Netflix exibirá animação com drag queens feita no Brasil

dragDeu no site da Globo: “A Netflix anunciou nesta quinta-feira sua primeira animação original produzida no Brasil. Com estreia prevista para o segundo semestre de 2018, Super Drags terá cinco episódios e foi criada criada por Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescaut, com produção do Combo Estúdio. A animação é centrada em Patrick, Donny e Ramon, que durante o dia trabalham em uma loja de departamento e, à noite, se tornam Lemon Chiffon, Safira Cian e Scarlet Carmesim, as Super Drags, que têm a missão de reunir a comunidade LGBT e espalhar purpurina pelo mundo. A sinopse do teaser já adianta o tom bem-humorado da atração, com expressões do universo GLBT: ‘De dia, eles trabalham numa loja de departamento e têm que aguentar o chefe escroto. De noite, eles aguentam a neca e se transformam nas Super Drags, prontas para salvar o mundo da maldade e da caretice, enfrentando um vilão desaplaudido a cada episódio. Prepare-se, essas Super Drags vão longe demais.’ ‘Estamos entusiasmados que a nossa primeira animação brasileira vai apresentar aos nossos espectadores o mundo ousado, escandaloso e fabuloso de Super Drags! A Netflix tem a sorte de investir em grandes talentos de animação do Brasil, trazendo a traço vibrante da Combo e o humor ácido de nossos produtores para as belas e as telas de todos os cantos’, destacou Chris Sanagustin, diretora de Conteúdo Original Internacional da Netflix, em comunicado enviado nesta quinta-feira.”

Alguns comentários postados no Facebook da Globo:

“Espero que fique na seção de adultos. Meu filho nunca vera isso.”

“‘Poderosas’?! Que poder alguém adquire simplesmente por se vestir de forma espalhafatosa? Depois de ‘lacrar’ na noite anterior, o pobre diabo volta pra mediocridade de um cotidiano alienado e desumano, repleto de exploração, violência e humilhações. Essa agenda pós-moderna é um dos piores chorumes ideológicos produzidos pelo capitalismo em putrefação.”

“Alguém (da Netflix ou da Globo) está exagerando na tentativa de doutrinação de crianças e jovens, a cultura gay. Não há incentivo à verdadeira educação, mas a safadeza e o imoral, há muitos investidores e incentivadores.”

“Mais uma vergonha para o país do futebol, prostituição, corrupção e roubo.”

“Fazem em forma de desenho animado. Seria pra atrair CRIANÇAS?”

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Feliz dia das mãex: a maternidade é outro alvo da desconstrução

maeO fundamento para as desconstruções que estamos vendo serem levadas a cabo em nossos dias vem sendo lançado faz tempo. Começou com as ideologias que atacam o criacionismo e consideram os primeiros capítulos do livro de Gênesis (quando não a Bíblia toda) mero mito. Ideologias como o evolucionismo e o marxismo, por exemplo. Se o relato da criação é mitológico, os conceitos de casamento, sábado, sexualidade e pecado passam a ser desconsiderados e/ou reinterpretados. Se o casamento não é mais a união estável e abençoada entre um homem e uma mulher, passa a valer qualquer configuração: homem com homem, mulher com mulher, homem com dois homens, mulher com homem e mulher, e por aí – e não se espante quando essas relações extrapolarem a espécie humana…

O presidente Michel Temer assinou na sexta-feira (11/5) um decreto que estabelece as regras para que mulheres presas tenham direito ao indulto especial de Dia das Mães. A novidade é que, pela primeira vez, “mulheres” transexuais foram incluídas no benefício, mas só se tiverem documento que prove a mudança de “status”, o que deixará fora, por exemplo, homossexuais ou mesmo pais solteiros que tenham adotado filhos. Aliás, transexuais têm conquistado cada vez mais um espaço antes pertencente exclusivamente às mulheres, como esportes femininos, por exemplo (leia mais aqui). Mãe e mãe. Ponto. Se querem beneficiar alguém que adotou uma criança, que lhe concedam o indulto de cuidador, mas não venham redefinir conceitos para acomodá-los às suas ideologias desconstrutoras, revisionistas.

