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A esquerda é o arco, a direita é a flecha

flechasCom todas essas mudanças políticas e econômicas que o Brasil e o mundo estão enfrentando, muitos se perguntam aonde a humanidade vai chegar. Será que o caos está próximo mesmo? Será o “fim do mundo”? Os ânimos estão se acirrando e principalmente a polarização política se intensifica cada dia mais. No meio dessa confusão toda, surgem vozes destoantes e antagônicas, e a violência cresce assustadoramente. De um lado estão os adeptos da ideologia política de esquerda, com seu discurso de inclusão e justiça social, defesa de minorias e pautas progressistas como o aborto e a legalização das drogas. De outro lado, estão os adeptos da ideologia política de direita, com sua oratória moralizante e intolerante, de preservação de uma tradição religiosa e de instituições antigas. Em meio a esse fogo cruzado, qual deve ser a postura cristã pautada por princípios bíblicos?

Segundo Karl Marx, possivelmente a maior influência para a esquerda mundial, seus princípios metodológicos e basicamente toda a sua teoria econômica e social estão fundamentados no evolucionismo darwinista. Tanto é assim que ele dedicou a segunda edição de O Capital para seu “autêntico amigo” Charles Darwin.

No livro Polemos: Uma Análise Crítica do Darwinismo (p. 220), o ex-professor da UNB José Osvaldo de Meira Penna destaca algo interessante: “Em carta a Engels de 19 de dezembro de 1860, um ano depois da publicação de A Origem das Espécies, Marx informa seu dileto amigo que, ‘durante meu tempo de provações, nas quatro últimas semanas, li toda espécie de coisas. Entre outras, o livro de Darwin sobre a seleção natural. Malgrado seu inglês pesado, esse livro contém o fundamento natural de nossa teoria’” (grifo meu). Percebeu? Foi o próprio Marx que admitiu…

No livro Darwin: Retrato de um Gênio (p. 116), Paul Johnson, escreveu que “a devoção que Marx e Engels demonstraram em relação ao livro Origem [das Espécies] ainda na semana de sua publicação foi seguida por um interesse contínuo entre importantes comunistas, de Lenin a Trotsky, de Stalin a Mao Tse-Tung, e todos lançavam mão da teoria da seleção natural para justificar a luta de classes”.

James Pusey, professor de Estudos Chineses da Universidade Bucknell, escreveu um artigo para a série “Global Darwin”, na revista Nature de 12 de novembro de 2009, sobre as reações de Lenin e Mao Tse-tung à obra de Charles Darwin. Embora não tenha citado boa tarde das mazelas comunistas, Pusey aponta uma informação muito reveladora:

“Sun, Jiang Jieshi (Chiang Kaishek) e, finalmente, o pequeno grupo de intelectuais que, em indignação pela traição em Versalhes, encontrou no marxismo o que parecia para eles a fé mais apta na Terra para ajudar a China a sobreviver. Isso não foi, é claro, toda responsabilidade de Darwin, mas Darwin esteve envolvido em tudo. Para crer no marxismo, alguém tinha de acreditar nas forças inexoráveis empurrando a humanidade, ou pelo menos os eleitos, para o progresso inevitável, através de séries de etapas (que poderiam, contudo, ser puladas). Alguém tinha de acreditar que a história era uma luta de classes violenta, hereditária (quase que uma luta ‘racial’); que o indivíduo deve ser severamente subordinado ao grupo; que um grupo iluminado deve liderar o povo para o seu próprio bem; que as pessoas não devem ser humanas para com seus inimigos; que as forças da vitória asseguraram a vitória daqueles que estavam certos e que lutaram. Quem ensinou essas coisas para os chineses? Marx? Mao? Não. Darwin” (grifos meus).

O livro Marxismo Desmascarado é a coletânea de palestras apresentadas nos anos 1950 por Ludwig von Mises. Na página 41, ele diz: “Era o tempo de A Origem das Espécies [1859], de Charles Darwin. A moda intelectual daquele momento era enxergar o homem simplesmente como um membro da classe zoológica dos mamíferos, que agia com base nos instintos.”

