Jesus: nosso divino exemplo inigualável

Jesús y el PanUm comentário da Lição da Escola Sabatina desta semana, se mal compreendido, pode gerar conclusões equivocadas. Ele diz o seguinte: “Cristo veio a este mundo para nos mostrar o que Deus pode fazer e o que nós podemos fazer em cooperação com Deus [1]. Em carne humana, Ele foi ao deserto para ser tentado pelo inimigo. Ele sabe o que é ter fome e sede. Conhece as fraquezas e enfermidades da carne [2]. Foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança [3]. Nosso resgate foi pago por nosso Salvador. Ninguém precisa ser escravizado por Satanás. Cristo Se encontra diante de nós como nosso divino exemplo [4], nosso todo-poderoso ajudador [5].”

Vou comentar brevemente os pontos que numerei no texto:

[1] Podemos vencer em cooperação com Deus. Isso é ponto pacífico. Ainda que mantenhamos a natureza pecaminosa até a glorificação por ocasião da volta de Jesus, a promessa é de que podemos ser “crucificados com Cristo” e guiados por Ele. Isso não faz de nós seres impecáveis e isentos da possibilidade de pecar. Isso faz de nós pessoas santas, enquanto andamos de mãos dadas com Jesus, aquele que nos santifica.

[2] Jesus conhece as fraquezas e enfermidades da carne: sentiu, fome, cansaço, frio… Foi afetado pelo pecado, mas não infectado por ele. Ele foi o único ser humano que nasceu sem pecado e foi perfeito/puro desde o nascimento. Se Jesus morresse como bebezinho, não precisaria de um redentor. Outro ser humano, se morresse como bebezinho, mesmo sem ter cometido um ato pecaminoso, precisaria de um redentor? Claro que sim, e isso deixa clara nossa diferença essencial em relação ao Salvador. Ele veio com a natureza humana afetada por quatro milênios de decadência, mas moralmente como Adão antes do pecado. Ele veio para vencer onde Adão caiu. Quando se diz que Jesus veio com a natureza humana o sentido é de que não veio com a natureza dos anjos nem de seres não caídos, veio com a natureza dos seres humanos deste planeta.

[3] Foi tentado à nossa semelhança, não exatamente como nós. Afinal, algum ser humano poderia ser tentado a transformar pedras em pães ou a descer da cruz tendo o poder de fazê-lo? Jamais compreenderemos o nível de tentação a que Jesus foi submetido. Seremos tentados à semelhança dEle, mas não de maneira igual.

[4] Ele é nosso divino exemplo. Ele é DIVINO, nós não. Ele não tinha tendência para o pecado (o inimigo nada tinha nEle), nós temos. Podemos e devemos imitar esse Exemplo, mas nunca igualá-Lo, conforme explica Ellen White.

[5] Graças a Deus temos um todo-poderoso ajudador que nos auxilia na luta contra o pecado e nos ajuda a subjugar a natureza pecaminosa que Ele, como Adão antes do pecado, não tinha. Em Jesus somos mais que vencedores! [MB]

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Presidente mundial da IASD fala sobre a teologia da última geração

tedO que você acha da “teologia da última geração”? 

Depende de como você define essa expressão. Eu certamente acredito e quero ter a esperança de que estamos vivendo na última geração antes da breve vinda de Cristo (Mateus 24; Marcos 13; Apocalipse 3:11; Apocalipse 13; Apocalipse 22:7, 12, 20). Quanto mais nos aproximamos de Cristo, mais vemos necessidade dEle – e mais entendemos nossa necessidade da justiça de Cristo, Sua graça, Seu amor e Seu poder para viver a vida cristã. Não creio que precisemos de outra grande discussão sobre a perfeição, como a ocorrida há poucas décadas. O Espírito da Profecia é muito claro ao afirmar que ninguém deve reivindicar a perfeição.

“Ninguém que alegue santidade é de fato santo”, escreveu Ellen White. “Os que se acham registrados como santos nos livros do Céu não estão apercebidos do fato, e são os últimos a gabar-se de sua bondade. Nenhum dos profetas e apóstolos alguma vez professou santidade, nem mesmo Daniel, Paulo ou João. Os justos nunca fazem semelhante alegação. Quanto mais de perto se assemelham a Cristo, tanto mais lamentam sua dessemelhança dEle, pois têm consciência sensível, e consideram o pecado mais como Deus o considera” (Reavivamento e Seus Resultados, p. 36).

