Papa insiste na importância do descanso dominical

papaO papa Francisco defendeu o repouso aos domingos, que permite aos cristãos “fazer as pazes” com a própria vida, mas criticou a sociedade de “diversão” e “evasão”. O domingo permite “fazer as pazes com a vida”, disse Francisco diante de milhares de fiéis reunidos na praça São Pedro do Vaticano para a tradicional audiência de quarta-feira. “A verdadeira paz não é mudar a própria história, e sim acolhê-la e valorizá-la”, disse o pontífice. “O homem nunca descansou tanto como hoje e, no entanto, nunca sentiu tanto vazio como hoje.” Francisco fez um apelo por uma distinção entre o verdadeiro repouso e o falso descanso em um mundo que estabelece a sociedade como “um grande parque de diversões”. “O conceito de vida que domina atualmente não se baseia na atividade, e sim na evasão. Essa mentalidade leva a uma vida anestesiada pela diversão, que não é repouso”, advertiu.

(IstoÉ)

Nota: O site Vatican News traz mais detalhes sobre essa notícia e transcreve a fala do papa, segundo o qual “o dia do repouso” de que fala o livro do Êxodo “parece um mandamento fácil de ser cumprido, mas é uma impressão errada”, pois “existe o repouso falso e o repouso verdadeiro”. O falso, segundo ele, é mera diversão; o verdadeiro é o conceito bíblico de repouso.

No sétimo dia, disse o papa, “inicia o dia do repouso, que é a alegria de Deus por aquilo que criou. É o dia da contemplação e da bênção. […] Decálogo opõe o repouso como bênção da realidade”. Embora Francisco mencione o sétimo dia e o Decálogo (Dez Mandamentos), na fala seguinte ele reafirma qual é o sétimo dia para o catolicismo e as igrejas que lhe seguem o exemplo: “Para nós, cristãos, o centro do Dia do Senhor, o domingo, é a Eucaristia, que significa ‘ação de graças’. É o dia para dizer a Deus: obrigado, obrigado Senhor, obrigado pela vida, pela sua misericórdia, por todos os seus dons. O domingo não é o dia para esquecer os outros dias, mas para recordá-los, abençoá-los e fazer as pazes com a vida, fazer as pazes com a vida.”

Respeitosa e firmemente discordo do papa. O dia de repouso dos cristãos nunca foi o domingo, por mais que Francisco insista nisso. O dos católicos, sim. Uma leitura atenta da Bíblia revela que em nenhuma linha de suas páginas há qualquer sugestão de que Jesus teria substituído o sábado pelo domingo. (Assista ao vídeo abaixo e clique aqui para ter mais informações.) O dia de descanso no Êxodo (assim como em Gênesis, nos profetas, nos Salmos, nos Evangelhos, nas cartas de Paulo e no Apocalipse) é o sábado do sétimo dia. E nada nem ninguém nunca mudou isso.

Não é de hoje que o papa atual e o anterior vêm usando argumentos ecológicos e pró-família para defender a importância do descanso dominical. Estão preparando o caminho para a aceitação quase geral de uma ideia apresentada como possível solução para muitos problemas humanos, de forma que, quando os Estados Unidos impuserem uma lei dominical, a maioria das pessoas estará preparada para não rejeitá-la. Aí veremos quem realmente é fiel a Deus e a Seus mandamentos ou seguirá a contrafação e obedecerá a mandamentos meramente humanos. Anote aí: quem viver verá isso acontecer. Na verdade, nem precisa anotar, pois já está anunciado na Bíblia e em livros como O Grande Conflito, os quais você precisa muito ler e estudar. [MB]

Anúncios

Projeto Blitz: a reação religiosa conservadora e o perigo disso

euaSegundo reportagem publicada no jornal The Guardian, desde que Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos, tem havido um esforço organizado no sentido de impor o que o jornal chama de “valores cristãos de linha dura” no país. Uma cartilha conhecida como Projeto Blitz, desenvolvida por grupos cristãos envolvidos com política, forneceu aos políticos em nível estadual um conjunto de projetos de lei favoráveis aos interesses desses religiosos, como proteger a liberdade religiosa, preservar a herança judaico-cristã dos EUA e promover a oração. Pelo menos 75 projetos foram apresentados em mais de 20 estados em 2017 e 2018, e que parecem estar de acordo com essa “agenda religiosa” que, de alguma forma, acaba enfraquecendo a separação entre igreja e Estado. Opositores advertem que essas pessoas estão usando a bandeira da liberdade religiosa para impor o cristianismo à vida pública, política e cultural norte-americana.

Segundo o The Guardian, nas estratégias do Projeto Blitz essas leis simbólicas seriam o primeiro estágio no caminho para “leis mais rígidas”. “Elas são apresentadas como medidas para preservar a liberdade religiosa, mas destinam-se a dar às empresas, aos pastores e aos provedores de cuidados infantis o direito de discriminar pessoas LGBT, de acordo com suas ‘crenças religiosas sinceras’”, diz a matéria.

