Do espartilho vitoriano ao escândalo da calça legging

leggingHouve um tempo em que o vestuário feminino era composto por fabulosas camadas de tecido: meia, saiote, vestido estruturado… e o espartilho vitoriano que afinava a cintura e tinha um efeito push-up. As curvas do quadril e as pernas eram íntimas demais para a mulher do século 19; ser vista com a roupa “de baixo” (que já era muito mais que um vestido de igreja dos dias de hoje) era uma desonra, mesmo que acidentalmente. Não por vergonha sem sentido do próprio corpo, mas por cuidado com a intimidade. Sim, acredite! Mas os tempos, costumes e valores mudaram. Em meio a tantas revoluções de vestuário que a sociedade ocidental protagonizou até agora, a meia-calça foi promovida: teve o pé cortado e deu origem à calça legging. No dress code contemporâneo, a legging faz parte do traje feminino para a prática de esportes na academia. O tecido à base de elastano e a modelagem bem justa ajudam a ter mais consciência corporal durante o treino. Quem já vestiu uma legging sabe bem a sensação de conforto e domínio de movimentos que ela proporciona. Quem também já usou uma meia-calça de boa qualidade sabe que a sensação é a mesma.

Agora, quem vestiu uma legging pela primeira vez lá pelos 15 anos de idade, como eu, conhece a sensação de nudez que ela provoca, mesmo com uma camiseta estilo long por cima. A sensação é de estar de meia-calça e camiseta – e ninguém sai na rua assim. Mas o desconforto desaparece rápido. É, a gente se acostuma e logo se sente vestida usando legging na academia.

Você já viu algum homem trajado apenas de sunga entrar no transporte público? A moda praia é para a água, pijama é para dormir e roupa íntima é para usar por baixo da roupa. Então, por que a calça legging saiu da academia e foi parar até nas igrejas cristãs?

O assunto está em alta por causa de uma carta de pedido de ajuda escrita por uma mãe católica, publicada no jornal universitário The Observer, da Universidade de Notre Dame e do colégio de Saint Mary, no dia 25 de março. A reação do público foi estarrecedora e mostra uma forte inversão de valores. Constrangida com as leggings e top croped das garotas durante a missa, a mãe pediu que pensassem nos garotos católicos que querem praticar a virtude da castidade, pois seus filhos não conseguiam tirar os olhos delas, uma vez que a “legging é muito reveladora e deixa a mulher quase nua”. Revoltadas, as alunas protestaram nas redes sociais em um espetáculo de poses eróticas e ginecológicas, com legendas apelativas: “Garotos, olhem para mim, por favor!”

Marcas de moda fitness se aproveitam da situação. Lançaram o “dia do orgulho legging”, chamando a peça de roupa do futuro. E eu pergunto: Onde está a delicadeza feminina? Onde está a doçura das jovens adolescentes? Os garotos são mesmo os pervertidos por terem impulsos biológicos e dificuldade de concentração para rezar ou para estudar perto de uma garota vestida com sua intimidade física tão exposta? O que antes era “proibido mostrar” agora é exposto de maneira tão grosseira: “Agora vocês são obrigados a ver e não podem fazer nada, então, controlem-se!”

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Vestindo o corpo pelo avesso – inversão do significado de vestir

A polêmica das leggings rendeu nota no New York Times, que comentou que o protesto pode ter exposto “uma falha cultural que atravessa gerações”, citando o escândalo que foi a minissaia lançada pela estilista Mary Quant, nos anos 1960, e alegando que rupturas assim abrem caminho para mudanças sociais.

O protesto das estudantes revela muito sobre os rumos da sociedade e anuncia uma grande necessidade de exposição a um olhar erótico, apelando para serem vistas por todos, de uma maneira até imposta, em uma atitude combativa ao controle do tamanho da saia que os pais tinham no passado. O que antes seria considerado íntimo demais agora é exposto em público, como uma consulta ginecológica no papel de protagonista em um espetáculo da liberdade para se poder fazer o que quiser com o próprio corpo.

Esse tipo de espetáculo apresenta uma inversão de sentido do próprio vestuário, e mostra um ego dilacerado por uma ânsia de liberdade em uma liberdade escravizada e constrangedora. Esse movimento de banalização da própria intimidade é uma falsa revolução. É uma revolta puramente espetacular no fato de que a própria intimidade se tornou algo público. Se o que é público não é íntimo, o que sobra para o encontro na intimidade do casal?

Essa inversão de valores é consequência de uma ideologia que parece ser libertária, mas está longe de servir aos interesses das próprias mulheres – só que elas não percebem isso. A ideia da “liberdade” para expor o corpo cada vez mais nasceu na cabeça de homens astutos que estavam interessados somente em suas próprias perversões. Plantaram na cabeça delas a ideia de que não deveria existir nada de posse, nada de ciúmes e sim “orgulho” de “exibir” o que tem em casa e até um certo prazer em provocar desejo de outros homens “em minha mulher”. Assim ele teria liberdade de desejar e possuir outras mulheres sem que a sua desse um chilique. Afinal, ela também “queria” ser livre.