Será que foi a esse tipo de conquista que os esforços feministas ancorados no marxismo cultural levaram? Ao empoderamento de homens que se sentem mulheres? À concessão de benesses a homens que se sentem mães?

A missão da mãe é a mais importante do Universo. Tudo os que os homens fazem tem caráter transitório, tem data de validade. O que a mãe faz, no entanto, pode durar eternamente, afinal, ela, mais do que qualquer outra pessoa, é a maior responsável pela formação do caráter dos filhos. E caráter é tudo o que vamos levar para a eternidade. Mãe é a mulher que nos gerou e educou. Mas se o conceito de gênero é tão fluido quando querem nos fazer crer, se o pecado não existe e se eternidade é uma bobagem que os religiosos pregam, esqueça tudo isso que eu estou dizendo e vamos comemorar o “dia das mãex”, sem cometer o “pecado” de considerar mãe apenas aquelas que realmente eram mães – lá nos bons tempos.

Michelson Borges

Garotos idiotas de uma geração desnorteada

foolSei que vai parecer papo de velho, mas não posso me calar diante do que tenho visto. Quando eu era adolescente (uns 30 anos atrás), a gente arrotava, falava besteiras e se comportava, às vezes, como verdadeiros idiotas. Nada muito estranho para um adolescente. Infelizmente, até palavrão de vez em quando a gente usava, com os mais variados propósitos. Minha família não era adventista, mal conhecia a Bíblia, mas uma coisa minha mãe me ensinou: “Respeite as meninas, e se falar palavrão aqui em casa levará um tapa na boca.” Bastou. E, de fato, embora fôssemos ogros uns com os outros, quando era com elas a gente mudava de comportamento. Via de regra, tratávamos as meninas com cavalheirismo. Eu jamais diria um palavrão ou arrotaria perto de uma delas. Bastava uma bela representante do sexo feminino se aproximar que muitos ogros se tornavam príncipes na hora. Um verdadeiro milagre de transformação.

Mas o tempo passou. Os costumes mudaram. Os comportamentos deterioraram. Hoje os rapazes (felizmente há raríssimas exceções, ainda) são ogros o tempo todo e em todos os lugares. Falam e escrevem palavrões como se as palavras vulgares fizessem normalmente parte do vocabulário já pobre que eles utilizam. E falam na frente de adultos e de meninas. Esses desnorteados, quando abordam as meninas nas redes sociais, parecem estar conversando com outros meninos, com a única diferença de que só sabem “atacar”, “dar em cima”, falar em “pegar”, “beijar muito”, e por aí vai. Muitas dessas meninas caem nessa conversa tosca e acham que isso é o normal; tão normal que os raros cavalheiros que ainda tentam colocar em prática os conselhos de pais conscienciosos são tratados como tolos.

As meninas colocam em seus perfis nas redes sociais fotos com caras e bocas, sensualizando, como se diz hoje. E os garotos sem noção acabam criando a noção de que todas elas estão “disponíveis”, estão pedindo para ser tratadas como o objeto que apresentam e representam nas fotos. Assim se juntam a fome e a vontade de comer. No fundo, nenhum deles quer exatamente isso – ser vistos e tratados como objeto a ser consumido –, mas o mundo lhes ensinou que deve ser assim. Os Pablos Vitttares e as Anittas lhes ensinaram que tem que ser assim. O funk que eles ouvem lhes ensina que tem que ser assim. Enquanto elas postam fotos com boca de pato e decotes baixos, eles fazem cara de mau, clicam-se narcisisticamente na frente do espelho, sem camisa, fazendo algum sinal com os dedos e com parte da cueca aparecendo. Idiotas.

