Não é não, só que não

nãoTodo ano é a mesma coisa: o país para quatro ou mais dias para celebrar a imoralidade, o erotismo elevado à décima potência, o consumo liberado e incentivado de bebidas alcoólicas e o sexo sem compromisso, cujo resultado é elevar significativamente o número de partos cerca de nove meses depois e promover ainda mais o alastramento de doenças sexualmente transmissíveis. Mas o Carnaval deste ano teve uma novidade: a campanha “Não é não”, que, como parece óbvio, tem o objetivo de conscientizar os homens de que, se a mulher não está a fim de ser beijada ou tocada, ele a deve respeitar. Mas será que isso funciona? A julgar pela opinião de um “folião” entrevistado pelo Portal UOL, não: “Murilo Ferreira, 28, diz que beijou ‘só’ cinco meninas por enquanto. Exaltado com a pergunta sobre o ‘não é não’, ele diz que ‘mulher é tudo vagabunda’ e que, em suma, a campanha é uma besteira. ‘As minas ajeitadas estão com os caras com dinheiro. E as feias só têm o Carnaval para transar. Então não tem esse papo de não é não.’”

É claro que nada justifica o assédio e o desrespeito. Ponto. Nenhum homem tem o direito de tocar uma mulher sem o consentimento dela. Ponto. Mas o ambiente de “folia” promovido pelo Carnaval é um convite a todo tipo de indiscrição e desrespeito – aliás, o número de estupros também aumenta nessa época. Promover a aglomeração de homens e mulheres seminus, com os hormônios nas alturas e o cérebro banhado em álcool, e depois dizer não toque, “não avance o sinal”, é como colocar um copo de cerveja gelada na frente de um ébrio sedento e dizer: não beba. Tremendo contrassenso. Aliás, o Carnaval em si é um contrassenso, haja vista que vivemos em um país que se considera cristão, com mais de 80% da população professando alguma religião. Se fosse mesmo, não seria necessário criar campanhas como “não é não” nem parar quatro dias para celebrar os prazeres libidinosos da carne, para, depois, no caso dos católicos, pedir perdão na quarta-feira de cinzas por pecados premeditados, como se Deus tapasse os olhos para Seus filhos hipócritas amantes da “pegação”, da bebedeira e da libertinagem.

Os verdadeiros cristãos, aqueles que se pautam pelo livro dos cristãos, a Bíblia Sagrada, sabem que devem evitar os lugares em que se celebra o pecado. Sabem também que intimidades sexuais devem ser reservadas para o contexto matrimonial. Ali, sob as bênçãos de Deus, não é preciso dizer “não”; vale o “sim”, que, na verdade, foi declarado antes do ato sexual, no altar, diante do Criador e de testemunhas. Dessa forma, o “sim” para o prazer é sinônimo de bênção, união e alegria verdadeira.

A Bíblia orienta as mulheres a se trajarem de modo recatado e modesto. Orienta os homens a terem pensamentos puros e nos apresenta os exemplos de Jó, que não olhava para moças com olhos cobiçosos, e de José, que se recusou a ceder à sedução da esposa de seu senhor, no Egito. Homens e mulheres cristãos e responsáveis devem se ajudar nesse sentido: eles, buscando a pureza de pensamento alimentada pela comunhão com Deus; elas, que naturalmente atraem os olhares deles, evitando despertar indevidamente pensamentos inadequados na mente masculina.

As Escrituras também condenam o consumo de álcool e o sexo pré-matrimonial e fora do casamento. Logo, é mais do que óbvio que ela condena festas como o Carnaval, a Oktoberfest, a de São Firmino e a maioria das outras festividades mundanas, nas quais os princípios divinos que devem reger a vida humana são abertamente violados.

