Novela prega que transexualidade é evolução humana

vejaNo capítulo de sábado (14) de “A Força do Querer”, uma conversa entre Eugênio (Dan Stulbach) e Joyce (Maria Fernanda Cândido) lançou uma teoria a respeito da transexualidade. “Talvez faça parte da evolução humana”, diz o advogado. “Evolução?”, contesta a socialite. “É. A humanidade sempre destruiu barreiras para poder avançar. A gente venceu as barreiras impostas pela natureza. Quem sabe agora a gente não esteja vencendo as barreiras impostas pelo gênero?” O casal vive um dilema: aceitar ou não que o filho trans, Ivan (Carol Duarte), faça a retirada dos seios. Conservadora e preocupada com o status social do clã, Joyce não cede. Ela define a cirurgia pretendida por sua “ex-bonequinha Ivana” como “aberração”.

A trama da transexualidade ajudou “A Força do Querer” a atrair em certas noites quase dez milhões de telespectadores somente na região metropolitana de São Paulo, principal área de aferição de audiência da Kantar Ibope. O folhetim de Gloria Perez está com média de 35 pontos, a maior em quatro anos na faixa das 21h. Trata-se de um sucesso de público e crítica que há muito tempo não se via na teledramaturgia da Globo.

Tal êxito fez a revista Veja, que circula com 1,2 milhão de exemplares toda semana, dedicar a matéria de capa da edição [de semana passada] ao tema lançado por Ivan/Ivana. O texto cita o enredo bem-sucedido do trans da novela, comenta as questões médicas relacionadas à transexualidade (condição que atinge 0,5% da população; cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil) e apresenta várias histórias de famílias com filhos transexuais.

Mais uma vez, a telenovela – gênero de entretenimento tão desprezado pela intelectualidade – prova seu poder de colaborar com a transformação social ao esclarecer um assunto polêmico por meio de um personagem popular. […]

(Terra)

Nota: As novelas vêm prestando um grande (des)serviço ao longo dos anos no sentido de promover valores anticristãos e conduzir o “rebanho” a costumes e ideologias perniciosos. No episódio mencionado acima parecem ter chegado à quintessência da mentira: a ideologia de gênero e a transexualidade constituem evolução humana, o que contraria frontalmente duas verdades bíblicas – o criacionismo e o casal heterossexual originalmente criado. Outro aspecto interessante dessa onda gayzista e impositora de uma cultura esquerdista e imoral é o efeito contrário: uma forte ação moralizante e um clamor por mudança. O bispo de Apucarana, dom Celso Antônio Marchiori, conclamou católicos e evangélicos a se unirem contra a rede Globo, que ele define como “um demônio dentro de casa” (confira). A revista Veja da semana passada (capa acima) se uniu ao coro midiático, ajudando ainda mais a promover a polarização. De qualquer forma e por todos os ângulos pode-se ver uma tendência que está de acordo com a descrição profética bíblica dos últimos dias: moral decadente, por um lado, e despertamento religioso ecumênico, por outro. [MB]

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O feminismo radical lançou as sementes do atual momento transgênero

feminismoO movimento transgênero atual é o esforço mais recente para derrubar premissas sobre a vida humana que, na realidade, correspondem à verdade. Meu ensaio recente “Sex, Gender, and the Origin of the Culture Wars” (Sexo, gênero e a origem das guerras culturais) lança luz sobre as raízes intelectuais do movimento transgênero moderno, para que os cidadãos possam defender o bom senso contra as corrupções geradas por esse movimento. O transgenerismo significa, literalmente, “para além do gênero”. O nome reflete a ideia de que a sociedade “estrutura” o gênero de maneira arbitrária e injusta, dividindo as pessoas arbitrariamente entre as categorias “homem” e “mulher” e apresentando a todos uma maneira aceitável de se comportarem.

Os transgêneros resolveram superar as estruturas sociais, apontando a direção de uma nova sociedade em que os indivíduos possam fazer ou seguir seu próprio “gênero”. A sociedade, por sua vez, precisa tornar-se “pós-estrutural” e afirmar qualquer nova identidade que os indivíduos construam para si.

O movimento transgênero nasceu do projeto feminista radical lançado após a Segunda Guerra Mundial. A fundadora do feminismo radical foi a pensadora francesa Simone de Beauvoir, cujo livro O Segundo Sexo foi publicado nos EUA em 1953. Beauvoir abre seu livro indagando: “O que é uma mulher?” Sua resposta prepara o campo para o pensamento feminista subsequente: “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher.” É a sociedade quem faz ou constrói a identidade da mulher, não a natureza ou Deus.

