Coronavírus: o que não contaram para você

Sejamos mais responsáveis e vivamos o que conhecemos

Há um povo que tem muito conhecimento e autoridade em saúde fora da comunidade científica, mas reconhecido por ela. São os adventistas. Exatamente porque em 1863 iniciou-se um tempo de revelações especiais da mensagem de saúde para os últimos tempos. E não há nada mais atual até aqui. Nada. Faz parte do plano profético. É um braço poderoso da pregação do evangelho na prática. É proteção, livramento e cura. É divina! Em um tempo em que o mundo sofre e se esconde de uma colônia de vírus, não seria a hora de sermos mais responsáveis com o que sabemos e, por amor, vivermos e contarmos a verdade? A começar por nós mesmos!

O que adianta usar gel nas mãos, mas se lambuzar de açúcar, chocolate, refinados, carnes e queijos? Dormir tarde e pouco? Zero exercícios? Nada de sol e descanso? Não sabemos que isso baixa as defesas? Debilita o sistema imune.

É assim: corpo limpinho por fora e sujinho por dentro. Ninguém se toca, mantém distância segura, máscaras… mas envenenamos por dentro.

Deus não orientou Seu povo sobre o que comer e o que não comer, sobre os oito remédios naturais porque Ele queria uma geração fitness pra ostentar. O Senhor queria e quer um povo que impacte as nações. Que vejam uma igreja saudável em tempos de pavor e perguntem: “Com quem vocês aprenderam isso?” E diremos “Com o Criador!”

Há uma voz profética sobre a reforma de saúde. “Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas, e prosperareis” (2Cr 20:20).

É dever dos adventistas praticar e ensinar ao povo um estilo de vida saudável – mas não pode ser só de palavra. Tem que ser de verdade. “Ide e ensinai todas as coisas…” Todas as coisas.

A começar pela liderança: pastores, pregadores, pelos que são vitrine e megafone da Palavra. Ensinar os que estão chegando agora. Instruir o povo. Ser zeloso com o que Deus nos confiou. Sem nenhum fanatismo, mas com amor, temor, respeito e senso de missão.

“Quanto mais simples e naturalmente vivermos, tanto mais capazes seremos de resistir às epidemias e doenças. Se nossos hábitos forem bons e o organismo não for enfraquecido por ação contrária à natureza” (Ellen G. White, Temperança, capítulo 8).

(Darleide Alves é apresentadora da TV Novo Tempo)

Coronavírus: lições, ideias e conselhos

“A quem me perguntar como viver na era atômica, sinto vontade de responder: ‘Bem, do mesmo jeito que viveria no século 16, quando a praga assolou Londres por quase um ano; ou como se estivesse na época dos vikings, em que invasores da Escandinávia podiam chegar e cortar sua garganta numa noite qualquer; ou, de fato, como quem já vive na era do câncer, na era da sífilis, na era da paralisia, na era dos ataques aéreos, na era dos acidentes ferroviários, na era dos acidentes rodoviários.’ Em outras palavras, não vamos começar a exagerar na novidade da situação. Acreditem-me, senhores e senhoras, vocês e todos os seus amados já estavam condenados à morte antes da invenção da bomba atômica; e uma percentagem bem elevada de nós morrerá de formas desagradáveis. Na verdade, temos uma grande vantagem sobre nossos ancestrais – os anestésicos; mesmo assim, no entanto, vamos morrer. É completamente ridículo choramingar e viver com o semblante carregado porque os cientistas acrescentaram mais uma chance de morte dolorosa e prematura a um mundo repleto de tais chances, em que a morte não é uma chance, mas, sim, uma certeza.

“Esse é o primeiro ponto a esclarecer, e a primeira ação é nos controlarmos. Se vamos ser destruídos por uma bomba atômica, que ela nos encontre realizando atividades humanas sensatas – orando, trabalhando, ensinando, lendo, ouvindo música, dando banho nas crianças, jogando tênis, conversando com amigos enquanto bebemos ou jogamos dardos, e não amontoados como ovelhas apavoradas, pensando em bombas. Elas podem destruir o corpo (até um micróbio pode fazer isso), mas não precisam dominar nossa mente.”

