Crença no fim do mundo pesou na decisão de Trump sobre Jerusalém

trumpPode parecer pouco usual em termos de decisão histórica de política internacional, mas o fim do mundo contou para a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. O presidente americano pagou uma promessa a seu eleitorado evangélico, que tem razões diversas para defender a existência de Israel, mas no centro de sua teologia está uma crença ligada aos dias finais da humanidade, segundo uma leitura bem literal do texto bíblico. Nada indica que Trump, presbiteriano, compartilhe das ideias, mas o financiamento e apoio desse segmento foi vital em sua campanha.

Para várias denominações evangélicas americanas, e também no Brasil e em outros lugares, o Estado judeu precisa estar plenamente estabelecido para dar curso à volta de Jesus Cristo à Terra. A ideia da volta dos judeus, o povo eleito de Deus segundo o Velho Testamento, é central na crença de que o Messias retornará para protagonizar episódios narrados no livro do Apocalipse.

Entre eles está, de forma não pouco controversa para os judeus, a ideia de que eles serão convertidos à fé cristã quando os eventos do fim do mundo estiverem em marcha. Entre eles, a ascensão de um líder político, o Anticristo, que com o Falso Profeta irá semear a guerra e a discórdia no mundo.

A batalha decisiva entre as forças do bem e do mal, segundo a tradição, ocorrerá no lugar chamado Armagedom, uma corruptela da atual cidade de Megido, no norte israelense. Historiadores apontam a abundância de batalhas na região durante a antiguidade como o motivo da eleição do lugar, mas para esses fiéis a coisa é ao pé da letra.

Segundo a Bíblia, toda essa narrativa acaba com a destruição de boa parte do mundo, a destruição do Anticristo e do Falso Profeta e a prisão de Satã, o chefe deles, em um abismo. Mil anos de reino de Deus sobre a Terra ocorrerão, creem os fiéis, quando então o Diabo será solto novamente para uma derrota final – e o estabelecimento de uma nova cosmogonia na qual a Nova Jerusalém celeste pontifica.

Trump foi muito bem votado no chamado “Bible Belt”, o famoso “cinturão da bíblia” de Estados do interior americano. Uma grande pesquisa de boca de urna realizada pelo National Election Pool em 2016 apontou que 80% dos evangélicos que foram às urnas votaram em Trump, mas os dados não são considerados precisos – outros analistas falam talvez em 45%.

As mais variadas denominações protestantes dominam o cenário religioso americano. O censo oficial do país não pergunta qual a fé de seus pesquisados, mas uma série de institutos coloca os evangélicos como força dominante do país – girando em torno de 50% daqueles que dizem crer em Deus.

Nem todos os aderentes da defesa cristã de Israel acreditam nessa leitura apocalíptica, contudo, baseando sua posição numa simples questão de reparação histórica ao “povo de Deus” original. De uma forma ou de outra, além de convicções políticas e conveniências eleitorais, a fé segue temperando o debate acerca da paz no Oriente Médio.

(Folha de S. Paulo)

Nota: Análise interessante de um jornal secular em relação à situação em Jerusalém, causada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que contrariou a ONU e os interesses dos palestinos para mexer em um verdadeiro vespeiro, o que terá grandes desdobramentos ainda. Conforme noticiou a BBC Brasil, lideranças evangélicas aqui também querem que o país apoie a iniciativa de Trump e transfira sua embaixada para Jerusalém. Segundo a matéria da BBC, “lideranças evangélicas argumentam que a Bíblia estabelece que os judeus são o povo prometido e que Jerusalém é a capital de Israel. Segundo sua crença, isso deve ser cumprido para que se concretize a esperada volta de Jesus Cristo”.

