As mulheres ignoradas

janainaDuas mulheres tiveram votação tremendamente expressiva para a Câmara dos Deputados: a jornalista Joice Hasselmann (demitida da revista Veja por pressão do ex-presidente Lula), que recebeu mais de um milhão de votos, e sua correligionária, a jurista Janaína Paschoal [foto ao lado], autora do impeachment contra Dilma. Janaína recebeu mais de dois milhões de votos. Curiosamente, nenhuma delas ganhou sequer um parabéns dos movimentos feministas. Será que é por que ambas se alinham à direita no espectro político e defendem uma posição mais conservadora? Acho que não, né? Deve ter sido esquecimento por parte das feministas de enaltecer a eleição dessas duas empoderadas. A propósito, quem ficou no lugar do juiz Sérgio Moro (escolhido para ministro da Defesa do novo governo) à frente da Operação Lava-Jato é também uma mulher: a juíza federal Gabriela Hardt, que mandou prender José Dirceu. Novamente pergunto: Cadê as feministas para comemorar o fato de que outra empoderada assume grande protagonismo em nosso país, em uma função-chave, para a execução da qual é preciso muito pulso? Onde estão as feministas para comemorar a imposição de autoridade da juíza sobre um famoso presidiário que tentou intimidá-la recentemente em uma audiência? Que grande exemplo e motivação Gabriela dá às mulheres e aos homens do nosso país. Mas novamente a resposta é o silêncio daquelas que acham que lutar pelas mulheres significa levantar cartazes por aí e ficar brigando com homens no Facebook…

Será que movimentos feministas estão contaminados por alguma ideologia específica? Acho que não… Deve ser coisa da minha cabeça.

Quero aproveitar este post para falar de outras mulheres injustamente esquecidas. Mulheres cuja missão é infinitamente mais importante que a de uma senadora ou juíza, mas que, por atuar nos bastidores, são ainda mais invisíveis. Vou deixar que a Carla Carolina fale delas:

Quando fomos criadas, Deus concedeu a nós a tarefa mais importante, de maior valor e mais significativa que pode haver sobre a Terra. Foi-nos dada a missão de moldar o caráter da humanidade. Nas palavras de Ellen G. White: “No moldar devidamente o espírito de seus filhos, é confiada às mães a maior missão dada a mortais” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 252).

Só existem grandes líderes, pessoas que realmente fizeram a diferença e marcaram a História, porque antes existiram grandes mães e esposas. Mulheres que conduziram seus filhos em caminhos honrados, que ensinaram valores como altruísmo e bondade. Mulheres que apoiaram seus maridos e cumpriram o papel de equilibrar o instinto, muitas vezes irrefreável e ansioso, masculino.

“Foi Joquebede, a hebreia que, fervorosa na fé, não temeu “o mandamento do rei” (Hebreus 11:23), a mãe de Moisés, libertador de Israel. Foi Ana, a mulher de oração e espírito abnegado, inspirada pelo Céu, que deu à luz Samuel, a criança divinamente instruída, juiz incorruptível, fundador das escolas sagradas de Israel. Foi Isabel, a parenta e especial amiga de Maria de Nazaré, que gerou o precursor do Messias (A Ciência do Bom Viver, p. 372).

Nós nunca precisamos de empoderamento. Somos naturalmente poderosas, capazes de mudanças gigantescas. Anjos dariam suas asas para poder desempenhar um papel tão digno quanto o nosso. Sabendo da importância do papel da mulher, Satanás levanta contra nós artimanhas como o feminismo que nada faz além de nos tornar cada vez mais vítimas do desejo sexual masculino, nada faz além de nos sobrecarregar com cada vez mais responsabilidades, nada faz além de nos colocar constantemente no limite emocional e físico, nos levando ao esgotamento.

O feminismo nos tirou da segurança de nossos lares e nos colocou vulneráveis no mercado de trabalho (que não, não é ruim, mas hoje gira para satisfazer o egoísmo e a ganância), nos tirou o amor dos homens e nos transformou em meros objetos que permanecem no desejo masculino por apenas uma noite; nos tirou do foco e de nossa tão maravilhosa missão. E agora exige que sejamos “supermulheres”, que consigamos ser boas profissionais, boas mães e boas esposas e, quando não damos conta de tudo isso, o feminismo diz-nos que escolher ser boa mãe e esposa é indigno.

O feminismo nos fatigou. O feminismo ignora tudo aquilo que somos e nos obriga a ser aquilo que eles querem que sejamos. Nós fomos criadas para ser a beleza e a doçura em um mundo tão cheio de amargura e feiura. Fomos criadas para ser amadas, mas, mais do que isso, fomos criadas para completar uma obra que ecoa na eternidade.

Mulheres, não troquem isso por empregos, altos salários ou notoriedade no mundo dos homens. Nada disso será levado conosco para o túmulo.

