A masculinidade é tóxica?

thor3[Depois explico por que coloquei essa imagem aí ao lado. Meus comentários sobre a matéria abaixo seguem entre colchetes e no fim do texto. – MB]

Pesquisadores do feminismo [que bom que logo de cara a matéria identifica os pesquisadores preocupados com a masculinidade: PESQUISADORES DO FEMINISMO] já discutem a existência de um tipo de masculinidade tóxica há décadas, mas a existência desse tipo de comportamento é agora reconhecida pela Associação Americana de Psicologia (American Psychological Association ou APA, em inglês). Em um guia, organizado ao longo de 2018 e divulgado na quinta-feira (10), a comunidade de psicólogos americanos identifica potenciais problemas que podem surgir na vida de meninos e homens por causa do machismo [o problema é o MACHISMO ou a MASCULINIDADE?] e dá sugestões a terapeutas sobre como combatê-lo.

“Socialização para corresponder à ideologia tradicional de masculinidade [que ideologia seria essa? Aquela que diz que homens são homens e mulheres, mulheres?] limita o desenvolvimento psicológico de homens e seu comportamento, resultando em pressões e conflitos relacionados ao papel de gênero e influencia negativamente a saúde física e mental”, diz trecho do texto publicado pela entidade [o que se pode ver, também, com a tóxica ideologia de gênero, são meninos e meninas confusos com relação à sua sexualidade e identidade]. O guia ainda observa que reconhecer e responder a essas questões decorrentes da masculinidade tradicional [novamente pergunto: aquela que afirma que homem é homem?] é essencial para terapeutas porque eles podem auxiliar homens diretamente afetados por essas pressões, como gays e transgêneros [então vamos tratar a maioria com base em casos de minorias que devem, sim, ser tratados especificamente?], além de compreender e esclarecer aos meninos em fase de crescimento o impacto do sexismo [machismo e sexismo são problemas; masculinidade, não].

Segundo a APA, a masculinidade tradicional tolera e até promove a agressividade – inclusive em relação à mulher –, os comportamentos de risco (uso de drogas, promiscuidade) e a resistência a procurar tratamento de saúde mental, quando necessário [isso é um absurdo! Homens de verdade jamais concordariam com a violência contra a mulher, com a promiscuidade e coisas do gênero. Por que relacionar esses comportamentos errados com a “masculinidade tradicional”? É preciso feminilizar o homem para que ele deixe de ter esses comportamentos? Devemos combater a masculinidade ou os maus comportamentos?]. No entanto, o posicionamento da associação não foi bem recebido por homens nas redes sociais. Usuários do Twitter como o autor do perfil @HWDConservative escreveu que o texto cria temor em relação à “energia masculina”; que seria responsável por avanços em diversas áreas do conhecimento humano.

“Essa energia é a que constrói arranha-céus, motiva pessoas a sacrificar tudo para proteger suas famílias, arriscar tudo por novas descobertas, explorar novas fronteiras enquanto arriscando suas vidas e membros. Certamente, vamos extinguir totalmente essa energia!”, afirmou. Houve também quem questionasse o material exposto pela APA como focado apenas no bem-estar dos homens e não no impacto que seu possível comportamento tem na sociedade, enquanto outro grupo ainda comemorou, finalmente, a abertura do debate a respeito do machismo em mais uma área da comunidade científica.

(UOL)

Nota 1: A Bíblia é bem clara quando afirma que “criou Deus o homem à Sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). HOMEM e MULHER os criou, com todas as suas diferenças que promovem a complementaridade. Masculinidade e feminilidade são atributos desses dois seres. São características, inclinações, instintos diferentes – não melhores, nem piores, apenas diferentes. Homens e mulheres devem ser valorizados e respeitados em suas particularidades, sem precisar desejar os atributos próprios do sexo oposto a fim de ser reconhecidos como pessoas de valor. O que deve ser denunciado e repudiado como nocivo não é a masculinidade nem a feminilidade, mas o machismo e o feminismo, que exacerbam as más qualidades de ambos os sexos, criam divisões e ódios desnecessários e destroem a “imagem e semelhança” de Deus com que fomos criados. [MB]

