Ex-pastora bissexual vira stripper

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Nikole Mitchell achou que seu destino era ser pastora, mas isso nunca foi o que ela realmente desejou. Trabalhando como stripper ela agora disse que nunca se sentiu tão feliz e que hoje consegue ver sua sexualidade como algo sagrado. “Desde muito jovem, eu fantasiava ser uma stripper. Mas fui doutrinada a acreditar que meus desejos e meu corpo eram pecaminosos”, disse ela em entrevista ao jornal New York Post.

“Aprendi que as mulheres não poderiam liderar e que elas deveriam estar na cozinha e com as crianças”, disse Mitchell ao falar de sua educação religiosa. “Portanto, embora isso fosse contra tudo o que me disseram, decidi me tornar pastora por causa do meu amor por me apresentar em público”, contou. Mãe de três filhos, ela foi criada em uma família batista e largou a vida religiosa para vender fotos eróticas no site […].

A vida como pastora começou em 2011 quando ela se juntou a uma comunidade em Minnesota, nos Estados Unidos, na igreja St. Paul, ao lado do então marido. Como sempre fazia perguntas aos pastores, ela foi convidada a se tornar uma deles. “Estar no palco na frente de milhares de pessoas – era isso que eu sonhava há anos”, contou ela. Em 2016, depois de assistir a uma peça de teatro voltada ao público LGBTQIA+, Mitchell começou a questionar sua sexualidade. “Senti como se vivesse uma vida dupla”, comentou ela. Alguns meses depois, ela deixou a igreja e fez um vídeo se assumindo bissexual, que foi postado em suas redes sociais. “Cada pessoa tem o direito de se expressar da maneira que for melhor para ela e isso foi bom para mim”, disse ela. A ex-pastora conta que continua se sentindo “sagrada”. “Minha sexualidade é incrivelmente curativa e sagrada. E quando eu dou esse presente às pessoas, isso as abençoa.”

(UOL)

Nota: Quando se abraça um erro e adota-se um pensamento relativista em relação ao pecado, este é o caminho: passas-se a chamar o mal de bem e o bem de mal. Confusão total, sem parâmetros balizadores. A bissexualidade atenta contra os princípios bíblicos, já que é claro nas Escrituras que Deus criou homem e mulher para uma relação de fidelidade heteromonogâmica. Deus ama os seres humanos, mas não aprova todas as suas práticas, muito menos suas perversões. Sexo é um dom concedido para ser desfrutado entre um homem e uma mulher no contexto abençoado e puro do casamento (que biblicamente é definido como a união entre um homem e uma mulher). Como pode alguém pensar que exibir-se seminua de maneira erótica pode ser considerado algo sagrado? Somente quando a mente está tão corrompida pela cultura e por distorções/perversões e a Palavra de Deus não mais importa. Biblicamente falando, a nudez e a sensualidade devem ser reservadas ao cônjuge. (Detalhe: a atitude dessa ex-pastora faz lembrar um fenômeno religioso ocorrido no tempo de Ellen White e combatido por ela, conhecido como “carne santa”. Como se pode perceber, algumas heresias vêm e vão.) [MB]

Mais vídeos sobre sexo (aqui).

UFC: ultraje feroz ao corpo

mmaDia desses, um jovem me perguntou o que acho de esportes violentos como o Ultimate Fighting Championship (UFC). Como já postei alguns textos sobre isso em meu outro blog (www.criacionismo.com.br), me limitei a encaminhá-los para ele e os reposto aqui, para sua reflexão:

Dois homens em uma arena chutam cabeças e esmurram fígados, e isso rende o delírio da galera. Um quer a deformação do corpo do outro, e isso rende fama e fortuna. UFC (Ultimate Fighting Championship) quer dizer mesmo é Ultraje Feroz do Corpo. Mas para que ninguém fique a pensar na degradação física e espiritual do momento, é preciso fazer dessa rinha de galos um espetáculo televisivo. A TV Globo, que se recusava a cobrir as lutas do MMA (as artes marciais mistas), gastou sua semana esportiva explicando que agora, com novas regras, as lutas são “um pouco menos violentas do que o vale-tudo”, como disse o apresentador Luís Ernesto Lacombe. A sinceridade foi logo corrigida na fala seguinte: “Mas é bem bacana.”

É bem bacana, então, ver a brutalidade elevada à categoria de esporte “civilizado”. É bem bacana, então, assistir a violência de socos, pontapés e sufocamentos. É bacana ver o público se extasiar quando um homem é espancado no chão (mas agora o juiz intervém mais rápido. Antes que um assassine o outro ao vivo e em HD, né?).

(A Globo escalou Galvão Bueno para narrar o combate. Quem assistir, ouvirá um “É teeeeee… trico?!”. Os fãs do UFC não queriam o Galvão de locutor das lutas. Mas o que eles queriam? Galvão de calção e Anderson Silva na narração?)

As lutas de vale-tudo eram só um pouco piores do que as do UFC. Só paravam quando um dos lutadores estava desfigurado. No UFC, ao que parece, há que se ter não só a destreza e o domínio de artes marciais conjugadas, mas também estratégia e inteligência para vencer o combate.

No entanto, assim como a filosofia espiritual que cerca a tradição das artes marciais orientais foi banida dos filmes de “kung-fu”, nas lutas do MMA também não restou um traço da espiritualidade de antigos guerreiros. Sobram apenas chutes no rosto e cheiro de sangue.

Homero descreveu assim o feroz e mítico combate entre Epêo e Euríalo: “Rangem as mandíbulas ao receberem os golpes […] e o divino Epêo, lançando-se sobre o adversário, aplica-lhe tão tremendo golpe, que Euríalo cai inerme, vomitando negros coágulos de sangue”. Os nomes gregos saíram, mas os apelidos conservam o apelo mitológico: MinotauroCiganoSpiderThe Beast. Mas outros chamam a fúria pelo nome: Demolition Man African Assassin, que dispensam traduções.

O UFC está de acordo com as regras de entretenimento de uma civilização doente. É a nossa civilização que produz filmes que consagram a velocidade e a ferocidade, filmes feitos com muita adrenalina e pouco neurônio, filmes que glorificam machões que falam uma piadinha após decepar outros machões.

