Pediatras brasileiros emitem nota contra desenho “Super drags”

dragO desenho “Super drags”, anunciado pela Netflix no dia 31 de maio deste ano, nem foi ao ar e já está causando a indignação de vários profissionais de saúde, especialmente da saúde mental, por apresentar um apelo infantil voltado para questões ideológicas relacionadas ao mundo LGBT. Apesar de a Netflix alegar que o desenho é voltado para adultos, o simples fato de utilizar uma linguagem infantil por meio da animação revela a intenção implícita dos produtores em querer alcançar o público infantil, e essa opinião é confirmada pela Sociedade Brasileira de Pediatria em uma nota publicada nesta semana contra a exibição do programa.

“A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em nome de cerca de 40 mil especialistas na saúde física, mental e emocional de cerca de 60 milhões de crianças e adolescentes, vê com preocupação o anúncio de estreia, no segundo semestre de 2018, de um desenho animado, a ser exibido em plataforma de streaming, cuja trama gira ao redor de jovens que se transformam em drag queens super-heroínas”, diz o início da nota.

Em seguida, a entidade destaca que crianças não possuem a capacidade cognitiva suficiente para compreender questões morais complexas envolvendo a sexualidade, uma vez que elas podem acabar tendo acesso ao conteúdo por outros meios, como gravações clandestinas compartilhadas pela internet.

“A SBP respeita a diversidade e defende a liberdade de expressão e artística no país, no entanto, alerta para os riscos de se utilizar uma linguagem eminentemente infantil para discutir tópicos próprios do mundo adulto, o que exige maior capacidade cognitiva e de elaboração por parte dos espectadores”, acrescenta.

O órgão também ressalta que o Supremo Tribunal Federal recentemente baniu a lei que restringia o conteúdo transmitido pelos meios de comunicação através de classificações indicativas, deixando apenas para os pais e os próprios veículos utilizarem o bom senso junto às crianças, tornando esse controle ainda mais frágil.

Na prática, sabemos que muitos ativistas vinculados ao movimento LGBT sabem da dificuldade dos pais atualmente em controlar o conteúdo que os filhos veem na TV e internet. O mesmo aconteceu com o desenho pornográfico “A Festa da Salsicha”, transmitido pelo canal HBO em horário nobre.

“Essa decisão [do STF] deixa crianças e os adolescentes dependentes, exclusivamente, do bom senso das emissoras de TV e plataformas de streaming, agregando um complicador a mais às relações delicadas existentes no seio da família, do ambiente escolar e da sociedade, de forma em geral”, continua a nota.

Por fim, a SBP também destaca os prejuízos na formação mental e afetiva das crianças e adolescentes ao serem expostos a esses conteúdos, pedindo que a Netflix cancele o lançamento da transmissão.

“Vários estudos internacionais importantes comprovam os efeitos nocivos, entre crianças e adolescentes, desse tipo de exposição. Ressalte-se o período de extrema vulnerabilidade pelo qual passam esses segmentos, com impacto em processos de formação física, mental e emocional. Sendo assim, a SBP reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e com a diversidade, mas apela à plataforma que cancele esse lançamento, como expressão de compromisso do desenvolvimento de futuras gerações”, conclui.

Para ler a nota completa clique aqui.

(Opinião Crítica)

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Pela honra de Grayskull!

she-raAlguém já disse que a inteligência de Satanás seria inútil se ele não tivesse sutileza. Ou senso de timing. E aí nos lembramos daquela surrada alegoria de que um sapo imerso em água fria acaba morrendo despercebidamente se a aquecermos devargazinho. De queixo caído eu fico é quando alguém defende que o sapo apenas cometeu suicídio – afinal, por que culpar quem encheu a panela com água, atraiu o bicho e acendeu o fogo? Bom, já lá se vão uns 60 anos pelo menos desde que os intelectuais orgânicos do comunismo passaram a ocupar as universidades ocidentais, especialmente dos EUA, sua mídia e indústria de entretenimento e sacaram sua riquíssima caixa de ferramentas. Depois, foi o que se viu: beatniks, Kinsey, make-love-not-war, Woodstock, Crumb, Shelton, Walter Conkrite, etc., etc., etc. E a biomassa(*) estranhando a princípio, mas depois relaxando e aproveitando como se Contracultura fosse só modismo, com data de validade como qualquer tolice do pós-guerra. (* Update para o século 21: trocar o termo “biomassa” por “microbiota”.)

