Você vai querer saber o que este médico tem a dizer sobre ideologia de gênero

generoA identificação com o sexo oposto e o eventual desejo de uma pessoa em assumir uma nova identidade de gênero é uma questão ainda sem consenso. A ciência, porém, diz que embora cultura e ambiente tenham importância nessa discussão, a determinação é biológica. “Sexo é estabelecido, é a biologia propriamente dita”, diz Marcelo Lemos Ribeiro, médico brasileiro radicado nos Estados Unidos há dez anos. “Diria que o gênero é, principalmente, uma construção política”, completa. Em entrevista à Gazeta do Povo, Ribeiro fala sobre o papel da ciência e da comunidade científica nesse debate, além de sua relação com a sociedade. Confira:

Gênero é uma construção social ou é uma definição biológica? 

Sexo é estabelecido, é a biologia propriamente dita. Enquanto gênero é a forma como o indivíduo se comporta. É algo mais subjetivo, não é como o estereótipo homem e mulher, mas sim como a pessoa se enxerga. Diria que o gênero é, principalmente, uma construção política; o termo começou a ser usado no meio do século passado justamente por pessoas que tinham como intenção criar uma confusão entre gênero e sexo. E hoje em dia realmente conseguiram criar essa confusão.

O transtorno de disforia de gênero ainda é uma classificação correta? A medicina ainda a usa? 

Sim, essa é a classificação utilizada pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. A disforia de gênero ou o distúrbio de identidade de gênero são termos usados cientificamente tanto pela psiquiatria como pela psicologia.

É normal que crianças com 4, 5 ou mesmo 6 anos já estejam se identificando com o sexo oposto? 

É uma controvérsia que ainda é alvo de discussão em parte da comunidade cientifica; alguns setores corroboram, outros criticam. Não há um consenso, mas reitero que, na minha visão, isso é uma abordagem mais política e ideológica do que realmente cientifica, porque você está assumindo que uma criança de quatro ou cinco anos de idade teria a capacidade cognitiva ou desenvolvimento mental suficiente para tomar um tipo de decisão que, na verdade, ela não tem. Quando uma criança de quatro ou cinco anos se identifica com um cachorro ou com um super-herói, ninguém em sã consciência leva isso a sério.

Existe um limite etário para que a criança não possa ser exposta a nenhum tipo de injeção hormonal? 

Cientificamente, também não há consenso; esse tipo de tratamento de afirmação de gênero é algo novo e não existem estudos longos o suficiente e com a qualidade necessária para você fazer um tratamento baseado em evidências concretas. O que tem sido feito é dependente da legislação local: nos EUA, por exemplo, crianças começam a usar hormônio por volta dos 11 anos de idade, antes da adolescência, para prevenir que características secundárias dela se desenvolvam.

Por volta dos 11, quando começam a aparecer essas características – pelos pubianos, mamas –, elas começam a aplicar hormônios para atrasar esse desenvolvimento. Já por volta dos 16 anos, quando já se tornaram adolescentes, começam a tomar hormônios do sexo oposto. Dos 16 aos 18 anos, o indivíduo desenvolve características secundárias do sexo oposto e então, quando ele atinge a maioridade, tem a permissão para fazer a cirurgia de realinhamento de sexo no mesmo dia.

Em congressos é comum a troca de acusações de ambos os lados, que vão de “transfobia” a “homofobia”. Nesses encontros a comunidade científica tem um receio de ser mal interpretada ou sofrer algum tipo de represália, e por isso evita de se pronunciar de uma forma mais contundente contra a ideologia de gênero? 

Quando você começa a observar da parte de quem defende a ideologia de gênero um ataque pessoal contra o caráter daqueles que discordam, em todos os pontos e setores da sociedade, é inevitável que isso também atinja a parte científica. Você vê muitas pessoas ignorando evidências científicas e passando a se posicionar de uma forma que agrade determinado lado ou ainda que possa prevenir problemas. Existem exemplos de médicos famosos e especialistas no assunto que perderam seus empregos porque discordaram de determinada abordagem de tratamento.