Uma das categorias de ações inclui projetos de lei para uma série de proclamações ou resoluções – declarando um dia de liberdade religiosa ou uma semana de herança cristã, que pode ser usada para levar o ensino religioso às escolas.

O jornal cita Andrew Whitehead, professor assistente de sociologia na Clemson University, que publicou recentemente um estudo intitulado “Make America Christian Again”, em que concluiu que quanto mais alguém acreditasse que os Estados Unidos eram e deveriam continuar a ser uma nação cristã, maior a probabilidade de essa pessoa votar em Trump em 2016. Whitehead descreveu a chamada busca pelo “domínio” como o objetivo dos nacionalistas cristãos que consideram que a fé cristã e sua interpretação particular devem ser impostas.

trumpBem, se você ainda não percebeu, estamos assistindo ao movimento do pêndulo da História (leia mais sobre isso aqui). Os movimentos esquerdistas (feministas, LGBTistas, marxistas, abortistas) têm levado certas situações a tal extremo que acabarão por promover uma onda conservadora religiosa em sentido contrário, cujo objetivo aparente será o de recuperar os “valores cristãos”. Essa onda na verdade já está se agigantando…

Assim como se propõe um dia de liberdade religiosa ou uma semana de herança cristã, o que impede que logo mais seja proposta uma lei dominical, uma vez que tanto católicos quanto evangélicos conservadores veem com bons olhos esse tipo de iniciativa para a qual o terreno vem sendo aplainado faz tempo, com argumentos pró-família e pró-meio ambiente?

O cenário continua sendo preparado. Tudo de acordo com o script. [MB]

Justiça social não é o evangelho

macarthurO pastor John MacArthur, líder da Grace Community Church e autor de dezenas de livros campeões de venda, tem posturas teológicas conservadoras bem conhecidas. Ao analisar o movimento relativamente novo dentro do segmento evangélico que defende “justiça social” como prioridade, ele declarou que, na verdade, é uma tentativa de mudar o foco do Evangelho. “Essa obsessão recente de segmentos evangélicos com a defesa da ‘justiça social’ é uma mudança significativa. Estou convencido de que é uma ideia que afasta muitas pessoas da mensagem principal, inclusive alguns líderes evangélicos. Trata-se de uma trajetória que muitos outros movimentos e denominações já trilharam, sempre com resultados espiritualmente desastrosos”, avalia.

“Eu abomino o racismo e toda a crueldade e conflitos que ele gera. Mas estou convencido de que a única solução a longo prazo para todos os tipos de embates sociais é o evangelho de Jesus Cristo. Somente em Cristo essas barreira e divisão entre grupos de pessoas são quebrados, fazendo membros de culturas e grupos étnicos diferentes se unirem em um novo povo (Efésios 2:14, 15)”, assevera.

Ele argumentou que não se opõe à ideia de evangélicos lutarem por uma sociedade melhor, mas o discurso adotado em nome da ‘justiça social’ não trata do cerne do problema. “Exigir reparações históricas pelas ações de seus antepassados ​​é a linguagem da lei, não do evangelho. Pior ainda, reflete os argumentos da política mundana, não da mensagem de Cristo. É uma ironia surpreendente que crentes ignorem a verdadeira unidade espiritual que temos em Cristo e desprezem princípios bíblicos em favor de opiniões carnais.”

A argumentação de MacArthur vem na esteira de um movimento iniciado recentemente dentro das igrejas batistas dos EUA pelo pastor Grady Arnold, líder da Igreja Batista do Calvário, da cidade de Cuero, Texas. Em maio, ele encaminhou um documento à liderança dos batistas denunciando a justiça social como um “mal”. O centro do argumento é que esse tipo de pregação – justiça social, justiça racial, justiça econômica, justiça sexual, ecojustiça – baseia-se em uma “teologia liberal”, que tem inspiração na “ideologia marxista”, focada numa “vitimização” de alguns grupos.

O documento gerou controvérsia no meio evangélico ao afirmar que “o ativismo pela justiça social deve ser considerado maligno, na medida em que é um caminho para promover o aborto, a homossexualidade, a confusão de gênero e uma série de outras ideias antagônicas ao evangelho, à cosmovisão cristã e ao nosso chamado à santidade (1 Pedro 1:16)”.

Diz também que “os ideais dessa justiça social estão sendo promovidos e aplicados pelos governos em todo o mundo. A justiça social política é enganosa, sendo que cristãos bem-intencionados podem ser atraídos para tal ideologia sob a falsa suposição de que isso equivale a defender a compaixão pelas pessoas”.

Já existem movimentos de líderes evangélicos liberais no Brasil advogando esse tipo de engajamento político da igreja que acabam, ao mesmo tempo, adotando pautas como a defesa da agenda LGBT e a legalização do aborto.