A decisão de Trump cria um cenário interessante justamente pelos aspectos religiosos contidos nela. O dispensacionalismo evangélico (com o qual obviamente os teólogos adventistas não concordam), tanto nos Estados Unidos quanto em outros países como o Brasil, começa a exercer forte influência política, o que, na prática, enfraquece a salutar separação entre igreja e Estado. Outros analistas das profecias bíblicas pensam que tudo isso não passa de uma jogada para desviar o foco do verdadeiro anticristo, afinal, quase todos os cristãos hoje abraçam a visão profética antibíblica dispensacionalista e vão considerar os últimos acontecimentos como os passos para o cumprimento dessa falsa visão. Inclusive pensam que a batalha do Armagedom será algo literal e que o Israel literal terá papel preponderante nesse processo, contrariando o correto entendimento das profecias do Apocalipse.

“Jesuítas criaram o preterismo e o futurismo e trabalham fabricando falsos cumprimentos proféticos, para prender a atenção fora de quem realmente as profecias indicam como o anticristo”, escreveu um amigo astrônomo. Detalhe, logo após a decisão de Trump, o líder palestino pediu ajuda ao papa Francisco.

“Os evangélicos estão em êxtase, pois Israel é para nós um lugar sagrado e o povo judeu são os nossos amigos mais queridos”, disse à CNN Paula White, pastora de uma megaigreja da Flórida e próxima de Trump. Sim, os evangélicos estão em êxtase. Então imagine como deve estar em êxtase o originador dessas falsas profecias e que finalmente vai simular uma falsa vinda de Cristo… [MB]

Leia também: O que a decisão de Trump sobre Jerusalém tem que ver com as profecias?

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Segundo a Nasa, supervulcão nos EUA é ameaça maior que qualquer asteroide

yellowstone-TANo subsolo do belíssimo Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA, há uma imensa câmara de magma. Ela é a responsável pelos gêiseres e fontes termais que fazem da área um cartão postal famoso no mundo todo. Mas, para cientistas da Nasa, a agência espacial americana, trata-se também de uma da mas maiores ameaças naturais à civilização: um supervulcão. “Fui membro do Conselho de Defesa Planetária da Nasa, que estudou formas de proteger o planeta contra asteroides e cometas”, explica Brian Cox, do Laboratório de Propulsão a Jato (LPJ), do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), na sigla em inglês. “Durante os trabalhos, cheguei à conclusão de que o supervulcão é uma ameaça substancialmente maior do que qualquer asteroide ou cometa.”

A Terra tem pelo menos 20 supervulcões conhecidos, e grandes erupções ocorrem em média uma vez a cada 100 mil anos [segundo a cronologia uniformitarista evolucionista]. Uma das maiores ameaças de um acontecimento como esse é a fome, pois uma queda prolongada na temperatura causada por cinzas bloqueando a luz do sol – o chamado inverno vulcânico – pode privar a humanidade de comida. Em 2012, a ONU estimou que as reservas mundiais de alimentos seriam suficientes para 74 dias.

Quando cientistas da Nasa estudaram o problema, a mais lógica solução encontrada foi a de resfriar os supervulcões. O de Yellowstone é essencialmente um imenso gerador de calor, equivalente a seis usinas. Até 70% desse calor é vazado para a atmosfera através da água que entra na câmara de magma por meio de rachaduras no solo. O restante acumula no interior do magma, fazendo com que ele dissolva mais e mais rochas em volta. Quando o calor chegar a determinado ponto, uma erupção será inevitável. Porém, se mais calor for extraído, o supervulcão jamais explodirá. E, de acordo com os cálculos da Nasa, um aumento de 35% na transferência de calor gerado por Yellowstone seria suficiente para neutralizar a ameaça. O problema é como fazer isso.

Uma possibilidade é aumentar a quantidade de água no supervulcão. Realizável na teoria, a medida seria mais complicada na prática, a começar no que diz respeito a obter autorização das autoridades. “Construir um imenso aqueduto em uma região montanhosa seria custoso e difícil. E as pessoas não querem ver sua água usada para isso”, afirma Wilcox. “As pessoas estão desesperadas por água ao redor do mundo, e um grande projeto de infraestrutura desse porte seria muito controverso.”