Mas será que Contracultura tornou-se apenas um termo jurássico, quase nostálgico, com imagens esmaecidas de hippies chacoalhando as pudendas, fumando maconha e vendendo miçangas? Quem dera… Contracultura não é só tema de documentário datado sobre os tempos de juventude dos nossos pais reprisando à náusea o “she loves you, ye, ye, ye”. Contracultura é um bando de arremedos de jornalistas cumprindo a pauta ecumênica globalistas/socialistas/islamitas. Contracultura é algum cultor do Estado Leviatã Pantagruel xingar um liberal econômico da Escola Austríaca de fascista (sic).

Contracultura é Porta dos Fundos, é Fátima Bernardes a faturar milhões com um comercial chinfrim onde abocanha a linguiça (suína) dos irmãos JBS, é novela de época com personagens trans (novela das 6, meu bom Senhor!!!), é o tapa-sexo do Pablo Vittar, o cabelo do Filipe Neto. É macho botando batom, peruca e silicone para expulsar as mulheres de suas árduas conquistas nas artes, nos esportes e até dos concursos de beleza. É deputada tendo a cara quebrada a chutes por narcrotraficantes de extrema-esquerda e o beautiful people fazendo de conta que não viu. É conservador condenado por fazer piada e “progressista” impune depois de cometer repetidos crimes a céu aberto.

Contracultura é uma infinidade de universidades falidas, que drenam o grosso dos recursos reservados à Educação para produzir analfabetos funcionais inúteis, ressentidos e carbonários que ostentam diplomas indignos sequer de serem impressos em papel higiênico. É Ministério da Educação torrando nossos impostos em políticas voltadas a transformar nossos filhos em vagabundos, psicóticos e chimpanzés bonobos.

Contracultura é o panelão sob um fogo cada vez menos brando, onde todos nós, os sapos – dos encanecidos aos de chupeta – nos habituamos a interpretar a realidade e esperar do futuro (futuro?) aquilo que Hollywood e afiliados nos servem. E para quem não gosta de lixo novo, tudo bem. Reescrevem-se os clássicos de nossa saudosa lembrança em resolução 4K HDR Pixel-Quântico on demand.

Por exemplo, que tal o remake de Perdidos no Espaço? Confiram: nada dos abraços e olhares ternos, do companheirismo exemplar do casal wasp Guy Williams e June Lockhart; em seu lugar, uma dupla de neuróticos que se hostilizam e mal conseguem reprimir o ressentimento do divórcio para não traumatizar ainda mais os filhos. Penny? Encenada por uma ruivinha sardenta, quase um clone do caçula Will original. Judy? Sai a loura Marta Kristen e entra uma (qual é mesmo o cabresto semântico imposto pelo fascismo cultural, digo, politicamente correto?) afrodescendente – adotada, é claro! Don West? Nada do mocinho-macho-alfa-discreto Mark Goddard, vital para as missões da Júpiter 2 e namorado comportadíssimo de Judy, tragam logo um trambiqueiro/muambeiro de caráter dúbio! Ah, o Dr. Smith… Vamos exumar e tacar fogo nos restos mortais do saudoso Jonathan Harris. Olha lá uma psicopata EM-PO-DE-RA-DA. Mas para não dizer que tudo ali é desaforo, salva-se o Robô, bem convincente, nada lembrando aquele botijão de gás estilizado da série icônica dos anos 1960.