Resultado? Os rapazes confusos cada vez mais se assemelham a ogros predadores e as meninas com o tempo começam a cansar disso, e partem em busca de carinho, do carinho que está faltando. Algumas delas acabam encontrando isso nos braços de outras meninas igualmente confusas. E os ogros ficam chupando o dedo.

Certa vez, uma cena em um ponto de ônibus me deixou realmente aborrecido. Havia um grupo de rapazes, algumas meninas e uma senhora. Quando o ônibus chegou, os rapazes correram e entraram na frente de todos. Pensei: aí está o resultado de toda a doutrinação feminista, dos novos antivalores, da sociedade que se esqueceu do que é respeito e cavalheirismo. Da geração ogra. Eu jamais faria isso! Aprendi desde cedo a dar preferência aos mais velhos e às mulheres. E não se trata de machismo, não. É só respeito mesmo. Consideração.

A palavra “idiota” tem alguns significados: diz-se da pessoa que carece de inteligência, de discernimento, tolo, estúpido. Vem do grego idiótes, que significa “pessoa leiga”, “sem habilidade”, o sujeito que nada enxerga além dele mesmo, que julga tudo pela sua própria pequenez. Infelizmente, a palavra descreve bem muitos rapazes desta geração – tolos, sem habilidade para ser homens de verdade e para tratar as mulheres como elas devem ser tratadas. Trata-se de uma perversa armadilha circular: eles, em lugar de as proteger (porque isso é coisa do passado, do patriarcalismo), querem consumir. Elas, em busca de atenção, se exibem como mercadoria a ser consumida.

Quando sobram ogros idiotas, as donzelas vão procurar princesas. E todo mundo sai perdendo.

Michelson Borges

Brasil, um país de orgias e contradições

biolorgiaEnquanto dirigia para São Paulo a fim de participar do lançamento do livro Fomos Planejados, do cientista Marcos Eberlin (aguarde notícia para breve), ouvia uma rádio de notícias e fiquei mais uma vez estarrecido com o número sempre crescente de adolescentes grávidas no Brasil (somos os “vencedores” na América do Sul). Algumas autoridades entrevistadas falaram em educação sexual para crianças e em maior conscientização quanto aos riscos de gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis. Só isso. Nada falaram sobre abstinência sexual nem mesmo sobre a baixaria que tomou conta das músicas e dos programas de TV. Lembrei-me de um dia em que tive que levar minha filha a uma consulta e ficamos aguardando na salinha, onde havia uma TV ligada em um canal aberto e na mesa de centro uma pilha de revistas de fofoca. O que estava passando no programa da tarde? Uma reportagem sobre funk, com direito a coreografias sensuais protagonizadas por adultos e crianças. Tivemos que sair dali.

No que este país se transformou? Banalizaram o sexo e glamorizaram a perversão. Vivemos em uma cultura verdadeiramente pornográfica, com reality shows chegando ao ponto de explorar o incesto. Nos campi das universidades federais, veem-se cartazes divulgando festas como a “Biolorgia”, como este aí acima, que me foi enviado por um amigo professor universitário que ainda luta bravamente para oferecer uma educação de qualidade, consistente e calcada em princípios, para alunos que não mais parecem preocupados com esses “detalhes” e, em consequência disso, estão despreparados para a vida e muitos sequer conseguem escrever um texto com coerência (isso quem me disse foi uma doutora que lecionou 13 anos em universidades). Querem é curtir a liberdade da vida acadêmica e se acabam no sexo, nas bebedeiras e nas drogas (no meu tempo de UFSC a droga já “rolava solta”, imagine hoje…).

