Transgênero fora do mundial feminino de handebol por veto das companheiras

1A jogadora australiana de handebol Hannah Mouncey, que em 2013 competiu na equipe masculina com o nome de Callum, denuncia veto das jogadoras. A federação está estudando o caso. Em janeiro de 2013, a equipe australiana de handebol foi “atropelada” pela Espanha numa derrota com contornos de humilhação e resultado final de 11-51. Na equipe estreava um novo goleador australiano, Callum Mouncey, uma fortaleza de 23 anos, 100 quilos, cabelo loiro e 1,90 metro, que nesse jogo se destacou marcando quatro gols pelos “aussies”. Mas ninguém podia imaginar a história por trás do jogador e, sobretudo, o que estava por vir: agora chamada Hannah Mouncey, ela [sic] é uma atleta transexual e pretendia disputar o Mundial feminino que começou no fim de semana passado no Japão, seis anos depois de competir na categoria masculina.

Ela [sic] estava convencida de que seria selecionada, mas no último minuto seu nome não surgiu na convocatória. Hannah quis saber por que e descobriu que as companheiras de equipe tinham vetado seu nome e rejeitam sua presença nos vestiários e chuveiros femininos. A história é contada na edição desta quinta-feira do jornal espanhol El País.

A Federação Australiana de Handebol nega que a discriminação sexual seja o motivo da exclusão de Hannah, mas um tribunal da federação está analisando o caso.

Vários comentaristas dizem que, na verdade, se a Austrália está competindo no Mundial, isso se deve aos gols de Hannah Mouncey – logo na estreia pela equipe feminina, na fase de acesso há um ano, ela marcou 23 gols em seis jogos, gols fundamentais para o apuramento. No entanto, ela confessa que sua integração no dia a dia da equipe foi difícil e cheia de atritos.

“Nunca me senti parte do grupo. Conversei com a treinadora muitas vezes e ela me dizia que era a melhor pivô da equipe”, revela Hannah citada pelo El País. Mas depois de ter visto seu nome na lista das 16 eleitas, vem agora acusar um grupo de jogadoras de boicotarem sua presença no Mundial.

“Parece que meia-dúzia de jogadoras reclamaram que não queriam que eu usasse os mesmos vestiários e chuveiros que elas”, denuncia Hannah Mouncey. “A razão oficial que deram para minha exclusão foi uma suposta má forma, mas a própria treinadora reconheceu que esse não era o motivo real”, diz Hannah, que continua a fazer tratamento hormonal devido à mudança de sexo. “Eu passei em todos os testes físicos.”

Embora a convivência com as colegas fosse complicada, em campo Hannah mostrava sua superioridade. “Em agosto, houve um jogo amigável e eu concordei com a treinadora em ficar fora da equipe porque estávamos preocupadas que as outras seleções pudessem protestar e complicar o apuramento para o Mundial. Mas até àquela altura eu fazia parte de todas as convocatórias”, esclarece a atleta [sic] que revelou nunca ter tido qualquer problema desse tipo no seu clube, o Melbourne.

A Federação australiana já veio dizer que a exclusão de Hannah Mouncey nada teve a ver com discriminação sexual. “Existe um comitê de seleção e posso confirmar, como presidente desse órgão, que essa alegada questão dos chuveiros não fez parte das discussões”, admitiu Bronwyn Thompson, secretário-geral da Federação, que recusa dar mais pormenores devido à “confidencialidade das reuniões”. Confirma, ainda assim, que o caso está sendo analisado por um tribunal da entidade, mas não deu mais informações.

“Escrevi um email à Hannah quando vi um tweet dela depois de a lista de jogadoras convocadas para o Mundial ter sido conhecida, mas ela não me respondeu. Ela podia ter feito uma reclamação e não o fez”, disse ainda o secretário-geral da Federação.

“Eu não sabia que podia apelar”, reconhece a jogadora [sic]. “Mas para quê? Quem quer fazer parte de uma equipe que não te aceita como és?”, pergunta a atleta.

2Hannah Mouncey, agora com 30 anos [e na foto ao lado como era há alguns anos], admite que demorou muito tempo para aceitar que era diferente dos outros. “Tinha medo. Admiro muito os jovens que não se importam com o que as pessoas pensam deles”, diz na sua entrevista ao jornal El País.