Essa identidade socialmente construída acabaria por ser chamada “gênero”. Se a sociedade parasse de enquadrar as meninas em papéis femininos artificiais, argumentam as feministas de segunda onda, as mulheres deixariam de agir como se fossem “o segundo sexo” e de se subordinar aos homens.

De acordo com essas feministas, o sexo, a biologia da pessoa e as características psicológicas estreitamente vinculadas a ela não devem moldar nossa identidade. O sexo ou “a biologia não é destino”, elas afirmam. As mulheres precisam emancipar-se de todas as limitações impostas pela biologia ou a sociedade.

O transgenerismo é um ramo que tem raízes feministas. Ele procura solapar a “socialização tradicional” de meninos em homens e meninas em mulheres, porque nega a base biológica da masculinidade e da feminilidade.

Mas foi a feminista radical Judith Butler quem primeiro estabeleceu o vínculo formal entre transgenerismo e feminismo. Defensora de longa data da ideia de que devemos transgredir o que a sociedade vê como sendo a realidade, Butler começou a defender o travestismo e o uso de roupas do sexo oposto. Mais tarde ela voltou sua atenção às possibilidades diversas dos estilos de vida transgêneros, que, para ela, poderiam desfazer as ideias de gênero predominantes.

Butler ficava impressionada com o modo como os queers “lutam para retrabalhar a normalidade” e postular “um futuro diferente para a própria normalidade”. A exposição a performances novas e estranhas “nos leva não apenas a questionar o que é real e o que é o ‘certo’”, ela disse, “como nos mostra que os modelos que regem as noções contemporâneas de realidade podem ser questionados e como novos modos de realidade podem ser instituídos”. Exatamente como as feministas esperavam.

As pessoas que se identificam como transgênero não desejam apenas ser toleradas. Querem que o público afirme essas performances de gênero como sendo admiráveis, sadias e autênticas. Segundo essa visão, a identidade da pessoa nunca é inteiramente real enquanto não for endossada pelas autoridades públicas e reconhecida como tal por nossos concidadãos. Vem daí a necessidade de, como atestam muitos relatos recentes na mídia, as escolas adaptarem seus currículos ou seus banheiros de modo a afirmar as identidades transgênero.

É claro que nenhuma feminista tinha o transgenerismo em mente quando o movimento feminista foi fundado. Mas é essa a ironia: a lógica feminista radical apresentada por Beauvoir encontra sua realização mais recente no movimento transgênero de 2017.

(The Daily Signal, via Gazeta do Povo)

Leia mais sobre feminismo aqui e aqui.

EUA atingem nível recorde de doenças sexualmente transmissíveis

dstAs doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) atingiram um nível recorde no ano passado nos Estados Unidos, quando foram notificados mais de dois milhões de casos de clamídia, gonorreia e sífilis no país. De acordo com o relatório anual que analisa o comportamento das DSTs, divulgado [na] terça-feira pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), este é “o número mais alto já” registrado. “As DSTs estão fora de controle e isso traz grandes complicações para os americanos”, disse David Harvey, diretor executivo da Coalizão Nacional dos Diretores de DSTs.

A maioria dos novos casos – 1,6 milhão – foi de clamídia, infecção bacteriana que afeta homens e mulheres. A gonorreia também aumentou nos dois sexos. Em todo o país os casos da doença chegaram a 470.000, mas o maior crescimento foi registrado entre os homens que têm relações sexuais com outros homens. Mesma situação da sífilis, cujos casos ficaram em 28.000 em 2016, com um aumento de quase 18% em relação a 2015.

Também foram registrados mais de 600 casos de sífilis congênita, um aumento de 28%, que levaram a “mais de 40 mortes e complicações severas da saúde [dos bebês]”, segundo o relatório.

Somente essas três doenças são de notificação compulsória nos Estados Unidos. Mas, se forem consideradas todas as DSTs, incluindo HIV e herpes, o CDC estima mais de 20 milhões de novos casos todos os anos no país e pelo menos metade deles em pessoas jovens, entre 15 e 24 anos.

As DSTs podem ser prevenidas com uma simples medida: o uso do preservativo nas relações sexuais, o que não tem acontecido, já que seu aumento é um fenômeno mundial. O tratamento dessas três doenças envolve a administração de antibióticos, apesar das crescentes preocupações sobre a resistência a esses medicamentos. Mas se não forem tratadas, podem levar à infertilidade, gravidez ectópica e a um risco elevado de transmissão de HIV.

