Big Brother tem até incesto, agora? O que mais falta?

bbb18Na manhã desta terça-feira (23), as redes sociais “ferveram” com a notícia e o vídeo com uma cena aparentemente incestuosa em que o pai aparece deitado sobre a filha fazendo movimentos com o quadril. A cena foi protagonizada durante a 18ª edição do reality show da Globo “Big Brother Brasil”. Segundo o jornal O Povo , muitos internautas se mostraram revoltados e pediram a saída do pai. Só que esse é o tipo de situação que mais ajuda a promover o programa e alavancar audiência do que qualquer outra coisa. O BBB já teve de tudo. O que mais fazer para chamar a atenção? Eis aí a resposta: incesto.

Quando foi exibido o primeiro beijo gay numa novela também houve repúdio e reprovação. Na segunda vez em que uma cena do tipo foi ao ar, já não houve revolta. A terceira arrancou aplausos. Assim a TV vai “fazendo a cabeça” das pessoas, tornando natural o que não é.

O script já está escrito. Neste primeiro momento-teste do BBB18, o incesto aparentemente foi reprovado (e duvido que os reclamantes deixarão de assistir ao programa). Nas próximas vezes em que cenas incestuosas aparecerem na programação, a dessensibilização já terá feito seu papel, até que a aceitação seja o resultado. No futuro, o mesmo processo (que começou com a aprovação do casamento gay, do poliamor e com a erotização das crianças) poderá ocorrer também com a naturalização da pedofilia e a legalização da necrofilia e da zoofilia. Duvida? Eu não duvido de mais nada. Quando a “porteira” moral é aberta, os bichos (todo tipo de bichos) começam a passar. E nossa dívida com Sodoma só vai aumentando…

Essa situação ajuda até a ilustrar o efeito do pecado em nossa vida. Num primeiro momento, ele nos causa repulsa. Só que, à medida que vamos brincando com o pecado, o que antes nos repelia passa a se tornar aceitável, para, finalmente, ficar desejável. Por isso, quando o assunto é pecado, imoralidade e maldade, a atitude mais segura é nunca dar o primeiro passo.

Não se esqueça de que vivemos num Big Brother cósmico. Segundo o apóstolo Paulo, somos espetáculo ao universo (1Co 4:9). Que papel assumiremos nessa peça?

Michelson Borges

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Crianças são sacrificadas em ritual satânico no RS

satanismoTem gente que ainda acha que o satanismo é só uma reação irônica ao cristianismo ou um tipo de brincadeira macabra de péssimo mau gosto. Só que algumas “pessoas” levam essa brincadeira bem a sério e revelam o espírito daquele que as inspira. Foi o que aconteceu em Novo Hamburgo, RS, onde o líder de um culto satânico é acusado de ter assassinado e esquartejado duas crianças em um ritual. As crianças teriam sido compradas ou sequestradas na Argentina e trazidas para o Brasil por um homem daquele país. Duas reportagens do Jornal NH (confira aqui e aqui) revelam os detalhes sórdidos desse crime hediondo que faz lembrar outros, como um que, no início da década passada, levou o Ministério Público Federal a conduzir uma investigação sobre os meninos castrados em Altamira, no Pará. Crianças e adolescentes eram sequestrados e apareciam mutilados e mortos. Era um caso que também envolvia magia negra. Por isso, na próxima vez que você achar que satanismo é brincadeira tipo Halloween, lembre-se de que tem “gente” que leva isso a sério, para deleite do “deus” que adoram.

Estude mais sobre a origem do mal e a rebelião de Lúcifer. Clique aqui.

MP manda supermercado de SP suspender cartilha que condena gays, aborto e sexo fora do casamento

hirotaO Ministério Público do Trabalho de São Paulo mandou na sexta-feira (22) a rede Hirota Food Supermercados suspender a distribuição de cartilha que condena gays, o aborto e o sexo antes ou fora do casamento. O órgão informa que tomará medidas judiciais caso a empresa descumpra o pedido. A Promotoria considerou “discriminatório” o conteúdo da cartilha “Cada Dia Especial Família de 2017”, que traz 31 mensagens que discorrem sobre casamento, relação entre pais e filhos e até dívidas da família. Os textos foram escritos pelo pastor Hernandes Dias Lopes, da Igreja Presbiteriana, e a publicação teve tiragem de 10 mil exemplares. A notificação enviada pelo MP ao supermercado também exige que as cartilhas já distribuídas sejam retiradas de circulação e que a empresa deixe de produzir conteúdo desse tipo e o divulgar em suas lojas, site ou redes sociais.

