Político italiano que é contra vacinas contrai catapora

poliricoO político Massimiliano Fedriga, presidente da região autônoma de Friuli-Venezia Giulia e um dos principais defensores do movimento antivacinas na Itália, ficou cinco dias internado no hospital após contrair catapora – doença contra a qual ele próprio era desfavorável à vacinação. Depois de receber alta, foi para casa repousar e postou nas redes sociais que estava bem. Além disso, declarou publicamente que mudou de opinião e não vai mais apoiar campanhas contra vacinas. Fedriga é político do primeiro escalão da Liga, partido italiano considerado de extrema direita. Em 2017, ele classificou como “stalinista” o programa de vacinas obrigatório na Itália contra 12 doenças.

(Galileu)

Nota: Por culpa dos movimentos antivacinação doenças antes erradicadas estão voltando. O pior é quando cristãos entram nesse barco furado e passam a ser mal vistos por não contribuir com os esforços no sentido de melhorar a saúde pública. Deus deu ao ser humano inteligência para desenvolver métodos e medicamentos capazes de amenizar nosso sofrimento neste mundo de pecado. Os “oito remédios naturais” são a nossa bússola em termos de saúde preventiva e também curativa. Mas há momentos em que precisamos fazer uso também dos remédios criados pelo ser humano a partir dos recursos da natureza, como é o caso das vacinas. No mês de maio a revista Vida e Saúde trará uma matéria especial sobre esse assunto da vacinação. Não perca! [MB]

Leia mais sobre vacinação aqui.

Cinco coisas acontecem quando você para de comer carne

boa formaReduz a inflamação no organismo.A inflamação crônica tem sido associada ao desenvolvimento de aterosclerose, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais, diabetes e doenças autoimunes. Em contrapartida, as dietas à base de plantas são naturalmente anti-inflamatórias. Ricas em fibras, antioxidantes e outros nutrientes, elas têm menos chances de desencadear a gordura saturada e endotoxinas (toxinas liberadas a partir de bactérias comumente encontradas em alimentos de origem animal).

O nível de colesterol despenca.A gordura saturada, encontrada principalmente em carnes, aves, queijo e outros produtos de origem animal, é uma das principais causas do elevado índice de colesterol no sangue. E isso implica em maior risco para doenças cardíacas e derrames. Além disso, as dietas à base de vegetais são ricas em fibras, o que reduz ainda mais os níveis de colesterol no sangue. Também foi comprovado que a soja, um dos substitutos da carne, desempenha um papel na redução do colesterol.

A imunidade fica mais forte.Os trilhões de micro-organismos que vivem em nosso corpo são chamados de microbioma. Cada vez mais, estes micro-organismos são reconhecidos como cruciais para a nossa saúde em geral: não só ajudam a digerir os alimentos, mas também produzem nutrientes necessários, treinam nosso sistema imunológico, mantêm o intestino saudável e nos protegem do câncer. Estudos também mostraram que eles desempenham um papel importante no controle de obesidade, diabetes, inflamação do intestino, doenças autoimunes e do fígado.

Afasta você do diabetes tipo 2.A proteína animal, especialmente as provenientes de carne vermelha e processadas, tem sido apontada em estudos como um fator que aumenta o risco de diabetes tipo 2. Por que a carne causaria a doença? Várias razões: gordura animal, ferro de origem animal e conservantes de nitrato em carne foram comprovados como danificadores das células pancreáticas, além de piorar a inflamação e causar ganho de peso. Além disso, uma dieta baseada em vegetais pode melhorar ou até mesmo reverter o diabetes, se você já tiver sido diagnosticada.

