Papa volta a enfatizar o descanso dominical

papa[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] Quarta-feira, dia de audiência geral na Sala Paulo VI. Cerca de sete mil pessoas participaram do encontro semanal com o papa. Retomando o caminho de reflexões sobre a Missa, Francisco questionou: “Por que ir à missa aos domingos?”

Foi no primeiro dia que Ele ressuscitou – Desde os primeiros tempos, os discípulos de Jesus celebravam o encontro eucarístico com o Senhor no dia que os judeus chamavam “o primeiro da semana” e os romanos “o dia do sol”. Depois da Páscoa, os discípulos de Jesus acostumaram-se a esperar a visita do seu divino Mestre no primeiro dia da semana; foi nesse dia que Ele ressuscitou e veio encontrar-Se com eles no Cenáculo, falando e comendo com eles e dando-lhes o Espírito Santo. Esse encontro se repetiria oito dias depois, já com a presença de Tomé. [Essa alegada primeira reunião em um domingo definitivamente não tinha o objetivo de celebrar ou prestar culto. Basta ler o relato bíblico para constatar isso: “Ao cair da tarde daquele primeiro dia da semana, estando os discípulos reunidos a portas trancadas, por medo dos judeus, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: ‘Paz seja com vocês!’” (João 20:19). Percebeu? Os discípulos estavam reunidos a portas trancadas porque estavam se escondendo e não celebrando a “missa”. Ademais, eles se reuniam todos os dias, conforme Atos 2:46, 47. Portanto, não é a reunião que torna o dia santo.]

Domingo, dia do Senhor: é Ele que nos encontra – E assim, aos poucos, o primeiro dia da semana passou a ser chamado pelos cristãos “o dia do Senhor”, ou seja, o domingo. “A celebração dominical da Eucaristia está no centro da vida da Igreja: nós vamos à missa para encontrarmos o Senhor ressuscitado, ou melhor, para nos deixarmos encontrar por Ele”, disse o Papa, explicando: “Ouvir a sua palavra, alimentar-nos à sua mesa e, assim, nos tornarmos Igreja, o seu corpo místico vivo hoje no mundo. Por isso, o domingo é para nós um dia santo: santificado pela celebração eucarística, presença viva do Senhor para nós e entre nós. É a Missa que faz cristão o domingo.” [Na verdade, quem torna um dia santo é o Deus santo. E ele dez isso com o sétimo dia, não com o primeiro, que é um dia comum de trabalho, segundo a Bíblia. “No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação” (Gênesis 2:2, 3).]

[…] “Sem Cristo, estamos condenados a ser dominados pelo cansaço do dia a dia com as suas preocupações e pelo medo do futuro. O encontro dominical com Jesus dá-nos a força de que necessitamos para viver com coragem e esperança os nossos dias. […] Nós cristãos precisamos participar da missa dominical porque somente com a graça de Jesus, com a sua presença viva em nós e entre nós, podemos colocar em prática o seu mandamento e sermos testemunhas críveis. Mais ainda, a comunhão eucarística com Jesus ressuscitado antecipa aquele domingo sem ocaso em que toda a humanidade entrará no repouso de Deus.” [Já que o papa falou em mandamento, vamos lá: “Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades. Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou” (Êxodo 20:8-11). Esse é o mandamento bíblico, inclusive em qualquer Bíblia católica. Tudo o que o papa fala sobre o domingo – encontro especial com Jesus, repouso semanal, antecipação do descanso pós volta de Jesus – se aplica, na verdade, ao sábado. Se tem dúvida, leia a Bíblia e você perceberá que é assim. Após a Sua ressurreição, Jesus previu que Seus seguidores ainda estariam guardando o sábado, mesmo quatro décadas depois (Mt 24:20). Além disso, Maria, Paulo e os demais discípulos continuaram guardando o sábado. E João disse ter recebido pero do ano 100 d.C. sua visão do Apocalipse no dia do Senhor (Ap 1:10). Que dia era esse? Basta ler Mateus 12:8, Marcos 2:28 e Lucas 6:5 para saber. O domingo foi instituído como dia de guarda oficial pelo imperador Constantino, no ano 321 d.C., algo que foi aceito pela Igreja Católica, contrariando o mandamento bíblico. Recomendo que você assista ao vídeo abaixo para ter mais informações sobre esse assunto.]

