Atriz de série revela que câncer anal foi causado por DST

marcia crossMarcia Cross lutou e derrotou um câncer anal menos de um ano atrás, e agora revelou que sua doença veio provavelmente da mesma doença sexualmente transmissível (DST) que causou um câncer na garganta do marido anos antes. A atriz de 57 anos está agora em fase de remissão e decidiu se abrir sobre os perigos da DST. A ex-estrela de “Desperate Housewives” apareceu no programa “This Morning”, do canal americano CBS, para promover a prevenção precoce contra HPV e incentivar as pessoas a obter a vacina. “Eu sei que há pessoas que ficam envergonhadas. Mas você tem câncer! Você também tem que se sentir envergonhado? Como se tivesse feito algo ruim porque [o vírus] se instalou no seu ânus? Quero dizer, vamos lá, realmente”, disse, segundo o portal Radar Online. “Mesmo para mim, demorou um pouco. Ânus, ânus, ânus! Há! Você só precisa se acostumar com isso.”

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, o HPV causa mais de 90% dos cânceres anais e pode ser transmitido de uma pessoa para outra através do sexo ou apenas pelo contato pele a pele [o HPV também causa câncer de colo de útero e nos genitais]. Em 2009, o marido de Marcia, Tom Mahoney, foi diagnosticado com câncer de garganta e foi submetido a tratamento. Mal sabia o casal que os cânceres estariam relacionados.

Em setembro de 2018, depois de uma exaustiva batalha, incluindo seis semanas de radiação e duas semanas de quimioterapia, Marcia Cross finalmente revelou que estava livre do câncer. “Eu estou pós-câncer. Tá tudo bem agora. Jornada difícil, mas estou saudável, feliz e mais presente e grata do que nunca”, ela compartilhou no Instagram. “Obrigada do fundo do meu coração por todo o seu amor”, completou.

Agora Marcia Cross recomenda a imunização precoce. Ela disse que suas filhas estão dispostas a tomar sua primeira dose da vacina no final do ano letivo. “Estou me sentindo normal, apesar de ser um novo normal”, disse ela. “Não vou dar como certo. Eu sou a garota que vai ao banheiro agora e digo ‘Sim!’ É ótimo o que meu corpo pode fazer! Eu estou tão grata.”

(Monet)

Nota: Que bom que a atriz se recuperou com o tratamento. Queira Deus que seja definitivo. O que tem preocupado as autoridades é que, a despeito da vacina, os casos de câncer causados pelo vírus HPV vêm aumentando (especialmente no Brasil, onde menos de 50% das meninas são imunizadas). Sem querer entrar no mérito (ou demérito) do assunto envolvendo o casal norte-americano, uma coisa parece certa: um infectou o outro. A maior parte das infecções por HPV se dá pelo contato sexual, e como as pessoas têm iniciado a vida sexual cada vez mais cedo e com múltiplos parceiros, as chances de chegarem ao casamento contaminadas são muito altas (ainda mais se levarmos em conta que cerca de 25% dos adolescentes hoje têm algum tipo de DST). A incidência de câncer de garganta também tem aumentado, por conta do sexo oral (confira aqui, aqui, aqui e aqui). Assim, práticas e carícias sexuais que não ofereceriam perigo para casados que se mantiveram virgens antes do matrimônio acabam sendo arriscadas devido à “liberdade sexual” promovida nas últimas décadas. Sem querer ser moralista, apenas analisando uma questão de causa e efeito, as orientações de Deus dadas nas páginas da Bíblia Sagrada sempre visam ao nosso bem-estar físico, mental e espiritual. Pesquisas mostram que os abstinentes sexuais têm vida sexual muito mais satisfatória no casamento, sem contar o fato de que não precisam ter medo do passado físico (comportamental) e emocional do parceiro. Num casamento segundo os planos de Deus (baseado na fidelidade anterior e posterior ao enlace matrimonial) não haverá riscos de comparações nem contaminações. Como sempre, a escolha é do ser humano, mas as consequências também são. [MB]

Leia também: “Sexo: a verdade nua e crua”

Os revolucionários sexuais entenderam errado a satisfação sexual

coupleUm dos mais extraordinários acontecimentos nos últimos 50 anos é o persistente compromisso de um segmento da elite acadêmica e cultural norte-americana em vender uma visão da vida americana que vem, vagarosa, mas persistentemente, se provando ser – na média – mais danosa para crianças e menos agradável para adultos, enquanto também persistentemente zombam (no pior caso) ou ignoram (no melhor caso) as escolhas da vida que levam – novamente na média – a uma maior prosperidade humana. Fiz essa pergunta antes, mas deixe-me fazê-la novamente: Quantos casais religiosos sexualmente vibrantes você tem visto nos programas ou filmes de televisão – mesmo nesta era de entretenimento fragmentado e direcionado? Agora, compare esse número (que é muito, muito próximo de zero) com o número de vezes que você tem visto a libertação da religião mostrada como a chave para a plenitude sexual.