Sendo assim, a Nasa criou outro plano. A agência acredita que o mais viável agora é cavar um túnel de 10 km de profundidade no interior do supervulcão e bombear água em alta pressão, que circularia diariamente, extraindo calor dele. O projeto tem um orçamento salgado – cerca de US$ 3,46 bilhões -, mas apresenta um aspecto que pode ser convincente para os políticos. “As companhias de energia termelétrica teriam que cavar mais fundo e usar água mais quente do que o normal, mas esse investimento teria retorno sob a forma de eletricidade capaz de abastecer a área em volta por dezenas de milhares de anos. E, a longo prazo, há o benefício de prevenir a erupção de um supervulcão que poderia devastar a humanidade.”

O problema é que escavar um vulcão tem alguns riscos. Incluindo detonar a erupção que se está tentando evitar. “Se você escavar o topo da câmara de magma e tentar resfriá-la a partir de lá, seria arriscado. Isso poderia deixar a superfície frágil e propensa a fraturas. E resultar na liberação de gases voláteis no magma no topo da câmara, que de outra maneira não seriam liberados.”

A ideia é escavar o supervulcão pela parte de baixo para extrair o calor da parte inferior da câmara. “Dessa maneira você evita que o calor da parte de baixo atinja o topo, que é onde mora o perigo”, diz Wilcox.

No entanto, os defensores desse projeto jamais o verão ficar pronto ou nem sequer têm ideia de seu potencial sucesso. Resfriar Yellowstone dessa maneira fará com que sejam necessários milhares de anos para que apenas rocha fria permaneça na câmara. E, apesar de não ser necessário que ela seja totalmente resfriada para deixar de ser uma ameaça, não há garantia de que a empreitada seria um sucesso antes de pelo menos centenas de anos.

Mas essa pode ser a única maneira de prevenir uma catástrofe. “Com um projeto como esse, você poderia iniciar o processo e ao menos teria o benefício de um novo suprimento de energia elétrica”, completa o especialista.

Tal solução pode ser potencialmente aplicada a todos os supervulcões ativos do planeta, e os cientistas da Nasa esperam que os planos possam encorajar mais discussões cientificas práticas sobre o problema. “Quando as pessoas consideraram pela primeira vez a ideia de defender a Terra de um asteroide, elas reagiram da mesma forma. Pensaram que humanos jamais poderiam evitar o impacto. Mas se você criar algo que dê um leve e longo empurrão, você pode desviar o asteroide”, diz Wilcox. “O problema é mais simples do que as pessoas pensam. Os dois casos exigem que a comunidade científica invista capital mental. Temos que começar a trabalhar logo. Yellowstone explode a cada 600 mil anos e já faz quase 600 mil anos desde a última vez [sic]. Isso já deveria nos forçar a fazer alguma coisa.”

(G1 Notícias)

Nota: Já disse e repito: a Terra é um frágil barril de pólvora prestes a ser detonado a qualquer momento. Se não for um asteroide ou um supervulcão, pode ser uma tempestade solar que nos jogará de volta à idade média, causando muita destruição (confira aqui). Isso sem contar a possibilidade sempre presente e crescente de que um superterremoto devaste a costa oeste dos Estados Unidos, ceifando milhões de vidas e levando o mundo a uma crise financeira descomunal (confira). Bem, antes de tudo isso, Trump e Kim Jong-un podem levar o mundo ao caos com uma guerra nuclear. De qualquer forma, é bom não nos esquecermos de que a vida anda sempre sobre o fio de uma navalha e de que nossa proteção vem unicamente dAquele que criou o universo e prometeu recriar este mundo fragmentado e desgastado pelo pecado. [MB]

 