Quais seriam essas abordagens? 

Basicamente, são duas: uma é de reafirmação, quando o médico e a sociedade passam a tratar o paciente como se ele fosse realmente do sexo oposto, enquanto a outra busca entender e tratar a causa; você vê o porquê de esse indivíduo estar tendo o problema de reconhecer o sexo que ele tem, e então tenta encontrar respostas.

Dentro de toda essa questão, como devemos abordar os banheiros transgêneros? 

Creio que se trata de uma questão extremamente pessoal, mas de minha parte não acho viável mesclar homens e mulheres no mesmo banheiro; você não troca de sexo, você continua sendo um homem que se identifica como mulher, mas não deixa em nenhum momento de ser homem biologicamente. Entendo as pessoas que têm preocupação de suas filhas ou esposas não serem expostas no vestiário ou no banheiro a pessoas de outro sexo biológico.

(Gazeta do Povo)

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Filme cristão retrata jornadas pessoais de fé e sexualidade

journeyMais de dez milhões de adultos nos Estados Unidos, ou 4,1% da população, identificam-se como parte da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros (LGBT). Isso significa um aumento de 3,5% quando comparado a 2012, de acordo com um relatório da Gallup, de janeiro de 2017.[1] A crescente comunidade LGBT ganhou proeminência social nos últimos anos e os assuntos da comunidade são discutidos amplamente na mídia, nos campi universitários e no local de trabalho. Em resposta às necessidades de alguns membros e às solicitações das congregações, a Igreja Adventista do Sétimo Dia começa a dar passos para o diálogo sobre essa questão a fim de aconselhar e orientar, com base nos princípios bíblicos, os membros adventistas, especialmente os jovens e jovens adultos.

Um dos últimos movimentos foi o apoio à produção e ao lançamento de um filme chamado “Journey Interrupted” (algo como “Jornada Interrompida”), somente em inglês ainda. Não há, por enquanto, previsão de lançamento em português e espanhol. A produção é de Brian e Anne Savinsky, com o cineasta Danny Woods, e apresenta os quatro líderes do Ministério Coming Out (“Sair”, em inglês, termo usado para se referir ao momento que uma pessoa resolve revelar sua nova identidade sexual), que compartilham sua jornada de viver um estilo de vida gay ativo ao que eles descrevem como “caminhar em nova vida com Cristo”. Ele também apresenta a história da Anna, cuja jornada também foi interrompida, mas que ainda continua buscando a direção de Deus em sua vida.

“Reunimos os membros do Ministério Coming Out cinco anos atrás na ASI (Adventist-Laymen’s Services & Industries), equivalente à Federação de Empreendedores Adventistas, e imediatamente soubemos que esse era um ministério que gostaríamos de apoiar”, disse Anne à Adventist Review, por e-mail. “A cultura atual se debate com as questões do homossexualismo e de gênero, e assim sentimos que suas histórias necessitavam ser contadas em um filme. Nosso propósito é simplesmente disponibilizar ao mundo essas histórias que falam do poder transformador de Deus, como testemunhos de Seu amor e graça.”

Representantes das treze Divisões da igreja (regiões administrativas mundiais) participaram de uma conferência na Cidade do Cabo, África do Sul, em março de 2014, para tratar da homossexualidade e sexualidades alternativas e para “obter maior compreensão das questões subjacentes” a elas. Então, em maio desse ano, mais de 400 delegados da igreja, de cerca de 60 países, participaram em uma conferência global histórica, realizada em Budapeste, Hungria, para estudar, explorar e discutir as questões relacionadas aos LGBT, entre outros tópicos.

Foram estabelecidas comissões focadas nas questões LGBT, não apenas em nível da Associação Geral, mas também em todas as Divisões mundiais. Foi votada e emitida uma declaração sobre transgêneros pela igreja mundial, no Concílio de Primavera, em abril de 2017, enfatizando a crença de que “a Bíblia provê princípios orientadores e conselho aos transgêneros e à igreja, transcendendo as convicções e a cultura humana”. Também se focou na necessidade de compreensão e de compaixão por todas as pessoas.

