Aborto e apodrecimento moral

A polêmica do momento gira em torno da aprovação da nova lei de bioética da França. O jornal Gazeta do Povo (versão online de 11/8/20) diz que a nova lei de bioética trata, dentre outros pontos, de permitir “o aborto até nove meses, mediante diagnóstico de equipe médica que ateste ‘sofrimento psicossocial da gestante’”; “a possibilidade de reprodução assistida para mulheres solteiras ou casais de lésbicas” (deixei a expressão “casais de lésbicas” por respeito à citação, mas é claro, científico e bíblico que casais são formados por homem e mulher).

A moralidade atual na França é um fruto direto de um movimento acontecido no final do século 18. A Revolução Francesa (1789) se colocou em total oposição aos valores cristãos, inclusive queimando Bíblias. Aquele movimento que se arrogava estritamente político mexeu com as estruturas morais francesas, exaltando os valores humanistas e tentando enterrar os valores bíblicos.

Os resultados estão sendo colhidos ao longo da História. Na prática, a nova lei de bioética está autorizando o assassinato de crianças que estão prestes a nascer. “Sofrimento psicossocial da gestante” é uma expressão tão vaga que dará possibilidade de qualquer mulher matar seu filho “com autorização legal”. A reprodução assistida para pares lésbicas é apenas mais uma consequência da decadência moral na França, plantada há mais de 200 anos.

Negar os valores bíblicos é uma atitude exaltada por alguns intelectuais e movimentos sociais, mas a França nos mostra que o resultado dessa atitude é a desvalorização do ser humano e a banalização da vida. Que pena. Que crueldade!

Jesus falou que deveríamos ser o sal da Terra (Mt 5), e uma das funções do sal é evitar ou retardar o apodrecimento. Como cristãos, devemos nos opor ao apodrecimento moral do mundo. Sejamos sal.

Sigamos pregando o Evangelho, sendo sal da Terra (tentando ralentar o apodrecimento moral do planeta) e apressando a volta de Cristo, única solução definitiva para isso tudo.

(Pastor Felipe Amorim é apresentador da TV Novo Tempo)

Leia mais sobre aborto aqui e aqui.

O Brasil dos valores invertidos

neto“Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo.”

O Brasil é o país em que uma famosa e veterana apresentadora de programas de TV para crianças, que no começo da carreira protagonizou um filme com apologia à pedofilia, em que faz sexo com um menino de 12 anos, anuncia que escreverá um livro para… crianças, tratando da temática LGBT.

É o país em que uma drag queen (homem) disputou o prêmio de mulher mais sexy promovido por uma revista de circulação nacional. No páreo estavam divas (mulheres de verdade) como Paola Oliveira, Marina Ruy Barbosa, Bruna Marquezine e Isis Valverde. Naquele mesmo ano, na disputa pelo título de homem mais sexy, esteve uma transgênero, cujo nome permaneceu na disputa à frente de Reynaldo Gianecchini, Rodrigo Santoro, Lázaro Ramos e outros.

Neste ano, essa mesma transgênero (cujos cromossomos sempre serão XX) está sendo homenageada na campanha de marketing do Dia dos Pais de uma marca famosa de cosméticos. Sim, a empresa resolveu ignorar muitos e muitos pais XY para enaltecer uma mulher portadora de disforia de gênero, casada com uma bissexual assumida, que foi aos Estados Unidos fazer um procedimento de inseminação artificial para ter um bebezinho pra lá de caucasiano. A discussão aqui não é sobre a adoção, mas sobre a forçada redefinição do termo “pai” por uma mídia progressista, transgressora e contrária à biologia e aos valores e conceitos judaico-cristãos.

Mesmo com as manifestações de protesto por parte de muitos pais, as ações da dita empresa subiram na Bolsa de Valores, num claro incentivo a futuras polêmicas que ofendem a ala masculina e outras maiorias. Que se crie o “Dia do ‘Pai’ Transgênero”, ou algo assim, mas que não se venha querer redefinir o conceito de paternidade (um homem que gera ou adota um filho).

Polêmica semelhante está relacionada com a injusta participação de homens biológicos em esportes femininos. No ano passado, um desses homens disputou a Superliga Feminina de Vôlei e, claro, tornou-se o maior pontuador e o melhor jogador em quadra, isso porque seus ombros largos, o quadril estreito, os braços e as pernas fortes, toda a estrutura física dele foi moldada pela testosterona que correu em suas veias depois da puberdade e antes de se submeter a uma cirurgia de mudança de sexo e ao tratamento hormonal exigido pelo Comitê Olímpico Internacional, como se esse tratamento fosse capaz de reverter as claras vantagens da estrutura física masculina. Mesmo com a manifestação de revolta de algumas jogadoras mais corajosas, o silêncio das feministas e das autoridades responsáveis vem sendo a resposta a essa injustiça. Que se crie uma modalidade esportiva para jogadores e jogadoras trans. Seria mais justo. Seria o correto.