Quando eu convenço você a fazer algo que não é para o seu bem, mas faço você pensar que é por você, quando, na verdade, é para me servir, isso é manipulação. E foi o que aconteceu. Dessa vez, em vez de terem sua intimidade e dignidade protegida, agora estão sendo controladas e persuadidas pelo homem perverso que só pensa em satisfazer a própria lascívia.

O movimento feminista comprou o discurso e não percebe que ele está a favor do homem que diz combater: a mulher deve ser livre e não deve exigir nenhum compromisso, porque ele quer usar e jogar fora, quantas conseguir, sem nenhuma responsabilidade atrelada a isso. Ele não quer ter compromisso. Não quer ter filhos e viver com a mesma mulher para sempre. Transformaram-se em “Sexy Machine”, escravizando-se voluntariamente, acreditando que é “vingança” dos anos de repressão dos tempos do espartilho e da castidade vigiada.

Dormindo com a inimiga

Ah, se aquelas garotas soubessem que o agente do espetáculo posto em cena como “vingança” das leggings é inimigo delas mesmas – e não inimigo de uma opressão machista –, aí, sim, encontrariam a verdadeira liberdade para serem mulheres em toda a sua plenitude. O problema é que essa ideologia da pura liberdade afasta toda e qualquer ideia do mal, e essa racionalização é agravada pela própria irracionalidade do seu meio, onde muitas mulheres escolhem renunciar sua intimidade em nome da autonomia para se identificar com a lei geral da obediência e submissão a homens não convertidos a Cristo. Pois é, também acho que isso não tem o menor sentido! É como me machucar esperando que o outro sinta a dor.

Ouso parafrasear Guy Debord, em A Sociedade do Espetáculo, e nessa mesma linha de raciocínio lamento quantas mulheres perderam seus valores nessa “luta entre a tradição e a inovação cultural” e suas manifestações negativas! Ao tentar comunicar o incomunicável, a “organização social da aparência está obscurecida” pela pseudoliberdade que ela defende. A sociedade “não percebe que o conflito está em todas as coisas do seu mundo corrompido pelo seu desprezo pelo conhecimento do homem desprezível e ditador que realmente é o espectador desse espetáculo” apelativo e vulgar que chamam de “liberdade”. “Ao atender aos desejos desse espectador inescrupuloso e pervertido”, a mulher que expõe sua intimidade levianamente também corrompe o homem virtuoso, contaminando os desejos do homem fiel e casto. E, além disso, ela se priva de um encontro íntimo e verdadeiro, que é o que nos permite reconhecer-nos como indivíduo, deixando-nos incapazes de reconhecer nossa própria realidade.

Mulher embalada a vácuo é mequetrefe!

Falando em realidade, “mas e se eu usar a legging com uma camiseta long ou com uma saia por cima?” Perfeito para academia. Assim você não se expõe ginecologicamente e fica mais delicada, mesmo em um ambiente em que a peça não seria escandalosa – uma vez que a academia é o local para esse tipo de roupa. “Mas e no dia a dia, nas compras, nos passeios?” Eu só consigo me lembrar da Paula Serman, médica e consultora de imagem que mantém o perfil Beleza Cura, no Instagram: “Esqueçam a legging de uma vez por todas”, diz ela, explicando que nenhuma roupa justa demais é elegante, que a legging não é bonita e não valoriza o corpo da mulher. Apenas expõe o corpo de maneira deselegante como se fosse embalado a vácuo. “Legging é mequetrefe, só serve para faxina e academia”, diz ela.

Quem gosta de ler sobre moda, imagem e antropologia, sabe que esse assunto está longe de ser uma questão puramente religiosa. Nesse contexto, destaco as dicas das consultoras de imagem. Tenho algumas amigas pessoais que são profissionais dessa área, com quem aprendo muito e morro de vergonha quando lembro das gafes absurdas que já cometi – passando uma informação errada sem saber, corrompida pela preguiça do “todo mundo usa”, sem refletir na coerência do significado. Mas estou aprendendo aos poucos. E a cada nova informação, me sinto mais livre para expressar o que eu realmente quero e quem eu sou de verdade.

Acontece que, diferentemente dessas mulheres que realmente querem se expor – seja devido ao ego dilacerado ou por terem comprado a ideia de que é legal se exibir como forma de protesto contra certos valores que elas consideram opressão machista –, a mulher cristã não quer atrair olhares impuros, não quer ser responsável por instigar a lascívia ilegal.

Então por que esse tipo de roupa tem feito parte do look de mulheres cristãs, cujo objetivo de vida é servir ao Criador e praticar a virtude do amor? Talvez por falta de informação sobre a mensagem que cada peça de roupa transmite sobre quem você é, ou talvez porque ainda não alcançaram o conhecimento de como a modéstia também é uma virtude que conduz ao amor.

“Afinal, o que é modéstia?”