Ela [sic] só deu o grande passo quando já tinha 24 anos. “Comecei o tratamento hormonal em 2015, quando voltei do torneio masculino pré-olímpico no Catar. E, honestamente, eu não deveria ter ido, não estava bem mentalmente “, confessa agora.

Por causa da medicação, a jogadora [sic] esteve sem competir durante um ano. Mas depois dessa paralisação e sob tratamento de estrogênio, ele pôde voltar à competição, mas agora pela equipe de sexo feminino. “Como perdi testosterona, estou mais lenta, menos resistente e tenho menos força nas pernas”, diz.

Mas isso não a [sic] impediu de estrear pela seleção nacional na qualificação para o Mundial, há um ano. Faria depois mais seis jogos e 23 gols e todos achavam que iria ao Mundial do Japão, mas acabou por ficar em terra à última hora. Agora, sobram-lhe perguntas para as quais não tem resposta.

(JN)

Nota: Vire o mundo ao contrário. Depois queixe-se de quem insiste em mantê-lo direito.

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A moda sexy empodera ou coisifica?

beyonceALERTA! Discordo de muitas coisas ditas no artigo abaixo, mas creio que ele serve de reflexão sobre o problema dos extremos e do abandono do conceito de modéstia cristã [MB]

Tangas minúsculas, vestidos de macramê, tops mínimos, unhas quilométricas, cílios postiços… Tendências que há meses enchem as ruas e as contas de Instagram de adolescentes e jovens e que são mais globais, públicas e midiáticas do que nunca: podem ser símbolos do empoderamento das mulheres? Qualquer escolha de uma mulher é feminista? Essa decisão é realmente livre? O debate está aberto e tem algo de geracional. Diante de uma ampla corrente de feministas que viveram a agitação do movimento durante as últimas décadas e que pensam que a moda sexy coisifica, um grupo menor, mas crescente, defende que a mulher têm o poder exclusivo de sexualizar sua pele, se assim o desejar, e que isso a empodera. É muito fácil encontrar exemplos que foram objeto de discussão: a roupa da apresentadora Cristina Pedroche nas campanadas da véspera de ano-novo, o topless da atriz feminista Emma Watson na estreia de “A Bela e a Fera”, a maneira de vestir de Beyoncé e suas bailarinas…

A hipersexualização do corpo feminino se generalizou a partir dos anos sessenta, com o neoliberalismo e uma revolução sexual que, com o tempo, o feminismo criticou por não ser uma revolução. O que significaria uma ruptura com os papéis sociais e a moralidade dos relacionamentos acabou sendo uma transição de donas de casa a capas de revistas e coxas e seios reluzentes na publicidade. A socióloga Rosalind Gill contou em Cultura e Subjetividade em Tempos Neoliberais e Pós-feministas como nos anos noventa percebeu o nascimento de uma nova figura para vender: a de uma mulher jovem, atraente e heterossexual que “joga consciente e deliberadamente com seu poder sexual, sempre disponível para o sexo”.

Nessa dupla face da liberdade de construção de gênero, Gill diz que as jovens são encorajadas com o discurso do “poder feminino”, enquanto seus corpos são “reinscritos poderosamente como objetos sexuais”. Por um lado, são apresentadas como sujeitos sociais ativos que desejam. Por outro lado, estão sujeitas a um “nível sem precedentes de escrutínio e vigilância hostil”. A filósofa Alicia Puleo chama essa era de “patriarcado de consentimento”. Se as donas de casa existiam antes em um sistema que fomentava a coerção, a repressão à sexualidade, o ocultamento, agora “não se manipula tanto a proibição quanto o incentivo e o incitamento a determinados comportamentos, à produção de desejo”.

Se vende como empoderamento aquilo que sustenta e afirma a feminilidade normativa mais tradicional e patriarcal, aponta Rosa Cobo, escritora e professora de Sociologia de Gênero. A moda, enfatiza, é um dos canais através dos quais o patriarcado, que até meados do século 20 disse às mulheres para se cobrirem bem, agora pede o contrário (despir-se, raspar o púbis, usar salto alto…). “Não existem tangas feministas ou vestidos feministas”, acrescenta a filósofa Ana de Miguel. “O feminismo não é um rótulo, nem a roupa é feminista. O feminismo é usar a cabeça para pensar; neste caso, para pensar o que querem me vender.” E como. E por quê.