(Gospel Prime)

Nota: De fato, supervalorizar causas sociais é correr o risco de minimizar a solução definitiva para todos os males humanos: Jesus e Sua segunda vinda. Distribuir sopa e abraços, organizar feiras de saúde, recuperar patrimônio público e outras ações trata-se de parte da missão, mas, se não houver a pregação da Palavra, a distribuição de um livro missionário, etc., a obra ficou pela metade, ou melhor, apenas começou. Quem comeu a sopa voltará a ter fome. Quem recebeu o abraço voltará a sentir carência. Mas quem encontrou Jesus e as verdades de Seu reino, e foi acolhido por uma comunidade de amor com foco na missão, terá a vida completamente mudada e redirecionada. Outro aspecto perigoso dessas causas sociais é que a pessoa que defende essas bandeiras pode se envolver tanto com esse tipo de militância que acaba por abandonar a igreja e a missão mais importante de um cristão. Infelizmente, já vi isso acontecer. [MB]

O mundanismo que invade a igreja

mundanismoRecentemente, meu amigo Matheus Cardoso escreveu em sua página no Facebook: “O que chamamos de mundanismo e liberalismo: maquiagem, joias, cinema, bateria, rock (sic), dança, pregar sem terno e gravata. O que jovens adventistas praticantes estão aprendendo: feminismo, aborto, ideologia (sic) de gênero, movimentos sociais, direitos humanos (sic), relativismo, pluralismo, marxismo, releitura sociológica da Bíblia. Enquanto combatermos práticas que poderiam ser desafios 30, 40 anos atrás, o que realmente é mundanismo e paganismo continuará entrando na igreja e acharemos que são apenas pontos de vista inofensivos.”

Há dois anos fui convidado a apresentar uma palestra sobre cinema em uma igreja grande, com muitos jovens. De fato, em meu livro Nos Bastidores da Mídia, há um capítulo dedicado a esse assunto, mas, naquela ocasião, entendi que deveria tratar de um problema ainda mais grave. Dediquei uns dez ou quinze minutos ao tema do cinema e todo o restante do tempo utilizei-o para falar sobre séries. Enquanto alguns continuam a “bater” no cinema (e não estou dizendo com isso que sou a favor da ida a esse ambiente), milhões de cristãos viram noites assistindo episódio após episódio, em verdadeiras “maratonas de séries”. Alguns admitem publicamente nas redes sociais serem fãs de produções que exaltam o incesto, a violência gratuita, o lesbianismo e o estupro, como é o caso da incensada “Game of Thrones”. Na tela de seus tablets e celulares, jovens desperdiçam horas e horas que deveriam ser dedicadas à leitura, à oração e mesmo ao repouso do sono. Um tempo exagerado enchendo a mente com as ideias dos produtores de séries ávidos por uma plateia viciada e lucrativa. Horas e horas aprendendo sobre o verdadeiro “mundanismo”. O mundo mudou rapidamente e o problema definitivamente entrou em nossos lares.

Creio que ainda precisamos tratar com sabedoria, tato e prudência do “velho mundanismo”, sem nos esquecer do novo, que tem causado estragos imensamente maiores, pois se trata de ideias, conceitos, filosofias que estão mudando profundamente a mentalidade dos cristãos, criando uma geração de crentes relativistas desconectados da Bíblia. Uma nova geração de crentes ideologizados e desdoutrinados que cumpre à risca a triste profecia de Jesus: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?” (Lucas 18:8). Afinal, como desenvolver fé (confiança) em Deus se não passamos tempo com Ele? Como desenvolver fé se nossa mente é inundada de conceitos que atentam contra ela? Como ter fé em quem com o tempo tem Se tornado um ilustre desconhecido para pessoas que mais e mais se tornam ateias funcionais?

O mundanismo continua entrando na igreja, mas desta vez a coisa toda é tão mais sutil e complicada que chega a dar saudade do tempo em que o problema eram a maquiagem e a bateria. Quem disse que os últimos dias seriam fáceis?

Michelson Borges

Você vai assistir à novela Jesus, da Record?

jesusDificilmente gosto de filmes bíblicos porque os autores e diretores geralmente adicionam boa dose de ficção para tornar a produção mais hollywoodiana e atrativa para o público. Às vezes, uma mensagem, uma ideia, uma impressão ficam na mente das pessoas como se aquilo fosse realmente bíblico, e frequentemente não é. Prefiro formar minhas imagens mentais bíblicas com base na fonte primária: a própria Bíblia Sagrada. Leio-a todos os dias pela manhã e permito que seus conteúdos preencham meus pensamentos, minha imaginação. Prefiro não contaminar minhas memórias com sugestões humanas e as distorções tão comuns nas produções televisivas. Para mencionar apenas dois exemplos: Lembra do desenho “Moisés”, da Dreamworks? Ramsés foi apresentado como irmão do hebreu. Falso. Ramsés não foi o faraó do Êxodo. E o filme “Noé”? Está lembrado? Não era bíblico, era cabalístico e gnóstico. E muitos cristãos caíram como patinhos ao assistir ao filme e pensar que era baseado na Bíblia.

Mas pior mesmo é quando doutrinas e verdades bíblicas teológicas são distorcidas em nome da audiência. E quando as emissoras convidam para roteiristas pessoas que mal conhecem as Escrituras e até defendem ideias antibíblicas? O que esperar disso?