Por causa da cosmovisão materialista, os marxistas não veem a vida como algo sagrado e, por isso, desprezam as Escrituras e a tradição judaico-cristã como orientadoras da moral social e dos valores intrínsecos que elas carregam. Do ponto de vista adventista do sétimo dia, as instituições edênicas criadas por Deus, como o casamento heteromonogâmico e mesmo as diferenças entre os dois sexos originalmente criados são, dessa maneira, injustamente consideradas meras convenções humanas, resquícios de uma sociedade arcaica.

O memorial da criação, o santo sábado, e o relato da origem do pecado e da queda humana são tidos, dentro desse espectro político, como apenas lendas religiosas superficiais. O ser humano se resume a um animal racional, um “amontoado de células” sujeito às mutações aleatórias da suposta “macroevolução”. O pecado passa a não ser um atributo inerente à natureza e seus efeitos espirituais não mais existem. Como consequência, a redenção bíblica protagonizada por Cristo é interpretada como um ideal social nas mãos da Teologia da Libertação, e será alcançada por uma via revolucionária, socialista ou comunista.

Como acusação contra os “conservadores”, Karl Marx, seu amigo e coautor Friedrich Engels e seu discípulo italiano Antônio Gramsci, os principais ideólogos de esquerda seguidos no Brasil, ao lado de Nietzsche, dizem que foi o capitalismo que originou a família tradicional. Para os marxistas, essa família não é o arranjo de família natural, pois as relações familiares, antes da “praga do capitalismo”, eram comunitárias. Um trecho do livro A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado (p. 69-74), de Friedrich Engels, esclarece essa posição:

“A família individual moderna está baseada na escravidão doméstica, transparente ou dissimulada, da mulher, e a sociedade moderna é uma massa cujas moléculas são compostas exclusivamente por famílias individuais. Hoje em dia é o homem que, na maioria dos casos, tem de ser o suporte, o sustento da família, pelo menos nas classes possuidoras, e isso lhe dá uma posição de dominador que não precisa de nenhum privilégio legal específico. Na família, o homem é o burguês e a mulher representa o proletário. […] Quando os meios de produção passarem a ser propriedade comum, a família individual deixará de ser a unidade econômica da sociedade. A economia doméstica converter-se-á em indústria social. O tratamento e a educação das crianças passarão a ser uma questão pública. A sociedade cuidará, com o mesmo empenho, de todos os filhos, sejam legítimos ou ilegítimos. Desaparecerá, desse modo, o temor das ‘consequências’ que é hoje o mais importante fator social, tanto do ponto de vista moral quanto do ponto de vista econômico, o que impede uma jovem solteira de se entregar livremente ao homem que ama. Não será isso suficiente para que apareçam gradualmente relações sexuais mais livres e também para que a opinião pública se torne menos rigorosa quanto à honra da virgindade e à desonra das mulheres? E, finalmente, não vimos que no mundo moderno a prostituição e a monogamia, ainda que antagônicas, são inseparáveis, como polos de uma mesma ordem social? Pode a prostituição desaparecer sem arrastar consigo, na queda, a monogamia?”

Para algumas pessoas, a ideologia política de direita seria uma resposta a esses abusos progressistas. Entretanto, confiar inteiramente e somente em sistemas econômicos, propostas sociais e governos humanos é algo vão, pois a História demonstra com precisão incrível que, (1) se o governo conservador fosse inteiramente religioso, já sabemos pela experiência que as teocracias não funcionariam; (2) se o governo conservador fosse parcialmente religioso e parcialmente estatal, também já sabemos pela experiência que seria uma catástrofe como na Idade Média; (3) se for liberal, deixa de ser conservador e de direita.

Na ala conservadora do espectro político, prega-se em favor da família patriarcal, da propriedade privada dos meios de produção, dos direitos individuais, da legitimidade da autodefesa pessoal, do favorecimento do mérito, etc. Mas, como já mencionei, há um grande risco: geralmente os defensores do pensamento conservador são aliados de uma religião hegemônica – o catolicismo, as “bancadas evangélicas”, ou ambos. Com eles, a relação Estado-Igreja pode ser muito mais estreita, com todos os riscos que essa união traz.

Trata-se de uma situação sui generis, que também pode ser contemplada e refletida por um grupo que pretende estar fora dessas discussões políticas: os adventistas do sétimo dia, que têm uma forte visão escatológica e buscam se pautar pelos princípios bíblicos.