Espetáculo da meia-noite, o Ultraje Feroz do Corpo aplaca nossa primitiva sede de sangue por alguns minutos. Depois, cada um faz suas orações e vai dormir. (Nota na Pauta)

UFC e as crianças

Existe uma coisa que me assusta nesse movimento de popularização do MMA no Brasil. Não importa se o esporte (?!) do momento, cheio de brasileiros campeões, faz sucesso em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Manaus ou alhures. Ele está em alta no mundo inteiro. Desde que sejam maiores de idade e devidamente vacinados, cada um com seus problemas. Mas quando chega às crianças, a luz vermelha acende. Ontem, durante a transmissão do UFC na Globo, um pequeno garoto, na faixa dos 6 ou 7 anos de idade, recebeu uma atenção generosa da transmissão. Devidamente “equipado” para o evento, o menino aparecia com luvas idênticas às usadas pelos lutadores, além de um traje semelhante a um quimono. O sorriso azulado do menino revelou que até mesmo um protetor bucal ele fez questão de usar.

O pequeno “gladiador do novo milênio”, alcunha inventada por Galvão Bueno, se esforçou para copiar até as carrancas e os socos no ar dados pelos profissionais do octógono. A transmissão deve ter realmente apreciado a cena, pois ela foi reprisada poucos minutos depois, em câmera lenta.

Além dele, contei pelo menos outros dois garotos com menos de 10 anos de idade que foram filmados nas arquibancadas. Crianças que, pelo horário, suponho, não deveriam estar ali.

Sou completamente leigo acerca das leis que regem sobre isso, mas basta um mínimo de senso para saber que aquele ambiente não é o mais adequado à infância, assistindo uma pancadaria gratuita, prato principal do UFC.

Quando a pessoa já tem um mínimo de caráter formado (seja bom ou mal), as escolhas são feitas com naturalidade, há discernimento suficiente para você ver uma briga e simplesmente não sair arrebentando qualquer um por aí – imagino que este seja o caso dos apreciadores de artes marciais, não sei. Geralmente, é na adolescência que passamos por esse processo de discernir o que é certo do que é errado, o que é de bom grado e o que é pura sacanagem. Mas quando ainda vivemos a infância, temos a tendência de imitar quem nos rodeia.

Essas crianças não têm a menor ideia do que estão fazendo. Estão apenas copiando nossos movimentos, mostrando, com toda aquela inocência da infância, como somos ridículos. (Fábio Monteiro, UOL)

Nota: É absurdo qualquer um assistir a essa rinha humana (a de galos é proibida…), quanto mais crianças. Mas o pior é saber que há cristãos, pretensos seguidores do pacifista Jesus de Nazaré, que se deleitam em ver um homem espancar outro até lhe arrancar sangue. Isso, sem dúvida, é parte do cumprimento da profecia de Jesus segundo a qual, por se multiplicar o pecado, no fim dos tempos, o amor de muitos esfriará (Mt 24:12). Só pode ser isso.

Nas férias em Santa Catarina, li algumas edições do Diário Catarinense e fiquei feliz em ver que há mais pessoas inconformadas com essa invasão de violência nos ringues e nas telas. No dia 28/12, em sua coluna, Ancelmo Gois tratou do tema: “Veja aqui [foto abaixo] algumas caras deformadas no MMA, publicadas no UOL. Quem chamou a atenção para essa galeria de horrores foi mestre Zuenir Ventura, que, a exemplo deste escriba, não entende o porquê de tanta celebração com estes sangrentos gladiadores do século 21.”

Parabéns ao Ancelmo Gois pela coragem, especialmente levando em conta que o Diário pertence à RBS, afiliada da Globo (promotora do UFC) no Sul do Brasil. [MB]

A porrada nossa de cada dia

Primeiro, a notícia de que haverá uma luta beneficente em frente ao Palácio do Planalto e, depois, outra de que mulheres disputarão um torneio de mixed martial arts (MMA). Neste último caso, o promotor do espetáculo avisa que não é “aquela coisa de briga de mulher”, mas de profissionais do ringue, coisa muito séria. Mesmo que não tenha havido maiores repercussões do assunto neste Observatório da Imprensa ou em colunas de jornal, não é difícil imaginar o que pensa disso gente de primeiro time como Alberto Dines, Zuenir Ventura e Ancelmo Góis, para mencionar apenas alguns dos jornalistas que têm criticado esse tipo de espetáculo em ascensão no gosto do público e da mídia.

Como não lhes dar razão? O cenário é assustador: num ringue, que pode assumir forma octogonal a depender da empresa promotora, homens fortíssimos, reinterpretações pós-modernas dos gladiadores romanos, trocam socos e pontapés até que um deles, às vezes coberto de sangue, desmaie ou dê as batidinhas convencionais de desistência (tap out). O MMA é o reality show da porrada.

(Não é, aliás, sem algum arrepio que grafo “porrada”, pois me lembro bem que, no auge da ditadura militar, o finado Tarso de Castro foi levado à polícia política porque havia empregado, em uma nota no Pasquim, essa palavra. Nos porões, a porrada dava o tom aos “diálogos”, mas só como passagem ao ato: como fala, era proibida.) […]

Ninguém jamais se preocupou muito com esse assunto no espaço público. Por que agora a comoção? Uma resposta hipotética é que o espetáculo da violência disseminou-se na mídia, passando a ser visto por novas frações de público, como crianças e mulheres. Mais ainda, a coisa chegou à Globo, ainda em horário tardio, mas nada indica que não possa adiantar-se na grade de programação, aparecendo à beira do jantar.

Admitamos que seja patética a possibilidade de estetização do ato de violência dentro do horário “nobre”. Violência pode ser ato e estado (instituição). É preciso levar em conta a hipótese de que a porrada física do MMA possa ser de fato menos violenta do que o espetáculo da violência institucional e moral a que assistimos, dentro e fora do horário “nobre”, quando as figuras da República vêm a público tentar explicar a corrupção do dia a dia.

(Muniz Sodré, Observatório da Imprensa)

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UFC: massacre autorizado

O  deputado José Mentor colocou um debate interessante. Lembrou em artigo publicado ontem na Folha que o Congresso discute um projeto que pode levar à proibição da UFC, essas lutas violentíssimas que se tornaram o mais novo sucesso na TV. O argumento de Mentor é o seguinte: se nós proibimos briga de galo, por que não devemos proibir espetáculos equivalentes entre dois seres humanos? A resposta padrão para essa pergunta é simples. Consiste em dizer que dois homens adultos, em pleno gozo de seus direitos, não podem ser tolhidos em sua liberdade, que inclui o direito de espancar-se até não poder mais. Está no manual liberal. Tenho dúvidas sobre a proposta de Mentor. Mas esse argumento para liberar o massacre humano em nome da liberdade individual é complicado.