(C. S. Lewis, Ética Para Viver Melhor, p. 169, 170)

“O Senhor gostaria que entendêssemos que esses poderosos que visitam nosso mundo têm uma parte ativa na obra que chamamos de nossa. Esses seres celestiais são anjos ministradores e frequentemente se disfarçam na forma de seres humanos, e como estranhos conversam com aqueles que estão envolvidos na obra de Deus. Nos lugares solitários, eles têm sido companheiros do viajante em perigo. Em navios agitados pela tempestade, eles pronunciaram palavras para aliviar o medo e inspirar esperança na hora do perigo. Muitos, em diferentes circunstâncias, ouviram as vozes dos habitantes de outros mundos. Vez após vez eles foram os líderes dos exércitos. Eles foram enviados para limpar a pestilência. Comeram no humilde conselho de famílias e, muitas vezes, apareceram como viajantes cansados que precisavam de abrigo durante a noite.”

(Ellen G. White, Review and Herald, 22 de novembro de 1898)

Com respeito à epidemia de coronavírus e suas consequências, algumas situações percebidas até aqui:

  1. Empresas de tecnologia estão sugerindo colocar chip nos infectados para monitora-los melhor (confira aqui).
  1. Ênfase dada no contágio via “papel moeda”. Por tabela, valorização do dinheiro eletrônico e, consequentemente, maior controle das nossas contas bancárias no futuro.
  1. Restrição da liberdade de ir e vir – confinamento total na Espanha, assim como foi na China, inclusive monitorado por câmeras e drones (leia isto).

E a narrativa “troque sua liberdade por segurança” avança cada vez mais…

Leia também: “Os ciclos econômicos e a profecia” e “Igreja Adventista orienta sobre cuidados com o coronavírus”

Organização Mundial da Saúde declara pandemia de coronavírus

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou nesta quarta-feira, 11, o surto do novo coronavírus (SARS-CoV-2) como uma pandemia. Mais de 110 mil pessoas foram contaminadas em 106 países, de acordo com o relatório da OMS publicado na terça-feira 10. No Brasil, mais de 25 casos já foram confirmados. “Lembro a todos os países que estamos pedindo a vocês para ativar e ampliar seus mecanismos de resposta a emergências, comunicar-se com seu pessoal sobre os riscos e como eles podem se proteger, encontrar, isolar, testar e tratar todos os casos e rastrear todos os contatos [que pacientes contaminados tiveram]”, ressaltou o diretor geral da OMS, Tedros Adhanon. “Alguns países estão sofrendo com a falta de capacidade e recursos [para conter o surto]”, disse Adhanon. Dentre aqueles, como citou o diretor executivo da OMS para Emergências de Saúde, Michael Ryan, está o Irã, onde há escassez de tanques de oxigênio para uso médico.

O SARS-CoV-2 é o primeiro coronavírus a ser classificado como “pandemia”. Segundo a OMS, “uma pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença”, como a gripe suína (H1N1), declarada como pandemia em 2010. “Existe uma chance real” de reduzir o número de casos confirmados, disse Ryan. “Nós devemos nos voltar para uma abordagem compreensiva”, concluiu. Em relação à “abordagem compreensiva”, Ryan ressaltou a importância de se rastrearem as pessoas que fizeram contato com pacientes confirmados com o novo coronavírus.