Quem você acha que mais facilmente assinaria um decreto como aquele que vai impor o descanso dominical justificado pela proteção da família e do meio ambiente? De um lado, estão os adeptos da ideologia política de direita que pretendem defender a família tradicional. De outro, os adeptos da ideologia política de esquerda que pretendem defender o meio ambiente.

Como bem ilustrou o físico Eduardo Lütz, “a esquerda é só o movimento puxando o arco para o lado oposto ao que será percorrido pela flecha que vai causar os verdadeiros estragos. A esquerda é o arco, a direita é a flecha”. O fato é que o mundo parece estar chegando a uma encruzilhada. A legalização e banalização do aborto, a ideologia de gênero, o abuso do politicamente correto, a destruição da família tradicional e mesmo a islamização do Ocidente são forças que estão retesando o arco que lançará a flecha destruidora da onda moralizante que varrerá o planeta, com sua bandeira de defesa da família que, para os mais atentos às profecias, traz consigo perigos e ameaças para pessoas que nada têm que ver com isso nem com aquilo.

Por isso, não nos iludamos. A solução para este mundo desgastado e machucado pelo pecado, cheio de injustiças, desigualdades e miséria não virá dos esforços humanos, desse ou daquele partido, desse ou daquele sistema político ou de governo. Como diz o salmista: “Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra” (Sl 121:1-2). Nosso socorro não virá das montanhas, não virá dos governos humanos, não virá de nós mesmos. Já tivemos seis mil anos para deixar claro que não conseguimos nos salvar. Precisamos da intervenção do Alto. Nosso socorro virá do Deus que criou os céus e a Terra, e que vai recriar este planeta e devolvê-lo à condição edênica de paz, justiça e amor eternos.

Conforme escreveu Ellen White, “alguns pretendem que a espécie humana necessita, não de redenção, mas de desenvolvimento – que ela pode se aperfeiçoar, elevar-se e regenerar-se. Assim como Caim julgava conseguir o favor divino com uma oferta a que faltava o sangue de um sacrifício, assim esperam estes exaltar a humanidade à norma divina, independentemente da expiação. A história de Caim mostra qual deverá ser o resultado. Mostra o que o homem se tornará separado de Cristo. A humanidade não tem poder para regenerar-se. Ela não tende a ir para cima, para o que é divino, mas para baixo, para o que é satânico” (Patriarcas e Profetas, p. 41).

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Barna em cooperação com o Summit Ministries revelou que tem crescido entre os cristãos ideias não bíblicas como as da Nova Era e do marxismo. Mais de dez por cento concordam com a declaração marxista: “A propriedade privada encoraja a ganância e a inveja”, e outros 14% dizem crer que “o governo e não os indivíduos deveria controlar os meios de produção e os recursos”. Por outro lado, apenas 17% dos cristãos mostraram ter uma visão bíblica sobre a vida.

No caso específico dos adventistas do sétimo dia, é evidente que doutrinas espíritas e concepções evolucionistas encontram muito mais dificuldade para se misturar à sua cosmovisão. Mas o mesmo não pode ser dito das ideias marxistas, muito embora Ellen G. White tenha escrito coisas como esta: “Não é plano de Deus que a pobreza desapareça do mundo [Jesus disse que os pobres estariam por aqui até o fim, até que em Sua segunda vinda Ele resolva todos os problemas causados pelo pecado]. As classes sociais jamais deveriam ser igualadas; pois a diversidade de condições que caracteriza nossa raça é um dos meios pelos quais Deus tem pretendido provar e desenvolver o caráter. Muitos têm insistido com grande entusiasmo em que todos os homens devem ter parte igual nas bênçãos temporais de Deus; não era esse, porém, o propósito do Criador. […] Seria a maior desgraça que já sobreveio à humanidade se todos devessem ser colocados em posição de igualdade em possessões terrenas” (Testimonies, v. 4, p. 552).

O texto de Oseias 4:6 é mais verdadeiro do que nunca: “O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento.” Os cristãos caem nos engodos gestados pelo inimigo de Deus justamente porque não mais estudam a Bíblia como deveriam. Vivem uma religião emocionalista, quase mística, sem lastro nas Escrituras Sagradas. Apenas usam a Bíblia como uma espécie de amuleto ou a carregam para a igreja, levando-a de volta para casa, onde fica estacionada na estante ou sobre o criado mudo – tão muda quanto esse criado. É uma armadilha satânica: enquanto essas pessoas se sentem bem por crerem que são cristãs, vivem como se não fossem e carecem de uma visão bíblica que as ajudaria a identificar as armadilhas ideológicas espalhadas por aí.