Ana de Miguel recorda uma aula de filosofia social em 2005, na qual viu suas alunas iguais: “Tinham cabelos muito longos e lisos. Perguntei a elas por que e me responderam que era o que tinham escolhido, que era sua particularidade, que gostavam, cada uma delas, em particular.” Dessa aula ficou a máxima de que, dada a diversidade humana, quando tantas pessoas tomam a mesma decisão essa escolha não responde a uma ação totalmente livre, mas a algum tipo de pressão mais ou menos explícita.

Como discernir entre liberdade e imposição por construto social? Segundo a filósofa Puleo, escolhendo qual modelo é melhor para nossa liberdade e o que a restringe: “O corpo, como o feminismo demonstrou, é construído. O problema é que as condições materiais às quais este se submete também determinam os estados de consciência. E isso nos transforma em um corpo que vive apenas para o olhar do outro.”

Em 1998, Barbara Lee Fredrickson, professora de Psicologia da Universidade da Carolina do Norte, pediu a alguns estudantes que entrassem em um vestiário, colocassem um pulôver ou um maiô de banho e, durante dez minutos, fizessem uma prova de matemática. As moças que fizeram isso em trajes de banho tiveram resultados significativamente piores do que aquelas que usavam pulôveres. Nos rapazes não houve diferença. A Associação Americana de Psicologia acolheu esse estudo e concluiu que a sexualização e a objetivação das meninas solapam a confiança e o conforto com o próprio corpo, o que acarreta consequências emocionais negativas, como vergonha ou ansiedade.

Duas décadas depois, o cânone de beleza patriarcal foi sendo alimentando e transformado em negócio, enfatiza a socióloga Rosa Cobo: lojas de unhas, academias de ginástica, determinadas revistas… O capitalismo, aponta, tem uma “extraordinária capacidade” de, a partir da ideia da liberdade individual, monetizar a feminilidade “exaltada”. Ela está surpresa: “Nunca pensei que toda a luta feminista do século 20 pudesse desembocar aqui.”

Um aqui que, resume a filósofa Ana de Miguel, é de coisificação e dissociação. Se o pensamento cartesiano deu aos homens a mente e às mulheres o corpo e a emoção, o que as levou a ser “meras reprodutoras, cuidadoras e objetos sexuais”, hoje se reformulam as estratégias para manter em vigor o patriarcado de consentimento. “A liberdade de escolha é usada como exploração. A mensagem é que seu corpo é seu melhor recurso, sua mercadoria”, opina. Afirma que as jovens recebem a mensagem de que não conseguirão o emprego nem o salário que desejam, e de que a liberdade ao alcance é escolher o tamanho das unhas e das roupas íntimas. “Vendem como liberdade uma mensagem neoliberal: não há limites para o que se pode comprar ou vender.” Inclusive o corpo. Principalmente o delas. “A liberdade de escolha só pode se dar em uma sociedade igualitária. E é claro que não é esta.”

Do outro lado estão vozes como a da modelo Emily Ratajkowski, abertamente feminista, que apareceu seminua no videoclipe da canção Blurred Lines e argumenta que sabe que está “jogando em uma sociedade patriarcal” e “capitalizando sua sensualidade” por opção. Essa forma de ver o corpo é compartilhada, com mais ou menos fundamento, por cantoras, atrizes, escritoras ou ativistas. O movimento Femen devolve conteúdo político a algo tão sexualizado quanto os seios – assim como fez a cantora e compositora chilena Mon Laferte na última cerimônia do Grammy Latino. O movimento “Free the Nipple” combate a censura aos mamilos femininos nas redes sociais. Publicações independentes como a revista Salty têm capas sugestivas com mulheres fora do cânone de beleza ocidental.

Nessa linha poderia entrar Polly Vernon, autora do livro Hot Feminist (2015). Ela não acredita que as imagens com as quais somos bombardeados sejam, por definição, prejudiciais: lembra que cresceu rodeada pela primeira geração de supermodelos e que pensava: “Elas são incríveis”, mas não se odiava por não ser como elas. “Algo aconteceu nessas décadas para que as mulheres se sintam cada vez mais desconfortáveis ao olhar para outras mulheres muito bonitas. É uma pena.” Em sua opinião, ensinar as adolescentes que a sensualidade as transforma em vítimas automáticas é “uma das mensagens mais desencorajadoras e prejudiciais da era moderna”.