Isso aí foi só um dentre centenas, milhares de exemplos de como os marxistas culturais formataram a cabeça dos diretores, atores e roteiristas, a maioria não faz a mínima ideia do macroprojeto civilizicida a que servem. Pensam que tudo não passa de garimpar grana e índices de audiência. O idiota útil (palavras de Stalin) é útil porque idiota e idiota porque útil.

she-ra2Não poderíamos encerrar o festim sem o coup de grâce: vitela. E os garçons não dormem em serviço! Desenhos nos canais infantis estrelados por crianças que vivem romances (e até casamentos) homossexuais. Foi-se o tempo das mensagens subliminares, Bob Esponja e Chowder. O negócio agora é “ferro com ferro deixando a massa queimar” (by Latino in “Amor de Pizza”). Então, de volta aos remakes, nos próximos dias nada da sílfide She-Ra; trocaram-na por uma personagem andrógina, sem lábios ou formas que lembrem minimamente uma curva. Satanás não se contenta apenas com Herodes, precisa de novos malakoi, de prostitutos cultuais, que, diga-se, nunca saíram totalmente de cena. Assim como o paganismo antigo, o moderno também não vive sem pedofilia. Vejam lá Aleister Crowley e André Gide se acabando com garotinhos importados da Argélia e da Índia.

Resumindo a estratégia dos neocananeus:

  1. Popularizar personagens cômicos que apresentem um comportamento anômalo a fim de tornar leve e divertida a percepção da perversão.
  2. Construir personagens dramáticos para humanizar o pervertido e criar uma crescente empatia com as pessoas normais.
  3. Tratar a perversão como doença para rotular de intolerante, sádico e ignorante quem a considere como realmente é: uma perversão.
  4. Normatizar a perversão, a princípio estendendo ao pervertido os mesmos direitos do não pervertido e, depois, garantindo-lhe privilégios de tratamento social e inimputabilidade legal de modo que mesmo os que haviam sido coagidos a tratar a perversão como apenas uma doença sejam agora processados criminalmente se chamarem o pervertido de doente.
  5. Familiarizar e em seguida glamurizar o pervertido e a perversão na mente das crianças, seja nas escolas, seja nos entretenimentos infantis.
  6. Perseguir judicialmente os pais (preferencialmente cristãos e judeus, pois não são bestas de mexer com os muçulmanos) que tentem proteger os filhos dessa lavagem cerebral, sempre que possível condenando-os à multa, prisão e perda da guarda de suas crianças.

Segue o checklist da pauta dos revolucionários para o genocídio cultural do Ocidente:

Homossexualismo – ok.

Falência do casamento – ok.

Infanticídio – fetos ok, recém-nascidos em breve.

Ocultismo – ok.

Liberação das drogas – quase lá.

Poligamia – quase lá.

Pedofilia – em andamento.

Especismo – em andamento.

Incesto – em breve.

Bestialismo – em breve.

Necrofilia – em breve.

Canibalismo – ainda a agendar.

(Marco Dourado, formado em Ciência da Computação pela UnB, com especialização em Administração em Banco de Dados)

As premissas indesejadas no debate sobre o aborto

abortoÀs vésperas do julgamento no STF da ação do PSOL que defende a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gravidez, o debate público no Brasil sobre o tema ainda é carregado de recortes retóricos que influenciam tomadas de posições. Exemplo: “gravidez indesejada”. Exceto em casos de estupro, para os quais a lei já autoriza o aborto, trata-se de abreviação para “gravidez indesejada resultante de ato sexual consentido pela mulher, que sabia – ou deveria saber – de antemão do risco de engravidar”. A abreviação induz brasileiras e brasileiros a refletirem sobre o que fazer diante da situação indesejada, sem que as causas de incorrer nela sejam debatidas.

A premissa completa, à medida que expressa a causa de uma gravidez indesejada, leva não apenas à reflexão sobre o que fazer diante dela, mas também à reflexão sobre a responsabilidade da mulher que engravidou – responsabilidade que os grupos favoráveis à legalização do aborto omitem no debate público de maneira providencial. Afinal, é mais fácil conquistar a aceitação moral da eliminação do feto e consequentes adesões à legalização do aborto tratando a gestante como vítima de uma situação indesejada, não como responsável por essa situação.

Some-se aí a defesa dos “direitos das mulheres”, que, no caso do aborto, é outro recorte retórico, que embute o da gravidez indesejada.