As conclusões de um estudo memorável feito por pesquisadores adventistas foram recentemente publicadas no Journal of Social Work and Christianity. O estudo abordou a preocupação de que “chegar a um acordo quanto à identidade sexual é um processo especialmente complexo para cristãos LGBT + jovens, muitos dos quais estão em alto risco de responder negativamente”. Os adventistas do sétimo dia creem, em seu posicionamento oficial, que “a intimidade sexual pertence apenas ao relacionamento conjugal entre um homem e uma mulher”, visto ter sido “o desígnio estabelecido por Deus na criação”. Os pesquisadores descobriram que os jovens adventistas não estão protegidos dos desafios e “muitos têm muita dificuldade para lidar com essas questões, devido às ‘normas comportamentais muito elevadas de nossa igreja’”.

Veja a posição adventista sobre a homossexualidade:

“A mensagem central [do filme] é que não importa quem você é e com quais questões você luta, Deus o ama e pode prover a solução que você necessita”, Brian acrescentou. “Ele demonstra, poderosamente, que Deus ama e respeita cada um de nós, a tal ponto de nos dar a liberdade de escolher Seu caminho ou o nosso. ‘Journey Interrupted’ é agradavelmente diferente, visto que incorpora cinco histórias muito transparentes e verdadeiras nas verdades bíblicas quanto a vencer o pecado sexual de forma aberta e compreensível.”

O documentário estreou em setembro de 2016 nos Estados Unidos e foi exibido no mês seguinte no Concílio Anual mundial da igreja, realizado no escritório da Associação Geral, em Silver Spring, Maryland, também nos Estados Unidos. Posteriormente, foi exibido na emissora de TV 3ABN e no programa “Amazing Facts”, no Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia, no campus da Universidade Andrews, nas igrejas locais nos EUA, e em outras regiões do mundo. Recentemente, foi disponibilizado para compra por meio do site do Ministério Coming Out.

Descrevendo o Ministério Coming Out como um ministério de apoio dinâmico, que auxilia pessoas que lutam com problemas e dilemas críticos, o presidente da Igreja Adventista mundial, Ted Wilson, diz que está veementemente motivando que o filme “Journey Interrupted” seja mostrado nas igrejas, escolas, hospitais, faculdades e “onde quer que possa ser uma bênção”.

Trailer do filme (inglês):


Os líderes do Ministério Coming Out, uma organização mantida com doações, dizem que a crítica mais comum é que eles estão tentando “tornar o gay em heterossexual”, uma acusação que eles negam. Embora concordem que esse possa ser o “fruto da conversão” de algumas pessoas, o alvo é estar de acordo com a vontade de Deus e que pode ou não incluir o casamento.

“Quando o coração de alguém é transformado, o comportamento também muda para uma vida de acordo com Deus”, Blakely explica. “Isso não significa que você irá se apaixonar por alguém do sexo oposto, mas que você irá se apaixonar por Jesus.”

O alvo do grupo, eles dizem, pode ser dividido em três passos: inspirar, instruir e esclarecer, e equipar as pessoas com materiais.

O codiretor Michael Carducci, criado na Igreja Adventista, viveu ativamente um estilo de vida gay por vinte anos, antes de ouvir o chamado de Deus para manter um relacionamento com Ele. A transição do que Carducci descreveu como servir ao eu para caminhar na vontade de Deus não foi imediata. Citando experiências bíblicas de Maria Madalena sendo curada dos demônios sete vezes e de Naamã tendo que mergulhar no rio sete vezes, Carducci descreve o crescimento em graça como um processo.