Nota 2: A tendência à diminuição do masculino fica clara nos quadrinhos e em outras produções culturais recentes. Quando fiz um comentário ao fato de terem escolhido uma mulher para desempenhar o papel de um personagem tipicamente masculino (o 007), recebi muitas críticas dos “progressistas” de plantão (por isso mesmo gravei este vídeo). Bem, agora tenho um exemplo ainda mais claro disso, e ele vem dos quadrinhos (que eu lia vorazmente em minha adolescência, antes destes tempos de lacração): Jane Foster, a namorada do Thor, foi considerada digna de empunhar o martelo Mjolnir, tornando-se, assim, a Thor. Até aí, tudo bem, mas o pessoal da lacração não perdeu a chance: Foster se tornou capaz de controlar o martelo de uma forma que nem o Thor original nunca conseguiu. E tem mais: ela chegou a enfrentar e dar umas pancadas no próprio Odin, o deus supremo da mitologia nórdica, pai de Thor. Resumindo: ela, uma simples humana, de repente se torna mais hábil no uso da arma do que o personagem que maneja a mesma arma há séculos, e ainda dá uns sopapos no deus maioral de Asgard, cujo poder faz dele um rival a altura de personagens como Thanos e Galactus. Pra que isso, gente? A Marvel já tem personagens poderosíssimas como a Feiticeira Escarlate, a irmã do Thor, Hela, e a Fênix. Precisa partir para uma apelação dessas? É a lacração acima da própria coerência. [MB]

Projeto estabelece sexo biológico como único critério em competições

Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina estabelece o sexo biológico como o único critério para definição do gênero de competidores em partidas esportivas oficiais em Santa Catarina. A proposta visa a garantir a equidade nas competições, vedando os transexuais em equipes que correspondam ao sexo oposto do nascimento. A medida prevê multa para quem descumprir a regra.

Conheça o PL: bit.ly/PL226-2019

esporte

Leia também: Homens são homens, mulheres são mulheres, e o esporte está mostrando isso e Biologia não é de esquerda nem de direita

Epidemia de Aids cresce e é grave especialmente entre jovens

hivO número de pessoas infectadas pelo HIV no Brasil preocupa: o último relatório divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), referente ao ano de 2016, aponta para um total de 827 mil brasileiros contaminados pelo vírus. Os dados são mais preocupantes entre os jovens de 15 a 24 anos, tanto do sexo masculino quanto do feminino. De acordo com o relatório, o Brasil está vivendo uma epidemia da doença entre jovens de 15 a 24 anos. De 2006 a 2015, a taxa de detecção de casos de Aids entre jovens do sexo masculino com 15 a 19 anos quase que triplicou, passando de 2,4 para 6,9 por 100 mil habitantes. Entre os homens de 20 a 24 anos, a taxa mais que dobrou. O número de casos subiu de 15,9 para 33,1 para cada 100 mil habitantes. Em 2006, para uma mulher que vivia com Aids no Brasil, havia 1,2 caso em homem. Em 2015, a incidência de homens diagnosticados com a doença aumentou muito. Para cada caso de mulher com Aids, havia três casos em homens. Entre as mulheres jovens, assim como entre as acima de 55 anos, também houve aumento no número de casos de infecção. Entre 2005 e 2016, a taxa de detecção de Aids subiu 12,9% entre as mulheres de 15 a 19 anos; 2,7% entre as de 55 a 59 anos; e 24,8% nas que têm 60 anos ou mais.

Em entrevista ao site de notícias da rede britânica BBC, a psicóloga e gerente operacional do Departamento de DSTs/Aids da Paraíba Ivoneide Lucena afirma que esse aumento significativo no número de casos de Aids em idosos se deve à falta de costume em usar preservativos, já que eles nasceram antes da epidemia que aconteceu na década de 1980 e passaram grande parte da vida tendo relações sexuais de forma desprotegida.

 Segundo o Ministério da Saúde, do total de pessoas estimadas com HIV, 87% sabem que são portadoras do vírus. Isso significa que 112 mil convivem com o vírus sem saber. Dentre as pessoas que sabem que têm HIV, apenas 64% estão fazendo tratamento.

Muitas pessoas têm medo de descobrir o vírus no sangue, já que os soropositivos ainda sofrem preconceito e existe um estigma em torno da doença. Por isso, ainda há resistência para a realização de exames e acompanhamento preventivo. Além disso, o estereótipo da pessoa com Aids, que fica magra e debilitada rapidamente, não é mais verdade. Pode demorar mais de dez anos para que o vírus se manifeste no corpo e, assim, o paciente sexualmente ativo que não inclui testes preventivos de HIV nos exames de rotina pode correr o risco de estar infectado sem saber.

