A destruição de Sodoma e Gomorra

A destruição de Sodoma e Gomorra não se trata de um debate “homossexualidade ou inospitalidade”, mas foi um caso de perversão sexual e inospitalidade.

sodoma

1. O relato de Sodoma e Gomorra enfatiza a prática sexual

O tema de Gênesis 18 não é ser homossexual ou não, é ter relações homossexuais, o que é diferente. É preciso diferenciar a prática homossexual do desejo ou orientação homossexual. O relato apenas indica o que os homens de Sodoma queriam fazer. Não é corretor deslocar o problema do “praticar algo” para o “ser alguma coisa”. O texto não fala sobre ser homossexual (isso pode ser inferido), mas claramente descreve a intenção de praticar sexo com pessoas do mesmo sexo. Esse é o foco primário do relato e de alguns outros textos bíblicos que comentam o relato.[1]

Destaco que essa passagem não deveria ser o ponto de partida para qualquer argumentação a respeito da homossexualidade. Existem textos mais claros e mais diretos. A leitura popular da Bíblia produz algumas distorções, e é importante destacá-las. O texto não diz, por exemplo, que Ló era o único cidadão que não era homossexual em Sodoma. O texto diz que vieram “os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos” (Gn 19:4). A expressão “todo o povo de todos os lados” (Gn 19:4) tem o objetivo de evidenciar que não havia nem dez justos em Sodoma, como no desafio proposto a Deus por Abraão (Gn 18:32).

2. Na história, “conhecer” é ter relações sexuais

A exigência dos homens de Sodoma foi: “Onde estão os homens que vieram à sua casa esta noite? Traga-os para nós aqui fora para que tenhamos relações [יָדַע, yada] com eles” (Gn 19:5). O verbo yada significa literalmente “conhecer”, e é abundantemente usado na Bíblia para indicar relações sexuais (por ex.: 1Rs 1:4). O pedido dos homens de Sodoma é idêntico ao dos homens de Gibeá na história do levita de Juízes 19: “Traga para fora o homem que entrou na sua casa para que tenhamos relações (yada) com ele!” (Jz 19:22).

A resposta de Ló (Gn 19:8) evidencia qual era o sentido de “conhecer” (cf. Gn 4:1; Nm 31:17; Jz 19:22): “Olhem, tenho duas filhas que ainda são virgens [literalmente, ‘que não conheceram homem’, usando yada]” (Gn 19:8).

Assim, “conhecer” aqui significa claramente “ter relações sexuais”, como em Gênesis 4:1. E o fato de Ló oferecer suas filhas virgens como substitutas evidencia qual era a intenção dos homens de Sodoma: praticar sexo com os visitantes.

3. O problema não foi apenas a inospitalidade, mas a imoralidade sexual

O Novo Testamento confirma que o problema de Sodoma foi pecado sexual também, e não apenas xenofobia, inospitalidade e injustiça social:

“De modo semelhante a estes, Sodoma e Gomorra e as cidades em redor se entregaram à imoralidade [ἐκπορνεύω, ekporneuo] e a relações sexuais antinaturais [lit. ‘ir após outra carne’]. Estando sob o castigo do fogo eterno, elas servem de exemplo” (Jd 1:7).

O verbo ekporneuo significa “entregar-se à imoralidade”, “entregar-se à fornicação”, “ser indulgente com a imoralidade grosseira”. Na raiz desse verbo está o substantivo πορνεία (porneia), que significa imoralidade sexual, fornicação, e de onde vem o prefixo da palavra “pornografia”.

A expressão “ir após outra carne” (ἀπελθοῦσαι ὀπίσω σαρκὸς ἑτέρας, apelthousai opisō sarkos heteras) está explicando o “entregar-se à imoralidade”. O termo “outra carne” pode significar atos sexuais antinaturais entre seres humanos e mesmo entre homens e animais. Os canaanitas (Sodoma e Gomorra incluídas) praticavam os dois tipos de pecados (Lv 18:22-29).

Pedro também aponta a imoralidade sexual como motivo para a destruição de Sodoma: “Também condenou as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinzas, tornando-as exemplo do que acontecerá aos ímpios; mas livrou Ló, homem justo, que se afligia com o procedimento libertino [ἀσέλγεια, asélgeia] dos que não tinham princípios morais (pois, vivendo entre eles, todos os dias aquele justo se atormentava em sua alma justa por causa das maldades que via e ouvia )” (2Pe 2:6-8).

A palavra grega ἀσέλγεια significa luxúria desenfreada, lascívia, devassidão, sensualidade, licenciosidade (cf. Mc 7:21, 22; Rm 13:13; 2Pe 2:2, 7, 18; Jd 1:4). Claramente a Bíblia vincula a destruição de Sodoma ao aspecto sexual da história.