(Veja.com)

Leia também: “Casar pode salvar vidas” e “Consequências do sexo fora de contexto”

 

 

Exposição de arte pornográfica e a “cura gay”

exposicao-santanderO cancelamento da exposição de arte pornográfica do banco Santander deu o que falar na semana passada. De um lado, os defensores da liberdade de expressão irrestrita e o pessoal da comunidade LGBT consideraram um erro a instituição ter cancelado a exposição. De outro, pessoas mais conservadoras e que ainda levam em conta os valores judaico-cristãos consideraram um grande erro do banco ter promovido a mostra e do governo em permitir a utilização de recursos públicos para financiar a exibição de quadros com pedofilia, zoofilia/bestialismo e até desrespeito a símbolos religiosos, como no caso das hóstias nas quais foram escritas palavras de baixo calão. Isso é promoção da “diversidade”? Isso é cultura? O repúdio à mostra ficou bem evidente: milhares de correntistas cancelaram suas contas no banco.

Foram interessantes alguns comentários no Twitter. Veja alguns exemplos:

“Repúdio à Duracell pela propaganda de dia dos pais: democracia. Repúdio à mostra de arte do Santander Cultural: fascismo. Ué!?” [Obs.: A propaganda da Duracell destacava alguns atributos masculinos dos pais.]

“Exposição bizarra e imoral apoiada pelo Santander foi cancelada e o dinheiro captado da Lei Rouanet [cerca de um milhão de reais], quem vai devolver aos cofres públicos?”

“Vamos convocar o Santander e os defensores da pedofilia pra depor na CPI dos maus-tratos infantis.” [Tweet do senador Magno Malta.]

“Sabe aquele banco que demitiu a Sinara Polycarpo em 2014 por ordem do Lula? Continua aprontando.”

“Vivi até aqui só pra ver certas figurinhas da esquerda anticapitalista defendendo uma poderosa instituição bancária!”

E em uma petição pública: “Aprendam uma lição básica: o movimento LGBT usa a bandeira da tolerância para escarnecer, atacar e vilipendiar aquilo que outros consideram sagrado, e ao mesmo tempo não toleram nenhum tipo de crítica!”

criancas santanderMais uma vez fica evidente a defesa de certos direitos em detrimento de outros. No caso da exposição, o direito de ter respeitados símbolos e a consciência religiosa foi sobreposto pelo direito de vilipendiar esses mesmos símbolos e valores. Mas isso ainda não é o pior. A mostra esteve aberta ao público de qualquer idade, crianças estiveram lá, e isso acabou violando outro direito, além de ilustrar bem o que esta sociedade libertina tem feito com os pequenos. Veja o que escreveu meu amigo psicólogo Hélio Martins Furtado de Oliveira:

“A infância é um período muito precioso na constituição biopsicossocial do ser humano. Tudo que acontece entre 0 e 12 anos de vida de uma pessoa impacta decisivamente todos os demais, potencialmente mais do que qualquer coisa que venha a acontecer em outros momentos de sua trajetória. A criança em formação precisa ter preservada uma série de inocências para que se desenvolva de maneira saudável. Todos teremos muito tempo para viver a fase adulta e, inevitavelmente, entraremos em contato com muitas manifestações deturpadas e patológicas da sociedade em que estamos inseridos. No entanto, especialmente no caso das crianças, quebrar inocências saudáveis para um desenvolvimento adequado e considerado normal, vivendo cada fase a seu tempo e sem exposições desnecessárias é algo que deveria ser tratado de forma mais cuidadosa pelos pais, pelos educadores, pela sociedade como um todo.

“Quando essas inocências são quebradas o efeito sobre toda a sexualidade de uma criança é especialmente percebido no trabalho clínico em forma dos mais variados conflitos e traumas. Uma coisa é certa: criança precisa ser criança, plenamente criança, apenas criança. Preservar a inocência nessa fase (0 a 12 anos) é fundamental para um desenvolvimento saudável, uma vez que os primeiros 12 anos de vida passarão rápido, mas os efeitos da preservação dessa inocência serão quebrados inevitavelmente pelo convívio em sociedade.