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Somos todos da resistência

tristePara viver neste mundo é preciso ter muita resistência. Sexta-feira, dia de finados, minha família e eu participamos de um momento extremamente triste e desalentador. Fomos à cerimônia fúnebre da filha de um grande amigo e ex-colega de trabalho. Ela tinha apenas 24 anos e estava para se formar neste ano. Uma vida inteira pela frente, sonhos e projetos interrompidos pela nossa maior inimiga, aquela inevitável que nos nivela a todos como finitos: a morte. Em momentos de perda como esses, nos damos conta de que tanta coisa é tão insignificante, tão efêmera e às vezes até sem sentido. Cargos, títulos, poder, dinheiro, posições políticas… Em momentos de transe como esse, percebemos nossa finitude e desamparo; o fluxo da vida é interrompido e a dor toma conta da alma; somos confrontados mais uma vez com a realidade de que, como dizem, as coisas mais importantes da vida não são coisas, são pessoas. Graças a Deus, a família do meu amigo é composta por pessoas que se amam, que se abraçam, que cuidam umas das outras. Meu amigo entregou a filha a Deus e tem a firme esperança de que na volta de Cristo Ele ressuscitará a menina, e estarão juntos novamente para sempre.

Foi uma cerimônia muito triste, até porque o inconformismo é ainda maior quando um pai e uma mãe têm que sepultar um filho. Praticamente todos os que foram solidarizar com a família creem na volta de Jesus, o que tornou a cerimônia um momento triste, sim, mas carregado de esperança.

Infelizmente, nem todas as famílias são assim, por isso, quando ocorrem mortes, o desespero é avassalador. Há pais e filhos e irmãos que descem à sepultura brigados. Há amigos que não se viam nem conversavam havia anos, e que são obrigados a se reencontrar nessas tristes ocasiões – um no caixão e o outro cheio de remorsos. Não precisava ser assim. Não devia ser assim.

Nestas eleições, de modo especial, muitas pessoas se desentenderam e até romperam relacionamentos. Não souberam separar a opinião do dono dela. Foi um cenário muito triste cujas consequências serão sentidas por algum tempo ainda – espero que pouco. Não deixe uma ideologia, um partido ou um candidato afastar você de quem ama. Lembre-se: a vida é curta e não compensa perder o que realmente vale a pena por causa de coisas tão pequenas comparadas a uma vida humana. As pessoas são muito mais do que aquilo que elas pensam, do que uma posição política, do que certas escolhas que fazem.

Quero aproveitar este texto para pedir perdão a algumas pessoas que eventualmente tenham se sentido ofendidas por algo que eu disse ou escrevi (e estou fazendo isso de livre e espontânea vontade, porque senti no coração que devia fazê-lo). Em nenhum momento durante a campanha eleitoral defendi esse ou aquele partido, esse ou aquele candidato. Como pastor adventista, nem se esperaria que eu fizesse tal coisa, afinal, devemos evangelizar e amar todas as pessoas – da esquerda, do centro e da direita. Todas são filhas de Deus. Mas em alguns momentos procurei denunciar – como sempre tenho feito há anos – uma ideologia que considero anticristã e perigosa: o marxismo. Em minha opinião, assim como o evolucionismo e o espiritismo, o marxismo afasta as pessoas do Deus da Bíblia, embora apresente algumas ideias boas que, no fundo, são importadas do cristianismo. Assim, não precisamos ser marxistas para desejar a justiça, para combater a pobreza e lutar pela redução das desigualdades. Basta ser cristãos de verdade. E, como cristão, quero dizer que amo a todos, até, evidentemente, aqueles que discordam de mim.

Para viver neste mundo é preciso ter muita resistência. Às vezes, essa resistência envolve segurar a língua e os dedos raivosos sobre o teclado. Resistência para deixar a sabedoria se sobrepor ao ímpeto. Conforme escreveu Zoe Lilly, “o silêncio pode ser o remédio de muita coisa. Use-o quando for necessário. O silêncio também pode ser o veneno de outras coisas. Quebre-o quando for necessário. Sabedoria é discernir a hora dos dois”.

Admitamos que nem sempre é fácil, mas podemos tentar.

Para viver neste mundo é preciso ter muita resistência, especialmente para resistir a nós mesmos e ao mal. Resistir aos nossos impulsos, aos nossos maus desejos, ao pecado. Por isso os apóstolos Tiago e Pedro dizem que devemos resistir ao diabo pela fé, pois assim ele fugirá de nós (Tiago 4:4; 1 Pedro 5:9). E isso não significa que não devamos resistir também ao que está errado na sociedade. Mas, em lugar de gastar tanto tempo para cultivar nossas opiniões políticas (o que não é negativo em si) e propagá-las nas redes sociais, devemos aprofundar nosso relacionamento com Deus, pois é isso o que aumenta a nossa fé, afinal, fé é relacionamento que promove a confiança. É essa convivência com Deus que nos dará sabedoria e serenidade para dialogar sobre ideias sem magoar pessoas; que nos dará bom senso para saber quando silenciar e quando falar (e como falar); para saber que às vezes é melhor manter a amizade em lugar de ganhar uma discussão.

