Deputada distribui livros em combate à ideologia de gênero

deputadaEm resposta à ação do youtuber Felipe Neto de comprar 10 mil exemplares de um livro LGBT para doação durante a Bienal do Livro, no Rio de Janeiro (RJ), a deputada estadual Clarissa Tércio (PSC) decidiu comprar a mesma quantidade de livros que o youtuber, só que com uma temática voltada, segundo a parlamentar, para “o público cristão”. O livro em questão é o Macho Nasce Macho, Fêmea Nasce Fêmea – Desmascarando a Falácia da Ideologia de Gênero, do filósofo Isaac Silva. A obra trata de refutar os discursos e debates em torno do tema da suposta ideologia. A deputada, ligada ao público evangélico, pretende distribuir esses livros no Estado.

A polêmica, que tomou proporção nacional, se deu por conta da tentativa do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, de impedir a venda de um livro em quadrinhos de super-heróis da Marvel com uma cena de beijo gay, na Bienal do Livro. Após uma batalha judicial em relação ao recolhimento, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, suspendeu a medida de Prefeitura do Rio. A alegação do magistrado é de que havia infrações à Constituição Federal.

(Correio Braziliense)

Assista a mais vídeos sobre ideologia de gênero (clique aqui).

Enquanto isso, entre os héteros das HQs…

asa noturnaFaz muitos anos que não acompanho o universo dos quadrinhos de super-heróis (HQs). Na verdade, desde a minha adolescência, quando descobri literatura muito superior e me desfiz de uma coleção de mais de dois mil gibis. Só que na semana passada as HQs ficaram em evidência graças à decisão do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, de mandar recolher da Bienal do Rio uma Graphic Novel da Marvel que trazia a ilustração de um beijo entre dois homens. Graças a essa atitude anticonstitucional, as vendas explodiram e até alguns oportunistas como o youtuber Filipe Neto se aproveitaram para marcar pontos com o público LGBT. Filipe comprou e distribuiu gratuitamente milhares de livros com temática homossexual (logo ele que, anos atrás, gravou vídeo em que trata os homossexuais em tons pejorativos…). Tudo pelos like$.

Conforme mostrei neste vídeo, o homossexualismo está presente nas páginas de HQs da Marvel e da DC faz anos. Essa HQ alvo da polêmica é até “light” perto do que já se publicou. E a censura do bispo Crivella foi um verdadeiro tiro no pé, que acabou promovendo o que ele queria censurar.

Ocorre que a decadência moral é fato observável em todas as mídias, e vou dar só mais um exemplo, também dos quadrinhos, envolvendo três héteros: os personagens Asa Noturna (ex-Robin), a Batgirl e a alienígena Estelar. Batgirl e Asa Noturna têm um longo histórico de romance, mas nunca chegaram a formalizar um relacionamento mais sério, mais ou menos o que acontece há anos entre o Batman e a Mulher-Gato.

Em Batgirl número 25, Dick Grayson e Bárbara Gordon (o Asa Noturna e a Batgirl) são vistos na cama de um hotel, dizem que se amam, mas o romance acaba tendo fim (e ninguém mandou recolher essa edição…).

estelarGrayson também manteve por muitos anos um relacionamento amoroso com Estelar e chegaram a marcar o casamento. Só que, uma noite antes da cerimônia, voltou a dormir com Bárbara e chegou a convidá-la para assistir ao enlace matrimonial com a alienígena traída. Cadê a patrulha da moral para mandar recolher também essa baixaria?

E aí? O que achou do enredo? Se Crivella soubesse dessas coisas, tentaria fechar a DC Comics! Não tem jeito. A decadência moral deste mundo foi anunciada e só tende a piorar. Cabe a nós vivermos no mundo sem ser dele nem promover suas indecências. Cabe a nós sermos puros em um mundo impuro, balizados por textos bíblicos como Romanos 12:2 e Filipenses 4:8.

Michelson Borges

Nota: A amiga de um amigo meu contou que no domingo foi à Bienal e havia palestras para crianças sobre homossexualismo, viu “casais” de homens circulando abraçados pelo local e aos beijos, e tinha por todo canto publicidade da história em quadrinhos que o Crivella tentou proibir. Não contente com o “clima” ideologizado, ela voltou para casa.

Estudo científico mostra que não existe “gene gay”

gene gayUm estudo do genoma de quase meio milhão de pessoas divulgado na revista científica Science concluiu que não há um gene específico para a orientação sexual, ou mesmo um conjunto de genes específicos. A predisposição para a atração por pessoas do mesmo sexo ou do oposto parece assim resultar de uma complexa associação entre fatores genéticos e ambientais – como a maioria das características humanas. “É impossível determinar o comportamento sexual de alguém a partir do seu genoma.” É a conclusão de um estudo efetuado a partir do material genético de 493 mil voluntários britânicos, americanos e suecos e divulgado esta quinta-feira na revista científica Science, sumarizada por um dos autores, o geneticista estatístico americano Benjamin Neale.

Apresentado na mídia como o estudo que prova a inexistência de um “gene homossexual”, as suas conclusões não implicam no entanto que não haja qualquer predisposição genética ou biológica para o comportamento sexual, que se trataria então de uma opção individual. “Isso está errado”, diz outro dos autores do estudo, o também geneticista Brendan Zietsch, da Universidade de Queensland, Austrália, ao site LiveScience. “O que apuramos é que há muitos genes que determinam o comportamento sexual e, no caso específico deste estudo, a atração por pessoas do mesmo sexo. Cada um desses genes tem individualmente pouco efeito, mas juntos têm um efeito substancial.”

“Outra possível interpretação errada é de que se a preferência por parceiros sexuais do mesmo sexo é influenciada geneticamente, então é geneticamente determinada”, esclarece Zietsch. “Isso não é verdade. Indivíduos geneticamente idênticos – gêmeos – muitas vezes têm orientações sexuais distintas. Sabemos que há fatores não genéticos também, mas não os conhecemos bem e o nosso estudo não diz nada sobre eles.”

Ainda assim, o estudo parece concluir que existe uma coincidência entre a predisposição genética para atração pelo mesmo sexo e a disponibilidade para novas experiências, assim como a predisposição para problemas de saúde mental. Uma possibilidade de explicação para tal é, de acordo com Zietsch, que o estigma associado a relações com pessoas do mesmo sexo cause ou exacerbe problemas desses. O que pode criar uma correlação genética.”