(El País)

Nota: De certa forma, essa busca da liberdade que parece ter tirado as mulheres de uma prisão e as levado para outra se assemelha ao fenômeno dos transexuais que estão invadindo o esporte feminino causando revolta. Buscou-se tanto a liberdade de forma quase irrestrita, que agora não se sabe o que fazer com ela… [MB]

Mulher de pastor posa nua com dois homens recém-casados

Após publicar fotos ousadas em que aparece completamente nua ao lado de um casal gay [sic], Simone Poncio, mãe de Saulo e Sarah Poncio, foi reprovada nas redes sociais. Pastora e esposa de Márcio Poncio, vice-presidente da Igreja Pentecostal Anabatista, Simone precisou lidar com críticas. “Essa é mulher de pastor?”, “A Bíblia fala de tudo, inclusive de falsos profetas”, “É um pouco estranho a senhora postar foto nua. Tá, o corpo é seu, mas tá estranho” e “Alguém me explica o porquê das fotos?”, foram algumas das reações. Na publicação, porém, Simone justificou a atitude. “O quê? Pode isso, Arnaldo? Sim, a regra é clara. E qual é a regra? Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: amarás o teu próximo como a ti mesmo”, começou. “Mas, peraí… quem é o meu próximo? Já fizeram essa pergunta pra Jesus e Ele respondeu lindamente (Lucas 10:25-37). Então, meus amores Geraldo e Hugo, eu amo vocês e nem a religião, nem as regras serão maiores do que o amor que eu sinto por vocês. Abro mão de tudo isso. Quero aprender cada vez mais com Jesus esse lindo ensinamento”, escreveu.

Nesta quarta-feira (20/11/2019), Márcio realizou o primeiro casamento gay de sua igreja. Pelas redes sociais, ele, que é pastor, se mostrou feliz por celebrar uma união homoafetiva. “Hoje terei a honra de celebrar o primeiro casamento entre duas pessoas do mesmo sexo na minha vida. Estou muito feliz, me sinto honrado, me sinto em paz”, declarou Márcio no Instagram, mais cedo.

Momentos após a celebração, Simone Poncio atualizou seu perfil nas redes sociais com cliques sensuais. Neles, ela surge completamente nua ao lado dos recém-casados. “Que dia tão especial! Que casamento! Já está de tirar o fôlego”, escreveu ela. Em um dos cliques, Simone aparece vestida de branco, abençoando o casal, que é amigo da família.

(Metrópoles)

Nota do humorista cristão Jonathan Nemer: “Muitas pessoas comentando e repercutindo esse ensaio fotográfico… Se trata da Simone Poncio, esposa do pastor da Igreja Pentecostal Anabatista da Barra, no RJ. Ela postou uma sequência de fotos, digamos, ousadas, para celebrar que sua igreja faria o primeiro casamento gay [sic]. A repercussão era previsível e alcançou o resultado desejado. ‘Igreja evangélica fazendo casamento gay? Como assim?’ ‘A esposa do pastor fazendo fotos pelada? Whatahell?’ Na verdade essas coisas não deveriam nos surpreender, pois a Palavra já nos alertava para o fim dos tempos. Vez ou outra aparecerão igrejas católicas e evangélicas celebrando casamento gay [sic], praticando coisas que vão contra a Palavra. Nossa parte? Nos entristecermos (pois a partir do dia que não nos entristecermos teremos perdido a sensibilidade) e orar. Orar para que o Espírito Santo convença do pecado… Orar para que as escamas caiam dos olhos… Orar para que o Senhor livre as pessoas do engano do falso evangelho… Orar para que as pessoas conheçam a Palavra e interpretem a mesma como um todo, e não em trechos isolados fora do contexto. Sigamos, pois, fazendo nossa parte… Pregando o evangelho genuíno, que diz para matarmos nossa carne, lutarmos contra o pecado, não nos conformarmos com este mundo… Que o nosso maldito EU desapareça e que o Senhor cresça em nossas vidas. Abaixemos nossos dedos de julgamento, e ergamos nossas vozes em oração.”