Neste mundo de pecado todos somos da resistência, mas que aprendamos a resistir ao que realmente deve ser resistido, e amar como Jesus nos ensinou a amar.

Michelson Borges

Cristãos da “resistência”? Como assim?

resistencia3Sempre gostei das reuniões de comissão de igreja (quando bem conduzidas e sob a influência do Espírito Santo, evidentemente) porque ali a gente vê a democracia representativa em ação. Isso me impressionou positivamente quando me tornei adventista, nos idos anos 1990. Houve vezes em que em reuniões de comissão eu defendi que as paredes do templo deveriam ser pintadas de branco (exemplo hipotético), mas a proposta vencedora acabou sendo a que defendia a cor bege. A maioria votou nela. Aprovada a proposta, passei a defendê-la como se fosse minha. Não fiquei criticando pelos corredores os que votaram na cor bege. Não fiquei torcendo para que o templo ficasse feio com aquela cor, para depois dizer que eu tinha razão. Na verdade, torci para que ficasse mais bonito, para o bem de todos. Assim devemos nos comportar em uma democracia. Devemos sempre pensar no bem coletivo e até abrir mão de nossos interesses, se eles não forem considerados os da maioria (o que não significa abrir mão de princípios, evidentemente; mas esse é outro assunto).

O presidente Jair Bolsonaro foi eleito pela maioria do povo brasileiro. Pode ser que não concordemos com tudo o que ele diz e faz, mas foi a vontade da maioria. Durante meses todos puderam obter informações sobre os dois candidatos, ler seus programas de governo, comparar suas ideias, tudo de acordo com as regras, como se espera em uma boa democracia. A eleição foi democrática, pelo voto direto e secreto, e Bolsonaro foi o escolhido de 55 milhões de brasileiros. Agora ele é o presidente do Brasil. E se você ama o Brasil e a democracia, o que deveria fazer? Aceitar a realidade, torcer pelo presidente e orar pela nação. Fazer de tudo para que nosso país possa dar certo e avançar.

Quanto aos cristãos, é fácil seguir a Bíblia Sagrada quando ela aprova nossos pensamentos e nossas vontades. Mas e quando ela contraria nosso ponto de vista? O que a Bíblia nos diz para fazer em relação às autoridades constituídas/eleitas? Você sabe:

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade” (1 Timóteo 2:1, 2).

“Lembre a todos que se sujeitem aos governantes e às autoridades, sejam obedientes, estejam sempre prontos a fazer tudo o que é bom, não caluniem ninguém, sejam pacíficos, amáveis e mostrem sempre verdadeira mansidão para com todos os homens” (Tito 3:1, 2).

“Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por Ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei” (1 Pedro 2:13-17).

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por Ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se opondo contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos” (Romanos 13:1, 2).

“Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser por aqueles que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas, se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. Portanto, é necessário que sejamos submissos às autoridades, não apenas por causa da possibilidade de uma punição, mas também por questão de consciência” (Romanos 13:3-5).

Obviamente que, quando as autoridades nos obrigarem a desobedecer à vontade de Deus, valerão outros textos, como Atos 5:29. Aí, nesse caso, deveremos opor resistência pacífica para ser fiéis a Deus. Mas o que alguns descontentes com a vontade da maioria dos brasileiros estão fazendo não é resistência. No mínimo é mimimi de frustrados com a perda do poder ou com o inconformismo pela prevalência democrática de uma ideia que não é a deles. Resistência a um governo que ainda nem começou? Ser contra tudo o que esse governo propuser? Como assim? Isso não é resistência. Isso é querer que tudo dê errado antes mesmo de começar. Isso é pouco se lixar para o Brasil. Isso é batalhar pelo divisionismo.

Mas Jesus não foi um revolucionário? Ele não foi da “resistência”? Já gravei um vídeo sobre isso e peço que você o assista (aqui), mas nunca é demais repetir: não, Jesus não foi um revolucionário. Ele tinha tudo para ser, afinal, o governo de Seu tempo era invasor, cobrava impostos para César, não havia sido eleito nem escolhido. Mas Jesus nunca Se insurgiu contra o Império. Ele sempre deixou claro que Seu reino não é deste mundo e mandou que dessem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Tomar Jesus como exemplo ou modelo de resistência política é, além de anacrônico, injusto. Em lugar de revolução Ele pregou a conversão. Em lugar de ódio, amor. E o amor dEle não era só de discurso, não. Ele amou na prática. Amou quem concordava com Ele e quem dEle discordava. Amou a todos e morreu por todos.