É triste ver tantos cristãos assistindo a filmes e novelas ditos bíblicos, enquanto a Bíblia deles permanece muda no criado mudo. Que tipo de pensamento e memórias estarão criando? Trocam o inspiração pela diversão. O crescimento pelo entretenimento. Uma pena. Espertos são os donos das produtoras e dos canais de TV que descobriram o filão dos filmes e das novelas ditos bíblicos e estão com isso entretendo as multidões e enchendo os bolsos.

Talvez haja um ponto positivo nisso tudo: despertar a atenção e o interesse de quem nunca leu a Bíblia para que confira no original o que viu na tela. Mas não vejo vantagem alguma alguém que conhece bem a Palavra de Deus e tem acesso fácil a ela “contaminar” seus pensamentos com ideias advindas da criatividade de alguém que admite não ter religião nem dar tanto valor à Bíblia Sagrada.

Veja o que a Folha de S. Paulo publicou a respeito da mais recente produção novelística da TV Record, da Igreja Universal do Reino de Deus:

“A dramaturga que assina a trama de ‘Jesus’, novela que [estreou] nesta terça (24) na Record, não se considera religiosa. Paula Richard é católica não praticante e não tinha uma Bíblia na estante até começar a escrever histórias do gênero na emissora. Da colaboração na equipe de roteiristas de ‘Os Dez Mandamentos’ (2015) ao comando de ‘O Rico e Lázaro’ (2017), acumula seis obras bíblicas. A autora não vê problema, por exemplo, em haver uma peça teatral em que Jesus é representado como transexual: estamos falando de ‘O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu’, com a travesti Renata Carvalho, que sofreu diversas censuras neste ano e no ano passado e também foi atacada pelo prefeito do Rio de Janeiro, o bispo Marcelo Crivella, como ‘ofensiva aos cristãos’. ‘Para mim, não é ofensiva. É ficção. Se as pessoas querem usar a imagem dele para passar uma outra imagem, aí é com elas’, diz. ‘Eu, enquanto criadora, não posso ser a favor de qualquer tipo de censura. Posso não concordar com o que você diz, mas você tem o direito de dizê-lo.’ […]

“Para retratar a figura de Jesus, Paula passou por uma questão comum entre autores que se propuseram à mesma tarefa. Como revisitar o ícone que foi apresentado ao público primeiramente em quatro evangelhos e, depois, multiplicou-se pela produção literária e visual de dois milênios? Jesus não está apenas nos corações dos fiéis. Foi pintado por Leonardo da Vinci (1452-1519), Paul Gauguin (1848-1903), Candido Portinari (1903-1962). Tornou-se musical da Broadway nos anos 1970, versão frequentemente atacada por religiosos radicais. E foi retratado, por exemplo, em um livro de José Saramago (1922-2010), O Evangelho Segundo Jesus Cristo, muito crítico à Igreja Católica. […]

“Maria Madalena não será prostituta – uma imagem de construção bastante controversa. ‘O que está escrito é que ela foi dominada por sete demônios. Ela deu abertura para eles dominarem. Coisa errada ela fez. Ela foi curada por Jesus, mas não se crava que ela foi prostituta’, conta. A cena em que Madalena é curada por Jesus terá pitadas de filmes de terror. ‘Para mim, a referência é ‘O Exorcista’. Não vai ter ela torcendo o pescoço, mas vai ter um pouco desse clima.’ […]

“Paula conta também que, antes de começar a criação da trama, reuniu-se com o Bispo Edir Macedo, dono da Record e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo ela, o bispo apenas pediu para que ‘a mensagem de Jesus pudesse ser compreendida’.

“A autora acredita que não é preciso ‘ter uma religião para gostar de Jesus’. ‘Há muitos estudiosos da Bíblia que são ateus. Fé, sim, tem ali, mas Jesus não pregou nenhuma religião.’ Jesus, para ela, ‘quebrou paradigmas em nome da tolerância’.”

Há muita gente por aí deixando de ler a Bíblia (se é que lia) para consumir as novelas “bíblicas” de emissoras de TV como a Record. Tentei assistir ao primeiro episódio da novela “Os Dez Mandamentos”, mas não consegui. A “liberdade criativa” foi demais para mim. Sem contar os apelos sensuais que deixavam a mensagem espiritual em segundo plano. Pais desavisados chegaram a permitir que os filhos pequenos (às vezes em pleno sábado) assistissem a cenas eróticas bem ao estilo dos folhetins comuns, afinal, era uma novela “bíblica”…

Fico preocupado com a produção de alguém que diz: “Se as pessoas querem usar a imagem [de Jesus] para passar uma outra imagem, aí é com elas.” E se isso fosse feito, por exemplo, com um escritor que defende o homossexualismo? Digamos que um crítico da militância LGBT se valesse das palavras de um defensor do movimento para justamente atacar o movimento? É óbvio que muitas vozes se levantariam contra isso, e com razão. Então como alguns querem usar Jesus para colocar na boca dEle palavras que Ele nunca diria. Jesus manifestaria amor aos homossexuais, como manifestou a qualquer ser humano, mas nunca aprovaria o estilo de vida homossexual, reprovado na Bíblia. Jesus recebia pecadores, mas não tolerava o pecado. Portanto, trata-se de forçar a barra dizer que Ele era “tolerante”. E Jesus fundou, sim, uma igreja. Deixou sobre a Terra um povo que “guarda os mandamentos de Deus e tem a fé de Jesus” (Apocalipse 14:12). Esses mesmos que são chamados de “radicais” e “fundamentalistas” porque querem ser fieis às ordens de seu Mestre.