(Adventist Review, via ASN)

Leia também: “A história de homens e mulheres que mudaram de gênero e depois voltaram atrás”

Ex-atriz pornô se guardou até o casamento após se converter

atrizDepois de se tornar cristã, uma ex-atriz pornô decidiu abandonar a prática sexual até o dia de seu casamento. Desde então, ela tem encorajado outras mulheres a viverem a pureza sexual através de um coração purificado por Cristo. Antes de se render a Jesus, Brittni De La Mora, antes conhecida pelo nome artístico Jenna Presley, era uma estrela na indústria de filmes adultos. Ela foi nomeada uma das 12 melhores artistas do entretenimento pornográfico e era uma das atrizes que mais ganhavam dinheiro nessa indústria, nos Estados Unidos. No entanto, Deus tinha outros planos para a vida dela. Brittni passou a frequentar a Igreja Cornerstone em San Diego, na Califórnia depois de fazer cerca de 375 filmes adultos. “Sim, eu sei que foram muitos. Quando fui para a igreja eu estava quebrada e tinha chegado ao fundo do poço”, ela relatou em seu blog. “Eu estava tão perdida na vida, eu não tinha para onde olhar, somente para cima. Eu sabia que o meu caminho na vida não era trabalhar com isso. Fiquei quase 26 anos solteira, quebrada e deprimida”, afirmou.

Depois de aprender mais sobre Jesus, a mentalidade de Brittni começou a mudar. “Comecei a ler a Bíblia e aprendi uma nova maneira de viver. Eu sabia que Deus tinha me dado uma segunda chance e eu queria fazer tudo para fazer certo dessa vez”, ela contou.

Brittni decidiu viver em pureza sexual e sua escolha passou a inspirar outras pessoas. “Eu pensava: ‘Se uma ex-estrela pornô consegue esperar para fazer sexo só no casamento, qualquer um consegue’”, comentou.

Na igreja, Brittni ouviu muitas histórias de mulheres que tiveram relacionamentos ruins, eram sexualmente ativas antes do casamento e tiveram suas vidas restauradas por Deus. “Embora eu ame histórias de restauração, eu não queria viver isso de novo. Eu queria ser capaz de dizer: ‘A pureza sexual não é fácil, mas é possível. Se eu posso fazer isso, você também pode’”, disse ela.

Também foi na igreja que Brittni encontrou o homem que seria seu marido e, juntos, eles decidiram se guardar até o casamento. “Eu era celibatária por três anos e meu marido por sete anos. Honrar a Deus sempre foi importante para nós desde o dia em que nos conhecemos. Fizemos isso da maneira certa, porque permanecemos no caminho de Deus. Devido a isso, posso dizer que tenho sido abençoada com um grande casamento”, celebra.

A ex-atriz pornô continua incentivando outras mulheres a lembrar que a pureza não é apenas uma questão física – é um estado do coração. “Pureza começa sempre com o coração. Manter um coração puro, buscar a Deus todos os dias através da adoração, oração e leitura da Bíblia. Eu continuo ignorando as ofensas e perdoando rapidamente aqueles que me machucaram”, afirma.

(GuiaMe)

Clique aqui e leia mais sobre o testemunho e os dramas de atrizes pornôs.

Ex-transgêneros falam sobre arrependimento em documentário

tranzformedO documentarista David Kyle Foster [lançou] no dia 15 de junho um novo filme que relata histórias de ex-transgêneros. “TranZformed: Finding Peace With Your God-Given Gender” (“Transformados: encontrando a paz com o gênero que Deus lhe deu”, em tradução livre) é escrito por Foster, que afirma ser ex-homossexual, e dirigido por Karl Sutton. O documentário, além de abordar a história da transgeneridade desde a antiguidade, apresenta quinze pessoas ex-transgêneros. Segundo Foster, o traço comum entre elas é o de que “quase todas, senão todas, foram vítimas de abuso sexual na infância”. “A mensagem do filme é a de que as pessoas são muito fragilizadas e precisam de muita ajuda”, disse o produtor ao site norte-americano ChurchMilitant. Ele acredita no impacto que a produção possa ter na vida de pessoas transgêneros que estão à procura de forças para deixar para trás esse estilo de vida.