Pode-se até discutir qual é o sentido mais exato dessas expressões, mas será muito difícil negar que uma das causas da destruição de Sodoma foi a perversão sexual. E, como o único tipo de relação sexual presente no relato de Gênesis é o de homens com homens, há uma forte justificativa para usar esse texto contra a prática homossexual.

No entanto, alguém poderia argumentar que o problema foi o estupro, o sexo não consentido, forçado. Mas textualmente esse argumento é inconsistente, pois o relato afirma que os homens de Sodoma queriam “conhecer” (yada) os homens visitantes, e em hebraico existem expressões e palavras específicas para o estupro (como “forçar”, “humilhar”, “deitar à força com”, etc.), e elas não são usadas com relação a Sodoma.

Certamente a Bíblia descreve a xenofobia de Sodoma e Gomorra como um dos pecados delas, mas não diz que foi o único nem o maior. Com certeza, a hospitalidade é algo muito importante na Bíblia, no AT e no NT (cf. Mt 25:34-40; Rm 12:13; 1Tm 5:10; Hb 13:2), e a falta dela foi um dos motivos para a destruição de Sodoma e Gomorra.

4. Sodoma foi destruída também por causa das práticas sexuais repugnantes

Quando se cita Ezequiel 16, é preciso ler os versos 49 e 50, pois dizem que Sodoma foi arrogante e cometeu abominação (ou prática repugnante). No texto hebraico, há uma diferença significativa entre abominação (to’ebah) e abominações (to’ebot) que não ficou tão clara nas versões em português.[2] Ao falar especificamente de Sodoma e Gomorra, Deus afirma que “eram altivas e cometeram práticas repugnantes [תּוֹעֵבָה, to’ebah; no original, está no singular absoluto] diante de Mim. Por isso eu Me desfiz delas conforme você viu” (Ez 16:50).

Sodoma cometeu práticas repugnantes ou abominação, e essa palavra, to’ebah (no singular), é exatamente a mesma usada para descrever a prática homossexual em Levítico 18:22 e 20:13. Todas as vezes que Ezequiel usa to’ebah no singular ele está se referindo a um pecado sexual (Ez 22:11 e 33:26).[3]

E aqui to’ebah é um pecado adicional à injustiça social do verso 49; um pecado extra, diferente da opressão ao pobre. A “abominação” (singular) do verso 50 não se refere à injustiça social do verso 49, ou seja, to’ebah (singular) não inclui o verso 49, mas as “abominações” (plural) do verso 51 incluem. A palavra to’ebot (plural) no verso 51 resume todos os pecados anteriormente relatados em 49 e 50. Isso é confirmado pelo uso semelhante que Ezequiel faz de to’ebah e to’ebot em Ezequiel 18:10-13.

Ocorre o mesmo em Levítico 18. A prática homossexual é to’ebah (singular) em 18:22, e todas as práticas sexuais proibidas são descritas coletivamente como to’ebot (plural). Essa é uma forte evidência gramatical e intertextual de que Ezequiel 16:49, 50 pode estar falando da prática homossexual em Sodoma como um dos pecados sexuais devido aos quais Deus a destruiu.

O contexto mais amplo de todo o capítulo 16 de Ezequiel também deixa claro que ele está falando de pecados sexuais, especialmente ao falar da lascívia de Jerusalém no verso 43: “Acaso você não acrescentou lascívia [זִמָּה, zimmah] a todas as suas outras práticas repugnantes [תּוֹעֲבוֹת, to’ebot, plural]?” (Ez 16:43b).

A palavra é zimmah, e um de seus significados é “crime lascivo”;[4] e geralmente se refere ao pecado sexual premeditado (Lv 18:17; 20:14; Jz 20:6; Ez 16:27, 58; 22:9; 23:27, 29, 35, 44, 48; 24:13).

Finalmente, o argumento pode ser resumido assim:

a) Ezequiel afirma que Sodoma foi destruída também por causa de to’ebah.
b) Em Ezequiel, to’ebah é pecado sexual.
c) Então, Ezequiel quer dizer que Sodoma foi destruída também por seus pecados sexuais, o que é confirmado no NT.

A esse silogismo acrescente-se que a única atividade sexual em Sodoma registrada no relato do Gênesis é a tentativa de prática homossexual: homens queriam ter relações sexuais (yada) com outros homens. Assim, Ezequiel 16 deixa claro que Sodoma foi destruída por causa de to’ebah, práticas sexuais repugnantes, além da inospitalidade e da injustiça social.

