Sexualidade e questões de gênero. Proteja as crianças!

childrenO American College of Pediatricians exorta profissionais de saúde, educadores e legisladores a rejeitar as políticas que condicionam as crianças a aceitar como normal uma vida de representação química e cirúrgica do sexo oposto (confira). Confira algumas afirmações dessa associação de pediatras quanto à ideologia de gênero:

1. A sexualidade humana é um traço binário biológico objetivo: “XY” e “XX” marcadores genéticos de macho e fêmea, respectivamente, e não marcadores genéticos de um transtorno. A sexualidade humana é binária e o propósito óbvio é reprodução da espécie. Há transtornos do desenvolvimento sexual, como a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita, que são muito raros e identificados pela ciência como desvios da norma binária sexual e reconhecidos como transtornos do design humano. Pessoas com esses transtornos não constituem um terceiro sexo (“Clinical Guidelines for the Management of Disorders of Sex Development in Childhood.” Intersex Society of North America, March 25, 2006).

2. Ninguém nasce com um gênero, mas com um sexo biológico. Gênero (consciência de si como macho ou fêmea) é um conceito sociológico e psicológico, não biológico objetivo. Bebês não nascem com consciência deles mesmos como macho ou fêmea. Essa tomada de consciência se desenvolve com o tempo e pode ser desviada por percepções subjetivas da criança, por relacionamentos e experiências adversas da infância para adiante. As pessoas que se identificam como “me sinto como sendo do sexo oposto” ou “me sinto no meio, nem macho nem fêmea” não constituem um terceiro sexo. Elas permanecem homem biológico e mulher biológica (Zucker, Kenneth J. and Bradley Susan J. “Gender Identity and Psychosexual Disorders.” FOCUS: The Journal of Lifelong Learning in Psychiatry. Vol. III, nº 4, Fall 2005 [598-617]. Whitehead, Neil W. “Is Transsexuality biologically determined?” Triple Helix [UK], Autumn 2000, p. 6-8. http://www.mygenes.co.nz/transsexuality.htm; see also Whitehead, Neil W. “Twin Studies of Transsexuals [Reveals Discordance]” www.mygenes.co.nz/transs_stats.htm. Jeffreys, Sheila. Gender Hurts: A Feminist Analysis of the Politics of Transgenderism. Routledge, New York, 2014 [p. 1-35]).

3. A crença de que ele ou ela é algo que não é, revela um pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável crê que ele é uma menina, ou quando uma menina biologicamente saudável crê que ela é um menino, existe um problema psicológico objetivo que está na mente dele ou dela, e não no corpo. Essas crianças sofrem de Disforia de Gênero, antes chamada de Transtorno de Identidade de Gênero, reconhecida como desordem mental e listada no CID-10 (Código Internacional das Doenças) sob o código F64.2 e no DMS-5. As teorias de aprendizagem psicodinâmica e social sobre a Disforia de Gênero nunca foram refutadas (American Psychiatric Association: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition, Arlington, VA, American Psychiatric Association, 2013 [451-459]. See page 455 re: rates of persistence of gender dysphoria).

4. A adolescência não é doença e hormônios bloqueadores da puberdade podem ser perigosos. Reversíveis ou não, os puberty-blocking hormones induzem a um estado de doença – a ausência da puberdade – e inibem o crescimento e a fertilidade em crianças biologicamente saudáveis anteriormente (Hembree, WC, et al. Endocrine treatment of transsexual persons: an Endocrine Society clinical practice guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2009;94:3132-3154).

5. De acordo com o DSM-5 (o CID norteamericano), 98% dos meninos confusos quanto ao gênero e 88% das meninas com essa confusão eventualmente aceitam seu sexo biológico após atravessarem naturalmente a adolescência (American Psychiatric Association: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition, Arlington, VA, American Psychiatric Association, 2013 [451-459]. See page 455 re: rates of persistence of gender dysphoria).