Recentemente, no Twitter, o comediante e apresentador Danilo Gentili escreveu: “O discurso dos caras agora é: ‘Vamos fiscalizar o governo e meter a boca em tudo o que estiver errado.’ Sim, vamos. Sem dúvida alguma vamos. Mas só lembrando aqui que nos últimos treze anos todo mundo que fez isso foi chamado de fascista.”

Muita gente teve que tolerar treze anos de um governo no qual não votou. Assim é a democracia. Muitas vezes orei e torci por Lula e Dilma. Orei para que eles fizessem o bem para o nosso povo, para que tivéssemos liberdade religiosa e paz. Da mesma forma, exatamente como manda a Bíblia, vou orar por Bolsonaro e por sua equipe de governo, para que tenham sabedoria e compaixão a fim de governar para o povo e para o bem do nosso país.

Não vou fazer resistência ao governo que nem começou, porque não é isso o que meu Mestre e Sua Palavra mandam. Continuarei opondo resistência ao reino das trevas, “porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6:12).

Michelson Borges

Alegria, esperança, frustração e um frio na barriga

Estas eleições agitaram o Brasil como fazia tempo não acontecia. Em poucos meses, nosso povo comumente apático quando o assunto era política, graças às redes sociais, passou a discutir política praticamente todos os dias, tendo que aprender a navegar num oceano agitado por fatos e fake news. Nestas eleições vimos quebrado o monopólio das grandes empresas de comunicação e o povo, finalmente, desenvolvendo uma saudável desconfiança da mídia, tendo que aprender a consumir com mais criticidade as informações que lhe chegavam por vários meios. Nestas eleições foi bonito ver o espírito patriótico despertando e fortalecido o desejo de mudança, de moralização, de ruptura com os desmandos de tantos anos de democracia mal usufruída – ou melhor, bem usufruída por parte daqueles que ocupavam o poder, até que a ganância foi interrompida pelas algemas. Tudo isso me trouxe alegria. E despertou também a esperança e o desejo de que a reação em cadeia ajude a tornar nosso país um lugar melhor, mais ordeiro, seguro e progressista. Espero que o novo presidente saiba aproveitar bem esse desejo popular e a “carta branca” que lhe foi colocada nas mãos por milhões de brasileiros.

Anos atrás, votei no Lula, como fizeram milhões de brasileiros que acreditavam na mudança, em uma pátria mais justa em que os líderes realmente se preocupassem com os menos favorecidos, diminuindo, assim, os enormes abismos sociais e as desigualdades típicas da nossa sociedade. Antes de votar nele, em minha juventude e adolescência, usei camiseta do Che Guevara, boton em favor da revolução sandinista, e cria que Jesus havia sido uma espécie de socialista revolucionário. Foi isso o que os ideólogos da Teologia da Libertação nos ensinaram. Religiosos como Leonardo Boff e outros, a quem seguíamos como verdadeiros messias iluminados, pregadores do comunismo como a solução definitiva para as mazelas da humanidade. Na época ainda não podíamos dimensionar nem prever o que aconteceria com Cuba e Venezuela, quando o dinheiroduto russo fosse fechado. Na época eu não sabia que as ditaduras comunistas haviam ceifado a vida de muito, mas muito mais pessoas do que as que foram levadas à morte pelas guerras e pelo nazismo. Graças a Deus, a verdade que liberta (João 8:32) me encontrou e tive os olhos abertos. Para equilibrar minhas “leituras vermelhas”, passei a ler autores conservadores como Theodore Dalrymple, Roger Scruton e outros. Vi então a incompatibilidade do cristianismo com as ideologias que outrora eu defendia.

Infelizmente, muitos amigos dos tempos de militância esquerdista acabaram perdendo a fé, uma vez que depositaram toda a esperança em um “reino” que nunca foi implantado, em messias de carne e osso que fizeram pior do que os governantes a quem criticavam e condenavam. Isso foi extremamente frustrante. Desalentador. Deixou uma geração ideologicamente órfã. Só não me senti assim porque fui acolhido por Jesus e preenchido pela esperança no Reino vindouro, esse, sim, a solução para todos os problemas humanos derivados do pecado. Conheci um Jesus redentor, não revolucionário. Um Jesus não de esquerda, nem de direita. Um Jesus do Alto que veio à Terra para viver entre nós, sofrer como nós (na verdade muito mais do que nós) e oferecer a real esperança e uma teologia que realmente liberta.