Vai melhorar a quantidade e a qualidade da proteína.Os onívoros dos Estados Unidos consomem, em média, mais do que 1,5 vezes a quantidade ideal de proteínas. Ao contrário do que a maioria pensa, esse excesso de proteína não faz você mais forte ou mais magro, é armazenado como gordura ou transformado em resíduos. Por outro lado, a proteína que se encontra nos alimentos vegetais protege você de muitas doenças crônicas. Então você não precisa se preocupar com o excesso. Vai precisar, é claro, consultar um nutricionista para descobrir a quantidade mínima que você precisa para não deixar o seu organismo debilitado.

(Boa Forma)

Nota: “E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento” (Gênesis 1:29).

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Beijar várias bocas no carnaval pode trazer doenças

beijoO beijo na boca pode transmitir desde uma simples gripe ou resfriado, até doenças mais graves como hepatite B e tuberculose. O alerta para o período do carnaval, época em que as pessoas beijam vários parceiros desconhecidos, é do clínico geral e professor do departamento de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bernardino Geraldo Alves Souto. “Se estiver com sangramento, o risco aumenta ainda mais”, afirmou. Segundo Souto, as doenças podem ser transmitidas pela cavidade oral ou nasal. “As viroses respiratórias podem ser transmitidas pelo beijo na boca. Gripe, meningite, tuberculose, herpes são muito frequentes e também a mononucleose, uma doença que começa com febre, ínguas pelo corpo, e pode evoluir para hepatite ou inflamação no baço”, explicou o professor.

O ambiente escuro e úmido é propício para o desenvolvimento de várias bactérias. De acordo com o cirurgião dentista Silvio Segnini, só na boca há mil bactérias diferentes. “Sem contar as que são desconhecidas. E o mau hálito pode ser um indicativo dessas bactérias ou de alguma afecção na garganta”, falou Segnini. A má conservação dentária é outro fator que amplia a probabilidade de transmissão.

Entretanto, observar o aspecto da pessoa a ser beijada nem sempre é suficiente para evitar o risco. “Isso porque algumas doenças podem ser transmitidas mesmo se não estiverem na fase aguda. Claro que se for na fase aguda, a transmissibilidade é maior, mas, por exemplo, se o vírus da gripe estiver na pessoa um dia antes do beijo, ela não vai ter sintoma e pode transmiti-lo”, afirmou.

Assim também é com o herpes e com a mononucleose, conhecida popularmente como doença do beijo. “A pessoa que transmite essas doenças pode não estar com sintoma naquele momento. A mononucleose pode levar de uma semana a seis meses para ser curada, a resposta ao tratamento é variável”, disse Souto.

Para o professor da UFSCar, o ideal é evitar locais fechados. “Se a aglomeração tiver que acontecer, é bom que seja em lugares ventilados, porque quanto mais fechado o local,  maior é o risco de transmissão de doenças”, orientou Souto.

Outra atitude que pode ajudar a evitar a transmissão de doenças é fugir dos excessos. “Beijar qualquer um o tempo todo facilita a transmissão, há que se evitar o excesso”, recomendou. “Aliás, qualquer tipo dele, inclusive o de bebida, até porque o fator agravante do carnaval é que com muita bebida ou droga a pessoa perde a capacidade de administrar o próprio comportamento e extrapola, então isso deve ser evitado”, completou o professor.

Entre as doenças que podem ser transmitidas pelo beijo na boca estão gripe, resfriado, faringite, amigdalite, hepatite B, mononucleose, herpes labial, tuberculose e meningite.

(G1 Notícias)

Nota: Melhor mesmo é ir acampar com a família e beijar muito seu cônjuge. [MB]

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Efeitos do álcool na sociedade e na mulher

alcoolDurante toda a história da humanidade há registros do consumo de álcool. Festas regadas a vinho, barris de cerveja e bebedeiras acontecem há séculos, mas talvez seja hoje o período em que melhor podemos ver e sentir as conseqüências desses abusos. O hábito de ingerir álcool tornou-se um grande problema da sociedade moderna, que leva ao mercado maiores quantidade e variedade de bebidas. Graças ao aumento da produção e menores custos, o consumo cresceu muito, sem que houvesse conscientização da falta de limites do ato de beber. Dia após dia o número de dependentes é maior, bem como o de acidentes causados pela embriaguez. A ingestão de álcool diminui a coordenação motora e os reflexos, estando intimamente ligada à alta mortalidade por causas externas. O beber contínuo e excessivo é responsável por complicações gastrointestinais, diarréias crônicas, infiltração gordurosa do fígado, cirrose hepática e câncer, entre outras complicações sobre todo o organismo.