De minha parte, vou continuar empregando meu tempo na leitura da Bíblia e não assistindo a produções criadas por pessoas de mentalidade relativista e com referenciais duvidosos.

Michelson Borges

Nota: Quer conhecer Jesus e Seu tempo? Leia a melhor biografia dEle, totalmente baseada na Bíblia Sagrada. Clique aqui.

Religiosos vegetarianos vivem mais e melhor

PrayingDiversos estudos têm concluído que comer carne como fonte de proteína não é a coisa mais esperta que podemos fazer. Aparentemente, é melhor investir nas plantas. E existem boas razões para explicar por que as fontes de proteína de origem vegetal, como o feijão, são uma alternativa mais saudável ao bacon. Vamos nos debruçar sobre algumas? A carne animal é conhecida por seus muitos nutrientes. Se você come uma variedade de carnes (claras e escuras, não apenas carne bovina, assim como vários órgãos), pode ingerir todos os aminoácidos necessários para fabricar suas próprias proteínas corporais, além de vitaminas como B12, niacina, tiamina, B5, B6, B7 e vitaminas A e K. No entanto, se você trocar toda essa proteína animal por uma dieta igualmente diversificada de proteínas vegetais, como nozes, sementes e feijões, dá basicamente na mesma. Esses alimentos também são repletos de um espectro semelhante de nutrientes. A maior diferença é a vitamina B12, que a maioria das plantas não consegue produzir. Você pode obter B12 de algas comestíveis e cereais fortificados, embora a maneira mais fácil seja através de suplementação ou da ingestão de produtos de origem animal.

No geral, contudo, as proteínas à base de plantas são muito mais saudáveis do que suas contrapartes animais. Além de oferecerem os mesmos perfis de vitaminas, contêm mais nutrientes em menos calorias e têm uma coisa que as proteínas animais não têm: fibra.

O nutricionista Andrea Giancoli, da Califórnia (EUA), explica que a fibra ajuda na digestão, promove um microbioma intestinal saudável e está fortemente associada a menor risco de doença cardiovascular. Ponto para os vegetais.

Outra razão pela qual proteínas animais não são tão boas para a saúde é porque geralmente são acompanhadas de gordura. A gordura é parte da razão pela qual bifes e hambúrgueres são deliciosos. Só que ela também tende a entupir seu coração. “[Com proteínas vegetais] você obtém menos gordura saturada e controla o colesterol”, defende Giancoli. As gorduras saturadas contribuem para doenças cardiovasculares porque elevam os níveis de colesterol ruim. Já alimentos como nozes, abacates e peixes têm muito menos gorduras saturadas do que carnes vermelhas, por exemplo. Como tal, são alimentos apelidados de “gorduras saudáveis”.

Você provavelmente já ouviu falar do relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) que concluiu que carnes vermelhas processadas, como bacon e linguiça, são carcinogênicas. O câncer colorretal, em particular, tem sido associado à ingestão de carne vermelha, bem como câncer de pâncreas e de próstata.

Tudo bem que, no que diz respeito ao risco de câncer, a carne não é o nosso pior inimigo. Estimativas recentes da OMS creem que o número de casos anuais de câncer causados por ingestão de carne vermelha seja de 50.000, comparado a 200.000 por poluição do ar, 600.000 por álcool e um milhão por tabaco. Mas o número não é exatamente insignificante, certo?

Meta-análises que compararam a saúde de pessoas que comem proteínas animais versus proteínas vegetais constataram que, mesmo após o ajuste para outros fatores, como classe socioeconômica, peso e hábitos de exercício físico, aqueles que comem plantas tendem a viver mais e ser mais saudáveis.

Por exemplo, essas pessoas tendem a ter menos doenças cardiovasculares e menos casos de câncer. Há quase certamente alguns pequenos fatores que contribuem para a associação: pessoas que comem proteínas vegetais parecem consultar seu médico com mais regularidade e, assim, obter melhores cuidados preventivos. Talvez também tendam a viver em lugares menos poluídos.

Mas como ainda existem correlações entre o consumo de proteínas vegetais e a saúde geral mesmo após esses ajustes de controle, as análises concluíram que fatores de estilo de vida, por si só, não são responsáveis pela correlação.