Mas talvez o achado mais interessante do estudo seja de que a sexualidade humana é ainda mais complexa do que se esperava. “Parece haver genes relacionados com a atração por pessoas do mesmo sexo e outros relacionados com a atração por pessoas do sexo oposto. E não estão sequer relacionados”, diz Zietsch. “Esses resultados sugerem que não deveríamos pensar em medir as preferências sexuais num simples continuum, de ‘hetero’ para ‘gay’, mas sim em duas dimensões separadas: atração pelo mesmo sexo e atração pelo sexo oposto.”

Este é o maior estudo desse tipo já feito, mas suas conclusões devem, advertem os autores, ser encaradas com precaução. É que a amostra corresponde a populações de origem europeia e de países ocidentais, e sobretudo adultos de uma certa idade, que viveram grande parte da vida sob normas sociais, sexuais e legais mais estritas e rígidas que as atualmente existentes. É possível, pois, que pessoas mais jovens, que terão em grande parte crescido numa sociedade mais permissiva, se sintam mais à vontade [ou até sejam estimuladas] para ter relações sexuais com pessoas do mesmo sexo que indivíduos mais velhos com o mesmo perfil genético.

Outra questão que se pode colocar é que o estudo define como tendo “comportamento sexual homossexual” alguém que alguma vez teve uma relação sexual com alguém do mesmo sexo, usando para essas pessoas o termo “não heterossexual”, enquanto para os que nunca tiveram uma relação sexual com alguém do mesmo sexo usa o termo “heterossexual”.

(DN Life)

Nota: Esse é um estudo que deve ser analisado com muita cautela, pois lida com muitas variáveis e tem o potencial de aumentar preconceitos do tipo: “Se não existe ‘gene gay’, então é tudo uma questão de sem-vergonhice.” Não é tão simples assim. Aliás, tudo o que se relaciona com o ser humano e seus comportamentos trata-se sempre de algo muito, mas muito complexo. Comportamentos e preferências sexuais derivam de um coquetel de fatores que envolvem genética, epigenética, influências pré-natais, ambiente, formação cultural, etc., etc., etc. Por isso, não se pode tratar do assunto da homossexualidade como algo tipo preto e branco, ignorando todos os matizes envolvidos. E por isso devemos tratar com respeito as pessoas que não se enquadram na chamada “heteronormatividade”, afinal, precisamos levar em conta aquilo que Ellen White chama de “tendências herdadas” (genética e epigenética) e “tendências cultivadas” (ambiente).

Todos os seres humanos, independentemente de sua orientação sexual, herdam e cultivam traços de caráter e comportamentais que não se ajustam aos padrões ideais de Deus expressos na Bíblia Sagrada. Na verdade, todos nós nascemos e vivemos em um mundo não ideal e todos nós temos nossas “lutas internas” que frequentemente nos acompanham por toda a vida. Que bom que Deus vê tudo isso, nos conhece e sabe de nossas motivações, nossas batalhas e nossa vontade (ou não) de viver o mais próximo possível do ideal que Ele nos apresenta. Que bom que Ele disponibiliza o Espírito Santo para nos ajudar nessa guerra e nos concede a vitória tanto sobre o que herdamos quanto sobre o que cultivamos.

Como as lutas são diferentes e é bastante difícil (na verdade, impossível) calçar os chinelos dos outros, o que nos resta é a solidariedade e a compreensão de que somos todos vítimas de um mal, de um vírus chamado pecado, que nos afeta de maneiras diferentes, mas afeta. O que para mim é uma tentação quase irresistível, para outro não é. E vice-versa.

Posso não concordar com o estilo de vida de outras pessoas, mas tenho que reconhecer que há muita complexidade envolvida nas escolhas que elas fazem e que tenho, sim, que respeitá-las como filhas e filhos de Deus. A mesma compaixão que espero receber por causa das minhas fraquezas devo oferecer ao outro.

Agora, o que realmente é objetável e condenável são ideologias, movimentos e grupos que instrumentalizam a luta alheia, fazendo de pessoas mera massa de manobra para alcançar seus objetivos espúrios. Mas essa é outra conversa…

Deus tenha piedade de todos nós. [MB]

Leia também: “Gays nascem gays?”

Atriz revela os tristes e pérfidos bastidores da indústria pornô

mia[Considero importante postar aqui a entrevista abaixo, pois se trata do relato em primeira mão de alguém que viveu imersa na indústria pornô e que, portanto, sabe o que está falando. Além disso, Mia menciona alguns detalhes interessantes apresentados em livros cristãos sobre sexo e, também, em algumas de minhas palestras sobre o assunto. Quem sabe a ela as pessoas deem ouvidos… É bom que se saiba do que “rola” nos bastidores dessa indústria pérfida e que os consumidores de pornografia se conscientizem de que estão financiando o sofrimento e a degradação de muita gente. Meus comentários seguem entre colchetes. – MB]

Com 21 anos, ao aparecer de véu islâmico em uma cena de sexo, a libanesa Mia Khalifa se tornou uma das mais famosas atrizes pornôs. Hoje, aos 26, Khalifa diz que falta de maturidade e insegurança a motivaram a aceitar o trabalho. O interesse humano pelo sexo não é nenhuma novidade, mas a internet facilitou a exploração de todas as nuances do desejo. A indústria pornográfica na internet fatura bilhões de dólares por ano, mas os grandes beneficiários são os produtores, não os atores que se expõem para a câmera. Mia Khalifa atuou em filmes pornôs por um período curto no fim de 2014. Ela conquistou fama mundial quando apareceu em um vídeo usando um hijab (véu usado por algumas mulheres muçulmanas para cobrir a cabeça). A cena pornográfica causou furor, e Mia chegou a receber ameaças do grupo extremista Estado Islâmico (IS).

Atualmente, ela tem 16 milhões de seguidores no Instagram, mas não se orgulha da sua fama mundial. Depois de anos de ameaças, a ex-atriz começou a falar abertamente sobre o seu passado. Mas o que a história de Mia revela sobre a indústria pornográfica e a cultura do século 21? Nessa semana, ela respondeu a essas perguntas em uma entrevista ao programa HARDtalk da BBC.