Os fatores que podem levar ao alcoolismo podem ser de origem biológica, psicológica ou sociocultural. Apesar de a maior parte das pessoas saber que ingestão excessiva de bebidas alcoólicas tem efeitos graves no organismo, é cada vez maior o número de ocorrências de brigas, espancamentos, acidentes automotivos, atos de vandalismo e internações, absenteísmo ao trabalho, além de mortes prematuras em plena idade produtiva.

Tomar umas e outras é uma das mais importantes causas de acidentes evitáveis e mortes no trânsito. Os dependentes do álcool têm propensão ao desenvolvimento de doenças no fígado, no aparelho digestivo, no sistema cardiovascular e aos casos de polineurite alcoólica, sendo que, nos jovens, cujo organismo ainda encontra-se em fase de desenvolvimento, e no sexo feminino, mais propício ao alcoolismo, as conseqüências são bem mais graves.

Os efeitos do álcool não divergem significativamente no organismo do homem e da mulher, contudo há uma ampla diferenciação na metabolização no corpo feminino, o que faz com que elas apresentem sinais de embriaguez mais rapidamente.

Há distinção entre os sexos, pois o organismo feminino possui maior proporção de tecido gorduroso, sofre com variações do álcool no decorrer do ciclo menstrual e por diferenças enzimáticas, o que gera a maior propensão de a mulher tornar-se alcoólica.

Além das questões relacionadas à saúde orgânica, as mulheres sofrem mais psicologicamente, já que, além dos problemas comuns aos dependentes, elas ainda se vêem obrigadas a lidar com grande preconceito da sociedade. Hoje sabemos que até mesmo outros dependentes agem de forma preconceituosa para com as mulheres dependentes de álcool, repetindo em grupos de tratamento mistos os mesmos preconceitos e violência verbal que elas sofrem em casa, provenientes de pessoas que muitas vezes fazem uso até mais pesado de álcool.

“Por questões metabólicas, a mulher é mais suscetível ao alcoolismo”, afirma o Dr. Sérgio Seibel, ex-presidente do Comitê Multidisciplinar de Estudos em Dependência do Álcool e outras Drogas da Associação Paulista de Medicina (APM). “Além de superar as questões comuns aos alcoólicos, elas enfrentam enorme preconceito, padecem com o medo e a vergonha.”

(Assessoria de Imprensa, Acontece Comunicação e Notícias)

Militante antivacina morre de gripe H1N1

bre[ERRATA: Antes de publicar esta nota, pesquisei alguns sites de jornais importantes aqui no Brasil e no exterior, como se deve fazer antes de divulgar qualquer informação. Ao que parece, a notícia é falsa e alguns jornais, como o El País, já se retrataram. A única menção de Bre às vacinas é feita em um retuíte de oito anos atrás, quando ela tinha 19 anos. Isso de forma alguma seria suficiente para a imprensa considerá-la militante antivacinas.]

Bre Payton, uma escritora norte-americana defensora do movimento antivacinação, morreu na última sexta-feira (28) em San Diego, Califórnia, Estados Unidos, após contrair a gripe H1N1. Ela tinha 26 anos. A conservadora Payton tornou-se rapidamente famosa após virar comentarista de destaque, fazendo aparições regulares na Fox News, Fox Business Channel e One America News Network, ou OANN. “Bre iluminou a vida de todos ao seu redor”, dizia seu obituário. “Ela era alegre, trabalhadora e compassiva, e deixa para trás amigos e colegas para os quais ela trouxe nada além de doçura e luz.” Payton foi encontrada “sem resposta e mal respirando” na quinta-feira, de acordo com uma página da CaringBridge.org compartilhada no Twitter pelo editor do Federalista, Ben Domenech. Após uma tomografia computadorizada e um extenso teste, ela foi diagnosticada com a gripe H1N1 e meningite.