Eu sempre confundi modéstia com modesto. Nunca havia pesquisado o assunto. Achava que roupa cara é que era falta de modéstia. E usava a modéstia e a decência como se fossem coisas distintas. Sim, eu cometi esse erro até março deste ano, quando assisti à live da Paula Serman sobre esse tema. Em resumo, ela, que professa a fé católica, explicou que a modéstia é uma virtude que está associada ao pudor, à castidade e à temperança. Todas as virtudes conduzem ao amor, com o objetivo de nos tornar pessoas melhores e preocupadas com a felicidade do outro, e a modéstia nos ajuda a amar com o coração inteiro, de acordo com o estágio de vida: solteira, casada… “E viver o ápice da demonstração do amor, que é o ato sexual, dentro da sua dignidade.” Como médica, ela explica que o próprio corpo humano nos ensina que o que é nobre tem que ser bem guardado, pois, por exemplo, se o coração fosse exposto, poderia romper uma artéria facilmente. A modéstia ensina a proteger nossa interioridade e a entregá-la somente para quem realmente vai receber com cuidado, com delicadeza, com a devida importância. Através da nossa corporeidade, expressa em nossa aparência externa em nossas roupas, expomos nosso interior. “Isso não é religioso. É parte da antropologia humana, é uma exigência do ser humano”, explica Paula Serman. “Essa voz que pede que a gente guarde isso às vezes fica embotada; às vezes nossa sensibilidade está comprometida e acabamos expondo demais o corpo e entregamos o interior de maneira esparramada, com o coração exposto, com tudo à amostra, com o risco de entrar uma bactéria na nossa afetividade. E eu não estou nem sabendo”, destaca.

Nesse sentido, penso que homem e mulher precisam ser mais compreensíveis e tolerantes com as diferenças um do outro, porque elas são importantes para a atração e união do casal. Não é saudável simplesmente achar que todo homem é pervertido e por isso não adianta cuidar da exposição. Muito pelo contrário. Paula explica que as características corporais e psicológicas que distinguem homem e mulher fazem que ela esteja mais exposta, e quando ela se expõe demais acaba despertando no homem determinados impulsos que podem confundir. Isso é antropólogo, não é religioso nem machista.

E ela vai além: mostrar quem a gente é de verdade, sem confundir, faz parte da capacidade de amar através da aparência. “A gente vai começar a usar nossa imagem não para constranger os outros, não para violentar, não para chocar, não para atrair de forma leviana. A gente vai usar nossa imagem para agradar, para elevar, para trazer uma sensação gostosa, um conforto para a vida dos outros, para agradar nosso Criador e ter um amor-próprio saudável.”

Fiquei emocionada quando ouvi isso. Mudou muita coisa dentro de mim. Entendi que o fundamento da modéstia é muito bonito, que a base da elegância e da decência é o amor e a retidão na intenção. “Não é por medo, nem por obediência servil. É por ter o coração dilatado de um amor que nos engrandece e nos liberta de tudo que é egoísta e feio. Só vive isso quem vive o amor, quem quer realmente tratar o próprio corpo, a si mesmo e o outro com delicadeza, cuidado, respeito, sem fugir, sem se esconder”, como explicou a consultora. “Quando a gente tem uma mudança de vida, a gente vai entendendo muitas coisas aos poucos. É uma obediência por amor, é uma confiança em Deus.”

 Para Paula, uma pessoa sensata, que tem retidão de coração, mesmo que não tenha nenhuma religião, vai chegar a essa conclusão de que é importante ter uma atitude e uma aparência digna que ajude na afetividade. “Ela vai se preocupar em não tornar o ambiente leviano, não constranger quem está por perto”, conclui. (Assista à live completa no YouTube.)

Como espalhar amor e verdade através da aparência

Agora que falamos sobre o que é a verdadeira virtude da modéstia, tenho certeza de que o olhar sobre o protesto de legging muda mais ainda, não? Consegue perceber que há uma certa agressividade por parte de muitas dessas mulheres que se expõem demais? É como se a delicadeza feminina de muitas delas tivesse sido corrompida, pervertida de uma forma grosseira, a troco de nada. As mulheres estão deixando de ser femininas autênticas e se transformando em outra coisa contrária à sua natureza. Por que sofrer voluntariamente? Se a mulher não estiver livre para ser realmente uma mulher, o homem também não estará livre para ser realmente um homem.

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Por que essa vingança do avesso? Essa falta de sensibilidade cria episódios como o que presenciei nessa primeira semana de abril. Uma mulher foi fotografada em um ônibus, trajando mínimas peças de academia, com o shorts esticado ao limite (foto), parecia até machucar. As fotos foram publicadas no Facebook, com a legenda: “Entra no ônibus cheio com uma roupa dessa e depois vai reclamar que alguém passou a mão.” Nos comentários, homens casados reclamam que era muito chato ter que lidar com isso, porque eles não queriam olhar. Mulheres diziam que ela podia usar a roupa que quisesse e que ninguém tinha que ficar olhando. Muitos disseram que ela não tinha noção do ridículo (mesmo com o corpo perfeito de academia).

Lendo os vários comentários, percebi que muitos homens realmente se sentem agredidos com essa hiperexposição do corpo feminino. Especialmente os que são casados e realmente não querem ter seus impulsos naturais acionados dessa forma. Então comentei que esse tipo de vestimenta deveria ser enquadrada na Lei Nº 13.718, de 24 de setembro de 2018: “Importunação sexual: Art. 215-A. Praticar contra alguém e sem a sua anuência ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro.” Para quê?! Logo vieram dizer que a lei é para proteger as mulheres de cantadas, abusos, aquelas passada de mão indesejada, gestos insinuando o que o sujeito está a fim de fazer, e outros constrangimentos à mulher.

