Conselho Regional de Medicina de SP se posiciona contra Ideologia de Gênero

generoA determinação sexual é dependente de fatores genéticos, epigenéticos e do desenvolvimento psicossexual precoce e que as variações do desenvolvimento sexual podem ocorrer em crianças e adolescentes e devem ser abordadas como tal, não devendo ser objeto de questões políticas, ideológicas ou de outra ordem. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) realizou, no dia 19 de janeiro, no auditório de sua sede, a Plenária Temática sobre Desenvolvimento Psicossexual da Criança e do Adolescente. Compareceram ao evento o presidente do Conselho, Lavínio Nilton Camarim, a psicanalista e conselheira do Cremesp, Kátia Burle Guimarães, a professora do Departamento de Psiquiatria da FMUSP e presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Carmita Abdo, os psiquiatras da Infância e Adolescência, Francisco Baptista Assumpção Junior e Regina Elisabeth Lordello Coimbra, o psiquiatra e professor de Bioética na FMUSP, Cláudio Cohen, e a endocrinologista pediátrica e membro da Câmara Técnica de Endocrinologia do Cremesp, Elaine Maria Frade Costa. Após o evento, o Cremesp divulgou uma nota a fim de manifestar suas considerações a respeito da saúde mental da criança e do adolescente, deixando claro que esse cuidado deve ser prioridade. Confira a seguir a nota na íntegra:

NOTA DO CREMESP:

Após a plenária temática “Desenvolvimento psicossexual da criança e do adolescente”, realizada pelo Cremesp em 19 de janeiro p.p, este Conselho vem a público manifestar suas considerações a respeito da saúde mental da criança e do adolescente.

A saúde mental do ser humano depende de um desenvolvimento harmônico, desde o princípio da vida, e uma parte dessa formação se faz por meio do desenvolvimento psicossexual da libido.

Considerando que:

1) a criança é uma pessoa em desenvolvimento e que o ser humano nasce desprovido de condições autônomas para se manter, tanto física quanto psiquicamente,

2) a criança é dependente e requer cuidados especiais, distintos em cada fase do desenvolvimento,

3) as diferentes fases de desenvolvimento evoluirão ao longo das duas primeiras décadas de vida e que essa evolução dar-se-á gradativamente,

4) os bebês e as crianças são absolutamente vulneráveis,

5) é negligente, irresponsável e alienante consentir ou induzir as crianças a fazerem escolhas prematuras, já que são desprovidas de maturidade para tal,

6) é função parental apresentar referenciais para a educação psicossexual da criança, podendo se valer de orientação médica e psicológica,

7) durante a adolescência ainda há parcial vulnerabilidade,

8) educação sexual, direito da criança e do adolescente, é muito diferente de incentivo à indefinição sexual, o que traz a eles insegurança, inadaptação e risco, com consequências para essa população vulnerável,

9) é medida antiética a realização de experimentos psíquicos, não aprovados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), conforme legislação vigente, com a população de crianças e adolescentes, visto sua vulnerabilidade,

10) os Conselhos de Medicina têm por função zelar pela saúde da população, em seus aspectos físicos e psíquicos,

11) a homologação da Sessão Plenária do Cremesp realizada em 14 de fevereiro de 2018.

O Cremesp entende que o cuidado com a saúde mental das crianças e dos adolescentes deve ser prioridade e que colocá-los em risco pode trazer consequências danosas à formação do aparelho psíquico. Entende que a determinação sexual é dependente de fatores genéticos, epigenéticos e do desenvolvimento psicossexual precoce e que as variações do desenvolvimento sexual podem ocorrer em crianças e adolescentes e devem ser abordadas como tal, não devendo ser objeto de questões políticas, ideológicas ou de outra ordem.

O Cremesp considera que o cuidado com crianças e adolescentes em seu desenvolvimento psicossexual é prioridade, deixando claro que as diferenças sexuais existem e devem ser observadas para que a confusão não se estabeleça por desvio de objetivos.

(Hora Extra)

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A vida sexual das garotas nos EUA: violência e banalização

pie2Matéria publicada no blog Página Cinco, de Rodrigo Casarin (hospedado no Portal UOL), pinta o triste panorama da vida sexual das garotas norte-americanas numa época pós-liberação sexual e de luta pelos direitos femininos (leia aqui). O autor faz uma resenha do livro Garotas e Sexo, da jornalista e escritora Peggy Orenstein, e começa citando uma reportagem do New York Times segundo a qual estudantes do sexto ano estão, basicamente, tratando o sexo oral como um aperto de mão feito com a boca. De acordo com um psicólogo infantil de Long Island citado na matéria, garotas daquela idade lhe disseram que tinham a expectativa de esperar até o casamento para ter relações sexuais, embora já tivessem feito sexo oral cinquenta ou sessenta vezes. “Para elas, é como um beijo de boa noite”, disse ele.

No livro, Orenstein fala, por exemplo, da chamada “festa do arco-íris”, em que garotas que mal saíram da fase das Barbies passam diferentes tonalidades de batom e depois fazem sexo oral em grupos de garotos por vez, deixando para trás um “arco-íris” de maquiagem em cada pênis.

A autora apresenta outro dado alarmante: “Todas as garotas com quem eu conversei, todas as garotas – independentemente de classe social, etnia ou orientação sexual, independentemente do que veste e de sua aparência ­– foram assediadas no ensino fundamental ou médio, na universidade ou, muitas vezes, nos três.”

Para as meninas, a situação sempre é pior, porque, além de serem expostas à violência sexual, o prazer parece não lhes pertencer em nenhum momento, como evidencia uma entrevistada de Orenstein: “É sempre a mesma sequência implícita. Vocês se beijam longamente, ele passa a mão em você, você faz sexo oral nele e pronto. Acho que as garotas não são ensinadas a expressar suas vontades. Somos essas doces criaturas que aprendem apenas a agradar.”

Segundo a autora, a origem do problema está na exposição constante e permanente das garotas à hipersexualização. De tão presente em tudo o que as cerca, o erotismo explícito acaba por parecer algo normal, natural. “Sejam elas atletas, artistas, cientistas, musicistas, apresentadoras de TV ou políticas, elas aprendem que devem, como mulheres, projetar sex appeal antes de mais nada.”

garotasPara ela, as musas do pop contribuem muito para reforçar essa cultura de objetificação da mulher, por mais que muitas vezes vendam – a cifras exorbitantes – um discurso de bem resolvidas sexualmente, empoderadas e libertas de qualquer pressão social. “Mulheres jovens crescem em uma cultura mercantilizada saturada de pornografia e centrada na imagem, na qual o ‘empoderamento’ é apenas um sentimento, o consumo prevalece sobre a conexão, ser ‘gostosa’ é um imperativo, a fama é a principal conquista e a maneira mais rápida de uma mulher ter sucesso é servir-se de seu corpo antes que alguém o faça.”

Nota: Obviamente que nos anos anteriores à dita “revolução sexual” ocorriam abusos e a mulher sofria com a pouca compreensão de sua sexualidade. Mas, pelo menos, o casamento era valorizado e a virgindade ainda era algo a ser preservado. De certa forma, o matrimônio era uma proteção para as mulheres – e, quando elas tinham a “sorte” de casar com um bom homem, que as protegia e honrava, tudo era bênção. Os tempos mudaram e o que trouxeram de bom para homens e mulheres? Doenças sexualmente transmissíveis em números alarmantes (25% dos jovens têm algum tipo de DST), número igualmente crescente de casos de gravidez na adolescência, depressão causada pelo sexo sem compromisso e meninas se sentindo usadas, ainda que projetem a imagem de “liberadas” e “desencanadas”. Muitos se esquecem de que contatos íntimos como a felação, sexo anal e carícias íntimas caracterizam ato sexual e causam o mesmo efeito no cérebro no sentido de liberar ocitocina e vasopressina e promover intimidade, que será depois quebrada com sofrimento, ainda que não admitido (o livro Hooked explica bem esse mecanismo pouco conhecido). É bom ver uma autora secular falando de sexo a partir de uma perspectiva antes abordada quase que exclusivamente por autores e educadores cristãos. A Bíblia apresenta o sexo como uma bênção de Deus, criado por Ele para ser desfrutado no momento certo (maturidade), no contexto certo (casamento) e com a pessoa certa (cônjuge). Fora disso é só tristeza, frustração e doença. Os números e a realidade estão mostrando isso. Mas quem terá coragem de ir contra a indústria cultural que glamouriza funkeiras rebolativas, músicas de caráter sexual, comédias “românticas” que fazem apologia do sexo casual e a nudez escancarada em momentos como o carnaval e outros? Bem, quem for inteligente e quiser desfrutar de prazer e felicidade verdadeiros, terá coragem de nadar contra a correnteza, e perceberá que vale a pena. [MB]

Leia também: “Sexo fora de contexto” e “Sexo: a verdade nua e crua”

O sexo das telas que destrói o da cama

computerO consumo crescente de pornografia tem trazido sérios problemas para a saúde sexual, emocional e física de homens e mulheres

Quando as pedras começam a gritar é porque passou da hora de dar atenção ao assunto. Por algum tempo, a mídia secular e terapeutas, digamos, mais liberais diziam que consumir pornografia não faz mal e poderia até ajudar a “apimentar” relacionamentos. Mas nada como um dia depois do outro e uma pesquisa depois da outra. Bem, para um cristão seria chover no molhado dizer que é pecado contemplar outras pessoas fazendo sexo, afinal, Jesus disse que é possível adulterar mesmo em pensamento. Mas, quando revistas que não se pautam pela moralidade ou que se caracterizam apenas pelo jornalismo começam a tratar dos malefícios do consumo do “sexo das telas”, isso significa que realmente as pedras estão gritando.

Uma dessas matérias foi publicada pela revista VIP, em julho de 2017, com o título “Pornografia: quando o hábito acaba prejudicando o sexo real”. Uma das entrevistadas, a terapeuta sexual Margareth dos Reis, diz que, “ao ver filmes com cenas explícitas de sexo, as pessoas podem ter a ilusão de que não serão afetadas por tantos estímulos. Mas não há dúvida de que as representações irrealistas em pornografia podem alterar as expectativas sexuais dos homens e causar problemas no sexo real”.

A outra matéria, com o título “O cérebro pornô: estamos diante de um novo vício?”, foi publicada pela revista Veja em 9 de outubro de 2017. A semanal explica que “as imagens [pornográficas] causam descargas de dopamina […]. Como um cérebro saudável não está habituado a tamanha saraivada de estímulos, sua reação é eliminar alguns receptores de dopamina […] e a pornografia que antes excitava torna-se sem graça. Há, portanto, a necessidade do aumento exponencial de dopamina para que se atinja o mesmo patamar de prazer experimentado anteriormente. […] Tem início um círculo vicioso, de compulsão e desespero, de picos e de insatisfação e insensibilidade.”

Levando em conta todo esse potencial viciante e destruidor da sexualidade sadia, os números se tornam ainda mais alarmantes. Em 1985, 92% dos garotos de 15 anos tinham acesso a conteúdo erótico pela primeira vez com a revista Playboy. Em 2008, 74% dos rapazes da mesma idade acessavam sites com sexo explícito (dados da Universidade de Arkansas, EUA). Os rendimentos anuais da indústria pornográfica chegam perto dos 15 bilhões de dólares, nos Estados Unidos, e quase 100 bilhões ao redor do mundo. Essa indústria é maior do que Microsoft, Google, Amazon, eBay, Yahoo!, Apple, Netflix e EarthLink juntas. Perto de 50 milhões de norte-americanos adultos visitam regularmente sites de sexo virtual. De acordo com o National Council on Sexual Addiction and Compulsivity (Conselho Nacional sobre o Vício e a Compulsividade Sexuais), existem mais de 20 milhões de viciados em sexo nos Estados Unidos, 70% dos quais afirmam ter problemas de comportamento sexual virtual.

De acordo com pesquisas do Barna Group, quase 40% dos adultos acreditam não haver qualquer imoralidade em ver material de sexo explícito. Além disso, aproximadamente um a cada quatro acredita que não deveria haver restrições quanto à pornografia ou ao seu acesso. “Infelizmente, 28% dos cristãos acreditam que, mesmo com o que está escrito em Mateus 5:28, não há nada de errado em ver pornografia”, diz Regis Nicholl, colunista do site BreakPoint. “O mais triste é descobrir que por volta de 50% dos cristãos e 40% de seus pastores admitem ter problemas com a pornografia”, revela.

Ilusão – A ex-atriz pornô Shelley Lubben, em seu livro Truth Behind the Fantasy of Porn (A Verdade por Trás da Fantasia da Pornografia), afirma que a pornografia é “a maior ilusão do mundo”. Segundo ela, muitas mulheres desse universo bebem e usam drogas para poder fingir que gostam do que fazem. Embora a indústria do sexo tente pintar outra realidade, Shelley revela que “as mulheres estão com uma dor indizível por ser espancadas, cuspidas e xingadas. […] Pornografia é nada mais do que sexo falso, contusões e mentiras em vídeo. Confie em mim, eu sei”. No livro, Shelley traz testemunhos de outras ex-atrizes, como o de Michelle Avanti, que em sua primeira cena tentou voltar atrás: “Um ator disse que eu não poderia voltar atrás porque havia assinado um contrato”, disse Michelle. “Fui ameaçada de que se não fizesse a cena seria processada em uma enorme quantia em dinheiro. Acabei tomando doses de vodca para fazer a cena. Como eu fazia mais e mais cenas, abusei da prescrição de pílulas que me eram dadas a qualquer momento por diversos médicos em San Fernando Valley.”

Shelley diz que muitas mulheres acabam nesse mundo por culpa da extrema erotização da sociedade. “Onde mais poderia uma criança que foi hipersexualizada ter tanta atenção? Os olheiros da pornografia ficam à espreita pesquisando online por anos os perfis e predando as desavisadas fêmeas sexualizadas. Fingindo ser adolescentes ou admiradores do sexo masculino, postam palavras lisonjeiras […] e as adolescentes emocionalmente carentes rapidamente caem na armadilha.”

Jennifer Case é outra atriz que deixou a indústria do sexo, segundo ela, “pela graça de Deus”. Hoje ela também milita contra a pornografia e diz aos homens: “Há uma pessoa real do outro lado das imagens que você está vendo, e você está destruindo a vida dela e a vida dos filhos dela.” Numa entrevista para o site The Porn Effect, Case testemunha de sua própria experiência sobre os malefícios que a indústria pornográfica provoca nas mulheres envolvidas. Ela diz que ficou traumatizada, oprimida e se sentindo abusada. Assim como outras atrizes desse segmento, ela também se tornou viciada em drogas e precisava do dinheiro da pornografia para continuar alimentando o vício. Além disso, ela teve que lidar com doenças sexualmente transmissíveis. “Tive muitas infecções diferentes o tempo inteiro. Deixei Hollywood porque fiquei muito doente por causa da clamídia. Meu abdome doía tanto que tive que voltar para casa”, disse ela.

Pornography Addiction CG

Efeitos – Grande número de jovens consumidores de pornografia na internet está sofrendo de ejaculação precoce, ereções poucos consistentes e dificuldades de sentir desejo com parceiras reais, é o que afirma reportagem publicada na revista Psychology Today. Pesquisa feita pela Universidade de Pádua, na Itália, indicou que 70% dos homens jovens que procuravam neurologistas por ter um desempenho sexual ruim admitiam o consumo frequente de pornografia na internet.

Outros estudos de comportamento sugerem que a perda da libido acontece porque esses grandes consumidores de pornografia estão abafando a reposta natural do cérebro ao prazer. Anos substituindo os limites naturais da libido por uma intensa estimulação acabariam prejudicando a resposta desses homens à dopamina. Esse neurotransmissor está por trás do desejo, da motivação – e dos vícios. Ele rege a busca por recompensas. Uma vez que o prazer está fortemente ligado à pornografia, o sexo real parece não oferecer recompensa. Então essa seria a causa da falta de desejo em muitos homens.

William Struthers, da Faculdade Wheaton, explica que “os homens parecem ter sido feitos de tal maneira que a pornografia sequestra o funcionamento adequado de seu cérebro e tem efeito de longo prazo em seus pensamentos e vida”. Struthers é psicólogo com formação em neurociência e especialidade de ensino nas bases biológicas da conduta humana. No livro Wired for Intimacy: How Pornography Hijacks the Male Brain (Programado Para a Intimidade: Como a pornografia sequestra o cérebro masculino), ele se vale da neurociência para explicar por que a pornografia é uma grande tentação para a mente masculina. “A explicação mais simples da razão por que os homens veem pornografia (ou procuram prostitutas) é que eles são levados a procurar intimidade”, explica ele. O impulso para obter intimidade sexual foi dado por Deus e é essencial para os homens, reconhece ele, mas é facilmente mal direcionado. Os homens são tentados a buscar “um atalho para o prazer sexual por meio da pornografia” e acham que dá para se acessar esse atalho com facilidade.

Num mundo de pecado, a pornografia se torna mais do que uma distração e uma distorção da intenção de Deus para a sexualidade humana. Torna-se um veneno viciante. Struthers explica: “Ver pornografia não é uma experiência emocional ou fisiologicamente neutra. É fundamentalmente diferente de olhar para fotos em preto e branco do Memorial Lincoln ou olhar um mapa colorido das províncias do Canadá. Os homens são reflexivamente atraídos para o conteúdo de material pornográfico. Como tal, a pornografia tem efeitos de grande repercussão para estimular um homem à intimidade. Não é um estímulo natural. Atrai-nos para dentro. A pornografia é indireta e voyeurística em sua essência, mas é também algo mais. A pornografia é uma promessa sussurrada. Promete mais sexo, melhor sexo, infinito sexo, sexo conforme os desejos, orgasmos mais intensos, experiências de transcendência. […] [A pornografia] atua como uma combinação de múltiplas drogas.”

Segundo Struthers, quando o homem vê imagens pornográficas, essa experiência cria novos padrões na programação do cérebro, e experiências repetidas formalizam a programação. “Se eu tomo a mesma dose de uma droga repetidas vezes e meu corpo começa a tolerá-la, precisarei tomar uma dose mais elevada da droga a fim de que tenha o mesmo efeito que tinha com uma dose mais baixa, na primeira vez”, explica o psicólogo.

Mas o problema não se restringe aos homens. Pesquisadores da Universidade da Califórnia e do Tennessee, nos Estados Unidos, recrutaram 308 universitárias heterossexuais, entre 18 e 29 anos, para completarem um questionário online. Elas responderam questões sobre a qualidade do namoro, satisfação sexual e autoestima. Segundo matéria publicada no site da revista Superinteressante, “o resultado mostrou uma relação entre felicidade, autoestima e filmes pornôs. Quanto mais pornografia os namorados ou maridos viam, maior era a chance de ter um relacionamento infeliz. Quem reclamou sobre o vício exagerado do namorado em assistir a vídeos pornôs mostrou autoestima mais baixa e insatisfação com o namoro e com a vida sexual. De tanto se compararem (ou serem comparadas) às moças dos filmes, elas ficam mais inseguras com o desempenho na cama ou com o próprio corpo”.

A verdade é que a pornografia traz um estresse enorme para o relacionamento, principalmente no casamento. “É comum que a esposa do usuário expresse sentimentos de traição, desconfiança e perda de autoestima. Com frequência, tais sentimentos levam à depressão clínica com feridas psicológicas e emocionais duradouras. Com o surgimento da desconfiança e da ferida, muitas mulheres decidem pelo divórcio”, diz Nicholl.

Para ter uma dimensão do problema em números: dois terços dos advogados presentes na reunião de 2003 da Academia Americana de Advogados Matrimoniais disseram que a pornografia virtual estava envolvida na metade dos casos que representaram. “Considerando as consequências negativas do divórcio, sentido principalmente pelas mulheres e crianças, a pornografia, contrariando o movimento do livre-arbítrio, é uma doença social grave”, compara Nicholl.

A socióloga americana Gail Dines é uma das fundadoras do movimento Stop Porn Culture, dá aulas de sociologia e gênero na Faculdade Wheelock, em Boston, e é uma grande crítica da indústria pornográfica. Em seu livro Pornland (Terra do Pornô), ela diz que a pornografia relaciona sexualidade ao menosprezo pelas mulheres. “É uma combinação muito ruim, especialmente quando pensamos que os meninos veem pornografia pela primeira vez por volta dos 13 anos. O que significa para um menino que ainda está desenvolvendo sua sexualidade ver esse tipo de pornografia? Quanto mais erotizamos essas imagens, mais dizemos aos homens que é dessa maneira que eles devem tratar as mulheres, que eles devem achar isso excitante. E os garotos vão construir sua identidade sexual em torno dessas imagens.”

Apelo de quem sabe o que diz – A ex-atriz Jennifer Case admite que os consumidores de pornografia têm parte da culpa pelas mazelas sofridas pelos envolvidos com esse mundo, mas ela diz que compreende que só com a ajuda de Deus os homens conseguem sair do vício, assim como foi com a ajuda de Deus que ela deixou essa indústria. “Homens, Deus ama vocês! Eu amo vocês também e sempre orarei por todos vocês, para que as cadeias sejam quebradas”, diz ela. “Você é escravo da pornografia tanto quanto qualquer atriz pornô. Se você está vendo pornografia ou está viciado em pornografia, você está tentando encher um vazio dentro de você que só Deus pode preencher. Toda vez que você vê pornografia, você está aumentando o vazio, e você destruirá sua vida.”

Ela diz ainda que a pornografia é “maligna” e “é uma droga, veneno e mentira”. “Se você pensa que poderá guardá-la no escuro, Deus a tirará para fora, para a luz, para deter você e curar você.”

Num apelo muito franco, Case diz que “essas mulheres [do mundo pornográfico] são preciosas e merecem ser amadas exatamente como vocês [homens] merecem. Há uma pessoa real do outro lado das imagens que você está vendo, e você está destruindo a vida dela e a vida dos filhos dela. Em toda pornografia existe a filha de alguém. E se fosse a sua filhinha? Você pode realmente estar ajudando na morte de alguém! Atores e atrizes pornôs morrem o tempo todo de aids, overdose de drogas, suicídio, etc. Por favor, parem de olhar pornografia.”

Impressionam os apelos sinceros de mulheres como Shelley Lubben e Jennifer Case. Elas sabem que, como qualquer vício, o da pornografia geralmente começa com o descuido e a curiosidade e vai se aprofundando, até que a pessoa se dá conta de estar escravizada pelo hábito destrutivo. O alcoólico deve ficar longe do álcool. O toxicômano deve passar longe das drogas. E o viciado em pornografia também deve tomar medidas preventivas. Se o problema é a internet, deve-se acessá-la sempre acompanhado de outras pessoas, limitar o tempo de navegação, ser muito focado e específico no uso (evitando navegar a esmo por aí) e colocar filtros no computador.

Finalmente, e mais importante: como disse Jennifer, só com a ajuda de Deus se pode conseguir a libertação do vício. Portanto, se você vive esse drama, intensifique sua comunhão com Deus por meio da oração sincera, do estudo devocional diário da Bíblia, das boas companhias e da frequência regular à igreja. Quando Jesus controla nossa mente, os pensamentos e desejos se tornam puros e corretos.

Michelson Borges é jornalista e mestre em Teologia

“Nos trens, fotografias de mulheres nuas são frequentemente oferecidas à venda. Esses quadros repugnantes são encontrados também em estúdios fotográficos, e são dependurados nas paredes dos que trabalham com gravuras em relevo. É esta uma época em que a corrupção prolifera por toda parte. A concupiscência dos olhos e as paixões corruptas são despertadas pela contemplação e a leitura. […] A mente tem prazer [dopamina] em contemplar cenas que despertam as paixões baixas, vis. Essas imagens depravadas, vistas por olhos de uma imaginação viciada, corrompem a moral e predispõem os iludidos e obcecados seres humanos a darem rédea solta às paixões libidinosas. Seguem-se então pecados e crimes que arrastam para baixo seres formados à imagem de Deus, nivelando-os aos irracionais, afundando-os afinal na perdição. Evitem ler e ver coisas que sugiram pensamentos impuros. Cultivem as capacidades morais e intelectuais” (Ellen G. White, Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 229).

 

 

Sou uma pediatra. Isso é o que fiz quando um paciente me disse que ele era uma menina

gender-sexual-identity-iconsO gênero biológico não é atribuído, mas determinado na nossa concepção pelo nosso DNA e replicado em todas as células do nosso corpo. E é binário – ou você tem um cromossomo Y e será um macho ou você não tem e será uma fêmea. Existem pelo menos 6,5 mil diferenças genéticas entre homens e mulheres. Hormônios e cirurgias não podem mudar isso. Mas a identidade não é biológica, é psicológica. Tem relação com o que se pensa e o que se sente. Pensamentos e sentimentos não têm uma conexão biológica. Nossos pensamentos e sentimentos podem estar factualmente certos ou errados. Se eu entrar no consultório do meu médico e falar “Oi, eu sou a Margaret Thatcher”, meu médico vai dizer que estou com problemas psicológicos e me dar remédios para isso. Se, por outro lado, eu entrar e afirmar que sou um homem, ele diria “Parabéns, você é transgênero”.

[Continue lendo esse artigo tremendamente esclarecedor do jornal Gazeta do Povo, um dos poucos neste país que se atreve a falar dos dois lados de uma questão, como manda o bom jornalismo.]

O que três médicos acreditam que deve ser feito com crianças que pensam ser transgênero

kidsTrês médicos, especialistas em pediatria, biologia e psiquiatria, estão criticando o que dizem ser uma confiança em emoções acima de fatos ao estudar e tratar crianças que pensam ser transgênero. Em um painel de discussão na The Heritage Foundation, os médicos defenderam que a ideologia transgênero que cerca a sociedade atualmente está prejudicando as crianças e minando a pesquisa científica. Ryan Anderson, pesquisador sênior em princípios americanos e políticas públicas na The Heritage Foundation, mediou em 11 de outubro o painel de discussão com Michelle Cretella, Paul Hruz e Allan Josephson. Cretella, presidente do American College of Pediatricians, com sede na cidade de Gainesville, na Flórida, destacou a sua definição do que determina o sexo de uma criança.