Nos Estados Unidos, numa atitude no mínimo contraditória, membros do grupo de protesto Black Lives Matter queimaram Bíblias em frente ao Tribunal Federal de Portland. Contraditória porque a Bíblia ensina a igualdade entre os povos e as etnias, já que todos descendemos de um mesmo casal, diferentemente do que ensinam as ideias evolucionistas racistas de Charles Darwin (confira). Sérgio Camargo, presidente da Fundação Cultural Palmares, comentou em seu Twitter o ocorrido: “Ativistas do Black Lives Matter queimam uma pilha de Bíblias. A luta contra o racismo nunca importou. O que importa é o ataque aos valores da nossa civilização. O BLM é movimento marxista, que usa pretos como massa de manobra.”

Camargo aponta outra contradição do movimento, porque, assim como Darwin, Karl Marx também era racista (confira). Só que esqueceram de avisar a co-fundadora do Black Lives Matter… (confira).

Bem, o Brasil não fica atrás no quesito incoerência. Enquanto aqui são censurados e proibidos de ser vendidos livros que ensinam a disciplina aos filhos com base na Bíblia, revistas de um conhecido e polêmico youtuber são vendidas livremente ao público infanto-juvenil. Uma dessas revistas, denunciada em vídeos por várias pessoas (entre as quais uma mãe e uma vereadora), apresenta conteúdo pornográfico e palavras de baixo-calão, como, aliás, muitos dos vídeos desse youtuber fazem.

Mas, como o Brasil não é um país para amadores, a inversão de valores chega ao cúmulo quando esse mesmo youtuber causador de dor de cabeça nos pais conscientes e propagador de baixarias é eleito por uma revista semanal como influenciador da nova geração. Mas calma que tem mais: ele também foi convidado para uma live com um ministro do Supremo Tribunal Federal e já está com uma reunião agendada com o presidente da Câmara dos Deputados!

Agora leia Isaías 5:20 e me diga se essa não é a descrição perfeita do que está acontecendo no Brasil e no mundo: “Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo.”

Parem o mundo que eu quero subir daqui!

Michelson Borges

P.S.: Penso que a Malala, na capa da IstoÉ, não merecia estar ali, sendo comparada aos outros. E proponho que oremos não apenas por nosso país, mas pelas pessoas citadas neste post. Apesar do desserviço que prestam, são homens e mulheres por quem Jesus morreu e que precisam tanto dEle quanto eu e qualquer outro ser humano. [MB]

O esgoto da música quer deixar de ser a exceção para virar a regra

A sociedade já conhecia um gênero do funk chamado “proibidão”. Trata-se de arranjos sonoros cujas palavras refletem a pornografia explícita. Por isso mesmo não são divulgados de modo ostensivo por aí, daí seu nome. Foram feitos para bailes que promovem um ambiente voltado ao sexo. Nunca se viu esse tipo de coisa com bons olhos, é verdade, mas sua ocorrência era relevada pela sociedade em virtude da restrita divulgação desse tipo de material, bem como diante do contexto social das favelas – onde vivem pessoas pobres, com pouco ou nenhum acesso ao estudo e à cultura, sequer tendo saneamento básico, convivendo com o esgoto a céu aberto lado a lado. Não era de se esperar, portanto, que a própria função criativa espelhasse a realidade em que viviam. Essa era, então, a exceção.

Alguns “artistas”, no entanto, insistem em tentar fazer a exceção virar a regra. Acham que quem tem a coragem de forçar mais certamente lucrará mais. É o que podemos pensar quando vemos a coragem que a pretensa cantora Luisa Sonza teve ao publicar aquela coisa chamada “Flores” no YouTube. Parece a versão musical de um vídeo de pornochanchada qualquer, com falsetes bem falsos, rasos e improvisados, e, para quebrar, uma coreografia que é basicamente um coito. Só não é chamado de “proibidão” porque não é funk.

Não pude deixar de associar a vã tentativa da pseudocantora a uma frustrada investida do igual “cantor” Latino ao fazer uma cópia de péssimo gosto do então hit da época “Gangnam Style”, cujo nome na sua péssima versão adaptada era “Despedida de Solteiro”. E assim dizia a “canção”: [prefiro não reproduzir a baixaria inacreditável]. E assim uma música que era divertida, e até crítica em sua versão original, ao cair em terras brasileiras, foi imediatamente uma vítima da pornografia sonora.