“A Chegada”: os aliens chegam e levam o ecumenismo ao ápice

a chegada“A Chegada” (“The Arrival”) é um filme de ficção científica baseado em um conto do escritor Ted Chiang intitulado História da Sua Vida. A produção dirigida por Denis Villeneuve trata do primeiro contato da humanidade com seres extraterrestres, mostra o senso desconfortante de nossa pequenez diante de uma raça superior, evidencia o poder que um evento grandioso tem de unir a humanidade e trabalha também o conceito de tempo (não linear para os recém-chegados). “A Chegada” inevitavelmente nos faz lembrar do clássico de Steven Spielberg “Contatos Imediatos”, de 1978 (assim como também lembra “2001, Uma Odisseia no Espaço” e outros). Desde que Spielberg levou às telas o problema da comunicação com uma raça alienígena que eventualmente aportasse por aqui, várias outras produções com temática semelhante foram sucesso de bilheteria. Desde “E.T.”, do mesmo produtor, passando por “Contato”, “Independence Day”, “O Predador”, “Guerra dos Mundos” e outros. Via de regra, os ETs são hostis e os terráqueos têm que se unir para salvar a Terra. Mas há também os filmes em que os alienígenas não têm pretensões colonizadoras e desejam apenas estabelecer contato ou até mesmo ajudar a humanidade, como é o caso do recente “A Chegada”.

Faz tempo que Hollywood tem dado sua contribuição para alimentar a ideia de que em algum momento faremos contato com seres que chegarão aqui em naves espaciais ou de alguma outra forma. No meio ufológico cresce a ideia de que os “ETs” possam até se tratar de seres espirituais que dispensariam aparatos tecnológicos e nos ajudariam em nossa “evolução espiritual”, numa interessante junção de enganos criados e orquestrados pela mesma mente.

A despeito das interessantes discussões sobre linguística que “A Chegada” propõe, o que fica mesmo evidente para quem estuda as profecias bíblicas é a ideia de que ETs poderiam salvar a humanidade de si mesma promovendo a união dos povos. Sim, a Bíblia antecipa a chegada de falsos Cristos e a operação de milagres e sinais impressionantes, sobrenaturais. Não é à toa que Jesus nos tenha advertido de que esses enganos seriam tão poderosos que, se possível, enganariam até mesmo o povo de Deus. Afinal, pense bem: No momento em que você vir um ser majestoso se dirigindo à humanidade com palavras mansas e cheias de sabedoria, você dará mais atenção aos seus sentidos ou à Palavra de Deus? Se unirá à maioria estupefata e inebriada ou permanecerá fiel a Jesus Cristo, a despeito do fato de que você será visto como louco, cego e inimigo da paz?

Em um artigo para a Folha de S. Paulo, o físico Marcelo Gleiser escreveu algumas coisas interessantes sobre o filme “A Chegada”: “O contato com alienígenas inteligentes seria, talvez, a experiência coletiva mais profundamente transformadora para nossa espécie. Especialmente o contato direto, se viessem aqui usando meios misteriosos, com objetivo desconhecido.” Gleiser tem razão. Um evento dessa natureza teria um tremendo poder de transformação social e de convencimento ideológico. Imagine que ideias poderiam ser facilmente aceitas pelas pessoas, caso os tais “ETs” trouxessem, digamos, revelações teológicas e filosóficas. Até mesmo ateus se convenceriam da existência de um deus, caso extraterrestres superiores declarassem isso. Gleiser, que é ateu, chega a dizer que “os alienígenas seriam como deuses. E, como todos os deuses, seriam adorados ou temidos”. E não é verdade?

Gleiser prossegue: “Os extraterrestres vieram dividir sua tecnologia conosco, […] vieram elevar nosso nível moral, criar uma aliança cósmica, demonstrando uma generosidade que ilustra a futilidade dos nossos conflitos e comportamento destrutivos. O que é necessário é um jogo de ‘soma maior do que zero’, onde ambas as partes ganhem na interação.”