Quantas vezes, no meio de celebrações de sexualidade nos campi universitários você ouve os palestrantes nas várias “semanas de sexo” dizerem algo como: “Se você realmente quer melhorar suas chances de aproveitar uma vida sexualmente satisfatória com um parceiro fiel, você deve procurar na igreja”? Ou quantos progressistas analíticos – as mesmas prováveis pessoas que apresentam tabelas e gráficos a respeito dos efeitos de políticas públicas ou que abordam as últimas novidades da ciência social sobre raça, gênero e identidade de gênero – irão se ater a tabelas como estas, do reséitado Instituto para Estudos da Família:

Porcentagem de maridos e esposas dos EUA (18-50 anos) que concordam plenamente: “Estou satisfeito(a) com meu relacionamento sexual com meu/minha parceiro(a)”

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1 – Casais seculares; 2 – Casais menos religiosos ou mistos; 3 – Casais altamente religiosos

Porcentagem de maridos e esposas dos EUA (18-50 anos) traídos durante o atual casamento

2

1 – Casais seculares; 2 – Casais menos religiosos ou mistos; 3 – Casais altamente religiosos

Essas figuras representam a porção dos EUA de um extraordinário estudo da IFS [IEF, ou Instituto para Estudos da Família, em português] que tentou responder à questão: “É a fé uma força global para o bem ou para o mal na família?” O IFS examinou o relacionamento entre religião e fertilidade, violência doméstica, qualidade no relacionamento e infidelidade. Os achados foram fascinantes.

Os dados globais refletiram a realidade dos EUA. Casais altamente religiosos “desfrutam de relacionamentos de mais alta qualidade e de mais satisfação sexual” comparados com casais mistos ou inteiramente seculares. Além disso, no estudo global, a religião tem uma maior influência positiva na fertilidade. Casais religiosos têm “0,27 mais crianças do que aqueles que nunca, ou praticamente nunca, frequentaram [a igreja]”.

Infelizmente, no entanto, a prática religiosa foi “não protetiva contra violência doméstica”. Não houve diferença estatisticamente significativa no risco entre casais seculares e religiosos.

O estudo do IFS não somente explodiu estereótipos culturais progressistas de puritanos religiosos infelizes e sem sexo. Conservadores frequentemente pensam em feministas (especialmente feministas seculares) como bravas e sem alegria. Porém, o estudo indica o contrário. Houve uma “curva em forma de J na qualidade do relacionamento geral para mulheres”. Isso significa que mulheres em “relacionamentos progressistas e seculares desfrutam de altos níveis comparativos de qualidade no relacionamento”. Elas foram excedidas apenas por “mulheres em relacionamentos altamente religiosos, em especial tradicionalistas”.

Índice Acumulativo de ligação, compromisso, satisfação e estabilidade no relacionamento

3

1 – Casais progressistas seculares; 2 – Casais tradicionais seculares; 3 – Casais progressistas menos religiosos ou mistos; 4 – Casais tradicionais menos religiosos ou mistos; 5 – Casais progressistas altamente religiosos; 6 – Casais tradicionais altamente religiosos

É importante considerar esses resultados em face de um recente e muito discutido artigo de Kate Julian descrevendo a chamada “recessão sexual” norte-americana. Em uma época em que nossa nação tem apagado tabus sexuais, eliminado restrições morais e se tornado “mais tolerante ao sexo em praticamente cada permutação”, jovens americanos estão tendo menos sexo. E uma das principais razões é o “declínio da formação de casais entre pessoas jovens”. Pessoas casadas fazem mais sexo do que solteiros, e ainda assim menos pessoas se casam, e aqueles que se casam “têm se casado mais tarde”.

O membro sênior do IFS Bradford Wilcox e o pesquisador do IFS Lyman Stone deram continuidade ao trabalho de Julian avaliando se a recessão sexual era relacionada ao declínio mensurável da felicidade nos jovens adultos americanos. Eles concluíram que “mudanças na frequência sexual podem ser responsáveis por cerca de um terço do declínio na felicidade desde 2012 e quase 100 por cento do declínio na felicidade desde 2014”.

Na última década temos visto significativo triunfalismo das forças da secularização americana e daqueles que há muito tempo buscaram questionar, sabotar ou mesmo demolir instituições tradicionais da vida americana. Casamentos reduzem. Comparecimento à igreja diminui. Mas o novo crescimento da prosperidade humana e da alegria pessoal se prova duvidoso.

Pais solteiros sofrem para criar os filhos e prover não apenas as oportunidades econômicas e educacionais de que eles necessitam, mas também o apoio emocional que eles requerem. Famílias fraturadas lutam com a crise do uso de drogas. Nossos políticos pós-religiosos são maldosos, causadores de divisão e viciosos. E agora vemos cada vez mais que a revolução sexual pode frequentemente trazer suas próprias marcas de infelicidade, incluindo – ironicamente – ausência de sexo.

Como alguém que passou a vida inteira em comunidades religiosas, sempre me rebelei contra os estereótipos culturais. Cresci em comunidades que muitas vezes lutavam com as mesmas doenças morais que afligiram o resto do mundo, mas sempre formaram sistemas e redes de encorajamento e apoio. Não cresci em volta de puritanos emocionalmente atrofiados. Não vivo em volta de tais pessoas agora.

Existem certamente pessoas que deixam comunidades religiosas por boas razões. Existem igrejas terríveis, e figuras religiosas abusivas, incluindo pais, maridos e pastores. Mas eu temo que em nossa cultura popular e em nossas escolas as anedotas superaram a informação, e dessa forma nossas elites culturais também por muitas vezes perderam o verdadeiro significado, a satisfação e o propósito virtuoso das famílias fiéis americanas.

A liberação sexual tem muitas vezes deixado de trazer sexo e liberação, e graças ao trabalho do IFS podemos responder às necessidades com dados reais. Você está procurando amor nesta vida? As portas da igreja estão sempre abertas. E apesar de que unir casais não seja seu propósito, a conexão com um santo Deus carrega em si a conexão com seu povo imperfeito, e nessas conexões você pode encontrar alegria extrema.

