Os revolucionários sexuais entenderam errado a satisfação sexual

coupleUm dos mais extraordinários acontecimentos nos últimos 50 anos é o persistente compromisso de um segmento da elite acadêmica e cultural norte-americana em vender uma visão da vida americana que vem, vagarosa, mas persistentemente, se provando ser – na média – mais danosa para crianças e menos agradável para adultos, enquanto também persistentemente zombam (no pior caso) ou ignoram (no melhor caso) as escolhas da vida que levam – novamente na média – a uma maior prosperidade humana. Fiz essa pergunta antes, mas deixe-me fazê-la novamente: Quantos casais religiosos sexualmente vibrantes você tem visto nos programas ou filmes de televisão – mesmo nesta era de entretenimento fragmentado e direcionado? Agora, compare esse número (que é muito, muito próximo de zero) com o número de vezes que você tem visto a libertação da religião mostrada como a chave para a plenitude sexual.

Quantas vezes, no meio de celebrações de sexualidade nos campi universitários você ouve os palestrantes nas várias “semanas de sexo” dizerem algo como: “Se você realmente quer melhorar suas chances de aproveitar uma vida sexualmente satisfatória com um parceiro fiel, você deve procurar na igreja”? Ou quantos progressistas analíticos – as mesmas prováveis pessoas que apresentam tabelas e gráficos a respeito dos efeitos de políticas públicas ou que abordam as últimas novidades da ciência social sobre raça, gênero e identidade de gênero – irão se ater a tabelas como estas, do reséitado Instituto para Estudos da Família:

Porcentagem de maridos e esposas dos EUA (18-50 anos) que concordam plenamente: “Estou satisfeito(a) com meu relacionamento sexual com meu/minha parceiro(a)”

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1 – Casais seculares; 2 – Casais menos religiosos ou mistos; 3 – Casais altamente religiosos

Porcentagem de maridos e esposas dos EUA (18-50 anos) traídos durante o atual casamento

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1 – Casais seculares; 2 – Casais menos religiosos ou mistos; 3 – Casais altamente religiosos

Essas figuras representam a porção dos EUA de um extraordinário estudo da IFS [IEF, ou Instituto para Estudos da Família, em português] que tentou responder à questão: “É a fé uma força global para o bem ou para o mal na família?” O IFS examinou o relacionamento entre religião e fertilidade, violência doméstica, qualidade no relacionamento e infidelidade. Os achados foram fascinantes.

Os dados globais refletiram a realidade dos EUA. Casais altamente religiosos “desfrutam de relacionamentos de mais alta qualidade e de mais satisfação sexual” comparados com casais mistos ou inteiramente seculares. Além disso, no estudo global, a religião tem uma maior influência positiva na fertilidade. Casais religiosos têm “0,27 mais crianças do que aqueles que nunca, ou praticamente nunca, frequentaram [a igreja]”.

Infelizmente, no entanto, a prática religiosa foi “não protetiva contra violência doméstica”. Não houve diferença estatisticamente significativa no risco entre casais seculares e religiosos.

O estudo do IFS não somente explodiu estereótipos culturais progressistas de puritanos religiosos infelizes e sem sexo. Conservadores frequentemente pensam em feministas (especialmente feministas seculares) como bravas e sem alegria. Porém, o estudo indica o contrário. Houve uma “curva em forma de J na qualidade do relacionamento geral para mulheres”. Isso significa que mulheres em “relacionamentos progressistas e seculares desfrutam de altos níveis comparativos de qualidade no relacionamento”. Elas foram excedidas apenas por “mulheres em relacionamentos altamente religiosos, em especial tradicionalistas”.