Atualmente, grandes esforços vêm sendo feitos para unir os povos. O Vaticano (que também tem interesse na busca do chamado “irmão extraterrestre”) liderado pelo papa Francisco, vem promovendo o ECOmenismo, a salvação da família, etc. São bandeiras que têm o poder de unir as pessoas. Mas um evento como a chegada dos “extraterrestres” ou mesmo uma grande crise motivada por alguma catástrofe ambiental, um superterremoto, a queda de um meteorito, uma forte tempestade solar ou fome e epidemias – ou tudo isso junto – sem dúvida catalisaria a união da humanidade e os eventos finais.

Quase todas as pessoas aguardam a chegada de alguém ou algo que nos salvará, nos ajudará. E é justamente essa esperança e esse anseio que serão usados para manipular e enganar. Aquele que prometeu voltar, aquele que protagonizará a verdadeira e grande chegada nos advertiu claramente quanto aos enganos dos últimos dias. Você já leu sua Bíblia hoje?

Michelson Borges

Estado Islâmico volta a ameaçar o Vaticano

vaticanoO Natal voltou a ser usado pelo Estado Islâmico como cenário de ameaça aos cristãos mundo afora. Após ter sido expulso do Iraque e da Síria por forças de coalizão internacionais, lideradas por Estados Unidos e Rússia, em frentes distintas, os extremistas muçulmanos agora querem espalhar o terror na data simbólica para a cristandade. Na última quinta-feira, 16 de novembro, circulou um cartaz do Estado Islâmico com a ameaça de um “Natal sangrento”. Os terroristas usaram uma imagem simbólica: um homem ao volante em uma das ruas que dão acesso à Basílica de São Pedro, no Vaticano. A ameaça traz ainda um aviso: “Aguardem.”

Em frente à Basílica – que é reconhecida mundialmente como um dos principais templos do catolicismo – fica a Praça de São Pedro, local que recebe milhares de fiéis a cada missa realizada pelo papa Francisco, semanalmente, e também durante a celebração do Natal.

Os extremistas muçulmanos militantes do Estado Islâmico já ameaçaram os cristãos com atentados em outro Natal. Em 2 de dezembro de 2015, os terroristas perpetraram um atentado em San Bernardino, nos Estados Unidos, deixando 14 mortos e outros 21 feridos. No ano passado, os terroristas usaram um caminhão para atacar Berlim, capital da Alemanha, deixando 12 pessoas mortas e 26 feridas.

De acordo com informações do portal The Blaze, agências de segurança internacionais acreditam que daqui em diante, sem o território de Síria e Iraque, chamado de califado, o Estado Islâmico irá intensificar os ataques do tipo “lobo solitário”, o que dificulta a prevenção por parte das autoridades.

Antes do novo cartaz, o Estado Islâmico havia divulgado um vídeo, em 14 de agosto, afirmando que fariam um ataque a Roma, cidade que abriga o Estado do Vaticano e considerada um dos símbolos do cristianismo nos últimos séculos.

“Lembrem-se disso, infiéis, nós vamos estar em Roma, se Alá quiser”, diz um dos jihadistas, que se apresenta como Abu Jindal, antes de atear fogo a uma igreja da cidade de Marawi, região de população predominantemente muçulmana nas Filipinas. “Depois de todos os esforços, a religião dos cruzados é que será destruída”, acrescenta o narrador do vídeo, referindo-se aos cristãos.

Essa promessa de ataque ao Vaticano e ao papa veio à tona no mesmo dia em que o aplicativo de troca de mensagens Telegram foi usado por extremistas simpatizantes do Estado Islâmico para pedir aos muçulmanos da Europa que realizem atentados na Itália. O país entrou na mira dos terroristas de forma mais intensa devido à participação das forças armadas italianas na coalizão liderada pelos Estados Unidos que combate no Iraque e na Síria.