Quando o caso começou a repercutir nas redes sociais, a rede de supermercados disse, em nota, que “lamenta qualquer transtorno que tenha causado pela distribuição da cartilha da família”. “Reiteramos que em momento algum tivemos a intenção de polemizar, ofender ou discriminar qualquer forma de amor”, dizia o texto.

O MP enviou oito recomendações à rede, incluindo impedir qualquer distinção, exclusão, limitação ou preferência que cause discriminação de trabalhador potencialmente candidato ao preenchimento de vagas ofertadas pela empresa, devido a discriminação como de gênero, orientação sexual ou por arranjos familiares entre as pessoas.

“[O MP exige que a rede de supermercado] assegure a plena e efetiva igualdade entre mulheres e homens em seu ambiente de trabalho; que garanta o respeito à liberdade de religião, credo, de gênero e orientação sexual em seu ambiente de trabalho e da mesma forma respeite identidade de gênero, orientação sexual e forma de agir de todas as pessoas.”

(G1 Notícias)

Nota: Se você é dono de um estabelecimento privado e deseja utilizá-lo para presentear seus clientes com mensagens de cunho religioso, o Estado tem autoridade para impedi-lo da fazer isso? Onde está a tão propalada liberdade religiosa? Só a militância gay tem direito de promover suas cartilhas? Veja o que escreveu meu amigo Marco Dourado, de Curitiba: “Se não estiver sob estrita vigilância daqueles a quem deveria servir, o Estado torna-se um fim em si mesmo, cada vez mais inchado e crescentemente mais viciado em arrecadação a fim de garantir mais e mais prosperidade e poder para os que o compõem. A esquerda visa continuamente a ocupar todas as instâncias do Estado, seja pela violência, seja subornando boa parte da população com migalhas que ele mesmo lhes extorquiu. Então, inchado, detentor de uma poderosa e vigilante burocracia, amparado por coitados dependentes e sustentado compulsoriamente por extorquidos, usará todos os seus incontáveis tentáculos para impor seus projetos e metas e esmagar qualquer ação que o possa ameaçar. Por que vocês acham que o Paraíso Escandinavo tornou-se um inferno para cristãos sinceros?” Ficam no ar algumas perguntas: Quais serão as próximas “cartilhas”, os próximos conteúdos censurados pelo Estado? Quais serão as próximas exigências contratuais que acabarão indo contra os princípios de certas instituições? Tempos cada vez mais difíceis pela frente. Quem viver verá… [MB]

O ano termina marcado por mais loucuras humanas

aiQuando pessoas começam a adorar máquinas, o governo a “confiscar” crianças e indivíduos a casar consigo mesmos podemos ter certeza de que algo está muito errado com o mundo.

Anthony Levandowski, antigo executivo da Google e da Uber para projetos de carros autônomos, afirmou uma entrevista à Wired que quer começar uma igreja para louvar a inteligência artificial. O engenheiro mecânico registrou-se como líder da igreja em maio, ou seja, na época em que a Uber o despediu por ter usado propriedade intelectual da Google. Esse episódio levou a que fosse aberto um processo judicial entre as duas empresas. Apelidada com as siglas WOTF, a Way of the Future (em português, “O caminho do futuro”) é uma igreja que quer “criar uma transição pacífica e suave entre o momento em que as pessoas mandam sozinhas no planeta e o momento em que mandam juntamente com máquinas”, segundo o site oficial da instituição. A WOTF acredita que um dia a inteligência artificial vai criar máquinas mais avançadas do que os humanos e que, por isso, estas vão se tornar um deus que merece reverência.

Segundo Levandowski, para se fazer parte da igreja não é preciso doar dinheiro, apenas “passar a palavra” sobre a inevitável criação de uma superinteligência que poderá mandar nos humanos. (Observador)

canadaJá no Canadá a loucura é outra: o governo “confiscará” crianças de famílias que se recusam a aceitar a ideologia de gênero. A província de Ontário aprovou uma nova lei que permite ao governo retirar as crianças de famílias que se recusam a aceitar a opção dos filhos por determinada “identidade de gênero” ou “expressão de gênero”. O que foi chamado de “Ato de Apoio a Crianças, Jovens e Famílias”, ou Lei 89/2017, acabou aprovada em votação de 63 favoráveis a 23 contrários, registra o The Christian Times.