No filme, Foster aborda ainda a alta taxa de suicídio entre pessoas com “disforia de gênero”, que chega a 40%. Ele explica que a tendência ao suicídio cai logo após a cirurgia, mas aumenta a partir do momento em que a pessoa começa a se arrepender. “A cirurgia não conserta nada”, diz ele. “Só torna tudo mais complicado e custa um dinheirão. Então a pessoa entra em depressão depois de uma euforia inicial por ter atingido seu objetivo.”

Foster já produziu “Such Were Some of You” (2014), que relatou a história de 29 pessoas que se declaram ex-homossexuais, e “How Do You Like Me Now?” (2016), dirigido a parentes e amigos de pessoas homossexuais.

Confira abaixo o trailer de “TranZformed”, que estará disponível para compra em DVD no seu site oficial:

(Sempre Família)

O testemunho de um jovem cristão viciado em pornografia

vicioBoa tarde, pastor Michelson. Não sei se você vai chegar a ler este meu e-mail, mas gostaria de contar um pouco da minha experiência com música e séries. Para começar, me chamo ……………, tenho 24 anos e sou adventista do sétimo dia desde os três anos de idade. Minha família é toda adventista, exceto minha irmã que se afastou. Desde pequeno sempre gostei muito de ver televisão, pois antigamente o acesso à internet no Brasil era coisa bastante rara. Via filmes e desenhos de todos os tipos. Daí, quando cheguei à fase da adolescência, as coisas pioraram. Como eu havia adquirido o hábito de ver muita TV na infância, na adolescência isso passou a ser uma coisa normal. Mas nem tudo era ruim nessa fase, pois gostava muito de ler; porém, lia livros que são contra os princípios de Deus. E as músicas eram sempre pop rock, rock não tão pesado, etc. As músicas da igreja não faziam sentido para mim, mesmo estando na igreja nos fins de semana.

Por essa época, tive acesso a DVDs e sites pornográficos. No primeiro momento, queria repudiar aquilo que estava vendo, mas como fui “domesticado” com filmes, desenhos e novelas, achava que um site pornográfico não faria tão mal assim à minha vida cristã. Só que, com o passar do tempo, isso foi se intensificando e virou um hábito muito forte, a ponto de eu praticar a masturbação. Daí, “a essa altura do campeonato”, já tinha mais dois vícios: pornografia e masturbação. Ao mesmo tempo continuava vendo filmes (sem conteúdo pornográfico, porém, em sua essência, tinham), ouvia todo tipo de música, e achava que esses dois passatempos não estavam me influenciando em nada.

Com o passar dos anos isso se tornou um vício enorme em todos os sentidos. Quando estava com 19 anos, queria largar todos esses vícios, mas era muito mais forte do que eu, principalmente a pornografia e a masturbação, pois eu via sexo em tudo. Sempre pensava em sexo, seja na igreja ou em qualquer outro ambiente. Tentei me apegar a Cristo, fazia muitas orações, bloqueava os sites pornográficos, mas sempre era vencido por esses meus vícios. Meu computador ficava no meu quarto. Tinha acesso à internet por mais de 12 horas, vendo séries e sites pornográficos todos os dias sem parar. Eu achava que era impossível vencer isso. Parecia que Deus não estava nem aí para minhas orações.

Como eu lia muito, comecei a comprar livros e DVDs do Harry Potter, comecei a fazer coleções de livros de ficção de várias histórias (vampirismo, lobisomem e espiritismo), coleções de CDs de bandas que admirava. Isso era a minha vida. Era mais forte do que eu, mesmo pedindo forças a Deus para abandonar.

Cheguei ao ponto de ter princípio de depressão. Ficava trancado no meu quarto sem comer nem beber. Perdi quase 8 kg devido ao começo de depressão e a esses vícios horríveis. Pensei várias vezes em tirar a vida, pois estava muito sufocado com essas coisas. Parecia que Deus havia me abandonado. Chorava muito. E para aumentar minha tristeza ainda ouvia músicas melancólicas. Parei de ir à igreja nesse período. Sempre ficava irritado com qualquer coisa que meus familiares perguntavam. Tinha semanas que eu só os via três vezes por semana, mesmo estando dentro da mesma casa.