Para fins de comparação, a “canção” de Luísa Sonza não vai muito longe: [simplesmente irreproduzível, tamanha a baixaria].

Latino também havia lançado sua “produção artística” no YouTube. Se o fez, esperava sucesso. Mas todos lembramos da consequência: o efeito foi o oposto. A aversão deu lugar à adesão. As pessoas ficaram desgostosas com o fim que uma música divertida teve. E, pior: Latino não vivia no mesmo contexto fático das favelas para ter a “licença social” de promover tamanha baixaria. Um youtuber da época fez sua própria versão na música para achincalhar o Latino: […] dizia o protesto sonoro ao Latino depois de dizer que ele teria estragado uma canção com a baixaria que tentou promover. A discussão foi parar na TV. Latino, no ostracismo. Acabou.

Dizem que as pessoas espertas tendem a aprender com os erros dos outros – esse definitivamente não é caso de Luisa Sonza, que deixou isso bastante claro ao subir esse tipo de material no YouTube, incidindo no mesmo erro de Latino, e, como não poderia deixar de ser, acumula mais de 2 milhões de “dislikes” na plataforma. Mais uma vez, a expectativa de adesão se converteu na feliz realidade de aversão, e, para variar, não existia a “licença social” para relevar a grave falha da “cantora”.

Afinal, o que têm em comum Luisa Sonza e Latino?

É simples: ambos apostam no sexo. Mas por quê? Porque, na concepção deles, somos animais que consomem esse tipo de material a rodo, portanto faria sucesso. E aí subiram essas coisas nojentas no YouTube. Eles nos olham de cima para baixo, nos encaram como galinhas e nos atiram milho barato, na expectativa de que nos alimentemos deles.

Esqueceram de avaliar, no entanto, se o milho não seria duro demais.

Para entender melhor isso, vamos observar a circunstância em que vive a nossa sociedade. Nunca houve tanto desapego à alta cultura, nunca houve tanto apego às superficialidades.

A rede social mais badalada do momento é o Twitter, famoso por dar voz e alcance a qualquer tipo de escória e onde quem não pense de acordo com a escória é alvo de brutalidades da qual esse grupo se vale para se impor. A culpa não é da plataforma, mas sim de quem faz uso dela para emitir opiniões e argumentos absolutamente sem profundidade, e, portanto, sem valor. Por serem maioria, dominam os demais pelo uso da coerção – humilhações, assaltos verbais e constrangimentos públicos são as armas que usam contra quem se arriscar a expor uma opinião diferente daquela que é aceita pela maioria. Lembro-me que José Saramago, a respeito da rede social, disse que “os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.

Sim, o ser humano é também um animal [sic]. Às vezes nos esquecemos disso, porque temos racionalidade, fomos uma espécie abençoada com essa característica. Contudo, quando a racionalidade é implodida, a animalidade [pecado] volta a dar suas caras. A sociedade torna-se violenta, acriativa, atrasada tecnologicamente e altamente sexualizada. A demanda por sexo explode e ele precisa estar presente em todos os produtos de longo alcance para que tenham sucesso no mercado, como é o caso do entretenimento.

Essa é a realidade para uma parcela da sociedade. Mais especificamente, pode ser a realidade dos seguidores da Luisa Sonza no Twitter.

O erro é achar que a sociedade inteira chegou a tal estágio. O funk “proibidão” não está tocando livremente por aí por algum motivo: ele tem hora e lugar para ser reproduzido, ou seja, para que as pessoas adiram a ele em um momento circunstancial, não dentro do cotidiano. É um produto que tem utilidade em um momento específico.

As “músicas” de Luísa Sonza e Latino, contudo, não fazem essa distinção. Uma vez enviadas a um espaço público como o YouTube, de logo se constata uma tentativa de inseri-las no cotidiano das pessoas, como se a baixaria fosse o “novo normal” e que as pessoas consumiriam isso automaticamente.

A classe artística “gourmet”, por viver na sua bolha de animalidade, acha que a sociedade inteira é assim, e pior, o tempo todo. Por que, se até os produtores de funk sabem que isso não é verdade?

É simples: porque eles não se julgam “iluminados”. A classe artística no Brasil tem um quê de aristocrática, é porta-voz de todas as bandeiras. Não raro se vê por aí a mídia noticiando que “artistas dizem isso e aquilo” como se fossem a elite do pensamento científico, filosófico e técnico do país. Na verdade, porém, não têm nenhum contato com o povo. Vivem nas suas bolhas e acham que aquele ambiente restrito é a realidade. Tomam uma parcela pelo todo, e, no fim, revelam que são ignorantes.