O absurdo da hipocrisia contraditória fica evidente quando, antes da “festa da carne”, em programas de TV, reportagens e entrevistas em rádios e jornais, especialistas dão conselhos sobre como curtir a “folia” com segurança. Use camisinha, beba bastante líquido e coma alimentos leves para, com isso, enfrentar melhor as noites sem sono, as doenças decorrentes de beijar muitas bocas, e a ressaca dos dias seguintes. Ou seja: cuide da saúde para depois destruí-la! O mundo está perdido e faz de conta que não. Tenta normalizar o anormal, tornar sã a insanidade. Promove o “sim” para a transgressão e o pecado e depois tem que dizer que “não é não”. Os seres humanos continuam cavando o fundo do poço; vivem na escuridão moral desse buraco em que se colocaram e fingem que nada e nada. Depois resta apenas o gosto amargo por ter dito “sim” quando devia ter dito “não” e vice-versa, dependendo do contexto.

Paradoxo mesmo é o das feministas militantes. Em outra matéria, também publicada pelo Portal UOL, é dito que “nos blocos de rua pelo Brasil, mulheres deixam seus seios gritarem pela liberdade. Sejam eles pequenos, grandes, firmes ou não. Bonitos ou feios? Quem os define? Aliás, elas também querem se livrar do padrão de beleza imposto pela sociedade. ‘Nossa luta abrange várias demandas. Uma das motivações é o protagonismo feminino no cenário musical, onde não temos a mesma visibilidade que os homens’, diz Nara Torres, idealizadora da fanfarra Sagrada Profana, de Profana, de Belo Horizonte, onde muitas mulheres saem com os seios à mostra.”

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Entre outras sandices desse discurso pronto alicerçado nos fundamentos profanos do marxismo, é interessante ela falar de protagonismo musical… Uma das “cantoras” destaque neste país bagunçado foi justamente um homem: Pabllo Vittar. Aliás, segundo a revista Época desta semana, eles são as novas “divas do Carnaval”. Nos últimos anos, de fato, as mulheres fizeram grandes conquistas (nem sempre protagonizadas pelas feministas, diga-se de passagem) que compensaram em parte as injustiças promovidas pelo pensamento e pela prática machistas. Mas a que ponto chegamos? Uma das melhores “cantoras” do ano é homem. A melhor atleta de vôlei é homem. No futebol feminino tem homem. Até a capa da revista Playboy da Alemanha traz um homem! E onde estão as feministas para vociferar contra tudo isso? Mostrando os peitos na avenida. Quebrando os “padrões de beleza” por causa dos quais homens travestidos têm-se destacado e lhes roubado o lugar, exatamente no campo que historicamente sempre foi delas: o da beleza, da sensualidade, da delicadeza e da feminilidade.

Como me disse o amigo Marco Dourado, “a fase da perversão, antecedida pela fase de subversão, já passou – estamos agora na fase da inversão, quando a psiquê do homem comum é destruída ao ser ele coagido midiática e legalmente a apreender a realidade não pelo que percebe, mas pelo que o obrigam a aceitar como normal. Nem mesmo os escravos da Antiguidade foram submetidos a tamanha crueldade”.

Diga-me se este mundo não está uma bagunça! Precisamos urgentemente da intervenção do Alto! Para Deus eu digo “sim”!

Michelson Borges

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A vida sexual das garotas nos EUA: violência e banalização

pie2Matéria publicada no blog Página Cinco, de Rodrigo Casarin (hospedado no Portal UOL), pinta o triste panorama da vida sexual das garotas norte-americanas numa época pós-liberação sexual e de luta pelos direitos femininos (leia aqui). O autor faz uma resenha do livro Garotas e Sexo, da jornalista e escritora Peggy Orenstein, e começa citando uma reportagem do New York Times segundo a qual estudantes do sexto ano estão, basicamente, tratando o sexo oral como um aperto de mão feito com a boca. De acordo com um psicólogo infantil de Long Island citado na matéria, garotas daquela idade lhe disseram que tinham a expectativa de esperar até o casamento para ter relações sexuais, embora já tivessem feito sexo oral cinquenta ou sessenta vezes. “Para elas, é como um beijo de boa noite”, disse ele.