Evolucionismo, espiritualismo e marxismo são incompatíveis com a Bíblia. Essa tríade filosófica ensina a independência de Deus; que o ser humano pode evoluir física, espiritual e socialmente. E isso vai totalmente contra a essência das três mensagens de Apocalipse 14 – a justificação pela fé que, em uma palavra, é a dependência de Deus.

Existem coisas boas nessas três ideologias evolucionistas? Sim, mas, quando analisamos bem esse lado bom da “maçã”, percebemos que o que há de elogiável nelas é exatamente o que prega o cristianismo bíblico, como o amor ao próximo e a ideia de que todos, embora sejam diferentes, têm direitos iguais perante Deus – especialmente o direito à salvação. Ou então que devemos ser caridosos, o que não é monopólio do espiritismo. O problema é o lado podre da “maçã”, aquilo que vai de encontro à revelação bíblica e que é justamente o elemento que une a tríade.

Deus nos ajude a olhar para o Alto, não para a esquerda nem para a direita!

Michelson Borges

P.S.: “A Palavra de Deus não sanciona nenhum plano que enriqueça uma classe pela opressão e o sofrimento de outra. Em todas as nossas transações comerciais, ela nos ensina a colocar-nos no lugar daqueles com quem estamos tratando, a considerar, não somente o que é nosso, mas também o que é dos outros. Aquele que se aproveitasse do infortúnio de um outro para beneficiar a si mesmo, ou que buscasse para si lucros por meio da fraqueza ou incompetência de outros seria um transgressor, tanto dos princípios como dos preceitos da Palavra de Deus” (Ellen G. White, Ciência do Bom Viver, p. 187).

Macron propõe restaurar relações entre Igreja Católica e a França

macronO presidente francês Emmanuel Macron disse, durante a Conferência Episcopal Francesa, realizada no Collège des Bernardins de Paris, que deseja restaurar as relações entre a Igreja Católica e o Estado. Dirigindo-se aos cerca de 400 participantes, Macron afirmou: “Compartilhamos um sentimento confuso de que o vínculo entre Igreja e Estado se deteriorou e que é importante para vocês e para mim consertá-lo.” Macron acrescentou que “não há outra solução que não seja um diálogo de verdade. Essa conversa é imprescindível, porque uma Igreja que não pretende se interessar por questões temporais não está cumprindo sua vocação. Assim como um presidente que pretende se afastar da Igreja e dos católicos está faltando com seus deveres”. Finalmente, o presidente francês convidou os católicos a “trabalharem politicamente”, pois a política “precisa” do “compromisso da fé”.

Essas afirmações devem ser historicamente contextualizadas para melhor percebermos a relevância delas. Não estaremos exagerando se dissermos que a França é a autora do secularismo moderno. Os princípios da Revolução Francesa de mais de dois séculos trouxeram uma enorme onda de ateísmo, arreligiosidade e até antirreligiosidade. Macron fez um pouco esse reconhecimento ao dizer que a França “não poupa a sua desconfiança de religiões”.

Recordemos uma breve descrição que Ellen White faz desses acontecimentos históricos, utilizando registros históricos da época:

“Durante a Revolução, em 1793, ‘o mundo pela primeira vez ouviu uma assembleia de homens, nascidos e educados na civilização, e assumindo o direito de governar uma das maiores nações europeias, levantar a voz em coro para negar a mais solene verdade que a alma do homem recebe, e renunciar unanimemente à crença na Divindade e culto à mesma’ (Vida de Napoleão Bonaparte, de Sir Walter Scott). ‘A França é a única nação do mundo relativamente à qual se conserva registo autêntico de que, como nação, se levantou em aberta rebelião contra o Autor do Universo. Profusão de blasfemos, profusão de incrédulos, tem havido e ainda continua a haver, na Inglaterra, Alemanha, Espanha e em outras terras; mas a França fica à parte, na história universal, como o único Estado que, por decreto da Assembleia Legislativa, declarou não haver Deus, e em cuja capital a população inteira, e vasta maioria em toda parte, mulheres assim como homens, dançaram e cantaram com alegria ao ouvirem a declaração’ (Blackwood’s Magazine, de novembro de 1870” (O Grande Conflito, p. 269).