Índice Acumulativo de ligação, compromisso, satisfação e estabilidade no relacionamento

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1 – Casais progressistas seculares; 2 – Casais tradicionais seculares; 3 – Casais progressistas menos religiosos ou mistos; 4 – Casais tradicionais menos religiosos ou mistos; 5 – Casais progressistas altamente religiosos; 6 – Casais tradicionais altamente religiosos

É importante considerar esses resultados em face de um recente e muito discutido artigo de Kate Julian descrevendo a chamada “recessão sexual” norte-americana. Em uma época em que nossa nação tem apagado tabus sexuais, eliminado restrições morais e se tornado “mais tolerante ao sexo em praticamente cada permutação”, jovens americanos estão tendo menos sexo. E uma das principais razões é o “declínio da formação de casais entre pessoas jovens”. Pessoas casadas fazem mais sexo do que solteiros, e ainda assim menos pessoas se casam, e aqueles que se casam “têm se casado mais tarde”.

O membro sênior do IFS Bradford Wilcox e o pesquisador do IFS Lyman Stone deram continuidade ao trabalho de Julian avaliando se a recessão sexual era relacionada ao declínio mensurável da felicidade nos jovens adultos americanos. Eles concluíram que “mudanças na frequência sexual podem ser responsáveis por cerca de um terço do declínio na felicidade desde 2012 e quase 100 por cento do declínio na felicidade desde 2014”.

Na última década temos visto significativo triunfalismo das forças da secularização americana e daqueles que há muito tempo buscaram questionar, sabotar ou mesmo demolir instituições tradicionais da vida americana. Casamentos reduzem. Comparecimento à igreja diminui. Mas o novo crescimento da prosperidade humana e da alegria pessoal se prova duvidoso.

Pais solteiros sofrem para criar os filhos e prover não apenas as oportunidades econômicas e educacionais de que eles necessitam, mas também o apoio emocional que eles requerem. Famílias fraturadas lutam com a crise do uso de drogas. Nossos políticos pós-religiosos são maldosos, causadores de divisão e viciosos. E agora vemos cada vez mais que a revolução sexual pode frequentemente trazer suas próprias marcas de infelicidade, incluindo – ironicamente – ausência de sexo.

Como alguém que passou a vida inteira em comunidades religiosas, sempre me rebelei contra os estereótipos culturais. Cresci em comunidades que muitas vezes lutavam com as mesmas doenças morais que afligiram o resto do mundo, mas sempre formaram sistemas e redes de encorajamento e apoio. Não cresci em volta de puritanos emocionalmente atrofiados. Não vivo em volta de tais pessoas agora.

Existem certamente pessoas que deixam comunidades religiosas por boas razões. Existem igrejas terríveis, e figuras religiosas abusivas, incluindo pais, maridos e pastores. Mas eu temo que em nossa cultura popular e em nossas escolas as anedotas superaram a informação, e dessa forma nossas elites culturais também por muitas vezes perderam o verdadeiro significado, a satisfação e o propósito virtuoso das famílias fiéis americanas.

A liberação sexual tem muitas vezes deixado de trazer sexo e liberação, e graças ao trabalho do IFS podemos responder às necessidades com dados reais. Você está procurando amor nesta vida? As portas da igreja estão sempre abertas. E apesar de que unir casais não seja seu propósito, a conexão com um santo Deus carrega em si a conexão com seu povo imperfeito, e nessas conexões você pode encontrar alegria extrema.

(David French, National Review; tradução de Leonardo Serafim)

Brasil é dedicado à Virgem Maria

maria2O presidente Jair Bolsonaro participou, nesta terça-feira (21/5), no Palácio do Planalto, do ato de Consagração do Brasil ao Imaculado Coração de Maria, nesta terça-feira (21/5). O evento ocorreu no Palácio do Planalto, às 14h. A cerimônia foi idealizada pelo deputado Eros Biondini (PROS-MG), com participação da Congregação Mariana e outros grupos católicos. Na assinatura, estavam presente lideranças da Igreja, como o bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney, Dom Fernando Rifam. Segundo a fé católica, Nossa Senhora apareceu em Fátima, em Portugal, em 1917, e pediu que os países fizessem esse gesto como uma forma de afastar “as guerras e o comunismo”. A devoção foi difundida anos depois, pelo papa Pio XII, que consagrou todo o mundo e a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial.