Mas por que proteger só as mulheres? Tudo isso é muito legítimo e necessário. Mas, cá entre nós, não são ofensivos, constrangedores e indesejados certos tipos de trajes que expõem toda a intimidade feminina sem o menor pudor? E se tem uma criança com você, você não sai de perto? Eu tiro a criança de perto. Fico constrangida e desconfortável se estou acompanhada. E sei que ele também – pois é daqueles que têm uma coisa boa chamada caráter. A meu ver, da mesma maneira que o homem não pode fazer um gesto obsceno, pois humilha e constrange, a mulher também não deve poder expor suas “obscenidades”. Isso faz sentido para você?

Mas sempre tem quem diga: “Ah, o homem que controle seus impulsos porque eu mostro o que eu quero e você é que é um pervertido se ficar olhando!” Isso não é nem um pouco gentil, é uma atitude destrutiva. Mulheres inteligentes alimentam relações saudáveis e se preocupam em afastar em vez de atrair olhares impuros.

A mulher precisa ter liberdade para se desenvolver naturalmente em sua feminilidade. E o homem precisa ser o mais masculino possível para crescer como homem. Assim, ambos estarão saudáveis e atraídos o suficiente para que o encontro, na intimidade, traga dois mundos diferentes a uma união que será uma verdadeira e rica bênção.

Tudo isso tem que ver com o amor, com a beleza, com a verdade, com a bondade, com a generosidade, com a disponibilidade de ser inteiro e de se entregar inteiramente a Deus.

Passe esse conceito para quem você ama, ensine suas filhas e ajude a espalhar verdade, beleza e amor neste mundo tão frio, feio e cruel.

Débora Carvalho é jornalista e editora de conteúdo

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Comprovada relação entre disfunção erétil e consumo de pornografia

siteA quantidade de homens abaixo dos 40 anos com problemas sexuais como disfunção erétil cresceu de 2 a 3% para 35%, e a relação disso com o consumo de pornografia facilitado pela internet vem sendo provada com pesquisas. Muitos médicos prescrevem Viagra para esses casos, o que não está dando certo, pois o problema tem origem no comportamento sexual compulsivo estimulado pela pornografia. Devido a esse hábito viciante, muitos homens jovens têm tido problemas também para estabelecer relações românticas, uma vez que a “educação sexual” deles foi distorcida pela pornografia.

Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Middlesex, na Inglaterra, 94% dos jovens de 14 anos (entre meninos e meninas) já viram pornografia on-line. Cerca de

60% deles acessaram o conteúdo pela primeira vez em casa. Outro estudo, publicado no periódico Porn Studies no ano passado, revelou que 52% dos entrevistados (homens) começaram a consumir pornografia com 13 anos.

[Continue lendo e tome sua decisão.]

Testemunho de conversão de ex-prostitutas

“Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16

O poder da atração feminina exige responsabilidade

jornalTodo mundo já desconfiava, mas agora existe um estudo comprovando: os homens prestam menos atenção às notícias quando a apresentadora é atraente demais. Eles podem até deixar de zapear pelos canais para assistir ao programa da bonitona, mas não se lembram de quase nada do que ela falou. A rede de TV pode até ficar feliz com os índices de audiência trazidos pela bela apresentadora (ou pelas pernas dela), mas a população masculina deixa de ganhar informação. O estudo, feito por duas pesquisadoras da Universidade de Indiana, diz que a “ênfase na aparência sexy das apresentadoras dificulta a memorização do conteúdo noticioso”. Segundo elas, os mecanismos cognitivos dos homens favorecem o processamento da informação visual em prejuízo da informação verbal. E aí, algum homem se reconhece nessa descrição? Como mulher, posso dizer que já desconfiava de uma certa dificuldade dos homens de manter uma conversa, por exemplo, diante de um belo par de peitos ou coxas. Agora também sei que essa dificuldade se mantém quando a beleza está na TV e o sujeito até acha que está prestando atenção!

Para chegar a essa conclusão óbvia, as pesquisadoras Maria Elizabeth Grabe e Lelia Samson gravaram duas versões do mesmo telejornal com a mesma apresentadora, uma jovem de 24 anos. Na primeira, ela estava vestida de maneira sensual, com um blazer acinturado, uma saia que acentuava suas curvas, colar e batom vermelho. Na segunda, vestia um conjunto de blazer e saia largos e nada de maquiagem ou acessórios. Nas duas versões, a apresentadora foi filmada do meio da coxa para cima e anunciou as mesmas notícias. Então, as pesquisadoras dividiram aleatoriamente 400 voluntários, homens e mulheres, entre as duas versões do telejornal. O público depois teve que responder a quatro questões de múltipla escolha sobre a aparência da apresentadora e dez questões sobre o conteúdo das notícias. Os homens se lembravam menos quando a apresentadora estava vestida de maneira sensual – porque a informação visual tomava o lugar da informação verbal. […]

(Mulher 7×7)