E aí vem uma situação pior, muitas vezes mais lamentável: Luisa Sonza acha que representa as mulheres.

A julgar pelo tipo de entretenimento que oferece, Luisa Sonza acha que o padrão-ouro feminino é a satisfação da lascívia masculina, sendo necessário, para tanto, se encher de plásticas, colocar duas salsichas no lugar da boca, se promover como cantora e descrever baixarias em suas composições. Luisa Sonza acha que o máximo que a mulher pode fazer está longe de qualquer trabalho intelectual e que o sucesso está atrelado ao modo vulgar com que utiliza seu corpo. Este é o sucesso para ela: o desejo sexual despertado no masculino – praticamente uma vagina ambulante, o sucesso feminino é medido de acordo com o desempenho da genitália sobre o falo masculino. Isso é reflexo de um contexto de autoestima conturbada, que não será tema deste post, mas é importante lembrar de sua existência.

Por isso mesmo ela entende que a música deve falar disso, a coreografia deve falar disso, ela se resume a isso: ao instinto, à faceta animalesca do ser humano, longe do intelecto e da racionalidade – longe da humanidade. Curiosamente, o fenômeno interessante é que algumas mulheres dizem que a aversão a Luisa Sonza é machismo.

Machismo? Luísa Sonza pode bem representar as fêmeas primatas [sic]. As mulheres, contudo, não. Quem quer a mulher longe de um papel de primata não pode ser considerado machista. Está na hora de o ostracismo fazer mais uma vítima.

(Cris Nicolau, via Facebook)

ONU sugere substituir “marido” e “esposa” por “cônjuge” e “namorado” e “namorada” por “parceiro”

onuA Organização das Nações Unidos (ONU) fez uma postagem nas redes sociais em que pede para que palavras como “marido” e “esposa” sejam substituídas por “cônjuge”. De acordo com a ONU, trata-se de uma campanha pela “linguagem neutra” e por um mundo mais igualitário. No mesmo tweet, há a orientação de que palavras neutras devem ser usadas quando não se tem certeza quanto ao sexo de alguém ou não se sabe como se referir a um determinado grupo. A lista da ONU com palavras em “linguagem neutra” contém ainda “namorado” e “namorada”, palavras que, para a organização, devem ser trocadas por “parceiro”. Há ainda expressões como “nome de solteira”, cuja sugestão é mudar para nome da família ou sobrenome.

O post, de 18 de maio, é mais um sinal dado pela ONU de sua relação com pautas consideradas permissivas no campo dos costumes, mas não é o único. Reportagem publicada pela Gazeta do Povo mostrou que [entre] as estratégicas da Organização Mundial da Saúde, vinculada à ONU, [está] fomentar o aborto durante a pandemia.

(Gazeta do Povo)

Nota: “Cá estou eu no meu jardim, minha querida esposa!” (Cantares 5:1). “Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-Se por ela” (Efésios 5:25). “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). Será que a ONU vai propor também que a Bíblia seja editada? Deus criou Adão e Eva, não Adão e Ivo ou Eva e Leia. Se o tivesse feito, você não estaria aqui lendo este texto. A Bíblia não emprega a tal “linguagem neutra” para se referir ao fato óbvio de que Deus criou dois sexos complementares, homem e mulher, os uniu e chamou a isso casamento. [MB]

Engravidar uma mulher é o objetivo de 15 homens em novo reality show

labor loveKristy é uma mulher bem-sucedida e recém-divorciada, que busca no programa correr contra o tempo para iniciar uma família, passando pelo sonho “esmagador” de namorar 15 homens ao mesmo tempo, conforme relatou em entrevista concedida à FOX News. [1] Porém, segundo palavras da apresentadora, Kristin Davis, juntos eles “vão pular o namoro e ir direto ao parto”. O colunista Stuart Heritage, do jornal britânico The Guardian, resumiu de forma excepcional essa nova série produzida pelo canal americano FOX com as seguintes palavras: “Um show de acasalamento […] em que o prêmio é um bebê de carne e osso na vida real.”[2]

Quando pensamos que já chegamos ao fundo do poço, quando o assunto é a podridão moral que esse segmento de reality shows oferece, aparece mais essa série. As sacralidades do matrimônio e da maternidade são indiscutivelmente postas ao escárnio nesse novo programa. Leiamos o que a Bíblia alerta quanto ao tema: “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros” (Hebreus 13:4, NVI)