Não é por isso coincidência ter sido justamente o braço armado dessa nação quem retirou ao papa o seu poder temporal (em 1798, executando a “ferida de morte” profetizada em Apocalipse 13:3).

Desde então, e como é normal, a França tornou-se um símbolo da oposição e negação de tudo quanto é religioso, principalmente cristão. Claro que isso não impediu que existissem, como até hoje, comunidades religiosas no país. Contudo, é claro para qualquer historiador ou até sociólogo a especial preponderância de valores e princípios secularistas nesse país.

Assim sendo, assume particular destaque o convite do presidente francês para que a Igreja Católica se interesse por assuntos temporais (sendo que, como já foi mencionado, foi justamente a França que em 1798 retirou a voz temporal da Igreja!) e a ter uma parte ativa no trabalho político.

Enquanto os católicos em particular e os cristãos de forma geral podem ter ficado satisfeitos com essa posição do presidente francês, talvez os progressistas fiquem incomodados e entendam que Macron está fazendo a França voltar atrás no tempo – afinal, pensarão eles, a separação entre Estado e Igreja deveria impedir que a Igreja se envolvesse assim tanto em questões políticas. Por isso, logo classificaram as palavras de Macron como “indignas de um presidente de uma república laica” e “uma afronta perigosa à laicidade”.

Se pensaram assim, Macron esclareceu que a função da laicidade, princípio fundamental do Estado francês, “não é erradicar da sociedade a espiritualidade que nutrem tantos dos nossos compatriotas”, acrescentando mesmo que o mundo político precisa da fé. O presidente francês foi mais nítido quando pediu aos católicos para reinvestirem na “cena política nacional e também europeia”. Imagino que essas palavras foram recebidas no Vaticano como uma bela e harmoniosa música…

Em resumo do essencial que mais interessa, dois aspetos proféticos parecem estar implicados nessa questão:

a) O papado romano dá mais uma evidência de estar se recuperando da ferida de morte, incluindo, agora de forma específica, na nação que lhe provocou essa ferida (Apocalipse 13:3).

b) Simultaneamente, o mesmo papado ganha um novo fôlego e ímpeto para se vingar do ateísmo e do secularismo que o derrubou.

(O Tempo Final)

SUS libera mais terapias sem base científica

cromoterapiaO Ministério da Saúde anunciou, na manhã desta segunda-feira (12), a inclusão de dez novas Práticas Integrativas e Complementares (PICS) para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Os tratamentos utilizam recursos terapêuticos, baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para curar e prevenir doenças, como depressão e hipertensão. Com as novas atividades, ao todo, o SUS passa a ofertar 29 procedimentos à população. Segundo o ministro Ricardo Barros, há doze anos o ministério contemplava somente cinco práticas. “É prioridade não deixar que o país adoeça. Agora, o Brasil passa a contar com 29 práticas integrativas pelo SUS. Somos líderes na oferta dessa prática com 9.350 estabelecimentos em 3.173 municípios. Essas práticas são uma prevenção para que pessoas não fiquem doentes, não precisem de internação ou cirurgia, o que custa muito para o SUS. Vamos retomar nossas origens e dar valor à medicina tradicional milenar”, destacou Barros.

A informação foi divulgada durante a abertura do 1º Congresso Internacional de Práticas Integrativas e Saúde Públic, realizada no Rio de Janeiro, no Riocentro. […]

Confira algumas das novas práticas:

Bioenergética – visão diagnóstica aliada à compreensão do sofrimento/adoecimento, adota a psicoterapia corporal e exercícios terapêuticos. Ajuda a liberar as tensões do corpo e facilita a expressão de sentimentos.

Cromoterapia – utiliza as cores nos tratamentos das doenças com o objetivo de harmonizar o corpo [?].

Hipnoterapia – conjunto de técnicas que pelo relaxamento, concentração induz a pessoa a alcançar um estado de consciência aumentado [?] que permite alterar comportamentos indesejados.

Imposição de mãos – cura pela imposição das mãos próximo ao corpo da pessoa para transferência de energia para o paciente [?]. Promove bem-estar, diminui estresse e ansiedade.