No livro, Orenstein fala, por exemplo, da chamada “festa do arco-íris”, em que garotas que mal saíram da fase das Barbies passam diferentes tonalidades de batom e depois fazem sexo oral em grupos de garotos por vez, deixando para trás um “arco-íris” de maquiagem em cada pênis.

A autora apresenta outro dado alarmante: “Todas as garotas com quem eu conversei, todas as garotas – independentemente de classe social, etnia ou orientação sexual, independentemente do que veste e de sua aparência ­– foram assediadas no ensino fundamental ou médio, na universidade ou, muitas vezes, nos três.”

Para as meninas, a situação sempre é pior, porque, além de serem expostas à violência sexual, o prazer parece não lhes pertencer em nenhum momento, como evidencia uma entrevistada de Orenstein: “É sempre a mesma sequência implícita. Vocês se beijam longamente, ele passa a mão em você, você faz sexo oral nele e pronto. Acho que as garotas não são ensinadas a expressar suas vontades. Somos essas doces criaturas que aprendem apenas a agradar.”

Segundo a autora, a origem do problema está na exposição constante e permanente das garotas à hipersexualização. De tão presente em tudo o que as cerca, o erotismo explícito acaba por parecer algo normal, natural. “Sejam elas atletas, artistas, cientistas, musicistas, apresentadoras de TV ou políticas, elas aprendem que devem, como mulheres, projetar sex appeal antes de mais nada.”

garotasPara ela, as musas do pop contribuem muito para reforçar essa cultura de objetificação da mulher, por mais que muitas vezes vendam – a cifras exorbitantes – um discurso de bem resolvidas sexualmente, empoderadas e libertas de qualquer pressão social. “Mulheres jovens crescem em uma cultura mercantilizada saturada de pornografia e centrada na imagem, na qual o ‘empoderamento’ é apenas um sentimento, o consumo prevalece sobre a conexão, ser ‘gostosa’ é um imperativo, a fama é a principal conquista e a maneira mais rápida de uma mulher ter sucesso é servir-se de seu corpo antes que alguém o faça.”

Nota: Obviamente que nos anos anteriores à dita “revolução sexual” ocorriam abusos e a mulher sofria com a pouca compreensão de sua sexualidade. Mas, pelo menos, o casamento era valorizado e a virgindade ainda era algo a ser preservado. De certa forma, o matrimônio era uma proteção para as mulheres – e, quando elas tinham a “sorte” de casar com um bom homem, que as protegia e honrava, tudo era bênção. Os tempos mudaram e o que trouxeram de bom para homens e mulheres? Doenças sexualmente transmissíveis em números alarmantes (25% dos jovens têm algum tipo de DST), número igualmente crescente de casos de gravidez na adolescência, depressão causada pelo sexo sem compromisso e meninas se sentindo usadas, ainda que projetem a imagem de “liberadas” e “desencanadas”. Muitos se esquecem de que contatos íntimos como a felação, sexo anal e carícias íntimas caracterizam ato sexual e causam o mesmo efeito no cérebro no sentido de liberar ocitocina e vasopressina e promover intimidade, que será depois quebrada com sofrimento, ainda que não admitido (o livro Hooked explica bem esse mecanismo pouco conhecido). É bom ver uma autora secular falando de sexo a partir de uma perspectiva antes abordada quase que exclusivamente por autores e educadores cristãos. A Bíblia apresenta o sexo como uma bênção de Deus, criado por Ele para ser desfrutado no momento certo (maturidade), no contexto certo (casamento) e com a pessoa certa (cônjuge). Fora disso é só tristeza, frustração e doença. Os números e a realidade estão mostrando isso. Mas quem terá coragem de ir contra a indústria cultural que glamouriza funkeiras rebolativas, músicas de caráter sexual, comédias “românticas” que fazem apologia do sexo casual e a nudez escancarada em momentos como o carnaval e outros? Bem, quem for inteligente e quiser desfrutar de prazer e felicidade verdadeiros, terá coragem de nadar contra a correnteza, e perceberá que vale a pena. [MB]