Nota: Outra notícia, publicada no site R7, informa que uma dentista de Munique “anestesia” seus pacientes masculinos exibindo decotes generosos. Ela garante que quanto maior o decote da dentista, menos medo os pacientes sentem. Um dia, ao participar de uma Oktoberfest (a famosa festa de cerveja local), Marie notou que o decotão do vestido Dirndl (roupa tradicional das alemãs) atraía os olhares dos homens presentes. Ela então resolveu vestir suas funcionárias com a roupa típica e, assim, “anestesiar” os pacientes já na recepção. “A visão de decotes deixa os pacientes sedados e distraídos da dor bem mais rápido”, diz a dentista. Essas notícias devem levar os cristãos (especialmente as cristãs) a considerar o poder e a responsabilidade que têm. O poder de atração mútua entre os sexos é criação divina, mas o uso abusivo e indevido desse poder, aplicado sobre todas as pessoas que nos veem, é irresponsável e pode estimular pensamentos impróprios. Jesus disse que o adultério pode ser cometido ainda na mente, quando se alimentam pensamentos lascivos (Mt 5:28). Sabendo disso, temos que cuidar para não facilitar as coisas para os adúlteros e adúlteras de plantão. [MB]

Leia também: “Homens veem mulheres sensualizadas como objeto”“Ver biquíni faz homens gastarem dinheiro à toa” e “A Batalha de Toda Mulher”

Sensualidade pura: é possível?

casalO título deste artigo pode parecer um contrassenso, mas isso ocorre apenas porque, quando o assunto é sexo e erotismo, especialmente na mentalidade ocidental, a conotação é de impureza. Uma das definições da palavra “sensual” no Dicionário Michaelis é: “Pertencente ou relativo aos sentidos ou à sensação física, sensitivo.” Já o Houaiss define assim: “Que atrai fisicamente; belo, bonito.” Como foi Deus quem criou os sentidos, sensualidade não deveria ter a conotação que tem. A Bíblia coloca a sensualidade em sua verdadeira moldura. Segundo o Pastor Edson Nunes Jr., líder da comunidade judaico-adventista de São Paulo e mestrando do Centro de Estudos Judaicos da USP, “a visão judaico-bíblica do sexo é baseada claramente em Gênesis 1 e 2, ou seja, o sexo foi criado por Deus e instituído antes do pecado”. Edson destaca uma nuance interessante do texto: Deus diz que homem e mulher formam “uma só carne”, isto é, eles se tornam um, e essa é a principal característica do próprio Deus (Deut. 6:4). “No sexo, o ser humano deve refletir o caráter de Deus, daí a importância do sexo como fator de santidade”, afirma Edson. “É importante notar que Moisés ‘gasta’ boas páginas de Levítico, Números e Deuteronômio para tratar de pecados sexuais. Outro fator importante é a questão do sexo dentro do casamento. A história de Isaque é o exemplo mais claro.”

O foco da pesquisa de Edson é o livro de Cantares, que trata o sexo como momento único de intimidade entre homem e mulher que se amam tanto que não suportam a ausência um do outro (cf. o capítulo 3, por exemplo). “A intimidade sexual é abordada com inúmeras metáforas, sendo uma delas o uso dos óleos (mirra, por exemplo), que não são descritos a partir do aroma, mas do aspecto táctil (5:5; 5:13)”, explica o mestrando. “O erotismo também é muito claro, principalmente pela descrição detalhada dos atributos de beleza de ambos, sem pudores. O jardim que aparece ao longo do livro ora é um jardim real, ora um símbolo da genitália feminina. A vinha, em Cantares, é um lugar de consumação do amor, de um amor pleno, pois é na vinha que ela se entrega ao rei (7:12). A busca do sexo nesse livro é a busca por intimidade, por relacionamento. O sexo é uma espécie de consumação do amor pré-existente; o prazer e a alegria desses momentos de intimidade física ocorrem em virtude do amor entre ambos.”

Para o Pastor Edson, é Cantares 2:16 que estabelece o padrão de relacionamento sexual: um homem e uma mulher. Ele é dela e vice-versa. Não há inserção de terceiros. Sobretudo, o que leva ao sexo, erotismo e prazer entre eles é justamente essa reciprocidade (companheirismo, intimidade, interação, parceria, etc.), uma espécie de pacto pleno, um pertencer ao outro único, completo, profundo. “As comparações que são feitas sobre o corpo de ambos também são outro claríssimo indicador da pureza e naturalidade do sexo, que de um lado não precisa carregar uma ‘aura’ pecaminosa e pervertida, mas de outro, deve ser colocado como um passo de santidade. O sexo, em Cantares, é um quadro perfeito, com a mistura exata de todos os ingredientes: a mulher amada; o homem amado; romantismo; muito amor e desejo; carinho; respeito.”

Infelizmente, para tudo o que Deus fez e abençoou, Satanás criou uma contrafação. Deus criou o sexo, o inimigo criou a licenciosidade. Deus orientou o namoro, o diabo inventou o “ficar”. Deus criou o homem para apreciar a beleza feminina, o anjo caído tratou de saturar o mundo com a superesposição do corpo da mulher, tornando-a objeto.