BBC – Se a gente buscar seu nome no Google, aparecem vários links para vídeos pornográficos. As palavras “porn star” (estrela pornô) aparecem imediatamente. Isso é algo que você nunca vai superar?

Mia Khalifa ­– Estou tentando. Eu não me dou muito bem com o Google, e estamos tentando mudar isso. A primeira coisa que aparece é um site sobre o qual não tenho controle, mas que está escrito na primeira pessoa, como se fosse meu. E na Wikipédia esse site é descrito na minha página, como se fosse o meu site oficial. Tentamos inúmeras vezes eliminá-lo, mesmo com ações legais, mas a empresa não nos atende. E fizemos inúmeras propostas.

[Aqui fica a primeira lição: às vezes é difícil apagar o passado; por isso, pense bem antes de cometer um erro intencional, especialmente o erro de se expor indevidamente nas redes sociais. As consequências disso podem acompanhar você por muitos anos.]

Você deixou o Líbano rumo aos EUA com seus país ainda menina e foi criada lá. É obviamente uma mulher inteligente, cursou História numa universidade no Texas. Como foi que entrou na indústria pornô?

Não acredito que baixa autoestima discrimine ninguém. Importa se você vem de uma boa família ou se vem de um ambiente não tão bom? Eu lutei toda a minha infância contra o excesso de peso e nunca me senti atraente ou digna de atenção masculina. E, de repente, no meu primeiro ano de faculdade, comecei a perder muito peso fazendo pequenas mudanças. Quando me formei, estava pronta para fazer a diferença. Eu sentia muita vergonha dos meus seios, porque foram a primeira coisa que perdi ao emagrecer quase 23 quilos. Então, minha maior insegurança eram os meus seios e queria recuperá-los. Quando fiz isso (Khalifa passou por uma cirurgia plástica), comecei a chamar muita atenção dos homens e nunca me acostumei com isso. Sentia que, a menos que me apegasse a isso e cumprisse as expectativas que tinham de mim, seria insignificante. E depois de conquistar essa aprovação e os elogios, eu não queria mais perder isso.

[Geralmente, quando o assunto é erotismo e lascívia, os homens são atraídos pelo prazer que isso oferece, enquanto as mulheres são mais atraídas pelo poder que têm. Elas se sentem poderosas ao atrair a atenção masculina, e devem aprender a lidar com esse sentimento de poder, do contrário, como Mia, podem acabar em “maus lençóis” (literalmente) e perceber que essa atratividade, se utilizada da maneira certa e no contexto certo, seria uma bênção; da maneira errada, uma maldição.]

Você era uma jovem graduada que buscava emprego quando um garoto na rua te convidou para trabalhar com ele. Ele foi sincero e disse que estava no ramo da pornografia. O que fez você se atrair por essa proposta?

Não foi assim que aconteceu. Não foi: “Ei, você quer entrar no pornô?” Foi algo mais como: “Você é linda, gostaria de fazer uns trabalhos como modelo? Bem, é que você tem um corpo lindo.” [Note como Satanás é ardiloso: ele atraiu a jovem usando justamente o ponto fraco dela.] Mais tarde, quando fui ao estúdio, encontrei um lugar muito respeitável, magnífico, em Miami, Flórida (EUA). Era limpo. Todo mundo que trabalhava lá era simpático. Todos os quartos eram decorados com fotos de família. Como se não fosse nada duvidoso ou que me deixasse desconfortável. Não filmei na primeira vez que entrei lá. Só na segunda. Na primeira, foi mais assinar a papelada, etc.

[O pecado e o caminho da perdição sempre se mostram agradáveis, bonitos, interessantes, promissores, convidativos. Mas, como diz a Bíblia, no fim das contas, dão em caminhos de morte. Essa tática satânica é antiga: começou no Céu e foi repetida no Éden. Sedução.]

Agora, você está com 26 anos, mas tudo isso aconteceu quando você tinha 21. Como você vê aquela garota de 21 anos hoje? Acha que ela foi usada? Foi uma vítima?

Sinto que aquela menina não tinha sido preparada para perceber que estavam se aproveitando dela e que o que lhe diziam eram mentiras. Talvez, nem fosse mentira, mas uma tentativa de me manipular para que fizesse o que queriam. Eu realmente não me vejo como uma vítima. Eu não gosto dessa palavra. Tomei minhas próprias decisões, apesar de terem sido decisões terríveis. Acho que é preciso mudar a forma de se abordar mulheres, mesmo em uma simples aproximação.

Você disse recentemente que experimentava uma espécie de “bloqueio” quando se apresentava em cenas sexuais, que realmente não consegue se lembrar muito bem de muitas das coisas que fez. Tente me explicar o que passava pela sua cabeça quando você estava naquelas situações.

Acho que a palavra que não consegui encontrar quando disse isso era, na verdade, “adrenalina”. Minha adrenalina estava tão alta, porque sabia que estava fazendo algo muito além do que imaginava que jamais faria. Então, a adrenalina ainda dificulta olhar para trás e me lembrar exatamente do que pensava.

[Aqui Mia descreve a euforia do pecado e a ilusão que ele cria. É frequente ouvir de pessoas que caíram em tentação que na hora não se deram conta exatamente do que estavam fazendo, mas que depois veio o arrependimento. Qual a conduta a ser seguida, então? Precaução. Nunca dar o primeiro passo no caminho da “adrenalina”, pois sempre há o ponto de não retorno. Manter comunhão constante com Deus, de tal forma que, no primeiro sinal de alerta, o Espírito Santo nos ajude e nos proteja. Precisamos fazer como Jó: nos desviarmos do mal, jamais brincar com ele.]

Sua origem cultural é árabe, que é profundamente conservadora, em geral. Você acha que precisou se despir de um camada a mais ao entrar nesse negócio?

Provavelmente. Acho que parte disso também foi uma rebelião: querer fazer algo tão fora dos limites e do normal que até eu mesma me surpreendi.

Até acho que essa seja uma pergunta muito tola, mas sua família obviamente não tinha ideia do que você fazia, não é?

Não. E, sim, me repudiaram quando descobriram.

Deve ter sido terrivelmente difícil.