Nota MB: O relativismo e a desconsideração dos valores e princípios bíblicos têm criado muitas distorções no meio cristão. Se cristãos já relativizavam o dia de guarda, por exemplo, afirmando equivocadamente que o dia sagrado do sábado passou a ser o domingo, relativizar a outra instituição edênica (o casamento) seria uma questão de tempo. Deus estabeleceu o sábado do sétimo dia como memorial da criação realizada em uma semana literal. O casamento heteromonogâmico, assim como o sábado, foi criado antes do pecado e celebrado lá no Éden, pelo próprio Deus. Ao unir Adão e sua esposa Eva pelos laços sagrados do matrimônio, o Criador estava estabelecendo a norma para a humanidade; o tipo de relação que possibilitaria a continuidade da espécie humana sobre a Terra. Deus é o Criador e dotou homem e mulher da capacidade procriadora – iguais, mas diferentes, e por isso mesmo complementares.

O primeiro capítulo da Bíblia apresenta o padrão divino para vários aspectos da vida, incluindo, como já disse, o casamento. Por isso interessa tanto a Satanás atacar o criacionismo e fazer parecer que o relato da criação se trata apenas de um mito, uma alegoria, história da carochinha. Espalhando esse engano relativista entre os cristãos, o inimigo de Deus conseguiu desfigurar o alicerce de muitas doutrinas, entre elas o sábado e o casamento. É justamente por causa desse afastamento da crença na normatividade bíblica que temos visto cristãos darem as costas para textos tão claros como estes:

“Não descobrirás a nudez de teu pai e de tua mãe: ela é tua mãe; não descobrirás a sua nudez. Não descobrirás a nudez da mulher de teu pai; é nudez de teu pai” (Levítico 18:7, 8).

“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é” (Levítico 18:22).

“Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro” (Romanos 1:26, 27).

Quanto mais a vontade humana se sobrepõe à Palavra de Deus, mais coisas estranhas serão vistas, afinal, “Deus nos fez simples e direitos, mas nós complicamos tudo” (Eclesiastes 7:29). [MB]

Transgênero vence mundial de ciclismo feminino e diz que queixas vêm de “perdedoras”

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A ciclista Rachel McKinnon, um homem biológico que se apresenta como mulher, venceu o campeonato mundial feminino no sábado e estabeleceu um recorde mundial feminino no evento classificatório. McKinnon, professor de filosofia canadense no College of Charleston, venceu o mesmo evento em 2018. Em uma entrevista na sexta-feira (18) ao Sky News, McKinnon disse que as tentativas de nivelar o campo de atuação do esporte feminino discriminando atletas transgêneros equivalem a “negar seus direitos humanos”. “Todos os meus registros médicos dizem que sou mulher”, disse McKinnon. “Meu médico me trata como uma mulher, minha licença de corrida diz que sou uma mulher, mas as pessoas que se opõem à minha existência ainda querem pensar em mim como homem… Então, se queremos dizer que acredito que você é uma mulher para toda a sociedade, exceto por essa parte central que é o esporte, isso não é justo.”

Victoria Hood, ex-campeã de ciclismo e gerente de uma equipe britânica de ciclismo feminina, desafiou McKinnon, dizendo à Sky que “não é complicado, a ciência está lá e diz que é injusto. O corpo masculino, que passou pela puberdade masculina, ainda mantém sua vantagem, que não desaparece. Eu tenho simpatia por eles. Eles têm o direito de praticar esportes, mas não o direito de entrar em qualquer categoria que desejarem.”

No sábado, McKinnon divulgou um comunicado à imprensa denunciando Hood por ter “um medo irracional de mulheres trans”.

Após a vitória, McKinnon foi ao Twitter para desafiar os críticos.

No domingo, McKinnon twittou: “Ainda não encontrei uma verdadeira campeã que tenha problema com mulheres trans. Campeões de verdade querem uma concorrência mais forte. Se você vencer porque o fanatismo proibiu sua concorrência… você é uma perdedora.”

(Gazeta do Povo)

Comentário da jornalista Débora Carvalho: “Não é quem acha injusto um transgênero praticar esportes competindo contra mulheres biológicas que não aceita a existência das transgênero. Elas é que não aceitaram sua condição. Ok. Aceitar que você não aceita sua condição e quer mudar, respeitar seu direito de escolha, ok. Mas não dá para aceitar nem respeitar o argumento de que as perdedoras do esporte feminino é que reclamam de ter um homem biológico competindo contra elas. Não dá pra aceitar nem respeitar a seguinte frase: ‘As mulheres vencedoras querem um adversário mais forte!’ Essa frase derrubou toda a argumentação mimizenta anterior. Uma contradição incoerente, inconsistente e 100% relevante dentro do seu contexto. Não se pode ter tudo.