 A Aids é uma doença grave e incurável que surge em decorrência da infecção pelo vírus HIV, que é sexualmente transmissível. Ela ataca o sistema imunológico da pessoa e interfere na capacidade do organismo de combater infecções. A forma mais comum de transmissão da doença é durante as relações sexuais desprotegidas, ou seja, sem o uso de preservativo. Além disso, o vírus HIV também pode ser transmitido de mãe para filho durante o parto e quando a pessoa tem contato com sangue contaminado com o vírus. Por isso, é possível contrair o vírus durante transfusões de sangue e no compartilhamento de seringas.

(Giovanna Mazzeo; Vix)

Nota: A mesma nota que eu escrevi para o post “Atriz de série revela que câncer anal foi causado por DST” vale também para a notícia preocupante acima. [MB]

Atriz de série revela que câncer anal foi causado por DST

marcia crossMarcia Cross lutou e derrotou um câncer anal menos de um ano atrás, e agora revelou que sua doença veio provavelmente da mesma doença sexualmente transmissível (DST) que causou um câncer na garganta do marido anos antes. A atriz de 57 anos está agora em fase de remissão e decidiu se abrir sobre os perigos da DST. A ex-estrela de “Desperate Housewives” apareceu no programa “This Morning”, do canal americano CBS, para promover a prevenção precoce contra HPV e incentivar as pessoas a obter a vacina. “Eu sei que há pessoas que ficam envergonhadas. Mas você tem câncer! Você também tem que se sentir envergonhado? Como se tivesse feito algo ruim porque [o vírus] se instalou no seu ânus? Quero dizer, vamos lá, realmente”, disse, segundo o portal Radar Online. “Mesmo para mim, demorou um pouco. Ânus, ânus, ânus! Há! Você só precisa se acostumar com isso.”

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, o HPV causa mais de 90% dos cânceres anais e pode ser transmitido de uma pessoa para outra através do sexo ou apenas pelo contato pele a pele [o HPV também causa câncer de colo de útero e nos genitais]. Em 2009, o marido de Marcia, Tom Mahoney, foi diagnosticado com câncer de garganta e foi submetido a tratamento. Mal sabia o casal que os cânceres estariam relacionados.

Em setembro de 2018, depois de uma exaustiva batalha, incluindo seis semanas de radiação e duas semanas de quimioterapia, Marcia Cross finalmente revelou que estava livre do câncer. “Eu estou pós-câncer. Tá tudo bem agora. Jornada difícil, mas estou saudável, feliz e mais presente e grata do que nunca”, ela compartilhou no Instagram. “Obrigada do fundo do meu coração por todo o seu amor”, completou.

Agora Marcia Cross recomenda a imunização precoce. Ela disse que suas filhas estão dispostas a tomar sua primeira dose da vacina no final do ano letivo. “Estou me sentindo normal, apesar de ser um novo normal”, disse ela. “Não vou dar como certo. Eu sou a garota que vai ao banheiro agora e digo ‘Sim!’ É ótimo o que meu corpo pode fazer! Eu estou tão grata.”

(Monet)

Nota: Que bom que a atriz se recuperou com o tratamento. Queira Deus que seja definitivo. O que tem preocupado as autoridades é que, a despeito da vacina, os casos de câncer causados pelo vírus HPV vêm aumentando (especialmente no Brasil, onde menos de 50% das meninas são imunizadas). Sem querer entrar no mérito (ou demérito) do assunto envolvendo o casal norte-americano, uma coisa parece certa: um infectou o outro. A maior parte das infecções por HPV se dá pelo contato sexual, e como as pessoas têm iniciado a vida sexual cada vez mais cedo e com múltiplos parceiros, as chances de chegarem ao casamento contaminadas são muito altas (ainda mais se levarmos em conta que cerca de 25% dos adolescentes hoje têm algum tipo de DST). A incidência de câncer de garganta também tem aumentado, por conta do sexo oral (confira aqui, aqui, aqui e aqui). Assim, práticas e carícias sexuais que não ofereceriam perigo para casados que se mantiveram virgens antes do matrimônio acabam sendo arriscadas devido à “liberdade sexual” promovida nas últimas décadas. Sem querer ser moralista, apenas analisando uma questão de causa e efeito, as orientações de Deus dadas nas páginas da Bíblia Sagrada sempre visam ao nosso bem-estar físico, mental e espiritual. Pesquisas mostram que os abstinentes sexuais têm vida sexual muito mais satisfatória no casamento, sem contar o fato de que não precisam ter medo do passado físico (comportamental) e emocional do parceiro. Num casamento segundo os planos de Deus (baseado na fidelidade anterior e posterior ao enlace matrimonial) não haverá riscos de comparações nem contaminações. Como sempre, a escolha é do ser humano, mas as consequências também são. [MB]