(DOL)

Nota: Trata-se de uma fatalidade que possivelmente pudesse ter sido evitada. Essas campanhas insanas contra as vacinas têm feito com que ressurjam doenças que estavam erradicadas. Deus dotou o ser humano de inteligência para amenizar as consequências do pecado neste mundo. Os avanços da medicina e da bioquímica são inegáveis e têm reduzido o sofrimento e preservado a vida de muitas pessoas. Infelizmente, para os defensores de teorias conspiratórias gestadas e promovidas por vídeos no YouTube, a morte de Payton terá sido mais uma mentira orquestrada sabe-se lá por quem, assim como para os terraplanistas o recente pouso da sonda chinesa no lado escuro da Lua também terá sido uma mentira espalhada pela Nasa, afinal, como todo assíduo telespectador do YouTube sabe, nada pode atravessar o tal domo sólido que cobre nosso disco chato. [MB]

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A sombra do suicídio entre os jovens

suicideDados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o suicídio é a segunda causa de morte entre os jovens no mundo. Julio Jacobo Waiselfisz, sociólogo e coordenador do Mapa da Violência no Brasil, endossou esses dados ao apresentar em um de seus estudos que o número de suicídios aumentou em 65% na faixa etária dos 10 aos 14 anos, e em 45% dos 15 aos 19 anos, no período entre os anos 2000 e 2015. Os números são alarmantes e a situação exige atenção da sociedade. Os motivos desse aumento de suicídios são multifatoriais: um cérebro adolescente em formação, com as incertezas próprias dessa idade, aliado a uma criação superprotetora. Soma-se a isso a obrigatoriedade de ser feliz a qualquer custo em um mundo onde a mesma tecnologia que une também afasta as pessoas. Difícil administrar, certo?

Diante de tantas incertezas, a ansiedade e a depressão podem bater à porta e, para muitos deles, o suicídio é a saída na ânsia de exterminar o sofrimento e o desespero. Cabe aos pais lembrar da importância de transmitir segurança aos filhos durante a vida. Felizes deles também se puderem contar com o limite, com o modelo dos pais diante das ameaças do mundo.

O suicídio entre os jovens é uma forma de fugir do mundo, resultado da ausência de objetivos. A vida perde o sentido e eles deixam de acreditar. Se um adolescente se suicida por desesperança, a sociedade na qual ele vive certamente também está adoecida.

Caso a depressão já esteja instalada, torna-se indispensável procurar um profissional para o tratamento de transtorno da personalidade instalada no psiquismo desse adolescente. Aos educadores, cabe a contribuição de fazer com que os alunos desviem temporariamente o olhar da tela do celular, contemplem a natureza e entusiasmem-se por ela, criando assim uma visão sistêmica da vida que apresenta desafios, mas que também traz oportunidades de crescimento.

Acima de tudo é necessário desenvolver a consciência de que todo desejo pede realização, mas que nem todo desejo poderá ser realizado. Pois é nesse ponto que surge a frustração.

E não para por aí. É preciso ensinar os princípios da Inteligência Emocional, para adiar a necessidade de satisfação e aumentar a tolerância quando as frustrações surgirem. E neste âmbito, dois instintos devem ser levados em consideração: de vida e o de morte. Quando o instinto de morte prevalece a vida corre perigo. Devemos cuidar dos nossos jovens para não lhes faltar o principal: amor. Suicídio é a falência do amor.