Outra fonte de grande frustração para mim foi perceber que dentro da igreja cuja mensagem me libertou, posto que bíblica, começaram a pipocar aqui e acolá jovens com discursos parecidos com aqueles que eu ouvia nos meus tempos de católico da Teologia da Libertação. Jovens defendendo anacrônica e ingenuamente o comunismo e ignorando o fato de que pastores adventistas eram presos, perseguidos e mortos nos regimes comunistas; jovens que talvez nunca tenham ouvido falar de Soljenitsin e o Arquipélago Gulag. Minha impressão é a de que cresceram em uma “bolha adventista”, sem noção de questões políticas, e, de repente, quando se viram em ambientes acadêmicos seculares, frequentemente dominados pelo pensamento marxista gramsciano, pensaram estar finalmente descobrindo a “verdade” (não a que liberta, evidentemente). Caíram no canto da serpente. Aquilo que o diabo não conseguiria por meio do evolucionismo e do espiritualismo, uma vez que adventistas são naturalmente blindados contra essas ideologias, logrou êxito por meio do marxismo, igualmente perigoso para a fé cristã bíblica. Acadêmicos financiados pelas instituições para dentro das quais estão trazendo cavalos de troia ideológicos…

Fiquei também frustrado por ver adventistas – entre eles alguns funcionários da instituição – manifestando com ímpeto suas posições políticas (infelizes) nas redes sociais. Pessoas que praticamente nunca falam sobre profecias, volta de Jesus, sobre doutrinas bíblicas, mas que de repente se tornam arautos desse ou daquele candidato, dessa ou daquela ideologia.

E o frio na barriga? Bem, isso eu senti mais uma vez durante o primeiro discurso do novo presidente eleito (e não foi por medo, não). Nunca (que eu saiba) um presidente da República brasileiro começou e terminou esse momento com uma oração. Na mesa dele, durante o primeiro pronunciamento à nação, havia uma Bíblia. Fica clara a ligação do novo governo com a religião, o que de certa forma parece violar o Estado laico. Claro que para nós cristãos essa tendência moralizante é melhor do que a nefasta ideologia de gênero, a perversão da sexualidade infantil, o aborto indiscriminado e outras barbaridades esquerdistas. A esquerda, se pudesse, destruiria a igreja e a visão de mundo judaico-cristã. Mas a direita que está aí quer ir para outro extremo, vinculando demais a religião aos assuntos de Estado. Nem é preciso dizer o que a aproximação entre igreja e governos trouxe de ruim para os grupos religiosos minoritários ao longo da história. Realmente estávamos entre o fogo e a frigideira…

Na verdade, essa onda direitista moralizante e religiosa já vem sendo observada em outros países, com destaque para os Estados Unidos.

 

Conforme escreveu meu amigo português Filipe Reis, “a questão não é Trump, não é Bolsonaro, não é Salvini, não é Órban nem será nenhum dos novos líderes que podem surgir em vários lugares – a questão central é uma tendência que se acentua cada vez mais ao encontro do cumprimento de uma mudança profética em termos de domínio, predominância e influência local e global. Enquanto rapidamente se aproximam as últimas cenas do grande conflito na Terra, infelizmente muitos insistem em olhar e ficar mais preocupados acerca das circunstâncias voláteis, flexíveis e imprevisíveis da política e da sociedade à nossa volta, do que estudar, analisar e perceber a Bíblia e a profecia, que são o verdadeiro e único guia seguro, o fundamento que traz sentido para todo o resto”.

Outra breve e oportuna reflexão fez meu amigo pastor Moisés Biondo: “Finalmente, essas eleições terminam Ontem! Nem o Bolsonaro, nem o Haddad será o grande perdedor. Perdedores, fracassados serão todos aqueles que abdicaram do amor, perderam o respeito, abriram mão da amizade em nome de uma ideologia (que é falha, seja qual for). Se por causa de um candidato você feriu, desprezou, diminuiu ou se afastou de alguém, o grande derrotado é você.”

Ainda dá tempo de pedir perdão…

Estou feliz, esperançoso, frustrado e com frio na barriga. Mesmo assim, esse coquetel de sentimentos não me impedirá de fazer o que a Bíblia recomenda em 1 Timóteo 2:1, 2: devemos orar pelos nossos governantes. Gostaria de se unir a mim?

Michelson Borges

Apocalipse 13 e as eleições

apoc 13A essa altura em que chegamos das eleições no Brasil, dá para refletir um pouco sobre o que estamos vivenciando como sociedade e arriscar algumas possíveis comparações com o cenário escatológico de Apocalipse 13, que nos aguarda:

Essa tensão pela qual estamos passando agora é um vislumbre do ambiente que viveremos quando a crise final (Lei Dominical) chegar. Haverá polarização idêntica em torno de um tema. Muitos textos, áudios e vídeos circulando nas mídias sociais contendo argumentos e contra-argumentos; testemunhos de pessoas famosas e centenas de outras anônimas declarando de que lado estão; muitos vestindo a camisa do seu “partido”; mensagens sérias e quem sabe outras com humor; diversas fake news comprometendo a imagem da IASD e a reputação de líderes conhecidos; desentendimento e brigas com amigos e familiares…

Além disso, a saturação do tema – sinal de Deus ou da besta – ocorrerá em pouco tempo (ninguém aguenta tanta tensão e foco em um único tema durante um período tão longo).