Curiosidade adicional: logo ao lado do cartaz da festa orgiástica havia outro promovendo um curso de astrologia. Isso mesmo! Num mural de um centro de saber, divulgação de orgia, darwinismo e astrologia. Que tal? E uma coisa tem tudo a ver com a outra, não é mesmo? Se a evolução é real, como apregoa o cartaz, Deus é dispensável. Se Deus é dispensado, “tudo é permitido”, como dizia Dostoievski, e abre-se caminho para a adoração da criação e da criatura, como no caso dos astros que fazem a “festa” dos seguidores do zodíaco. É a exaltação do prazer pelo prazer, sem compromisso nem peso de consciência. Diga-me se não vivemos em uma sociedade neopagã…

E para fechar a lista das insanidades pervertidas (pelo menos neste texto, pois o repertório é vasto), em vídeo que circula pela internet, o padre Luiz Augusto denuncia um evento chamado “Sexo Surubão 2018”. Durante os dias 17 e 18 de março, espera-se que centenas de pessoas compareçam a uma chácara em Goiânia para o evento de sexo livre. O material de divulgação afirma que mais de 300 mulheres já estão inscritas. Segundo o padre, a ideia é promover relações sexuais “de todos os tipos”, incluindo as homoafetivas e as grupais.

Diante de toda essa avalanche de pornografia, vêm as autoridades (in)competentes dizer que a solução para a gravidez precoce é a prevenção e a educação sexual?! Põem um prato delicioso na frente de um faminto e dizem para ele não comer… Estão destruindo uma geração, querendo estancar uma hemorragia com band-aid, convenientemente deixando de ver o problema e de atacar-lhe a raiz.

O mundo está torto, e continuam cavando o fundo do poço.

Michelson Borges

Não é não, só que não

nãoTodo ano é a mesma coisa: o país para quatro ou mais dias para celebrar a imoralidade, o erotismo elevado à décima potência, o consumo liberado e incentivado de bebidas alcoólicas e o sexo sem compromisso, cujo resultado é elevar significativamente o número de partos cerca de nove meses depois e promover ainda mais o alastramento de doenças sexualmente transmissíveis. Mas o Carnaval deste ano teve uma novidade: a campanha “Não é não”, que, como parece óbvio, tem o objetivo de conscientizar os homens de que, se a mulher não está a fim de ser beijada ou tocada, ele a deve respeitar. Mas será que isso funciona? A julgar pela opinião de um “folião” entrevistado pelo Portal UOL, não: “Murilo Ferreira, 28, diz que beijou ‘só’ cinco meninas por enquanto. Exaltado com a pergunta sobre o ‘não é não’, ele diz que ‘mulher é tudo vagabunda’ e que, em suma, a campanha é uma besteira. ‘As minas ajeitadas estão com os caras com dinheiro. E as feias só têm o Carnaval para transar. Então não tem esse papo de não é não.’”

É claro que nada justifica o assédio e o desrespeito. Ponto. Nenhum homem tem o direito de tocar uma mulher sem o consentimento dela. Ponto. Mas o ambiente de “folia” promovido pelo Carnaval é um convite a todo tipo de indiscrição e desrespeito – aliás, o número de estupros também aumenta nessa época. Promover a aglomeração de homens e mulheres seminus, com os hormônios nas alturas e o cérebro banhado em álcool, e depois dizer não toque, “não avance o sinal”, é como colocar um copo de cerveja gelada na frente de um ébrio sedento e dizer: não beba. Tremendo contrassenso. Aliás, o Carnaval em si é um contrassenso, haja vista que vivemos em um país que se considera cristão, com mais de 80% da população professando alguma religião. Se fosse mesmo, não seria necessário criar campanhas como “não é não” nem parar quatro dias para celebrar os prazeres libidinosos da carne, para, depois, no caso dos católicos, pedir perdão na quarta-feira de cinzas por pecados premeditados, como se Deus tapasse os olhos para Seus filhos hipócritas amantes da “pegação”, da bebedeira e da libertinagem.