(David French, National Review; tradução de Leonardo Serafim)

A batalha de todo homem

batalhaA advertência logo no início já mostra que o livro não traz meias verdades e usa de rara franqueza: “Este livro é sempre muito explícito no modo como os co-autores descrevem as lutas do passado – as deles e as dos outros – em relação à pureza sexual. Por causa da comunicação franca com os leitores que encaram lutas semelhantes, nosso objetivo tem sido o de alcançar a sinceridade sem causar nenhuma ofensa, tornando assim mais fácil para os homens encararem qualquer obscuridade e serem impulsionados pela graça e pelo poder de Deus a compartilhar de maneira ativa de Sua santidade.”

O livro em questão é A Batalha de Todo Homem, da editora Mundo Cristão (249 págs.), e os co-autores são Stephen Arterburn, palestrante e escritor de renome, e Fred Stoeker, conferencista e conselheiro de casais. E, de fato, a franqueza está presente em cada página, dando a impressão de se tratar de uma conversa “de homem para homem” (mas que também pode ser muito instrutiva e esclarecedora para as mulheres).

Na Introdução, os autores colocam o problema para o qual se propõem oferecer soluções: “Você [homem] está em uma posição difícil, vive em um mundo levado pela maré de imagens sensuais, disponíveis 24 horas por dia, em uma grande variedade de mídias: impressos, televisão, vídeos, internet – até mesmo telefones. Mas Deus lhe oferece a liberdade da escravidão do pecado através da cruz de Cristo, e foi Ele que criou os seus olhos e a sua mente com a capacidade de serem treinados e controlados. Basta permanecer firme e andar, pelo Seu poder, no caminho correto.” Essa é a batalha do título do livro – contra a sensualidade e a imoralidade – e o “caminho correto” é apontado pelos autores, por meio de seu próprio testemunho de queda e vitória.

Depois de falar de sua vida imoral e promíscua, Fred relata sua conversão, mas afirma que ainda havia “datalhes” para serem entregues a Jesus. E esses detalhes o impediam de crescer na fé. Ele diz: “Logo ficou claro que eu estava muito abaixo da santidade. Ainda havia os encartes de publicidade [com mulheres sensuais], as insinuações e os olhos sempre atentos que buscavam algo. Minha mente continuava a sonhar acordada e a fantasiar com as antigas namoradas. Isso era muito mais do que um sinal de imoralidade sexual. Eu estava pagando o preço, e as contas estavam se acumulando. Primeiro, nunca conseguia olhar Deus nos olhos. Nunca conseguia adorá-Lo completamente. Pelo fato de sonhar com outras mulheres e preferir me divertir mentalmente com as lembranças das conquistas sexuais do passado, eu sabia que era um hipócrita e continuava a me sentir distante de Deus. […] Minha vida de oração era débil. […] Meu casamento também passava por maus momentos. Por causa do meu pecado, eu não conseguia confiar totalmente em Brenda, sem deixar de temer que ela pudesse me abandonar mais tarde. […] Na igreja, eu era um engravatado oco. […] Finalmente eu estabeleci a conexão entre minha imoralidade sexual e minha distância de Deus. Eu estava pagando multas pesadas em todas as áreas da minha vida. Tendo eliminado os adultérios e a pornografia visível, eu parecia puro exteriormente, para as outras pessoas. Mas para Deus faltava muita coisa. Eu havia encontrado meramente um terreno intermediário, algum lugar entre o paganismo e a obediência às Leis de Deus.”

Você conhece algum homem assim? Fred era assim, mas pelo poder de Deus conseguiu tornar-se um homem puro e feliz em seu casamento. Como? É disso que o livro trata.

Na página 107, os autores acrescentam: “Admita: você ama sua euforia sexual, mas a escravidão o oprime. O amor é digno desta repugnância? Ser achado em falta com relação aos padrões de Deus está correto? Olhe-se no espelho. Você tem orgulho das suas fantasias sexuais? Ou você se sente rebaixado após olhar anúncios de lingerie ou cenas de sexo em filmes? Sexualmente falando, você tem uma febre de nível baixo. Isso não mutila ninguém, mas também não o deixa saudável. Você pode exercer vários tipos de funções normalmente, mas não pode pegar pesado. Em outras palavras, você sobrevive. E se essa febre não for embora, nunca poderá agir como um cristão. Assim como o filho pródigo, você precisa despertar e tomar uma decisão.”

Mas, afinal, o que o homem que enfrenta esse tipo de luta deve fazer? Os autores sugerem a construção de três “perímetros de defesa”:

1. Com os olhos
2. Em sua mente
3. Em seu coração

O objetivo é a pureza sexual, e o livro traz uma boa definição disso: “Você é sexualmente puro quando seu prazer sexual provém de ninguém ou nada além de sua esposa.”

No primeiro perímetro (o dos olhos), a proposta é fazer uma aliança com os olhos, exatamente como fez Jó: “Fiz uma aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela?” Jó 31:1. Para isso, são necessárias duas etapas:

1. Faça um estudo de si próprio. Como e onde você está sendo mais atacado?
2. Defina sua defesa para cada um dos maiores inimigos que você identificou.

Quais são as fontes mais óbvias e abundantes de imagens sensuais, além de sua esposa? Para onde você olha com mais frequência? Onde você é mais fraco?