Ninguém pensa em liberar as brigas de galo. Na Espanha, as touradas, que considero um espetáculo maravilhoso [nisso discordo], estão condenadas. E a farra do boi em Santa Catarina?

Claro que a veterana Sociedade Protetora dos Animais possui um argumento de peso. Nem um galo nem um touro escolheram arriscar sua vida dessa maneira. Isso nos daria, como bípedes, o dever moral de protegê-los.

Concordo com o argumento. Mas se a discussão se encontra no terreno ético, cabe perguntar: Será que não temos nenhum dever moral com a proteção de vidas humanas?
Imagine a cena, que era obrigatória nas crônicas paulistanas dos anos 50 e 60. Um dia você está andando pelo Vale do Anhangabaú, em São Paulo, quando encontra um cidadão – adulto, em pleno gozo de seus direitos – pronto para mergulhar para a morte. O que você faz? São duas atitudes básicas:

a) Você diz: “Vai com Deus, meu filho. A vida é sua.”

b) Você faz o possível para impedir o suicídio.

Estou com a segunda hipótese. Gosto de imaginar que, se isso acontecer, alguém vai chamar o Corpo de Bombeiros, enquanto uma alma solidária ficará distraindo a vítima até que seja possível resgatá-la – à força, se for preciso. Acho emocionante quando vejo uma cena dessas, nem que seja num filme.

Acho que o debate sobre a cracolândia envolve essa mesma situação. Um dia, um cidadão que também estava em pleno gozo de seus direitos teve a triste ideia de experimentar uma droga fortíssima, que gera dependência, e não consegue mais sair de seu inferno.

E agora? Vamos autorizar de braços cruzados e assistir à autodestruição dos dependentes? Assim, numa boa, com um livrinho de algum economista da escola austríaca embaixo do braço?

Essa é a discussão.

(Paulo Moreira Leite, Época)

A intolerância dos que pregam a tolerância

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O caso de um homem negro baleado por policiais na cidade de Kenosha, no estado americano de Wisconsin, no último domingo (23) reacendeu os protestos contra o racismo nos Estados Unidos. Na madrugada desta quarta (26), duas pessoas morreram baleadas e uma ficou ferida durante um confronto nas ruas do município. Além de deflagrar depredações em série em Kenosha, o episódio motivou manifestações em várias cidades do país e acentuou conflitos entre negros e brancos. Um vídeo que viralizou nas redes sociais registrou o momento em que uma mulher, sentada na área externa de um restaurante, acabou sendo abordada por um grupo que exigia demonstração de solidariedade. Os manifestantes queriam que ela levantasse o punho como os demais e gritavam: “Silêncio de branco é violência.”

A cena ocorreu em frente a um restaurante mexicano na capital Washington D.C.. Desde a última segunda (24), protestos se tornaram recorrentes, assim como os embates com brancos contestados pela passividade diante da violência contra os negros no país.

A planejadora urbana e fotógrafa Lauren Victor tinha ido jantar com uma acompanhante quando foi questionada pelos manifestantes. Enquanto outros clientes concordaram em levantar o braço, ela se recusou. Aos gritos, o grupo insistia por uma explicação para sua negativa. “Eu me senti como se estivesse sendo atacada”, afirmou Lauren ao jornal Washington Post. “Foi simplesmente opressivo ter todas aquelas pessoas vindo na minha direção. Ter uma multidão, com toda aquela energia, exigindo que eu fizesse isso (o gesto). No momento, não parecia certo.”

Ela ainda disse que apoiava o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em tradução livre) e já havia participado de atos. No entanto, avaliou que a abordagem dos manifestantes foi errada e não quis estender o punho apenas por pressão.

De acordo com o Post, a cena se repetiu por outros estabelecimentos. Manifestantes enquadraram clientes com luzes de câmeras fotográficas e proferiram palavras agressivas cobrando atitudes. Aqueles que se opunham a erguer os braços eram hostilizados e indagados a se justificar. O coro dos manifestantes se espalhou pelas ruas em clamores como “sem justiça, sem paz”. […]

(Época)

Nota 1: Opor-se e denunciar racismo, violência de qualquer natureza, etc. é dever do cristão, pelo simples fato de ser cristão. Só não podemos ser ingênuos a ponto de defender bandeiras certas sequestradas por grupos que levam adiante outras agendas, frequentemente anticristãs. Aqui vemos a velha tática satânica e usada com maestria pelos progressistas: dividir para conquistar. Homens x mulheres; brancos x negros; ricos x pobres. A estratégia é antiga e funciona. Temos que erguer a voz contra essas mazelas sociais, sem dúvida. Mas não precisamos ser marxistas para pregar justiça social (a Bíblia já ensina isso); não precisamos ser feministas para pregar direitos justos para ambos os sexos (não gêneros) (a Bíblia já ensina isso); e não precisamos aderir a movimentos antirracistas cooptados por interesses políticos para defender a igualdade entre as etnias (não raças) (a Bíblia já ensina isso). Infelizmente, para esses movimentos sociais militantes, se você não pensa nas mesmas soluções que eles, você está errado e será visto como alvo de linchamentos públicos e/ou virtuais. A pregação criacionista bíblica seria a solução para todas as mazelas humanas, pois nivela todos ao pé da cruz e nos faz perceber nossa filiação comum. Somos todos irmãos, descendentes de Adão e Eva. Mas quem quer ouvir falar dessas “historinhas bíblicas” numa hora dessas? Ainda mais numa sociedade que vem sendo condicionada a relativizar cada vez mais a Palavra de Deus (especialmente seus primeiros capítulos). Estão jogando de lado a verdadeira solução e correndo para os braços do inimigo. [MB]

mae terraNota 2: Um dia esse tipo de pressão se voltará contra outras pessoas, que se recusarão a prestar homenagem a um poder humano usurpador e a reverenciar um dia que simboliza a pretensa autoridade desse poder (confira). A causa estampada na camiseta da foto aí ao lado também tem se agigantado. [MB]

Leia também: “A origem do movimento Antifa e seu desalinhamento com os valores cristãos” e “Ódio e revolta se espalham: a volta da Revolução Francesa?”