6. Dar hormônios bloqueadores da puberdade a crianças com Disforia de Gênero na pré-adolescência requer o uso de cross-sex hormones (testosterona e estrogênio) mais tarde, na adolescência, para continuar o processo de representar o papel do sexo oposto. Tais crianças ficarão sem condições de conceber filhos mesmo com tecnologia reprodutiva artificial. Além disso, usando tais hormônios há risco de doença cardíaca, hipertensão arterial, derrame, diabetes, câncer, etc. (Moore, E., Wisniewski, & Dobs, A. “Endocrine treatment of transsexual people: A review of treatment regimens, outcomes, and adverse effects.” The Journal of Endocrinology & Metabolism, 2003; 88[9], p. 3467-3473. FDA Drug Safety Communication issued for Testosterone products accessed 3.20.16: www.fda.gov/Drugs/DrugSafety/PostmarketDrugSafetyInformationforPatientsandProviders/ucm161874.htm. World Health Organization Classification of Estrogen as a Class I Carcinogen: http://www.who.int/reproductivehealth/topics/ageing/cocs_hrt_statement.pdf Eyler AE, Pang SC, Clark A. LGBT assisted reproduction: current practice and future possibilities. LGBT Health 2014;1[3]:151-156).

7. Taxas de suicídio são cerca de 20 vezes maiores entre adultos que usam esses cross-sex hormones e se submetem à cirurgia para mudança sexual (reassignment surgery), mesmo na Suécia, um dos países com mais defensores do grupo LGBT (Dhejne, C, et.al. “Long-Term Follow-Up of Transsexual Persons Undergoing Sex Reassignment Surgery: Cohort Study in Sweden.” PLoS ONE, 2011; 6[2]. Affiliation: Department of Clinical Neuroscience, Division of Psychiatry, Karolinska Institutet, Stockholm, Sweden. Accessed 3.20.16 from http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0016885).

8. É um abuso contra a criança condicioná-la a crer que a tentativa de mudança de sexo por meios químicos e cirúrgicos seja normal e saudável. Fazer isso em educação pública ou privada e em políticas públicas só confunde as crianças e os pais. Proteja as crianças!

Um dos autores dessas declarações é o Dr. Paul McHugh, distinto professor de Psiquiatria da Escola Médica Johns Hopkins e ex-chefe da Psiquiatria do Hospital Johns Hopkins.

(Cesar Vasconcellos de Souza é psiquiatra; www.doutorcesar.com.br)

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EUA atingem nível recorde de doenças sexualmente transmissíveis

dstAs doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) atingiram um nível recorde no ano passado nos Estados Unidos, quando foram notificados mais de dois milhões de casos de clamídia, gonorreia e sífilis no país. De acordo com o relatório anual que analisa o comportamento das DSTs, divulgado [na] terça-feira pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), este é “o número mais alto já” registrado. “As DSTs estão fora de controle e isso traz grandes complicações para os americanos”, disse David Harvey, diretor executivo da Coalizão Nacional dos Diretores de DSTs.

A maioria dos novos casos – 1,6 milhão – foi de clamídia, infecção bacteriana que afeta homens e mulheres. A gonorreia também aumentou nos dois sexos. Em todo o país os casos da doença chegaram a 470.000, mas o maior crescimento foi registrado entre os homens que têm relações sexuais com outros homens. Mesma situação da sífilis, cujos casos ficaram em 28.000 em 2016, com um aumento de quase 18% em relação a 2015.

Também foram registrados mais de 600 casos de sífilis congênita, um aumento de 28%, que levaram a “mais de 40 mortes e complicações severas da saúde [dos bebês]”, segundo o relatório.

Somente essas três doenças são de notificação compulsória nos Estados Unidos. Mas, se forem consideradas todas as DSTs, incluindo HIV e herpes, o CDC estima mais de 20 milhões de novos casos todos os anos no país e pelo menos metade deles em pessoas jovens, entre 15 e 24 anos.

As DSTs podem ser prevenidas com uma simples medida: o uso do preservativo nas relações sexuais, o que não tem acontecido, já que seu aumento é um fenômeno mundial. O tratamento dessas três doenças envolve a administração de antibióticos, apesar das crescentes preocupações sobre a resistência a esses medicamentos. Mas se não forem tratadas, podem levar à infertilidade, gravidez ectópica e a um risco elevado de transmissão de HIV.

(Veja.com)

Leia também: “Casar pode salvar vidas” e “Consequências do sexo fora de contexto”

 

 

O que está por trás da ideologia de gênero

Rechaçar ideologia de gênero não é homofobia, mas sim biologia

genero“Não aceitar ideologia de gênero não é discriminação, não é ser intolerante nem homofóbico”, mas “é simplesmente biologia”, assegura a doutora em biodiversidade, genética e evolução Pamela Puppo. Em artigo publicado em 7 de março no site Posición.pe, intitulado “Sobre a ideologia de gênero”, a Dra. Puppo explica que “quando os fetos são formados, têm dois cromossomos sexuais, XX ou XY; se for menina (XX) ou menino (XY). Os genes contidos nesses cromossomos determinam o desenvolvimento físico dos fetos. Desse modo, os embriões desenvolvem diferentes órgãos de acordo com seu sexo. Na puberdade, produzem muitos hormônios, a testosterona (no caso dos homens) ou o estrogênio e a progesterona (nas mulheres), que influenciam tanto na forma física e no desenvolvimento da pessoa, como em uma série de características emocionais, psicológicas, etc.”

