Igreja Adventista do Sétimo Dia considera que o aborto está em desarmonia com o plano de Deus para a vida humana. […] Deus considera a criança que não nasceu como vida humana. A vida pré-natal é preciosa aos olhos de Deus vida humana é de valor inestimável. Isso é válido para todas as fases da vida humana: crianças não nascidas, crianças de várias idades, adolescentes, adultos e idosos, independentemente das capacidades físicas, mentais e emocionais. […] O sexto mandamento afirma: ‘Não matarás’ (Êxodo 20:13), que apela para a preservação da vida humana. O princípio de preservar a vida estabelecido no sexto mandamento inclui o aborto em seu escopo. […] A Bíblia ensina a cuidar dos fracos e vulneráveis. […] Os mais jovens de todos, ou seja, os que ainda se encontram dentro do útero, devem ser incluídos nesse grupo.” encurtador.com.br/jmyzP

Portanto, membros e, principalmente, líderes dessa igreja, com base na Revelação de Deus, valorizam a vida humana em todas as suas fases. Essa tem que ser claramente a nossa posição.

Justiça da Colômbia descriminaliza aborto até 24ª semana de gravidez

Agora o bebê poderá ser morto por qualquer motivo até o sexto mês de gestação

Pro-Choice And Anti-Abortion Activists Demonstrate In Colombia

O mais alto tribunal da Colômbia descriminalizou nesta segunda-feira (21) o aborto nas primeiras 24 semanas de gravidez, decisão inédita no país de maioria católica. Com a sentença do Tribunal Constitucional, as mulheres poderão decidir sobre a interrupção da gravidez por qualquer motivo até o sexto mês de gestação, sem serem punidas por isso. Até agora, o aborto só era permitido em caso de estupro, se a saúde da mãe estivesse em risco ou quando o feto apresentasse uma malformação que comprometesse a sua sobrevivência. A partir de agora, a “conduta do aborto só será punível quando for realizada depois da 24ª semana de gestação”, informou o tribunal. Após os seis meses de gestação, vigoram as condições já fixadas anteriormente pelo tribunal, explicaram os juízes.

Centenas de manifestantes a favor e contra a decisão se concentraram do lado de fora do tribunal, em Bogotá. “Depois do direito ao voto, esta é a conquista histórica mais importante para a vida, autonomia e realização plena e igualitária das mulheres”, publicou no Twitter a prefeita da capital, Claudia López.

O país se tornou o quinto da América Latina a flexibilizar o acesso ao aborto, que é permitido na Argentina, no Uruguai, em Cuba e Guiana. No México, é autorizado até 12 semanas em algumas regiões.

(G1 Notícias)

Nota: Muito mais morto está aquele que mata. Aquele que mata, mata porque antes já está morto. Mulheres mortas vibrando pelo direito de transformar seu útero num cemitério. Uma mulher tem o direito a recusar, devido às suas circunstâncias, ser mãe; isso é uma escolha que deve ser feita antes da gravidez. Mas a partir do momento em que a gravidez é confirmada, essa escolha muda. Agora ela já é MÃE, só cabe decidir se de uma criança viva ou morta através do aborto!

Abortar um “problema” não é novo. Adão e Eva inauguraram o recurso da morte através da sua liberdade de escolha. Escolheram a morte para solucionar um problema de insatisfação. Nós escolhemos matar para resolver um problema de irresponsabilidade sexual.

A ideologia da “liberdade” absoluta de escolha, a gritaria por liberdade de se fazer o que se quer, criou uma cultura demoníaca onde o valor da vida foi relativizado em prol da liberdade. Liberdade é maior do que a Vida? Não! Liberdade é maior do que o amor? Não!

Não vivemos sob o fundamento da liberdade individual, mas do amor que é justamente abrir mão dos seus “direitos” para que o outro tenha vida.

“O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios” (1 Timóteo 4).

Insanidade espiritual instalada. Relativização da Vida. Quanto mais distantes estamos de Cristo, que é a Vida, mais o desejo pela morte crescerá.