Na internet, apoiadores do presidente recorrem à fé para demonstrar apoio ao governo. A tag #OrePeloBrasil ficou entre as mais comentadas do Twitter na segunda-feira (20/5). Entre as orações, alguns aproveitaram para se manifestar contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional. Diversas postagens também reforçaram a manifestação de apoio ao presidente que está sendo organizada em 26 de maio. […]

(Correio Brasiliense)

Nota: Conforme comparou meu amigo astrofísico Eduardo Lütz, a esquerda é o arco e a corda que lançarão a flecha que causará o verdadeiro estrago. Os desmandos e as baixarias perpetrados pela esquerda nos anos em que governou o país levaram o pêndulo da história para outro extremo: o da mistura entre política e religião. Nos Estados Unidos e na Europa também é perceptível um recrudescimento do sentimento religioso e uma perigosa aproximação entre Estado e igreja (sempre a hegemônica, claro). No caso do Brasil, essa igreja é a Católica, e a dedicação da nação a Maria é uma tremenda evidência de que o cenário se torna cada vez mais religioso e alinhado com as profecias relacionadas com os eventos que antecedem a volta de Jesus (sugiro que você leia o livro Eventos Finais).

Durante o evento de consagração, o padre Oscar Peroni lembrou de outros países que foram consagrados ao Sagrado Coração de Maria e que teriam recebido milagres em sua economia. O religioso destacou o caso de Portugal, que, segundo ele, ajudou aquela nação a vencer o “comunismo”. Depois o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Floriano Peixoto, assinou, ao lado de bispos convidados, o documento que formaliza essa “consagração” do país.

Para Marco Dourado, “cristãos com instinto de sobrevivência preferirão suplicar socorro ao papa a ter que ver o país transformar-se em Sodoma. E tentarão compensar a vergonha pela traição aos pais reformadores perseguindo os que não se curvarem à mitra pontificial. Foi bem isso que aconteceu em meados do século IV”.

Assista ao vídeo abaixo para entender melhor esse cenário. [MB]

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Padres e teólogos conservadores acusam o papa Francisco de heresia

papa[Os excessos e abusos da esquerda marxista lançaram o mundo nos braços dos direitistas conservadores alinhados com as religiões hegemônicas (já tratei disso aqui). O fenômeno é perceptível nos Estados Unidos, na Europa e mesmo no Brasil. Agora a mesma coisa parece estar ocorrendo dentro de uma Igreja Católica polarizada, o que poderá favorecer um interessante alinhamento profético de tendências e pensamentos. Leia a matéria abaixo e tire suas conclusões. – MB]

Um grupo de sacerdotes e teólogos escreveu uma carta aberta ao Colégio dos Bispos da Igreja Católica acusando o papa Francisco de “heresia” – uma das mais graves acusações que podem ser feitas a um clérigo. Na carta, publicada na terça-feira (30) no site católico conservador LifeSiteNews, que comumente tece críticas ao papa, os 19 signatários alegam que o conjunto dos bispos católicos deve investigar Francisco pelo “delito canônico da heresia” e pregam que outros sacerdotes critiquem Francisco publicamente.

Trata-se de mais um sinal do crescente enfrentamento entre os tradicionalistas (ou ultraconservadores) católicos – insatisfeitos com declarações do papa em questões como sexualidade – e os apoiadores do atual papado. Os motivos da “heresia”, dizem os signatários, é que o papa teria suavizado posições que, na opinião deles, vão contra os mandamentos da igreja em diferentes assuntos: os acusadores afirmam que Francisco não tem se oposto veementemente o bastante ao aborto, tem dado sinais de abertura do Vaticano a homossexuais e divorciados, e tem se aproximado de protestantes e muçulmanos.

Em 2015, por exemplo, o papa organizou uma conferência no Vaticano na qual tentou relaxar as regras que impedem divorciados e pessoas em um segundo casamento de receber a Comunhão – uma vez que a igreja considera o casamento indissolúvel e o novo casamento, um adultério. Eles também citam casos em que o papa teria protegido ou sido conivente com cardeais e bispos que, segundo a carta, estariam protegendo abusadores sexuais ou até cometido abusos.