A especialista sublinha que “isso não é discriminação, é simplesmente biologia”. “Isso não é homofobia, pois, que eu saiba, todos os seres humanos têm o direito de colocar quem quisermos na nossa cama”, indica.

A Dra. Puppo sublinhou que, contrariamente aos princípios da ideologia de gênero, “o fato de nascer homem ou mulher não é um fato cultural, é biológico”. “Não me digam que quando uma mulher que está grávida faz o ultrassom para saber o sexo do bebê e pergunta ao seu médico se é menino ou menina está sendo homofóbica? Por favor! Não é assim”, assinala.

Além disso, a especialista adverte que “a ideologia de gênero não promove a igualdade entre os sexos; a ideologia de gênero promove a assexualização do ser humano”. “Essa ideologia é uma corrente de pensamento, não uma teoria científica, muito menos uma evidência científica, sustenta que os seres humanos são ‘neutros’ quando nascemos e podemos escolher se queremos ser homens, mulheres ou uma combinação de ambos quando crescemos.”

Entretanto, assinala, “o sentimento não supera a natureza”. “Eu não posso mudar de acordo com a minha vontade. Se um dia decido ser um gato, esse sentimento não vai fazer com que tenha pelo e que cresça um rabo. Eu nasci mulher e tenho uma série de órgãos próprios: útero, ovários, vagina, vulva. Não tenho ‘direito’ de ter uma próstata!”

A doutora em Biodiversidade, Genética e Evolução adverte que as pessoas que nascem com um sexo e depois sentem que não têm o sexo correto “sofrem uma síndrome conhecida como ‘disforia de gênero’. Não é a regra, é a exceção. Não entrarei em casuísticas, basta dizer que essas pessoas devem ser respeitadas, amadas e acompanhadas”.

A especialista descarta também que, ao promover a ideologia de gênero, defendam os direitos das mulheres. “Querem reduzir o abuso sexual de mulheres? Primeiramente apoiem mais as famílias! A maioria dos violadores é de famílias desestruturadas, onde o pai muitas vezes não está presente ou é abusivo. Em segundo lugar, não incentivem a usar a mulher como objeto nas mídias sociais, nos jornais, na publicidade. Em terceiro lugar, deem mais apoio às mulheres que sofrem esse tipo de violência, os agentes da lei cumpram efetivamente seu dever de protegê-las.”

Ao finalizar seu artigo, a Dra. Puppo sublinhou que “a igualdade não é conquistada negando nossas diferenças sexuais; a igualdade é alcançada por meio do respeito às diferenças de cada sexo, e o que cada sexo contribui para a sociedade”.

(ACI Digital)

Leia também: “Você vai querer saber o que este médico tem a dizer sobre ideologia de gênero”

Você vai querer saber o que este médico tem a dizer sobre ideologia de gênero

generoA identificação com o sexo oposto e o eventual desejo de uma pessoa em assumir uma nova identidade de gênero é uma questão ainda sem consenso. A ciência, porém, diz que embora cultura e ambiente tenham importância nessa discussão, a determinação é biológica. “Sexo é estabelecido, é a biologia propriamente dita”, diz Marcelo Lemos Ribeiro, médico brasileiro radicado nos Estados Unidos há dez anos. “Diria que o gênero é, principalmente, uma construção política”, completa. Em entrevista à Gazeta do Povo, Ribeiro fala sobre o papel da ciência e da comunidade científica nesse debate, além de sua relação com a sociedade. Confira:

Gênero é uma construção social ou é uma definição biológica? 

Sexo é estabelecido, é a biologia propriamente dita. Enquanto gênero é a forma como o indivíduo se comporta. É algo mais subjetivo, não é como o estereótipo homem e mulher, mas sim como a pessoa se enxerga. Diria que o gênero é, principalmente, uma construção política; o termo começou a ser usado no meio do século passado justamente por pessoas que tinham como intenção criar uma confusão entre gênero e sexo. E hoje em dia realmente conseguiram criar essa confusão.

O transtorno de disforia de gênero ainda é uma classificação correta? A medicina ainda a usa? 