Leia também: “Sexo fora de contexto” e “Sexo: a verdade nua e crua”

Homens são homens, mulheres são mulheres, e o esporte está mostrando isso

Por mais que os ideólogos de gênero esperneiem, uma coisa é certa: biologia não tem ideologia. Jogadoras de vôlei estão se manifestando contra a participação de homens transgêneros na modalidade feminina do esporte. O que é óbvio, afinal, durante a puberdade essas pessoas sofreram a ação da testosterona e tiveram o corpo preparado para ser homens (conforme destacou a ex-jogadora Ana Paula, neste texto). A jogadora Tandara (veja o vídeo acima) foi outra que teve coragem de ir contra o “politicamente correto” para destacar o óbvio: um homem sempre terá vantagens sobre as mulheres em termos de força e em outros quesitos, por mais que tenha se submetido a cirurgias e a tratamentos hormonais. Genética e estruturalmente essa pessoa sempre será homem.

O cúmulo do absurdo ocorre em lutas como o UFC (que por si só já são absurdas…). Homens estão batendo em mulheres no octógono, como é o caso do lutador transgênero Fallon Fox (confira). E ai de quem se atrever a denunciar o óbvio, como aconteceu com o lutador que foi suspenso por ter criticado Fallon e a participação de transgêneros na modalidade feminina do “esporte” (perdoe-me as aspas, é que não consigo considerar esporte uma prática que consiste em machucar e arrancar sangue de outro ser humano, para delírio de uma plateia ensandecida). Homem bater em mulher pode. Denunciar isso, não.

São os paradoxos dos tempos modernos em que as balizas morais foram derrubadas e o relativismo tomou conta da sociedade. Cada vez fica mais difícil segurar os abusos e impedir a normalização do anormal. Por exemplo: Incesto é errado? Conforme já falei em outra postagem, ainda há quem se oponha a isso, mas a TV tem dado um jeito de mudar a opinião pública, como já fez no caso do beijo gay – criticado na primeira vez em que foi exibido em uma novela e elogiado na última. Em breve o incesto também será aceito, e em seguida talvez a zoofilia e a pedofilia. Tudo é uma questão de “formatação” da opinião de uma sociedade que não tem mais freios nem parâmetros.

Tempos difíceis, tempos confusos em um mundo torto. [MB]

Big Brother tem até incesto, agora? O que mais falta?

bbb18Na manhã desta terça-feira (23), as redes sociais “ferveram” com a notícia e o vídeo com uma cena aparentemente incestuosa em que o pai aparece deitado sobre a filha fazendo movimentos com o quadril. A cena foi protagonizada durante a 18ª edição do reality show da Globo “Big Brother Brasil”. Segundo o jornal O Povo , muitos internautas se mostraram revoltados e pediram a saída do pai. Só que esse é o tipo de situação que mais ajuda a promover o programa e alavancar audiência do que qualquer outra coisa. O BBB já teve de tudo. O que mais fazer para chamar a atenção? Eis aí a resposta: incesto.

Quando foi exibido o primeiro beijo gay numa novela também houve repúdio e reprovação. Na segunda vez em que uma cena do tipo foi ao ar, já não houve revolta. A terceira arrancou aplausos. Assim a TV vai “fazendo a cabeça” das pessoas, tornando natural o que não é.