(Veja)

Nota: É mais uma amostra de como as estruturas humanas são frágeis. Com o alastramento de uma doença, as bolsas de valores despencaram, o preço do barril de petróleo também caiu e uma crise já vem sendo anunciada. Em questão de semanas ou meses muita coisa pode mudar rapidamente. A aparente segurança do mundo dá lugar ao temor e à preocupação. Não nos esqueçamos de que tudo isso foi previsto nas profecias bíblicas. [MB]

Essa tal de mulher moderna

capa VS_MAR20Dona de casa, esposa, mãe, educadora, profissional, empreendedora… Tudo isso “dentro” de uma mulher só! O que se passa na cabeça dela quando o assunto é carreira e maternidade? E ainda: Como esse perfil multitarefa tem impactado sua saúde?

Muita coisa mudou desde o tempo da vovó, em que a mulher era “apenas” dona de casa, não é mesmo? Agora, além das atribuições domésticas, a vida dela tem sido preenchida com muitas outras responsabilidades, especialmente no âmbito acadêmico e profissional. E, como se não bastasse, diante dessa rotina intensa, ainda é preciso “dar conta” de manter sempre uma ótima aparência, haja vista os elevadíssimos padrões de beleza exigidos.

Sem sombra de dúvida, algo marcante sobre a mulher contemporânea é o perfil multitarefa incorporado por ela, como se pudesse literalmente “abraçar o mundo”. Além de sobrecarregada de afazeres e de obrigações, está sempre cobrando de si mesma a perfeição em tudo aquilo que faz. Equilibrar as exigências familiares, profissionais, religiosas, educacionais e pessoais está longe de ser fácil tarefa. Superpoderes? Quem dera! A resposta está na habilidade “adaptativa” que cada uma desenvolve para enfrentar a acirrada competição no ambiente de trabalho e nos malabarismos para superar os conflitos domésticos.

Essas “adaptações” da mulher moderna implicam mudanças, tanto para sua rotina quanto para seus projetos de vida e suas consequentes escolhas. Uma das áreas que têm experimentado impacto importante em face de todas essas modificações é a maternidade.

[Continue lendo.]

Uma epidemia global derruba a economia e pode criar o caos

Segundo dados do canal Meio, o número de mortos por coronavírus [que leva esse nome por causa do formato de coroa] na China chegou a 106. Ontem, um homem de 50 anos se tornou a primeira pessoa a morrer por causa da doença em Pequim. Já há 4.515 infectados. Em uma tentativa de conter a propagação da doença, o governo chinês suspendeu as comemorações do Ano Novo Lunar e estendeu o feriado até o dia 2 de fevereiro. Grandes empresas fecharam as portas ou disseram aos funcionários para trabalhar em casa. É o caso da Apple, que diminuiu os horários de atendimentos em suas lojas na China, o que também pode resultar em menos vendas no país. A fornecedora Foxconn estendeu o feriado do Ano Novo chinês para os funcionários não retornarem às fábricas em Wuhan. E as Bolsas mundiais mergulharam em perdas. O Ibovespa encerrou o dia com queda de 3,29%, a maior em dez meses. A pressão ficou concentrada nos papéis ligados a commodities e exportações: Vale, Petrobras, Gerdau, CSN e Suzano perderam R$ 33 bilhões em valor de mercado. A queda levou o dólar a R$ 4,22, tornando o real a sexta moeda com maior desvalorização no dia. A Bolsa de Tóquio fechou com queda de 2,03% – a maior em cinco meses. As Bolsas europeias também operaram em queda. Enquanto Nova York registrou perdas em torno de 1,6% para Dow Jones e S&P 500, e de 1,9% para o Nasdaq.

Um dos setores mais diretamente afetados foi o do turismo. O grupo de companhias aéreas IAG (que inclui British Airways, Iberia, Vueling e Air Lingus, entre outras) registrou perdas de 5%, enquanto a agência de viagens online eDreams ultrapassou 7%. O setor hoteleiro não se livrou do pânico dos investidores: a Meliá Hotéis caiu cerca de 5% e a Amadeus, provedora de soluções de tecnologia para empresas de turismo, perdeu mais de 6%.