A mensagem que fica, então, é: a substituição da proteína animal por proteína vegetal, especialmente no que diz respeito à carne vermelha processada, pode conferir um benefício substancial à saúde. (POPSCI, via Hypescience)

Um novo estudo americano descobriu que pessoas com afiliações religiosas vivem quase quatro anos mais do que pessoas sem religião. Esse aumento de quatro anos – encontrado em uma análise de mais de 1.000 obituários de todo o país – foi calculado depois de os pesquisadores levarem em conta fatores como o sexo e o estado civil dos falecidos, dois aspectos que estudos anteriores descobriram ter fortes efeitos sobre a expectativa de vida.

O aumento foi ligeiramente maior (6,48 anos) em um estudo menor com obituários publicados em um jornal de uma única cidade, Des Moines, no estado do Iowa. Os pesquisadores descobriram ainda que parte da razão para o aumento da longevidade pode vir do fato de que muitas pessoas religiosas também fazem trabalho voluntário e pertencem a organizações sociais, e que os efeitos da religião na longevidade podem depender, em parte, da religiosidade média das cidades onde as pessoas vivem.

O primeiro estudo envolveu 505 obituários publicados em Des Moines em janeiro e fevereiro de 2012. Além de observar a idade e qualquer afiliação religiosa dos falecidos, os pesquisadores também documentaram sexo, estado civil e o número de atividades sociais e voluntárias listadas.

O segundo estudo incluiu 1.096 obituários de 42 grandes cidades dos Estados Unidos publicados entre agosto de 2010 e agosto de 2011. Nesse estudo, as pessoas cujos óbitos mencionaram uma afiliação religiosa viveram em média 5,64 anos mais do que aquelas sem afiliação religiosa, o que encolheu para 3,82 anos após o sexo e o estado civil serem considerados.

Muitos estudos anteriores mostraram que pessoas que se voluntariam e participam de grupos sociais tendem a viver mais que outras. Assim, os pesquisadores combinaram dados de ambos os estudos para ver se trabalho voluntário e participação em organizações sociais poderiam explicar o aumento da longevidade. Os resultados mostraram que isso era apenas parte da razão pela qual as pessoas religiosas viviam mais tempo.

“Descobrimos que o voluntariado e o envolvimento em organizações sociais representam apenas um pouco menos de um ano do aumento da longevidade que a afiliação religiosa proporciona”, disse Laura Wallace, principal autora e estudante de doutorado em psicologia na Universidade Estadual de Ohio, nos EUA. “Ainda há muito benefício da afiliação religiosa que isso não pode explicar.”

Então, o que mais explica como a religião ajuda as pessoas a viverem mais? Uma hipótese é de que isso está relacionado às regras e normas de muitas religiões que restringem práticas pouco saudáveis, como o uso de álcool e drogas e fazer sexo com muitos parceiros. Além disso, muitas religiões promovem práticas de redução do estresse que podem melhorar a saúde, como gratidão, oração ou meditação.

O fato de os pesquisadores terem dados de muitas cidades também permitiu investigar se o nível de religiosidade média de uma cidade poderia afetar a influência da afiliação religiosa na longevidade. Os resultados mostraram que um elemento-chave relacionado à longevidade em cada cidade era a importância dada à conformidade com os valores e normas da comunidade. […]

Porém, no geral, o estudo fornece evidência adicional ao crescente número de pesquisas que mostram que a religião tem um efeito positivo na saúde.

Um artigo sobre as descobertas foi publicado na revista científica Social Psychological and Personality Science. (MedicalXpress, via Hypescience)

Nota: Agora imagine ser religioso e vegetariano…

O número 666 e o Vicarius Filii Dei

papalNesse artigo faço uma busca histórica da origem e do uso da expressão Vicarius Filii Dei como interpretação de Apocalipse 13:18 nos círculos adventistas. Após esse background histórico, discorrerei brevemente sobre o uso desse título no meio adventista, bem como sobre a validade hermenêutica dele para a interpretação do número 666. As interpretação mais popular no meio adventista para o número 666, citado em Apocalipse 13:18 é a utilização do suposto título papal Vicarius Filii Dei. Entre as muitas questões a serem levantadas a partir desse assunto, o que nos interessa neste artigo é a confiabilidade histórica dessa expressão e a validade de seu uso nos círculos adventistas.

ORIGEM DO TÍTULO

O documento Doação de Constantino é a mais antiga referência do suposto título papal Vicarius Filii Dei. Tendo sido escrito no período da Idade Média, esse é o mais antigo relato eclesiástico que confere a Pedro a autoridade de ser “substituto do Filho de Deus”.[2] Por quase 600 anos, o catolicismo o considerou como genuíno, mesmo porque aproximadamente dez papas o utilizaram como prova de sua autoridade temporal.[3] A menção do nome Constantino sugere que esse documento deve ter sido escrito nos dias desse imperador, no século 4 d.C.. Porém, Lorenzo Valla, por algum tempo secretário do papa humanista Nicolau V, em 1440 escreveu uma crítica literária e histórica demonstrando que a Doação de Constatino era um documento forjado, que provavelmente foi composto em meados do século 9 d.C.[4]