Depois de alguns meses, não sei o que deu em mim, mas tive vontade de sair do quarto, me alimentar corretamente, sair de casa um pouco e ir à casa de uns amigos. Quero acreditar que foi o Espírito de Deus que me deu forças para isso (escrevo esta linha em lágrimas, pois fico impressionando com o poder de Deus na vida do ser humano). No mesmo dia que tomei essa atitude, quando cheguei da casa dos meus amigos – fazia meses que eu não os via –, entrei em meu quarto e rasguei todos os livros diabólicos que tinha, como também destruí todos os DVDs de mesmo conteúdo e os pornográficos. Joguei fora mais de mil reais desses conteúdos. Não estava me reconhecendo ao fazer isso. Depois me pus a chorar, pois sabia que ia ser difícil vencer os vícios, mesmo jogando tudo fora. Isso porque minha mente estava muito contaminada com pornografia, músicas inadequadas, etc. Mas estava disposto a vencer! Depois de alguns meses, entrei no curso preparatório para o vestibular, e depois de três anos tentando o vestibular, passei para o curso que tanto queria: Odontologia.

Quando entrei na faculdade, comecei a andar com pessoas que não eram cristãs, e aos poucos fui voltando a ser o que era antes. Minha mente ainda continuava afetada pelos hábitos que eu tinha, e isso aumentou com o convívio com pessoas que não compartilhavam dos mesmos princípios que os meus. Eu não estava percebendo como isso me conduzia aos poucos a fazer praticamente as mesmas coisas que fazia antes.

Comecei a ouvir músicas dos anos 80, voltei a navegar em sites pornográficos, praticava com mais intensidade a masturbação, voltei a assistir a muitas séries, minhas notas na faculdade estavam caindo, comecei a faltar às aulas e chorava muito no meu quarto, querendo um sentido para a vida. Até que decidi procurar ajuda. Na própria faculdade em que estudo me dirigi ao bloco do curso de psicologia em busca de socorro. Chegando lá fiz a triagem para o atendimento e me derramei em lágrimas para a psicóloga que estava ali. Queria uma solução para a minha vida, não estava mais enxergando Deus, não fazia mais sentido continuar vivendo.

Depois desse dia continuei a terapia. Foram várias sessões que me ajudaram muito. Os primeiros dias foram difíceis, mas continuei o tratamento. Cheguei a fazer cinco provas finais em um só período devido às consequências de faltar às aulas e tirar notas baixas. Mas pedi forças a Deus, para que Ele me ajudasse a recuperar as notas e passasse nas provas finais. E Ele atendeu minha oração. Passei nas provas finais. Ao final daquele período fui convidado para participar da Missão Calebe em outra cidade. Aceitei o convite e fui. Iria passar um mês fora de casa. Iria fazer algo de útil para o meu Deus – como também iria ficar longe das coisas que estavam me fazendo mal.

Nessa Missão Calebe tive acesso a uma série de palestras que um amigo me recomendou assistir, de um palestrante adventista dos Estados Unidos, intituladas “O dilema da distração”. São dez episódios. Assisti tudo em dois dias e vi com riqueza de detalhes o poder da música na mente do ser humano e como isso está ligado à pornografia e à nossa adoração a Deus. Essas palestras me abriram os olhos, e quando cheguei em casa depois de um mês queria fazer diferente. Ser diferente. Não queria voltar a fazer as mesmas coisas.

Logo comecei a excluir as séries que ainda tinha no meu PC, mesmo aquelas “inofensivas”. Excluí as músicas mundanas que ainda tinha no celular, migrei o PC do meu quarto para a sala, decidi fazer jejum por três meses das redes sociais (excluí definitivamente o Facebook, Instagram e WhatsApp); nesses três meses de jejum lia um capítulo por dia do livro O Desejado de todas as Nações (87 capítulos) e meditava na vida de Cristo. Além disso, comecei a estudar alguns assuntos da Bíblia que antes considerava chatos, por exemplo: o santuário, a Trindade, etc. São temas muito importantes que todos, jovens e adultos, precisam conhecer, pois o inimigo de Deus tem desviado pessoas de nosso povo usando e distorcendo esses assuntos.