 Eu me senti completamente isolada, não apenas pelo mundo, mas também pela família e pelas pessoas ao meu redor. Principalmente depois de sair (da indústria), quando ainda estava sozinha. E quero dizer que percebi que alguns erros são imperdoáveis. Mas o tempo cura todas as feridas, e as coisas estão melhorando agora.

[O diabo oferece seu banquete, mas depois sempre puxa o tapete e deixa a pessoa na miséria, na solidão, na tristeza. Não caia nesse engano e nunca abandone sua família.]

Te pagaram US$ 12.000 (R$ 49.500) por um total de seis vídeos. Mas você gerou milhões e milhões de dólares [para as empresas que a contrataram]. Como isso é possível?

As coisas são assim mesmo. Não sou a única. Não é que eu tivesse um contrato terrível ou um agente terrível.

E você tinha 21 anos, estava saindo da adolescência.

O cérebro humano não se desenvolve completamente até os 25 anos. Então, a parte da tomada de decisões do meu cérebro ainda precisava de treinamento. Não havia ninguém para me dizer o que fazer.

[Mia está completamente certa; essa informação tem respaldo científico. E isso é muito, muito triste. Por terem o cérebro imaturo, com o lóbulo frontal ainda não plenamente desenvolvido, é justamente nessa fase que os jovens mais precisam de acompanhamento; dos conselhos dos pais ou de bons responsáveis. Afastar-se da família nesse momento da vida é se colocar em situações de fragilidade e risco, como aconteceu com Mia.]

Você se tornou a estrela número um nesse negócio. Você não tinha royalties ou direito a algum tipo de bônus por sua popularidade?

Nenhum. Nada mesmo.

No vídeo do hijab, o mais popular, três jovens participam. Você era uma delas e usava um véu islâmico. Você devia saber como isso seria considerado provocador.

Disse a eles, literalmente, que me matariam. [Mas o pecado sempre cega e torna as pessoas inconsequentes.]

Por que você não se recusou a fazer a cena?

Intimidação. Estava assustada. Ninguém te força a fazer sexo, mas eu ainda estava com medo. Você já se sentiu sem graça de reclamar quando o prato vem errado no restaurante, e o garçom te pergunta “está tudo bem”? Fiquei intimidada, estava nervosa.

Você diz que o conceito de consentimento não faz sentido na dinâmica do poder entre os homens que controlam a indústria pornográfica e uma jovem atriz de 21 anos como você.

 Com certeza. Quando há quatro produtores brancos na sala, e você diz, por exemplo, alguma coisa que faz todo mundo rir, é horrível. Você não quer mais abrir a boca. É a mesmo coisa quando você assina o contrato: você conhece os executivos, eles estão na sala esperando que você leia e assine, e você não entende nada do que está escrito, porque você está muito nervosa.

Quando você deixou o estúdio, depois daquela filmagem em especial, percebeu que seria um desastre para você?

A ficha não caiu até o dia seguinte, porque a adrenalina ainda estava muito alta. Mas, logo depois do lançamento, meu mundo inteiro ruiu. O que tinha me levado a fazer pornô era achar que ninguém descobriria. Tem milhões de garotas que se filmam fazendo sexo e coisas assim, e ninguém sabe o nome delas. Ninguém sabe quem são. Eu achei que pudesse fazer do pornô o meu segredinho sacana, mas o tiro saiu pela culatra.

[Repito: o diabo nunca deixa barato e sempre dá um jeito de fazer com que o “tiro saia pela culatra”.]

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A realidade é que seu rosto ficou conhecido em todo o mundo como a estrela pornô que usou hijab e passou a sofrer ameaças.

Ah, sim. Não falo do Estado Islâmico, porque não acredito que quem está profundamente envolvido com o EI tenha uma conta no Twitter. Eles puseram uma foto minha sobre a imagem de alguém decapitado e disseram… não lembro exatamente o que disseram. Mas era algo sobre eu ser a próxima.

Não dá para imaginar como você se sentiu sozinha naquele momento, porque você não podia conversar isso com sua família.

Não. Foi assustador. Mas usei o humor como mecanismo de defesa. A minha resposta foi: “Tudo bem, desde que você não corte meus peitos… Eles custaram muito dinheiro.”

Você tinha 21 anos. Cinco anos depois, qual você acha que foi a sua responsabilidade pessoal nessa história?

Cem por cento. Eu tomei a decisão. Claro que a indústria é imperfeita e devemos fazer algo para proteger outras garotas para que elas não caiam na mesma armadilha que eu. Mas foi minha escolha.

Sair do setor quando o vídeo viralizou, quando você recebeu ameaças… Isso foi uma decisão muito rápida para você?

Não diria muito rápida, porque ainda estava nervosa. Não sabia como reagir. Um mês depois, convoquei uma reunião com todo mundo e tinha uma cópia da carta de missão para cada um. Falei para eles o que estava sentindo. Eles tentaram me convencer a ficar e me disseram que a poeira iria baixar, que eu estava exagerando, inclusive sobre o perigo que corria…

Então, esses caras viam você meramente como uma verdadeira máquina de dinheiro.

Com certeza.

[E os consumidores de pornografia são os que ajudam a alimentar essa máquina produtora de sofrimento.]

Você acha que sofre algum tipo de estresse pós-traumático após essa experiência?

Sim. Acho que acontece principalmente quando saio na rua, porque sinto como se as pessoas pudessem ver através da minha roupa e me sinto profundamente envergonhada. Tenho a sensação de que perdi direito a toda a minha privacidade. E perdi, porque estou a um clique de distância no Google.

Essa história é a sua história. Mas, francamente, também deve ser a história de outros atores e atrizes pornôs.

Sinceramente, comecei a perceber isso recentemente. As pessoas começaram a falar comigo. Meu agente lê todos os e-mails e, quando recebemos coisas assim, ele separa e os envia para mim. Lendo as palavras de algumas dessas garotas que foram traficadas e forçadas a fazer pornografia, todas essas histórias de garotas cujas vidas foram arruinadas […] me faz sentir que foi bom começar a conversar e dar esta entrevista.

Há uma linha de pensamento que diz que, em muitos países, os jovens estão tão expostos à pornografia que isso está mudando a maneira como homens e mulheres se relacionam.