Sobre o estupro da menor e outras crueldades

abusoSeria muito bom se não existissem no mundo situações éticas que entrassem em conflito. Devemos honrar pai e mãe obedecendo-lhes em suas ordens. Mas meus pais não queriam que eu me tornasse um adventista. E então? O que fazer? Pequei por desobedecer-lhes e me ser batizado contra a vontade deles? Sobre o caso dessa pobre menina de dez anos estuprada, não acho que seria prudente dar uma resposta rápida achando que um post resolveria o problema de uma menina que nem conheço. Aborto é um crime. Porém, acho que não podemos cometer o erro de falar um dicto simpliciter, isto é, trazer uma generalização indevida para um caso surreal de características completamente excepcionais.

Sempre fui contra manifestações que beiram ao histerismo, venha de um lado ou de outro. Não imagino Jesus agindo assim. Não ficarei do lado do conservador, se ele defender o que acredito com argumentos que eu jamais usaria. Eu gostaria de poder fazer muito mais por essa menina do que simplesmente emitir minha opinião na internet. Infelizmente, não posso. Ou melhor, posso sim, em primeiro lugar não  a julgando; em segundo lugar, orando por ela (imaginem a aflição dela, as sequelas emocionais que o trauma deixara); e, em terceiro, usando a tragédia dela para me lembrar do dever de nunca ser conivente, se algo do tipo acontecer perto de mim. Melhor ainda, não esperar acontecer para fazer algo. Prevenir é melhor que remediar.

Ledo engano achar que monstruosidades assim só ocorrem onde não estou. Não posso ser um alienado. Palpites e opiniões todos dão. Fazer algo concreto poucos fazem. Deus me ajude a não ser apenas um palpiteiro. Afinal, Jesus era a verdade e nem por isso emitiu opinião sobre tudo o que acontecia. Essa mensagem não é apenas para vocês. Ela é uma advertência também para mim.

Ah, só tem uma coisa que não posso esquecer: todos somos pecadores, mas alguns conseguem ser perversos, e estes enfrentarão a ira de Deus. Que se arrependam, senão seu sofrimento nas mãos de um Deus irado será algo pior do que qualquer dor que eles causaram a seu semelhante. Com Deus não se brinca!

(Rodrigo Silva é apresentador do programa Evidências, da TV Novo Tempo)

Leia também a Declaração da IASD sobre a visão bíblica da vida intrauterina e suas implicações para o aborto” (clique aqui).

Apoie o projeto Quebrando o Silêncio, há mais de uma década combatendo várias formas de violência.

criançasSEMÁFORO DO TOQUE: Se você não sabe como explicar para seu(sua) filho(a) onde ele ou ela pode ou não ser tocado(a), faça esse desenho com ele/ela e diga que é um jogo. Igual ao semáforo: verde (pode), amarelo (atenção) e vermelho (proibido). Proteja seu bem mais precioso. Nossos filhos são nossa herança! Pedofilia é crime. Denuncie!

Aborto e apodrecimento moral

abortoA polêmica do momento gira em torno da aprovação da nova lei de bioética da França. O jornal Gazeta do Povo (versão online de 11/8/20) diz que a nova lei de bioética trata, dentre outros pontos, de permitir “o aborto até nove meses, mediante diagnóstico de equipe médica que ateste ‘sofrimento psicossocial da gestante’”; “a possibilidade de reprodução assistida para mulheres solteiras ou casais de lésbicas” (deixei a expressão “casais de lésbicas” por respeito à citação, mas é claro, científico e bíblico que casais são formados por homem e mulher).

A moralidade atual na França é um fruto direto de um movimento acontecido no final do século 18. A Revolução Francesa (1789) se colocou em total oposição aos valores cristãos, inclusive queimando Bíblias. Aquele movimento que se arrogava estritamente político mexeu com as estruturas morais francesas, exaltando os valores humanistas e tentando enterrar os valores bíblicos.

Os resultados estão sendo colhidos ao longo da História. Na prática, a nova lei de bioética está autorizando o assassinato de crianças que estão prestes a nascer. “Sofrimento psicossocial da gestante” é uma expressão tão vaga que dará possibilidade de qualquer mulher matar seu filho “com autorização legal”. A reprodução assistida para pares lésbicas é apenas mais uma consequência da decadência moral na França, plantada há mais de 200 anos.

Negar os valores bíblicos é uma atitude exaltada por alguns intelectuais e movimentos sociais, mas a França nos mostra que o resultado dessa atitude é a desvalorização do ser humano e a banalização da vida. Que pena. Que crueldade!

Jesus falou que deveríamos ser o sal da Terra (Mt 5), e uma das funções do sal é evitar ou retardar o apodrecimento. Como cristãos, devemos nos opor ao apodrecimento moral do mundo. Sejamos sal.

Sigamos pregando o Evangelho, sendo sal da Terra (tentando ralentar o apodrecimento moral do planeta) e apressando a volta de Cristo, única solução definitiva para isso tudo.

(Pastor Felipe Amorim é apresentador da TV Novo Tempo)

Leia mais sobre aborto aqui e aqui.

O Brasil dos valores invertidos

neto“Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo.”

O Brasil é o país em que uma famosa e veterana apresentadora de programas de TV para crianças, que no começo da carreira protagonizou um filme com apologia à pedofilia, em que faz sexo com um menino de 12 anos, anuncia que escreverá um livro para… crianças, tratando da temática LGBT.

É o país em que uma drag queen (homem) disputou o prêmio de mulher mais sexy promovido por uma revista de circulação nacional. No páreo estavam divas (mulheres de verdade) como Paola Oliveira, Marina Ruy Barbosa, Bruna Marquezine e Isis Valverde. Naquele mesmo ano, na disputa pelo título de homem mais sexy, esteve uma transgênero, cujo nome permaneceu na disputa à frente de Reynaldo Gianecchini, Rodrigo Santoro, Lázaro Ramos e outros.

Neste ano, essa mesma transgênero (cujos cromossomos sempre serão XX) está sendo homenageada na campanha de marketing do Dia dos Pais de uma marca famosa de cosméticos. Sim, a empresa resolveu ignorar muitos e muitos pais XY para enaltecer uma mulher portadora de disforia de gênero, casada com uma bissexual assumida, que foi aos Estados Unidos fazer um procedimento de inseminação artificial para ter um bebezinho pra lá de caucasiano. A discussão aqui não é sobre a adoção, mas sobre a forçada redefinição do termo “pai” por uma mídia progressista, transgressora e contrária à biologia e aos valores e conceitos judaico-cristãos.