O mundo do entretenimento, atualmente tem se rebaixado a um nível tão asqueroso que poderia colocar as cidades de Sodoma e Gomorra para trás na corrida pela deturpação moral. Não é à toa que até mesmo na visão secularista da análise publicada no jornal britânico The Guardian podemos ler: “Labour of Love é tão terrível que nem parece uma série de televisão. Parece um documento projetado para ser apresentado a Deus como um argumento para a total erradicação da raça humana.”[2]

O triste é ver tal conclusão surgindo de uma coluna secular, enquanto presenciamos cristãos também consumindo esse tipo de entretenimento. Afinal de contas, se barbaridades insanas como essa aparecem na TV, é porque existe público assíduo para consumir e tornar isso rentável para a emissora.

Enquanto vemos o mundo definhando em crises políticas cada vez maiores, um possível colapso financeiro sem precedentes, e uma pandemia que abalou os fundamentos da nossa sociedade, surgem programas televisivos como esse que ressuscitam expressões como “panem et circenses” (pão e circo), em que a população se diverte “catatônica” com a desgraça iminente que se aproxima.

labor love 2

Quando crianças, aprendemos na aula de Biologia sobre a pecilotermia, capacidade de alguns animais em regular sua temperatura corpórea de acordo com o ambiente em que estão imersos. Em um exercício mental de um experimento cruel e trágico, aprendemos que ao jogar um sapo em uma panela de água fria, e ir aquecendo a água gradativamente, temos por fim um sapo sendo cozido vivo sem saber o que estava acontecendo. Se pudéssemos trazer um grupo de pessoas do passado, e as juntássemos em um auditório para assistir a esses programas, provavelmente teríamos uma sala repleta de indignação, revolta e quem sabe alguns desmaios diante de tamanho horror.  Mas hoje o que presenciamos são aplausos e diversão, pois Satanás foi enxertando em doses homeopáticas suas imundícies ao ponto de sermos surpreendidos com séries abomináveis como “Labour of Love”. Fica evidente que o “sapo” está prestes a ser cozido sem se dar conta. Maranata!

(Saulo Higa é matemático e membro da Igreja Batista)

Referências:

[1] NAPOLI, Jessica. ‘Labor of Love’ star Kristy Katzmann talks her ‘relatable’ journey to motherhood on FOX’s new reality show. FOX News, 20 de Maio de 2020. Disponível aqui. Acesso em: 8/6/2020.

[2] HERITAGE, Stuart. Labor of Love: the baby-making reality show you won’t believe. The Guardian, 21 de Maio de 2020. Disponível aqui. Acesso em: 8/6/2020.

Nota: Num momento em que as pessoas deveriam estar compenetradas e conscientes de que este mundo ultrapassou seu prazo de validade, setores da mídia secular e da indústria cultural produzem horas e horas de lixo hipnótico para entorpecer mentes e poluir corações. Fique longe desses conteúdos! Não ponha coisas más diante de seus olhos (Salmo 101:3). Sugiro-lhe a leitura do meu livro Nos Bastidores da Mídia, a fim de desenvolver visão crítica e uma cosmovisão bíblica capazes de ajudá-lo na escolha daquilo que edifica. [MB]

Ódio e revolta se espalham: a volta da Revolução Francesa?

guilhotinaTendo como estopim outra evidência do esfriamento do amor (Mateus 24:12) – o assassinado de George Floyd –, as manifestações de revolta continuam por todo o mundo, saindo dos limites, com espancamento de inocentes, destruição de patrimônio, saques e ressurgimento de grupos anárquicos oportunistas. Tudo isso, mais a moral decadente no planeta, o relativismo moral e comportamental, a busca por uma religiosidade permissiva e focada no ser humano, me fez lembrar deste texto de Ellen White, escrito no século 19 [obs.: a foto ao lado é de janeiro deste ano, quando manifestantes carregaram uma guilhotina pelas ruas de San Juan, em Porto Rico]:

“Quando o jovem sai ao mundo, para encontrar suas seduções ao pecado – a paixão de ganhar dinheiro, a paixão dos divertimentos e contemporizações, da ostentação, do luxo, extravagâncias, engano, fraude, roubo e ruína – que ensinos encontrará ali?

