Maternidade e casamento combinam?

casalNamorar, casar e ter filhos. Essa parece uma trajetória conhecida por muitos casais. Entretanto, a chegada de um filho pode ser um dos maiores desafios de um casal, pois gera mudanças significativas na vida a dois e nem todos se sentem preparados para vivenciar essas transformações. Prova disso é o resultado de um estudo do Relationship Research Institute, com sede em Seattle, nos Estados Unidos. Segundo a pesquisa, aproximadamente dois terços dos casais relatam queda na qualidade da relação depois de três anos do nascimento do bebê. Após cinco anos, 25% dos casamentos terminam em divórcio. Segundo Marina Simas de Lima, terapeuta de casais e cofundadora do Instituto do Casal, os problemas surgem devido às idealizações e expectativas em relação ao casamento e ao bebê “perfeito” somado à falta de preparação emocional para essa nova fase do ciclo vital. “Em geral, o casal costuma fazer muitos planos para o nascimento da criança, pensam em todos os detalhes, como decoração do quarto, enxoval, tipo de parto, amamentação. Entretanto, se esquecem de pensar em como esse filho irá impactar na relação a dois e se há estrutura emocional para lidar com as mudanças”, diz Marina.

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Campanhas de moda apelam para sexo explícito

26.06.2012 - Desfile Pbc.[…] As imagens poderiam ilustrar qualquer site pornográfico, mas estão acessíveis, sem classificação indicativa, na última campanha da grife americana Eckhaus Latta e na passada da estilista Vivienne Westwood, respectivamente. Se os primeiros anos deste século foram marcados pela erotização da imagem feminina, como as campanhas da Dolce & Gabbana, da Sisley e da Calvin Klein, que ora pareciam estupros coletivos, ora mostravam a mulher servindo aos desejos ocultos do espectador, a segunda década do milênio confirma o ato sexual e o corpo nu como ferramentas de persuasão para vender roupas e ideias. O slogan “sexo vende” nunca saiu de moda, mas, segundo especialistas, evoluiu para uma roupagem despudorada e crua – uma “nova era erótica” que é fruto da banalização do sexo e do movimento de aproximação entre a imagem publicitária e a vida real, sem filtros ou Photoshop. “As pessoas passaram a não comprar mais produtos, mas sim experiências. Como o mercado está saturado de filtros, retoques e comunicação perfeitinha, algumas marcas perceberam que é preciso falar de emoções primais, como o sexo. É uma volta da espontaneidade, que descabela a comunicação de moda”, diz a diretora do birô de tendências PeclersParis, Iza Dezon.

Segundo a especialista, a corrente faz parte de um momento histórico de desestabilização de tabus, “aqueles de que todo mundo falava, mas não mostrava”, que os jovens querem banir. Bom exemplo é a própria Calvin Klein. Até pouco tempo atrás, a marca usava corpos perfeitos para vender sua linha de cuecas e lingerie. Agora, entre as últimas peças publicitárias da marca há uma em que modelos magros, seminus e sem músculo aparentes se abraçam em uma galeria de arte. Em outra peça, os atores Alex R. Hibbert, Ashton Sanders, Mahershala Ali e Trevante Rhodes, de “Moonlight”, mostram o corpo em raro manifesto publicitário pró-diversidade. O longa, vencedor do Oscar de melhor filme deste ano, trata de homossexualidade e racismo.

A estética documental, quase amadora, define as novas campanhas que lançam mão do sexo como expressão. Nesse contexto, sites pornográficos e aplicativos de encontros viraram pontes entre marcas e público-alvo. No ano passado, a Diesel passou a veicular suas propagandas lascivas [em um site pornô]. De acordo com o dono da marca, o italiano Renzo Rosso, as vendas tiveram incremento de 31% após o início da ação.

O estilista JW Anderson, uma das revelações da moda mundial, também surfou na onda. Seu desfile de verão 2016 na semana de moda de Londres foi transmitido ao vivo [por um] aplicativo de encontros […] direcionado ao público gay. […]

(Folha de S. Paulo)

Nota: Os filmes, as séries, as músicas, a indústria da moda, tudo isso e muito mais contribuem para banalizar cada vez mais o sexo que foi criado por Deus para ser desfrutado em um contexto de santidade e de prazer e sensualismo puro. O inimigo de Deus sabe do poder que a sexualidade exerce sobre os seres humanos. Ele sabe o quanto o sexo pode unir um casal, quando praticado no contexto, no momento e com a pessoa certos. E sabe também que, por outro lado, o sexo pode destruir vidas, nos aspectos físico, emocional e espiritual. Fogem do controle o número de adolescentes grávidas, de pessoas contaminadas com DSTs e de depressivos por causa de uma vida libertina e focada no prazer pelo prazer. Campanhas publicitárias capitalistas e irresponsáveis como as descritas acima deveriam ser rejeitadas pela população. Mas, infelizmente, o que se vê é uma triste retroalimentação em que os publicitários dão às pessoas o que elas querem e elas, por sua vez, mostram a eles o que eles devem lhes apresentar. É o mundo cavando o fundo do poço moral e aumentando sua dívida com Sodoma e Gomorra. E danem-se os direitos daqueles que não querem se expor nem expor seus filhos à pornografia que sai dos sites obscuros para os outdoors, as revistas e os programas de TV. [MB]