No caso de Fred, seus maiores inimigos eram:

1. Anúncios de lingerie.
2. Corredoras em shorts agarrados de náilon.
3. Outdoors que mostram mulheres seminuas.
4. Comerciais de cerveja com mulheres de biquíni.
5. Filmes censurados.
6. Recepcionistas com blusas curtas ou agarradas.

Fred faz uma analogia para exemplificar o problema das revistas com capas sensuais que são permitidas na casa de quem luta para ter mente pura: “Se uma mulher de seios fartos vestida com um minibiquíni viesse até sua casa e se sentasse em sua mesa do café e dissesse: ‘Sentarei aqui apenas por um instante, mas prometo partir logo no fim do mês’, você a deixaria ficar para atrair seus olhos toda vez que entrasse na sala? Acho que não. Então por que você lhe permite ficar ali na forma de fotografia?”

Sobre imagens sensuais que aparecem em comerciais de cerveja, por exemplo, a recomendação é mudar de canal imediatamente. “Quando seus filhos o observarem mudar de canal, você servirá de exemplo vivo de santidade em sua casa, e isso lhes servirá de ótimo exemplo.” E sobre filmes? “Temos uma ótima regra em casa. Qualquer vídeo inapropriado para as crianças será provavelmente inapropriado para os adultos. Com essa regra em vigor, os filmes sensuais nunca foram um problema em nosso lar.”

Outra analogia interessante: “Considere a antiga série de TV Jornada nas Estrelas. O que o capitão Kirk fazia quando o perigo se aproximava? Ele gritava: ‘Alerta vermelho! Escudos preparados!’ Numa linha semelhante, quando uma mulher atraente se aproximar do seu curral [comparação feita no capítulo 15], seu perímetro de defesa deve responder imediatamente: Alerta vermelho! Escudos preparados! […] se seus escudos não estiverem levantados, e se você não reconhecer a ameaça ao seu casamento, você está brincando com o perigo.”

Com o segundo perímetro (a mente), “você não só bloqueia os objetos de luxúria, como também os avalia e os captura”, explicam os autores. “Um versículo-chave para apoiá-lo nesse estágio está em 2 Coríntios 10:5: ‘Levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.’” Segundo eles, a meta é privar os olhos de todas as coisas sensuais além da esposa. Para os solteiros, isso significa distanciar os olhos de todas as coisas sensuais. “Isso o ajudará a vencer o desejo pelo sexo antes do casamento com a mulher que namora”, garantem. “Se você privar seus olhos assim como os homens casados, verá sua companheira como uma pessoa, e não como um objeto.”

Os conselhos são muitos. As experiências e testemunhos, abundantes. É um livro que realmente vale a pena. Homem que é Homem, lê.

Michelson Borges

Nova versão gay de “A Bela Adormecida”

belaEm uma releitura do conto de fadas “A Bela Adormecida”, a princesa Aurora acorda do sono profundo com um beijo de amor de Branca de Neve. A nova versão intitulada de “A Bela e a Adormecida” tem autoria de Neil Gaiman e ilustrações de Chris Riddell, cartunista do jornal britânico The Observer. Na adaptação de Gaiman, que mistura duas das mais famosas histórias da Disney, uma jovem rainha parte em direção a um reino que, segundo boatos, tem uma princesa enfeitiçada. Branca de Neve, a rainha em questão, deixa para trás o próprio casamento e segue em sua missão acompanhada por três anões. Em entrevista ao periódico britânico The Thelegraph, o escritor disse que mudou o desfecho do conto porque “não tem paciência para histórias em que mulheres são resgatadas por príncipes”.

(UOL Mulher)

Nota: Não é de hoje que o criador de Sandman polemiza. E agora ele dá mais uma ajudinha para difundir o feminismo, fazer apologia ao homossexualismo e para jogar mais uma pá de cal sobre a ideia de varonilidade, de cavalheirismo e, por que não dizer, de distinção de sexo. Estamos vendo crescer uma geração confusa, com papeis invertidos, sob a desculpa da “igualdade”. Mulheres masculinizadas e homens feminilizados. Mulheres diante de um papel que as assombra (algumas têm sido corajosas para admitir isso) e homens fragilizados diante de uma masculinidade desvalorizada. A personagem Branca de Neve abandona seu casamento heterossexual para ir em busca de uma relação homossexual. Estimulados pelo marketing gay que encara o heterossexualismo como algo que beira o politicamente incorreto, é exatamente isso o que muitos têm feito atualmente. Que tempos! [MB]

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Família: a canção de amor do rei

casalEvidentemente, falar de sexo na igreja ainda envolve muitos tabus e por isso pode causar grande constrangimento e desconforto para algumas pessoas. Isso se deve ao trabalho bem-sucedido do inimigo de Deus em criar uma enorme distorção dos princípios, propósitos e da própria natureza do sexo. No entanto, os cristãos não deveriam se sentir tão constrangidos ao lidar com esse assunto, pois na Bíblia ele é tratado abundante e abertamente desde o início até o fim. Veja, por exemplo, o episódio em que Sara, aos noventa anos de idade, ouviu que teria um filho (Gn 17:17; 18:11). Além da dificuldade natural de sua idade avançada (18:11), ela também quis saber: “Terei ainda prazer?” (18:12). E sem nenhum rodeio, as Escrituras afirmam duas vezes que o marido dela, Abraão, aos cem anos de idade (17:17, 21), naturalmente já estava “amortecido na carne” (Rm 4:19; Hb 11:12). Por esse motivo o sinal da aliança que Deus estabeleceu com os descendentes desse casal era feito no próprio órgão sexual masculino. A circuncisão era uma lembrança constante de que todos os descendentes de Abraão só existiam por causa de um milagre; um milagre que ainda tornou possível que Abraão, após a morte de Sara (tendo ele mais de 137 anos de idade), se casasse novamente e tivesse outros filhos (Gn 23:1, 2; 25:1, 2).