(Juliana Ferron; Instagram)

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem uma posição clara sobre aborto:

“A Igreja Adventista do Sétimo Dia considera que o aborto está em desarmonia com o plano de Deus para a vida humana. […] Deus considera a criança que não nasceu como vida humana. A vida pré-natal é preciosa aos olhos de Deus vida humana é de valor inestimável. Isso é válido para todas as fases da vida humana: crianças não nascidas, crianças de várias idades, adolescentes, adultos e idosos, independentemente das capacidades físicas, mentais e emocionais. […] O sexto mandamento afirma: ‘Não matarás’ (Êxodo 20:13), que apela para a preservação da vida humana. O princípio de preservar a vida estabelecido no sexto mandamento inclui o aborto em seu escopo. […] A Bíblia ensina a cuidar dos fracos e vulneráveis. […] Os mais jovens de todos, ou seja, os que ainda se encontram dentro do útero, devem ser incluídos nesse grupo.” encurtador.com.br/jmyzP

Portanto, membros e, principalmente, líderes dessa igreja, com base na Revelação de Deus, valorizam a vida humana em todas as suas fases. Essa tem que ser claramente a nossa posição.

Adele é chamada de transfóbica após discursar em premiação dizendo que ama ser mulher

“Há uma década, se alguém dissesse que uma mulher seria [criticada] pelo crime de pensamento de dizer que gosta de ser mulher, eu teria rido de uma sugestão tão ridícula. Agora está acontecendo”

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Sabe aquele meme que algumas pessoas na internet dizem que, qualquer dia desses, ser hétero vai acabar sendo uma ofensa? De fato, todo mundo imagina ser um exagero pensar uma coisa dessas. Bom, exagero até agora. Isso porque recentemente, em uma premiação, a cantora britânica Adele fez um discurso que desagradou integrantes da comunidade LGBTQIA+. A artista agora está sendo acusada de transfobia por declarar que ama “ser mulher”. A cantora de “Rolling in the Deep” fez o comentário no Brit Awards desta terça-feira (8) ao receber o prêmio de Artista do Ano, uma categoria recém-criada que mescla os antigos prêmios de Melhor Artista Masculino e Melhor Artista Feminina.

Apesar do apoio do público na enorme O2 Arena de Londres, seus comentários rapidamente provocaram indignação online – tornando-a a mais recente figura de destaque acusada de ser, segundo os militantes, uma feminista radical trans-excludente. Do nível J. K. Rowling, sabe?

“Quem teria pensado que Adele era transfóbica e usaria sua plataforma para pedir a destruição da comunidade trans. Especialmente os adolescentes confusos”, postou outro usuário de longa data do Twitter.

“Eu entendo porque o nome deste prêmio mudou, mas eu realmente amo ser mulher e ser uma artista feminina!”, disse Adele acompanhada por muitos aplausos.

Uma reportagem do jornal Times, de Londres, mostrou que outros reclamaram que “perderam muito respeito por Adele” e não iriam mais “gastar um centavo em sua música”.

Os comentários, no entanto, não se resumiram a ataques. Após as acusações de transfobia, diversos outros fãs saíram em defesa da britânica de 33 anos: “Obrigado @Adele. Apenas, obrigado. Por falar as duas palavras sendo difamadas. Mulher. Feminino”, tuitou o autor e ativista de refugiados Onjali Rauf.

A autora e consultora de mídia Jane Symons também disse que não sabia “se chorava ou gritava” com os últimos ataques: “Há uma década, se alguém dissesse que uma mulher seria [criticada] pelo crime de pensamento de dizer que gosta de ser mulher, eu teria rido de uma sugestão tão ridícula. Agora está acontecendo”, escreveu ela.

Em um artigo de opinião na revista britânica Spectator, a professora Debbie Hayton disse que Adele arriscou se juntar ao grupo de “mulheres talentosas” como a autora de “Harry Potter”, JK Rowling, que “foram perseguidas e perseguidas sem piedade, simplesmente por defender seu sexo”.

“A mensagem de Adele para mulheres e meninas foi inspiradora. Aqui estava uma mulher – que vendeu dezenas de milhões de álbuns – dizendo ao mundo que estava orgulhosa de ser mulher. Isso é algo para comemorar, não condenar”, escreveu ela.

A professora disse que “as garotas precisam de modelos e na noite passada Adele deu um passo à frente. Por isso, ela merece aplausos, ainda maiores do que a adulação que recebeu por sua música”

(Curiozone)

Maria trans, fim dos termos “pai” e “mãe” em documentos e do “marido e mulher” nos casamentos

O mundo segue ladeira abaixo na desconstrução da família original (criada por Deus no Éden) e no desrespeito às normas e aos valores bíblicos.

embaixador

“Riccardo Simonetti, embaixador especial da causa LGBTQIA+ no Parlamento Europeu, causou polêmica ao fazer um ensaio fotográfico para uma revista alemã no qual aparece vestido como Virgem Maria. Na foto de capa da edição de dezembro da revista Siegessäule, Simonetti está de véu azul e túnica branca segurando um bebê, que representa Jesus. Outra foto do editorial traz uma versão da Família Sagrada com um casal gay, em que Simonetti, ainda vestido como Virgem Maria, aparece sendo abraçado por outro homem” (PlenoNews).