Por isso penso que deveríamos aproveitar este período que estamos vivenciando como uma grande oportunidade para treinamento: aprender a se posicionar, expressar ideias, desenvolver o discernimento sobre as mensagens que recebemos, saber ouvir os outros, pesquisar a fundo para descobrir a verdade, desenvolver a paciência…

Eu até chego a pensar que sem essa experiência (note que questões de moralidade estão na boca do povo, e até passagens bíblicas estão sendo citadas) o Brasil não estaria preparado para discutir publicamente a grande questão final: Quem você irá escolher? O Deus Criador ou a besta do Apocalipse?

Quando isso vai acontecer eu não sei. Mas experiência em situações polarizadas nós todos teremos. Ora, vem, Senhor Jesus!

Sérgio Santeli é pastor em São Paulo

Não um Brasil que eu quero, mas um país que existe

eleicoesEstamos vivendo em um país em que as fake news e a intolerância se tornaram palanque para o eleitor. Muitas pessoas não votam mais pelas propostas nem pelo que acreditam ser o melhor para o Brasil. Que pena… Ninguém pode ter uma linha diferente, a não ser quando é a do seu candidato, porque aí criam-se manobras e mais manobras para tentar quebrar argumentos contrários. Alguém apoia ditaduras de esquerda, os da direita esbravejam: “Nossa! Olha isso. É isso que você quer para o Brasil? Fome, guerra, limitações? Alguém apoia ditaduras de direita, os da esquerda (apoiando ditaduras de esquerda) esbravejam: “Você é cristão, como pode apoiar uma ditadura? Com milhares de mortes, torturas e massacres de crianças, etc.” Isso se chama incoerência? Ou seria faltar com a verdade quando lhe apraz?

O Brasil está polarizado. E se você diz que é de direita, o outro lado vai dizer: “Então você é torturador, homofóbico, racista, misógino, xenofóbico, não quer dar liberdade de escolha para ninguém, quer que todo mundo acredite no seu Deus, seu intolerante!” Se você é de esquerda, o outro lado sempre dirá: “Então você quer um Estado sem Deus, quer aceitar a pedofilia como algo normal, apoia ladrão, feminista, quer a ideologia de gênero, quer que o Brasil vire Cuba, tá apoiando a fome na Venezuela, quer ver bebês morrerem abortados.” Enfim, com certeza dos dois lados haveria muito mais adjetivos.

Tenho amigos dos dois lados. Pessoas comuns. Alguns vão à igreja, outros não vão à mesma denominação que eu, e tenho amigos que não acreditam em Deus. Alguns são gays, outros tantos heterossexuais. Tenho amigas feministas e tenho amigos e amigas antifeministas. Tenho amigos negros e brancos. Amigos de esquerda e de direita. E sabe o que eu percebo? Alguns são intolerantes, tanto na esquerda quanto na direita. Alguns usam fake news, tanto o camarada que apoia o capitalismo e o conservadorismo moral, quanto o que apoia o socialismo e é liberal na moral. Se eu for medir essas duas coisas para se escolher um lado, não tem como optar por nenhum. Os dois lados têm dificuldade de enxergar o seu erro.

Estudei, estudo e continuarei estudando sobre o socialismo, comunismo, capitalismo, socialdemocracia, anarcocapitalismo, etc. Tenho visto o desenrolar das conversas dos seguidores dessas ideologias. Tenho visto negro ser de direita e contra cotas, assistido a cristãos apoiarem a esquerda e serem marxistas, ateus serem contra o aborto, cristãos serem a favor do aborto, branco aderir ao movimento negro e muito mais assuntos que poderiam ser colocados aqui. Não existe consenso. Não dá para colocar a pessoa apenas num nicho de ideias. Conheço pessoas que são de esquerda e são a favor do porte de armas. Conheço pessoas de direita que são a favor do aborto. Rotular uma pessoa e definir tudo que ela acredita somente por ela dizer ser de direita ou de esquerda é algo complicado.

O que eu acredito em tudo isso? Estude as propostas de governo, avalie de acordo com sua cosmovisão e não tem problema nenhum você votar por afinidade de ideias. O que não pode acontecer é forçar o outro a votar no seu candidato, mesmo ele tendo outra cosmovisão. Quem é de direita, por favor, se encontrar um amigo de esquerda, não demonize a pessoa, tampouco faça com que ela se sinta inferior a você por pensar diferente. Ela pode ser boa, honesta, não querer corrupção nem o mal para o Brasil, da mesma forma que você. Se você é de esquerda, não pense que seu amigo de direita é bitolado ou irracional, não o julgue como uma pessoa insensível. Ele pode ser bom, honesto, não querer injustiças nem o mal para pessoas diferentes dele, da mesma forma que você. Algo muito necessário: não coloque no papel de Deus nenhum ser humano. Todos têm seus erros e acertos.