Em novembro de 2015, após o ataque realizado em Paris que tirou a vida de 130 pessoas, os terroristas usaram a revista Dabiq para dizer que já planejavam um atentado no Vaticano, com a decapitação do papa em praça pública e transmissão ao vivo para todo o mundo. [Confira aqui.]

Como forma de reforçar a guerra psicológica, os terroristas lançaram, em dezembro do mesmo ano, um vídeo em que diziam que Roma seria o último campo de batalha “antes do dia do juízo”. Essa ameaça já fazia parte dos planos dos terroristas antes de ser tornada pública. O escritor Robert Spencer, um pesquisador e estudioso do islamismo, apresentou em seu livro Infidel’s Guide to ISIS (Guia do infiel para entender o Estado Islâmico, em tradução livre), os detalhes dos planos dos extremistas.

Spencer revelou na publicação que o grupo pretende decapitar o papa e dar início ao Armagedom até 2025. Esse plano foi construído a pretexto de se fazer cumprir profecias de Maomé e promover a “batalha final” entre os muçulmanos e os “infiéis” judeus e cristãos.

(Gospel Mais)

Nota: Não é de hoje que os terroristas muçulmanos do Estado Islâmico ameaçam matar o papa. Se conseguirem fazer isso, pense na comoção que será causada, na simpatia despertada e no poder de coalizão que um evento desses terá. A união dos “moderados” será acelerada e a perseguição aos extremistas e fundamentalistas, acirrada. [MB]

O dia em que a profecia comunista começou a falhar

muro berlimNove de novembro de 1989: há precisamente 28 anos, iniciava-se a derrubada do mais famoso muro da história contemporânea europeia – a célebre muralha que dividia a cidade de Berlim, Alemanha, começava a colapsar, abrindo as portas do ocidente ao povo do bloco de leste, assinalando também o princípio histórico da queda dos regimes comunistas dominados pela então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Um fato histórico da maior importância, sem dúvida alguma, mas também um momento marcante para o Evangelho e a própria Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Recuando um pouco mais no tempo, até 1960, Nikita Khrushchev, líder da URSS, apresentou um dos discursos mais famosos de toda a sua carreira política. Falando a partir do Palácio de Outubro em Kiev (atual Ucrânia), declarou: “Daqui a 25 anos, toda a religião será eliminada da União Soviética. Manteremos um líder cristão como relíquia, para que as futuras gerações saibam como ele era.”

Quarenta e cinco anos depois, no dia 4 de março de 2005, o ministério “It Is Written” (“Está Escrito”) apresentava a primeira série de evangelismo por satélite na história da antiga União Soviética. Essas mensagens foram proferidas pelo pastor Mark Finley a partir do mesmo palco em que Khrushchev tinha feito sua declaração desafiadora. Quanto ao ex-líder soviético, estava morto desde 1971, sepultado no cemitério de Novodevichy em Moscou e, tanto quanto sabemos, jamais exibido como relíquia de coisa alguma.

Grandes convulsões sempre assolam a história da humanidade, provocando certos acontecimentos e impedindo outros. Mas a pregação do Evangelho seguirá sempre até o fim, com uma firmeza que não será impedida.

(Filipe Reis, de Portugal)

Kairós 2017 e a celebração da Reforma: o protesto realmente acabou

kairosPassada a celebração dos 500 anos da Reforma Protestante (sempre eclipsado pela festa do Halloween), fica no ar a pergunta: Celebrar o quê? A ênfase de muitos meios de comunicação seculares e religiosos esteve mais na união do que nos aspectos que motivaram Lutero e outros reformadores a promoverem o protesto contra os desmandos e as heresias da igreja dominante. Poucos dias antes, nos Estados Unidos, foi realizado um grande evento ecumênico chamado Kairos 2017. O orador principal foi o conhecido pastor pentecostal amigo do papa Francisco Kenneth Copeland. Sim, aquele que levou ao Vaticano uma comitiva de pastores norte-americanos para beijar a mão do papa.