5. Os livros apócrifos confirmam: não foi apenas falta de hospitalidade

Assim como a Bíblia, os livros apócrifos e pseudoepígrafos afirmam que o pecado de Sodoma e Gomorra também foi de imoralidade sexual: Jubileus 16:5, 6 e 20:5, 6; Testamento de Benjamin 9:1 e Testamento de Levi 14:6:

“E nesse mês o Senhor executou julgamento em Sodoma e Gomorra […] eles se profanavam mutuamente, cometendo fornicação e impureza em sua carne sobre a terra” (Jubileus 16:5, 6).

“E ele [Abraão] contou a eles sobre o julgamento dos gigantes, e sobre o julgamento dos sodomitas, como eles haviam sido julgados devido à maldade, e haviam morrido devido a fornicação, e impureza, e corrupção mútua pela fornicação. E guardem-se de toda fornicação e impureza, e de toda poluição do pecado, para que não tornem nosso nome em maldição, e suas próprias vidas um assobio, e seus filhos a serem destruídos pela espada, e vocês se tornem malditos como Sodoma, e seu remanescente como os filhos de Gomorra” (Jubileus 20:5, 6).

“Deduzo a partir das Palavras de Enoque o justo que vos dareis a práticas não boas. Fornicareis ao estilo de Sodoma e perecereis exceto por uns poucos” (Testamento de Benjamim 9:1).

“Ensinareis os mandamentos do Senhor por avareza, profanareis a mulheres casadas, manchareis as virgens de Jerusalém, e vos unireis a prostitutas e adúlteras. Tomareis como mulheres as filhas dos gentios, purificando-as com uma purificação ilegal, e vossa união será como as de Sodoma e Gomorra, por causa da impiedade” (Testamento de Levi 14:6).

Conclusão

A destruição de Sodoma não se trata de um debate “homossexualidade ou inospitalidade”, mas foi um caso de perversão sexual (prática homossexual incluída) e inospitalidade.

(Isaac Malheiros é doutor em Teologia e aluno de PhD em Religious Education pela Andrews University; Reação Adventista)

Referências:

1. Outros textos falam sobre ser alguma coisa: os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores (Gn 13:13); ímpios, libertinos e sem princípios morais (2Pe 2:6, 7), imorais (Jd 1:7).
2. Na versão NVI, usada aqui, a expressão é “práticas repugnantes”, sem diferenciar singular e plural.
3. “Um homem comete adultério [to’ebah] com a mulher do seu próximo, outro contamina vergonhosamente a sua nora, e outro desonra a sua irmã, filha de seu próprio pai” (Ez 22:11); “Vocês confiam na espada, cometem práticas repugnantes [to’ebah], e cada um de vocês contamina a mulher do seu próximo. E deveriam possuir a terra?” (Ez 33:26). Em Levítico, tanto to’ebah (singular) quanto to’ebot (plural) referem-se a pecados sexuais.
4. Segundo alguns léxicos hebraicos, outros significados relacionados às práticas sexuais são: licenciosidade, adultério, prostituição, falta de castidade e incesto.

Para um estudo abrangente sobe sexualidade numa perspectiva bíblico-adventista, leia Flame of Yahweh: Sexuality in the Old Testament (clique aqui).

A criação e a sexualidade humana

Para se defenderem modalidades sexuais diferentes da estabelecida por Deus em Gênesis (na criação do primeiro casal), seria necessário antes redefinir casamento.

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1. Ninguém é obrigado a se casar por causa do Gênesis

O relato do Gênesis é o modelo ideal para o casamento, mas não obriga todo ser humano a se casar e procriar. Estabelece os parâmetros a serem seguidos por aqueles que quiserem se casar. Jesus demonstrou isso em Mateus 19:4-12. Após mencionar Gênesis 1:27 e 2:24, e explicar o divórcio, ouviu Seus discípulos dizerem que “é melhor não casar”. Jesus então afirmou que “nem todos têm condições de aceitar esta palavra; somente aqueles a quem isso é dado. Alguns são eunucos porque nasceram assim; outros foram feitos assim pelos homens; outros ainda se fizeram eunucos por causa do Reino dos céus. Quem puder aceitar isso, aceite” (Mt 19:11, 12).

O Gênesis mostra que, divinamente instituída, a família começa com a união entre um homem e uma mulher (Gn 1:27, 31; 2:24), e estabelece os princípios para a atividade sexual: ela está restrita ao casamento heterossexual e monogâmico.[1] Gênesis dá o modelo que é confirmado em toda a Escritura, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento (cf. Mt 19:4-6).

O importante é que o casamento consiste especialmente (mas não exclusivamente) na união sexual entre um homem e uma mulher. Biblicamente, não existe a opção de fazer sexo (heterossexual ou homossexual) fora do casamento sem que isso seja errado e tenha consequências danosas (Gn 29:23-25; cf. Lv 20:10-21; Dt 22:13-21, 28, 29).