Um dos candidatos vencerá estas eleições e seremos governados por alguém de direita ou esquerda (colocando aqui centro-direita ou centro-esquerda), mesmo você sendo a favor ou contra. Isso não vai mudar. Alguém que você acha ser péssimo para a família ou quem sabe alguém que você pense ser horrível para as minorias vai acabar ganhando. Falo agora para os que são cristãos: estamos neste mundo para servir a um propósito muito maior. Com os pés na Terra e os olhos no céu. Tendo que votar, porém sabendo que não é o seu voto ou o presidente que resolverá os problemas deste mundo. Nenhum ser humano resolverá de maneira completa a violência, os maus-tratos com pobres, mulheres e homossexuais. Não se tirará a injustiça do coração do homem por política. Nenhum homem, por melhor que seja, acabará com a imoralidade e os desejos contrários à Bíblia. Políticos são falhos e são movidos por ideologias que nem sempre são em sua plenitude de acordo com a Bíblia, que é a norma do cristão. Tanto os da esquerda quanto os da direita. Por isso eu sigo sendo do Alto!

Serei cidadão, serei inclusive mesário nas eleições, votarei segundo toda a pesquisa que fiz, não serei contrário à minha cosmovisão; tenho na minha mente o pensamento de que algumas ideologias não quero para o Brasil, porém não quero ser intolerante nem injusto com ninguém. E quero ajudar a levar o maior número de pessoas para o Céu, onde ninguém mais passará por desigualdade social nem viverá uma vida contrária à vontade de Deus. Pessoas essas que são tanto liberais quanto conservadoras. Pessoas que Jesus ama igualmente, não importa a cor, o sexo ou o credo. E Ele quer convidar essas pessoas a fazerem a vontade dEle e se prepararem para o Céu! Anseio por esse momento! Está você mais ansioso pela volta de Jesus do que pelas eleições? Reflita nisso.

Felipe Cayres

Vale a pena perder amigos por causa de política?

raivaOs tempos no Brasil estão tensos. Não me lembro de ter presenciado um momento eleitoral tão agitado e nervoso desde que me entendo por cidadão. O país está polarizado e dominado por ideias bastante contrastantes. Graças às redes sociais as pessoas não dependem mais tanto da imprensa “oficial” para obter informações. Na verdade, a grande imprensa está desmoralizada e mesmo os institutos de pesquisa vêm sendo questionados por causa de números duvidosos. Há um lado bom e um péssimo em tudo isso. O bom é que as pessoas finalmente estão se politizando e buscando conhecer o processo eleitoral e governamental. Estão buscando dados, programas de governo, comparando, discutindo e, assim, tendo a possibilidade de melhorar sua visão crítica e exercitar sua cidadania. O péssimo é que muita gente embarca nas chamadas fake news e dá crédito a qualquer videozinho ou meme que vê por aí. O acesso à informação é uma bênção, mas a incapacidade de analisar essa informação pode se tornar uma maldição. Ainda assim, isso tudo não é o pior aspecto destes tempos em que o ódio está no ar e o sangue, nos olhos.

Pior mesmo é ver amigos e até irmãos de igreja trocando farpas no Facebook, no Twitter, no WhatsApp. Alguns estão jogando fora a amizade pelo fato de o outro apoiar o “candidato odiado”. Será que isso vale a pena? Daqui a pouco as datas das eleições passarão. O país poderá piorar muito ou, quem sabe, melhorar um pouco – apesar de que os conhecedores das profecias bíblicas sabem que as coisas infelizmente irão de mal a pior até que venha a solução definitiva: a volta de Jesus. As eleições passarão, e como ficarão as amizades?

Precisamos aprender a dialogar sobre ideias e não discutir sobre pessoas. É importante separar uma coisa da outra. Se somos cristãos, devemos agir como nosso Mestre. Ele não deixou de condenar o erro, mas nunca, jamais deixou de amar alguém que pensasse diferentemente dEle – ou seja, a maioria das pessoas. Cada ser humano tem sua formação, suas influências, suas idiossincrasias, suas opiniões, e tudo isso deve ser levado em conta durante um diálogo. E há diálogos que nem compensa ser levados adiante, quando a pessoa já decidiu que não quer ouvir nem mudar de opinião. Se essa pessoa sou eu, pode ser melhor “perder a discussão” para não perder o amigo. Mais importante: melhor “perder a discussão” a levar a pessoa a se perder por causa da minha atitude intransigente.