Claro que afeta relacionamentos. O vício em pornografia é muito frequente. As coisas que os homens veem nos vídeos são esperadas das mulheres em suas vidas, e essa não é a realidade. Ninguém vai ser tão perfeito, ninguém fará esses atos em uma quarta-feira à noite.

[Aqui ela toca em outro ponto importante: as falsas expectativas criadas pela pornografia. É crescente o número de homens jovens que procuram o médico por causa de desempenho sexual ruim. Frequentemente, pessoas que consomem pornografia se sentem frustradas com o sexo de verdade. Por favor, assista aos vídeos abaixo.]

Se você pudesse conversar com aquela garota de 21 anos, Mia Khalifa, andando pela rua na Flórida e parada pelo garoto que disse “Você é linda, podemos trabalhar juntos”, o que diria a ela?

É para isso que você carrega um spray de pimenta na bolsa. Use-o. Corra!

[Sem o saber, Mia conclui a entrevista dizendo exatamente o que devemos fazer quando surpreendidos pelo pecado: correr! Como fez José, quando foi tentado pela esposa de Potifar, no Egito. Com o pecado não se brinca. Fuja dele! E oremos por Mia Khalifa, para que ela encontre a paz do perdão e não seja mais uma moça a engrossar as estatísticas de depressão e suicídio entre profissionais e ex-profissionais da indústria pornográfica.]

(Terra)

Leia mais aqui sobre pornografia e testemunhos de atrizes pornôs.

Um engano chamado “teologia gay”

teologia_gayO padrão de Deus para o exercício da sexualidade humana é o relacionamento entre um homem e uma mulher no ambiente do casamento. Nesta área, a Bíblia só deixa duas opções para os cristãos: casamento heterossexual e monogâmico ou uma vida celibatária. À luz das Escrituras, relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são vistas não como opção ou alternativa, mas sim como abominação, pecado e erro, sendo tratadas como prática contrária à natureza. Contudo, neste tempo em que vivemos, cresce na sociedade em geral, e em setores religiosos, uma valorização da homossexualidade como comportamento não apenas aceitável, mas supostamente compatível com a vida cristã. Diferentes abordagens teológicas têm sido propostas no sentido de se admitir que homossexuais masculinos e femininos possam ser aceitos como parte da Igreja e expressar livremente sua homoafetividade no ambiente cristão.

Existem muitas passagens na Bíblia que se referem ao relacionamento sexual padrão, normal, aceitável e ordenado por Deus, que é o casamento monogâmico heterossexual. Desde o Gênesis, passando pela lei e pela trajetória do povo hebreu, até os evangelhos e as epístolas do Novo Testamento, a tradição bíblica aponta no sentido de que Deus criou homem e mulher com papéis sexuais definidos e complementares do ponto de vista moral, psicológico e físico. Assim, é evidente que não é possível justificar o relacionamento homossexual a partir das Escrituras, e muito menos dar à Bíblia qualquer significado que minimize ou neutralize sua caracterização como ato pecaminoso. Em nenhum momento a Palavra de Deus justifica ou legitima um estilo homossexual de vida, como os defensores da chamada “teologia inclusiva” têm tentado fazer. Seus argumentos têm pouca ou nenhuma sustentação exegética, teológica ou hermenêutica.

A “teologia inclusiva” é uma abordagem segundo a qual, se Deus é amor, aprovaria todas as relações humanas, sejam quais forem, desde que haja esse sentimento. Essa linha de pensamento tem propiciado o surgimento de igrejas em que homossexuais, nessa condição, são admitidos como membros e a eles é ensinado que o comportamento gay não é fator impeditivo à vida cristã e à salvação. Assim, desde que haja amor genuíno entre dois homens ou duas mulheres, isso validaria seu comportamento, à luz das Escrituras. A falácia desse pensamento é que a mesma Bíblia que nos ensina que Deus é amor igualmente diz que Ele é santo e que Sua vontade quanto à sexualidade humana é que ela seja expressa dentro do casamento heterossexual, sendo proibidas as relações homossexuais.

Em segundo lugar, a “teologia inclusiva” defende que as condenações encontradas no Antigo Testamento, especialmente no livro de Levítico, se referem somente às relações sexuais praticadas em conexão com os cultos idolátricos e pagãos, como era o caso dos praticados pelas nações ao redor de Israel. Além disso, tais proibições se encontram ao lado de outras regras contra comer sangue ou carne de porco, que já seriam ultrapassadas e, portanto, sem validade para os cristãos. Defendem ainda que a prova de que as proibições das práticas homossexuais eram culturais e cerimoniais é que elas eram punidas com a morte – coisa que não se admite a partir da época do Novo Testamento.

É fato que as relações homossexuais aconteciam inclusive – mas não exclusivamente – nos cultos pagãos dos cananeus. Contudo, fica evidente que a condenação da prática homossexual transcende os limites culturais e cerimoniais, pois é repetida claramente no Novo Testamento. Ela faz parte da lei moral de Deus, válida em todas as épocas e para todas as culturas. […] Quando ao apedrejamento, basta dizer que outros pecados punidos com a morte no Antigo Testamento continuam sendo tratados como pecado no Novo, mesmo que a condenação capital para eles tenha sido abolida – como, por exemplo, o adultério e a desobediência contumaz aos pais.

Pecado e destruição

Os teólogos inclusivos gostam de dizer que Jesus Cristo nunca falou contra o homossexualismo. Em compensação, falou bastante contra a hipocrisia, o adultério, a incredulidade, a avareza e outros pecados tolerados pelos cristãos. Este é o terceiro ponto: sabe-se, todavia, que a razão pela qual Jesus não falou sobre homossexualidade é que ela não representava um problema na sociedade judaica de Sua época, que já tinha como padrão o comportamento heterossexual. Não podemos dizer que não havia judeus que eram homossexuais na época de Jesus, mas é seguro afirmar que não assumiam publicamente essa conduta. Portanto, o homossexualismo não era uma realidade social na Palestina na época de Jesus. Todavia, quando a Igreja entrou em contato com o mundo gentílico – sobretudo as culturas grega e romana, onde as práticas homossexuais eram toleradas, embora não totalmente aceitas –, os autores bíblicos, como Paulo, as incluíram nas listas de pecados contra Deus. Para os cristãos, Paulo e demais autores bíblicos escreveram debaixo da inspiração do Espírito Santo enviado por Jesus Cristo. Portanto, suas palavras são igualmente determinantes para a conduta da Igreja nos dias de hoje.