Além do fato de poder gerar filhos, o sexo entre os seres humanos, dentro do plano de Deus, também é retratado na Bíblia como fonte de prazer, alegria e profunda intimidade entre um casal que se ama. É o caso da cena em que “Abimeleque, rei dos filisteus, olhou por uma janela, e viu que Isaque brincava com Rebeca”, de tal forma que ficou óbvio que eles não eram irmãos, como haviam dito (Gn 26:8). E é esse também o assunto no livro de Cantares, tema de nossa discussão em grupo nesta semana. Esse livro mostra a alegria e a empolgação de um casal apaixonado, sob as bênçãos de Deus, desfrutando as núpcias após terem se guardado um para o outro. Nele também encontramos muitos princípios importantes sobre a sexualidade.

Como se percebe, este assunto deve necessariamente ser considerado, pois, como um dom de Deus; tem que ser entendido dentro de seus limites originais e seguros. Sendo assim, espera-se que os que forem dirigir as discussões em grupos nesta semana sejam discretos, não usem palavras vulgares, e sejam abundantemente bíblicos. O efeito educativo se tornará quase nulo se o assunto for tratado com gracejos, fazendo parecer que o sexo ou partes do corpo sejam coisas cômicas, sujas, grosseiras ou vulgares. E que em vez de trazer apenas clareza de informação, procurem trazer direção, alívio, paz e esperança para os que já viveram situações distorcidas ou pervertidas do sexo e que se arrependeram em Cristo. E os que ainda vivem fora do plano de Deus percebam isso ao participar dessa discussão e se convertam para poderem experimentar uma vida plena em Cristo em todas as áreas da vida.

Perguntas para discussão e aplicação

1. Leia algumas das instruções bíblicas a respeito do sexo em Levítico 20:7-21; Romanos 1:26, 27; 1 Coríntios 6:9, 10. Por que a Bíblia fala tanto desse assunto?

2. Em sua opinião, sendo que a Bíblia trata tão abertamente sobre o sexo, por que há tanta polêmica e dificuldade para se falar desse assunto entre pessoas religiosas? Em outro extremo, por que alguns religiosos são tão inconvenientes e vulgares quando se trata do assunto “sexo”?

3. Leia Cantares 4:9, 10 e 1 Coríntios 7:3-5. Qual a importância da intimidade sexual entre os casais devidamente casados?

4. Leia Cantares 5:16. Por que é ideal que os cônjuges sejam “amigos”?

5. Em que aspectos a sexualidade humana, dentro dos moldes idealizados por Deus, pode ser comparada à união entre Cristo e a igreja? (ver Efésios 5:31, 32)

6. Leia Cantares 4:12 e 8:8-10. Qual o significado das ilustrações em que a noiva escolheu ser um “jardim fechado” ou um “muro” e não uma “porta”? Por que a virgindade até o casamento é tão importante no plano ideal de Deus? De que consequências Deus quer proteger as pessoas ao restringir o sexo apenas ao casamento? (R.: culpa, traumas, comparações entre “parceiros”, doenças venéreas, filhos não planejados, famílias rompidas, etc.)

7. Leia 1 Coríntios 6:18 e 1 Tessalonicenses 4:3, 7. Por que o pecado sexual é tão sério? Ao mesmo tempo, como podemos confortar os que erraram nesse ponto para que tenham paz de espírito e sejam felizes? (Ex.: João 8:11; Rm 8:1; 1Co 6:11; Fp 3:13, 14, etc.)

8. Note a mensagem dita três vezes ao longo do livro de Cantares, da parte da noiva (Sulamita) para as moças de todas as épocas (obviamente isso também se aplica aos rapazes): 2:7; 3:5; 8:4. A repetição enfatiza a importância da mensagem. O que significa “não acordar nem despertar o amor antes que este o queira”?

9. Como devemos tratar os homossexuais? Por quê? E os heterossexuais que vivem em adultério? E os namorados que têm vida marital? Como sua igreja pode ser uma embaixada do Céu para todos esses e encaminhá-los a Jesus para terem uma vida plena?

10. Vimos que nossa atitude mental quanto ao sexo deve ser pura e santa. Como podemos nos proteger das influências culturais e morais que pervertem o sexo transformando-o em “nada” ou em “tudo”? Como a Bíblia nos mostra que os dois extremos da sexualidade (a vergonha, por um lado, e a vulgaridade, por outro) estão erradas? Como podemos conseguir a cura dessas visões distorcidas?

Notas importantes

O dualismo, conceito pagão grego que se infiltrou no cristianismo, tem contribuído em grande parte para a ocorrência de duas visões extremas a respeito da sexualidade. Esse conceito ensina que o ser humano é constituído de corpo + alma, sendo que o corpo é naturalmente sujo e mau, e a alma é naturalmente pura e boa. Ao contrário desse conceito, porém, as Escrituras ensinam o monismo, que crê que o ser humano é uma unidade indivisível de corpo, alma e espírito. O que se passa na mente ou na alma afeta o corpo e vice-versa. Para saber um pouco mais sobre os conceitos monista e dualista leia este artigo.