Já disse em um vídeo e reafirmo: um líder cristão não deve se posicionar publicamente por esse ou aquele candidato, afinal, o objetivo desse líder é alcançar com o evangelho todas as pessoas. Se eu defender o candidato x, os seguidores do candidato y fecharão os ouvidos para a minha mensagem. Se eu defender o y, ocorrerá o mesmo com os votantes do x.

No documento “Os adventistas e a política” está escrito: “A igreja encontra nos ensinos do Senhor Jesus e dos apóstolos base segura para evitar qualquer militância político-partidária institucional. O cristianismo apostólico cumpriu sua missão evangélica sob as estruturas opressoras do Império Romano sem se voltar contra elas. O próprio Cristo afirmou que Seu reino ‘não é deste mundo’ e que, portanto, os Seus ‘ministros’ não empunham bandeiras políticas (João 18:36). Qualquer posicionamento ou compromisso com legendas partidárias dificultaria a pregação do evangelho a todos indistintamente. Por outro lado, a Bíblia não isenta a comunidade de crentes dos deveres civis, e isso está evidente na ordem de Jesus: ‘Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus’ (Marcos 12:17). O Novo Testamento apresenta várias orientações sobre o dever cristão de reconhecer e respeitar os governos e as autoridades (Romanos 13:1-7; Tito 3:1-2; 1 Pedro 2:13-17). Somente quando os poderes temporais impõem a transgressão às leis divinas é que o cristão deve assumir a postura de antes ‘obedecer a Deus do que aos homens’ (Atos 5:29).”

Com este texto não estou dizendo que temos que ser “isentões” e deixar o circo pegar fogo. Não. Eu tenho minha posição política e ideológica balizada pela Bíblia Sagrada e por minhas próprias reflexões. Tenho também o direito de escrever sobre ideias, tendências, posicionamentos, sem enveredar pela política partidária. Quando escrevo sobre evolucionismo, espiritualismo e socialismo, por exemplo, não estou deixando de reconhecer que, antes de ser evolucionistas, espíritas e socialistas, os defensores dessas ideologias são seres humanos e, como tais, devem ser respeitados. Quando escrevo sobre o estilo de vida homossexual, lembro-me de que a maior maneira de amar um homossexual é apresentar Jesus a ele.

Conforme destacou meu amigo doutorando em Administração pela UNB Alexsander Dauzeley da Silva, “todos nós sabemos que Satanás mistura a verdade com o erro, e isso tem sido o triunfo do inimigo em fazer a humanidade se perder. O socialismo pegou um dos aspectos da verdade, que é o auxílio aos necessitados, o altruísmo e a justiça social, adicionou outras causas e criou outro remédio. O capitalismo selvagem também pega outro aspecto da verdade, que é o do esmero, da diligência e da mordomia, e o inimigo o justifica sob outra lógica e acrescenta outra cartilha de prescrições. A Bíblia não é socialista nem capitalista. Ela apresenta apenas os princípios do reino de Deus dos quais o diabo se apropriou em parte para tornar suas mentiras mais tragáveis e oferecer a armadilha das duas faces da mesma moeda. Não é de se surpreender que a tirania seja o resultado de qualquer uma das estratégias que desconsidere Cristo e Sua justiça. Tirania que é a forma de governo escravagista que Satanás se deleita em executar”.

Mais um detalhe… Se você é adventista e costuma utilizar a internet para manifestar suas opiniões, quero chamar sua atenção para um texto muito importante de Ellen G. White: “Tempo virá em que expressões descuidadas de caráter denunciante, displicentemente proferidas ou escritas por nossos irmãos, serão usadas por nossos inimigos para nos condenar. Não serão usadas simplesmente para condenar os que as proferiram, mas atribuídas a toda a comunidade adventista. Nossos acusadores dirão que em tal e tal dia um dos nossos homens responsáveis falou assim e assim contra a administração das leis do governo. Muitos ficarão admirados ao ver quantas coisas foram conservadas e lembradas, as quais servirão de prova para os argumentos dos adversários. Muitos se surpreenderão de como foi atribuído às suas palavras um significado diferente do que era a sua intenção. Sejam nossos obreiros cuidadosos no falar, em todo tempo e sob quaisquer circunstâncias. Estejam todos precavidos para que, por meio de expressões imprudentes, não tragam sobre si um tempo de angústia antes da grande crise que provará os seres humanos” (O Outro Poder, p. 45).

Aproveito a oportunidade para pedir perdão a qualquer pessoa que eventualmente tenha se sentido magoada por algo que eu tenha escrito ou dito. Por favor, saiba que essa não foi a intenção. Às vezes, no afã de defender ideias, podemos nos esquecer de que por trás delas há corações e pessoas pelas quais Cristo morreu.

Michelson Borges