Uma parte significativa da carta se concentra em críticas a um documento papal do ano seguinte, o Amoris Laetitia (A Alegria do Amor, em tradução livre), em que Francisco fala em tornar a igreja mais inclusiva e menos disposta a julgamento de seus 1,3 bilhão de fiéis. No documento, o papa pede uma igreja menos rígida e mais cheia de compaixão diante de qualquer membro “imperfeito”, como os divorciados e os em segundos casamentos civis.

Após a publicação do Amoris Laetitia, grupos conservadores acusaram o papa de criar confusão em torno de questões morais importantes, diz a agência Reuters. Nas 20 páginas da carta desta terça-feira, os signatários dizem que tomaram “esta medida (carta aberta) como um último recurso para responder ao acúmulo de danos causado pelas palavras e atos do papa Francisco ao longo de diversos anos, dando abertura para uma das maiores crises na história da Igreja Católica”.

O documento também critica o papa por ter dito que as intenções de Martinho Lutero (pai da Reforma Protestante, momento de ruptura do cristianismo) “não eram equivocadas” e por Francisco ter assinado um comunicado conjunto com luteranos no qual menciona os “presentes teológicos” da Reforma.

Também foi criticado o comunicado conjunto que o papa assinou em fevereiro com um líder muçulmano em Abu Dhabi, dizendo que o pluralismo e a diversidade de religiões eram um “desejo de Deus”, o que irritou conservadores católicos.

O signatário mais conhecido entre os 19 que divulgaram a carta é o padre britânico Aidan Nichols, 70, da ordem dominicana, autor de diversos livros e teólogo proeminente. Consultado pela agência Reuters, o Vaticano não se pronunciou sobre a carta até a publicação desta reportagem.

A acusação de heresia soa quase medieval e raramente é usada na Igreja Católica moderna, informa o repórter da BBC John McManus. Ainda assim, é uma acusação séria, especialmente quando tecida à cúpula da organização. Cabe a um departamento específico do Vaticano, a Congregação para a Doutrina da Fé, a tarefa de “julgar os delitos contra a fé e os delitos mais graves cometidos tanto contra a moral quanto na celebração dos Sacramentos”. O grupo é composto por seis cardeais e deriva da Santa [sic] Inquisição, estabelecida em 1542.

O professor de Teologia Massimo Faggioli, da Universidade Villanova (EUA), diz à Reuters que a carta é o exemplo da extrema polarização que afeta a igreja atualmente, a despeito da grande popularidade do papa mundialmente. Ele avalia, porém, que a carta traz “poucas críticas legítimas e construtivas do pontificado e de sua teologia” para embasar uma acusação de heresia até o momento.

(G1 Notícias)

Adventistas apoiam o ecumenismo?

ecumenismo[Texto de Ganoune Diop, diretor do Departamento de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa da Associação Geral (sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia.]

Os adventistas do sétimo dia me despejam questões quando descobrem que eu representei a Igreja Adventista nas Nações Unidas e em reuniões de organizações ecumênicas cristãs. “Como exatamente os adventistas veem a unidade cristã, as relações e o ecumenismo?”, eles perguntam. “Por que os adventistas escolhem aceitar e manter o estatuto e não os membros entre as organizações ecumênicas cristãs? Por que os adventistas escolhem se misturar com outros cristãos e não cristãos enquanto se abstêm de se tornar membros de entidades cristãs organizadas e religiosas ecumênicas?” Minha resposta é simples: é legítimo que todas as pessoas de boa vontade se unam para salvar vidas, proteger vidas e afirmar a importância e a sacralidade da vida. É ainda urgente que todas as pessoas se associem para tornar este mundo um lugar melhor para todos os seres humanos, contribuindo para uma saúde melhor, educação e trabalho humanitário em toda a dignidade, liberdade, justiça, paz e fraternidade.

Como se relacionar com os outros

A cofundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia Ellen G. White oferece conselhos práticos sobre a arte e a ciência de se relacionar com cristãos de outras denominações. Aqui estão três conselhos:

  1. Não denuncie outras denominações. “Quando alguns que têm falta do Espírito e o poder de Deus entram em um novo campo, começam a denunciar outras denominações, pensando que podem convencer as pessoas acerca da verdade por apresentar as incoerências das igrejas populares. Pode parecer necessário em algumas ocasiões falar dessas coisas, mas em geral cria preconceito contra a nossa obra e fecha os ouvidos de muitos que poderiam de outra maneira ouvir a verdade. Se esses instrutores estivessem intimamente ligados a Cristo, teriam a sabedoria divina para saber como aproximar-se do povo” (Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 535).
  1. “Não devemos, ao entrar em um lugar, levantar barreiras desnecessárias entre nós e outras denominações, especialmente os católicos, de modo que eles pensem que somos seus inimigos declarados. Não devemos criar desnecessariamente um preconceito em seu espírito com o fazer-lhes um ataque. Muitos há entre os católicos que vivem incomparavelmente mais segundo a luz que têm do que muitos que professam crer na verdade presente, e Deus os provará tão certamente como nos tem provado a nós” (Manuscrito 14, 1887;Evangelismo, p. 144).
  1. “Alegamos possuir maior soma de verdades do que as outras igrejas; porém, se essa convicção não conduzir a maior consagração de nossa parte e a uma vida mais pura e mais santa, de que proveito será? Melhor seria nesse caso que nunca tivéssemos recebido a luz da verdade do que, professando aceitá-la, não sermos por ela santificados” (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 620).

Todos os serviços e atividades da Igreja Adventista do Sétimo Dia procuram promover vida – e vida em abundância. No cumprimento da missão da igreja, os adventistas se misturam com outras organizações cristãs. Em referência à sua posição em organizações cristãs mundiais, a Igreja Adventista tem mantido o estatuto de observador em reuniões e tem estado aberta a ser parceira de outras igrejas em áreas que não comprometem sua identidade, missão e mensagem. A regra de ouro é não segurar a condição de membros em qualquer entidade ecumênica que erradique ou apague a voz adventista distintiva em referência à soberania de Deus, o Criador, o sábado e a segunda vinda de Jesus.

Em princípio, os adventistas escolhem não estar envolvidos em alianças doutrinais com outras igrejas por causa da adesão adventista com uma abordagem holística e integrada com as doutrinas bíblicas que os adventistas consideram ter sido marginalizadas, alteradas ou esquecidas no curso da história da igreja.

Dito isso, a unidade não é uma palavra ruim. Os adventistas valorizam a unidade assim como Deus valoriza. A unidade é fundamentada na existência de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Os adventistas promovem a unidade para o bem da missão, para que Cristo seja conhecido por todos os grupos étnicos, línguas, tribos e nações. Os cristãos também podem se unir para tornar o mundo um lugar melhor por meio da promoção de saúde, educação, trabalho humanitário e a promoção e proteção dos direitos humanos.

[Continue lendo esse artigo esclarecedor.]

Jesus é realmente Deus eterno?

Jesus“E a vida eterna é esta: que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3

Que o Jesus histórico realmente existiu é praticamente indiscutível (confira aqui), já a divindade e eternidade dEle é tema de debates inclusive no meio cristão. Na verdade, a doutrina bíblica da Trindade tem sido atacada há muito tempo. Satanás usa duas frentes principais em seu ataque à Divindade: (1) como não pode negar a personalidade de Jesus, ele desqualifica a divindade dEle; (2) como não pode negar a divindade do Espírito Santo, ele desqualifica a personalidade dEle (mas este ponto dois ficará para outra ocasião). As pessoas que negam a Trindade dizem que Jesus não é Deus eterno, que veio à existência em algum momento; e o Espírito Santo é apenas a força de Deus, o poder de Deus. Alguns dizem que o Espírito Santo é o próprio Pai, outros que é Jesus, outros ainda sustentam que o Espírito Santo é o Espírito compartilhado pelo Pai e pelo Filho.

Em sua tentativa de provar que Cristo não é Deus em Sua plenitude, alguns dizem que Jesus é Deus por geração. Na verdade, esse é um termo que usam para dizer que Cristo não foi criado, mas gerado. A questão é: a palavra pode até ser diferente, mas o conceito é o mesmo – Cristo veio à existência de alguma forma e houve um momento na eternidade em que Ele não existia. O Pai O trouxe à existência, seja por geração ou criação, não importa. Aqui está o primeiro grande erro: Deus não é um ser que pode ser criado ou gerado. Esse é o conceito grego, quando falavam de suas divindades. A Bíblia nega o conceito de uma divindade que não possui a eternidade. Ser Deus implica necessariamente ser eterno, tanto para frente quanto para trás. Se foi criado, não é Deus. Se foi gerado (no sentido de vir à existência e não no sentido bíblico de entronização), não é Deus. Deus é eterno.

Quando a Bíblia diz “Tu és meu filho, Eu hoje Te gerei”, em Hebreus, está fazendo alusão ao Salmo 2:7, onde se fala da entronização de Davi. Davi não foi gerado naquele dia em que escreveu o Salmo 2 (no sentido de ter nascido ou vindo à existência), assim como Jesus, em Hebreus. Portanto, o verbo “gerar” não pode implicar em vir à existência, mas o contexto é claro em mostrar que se trata da entronização.

Cristo é Deus? É eterno? Sim, a Bíblia diz que sim:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1:1).

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os Seus ombros, e Se chamará o Seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6).

Como o Pai da Eternidade, aquele que cria a eternidade, não seria eterno?

Vejamos a seguir alguns textos de Ellen White sobre a divindade e eternidade de Cristo:

“Ao falar de Sua preexistência, Cristo faz o pensamento remontar aos séculos eternos. Ele nos assegura que nunca houve um tempo em que não estivesse em íntima ligação com o Deus eterno. Aquele cuja voz os judeus estavam então ouvindo estivera com Deus como Alguém que Se achava em Sua presença” (Signs of the Times, 29 de agosto de 1900).

“Antes de serem criados homens ou anjos, a Palavra [ou Verbo] estava com Deus, e era Deus. O mundo foi feito por Ele, ‘e sem Ele nada do que foi feito se fez’ (João 1:3). Se Cristo fez todas as coisas, existiu Ele antes de todas as coisas. As palavras faladas com respeito a isso são tão positivas que ninguém precisa deixar-se ficar em dúvida. Cristo era, essencialmente e no mais alto sentido, Deus. Estava Ele com Deus desde toda a eternidade, Deus sobre todos, bendito para todo o sempre. O Senhor Jesus Cristo, o divino Filho de Deus, existiu desde a eternidade, como pessoa distinta, mas um com o Pai. Era Ele a excelente glória do Céu. Era o Comandante dos seres celestes, e a homenagem e adoração dos anjos era por Ele recebida como de direito. Isto não era usurpação em relação a Deus” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 247, 248).

O que significa toda eternidade? Toda é toda! Ou seja, precisamos aceitar que:

  1. Nunca houve um tempo em que Cristo não estivesse com o Pai. E nunca é nunca mesmo.
  2. Ele é Deus no mais alto sentido, portanto não pode ter vindo à existência de alguma forma, porque Deus não nasce, Deus é.
  3. Estava com o Pai desde toda eternidade. Toda é toda. Se você pudesse viajar a qualquer ponto da eternidade, lá estaria Jesus. Se Ele não estivesse, Ellen White seria mentirosa, pois ela disse toda eternidade.

A Bíblia diz que Deus existe de eternidade a eternidade. Claramente o texto está falando de eternidade pretérita e eternidade futura. Veja: “Antes que os montes nascessem, ou que Tu formasses a Terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, Tu és Deus” (Salmo 90:2). De quem esse texto está falando? Quem é esse ser eterno para frente e para trás? Veja o que diz Ellen White:

“‘Antes que os montes nascessem, ou que Tu formasses a Terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, Tu és Deus’ (Salmo 90:2). ‘O povo, que estava assentado em trevas, viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou’ (Mateus 4:16). Aqui se apresentam a preexistência de Cristo e o propósito de Sua manifestação ao mundo, como raios vivos de luz do trono eterno. ‘Agora ajunta-te em esquadrões, ó filha de esquadrões; pôr-se-á cerco contra nós: ferirão com a vara no queixo ao juiz de Israel. E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade’ (Miqueias 5:1, 2)” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 248).