Ele exige que os serviços de proteção a crianças, serviços de adoção e juízes levem em consideração e respeitem a “raça, ancestralidade, local de nascimento, cor, origem étnica, cidadania, diversidade familiar, deficiência, crença religiosa, sexo, orientação sexual, identidade de gênero e expressão de gênero”. […]

A Lei 28 [anterior] garantia que o pai ou a mãe da criança possuía o direito de “direcionar a educação e a formação religiosa dela. Já a nova lei diz que isso pode ser feito “desde que siga a crença da criança ou do jovem, sua identidade comunitária e identidade cultural”. Ou seja, não são mais os pais que determinam como a criança será criada e sim ela mesma. […]

Jack Fonseca, estrategista político da Campaign Life Coalition, [disse]: “Com a passagem da Lei 89, adentramos em uma era de poder totalitário do Estado, algo nunca antes testemunhado no Canadá. Não se engane, a Lei 89 é uma grave ameaça para os cristãos e todas as pessoas religiosas que têm filhos ou que desejam criar uma família através da adoção.”

Em abril, um casal cristão apresentou uma ação judicial contra Hamilton Children’s Aid Society por ter retirado de sua casa duas crianças adotivas porque eles se recusaram a mentir para as meninas, dizendo que o coelhinho da Páscoa era real. “Nós temos uma política de não mentir”, justificou Derek Baars, um dos pais adotivos, denunciando que uma pessoa que trabalhava no serviço de apoio à criança insistiu que ele e sua esposa, Frances Baars, dissessem para as meninas, de 3 e 4 anos, que o coelhinho da Páscoa era de verdade. “Nós explicamos à agência que não estamos preparados para dizer às crianças uma mentira. Se as crianças pedissem, não mentiríamos para elas, mas nós não a levantaríamos.”

Os Baars, que são membros da Igreja Presbiteriana Reformada, perderam a guarda das crianças. O argumento da agência governamental de cuidado infantil é que o coelhinho da Páscoa era uma “parte importante da cultura canadense” e por isso os pais tinham de admitir sua existência. (Visão Cristã)

sologamiaE por último, a nova insanidade: o casamento consigo mesmo. No verão de 2000, a artista Gabrielle Penabaz, de Nova York, decidiu dar uma festa de casamento para si mesma enquanto tentava se recuperar de uma desilusão amorosa. Ela cuidadosamente escolheu o local, as flores, a aliança, o vestido de noiva e escreveu os seus votos. Ela até vestiu “uma coisa emprestada e uma coisa azul” no dia, uma das simpatias que algumas noivas fazem, mesmo que o evento fosse meramente simbólico e sem um componente essencial: o noivo. Mesmo assim, seus amigos e sua família participaram, e Gabrielle diz que ela teve “o melhor casamento” de todos os tempos. Desde então ela tem “oficializado” o casamento de outras pessoas consigo mesmas, como uma forma de performance – um serviço que ela cobra. Seus clientes são normalmente mulheres solteiras, apesar de pessoas de todos os gêneros e de diferentes estados conjugais terem participado. Ela diz ter “casado” mais de 1.500 pessoas em cerimônias normalmente como a dela própria, com altares erguidos, roupas específicas, bolo e votos.

Bem-vindos ao mundo do autocasamento ou “sologamia”, que vem atraindo muita atenção nos últimos anos. […] Não há dados oficiais sobre o número de pessoas que se decidiram pelo autocasamento, mas o interesse ocorre em um momento no qual o número de pessoas não casadas atingiu recordes em economias avançadas, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). (G1 Notícias)

Nota 1: Essas são apenas três entre muitas loucuras que estão sendo praticadas por aí. Elas servem de amostra de como as pessoas tem encarado a Palavra de Deus e as leis do Criador. Quando Deus é abandonado, a sociedade, a humanidade fica desnorteada e passa a amar e idolatrar a criatura e as coisas que ela mesma fez. Quando os princípios bíblicos são deixados de lado, instituições sagradas como o casamento são pisadas e tratadas como piada. É bem como previu Jesus: “Quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lucas 18:8). [MB]

Nota 2: Desejo-lhe um ano novo abençoado e pautado pela Bíblia Sagrada, independentemente das distorções criadas pelo ser humano. [MB]

Biologia não é de esquerda nem de direita

transgenderTiffany, 1,94m de altura, nasceu Rodrigo de Abreu. Depois de participar durante anos de ligas masculinas de vôlei pelo mundo como Rodrigo, inclusive no Brasil, agora se apresenta como Tiffany e joga na Superliga Feminina. Sou contra e peço licença para ter uma conversa honesta e franca com você. Antes de tudo, a discussão não é sobre preconceito ou tolerância, é sobre a volta do bom senso. Nada contra Tiffany, que apenas segue uma regra criada pelas entidades responsáveis pelo esporte, mas tudo contra politizar ciência, esporte profissional e biologia em nome de uma agenda ideológica que humilha e inferioriza as mulheres. O próprio coordenador da Comissão Nacional Médica (Conamev) da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), órgão responsável pela liberação de Tiffany, Dr. João Granjeiro, declarou ser contra a participação da atleta trans na Superliga Feminina.