“A inocência no que diz respeito à sexualidade é a mais importante dessas inocências, o que não quer dizer que pais, educadores, psicólogos e a sociedade organizada não possam tocar no assunto, sempre respeitando e preservando limites saudáveis entre curiosidade e exposição (que na maior parte das vezes é desnecessária e muitos pensam ser saudável). Criança não entende tudo, não importa o quanto haja de diálogo ou explicação. Criança é criança porque o que ela tem de mais valioso se chama inocência! O tempo se encarregará de quebrar naturalmente essas inocências.

“Em nossos dias a quebra tem acontecido de forma deliberada, com objetivos e ideias equivocados. Precisamos cuidar para que essas inocências sejam ‘quebradas’ em momento oportuno, de forma o mais natural possível, dentro de contextos saudáveis (sim, é possível!), com a devida orientação dos pais em primeiro lugar e dos educadores como apoiadores e, por que não, do compromisso da sociedade em entender o valor dessa inocência. Respeitar o valor dessa inocência tão valiosa é peça-chave para o ensino e a consolidação do conceito correto de respeito ao próximo e de si mesmo na formação biopsicossocial de um cidadão. Expor crianças a coisas que não são saudáveis nem para adultos jamais vai contribuir para um desenvolvimento biopsicossocial saudável.”

Por causa de certos prazeres, preferências sexuais ou mesmo gostos estéticos, adultos não têm o direito de violar a inocência das crianças, comprometendo o futuro emocional delas.

Quanto à tal “cura gay”, assunto que tomou conta dos debates nesta semana, fica evidenciado outro direito violado. Não quero discutir aqui se homossexualismo é ou não doença. Nem sequer tenho competência para isso. Igualmente não estou aqui para condenar homossexuais pelo simples fato de discordar do estilo de vida deles. Não tenho esse direito. Cada pessoa vive a vida que quer (desde que isso não atente contra a vida alheia, evidentemente), e o próprio Deus respeita nossas escolhas. Mas quero chamar atenção para um aspecto da discussão: os muitos homens e as muitas mulheres que sofrem por causa de tendências homossexuais e que lutam contra isso (por uma série de fatores, entre os quais religiosos) e poderiam ter ajuda profissional para lidar com a situação. Por que privar do direito a um tratamento psicológico um homossexual que esteja descontente com sua condição? Por que não dar a essa pessoa o direito de não querer ser como é, como tantos outros com tantas outras tendências também não querem?

A pastora evangélica Sarah Sheeva disse em um vídeo no Instagram que o verdadeiro preconceito está sendo dirigido contra a psicologia e a psicoterapia. Que o brasileiro, manipulado pela mídia, volta a deixar claro que, no fundo, pensa que quem procura um profissional da área psicológica é porque está maluco. Se alguém procurar um terapeuta porque quer assumir sua homossexualidade, tudo bem. Mas se fizer isso porque não quer ser homossexual, aí não. Isso é inadmissível! Sarah afirma que existe uma ditadura gay em nosso país.

Quem está gritando que transformaram a homossexualidade em doença com certeza não leu a decisão do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara do Distrito Federal. Nesses momentos, a gente percebe o estrago que a desinformação faz nas redes sociais e o desserviço que prestam certos setores da mídia. É mais uma evidência de que vivemos mesmo na era da pós-verdade ou do pós-fato.

Para quem não se deu ao trabalho de saber o que o juiz decidiu, aqui vai: ele simplesmente permitiu que aqueles que desejarem possam ser atendidos por psicólogos, pois o Conselho Federal de Psicologia havia proibido que seus profissionais acompanhassem homossexuais em busca de auxílio em relação à orientação sexual. Ou seja, o juiz restituiu a liberdade individual do cidadão em procurar ajuda e a dos profissionais de psicologia em ajudar.

A decisão foi tomada com base em uma ação popular, proposta por dois psicólogos contra o Conselho Federal de Psicologia, com fundamentos no Artigo 5º da Constituição Federal. A ação busca a suspensão dos efeitos da Resolução 001/1999, que estabeleceu normas de atuação para os psicólogos em relação às questões voltadas à orientação sexual. Os autores afirmam que constitui ato de censura a negativa quanto ao desenvolvimento de estudos, atendimentos e pesquisas sobre tal comportamento, resultando em ato lesivo ao patrimônio cultural e científico do País, pela restrição da liberdade de pesquisa científica dos profissionais.

O juiz mesmo deixa claro que não se trata de “cura gay”, mas simplesmente a promoção da qualidade de vida das pessoas que buscam a Psicologia por terem dúvidas quanto à sua orientação sexual. Conflitos todos têm e merecem ser ajudados.