Trata-se de uma abreviação ainda mais drástica feita por grupos de pressão para “os direitos inexistentes, mas que queremos ver estabelecidos em lei, de que as mulheres que engravidam em consequência de um ato sexual consentido, antes do qual sabiam – ou deveriam saber – do risco de engravidar, possam, mesmo que não corram risco de morte, abortar seus filhos, tanto do sexo masculino quanto do feminino, mesmo que eles não tenham diagnóstico de anencefalia”.

A abreviação induz brasileiras e brasileiros a tomarem direitos inexistentes da gestante como superiores e prevalecentes ao direito à vida – previsto no artigo 5º da Constituição Federal e reforçado pelo artigo 4º do Pacto de San José da Costa Rica (do qual o Brasil é signatário), que impõe o respeito à vida desde o momento da concepção e a impossibilidade de alguém dela ser privado: “Toda pessoa tem o direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.”

Quando se fala em “direitos das mulheres”, também se induz ao esquecimento o fato de os fetos poderem ser do sexo feminino, evitando a percepção de que se queira privilegiar o direito de determinadas mulheres em detrimento do de outras.

Ninguém, no entanto, deveria ser privado de conhecer as verdadeiras premissas de um debate, literalmente, vital.Tenha você hoje uma posição a favor ou contra a legalização parcial ou irrestrita do aborto, manda a honestidade intelectual discutir com base em premissas completas.

(Felipe Moura Brasil, Jovem Pan)

Leia mais sobre aborto. Clique aqui.

Cartoon Network exibe primeiro casamento lésbico em desenhos animados

casamentoDeu no site Universa: “A conscientização sobre a diversidade é importante desde que somos crianças, certo? Ciente disso, o canal norte-americano Cartoon Network exibiu seu primeiro casamento da comunidade LGBT em um de seus desenhos. No último capítulo da quinta temporada de Steven Universe, intitulado ‘Dama de Honra’, aconteceu o casamento entre duas personagens lésbicas: Ruby e Sapphire, sendo o primeiro casamento homossexual em desenhos animados da televisão. Rebecca Sugar, responsável pela criação da animação, é a primeira mulher a criar uma série para a Cartoon Network. Bissexual declarada, a criadora reforça a importância da representatividade em seus personagens para o público infantil e adolescente. Com tema futurístico, Steven Universe mostra personagens com diferentes formas físicas, etnias, orientação sexual. O primeiro episódio da série foi exibido em 2013 e a trama já foi indicada a dois Emmy Awards, principal premiação da TV internacional.”

Nota: Não se trata exatamente de conscientização, mas de doutrinação. Ideólogos militantes defensores da ideologia de gênero sabem que a melhor forma de transformar a mente de uma sociedade é investir nas crianças. Essa técnica já foi adotada com respeito a outras ideologias e, infelizmente, deu certo. Em breve aqueles que pensam diferente desse status quo forçado terão que pedir desculpas por discordar. [MB]

Veja aqui vídeos sobre esse tema.

Netflix exibirá animação com drag queens feita no Brasil

dragDeu no site da Globo: “A Netflix anunciou nesta quinta-feira sua primeira animação original produzida no Brasil. Com estreia prevista para o segundo semestre de 2018, Super Drags terá cinco episódios e foi criada criada por Anderson Mahanski, Fernando Mendonça e Paulo Lescaut, com produção do Combo Estúdio. A animação é centrada em Patrick, Donny e Ramon, que durante o dia trabalham em uma loja de departamento e, à noite, se tornam Lemon Chiffon, Safira Cian e Scarlet Carmesim, as Super Drags, que têm a missão de reunir a comunidade LGBT e espalhar purpurina pelo mundo. A sinopse do teaser já adianta o tom bem-humorado da atração, com expressões do universo GLBT: ‘De dia, eles trabalham numa loja de departamento e têm que aguentar o chefe escroto. De noite, eles aguentam a neca e se transformam nas Super Drags, prontas para salvar o mundo da maldade e da caretice, enfrentando um vilão desaplaudido a cada episódio. Prepare-se, essas Super Drags vão longe demais.’ ‘Estamos entusiasmados que a nossa primeira animação brasileira vai apresentar aos nossos espectadores o mundo ousado, escandaloso e fabuloso de Super Drags! A Netflix tem a sorte de investir em grandes talentos de animação do Brasil, trazendo a traço vibrante da Combo e o humor ácido de nossos produtores para as belas e as telas de todos os cantos’, destacou Chris Sanagustin, diretora de Conteúdo Original Internacional da Netflix, em comunicado enviado nesta quinta-feira.”