Defensores de mulheres transexuais em ligas femininas têm como linha de argumento que atletas passam por tratamentos para reduzir seus níveis de testosterona para o mesmo nível exigido das atletas nascidas mulheres. Permita-me explicar o absurdo desta ideia: mulheres que, como eu, disputaram competições femininas oficiais desde as categorias de base, passam toda sua vida profissional sendo monitoradas em incontáveis testes, dentro e fora do período de competições. No mínimo traço de testosterona detectado acima dos níveis permitidos, uma suspensão é aplicada.

Toda a patrulha médica do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) e da própria CBV serviram para que minha força, musculatura, ossos e condição cardiovascular não estivessem sendo construídos injustamente com o hormônio masculino ao longo dos anos. Durante toda minha trajetória de atleta fui submetida ao controle da Agência Mundial Anti-Doping (WADA), o que incluiu informar ao órgão, durante anos, onde eu estava todos os 365 dias do ano para que pudesse ser alvo de um teste-surpresa. Todas as atletas profissionais sabem do que estou falando. Quantas vezes não fomos acordadas às 5h30 da manhã para colherem material sem aviso prévio?

Tiffany, que foi Rodrigo na maior parte da sua vida, tem 33 anos. Há dois anos tem níveis de testosterona compatíveis com o esporte feminino, mas nos outros 31, quando jogava vôlei em ligas profissionais como Rodrigo, construiu um corpo de 1,94m de músculos masculinos. É justo que agora participe de competições com quem é mulher desde que nasceu, que tem ossos, músculos, ligamentos e capacidade aeróbica tipicamente femininas? Você sabe a resposta.

Alguns dos médicos mais respeitados da área, como a Dra. Ramona Krutzik, endocrinologista californiana que estuda os hormônios humanos há 19 anos, estão começando a se posicionar contra esse absurdo. Krutzik defende que um ano de terapia hormonal não é suficiente para reverter os efeitos da puberdade masculina em uma atleta transexual. “Para reverter qualquer aspecto físico masculino no corpo, além da cirurgia de sexo são necessários ao menos quinze anos sem testosterona para começarmos a perceber algumas mudanças ósseas e musculares”, esclarece a Dra. Ramona Krutzik.

Nem a Dra. Joanna Harper, mulher transexual desde 2004, concorda que atletas trans femininas deviam ser liberadas apenas pelo nível de testosterona. Fisiologista do Providence Portland Medical Center, Dra. Harper publicou um estudo em 2015 afirmando que corredoras trans podem ser mais lentas que mulheres. No entanto, ela acredita que a redução de testosterona por apenas um ano num corpo masculino não é dado suficiente para permitir a participação de transexuais em diversas modalidades em que a força física é determinante.

Se tudo isso não bastasse, o debate beira o surrealismo quando se sabe que o COI pode excluir do esporte feminino mulheres com níveis mais altos de testosterona por causas naturais. Mulheres que nunca usaram qualquer substância para elevar seus níveis hormonais são impedidas de competir, como a corredora indiana Dutee Chand que foi acusada de “não ser mulher”.

Dutee Chand tinha um distúrbio conhecido como “hiperandrogenismo” e, por isso, foi banida do esporte. Na época, o COI e a Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) alegaram que Chand não havia passado no teste de gênero e teria que ser suspensa. O teste de gênero é feito nos casos de níveis elevados de testosterona endógena (produzida pelo corpo) e é obrigatório apenas (pasmem!) para mulheres. Chand só pôde voltar a competir depois de recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS).

Com que cara olhamos então para essas mulheres que já foram cortadas de competições ou banidas do esporte pelo nível de testosterona alto em algum momento da vida? Como impedir agora que meninas adolescentes construam corpos com hormônio masculino e depois ajustem os níveis um ano antes de competir com as outras?