James Griffiths explicou para a CNN: “A escala sem precedentes da resposta está relacionada ao tamanho da China. Uma paralisação desse vulto nunca foi instaurada no país antes, nem mesmo durante a epidemia de SARS, em 2003. O custo é altíssimo, e não apenas em trabalho humano ou fundos, mas também pelo impacto na economia.”

“O impacto econômico para a China – e potencialmente para outros países – vai ser significativo se o vírus se continuar a se propagar”, diz um relatório da Economist Intelligence Unit (EIU), unidade de análise da revista britânica The Economist. Xangai, a capital financeira da China, ordenou que as empresas não reabram até ao dia 10 de fevereiro, enquanto Suzhou, importante centro da indústria manufatureira, no leste do país, adiou por uma semana o retorno ao trabalho de milhões de trabalhadores migrantes.

Em 2019, a economia chinesa – segunda maior do mundo – cresceu 6,1%, o ritmo mais baixo em várias décadas, refletindo um aumento débil do consumo interno e uma prolongada guerra comercial com Washington. Se a epidemia do coronavírus se espalhar, as previsões serão ainda mais pessimistas. Esse cenário deixa claro que a primeira economia mundial – a dos Estados Unidos – continuará sendo a primeira, exatamente como prevê o Apocalipse.

Já avaliei em dois vídeos (aqui e aqui) as consequências de se desconsiderarem as orientações divinas quanto à alimentação humana, à sexualidade, aos relacionamentos, enfim, quando ao estilo de vida ideal. Está tudo na Bíblia. É só obedecer. Funciona. Neste texto quero analisar brevemente o cenário caótico que pode ser criado por uma epidemia de alcance planetário. Note como são frágeis as estruturas criadas pelo ser humano a fim de viver nas cidades. Em pouquíssimo tempo o caos pode se instalar, com desabastecimento de mercados, quebra-quebra e medo. No Brasil, tivemos uma pequena amostra disso com a greve dos caminhoneiros em 2018, quando em poucos dias começaram a faltar alimentos nos mercados e combustível nos postos.

Neste exato momento, milhões de pessoas estão em regime de quarentena, impedidas de ir e vir na região afetada pelo coronavírus – a cidade de Wuhan tem 11 milhões de habitantes e um importante centro de produção de componentes para fábricas de automóveis da Nissan, PSA, Honda, General Motors e Renault. O isolamento da cidade ameaça interromper as cadeias de produção. Dois hospitais estão sendo construídos às pressas para atender os doentes. As autoridades demoraram muito tempo para reagir à ameaça. Já há registro de infectados em outros países, e com as facilidades de deslocamento humano advindas da globalização, o potencial de alastramento é enorme.

Imagine se uma epidemia dessas (para a qual ainda não há vacinas nem tratamento específico) se espalha pelo planeta… Imagine o medo e a confusão que algo do tipo pode causar. Pense também nas mudanças impostas ao “ciclo normal da vida”…

Na reportagem abaixo, pode-se ver que o acesso aos supermercados está sendo monitorado por um escâner de temperatura apontado para a testa das pessoas que entram. Se estiver com febre, fica impedido de comprar. Isso não lhe faz pensar em Apocalipse 13 e nas restrições futuras a que o povo de Deus será submetido? Em tempos de crise, tudo é possível. Tudo acontece rapidamente.

Neste outro vídeo são dadas dicas e informações importantes sobre o assunto:

O fato é que o mundo é um barril de pólvora, e 2020 começou deixando isso claro mais uma vez. Rumores de guerra vieram do Irã. Dezenas de pessoas perderam a vida nas enchentes em Minas Gerais. E as possibilidades de mais tragédias são inúmeras, desde um megaterremoto na Califórnia e uma erupção do supervulcão em Yellowstone, até uma tempestade solar devastadora ou mesmo o impacto de um meteorito. Sem esquecer do coronavírus e outros vírus potencialmente epidêmicos. Já deu para perceber que a vida é frágil, né? Precisamos de ajuda, e ela existe:

“Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra” (Salmo 121:1, 2).