“Que seja feita uma categoria esportiva para transgêneros, ou que seja feita uma categoria mista para homens biológicos e ‘mulheres trans’. O que é justo, é justo. E não se pode fingir que o determinismo biológico não existe. A biologia é real e não tem como fazer de conta que ela não está aqui. Você pode até lutar contra ela, fazer cirurgias, ter aparência oposta à sua biologia, mas não tem como alterar seu DNA. Pode mudar os documentos, ser tratado como deseja na sociedade… Mas quando se trata de competição regulamentada, não venha com essa de que quem reclama competir contra ‘homem’ está errado. Cada coisa em seu lugar. Tenha respeito pela categoria e seja justo e honesto com a categoria. É impossível fugir totalmente do determinismo biológico. Isso é um fato irrefutável e inemimizável.

“Quanto à pessoa desonesta em questão, pode até ter arrancado as partes, mas o joelho continua sendo de homem, as coxas e o tórax também. Eu diria que até mesmo a cara não tá muito feminina, não, mesmo com o cabelo pintado de vermelho.

“Qual é a mulher esportista que literalmente, de fato e de verdade, deseja competir contra homens? Não duvido que existam tais valentes mulheres. No entanto, não é uma categoria regulamentada. Esporte é regulamento. Sem regras de categoria não há esporte. Não podemos deixar que ‘mulheres trans’ acabem com o esporte feminino!”

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Enquanto isso, entre os héteros das HQs…

asa noturnaFaz muitos anos que não acompanho o universo dos quadrinhos de super-heróis (HQs). Na verdade, desde a minha adolescência, quando descobri literatura muito superior e me desfiz de uma coleção de mais de dois mil gibis. Só que na semana passada as HQs ficaram em evidência graças à decisão do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, de mandar recolher da Bienal do Rio uma Graphic Novel da Marvel que trazia a ilustração de um beijo entre dois homens. Graças a essa atitude anticonstitucional, as vendas explodiram e até alguns oportunistas como o youtuber Filipe Neto se aproveitaram para marcar pontos com o público LGBT. Filipe comprou e distribuiu gratuitamente milhares de livros com temática homossexual (logo ele que, anos atrás, gravou vídeo em que trata os homossexuais em tons pejorativos…). Tudo pelos like$.

Conforme mostrei neste vídeo, o homossexualismo está presente nas páginas de HQs da Marvel e da DC faz anos. Essa HQ alvo da polêmica é até “light” perto do que já se publicou. E a censura do bispo Crivella foi um verdadeiro tiro no pé, que acabou promovendo o que ele queria censurar.

Ocorre que a decadência moral é fato observável em todas as mídias, e vou dar só mais um exemplo, também dos quadrinhos, envolvendo três héteros: os personagens Asa Noturna (ex-Robin), a Batgirl e a alienígena Estelar. Batgirl e Asa Noturna têm um longo histórico de romance, mas nunca chegaram a formalizar um relacionamento mais sério, mais ou menos o que acontece há anos entre o Batman e a Mulher-Gato.

Em Batgirl número 25, Dick Grayson e Bárbara Gordon (o Asa Noturna e a Batgirl) são vistos na cama de um hotel, dizem que se amam, mas o romance acaba tendo fim (e ninguém mandou recolher essa edição…).

estelarGrayson também manteve por muitos anos um relacionamento amoroso com Estelar e chegaram a marcar o casamento. Só que, uma noite antes da cerimônia, voltou a dormir com Bárbara e chegou a convidá-la para assistir ao enlace matrimonial com a alienígena traída. Cadê a patrulha da moral para mandar recolher também essa baixaria?

E aí? O que achou do enredo? Se Crivella soubesse dessas coisas, tentaria fechar a DC Comics! Não tem jeito. A decadência moral deste mundo foi anunciada e só tende a piorar. Cabe a nós vivermos no mundo sem ser dele nem promover suas indecências. Cabe a nós sermos puros em um mundo impuro, balizados por textos bíblicos como Romanos 12:2 e Filipenses 4:8.