Leia também: “Sexo: a verdade nua e crua”

Os revolucionários sexuais entenderam errado a satisfação sexual

coupleUm dos mais extraordinários acontecimentos nos últimos 50 anos é o persistente compromisso de um segmento da elite acadêmica e cultural norte-americana em vender uma visão da vida americana que vem, vagarosa, mas persistentemente, se provando ser – na média – mais danosa para crianças e menos agradável para adultos, enquanto também persistentemente zombam (no pior caso) ou ignoram (no melhor caso) as escolhas da vida que levam – novamente na média – a uma maior prosperidade humana. Fiz essa pergunta antes, mas deixe-me fazê-la novamente: Quantos casais religiosos sexualmente vibrantes você tem visto nos programas ou filmes de televisão – mesmo nesta era de entretenimento fragmentado e direcionado? Agora, compare esse número (que é muito, muito próximo de zero) com o número de vezes que você tem visto a libertação da religião mostrada como a chave para a plenitude sexual.

Quantas vezes, no meio de celebrações de sexualidade nos campi universitários você ouve os palestrantes nas várias “semanas de sexo” dizerem algo como: “Se você realmente quer melhorar suas chances de aproveitar uma vida sexualmente satisfatória com um parceiro fiel, você deve procurar na igreja”? Ou quantos progressistas analíticos – as mesmas prováveis pessoas que apresentam tabelas e gráficos a respeito dos efeitos de políticas públicas ou que abordam as últimas novidades da ciência social sobre raça, gênero e identidade de gênero – irão se ater a tabelas como estas, do reséitado Instituto para Estudos da Família:

Porcentagem de maridos e esposas dos EUA (18-50 anos) que concordam plenamente: “Estou satisfeito(a) com meu relacionamento sexual com meu/minha parceiro(a)”

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1 – Casais seculares; 2 – Casais menos religiosos ou mistos; 3 – Casais altamente religiosos

Porcentagem de maridos e esposas dos EUA (18-50 anos) traídos durante o atual casamento

2

1 – Casais seculares; 2 – Casais menos religiosos ou mistos; 3 – Casais altamente religiosos

Essas figuras representam a porção dos EUA de um extraordinário estudo da IFS [IEF, ou Instituto para Estudos da Família, em português] que tentou responder à questão: “É a fé uma força global para o bem ou para o mal na família?” O IFS examinou o relacionamento entre religião e fertilidade, violência doméstica, qualidade no relacionamento e infidelidade. Os achados foram fascinantes.

Os dados globais refletiram a realidade dos EUA. Casais altamente religiosos “desfrutam de relacionamentos de mais alta qualidade e de mais satisfação sexual” comparados com casais mistos ou inteiramente seculares. Além disso, no estudo global, a religião tem uma maior influência positiva na fertilidade. Casais religiosos têm “0,27 mais crianças do que aqueles que nunca, ou praticamente nunca, frequentaram [a igreja]”.

Infelizmente, no entanto, a prática religiosa foi “não protetiva contra violência doméstica”. Não houve diferença estatisticamente significativa no risco entre casais seculares e religiosos.

O estudo do IFS não somente explodiu estereótipos culturais progressistas de puritanos religiosos infelizes e sem sexo. Conservadores frequentemente pensam em feministas (especialmente feministas seculares) como bravas e sem alegria. Porém, o estudo indica o contrário. Houve uma “curva em forma de J na qualidade do relacionamento geral para mulheres”. Isso significa que mulheres em “relacionamentos progressistas e seculares desfrutam de altos níveis comparativos de qualidade no relacionamento”. Elas foram excedidas apenas por “mulheres em relacionamentos altamente religiosos, em especial tradicionalistas”.