O quarto ponto equivocado da abordagem que tenta fazer do comportamento gay algo normal e aceitável no âmbito do Cristianismo é a suposição de que o pecado de Sodoma e Gomorra não foi o homossexualismo, mas a falta de hospitalidade para com os hóspedes de Ló. A base dos teólogos inclusivos para essa afirmação é que no original hebraico se diz que os homens de Sodoma queriam “conhecer” os hóspedes de Ló (Gn 19:5) e não abusar sexualmente deles, como é traduzido em várias versões, como na Almeida Atualizada. Outras versões, como a Nova Versão Internacional e a Nova Tradução na Linguagem de Hoje entendem que conhecer ali é conhecer sexualmente e dizem que os concidadãos de Ló queriam “ter relações” com os visitantes, enquanto a SBP é ainda mais clara: “Queremos dormir com eles.” Usando-se a regra de interpretação simples de analisar palavras em seus contextos, percebe-se que o termo hebraico usado para dizer que os homens de Sodoma queriam “conhecer” os hóspedes de Ló (yadah) é o mesmo termo que Ló usa para dizer que suas filhas, que ele oferecia como alternativa à tara daqueles homens, eram virgens: “Elas nunca conheceram (yadah) homem”, diz o versículo 8. Assim, fica evidente que “conhecer”, no contexto da passagem de Gênesis, significa ter relações sexuais. Foi essa a interpretação de Filo, autor judeu do século 1º, em sua obra sobre a vida de Abraão: segundo ele, “os homens de Sodoma se acostumaram gradativamente a ser tratados como mulheres”.

Ainda sobre o pecado cometido naquelas cidades bíblicas, que acabaria acarretando sua destruição, a “teologia inclusiva” defende que o profeta Ezequiel claramente diz que o erro daquela gente foi a soberba e a falta de amparo ao pobre e ao necessitado (Ez 16:49). Contudo, muito antes de Ezequiel, o “sodomita” era colocado ao lado da prostituta na lei de Moisés: o rendimento de ambos, fruto de sua imoralidade sexual, não deveria ser recebido como oferta a Deus, conforme Deuteronômio 23:18. Além do mais, quando lemos a declaração do profeta em contexto, percebemos que a soberba e a falta de caridade era apenas um entre os muitos pecados dos sodomitas. Ezequiel menciona as “abominações” dos sodomitas, as quais foram a causa final da sua destruição: “Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado. Foram arrogantes e fizeram abominações diante de Mim; pelo que, em vendo isto, as removi dali” (Ez 16:49, 50). Da mesma forma, Pedro, em sua segunda epístola, refere-se às práticas pecaminosas dos moradores de Sodoma e Gomorra tratando-as como “procedimento libertino”.

Um quinto argumento é que haveria alguns casos de amor homossexual na Bíblia, a começar pelo rei Davi, para quem o amor de seu amigo Jônatas era excepcional, “ultrapassando o das mulheres” (2Sm 1:26). Contudo, qualquer leitor da Bíblia sabe que o maior problema pessoal de Davi era a falta de domínio próprio quanto à sua atração por mulheres. Foi isso que o levou a casar com várias delas e, finalmente, a adulterar com Bate-Seba, a mulher de Urias. Seu amor por Jônatas era aquela amizade intensa que pode existir entre duas pessoas do mesmo sexo e sem qualquer conotação erótica. Alguns defensores da “teologia inclusiva” chegam a categorizar o relacionamento entre Jesus e João como homoafetivo, pois este, sendo o discípulo amado do Filho de Deus, numa ocasião reclinou a cabeça no peito do Mestre (Jo 13:25). Acontece que tal atitude, na cultura oriental, era uma demonstração de amizade varonil – contudo, acaba sendo interpretada como suposta evidência de um relacionamento homoafetivo. Quem pensa assim não consegue enxergar amizade pura e simples entre pessoas do mesmo sexo sem lhe atribuir uma conotação sexual.

Torpeza

Há uma sexta tentativa de reinterpretar passagens bíblicas com o objetivo de legitimar a homossexualidade. Os propagadores da “teologia gay” dizem que, no texto de Romanos 1:24-27, o apóstolo Paulo estaria apenas repetindo a proibição de Levítico à prática homossexual na forma da prostituição cultual, tanto de homens como de mulheres – proibição esta que não se aplicaria fora do contexto do culto idolátrico e pagão. Todavia, basta que se leia a passagem para ficar claro o que Paulo estava condenando. O apóstolo quis dizer exatamente o que o texto diz: que homens e mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza, e que se inflamaram mutuamente em sua sensualidade – homens com homens e mulheres com mulheres –, “cometendo torpeza” e “recebendo a merecida punição por seus erros”. E ao se referir ao lesbianismo como pecado, Paulo deixa claro que não está tratando apenas da pederastia, como alguns alegam, visto que a mesma só pode acontecer entre homens, mas a todas as relações homossexuais, quer entre homens ou mulheres.

É alegado também que, em 1 Coríntios 6:9, os citados efeminados e sodomitas não seriam homossexuais, mas pessoas de caráter moral fraco (malakoi, pessoa “macia” ou “suave”) e que praticam a imoralidade em geral (arsenokoites, palavra que teria sido inventada por Paulo). Todavia, se esse é o sentido, o que significam as referências a impuros e adúlteros, que aparecem na mesma lista? Por que o apóstolo repetiria esses conceitos? Na verdade, efeminado se refere ao que toma a posição passiva no ato homossexual – esse é o sentido que a palavra tem na literatura grega da época, em autores como Homero, Filo e Josefo – e sodomita é a referência ao homem que deseja ter coito com outro homem.