Michelson Borges

Nota: A amiga de um amigo meu contou que no domingo foi à Bienal e havia palestras para crianças sobre homossexualismo, viu “casais” de homens circulando abraçados pelo local e aos beijos, e tinha por todo canto publicidade da história em quadrinhos que o Crivella tentou proibir. Não contente com o “clima” ideologizado, ela voltou para casa.

Desabafo de uma brasileira na Espanha

bandeiraEstava lendo sua postagem “A moça de vestido curto e nossa imagem ‘lá fora’”. Moro na Espanha há quase 15 anos, onde trabalho e estudo. Como aqui é um país em que existem muitos imigrantes de todas as partes, temos contato com várias culturas e gosto de saber a opinião dessas pessoas sobre o Brasil e o que conhecem do nosso país. A grande maioria só fala em samba, futebol, pobreza, favelas, e alguns homens quando sabem que sou brasileira, pensam que já podem chegar “atacando” porque “somos mulheres fáceis”. Fico indignada com isso! Quando veem que sou diferente, então mudam o discurso e me tratam com respeito. São poucas as pessoas que destacam o que o Brasil tem de bom, como os lugares, as regiões, a cultura, etc., pois não conhecem muito além do que citei acima. Os que falam bem são aqueles que de alguma forma tiveram contato com um brasileiro ou estiveram como turista no país, porque o marketing do Brasil é pobre, sob meu ponto de vista.

Não gosto de generalizar, pois sempre há exceções, mas o que se nota quando está aqui é que o conceito de muitos a respeito das brasileiras (me refiro não apenas à Espanha, mas à Europa) é de que a maioria é prostituta. O mal disso é que até provar que não somos objetos de prazer, que temos conteúdo, que somos pessoas que também têm pudor, custa bastante e sofremos às vezes com preconceitos. Algumas pessoas nos julgam antes de nos conhecer, generalizam.

Quem estuda e não o faz em tempo integral, pode trabalhar algumas horas, se quiser, só que muitas vezes não consegue atuar na área. Então alguns buscam trabalhos do tipo cuidar de crianças ou cuidar de pessoas idosas (que é o meu caso). Lembro-me da primeira vez que me ofereci para cuidar de uma criança e praticamente fiz toda a entrevista com a mãe do bebê por telefone. Ela simpatizou muito comigo; queria me conhecer pessoalmente e talvez perguntar mais algumas coisas. Disse que seguramente me contrataria. Sou adventista desde pequena, fui bem vestida, mas quando, ao conversar com a mulher, ela descobriu que sou brasileira, ela inventou uma desculpa esfarrapada e disse que não ia precisar mais.

Outra amiga passou pela mesma situação e explicou à atual chefe dela o que havia passado, e a senhora lhe disse: “É porque ninguém gosta de contratar brasileira, porque ela tem fama de ser mulher fácil, insinuante, e ninguém quer perder o marido pra uma dessas, já que os homens europeus têm principalmente as brasileiras como referência quando querem apenas ‘curtir’ e ter uns momentos de prazer.” Isso é lamentável.

Infelizmente, a culpa é nossa mesmo, pelo que você comentou na sua postagem: “Esse é o cartão-postal que apresentamos aos turistas”, corpos semi-desnudos, futebol e favelas. Estou há bastante tempo aqui e é muito raro passar uma notícia do Brasil nos telejornais, e quando passa algo é sobre as matanças descontroladas nas favelas do Rio e São Paulo, guerras entre os policiais e traficantes, inundações, miséria, etc.

Quando fazem festas brasileiras aqui, além do samba, também ensinam danças “superculturais”. Outro dia um espanhol me mostrou vídeos no YouTube com mulheres brasileiras dançando funk. Essa é uma das imagens deprimentes que esse espanhol vai ter do Brasil e passar às demais pessoas que perguntarem alguma coisa a respeito.

Enquanto muitas mulheres aderem a esse tipo de comportamento ou danças e enchem o peito pensando que são as “boas”, que isso é algo positivo e motivo de orgulho, no fundo não passam de um simples pedaço de carne que serve para saciar o prazer de alguns e depois serem descartadas como nada.

Hoje vendo essas coisas de fora do Brasil, confesso que às vezes tenho vergonha desse comportamento de muitas compatriotas, e a mídia abusa disso: “mulher melancia”, mulher sei-lá-o-quê – enquanto as pessoas de fora estão dizendo: “Que insignificância!” E, claro, essa também é a opinião dos homens que as usam como objeto, pois nunca levariam uma mulher dessa a sério para se relacionarem, salvo se ele estiverem no mesmo nível.