Índice Acumulativo de ligação, compromisso, satisfação e estabilidade no relacionamento

3

1 – Casais progressistas seculares; 2 – Casais tradicionais seculares; 3 – Casais progressistas menos religiosos ou mistos; 4 – Casais tradicionais menos religiosos ou mistos; 5 – Casais progressistas altamente religiosos; 6 – Casais tradicionais altamente religiosos

É importante considerar esses resultados em face de um recente e muito discutido artigo de Kate Julian descrevendo a chamada “recessão sexual” norte-americana. Em uma época em que nossa nação tem apagado tabus sexuais, eliminado restrições morais e se tornado “mais tolerante ao sexo em praticamente cada permutação”, jovens americanos estão tendo menos sexo. E uma das principais razões é o “declínio da formação de casais entre pessoas jovens”. Pessoas casadas fazem mais sexo do que solteiros, e ainda assim menos pessoas se casam, e aqueles que se casam “têm se casado mais tarde”.

O membro sênior do IFS Bradford Wilcox e o pesquisador do IFS Lyman Stone deram continuidade ao trabalho de Julian avaliando se a recessão sexual era relacionada ao declínio mensurável da felicidade nos jovens adultos americanos. Eles concluíram que “mudanças na frequência sexual podem ser responsáveis por cerca de um terço do declínio na felicidade desde 2012 e quase 100 por cento do declínio na felicidade desde 2014”.

Na última década temos visto significativo triunfalismo das forças da secularização americana e daqueles que há muito tempo buscaram questionar, sabotar ou mesmo demolir instituições tradicionais da vida americana. Casamentos reduzem. Comparecimento à igreja diminui. Mas o novo crescimento da prosperidade humana e da alegria pessoal se prova duvidoso.

Pais solteiros sofrem para criar os filhos e prover não apenas as oportunidades econômicas e educacionais de que eles necessitam, mas também o apoio emocional que eles requerem. Famílias fraturadas lutam com a crise do uso de drogas. Nossos políticos pós-religiosos são maldosos, causadores de divisão e viciosos. E agora vemos cada vez mais que a revolução sexual pode frequentemente trazer suas próprias marcas de infelicidade, incluindo – ironicamente – ausência de sexo.

Como alguém que passou a vida inteira em comunidades religiosas, sempre me rebelei contra os estereótipos culturais. Cresci em comunidades que muitas vezes lutavam com as mesmas doenças morais que afligiram o resto do mundo, mas sempre formaram sistemas e redes de encorajamento e apoio. Não cresci em volta de puritanos emocionalmente atrofiados. Não vivo em volta de tais pessoas agora.

Existem certamente pessoas que deixam comunidades religiosas por boas razões. Existem igrejas terríveis, e figuras religiosas abusivas, incluindo pais, maridos e pastores. Mas eu temo que em nossa cultura popular e em nossas escolas as anedotas superaram a informação, e dessa forma nossas elites culturais também por muitas vezes perderam o verdadeiro significado, a satisfação e o propósito virtuoso das famílias fiéis americanas.

A liberação sexual tem muitas vezes deixado de trazer sexo e liberação, e graças ao trabalho do IFS podemos responder às necessidades com dados reais. Você está procurando amor nesta vida? As portas da igreja estão sempre abertas. E apesar de que unir casais não seja seu propósito, a conexão com um santo Deus carrega em si a conexão com seu povo imperfeito, e nessas conexões você pode encontrar alegria extrema.

(David French, National Review; tradução de Leonardo Serafim)

A batalha de todo homem

batalhaA advertência logo no início já mostra que o livro não traz meias verdades e usa de rara franqueza: “Este livro é sempre muito explícito no modo como os co-autores descrevem as lutas do passado – as deles e as dos outros – em relação à pureza sexual. Por causa da comunicação franca com os leitores que encaram lutas semelhantes, nosso objetivo tem sido o de alcançar a sinceridade sem causar nenhuma ofensa, tornando assim mais fácil para os homens encararem qualquer obscuridade e serem impulsionados pela graça e pelo poder de Deus a compartilhar de maneira ativa de Sua santidade.”

O livro em questão é A Batalha de Todo Homem, da editora Mundo Cristão (249 págs.), e os co-autores são Stephen Arterburn, palestrante e escritor de renome, e Fred Stoeker, conferencista e conselheiro de casais. E, de fato, a franqueza está presente em cada página, dando a impressão de se tratar de uma conversa “de homem para homem” (mas que também pode ser muito instrutiva e esclarecedora para as mulheres).

