Round 6: colégios alertam pais para evitar que crianças e adolescentes assistam

Violência, tortura psicológica, suicídio, tráfico de órgãos, cenas de sexo e palavras de baixo calão fazem parte da produção sul-coreana.

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O seriado sul-coreano Round 6, disponível na Netflix, é um fenômeno e está na boca do povo. Lançada em setembro, em poucas semanas, a série já é a mais assistida da plataforma de streaming com 111 milhões de espectadores. Um sucesso de público, mas também uma preocupação para pais e escolas de Salvador. É que, pela grande repercussão, Round 6, apesar de não ser indicado para menores de 16 anos, está também na boca das crianças e até em suas brincadeiras. O que deixa os responsáveis e os colégios para lá de preocupados já que a série faz uso de brincadeiras infantis para construir uma narrativa violenta em um jogo que dá ao vencedor uma fortuna, enquanto mata os que são eliminados no processo.

De acordo com Elisângela Santos, psicopedagoga do Colégio Montessoriano que já emitiu comunicado alertando os pais sobre, o seriado atrai as crianças por ter em seu roteiro brincadeiras, mas pode ser extremamente prejudicial aos pequenos pelo seu desfecho. “São brincadeiras exibidas na série que têm um viés até infantil em sua concepção e, por isso, aguçam a curiosidade das crianças, mas que são inseridas em um contexto absolutamente violento, que é inapropriado para crianças e adolescentes. Questiono até se de fato poderia ser assistida por quem tem 16 ou 17”, declara a psicopedagoga.

Além do Montessoriano, o Colégio Antônio Vieira também encaminhou comunicado aos pais e responsáveis sobre o seriado. “Como esse conteúdo vem tomando proporção nas redes sociais e também percebemos que vem sendo comentado entre as crianças, durante o recreio e horários livres, convidamos a todos para que fiquem alertas e acompanhem diariamente os conteúdos de acesso de seus filhos, sejam eles em filme, séries, músicas, sejam os conteúdos explorados nas redes sociais”, informa o Serviço de Orientação Educacional do Vieira em comunicado. […]

“São conteúdos explícitos na série: violência, tortura psicológica, suicídio, tráfico de órgãos, cenas de sexo, palavras de baixo calão, entre outros”, escreve a coordenação pedagógica. […]

Para Elisângela Santos, toda essa preocupação de pais e escolas tem sentido já que a série tem entrado não só no campo de visão das crianças, mas também em suas brincadeiras. “É uma série que não é para criança. Um conteúdo que remete a suicídio, tráfico de órgãos, tortura e violência realmente não é pra criança. E elas estão brincando fazendo referência à série, o que é muito natural porque, nessa idade, a criança é uma esponja que absorve tudo que vê de forma inocente”, relata.

A psicopedagoga diz ainda que os traumas adquiridos da série podem se estender por toda a vida. “Os danos psicológicos podem caminhar com esses jovens para o resto da vida. Cenas de violência podem disparar muitos gatilhos. Principalmente, para jovens que apresentam situação de ansiedade e depressão, acho muito perigoso”, alerta. […]

O terapeuta infantil Iarodi Bezerra concorda com a inadequação da série para a idade abaixo da sua classificação, mas questiona o que pode ser uma atenção direcionada, que ignora outros conteúdos problemáticos. “A série é para adultos. Mesmo que se utilize de um contexto com referências lúdicas, não é para criança. Atualmente, crianças e jovens estão em contato diário com conteúdos como Free Fire, Fortnite, GTA, Jogos Vorazes. Todos com nível de violência superior a Round 6. Ressalto que as crianças expostas à violência, podem apresentar sim comportamentos disfuncionais. Neste caso, os pais precisam fiscalizar e filtrar o que os filhos assistem, garantindo um desenvolvimento saudável e evitando desespero em um único conteúdo”, orienta o terapeuta.

Sobre o risco da série induzir violência para os pequenos que a assistiram ou participaram de brincadeiras ligadas a ela, Iarodi descarta essa possibilidade. “A série não leva a criança a replicar a violência. Não acredito que ela faça isso por si só, é necessário fatores ambientais, sociais, emocionais e maturação cognitiva para que o façam. É só olhar que o conteúdo dos filmes de ação que passam na TV aberta em plena tarde de Domingo não são diferentes da série e não geram o mesmo alarde. O que precisa mudar é a responsabilização dos pais sobre o que os filhos estão vendo.”, afirma ele, que atende crianças com atitudes violentas, mas que não são agressivas por conta destes conteúdos e sim pelo ambiente familiar. […]

(Correio)

No Rio de Janeiro, a escola Escola Aladdin emitiu, na primeira semana de outubro, um comunicado aos pais dos alunos, alertando para o conteúdo inadequado e para a “obsessão” dos jovens pela série. Ao jornal O Globo, diretores da instituição informaram que os alunos estavam reproduzindo brincadeiras que fazem alusão ao assassinato de personagens. No Colégio Adventista Marechal Rondon, em Porto Alegre, a série não chegou a inspirar jogos no recreio, mas a vice-diretora Tatiane Goetz dos Santos relata que mesmo as crianças mais jovens comentam sobre. 

Inspirada pela ação da escola carioca, a instituição gaúcha publicou, na semana passada, uma nota dirigida a pais e familiares de alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio. A circular alerta para o conteúdo inapropriado de Round 6 para crianças, a relação dela com jogos da infância e o fato de a série ou de recortes dela compartilhados em redes sociais estarem impactando os alunos.