Assim, ninguém é obrigado a casar por causa do Gênesis, mas sexo sem casamento é sexo ilícito.

2. Sexo não é apenas para procriação

Seguir o padrão proposto em Gênesis nos obrigaria a fazer sexo só para a procriação? Esse é outro equívoco. Ninguém precisa fazer sexo apenas para procriação, e Cantares de Salomão mostra de forma poética e ricamente erótica a função prazerosa do sexo. Assim, sexo sem procriação não é pecado, mas sexo sem casamento continua sendo sexo ilícito.

É biblicamente difícil provar que o sexo foi criado por Deus apenas para a procriação e que a sexualidade só passou a ter outras funções com o decorrer do tempo após o pecado. Mesmo em Gênesis, é possível perceber outras funções para o sexo. O Criador destinou a sexualidade no casamento também para proporcionar unidade: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” (Gn 2:24). Tornar-se “uma só carne” também é uma referência à união sexual (1Co 6:16), sem nenhuma conotação de procriação.

Richard Davidson chega mesmo a afirmar que “o propósito primário da sexualidade era o relacionamento pessoal, e que a procriação foi apresentada como uma bênção especial adicional. O significado do propósito unificador da sexualidade é destacado em Gênesis 2 pela completa ausência de qualquer referência à reprodução de filhos. Essa omissão não nega a importância da procriação (como se torna evidente nos capítulos posteriores da Escritura). Mas por meio do ponto final depois de “uma só carne” no verso 24, é dada à sexualidade significado e valor independentes. Ela não precisa ser justificada apenas como um meio para um fim superior, isto é, a procriação”.[2]

No propósito divino, a sexualidade no casamento une um homem e uma mulher, e lhes proporciona alegria, prazer e complementação física.

3. O incesto foi uma necessidade temporária posteriormente alterada

Seguir o padrão proposto em Gênesis tornaria o incesto normativo? Esse é outro equívoco. O incesto foi uma necessidade que durou poucas gerações, e não um modelo normativo (pois foi alterado e abolido). A narrativa registra, por exemplo, que “coabitou Caim com sua mulher [אִשָּׁה, ‘ishshah]; ela concebeu e deu à luz Enoque” (Gn 4:17). Não diz que ele coabitou com “sua parenta”, “sua irmã” ou outra expressão que caracterizasse incesto. O texto não enfatiza (ou até suprime) o parentesco; não coloca o holofote sobre o suposto incesto.

Além disso, o próprio Gênesis traz experiências normativas sobre isso (Ló e suas filhas [30-38], Rubem e Bila [35:22], por exemplo).[3] E há, ainda no Pentateuco, clara revelação da vontade de Deus a respeito do incesto (Lv 18:6-23; 20:11-21). Um cristão só ficará em dúvida a respeito do incesto se ignorar o que a Bíblia diz sobre o assunto.

No caso de Ló, o próprio fato de as filhas terem que embebedá-lo indica que elas tinham noção de que havia algo errado. O Novo Testamento registra que Ló era um “homem justo, que [em Sodoma] se afligia com o procedimento libertino dos que não tinham princípios morais” (2Pe 2:70). A expressão “[sem] princípios morais” vem de ἄθεσμος (athesmos), literalmente “sem lei” ou “sem princípios”. Deduz-se daí, por contraste, que Ló não era um “sem lei”, e por isso tinha a reputação de um homem “justo”. Se estivesse sóbrio, provavelmente não cometeria incesto com as filhas.

Por outro lado, onde estão no Pentateuco (ou em toda a Bíblia) as experiências normativas e as correções posteriores que favoreçam os relacionamentos homossexuais? Não existem. Assim, o incesto após as primeiras gerações já começava a ser visto negativamente mesmo antes da lei escrita,[4] e seguir o modelo de casamento do Gênesis não indica que o incesto possa ser praticado atualmente.

Conclusão

Para se defenderem modalidades sexuais diferentes da estabelecida por Deus em Gênesis (na criação do primeiro casal), seria necessário antes redefinir casamento como algo diferente da união entre um homem e uma mulher que torna lícita a relação sexual entre os dois. E tudo isso de maneira consistente com a totalidade das Escrituras.[5]

(Isaac Malheiros é doutor em Teologia e aluno de PhD em Religious Education pela Andrews University; Reação Adventista)

Referências:

1. A poligamia e o concubinato não foram estabelecidos por Deus, nunca fizeram parte de seus planos. Contudo, como em outros temas, em sua misericórdia, Deus os regulamentou temporariamente. Sobre isso, ver a tese de Du PREEZ, Ron. “Polygamy in the Bible With Implications for Seventh-day Adventist Missiology.” Tese (doutorado). Berrien Springs: Andrews University, 1993. p. 28-278. Disponível em: <http://digitalcommons.andrews.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1163&context=dmin&gt (acesso em 28/8/2016).
2. DAVIDSON, Richard. The Theology of Sexuality in the Beginning: Genesis 1-2. Andrews University Seminary Studies, v. 26, n.1, Berrien Springs, 1988, (p. 5-24). p. 22. Disponível em: <https://pdfs.semanticscholar.org/f813/2e85137fb1c8b6dc3dc5a0207deaa18e91cd.pdf&gt (acesso em 13/10/2016).
3. A Bíblia ensina por preceito e também por meio das narrativas, dos exemplos bons ou maus: “Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar” (Rm 15:4); “Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos” (1Co 10:11).
4. Antes da lei escrita, já havia a Palavra de Deus, mandamentos, preceitos, estatutos e leis divinas; cf. Gn 26:5; Êx 16:28.
5. Afinal, esse é o princípio hermenêutico de Jesus Cristo, revelado no caminho de Emaús, quando, “começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lc 24:27), “na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” (Lc 24:44). “O princípio tota Scriptura refere-se à interpretação de todos os conteúdos bíblicos e da lógica interna da condição hermenêutica biblicamente interpretada do método teológico (sola Scriptura)” (CANALE, Fernando. Creation, Evolution, and Theology: The Role of Method in Theological Accommodation. Berrien Springs, MI: Andrews University Press, 2005. p. 99). Junto com o princípio tota Scriptura está o princípio analogia Scripturae, aparentemente utilizado por Paulo, e pode ser encontrado, por exemplo, nas citações do AT encontradas em Romanos 3:10-18 e Hebreus 1:5-13; 2:6-8, 12, 13. Gerhard Hasel ensina esse princípio afirmando que o “procedimento envolve a coleção e o estudo de todas as partes da Bíblia de passagens que tratam do mesmo assunto”, de modo que uma possa ajudar a interpretar a outra (HASEL, Gerhard. Biblical Interpretation Today. Washington: Biblical Research Institute, 1985. p. 103).

Para um estudo abrangente sobe sexualidade numa perspectiva bíblico-adventista, leia Flame of Yahweh: Sexuality in the Old Testament (clique aqui).

Novo Superman assume ser bissexual

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“Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Moisés, em Gênesis 1:27).

“Então o Senhor Deus fez cair um pesado sono sobre o homem, e este adormeceu. Tirou-lhe uma das costelas e fechou o lugar com carne. E da costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus formou uma mulher e a levou até ele. E o homem disse: ‘Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; será chamada varoa, porque do varão foi tirada.’ Por isso, o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Moisés, em Gênesis 2:21-24).

“Desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. ‘Por isso o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.’ De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, que ninguém separe o que Deus ajuntou” (Jesus, em Marcos 10:6-9 e Mateus 19:4).

“Maridos, que cada um de vocês ame a sua esposa, como também Cristo amou a igreja e Se entregou por ela. […] Assim também o marido deve amar a sua esposa como ama o próprio corpo. Quem ama a esposa ama a si mesmo. […] Eis por que ‘o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne’” (Paulo, em Efésios 5:25-31).

“‘Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem; […] homem e mulher os criou’ (Gn 1:26, 27). Aqui está claramente estabelecida a origem da raça humana; e o relato divino refere tão compreensivelmente que não há lugar para conclusões errôneas” (Ellen G. White, em Patriarcas e Profetas, p. 44).

“O próprio Deus deu a Adão uma companheira. Proveu-lhe uma ‘adjutora’ – ajudadora esta que lhe correspondesse – a qual estava em condições de ser sua companheira, e que poderia ser um com ele, em amor e simpatia. Eva foi criada de uma costela tirada do lado de Adão, significando que não o deveria dominar, como a cabeça, nem ser pisada sob os pés como se fosse inferior, mas estar a seu lado como sua igual, e ser amada e protegida por ele. Como parte do homem, osso de seus ossos, e carne de sua carne, era ela o seu segundo eu, mostrando isto a íntima união e apego afetivo que deve existir nesta relação” (Ellen G. White, em Patriarcas e Profetas, p. 46).

“Deus celebrou o primeiro casamento. Assim esta instituição tem como seu originador o Criador do Universo. ‘Venerado […] seja o matrimônio’ (Hb 13:4); foi esta uma das primeiras dádivas de Deus ao homem, e é uma das duas instituições que, depois da queda, Adão trouxe consigo de além das portas do Paraíso. Quando os princípios divinos são reconhecidos e obedecidos nesta relação, o casamento é uma bênção; preserva a pureza e felicidade do gênero humano, provê as necessidades sociais do homem, eleva a natureza física, intelectual e moral” (Ellen G. White, em Patriarcas e Profetas, p. 46).