Os verdadeiros cristãos, aqueles que se pautam pelo livro dos cristãos, a Bíblia Sagrada, sabem que devem evitar os lugares em que se celebra o pecado. Sabem também que intimidades sexuais devem ser reservadas para o contexto matrimonial. Ali, sob as bênçãos de Deus, não é preciso dizer “não”; vale o “sim”, que, na verdade, foi declarado antes do ato sexual, no altar, diante do Criador e de testemunhas. Dessa forma, o “sim” para o prazer é sinônimo de bênção, união e alegria verdadeira.

A Bíblia orienta as mulheres a se trajarem de modo recatado e modesto. Orienta os homens a terem pensamentos puros e nos apresenta os exemplos de Jó, que não olhava para moças com olhos cobiçosos, e de José, que se recusou a ceder à sedução da esposa de seu senhor, no Egito. Homens e mulheres cristãos e responsáveis devem se ajudar nesse sentido: eles, buscando a pureza de pensamento alimentada pela comunhão com Deus; elas, que naturalmente atraem os olhares deles, evitando despertar indevidamente pensamentos inadequados na mente masculina.

As Escrituras também condenam o consumo de álcool e o sexo pré-matrimonial e fora do casamento. Logo, é mais do que óbvio que ela condena festas como o Carnaval, a Oktoberfest, a de São Firmino e a maioria das outras festividades mundanas, nas quais os princípios divinos que devem reger a vida humana são abertamente violados.

O absurdo da hipocrisia contraditória fica evidente quando, antes da “festa da carne”, em programas de TV, reportagens e entrevistas em rádios e jornais, especialistas dão conselhos sobre como curtir a “folia” com segurança. Use camisinha, beba bastante líquido e coma alimentos leves para, com isso, enfrentar melhor as noites sem sono, as doenças decorrentes de beijar muitas bocas, e a ressaca dos dias seguintes. Ou seja: cuide da saúde para depois destruí-la! O mundo está perdido e faz de conta que não. Tenta normalizar o anormal, tornar sã a insanidade. Promove o “sim” para a transgressão e o pecado e depois tem que dizer que “não é não”. Os seres humanos continuam cavando o fundo do poço; vivem na escuridão moral desse buraco em que se colocaram e fingem que nada e nada. Depois resta apenas o gosto amargo por ter dito “sim” quando devia ter dito “não” e vice-versa, dependendo do contexto.

Paradoxo mesmo é o das feministas militantes. Em outra matéria, também publicada pelo Portal UOL, é dito que “nos blocos de rua pelo Brasil, mulheres deixam seus seios gritarem pela liberdade. Sejam eles pequenos, grandes, firmes ou não. Bonitos ou feios? Quem os define? Aliás, elas também querem se livrar do padrão de beleza imposto pela sociedade. ‘Nossa luta abrange várias demandas. Uma das motivações é o protagonismo feminino no cenário musical, onde não temos a mesma visibilidade que os homens’, diz Nara Torres, idealizadora da fanfarra Sagrada Profana, de Profana, de Belo Horizonte, onde muitas mulheres saem com os seios à mostra.”

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Entre outras sandices desse discurso pronto alicerçado nos fundamentos profanos do marxismo, é interessante ela falar de protagonismo musical… Uma das “cantoras” destaque neste país bagunçado foi justamente um homem: Pabllo Vittar. Aliás, segundo a revista Época desta semana, eles são as novas “divas do Carnaval”. Nos últimos anos, de fato, as mulheres fizeram grandes conquistas (nem sempre protagonizadas pelas feministas, diga-se de passagem) que compensaram em parte as injustiças promovidas pelo pensamento e pela prática machistas. Mas a que ponto chegamos? Uma das melhores “cantoras” do ano é homem. A melhor atleta de vôlei é homem. No futebol feminino tem homem. Até a capa da revista Playboy da Alemanha traz um homem! E onde estão as feministas para vociferar contra tudo isso? Mostrando os peitos na avenida. Quebrando os “padrões de beleza” por causa dos quais homens travestidos têm-se destacado e lhes roubado o lugar, exatamente no campo que historicamente sempre foi delas: o da beleza, da sensualidade, da delicadeza e da feminilidade.