Eliana Freitas, da Espanha

Suicidar-se vira “solução” para sair da crise na Venezuela

venezuelaA crise econômica e política que atinge a Venezuela tem provocado estragos em vários âmbitos da sociedade. O país, que sofre de uma inflação galopante, violência nas ruas e pobreza extrema, vem registrando os maiores números de suicídio do continente americano. Desde o ano passado, com o agravamento da crise, a Venezuela enfrenta uma alta nos índices de suicídio. O número de pessoas que tiraram a própria vida quadruplicou nos últimos quinze anos e o fenômeno vem se acelerando. Quase 800 casos foram registrados apenas na capital Caracas em 2018. “A cada semana recebemos, em média, quatro novos casos de pacientes com pensamentos suicidas”, conta Marisol Ramirez, presidente da rede nacional Psicólogos Sem Fronteiras, um dos serviços que, junto com a Federação dos Psicólogos da Venezuela, criado no ano passado, oferecem atendimento acessível para a população.

Segundo a psicóloga, é cada vez maior o número de pessoas que veem na morte uma possível solução para seus problemas. “Os pacientes dizem: se eu estivesse morto, minha família não teria mais que se cansar para encontrar remédios e cuidaria dos meus filhos. Elas vivem pensando que podem ser assassinadas, que podem morrer…”, conta Marisol. “As pessoas falam da morte com tanta naturalidade. Parece até ser uma opção como outra qualquer”, continua a psicóloga.

O que mais impressiona a presidente da Psicólogos Sem Fronteiras é o aumento de menores entre seus pacientes. “Já recebemos crianças que diziam que a mãe tinha se refugiado no exterior, que não queriam morar com tias ou avós e, por isso, tinham vontade de morrer”, relata.

“Essa semana mesmo recebemos duas crianças que não sabiam como fazer a lição de casa em razão dos cortes de eletricidade que atrasaram os programas escolares. As famílias estavam muito preocupadas, pois os filhos disseram que a solução seria morrer. A gente constata que, aos poucos, a ideia da morte se banaliza na sociedade venezuelana”, analisa a psicóloga.

Apesar dessa constatação, o termo suicídio ainda é um tabu no país. As autoridades acusam os que ousam usar essa expressão de fazerem apologia à morte. Uma maneira indireta de não reconhecer um dos sintomas das dificuldades enfrentadas atualmente pela sociedade venezuelana.

(UOL Notícias)

cubaNota: Essa triste notícia me fez lembrar de outra mais antiga: “Crise em Cuba pode ter diminuído diabetes e doenças do coração.” Esse absurdo irônico foi publicado pelo Globo: “Estudo publicado no British Medical Journal (BMJ) mostra que casos de incidência e morte por diabetes tipo 2 e doenças cardíacas tiveram declínio na população cubana durante e logo após a grave crise econômica em que o país se viu mergulhado depois do desmembramento de sua parceira União Soviética. Entre 1991 e 1995, os habitantes da ilha caribenha perderam em média entre 4 kg e 5 kg porque passaram a ter menos acesso a alimentos calóricos e se deslocavam mais a pé. […] Segundo os autores da pesquisa, os números são um sinal de que o emagrecimento de uma população pode trazer melhoras significativas em suas estatísticas de mortes por diabetes e doenças cardiovasculares. Por isso, segundo o BMJ, recomendam que médicos estimulem seus pacientes a se exercitarem, recomendando, inclusive que se desloquem a pé ou de bicicleta cotidianamente.”

Só falta dizerem agora que a Venezuela está resolvendo o problema da superpopulação…

Curiosamente, os bem nutridos Fidel Castro (dono de uma mansão em uma ilha paradisíaca também dele) e Nicolás Maduro (visto jantando em um restaurante de luxo durante uma viagem, anos atrás) vivem de modo bem diverso daqueles sobre quem governam, bem ao estilo A Revolução dos Bichos.

Enfim… o capitalismo tem seus graves problemas, mas no socialismo esses problemas são “resolvidos”. Definitivamente. [MB]

Leia também: “Como o socialismo matou milhões de pessoas de fome na África e no restante do mundo”

Importante: Continuemos orando pelo sofrido povo venezuelano.