Mesmo com as manifestações de protesto por parte de muitos pais, as ações da dita empresa subiram na Bolsa de Valores, num claro incentivo a futuras polêmicas que ofendem a ala masculina e outras maiorias. Que se crie o “Dia do ‘Pai’ Transgênero”, ou algo assim, mas que não se venha querer redefinir o conceito de paternidade (um homem que gera ou adota um filho).

Polêmica semelhante está relacionada com a injusta participação de homens biológicos em esportes femininos. No ano passado, um desses homens disputou a Superliga Feminina de Vôlei e, claro, tornou-se o maior pontuador e o melhor jogador em quadra, isso porque seus ombros largos, o quadril estreito, os braços e as pernas fortes, toda a estrutura física dele foi moldada pela testosterona que correu em suas veias depois da puberdade e antes de se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo e ao tratamento hormonal exigido pelo Comitê Olímpico Internacional, como se esse tratamento fosse capaz de reverter as claras vantagens da estrutura física masculina. Mesmo com a manifestação de revolta de algumas jogadoras mais corajosas, o silêncio das feministas e das autoridades responsáveis vem sendo a resposta a essa injustiça. Que se crie uma modalidade esportiva para jogadores e jogadoras trans. Seria mais justo. Seria o correto.

Nos Estados Unidos, numa atitude no mínimo contraditória, membros do grupo de protesto Black Lives Matter queimaram Bíblias em frente ao Tribunal Federal de Portland. Contraditória porque a Bíblia ensina a igualdade entre os povos e as etnias, já que todos descendemos de um mesmo casal, diferentemente do que ensinam as ideias evolucionistas racistas de Charles Darwin (confira). Sérgio Camargo, presidente da Fundação Cultural Palmares, comentou em seu Twitter o ocorrido: “Ativistas do Black Lives Matter queimam uma pilha de Bíblias. A luta contra o racismo nunca importou. O que importa é o ataque aos valores da nossa civilização. O BLM é movimento marxista, que usa pretos como massa de manobra.”

Camargo aponta outra contradição do movimento, porque, assim como Darwin, Karl Marx também era racista (confira). Só que esqueceram de avisar a co-fundadora do Black Lives Matter… (confira).

Bem, o Brasil não fica atrás no quesito incoerência. Enquanto aqui são censurados e proibidos de ser vendidos livros que ensinam a disciplina aos filhos com base na Bíblia, revistas de um conhecido e polêmico youtuber são vendidas livremente ao público infanto-juvenil. Uma dessas revistas, denunciada em vídeos por várias pessoas (entre as quais uma mãe e uma vereadora), apresenta conteúdo pornográfico e palavras de baixo-calão, como, aliás, muitos dos vídeos desse youtuber fazem.

Mas, como o Brasil não é um país para amadores, a inversão de valores chega ao cúmulo quando esse mesmo youtuber causador de dor de cabeça nos pais conscientes e propagador de baixarias é eleito por uma revista semanal como influenciador da nova geração. Mas calma que tem mais: ele também foi convidado para uma live com um ministro do Supremo Tribunal Federal e já está com uma reunião agendada com o presidente da Câmara dos Deputados!

Agora leia Isaías 5:20 e me diga se essa não é a descrição perfeita do que está acontecendo no Brasil e no mundo: “Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo.”

Parem o mundo que eu quero subir daqui!

Michelson Borges

P.S.: Penso que a Malala, na capa da IstoÉ, não merecia estar ali, sendo comparada aos outros. E proponho que oremos não apenas por nosso país, mas pelas pessoas citadas neste post. Apesar do desserviço que prestam, são homens e mulheres por quem Jesus morreu e que precisam tanto dEle quanto eu e qualquer outro ser humano. [MB]

Sobre bruxas, aborto e analfabetismo espiritual

[Alguns dias atrás, postei em minhas redes sociais o pensamento abaixo, do grande escritor e jornalista Gilbert Chesterton. Devido ao analfabetismo funcional (talvez espiritual) ou pura má-vontade mesmo, perfis progressistas teceram críticas ácidas contra mim (no melhor estilo ad hominem destrutivo), alguns até pensando que a frase fosse minha. Fui acusado de inquisidor, capaz de condenar mulheres à fogueira, caso vivesse em tempos medievais! Os pregadores do amor e da tolerância não se envergonham de distorcer intenções e expressões, com o propósito de linchar alguém de quem discordem em termos de ideologia e cosmovisão. Fico até constrangido em ter que explicar a frase de Chesterton (que não tem nada que ver com promoção da caça-às-bruxas), e com receio de indicar a leitura de seus livros como o Ortodoxia. Imagine o que essas pessoas podem fazer com os textos dele… Agradeço à bióloga Liziane Nunes Conrad Costa por dedicar tempo para escrever a reação abaixo. – MB]

bruxas

É lamentável observar a falta de uma “outra leitura” em pessoas que se dizem adventistas. A falta de amor ao próximo é tamanha que não lhes permite perceber as lentes ofuscadas pela lama de um idealismo que tem se mostrado de fato subversivo, ou seja, contrário aos princípios bíblicos e doutrinários de nossa Igreja. Gostaria de incitá-los a olhar o mundo ao redor e observar o contexto além do texto. O termo “bruxas” tem ganhado muita força entre as feministas. Em sua raiz, o feminismo é construído sobre uma fundação desprovida de Deus. O movimento feminista é tecido com o mesmo pecado cometido por Satanás no início dos tempos. Um coração rebelde que orgulhosamente diz: “Eu não preciso de você, Deus. Obrigada, mas eu vou fazer as coisas do meu jeito.” É lamentável e ao mesmo tempo inacreditável ver um movimento desses, pró-aborto e imoral, ganhando forças dentro do cristianismo. Nós não precisamos de feminismo para mostrar o nosso valor. Deus já disse, em Gênesis 1:27, que somos valiosas, refletimos a imagem de dEle. O que nós precisamos é mostrar amorosamente a todas as mulheres quão valiosas e preciosas elas são para Deus. Precisamos voltar a abraçar o desígnio de Deus para o casamento, a família, a dignidade da vida e a sexualidade. Precisamos nos arrepender do nosso orgulho e aceitar a Palavra de Deus como a autoridade em nossa vida.