Satanás odeia o sexo. Há milênios ele o tem pervertido a todo custo. Ao fazer isso, ele denigre a própria imagem de Deus no ser humano. O motivo de seu ódio se deve ao fato de que, no ato sexual, o casal se torna um tipo ou uma figura da Divindade em duas esferas. Em primeiro lugar, o casal entra em tal intimidade que se torna “uma só” carne (Gn 2:24; Mt 19:6). Isso certamente é uma alusão à unidade da Trindade; apesar de existirem nela três Pessoas divinas coeternas, o nosso Deus “é Um” (Gn 1:26; 3:22; Dt 6:4). Em segundo lugar, apesar de o casal não ter o poder de “criar” como Deus, eles têm nesse momento o poder de procriar, gerando filhos à própria imagem e semelhança. É por esses motivos que Satanás odeia o sexo e o perverte. Além disso, ao contrário dos filmes e da ideia popular, Satanás e seus anjos têm uma inveja infernal de quem pode ter relações sexuais, pois eles não podem (Mt 22:30). Graças a Deus por isso! Caso contrário, eles teriam feito milhões de filhos nos últimos milênios desde a queda!

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Virgindade: preservando o presente (e o futuro)

casal jovemAo completar 30 anos, a bela atleta norte-americana Lolo Jones surpreendeu o mundo, não necessariamente por ter sido uma das finalistas na corrida dos 100 metros com barreiras, nas Olimpíadas de Londres. O que a tornou ainda mais famosa foi a declaração dada numa entrevista anterior às competições. Jones disse que ainda é virgem e que está “se guardando” para o futuro marido.

Esse tipo de fidelidade (ao futuro esposo e a suas convicções) e a coragem para declará-la publicamente surpreendeu tanto os jornalistas que a condição de virgem da atleta acabou chamando mais atenção do que a própria classificação dela para as semifinais. Tanto é assim, que o título da matéria do jornal O Globo foi este: “Virgem de 30 anos [e não “atleta”, “corredora”, “campeã”, etc.], Lolo Jones está na semi dos 100m com barreiras.” Jones admitiu: “Mais difícil do que estudar para a faculdade, mais difícil do que treinar para as Olimpíadas tem sido me manter virgem antes do casamento. Já fui muito tentada. Vários caras me disseram que, se fizesse sexo, eu correria mais rápido.”

“Caras” que adoram brincar de seduzir e que encaram mulheres como se fossem prêmios a ser conquistados, usando os mais ridículos argumentos para tê-las às vezes por uma única noite, esses não faltam por aí. Mas Jones já percebeu que não vale a pena se entregar a esse tipo de canalha. Compensa mesmo é esperar aquele que a tratará como princesa, como mulher digna, num relacionamento de amor e respeito. Parabéns à Jones pela coragem de declarar algo que alguns têm encarado com vergonha, e por surpreender a imprensa ao mostrar que ainda há pessoas fieis e regidas por princípios.

Valor antigo?

Em 2010, comprei a reimpressão da revista Realidade de janeiro de 1967, que na época foi apreendida pelo governo militar. Degustei aos poucos (como fazia nos meus tempos de faculdade) as reportagens bem escritas e em profundidade que caracterizaram essa revista que deixou saudades. A última página trazia a seção “Brasil pergunta”, e, nessa edição, a questão tratada é a seguinte: “A mulher deve ser virgem ao casar?” Gostei da resposta dada pela radialista Sarita Campos (mantive o português da época, como está na revista):

“Seria ideal para um homem que sua futura espôsa fôsse pura e virgem. A pureza, no entanto, pode existir independentemente da virgindade. Há môças virgens que são levianas, fracas, sem escrúpulos, mas que conservam a virgindade como garantia de casamento. Há môças que por inexperiência, falta de vigilância, ou excesso de amor e confiança perderam a virgindade. E no entanto são môças dignas, sérias, excelentes para o casamento. Recebo cartas de rapazes desorientados que me perguntam se devem ou não casar com a môça que confessou ter perdido a virgindade. E eu os aconselho a estudar a fôrça de seu caráter e a casar-se se chegarem à conclusão de que ela merece o seu amor. Acho que a môça deve se conservar virgem e pura, ilustrando o seu espírito e precavendo-se contra os aproveitadores que delas se utilizam apenas para seu prazer físico. A môça noiva deve se fazer respeitar pelo noivo, a namorada pelo namorado, a mulher pelo homem.”

Os conselhos de Sarita continuam oportunos e sábios, mesmo depois de quatro décadas. Eu apenas acrescentaria o seguinte: tudo o que ela escreveu se aplica também aos homens.

Mas os tempos mudam e os costumes também. Não seria, então, a virgindade um “valor antigo”, resquício do conservadorismo e do machismo do passado? Creio que não e vou demonstrar com o exemplo de outra balzaquiana.

Tempos atrás, o jornal The Guardian publicou o relato da britânica Sophie Atherton. Ela conta que se manteve virgem até os 32 anos – em parte por conta de uma doença grave no início da vida adulta, em parte por escolha, por ter outras prioridades. Sophie classifica sua decisão como uma “rebeldia” e defende as vantagens de esperar. Ao passar o início da vida adulta longe de um relacionamento, ela diz que aprendeu a ser mais independente e paciente.

Leia a seguir alguns trechos do depoimento de Sophie e note como ela menciona razões que dão sentido ao conselho bíblico de esperar pelo casamento para se ter vida sexual ativa:

“Antes de atingir a idade do juízo, eu estava desesperada para perder minha virgindade enquanto ainda fosse ilegal. Achei que fosse desafiar a autoridade. Quem são eles para me dizer quando eu estava pronta para transar? Mas não aconteceu, embora meu primeiro beijo, aos 15 anos, tenha quase ido longe demais. Ao contrário, acabei fazendo algo muito mais rebelde e incomum: eu me mantive virgem até os 32 anos.”