Sim, essa é a classificação utilizada pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. A disforia de gênero ou o distúrbio de identidade de gênero são termos usados cientificamente tanto pela psiquiatria como pela psicologia.

É normal que crianças com 4, 5 ou mesmo 6 anos já estejam se identificando com o sexo oposto? 

É uma controvérsia que ainda é alvo de discussão em parte da comunidade cientifica; alguns setores corroboram, outros criticam. Não há um consenso, mas reitero que, na minha visão, isso é uma abordagem mais política e ideológica do que realmente cientifica, porque você está assumindo que uma criança de quatro ou cinco anos de idade teria a capacidade cognitiva ou desenvolvimento mental suficiente para tomar um tipo de decisão que, na verdade, ela não tem. Quando uma criança de quatro ou cinco anos se identifica com um cachorro ou com um super-herói, ninguém em sã consciência leva isso a sério.

Existe um limite etário para que a criança não possa ser exposta a nenhum tipo de injeção hormonal? 

Cientificamente, também não há consenso; esse tipo de tratamento de afirmação de gênero é algo novo e não existem estudos longos o suficiente e com a qualidade necessária para você fazer um tratamento baseado em evidências concretas. O que tem sido feito é dependente da legislação local: nos EUA, por exemplo, crianças começam a usar hormônio por volta dos 11 anos de idade, antes da adolescência, para prevenir que características secundárias dela se desenvolvam.

Por volta dos 11, quando começam a aparecer essas características – pelos pubianos, mamas –, elas começam a aplicar hormônios para atrasar esse desenvolvimento. Já por volta dos 16 anos, quando já se tornaram adolescentes, começam a tomar hormônios do sexo oposto. Dos 16 aos 18 anos, o indivíduo desenvolve características secundárias do sexo oposto e então, quando ele atinge a maioridade, tem a permissão para fazer a cirurgia de realinhamento de sexo no mesmo dia.

Em congressos é comum a troca de acusações de ambos os lados, que vão de “transfobia” a “homofobia”. Nesses encontros a comunidade científica tem um receio de ser mal interpretada ou sofrer algum tipo de represália, e por isso evita de se pronunciar de uma forma mais contundente contra a ideologia de gênero? 

Quando você começa a observar da parte de quem defende a ideologia de gênero um ataque pessoal contra o caráter daqueles que discordam, em todos os pontos e setores da sociedade, é inevitável que isso também atinja a parte científica. Você vê muitas pessoas ignorando evidências científicas e passando a se posicionar de uma forma que agrade determinado lado ou ainda que possa prevenir problemas. Existem exemplos de médicos famosos e especialistas no assunto que perderam seus empregos porque discordaram de determinada abordagem de tratamento.

Quais seriam essas abordagens? 

Basicamente, são duas: uma é de reafirmação, quando o médico e a sociedade passam a tratar o paciente como se ele fosse realmente do sexo oposto, enquanto a outra busca entender e tratar a causa; você vê o porquê de esse indivíduo estar tendo o problema de reconhecer o sexo que ele tem, e então tenta encontrar respostas.

Dentro de toda essa questão, como devemos abordar os banheiros transgêneros? 

Creio que se trata de uma questão extremamente pessoal, mas de minha parte não acho viável mesclar homens e mulheres no mesmo banheiro; você não troca de sexo, você continua sendo um homem que se identifica como mulher, mas não deixa em nenhum momento de ser homem biologicamente. Entendo as pessoas que têm preocupação de suas filhas ou esposas não serem expostas no vestiário ou no banheiro a pessoas de outro sexo biológico.

(Gazeta do Povo)

Filme cristão retrata jornadas pessoais de fé e sexualidade

journeyMais de dez milhões de adultos nos Estados Unidos, ou 4,1% da população, identificam-se como parte da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros (LGBT). Isso significa um aumento de 3,5% quando comparado a 2012, de acordo com um relatório da Gallup, de janeiro de 2017.[1] A crescente comunidade LGBT ganhou proeminência social nos últimos anos e os assuntos da comunidade são discutidos amplamente na mídia, nos campi universitários e no local de trabalho. Em resposta às necessidades de alguns membros e às solicitações das congregações, a Igreja Adventista do Sétimo Dia começa a dar passos para o diálogo sobre essa questão a fim de aconselhar e orientar, com base nos princípios bíblicos, os membros adventistas, especialmente os jovens e jovens adultos.