(Rádio Vaticano)

Leia também: “Igreja Católica diz que abertura de supermercados aos domingos escraviza funcionários e convoca audiência pública” e “Quem mudou a santa e eterna lei de Deus?”

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Quem mudou a santa e eterna lei de Deus?

mosesMeu nome é Vanderlei Ricken, sou bibliotecário do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (Iacs), situado em Taquara, RS. Amo livros! O valor que damos a um livro é proporcional ao sentido que ele tem em nossa vida. Um livro pode até ter sido obtido de forma gratuita, mas ter um grande significado para você. Uma das razões para atribuirmos valor a um livro é a confiança que temos no autor. Por exemplo, se acreditamos em Deus, a Bíblia será revestida de uma autoridade e significância incomparáveis. Afinal, cremos que homens santos escreveram inspirados por Deus. A única parte da Bíblia que foi escrita por Deus mesmo, com Seu próprio dedo, foram os dez mandamentos. Nesse sentido, podemos dizer que a Bíblia é Sagrada, mesmo não tendo sido escrita diretamente por Deus. Os dez mandamentos, porém, são a essência do que há de mais sagrado, pois retratam o caráter divino. E o próprio Deus os redigiu (confira em Êxodo 24:12; 31:18; 32:15, 16; 34:1, 28; Deuteronômio 4:13; 5:22; 9:10; 10:2, 4).

Fui ensinado a ter muita reverência pela Bíblia Sagrada. Jamais permito que outro livro esteja sobre ela. É sempre a Bíblia Sagrada sobre os demais livros. Minha mãe guardava dinheiro dentro da Bíblia: roubar já seria terrível; roubar algo dentro da Bíblia seria inimaginável! Até meus irmãos “se aproveitavam” para me forçar a confessar algum mal feito, ao me forçar a colocar a mão sobre uma Bíblia, em juramento solene.

Quando aos 12 anos de idade fui confrontado pelo Volnei, meu irmão, a ler os dez mandamentos na Bíblia Sagrada, um desencanto pela Igreja Católica nasceu no meu coração. Havia feito a Primeira Comunhão pouco tempo antes e aprendido os dez mandamentos pelo Catecismo. E, agora, estava conhecendo os verdadeiros dez mandamentos.

dez mandamentos

Ao contemplar e comparar os dois conjuntos de Dez Mandamentos, pude perceber omissões, adulterações e manipulações na santa Lei de Deus. Pelo Catecismo eu havia aprendido uma “versão Frankenstein” dos Dez Mandamentos. Eles estavam total e tristemente mutilados.

De forma fantástica já havia uma profecia anunciado que haveria, de fato, uma tentativa de mudança na santa lei de Deus. Está em Daniel 7:25, que menciona um poder contrário ao Reino de Deus. O mais incrível é que essa alteração na lei seria feita por um sistema religioso dominante. Quando descobri isso, decidi ficar com a Bíblia Sagrada.

Sei que alguns podem duvidar e questionar, e é até bom desenvolver um senso crítico que exija evidências mais comprobatórias para o que afirmamos. Felizmente, existe ampla variedade de livros católicos que comprovam a autoria da mudança na santa Lei de Deus. Dentre os vários livros católicos a que podemos recorrer, quero apresentar um de fácil aquisição, mesmo nos dias atuais: o Catecismo Romano de Frei Leopoldo Pires Martins, publicado pela Editora Vozes em 1951 (versão fiel da edição autêntica de 1566). Na página 440, está escrito: “Escolha do domingo: A igreja de Deus, porém, achou conveniente transferir para o domingo a solene celebração do sábado.”

Imagine chegar ao ápice de presunção religiosa a ponto de tentar mudar os Dez Mandamentos, por conveniência! Uma espécie de religião de conveniência.

catecismoEu gostaria muito que você tivesse esse Catecismo Romano em suas mãos, para você mesmo poder comprovar com os próprios olhos o que estou dizendo. Ler esse texto diretamente na fonte e poder mostrar aos outros no documento primário é fundamental para dar credibilidade ao que você estiver falando.