Como me disse o amigo Marco Dourado, “a fase da perversão, antecedida pela fase de subversão, já passou – estamos agora na fase da inversão, quando a psiquê do homem comum é destruída ao ser ele coagido midiática e legalmente a apreender a realidade não pelo que percebe, mas pelo que o obrigam a aceitar como normal. Nem mesmo os escravos da Antiguidade foram submetidos a tamanha crueldade”.

Diga-me se este mundo não está uma bagunça! Precisamos urgentemente da intervenção do Alto! Para Deus eu digo “sim”!

Michelson Borges

A vida sexual das garotas nos EUA: violência e banalização

pie2Matéria publicada no blog Página Cinco, de Rodrigo Casarin (hospedado no Portal UOL), pinta o triste panorama da vida sexual das garotas norte-americanas numa época pós-liberação sexual e de luta pelos direitos femininos (leia aqui). O autor faz uma resenha do livro Garotas e Sexo, da jornalista e escritora Peggy Orenstein, e começa citando uma reportagem do New York Times segundo a qual estudantes do sexto ano estão, basicamente, tratando o sexo oral como um aperto de mão feito com a boca. De acordo com um psicólogo infantil de Long Island citado na matéria, garotas daquela idade lhe disseram que tinham a expectativa de esperar até o casamento para ter relações sexuais, embora já tivessem feito sexo oral cinquenta ou sessenta vezes. “Para elas, é como um beijo de boa noite”, disse ele.

No livro, Orenstein fala, por exemplo, da chamada “festa do arco-íris”, em que garotas que mal saíram da fase das Barbies passam diferentes tonalidades de batom e depois fazem sexo oral em grupos de garotos por vez, deixando para trás um “arco-íris” de maquiagem em cada pênis.

A autora apresenta outro dado alarmante: “Todas as garotas com quem eu conversei, todas as garotas – independentemente de classe social, etnia ou orientação sexual, independentemente do que veste e de sua aparência ­– foram assediadas no ensino fundamental ou médio, na universidade ou, muitas vezes, nos três.”

Para as meninas, a situação sempre é pior, porque, além de serem expostas à violência sexual, o prazer parece não lhes pertencer em nenhum momento, como evidencia uma entrevistada de Orenstein: “É sempre a mesma sequência implícita. Vocês se beijam longamente, ele passa a mão em você, você faz sexo oral nele e pronto. Acho que as garotas não são ensinadas a expressar suas vontades. Somos essas doces criaturas que aprendem apenas a agradar.”

Segundo a autora, a origem do problema está na exposição constante e permanente das garotas à hipersexualização. De tão presente em tudo o que as cerca, o erotismo explícito acaba por parecer algo normal, natural. “Sejam elas atletas, artistas, cientistas, musicistas, apresentadoras de TV ou políticas, elas aprendem que devem, como mulheres, projetar sex appeal antes de mais nada.”

garotasPara ela, as musas do pop contribuem muito para reforçar essa cultura de objetificação da mulher, por mais que muitas vezes vendam – a cifras exorbitantes – um discurso de bem resolvidas sexualmente, empoderadas e libertas de qualquer pressão social. “Mulheres jovens crescem em uma cultura mercantilizada saturada de pornografia e centrada na imagem, na qual o ‘empoderamento’ é apenas um sentimento, o consumo prevalece sobre a conexão, ser ‘gostosa’ é um imperativo, a fama é a principal conquista e a maneira mais rápida de uma mulher ter sucesso é servir-se de seu corpo antes que alguém o faça.”