(Ivo Carraro é psicólogo e professor do Centro Universitário Internacional Uninter)

Capa6peqNota: Caso você ainda não tenha lido, quero lhe recomendar o livro O Poder da Esperança, o qual escrevi em co-autoria com o psicólogo espanhol Julián Melgosa e foi publicado em dezenas de países. Nele abordamos problemas como depressão, baixa autoestima, estresse, ansiedade, suicídio e outras. Você precisa ler, ainda que seja para encontrar recursos para ajudar alguém que esteja sofrendo. Clique aqui e adquira o livro por apenas R$ 2,80.

Site vegano destaca Ellen White como defensora dos animais e do vegetarianismo

ellen[Veja que interessante este artigo escrito pelo jornalista, historiador e especialista em jornalismo cultural, histórico e literário David Arioch:]

Uma das fundadoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen Gould White, se tornou uma das personalidades mais controversas de seu tempo, inclusive pela sua defesa do vegetarianismo, o promovendo em escolas, hospitais e centros médicos. Entre as suas obras mais conhecidas, que também versam contra o consumo de animais, está o livro The Ministry of Healing, publicado em 1905. No entanto, Healthful Living, de 1896, foi uma das primeiras obras em que Ellen G. White abordou o vegetarianismo. Na página 97, ela declara que a dieta de muitos animais é baseada simplesmente em vegetais e grãos, e que o ser humano deveria seguir esse exemplo, já que não temos o direito de nos alimentarmos de criaturas mortas. Segundo Ellen, um animal que não seja essencialmente carnívoro não tem necessidade de destruir outro animal para se alimentar. No livro Counsels on Diet and Foods, de 1903, a autora diz que vegetais, frutas e grãos são o suficiente para uma alimentação saudável e bem completa. “Nem uma onça [28 gramas] de carne deve ser enfiada em nosso estômago. Devemos voltar ao propósito original de Deus na criação do homem”, defende na página 380.

Com livros publicados em mais de 140 línguas, Ellen Gould White se tornou bastante influente à sua época, tanto que há quem diga que ela também contribuiu para que o famoso médico John Harvey Kellogg, também adventista, criasse um dos mais famosos cereais matinais de todos os tempos – Corn Flakes. Sua influência também se deve ao fato de ela ter sido uma escritora prolífica, chegando a escrever mais de cinco mil artigos e a publicar 40 livros. Suas obras somam mais de 50 mil páginas manuscritas, conforme o artigo “Ellen G. White: A Brief Biography”, de Arthur L. White, publicado no The Official Ellen G. White Website, em agosto de 2000.

Em The Ministry of Healing, lançado em 1905, a escritora afirma que a dieta indicada ao ser humano no princípio não incluía alimento de origem animal. “Não foi senão depois do dilúvio, quando tudo quanto era verde na Terra havia sido destruído, que o homem recebeu permissão para comer carne”, escreveu. Porém, a escritora defendia que foi uma permissão temporária. Segundo Ellen, Deus escolheu a comida dos seres humanos quando os levou para viverem no Éden, o que não compreendia nada de origem animal.

Porém, na perspectiva da autora adventista, o ser humano insistiu no consumo de carne, e em decorrência disso teve de amargar inúmeras doenças e muitas mortes relacionadas a esse hábito: “Os que se alimentam de carne não estão senão comendo cereais e verduras, pois o animal recebe a partir desses alimentos a nutrição que garante o seu crescimento. A vida que havia no cereal e na verdura passa aos que os ingerem. Nós a recebemos comendo a carne do animal. Melhor é obtê-la diretamente, comendo aquilo que Deus proveu para o nosso uso.”

Outro ponto que, segundo a escritora, deveria ser o suficiente para desconsiderar a carne como alimento é o surgimento de doenças que só existem em decorrência da criação de animais para consumo. “A população come ininterruptamente carne cheia de germes de tuberculose e câncer. Assim são transmitidas essas e outras doenças. Muitas vezes são vendidas a carne de animais que estavam tão doentes que os donos receavam mantê-los vivos por mais tempo. E o processo de engorda para a venda produz enfermidades”, critica.