Volte-se para o Criador, aceite o plano dEle para a humanidade, leve em consideração as orientações da Bíblia Sagrada e creia na volta de Jesus (Tito 2:1-3). Assim, tudo dará certo.

Michelson Borges

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O coronavírus, o aviso das autoridades e a verdadeira situação da China

Em 2015 os chineses foram avisados pelas autoridades: “A poucos dias dos cidadãos chineses se reunirem para comemorar o Ano Novo local, o governo da China lançou uma campanha para evitar a propagação de vírus provocados pela ingestão de alimentos ‘raros’, como ratos, serpentes e morcegos. O órgão encarregado pela segurança alimentar pediu aos cidadãos para não ingerirem ‘animais selvagens’ e, sobretudo, não inovar, pois em algumas partes do país é comum que os chineses tentem surpreender nessa data com receitas feitas a base de animais ‘não comuns’. Na província de Cantão, no sul do país, os chineses degustam comidas a base de serpentes ou ratos, por isso o governo pediu que pelo menos as crianças e grávidas não degustem ‘pratos raros’. As autoridades anunciaram o início de inspeções por todo o país para tentar reduzir as doenças causadas pela ingestão desse tipo de alimentos [sic] durante a festividade do Ano Novo, chamada na China ‘Festival da Primavera’ […].” (Fonte: G1)

No vídeo abaixo, o chinês Peter Liu fala sobre a verdadeira situação da China (nem sempre mostrada pelos meios de comunicação, principalmente os chineses). Em vídeos “clandestinos” feitos por cidadãos chineses é possível ver gente desmaiando nas ruas e profissionais de saúde com roupas especiais recolhendo os doentes. Cenas realmente dramáticas e parecidas com as de filmes trágicos de ficção.

É o tipo de situação que nos faz pensar na necessidade de ouvir a maior autoridade de todas: Deus. Ele nos orienta em Sua Palavra com respeito a dieta, relacionamentos, sexualidade, saúde física, mental e espiritual, etc. Somos livres para escolher o caminho que vamos trilhar, mas é no mínimo burrice desconsiderar as recomendações dAquele que nos criou e que nos conhece mais do que qualquer outra pessoa.

Oremos pelas vítimas de mais essa praga, sejamos propagadores de conhecimento útil e que promove saúde e bem-estar, e entendamos que o aumento de pragas e outros males foi anunciado por Jesus como um dos sinais da brevidade de Sua vinda. [MB]

“Os que se santificam, e se purificam para entrar nos jardins após uma deusa que está no meio, os que comem da carne de porco, e da abominação, e do rato, esses todos serão consumidos, diz o Senhor.” Isaías 66:17

Comem de tudo e ainda não aprenderam a lição

cachorro4Em 2004, o jornalista Dagomir Marquezi escreveu uma matéria para a revista Superinteressante sobre o vírus SARS, da mesma “família” que está, novamente, causando mortes na China atualmente. Até o momento, o vírus matou dezenas de pessoas e infectou quase 300, e já chegou à Tailândia, ao Japão e à Coreia do Sul. Casos também foram noticiados nos Estados Unidos e mesmo no Brasil. Desde 2004 já se comprovava que o consumo indiscriminado de carnes na China causava o surgimento desses supervírus (a suspeita agora paira sobre a sopa de morcego tão apreciada na cidade onde o coronavírus começou a se espalhar). Dezesseis anos depois, pessoas continuam morrendo pelos mesmos motivos. Em 2008, comentei o artigo de Marquezi em meu blog www.criacionismo.com.br (confira aqui). Leia a seguir o texto do jornalista.

Chineses costumam encarar qualquer coisa que se mova como um alimento à sua disposição. Eles consideram o animal um mecanismo, um objeto, cuja dor e sofrimento não nos dizem respeito. Ironicamente, os piores exemplos de maus-tratos acontecem na mesma Ásia onde nasceu o budismo – a mais benevolente e avançada religião do mundo no trato com os animais.