Em um vídeo disponível no YouTube, Copeland explica o acordo quanto à justificação pela fé entre luteranos e católicos para concluir que o protesto acabou (confira). Afirma também que somos conhecidos pelas lutas na igreja e que isso é uma força para o diabo (confira). O pastor lamenta que a maior parte da igreja ainda não sabe que isso acabou, e depois elogia Francisco como um dos seus heróis. Logo depois ele assegura que em nenhuma parte da Bíblia é dito que seremos unidos pela doutrina. O que nos unirá, segundo Copeland, é a fé, minimizando, assim, a importância da Bíblia e de suas doutrinas na realidade da igreja.

O jornal Folha de S. Paulo, na reportagem “Reaproximação com católicos marca 500 anos da Reforma na Alemanha”, informa que a Igreja Evangélica na Alemanha (EKD), federação que reúne mais de 20 igrejas protestantes alemãs, “quis deixar para trás o aspecto divisionista do movimento iniciado por Lutero e focou no ecumenismo e na aproximação com os católicos”. Líderes católicos, ortodoxos e judeus foram convidados para a cerimônia.

Em um cumprimento praticamente literal do que Ellen White previu no século 19, e que está escrito em seu best-seller O Grande Conflito, os protestantes finalmente estenderam a mão através do abismo (que existiu por muito tempo) e tomaram a iniciativa de selar a união com os católicos. Note o que foi publicado pela Folha: “O bispo Heinrich Bedford-Strohm, presidente do conselho da EKD, estendeu simbolicamente as mãos dos protestantes aos católicos.* Num discurso direcionado ao papa Francisco, disse: ‘Quando você vier a Wittenberg, vamos recebê-lo de todo o coração.’” O cardeal Reinhard Marx aproveitou o momento para pedir a reunificação das igrejas cristãs. Se eu acreditasse na imortalidade da alma, diria que Lutero estaria se contorcendo em seu túmulo na igreja de Wittenberg.

O jornal O Globo informou que o Vaticano e a Federação Luterana Mundial liberaram um comunicado conjunto em que pedem perdão um ao outro e se comprometem a sanar suas diferenças. “O que temos em comum é mais do que aquilo que nos divide”, diz o comunicado, ignorando o fato de que a Igreja Católica ainda venera imagens e os mortos, defende a intercessão de Maria e dos santos, crê na infalibilidade papal e no poder humano de perdoar pecados, iguala a tradição à Bíblia Sagrada, e, claro, defende a santidade do domingo e a crença na imortalidade da alma, mas nisso os protestantes de modo geral também estão de acordo, constituindo-se, na verdade, em dois grandes pontos de convergência entre eles e o catolicismo.

Entre tantos outros jornais e sites que deram atenção à data história, a Fox News engrossou o coro ecumênico ao publicar um artigo de Peter Leithart, presidente do Instituto Theopolis em Birmingham, Alabama. Leithart também é professor na Igreja Presbiteriana da Trindade em Birmingham e autor do livro O fim do Protestantismo. No artigo, ele diz que, “em 1600, cristãos europeus não adoravam juntos. Católicos não recebiam bem protestantes na missa”, mas “o Protestantismo somente terá um futuro se nós protestantes recuperarmos a visão católica original dos reformadores. Precisamos retomar o projeto de unificar e renovar toda a igreja. […] Enquanto protestantes permanecem divididos entre si, e separados dos católicos, ortodoxos e outros, nossas igrejas falham em experimentar a totalidade do Evangelho”.

Finalmente, Leithart apela: “A Reforma recuperou o Evangelho, mas minou o Evangelho pelas divisões que plantou. Em outras palavras, a Reforma falhou. Quinhentos anos passados, o único futuro protestante viável – o único futuro evangélico, o único futuro fiel à visão dos reformadores – é um futuro católico.”