“Como minha virgindade persistia, eu tive a experiência incomum de me desenvolver e crescer sem a influência de um parceiro. Eu não odeio homens – muito pelo contrário; por ter passado tanto tempo sem um homem no meu pé pude apreciar até melhor a companhia deles. […] Enquanto minhas amigas lidavam com esse tipo de distração, gastei 20 anos fazendo o que queria, vivendo em várias cidades, mudando por causa do trabalho.”

“Ganhei muito ao adiar o início da minha vida sexual. Tenho certeza de que isso foi, em parte, responsável pela minha força de caráter e minha natureza decidida. Tenho que dar crédito aos meus pais por me darem as fundações de uma quase inabalável autoconfiança.”

“Para uma mulher, falar ‘não’ e fazer sexo apenas quando ela realmente quer é um ato básico, mas muito poderoso. Demonstra que ela é independente e livre, e, talvez, quanto mais tempo uma mulher se mantém virgem, mais ela tem respeito por si própria e controle sobre seu próprio corpo.”

“O legado de minha longeva virgindade vai além da independência – acho que ela me deu uma resistência extra para lidar com as dificuldades da vida e me ensinou a ter paciência. Nossa cultura pode ser a de ‘tudo agora’, mas eu aprendi a esperar. E uma das melhores coisas foi em relação ao sexo em si. Enquanto algumas mulheres da minha idade perderam seu interesse, eu ainda acho tudo tão excitante quanto a primeira vez.”

Percebeu as vantagens? (1) Com a maturidade, a pessoa tem melhores condições de fazer escolhas sem ser movida pelos apelos da mídia e pela pressão do grupo; (2) a rebeldia natural da adolescência pode levar a escolhas infelizes; (3) antes de iniciar um relacionamento amoroso mais sério, a pessoa pode se desenvolver em outras áreas importantes, como os estudos e a carreira; (4) mais madura, a pessoa pode se relacionar de maneira positiva com o sexo oposto e entender as diferenças naturais entre homens e mulheres; (5) dizer “não” para aquilo de que discordamos reforça nossa autoestima e solidifica o caráter; (6) manter a virgindade e o controle sobre o próprio corpo reforça o respeito próprio; (7) adiar a iniciação sexual para o contexto matrimonial ajuda a manter o interesse sadio no sexo, pois ele não foi banalizado antes; (8) (e este é por minha conta) aprender a esperar desenvolve a paciência e a confiança no Deus que supre nossas necessidades.

Virgindade e divórcio

Além das vantagens presentes de se esperar, há também benefícios futuros. Uma pesquisa feita pela Universidade de Iowa mostrou que mulheres que perdem a virgindade muito cedo têm maior probabilidade de se divorciar, principalmente se foram pressionadas a fazer sexo. Estudo publicado na edição de abril do Jornal do Casamento e da Família entrevistou 3.793 americanas. Mais de 30% das mulheres que perderam a virgindade enquanto adolescentes se divorciaram depois de cerca de cinco anos de casadas. Quase metade delas se divorciou com cerca de dez anos de casadas. Já entre as mulheres que esperaram até a idade adulta para perder a virgindade, apenas 15% se divorciaram após cinco anos e 27% após dez anos.

A pesquisa também trouxe um número interessante: uma em cada quatro mulheres que começaram a vida sexual cedo ficou grávida antes de se casar. Entre as que esperaram até a idade adulta para começar a vida sexual, esse número é de uma para dez. Entre todas as entrevistadas, 1% perdeu a virgindade com 13 anos ou menos, 5% com 14 ou 15 anos, 10% com 16 ou 17. Dentre elas, 42% disseram que sofreram pressão para fazer sexo. Quase 60% das mulheres entrevistadas preferiram esperar até os 18 anos para se relacionar sexualmente. Dentre elas, 22% disseram que foram pressionadas.

Arrependimento

Além do divórcio há o arrependimento – e esse pode vir bem cedo, antes mesmo do casamento. Segundo pesquisa da OneHope, ministério jovem fundado em 1987 pelo missionário Bob Hoskins, dois terços dos adolescentes gostariam de ser virgens novamente. Alguns resultados da pesquisa feita com 5.108 jovens, com idade entre 13 e 18 anos, são os seguintes:

61% dos adolescentes gostariam de se casar virgens.

82% acreditam que o plano de Deus é que o casamento dure a vida toda.

80% citam os pais como fonte de forte influência em seus pensamentos e ações.

Porém, 34% passam menos de 15 minutos por semana discutindo assuntos importantes com seus pais.

65% acreditam que a verdade é relativa.

69% assistem MTV todas as semanas.

A despeito de a maioria dos jovens entrevistados assistir a programas de conteúdo “liberal” e se dizer relativista, no fundo, possivelmente ouvindo (sem compreender direito) um anseio intrínseco implantado por Deus no coração, querem se casar virgens e acreditam que o casamento deve ser para a vida toda. Pesquisa já demonstrou que praticar sexo antes do casamento piora a vida sexual depois do casamento, e que praticar sexo sem compromisso e romantismo leva frequentemente à depressão (especialmente no caso das mulheres).