A batalha do homem

Como Jesus mesmo disse, o pecado germina na mente. E a mentalidade doentia pode ter início quando se adquire o “simples” hábito de ficar observando mulheres bonitas. O próximo passo, segundo estudiosos da sexualidade, é usar a mente para fantasiar. Depois que o sentimento de culpa e a força para resistir à tentação diminuem, fica mais fácil observar fotos de mulheres seminuas em revistas e catálogos de roupas femininas, por exemplo. Daí para a pornografia, é um pulo.

O viciado em pornografia quase sempre sofre isolado, mas quem realmente colhe as conseqüências de seu pecado é a família. É o tipo de vício que atrofia o homem, impedindo-o de se tornar o marido e pai que Deus sonha e a esposa e os filhos desejam. O marido viciado tem dificuldade de se relacionar sentimentalmente com a esposa, que, por sua vez, jamais conseguirá competir com as mulheres da fantasia, que parecem perfeitas e fazem qualquer coisa que a mente pervertida exija.

No livro A Batalha de Todo Homem (Mundo Cristão), os co-autores Stephen Arterburn e Fred Stoeker colocam o problema para o qual se propõem oferecer soluções: “Você [homem] está em uma posição difícil, vive em um mundo levado pela maré de imagens sensuais, disponíveis 24 horas por dia, em uma grande variedade de mídias: impressos, televisão, vídeos, internet – até mesmo telefones. Mas Deus lhe oferece a liberdade da escravidão do pecado através da cruz de Cristo, e foi Ele que criou os seus olhos e a sua mente com a capacidade de serem treinados e controlados. Basta permanecer firme e andar, pelo Seu poder, no caminho correto.” Essa é a batalha do título do livro – contra a sensualidade deturpada e a imoralidade – e o “caminho correto” é apontado pelos autores, por meio de seu próprio testemunho de queda e vitória.

Depois de falar de sua vida imoral e promíscua, Fred relata sua conversão, mas afirma que ainda havia “detalhes” para serem entregues a Jesus. E esses detalhes o impediam de crescer na fé. Ele diz: “Nunca conseguia olhar Deus nos olhos. Nunca conseguia adorá-Lo completamente. Pelo fato de sonhar com outras mulheres e preferir me divertir mentalmente com as lembranças das conquistas sexuais do passado, eu sabia que era um hipócrita e continuava a me sentir distante de Deus. … Minha vida de oração era débil. … Meu casamento também passava por maus momentos. Por causa do meu pecado, eu não conseguia confiar totalmente em Brenda, sem deixar de temer que ela pudesse me abandonar mais tarde. … Na igreja, eu era um engravatado oco. … Finalmente eu estabeleci a conexão entre minha imoralidade sexual e minha distância de Deus. Eu estava pagando multas pesadas em todas as áreas da minha vida. Tendo eliminado os adultérios e a pornografia visível, eu parecia puro exteriormente, para as outras pessoas. Mas para Deus faltava muita coisa. Eu havia encontrado meramente um terreno intermediário, algum lugar entre o paganismo e a obediência às leis de Deus.”

Você conhece algum homem assim? Fred era o tipo, mas pelo poder de Deus conseguiu tornar-se um homem puro e feliz em seu casamento – alcançou a sensualidade pura. Mas como? Afinal, o que o homem que enfrenta esse tipo de luta deve fazer? Os autores sugerem a construção de três “perímetros de defesa”: (1) com os olhos, (2) em sua mente e (3) em seu coração. O objetivo é a pureza sexual, e o livro traz uma boa definição disso: “Você é sexualmente puro quando seu prazer sexual provém de ninguém ou nada além de sua esposa.”

No primeiro perímetro (o dos olhos), a proposta é fazer uma aliança com os olhos, exatamente como fez Jó: “Fiz uma aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela?” Jó 31:1. Para isso, são necessárias duas etapas: (1) fazer um estudo de si próprio. Como e onde você está sendo mais atacado? (2) Definir sua defesa para cada um dos maiores inimigos que você identificou. Quais são as fontes mais óbvias e abundantes de imagens sensuais, além de sua esposa? Para onde você olha com mais freqüência? Onde você é mais fraco?

Sobre imagens sensuais que aparecem em comerciais de TV, por exemplo, a recomendação é mudar de canal imediatamente. “Quando seus filhos o observarem mudar de canal, você servirá de exemplo vivo de santidade em sua casa, e isso lhes servirá de ótimo exemplo.” E sobre filmes? “Temos uma ótima regra em casa. Qualquer vídeo inapropriado para as crianças será provavelmente inapropriado para os adultos. Com essa regra em vigor, os filmes sensuais nunca foram um problema em nosso lar.”

Com o segundo perímetro (a mente), “você não só bloqueia os objetos de luxúria, como também os avalia e os captura”, explicam os autores. “Um versículo-chave para apoiá-lo nesse estágio está em 2 Coríntios 10:5: ‘Levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.’” Segundo eles, a meta é privar os olhos de todas as coisas sensuais além da esposa. Para os solteiros, isso significa distanciar os olhos de todas as coisas sensuais. “Isso o ajudará a vencer o desejo pelo sexo antes do casamento com a mulher que namora”, garantem. “Se você privar seus olhos assim como os homens casados, verá sua companheira como uma pessoa, e não como um objeto.”