O script já está escrito. Neste primeiro momento-teste do BBB18, o incesto aparentemente foi reprovado (e duvido que os reclamantes deixarão de assistir ao programa). Nas próximas vezes em que cenas incestuosas aparecerem na programação, a dessensibilização já terá feito seu papel, até que a aceitação seja o resultado. No futuro, o mesmo processo (que começou com a aprovação do casamento gay, do poliamor e com a erotização das crianças) poderá ocorrer também com a naturalização da pedofilia e a legalização da necrofilia e da zoofilia. Duvida? Eu não duvido de mais nada. Quando a “porteira” moral é aberta, os bichos (todo tipo de bichos) começam a passar. E nossa dívida com Sodoma só vai aumentando…

Essa situação ajuda até a ilustrar o efeito do pecado em nossa vida. Num primeiro momento, ele nos causa repulsa. Só que, à medida que vamos brincando com o pecado, o que antes nos repelia passa a se tornar aceitável, para, finalmente, ficar desejável. Por isso, quando o assunto é pecado, imoralidade e maldade, a atitude mais segura é nunca dar o primeiro passo.

Não se esqueça de que vivemos num Big Brother cósmico. Segundo o apóstolo Paulo, somos espetáculo ao universo (1Co 4:9). Que papel assumiremos nessa peça?

Michelson Borges

Crianças são sacrificadas em ritual satânico no RS

satanismoTem gente que ainda acha que o satanismo é só uma reação irônica ao cristianismo ou um tipo de brincadeira macabra de péssimo mau gosto. Só que algumas “pessoas” levam essa brincadeira bem a sério e revelam o espírito daquele que as inspira. Foi o que aconteceu em Novo Hamburgo, RS, onde o líder de um culto satânico é acusado de ter assassinado e esquartejado duas crianças em um ritual. As crianças teriam sido compradas ou sequestradas na Argentina e trazidas para o Brasil por um homem daquele país. Duas reportagens do Jornal NH (confira aqui e aqui) revelam os detalhes sórdidos desse crime hediondo que faz lembrar outros, como um que, no início da década passada, levou o Ministério Público Federal a conduzir uma investigação sobre os meninos castrados em Altamira, no Pará. Crianças e adolescentes eram sequestrados e apareciam mutilados e mortos. Era um caso que também envolvia magia negra. Por isso, na próxima vez que você achar que satanismo é brincadeira tipo Halloween, lembre-se de que tem “gente” que leva isso a sério, para deleite do “deus” que adoram.

Estude mais sobre a origem do mal e a rebelião de Lúcifer. Clique aqui.

MP manda supermercado de SP suspender cartilha que condena gays, aborto e sexo fora do casamento

hirotaO Ministério Público do Trabalho de São Paulo mandou na sexta-feira (22) a rede Hirota Food Supermercados suspender a distribuição de cartilha que condena gays, o aborto e o sexo antes ou fora do casamento. O órgão informa que tomará medidas judiciais caso a empresa descumpra o pedido. A Promotoria considerou “discriminatório” o conteúdo da cartilha “Cada Dia Especial Família de 2017”, que traz 31 mensagens que discorrem sobre casamento, relação entre pais e filhos e até dívidas da família. Os textos foram escritos pelo pastor Hernandes Dias Lopes, da Igreja Presbiteriana, e a publicação teve tiragem de 10 mil exemplares. A notificação enviada pelo MP ao supermercado também exige que as cartilhas já distribuídas sejam retiradas de circulação e que a empresa deixe de produzir conteúdo desse tipo e o divulgar em suas lojas, site ou redes sociais.

Quando o caso começou a repercutir nas redes sociais, a rede de supermercados disse, em nota, que “lamenta qualquer transtorno que tenha causado pela distribuição da cartilha da família”. “Reiteramos que em momento algum tivemos a intenção de polemizar, ofender ou discriminar qualquer forma de amor”, dizia o texto.

O MP enviou oito recomendações à rede, incluindo impedir qualquer distinção, exclusão, limitação ou preferência que cause discriminação de trabalhador potencialmente candidato ao preenchimento de vagas ofertadas pela empresa, devido a discriminação como de gênero, orientação sexual ou por arranjos familiares entre as pessoas.