Alguns comentários postados no Facebook da Globo:

“Espero que fique na seção de adultos. Meu filho nunca vera isso.”

“‘Poderosas’?! Que poder alguém adquire simplesmente por se vestir de forma espalhafatosa? Depois de ‘lacrar’ na noite anterior, o pobre diabo volta pra mediocridade de um cotidiano alienado e desumano, repleto de exploração, violência e humilhações. Essa agenda pós-moderna é um dos piores chorumes ideológicos produzidos pelo capitalismo em putrefação.”

“Alguém (da Netflix ou da Globo) está exagerando na tentativa de doutrinação de crianças e jovens, a cultura gay. Não há incentivo à verdadeira educação, mas a safadeza e o imoral, há muitos investidores e incentivadores.”

“Mais uma vergonha para o país do futebol, prostituição, corrupção e roubo.”

“Fazem em forma de desenho animado. Seria pra atrair CRIANÇAS?”

Feliz dia das mãex: a maternidade é outro alvo da desconstrução

maeO fundamento para as desconstruções que estamos vendo serem levadas a cabo em nossos dias vem sendo lançado faz tempo. Começou com as ideologias que atacam o criacionismo e consideram os primeiros capítulos do livro de Gênesis (quando não a Bíblia toda) mero mito. Ideologias como o evolucionismo e o marxismo, por exemplo. Se o relato da criação é mitológico, os conceitos de casamento, sábado, sexualidade e pecado passam a ser desconsiderados e/ou reinterpretados. Se o casamento não é mais a união estável e abençoada entre um homem e uma mulher, passa a valer qualquer configuração: homem com homem, mulher com mulher, homem com dois homens, mulher com homem e mulher, e por aí – e não se espante quando essas relações extrapolarem a espécie humana…

O presidente Michel Temer assinou na sexta-feira (11/5) um decreto que estabelece as regras para que mulheres presas tenham direito ao indulto especial de Dia das Mães. A novidade é que, pela primeira vez, “mulheres” transexuais foram incluídas no benefício, mas só se tiverem documento que prove a mudança de “status”, o que deixará fora, por exemplo, homossexuais ou mesmo pais solteiros que tenham adotado filhos. Aliás, transexuais têm conquistado cada vez mais um espaço antes pertencente exclusivamente às mulheres, como esportes femininos, por exemplo (leia mais aqui). Mãe e mãe. Ponto. Se querem beneficiar alguém que adotou uma criança, que lhe concedam o indulto de cuidador, mas não venham redefinir conceitos para acomodá-los às suas ideologias desconstrutoras, revisionistas.

Será que foi a esse tipo de conquista que os esforços feministas ancorados no marxismo cultural levaram? Ao empoderamento de homens que se sentem mulheres? À concessão de benesses a homens que se sentem mães?

A missão da mãe é a mais importante do Universo. Tudo os que os homens fazem tem caráter transitório, tem data de validade. O que a mãe faz, no entanto, pode durar eternamente, afinal, ela, mais do que qualquer outra pessoa, é a maior responsável pela formação do caráter dos filhos. E caráter é tudo o que vamos levar para a eternidade. Mãe é a mulher que nos gerou e educou. Mas se o conceito de gênero é tão fluido quando querem nos fazer crer, se o pecado não existe e se eternidade é uma bobagem que os religiosos pregam, esqueça tudo isso que eu estou dizendo e vamos comemorar o “dia das mãex”, sem cometer o “pecado” de considerar mãe apenas aquelas que realmente eram mães – lá nos bons tempos.