VICARIUS FILII DEI EM AUTORES PROTESTANTES

O escritor protestante mais antigo a relacionar a expressão Vicarius Filii Dei ao número 666 foi o alemão Andreas Helwig (ca. 1572-1643). Esse erudito foi professor de línguas bíblicas e letras clássicas por quase três décadas. Em 1612, Helwig escreveu sua obra Antichristus Romanus, na qual reuniu 15 títulos nas línguas latina, grega e hebraica, que na soma de suas letras dariam a cifra apocalíptica. Tal obra não enfatizou o título Vicarius Filii Dei, mas o considerou apenas como mais uma das pretensões da Igreja de Roma. Segundo Helwig, quatro fatores eram essenciais para um nome ser aplicado ao número apocalíptico: (1) a soma deveria dar a cifra correta; (2) teria que concordar com a ordem papal; (3) deveria ser um nome do próprio anticristo, não um título dado por seus inimigos; (4) teria que ser um título usado pelo anticristo para a sua auto-ostentação. Porém, essa interpretação se tornou comum entre autores de diversas denominações em meados da Revolução Francesa (1789-1799), quase duzentos anos após a publicação de sua obra.[5]

Autores protestantes como Amzi Armstrong (1771-1827),[6] os presbiterianos William Linn (1752-1808)[7] e David Austin (1760-1831)[8] e Robert Shimeall[9] aplicaram ao número 666 os títulos Ludovicus (latim), Lateinos (grego), Romith (hebraico) e Vicarius Filii Dei. Referente a esse último, John Bayford, em sua obra Messiah’s Kingdom (ca. 1820), afirmou que sua utilização era “dificilmente satisfatória” e que a expressão correta ainda estava para ser descoberta.[10] Percebe-se, assim, que desde o século 19, já havia certa relutância em aplicar esse título ao número 666.

VICARIUS FILII DEI EM AUTORES ADVENTISTAS

Muitos dos pioneiros do movimento adventista foram contemporâneos dos autores protestantes mencionados anteriormente. Sendo assim, é natural encontrarmos semelhança entre as interpretações de Apocalipse 13:18 de ambos os grupos. Foi por meio dos trabalhos de Uriah Smith, decano da interpretação profética nos círculos adventistas,[11] que se atribuiu a expressão Vicarius Filii Dei ao papado. Smith assim entendia: a expressão mais plausível que temos visto sugerir contendo o número da besta é o título que o papa toma para si mesmo e permite que outros lhe apliquem. Esse título é Vicarius Filii Dei, que quer dizer “Substituto do Filho de Deus”. Tomando as letras desse título que os latinos usavam como numerais e dando-lhes seu valor numérico, temos exatamente 666.[12]

A interpretação de Smith causou um impacto significativo no adventismo, a ponto de John N. Andrews, o expoente teológico mais importante dessa denominação, adotá-la na reimpressão de sua obra The Three Angels of Revelation XIV, 6-12, em 1877. Os anos posteriores presenciaram uma expansão dessa visão, por meio dos trabalhos públicos e impressos de alguns evangelistas adventistas ao redor do mundo. Stephen. N. Haskell, por exemplo, ao tratar do tema de Apocalipse 13, enfatizou apenas Vicarius Filii Dei.[13] O mesmo foi feito pelo autor brasileiro Aracely Mello ao afirmar que existem “fatos comprobatórios de que Vicarius Filii Dei é o título verdadeiro do papa e de Roma Papal.”[14] Roy Alan Anderson, importante nome no evangelismo adventista, utilizou títulos como stur (aramaico), italika ekklesia, he latine Basiléia (grego) e Vicarius Filii Dei (latim).[15] Por sua vez, o evangelista argentino Daniel Belvedere limitou a interpretação do número 666 à expressão “substituto do Filho de Deus”[16], e C. Mervyn Maxwell adotou essa mesma posição.[17]

Esse quem sabe seja o principal motivo para o título Vicarius Filii Dei ser associado com Apocalipse 13:18 por tantos adventistas. Porém, por mais popular que seja essa interpretação, é inegável que existem inúmeros problemas na sua aplicação ao relato bíblico.

PROBLEMAS INTERPRETATIVOS

Como vimos anteriormente, o documento mais antigo a mencionar esse título é a Doação de Constantino. A implicação disso é que essa interpretação se baseia num falso decreto da Idade Média. Da mesma forma, há certa controvérsia envolvendo a inscrição de Vicarius Filii Dei na mitra papal. A publicação Our Sunday Visitor, uma popular revista católica americana, mencionou por duas ocasiões que havia, de fato, uma inscrição na tiara do papa. A primeira menção foi em 1914, e a segunda no ano seguinte. Porém, existe uma terceira citação que nega qualquer tipo de inscrição na coroa do pontífice romano. E não há qualquer tipo de evidência que prove o contrário.[18]

Provavelmente, esse assunto teve início com um incidente envolvendo W. W. Prescott, um dos pioneiros da segunda geração adventista. Um evangelista chamado C. T. Everson visitou o Museu do Vaticano e tirou algumas fotografias de diversas tiaras papais, usadas ao longo dos séculos. Nenhuma inscrição havia em sequer uma delas. Prescott foi autorizado a utilizar as fotos na ilustração de um dos seus artigos. Porém, a Southern Publishing Association, quando preparava a publicação da versão atualizada da obra de Smith, contratou um artista que inseriu as palavras Vicarius Filii Dei. A sede mundial da Igreja Adventista ordenou que a impressão fosse interrompida e que removessem as fraudes fotográficas.[19]