Portanto, qualquer tentativa de mostrar que Cristo não é Deus eterno, que Ele foi gerado e que não existia desde sempre com o Pai é apenas um esforço maligno para distorcer essa verdade tão bela da plena divindade e eternidade de Jesus. Ele é Deus, sempre existiu, sempre foi um com o Pai, sempre esteve com Ele. Ele é o YHWH do Antigo Testamento. Como disse a serva do Senhor falando de Jeová, aquele que aparece no Antigo Testamento: “Jeová é o nome dado a Cristo” (Signs of the Times, 3/5/1899).

(Eleazar Domini, além de bacharel em Teologia, é mestre em Teologia na área de Interpretação e Ensino da Bíblia com ênfase na língua hebraica e criador do blog Adventistas Trinitarianos. Atualmente é pastor distrital em Aracaju)

Veja também: Mitos e fatos sobre a Trindade na Igreja Adventista” e Os adventistas e a Trindade”

Os cristãos são hoje o grupo religioso mais perseguido

sri lankaNesta quarta-feira (24/4), na Oitava da Páscoa, o papa Francisco lançou um novo tuíte em sua conta @Pontifex em nove línguas: “Os mártires de todos os tempos, com a sua fidelidade a Cristo, mostram-nos que a injustiça não tem a última palavra: no Senhor ressuscitado podemos continuar a ter esperança.” O papa Francisco elevou muitíssimas vezes sua voz contra as perseguições cristãs: “Pode parecer difícil acreditar – afirmou numa recente mensagem vídeo –, mas hoje há mais mártires do que nos primeiros séculos.” Segundo numerosas pesquisas internacionais, os cristãos são hoje o grupo mais perseguido no mundo, com mais de 200 milhões de pessoas submetidas a discriminações, violações dos direitos humanos, agressões e atentados. Muitos perdem a vida por permanecer fiéis a Jesus.

Francisco usou palavras fortes: “Pensamos em nossos irmãos degolados na praia da Líbia; pensamos naquele garoto queimado vivo pelos companheiros porque cristão; pensamos naqueles migrantes que em alto-mar foram lançados ao mar pelos outros, porque cristãos; pensamos […] naqueles etíopes, assassinados porque cristãos… e tantos outros. E tantos outros que não sabemos, que sofrem nos cárceres, porque cristãos… Hoje a Igreja é Igreja de mártires: eles sofrem, dão a vida e nós recebemos a bênção de Deus pelo testemunho deles” (Missa na Santa Marta, 21 de abril de 2015).

O papa repetiu que “não há cristianismo sem perseguição”. Convidou a recordar a última das bem-aventuranças: “Quando vos levarão às sinagogas, vos perseguirão, vos insultarão: este é o destino do cristão.” E denunciou: “Hoje, diante deste fato que ocorre no mundo, com o silêncio cúmplice de muitas potências que poderiam impedi-lo, encontramo-nos diante deste destino cristão: trilhar pelo mesmo caminho de Jesus” (Missa na Santa Marta, 7 de setembro de 2015).

O papa fala de dois tipos de perseguição contra os cristãos: a perseguição explícita, violenta, brutal; e a perseguição “educada, travestida de cultura, modernidade e progresso”. É “a perseguição que tira a liberdade do homem, inclusive a da objeção de consciência! Deus nos fez livres, mas essa perseguição tira a sua liberdade! E se tu não fazes isso, tu serás punido: perderás o trabalho e muitas outras coisas ou serás colocado de lado”. “Esta é a perseguição do mundo” – ressalta Francisco – “quando as potências querem impor atitudes, leis contra a dignidade dos filhos de Deus, os perseguem e vão contra o Deus Criador: é a grande apostasia” (Missa na Santa Marta, 12 de abril de 2016).

Diante da eclosão do fenômeno dos atentados, em particular de matriz islâmica, o papa Francisco seguiu a linha de seus predecessores, João Paulo II e Bento XVI, que em sua condenação aos ataques terroristas pronunciaram palavras duríssimas contra a instrumentalização da religião e do uso da violência em nome de Deus, mas sem jamais dar uma conotação religiosa àqueles atos.