“O Espiritismo afirma que os homens são semideuses, não decaídos; que ‘cada mente julgará a si mesma’, que o verdadeiro conhecimento coloca os homens acima de toda a lei’, que ‘todos os pecados cometidos são inocentes’, pois ‘o que quer que seja, está certo’, e ‘Deus não condena’. Representa os mais vis dos seres humanos como estando no Céu, e grandemente exaltados ali. Assim, declara ele a todos os homens: ‘Não importa o que façais; vivei como vos aprouver, o Céu é vosso lar.’ Multidões são levadas assim a crer que o desejo é a lei mais elevada, a libertinagem é liberdade, e que o homem é apenas responsável a si mesmo.

“Com tal ensino dado logo ao princípio da vida, quando os impulsos são os mais fortes e mais urgente a necessidade de restrição própria e pureza, onde está a salvaguarda da virtude? O que deverá impedir que o mundo se torne uma segunda Sodoma?

“Ao mesmo tempo a anarquia procura varrer todas as leis, não somente as divinas mas também as humanas. A centralização da riqueza e poder; vastas coligações para enriquecerem os poucos que nelas tomam parte, a expensas de muitos; as combinações entre as classes pobres para a defesa de seus interesses e reclamos, o espírito de desassossego, tumulto e matança; a disseminação mundial dos mesmos ensinos que ocasionaram a Revolução Francesa – tudo propende a envolver o mundo inteiro em uma luta semelhante àquela que convulsionou a França.

“Tais são as influências a serem enfrentadas pelos jovens hoje. Para ficar em pé em meio de tais convulsões, devem hoje lançar os fundamentos do caráter.

“Em cada geração e país, o verdadeiro fundamento e modelo para a formação do caráter tem sido o mesmo. A lei divina: ‘Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, […] e ao teu próximo como a ti mesmo’ (Lc 10:27) – grande princípio este manifesto no caráter e vida de nosso Salvador – é o único fundamento certo e o único guia seguro” (Ellen G. White, Educação, p. 228, 229).

Nota: Foram a tremenda desigualdade social entre a nobreza e o povo e os desmandos e a corrupção dos governantes e do clero que levaram as massas à insurreição e à revolta na França. Enquanto boa parte da população de Paris passava fome, a nobreza francesa se mudou da capital e construiu um palácio nababesco cerca de 20 km de distância, em Versalhes. Seus portões recobertos de ouro e seus 700 quartos finamente decorados estavam em gigantesco contraste com a extrema pobreza do povo. Esse abismo entre as classes sociais despertou uma revolta que fugiu do controle a acabou derramando muito sangue, da nobreza e da plebe. O tempo passou e o fosso social só se ampliou no mundo. Condições semelhantes àquelas que deflagaram a Revolução Francesa novamente existem no planeta (se é que um dia deixaram de existir). O “salário dos trabalhadores” explorados ainda clama (Tg 5:4) e mais uma vez as massas se levantam furiosas em tumultos e manifestações, dando vazão ao ódio represado. A centralização do poder e das posses, os muitos privilégios de poucos de novo “envolve[m] o mundo inteiro em uma luta semelhante àquela que convulsionou a França”. O ano de 2020 realmente ficará na história como um dos mais trágicos e mais reveladores de que só existe uma esperança para a humanidade caída. E que venha logo esse dia da “intervenção celestial”! [MB]

Quarentena faz aumentar acesso a conteúdos pornográficos

conteudos pAlém de cursos online e aulas no Instagram, os brasileiros estão ocupando o seu tempo de quarentena em sites pornôs. A prova disso é que os canais estão registrando um aumento no número de acessos e assinaturas. O número de visitas do […] aumentou 31% no período de 14 a 19 de março, se comparado aos dias 7 e 12 do mesmo mês. O número de usuários também subiu 25% no período acima e a quantidade de vídeo views aumentou 15%. A plataforma decidiu disponibilizar dez filmes nacionais e internacionais no site e nos canais por assinatura. “Queremos colaborar com a permanência das pessoas em casa, oferecendo mais opções de entretenimento e conteúdo de qualidade”, explica a diretora-geral do Grupo Playboy do Brasil, Cinthia Fajardo.

Nesta semana, a produtora de vídeo […] chegou a duplicar o número de assinaturas por dia. “Nossa média sempre foi de 300 assinaturas por dia, mas desde terça está chegando a 600”, afirmou Clayton Nunes, CEO da produtora, ao G1. […] Nunes explica que o consumo de conteúdo adulto se concentra nas horas vagas, por isso é o normal que o consumo aumente na quarentena. “Como as pessoas estão de quarentena é natural que o consumo aumente. O tempo livre causa esse comportamento”, afirma.