Passei a orar mais. Meus amigos não entendiam essas minhas atitudes, mas como estava viciado nas redes sociais, precisei dar um tempo. Só tinha acesso ao e-mail por conta da faculdade e das programações da igreja. Foi um período enriquecedor para mim e ainda continua sendo. Minha vida melhorou muito. Estou dando estudos bíblicos para o meu cunhado e para a irmã que estava afastada da igreja. Meu gosto musical não mais é o mesmo, pois comecei a gostar dos Arautos do Rei (principalmente as músicas antigas deles), retirei das minhas preferências toda música muito ritmada, que, infelizmente, tem também em nossa igreja. Logo, basta ser seletivos em tudo o que ouvimos.

Adotei a reforma de saúde para a qual antes não dava muita importância. Era de um tempo assim que eu estava precisando. Depois que acabaram os três meses de jejum não voltei para as minhas redes sociais, pois sabia das minhas limitações. Hoje estou só acessível ou por ligações no celular ou por e-mail. Alguns podem achar que é         extremismo da minha parte, mas, para mim, não, pois conheço minhas limitações. O diabo não precisa de uma porta escancarada, ele só quer uma pequena brecha. E para não abrir essa brecha prefiro não arriscar.

Minhas notas na faculdade voltaram a subir. Nunca precisei trancar a faculdade desde que comecei a cursá-la, e nunca reprovei em uma disciplina, pois até aqui o Senhor tem me ajudado. Faltam dois de cinco anos para eu concluir o curso, e pretendo usar minha profissão a serviço do Mestre com projetos, por exemplo, de um ano em missão, ações sociais, etc. Tenho tempo para sair com meus amigos da igreja, tempo para ir à igreja, tempo para estudar, tempo para orar, etc. E o fato de gostar de ler muito me ajudou bastante a ler muitos livros do espírito de profecia e outros da CPB. Desde que começou o ano de 2017 já li quase 20 livros. E quanto mais aprendo de Jesus, mais vejo o quanto sou imperfeito e preciso de Sua graça.

Ainda está sendo uma luta para mim, pois estou nesse mundo, mas as práticas de antes não mais chegam até mim, pois vigio e oro, e procuro sempre olhar para a cruz de Cristo, e essa luta só irá acabar quando Ele voltar.

Deixo aqui o meu versículo preferido da Bíblia que me ajudou e ainda tem me ajudado, e espero que ajude a muitos jovens e adultos que passam pelo mesmo problema que o meu ou por algo semelhante: “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Filipenses 1:6).

(Nome preservado a pedido do autor.)

Maternidade e casamento combinam?

casalNamorar, casar e ter filhos. Essa parece uma trajetória conhecida por muitos casais. Entretanto, a chegada de um filho pode ser um dos maiores desafios de um casal, pois gera mudanças significativas na vida a dois e nem todos se sentem preparados para vivenciar essas transformações. Prova disso é o resultado de um estudo do Relationship Research Institute, com sede em Seattle, nos Estados Unidos. Segundo a pesquisa, aproximadamente dois terços dos casais relatam queda na qualidade da relação depois de três anos do nascimento do bebê. Após cinco anos, 25% dos casamentos terminam em divórcio. Segundo Marina Simas de Lima, terapeuta de casais e cofundadora do Instituto do Casal, os problemas surgem devido às idealizações e expectativas em relação ao casamento e ao bebê “perfeito” somado à falta de preparação emocional para essa nova fase do ciclo vital. “Em geral, o casal costuma fazer muitos planos para o nascimento da criança, pensam em todos os detalhes, como decoração do quarto, enxoval, tipo de parto, amamentação. Entretanto, se esquecem de pensar em como esse filho irá impactar na relação a dois e se há estrutura emocional para lidar com as mudanças”, diz Marina.

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Campanhas de moda apelam para sexo explícito

26.06.2012 - Desfile Pbc.[…] As imagens poderiam ilustrar qualquer site pornográfico, mas estão acessíveis, sem classificação indicativa, na última campanha da grife americana Eckhaus Latta e na passada da estilista Vivienne Westwood, respectivamente. Se os primeiros anos deste século foram marcados pela erotização da imagem feminina, como as campanhas da Dolce & Gabbana, da Sisley e da Calvin Klein, que ora pareciam estupros coletivos, ora mostravam a mulher servindo aos desejos ocultos do espectador, a segunda década do milênio confirma o ato sexual e o corpo nu como ferramentas de persuasão para vender roupas e ideias. O slogan “sexo vende” nunca saiu de moda, mas, segundo especialistas, evoluiu para uma roupagem despudorada e crua – uma “nova era erótica” que é fruto da banalização do sexo e do movimento de aproximação entre a imagem publicitária e a vida real, sem filtros ou Photoshop. “As pessoas passaram a não comprar mais produtos, mas sim experiências. Como o mercado está saturado de filtros, retoques e comunicação perfeitinha, algumas marcas perceberam que é preciso falar de emoções primais, como o sexo. É uma volta da espontaneidade, que descabela a comunicação de moda”, diz a diretora do birô de tendências PeclersParis, Iza Dezon.

Segundo a especialista, a corrente faz parte de um momento histórico de desestabilização de tabus, “aqueles de que todo mundo falava, mas não mostrava”, que os jovens querem banir. Bom exemplo é a própria Calvin Klein. Até pouco tempo atrás, a marca usava corpos perfeitos para vender sua linha de cuecas e lingerie. Agora, entre as últimas peças publicitárias da marca há uma em que modelos magros, seminus e sem músculo aparentes se abraçam em uma galeria de arte. Em outra peça, os atores Alex R. Hibbert, Ashton Sanders, Mahershala Ali e Trevante Rhodes, de “Moonlight”, mostram o corpo em raro manifesto publicitário pró-diversidade. O longa, vencedor do Oscar de melhor filme deste ano, trata de homossexualidade e racismo.

A estética documental, quase amadora, define as novas campanhas que lançam mão do sexo como expressão. Nesse contexto, sites pornográficos e aplicativos de encontros viraram pontes entre marcas e público-alvo. No ano passado, a Diesel passou a veicular suas propagandas lascivas [em um site pornô]. De acordo com o dono da marca, o italiano Renzo Rosso, as vendas tiveram incremento de 31% após o início da ação.

O estilista JW Anderson, uma das revelações da moda mundial, também surfou na onda. Seu desfile de verão 2016 na semana de moda de Londres foi transmitido ao vivo [por um] aplicativo de encontros […] direcionado ao público gay. […]

(Folha de S. Paulo)

Nota: Os filmes, as séries, as músicas, a indústria da moda, tudo isso e muito mais contribuem para banalizar cada vez mais o sexo que foi criado por Deus para ser desfrutado em um contexto de santidade e de prazer e sensualismo puro. O inimigo de Deus sabe do poder que a sexualidade exerce sobre os seres humanos. Ele sabe o quanto o sexo pode unir um casal, quando praticado no contexto, no momento e com a pessoa certos. E sabe também que, por outro lado, o sexo pode destruir vidas, nos aspectos físico, emocional e espiritual. Fogem do controle o número de adolescentes grávidas, de pessoas contaminadas com DSTs e de depressivos por causa de uma vida libertina e focada no prazer pelo prazer. Campanhas publicitárias capitalistas e irresponsáveis como as descritas acima deveriam ser rejeitadas pela população. Mas, infelizmente, o que se vê é uma triste retroalimentação em que os publicitários dão às pessoas o que elas querem e elas, por sua vez, mostram a eles o que eles devem lhes apresentar. É o mundo cavando o fundo do poço moral e aumentando sua dívida com Sodoma e Gomorra. E danem-se os direitos daqueles que não querem se expor nem expor seus filhos à pornografia que sai dos sites obscuros para os outdoors, as revistas e os programas de TV. [MB]