Há ainda uma sétima justificativa apresentada por aqueles que acham que a homossexualidade é compatível com a fé cristã. Segundo eles, muitas igrejas cristãs históricas, hoje, já aceitam a prática homossexual como normal – tanto que homossexuais praticantes, homens e mulheres, têm sido aceitos não somente como membros, mas também como pastores e pastoras. Essas igrejas, igualmente, defendem e aceitam a união civil e o casamento entre pessoa do mesmo sexo. É o caso, por exemplo, da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos – que nada tem a ver com a Igreja Presbiteriana do Brasil –, da Igreja Episcopal no Canadá e de igrejas em nações europeias como Suécia, Noruega e Dinamarca, entre outras confissões. Na maioria dos casos, a aceitação da homossexualidade provocou divisões nessas igrejas, e é preciso observar, também, que só aconteceu depois de um longo processo de rejeição da inspiração, infalibilidade e autoridade da Bíblia. Via de regra, essas denominações adotaram o método histórico-crítico – que, por definição, admite que as Sagradas Escrituras sejam condicionadas culturalmente e que refletem os erros e os preconceitos da época de seus autores. Dessa forma, a aceitação da prática homossexual foi apenas um passo lógico. Outros ainda virão. Todavia, cristãos que recebem a Bíblia como a infalível e inerrante [sic] [leia sobre isso aqui] Palavra de Deus não podem aceitar a prática homossexual, a não ser como uma daquelas relações sexuais consideradas como pecaminosas pelo Senhor, como o adultério, a prostituição e a fornicação.

Contudo, é um erro pensar que a Bíblia encara a prática homossexual como sendo o pecado mais grave de todos. Na verdade, existe um pecado para o qual não há perdão, mas com certeza não se trata da prática homossexual: é a blasfêmia contra o Espírito Santo, que consiste em atribuir a Satanás o poder pelo qual Jesus Cristo realizou Seus milagres e prodígios aqui neste mundo, mencionado em Marcos 3:22-30 [o pecado contra o Espírito Santo é o pecado do qual a pessoa não se arrepende e que, por isso, acaba levando-a à perdição]. Consequentemente, não está correto usar a Bíblia como base para tratar homossexuais como sendo os piores pecadores dentre todos, que estariam além da possibilidade de salvação e que, portanto, seriam merecedores de ódio e desprezo. É lamentável e triste que isso tenha acontecido no passado e esteja se repetindo no presente. A mensagem da Bíblia é esta: “Todos pecaram e carecem da glória de Deus”, conforme Romanos 3:23. Todos nós precisamos nos arrepender de nossos pecados e nos submeter a Jesus Cristo, o Salvador, pela fé, para receber o perdão e a vida eterna.

Lembremos ainda que os autores bíblicos sempre tratam da prática homossexual juntamente com outros pecados. O 20º capítulo de Levítico proíbe não somente as relações entre pessoas do mesmo sexo, como também o adultério, o incesto e a bestialidade. Os sodomitas e efeminados aparecem ao lado dos adúlteros, impuros, ladrões, avarentos e maldizentes, quando o apóstolo Paulo lista aqueles que não herdarão o Reino de Deus (1Co 6:9, 10). Porém, da mesma forma que havia nas igrejas cristãs adúlteros e prostitutas que haviam se arrependido e mudado de vida, mediante a fé em Jesus Cristo, havia também efeminados e sodomitas na lista daqueles que foram perdoados e transformados.

Compaixão

É fundamental, aqui, fazer uma distinção importante. O que a Bíblia condena é a prática homossexual, e não a tentação a essa prática. Não é pecado ser tentado ao homossexualismo, da mesma forma que não é pecado ser tentado ao adultério ou ao roubo, desde que se resista. As pessoas que sentem atração por outras do mesmo sexo devem se lembrar de que esse desejo é resultado da desordem moral que entrou na humanidade com a queda de Adão e que, em Cristo Jesus, o segundo Adão, podem receber graça e poder para resistir e vencer, sendo justificados diante de Deus.

Existem várias causas identificadas comumente para a atração por pessoas do mesmo sexo, como o abuso sexual sofrido na infância. Muitos gays provêm de famílias disfuncionais ou tiveram experiências negativas com pessoas do sexo oposto. Há aqueles, também, que agem deliberadamente por promiscuidade e têm desejo de chocar os outros. Outro fator a se levar em conta são as tendências genéticas à homossexualidade, cuja existência não está comprovada até agora e tem sido objeto de intensa polêmica. Todavia, do ponto de vista bíblico, o homossexualismo é resultado do abandono da glória de Deus, da idolatria e da incredulidade por parte da raça humana, conforme Romanos 1:18-32. Portanto, não é possível para quem crê na Bíblia justificar as práticas homossexuais sob a alegação de compulsão incontrolável e inevitável, muito embora os que sofrem com esse tipo de impulso devam ser objeto de compaixão e ajuda da Igreja cristã.

É preciso, também, repudiar toda manifestação de ódio contra homossexuais, da mesma forma com que o fazemos em relação a qualquer pessoa. Isso jamais nos deveria impedir, todavia, de declarar com sinceridade e respeito nossa convicção bíblica de que a prática homossexual é pecaminosa e que não podemos concordar com ela, nem com leis que a legitimam. Diante da existência de dispositivos legais que permitem que uma pessoa deixe ou transfira seus bens a quem ele queira, ainda em vida, não há necessidade de leis legitimando a união civil de pessoas de mesmo sexo – basta a simples manifestação de vontade, registrada em cartório civil, na forma de testamento ou acordo entre as partes envolvidas. O reconhecimento dos direitos da união homoafetiva valida a prática homossexual e abre a porta para o reconhecimento de um novo conceito de família. No Brasil, o reconhecimento da união civil de pessoas do mesmo sexo para fins de herança e outros benefícios aconteceu ao arrepio do que diz a Constituição: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento” (Art. 226, § 3º).

Cristãos que recebem a Bíblia como a palavra de Deus não podem ser a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, uma vez que seria a validação daquilo que as Escrituras, claramente, tratam como pecado. O casamento está no âmbito da autoridade do Estado e os cristãos são orientados pela Palavra de Deus a se submeter às autoridades constituídas; contudo, a mesma Bíblia nos ensina que nossa consciência está submissa, em última instância, à lei de Deus e não às leis humanas – “Importa antes obedecer a Deus que os homens” (At 5:29). Se o Estado legitimar aquilo que Deus considera ilegítimo, e vier a obrigar os cristãos a irem contra a sua consciência, eles devem estar prontos a viver, de maneira respeitosa e pacífica em oposição sincera e honesta, qualquer que seja o preço a ser pago.