Assim, os que se preservam desde já para o casamento futuro estão colaborando consigo mesmos (e com o cônjuge) lá na frente: promoverão um casamento de mais cumplicidade (ambos descobrirão juntos os encantos do sexo) e maior fidelidade (não haverá eventuais desconfianças quanto a experiências e relacionamentos passados). O ato sexual é uma experiência muito íntima e que envolve neurotransmissores poderosos como a oxitocina, a vasopressina e a dopamina. Eles servem para criar vínculos fortíssimos entre homem e mulher. Por estar associado a fortes emoções, o sexo promove o “arquivamento” de memórias e sensações. E tudo isso será levado para o novo relacionamento. Não é melhor levar um “arquivo vazio” para o casamento e enchê-lo com as boas memórias e sensações vividas no matrimônio, com o homem/mulher da sua vida?

Num fórum de discussões sobre sexualidade, uma internauta escreveu: “Não caia na besteira de que se deve provar antes; não precisa. Faça os cálculos, espere, você terá uns trinta anos de vida sexual após o casamento. Para que correr o risco de ser infeliz. Não só eu, mas todas as minhas amigas se arrependeram amargamente [de ter feito sexo antes do casamento]. Defenda seus sonhos, sua felicidade e a continuidade da família, que mais cedo ou mais tarde é o sonho de toda mulher.”

Mas, e se o erro foi cometido, o que fazer? Paulo, que manchou seu passado com atos pecaminosos e, depois, passou pela conversão, responde: “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo” (Fl 3:13, 14). Esse alvo pode ser um casamento abençoado.

Preserve o presente

Outra rara figura pública que teve coragem de declarar sua virgindade foi a atriz Isabelle Drummond, de 17 anos. Em entrevista à revista Quem, ela disse que pretende fazer sexo só depois do casamento. “Isso é uma coisa que eu quero. É um princípio meu, um princípio bíblico, da igreja”, disse a adolescente, que é evangélica. Isabelle ficou famosa interpretando a Emília no “Sítio do Picapau Amarelo”, e disse também à revista: “Sou muito tímida e sei que, quando for para acontecer, vai acontecer. Tenho outros focos agora. Estou trabalhando e estudando muito.”

Parabéns também à Isabelle por, assim como Jones e Sophie, não ter vergonha de ir na contramão do mundo, nesse aspecto, e pela coragem de manifestar sua decisão. E você, tem coragem? Aceita o desafio? Quer recomeçar?

Não se esqueça de que, com respeito à experiência sexual, há pelo menos três grupos de pessoas: (1) virgens puros, (2) virgens impuros e (3) não virgens que foram purificados. O primeiro grupo é o ideal; são aquelas pessoas que valorizam a virgindade, que procuram manter a mente e o corpo puros (e conseguem isso por meio de uma relação íntima com Deus). O segundo grupo é o daqueles que procuram preservar unicamente a virgindade genital motivados por certas preocupações (gravidez, por exemplo), mas são física e mentalmente impuros. Fazem de tudo, menos penetração genital, e se consideram hipocritamente “virgens”. E há o terceiro grupo, o daquelas pessoas que caíram no passado, mas que receberam o perdão de Deus e foram restauradas ao status de “virgens espirituais”.

A que grupo você quer pertencer? Em qual deles você está? A escolha é unicamente sua. As consequências dessa escolha também. Por isso, preserve o presente para quem merece e desfrute-o no momento e no contexto certos. Seu futuro agradece.

Michelson Borges

Família: conselhos para as famílias

coupleO livro de Provérbios tem conselhos para as famílias de todas as épocas, pois seus princípios são eternos e universais.

Perguntas para discussão e aplicação

1. Qual é o plano ideal de Deus para que uma nova família seja formada?

2. Leia Provérbios 5:3-12 e responda: Quais são as consequências e os problemas envolvidos em uma relação sexual antes do casamento ou em um caso extraconjugal? Como essa passagem bíblica pode ser aplicada também às mulheres?

3. Leia Provérbios 6:32-34; 1 Coríntios 6:15-18; 7:3, 4 e Hebreus 13:4. Por que a Bíblia fala tanto das normas e dos limites do sexo?

4. Como sua igreja pode ajudar alguém que esteja sofrendo com tentações sexuais que podem arruinar sua família e seu futuro?

5. Sobre a disciplina aos filhos, leia Provérbios 13:24; 19:18; 22:15; 23:13, 14; 29:15. Como esses conselhos ainda podem ser aplicados nos dias de hoje? De que modo Hebreus 12:11 justifica a disciplina paterna e materna? Quais os cuidados e perigos ao se disciplinar os filhos?

6. Leia Provérbios 21:9, 19; 27:15, 16. Por que morar com uma mulher rixosa e iracunda (ou que se ira facilmente) é tão insuportável? Com que tipo de homem seria quase impossível morar junto? Por quê? Por outro lado, de que forma o bom humor pode ser um bom remédio para a família? Provérbios 17:22.

7. Sendo o oposto da mulher rixosa, quais são as características da mulher virtuosa de Provérbios 31? Por que nesse poema foram idealizadas tantas características excelentes em uma mesma mulher? Por que os homens solteiros não devem procurar uma mulher virtuosa com todas essas qualidades juntas? Em sua opinião, como seria a descrição dessa mulher virtuosa em 2019? E como seria a descrição do “homem virtuoso” equivalente a essa mulher?

8. Como uma família ferida, desestruturada, disfuncional e enferma pode começar a ser curada e passar a ser estruturada, funcional e saudável? Quais são os passos para que a mudança possa acontecer? Como podemos ajudar?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR