Como receber homossexuais na igreja

Prefeitura de SP dá aval a projeto que prevê abstinência sexual como método contraceptivo para adolescentes

Projeto de lei que prevê programa Escolhi Esperar será votado nesta quinta-feira

prefeitura

Está prevista para esta quarta-feira, 17 de junho, na Câmara Municipal de São Paulo, a votação de um projeto de lei que cria o programa Escolhi Esperar, que defende a abstinência sexual como método contraceptivo para menores de idade. De autoria do vereador Rinaldi Digilio (PSL), o PL será votado no segundo turno e, caso seja aprovado, seguirá para sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB). A prefeitura de São Paulo, no entanto, já teria emitido um parecer favorável ao projeto ainda ano passado.

Segundo a Prefeitura, trata-se de um texto técnico emitido pela Secretaria Municipal de Saúde e que “portanto, não autoriza nenhuma ilação político-ideológica”. O parecer encontra-se em sigilo, mas o vereador Digilio, autor do projeto, divulgou trechos em suas redes sociais. Segundo ele, o documento, que é de agosto de 2020, diz que “as áreas técnicas, ou seja, médicos, enfermeiros e profissionais de saúde se declararam “favoráveis à proposta” e pedem o “prosseguimento da tramitação”.

Originalmente, o PL criava uma semana de conscientização e prevenção de gravidez precoce e, por isso, o projeto chegou a contar com votos da oposição durante o primeiro turno. No entanto, Digilio apresentou um substitutivo que transformava a proposta em uma política de caráter perene, não mais restrita a uma única data.

Segundo o texto do substitutivo, o programa Escolhi Esperar incluiria palestras aos profissionais de saúde voltadas para implementação do programa, exposição e divulgação de material explicativo destinado aos adolescentes e “monitoramento de possíveis casos para avaliação e cuidado”. O documento, contudo, não explica quais seriam esses casos e o que seria feito deles.

Em publicação nas redes sociais, a vereadora Juliana Cardoso (PT) afirmou que o PL “confunde escolhas pessoais com políticas públicas de Estado”. Ela diz temer que esse seja o primeiro de uma série de projetos de lei com caráter conservador.

(O Globo)

Leia também: “Sexo: vantagens de esperar” e “Consequências do sexo fora de contexto”

Imoralidade sexual é pecado

Cristo está comprometido com Sua Palavra. Esteja você também!

imoralidade

A Bíblia nos dá muitos títulos para Jesus. Sexólogo não é um deles. Mas, se considerarmos a mensagem da Escritura, é adequado pensar nessa qualificação para o Mestre. Se levarmos a sério as palavras de Jesus em Mateus 15:19, precisamos reconhecer Sua preocupação com a moralidade sexual. Disse Ele: “Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias.”

Do coração se originam os ímpetos ruins. Não só o que é combatido pela justiça humana, como o assassinato e o roubo, mas também pecados que a sociedade passou a aceitar, como a mentira e a imoralidade sexual.

Se, de um lado, nosso mundo pensa que “da cintura para baixo não existe pecado”, como disse a artista Elke Maravilha em um programa de TV, de outro, o Deus da Bíblia consistentemente Se importa com o sexo. Entretanto, hoje, surpreendentemente, mesmo no âmbito da igreja, pode ser desafiador não se curvar às pressões da cultura.

À revelia da teologia Adventista do Sétimo Dia sobre ética sexual, presente em seus documentos e confissão de fé, muitos membros estão assimilando novos valores. O resultado é que princípios passam a ser remodelados por outras fontes de autoridade que não a Bíblia.

Em 1 Tessalonicenses 4:1-8, encontramos a afirmação: “Porque vocês sabem quantas instruções demos a vocês da parte do Senhor Jesus” (v. 2). Questões de ética sexual estavam inseridas entre o ensino de Jesus.

John Stott dizia que cristãos devem aprender a ler a cultura e a Escritura. Precisamos ter o cuidado de que o meio onde estamos inseridos não dite a forma como lemos a realidade. Ainda que o casamento seja banalizado pelo adultério, assim como a pornografia e outros pecados aceitáveis na atualidade, Deus não se calou a respeito.

Cristo está comprometido com Sua Palavra. Esteja você também!

(Davi Boechat é estudante de Direito)

Estudo controverso minimiza efeito da pornografia sobre crianças

Pesquisas anteriores já atestaram os efeitos prejudiciais da pornografia infantil.

Design sem nome

ATUALIZAÇÃO (8/6): leia nota oficial da UNICEF aqui.

Um relatório recém-publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) causou revolta entre o mundo acadêmico e especialistas após sustentar que não há evidências de que crianças expostas à pornografia sejam prejudicadas. O estudo feito em 19 países da União Europeia declara que qualquer esforço para impedir que crianças acessem pornografia online pode violar seus direitos humanos. A conclusão do estudo alegou que 39% das crianças expostas à pornografia ficaram “felizes”, enquanto muitas outras ficaram indiferentes.

O objetivo da pesquisa, segundo seus organizadores, era compreender a aplicação de políticas públicas na proteção de crianças a conteúdos nocivos. O conteúdo foi publicado no site da Center For Family and Human Rights.

A vice-presidente e diretora do Instituto de Pesquisa do Centro Nacional de Exploração Sexual, Lisa Thompson, porém, chamou atenção para inúmeras pesquisas anteriores que já atestaram os efeitos prejudiciais da pornografia infantil. “O relatório da UNICEF ignora todos os estudos que demonstram e comprovam os danos que a pornografia causa nas crianças. Ao ignorá-los, o UNICEF joga uma verdadeira ‘roleta russa’ com a saúde e segurança das crianças”, apontou a especialista, segundo informações do portal R7.

Outras pesquisas atestam que o consumo de pornografia é altamente viciante para jovens e adultos, pois seu conteúdo afeta o cérebro do mesmo modo que drogas como cocaína. Deve-se ressaltar também que há grande divulgação de sequestro de crianças e tráfico de drogas em sites pornográficos.

O relatório do UNICEF veio à público após a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional renovar a sua parceria com a entidade, adicionando 300 milhões de dólares (o equivalente a 1,5 bilhão de reais) em financiamento ao órgão.

(Pleno News)

Sites de pornografia lucram com vídeos de estupro e abuso sexual

Quem consome esse tipo de conteúdo ajuda a financiar o crime e a degradação de pessoas

Pornography

Com sede em Montreal, no Canadá, mas registrada no distante grão-ducado de Luxemburgo – conhecido como um dos principais paraísos fiscais da Europa –, a empresa MindGeek não é uma grande conhecida dos brasileiros, ainda que seus produtos, seus olhos e ouvidos digitais estejam sempre em suas casas. Em 2016, foi divulgado que o Brasil é o segundo maior consumidor do RedTube, um dos sites que compõem o misterioso conglomerado de pornografia cujo nome do maior acionista era desconhecido até dezembro do ano passado e que, só em 2018, lucrou cerca de 460 milhões de dólares. [Ela é dona de dois grandes sites de pornografia e de ao menos seis produtoras de “filmes adultos”.]

Com mais de 130 milhões de visitantes por dia (amplificados pela pandemia do coronavírus) segundo dados divulgados pela própria empresa em 2020, o Pornhub é uma típica empresa do século 21: envolveu-se em campanhas pela prevenção do câncer de mama, plantou 15.500 árvores, generosamente retirou a neve das ruas de Nova York, lutou pela população de abelhas nos Estados Unidos e, claro, bradou contra a injustiça social e o racismo, prometendo doar 100 mil dólares para empresas que se comprometam com a causa. Tudo isso enquanto lucrava seus milhões com vídeos de revenge porn – o “pornô de vingança”, quando o vídeo é divulgado sem o consentimento de um dos envolvidos –, cenas de assédio sexual, abuso, estupro, pedofilia e tráfico sexual.

A existência de vídeos de teor criminoso no submundo da pornografia não é nenhuma novidade, dado que não são necessários muitos cliques para acessar esse tipo de conteúdo. No começo do ano passado, a história da jovem Rose Kalemba, estuprada aos 14 anos por dois homens enquanto um terceiro filmava a agressão, jogou holofotes sobre o assunto: meses depois do crime, quando começava a retomar a vida, ela se deparou com colegas de classe assistindo às cenas no celular, baixadas do Pornhub – alguns com mais de 400 mil visualizações. Foram meses para conseguir tirá-las do site, ainda que os registros permaneçam por aí.

Até que, em dezembro, uma reportagem do The New York Times trouxe à tona uma lista de casos escabrosos: o de uma menina de 16 anos que desapareceu e foi encontrada pela mãe em vídeos do Pornhub, o de uma vítima de tráfico sexual vinda da China e que, mesmo tendo conseguido se livrar da vida de exploração à qual os pais adotivos americanos a submeteram, encontrava vídeos de sua infância de abusos na internet.

Quatro dias depois da bomba, o Pornhub anunciou mudanças relevantes: o site não vai mais permitir o download do material e vai exigir verificação dos usuários que publicam vídeos. A novidade, entretanto, não aplacou o baque financeiro: em dois dias, as empresas MasterCard, Visa e Discover anunciaram que seus cartões não serão mais aceitos nesses sites de pornografia. “Pornografia não é ilegal. Pornografia infantil, sim. E foi isso o que nós vimos”, disse o CEO da MasterCard, Ajay Banda.

Diante do anúncio, o site chegou a deletar 10 milhões de vídeos postados por usuários não identificados. O que não impediu a MindGeek de enfrentar um processo movido por 40 mulheres vítimas de tráfico sexual que acusam a empresa de veicular e lucrar com seus vídeos. O Comitê de Ética da Câmara dos Comuns do Canadá instaurou uma investigação, que ainda está em curso.

À frente da organização Justice Defense Fund, que busca conectar vítimas do mercado da pornografia a redes de proteção e advogados, a ativista Laila Mickelwait, uma das principais vozes da causa nos Estados Unidos, falou à Gazeta do Povo sobre o escândalo.

“Cada vídeo desses sites é altamente monetizado. Recentemente, o CEO do Pornhub confirmou que cerca de 50% do faturamento da empresa vem de publicidade. Ou seja, se você está assistindo a um vídeo de estupro e há uma propaganda ao lado, eles estão faturando. Eles também ganham dinheiro com assinaturas premium: por 9,99 dólares, pode-se assistir cenas de abuso infantil ou câmeras escondidas em banheiros femininos. Há também uma modalidade que permite que cerca de 100 mil membros vendam vídeos para o público, e o Pornhub ganha 35% do lucro. Já soubemos de casos de menores de idade que foram literalmente vendidas nesses sites”, explica Mickelwait.

Com 80% do Pornhub fora do ar, o problema não está, ao menos parcialmente, resolvido? Não. Em fevereiro, um grupo de 104 sobreviventes de exploração sexual e 525 ONGs de 65 países enviaram uma carta a um Comitê Parlamentar Canadense solicitando uma “investigação criminal completa” sobre a empresa MindGeek, acusada de violar as leis de proteção à criança do Canadá e as leis relacionadas ao compartilhamento de imagens íntimas sem consentimento. E isso não se refere só ao Pornhub: vale recordar que a empresa é dona de vários portais e produtoras de “conteúdo adulto”.

Por fim, poucos dias depois, o repórter do New York Times que puxou o novelo do Pornhub levantou histórias similares sobre o Xvídeos, literalmente, o maior portal de pornografia do mundo, que se vangloria de ter cerca de dois bilhões de acessos por dia, o que o torna mais visto do que a Netflix. Com o cerco apertando para o Pornhub, a Xvídeos anunciou que passará a verificar a idade, identidade e consentimento não apenas dos usuários, mas das pessoas envolvidas nos vídeos. Para Mickelwait, esse é um passo importante, mas não suficiente.

“Até o fim de 2020, essas empresas diziam para os jornalistas que as acusações eram teorias da conspiração. E aí, em 24 horas, 10 milhões de vídeos se foram. Eles ligam para o dinheiro e o Google é sua principal fonte de renda”, explica. “É preciso que mais empresas façam como a Mastercard e que o governo crie uma legislação exigindo a verificação do conteúdo produzido e publicado nesses sites, não apenas dos produtores”, defende.

Há, ainda, a responsabilização criminal. “Uma punição branda para essas empresas é um tapa na cara das vítimas que tiveram a vida destruída. Passar por uma situação de abuso ou estupro já é um trauma, outra coisa é saber que centenas de milhões de pessoas podem baixar, assistir e ter prazer com ele. Não dá para deixar que o Pornhub simplesmente diga ‘desculpa, não faremos isso de novo’. É preciso fazer com que os responsáveis respondam criminalmente, indenizem as vítimas e encerrem o site.”

À Gazeta do Povo, Mickelwait diz que é muito provável que haja conteúdo ilegal brasileiro nesses sites. Além de heavy user de pornografia, o público brasileiro tem demonstrado gostos problemáticos: há anos, o termo “novinha” está no topo das buscas dos brasileiros no Pornhub. Pela ferramenta Google Trends, a reportagem verificou que, no período de um ano, as principais pesquisas relacionadas à busca por “xvideos novinha” denotam demandas mais específicas: a pesquisa por “novinha dormindo xvideos” cresceu mais de 150% com relação a 2019; enquanto a pesquisa por “xvideos muito novinha” aumentou mais de 40%.

Aqui, o crime de divulgação ou compartilhamento de vídeos íntimos sem consentimento é tipificado pelo artigo 218-C da Lei 13.718, que prevê de um a cinco anos de prisão como punição. Os efeitos na vítima, contudo, são difíceis de apaziguar. “A velocidade com que essas imagens são espalhadas dificulta muito a investigação. É quase impossível mapear tudo e essas vítimas – em sua grande maioria, mulheres – vivem assombradas pela incerteza de quem teve acesso, no mínimo, à sua intimidade ou, no limite, ao seu trauma”, diz a delegada Raquel Gallinati, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo.

Pode-se argumentar que os crimes relatados acima são problemas isolados, a serem resolvidos por meio de regulamentação e vigilância adequadas. Entretanto, há muito sabe-se que o fomento ao abuso, à violência e a práticas sexuais cada vez mais perversas não é um problema ocasional da pornografia, mas está no cerne da sua indústria. Um estudo abrangente publicado no The British Journal of Criminology neste ano descobriu que um em cada oito vídeos em três grandes sites – XVideos, Pornhub e XHamster – retrata violência sexual ou conduta não consensual, ainda que de forma fictícia.

Por conta de sua natureza viciante e destrutiva, a pornografia está, sim, ficando mais hardcore. Já em dezembro de 2008, um evento na Universidade de Princeton, em Nova Jersey, realizou a façanha de reunir economistas, médicos, psicólogos, psiquiatras, filósofos e jornalistas de diversas religiões e matizes ideológicas em torno de uma causa: alertar sobre os custos sociais da pornografia.

O colóquio deu origem a um documento intitulado “Os custos sociais da pornografia” (lançado no Brasil pela Editora Quadrante), chancelado por 54 signatários, no qual constam oito descobertas aterradoras acerca dos males da produção, comercialização e consumo do que, por muito tempo, foi considerado um “prazer inofensivo”: entre elas, o fato de que o mercado da pornografia normaliza a violência sexual (inclusive, aumentando as chances de incidência) e que os “enredos”, por assim dizer, estão cada vez mais pesados.

“A pornografia ensina e permite essas condutas e atitudes negativas, além de servir de gatilho para elas. Seus danos são observáveis em homens, mulheres e crianças e em adultos casados e solteiros, acarretando comportamentos patológicos, ilegais ou ambos”, escreve Mary Anne Layden, diretora do Programa de Trauma Sexual e Psicopatologia da Universidade da Pensilvânia.

Diante das evidências, o filósofo Roger Scruton (1944-2020), um dos signatários do documento, afirma que o consumo desse tipo de conteúdo destrói “a capacidade de ter relacionamentos sexuais amorosos”. Ainda assim, falar sobre os custos sociais da pornografia – uma pauta que deveria unir defensores dos direitos humanos de todos os espectros – continua soando careta.

(Gazeta do Povo)

Nota: Especialmente os cristãos deveriam atentar para os efeitos nocivos do consumo de pornografia e para o fato de que, se estiverem consumindo esse tipo de conteúdo, estarão ajudando a financiar o crime e a degradação de pessoas. Pense seriamente nisso e assista aos vídeos abaixo. [MB]

O que a Bíblia diz sobre a homo********dade?

Nota do pastor Eleazar Domini: “Entenda por que minha conta no Instagram foi bloqueada por dois dias. Eu resumiria o assunto assim: querem ser ouvidos, mas não querem ouvir; direitos e liberdade de expressão, sim, se você concorda com eles, se não concorda, seu direito é o silêncio. Obs.: o Instagram em si não agiu com má-fé. A rede segue protocolos de segurança para o benefício dos próprios usuários. Quando postagens indevidas são feitas e outros denunciam, por medida de precaução, a plataforma restringe até verificarem a procedência da denúncia. Ou seja, meu conteúdo foi denunciado e fiquei dois dias sem poder usar a rede. Depois da análise feita, verificou-se que a denúncia não procedia e tudo voltou ao normal.”

Os adventistas e a homossexualidade

A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece que cada ser humano é valioso aos olhos de Deus, e procura ministrar para todos os homens e mulheres no espírito de Jesus. Também acredita que pela graça de Deus e através do encorajamento da comunidade de fé, o indivíduo pode viver em harmonia com os princípios da Palavra de Deus.

Os adventistas do sétimo dia acreditam que a intimidade sexual é apropriada unicamente no relacionamento conjugal entre um homem e uma mulher. Este foi o desígnio estabelecido por Deus na Criação. As Escrituras declaram: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” (Gn 2:24, NVI). Por todas as Escrituras, esse padrão heterossexual é afirmado. A Bíblia não faz acomodação para a atividade ou relacionamentos homossexuais. Atos sexuais fora do círculo do casamento heterossexual são proibidos (Lv 18:5-23, 26; Lv 20:7-21; Rm 1:24-27; 1Co 6:9-11). Jesus Cristo reafirmou a intenção da criação divina: “Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne?’ Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne” (Mt 19:4-6, NVI). Por essas razões, os adventistas do sétimo sia são opostos às práticas e relacionamentos homossexuais.

Os adventistas do Sétimo Dia se esforçam para seguir a instrução e o exemplo de Jesus. Ele afirmou a dignidade de todos os seres humanos e estendeu a mão compassivamente a pessoas e famílias que sofrem as consequências do pecado. Ele ofereceu um ministério carinhoso e palavras de consolo para pessoas que lutam, embora diferenciando Seu amor pelos pecadores do Seu claro ensinamento sobre as práticas pecaminosas. Como discípulos, os adventistas do sétimo dia se esforçam para seguir a instrução e o exemplo do Senhor, vivendo uma vida de compaixão e fidelidade semelhante à de Cristo.

(Portal Adventista da IASD na América do Sul)

Leia também: Interpretação bíblica sobre a homossexualidade, Estudos de epigenética oferecem explicações sobre homossexualidade, Casamento e homossexualidade, Igreja Adventista vota declaração sobre transgêneros

Consequências do sexo fora de contexto

Por que adolescentes sexualmente ativos têm mais probabilidade de ser depressivos do que os abstinentes? Por que casais casados reportam níveis mais altos de satisfação sexual do que os indivíduos não casados e com múltiplos parceiros sexuais?

hooked

Antes que você pense que Hooked – New Science on How Casual Sex is Affecting Our Children (Northfild Publishing) é outro livro com lições de moral anacrônicas, leia mais uma vez e atentamente o subtítulo da obra. O livro não tem nada de moralizante e está perfeitamente “antenado” com as novas pesquisas sobre o funcionamento do cérebro humano – aliás, o aspecto científico é exatamente o ponto forte da publicação. Escrito em coautoria pelos ginecologistas e obstetras Joe S. McIlhaney e Freda McKissic Bush, o livro deixa claro que, assim como a comida, o sexo pode ser mal compreendido e abusado. E esse abuso frequentemente resulta em doenças sexualmente transmitidas e gravidez não desejada. Mas há um terceiro problema nem sempre mencionado ou analisado: as cicatrizes emocionais decorrentes de uma vida sexual não orientada. Para os autores, “o sexo dentro de um contexto matrimonial é o comportamento ideal para evitar problemas” (p. 95). Como chegaram a essa conclusão? É disso que tratam as 170 páginas recheadas de pesquisas e estudos acadêmicos.

Baseados em dados recentes, os Drs. Joe e Freda questionam: Por que aqueles que não são virgens quando casam têm mais probabilidade de se divorciar do que aqueles que se mantiveram abstinentes até o casamento? Por que adolescentes sexualmente ativos têm mais probabilidade de ser depressivos do que os abstinentes? Por que casais casados reportam níveis mais altos de satisfação sexual do que os indivíduos não casados e com múltiplos parceiros sexuais?

E eu pergunto: Você já viu questionamentos semelhantes na grande imprensa? Dificilmente. Em revistas ditas femininas? Duvido. Em publicações para teens? Também não acredito.

A abordagem midiática focada no corpo e na sensualidade – portanto na extrema valorização do aspecto físico – frequentemente se esquece do mais importante órgão sexual: o cérebro (e preservativos e anticoncepcionais não proveem proteção contra as influências do sexo sobre o cérebro). Nossa “central de comando” trabalha sob o efeito de neurotransmissores como a dopamina, a oxitocina e a vasopressina. As três são neutras, podendo recompensar bons e maus hábitos, dependendo do estilo de vida ou do comportamento adotados pela pessoa. “Com a ajuda de técnicas de pesquisa e tecnologias modernas, cientistas estão confirmando que sexo é mais do que um ato físico momentâneo. Ele produz poderosas (até para a vida toda) mudanças no cérebro que dirigem e influenciam nosso futuro num grau surpreendente” (p. 21).

“Quando duas pessoas se tocam de maneira intensa, significativa e íntima, a oxitocina [também conhecida como ‘molécula monogâmica’] é liberada no cérebro da mulher. A oxitocina então faz duas coisas: aumenta o desejo da mulher por mais toques e faz a ligação da mulher com o homem com quem ela tem passado tempo em contato físico. […] É importante reconhecer que o desejo de conexão não é apenas uma sensação emocional. A ligação é real e quase como o efeito adesivo de uma cola – a poderosa conexão que não pode ser desfeita sem grande dor emocional” (p. 37).

Segundo os autores, enquanto o efeito hormonal da oxitocina é ideal para casados, ele pode causar problemas para mulheres solteiras ou para moças abordadas por homens que desejam sexo. O cérebro feminino pode levá-la a um mau relacionamento que ela pensa ser bom por causa do contato físico e da resposta gerada pela oxitocina. A verdade sobre esse tipo de relacionamento pode ser clara para os pais ou amigos que estão preocupados com o bem-estar da moça, enquanto ela talvez não se dê conta do perigo ou da inconveniência da relação. Por isso, especialmente as mulheres jovens precisam ser advertidas sobre o poderoso efeito de ligação da oxitocina. O rompimento dessa ligação explica a incrível dor emocional que as pessoas geralmente sentem quando um relacionamento é terminado (p. 40, 41).

E quanto aos homens? Tudo o que foi dito acima se aplica também a eles, com a diferença residindo apenas no tipo de neurotransmissor: no cérebro masculino, é a vasopressina que atua de maneira similar à oxitocina. Durante o sexo, o cérebro dos homens é inundado com vasopressina, “e esse neuroquímico produz uma ligação parcial com cada mulher com quem eles tiveram relação sexual. Eles não percebem que esse padrão de ter sexo com uma mulher e então romper com ela e depois ter sexo com outra os limita a experimentar apenas uma forma de atividade cerebral comum aos seres humanos envolvidos sexualmente – a corrida dopamínica do sexo. […] O padrão de mudança de parceiras sexuais, portanto, danifica a capacidade deles de ligação numa relação de compromisso. A inabilidade de criar laços após múltiplas ligações é quase como uma fita adesiva que perdeu sua cola após ser aplicada e removida várias vezes” (p. 43).

Segundo os autores, devido à atuação da dopamina, da oxitocina e da vasopressina, entre outros fatores, cada pessoa, na realidade, pode mudar a própria estrutura do cérebro, graças às escolhas que ela faz ou ao padrão de comportamento que adota.

Cuidado especial com os jovens

Quando o assunto é sexo e outras decisões morais/comportamentais, cuidado especial devem ter os jovens (e os pais deles). Isso porque o cérebro – mais especificamente o lóbulo pré-frontal – ainda não está plenamente amadurecido até os 21 anos. Essa região do cérebro localizada bem atrás da testa é a responsável pelos pensamentos cognitivos e pelas as decisões. “O perigo, de fato, é que se os jovens têm recebido recompensa dopamínica de boas sensações provenientes de comportamentos perigosos como dirigir em alta velocidade, praticar sexo e outros, eles podem se sentir compelidos a aumentar esses comportamentos a fim de obter a mesma boa sensação” (p. 34). O que fazer, então? “O cérebro adolescente pode ser positivamente moldado pela estrutura, orientação e disciplina provida por pais cuidadosos e outros adultos” (p. 53). Daí a necessidade de construir relacionamento saudável e de confiança com os filhos, desde a infância. Isso para que, quando eles mais precisarem da orientação paterna, possam contar com pais em quem confiam.

Joe e Freda afirmam que o “sexo é um dos mais fortes geradores de recompensa dopamínica. Por essa razão, jovens são particularmente vulneráveis a cair num ciclo de recompensa dopamínica por comportamento sexual imprudente – eles podem ficar viciados [hooked] nisso. Mas o efeito benéfico da dopamina para os casados consiste em torná-los ‘viciados’ no sexo um com o outro” (p. 35). Por isso, o contexto adequado para a experiência sexual é mesmo o casamento, e não a idade da imaturidade sem compromisso.

Outra evidência disso: meninas adolescentes com vida sexual ativa se mostraram três vezes mais deprimidas do que as que se mantinham abstinentes (sem contar que uma em cada quatro adolescentes sexualmente ativas é infectada com DST a cada ano). Além disso, pensamentos suicidas também ocorrem mais frequentemente entre mulheres que mantêm vida sexual fora de uma relação de compromisso e romantismo (p. 78).

Padrões de comportamento destrutivos

A evidência mostra que quando o ciclo sexo/ligação/rompimento é repetido algumas ou muitas vezes – mesmo quando a ligação é de curta duração – dano é causado na importante capacidade interna de desenvolver conexão significativa com outros seres humanos (p. 55). Em outras palavras, o comportamento adotado no presente vai afetar positiva ou negativamente a vida e os relacionamentos futuros. Planta-se agora, colhe-se agora e depois.

Além dos neurotransmissores capazes de criar ligação entre os parceiros, há outro detalhe importante: as sinapses que governam decisões sobre sexo, tanto no cérebro do homem quanto no da mulher, são reforçadas de modo a tornar mais fácil escolher ter sexo no futuro, enquanto sinapses que governam a contenção sexual são enfraquecidas e deterioram. “Em resumo, engajar-se em sexo cria uma reação em cadeia de atividades do cérebro que levam ao desejo de mais sexo e maiores níveis de apego entre duas pessoas” (p. 62). Por isso, é bom pensar bem antes de dar o primeiro passo rumo à iniciação sexual.

Estatísticas mostram que se os jovens começam a fazer sexo por volta dos 16 anos, mais de 44% deles terão tido cinco ou mais parceiros sexuais até chegar aos 20 anos (quanto sofrimento até lá!). Por outro lado, se eles têm mais de 20 anos quando começam a praticar sexo, apenas 15% terão tido mais de cinco parceiros sexuais, enquanto 50% terão feito sexo com apenas um parceiro (p. 65).

Os autores também destacam o fato de que, quando a pessoa termina um relacionamento e começa outro, a tendência é ir rápida e prematuramente para o mesmo grau de intimidade nesse novo relacionamento, mesmo que os parceiros tenham padrões de intimidade diferentes. Ou seja, se a pessoa fez sexo com o parceiro anterior, na nova relação, a tendência será ir rapidamente para o ato sexual, mesmo que um dos parceiros não tenha tido relações sexuais anteriormente. “A recompensa dopamínica é muito forte” (p. 77), relembram.

Por isso, repito, é bom pensar bem antes de dar o primeiro passo rumo à iniciação sexual. Mais: se você não é casado, não quer sofrer e fazer outros sofrerem, pense mil vezes antes de iniciar qualquer atividade sexual ou mesmo contatos físicos mais íntimos. Sua felicidade futura e de seu/sua namorado(a) pode depender também disso.

Prejudicando a futura vida conjugal

“Tornar-se sexualmente ativo e ter múltiplos parceiros sexuais pode danificar uma habilidade individual de desenvolver saudáveis, maduros e duradouros relacionamentos. Isso parece especialmente verdadeiro para um futuro casamento saudável e estável. Vários estudos mostram uma associação entre sexo antes do casamento e alta taxa de divórcio quando esses indivíduos eventualmente casam. Isso sugeriria, entre outras coisas, que a habilidade da pessoa de se ligar ao cônjuge foi danificada, fazendo com que alguns lutem com o compromisso assumido no casamento” (p. 80).

Numerosos estudos mostram que, quando as pessoas praticam sexo antes do casamento, elas estão mais propensas ao divórcio quando se casam mais tarde. Além disso, essas pessoas costumam ter mais dificuldade para se ajustar no casamento e são menos propensas a experimentar alegria, satisfação e amor (p. 101).

Assim, não é demais repetir: é dever dos pais orientar os filhos para que não estraguem sua felicidade futura. E o livro visa a justamente oferecer argumentos científicos para isso. “Pais podem agora confiantemente dizer que a ciência mostra que para os jovens terem melhor chance de uma vida feliz, eles devem esperar até poderem ter uma relação de compromisso para toda a vida, antes de praticarem sexo. […] Eles podem saber que estão apresentando fatos e não apenas dando sua opinião de que se abster de sexo antes do casamento […] é a melhor escolha” (p. 115).

Michael D. Resnick, PhD citado pelos autores, mostra que os adolescentes que são fortes o bastante para evitar envolvimento sexual possuem três coisas em comum: (1) altos níveis de conexão/relacionamento com os pais/familiares; (2) desaprovação paterna quanto à vida sexual ativa na adolescência; e (3) desaprovação dos pais quanto ao uso de contraceptivos na adolescência. Essas características também incluem sentimentos de amor, calor e carinho por parte dos pais, assim como a presença física de pelo menos um dos pais no lar em momentos-chave, como antes de irem para a escola, depois da escola, no jantar e na hora de dormir (p. 121).

Nunca é tarde para mudar

Se más escolhas foram feitas no passado, nem tudo está perdido. Segundo os autores, “se uma pessoa não fez boas escolhas no passado, isso não significa o fim da história, porque nosso complexo e maravilhoso cérebro é uma estrutura moldável” (p. 93). “Mudanças espirituais, aconselhamento, pares de apoio e reuniões em grupos que incluem encorajamento para mudança são todas experiências que podem remodelar o cérebro” (p. 107). O que dizer de uma nova e saudável relação com uma pessoa que verdadeiramente se preocupa com você e com o futuro de vocês? O que dizer, principalmente, de uma pessoa e uma relação abençoadas por Aquele que quer ver Seus filhos felizes?

“Cada pessoa deve olhar para o futuro e decidir como o resto de sua história vai se desenrolar. Para alguns, o próximo capítulo de sua história de vida pode significar reclamar sua virgindade, às vezes chamada de ‘virgindade secundária’, mudando comportamentos e estabelecendo novos padrões em seus relacionamentos. Para outros, o próximo passo para um grande futuro pode significar evitar situações difíceis e criar novas regras [limites] de namoro para manter sua virgindade. Alguns ficam com as cicatrizes psicológicas dolorosas de abuso sexual ou de manipulação que eles devem trabalhar até se tornar ‘inteiros’ de novo. Cada caminho apresenta desafios que podem ser difíceis de superar” (p. 119, 120). Mas a vitória é possível de ser alcançada, conforme sugerem os autores. E, nesse ponto (permita-me acrescentar), a confissão e o desejo de ser nova criatura (promessas contidas na Bíblia) acabam sendo o suporte ideal para a mudança e o estabelecimento de novos padrões comportamentais.

Chave de ouro

O capítulo “Final thoughts” termina o livro com chave de ouro, e estes dois parágrafos são verdadeiras pérolas: “À medida que consideramos todos os dados que analisamos neste livro, somos levados à conclusão de que a moderna teoria da evolução a respeito da sexualidade humana está errada. Essa teoria pode ser resumida dizendo que aqueles que a propõem acreditam que os seres humanos são (nos termos deles) ‘projetados’ para ser promíscuos. A teoria fundamental é que as mulheres têm relações sexuais com vários homens, até encontrar aquele com os melhores genes. Homens têm relações sexuais com várias mulheres, até que uma delas o escolha para ser o pai de seu filho.

“O que temos mostrado nos dados que discutimos é exatamente o oposto dessa teoria. Parece que a pesquisa mais atualizada sugere que a maioria dos seres humanos é ‘projetada’ para ser sexualmente monógama com um companheiro para a vida. Essa informação também mostra que os indivíduos que se desviam desse comportamento encontram mais problemas, sejam eles doenças sexualmente transmissíveis, gravidez fora do casamento ou problemas emocionais, além do dano na capacidade de desenvolver conexão saudável com os outros, incluindo o futuro cônjuge” (p. 136, 137).

Os autores mostram ainda que o casamento traz vantagens sobre a relação de simples coabitação e dizem que, para que a neuroquímica envolvida no contato físico tenha seu máximo efeito, é necessário quase diariamente ser ativada pela repetição do toque e da proximidade.

“Porque o sexo é a mais íntima conexão que podemos ter com outra pessoa ele requer a integração de tudo o que somos nesse envolvimento sexual – nosso amor, nosso compromisso, nossa integridade, nosso corpo, nossa própria vida – para toda a vida. Se o sexo é menos do que isso, é apenas um ato animal, e de certa forma o estamos praticando como animais e não como seres humanos plenos” (p. 104).

Por ir diametralmente contra o mainstream comportamental atual, não creio que alguma editora secular de grande porte tenha coragem de publicar Hooked. Então, que pelo menos os leitores tenham coragem de colocar em prática tudo o que o livro traz. Eles só têm a ganhar com isso.

Michelson Borges

A arte de permanecer casado

Em Cantares 7, o marido faz elogios apaixonados para a esposa, destacando aspectos físicos, mas também sua postura e linhagem nobre. Em resposta, a esposa promete mais do que apenas satisfazer o desejo sexual de seu marido por ela; ela promete que o amará com alegria, e que desfrutará da vida ao lado dele. Essa leitura nos faz pensar no seguinte: o relacionamento conjugal envolve mais do que apenas sexualidade e romance. O relacionamento conjugal duradouro envolve todos os aspectos da vida, e leva o homem e a mulher a desfrutarem com otimismo os dias que passam juntos, sejam eles repletos de boas aventuras, ou manchados por tristes experiências.

Fica claro na reflexão que o casamento autêntico resiste ao tempo e às pressões, fugindo de desculpas como “incompatibilidade”, “desgaste”, “cansaço da relação”, “anseio por algo diferente”.

A perspectiva bíblica de casamento se contrapõe à concepção de relacionamento numa sociedade onde o que importa é o casal sair bonito na foto, dar festas que impressionem, conseguir likes nas redes sociais e transmitir a ideia de que vive em constante lua-de-mel. E se isso não se concretizar, facilmente opta-se pela descartabilidade da relação.

A vida conjugal, nos moldes bíblicos, inclui as alturas de experiências marcantes e lindas, mas também as experiências tristes e comuns da planície. E, convenhamos, na maior parte do tempo vivemos na planície de uma vida comum, corriqueira, normal.

Assim, mesmo diante da monotonia de um casamento “normal” – sem aparentes grandes histórias para contar –, precisamos permanecer unidos, renovando diariamente os votos de uma união firme, consciente, e dialogando sobre a necessidade de vencer os desafios, e, de fato, lutando para transpor as barreiras de quem quer fazer a vontade de Deus, permanecendo casado, como é da vontade do Criador do casamento, nosso Pai Celestial.

Se quiser casar de novo, faça-o, mas com a mesma mulher, com o mesmo marido!

(Adolfo Suárez é pastor e reitor do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia)

O livro de Cantares e a contracultura sexual

A leitura da Bíblia surpreende. Cantares 4 é surpreendente! Nesse capítulo, o esposo e a esposa fazem elogios um ao outro. Mas quem toma a iniciativa é o marido. O esposo exalta as qualidades físicas da esposa, destacando características específicas e marcantes de sua beleza física. Mas os elogios não se restringem aos aspectos físicos. Ele destaca a força, a postura e a pureza dela. Ele enfatiza que nela não há defeito.

Uma qualidade destacada é a virgindade da esposa quando era noiva. Quando ela se casou, não havia tido experiência sexual. Ele diz: “Meu amor, minha noiva, você é um jardim fechado, um manancial recluso, uma fonte selada” (Cantares 4:12). Isso indica que a jovem se guardou somente para o amado.

O ensinamento bíblico é claro: a experiência sexual deve ser reservada para o casamento e vivida entre um homem e uma mulher. “Mas estamos no século 21”, alguém pode dizer. “Estamos em outros tempos.” Outra pessoa pode argumentar: “Nada a ver; eu faço com meu corpo o que eu quero. Meu corpo, minhas regras.” Ainda alguém pode afirmar: “As pessoas decidem quando e como ter relacionamento sexual, e não devemos reprimi-las.”

Toda opinião deve ser respeitada, claro. Mas se alguém afirma ser cristão bíblico, então DEVE viver este princípio em todo tempo e lugar: a experiência sexual é reservada para o casamento, e vivida entre um homem e uma mulher. Não há negociação. Ponto. E isso vale para homens e mulheres.

“Eu sou cristão, eu sou cristã, e sobre esse assunto eu penso diferente.” Se alguém pensa e vive diferente dos princípios bíblicos, tem essa liberdade; claro que tem. Mas então não pode dizer que é cristão bíblico. Simples assim.

Num mundo em que tantos pregam o relativismo naquilo que convém, numa sociedade em que o sexo é mercadoria servida a gosto do freguês, a Bíblia é categórica: o sexo deve acontecer no contexto do casamento, exclusivamente entre um homem e uma mulher. Esse conceito pode parecer careta no mundo em que vivemos. Mas sabemos que pureza e fidelidade são elementos essenciais para um casamento seguro e feliz.

A sexualidade que traz felicidade total é aquela que segue as orientações do Pai Celestial.

Ser cristão bíblico tem seus custos. Seguir os princípios da Palavra é um deles.

(Adolfo Suárez é pastor e reitor do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia)

Leia também: “Virgindade: preservando o presente (e o futuro)” e “Sexo: vantagens de esperar”

1 Tessalonicenses 4 é um texto notável quando o assunto é esse: “…não com desejos imorais, como os gentios que não conhecem a Deus” (v. 5).

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