[Continue lendo esta interessantíssima matéria publicada no jornal Gazeta do Povo.]

Aliás, quero aproveitar para parabenizar o Gazeta por ter a coragem de ir contra certas tendências e marés, publicando de quando em quando boas reportagens que têm servido de contraponto ao mainstream dominante na grande mídia, especialmente quando o assunto é a ideologia de gênero. [MB]

Sexualidade e questões de gênero. Proteja as crianças!

childrenO American College of Pediatricians exorta profissionais de saúde, educadores e legisladores a rejeitar as políticas que condicionam as crianças a aceitar como normal uma vida de representação química e cirúrgica do sexo oposto (confira). Confira algumas afirmações dessa associação de pediatras quanto à ideologia de gênero:

1. A sexualidade humana é um traço binário biológico objetivo: “XY” e “XX” marcadores genéticos de macho e fêmea, respectivamente, e não marcadores genéticos de um transtorno. A sexualidade humana é binária e o propósito óbvio é reprodução da espécie. Há transtornos do desenvolvimento sexual, como a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita, que são muito raros e identificados pela ciência como desvios da norma binária sexual e reconhecidos como transtornos do design humano. Pessoas com esses transtornos não constituem um terceiro sexo (“Clinical Guidelines for the Management of Disorders of Sex Development in Childhood.” Intersex Society of North America, March 25, 2006).

2. Ninguém nasce com um gênero, mas com um sexo biológico. Gênero (consciência de si como macho ou fêmea) é um conceito sociológico e psicológico, não biológico objetivo. Bebês não nascem com consciência deles mesmos como macho ou fêmea. Essa tomada de consciência se desenvolve com o tempo e pode ser desviada por percepções subjetivas da criança, por relacionamentos e experiências adversas da infância para adiante. As pessoas que se identificam como “me sinto como sendo do sexo oposto” ou “me sinto no meio, nem macho nem fêmea” não constituem um terceiro sexo. Elas permanecem homem biológico e mulher biológica (Zucker, Kenneth J. and Bradley Susan J. “Gender Identity and Psychosexual Disorders.” FOCUS: The Journal of Lifelong Learning in Psychiatry. Vol. III, nº 4, Fall 2005 [598-617]. Whitehead, Neil W. “Is Transsexuality biologically determined?” Triple Helix [UK], Autumn 2000, p. 6-8. http://www.mygenes.co.nz/transsexuality.htm; see also Whitehead, Neil W. “Twin Studies of Transsexuals [Reveals Discordance]” www.mygenes.co.nz/transs_stats.htm. Jeffreys, Sheila. Gender Hurts: A Feminist Analysis of the Politics of Transgenderism. Routledge, New York, 2014 [p. 1-35]).

3. A crença de que ele ou ela é algo que não é, revela um pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável crê que ele é uma menina, ou quando uma menina biologicamente saudável crê que ela é um menino, existe um problema psicológico objetivo que está na mente dele ou dela, e não no corpo. Essas crianças sofrem de Disforia de Gênero, antes chamada de Transtorno de Identidade de Gênero, reconhecida como desordem mental e listada no CID-10 (Código Internacional das Doenças) sob o código F64.2 e no DMS-5. As teorias de aprendizagem psicodinâmica e social sobre a Disforia de Gênero nunca foram refutadas (American Psychiatric Association: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition, Arlington, VA, American Psychiatric Association, 2013 [451-459]. See page 455 re: rates of persistence of gender dysphoria).

4. A adolescência não é doença e hormônios bloqueadores da puberdade podem ser perigosos. Reversíveis ou não, os puberty-blocking hormones induzem a um estado de doença – a ausência da puberdade – e inibem o crescimento e a fertilidade em crianças biologicamente saudáveis anteriormente (Hembree, WC, et al. Endocrine treatment of transsexual persons: an Endocrine Society clinical practice guideline. J Clin Endocrinol Metab. 2009;94:3132-3154).

5. De acordo com o DSM-5 (o CID norteamericano), 98% dos meninos confusos quanto ao gênero e 88% das meninas com essa confusão eventualmente aceitam seu sexo biológico após atravessarem naturalmente a adolescência (American Psychiatric Association: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition, Arlington, VA, American Psychiatric Association, 2013 [451-459]. See page 455 re: rates of persistence of gender dysphoria).