Quinhentos anos depois do começo da Reforma Protestante, tudo o que podemos ver é o cumprimento perfeito das profecias bíblicas e das declarações feitas por Ellen White no século 19. A marcha da história prossegue e só surpreende os que não estudam aquilo que Deus revelou. O que está para vir certamente virá. Estejamos preparados e vivamos o verdadeiro espírito da Reforma: sola fide, sola gratia, solus christus e sola Scriptura.

Michelson Borges

* O cumprimento profético final daquilo que Ellen White diz ser a formação da imagem da besta só ocorrerá com o cumprimento exato das seguintes palavras: “Quando (1) as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, (2) influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apoie as instituições, a América do Norte protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e (3) a aplicação de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável.”

Trump promete retorno a valores religiosos

trumpA evolução do presidente americano, Donald Trump, de dono de cassino divorciado duas vezes visto cautelosamente pelos cristãos para o favorito dos evangélicos que defendem a liberdade religiosa foi exibida completamente [na] sexta-feira, quando ele prometeu aos conservadores um retorno aos valores americanos tradicionais, incluindo restaurar o “Feliz Natal” ao discurso nacional. Trump, o primeiro presidente a discursar na Cúpula Valores Votantes, marcou as promessas que ele cumpriu aos cristãos e outros conservadores, comprometendo-se a voltar ao que ele descreveu como uma nação que se afastou de suas raízes religiosas. “Como os tempos mudaram… Mas agora estão mudando de novo, lembrem disso”, disse Trump à multidão que o ovacionava.

O discurso desta sexta-feira estava longe da recepção cética quando ele falou pela primeira vez ao grupo, como um político iniciante em 2015. Com um turbilhão de perguntas que o pressionavam se ele atrairia evangélicos sobre candidatos conservadores como o senador do Texas, Ted Cruz, e o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, Trump segurou uma Bíblia e declarou: “Eu acredito em Deus, eu acredito na Bíblia, eu sou um cristão.”

Trump apareceu diante do grupo de novo em setembro do ano passado, durante a disputa eleitoral geralmente devotada a conquistar eleitores indecisos, focando seu discurso em direção à base religiosa. Embora tenha evitado algumas perguntas polêmicas sobre casamento homossexual e aborto, ele prometou apoiar Israel, uma questão importante para os evangélicos, e afirmou que era o sonho do Estado Islâmico que sua oponente Hillary Clinton fosse eleita presidente.

Desta vez, ele ganhou a multidão antes de pisar no palco. Trump lamentou o uso da frase “Boas festas” como saudação secular e prometeu um retorno para “Feliz Natal”. O presidente americano observou, como os conservadores cristãos costumam fazer, que há quatro referências ao “Criador” na Declaração de Independência, dizendo que a liberdade religiosa é consagrada nos documentos fundadores da nação. “Eu jurei que no meu governo a herança religiosa da nossa nação seria cuidada, protegida e defendida como vocês nunca viram antes”, disse Trump. “Acima de tudo nos EUA, nós não adoramos o governo. Adoramos a Deus.”

Trump enfatizou sua mudança para enfraquecer a Emenda Johnson, que limitou a atividade política ou avais de grupos religiosos que receberam isenções fiscais, assim como os direitos dos empregadores para negar a cobertura de seguro das mulheres para o controle de natalidade. A Casa Branca também emitiu uma ampla orientação sobre a liberdade religiosa que os críticos disseram que poderia erradicar as proteções dos direitos civis para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. […]

(O Globo)

Nota: Ao mesmo tempo em que uma grande crise econômica vem sendo anunciada e o espectro de uma guerra nuclear ronda nossa cabeça, esse recrudescimento da religiosidade no governo Trump é bastante interessante e pode facilitar a prometida e profética aproximação entre o Estado e a igreja. [MB]