“A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) apresentou recentemente o projeto de lei (PL 4004/21) que pretende acabar com a referência de gênero em celebração de casamento civil. Se a proposta da deputada for aprovada, haverá uma alteração do artigo 1.535 do Código Civil, que prevê o uso dos termos ‘marido e mulher’ nas celebrações dos casamentos. O projeto propõe que sejam utilizadas as seguintes palavras: ‘De acordo com a vontade que acabam de declarar perante mim, eu, em nome da lei, declaro firmado o casamento'” (Gaúcha ZH).

“Uma entidade LGBT ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar excluir os campos ‘pai’ e ‘mãe’ dos formulários públicos presentes atualmente na maioria dos órgãos brasileiros. De acordo com a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), o fato estaria gerando desconforto a casais homossexuais. […] No pedido inicial, a entidade pede que os formulários públicos substituam as indicações de ‘pai’ e ‘mãe’ por ‘filiação 1’ e ‘filiação 2′” (PlenoNews).

Nota 1: “Se os demônios se houvessem disposto a trabalhar para descobrir o modo mais eficaz de destruir o que quer que seja venerável, belo ou perdurável na vida doméstica, e de obter ao mesmo tempo certeza de que o mal que era seu objetivo criar se perpetuaria de uma geração a outra, não poderiam ter inventado plano mais eficiente do que a degradação do casamento” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 235).

Nota 2: É curioso notar como o desrespeito e o vilipêndio sempre são bem seletivos e localizados: a religião cristã via de regra é o alvo. Com o islamismo eles não se atrevem, e com religiões de outras matrizes eles não se permitem. Haverá um limite para as blasfêmias humanas…

Round 6: colégios alertam pais para evitar que crianças e adolescentes assistam

Violência, tortura psicológica, suicídio, tráfico de órgãos, cenas de sexo e palavras de baixo calão fazem parte da produção sul-coreana.

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O seriado sul-coreano Round 6, disponível na Netflix, é um fenômeno e está na boca do povo. Lançada em setembro, em poucas semanas, a série já é a mais assistida da plataforma de streaming com 111 milhões de espectadores. Um sucesso de público, mas também uma preocupação para pais e escolas de Salvador. É que, pela grande repercussão, Round 6, apesar de não ser indicado para menores de 16 anos, está também na boca das crianças e até em suas brincadeiras. O que deixa os responsáveis e os colégios para lá de preocupados já que a série faz uso de brincadeiras infantis para construir uma narrativa violenta em um jogo que dá ao vencedor uma fortuna, enquanto mata os que são eliminados no processo.

De acordo com Elisângela Santos, psicopedagoga do Colégio Montessoriano que já emitiu comunicado alertando os pais sobre, o seriado atrai as crianças por ter em seu roteiro brincadeiras, mas pode ser extremamente prejudicial aos pequenos pelo seu desfecho. “São brincadeiras exibidas na série que têm um viés até infantil em sua concepção e, por isso, aguçam a curiosidade das crianças, mas que são inseridas em um contexto absolutamente violento, que é inapropriado para crianças e adolescentes. Questiono até se de fato poderia ser assistida por quem tem 16 ou 17”, declara a psicopedagoga.

Além do Montessoriano, o Colégio Antônio Vieira também encaminhou comunicado aos pais e responsáveis sobre o seriado. “Como esse conteúdo vem tomando proporção nas redes sociais e também percebemos que vem sendo comentado entre as crianças, durante o recreio e horários livres, convidamos a todos para que fiquem alertas e acompanhem diariamente os conteúdos de acesso de seus filhos, sejam eles em filme, séries, músicas, sejam os conteúdos explorados nas redes sociais”, informa o Serviço de Orientação Educacional do Vieira em comunicado. […]

“São conteúdos explícitos na série: violência, tortura psicológica, suicídio, tráfico de órgãos, cenas de sexo, palavras de baixo calão, entre outros”, escreve a coordenação pedagógica. […]

Para Elisângela Santos, toda essa preocupação de pais e escolas tem sentido já que a série tem entrado não só no campo de visão das crianças, mas também em suas brincadeiras. “É uma série que não é para criança. Um conteúdo que remete a suicídio, tráfico de órgãos, tortura e violência realmente não é pra criança. E elas estão brincando fazendo referência à série, o que é muito natural porque, nessa idade, a criança é uma esponja que absorve tudo que vê de forma inocente”, relata.