Nos tristemente famosos “mercados de vida selvagem” asiáticos há de tudo. Mamíferos, répteis, insetos, batráquios, tudo vai para gaiolas apertadas e lotadas sem água nem comida. Qualquer foto desses mercados é um permanente festival de sangue, urina e fezes. Há mais do que cheiro ruim no ar: existe medo. E vírus de diferentes espécies novas se combinando uns com os outros.

As imagens mais chocantes registram o que esses mercados destinam aos cães. Os mesmos cães que aqui viram membros da família, ajudam cegos ou orientam equipes de salvamento. Lá, cachorros são comida. E não se deixe enganar: esses mercados chineses não existem para “matar a fome do povo”. Chineses pobres comem frango e peixe. Os cães são “iguarias” caras, assim como gatos, escorpiões, cobras, enguias, etc.

Eu tive a chance de ver fotos e vídeos desses mercados. Os cozinheiros acreditam que a adrenalina no sangue dos cães amacia a carne. Quanto mais sofrimento, mais apetitoso o prato. Em nome dessa carne macia, a palavra de ordem é torturar os cães até a morte. Eu já vi a foto de um pastor alemão sendo enforcado na viga de uma cozinha, sendo puxado pelos pés. Eu já testemunhei um vira-latas com as patas dianteiras amarradas para trás do corpo e desisti de imaginar o tamanho de sua dor. Assisti ao vídeo de um cão magrinho que foi mergulhado em água fervendo, retirado, teve sua pele inteirinha arrancada e ainda olhava a câmera, tremendo junto à panela onde foi cozido em vida.

A pergunta básica é: Nós, humanos, temos direito a isso? Quem nos deu esse direito? Temos o direito de jogar uma lagosta viva na água fervente? Temos o direito de comer um peixe fatiado ainda vivo no seu prato num restaurante japonês? Temos o direito de prender bezerros em lugares escuros, imobilizados por toda sua curta vida, por um vitelo? Nosso paladar é tão importante assim na ordem das coisas? Um sabor diferente em nossas bocas justifica tudo?

A questão ultrapassa a esfera da ética e da civilidade. A SARS nasce no chão imundo dos mercados chineses. A doença da vaca louca – permanente ameaça na nossa pátria do churrasco – surgiu quando obrigamos o gado a se canibalizar. O terrível ebola se espalha com cada homem africano que devora nossos primos biológicos [sic], gorilas e chimpanzés. Vírus mutantes saltam do sangue de aves para o dos homens sem defesas naturais. Segundo a revista inglesa The Economist, nada menos que 60% das doenças humanas surgidas nos últimos 20 anos têm origem em outras espécies animais. Tony McMichael, pesquisador da Universidade Nacional de Austrália, é bastante claro: “Vivemos num mundo de micróbios. Precisamos ser um pouco mais espertos no jeito como manejamos o mundo ao nosso redor.”

Mercados chineses e churrascos africanos parecem fenômenos distantes. Mas o brasileiro continua dependendo demais de alimentação animal. Temos uma churrascaria por quarteirão, e numa cidade de 12 milhões de habitantes, como São Paulo, contam-se nos dedos os restaurantes vegetarianos. E ainda temos um lobby querendo ampliar a oferta de animais nas geladeiras: avestruzes, capivaras, jacarés, tudo criado em cativeiro com carimbo do Ibama. A cada nova espécie consumida pelo homem, mais uma mistura de vírus – algumas combinações inofensivas, outras não.

Para tentar controlar essas doenças, cometemos mais brutalidade: enterramos milhões de aves vivas, afogamos gatos selvagens em piscinas de desinfetante. Provocamos o desastre e massacramos as vítimas. Temos um caminho inteligente: racionalizar, humanizar e diminuir cada vez mais o consumo de animais. Ou podemos continuar o banho de sangue. Aí, todos nós pagaremos o preço.