A agenda político-ideológica em defesa de transexuais em esportes disputados por mulheres ultrapassou qualquer limite do absurdo quando Fallon Fox, um ex-militar e ex-caminhoneiro americano, tornou-se a primeira lutadora trans de MMA. Fox não apenas venceu cinco das seis lutas que disputou como causou profundas lesões corporais nas suas oponentes, como concussões sérias e ossos fraturados. Digam o que quiserem, Fox é um homem batendo publicamente em uma mulher numa arena e ganhando dinheiro e aplausos politicamente corretos por isso.

O que aconteceria se LeBron James, uma lenda viva da NBA, decidisse levar sua técnica, seus músculos e seus 2,03m para o campeonato de basquete feminino depois de dois anos de tratamento hormonal? A diferença entre o basquete masculino e feminino está em quase tudo: no tamanho na bola, na altura da cesta, na distância para o arremesso de três pontos e até nas regras.

Pode parecer absurdo, mas até a possibilidade de uma convocação de Tiffany para a seleção brasileira já foi admitida pelo atual técnico, José Roberto Guimarães. Em quanto tempo teremos uma seleção feminina composta basicamente por transexuais? Quantas Fernandas, Sheilas e Anas não terão qualquer chance na seleção adulta depois de terem passado (limpas) por todas as categorias de base? Precisamos ser claros em relação a isso, sem meias palavras ou eufemismos, pode ser fim de jogo para o esporte feminino.

Vi as recentes declarações de Tiffany e sou solidária em relação às batalhas que precisou travar para que seu corpo estivesse mais bem alinhado com o que deseja. Seus desafios pessoais são inimagináveis para mim. Mas por mais adorável que seja, não tenho como ignorar que possui uma composição óssea e muscular masculina sacando, bloqueando e subindo na rede para cortar. Tiffany pode ser muito bem-vinda nas áreas técnicas do esporte feminino, mas seu corpo é totalmente incompatível com o vôlei entre mulheres.

Este é mais um dos temas que precisamos enfrentar numa sociedade que está sucumbindo às militâncias barulhentas, intelectuais e comentaristas perturbados por falta de coragem de participar do debate público e dizer o que precisa ser dito sem medo de perseguições e assassinatos de reputação. Se é desgastante sair da zona de conforto e se posicionar, considere as consequências de se calar.

Não podemos vendar os olhos com o politicamente correto e aplaudir uma desigualdade em nome da igualdade. O que está acontecendo é um verniz em um universo fora da realidade, onde a inclusão de atletas trans no esporte feminino significa a exclusão de mulheres. Exaltar homens “que se identificam como mulheres” em papéis e campos femininos pode ser a forma suprema de misoginia.

(Ana Paula Henkel, O Estado de S. Paulo)

Nota: Quero parabenizar a Ana Paula pela lucidez e pela coragem de trazer um pouco de bom senso às discussões sobre um tema delicado e blindado pela praga do politicamente correto. É preciso pôr a cabeça no lugar e perceber as incoerências, inconsistências e injustiças que têm sido cometidas em nome da tal “igualdade”. A biologia, de fato, está pouco se lixando pra isso. Os sexos masculino e feminino nascem definidos e ponto final. Ninguém pode mudar isso. [MB]

O funk, como o mosquito da dengue, está fazendo estragos

vai-malandra-2Se criticar o funk é ser preconceituoso, sinto muito, eu sou. Pensando bem, quando nossa opinião tem como base informações e conceitos analisados previamente, isso é, na verdade, um pós-conceito. E não posso considerar boas músicas que se limitam a exaltar os atributos físicos das mulheres, tratando-as como objeto sexual e usando palavras vulgares, gemidos e insinuações que promovem a carnalidade e o erotismo sem limites. As coreografias mais parecem atos sexuais animalescos, e a letra do último hit da atual cantora mais famosa do gênero é pura baixaria, com trechos em inglês num dos quais afirma que “todo o Brasil está sentindo isso”. Depois reclamam dos gringos assanhados que consideram as brasileiras mulheres “fáceis” e o Brasil um eterno sambódromo exalando feromônios pelo ar. É esse tipo de imagem que estamos vendendo. É esse tipo de conteúdo que está poluindo a vida desta geração.

O cantor Lulu Santos deixou escapar em seu Twitter uma crítica certeira a essa cultura pornomusical que se alastra pelo país: “Caramba! É tanta [e aqui ele se refere à exibição de traseiros e genitálias] que a impressão que dá é que a MPB regrediu pra fase anal.” Claro que os fãs do funk atacaram o cantor e disseram que finalmente a favela passou a ter voz. Mas duvido que essa seja a “voz da favela”, assim como não é certo afirmar que todo morador dessas comunidades é traficante ou mesmo que todo brasileiro gosta de carnaval. Eu não gosto, e sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor.