A notícia boa é que você pode adquirir esse Catecismo Romano com a Ângela Britto pelo e-mail: angelabio_es@hotmail.com ou pelo WhatsApp 27 99987-6668. Não perca a oportunidade de ter um documento católico que confirma a autoria católica da mudança na santa Lei de Deus.

Diante do que você leu até aqui, gostaria ainda de lembrar Apocalipse 12:17 que apresenta duas posições. Apenas duas. Nada além de duas posições. De um lado um dragão irado contra quem guarda os mandamentos de Deus. De outro lado os fiéis observadores dos Dez Mandamentos. A pergunta que vale uma vida eterna é: De qual lado você está? Do lado do dragão, irado contra quem guarda os mandamentos de Deus, ou do lado dos fiéis? Em qual lado você está? Em qual lado você deveria estar?

Como diz a música do padre Zezinho: “A decisão é tua. A decisão é tua.”

Entre o liberalismo e o perfeccionismo: um desabafo

confusedA tensão entre liberais e conservadores é antiga entre os cristãos em geral e os adventistas, em específico. Por ser uma denominação que valoriza a lei de Deus e que leva a sério a revelação inspirada dEle, ou seja, a Bíblia Sagrada, a Igreja Adventista do Sétimo Dia sempre foi conhecida pelos ideais elevados que cultiva e defende, levando a sério aspectos como alimentação saudável, entretenimentos sadios, vestuário apropriado, discrição em termos de adornos, relacionamentos, e por aí vai. Obviamente que uma ênfase exagerada no que alguns chamam de “usos e costumes” em detrimento da cristocentricidade e do valor da graça salvífica gera distorções objetáveis e, infelizmente, já bem conhecidas, como o legalismo, o perfeccionismo e a aridez religiosa que mais afasta do que atrai as pessoas. Como já disse em outras ocasiões, é comum na história o movimento pendular de ação e reação na mesma intensidade, mas em sentido oposto. E esse fenômeno parece estar sendo reproduzido também nos arraiais cristãos e adventistas.

No afã de deixar para trás todo ranço legalista de certas fases da história, alguns têm movido o pêndulo comportamental para o outro extremo. Com receio de repelir, estão atraindo toda gente com iscas apetecíveis e com “táticas evangelísticas” duvidosas. Na intenção de ganhar o “mundo” (quando essa intenção ainda existe), há quem esteja imergindo no mundo. E para não perder o melhor de dois mundos, numa atitude de pé lá pé cá, tentam “batizar” hábitos, procedimentos, práticas, produtos que não têm qualquer relação com a religião que professam ter.

Recentemente recebi de um amigo líder na igreja (uma pessoa inteligente, cristã e bastante equilibrada) o seguinte desabafo que considero sintomático de uma época em que estão sendo corroídos os valores, os princípios, as normas e o respeito às autoridades eclesiásticas legitimamente constituídas:

“Sinceramente me sinto com medo e coagido. Na medicina existe um pensamento famoso do médico do século XVI, Paracelso, que diz: ‘A diferença entre o remédio e o veneno é a dose.’ Entendo que no começo dos anos 2000, por conta de grupos extremistas, a igreja necessitava dar uma resposta imediata e efetiva contra diversos pensamentos díspares e espúrios que a ameaçavam. Só que no afã dessa resposta, um efeito colateral aconteceu: o ‘antiperfeccionismo’ está se tornando em exaltação ao imperfeccionismo.

“Em um encontro de anciãos, é o professor de Teologia falando que não tem nada de mais no uso da Coca-Cola. No meu Facebook e WhatsApp, vários dos meus colegas anciãos mandam fotos em família na fila dos cinemas do shopping como algo habitual.  Nem vou falar de usos e costumes (uso de joias, brincos, adereços), pois variam entre regiões.

“Sinceramente, me sinto tenso quando vou falar de saúde ou nutrição em alguma igreja, pelo receio que alguém vá me interromper no meio da minha fala e dizer que sou ‘perfeccionista’ (e quão longe e quanta abjeção essa ideia me causa)…

“Vivemos na era das rotulações. É paradoxal, mas é cada vez mais comum. Homofóbico, racista, facista… perfeccionista. O problema dos rótulos é que bloqueiam automaticamente qualquer tentativa de diálogo. Quem quer dialogar com um homofóbico? Ou um racista? Perfeccionsta? Isso parece que vira lepra. Contamina? Pega?