“[O MP exige que a rede de supermercado] assegure a plena e efetiva igualdade entre mulheres e homens em seu ambiente de trabalho; que garanta o respeito à liberdade de religião, credo, de gênero e orientação sexual em seu ambiente de trabalho e da mesma forma respeite identidade de gênero, orientação sexual e forma de agir de todas as pessoas.”

(G1 Notícias)

Nota: Se você é dono de um estabelecimento privado e deseja utilizá-lo para presentear seus clientes com mensagens de cunho religioso, o Estado tem autoridade para impedi-lo da fazer isso? Onde está a tão propalada liberdade religiosa? Só a militância gay tem direito de promover suas cartilhas? Veja o que escreveu meu amigo Marco Dourado, de Curitiba: “Se não estiver sob estrita vigilância daqueles a quem deveria servir, o Estado torna-se um fim em si mesmo, cada vez mais inchado e crescentemente mais viciado em arrecadação a fim de garantir mais e mais prosperidade e poder para os que o compõem. A esquerda visa continuamente a ocupar todas as instâncias do Estado, seja pela violência, seja subornando boa parte da população com migalhas que ele mesmo lhes extorquiu. Então, inchado, detentor de uma poderosa e vigilante burocracia, amparado por coitados dependentes e sustentado compulsoriamente por extorquidos, usará todos os seus incontáveis tentáculos para impor seus projetos e metas e esmagar qualquer ação que o possa ameaçar. Por que vocês acham que o Paraíso Escandinavo tornou-se um inferno para cristãos sinceros?” Ficam no ar algumas perguntas: Quais serão as próximas “cartilhas”, os próximos conteúdos censurados pelo Estado? Quais serão as próximas exigências contratuais que acabarão indo contra os princípios de certas instituições? Tempos cada vez mais difíceis pela frente. Quem viver verá… [MB]

O ano termina marcado por mais loucuras humanas

aiQuando pessoas começam a adorar máquinas, o governo a “confiscar” crianças e indivíduos a casar consigo mesmos podemos ter certeza de que algo está muito errado com o mundo.

Anthony Levandowski, antigo executivo da Google e da Uber para projetos de carros autônomos, afirmou uma entrevista à Wired que quer começar uma igreja para louvar a inteligência artificial. O engenheiro mecânico registrou-se como líder da igreja em maio, ou seja, na época em que a Uber o despediu por ter usado propriedade intelectual da Google. Esse episódio levou a que fosse aberto um processo judicial entre as duas empresas. Apelidada com as siglas WOTF, a Way of the Future (em português, “O caminho do futuro”) é uma igreja que quer “criar uma transição pacífica e suave entre o momento em que as pessoas mandam sozinhas no planeta e o momento em que mandam juntamente com máquinas”, segundo o site oficial da instituição. A WOTF acredita que um dia a inteligência artificial vai criar máquinas mais avançadas do que os humanos e que, por isso, estas vão se tornar um deus que merece reverência.

Segundo Levandowski, para se fazer parte da igreja não é preciso doar dinheiro, apenas “passar a palavra” sobre a inevitável criação de uma superinteligência que poderá mandar nos humanos. (Observador)

canadaJá no Canadá a loucura é outra: o governo “confiscará” crianças de famílias que se recusam a aceitar a ideologia de gênero. A província de Ontário aprovou uma nova lei que permite ao governo retirar as crianças de famílias que se recusam a aceitar a opção dos filhos por determinada “identidade de gênero” ou “expressão de gênero”. O que foi chamado de “Ato de Apoio a Crianças, Jovens e Famílias”, ou Lei 89/2017, acabou aprovada em votação de 63 favoráveis a 23 contrários, registra o The Christian Times.