A reação ao cancelamento da exposição de “arte” do Santander e a celeuma criada em torno da “cura gay” evidenciam uma coisa: a sociedade está doente. Nós estamos doentes. E em lugar da hashtag #curagay deveríamos promover outra: #curahumana. Mas isso somente o Criador do ser humano poderá fazer. Até lá viveremos de polêmica em polêmica, de desrespeito em desrespeito, de sofrimento em sofrimento. [MB]

Leia mais sobre homossexualismo. Clique aqui e aqui.

Após protestos, Santander encerra exposição pornográfica

queerPoucos dias antes de completar um mês em cartaz no Santander Cultural, no Centro de Porto Alegre, a exposição “Queermuseu – Cartografias da diferença na América Latina” teve de ser fechada e encerrada neste domingo (10), após protestos – segundo informações preliminares que vêm circulando nas redes sociais – em que pessoas contrárias ao teor das obras teriam causado tumulto em frente ao museu, ainda no sábado, em manifestação contra a exposição. O Jornal do Comércio buscou informações junto ao Santander Cultural, mas só obteve informações da segurança, presente na portaria do local, de que de fato a exposição, que funcionaria das 14h às 19h neste domingo, está fechada em razão de “imprevistos” ocorridos ontem. No início da tarde, o Santander Cultural emitiu uma nota em que afirmou estar recebendo diversas manifestações críticas a respeito da exposição e confirmou o encerramento da mostra neste domingo.

“O objetivo do Santander Cultural é incentivar as artes e promover o debate sobre as grandes questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia”, diz o texto. “Desta vez, no entanto, ouvimos as manifestações e entendemos que algumas das obras da exposição Queermuseu desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas, o que não está em linha com a nossa visão de mundo. Quando a arte não é capaz de gerar inclusão e reflexão positiva, perde seu propósito maior, que é elevar a condição humana”, afirma a nota da instituição.

Com curadoria de Gaudêncio Fidelis, a Queermuseu é formada por mais de 270 obras (oriundas de coleções públicas e privadas) que percorrem o período histórico de meados do século 20 até os dias de hoje. A iniciativa explora a diversidade de expressão de gênero e a diferença na arte e na cultura. A exposição foi aberta na metade de agosto, com entrada franca, e seguiria até 8 de outubro. A mostra foi viabilizada pela captação de R$ 800 mil por meio da Lei Rouanet. Em protesto contra o encerramento da mostra, o Nuances – Grupo Pela Livre Expressão Sexual organiza nesta terça-feira (12) à tarde, em frente ao Santander Cultural, o Ato pela Liberdade de Expressão Artística e Contra a LGBTTFobia, “em defesa da liberdade de expressão artística e das liberdades democráticas”.

(Jornal do Comércio)

Note bem: Utilizaram recursos públicos para promover uma exposição de “arte” pornográfica e anticristã que contém quadros com pedofilia, zoofilia/bestialismo e até desrespeito a símbolos religiosos, como no caso das hóstias nas quais foram escritas palavras de baixo calão. Isso é promoção da “diversidade”? Isso é cultura? Foram bem interessantes alguns comentários no Twitter. Veja alguns exemplos [MB]:

“Repúdio à Duracell pela propaganda de dia dos pais: democracia. Repúdio à mostra de arte do Santander Cultural: fascismo. Ué!?” [Obs.: A propaganda da Duracell destacava alguns atributos masculinos dos pais.]

“Exposição bizarra e imoral apoiada pelo Santander foi cancelada e o dinheiro captado da Lei Rouanet [cerca de um milhão de reais], quem vai devolver aos cofres públicos?”

“Depois de promover artes com cunho bestial e pedófilo, uma agência do Santander foi agraciada com arte como forma de agradecimento/resposta.” [Post com a foto abaixo.]

santander

“Vamos convocar o Santander e os defensores da pedofilia pra depor na CPI dos maus-tratos infantis.” [Tweet do senador Magno Malta.]

“Sabe aquele banco que demitiu a Sinara Polycarpo em 2014 por ordem do Lula? Continua aprontando.”

“Vivi até aqui só pra ver certas figurinhas da esquerda anticapitalista defendendo uma poderosa instituição bancária!”

[E em uma petição pública:] “Aprendam uma lição básica: o movimento LGBT usa a bandeira da tolerância para escarnecer, atacar e vilipendiar aquilo que outros consideram sagrado, e ao mesmo tempo não toleram nenhum tipo de crítica!”