“Aquele que deu Eva a Adão por companheira operou Seu primeiro milagre numa festa de bodas. Na sala festiva em que amigos e parentes juntos se alegravam, Cristo começou Seu ministério público. Sancionou assim o casamento, reconhecendo-o como instituição por Ele mesmo estabelecida. […] Cristo honrou a relação matrimonial tornando-a também símbolo da união entre Ele e os remidos. Ele próprio é o esposo; a esposa é a igreja, da qual diz: ‘Tu és toda formosa, amiga Minha, e em ti não há mancha’ (Ct 4:7)” (Ellen G. White, em A Ciência do Bom Viver, p. 356).

A batalha de toda mulher

A luta da mulher é pela integridade sexual e emocional.

batalha mulher

Alguns anos atrás, li, além de A Batalha de Todo Homem, o livro A Batalha de Toda Mulher. Posso dizer que o livro é tão bom quanto a versão para o segmento masculino e que toda mulher realmente devia lê-lo (minha esposa também já leu). Shannon Ethridge (à semelhança do que fez Stephen Arterburn em seu livro para os homens), “abre o jogo” e fala alguma coisa de seu passado pouco recomendável e de suas lutas no campo da pureza sexual. Por isso mesmo o livro é bastante realista quanto aos perigos e efeitos da impureza e, principalmente, quanto à possibilidade de vencer por meio de Jesus.

O livro é dividido em três partes: “Compreendendo o lugar em que estamos” – trata da batalha das mulheres com seus pensamentos e sentimentos; “Esboçando uma nova defesa” – apresenta dicas de como guardar o coração e a mente; e “Abraçando a vitória na retirada” – fala sobre como ser vitoriosa sobre as tentações por meio de uma sólida relação com Deus.

Para a autora, um caso mental e/ou emocional (a que as mulheres estão mais sujeitas) afeta o casamento de um modo tão danoso quanto uma relação sexual. “Homens e mulheres lutam de formas diferentes quando se trata de integridade sexual”, explica Shannon. “Enquanto a batalha do homem começa com o que ele absorve com os olhos, a da mulher tem início no coração e nos pensamentos. O homem deve proteger seus olhos a fim de manter a integridade sexual, e pelo fato de Deus ter feito as mulheres mais estimuladas emocional e mentalmente, devemos proteger de perto nosso coração e mente tanto quanto nosso corpo, se desejarmos experimentar o plano de Deus para a satisfação sexual e emocional. A batalha da mulher é pela integridade sexual e emocional.”

O tema central do livro é a integridade sexual e como alcançá-la. Shannon adverte que casos emocionais, fantasias mentais e comparações pouco sadias (entre o cônjuge e outros homens) fazem a mulher cruzar a linha de segurança e corroer o plano de Deus para lhe conceder suprema satisfação sexual e emocional com o (atual ou futuro) marido. “Temos que fazer uma aliança com os olhos do nosso coração”, diz ela.

Shannon também adverte as leitoras para o poder que elas têm e que devem usar com sabedoria e prudência: “Ao descobrirmos, quando jovens, que nosso corpo curvilíneo ou rosto bonito faz a cabeça virar, isso desperta em nós uma forma de poder que talvez não conhecêssemos quando pré-adolescentes. Para algumas, esse poder intoxica… Talvez até a ponto de tornar-se um vício. Virar a cabeça de um garoto da mesma idade torna-se uma pequena emoção, enquanto levar um homem mais velho e mais importante a virar a cabeça infla em maior grau nosso ego. Quer seja o capitão do time de futebol, o professor da faculdade ou o chefe de um departamento no emprego, compartilhar do poder de pessoas importantes ao nos alinharmos com elas mediante um relacionamento nos confere um senso distorcido de significado” (p. 71).

Para Shannon, é extremamente importante que o pai supra a carência emocional das filhas e seu desejo de ser amadas, do contrário, muitas dessas meninas, inconscientemente, buscarão esse amor em relacionamentos insatisfatórios que farão com que sofram, quando o que queriam era o amor pelo qual ansiavam quando crianças.

Na parte do livro que trata de dominar os pensamentos, a autora aconselha: “Embora não seja humanamente possível esvaziar sua mente do lixo, é possível empurrar o lixo para o canto, enchendo a mente de pensamentos puros. Sua mente só pode se concentrar em um determinado número de coisas por vez, e quanto mais se concentra em pensamentos saudáveis, tanto mais seus pensamentos nocivos terão de ficar longe” (p. 102).

Shannon fala sobre o relacionamento apropriado com os homens, sobre vestuário, os riscos do sexo extraconjugal, etc., etc., e garante que uma relação de intimidade com Deus supre as carências afetivas e equilibra os sentimentos, dando à mulher liberdade para se relacionar de maneira apropriada com os homens e com seus pensamentos.