Quando uma borboleta bate as asas na Europa, pode iniciar um furacão no oceano Pacífico. A SARS começou em mercados chineses e chegou ao Canadá. A gripe aviária já se espalhou por diversos países asiáticos e ameaça lugares distantes como o Paquistão e a Itália. Num mundo de voos diretos, os gritos desesperados de um cachorro chinês podem chegar um dia ao Brasil por meio de alguma nova e tenebrosa sigla.

(“O Preço da Carne”, Superinteressante, março de 2004)

Nota: Toda vez que vir um caminhão abarrotado de porcos ou aves sendo transportados expostos ao frio ou ao calor como se fossem simples mercadoria, pense se nosso paladar realmente justifica tamanho sofrimento. Se der de ombros para o assunto e tratá-lo com indiferença, isso é um indicativo de que sua sensibilidade ou seu senso de realidade precisa de alguns ajustes. [MB]

Sopa de morcego pode ter disseminado coronavírus na China

sopaA disseminação do coronavírus entre humanos na China pode ter origem em morcegos e cobras, como sugere uma análise genética do patógeno que até agora causou 17 mortes e a infecção de mais de 600 pessoas. Não está claro, entretanto, como o vírus se espalhou entre humanos. Surgiu a suspeita de que o “link” entre os morcegos e as pessoas seja uma sopa largamente consumida em Wuhan, o principal foco do coronavírus e que está isolado. A sopa é feita com morcego. Imagens da iguaria se multiplicaram nas redes sociais após o início da propagação do vírus, contou o Daily Star.

Um estudo, publicado na terça-feira na revista Science China Life Sciences, patrocinado pela Academia Chinesa de Ciências de Pequim, analisou a relação entre a nova cepa e outros vírus. O estudo aponta que o coronavírus que surgiu na cidade de Wuhan está estreitamente relacionado a uma cepa existente em morcegos.

“O fato de os morcegos serem os hospedeiros nativos do Wuhan CoV (coronavírus) seria um raciocínio lógico e conveniente, embora ainda seja provável que haja hospedeiros intermediários na rede de transmissão de morcegos aos seres humanos”, disseram os pesquisadores.

sopa2Esse estudo não especulou sobre qual animal poderia ter sido um “hospedeiro intermediário”, mas um segundo estudo da Universidade de Pequim, publicado ontem no Journal of Medical Virology, identifica as cobras como possíveis transmissoras.

De acordo com a revista New Scientist, a pesquisa comparou o genoma de cinco amostras do novo vírus com 217 vírus parecidos coletados em várias espécies. A conclusão foi de que o novo coronavírus, identificado como 2019-nCoV, se assemelha ao vírus encontrado em morcegos, embora se pareça mais com o vírus encontrado em cobras.

(Page Not Found)

Nota: A proliferação de pragas e o alastramento de doenças sexualmente transmissíveis estão descritas no “pacote” de sinais que apontam para a brevidade da volta de Jesus (confira o capítulo 24 de Mateus, por exemplo). O aumento assustador dos casos de sífilis, a supergonorreia e mesmo o HIV mostram que é um grande risco viver à margem dos princípios divinos expostos na Bíblia com respeito à dieta e ao comportamento sexual ideais. [MB]

Leia também: “Empresário recifense morre após comer ostras na praia de boa viagem”

Leia também: Dicas do Fabricante

Comissão aprova projeto que criminaliza divulgação de notícias falsas sobre vacinas

Divulgar, propagar e disseminar informações inverídicas sobre programas de imunização poderá ser considerado crime passível de detenção. A mesma medida poderá ser aplicada a quem omitir ou se opuser à aplicação de vacinas. Essa é a proposta do relator Pedro Westphalen (PP-RS), que apresentou substitutivo ao texto original do Projeto de Lei 3842/19, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). Caso seja aprovada, a proposta fixará penas que variam de um mês a um ano de detenção, e multa. A matéria original determina que o crime seja passível de detenção ou multa. “É preciso endurecer o jogo”, afirma Westphalen. De acordo com o texto, a pena não será aplicada apenas a quem tiver motivação legal ou religiosa para não realizar a vacinação.