Terapia de Florais – uso de essências florais que modifica certos estados vibratórios [?]. Auxilia no equilíbrio e harmonização [?] do indivíduo.

[…] Em 2006, quando foi criada a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) eram ofertados apenas cinco procedimentos. Após 10 anos, em 2017, foram incorporadas 14 atividades, chegando as 19 práticas disponíveis atualmente à população: ayurveda, homeopatia, medicina tradicional chinesa, medicina antroposófica, plantas medicinais/fitoterapia, arteterapia, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, termalismo social/crenoterapia e yoga. […]

(G1 Globo)

Nota 1: E assim verbas públicas estão sendo usadas para financiar terapias que mais se assemelham ao curandeirismo e levam os pacientes a ter contato com filosofias e religiões espiritualistas. No mínimo, trata-se de efeito placebo; no máximo, de poderes que extrapolam o campo científico. [MB]

Nota 2: Não é de hoje que governantes flertam com o espiritualismo. Confira aqui.

Leia mais sobre homeopatia (aqui e aqui), acupuntura e ioga.

Cristãos são doentes mentais?

penceO mundo em que vivemos tem paradoxos tão marcantes que, apesar de nos espantarem, também ajudam a perceber o estado em que nos encontramos. Na semana passada, Omarosa Manigault, escritora e atriz americana que trabalhou na Casa Branca com a administração Trump, disse que o vice-presidente norte-americano Mike Pence (foto ao lado) é “extremista” e que ele acha que Jesus fala com ele. Na opinião de Omarosa, que também é uma pastora ordenada por uma igreja batista na Califórnia, Jesus não fala com ninguém. Após essas declarações, Joy Behar, comediante e atriz com vários programas na TV americana, disse que Pence sofre de “doença mental”, alargando esse diagnóstico à sua condição de cristão. Nessa ocasião, não nos debruçaremos sobre o que realmente é falar com Deus ou Deus falar conosco. Faremos apenas um contraponto com uma notícia surgida alguns dias antes.

Gwyneth Paltrow, atriz famosa, organizou em janeiro um retiro espiritual que contou com cerca de 600 convidados, entre os quais médiuns, leitores de cartas de tarô e curandeiros, num evento que permitiu aos participantes ter acesso a terapias espirituais e até mesmo falar com os mortos (confira aqui). Ao que consta, nem a senhora Omarosa, nem a senhora Behar, nem qualquer outra destacada figura da sociedade veio a público classificar a iniciativa como configurando algum tipo de problema de saúde mental.

Portanto, a conclusão parece ser simples: de acordo com a opinião mainstream veiculada (ou impingida) às pessoas, falar com Jesus (que está vivo) é uma insanidade; por outro lado, falar com os mortos (aqueles que já não existem) não merece reparo algum. Este é um pequeno exemplo de como as mentes são formatadas para acreditar em uma mentira:

“Disse o anjo: ‘Não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?’ Hão de os vivos recorrer aos mortos em busca de informações? Os mortos nada sabem. Para saber acerca do Deus vivo, vocês vão aos mortos? Afastaram-se do Deus vivo para falar com os mortos que nada sabem” (Ellen White, Primeiros Escritos, p. 59).

Perceba agora como é que foi possível chegar até este ponto: “Deus não deu a Satanás o poder de ressuscitar mortos. Mas os anjos de Satanás assumem a forma de amigos mortos, e falam e agem como eles a fim de, mediante supostos amigos mortos, poder melhor levar avante sua obra de engano. […] Satanás virá de maneira muito plausível àqueles a quem possa enganar, e se insinuará em seu favor, e quase sem o perceberem os afastará de Deus. Pô-los-á sob o seu controle, cautelosamente a princípio, até que sua capacidade de percepção se torne embotada. Fará então sugestões mais ousadas, até que possa conduzi-los a cometer qualquer espécie de crime. Quando os tem totalmente em sua armadilha, deseja que vejam onde estão, e alegra-se na confusão deles” (Ellen White, Vidas que Falam, p. 170).

E, assim, o mundo quase todo está (e estará) enganado.