No final do século 19, Ellen G. White percebeu que já era comum os animais serem privados da luz do dia e do ar puro, respirando somente a atmosfera de estábulos imundos, e talvez sendo alimentados com comida deteriorada, o que facilitava a contaminação e proliferação de doenças:

“Animais são frequentemente transportados por longas distâncias e sujeitos a grande sofrimento até chegarem ao mercado. Privados dos campos verdes para viajar por longas milhas em estradas quentes e empoeiradas, dentro de veículos imundos e lotados, eles ficam febris e exaustos, e passam muitas horas em privação de água e comida. Essas criaturas são guiadas para a morte, para que os seres humanos se banqueteiem com as suas carcaças.”

Para Ellen G. White, a situação dos peixes não é diferente, levando em conta a contaminação das águas e a ausência de boa matéria orgânica como fonte de alimento. Além de sofrerem pela má intervenção humana, quando morrem tornam-se alimentos; um alimento que também ocasiona enfermidades. “Muitos [seres humanos] morrem de doenças devido ao uso da carne, e essa causa não é suspeitada por eles nem pelos outros”, enfatiza.

Além das questões envolvendo saúde e religião, a escritora também apontava como igualmente importante as implicações morais do consumo de carne. Quando discursava sobre o tema, ela pedia que os espectadores pensassem na crueldade por trás do consumo de carne, e os efeitos que isso desencadeia na vida em sociedade, onde a ternura para com as outras criaturas é majoritariamente desconsiderada.

No livro The Ministry of Healing, Ellen defende que a inteligência de muitos animais é tão semelhante à inteligência humana que chega a ser um mistério. Observa que os animais veem, ouvem, amam, temem e sofrem. Se servem de suas capacidades melhor do que os seres humanos. Manifestam simpatia e ternura em relação aos seus companheiros de sofrimento:

“Muitos animais demonstram aos seus uma afeição muito superior àquela manifestada por alguns seres humanos. Que homem, dotado de um coração humano, havendo já cuidado de animais domesticados, poderia fitá-los nos olhos tão cheios de confiança e afeição, e entregá-los voluntariamente à faca do açougueiro? Como lhes poderia devorar a carne como algo delicioso?”

No início do século 20, a autora já considerava um equívoco crer que a força muscular depende do uso de alimento de origem animal, já que podemos recorrer a cereais, frutas e oleaginosas, alimentos que contêm tudo o que é necessário à nossa nutrição. “Quando se deixa o uso de carne, há muitas vezes uma sensação de fraqueza ou falta de vigor. Muitos alegam isso como prova de que a carne é essencial. Mas é devido a esse alimento ser estimulante, deixar o sangue febril e os nervos estimulados, que assim lhes parece ser algo que faz falta. Alguns acham tão difícil deixar de comer carne o quanto é para um bêbado deixar o álcool. Mas logo se sentirão muito melhor com a mudança”, garante.

Na defesa da abstenção de alimentos de origem animal, Ellen Gould White jamais viu o vegetarianismo como uma impossibilidade. Ela acreditava que mesmo em países com maiores índices de pobreza é possível implementar hábitos vegetarianos na população mais carente. Ela sugeria a realização de pesquisas e a discussão sobre meios de incentivar a produção de alimentos de origem vegetal mais baratos. “Com cuidado e habilidade, é possível preparar pratos nutritivos e saborosos, substituindo a carne. Em todos os casos, educai a consciência, aliciai a vontade, mostrai o caminho do bom e saudável alimento e a mudança acontecerá rapidamente, fazendo desaparecer a necessidade de carne. Já não é tempo de todos dispensarem a carne da alimentação?”, questionou no capítulo “A carne como alimento”, do livro The Ministry of Healing, publicado em 1905.

(Vegazeta)

Os livros de Ellen White podem ser adquiridos em língua portuguesa no site www.cpb.com.br.

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