Nota: Obviamente que nos anos anteriores à dita “revolução sexual” ocorriam abusos e a mulher sofria com a pouca compreensão de sua sexualidade. Mas, pelo menos, o casamento era valorizado e a virgindade ainda era algo a ser preservado. De certa forma, o matrimônio era uma proteção para as mulheres – e, quando elas tinham a “sorte” de casar com um bom homem, que as protegia e honrava, tudo era bênção. Os tempos mudaram e o que trouxeram de bom para homens e mulheres? Doenças sexualmente transmissíveis em números alarmantes (25% dos jovens têm algum tipo de DST), número igualmente crescente de casos de gravidez na adolescência, depressão causada pelo sexo sem compromisso e meninas se sentindo usadas, ainda que projetem a imagem de “liberadas” e “desencanadas”. Muitos se esquecem de que contatos íntimos como a felação, sexo anal e carícias íntimas caracterizam ato sexual e causam o mesmo efeito no cérebro no sentido de liberar ocitocina e vasopressina e promover intimidade, que será depois quebrada com sofrimento, ainda que não admitido (o livro Hooked explica bem esse mecanismo pouco conhecido). É bom ver uma autora secular falando de sexo a partir de uma perspectiva antes abordada quase que exclusivamente por autores e educadores cristãos. A Bíblia apresenta o sexo como uma bênção de Deus, criado por Ele para ser desfrutado no momento certo (maturidade), no contexto certo (casamento) e com a pessoa certa (cônjuge). Fora disso é só tristeza, frustração e doença. Os números e a realidade estão mostrando isso. Mas quem terá coragem de ir contra a indústria cultural que glamouriza funkeiras rebolativas, músicas de caráter sexual, comédias “românticas” que fazem apologia do sexo casual e a nudez escancarada em momentos como o carnaval e outros? Bem, quem for inteligente e quiser desfrutar de prazer e felicidade verdadeiros, terá coragem de nadar contra a correnteza, e perceberá que vale a pena. [MB]

Leia também: “Sexo fora de contexto” e “Sexo: a verdade nua e crua”

Homens são homens, mulheres são mulheres, e o esporte está mostrando isso

Por mais que os ideólogos de gênero esperneiem, uma coisa é certa: biologia não tem ideologia. Jogadoras de vôlei estão se manifestando contra a participação de homens transgêneros na modalidade feminina do esporte. O que é óbvio, afinal, durante a puberdade essas pessoas sofreram a ação da testosterona e tiveram o corpo preparado para ser homens (conforme destacou a ex-jogadora Ana Paula, neste texto). A jogadora Tandara (veja o vídeo acima) foi outra que teve coragem de ir contra o “politicamente correto” para destacar o óbvio: um homem sempre terá vantagens sobre as mulheres em termos de força e em outros quesitos, por mais que tenha se submetido a cirurgias e a tratamentos hormonais. Genética e estruturalmente essa pessoa sempre será homem.

O cúmulo do absurdo ocorre em lutas como o UFC (que por si só já são absurdas…). Homens estão batendo em mulheres no octógono, como é o caso do lutador transgênero Fallon Fox (confira). E ai de quem se atrever a denunciar o óbvio, como aconteceu com o lutador que foi suspenso por ter criticado Fallon e a participação de transgêneros na modalidade feminina do “esporte” (perdoe-me as aspas, é que não consigo considerar esporte uma prática que consiste em machucar e arrancar sangue de outro ser humano, para delírio de uma plateia ensandecida). Homem bater em mulher pode. Denunciar isso, não.

São os paradoxos dos tempos modernos em que as balizas morais foram derrubadas e o relativismo tomou conta da sociedade. Cada vez fica mais difícil segurar os abusos e impedir a normalização do anormal. Por exemplo: Incesto é errado? Conforme já falei em outra postagem, ainda há quem se oponha a isso, mas a TV tem dado um jeito de mudar a opinião pública, como já fez no caso do beijo gay – criticado na primeira vez em que foi exibido em uma novela e elogiado na última. Em breve o incesto também será aceito, e em seguida talvez a zoofilia e a pedofilia. Tudo é uma questão de “formatação” da opinião de uma sociedade que não tem mais freios nem parâmetros.

Tempos difíceis, tempos confusos em um mundo torto. [MB]