O feminismo nunca ofereceu uma solução que a Bíblia já não tenha dado.

A Palavra de Deus tem todas as respostas que precisamos. Em Cristo, nós (homens e mulheres) vamos encontrar toda a realização, valor e propósito que esta vida tem para oferecer. A publicação de Michelson Borges é uma crítica, muito inteligente por sinal, ao feminismo que tem ganhado espaço dentro das nossas igrejas. Mas essa leitura só é nítida para quem entende o contexto, o pano de fundo que estamos vivendo.

Tenho me decepcionado ao ver pessoas deste grupo […..], que se dizem pensantes, mas que têm se mostrado profundamente iletradas. Esse era para ser um grupo que levasse os indivíduos a observar além, nas entrelinhas. A ideia por trás de um texto. Apesar disso o que tenho encontrado são discursos de ódio, desrespeito e ofensas desmedidas, além de um vocabulário baixo, não condizente com a postura de um verdadeiro cristão.

Ainda que, em nossa ignorância, possamos discordar de alguém, cabe-nos amar as pessoas e orar por elas. Vivemos um tempo ímpar e a volta de Cristo é iminente! Os enganos de Satanás são muitos e ele sabe disso.

Lembro-me de que nossos queridos pioneiros sofreram muitas críticas por pregar as verdades bíblicas. Infelizmente, tenho visto muitos pastores, além do Michelson Borges, que são alinhados com a Bíblia, com a Igreja e com o Espírito de Profecia, sendo atacados indevidamente. Por outro lado, vemos outros disseminando enganos sutis e que ganham a confiança de muitos. Neste momento, cabe-nos orar ainda mais pelos pastores de nossa Igreja. Estudar a Bíblia e seguir a Cristo, em vez de seguir pessoas. Quando pensarmos que algum de nossos líderes está em pecado, oremos e deixemos o caso nas mãos de Deus, que tudo vê. Os pastores que são joio não permanecerão na obra!

Mais uma vez apelo ao vosso coração para orarem mais e estudarem mais a Bíblia, cuidando para que ninguém nos engane. “Satanás operará seus milagres para enganar; estabelecerá seu poder como supremo. A igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece, ao passo que os pecadores de Sião serão lançados fora no joeiramento – a palha separada do trigo precioso. É esse um transe terrível, não obstante importa que tenha lugar. Ninguém senão os que venceram pelo sangue do Cordeiro e a palavra de seu testemunho será encontrado com os leais e fiéis, sem mácula nem ruga de pecado, sem engano em sua boca. Precisamos despojar-nos de nossa própria justiça e revestir-nos da justiça de Cristo” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 380). Usando de misericórdia para com o mundo, Jesus retarda a Sua vinda, para que pecadores possam ter oportunidade de ouvir a advertência, e encontrar nEle refúgio antes que a ira de Deus seja derramada.

Hoje, como nos séculos anteriores, a apresentação de qualquer verdade que reprove os pecados e erros do tempo suscitará oposição. “Todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas” (João 3:20). Ao verem os homens que não podem sustentar sua atitude pelas Escrituras, decidir-se-ão muitos a mantê-la a todo transe, e, com espírito mau, atacam o caráter e intuitos dos que permanecem na defesa da verdade impopular. É o mesmo expediente que tem sido adotado em todos os tempos. Elias foi acusado de ser o perturbador de Israel, Jeremias de traidor, Paulo de profanador do templo. Desde aquele tempo até hoje, os que desejam ser fiéis à verdade têm sido denunciados como sediciosos, hereges ou facciosos. Multidões que são demasiado incrédulas para aceitar a segura palavra da profecia, receberão com ilimitada credulidade a acusação contra os que ousam reprovar os pecados em voga” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 458, 459).

Pastor Michelson Borges é um grande servo de Deus, que tem trabalhado incansavelmente para disseminar as verdades bíblicas e alertar sobre as investidas do inimigo contra o povo de Deus. Apesar de toda crítica e injúria, ele permanece fiel e segue em defesa da verdade, mesmo que seja impopular.

Nota: Ao ler esse texto da Liziane, uma feminista teria como “escapar” dizendo que há uma generalização, porque existe o feminismo pró-vida (irrelevante numericamente, e que foi expulso da Marcha das Mulheres nos Estados Unidos); porque existe o feminismo cristão (que é teologicamente liberal); ou apelando para o truque “você está confundindo feminismo com femismo”, argumento negado pela própria literatura feminista. Geralmente, o que funciona é expor o pensamento das autoras feministas para as meninas que se acham feministas, e perguntar: “Você concorda?” Algumas dizem: “Não… mas sou feminista mesmo assim!” Ou seja: discorda de todas as principais pensadoras feministas, mas se considera do movimento? Nem elas considerariam essa menina feminista! É como se dizer católico, mas não acreditar no papa, nos santos e em Maria.

Aos interessados, sugiro a leitura do ótimo livro Feminilidade Radical: Fé feminina em um mundo feminista, de Carolyn McCulley.

O esgoto da música quer deixar de ser a exceção para virar a regra

A sociedade já conhecia um gênero do funk chamado “proibidão”. Trata-se de arranjos sonoros cujas palavras refletem a pornografia explícita. Por isso mesmo não são divulgados de modo ostensivo por aí, daí seu nome. Foram feitos para bailes que promovem um ambiente voltado ao sexo. Nunca se viu esse tipo de coisa com bons olhos, é verdade, mas sua ocorrência era relevada pela sociedade em virtude da restrita divulgação desse tipo de material, bem como diante do contexto social das favelas – onde vivem pessoas pobres, com pouco ou nenhum acesso ao estudo e à cultura, sequer tendo saneamento básico, convivendo com o esgoto a céu aberto lado a lado. Não era de se esperar, portanto, que a própria função criativa espelhasse a realidade em que viviam. Essa era, então, a exceção.

Alguns “artistas”, no entanto, insistem em tentar fazer a exceção virar a regra. Acham que quem tem a coragem de forçar mais certamente lucrará mais. É o que podemos pensar quando vemos a coragem que a pretensa cantora Luisa Sonza teve ao publicar aquela coisa chamada “Flores” no YouTube. Parece a versão musical de um vídeo de pornochanchada qualquer, com falsetes bem falsos, rasos e improvisados, e, para quebrar, uma coreografia que é basicamente um coito. Só não é chamado de “proibidão” porque não é funk.