A Batalha de Toda Mulher é um livro que vale a pena ser lido por todas as mulheres que buscam a verdadeira satisfação sexual e emocional – aquela que pode ser abençoada por Deus.

Michelson Borges

Abstinência sexual

Diante da falência generalizada do Estado brasileiro, a cultura evangélica tem salvado vidas.

Abstinência sexual. O termo é horroroso. Vibrações evangélicas. Repressão sexual. Todo inteligentinho que acha os anos 1960 o máximo tem alergia a isso. Com relação aos evangélicos, ter preconceito contra eles é quase um pré-requisito pra ser aceito nos clubes dos chiques, dos descolados e dos inteligentes. A ministra Damares pode vir a ser a segunda presidenta (risadas?) do Brasil. Acho que, se isso acontecesse, os chiques, descolados e inteligentes entrariam em combustão. Falar em sexo sempre dá pau.

A verdade é que, tecnicamente, a ministra Damares tem razão. Não por qualquer razão ligada ao pecado, mas sim porque, como aprendíamos na faculdade de medicina nos anos 1980, adiar a entrada na vida sexual, principalmente das meninas de classes sociais vulneráveis, é uma ferramenta comportamental de grande uso para evitar gravidez indesejada, violência contra a mulher, filhos abandonados que migram para o crime e outros quebrantos.

Concordo que é sempre péssima a convergência entre religião, Estado e política em geral. Apesar de que o socialismo é uma religião pra muita gente que se diz laica. Assim como o mercado para muitos liberais mal formados. Mas a ingerência de grupos religiosos no Estado é ruim mesmo. Quem deveria pregar a abstinência?

Entretanto, diante da falência generalizada do Estado brasileiro, a cultura evangélica tem salvado vidas. O descoladinho, bem-nascido, pode achar isso coisa de ignorante, mas, no caso aqui, o ignorante é o descoladinho.

Religiões são ferramentas poderosas de organização da vida. Já tive alunas que contaram em sala de aula suas histórias de como seus pais evangélicos as mantiveram longe do destino comum de suas amigas no bairro: engravidar aos 14 ou 15 anos do menino traficante mais popular do bairro. Que logo seria assassinado e a deixaria com uma barriga sem pai.

Semana passada eu dizia que a moral nunca é original. Pobres de espírito não entendem isso porque confundem moral com um lançamento novo de desodorante. A moral, em matéria de filhos, é, basicamente, cuidar, cuidar, cuidar. Prova disso é que os millennials narcisistas não querem ter filhos porque querem saber de antemão pra onde irão no Réveillon sem se preocupar com os pentelhos.

Qualquer um que tenha filha sabe que deve cuidar pra que ela não entre na vida sexual de forma irresponsável. É que os descoladinhos gostam de fingir que não. Claro que quem tem filhos também se preocupa.

Hoje em dia o mundo é tão chato que, quando falamos de coisas que terminam em “a” ou “o”, é necessário escrever mais 20 páginas pra explicar o que queremos dizer. A semântica de gênero tornou-se retardada. O fato é que meninas engravidam e meninos, não. E isso não é uma questão de gênero.

Os evangélicos entregam algo bem longe de qualquer moral original. Lembre-se: a moral nunca é original. A vida é, basicamente, trabalhar, cuidar, pagar boletos, às vezes férias, ter amizades para o fim de semana, adoecer e conseguir ter acesso a médicos.

Os evangélicos entregam vida em família, rede de solidariedade, parceria econômica e de trabalho, programa de fim de semana, namorados e namoradas que você conhece a família e alimento espiritual.

O descoladinho, provavelmente bem-nascido, que vive em algum bairro chique da zona oeste ou sul, deve achar esse alimento espiritual junk food, e o seu tipo de budismo light melhor, porque não engorda. Mas a verdade é que o budismo light do descoladinho só serve pra deixá-lo em forma física. A entrega dos evangélicos é mistura pura. Feijoada de sábado. Mocotó. Aquilo que o descoladinho brinca de comer na zona norte.

Enquanto se berra ao redor das palavras da ministra Damares (ver Jesus na goiabeira dá medo mesmo…), as pesquisas de comportamento mostram a queda da atividade sexual entre os mais jovens.

A abstinência sexual está pegando não por conta da proposta dos evangélicos somente. Está pegando por conta da medicalização, da depressão e do medo que assola os mais jovens, enquanto a caravana descoladinha come ceviche orgânico.

(Luiz Felipe Pondé, Folha de S. Paulo)

Pureza: alvo possível

Valeu à pena seguir a vontade de Deus para minha sexualidade.