A psicopedagoga diz ainda que os traumas adquiridos da série podem se estender por toda a vida. “Os danos psicológicos podem caminhar com esses jovens para o resto da vida. Cenas de violência podem disparar muitos gatilhos. Principalmente, para jovens que apresentam situação de ansiedade e depressão, acho muito perigoso”, alerta. […]

O terapeuta infantil Iarodi Bezerra concorda com a inadequação da série para a idade abaixo da sua classificação, mas questiona o que pode ser uma atenção direcionada, que ignora outros conteúdos problemáticos. “A série é para adultos. Mesmo que se utilize de um contexto com referências lúdicas, não é para criança. Atualmente, crianças e jovens estão em contato diário com conteúdos como Free Fire, Fortnite, GTA, Jogos Vorazes. Todos com nível de violência superior a Round 6. Ressalto que as crianças expostas à violência, podem apresentar sim comportamentos disfuncionais. Neste caso, os pais precisam fiscalizar e filtrar o que os filhos assistem, garantindo um desenvolvimento saudável e evitando desespero em um único conteúdo”, orienta o terapeuta.

Sobre o risco da série induzir violência para os pequenos que a assistiram ou participaram de brincadeiras ligadas a ela, Iarodi descarta essa possibilidade. “A série não leva a criança a replicar a violência. Não acredito que ela faça isso por si só, é necessário fatores ambientais, sociais, emocionais e maturação cognitiva para que o façam. É só olhar que o conteúdo dos filmes de ação que passam na TV aberta em plena tarde de Domingo não são diferentes da série e não geram o mesmo alarde. O que precisa mudar é a responsabilização dos pais sobre o que os filhos estão vendo.”, afirma ele, que atende crianças com atitudes violentas, mas que não são agressivas por conta destes conteúdos e sim pelo ambiente familiar. […]

(Correio)

No Rio de Janeiro, a escola Escola Aladdin emitiu, na primeira semana de outubro, um comunicado aos pais dos alunos, alertando para o conteúdo inadequado e para a “obsessão” dos jovens pela série. Ao jornal O Globo, diretores da instituição informaram que os alunos estavam reproduzindo brincadeiras que fazem alusão ao assassinato de personagens. No Colégio Adventista Marechal Rondon, em Porto Alegre, a série não chegou a inspirar jogos no recreio, mas a vice-diretora Tatiane Goetz dos Santos relata que mesmo as crianças mais jovens comentam sobre. 

Inspirada pela ação da escola carioca, a instituição gaúcha publicou, na semana passada, uma nota dirigida a pais e familiares de alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio. A circular alerta para o conteúdo inapropriado de Round 6 para crianças, a relação dela com jogos da infância e o fato de a série ou de recortes dela compartilhados em redes sociais estarem impactando os alunos.

“Mesmo sabendo que a série saiu em setembro e que muita gente já maratonou, publicamos a circular para alertar os pais a ficarem de olho no que seus filhos estão vendo. Até porque, quando um coleguinha comenta, desperta interesse e curiosidade no outro que não tinha nem ouvido falar. E ele vai, com certeza, procurar. A Netflix tem acesso infantil, que limita, mas muitos (alunos) têm acesso ao perfil adulto também. Nossa carta é uma medida preventiva e, a partir daí, a família administra essa situação da forma que achar necessário”, afirma Tatiana. […]

(Gaúcha ZH)

Como nos dias de Noé: o prazer extremo guiará a vida no pós-pandemia?

“Há muita libido represada, junto a todo sofrimento e perdas a serem elaborados. Ansiamos o encontro em massa, um Carnaval de verdade, com tudo o que temos direito” (Filipe Batista, psicólogo).

Tudo leva a crer que caminhamos para um período de extremo hedonismo pós-Covid. Será mesmo? A suposta intenção não pressupõe capacidade de verdadeiramente desfrutar, tampouco inconsequência deve ser confundida com prazer. É uma dança complexa, verdade, pois nem sempre o que buscamos é o que de fato queremos. Além do mais, o prazer imediato nunca apertou as mãos da moral, da religião e da norma – requer a ruptura de regras e padrões, internos e externos. Ajustar esse compasso tem sido especialmente desafiador para quem decidiu encarar a pandemia de frente, com respeito e empatia. Mas passada a tsunami pandêmica, quantos de nós estarão preparados para se banhar no mar do prazer?