Não pude deixar de associar a vã tentativa da pseudocantora a uma frustrada investida do igual “cantor” Latino ao fazer uma cópia de péssimo gosto do então hit da época “Gangnam Style”, cujo nome na sua péssima versão adaptada era “Despedida de Solteiro”. E assim dizia a “canção”: [prefiro não reproduzir a baixaria inacreditável]. E assim uma música que era divertida, e até crítica em sua versão original, ao cair em terras brasileiras, foi imediatamente uma vítima da pornografia sonora.

Para fins de comparação, a “canção” de Luísa Sonza não vai muito longe: [simplesmente irreproduzível, tamanha a baixaria].

Latino também havia lançado sua “produção artística” no YouTube. Se o fez, esperava sucesso. Mas todos lembramos da consequência: o efeito foi o oposto. A aversão deu lugar à adesão. As pessoas ficaram desgostosas com o fim que uma música divertida teve. E, pior: Latino não vivia no mesmo contexto fático das favelas para ter a “licença social” de promover tamanha baixaria. Um youtuber da época fez sua própria versão na música para achincalhar o Latino: […] dizia o protesto sonoro ao Latino depois de dizer que ele teria estragado uma canção com a baixaria que tentou promover. A discussão foi parar na TV. Latino, no ostracismo. Acabou.

Dizem que as pessoas espertas tendem a aprender com os erros dos outros – esse definitivamente não é caso de Luisa Sonza, que deixou isso bastante claro ao subir esse tipo de material no YouTube, incidindo no mesmo erro de Latino, e, como não poderia deixar de ser, acumula mais de 2 milhões de “dislikes” na plataforma. Mais uma vez, a expectativa de adesão se converteu na feliz realidade de aversão, e, para variar, não existia a “licença social” para relevar a grave falha da “cantora”.

Afinal, o que têm em comum Luisa Sonza e Latino?

É simples: ambos apostam no sexo. Mas por quê? Porque, na concepção deles, somos animais que consomem esse tipo de material a rodo, portanto faria sucesso. E aí subiram essas coisas nojentas no YouTube. Eles nos olham de cima para baixo, nos encaram como galinhas e nos atiram milho barato, na expectativa de que nos alimentemos deles.

Esqueceram de avaliar, no entanto, se o milho não seria duro demais.

Para entender melhor isso, vamos observar a circunstância em que vive a nossa sociedade. Nunca houve tanto desapego à alta cultura, nunca houve tanto apego às superficialidades.

A rede social mais badalada do momento é o Twitter, famoso por dar voz e alcance a qualquer tipo de escória e onde quem não pense de acordo com a escória é alvo de brutalidades da qual esse grupo se vale para se impor. A culpa não é da plataforma, mas sim de quem faz uso dela para emitir opiniões e argumentos absolutamente sem profundidade, e, portanto, sem valor. Por serem maioria, dominam os demais pelo uso da coerção – humilhações, assaltos verbais e constrangimentos públicos são as armas que usam contra quem se arriscar a expor uma opinião diferente daquela que é aceita pela maioria. Lembro-me que José Saramago, a respeito da rede social, disse que “os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.

Sim, o ser humano é também um animal [sic]. Às vezes nos esquecemos disso, porque temos racionalidade, fomos uma espécie abençoada com essa característica. Contudo, quando a racionalidade é implodida, a animalidade [pecado] volta a dar suas caras. A sociedade torna-se violenta, acriativa, atrasada tecnologicamente e altamente sexualizada. A demanda por sexo explode e ele precisa estar presente em todos os produtos de longo alcance para que tenham sucesso no mercado, como é o caso do entretenimento.

Essa é a realidade para uma parcela da sociedade. Mais especificamente, pode ser a realidade dos seguidores da Luisa Sonza no Twitter.

O erro é achar que a sociedade inteira chegou a tal estágio. O funk “proibidão” não está tocando livremente por aí por algum motivo: ele tem hora e lugar para ser reproduzido, ou seja, para que as pessoas adiram a ele em um momento circunstancial, não dentro do cotidiano. É um produto que tem utilidade em um momento específico.

As “músicas” de Luísa Sonza e Latino, contudo, não fazem essa distinção. Uma vez enviadas a um espaço público como o YouTube, de logo se constata uma tentativa de inseri-las no cotidiano das pessoas, como se a baixaria fosse o “novo normal” e que as pessoas consumiriam isso automaticamente.

A classe artística “gourmet”, por viver na sua bolha de animalidade, acha que a sociedade inteira é assim, e pior, o tempo todo. Por que, se até os produtores de funk sabem que isso não é verdade?

É simples: porque eles não se julgam “iluminados”. A classe artística no Brasil tem um quê de aristocrática, é porta-voz de todas as bandeiras. Não raro se vê por aí a mídia noticiando que “artistas dizem isso e aquilo” como se fossem a elite do pensamento científico, filosófico e técnico do país. Na verdade, porém, não têm nenhum contato com o povo. Vivem nas suas bolhas e acham que aquele ambiente restrito é a realidade. Tomam uma parcela pelo todo, e, no fim, revelam que são ignorantes.

E aí vem uma situação pior, muitas vezes mais lamentável: Luisa Sonza acha que representa as mulheres.

A julgar pelo tipo de entretenimento que oferece, Luisa Sonza acha que o padrão-ouro feminino é a satisfação da lascívia masculina, sendo necessário, para tanto, se encher de plásticas, colocar duas salsichas no lugar da boca, se promover como cantora e descrever baixarias em suas composições. Luisa Sonza acha que o máximo que a mulher pode fazer está longe de qualquer trabalho intelectual e que o sucesso está atrelado ao modo vulgar com que utiliza seu corpo. Este é o sucesso para ela: o desejo sexual despertado no masculino – praticamente uma vagina ambulante, o sucesso feminino é medido de acordo com o desempenho da genitália sobre o falo masculino. Isso é reflexo de um contexto de autoestima conturbada, que não será tema deste post, mas é importante lembrar de sua existência.

Por isso mesmo ela entende que a música deve falar disso, a coreografia deve falar disso, ela se resume a isso: ao instinto, à faceta animalesca do ser humano, longe do intelecto e da racionalidade – longe da humanidade. Curiosamente, o fenômeno interessante é que algumas mulheres dizem que a aversão a Luisa Sonza é machismo.