“Veja bem: existem pessoas extremistas, existem os que distorcem nossa sã doutrina. Mas pelo fato de não haver limites claros, de não se dizer o que não é perfeccionismo, criou-se uma fronteira sem bordas definidas. Antigamente se falava de legalismo, mas com o ‘perfeccionismo’ já são questões completamente diferentes. Ideologicamente, a igreja se permitia promover a lei de Deus, mas sob a égide da graça. Hoje até isso parece que ficou meio fora da ‘agenda’.

“No fim das contas, o que se perde? A meu ver, a identidade. Fica cada vez mais difícil explicar para os meus filhos por que os coleguinhas do Ministério da Criança, filhos de anciãos, vão no sábado à noite ver o novo filme do Pokémon, e nós não vamos. ‘Mas eles não são de Jesus?’, pergunta meu filho mais novo. ‘Sim, são, meu filho’, respondo. ‘E eles estão fazendo algo errado?’ Expliquei que isso é um assunto que cada família decide, mas que o nosso entendimento é que não é adequado. Entendeu a angústia?”

Sim, meu amigo, entendi perfeitamente sua angústia. Também tenho filhos tentados e assediados por filmes, séries, músicas impróprias… E só não me desespero porque creio que o Deus da minha família e o Deus da minha igreja está cuidando de tudo e vai colocar todas as coisas em ordem, no devido tempo. Este é o barco que vai chegar ao porto final. Até lá, ele vai enfrentar muitos tsunamis, icebergs, vai chacoalhar pra valer, parecerá até afundar enquanto muitos serão lançados às águas da incredulidade, do liberalismo desmedido, do fanatismo louco e da desconsideração pelos Testemunhos.

Parecerá afundar, mas não vai.

Michelson Borges

Vídeos sobre a Reforma Protestante

No dia 31 de outubro de 1517, Lutero afixou 95 teses na porta do castelo de Wittenberg, na Alemanha. Esse ato mudou a história do mundo religioso para sempre. Seu gesto era um convite ao debate, mas suas perguntas nunca foram respondidas com base na Bíblia, pois os líderes da igreja de então sabiam que não tinham resposta.

Muitos afirmam que o protesto de 500 anos atrás já acabou, mas para aqueles que querem seguir a Palavra de Deus o protesto continua, pois muitas práticas no mundo religioso hoje estão fundamentadas unicamente na tradição (sem amparo da Palavra de Deus). Paulo afirmou que ainda que um anjo nos mostrasse um evangelho diferente do apresentado na Bíblia jamais deveríamos aceitar. Só que hoje multidões seguem cegamente práticas sem sentido e sem apoio bíblico.

Viajemos agora 500 anos no passado, e leiamos algumas palavras do homem que Deus usou para mudar o mundo:

“Não façais violência à minha consciência, que está ligada às Escrituras Sagradas.”

“Não orem por mim, orem pela Palavra.”

“O evangelho não pode ser pregado sem dano.”

“Mesmo que houvesse tantos demônios em Worms como telhas no telhado eu ali entraria.”

“Não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; queira Deus ajudar-me. Amém.”

“Nossa responsabilidade é maior do que foi a de nossos antepassados. Somos responsáveis pela luz que receberam e que nos foi entregue como herança. Somos também responsáveis pela luz adicional que hoje, pela Palavra de Deus, está a brilhar sobre nós” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 164).

(Pastor Jetro Castro Ortega é professor e capelão do ensino superior no Unasp, campus Hortolândia)

Trump promete retorno a valores religiosos

trumpA evolução do presidente americano, Donald Trump, de dono de cassino divorciado duas vezes visto cautelosamente pelos cristãos para o favorito dos evangélicos que defendem a liberdade religiosa foi exibida completamente [na] sexta-feira, quando ele prometeu aos conservadores um retorno aos valores americanos tradicionais, incluindo restaurar o “Feliz Natal” ao discurso nacional. Trump, o primeiro presidente a discursar na Cúpula Valores Votantes, marcou as promessas que ele cumpriu aos cristãos e outros conservadores, comprometendo-se a voltar ao que ele descreveu como uma nação que se afastou de suas raízes religiosas. “Como os tempos mudaram… Mas agora estão mudando de novo, lembrem disso”, disse Trump à multidão que o ovacionava.