Um dos últimos movimentos foi o apoio à produção e ao lançamento de um filme chamado “Journey Interrupted” (algo como “Jornada Interrompida”), somente em inglês ainda. Não há, por enquanto, previsão de lançamento em português e espanhol. A produção é de Brian e Anne Savinsky, com o cineasta Danny Woods, e apresenta os quatro líderes do Ministério Coming Out (“Sair”, em inglês, termo usado para se referir ao momento que uma pessoa resolve revelar sua nova identidade sexual), que compartilham sua jornada de viver um estilo de vida gay ativo ao que eles descrevem como “caminhar em nova vida com Cristo”. Ele também apresenta a história da Anna, cuja jornada também foi interrompida, mas que ainda continua buscando a direção de Deus em sua vida.

“Reunimos os membros do Ministério Coming Out cinco anos atrás na ASI (Adventist-Laymen’s Services & Industries), equivalente à Federação de Empreendedores Adventistas, e imediatamente soubemos que esse era um ministério que gostaríamos de apoiar”, disse Anne à Adventist Review, por e-mail. “A cultura atual se debate com as questões do homossexualismo e de gênero, e assim sentimos que suas histórias necessitavam ser contadas em um filme. Nosso propósito é simplesmente disponibilizar ao mundo essas histórias que falam do poder transformador de Deus, como testemunhos de Seu amor e graça.”

Representantes das treze Divisões da igreja (regiões administrativas mundiais) participaram de uma conferência na Cidade do Cabo, África do Sul, em março de 2014, para tratar da homossexualidade e sexualidades alternativas e para “obter maior compreensão das questões subjacentes” a elas. Então, em maio desse ano, mais de 400 delegados da igreja, de cerca de 60 países, participaram em uma conferência global histórica, realizada em Budapeste, Hungria, para estudar, explorar e discutir as questões relacionadas aos LGBT, entre outros tópicos.

Foram estabelecidas comissões focadas nas questões LGBT, não apenas em nível da Associação Geral, mas também em todas as Divisões mundiais. Foi votada e emitida uma declaração sobre transgêneros pela igreja mundial, no Concílio de Primavera, em abril de 2017, enfatizando a crença de que “a Bíblia provê princípios orientadores e conselho aos transgêneros e à igreja, transcendendo as convicções e a cultura humana”. Também se focou na necessidade de compreensão e de compaixão por todas as pessoas.

As conclusões de um estudo memorável feito por pesquisadores adventistas foram recentemente publicadas no Journal of Social Work and Christianity. O estudo abordou a preocupação de que “chegar a um acordo quanto à identidade sexual é um processo especialmente complexo para cristãos LGBT + jovens, muitos dos quais estão em alto risco de responder negativamente”. Os adventistas do sétimo dia creem, em seu posicionamento oficial, que “a intimidade sexual pertence apenas ao relacionamento conjugal entre um homem e uma mulher”, visto ter sido “o desígnio estabelecido por Deus na criação”. Os pesquisadores descobriram que os jovens adventistas não estão protegidos dos desafios e “muitos têm muita dificuldade para lidar com essas questões, devido às ‘normas comportamentais muito elevadas de nossa igreja’”.

Veja a posição adventista sobre a homossexualidade:

“A mensagem central [do filme] é que não importa quem você é e com quais questões você luta, Deus o ama e pode prover a solução que você necessita”, Brian acrescentou. “Ele demonstra, poderosamente, que Deus ama e respeita cada um de nós, a tal ponto de nos dar a liberdade de escolher Seu caminho ou o nosso. ‘Journey Interrupted’ é agradavelmente diferente, visto que incorpora cinco histórias muito transparentes e verdadeiras nas verdades bíblicas quanto a vencer o pecado sexual de forma aberta e compreensível.”

O documentário estreou em setembro de 2016 nos Estados Unidos e foi exibido no mês seguinte no Concílio Anual mundial da igreja, realizado no escritório da Associação Geral, em Silver Spring, Maryland, também nos Estados Unidos. Posteriormente, foi exibido na emissora de TV 3ABN e no programa “Amazing Facts”, no Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia, no campus da Universidade Andrews, nas igrejas locais nos EUA, e em outras regiões do mundo. Recentemente, foi disponibilizado para compra por meio do site do Ministério Coming Out.

Descrevendo o Ministério Coming Out como um ministério de apoio dinâmico, que auxilia pessoas que lutam com problemas e dilemas críticos, o presidente da Igreja Adventista mundial, Ted Wilson, diz que está veementemente motivando que o filme “Journey Interrupted” seja mostrado nas igrejas, escolas, hospitais, faculdades e “onde quer que possa ser uma bênção”.