Exemplo da mulher islâmica

Uma notícia que surpreendeu muita gente foi o aumento da exportação de lingeries brasileiras para os países islâmicos, um crescimento na ordem de 160%. Cobertas da cabeça aos pés pela burca, as mulheres que as usam se preocupam em ser sensuais – para o marido. E o restante dos homens não tem nada a ver com isso. Enquanto elas escondem e preservam o “mistério”, as ocidentais escancaram, de tal forma que o corpo feminino não tem mais segredo a ser revelado. Esqueceram que, conforme escreveu a jornalista Lucia Sauerbronn, “sensualidade nada tem que ver com exposição. Sedução não é vulgaridade. Intimidade é um negócio a dois”, no casamento, é claro.

Evidentemente que a comparação com as muçulmanas não deve ser levada às últimas conseqüências. Mas o princípio da modéstia não pode ser passado por alto, ainda que isso signifique para o cristão remar contra a maré.

No A Batalha de Todo Homem, à página 37, os autores apresentam o desabafo do jovem Thad, que estava se recuperando da dependência de drogas e procurando se tornar membro de uma igreja. Ele diz: “Eu quero ser livre, mas estou ficando cada vez mais frustrado e enfurecido com a igreja. A Bíblia diz que as mulheres devem se vestir de forma modesta, mas elas não agem assim. As mulheres solteiras estão sempre usando as últimas (e mais agarradas) roupas da moda. Eu olho para elas, mas tudo o que vejo são curvas e pernas. Sabe aquela saia que tem um racho mostrando quase toda a coxa? Então, essa coxa cintila a cada passo. Eu fico completamente irado. Por que elas fazem com que tudo seja mais difícil?”

Não é preciso usar burca. Mas o cuidado com a indumentária, isso sim, é necessário.

Alvo possível?

O escritor Julio Severo dá alguns conselhos para se vencer na área sexual: “Homens, quando surge uma fantasia sexual, não podemos acompanhá-la. Se entregarmos a mente só um minuto, teremos mais dificuldades para vencer quando outras fantasias aparecerem. Se seu problema são as revistas, fique longe das bancas de jornais. Se é a internet ou a TV por assinatura, desconecte-se. Se os catálogos de roupas femininas da sua esposa são uma tentação para você, converse com ela e peça-lhe que cancele sua assinatura. O que estou querendo dizer é que é preciso tomar a decisão de parar antes que se perca o controle. Faça como José: fuja da tentação sexual (Gn 39:10-12). Se você sente que já está além de suas forças, há pessoas que podem ajudar. Mulheres, é hora de despertar. Vocês precisam compreender as dificuldades que seus maridos e filhos têm para proteger a mente e mantê-la pura. Vocês precisam entender que cenas e imagens têm um impacto muito forte na mente masculina. … As meninas precisam entender que elas podem com muita facilidade se tornar o alvo da fantasia dos homens. Quando rebaixam seus padrões e levantam a barra da saia, vocês ajudam a alimentar a imaginação e os impulsos de outros homens.”

A sensualidade pura é um alvo a ser buscado. Para o bem do homem, da mulher, da família, da igreja e da sociedade. Será que isso é possível neste mundo tão corrompido? Sim, mas somente com a força que vem dAquele que planejou a sexualidade humana – o Deus Criador.

Michelson Borges 

Não exponha o seu corpo

corpoVamos pensar num assunto difícil de ser modificado pelas pessoas, mais jovens do que idosos, mas também por parte de pessoas de mais idade. Reflita sobre o que aqui será exposto e tenha coragem de mudar, se necessário, o que você tem feito quanto à exposição do seu corpo. Não tenha medo de críticas.

Um corpo bonito é bonito. Um corpo bonito, um rosto bonito atraem a vista, são agradáveis de ver, mas não devemos nos esquecer de que o corpo é o sustentáculo da mente, e é na mente onde encontramos as maiores expressões da pessoa. Muitas pessoas bonitas de corpo e de rosto se sentem péssimas quanto a si mesmas, talvez até porque a família, amigos, etc. sempre elogiavam e exaltavam os aspectos físicos dessa pessoa que aprendeu que o maior valor dela estaria nas características físicas. Ela mesma pode ter crido nisso e passado a viver de acordo com essa crença (falsa) e, assim, ter impedido o crescimento interior de sua pessoa. E tal impedimento com frequência gera problemas emocionais muitas vezes complicados e produtores de muito sofrimento pessoal.

Parece que a motivação principal para alguém expor o corpo é tanto o prazer de mostrar-se quanto o desejo de ser aceito e amado. Gostar do belo não é o problema aqui. Vemos na criação, na natureza o belo como presente sempre. Belo do ponto de vista funcional, estrutural, fisiológico, nutricional, anatômico, arquitetônico, estético, etc. Então, desejar o bonito é saudável, está de acordo com o pensamento do Grande Projetista Criador do Universo. Problemas começam a surgir quando o desejo pelo belo começa a se tornar obsessivo, ocupando o lugar de necessidades vitais do indivíduo, como saúde, segurança, relacionamentos humanos funcionais (equilibrados), paz interior.