Machismo? Luísa Sonza pode bem representar as fêmeas primatas [sic]. As mulheres, contudo, não. Quem quer a mulher longe de um papel de primata não pode ser considerado machista. Está na hora de o ostracismo fazer mais uma vítima.

(Cris Nicolau, via Facebook)

ONU sugere substituir “marido” e “esposa” por “cônjuge” e “namorado” e “namorada” por “parceiro”

onuA Organização das Nações Unidos (ONU) fez uma postagem nas redes sociais em que pede para que palavras como “marido” e “esposa” sejam substituídas por “cônjuge”. De acordo com a ONU, trata-se de uma campanha pela “linguagem neutra” e por um mundo mais igualitário. No mesmo tweet, há a orientação de que palavras neutras devem ser usadas quando não se tem certeza quanto ao sexo de alguém ou não se sabe como se referir a um determinado grupo. A lista da ONU com palavras em “linguagem neutra” contém ainda “namorado” e “namorada”, palavras que, para a organização, devem ser trocadas por “parceiro”. Há ainda expressões como “nome de solteira”, cuja sugestão é mudar para nome da família ou sobrenome.

O post, de 18 de maio, é mais um sinal dado pela ONU de sua relação com pautas consideradas permissivas no campo dos costumes, mas não é o único. Reportagem publicada pela Gazeta do Povo mostrou que [entre] as estratégicas da Organização Mundial da Saúde, vinculada à ONU, [está] fomentar o aborto durante a pandemia.

(Gazeta do Povo)

Nota: “Cá estou eu no meu jardim, minha querida esposa!” (Cantares 5:1). “Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-Se por ela” (Efésios 5:25). “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). Será que a ONU vai propor também que a Bíblia seja editada? Deus criou Adão e Eva, não Adão e Ivo ou Eva e Leia. Se o tivesse feito, você não estaria aqui lendo este texto. A Bíblia não emprega a tal “linguagem neutra” para se referir ao fato óbvio de que Deus criou dois sexos complementares, homem e mulher, os uniu e chamou a isso casamento. [MB]

Engravidar uma mulher é o objetivo de 15 homens em novo reality show

labor loveKristy é uma mulher bem-sucedida e recém-divorciada, que busca no programa correr contra o tempo para iniciar uma família, passando pelo sonho “esmagador” de namorar 15 homens ao mesmo tempo, conforme relatou em entrevista concedida à FOX News. [1] Porém, segundo palavras da apresentadora, Kristin Davis, juntos eles “vão pular o namoro e ir direto ao parto”. O colunista Stuart Heritage, do jornal britânico The Guardian, resumiu de forma excepcional essa nova série produzida pelo canal americano FOX com as seguintes palavras: “Um show de acasalamento […] em que o prêmio é um bebê de carne e osso na vida real.”[2]

Quando pensamos que já chegamos ao fundo do poço, quando o assunto é a podridão moral que esse segmento de reality shows oferece, aparece mais essa série. As sacralidades do matrimônio e da maternidade são indiscutivelmente postas ao escárnio nesse novo programa. Leiamos o que a Bíblia alerta quanto ao tema: “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros” (Hebreus 13:4, NVI)

O mundo do entretenimento, atualmente tem se rebaixado a um nível tão asqueroso que poderia colocar as cidades de Sodoma e Gomorra para trás na corrida pela deturpação moral. Não é à toa que até mesmo na visão secularista da análise publicada no jornal britânico The Guardian podemos ler: “Labour of Love é tão terrível que nem parece uma série de televisão. Parece um documento projetado para ser apresentado a Deus como um argumento para a total erradicação da raça humana.”[2]

O triste é ver tal conclusão surgindo de uma coluna secular, enquanto presenciamos cristãos também consumindo esse tipo de entretenimento. Afinal de contas, se barbaridades insanas como essa aparecem na TV, é porque existe público assíduo para consumir e tornar isso rentável para a emissora.

Enquanto vemos o mundo definhando em crises políticas cada vez maiores, um possível colapso financeiro sem precedentes, e uma pandemia que abalou os fundamentos da nossa sociedade, surgem programas televisivos como esse que ressuscitam expressões como “panem et circenses” (pão e circo), em que a população se diverte “catatônica” com a desgraça iminente que se aproxima.

labor love 2

Quando crianças, aprendemos na aula de Biologia sobre a pecilotermia, capacidade de alguns animais em regular sua temperatura corpórea de acordo com o ambiente em que estão imersos. Em um exercício mental de um experimento cruel e trágico, aprendemos que ao jogar um sapo em uma panela de água fria, e ir aquecendo a água gradativamente, temos por fim um sapo sendo cozido vivo sem saber o que estava acontecendo. Se pudéssemos trazer um grupo de pessoas do passado, e as juntássemos em um auditório para assistir a esses programas, provavelmente teríamos uma sala repleta de indignação, revolta e quem sabe alguns desmaios diante de tamanho horror.  Mas hoje o que presenciamos são aplausos e diversão, pois Satanás foi enxertando em doses homeopáticas suas imundícies ao ponto de sermos surpreendidos com séries abomináveis como “Labour of Love”. Fica evidente que o “sapo” está prestes a ser cozido sem se dar conta. Maranata!

(Saulo Higa é matemático e membro da Igreja Batista)

Referências:

[1] NAPOLI, Jessica. ‘Labor of Love’ star Kristy Katzmann talks her ‘relatable’ journey to motherhood on FOX’s new reality show. FOX News, 20 de Maio de 2020. Disponível aqui. Acesso em: 8/6/2020.

[2] HERITAGE, Stuart. Labor of Love: the baby-making reality show you won’t believe. The Guardian, 21 de Maio de 2020. Disponível aqui. Acesso em: 8/6/2020.

Nota: Num momento em que as pessoas deveriam estar compenetradas e conscientes de que este mundo ultrapassou seu prazo de validade, setores da mídia secular e da indústria cultural produzem horas e horas de lixo hipnótico para entorpecer mentes e poluir corações. Fique longe desses conteúdos! Não ponha coisas más diante de seus olhos (Salmo 101:3). Sugiro-lhe a leitura do meu livro Nos Bastidores da Mídia, a fim de desenvolver visão crítica e uma cosmovisão bíblica capazes de ajudá-lo na escolha daquilo que edifica. [MB]