Em 1935, a revista Our Sunday Visitor desafiou o periódico adventista Present Truth, que nessa época tinha como editor Francis D. Nichol, a provar que a expressão “substituto do Filho de Deus” era um título oficial do papa. Nichol consultou Prescott para solucionar esse problema. Prescott afirmou que não era possível responder ao desafio, já que os adventistas baseavam essas argumentações em fontes questionáveis.[20] Devido a esse incidente, a sede mundial da IASD sugeriu que tal interpretação jamais fosse utilizada novamente.[21] Ironicamente, hoje essa é a interpretação mais popular entre os adventistas.

Em novembro de 1948, Leroy E. Froom publicou sua resposta para uma pergunta referente à inscrição na tiara do papa. Após negar qualquer tipo de grafia na mitra papal, Froom afirmou que “como arautos da verdade, devemos proclamá-la verdadeiramente”, e que “em nome da verdade e honestidade este periódico protesta contra algum membro da associação ministerial da denominação adventista do sétimo dia”. Segundo ele, “a verdade não necessita de fabricação para ajudá-la”.[22]

Além desses problemas, é necessário dizer que esse recurso é exegeticamente desnecessário. O pregador escocês Robert Fleming Jr. (ca. 1600-1716), por exemplo, jamais utilizou Vicarius Filii Dei em suas abordagens sobre o anticristo e chegou à mesma posição dos adventistas a respeito desse poder, isto é, o catolicismo apostólico romano.[23]

CONCLUSÃO

É evidente, portanto, que o uso da expressão Vicarius Filii Dei aplicado ao número 666 de Apocalipse 13:18 é controvertida e questionável. Visto que sua origem está ligada a um documento forjado. Como declarou Froom, nesse assunto, “nós devemos honrar a verdade e meticulosamente observar o princípio da honestidade ao lidar com as evidências sobre todas as circunstâncias”.[24]

(Luiz Gustavo S. Assis é formado em Teologia pelo Unasp e doutorando no Boston College)

Referências:

  1. Bettenson, H. Documentos da igreja cristã, São Paulo, ASTE, 1998, 171.
  2. Coleman, Christopher B. The Treatise of Lorenzo Valla on the Donation of Constantine, Canada: University of Toronto Press, 1993, 1 e 2. Essa obra foi originalmente publicada em 1922.
  3. Cairns, Earle E. O cristianismo através dos séculos, São Paulo, Vida Nova, 2006, 213.
  4. Froom, Leroy E. The Prophetic Faith of Our Fathers, Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1954, v. 2, 605-608.
  5. O título da obra é “A syllabus of lectures on the visions of the Revelation”.
  6. O título de seu trabalho é “Discourses on signs of the times”.
  7. O título de sua obra é “A prophetic leaf”, citada em Froom, op. cit., 342.
  8. Damsteegt, P. Gerard. Foundations of the Seventh-day Adventist Message and Mission, Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 1997, 206.
  9. Froom, op. cit., 412.
  10. Timm, Alberto R. O santuário e as três mensagens angélicas: fatores integrativos no desenvolvimento das doutrinas adventistas. Engenheiro Coelho, SP: Imprensa Universitária Adventista, 2004, 137-138.
  11. Nichol, Francis D. (ed.). Seventh-day Adventist Biblical Commentary. Hangesrtown, MD: Review and Herald Publishing Association, 1980, v. 10, 1009.
  12. Haskell, Stephen. N. The Story of the Seer of Patmos. Nashville, TN: Southern Publishing Association, 1905. p. 105.
  13. Mello, Aracely S. A verdade sobre as profecias do Apocalipse. Taquara, RS: Grafiacs, 1982. 202-203.
  14. Anderson, Roy A. As Revelações do Apocalipse. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1988. 151.
  15. Belvedere, Daniel. Seminário revelações do Apocalipse. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1987, 102.
  16. C. Mervyn Maxwell. Uma nova era segundo as profecias do Apocalipse. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1998. 431.
  17. Nichol, Francis D. ed. op. cit., v. 9. 1071.
  18. Valentine, Gilbert. W.W. Prescott: Forgotten Giant of Adventism’s Second Generation. Washington D.C.: Review and Herald Pub. Association, 2005. 317.
  19. Ibid., 318.
  20. Ibid., 319.
  21. Froom, Leroy E. “Dubious Pictures of the Tiara”, The Ministry, novembro de 1948, 35.
  22. Torres, Milton Luiz. “Contenções Quanto à Interpretação Tradicional de 666 em Apocalipse 13:18”. Revista teológica SALT-IAENE, Cachoeira, BA, v. 2, n. 1, 1998. 64.
  23. Froom. “Dubious Pictures of the Tiara”, 35.