48 horas de “resplendor sexual”

casalO sexo desempenha papel central na reprodução e pode ser prazeroso. Mas novas descobertas sugerem que ele pode servir a um propósito adicional: unir intimamente os parceiros. Um estudo de casais recém-casados indica que os parceiros experimentam um “resplendor” (afterglow) sexual que dura até dois dias, e esse resplendor está ligado com a qualidade do relacionamento a longo prazo. “Nossa pesquisa mostra que a satisfação sexual permanece por 48 horas após o sexo”, diz o cientista psicológico Andrea Meltzer (Florida State University), autor principal do estudo. “E pessoas com um resplendor sexual mais vigoroso – ou seja, as que experimentam maior nível de satisfação sexual 48 horas após o sexo – relatam níveis mais elevados de satisfação no relacionamento vários meses mais tarde.” Pesquisadores teorizaram que o sexo desempenha um papel crucial na “aderência”, na união do casal, mas a maioria dos adultos relata um hiato de alguns dias entre suas relações sexuais e não uma frequência diária.

Meltzer e seus colegas levantaram a hipótese de que o sexo pode fornecer um impulso de curto prazo na satisfação sexual, sustentando o vínculo do par entre as experiências sexuais e aumentando a satisfação do relacionamento dos parceiros a longo prazo. Para testar a hipótese, os pesquisadores examinaram dados de dois estudos independentes, longitudinais, um com 96 casais recém-casados e outro com 118 casais também recém-casados. Todos os casais tinham completado pelo menos três dias consecutivos de um diário de 14 dias como parte de um estudo maior.

Todas as noites, antes de ir para a cama, os recém-casados foram convidados a relatar no diário, independentemente de terem tido relações sexuais com seu parceiro naquele dia. Independentemente da resposta, eles também foram solicitados a avaliar quão satisfeitos estavam com sua vida sexual naquele dia e quão satisfeitos estavam com seu parceiro, seu relacionamento e seu casamento naquele dia (numa escala de 7 pontos, onde 1 = nem um pouco satisfeito, 7 = extremamente satisfeito).

Os parceiros também preencheram três indicadores de qualidade do casamento no início do estudo, e novamente em uma sessão de acompanhamento cerca de 4 a 6 meses depois. Em média, os participantes relataram ter relações sexuais em 4 dos 14 dias do estudo, embora as respostas variassem consideravelmente entre os participantes.

Importante, sexo em um determinado dia foi associado a uma duradoura satisfação sexual ao longo do tempo. E o ato de ter relações sexuais em um determinado dia esteve ligado não somente à satisfação sexual naquele mesmo dia, mas à satisfação sexual no dia seguinte e até dois dias depois. Em outras palavras, os participantes continuaram relatando uma elevada satisfação sexual 48 horas após um único ato sexual. Significativamente, essa associação não diferiu de acordo com o sexo ou a idade dos participantes, e se manteve mesmo depois de a frequência sexual, os traços de personalidade, a duração da relação e outros fatores terem sido levados em conta.

Em geral, a satisfação conjugal dos participantes diminuiu entre o início do estudo e a sessão de acompanhamento 4 a 6 meses mais tarde. Mas os participantes que relataram níveis relativamente altos de resplendor sexual pareciam estar se dando melhor com seu par, relatando maior satisfação conjugal inicial e declínios menos acentuados na satisfação nos primeiros 4 a 6 meses de casamento.

O mesmo padrão se manifestou nos dois estudos independentes, fornecendo uma robusta evidência para o resplendor sexual, observam Meltzer e seus colegas. Juntos, os resultados sugerem que o sexo está ligado com a qualidade do relacionamento ao longo do tempo por meio dos efeitos persistentes da satisfação sexual. “Essa pesquisa é importante porque se alinha a outras pesquisas que sugerem que o sexo funciona como um mecanismo para manter casais unidos”, conclui Meltzer.

(Association for Psychological Science, editado por Science Daily, 20/3/2017; tradução de Rafael Mazarin)

Nota: É realmente impressionante ver como pesquisas científicas confirmam o que a Bíblia diz há milênios. Quando Deus criou a mulher e a apresentou ao seu esposo, disse que eles deveriam crescer e se multiplicar, e que no ato sexual eles se tornariam uma só carne. Em seus provérbios inspirados, Salomão aconselha os casados a desfrutarem do presente da sexualidade. O mesmo autor, em Cantares, descreve as delícias do relacionamento íntimo conjugal (e ali não são mencionados filhos, o que deixa claro que sexo não é apenas para procriação, mas, antes, para unir o casal). E no Novo Testamento o apóstolo Paulo aconselha os casados a não se privarem das relações sexuais (todas essas passagens bíblicas são mencionadas na palestra em vídeo abaixo). No ótimo livro Hooked, os autores descrevem a neuroquímica dessa união promovida pela intimidade física. Mostram o que a pesquisa acima confirmou: que essa união é uma bênção para os casados, mas uma maldição para os solteiros e para os que não vivem em uma relação de romantismo e compromisso (= casamento). Que o seu casamento seja “esplendoroso”, de acordo com os planos do Criador. [MB]