Não é só no Brasil que as pessoas têm procurado mais esses sites. O […], um dos mais famosos sites do entretenimento adulto do mundo, registrou um aumento global de acessos. A empresa até disponibilizou um especial de dados sobre consumo na época de coronavírus em seu site de resultados. No nível global, o número de acessos tem aumentado diariamente. Na terça-feira (17), o gráfico registrava o aumento de 11,6% em comparação a um dia médio, segundo o […]. Desde o dia 12 de março, o gráfico que mostra os acessos no Brasil também aumentam. Na última terça, o tráfego no site era 13,1% maior que um dia normal.

(G1 Globo)

Nota: Infelizmente, muita gente não sabe o que fazer com seu tempo livre. Enquanto alguns se aproximam de Deus, outros se distanciam dEle e procuram a poluição mental e moral. Nada de novo debaixo do sol, neste mundo de pecado… [MB]

O serial killer Ted Bundy e o estuprador assassino “Suzy”

Estive uma semana fora do Brasil e, quando voltei, procurei me informar dos últimos acontecimentos. À medida que me inteirava da polêmica da semana, experimentei um misto de sentimentos e um nó no estômago. O programa “Fantástico”, da rede Globo, há dois domingos apresentou uma reportagem em que o famoso Dr. Drauzio Varella visita na cadeia um transexual condenado a 36,6 anos de prisão por ter estuprado e estrangulado um garoto de nove anos de idade. No fim da matéria, Drauzio abraça Rafael (verdadeiro nome do detento), e isso causou comoção nas redes sociais. Não pela visita em si, nem tanto pelo abraço, mas pela espetacularização feita pela emissora, pela omissão do crime cometido pelo assassino e pela tentativa de dar a entender que o homem não era visitado há anos no presídio de Guarulhos, não por ter cometido um crime hediondo, mas por ser trans. Mais um exemplo de descarada manipulação da narrativa com intenções ideológicas “lacrativas”.

Como médico, evidentemente que o Dr. Drauzio podia visitar o estuprador assassino condenado (eu mesmo já visitei presídios e preguei para detentos). Mas que não se fizesse alarde da boa ação nem reportagem sentimentalóide vitimizando o agressor e desprezando completamente o sentimento da família que perdeu o filho. Conforme disse uma parente próxima, a família de “Suzy” o abandonou não por ser trans, mas pela monstruosidade cometida, que não se limitou ao menino morto, segundo a mesma parente. “Suzy” se sente sozinho? Imagine a solidão da mãe do garotinho…

Quando li a respeito dessa polêmica absurda, lembrei-me da história de Ted Bundy, o serial killer norte-americano visitado e entrevistado pelo psicólogo cristão James Dobson pouco antes de ser executado, em 24 de janeiro de 1989. Na ocasião, Bundy revelou seu vício em pornografia e como ela alimentou os terríveis crimes que cometeu. Ele matou brutalmente 28 mulheres e meninas, uma delas com 12 anos de idade.

Na conversa tida 17 horas antes de ir para a cadeira elétrica, Bundy demonstrou arrependimento, chorou e disse ter chamado o Dr. Dobson para contar-lhe a respeito de como a pornografia e o consumo de álcool o haviam levado ao fundo do poço. Ele queria que as pessoas soubessem disso. Em seu tempo de cadeia, Bundy percebeu que todos os homens presos por violência sexual tinham envolvimento profundo com pornografia.

Não sei se o Dr. Dobson abraçou Ted. Não sei se ele orou com o condenado. Mas uma coisa é certa: Ted falou de Deus, pediu perdão aos parentes das vítimas e disse aceitar a condenação como justa. “Acho que a sociedade merece ser protegida de mim e de outros como eu. Isso é certo”, disse ele.

Na matéria do “Fantástico”, nada disso foi visto. Nada de pedido de perdão. Nada de menção e admissão do crime. Nada de referência à vítima nem à família. Essas coisas não cabiam na pauta programada. No caso de Ted Bundy, o objetivo da conversa foi advertir uma sociedade que brinca com o perigo. No caso de “Suzy”, o objetivo foi manter a narrativa de uma emissora e de uma parcela da sociedade para quem uma cantada é sinal de “macheza tóxica”, ao passo que o assassino-personagem-ideal merece empatia. Ted foi execrado por ser assassino; “Suzy” foi abandonada por ser trans. Dobson não sabia o que ouviria do condenado; Drauzio concheia a pauta e os editores já tinham a história na qual encaixar o depoimento.

Esse é o tipo de situação que podemos apenas avaliar pelo que vemos e ouvimos. O coração e as intenções só Deus conhece. Espero sinceramente que Rafael se arrependa e se converta na prisão em Guarulhos, assim como Bundy se converteu antes de ser executado nos Estados Unidos. E que a Globo e o Dr. Drauzio tenham aprendido uma importante lição.