Com uma frase freudiana, Lulu Santos, cuja carreira decolou nos anos 1980, descreveu a decadência musical que tomou conta do Brasil e que está sendo exportada como se fosse representante da nossa cultura.

Aliás, foi no fim dos anos 1980 que eu decidi me desfazer da minha coleção de fitas cassete. Eu era fã de bandas de rock como Legião Urbana, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawaii e outras. Quando aceitei Jesus como meu Salvador e passei a pautar minha vida pela Bíblia, entendi que meus gostos, minhas preferências e mesmo minhas predileções musicais deveriam refletir os altos padrões do cristianismo adventista que eu havia abraçado. Realmente não deveria haver comunhão entre a luz e as trevas na minha vida. Dali para a frente decidi que apenas ouviria músicas com conteúdo edificante e que, de alguma forma, me aproximassem de Deus e dos valores do reino dEle. E esse pensamento apliquei a todo tipo de produção cultural, de filmes a livros, passando por histórias em quadrinhos e séries televisivas. Filipenses 4:8 passou a ser minha baliza, meu aferidor daquilo que vale a pena ser consumido.

Só que o rock anos 1980 que eu ouvia na época é poesia requintada perto do que se ouve hoje. É com espanto que vejo cristãos curtindo o tal sertanejo universitário, rap e funk, sem peso na consciência. Sei que o mundo jaz no maligno e que a decadência cultural acompanha a corrida da humanidade ladeira abaixo, mas não tenho como evitar o espanto e a contrariedade. Se o Renato Russo estivesse vivo eu pediria desculpas a ele por ter jogado fora aqueles cassetes…

No alto de uma laje no meio da favela, a famosa funkeira gravou sua mais recente ode à objetificação feminina e ao erotismo vulgar. Nas fotos espalhadas pelas redes sociais e estampadas nos mais importantes jornais e nas mais conhecidas revistas, ela aparece praticamente nua com outras mulheres na mesma condição. A campanha de marketing foi pesada, de tal forma que ficou difícil não esbarrar nas manchetes e nas imagens. Mas sabe para o que a Secretaria de Saúde do Rio chamou atenção? Para a água parada na laje sob os pés da cantora. Sim, porque poças d’água como aquela ajudam a proliferar o temido mosquito da dengue.

Onde estão os órgãos de defesa das crianças numa hora dessas? Há muitas meninas rebolando por aí imitando suas ídolas e sonhando com o luxo ostentado por essas mulheres que venderam a honra em troca de sucesso. Onde estão as feministas para vociferar contra essa exploração indevida da figura da mulher? Não querem se indispor contra a “cultura do morro”? Muito pior do que o estrago causado pelo Aedes aegypti é a proliferação da baixaria, da pornografia, do sexo animalesco, do entretenimento obsceno. Muito pior do que a dengue é a perda da moral, o rebaixamento dos valores e o esquecimento dos bons costumes. Se tratada, a dengue tem cura, mas quem vai recuperar a mente desta geração que regrediu à fase anal?

Michelson Borges

Sou uma pediatra. Isso é o que fiz quando um paciente me disse que ele era uma menina

gender-sexual-identity-iconsO gênero biológico não é atribuído, mas determinado na nossa concepção pelo nosso DNA e replicado em todas as células do nosso corpo. E é binário – ou você tem um cromossomo Y e será um macho ou você não tem e será uma fêmea. Existem pelo menos 6,5 mil diferenças genéticas entre homens e mulheres. Hormônios e cirurgias não podem mudar isso. Mas a identidade não é biológica, é psicológica. Tem relação com o que se pensa e o que se sente. Pensamentos e sentimentos não têm uma conexão biológica. Nossos pensamentos e sentimentos podem estar factualmente certos ou errados. Se eu entrar no consultório do meu médico e falar “Oi, eu sou a Margaret Thatcher”, meu médico vai dizer que estou com problemas psicológicos e me dar remédios para isso. Se, por outro lado, eu entrar e afirmar que sou um homem, ele diria “Parabéns, você é transgênero”.

[Continue lendo esse artigo tremendamente esclarecedor do jornal Gazeta do Povo, um dos poucos neste país que se atreve a falar dos dois lados de uma questão, como manda o bom jornalismo.]