Em primeiro lugar, porque a grande maioria dos muçulmanos ou de seguidores de outras confissões religiosas não se reconhecem naquelas violências, ademais, para não dar lugar a instrumentalizações e porque continuar dialogando é decisivo para a convivência e a paz no mundo. […]

Doze dias após os atentados, em 23 de setembro, o Papa lançou no Angelus um apelo durante sua visita ao Cazaquistão, país de maioria muçulmana, a fim de que os seguidores de todas as religiões cooperem para edificar um mundo sem violência: “Não podemos permitir que o que aconteceu leve a uma exasperação das divisões. A religião jamais deve ser utilizada como motivo de conflito.”

Portanto, exortara “tanto cristãos quanto muçulmanos a rezar intensamente ao Deus único Todo-Poderoso, que nos criou a todos, a fim de que o bem fundamental da paz possa reinar no mundo. Que as pessoas de todos os lugares, reforçadas pela sabedoria divina, trabalhem por uma civilização do amor, na qual não haja espaço para o ódio, a discriminação e a violência”.

(Vatican News)

Nota 1: É realmente triste a situação desses cristãos que estão perdendo a vida pelo simples fato de serem adoradores de Jesus Cristo. E lamentável a atitude partidária de boa parte da mídia ocidental que sempre emprega “numa boa” o termo “islamofobia”, mas ignora a realidade cruel e evidente da “cristianofobia”.

Nota 2: Os crescentes atentados terroristas perpetrados por religiosos radicais vão aumentar cada vez mais o clamor por paz e união. As pessoas não suportam mais tanta violência. Os “moderados” e os ecumênicos terão cada vez mais força e todos aqueles que forem vistos como promotores da desunião (com razão ou não) perderão espaço e liberdade na nova sociedade que se deseja. [MB]

Em plena Páscoa, tentaram instrumentalizar e ideologizar Jesus

Aproveitando o clima de Páscoa e ecoando a naftalínica e descontextualizada Teologia da Libertação, a deputada e presidente do PT Gleisi Hoffmann postou uma arte em seu Twitter na qual afirma que a verdadeira “causa” do Cristo ressuscitado foram os índios, os sem-terra, os pobres e os trabalhadores. E levantou a dúvida: A quem devemos dar crédito: a Jesus, à Bíblia e aos que a estudam há anos ou a figuras comunistas que só vão à missa e a cultos na época das eleições e adoram se apropriar de grandes nomes da História e reconfigurá-los segundo seus interesses? Jesus disse que o reino dEle não era deste mundo e que Sua missão foi e é a de salvar pecadores, não importa se ricos ou pobres, se negros ou brancos, homens ou mulheres. E agora, vamos acreditar na Gleisi ou em Jesus?

ressurreição

Li também no Twitter: “Jesus foi um homem que revolucionou sua época. Era pobre, negro, nasceu na região da Palestina, lutava contra os mercadores da fé. Defendia os mais oprimidos. O que os poderosos fizeram com a imagem desse homem não é o que Jesus nos deixou como legado.” Ao que meu amigo Marco Dourado respondeu: “Jesus negro é como Zumbi caucasiano. Nasceu na Judeia, ‘Palestina’ é uma desinência antissemita inventada pelos invasores romanos no século 2. Defendia e amava TAMBÉM os mais ricos. Os lacradores querem adulterar Sua imagem para turbinar suas narrativas picaretas.”

Realmente é lamentável ver essas pessoas tentando instrumentalizar e ideologizar o Salvador da humanidade. Jesus não era de direita nem de esquerda; era do Alto. Ele pregava para ricos e pobres, para o povo e para os governantes. Jesus morreu para nos libertar dos nossos pecados, não para promover uma causa revolucionária. Por favor, leia a Bíblia e assista ao vídeo abaixo.

Michelson Borges

Assista também: “Marxismo combina com cristianismo?” e “Marxismo e evolucionismo: convergências”

Leia também: “Atos 2:42-47 defende o socialismo?”