Michelson Borges

Garotos idiotas de uma geração desnorteada

foolSei que vai parecer papo de velho, mas não posso me calar diante do que tenho visto. Quando eu era adolescente (uns 30 anos atrás), a gente arrotava, falava besteiras e se comportava, às vezes, como verdadeiros idiotas. Nada muito estranho para um adolescente. Infelizmente, até palavrão de vez em quando a gente usava, com os mais variados propósitos. Minha família não era adventista, mal conhecia a Bíblia, mas uma coisa minha mãe me ensinou: “Respeite as meninas, e se falar palavrão aqui em casa levará um tapa na boca.” Bastou. E, de fato, embora fôssemos ogros uns com os outros, quando era com elas a gente mudava de comportamento. Via de regra, tratávamos as meninas com cavalheirismo. Eu jamais diria um palavrão ou arrotaria perto de uma delas. Bastava uma bela representante do sexo feminino se aproximar que muitos ogros se tornavam príncipes na hora. Um verdadeiro milagre de transformação.

Mas o tempo passou. Os costumes mudaram. Os comportamentos deterioraram. Hoje os rapazes (felizmente há raríssimas exceções, ainda) são ogros o tempo todo e em todos os lugares. Falam e escrevem palavrões como se as palavras vulgares fizessem normalmente parte do vocabulário já pobre que eles utilizam. E falam na frente de adultos e de meninas. Esses desnorteados, quando abordam as meninas nas redes sociais, parecem estar conversando com outros meninos, com a única diferença de que só sabem “atacar”, “dar em cima”, falar em “pegar”, “beijar muito”, e por aí vai. Muitas dessas meninas caem nessa conversa tosca e acham que isso é o normal; tão normal que os raros cavalheiros que ainda tentam colocar em prática os conselhos de pais conscienciosos são tratados como tolos.

As meninas colocam em seus perfis nas redes sociais fotos com caras e bocas, sensualizando, como se diz hoje. E os garotos sem noção acabam criando a noção de que todas elas estão “disponíveis”, estão pedindo para ser tratadas como o objeto que apresentam e representam nas fotos. Assim se juntam a fome e a vontade de comer. No fundo, nenhum deles quer exatamente isso – ser vistos e tratados como objeto a ser consumido –, mas o mundo lhes ensinou que deve ser assim. Os Pablos Vitttares e as Anittas lhes ensinaram que tem que ser assim. O funk que eles ouvem lhes ensina que tem que ser assim. Enquanto elas postam fotos com boca de pato e decotes baixos, eles fazem cara de mau, clicam-se narcisisticamente na frente do espelho, sem camisa, fazendo algum sinal com os dedos e com parte da cueca aparecendo. Idiotas.

Resultado? Os rapazes confusos cada vez mais se assemelham a ogros predadores e as meninas com o tempo começam a cansar disso, e partem em busca de carinho, do carinho que está faltando. Algumas delas acabam encontrando isso nos braços de outras meninas igualmente confusas. E os ogros ficam chupando o dedo.

Certa vez, uma cena em um ponto de ônibus me deixou realmente aborrecido. Havia um grupo de rapazes, algumas meninas e uma senhora. Quando o ônibus chegou, os rapazes correram e entraram na frente de todos. Pensei: aí está o resultado de toda a doutrinação feminista, dos novos antivalores, da sociedade que se esqueceu do que é respeito e cavalheirismo. Da geração ogra. Eu jamais faria isso! Aprendi desde cedo a dar preferência aos mais velhos e às mulheres. E não se trata de machismo, não. É só respeito mesmo. Consideração.

A palavra “idiota” tem alguns significados: diz-se da pessoa que carece de inteligência, de discernimento, tolo, estúpido. Vem do grego idiótes, que significa “pessoa leiga”, “sem habilidade”, o sujeito que nada enxerga além dele mesmo, que julga tudo pela sua própria pequenez. Infelizmente, a palavra descreve bem muitos rapazes desta geração – tolos, sem habilidade para ser homens de verdade e para tratar as mulheres como elas devem ser tratadas. Trata-se de uma perversa armadilha circular: eles, em lugar de as proteger (porque isso é coisa do passado, do patriarcalismo), querem consumir. Elas, em busca de atenção, se exibem como mercadoria a ser consumida.

Quando sobram ogros idiotas, as donzelas vão procurar princesas. E todo mundo sai perdendo.

Michelson Borges