Gostaria de focar meus comentários agora sobre a exposição do corpo por parte das mulheres. Parece que as jovens mulheres (e outras não tão jovens) expõem o corpo por meio de roupas sensuais como uma forma de obter atenção, prazer pessoal, compensação de possíveis carências emocionais que por razões variadas levam tais pessoas a crerem que isso (expor o corpo) produzirá satisfação interior e resolução de tais carências, o que não acontece. Ou fazem isso porque afirmam que se sentem bem consigo mesmas expondo o corpo publicamente. Sentir bem não quer dizer saúde. Você pode se sentir bem após um cigarro de maconha e, contudo, estar se intoxicando. Pode se sentir bem após horas no sol para obter um bronzeado e, no entanto, estar correndo risco de um câncer de pele ou envelhecimento precoce da pele.

Quando uma mulher usa roupas sensuais na intenção de obter a atenção e o afeto de um homem, o que provavelmente ela obterá dele será a atração física. E poderá ser só isso. Pode ser que um homem que se sentiu atraído por uma mulher por causa do corpo dela desenvolva afeto real por ela, mas isso não é nenhuma garantia. As mulheres que desejam ter relacionamentos afetivos duradouros, felizes, precisam pensar nisso e entender isso para evitar cair nessa armadilha tão comumente usada que produz tantas histórias difíceis e dolorosas.

Diariamente escutamos relatos de crianças sem pai por causa de gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis, infidelidades, frustração seguida de depressão, tentativas de suicídio, surgimento de dependência química, incluindo o alcoolismo, dependência de medicamentos, etc. Tudo porque uma mulher usando roupa sensual atraiu a atenção de um homem. Ele confundiu amor com atração física, passou para ela a ideia de que a amava, quando gostava é do corpo dela e do que ele proporcionava para o indivíduo, e ela se deixou levar por essa fantasia, pensando que era afeto real e maduro.

Se você, mulher, usa roupas sensuais desejando conseguir a atenção masculina para a obtenção do amor, mude de estratégia. Não exponha o corpo. Proteja a si mesma de frustrações evitáveis. Cuide bem de seu corpo, alimente-se corretamente, pratique exercícios físicos, mantenha peso normal, cuide bem de sua higiene e aparência pessoal, permita ao seu corpo o descanso necessário, mas evite expô-lo indevidamente, sensualmente em público. Ter pudor é ter maturidade e saúde. Não é ser careta. É saber preservar-se como ser humano. O afeto verdadeiro e gratificante por uma mulher da parte de um homem saudável mentalmente ocorrerá dependendo das características de personalidade, da forma como é manifesto o temperamento, da firmeza de caráter dela. Se o homem for mau caráter, ou um compulsivo sexual, um libertino, ou imaturo, nesses casos, só interessa mesmo a ele o que tem que ver com prazer visual e físico. Ele não sabe amar maduramente. Pelo menos ainda não sabe.

O que você quer? Que alguém se aproxime de você afetivamente com sincero interesse pela sua pessoa, ou por causa do seu corpo? O que deve ser exposto para surgir o amor maduro é um caráter saudável e não um corpo, mesmo que bonito e atraente.

Cesar Vasconcellos de Souza é psiquiatra e apresentador do programa ClaraMente, da TV Novo Tempo

Mãe e pai brigam na justiça por mudança de sexo em filho de seis anos

gender2Um pai iniciou uma batalha na Justiça dos Estados Unidos para impedir que sua ex-mulher mude o sexo do filho James, de seis anos. O processo tramita em Dallas, no Texas. De acordo com os autos, a mãe veste o menino com roupas de menina desde quando ele tinha três anos de idade. Ela também o matriculou na escola com nome de menina, como “Luna”. O pai, por outro lado, afirma que, quando está com ele, o menino se nega a usar roupas de mulher e se identifica como menino. No processo de divórcio, a mãe, que é pediatra, acusou o pai de abuso infantil por não “admitir que James era transgênero” e tenta que o ex-marido perca a guarda compartilhada. Ela quer também que ele seja condenado a pagar as consultas do filho para a mudança de sexo o que inclui, além de um terapeuta, a esterilização hormonal a partir dos oito anos.

E a mulher já conseguiu algumas vitórias. O pai foi legalmente impedido de falar com seu filho sobre sexualidade e gênero, tanto do ponto de vista científico quanto religioso, e obrigado a oferecer roupas unissex para o filho. O menino foi diagnosticado com disforia de gênero por especialista escolhido pela mãe. O terapeuta confirmou que quando está só com a mãe o menino prefere roupas de menina e quer ser chamado de Luna; quando está com o pai, só atende por James e escolhe roupas de menino.

O pai reuniu testemunhos de amigos para tentar convencer a Justiça de que o filho é um menino e evitar uma castração química aos oito anos. Pessoas preocupadas com a decisão final e a repercussão do caso criaram um site para tentar persuadir a corte de que é preciso esperar e não seguir perigosamente o diagnóstico precoce.

(Gazeta do Povo)