O conceito clássico de hedonismo, introduzido pela filosofia grega, insere o prazer como bem central. Freud, em sua obra Além do Princípio do Prazer, publicada no pós-guerra, inaugura a ideia de que não somos regidos psiquicamente apenas pela busca por prazer, mas também por pulsões destrutivas e de morte.

Após quase dois anos de pandemia, há muita libido represada, junto a todo sofrimento e perdas a serem elaborados. Ansiamos o encontro em massa, um Carnaval de verdade com tudo o que temos direito. Ao passo que, por mais palpável que isso pareça agora, ainda temos de lidar com o gosto amargo que resta. A dupla aptidão brasileira por conservadorismo e transgressão ainda não permite apostas claras sobre para qual lado penderemos dessa vez. Apostaremos no Eros? […]

Lidar com o ímpeto sexual foi uma batalha para muitas pessoas durante a pandemia. Algumas recuaram, reservando-se à aridez de uma vida desprovida dessa força potente, outras sublimaram como puderam, estabelecendo relações mais íntimas com o álcool, a comida, o Instagram e a Netflix. Mas há também quem tenha mergulhado mais fundo na investigação sobre o que desperta seu prazer. Aliás, momentos de crise podem ser propícios para isso. Não à toa, durante a pandemia, houve recorde de divórcios. Os que preferem enxergar nisso a ruptura, deixam de observar que uma separação pode sinalizar também um movimento em direção ao desejo. […]

(Vogue)

Nota: “Pois assim como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Pois assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mateus 24:37-39). “Mas você precisa saber disto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis. Pois os seres humanos serão egoístas, avarentos, orgulhosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, convencidos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, tendo forma de piedade, mas negando o poder dela. Fique longe também destes” (2 Timóteo 3:1-5).

A cultura da dessensibilização

Há um sério risco de perdermos nossa sensibilidade para o absurdo, para o grotesco, e com isso passarmos a encarar com naturalidade o que, antes, despertaria zelo, temor, repulsa.

“Uma adolescente foi esfaqueada três vezes pelos amigos, que têm entre 18 e 21 anos de idade [leia a notícia]. Pela confissão do motorista, uma das criminosas queria descobrir se, de fato, era psicopata. O desleixado dono do carro e sua amiga com nome nórdico, Freya, disseram que ela só teria essa resposta ao analisar seu estado físico e emocional depois de ter cometido um crime. Foi algo planejado, armado. Buscaram a vítima em casa, cobriram o porta-malas com plástico, escolheram a trilha sonora e o sinal que denunciaria o momento oportuno para o ataque. Nada impulsivo, passional, feito no calor da situação. Sufocada pela amiga que estava sentada ao seu lado, a adolescente foi um alvo fácil para as estocadas da lâmina segurada por aquela que estava no banco do carona.

Eu não quero agir como um Datena depois da bariátrica, dizer que é culpa dos jogos de videogames violentos nem nada. Mas não consigo parar de pensar na romantização da psicopatia em séries, filmes e músicas destinadas aos adolescentes. De duas crianças doentias vagando pelo estado, cometendo crimes enquanto amaldiçoam o ‘fodid* fim do mundo’, até sagas que se passam em escolas de assassinos ou personagens que não encaram nenhum dilema moral quando descobrem estar apaixonadas por criminosos ou predadores sobrenaturais, que matam sem dó, já não há mais espanto diante da barbaridade, somente uma espécie de costume, de resignação diante de uma crueldade compreensível.

Se há influência da grande mídia globalista, que enriquece bilhões com o caos e a desestruturação familiar, eu não sei. Mas, sei que há um sério risco de perdermos nossa sensibilidade para o absurdo, para o grotesco, e com isso passarmos a encarar com naturalidade o que, antes, despertaria zelo, temor, repulsa. Somos ou não somos capazes de comentar sobre um crime terrível, dentro de um Uber, enquanto trocamos figurinhas engraçadas com um amigo que nos aguarda no restaurante?”

(Douglas Zílio; Facebook)

Nota: Falo sobre esse triste fenômeno da dessensibilização em meu livro Nos Bastidores da Mídia.