Precisamos nos lembrar do que Jesus que disse em Mateus 25: “…estive preso e não Me visitastes.” Mas não podemos nos esquecer de que Ele disse também que “qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em Mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar” (Mt 18:6).

Michelson Borges

Casos de sífilis aumentam no Brasil

sifilisPrincipal forma de transmissão dessa e de outras DSTs são as relações sexuais

As doenças sexualmente transmissíveis causam, desde sempre, transtornos à saúde pública e à vida das pessoas. Além das mais conhecidas, como o HIV, a herpes genital e a gonorreia, por exemplo, outras têm surgido ou evoluído com o passar do tempo. No Brasil, uma das DSTs que mais tem avançado é a sífilis. Segundo um relatório do Ministério da Saúde, entre 2010 e 2018 a doença teve um aumento de 4.157% nos casos. De acordo com o estudo, só durante o ano de 2018, mais de 246 mil pessoas adquiriram a doença no Brasil.

A sífilis tem como principal forma de transmissão as relações sexuais desprotegidas, ou seja, sem o uso de preservativo. A doença é considerada uma infecção sistêmica crônica, de transmissão sexual e vertical (quando é transmitido da mãe para o bebê), provocada pela bactéria espiroqueta Treponema pallidum. “A sífilis é caracterizada por quatro etapas: primária, quando ocorre de 10 a 90 dias após o contato sexual, formando-se uma úlcera indolor com base endurecida, rica em treponemas (um gênero de bactéria); secundária, quando surge de seis semanas a seis meses após o contágio, formando-se lesões doloridas na pele e mucosas em forma de roséola; sífilis latente, período no qual não há sinais clínicos da doença, mas há reatividade nos testes imunológicos que detectam os anticorpos; e sífilis terciária, ocorrendo cerca de 2 a 40 anos após o contágio, com lesões nodulares que podem provocar degenerações ósseas, cardiovasculares e neurológicas”, diz o professor dos cursos de pós-graduação da Área da Saúde do Centro Universitário Internacional Uninter, Willian Barbosa Sales.

A sífilis preocupa as autoridades por ser uma doença de fácil propagação e pelo aumento de contaminação nos últimos anos. Evidentemente que o uso de preservativos ajuda a minorar o problema, mas não se trata de uma solução 100% eficiente, até porque se sabe que o vírus HPV, por exemplo, pode ser transmitido sem penetração, bastando o contato com a região da virilha. Há também vírus que se propagam por meio de “simples” beijos (confira aqui, aqui e aqui). Algumas DSTs acompanham as pessoas pela vida toda. É como disse Neruda: “Somos livres para fazer escolhas, mas somos prisioneiros das consequências.”

O carnaval vem aí. Seja sábio e tome sua decisão. Eu e minha casa já decidimos (como sempre fazemos): retiro saudável e espiritual.

Rede social feminista usa identificação facial para barrar homens

facial-recognition-technologyUm novo aplicativo chamado Giggle, lançado na sexta-feira (7), se apresenta como uma rede social exclusiva para mulheres. Para garantir que a premissa se mantenha, os desenvolvedores exigem que, durante o cadastro, seja enviada uma selfie para que o “software de verificação de gênero por biometria” possa determinar se a cadastrada é realmente do sexo feminino. O app, que foi criado pela roteirista australiana Sall Grover, por se definir como uma plataforma feminista, com objetivo principal de conectar mulheres com colegas de quarto em potencial ou companheiras de viagem, já levantou questões polêmicas sobre gênero. Entre as quais, por um efeito da tecnologia: acaba por deixar mulheres trans de fora da rede social.

No Twitter, usuários apontaram a existência de suposta transfobia por parte do recurso tecnológico aplicado pelo Giggle. A criadora do app respondeu dizendo que consultou mulheres trans durante o desenvolvimento do aplicativo e determinou que era melhor admitir abertamente os limites do software (no site da empresa está descrito que usuárias trans teriam dificuldade de acessar a plataforma). “Trabalhamos com garotas trans que decidiram que era melhor admitir essa limitação, do que causar alguma frustração por omitirmos”, explicou ela. […]

(Veja)

Nota: A “limitação” do software de inteligência artificial revela duas coisas: (1) que ele detecta o óbvio – homens são homens, mulheres são mulheres; e (2) a inteligência artificial se mostrou mais inteligente que a inteligência natural por perceber essa obviedade. Por causa disso, até um software está sendo considerado transfóbico… [MB]