PUC-SP instala banheiro unissex e causa polêmica

pucA Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo divulgou ter instalado um banheiro unissex no primeiro andar de um dos seus prédios em Perdizes. De acordo com a instituição, a medida foi uma forma de atender a “diversidade de sua comunidade”. “A PUC-SP, atenta à diversidade de sua comunidade universitária, composta por alunos, professores e funcionários, buscou contemplar a todos com a implementação do banheiro unissex. A instituição ressalta que esses sanitários são de uso comum, não direcionados a públicos específicos”, disse a universidade em nota. Nas redes sociais, a medida não teve consenso e dividiu a opinião dos internautas.

Nos Estados Unidos, o então presidente Barack Obama criou polêmica, em 2016, ao determinar que as escolas públicas permitissem que os alunos transgêneros usassem banheiros e vestiários de acordo com sua identidade de gênero. Na época, legisladores conservadores [sic] reagiram acusando a Casa Branca de abuso de poder. Por outro lado na Carolina do Norte, uma lei obrigava os transexuais a usar banheiros segundo o sexo de nascimento. Essa lei foi denunciada como discriminatória por várias personalidades, organizações da sociedade civil e pelo Partido Democrata.

Em fevereiro deste ano, o presidente Donald Trump revogou a decisão de Obama de permitir que os alunos escolhessem qual banheiro usar de acordo com sua identidade de gênero.

(G1 Notícias)

Nota 1: Em seu Twitter, minha amiga Vanessa Raquel Meira postou os seguintes comentários: “Fico confusa… Tem que ter um vagão só pra mulher no metrô. Mas banheiro pode usar ômi e mulé junto. É assim? Semana passada tinha um ômi no banheiro feminino da faculdade. Se ele tivesse com o pipi de fora eu não poderia gritar, por que, né? Eu fico confusa porque se o cara tiver com o instrumento de fora dentro do metrô eu posso gritar. Mas no banheiro feminino não posso.” Realmente, é muita sandice e incoerência. Imagine que espaço ideal para tarados, pervertidos, abusadores e voyeurs, entre outras espécies…

Nota 2: E o amigo Marco Dourado escreveu: “Separação de banheiros sempre foi uma precaução óbvia para se preservar a dignidade, a intimidade, a privacidade e a integridade física da mulher. Geralmente, um estabelecimento dedica mais esforço para manter os banheiros femininos o mais asseados possível e com as melhores instalações. Obrigar uma mulher a dividir banheiro público com homens é algo de tal forma ofensivo e absurdo que se alguém não entender de cara essa perversão, mil explicações, tratados, memes, vídeos, teatrinho de fantoches etc. etc. etc. não serão suficientes. Digo e repito: o genocídio cultural contra o Ocidente atingiu o estágio de no-return-point.”

Ex-transgêneros falam sobre arrependimento em documentário

tranzformedO documentarista David Kyle Foster [lançou] no dia 15 de junho um novo filme que relata histórias de ex-transgêneros. “TranZformed: Finding Peace With Your God-Given Gender” (“Transformados: encontrando a paz com o gênero que Deus lhe deu”, em tradução livre) é escrito por Foster, que afirma ser ex-homossexual, e dirigido por Karl Sutton. O documentário, além de abordar a história da transgeneridade desde a antiguidade, apresenta quinze pessoas ex-transgêneros. Segundo Foster, o traço comum entre elas é o de que “quase todas, senão todas, foram vítimas de abuso sexual na infância”. “A mensagem do filme é a de que as pessoas são muito fragilizadas e precisam de muita ajuda”, disse o produtor ao site norte-americano ChurchMilitant. Ele acredita no impacto que a produção possa ter na vida de pessoas transgêneros que estão à procura de forças para deixar para trás esse estilo de vida.

No filme, Foster aborda ainda a alta taxa de suicídio entre pessoas com “disforia de gênero”, que chega a 40%. Ele explica que a tendência ao suicídio cai logo após a cirurgia, mas aumenta a partir do momento em que a pessoa começa a se arrepender. “A cirurgia não conserta nada”, diz ele. “Só torna tudo mais complicado e custa um dinheirão. Então a pessoa entra em depressão depois de uma euforia inicial por ter atingido seu objetivo.”

Foster já produziu “Such Were Some of You” (2014), que relatou a história de 29 pessoas que se declaram ex-homossexuais, e “How Do You Like Me Now?” (2016), dirigido a parentes e amigos de pessoas homossexuais.

Confira abaixo o trailer de “TranZformed”, que estará disponível para compra em DVD no seu site oficial:

(Sempre Família)