Ele exige que os serviços de proteção a crianças, serviços de adoção e juízes levem em consideração e respeitem a “raça, ancestralidade, local de nascimento, cor, origem étnica, cidadania, diversidade familiar, deficiência, crença religiosa, sexo, orientação sexual, identidade de gênero e expressão de gênero”. […]

A Lei 28 [anterior] garantia que o pai ou a mãe da criança possuía o direito de “direcionar a educação e a formação religiosa dela. Já a nova lei diz que isso pode ser feito “desde que siga a crença da criança ou do jovem, sua identidade comunitária e identidade cultural”. Ou seja, não são mais os pais que determinam como a criança será criada e sim ela mesma. […]

Jack Fonseca, estrategista político da Campaign Life Coalition, [disse]: “Com a passagem da Lei 89, adentramos em uma era de poder totalitário do Estado, algo nunca antes testemunhado no Canadá. Não se engane, a Lei 89 é uma grave ameaça para os cristãos e todas as pessoas religiosas que têm filhos ou que desejam criar uma família através da adoção.”

Em abril, um casal cristão apresentou uma ação judicial contra Hamilton Children’s Aid Society por ter retirado de sua casa duas crianças adotivas porque eles se recusaram a mentir para as meninas, dizendo que o coelhinho da Páscoa era real. “Nós temos uma política de não mentir”, justificou Derek Baars, um dos pais adotivos, denunciando que uma pessoa que trabalhava no serviço de apoio à criança insistiu que ele e sua esposa, Frances Baars, dissessem para as meninas, de 3 e 4 anos, que o coelhinho da Páscoa era de verdade. “Nós explicamos à agência que não estamos preparados para dizer às crianças uma mentira. Se as crianças pedissem, não mentiríamos para elas, mas nós não a levantaríamos.”

Os Baars, que são membros da Igreja Presbiteriana Reformada, perderam a guarda das crianças. O argumento da agência governamental de cuidado infantil é que o coelhinho da Páscoa era uma “parte importante da cultura canadense” e por isso os pais tinham de admitir sua existência. (Visão Cristã)

sologamiaE por último, a nova insanidade: o casamento consigo mesmo. No verão de 2000, a artista Gabrielle Penabaz, de Nova York, decidiu dar uma festa de casamento para si mesma enquanto tentava se recuperar de uma desilusão amorosa. Ela cuidadosamente escolheu o local, as flores, a aliança, o vestido de noiva e escreveu os seus votos. Ela até vestiu “uma coisa emprestada e uma coisa azul” no dia, uma das simpatias que algumas noivas fazem, mesmo que o evento fosse meramente simbólico e sem um componente essencial: o noivo. Mesmo assim, seus amigos e sua família participaram, e Gabrielle diz que ela teve “o melhor casamento” de todos os tempos. Desde então ela tem “oficializado” o casamento de outras pessoas consigo mesmas, como uma forma de performance – um serviço que ela cobra. Seus clientes são normalmente mulheres solteiras, apesar de pessoas de todos os gêneros e de diferentes estados conjugais terem participado. Ela diz ter “casado” mais de 1.500 pessoas em cerimônias normalmente como a dela própria, com altares erguidos, roupas específicas, bolo e votos.

Bem-vindos ao mundo do autocasamento ou “sologamia”, que vem atraindo muita atenção nos últimos anos. […] Não há dados oficiais sobre o número de pessoas que se decidiram pelo autocasamento, mas o interesse ocorre em um momento no qual o número de pessoas não casadas atingiu recordes em economias avançadas, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). (G1 Notícias)

Nota 1: Essas são apenas três entre muitas loucuras que estão sendo praticadas por aí. Elas servem de amostra de como as pessoas tem encarado a Palavra de Deus e as leis do Criador. Quando Deus é abandonado, a sociedade, a humanidade fica desnorteada e passa a amar e idolatrar a criatura e as coisas que ela mesma fez. Quando os princípios bíblicos são deixados de lado, instituições sagradas como o casamento são pisadas e tratadas como piada. É bem como previu Jesus: “Quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lucas 18:8). [MB]

Nota 2: Desejo-lhe um ano novo abençoado e pautado pela Bíblia Sagrada, independentemente das distorções criadas pelo ser humano. [MB]