O discurso desta sexta-feira estava longe da recepção cética quando ele falou pela primeira vez ao grupo, como um político iniciante em 2015. Com um turbilhão de perguntas que o pressionavam se ele atrairia evangélicos sobre candidatos conservadores como o senador do Texas, Ted Cruz, e o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, Trump segurou uma Bíblia e declarou: “Eu acredito em Deus, eu acredito na Bíblia, eu sou um cristão.”

Trump apareceu diante do grupo de novo em setembro do ano passado, durante a disputa eleitoral geralmente devotada a conquistar eleitores indecisos, focando seu discurso em direção à base religiosa. Embora tenha evitado algumas perguntas polêmicas sobre casamento homossexual e aborto, ele prometou apoiar Israel, uma questão importante para os evangélicos, e afirmou que era o sonho do Estado Islâmico que sua oponente Hillary Clinton fosse eleita presidente.

Desta vez, ele ganhou a multidão antes de pisar no palco. Trump lamentou o uso da frase “Boas festas” como saudação secular e prometeu um retorno para “Feliz Natal”. O presidente americano observou, como os conservadores cristãos costumam fazer, que há quatro referências ao “Criador” na Declaração de Independência, dizendo que a liberdade religiosa é consagrada nos documentos fundadores da nação. “Eu jurei que no meu governo a herança religiosa da nossa nação seria cuidada, protegida e defendida como vocês nunca viram antes”, disse Trump. “Acima de tudo nos EUA, nós não adoramos o governo. Adoramos a Deus.”

Trump enfatizou sua mudança para enfraquecer a Emenda Johnson, que limitou a atividade política ou avais de grupos religiosos que receberam isenções fiscais, assim como os direitos dos empregadores para negar a cobertura de seguro das mulheres para o controle de natalidade. A Casa Branca também emitiu uma ampla orientação sobre a liberdade religiosa que os críticos disseram que poderia erradicar as proteções dos direitos civis para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. […]

(O Globo)

Nota: Ao mesmo tempo em que uma grande crise econômica vem sendo anunciada e o espectro de uma guerra nuclear ronda nossa cabeça, esse recrudescimento da religiosidade no governo Trump é bastante interessante e pode facilitar a prometida e profética aproximação entre o Estado e a igreja. [MB]

Testemunho impressionante de um ex-satanista

Um dos livros mais impressionantes e reveladores que eu já li foi o Viagem ao Sobrenatural, da Casa Publicadora Brasileira, escrito pelo adventista canadense e ex-satanista Roger Morneau. Nesse livro, Morneau fala de sua experiência nos meandros do mundo ocultista e satanista. Revela as estratégias satânicas e narra seu encontro libertador com Jesus. Depois de convertido, Morneau desenvolveu um lindo ministério de oração intercessora, o que ele descreve em outro livro muito bom da Casa Publicadora Brasileira: Respostas Incríveis à Oração. Para mim, um dos grandes méritos da obra desse homem é chamar a atenção para algo que muitos cristãos acabam esquecendo: que estamos vivendo no meio de um tremendo conflito espiritual e nossa vida está sendo disputada continuamente pelas forças envolvidas nessa batalha. Satanás e seus anjos são reais. São anjos caídos e rebelados contra o governo de Deus e contra a lei que rege os seres criados. Eles fazem de tudo para controlar nossa mente, nosso coração. E nossa única salvaguarda consiste em uma vida de íntima comunhão com Aquele que é tão real quanto o diabo, mas infinitamente mais poderoso.

O testemunho que você vai assistir a seguir é parecido com o de Roger Morneau, mas vem da África, mais precisamente de Angola. Trata-se da história de Gabriel Guilherme Estêvão, dedicado desde o ventre a Satanás para que fosse seu servo e propagador de suas ideias diabólicas. Gabriel foi apresentado pelo pastor Tunda, da igreja adventista central de Angola, ao conselheiro espiritual da Escola Bíblica da Novo Tempo, Manassés Queiroz, que fez a filmagem quando esteve naquele país. À semelhança de Morneau e totalmente coerente com o que o canadense escreveu, Gabriel também revela as estratégias diabólicas de dominação satânica e reforça o que o apóstolo Paulo escreveu em Efésios 6:12: “Não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.”