6. Dar hormônios bloqueadores da puberdade a crianças com Disforia de Gênero na pré-adolescência requer o uso de cross-sex hormones (testosterona e estrogênio) mais tarde, na adolescência, para continuar o processo de representar o papel do sexo oposto. Tais crianças ficarão sem condições de conceber filhos mesmo com tecnologia reprodutiva artificial. Além disso, usando tais hormônios há risco de doença cardíaca, hipertensão arterial, derrame, diabetes, câncer, etc. (Moore, E., Wisniewski, & Dobs, A. “Endocrine treatment of transsexual people: A review of treatment regimens, outcomes, and adverse effects.” The Journal of Endocrinology & Metabolism, 2003; 88[9], p. 3467-3473. FDA Drug Safety Communication issued for Testosterone products accessed 3.20.16: www.fda.gov/Drugs/DrugSafety/PostmarketDrugSafetyInformationforPatientsandProviders/ucm161874.htm. World Health Organization Classification of Estrogen as a Class I Carcinogen: http://www.who.int/reproductivehealth/topics/ageing/cocs_hrt_statement.pdf Eyler AE, Pang SC, Clark A. LGBT assisted reproduction: current practice and future possibilities. LGBT Health 2014;1[3]:151-156).

7. Taxas de suicídio são cerca de 20 vezes maiores entre adultos que usam esses cross-sex hormones e se submetem à cirurgia para mudança sexual (reassignment surgery), mesmo na Suécia, um dos países com mais defensores do grupo LGBT (Dhejne, C, et.al. “Long-Term Follow-Up of Transsexual Persons Undergoing Sex Reassignment Surgery: Cohort Study in Sweden.” PLoS ONE, 2011; 6[2]. Affiliation: Department of Clinical Neuroscience, Division of Psychiatry, Karolinska Institutet, Stockholm, Sweden. Accessed 3.20.16 from http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0016885).

8. É um abuso contra a criança condicioná-la a crer que a tentativa de mudança de sexo por meios químicos e cirúrgicos seja normal e saudável. Fazer isso em educação pública ou privada e em políticas públicas só confunde as crianças e os pais. Proteja as crianças!

Um dos autores dessas declarações é o Dr. Paul McHugh, distinto professor de Psiquiatria da Escola Médica Johns Hopkins e ex-chefe da Psiquiatria do Hospital Johns Hopkins.

(Cesar Vasconcellos de Souza é psiquiatra; www.doutorcesar.com.br)

EUA atingem nível recorde de doenças sexualmente transmissíveis

dstAs doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) atingiram um nível recorde no ano passado nos Estados Unidos, quando foram notificados mais de dois milhões de casos de clamídia, gonorreia e sífilis no país. De acordo com o relatório anual que analisa o comportamento das DSTs, divulgado [na] terça-feira pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), este é “o número mais alto já” registrado. “As DSTs estão fora de controle e isso traz grandes complicações para os americanos”, disse David Harvey, diretor executivo da Coalizão Nacional dos Diretores de DSTs.

A maioria dos novos casos – 1,6 milhão – foi de clamídia, infecção bacteriana que afeta homens e mulheres. A gonorreia também aumentou nos dois sexos. Em todo o país os casos da doença chegaram a 470.000, mas o maior crescimento foi registrado entre os homens que têm relações sexuais com outros homens. Mesma situação da sífilis, cujos casos ficaram em 28.000 em 2016, com um aumento de quase 18% em relação a 2015.

Também foram registrados mais de 600 casos de sífilis congênita, um aumento de 28%, que levaram a “mais de 40 mortes e complicações severas da saúde [dos bebês]”, segundo o relatório.

Somente essas três doenças são de notificação compulsória nos Estados Unidos. Mas, se forem consideradas todas as DSTs, incluindo HIV e herpes, o CDC estima mais de 20 milhões de novos casos todos os anos no país e pelo menos metade deles em pessoas jovens, entre 15 e 24 anos.

As DSTs podem ser prevenidas com uma simples medida: o uso do preservativo nas relações sexuais, o que não tem acontecido, já que seu aumento é um fenômeno mundial. O tratamento dessas três doenças envolve a administração de antibióticos, apesar das crescentes preocupações sobre a resistência a esses medicamentos. Mas se não forem tratadas, podem levar à infertilidade, gravidez ectópica e a um risco elevado de transmissão de HIV.

(Veja.com)

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