(Augustus Nicodemus Lopes; artigo publicado na revista Cristianismo Hoje e republicado no blog O Tempora, o Mores)

A masculinidade é tóxica?

thor3[Depois explico por que coloquei essa imagem aí ao lado. Meus comentários sobre a matéria abaixo seguem entre colchetes e no fim do texto. – MB]

Pesquisadores do feminismo [que bom que logo de cara a matéria identifica os pesquisadores preocupados com a masculinidade: PESQUISADORES DO FEMINISMO] já discutem a existência de um tipo de masculinidade tóxica há décadas, mas a existência desse tipo de comportamento é agora reconhecida pela Associação Americana de Psicologia (American Psychological Association ou APA, em inglês). Em um guia, organizado ao longo de 2018 e divulgado na quinta-feira (10), a comunidade de psicólogos americanos identifica potenciais problemas que podem surgir na vida de meninos e homens por causa do machismo [o problema é o MACHISMO ou a MASCULINIDADE?] e dá sugestões a terapeutas sobre como combatê-lo.

“Socialização para corresponder à ideologia tradicional de masculinidade [que ideologia seria essa? Aquela que diz que homens são homens e mulheres, mulheres?] limita o desenvolvimento psicológico de homens e seu comportamento, resultando em pressões e conflitos relacionados ao papel de gênero e influencia negativamente a saúde física e mental”, diz trecho do texto publicado pela entidade [o que se pode ver, também, com a tóxica ideologia de gênero, são meninos e meninas confusos com relação à sua sexualidade e identidade]. O guia ainda observa que reconhecer e responder a essas questões decorrentes da masculinidade tradicional [novamente pergunto: aquela que afirma que homem é homem?] é essencial para terapeutas porque eles podem auxiliar homens diretamente afetados por essas pressões, como gays e transgêneros [então vamos tratar a maioria com base em casos de minorias que devem, sim, ser tratados especificamente?], além de compreender e esclarecer aos meninos em fase de crescimento o impacto do sexismo [machismo e sexismo são problemas; masculinidade, não].

Segundo a APA, a masculinidade tradicional tolera e até promove a agressividade – inclusive em relação à mulher –, os comportamentos de risco (uso de drogas, promiscuidade) e a resistência a procurar tratamento de saúde mental, quando necessário [isso é um absurdo! Homens de verdade jamais concordariam com a violência contra a mulher, com a promiscuidade e coisas do gênero. Por que relacionar esses comportamentos errados com a “masculinidade tradicional”? É preciso feminilizar o homem para que ele deixe de ter esses comportamentos? Devemos combater a masculinidade ou os maus comportamentos?]. No entanto, o posicionamento da associação não foi bem recebido por homens nas redes sociais. Usuários do Twitter como o autor do perfil @HWDConservative escreveu que o texto cria temor em relação à “energia masculina”; que seria responsável por avanços em diversas áreas do conhecimento humano.

“Essa energia é a que constrói arranha-céus, motiva pessoas a sacrificar tudo para proteger suas famílias, arriscar tudo por novas descobertas, explorar novas fronteiras enquanto arriscando suas vidas e membros. Certamente, vamos extinguir totalmente essa energia!”, afirmou. Houve também quem questionasse o material exposto pela APA como focado apenas no bem-estar dos homens e não no impacto que seu possível comportamento tem na sociedade, enquanto outro grupo ainda comemorou, finalmente, a abertura do debate a respeito do machismo em mais uma área da comunidade científica.

(UOL)

Nota 1: A Bíblia é bem clara quando afirma que “criou Deus o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). HOMEM e MULHER os criou, com todas as suas diferenças que promovem a complementaridade. Masculinidade e feminilidade são atributos desses dois seres. São características, inclinações, instintos diferentes – não melhores, nem piores, apenas diferentes. Homens e mulheres devem ser valorizados e respeitados em suas particularidades, sem precisar desejar os atributos próprios do sexo oposto a fim de ser reconhecidos como pessoas de valor. O que deve ser denunciado e repudiado como nocivo não é a masculinidade nem a feminilidade, mas o machismo e o feminismo, que exacerbam as más qualidades de ambos os sexos, criam divisões e ódios desnecessários e destroem a “imagem e semelhança” de Deus com que fomos criados. [MB]

Nota 2: A tendência à diminuição do masculino fica clara nos quadrinhos e em outras produções culturais recentes. Quando fiz um comentário ao fato de terem escolhido uma mulher para desempenhar o papel de um personagem tipicamente masculino (o 007), recebi muitas críticas dos “progressistas” de plantão (por isso mesmo gravei este vídeo). Bem, agora tenho um exemplo ainda mais claro disso, e ele vem dos quadrinhos (que eu lia vorazmente em minha adolescência, antes destes tempos de lacração): Jane Foster, a namorada do Thor, foi considerada digna de empunhar o martelo Mjolnir, tornando-se, assim, a Thor. Até aí, tudo bem, mas o pessoal da lacração não perdeu a chance: Foster se tornou capaz de controlar o martelo de uma forma que nem o Thor original nunca conseguiu. E tem mais: ela chegou a enfrentar e dar umas pancadas no próprio Odin, o deus supremo da mitologia nórdica, pai de Thor. Resumindo: ela, uma simples humana, de repente se torna mais hábil no uso da arma do que o personagem que maneja a mesma arma há séculos, e ainda dá uns sopapos no deus maioral de Asgard, cujo poder faz dele um rival a altura de personagens como Thanos e Galactus. Pra que isso, gente? A Marvel já tem personagens poderosíssimas como a Feiticeira Escarlate, a irmã do Thor, Hela, e a Fênix. Precisa partir para uma apelação dessas? É a lacração acima da própria coerência. [MB]

Projeto estabelece sexo biológico como único critério em competições

Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina estabelece o sexo biológico como o único critério para definição do gênero de competidores em partidas esportivas oficiais em Santa Catarina. A proposta visa a garantir a equidade nas competições, vedando os transexuais em equipes que correspondam ao sexo oposto do nascimento. A medida prevê multa para quem descumprir a regra.

Conheça o PL: bit.ly/PL226-2019

esporte

Leia também: Homens são homens, mulheres são mulheres, e o esporte está mostrando isso e Biologia não é de esquerda nem de direita