Depois de convertido, Gabriel relutou por mais de seis anos em revelar sua história, mas entendeu que Deus o estava motivando a testemunhar, a fim de ajudar seus irmãos de fé a acordar do marasmo espiritual e serem cristãos adventistas de fato. Parar de brincar com a salvação.

Em nosso mundo cada vez mais secularizado e dominado pelo mal, tendemos a nos esquecer dessa luta e de que a vitória só pode ser alcançada pela força que vem de Jesus Cristo. Aliás, algo que fica em evidência tanto no testemunho de Morneau quanto no de Gabriel é o encontro deles com Jesus e de como passaram a amar o verdadeiro Mestre. Esse é sem dúvida o ponto mais importante das histórias deles, o que faz delas muito mais do que mero sensacionalismo. Relatos de pretensos ex-satanistas há muitos por aí, mas tudo o que fazem é apenas exaltar o poder e as obras do inimigo, além de propagar conceitos antibíblicos como o mito do inferno eterno e a mentira da imortalidade da alma. Morneau e Gabriel passam longe disso e apontam a Bíblia como a suprema revelação de Deus e a Jesus como o nosso libertador das garras do mal. Mas é preciso entregar a vida a Ele e viver coerentemente o cristianismo, cientes de que numa guerra não pode haver vacilos.

Assista ao vídeo com oração e atenção e tome também a sua decisão. Que Deus te abençoe. [MB]

Ex-testemunhas de Jeová são rejeitadas pelas próprias famílias

TJsPara algumas ex-testemunhas de Jeová, abandonar a crença não significa apenas abrir mão de uma religião, mas também se afastar de entes queridos. Em muitos casos, amigos e familiares são orientados a cortar todos os laços com essas pessoas, levando-as ao isolamento e, em casos extremos, até a pensamentos suicidas. “Não falo com ninguém da minha família. Não temos nenhum contato, porque eu me ‘desassociei’”, conta Sarah (nome fictício) ao programa Victoria Derbyshire, da BBC. No ano passado, a jovem, que está na casa dos 20 anos, foi expulsa de um grupo de Testemunhas de Jeová em um processo conhecido como “desassociação”. Ela diz que o motivo teria sido sua recusa em continuar em um relacionamento abusivo. Sarah afirma que seu parceiro na época era violento, e chegou a quebrar suas costelas. Fazer denúncias à polícia – e envolver pessoas de fora da religião em questões assim – é algo muito desencorajado entre testemunhas de Jeová, explica a jovem.

Sarah afirma que os fiéis mais velhos se recusaram a punir seu ex-companheiro pelo comportamento violento. Foi apenas quando seus colegas de trabalho notaram seus machucados e a convenceram a não se submeter mais aos abusos que ela deu fim ao relacionamento.

A jovem conta ter sido desassociada por esse motivo – e que seus amigos e familiares se afastaram em seguida. Isso porque testemunhas de Jeová acreditam que aqueles de fora da religião podem prejudicar sua fé.

Em um comunicado, o grupo religioso disse à BBC: “Se uma testemunha batizada viola o código moral da Bíblia e não apresenta evidências de que não continua a fazer isso, ela ou ele serão afastados e desassociados. Quando se trata desse afastamento, as testemunhas seguem as instruções da Bíblia, e, neste ponto, a Bíblia diz claramente: ‘Removam os homens perversos entre vocês’”, afirma o texto.

Sarah diz que sua mãe se recusou a falar com ela na noite em que foi desassociada. E que seu pai a acordou bem cedo no dia seguinte para expulsá-la de casa. Em resposta aos relatos, a organização Testemunhas de Jeová diz não comentar sobre casos individuais e que “violência, seja física ou emocional, é fortemente condenada na Bíblia e não tem lugar em uma família cristã”.