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Quando era católico (até os meus 18 anos), aprendi o valor da pureza na convivência com amigos e nas Pastorais e nos grupos de jovens dos quais participei. “Ficar”, para nós, era uma atitude consumista inconcebível. Sexo era algo para ser reservado e desfrutado unicamente no casamento. Agradeço a Deus essa base que trouxe para a vida de adventista e que norteou minha conduta e minhas escolhas. Nesse aspecto, o que aprendi lá está plenamente de acordo com os princípios divinos ensinados, também, pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Mesmo em meio às nossas lutas morais, o alvo deve ser a pureza em todos os sentidos. Trata-se da vontade de Deus revelada na Bíblia e a melhor escolha para nós.

Mais um trimestre está terminando e aprendemos e reaprendemos muitas lições importantes com a COMtexto Bíblico – lições que me fizeram viajar no tempo e constatar que valeu à pena seguir a vontade de Deus para minha sexualidade.

Vou lhe contar mais uma história pessoal. …

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Sexo antes do casamento

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Estudo feito pela psicóloga Paige Harden, da Universidade do Texas, e publicado na revista Psychological Science, mostrou que a primeira relação sexual pode influenciar a qualidade e a estabilidade das relações afetivas futuras. Quando a primeira relação sexual ocorre por volta dos 19 anos, isso está associado a maior escolaridade e renda familiar e menos parceiros na vida adulta. Os parceiros casados que adiaram a primeira experiência sexual também reportaram baixos níveis de insatisfação conjugal.

Paige explica que aqueles que primeiro acumulam maturidade cognitiva e emocional e depois entram em relações íntimas aprendem habilidades de relacionamento mais eficazes do que aqueles que têm relações sexuais ainda na adolescência.

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Ideologia de gênero ou de Gênesis?

As diferenças entre mulher e homem revelam complementaridade e design inteligente.

COMtexto

Pode-se ler a Bíblia Sagrada de capa a capa e não será possível encontrar um versículo sequer sugerindo que exista outro sexo além do feminino e do masculino. No segundo capítulo de Gênesis, o casamento original e normativo é apresentado como a união abençoada (matrimônio) entre um homem e uma mulher (Gênesis 2:24), o que é reafirmado por Jesus (Marcos 10:7) e pelo apóstolo Paulo (Efésios 5:31), no Novo Testamento. É exatamente por isso que alguns cristãos, a fim de sustentar sua visão a respeito da “identidade de gênero”, precisam reescrever, adaptar ou relativizar os preceitos bíblicos, geralmente minimizando a importância do relato da criação ou até mesmo alegorizando-o (Veja o vídeo abaixo). Assim, nesse tipo de concepção, Adão e Eva seriam personagens mitológicos, e quando Moisés e Paulo condenam certas práticas sexuais como abomináveis, estariam apenas refletindo padrões culturais de seu tempo. Mas é bom lembrar que Paulo, em 1 Coríntios 6:9, referindo-se aos últimos dias e não apenas ao seu tempo, faz uma lista de pecados que deixarão fora do reino de Deus muitas pessoas.

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O design inteligente do sexo original

Os evolucionistas evitam tocar no delicado e difícil tema da origem da reprodução sexuada e da complexidade envolvida na interdependência dos órgãos sexuais feminino e masculino, que precisariam ter evoluído separadamente e, mesmo assim, ser perfeitamente compatíveis

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Sob a ótica criacionista, o ato sexual original (conforme apresentado no relato da criação, em Gênesis) é uma das grandes evidências de design inteligente na natureza. Para os evolucionistas, um mistério não resolvido, segundo admitiu Richard Leakey, na introdução de uma das edições do livro A Origem das Espécies; ou então um “grande paradoxo”, na definição de Richard Dawkins. E não é pra menos, afinal, quando são formados os gametas (espermatozoides e óvulos), uma divisão meiótica ocorre e metade dos genes é removida. Então, quando o espermatozoide fecunda o óvulo, o descendente contém a integralidade dos genes. No cenário darwiniano, a reprodução assexuada é duplamente mais eficiente e “simples” que a sexuada, pois todos os genes são transferidos para cada um dos descendentes. Por isso, evolutivamente falando, é difícil explicar o surgimento da reprodução via ato sexual, afinal, pra que “inventar” um meio de reprodução tão complexo e dispendioso do ponto de vista do gasto de energia e dos riscos envolvidos no processo todo? Por isso os evolucionistas evitam tocar no delicado e difícil tema da origem da reprodução sexuada e da complexidade envolvida na interdependência dos órgãos sexuais feminino e masculino, que precisariam ter evoluído separadamente e, mesmo assim, ser perfeitamente compatíveis – um tipo de mutação dupla independente, na mesma geração e funcional.

Mas tem mais; muito mais!

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Feminismo e a revolução sexual