(O Tempo Final)

Organização ateísta mira Ben Carson por causa de estudo bíblico “secreto” na Casa Branca

ben_carsonO estudo bíblico semanal frequentado por membros do ministério do presidente Donald Trump está mais uma vez sob ataque, desta vez de uma organização ateísta. A Fundação Libertando-se da Religião (FLR) e a Cidadãos Pela Responsabilidade e Ética em Washington (CREW) estão processando o Ministério de Moradia e Desenvolvimento Urbano (MMDU), conduzido pelo ministro Ben Carson (membro ativo da Igreja Adventista do Sétimo Dia). A organização fez solicitações sob a Lei de Liberdade de Informação (LLI) para órgãos conduzidos por ministros que frequentam estudos bíblicos para ver se recursos governamentais estão sendo usados ou se funcionários dos órgãos se sentem “coagidos para organizar ou até participar no evento religioso”, de acordo com um comunicado à imprensa. Funcionários não frequentam os estudos bíblicos, que são apenas para os ministros de governo. A FLR e CREW processaram o MMDU quando deixou de não cobrar taxas por seus pedidos de LLI.

Em julho, a Rede de Televisão Cristã deu a notícia de que vários ministros de Trump estão se reunindo semanalmente para estudar a Bíblia e orar juntos. Desde então, o líder do estudo bíblico, Ralph Drollinger, fundador dos Capitol Ministries, vem enfrentando uma tempestade de ataques pessoais – apesar do fato de que ele vem conduzindo estudos da Bíblia para membros da Câmara dos Deputados e Senado dos EUA há anos.

A FLR afirma que está tentando chegar ao fundo do estudo bíblico “secreto”, junto com qualquer correspondência entre ministros de governo e Drollinger. Drollinger respondeu no Facebook, dizendo: “Em vez de processar, a FLR pode simplesmente ir ao site www.capmin.org e examinar exemplares de estudos da Bíblia que escrevo e ensino a membros de ministério, Senado e Câmara dos Deputados todas as semanas. Não há nada de segredo nisso – e todas as despesas relacionadas a estudos da Bíblia são pagas pelo Capitol Ministries, uma organização sem fins lucrativos.”

(Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Rede de Televisão Cristã: Atheist Group Targets Ben Carson over ‘Secretive’ White House Cabinet Bible Study)

Evo Morales volta atrás e suspende novo código penal na Bolívia

evoO presidente da Bolívia, Evo Morales, decidiu suspender a implantação do novo código penal. Alvo de diversos protestos, o código criminalizava a evangelização. O anúncio foi feito neste domingo (21). As lideranças cristãs fizeram pressão para que as leis não entrassem em vigor. Outros grupos, como os jornalistas, também se manifestaram contra, já que o código feria a liberdade de expressão. Apesar da medida, Morales deve elaborar outro documento para tentar ganhar o apoio dos movimentos sociais.

(Pleno News)

Nota: Há quem creia que a mudança de planos seja resultado das muitas orações feitas por cristãos de várias religiões (90% dos bolivianos se declaram cristãos). Em pronunciamento na TV, Morales disse que tomou essa decisão “para evitar que a direita use o Código para desestabilizar o Estado”. Mas há também quem creia que tudo não passe de uma cortina de fumaça, uma vez que, como explica o amigo Marco Dourado, um dos falsos dogmas do socialismo – seja de que tipo for (nazismo, fabianismo ou marxismo-leninismo) – é o Estado ser o Ente Categórico de Razão, ou seja, a instância primeira, última e suprema a partir da qual tudo deve ser avaliado, julgado e decidido. A Bíblia revela Deus como esse Ente, por isso o cristão jamais poderá aceitar as presunções ideológicas do socialismo e, assim, será sempre um rebelde potencial em relação a esse tipo de regime. Curiosa foi a atitude (ou falta de atitude, na verdade) do papa Francisco, que esteve na América do Sul e não disse uma palavra sequer sobre a situação dos cristãos na Bolívia, assim como também não se pronunciou sobre o momento deplorável pelo qual passam os venezuelanos sob o regime de Nicolás Maduro. Francisco condenou (com razão) o feminicídio no continente, mas nada disse quanto a outras barbaridades cometidas por aqui. Será que isso se deve ao fato de que Jorge Bergoglio já afirmou que os comunistas pensam como cristãos (confira) e tem simpatia pela Teologia da Libertação? Vai saber… [MB]