John (nome fictício) tornou-se testemunha de Jeová ainda criança, quando seus pais decidiram se unir ao grupo. Há dois anos ele foi desassociado depois de perder um velório, cerimônia vista na religião como uma ocasião importante. Ele já tinha começado a se questionar sobre os ensinamentos, incluindo o de que o fim do mundo é iminente e que apenas 144 mil pessoas vão para o céu. Sua visão sobre essa fé também ficou abalada após um amigo morrer depois de não ser submetido a uma transfusão de sangue, uma prática proibida pela religião. “Foi uma vida desperdiçada”, diz.

John afirma ter descoberto depois que sua mulher testemunhou contra ele em seu processo de desassociação, algo que acredita ter prejudicado bastante o relacionamento entre o então casal. Ele saiu de casa e passou a viver temporariamente em barracas. Além disso, perdeu contato com seus dois filhos, hoje adultos, e irmãos. “Eu me senti muito isolado, não tinha ninguém, pensava bastante em suicídio. Às vezes, eu mando uma mensagem dizendo ‘amo vocês, ainda penso em vocês’, mas normalmente ninguém responde.”

A organização Testemunhas de Jeová foi fundada nos Estados Unidos no fim do século 19, sob o comando de Charles Taze Russell, e sediada em Nova York. Apesar de ser baseada em princípios cristãos, o grupo acredita que as igrejas cristãs tradicionais se afastaram dos ensinamentos bíblicos e não estão em harmonia com Deus. Por sua vez, as igrejas cristãs tradicionais não reconhecem as Testemunhas de Jeová como uma denominação tradicional de sua fé por rejeitar a doutrina baseada na Santa Trindade.

As testemunhas de Jeová acreditam que a humanidade está vivendo seus “últimos dias” e que a batalha final entre o bem e o mal ocorrerá em breve. A organização diz ter mais de 8 milhões de fiéis em todo o mundo.

Terri O’Sullivan a abandonou há 17 anos, quando tinha 21, e foi expulsa de casa por sua mãe. Ela coordena hoje uma rede de apoio a pessoas que são excluídas ou deixam de fazer parte da igreja. Afirma que ainda não se deparou com uma ex-testemunha de Jeová que não tenha sofrido de depressão ou alcoolismo ou tenha pensado em suicídio ou machucar a si mesma.

Segundo Terry, apesar de nem todos passarem formalmente pelo processo de desassociação quando abandonam a religião, seus relacionamentos raramente não são afetados por isso. “No caso de algumas ex-testemunhas”, ela diz, “alguns familiares ainda falam com elas, mas a relação dificilmente é a mesma.”

No caso de Sarah, ela diz ter sido “muito, muito difícil” lidar com a perda dos laços familiares. Ela está noiva e sabe que terá de planejar uma cerimônia de casamento sem a participação de seus pais. “Eu me considero órfã, o que é bem triste”, afirma. Ela obtém apoio de amigos no trabalho. Quando abandonou a religião, eles “a confortaram”, o que foi bem diferente do que esperava. “São pessoas que minha religião dizia serem terríveis e más companhias, que seriam castigadas por Deus no Apocalipse. Mas essas pessoas abriram as portas de suas casas para mim.”

A jovem ainda vê com bons olhos a maioria dos fiéis da igreja. “Há boas pessoas nessa religião, que acreditam estar salvando outras. Guardo boas memórias, porque são as últimas que tenho com minha família”, diz. “Mas também olho para trás e é dolorido, porque nunca mais poderei sentar com eles para um almoço de domingo. Quando morrerem, eu não serei convidada para seus enterros.”

(G1 Notícias)

Nota: A Bíblia é bem clara ao recomendar o tratamento que deve ser dispensado aos pecadores recorrentes e rebeldes: “Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas’. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano” (Mateus 18:15-17). E como a igreja trata os pagãos e publicanos? Não procura evangelizá-los e levá-los a Cristo, que é Aquele que salva e restaura? Sim, é exatamente isso o que a igreja deve fazer. Tratar alguém como pagão não significa odiar, hostilizar nem isolar essa pessoa. Isso é desumano e anticristão. Tratar alguém como pagão é encará-lo como um candidato ao reino de Deus, alguém que se deve alcançar com a mensagem de perdão e salvação. Toda disciplina eclesiástica deve ter um papel redentivo, nunca simplesmente punitivo. Se o pecador impenitente quiser se afastar da igreja e da família, essa é uma decisão dele. Jamais da igreja. [MB]