Trailer do filme (inglês):


Os líderes do Ministério Coming Out, uma organização mantida com doações, dizem que a crítica mais comum é que eles estão tentando “tornar o gay em heterossexual”, uma acusação que eles negam. Embora concordem que esse possa ser o “fruto da conversão” de algumas pessoas, o alvo é estar de acordo com a vontade de Deus e que pode ou não incluir o casamento.

“Quando o coração de alguém é transformado, o comportamento também muda para uma vida de acordo com Deus”, Blakely explica. “Isso não significa que você irá se apaixonar por alguém do sexo oposto, mas que você irá se apaixonar por Jesus.”

O alvo do grupo, eles dizem, pode ser dividido em três passos: inspirar, instruir e esclarecer, e equipar as pessoas com materiais.

O codiretor Michael Carducci, criado na Igreja Adventista, viveu ativamente um estilo de vida gay por vinte anos, antes de ouvir o chamado de Deus para manter um relacionamento com Ele. A transição do que Carducci descreveu como servir ao eu para caminhar na vontade de Deus não foi imediata. Citando experiências bíblicas de Maria Madalena sendo curada dos demônios sete vezes e de Naamã tendo que mergulhar no rio sete vezes, Carducci descreve o crescimento em graça como um processo.

(Adventist Review, via ASN)

Leia também: “A história de homens e mulheres que mudaram de gênero e depois voltaram atrás”

Ex-atriz pornô se guardou até o casamento após se converter

atrizDepois de se tornar cristã, uma ex-atriz pornô decidiu abandonar a prática sexual até o dia de seu casamento. Desde então, ela tem encorajado outras mulheres a viverem a pureza sexual através de um coração purificado por Cristo. Antes de se render a Jesus, Brittni De La Mora, antes conhecida pelo nome artístico Jenna Presley, era uma estrela na indústria de filmes adultos. Ela foi nomeada uma das 12 melhores artistas do entretenimento pornográfico e era uma das atrizes que mais ganhavam dinheiro nessa indústria, nos Estados Unidos. No entanto, Deus tinha outros planos para a vida dela. Brittni passou a frequentar a Igreja Cornerstone em San Diego, na Califórnia depois de fazer cerca de 375 filmes adultos. “Sim, eu sei que foram muitos. Quando fui para a igreja eu estava quebrada e tinha chegado ao fundo do poço”, ela relatou em seu blog. “Eu estava tão perdida na vida, eu não tinha para onde olhar, somente para cima. Eu sabia que o meu caminho na vida não era trabalhar com isso. Fiquei quase 26 anos solteira, quebrada e deprimida”, afirmou.

Depois de aprender mais sobre Jesus, a mentalidade de Brittni começou a mudar. “Comecei a ler a Bíblia e aprendi uma nova maneira de viver. Eu sabia que Deus tinha me dado uma segunda chance e eu queria fazer tudo para fazer certo dessa vez”, ela contou.

Brittni decidiu viver em pureza sexual e sua escolha passou a inspirar outras pessoas. “Eu pensava: ‘Se uma ex-estrela pornô consegue esperar para fazer sexo só no casamento, qualquer um consegue’”, comentou.

Na igreja, Brittni ouviu muitas histórias de mulheres que tiveram relacionamentos ruins, eram sexualmente ativas antes do casamento e tiveram suas vidas restauradas por Deus. “Embora eu ame histórias de restauração, eu não queria viver isso de novo. Eu queria ser capaz de dizer: ‘A pureza sexual não é fácil, mas é possível. Se eu posso fazer isso, você também pode’”, disse ela.

Também foi na igreja que Brittni encontrou o homem que seria seu marido e, juntos, eles decidiram se guardar até o casamento. “Eu era celibatária por três anos e meu marido por sete anos. Honrar a Deus sempre foi importante para nós desde o dia em que nos conhecemos. Fizemos isso da maneira certa, porque permanecemos no caminho de Deus. Devido a isso, posso dizer que tenho sido abençoada com um grande casamento”, celebra.

A ex-atriz pornô continua incentivando outras mulheres a lembrar que a pureza não é apenas uma questão física – é um estado do coração. “Pureza começa sempre com o coração. Manter um coração puro, buscar a Deus todos os dias através da adoração, oração e leitura da Bíblia. Eu continuo ignorando as ofensas e perdoando rapidamente aqueles que me machucaram”, afirma.

(GuiaMe)

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