“Mesmo sabendo que a série saiu em setembro e que muita gente já maratonou, publicamos a circular para alertar os pais a ficarem de olho no que seus filhos estão vendo. Até porque, quando um coleguinha comenta, desperta interesse e curiosidade no outro que não tinha nem ouvido falar. E ele vai, com certeza, procurar. A Netflix tem acesso infantil, que limita, mas muitos (alunos) têm acesso ao perfil adulto também. Nossa carta é uma medida preventiva e, a partir daí, a família administra essa situação da forma que achar necessário”, afirma Tatiana. […]

(Gaúcha ZH)

Como nos dias de Noé: o prazer extremo guiará a vida no pós-pandemia?

“Há muita libido represada, junto a todo sofrimento e perdas a serem elaborados. Ansiamos o encontro em massa, um Carnaval de verdade, com tudo o que temos direito” (Filipe Batista, psicólogo).

Tudo leva a crer que caminhamos para um período de extremo hedonismo pós-Covid. Será mesmo? A suposta intenção não pressupõe capacidade de verdadeiramente desfrutar, tampouco inconsequência deve ser confundida com prazer. É uma dança complexa, verdade, pois nem sempre o que buscamos é o que de fato queremos. Além do mais, o prazer imediato nunca apertou as mãos da moral, da religião e da norma – requer a ruptura de regras e padrões, internos e externos. Ajustar esse compasso tem sido especialmente desafiador para quem decidiu encarar a pandemia de frente, com respeito e empatia. Mas passada a tsunami pandêmica, quantos de nós estarão preparados para se banhar no mar do prazer?

O conceito clássico de hedonismo, introduzido pela filosofia grega, insere o prazer como bem central. Freud, em sua obra Além do Princípio do Prazer, publicada no pós-guerra, inaugura a ideia de que não somos regidos psiquicamente apenas pela busca por prazer, mas também por pulsões destrutivas e de morte.

Após quase dois anos de pandemia, há muita libido represada, junto a todo sofrimento e perdas a serem elaborados. Ansiamos o encontro em massa, um Carnaval de verdade com tudo o que temos direito. Ao passo que, por mais palpável que isso pareça agora, ainda temos de lidar com o gosto amargo que resta. A dupla aptidão brasileira por conservadorismo e transgressão ainda não permite apostas claras sobre para qual lado penderemos dessa vez. Apostaremos no Eros? […]

Lidar com o ímpeto sexual foi uma batalha para muitas pessoas durante a pandemia. Algumas recuaram, reservando-se à aridez de uma vida desprovida dessa força potente, outras sublimaram como puderam, estabelecendo relações mais íntimas com o álcool, a comida, o Instagram e a Netflix. Mas há também quem tenha mergulhado mais fundo na investigação sobre o que desperta seu prazer. Aliás, momentos de crise podem ser propícios para isso. Não à toa, durante a pandemia, houve recorde de divórcios. Os que preferem enxergar nisso a ruptura, deixam de observar que uma separação pode sinalizar também um movimento em direção ao desejo. […]

(Vogue)

Nota: “Pois assim como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Pois assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mateus 24:37-39). “Mas você precisa saber disto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis. Pois os seres humanos serão egoístas, avarentos, orgulhosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, convencidos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, tendo forma de piedade, mas negando o poder dela. Fique longe também destes” (2 Timóteo 3:1-5).

A cultura da dessensibilização

Há um sério risco de perdermos nossa sensibilidade para o absurdo, para o grotesco, e com isso passarmos a encarar com naturalidade o que, antes, despertaria zelo, temor, repulsa.

“Uma adolescente foi esfaqueada três vezes pelos amigos, que têm entre 18 e 21 anos de idade [leia a notícia]. Pela confissão do motorista, uma das criminosas queria descobrir se, de fato, era psicopata. O desleixado dono do carro e sua amiga com nome nórdico, Freya, disseram que ela só teria essa resposta ao analisar seu estado físico e emocional depois de ter cometido um crime. Foi algo planejado, armado. Buscaram a vítima em casa, cobriram o porta-malas com plástico, escolheram a trilha sonora e o sinal que denunciaria o momento oportuno para o ataque. Nada impulsivo, passional, feito no calor da situação. Sufocada pela amiga que estava sentada ao seu lado, a adolescente foi um alvo fácil para as estocadas da lâmina segurada por aquela que estava no banco do carona.

Eu não quero agir como um Datena depois da bariátrica, dizer que é culpa dos jogos de videogames violentos nem nada. Mas não consigo parar de pensar na romantização da psicopatia em séries, filmes e músicas destinadas aos adolescentes. De duas crianças doentias vagando pelo estado, cometendo crimes enquanto amaldiçoam o ‘fodid* fim do mundo’, até sagas que se passam em escolas de assassinos ou personagens que não encaram nenhum dilema moral quando descobrem estar apaixonadas por criminosos ou predadores sobrenaturais, que matam sem dó, já não há mais espanto diante da barbaridade, somente uma espécie de costume, de resignação diante de uma crueldade compreensível.

Se há influência da grande mídia globalista, que enriquece bilhões com o caos e a desestruturação familiar, eu não sei. Mas, sei que há um sério risco de perdermos nossa sensibilidade para o absurdo, para o grotesco, e com isso passarmos a encarar com naturalidade o que, antes, despertaria zelo, temor, repulsa. Somos ou não somos capazes de comentar sobre um crime terrível, dentro de um Uber, enquanto trocamos figurinhas engraçadas com um amigo que nos aguarda no restaurante?”

(Douglas Zílio; Facebook)

Nota: Falo sobre esse triste fenômeno da dessensibilização em meu livro Nos Bastidores da Mídia.

Transexual ex-sargento vence luta contra mulher em estreia no MMA

“Alana McLaughlin fez a transição há cinco anos, o que significa que ela viveu 33 anos de sua vida como homem.”

A lutadora Alana McLaughlin, uma mulher transgênero [homem biológico] que já foi militar das Forças Armadas dos EUA, venceu sua luta de estreia no MMA profissional na sexta-feira (10), no evento Combate Global, em Miami (EUA). Ela derrotou a adversária Celine Provost, uma lutadora com dez anos de experiência, por finalização no segundo round. McLaughlin, 38 anos, foi sargento das Forças Especiais do Exército dos EUA antes de mudar de gênero [foto abaixo]. Segundo a imprensa especializada nessa modalidade esportiva, ela é a segunda atleta trans a competir profissionalmente na categoria feminina do MMA.

A vitória de McLaughlin gerou debate nas redes sociais. O podcaster de esportes de combate Angel David Castro disse em seu perfil do Twitter após a luta: “Alana McLaughlin fez a transição há cinco anos, o que significa que ela viveu 33 anos de sua vida como homem. Esta noite McLaughlin lutou e derrotou uma mulher biológica… que surpresa.”

O perfil comentarista de MMA SafeBetMMA também comentou a disputa: “Acredito que as pessoas podem se identificar como quiserem, mas não acredito que isso tenha lugar nos esportes de combate. Todos acham que isso está certo e empodera as pessoas trans?”

McLaughlin rebateu os comentários em seu perfil no Instagram: “Eu recebo muitas variações das mesmas mensagens desagradáveis ​​me chamando de trapaceira, como se eu não tivesse sido golpeada por um round e meio. Todos deveriam mostrar um pouco de respeito pela Celine Provost”, disse, descrevendo como “transfóbicos” os que fizeram essas críticas.

Ela também afirmou que a organização teve dificuldades em encontrar um adversária que quisesse enfrentá-la. “Foi um pesadelo tentar encontrar uma adversária, então eu não tenho nada além de respeito por Celine Provost.”

(Gazeta do Povo)

Leia também: “Homens são homens, mulheres são mulheres, e o esporte está mostrando isso”, “Biologia não é de esquerda nem de direita”, “Transgênero fora do mundial feminino de handebol por veto das companheiras”, “Cinco estados americanos concordam em proibir que transexuais participem de competições com mulheres”

Flor do deserto

“O rosto do Senhor volta-se contra os que praticam o mal, para apagar da terra a memória deles.” Salmo 34:16

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Em uma madrugada de 1970, Waris, de cinco anos, foi acordada pela mãe. A família decidira encaminhá-la ao ritual de passagem para a vida adulta, prática cultural de sua tribo, na Somália: a mutilação genital. Uma cigana mandou que a criança sentasse em uma pedra e pegou friamente uma lâmina quebrada, suja de sangue seco. A criança foi vendada e, desesperada de dor, desmaiou. Ao retomar a consciência, Waris viu que suas perninhas estavam amarradas, para ajudar na cicatrização. A mãe e a irmã mais velha construíram uma cabana precária, onde a menina deveria se recuperar sozinha, no meio da mata, recebendo água e comida.

Aos 13 anos, ela foi apresentada pelo pai a um homem de 60 anos com quem se casaria. Mas, com a ajuda da mãe, Waris fugiu de casa. Depois seguiu para Londres, onde, aos 18 anos, foi descoberta por um famoso fotógrafo, tornando-se uma bem-sucedida modelo. Foi assim que o mundo conheceu sua história.

Em 1996, ela foi nomeada embaixadora das Nações Unidas. Hoje é um dos maiores símbolos da luta contra a mutilação feminina. Sua história de superação se transformou em livro e filme, sob o título Flor do Deserto.

Waris Dirie é uma das mais de 140 milhões de vítimas da mutilação genital pelo mundo, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas. Muitas tribos e comunidades consideram impura a genitália externa feminina e realizam o procedimento cruel de mutilação.

A Fundação Flor do Deserto, criada por Waris, ajuda famílias a não submeterem meninas à mutilação genital e ao casamento forçado. Para as meninas mutiladas, há acompanhamento médico e psicológico.

A mutilação genital é uma estratégia cruel inspirada por Satanás para rebaixar mulheres compradas pelo sangue de Cristo. Graças à iniciativa de ONGs, os casos de mutilação têm diminuído, mas apenas o estabelecimento do reino de Deus neste mundo acabará definitivamente com realidades como essa.

Por meio do sacrifício de Cristo, o plano da salvação libertará a humanidade para sempre das garras do mal. Um novo reino será finalmente implantado. Falemos desse reino ao mundo. Jesus precisa voltar logo!

(Meditação da Mulher)

Nota: No vídeo abaixo, mencionei de passagem o ritual de canibalismo de uma tribo brasileira e disse que prefiro viver em uma sociedade construída sobre pilares judaico-cristãos (ainda que reconheça que não existe sociedade humana perfeita). Bastou para ser criticado por cristãos progressistas como “eurocentrista” e coisas do tipo. Lendo a história acima, publicada na Meditação da Mulher (da CPB), mais uma vez pude contrastar os valores bíblicos com os de uma cultura verdadeiramente misógina, e agradecer a Deus (novamente) por minha esposa e minhas filhas terem nascido aqui e não lá. Que o Senhor abençoe os esforços de Waris no sentido de mudar essa cultura absurda de mutilação feminina. E que o evangelho libertador possa alcançar essa e outras sociedades humanas ao redor do mundo, a fim de que homens, mulheres e crianças possam encontrar a salvação e a verdadeira liberdade em Jesus. [MB]

Estudo controverso minimiza efeito da pornografia sobre crianças

Pesquisas anteriores já atestaram os efeitos prejudiciais da pornografia infantil.

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ATUALIZAÇÃO (8/6): leia nota oficial da UNICEF aqui.

Um relatório recém-publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) causou revolta entre o mundo acadêmico e especialistas após sustentar que não há evidências de que crianças expostas à pornografia sejam prejudicadas. O estudo feito em 19 países da União Europeia declara que qualquer esforço para impedir que crianças acessem pornografia online pode violar seus direitos humanos. A conclusão do estudo alegou que 39% das crianças expostas à pornografia ficaram “felizes”, enquanto muitas outras ficaram indiferentes.

O objetivo da pesquisa, segundo seus organizadores, era compreender a aplicação de políticas públicas na proteção de crianças a conteúdos nocivos. O conteúdo foi publicado no site da Center For Family and Human Rights.

A vice-presidente e diretora do Instituto de Pesquisa do Centro Nacional de Exploração Sexual, Lisa Thompson, porém, chamou atenção para inúmeras pesquisas anteriores que já atestaram os efeitos prejudiciais da pornografia infantil. “O relatório da UNICEF ignora todos os estudos que demonstram e comprovam os danos que a pornografia causa nas crianças. Ao ignorá-los, o UNICEF joga uma verdadeira ‘roleta russa’ com a saúde e segurança das crianças”, apontou a especialista, segundo informações do portal R7.

Outras pesquisas atestam que o consumo de pornografia é altamente viciante para jovens e adultos, pois seu conteúdo afeta o cérebro do mesmo modo que drogas como cocaína. Deve-se ressaltar também que há grande divulgação de sequestro de crianças e tráfico de drogas em sites pornográficos.

O relatório do UNICEF veio à público após a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional renovar a sua parceria com a entidade, adicionando 300 milhões de dólares (o equivalente a 1,5 bilhão de reais) em financiamento ao órgão.

(Pleno News)

Sites de pornografia lucram com vídeos de estupro e abuso sexual

Quem consome esse tipo de conteúdo ajuda a financiar o crime e a degradação de pessoas

Pornography

Com sede em Montreal, no Canadá, mas registrada no distante grão-ducado de Luxemburgo – conhecido como um dos principais paraísos fiscais da Europa –, a empresa MindGeek não é uma grande conhecida dos brasileiros, ainda que seus produtos, seus olhos e ouvidos digitais estejam sempre em suas casas. Em 2016, foi divulgado que o Brasil é o segundo maior consumidor do RedTube, um dos sites que compõem o misterioso conglomerado de pornografia cujo nome do maior acionista era desconhecido até dezembro do ano passado e que, só em 2018, lucrou cerca de 460 milhões de dólares. [Ela é dona de dois grandes sites de pornografia e de ao menos seis produtoras de “filmes adultos”.]

Com mais de 130 milhões de visitantes por dia (amplificados pela pandemia do coronavírus) segundo dados divulgados pela própria empresa em 2020, o Pornhub é uma típica empresa do século 21: envolveu-se em campanhas pela prevenção do câncer de mama, plantou 15.500 árvores, generosamente retirou a neve das ruas de Nova York, lutou pela população de abelhas nos Estados Unidos e, claro, bradou contra a injustiça social e o racismo, prometendo doar 100 mil dólares para empresas que se comprometam com a causa. Tudo isso enquanto lucrava seus milhões com vídeos de revenge porn – o “pornô de vingança”, quando o vídeo é divulgado sem o consentimento de um dos envolvidos –, cenas de assédio sexual, abuso, estupro, pedofilia e tráfico sexual.

A existência de vídeos de teor criminoso no submundo da pornografia não é nenhuma novidade, dado que não são necessários muitos cliques para acessar esse tipo de conteúdo. No começo do ano passado, a história da jovem Rose Kalemba, estuprada aos 14 anos por dois homens enquanto um terceiro filmava a agressão, jogou holofotes sobre o assunto: meses depois do crime, quando começava a retomar a vida, ela se deparou com colegas de classe assistindo às cenas no celular, baixadas do Pornhub – alguns com mais de 400 mil visualizações. Foram meses para conseguir tirá-las do site, ainda que os registros permaneçam por aí.

Até que, em dezembro, uma reportagem do The New York Times trouxe à tona uma lista de casos escabrosos: o de uma menina de 16 anos que desapareceu e foi encontrada pela mãe em vídeos do Pornhub, o de uma vítima de tráfico sexual vinda da China e que, mesmo tendo conseguido se livrar da vida de exploração à qual os pais adotivos americanos a submeteram, encontrava vídeos de sua infância de abusos na internet.

Quatro dias depois da bomba, o Pornhub anunciou mudanças relevantes: o site não vai mais permitir o download do material e vai exigir verificação dos usuários que publicam vídeos. A novidade, entretanto, não aplacou o baque financeiro: em dois dias, as empresas MasterCard, Visa e Discover anunciaram que seus cartões não serão mais aceitos nesses sites de pornografia. “Pornografia não é ilegal. Pornografia infantil, sim. E foi isso o que nós vimos”, disse o CEO da MasterCard, Ajay Banda.

Diante do anúncio, o site chegou a deletar 10 milhões de vídeos postados por usuários não identificados. O que não impediu a MindGeek de enfrentar um processo movido por 40 mulheres vítimas de tráfico sexual que acusam a empresa de veicular e lucrar com seus vídeos. O Comitê de Ética da Câmara dos Comuns do Canadá instaurou uma investigação, que ainda está em curso.

À frente da organização Justice Defense Fund, que busca conectar vítimas do mercado da pornografia a redes de proteção e advogados, a ativista Laila Mickelwait, uma das principais vozes da causa nos Estados Unidos, falou à Gazeta do Povo sobre o escândalo.

“Cada vídeo desses sites é altamente monetizado. Recentemente, o CEO do Pornhub confirmou que cerca de 50% do faturamento da empresa vem de publicidade. Ou seja, se você está assistindo a um vídeo de estupro e há uma propaganda ao lado, eles estão faturando. Eles também ganham dinheiro com assinaturas premium: por 9,99 dólares, pode-se assistir cenas de abuso infantil ou câmeras escondidas em banheiros femininos. Há também uma modalidade que permite que cerca de 100 mil membros vendam vídeos para o público, e o Pornhub ganha 35% do lucro. Já soubemos de casos de menores de idade que foram literalmente vendidas nesses sites”, explica Mickelwait.

Com 80% do Pornhub fora do ar, o problema não está, ao menos parcialmente, resolvido? Não. Em fevereiro, um grupo de 104 sobreviventes de exploração sexual e 525 ONGs de 65 países enviaram uma carta a um Comitê Parlamentar Canadense solicitando uma “investigação criminal completa” sobre a empresa MindGeek, acusada de violar as leis de proteção à criança do Canadá e as leis relacionadas ao compartilhamento de imagens íntimas sem consentimento. E isso não se refere só ao Pornhub: vale recordar que a empresa é dona de vários portais e produtoras de “conteúdo adulto”.

Por fim, poucos dias depois, o repórter do New York Times que puxou o novelo do Pornhub levantou histórias similares sobre o Xvídeos, literalmente, o maior portal de pornografia do mundo, que se vangloria de ter cerca de dois bilhões de acessos por dia, o que o torna mais visto do que a Netflix. Com o cerco apertando para o Pornhub, a Xvídeos anunciou que passará a verificar a idade, identidade e consentimento não apenas dos usuários, mas das pessoas envolvidas nos vídeos. Para Mickelwait, esse é um passo importante, mas não suficiente.

“Até o fim de 2020, essas empresas diziam para os jornalistas que as acusações eram teorias da conspiração. E aí, em 24 horas, 10 milhões de vídeos se foram. Eles ligam para o dinheiro e o Google é sua principal fonte de renda”, explica. “É preciso que mais empresas façam como a Mastercard e que o governo crie uma legislação exigindo a verificação do conteúdo produzido e publicado nesses sites, não apenas dos produtores”, defende.

Há, ainda, a responsabilização criminal. “Uma punição branda para essas empresas é um tapa na cara das vítimas que tiveram a vida destruída. Passar por uma situação de abuso ou estupro já é um trauma, outra coisa é saber que centenas de milhões de pessoas podem baixar, assistir e ter prazer com ele. Não dá para deixar que o Pornhub simplesmente diga ‘desculpa, não faremos isso de novo’. É preciso fazer com que os responsáveis respondam criminalmente, indenizem as vítimas e encerrem o site.”

À Gazeta do Povo, Mickelwait diz que é muito provável que haja conteúdo ilegal brasileiro nesses sites. Além de heavy user de pornografia, o público brasileiro tem demonstrado gostos problemáticos: há anos, o termo “novinha” está no topo das buscas dos brasileiros no Pornhub. Pela ferramenta Google Trends, a reportagem verificou que, no período de um ano, as principais pesquisas relacionadas à busca por “xvideos novinha” denotam demandas mais específicas: a pesquisa por “novinha dormindo xvideos” cresceu mais de 150% com relação a 2019; enquanto a pesquisa por “xvideos muito novinha” aumentou mais de 40%.

Aqui, o crime de divulgação ou compartilhamento de vídeos íntimos sem consentimento é tipificado pelo artigo 218-C da Lei 13.718, que prevê de um a cinco anos de prisão como punição. Os efeitos na vítima, contudo, são difíceis de apaziguar. “A velocidade com que essas imagens são espalhadas dificulta muito a investigação. É quase impossível mapear tudo e essas vítimas – em sua grande maioria, mulheres – vivem assombradas pela incerteza de quem teve acesso, no mínimo, à sua intimidade ou, no limite, ao seu trauma”, diz a delegada Raquel Gallinati, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo.

Pode-se argumentar que os crimes relatados acima são problemas isolados, a serem resolvidos por meio de regulamentação e vigilância adequadas. Entretanto, há muito sabe-se que o fomento ao abuso, à violência e a práticas sexuais cada vez mais perversas não é um problema ocasional da pornografia, mas está no cerne da sua indústria. Um estudo abrangente publicado no The British Journal of Criminology neste ano descobriu que um em cada oito vídeos em três grandes sites – XVideos, Pornhub e XHamster – retrata violência sexual ou conduta não consensual, ainda que de forma fictícia.

Por conta de sua natureza viciante e destrutiva, a pornografia está, sim, ficando mais hardcore. Já em dezembro de 2008, um evento na Universidade de Princeton, em Nova Jersey, realizou a façanha de reunir economistas, médicos, psicólogos, psiquiatras, filósofos e jornalistas de diversas religiões e matizes ideológicas em torno de uma causa: alertar sobre os custos sociais da pornografia.

O colóquio deu origem a um documento intitulado “Os custos sociais da pornografia” (lançado no Brasil pela Editora Quadrante), chancelado por 54 signatários, no qual constam oito descobertas aterradoras acerca dos males da produção, comercialização e consumo do que, por muito tempo, foi considerado um “prazer inofensivo”: entre elas, o fato de que o mercado da pornografia normaliza a violência sexual (inclusive, aumentando as chances de incidência) e que os “enredos”, por assim dizer, estão cada vez mais pesados.

“A pornografia ensina e permite essas condutas e atitudes negativas, além de servir de gatilho para elas. Seus danos são observáveis em homens, mulheres e crianças e em adultos casados e solteiros, acarretando comportamentos patológicos, ilegais ou ambos”, escreve Mary Anne Layden, diretora do Programa de Trauma Sexual e Psicopatologia da Universidade da Pensilvânia.

Diante das evidências, o filósofo Roger Scruton (1944-2020), um dos signatários do documento, afirma que o consumo desse tipo de conteúdo destrói “a capacidade de ter relacionamentos sexuais amorosos”. Ainda assim, falar sobre os custos sociais da pornografia – uma pauta que deveria unir defensores dos direitos humanos de todos os espectros – continua soando careta.

(Gazeta do Povo)

Nota: Especialmente os cristãos deveriam atentar para os efeitos nocivos do consumo de pornografia e para o fato de que, se estiverem consumindo esse tipo de conteúdo, estarão ajudando a financiar o crime e a degradação de pessoas. Pense seriamente nisso e assista aos vídeos abaixo. [MB]

Professores de uma universidade britânica não podem mais corrigir erros de grafia: “É muito elitista”

A tal da “inclusão” sempre foi pretexto para a… exclusão

texto ingles

Professores da Universidade de Hull, ao norte da Inglaterra, não têm mais permissão para corrigir erros de grafia. A justificativa apresentada foi de que a correção seria algo “muito elitista”. A nova regra faz parte da “política de avaliação inclusiva” que visa “descolonizar os currículos”, de acordo com o The Telegraph. Segundo a universidade, a abordagem revisada deve “garantir mais oportunidades iguais, independentemente da formação dos alunos” e o método “forneceria uma avaliação mais justa da qualidade das ideias e do conhecimento”.

A universidade acredita que certos alunos estão em “desvantagem ou desencorajados” por uma avaliação rigorosa de suas habilidades na língua inglesa. A instituição de ensino afirma que se trata de alunos que frequentaram escolas com fraco desempenho, estiveram doentes por muito tempo ou alunos para os quais o inglês não é a primeira língua.

A nova política não é nenhuma surpresa: universidades na Grã-Bretanha estão sob pressão para receber mais estudantes de meios desfavorecidos. A Universidade das Artes de Londres tem política semelhante.

Os professores foram instruídos a “aceitar erros de grafia, gramática ou outros erros de língua inglesa, ”desde que “não impeçam significativamente a comunicação”, mencionou o The Telegraph.

(The Telegraph, via Conexão Política)

Nota: “A tal da ‘inclusão’ sempre foi pretexto para a… exclusão. Exclusão do mérito, do sentido, do propósito, da verdade, da beleza e da justiça – enfim, de tudo o que presta e por que vale a pena lutar. Pior ainda quando a tal inclusão é religiosa e envolve fazer vista grossa para pecados claramente condenados nas Escrituras dessa religião. Essa é a cereja do bolo. Por conhecer as relações dinâmicas entre a igreja e o mundo, Satanás sabe que muitos religiosos se contentam em ter um padrão apenas superior ao do mundo – e olha que alguns nem isso. É a Janela de Overton aplicada ao Grande Conflito. Por meio de seus fantoches nos escalões mais altos da sociedade, o diabo vai arrastando o mundo cada vez mais para baixo, e a igreja segue junto, mas com a ilusão de estar um ou dois patamares acima – e cada vez mais patamares longe de Deus” (Marco Dourado).

Leia também: “University of Oxford music faculty considers reforms to address ‘white hegemony’ as staff member raises concerns about music curriculums’ ‘complicity in white supremacy’ in light of Black Lives Matter movement”

Dr. Ben Carson fala sobre educação contra o aborto

O aborto é uma questão importante para a nossa geração. Você não pode simplesmente enfiar a cabeça na areia.

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Vários anos atrás, fui consultado por uma mulher jovem que tinha 33 semanas de gravidez e estava a caminho de Kansas para fazer um aborto. Eu informei a ela das várias opções disponíveis para além do aborto, e ela decidiu ir adiante com a gravidez, ainda que a criança tivesse hidrocefalia e fosse precisar de uma intervenção neurocirúrgica algumas semanas após o nascimento. Ela manteve o bebê e ama a criança linda que ele se tornou.

Um par de décadas atrás, eu vim para a unidade pediátrica de cuidados intensivos em jornadas matinais e me contaram de uma menina de quatro anos que havia sido atropelada por um caminhão de sorvete e estava em coma, exibindo pouca função neurológica à exceção de pupilas reativas. Eu testei seus reflexos pupilares, e ambas as pupilas estavam fixas e dilatadas.

A equipe me indicou que isso era algo que devia ter acabado de ocorrer. Eu agarrei a cama e, com alguma ajuda, transportei a menina rapidamente para a sala de cirurgia para uma craniotomia de emergência. Esbarrei no caminho com um neurocirurgião sênior, que me disse que eu estava perdendo meu tempo e que, na melhor das hipóteses, poderíamos acabar com alguém em estado vegetativo.

Mesmo assim, concluímos a operação e, alguns dias depois, suas pupilas ficaram reativas, e ela acabou saindo do hospital. Eu a vi alguns anos atrás andando pelo hospital com a filha de quatro anos. Ela estava neurologicamente totalmente intacta e me disse que havia se tornado uma espécie de celebridade em função da experiência que acabo de relatar.

O que essas duas histórias têm em comum? Ambas envolvem vidas preciosas que poderiam facilmente ter sido descartadas.

Toda a minha vida profissional foi dedicada a salvar e melhorar vidas. Assim, a ideia do aborto por razões de conveniência não me atrai. Eu conheci pessoalmente várias pessoas que me disseram que suas mães chegaram a considerar a ideia do aborto, mas felizmente decidiram rejeitá-la.

A maioria de nós instintivamente quer proteger criaturas indefesas e às vezes não mede esforços para fazê-lo. Os comerciais de televisão sobre animais que sofrem abusos são pungentes e, como sociedade, às vezes atrasamos ou cancelamos grandes projetos de construção para proteger um inseto, anfíbio ou peixe que estejam “em perigo”. No entanto, muitos de nós fazem vista grossa para a matança desenfreada de milhões de bebês humanos indefesos, que são muito mais sofisticados do que algumas das outras criaturas, quando nada está em jogo além da conveniência de um ou de ambos os pais.

Não estou dizendo que devemos abandonar nossos esforços para salvar filhotes de focas e uma série de outros animais. Eu estou dizendo: Não devemos considerar adicionar fetos humanos e bebês à lista?

Assistir ao desenvolvimento do feto humano é inspirador. Em menos de três meses a partir da concepção, os pequenos pés e mãos são bastante reconhecíveis, e diversas características faciais fazem deles fofos, ainda que muito pequenos. Desde o primeiro dia, os neurônios do cérebro estão se proliferando em uma taxa que vai render um escalonamento de 100 bilhões de neurônios até o nascimento. Em questão de nove meses desde a concepção, temos um ser humano que vive, respira, come, emite sons e que apenas dois meses mais tarde se torna interativo socialmente.

Algumas pessoas se opõem a que as mulheres grávidas vejam imagens de ultrassom de seus bebês em desenvolvimento, porque elas não querem que seja desenvolvido um vínculo emocional. Uma contemplação cuidadosa e imparcial, no entanto, pode levar à conclusão de que tal vínculo é essencial para a sobrevivência da humanidade. Agricultores de sucesso nutrem e protegem suas colheitas em crescimento, e se as condições ameaçam suas colheitas, eles fazem o que é necessário para protegê-las. Ao invés de atacar a analogia, pense no quão mais preciosa que um pé de milho é uma vida humana.

É importante tentar compreender o estado emocional de mulheres jovens que procuram um aborto. Em vez de julgá-las e condená-las, precisamos oferecer compaixão e apoio. Elas precisam ser providas de acesso fácil a serviços de adoção e informações sobre a assistência disponível a elas, caso elas decidam ficar com o bebê. Eu visitei muitas instalações aquecidas e convidativas em todo o país, que existem apenas para o propósito de ajudar essas jovens.

É igualmente, senão mais, importante chegar a essas mulheres jovens antes que elas engravidem. Esqueça aquelas pessoas politicamente corretas que dizem que todos os estilos de vida são iguais, e informe a essas jovens sobre as verdadeiras consequências de ter filhos fora do casamento, sem ser financeiramente independentes. Precisamos fazer com que elas entendam que podem proporcionar uma vida muito melhor para si e para seus filhos, quando planejam com antecedência e se valorizam de forma adequada.

Como uma sociedade, nós não podemos ter medo de discutir questões sociais e morais importantes. Nossa herança como nação é construída com base em compaixão, perdão e compreensão. Coragem também é de vital importância, porque aqueles que permanecem com princípios e valores divinos serão atacados.

A tentativa de caracterizar o amor e a compaixão para com a vida humana como uma “guerra contra as mulheres” é enganosa e patética. Nós, o povo, devemos parar de nos deixar ser manipulados por aquelas pessoas com agendas que não incluem o respeito pela santidade da vida. […]

Pense sobre isto: quando uma mulher está grávida, o que acontece? As pessoas se levantam e lhe oferecem seus lugares; elas saem do caminho e dizem “você, primeiro”. Há um grande respeito e amor por mulheres grávidas. Não há guerra contra elas; a guerra é contra os bebês delas. Essa é a guerra que há. Bebês que não podem se defender sozinhos. Ao longo das últimas décadas, destruímos 55 milhões deles. E temos o descaramento de chamar outras sociedades do passado de pagãs. O que precisamos fazer é reeducar as mulheres para que elas entendam que são as defensoras desses bebês, não as destruidoras desses bebês. Precisamos que elas entendam isso. […]

Há um monte de pessoas que diz: “Concordo com você. Eu acho que é errado, e eu nunca faria um aborto, mas eu acho que não tenho o direito de impor meus sentimentos aos outros.” Essa pode ser a resposta de muitas pessoas, mas suponha que os abolicionistas tivessem pensado assim nos séculos 18 e 19. Suponha que eles tivessem dito: “Não vou possuir escravos. Eu realmente acho que a escravidão é errada, mas, se você quiser ter os seus, tudo bem.” Se os abolicionistas tivessem tido essa atitude, onde estaríamos agora? Temos que lidar com essas grandes questões morais, e o aborto é uma questão importante para a nossa geração. Você não pode simplesmente enfiar sua cabeça na areia.

(Dr. Benjamin Carson foi professor emérito de neurocirurgia, oncologia, cirurgia plástica e pediatria na Escola Johns Hopkins de Medicina e premiado com mais de 60 doutoramentos honoris causa e dezenas de citações nacionais de mérito. Ele é autor de mais de 100 publicações neurocirúrgicas e escreveu cinco livros best-sellers, incluindo America the Beautiful, ainda sem tradução no Brasil [você pode encontrar alguns livros dele em português no site www.cpb.com.br)

Aborto: as mentiras que nos contam

Aborto é pena de morte sem formação de culpa. Um verdadeiro holocausto silencioso.

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Anos atrás, um vídeo em que atores e atrizes de uma grande emissora de TV promoviam o aborto causou polêmica, especialmente nas redes sociais. Principalmente por dois motivos: pela defesa do abordo, em si, e pela péssima utilização de argumentos bíblicos distorcidos. Os atores sugeriam que Maria não teria concebido Jesus sendo ainda virgem, e que essa história teria se originado de uma má tradução do texto hebraico para o grego. De uma hora para outra, atores de TV que dizem defender as crianças do Brasil por meio de campanhas, tornaram-se especialistas em línguas bíblicas e teologia. Não vou entrar em detalhes sobre esse absurdo. Quero focalizar aqui o aborto, já que novamente o assunto polêmico veio à tona, devido à decisão tomada pelas autoridades argentinas.

O artigo 2º do Código Civil brasileiro assegura os direitos do nascituro: “A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.” Segundo Ives Gandra da Silva Martins, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, “seria ridícula a interpretação do dispositivo que se orientasse pela seguinte linha de raciocínio: Todos os direitos do nascituro estão assegurados, menos o direito à vida”!

Aborto é pena de morte sem formação de culpa. Um verdadeiro holocausto silencioso. A lógica é absurda: se não tem condições de criar a criança, mate-a. Se a mãe solicitar o “procedimento” (palavra mais branda para assassinato), aceite. Aborto é um direito? Mas quem defende o direito da criança? Em alguns casos, para corrigir nossos erros como sexo livre e libertinagem, matamos inocentes indefesos (e aqui não me refiro às exceções também previstas na lei brasileira).

Para que não se diga que minha discordância com o aborto generalizado está fundada em uma postura religiosa, quero citar aqui as palavras do meu ex-professor de jornalismo na UFSC, o Dr. Nilson Lage. Ele elencou seis pontos para reflexão:

“Pensando por estereótipos, é senso comum que opositores do aborto são religiosos reacionários. Mas pode não ser assim, como veremos.

“1. A primeira questão é se o aborto é ainda tão necessário quando é fácil impedir a gravidez, ou se, com mais informação, seria dispensável.

“2. A segunda é que o aborto inocenta o homem e castiga a mulher, já que toda cirurgia tem riscos e, muito repetida, gera danos permanentes.

“3. A terceira é se o custo (em dinheiro e danos à saúde) da aplicação em massa do aborto seria menor do que o custo das curetagens atuais.

“4. A quarta é, numa sociedade de consumo, ver anúncios de abortos ‘confortáveis’ em spas pagáveis em n prestações mensais.

“5. O quinto é o dano psicológico dos abortos, principalmente repetidos, e como minimizá-lo, evitando a perda de autoestima e cinismo.

“6. Tudo isso pode ser menos relevante, mas nenhum desses argumentos é de fundo religioso ou de porte inteiramente desprezível.”

Além dos problemas políticos, religiosos e físicos, como lembra Lage, o aborto pode afetar seriamente a saúde psíquica das mulheres. Em pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, da USP, com 120 mulheres que passaram por aborto, mais da metade apresentaram algum nível de depressão e a maioria sofria de baixa a média estima pessoal.

No Facebook, minha irmã Michela, que é advogada, mãe de duas filhas e mora em Criciúma, SC, deu a opinião dela sobre esse assunto. Leia o que ela escreveu:

“Eu estava vendo há alguns dias fotos de atrizes e atores com peruca azul que davam a entender que fariam parte de uma campanha pró-aborto, mas somente hoje tive a infelicidade de assistir ao vídeo e não pude me calar. Dentre muitos absurdos que ouvi no vídeo, um me chamou especial atenção. Uma atriz alega em sua interpretação que era apenas uma criança, uma adolescente, engravidou e abortou. Espera aí! Eu engravidei com 15 anos! Estava no primeiro ano do ensino médio. Meu namorado também era apenas um estudante na época. Eu era uma criança! Ou melhor, uma adolescente! Poderia ter abortado, eu não tinha condições nem de me manter! Mas então algo me vem à mente: eu teria carregado o sofrimento, a culpa, a frustração pelo resto da minha vida. E pensamentos do tipo: Como seria se meu filho ou filha estivesse hoje aqui comigo? Como ele/ela seria?, invadiriam, por certo, minha mente em muitos momentos. Mas eu, dona do meu corpo, decidi que a teria. Decidi que arranjaria forças de minhas entranhas, se possível, para sobreviver, criá-la, fazê-la feliz, ser feliz, ir em frente, viver. Tive ajuda da família. Meu marido e eu lutamos, e não foi fácil, não. Só Deus e quem nos rodeava sabem quão difícil foi a batalha, mas vencemos. E bênçãos sem medida foram derramadas do Céu. E ela? Ah, o bebê que decidi ter se tornou uma linda mulher – com um caráter irretocável, uma bondade inata, uma inteligência de dar orgulho. Hoje ela é médica. É dedicada, estudiosa e inteligente. Com certeza desempenhará sua função com maestria na sociedade. E, de repente, me deparo com um pensamento de mãe babona, orgulhosa: Já pensou se algum dia ela salva a vida de algum desses atores, ou de um querido deles? Querem saber, não me arrependo, mas com certeza teria me arrependido se não a tivesse aqui, ao meu lado.”

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Que mundo é este em que estamos vivendo? Exatamente o mundo previsto na profecia do livro que aqueles atores debocharam: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará” (Mateus 24:12).

Michelson Borges