O projeto foi aprovado na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados e segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Depois, seguirá para o Plenário da Casa.

O deputado explica que a iniciativa surgiu após a divulgação dos primeiros casos de sarampo no Brasil. O país havia erradicado a doença em seu território e chegou a receber uma certificação de zona livre da doença, concedida pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Até o momento, no entanto, foram registradas 15 mortes em decorrência da doença no Brasil, sendo que apenas uma das vítimas é criança, grupo social mais suscetível à enfermidade.

Ao mergulhar no tema, ele percebeu que a imunização era alvo de uma enxurrada de notícias falsas em circulação pelas redes sociais. A resistência à imunização levou o país a registrar os mais baixos índices de cobertura vacinal não só para o sarampo, mas para várias outras doenças.

Além de propor a mudança na lei, Westphalen, que já integra a Frente Parlamentar da Radiodifusão, reuniu assinaturas e criou a Frente Parlamentar de Imunização. O combate à desinformação relacionada à imunização prevê ainda diversas frentes de atuação, esclarece o parlamentar. Entre elas, o estímulo a uma melhor capacitação de profissionais da saúde, a criação de uma rede de vacinação em escolas públicas e privadas, além do engajamento de câmaras municipais e assembleias estaduais na iniciativa. “Também estou empenhado em projetos que criem a exigência de vacinação em situações como alistamento militar e primeiro emprego”, detalha.

(Abert)

Nota 1: Entendeu por que tem muito valentão conspiracionista apagando vídeos e mais vídeos de seus canais no YouTube? O medo e a falta de convicção fazem coisas… Se eles realmente acreditassem no que dizem, não estivessem tão preocupados com o dinheiro que ganham com seus vídeos sensacionalistas e quisessem de fato ajudar as pessoas, enfrentariam até mesmo governos e leis humanas (como acontece, por exemplo, com os cristãos em momentos em que são obrigados a renegar a Deus e a transgredir Sua lei, e se mantêm firmes). Nada como um “apertão legal” para revelar a hipocrisia. Alguém precisa avisar os antivacina que disseminar mentiras em outras plataformas (Patreon e Telegram, por exemplo) continuará sendo crime, caso o projeto de lei seja aprovado. [MB]

Nota 2 (para os adventistas do sétimo dia): No livro Mensagens Escolhidas, de Ellen G. White, volume 2, página 303, há uma nota de rodapé redigida por D. E. Robinson, um dos secretários da Sra. White, com data de 12 de junho de 1931. Ele escreveu o seguinte acerca da atitude da Sra. White para com a vacinação: “Pedis informação definida concisa acerca do que a irmã White escreveu sobre vacinação e soro. Esta pergunta pode ser respondida muito concisamente, pois quanto a todos os relatórios que temos, ela não se referiu a isso em nenhum de seus escritos. Haveis de ingressar-vos em saber, porém, que numa ocasião em que houve uma epidemia de varíola na vizinhança, ela mesma foi vacinada e insistiu com seus auxiliares, que tinham ligação com ela, e vacinarem-se. Dando este passo a irmã White reconheceu que fora demonstrado que a vacinação, ou imuniza contra a varíola, ou atenua grandemente os seus efeitos, se a pessoa a contrai. Também reconheceu o perigo de exporem ao contágio, caso deixassem de tomar essa precaução.” Detalhe: o Departamento de Saúde da Igreja Adventista e a revista de saúde oficial da denominação (Vida e Saúde) apoiam as campanhas de vacinação. [MB]

Leia também: “Se os terraplanistas provocam risos, os antivacina provocam mortes”, “A nova revolta da vacina”, “Quando o adventista prega o que não deve e dá um tiro no pé” e “O Efeito Dunning-Kruger e a autoconfiança perigosa”