Na Introdução, os autores colocam o problema para o qual se propõem oferecer soluções: “Você [homem] está em uma posição difícil, vive em um mundo levado pela maré de imagens sensuais, disponíveis 24 horas por dia, em uma grande variedade de mídias: impressos, televisão, vídeos, internet – até mesmo telefones. Mas Deus lhe oferece a liberdade da escravidão do pecado através da cruz de Cristo, e foi Ele que criou os seus olhos e a sua mente com a capacidade de serem treinados e controlados. Basta permanecer firme e andar, pelo Seu poder, no caminho correto.” Essa é a batalha do título do livro – contra a sensualidade e a imoralidade – e o “caminho correto” é apontado pelos autores, por meio de seu próprio testemunho de queda e vitória.

Depois de falar de sua vida imoral e promíscua, Fred relata sua conversão, mas afirma que ainda havia “datalhes” para serem entregues a Jesus. E esses detalhes o impediam de crescer na fé. Ele diz: “Logo ficou claro que eu estava muito abaixo da santidade. Ainda havia os encartes de publicidade [com mulheres sensuais], as insinuações e os olhos sempre atentos que buscavam algo. Minha mente continuava a sonhar acordada e a fantasiar com as antigas namoradas. Isso era muito mais do que um sinal de imoralidade sexual. Eu estava pagando o preço, e as contas estavam se acumulando. Primeiro, nunca conseguia olhar Deus nos olhos. Nunca conseguia adorá-Lo completamente. Pelo fato de sonhar com outras mulheres e preferir me divertir mentalmente com as lembranças das conquistas sexuais do passado, eu sabia que era um hipócrita e continuava a me sentir distante de Deus. […] Minha vida de oração era débil. […] Meu casamento também passava por maus momentos. Por causa do meu pecado, eu não conseguia confiar totalmente em Brenda, sem deixar de temer que ela pudesse me abandonar mais tarde. […] Na igreja, eu era um engravatado oco. […] Finalmente eu estabeleci a conexão entre minha imoralidade sexual e minha distância de Deus. Eu estava pagando multas pesadas em todas as áreas da minha vida. Tendo eliminado os adultérios e a pornografia visível, eu parecia puro exteriormente, para as outras pessoas. Mas para Deus faltava muita coisa. Eu havia encontrado meramente um terreno intermediário, algum lugar entre o paganismo e a obediência às Leis de Deus.”

Você conhece algum homem assim? Fred era assim, mas pelo poder de Deus conseguiu tornar-se um homem puro e feliz em seu casamento. Como? É disso que o livro trata.

Na página 107, os autores acrescentam: “Admita: você ama sua euforia sexual, mas a escravidão o oprime. O amor é digno desta repugnância? Ser achado em falta com relação aos padrões de Deus está correto? Olhe-se no espelho. Você tem orgulho das suas fantasias sexuais? Ou você se sente rebaixado após olhar anúncios de lingerie ou cenas de sexo em filmes? Sexualmente falando, você tem uma febre de nível baixo. Isso não mutila ninguém, mas também não o deixa saudável. Você pode exercer vários tipos de funções normalmente, mas não pode pegar pesado. Em outras palavras, você sobrevive. E se essa febre não for embora, nunca poderá agir como um cristão. Assim como o filho pródigo, você precisa despertar e tomar uma decisão.”

Mas, afinal, o que o homem que enfrenta esse tipo de luta deve fazer? Os autores sugerem a construção de três “perímetros de defesa”:

1. Com os olhos
2. Em sua mente
3. Em seu coração

O objetivo é a pureza sexual, e o livro traz uma boa definição disso: “Você é sexualmente puro quando seu prazer sexual provém de ninguém ou nada além de sua esposa.”

No primeiro perímetro (o dos olhos), a proposta é fazer uma aliança com os olhos, exatamente como fez Jó: “Fiz uma aliança com meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela?” Jó 31:1. Para isso, são necessárias duas etapas:

1. Faça um estudo de si próprio. Como e onde você está sendo mais atacado?
2. Defina sua defesa para cada um dos maiores inimigos que você identificou.

Quais são as fontes mais óbvias e abundantes de imagens sensuais, além de sua esposa? Para onde você olha com mais frequência? Onde você é mais fraco?

No caso de Fred, seus maiores inimigos eram:

1. Anúncios de lingerie.
2. Corredoras em shorts agarrados de náilon.
3. Outdoors que mostram mulheres seminuas.
4. Comerciais de cerveja com mulheres de biquíni.
5. Filmes censurados.
6. Recepcionistas com blusas curtas ou agarradas.

Fred faz uma analogia para exemplificar o problema das revistas com capas sensuais que são permitidas na casa de quem luta para ter mente pura: “Se uma mulher de seios fartos vestida com um minibiquíni viesse até sua casa e se sentasse em sua mesa do café e dissesse: ‘Sentarei aqui apenas por um instante, mas prometo partir logo no fim do mês’, você a deixaria ficar para atrair seus olhos toda vez que entrasse na sala? Acho que não. Então por que você lhe permite ficar ali na forma de fotografia?”

Sobre imagens sensuais que aparecem em comerciais de cerveja, por exemplo, a recomendação é mudar de canal imediatamente. “Quando seus filhos o observarem mudar de canal, você servirá de exemplo vivo de santidade em sua casa, e isso lhes servirá de ótimo exemplo.” E sobre filmes? “Temos uma ótima regra em casa. Qualquer vídeo inapropriado para as crianças será provavelmente inapropriado para os adultos. Com essa regra em vigor, os filmes sensuais nunca foram um problema em nosso lar.”

Outra analogia interessante: “Considere a antiga série de TV Jornada nas Estrelas. O que o capitão Kirk fazia quando o perigo se aproximava? Ele gritava: ‘Alerta vermelho! Escudos preparados!’ Numa linha semelhante, quando uma mulher atraente se aproximar do seu curral [comparação feita no capítulo 15], seu perímetro de defesa deve responder imediatamente: Alerta vermelho! Escudos preparados! […] se seus escudos não estiverem levantados, e se você não reconhecer a ameaça ao seu casamento, você está brincando com o perigo.”

Com o segundo perímetro (a mente), “você não só bloqueia os objetos de luxúria, como também os avalia e os captura”, explicam os autores. “Um versículo-chave para apoiá-lo nesse estágio está em 2 Coríntios 10:5: ‘Levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo.’” Segundo eles, a meta é privar os olhos de todas as coisas sensuais além da esposa. Para os solteiros, isso significa distanciar os olhos de todas as coisas sensuais. “Isso o ajudará a vencer o desejo pelo sexo antes do casamento com a mulher que namora”, garantem. “Se você privar seus olhos assim como os homens casados, verá sua companheira como uma pessoa, e não como um objeto.”

Os conselhos são muitos. As experiências e testemunhos, abundantes. É um livro que realmente vale a pena. Homem que é Homem, lê.

Michelson Borges

Nova versão gay de “A Bela Adormecida”

belaEm uma releitura do conto de fadas “A Bela Adormecida”, a princesa Aurora acorda do sono profundo com um beijo de amor de Branca de Neve. A nova versão intitulada de “A Bela e a Adormecida” tem autoria de Neil Gaiman e ilustrações de Chris Riddell, cartunista do jornal britânico The Observer. Na adaptação de Gaiman, que mistura duas das mais famosas histórias da Disney, uma jovem rainha parte em direção a um reino que, segundo boatos, tem uma princesa enfeitiçada. Branca de Neve, a rainha em questão, deixa para trás o próprio casamento e segue em sua missão acompanhada por três anões. Em entrevista ao periódico britânico The Thelegraph, o escritor disse que mudou o desfecho do conto porque “não tem paciência para histórias em que mulheres são resgatadas por príncipes”.

(UOL Mulher)

Nota: Não é de hoje que o criador de Sandman polemiza. E agora ele dá mais uma ajudinha para difundir o feminismo, fazer apologia ao homossexualismo e para jogar mais uma pá de cal sobre a ideia de varonilidade, de cavalheirismo e, por que não dizer, de distinção de sexo. Estamos vendo crescer uma geração confusa, com papeis invertidos, sob a desculpa da “igualdade”. Mulheres masculinizadas e homens feminilizados. Mulheres diante de um papel que as assombra (algumas têm sido corajosas para admitir isso) e homens fragilizados diante de uma masculinidade desvalorizada. A personagem Branca de Neve abandona seu casamento heterossexual para ir em busca de uma relação homossexual. Estimulados pelo marketing gay que encara o heterossexualismo como algo que beira o politicamente incorreto, é exatamente isso o que muitos têm feito atualmente. Que tempos! [MB]

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