Cristo tem o poder de trabalhar em nossa vida para que vivamos a vida cristã (João 1:12). Ele pede que nos humilhemos e nos coloquemos diariamente em Suas mãos, para que Ele possa desenvolver Seu poder salvador em nossa vida (Filipenses 2:12, 13). Isso só é possível ao nos tornarmos um com Ele – ao submetermos nossa vida diariamente à Sua liderança e ao Seu poder (Tiago 4:7-10). Devemos tudo a Ele e ao Seu amor por nós e à vida eterna que Ele promete (Efésios 1:3-17; Atos 17:26-28).

Ele quer que sejamos um povo preparado para os últimos dias da história deste mundo, na defesa da verdade, e seremos convocados a apresentar a Palavra pura aos vizinhos, amigos e até mesmo aos governantes (Mateus 6:25-34; Mateus 10:16-20; Marcos 13:3-13; Lucas 12:8-12). Ao permitir que Cristo controle nossa vida, nos tornamos cada vez mais como Ele. Refletiremos Seu caráter porque Ele está trabalhando em nós e através de nós, conforme aceitamos Suas vestes de justiça a cada dia e permitimos que o Espírito Santo nos santifique todos os dias (Mateus 11:25-30; Mateus 22:2-14; Apocalipse 3:14-22).

Confiando completamente em Cristo e em Sua justiça, precisamos crer que Ele nos dará vitória sobre o pecado através do Seu poder e não por nosso próprio poder (Filipenses 4:13; Romanos 12:1, 2). De outra forma, o cristianismo não tem poder. Filipenses 2:5 nos diz: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.”

No livro O Desejado de Todas as Nações, lemos: “A justiça ensinada por Cristo é conformidade de coração e de vida com a revelada vontade de Deus. Os pecadores só se podem tornar justos à medida que têm fé em Deus e mantêm vital ligação com Ele. Então a verdadeira piedade lhes elevará os pensamentos e enobrecerá a vida. Então, as formas externas da religião se harmonizam com a interior pureza cristã” (p. 212).

À medida que nos consagrarmos a Cristo e permitirmos que Ele trabalhe em nós para nos aproximarmos dEle e de Sua Palavra, poderemos então perceber aquela linda citação de Parábolas de Jesus: “Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus” (p. 29).

O caráter de Cristo só poderá ser reproduzido perfeitamente em nossa vida quando confiarmos completamente apenas em Cristo. Não há poder em nós mesmos para conseguir isso. Devemos permitir diariamente que o Espírito Santo nos transforme cada vez mais à semelhança de Cristo. Esse é o trabalho de toda uma vida. Devemos pedir o caráter de Cristo em nossa vida enquanto aprendemos a obediência prática à Sua Palavra através do Seu poder.

Esta é uma questão de se humilhar diante dAquele que pode mudar nossa vida, nossos pensamentos, motivos e influências, para evidenciar o que Ele pode fazer em uma vida reavivada, reformada, transformada e restaurada – tudo isso através de nossa humilde submissão a Ele e de Seu poder para nos renovar (2 Coríntios 5:17; 1 Pedro 5:6-11).

Não devemos agir na direção daquilo que pode ser chamado de “perfeccionismo”, preocupados com uma lista legalista de itens ou nos exaltando por nosso próprio poder. Que ninguém na Igreja Adventista do Sétimo dia se considere melhor do que qualquer outra pessoa ou venha a acusar os outros de não serem santos ou perfeitos. Todos somos pecadores ao pé da cruz, precisando de um Salvador que nos ofereça a Sua justiça em justificação e santificação.

Devemos ser unidos em Cristo em palavras e ações. “O segredo da unidade encontra-se na igualdade entre os crentes em Cristo. A razão de todas as divisões, discórdias e diferenças encontra-se na separação de Cristo. Cristo é o centro para o qual todos devem ser atraídos; pois quanto mais nos aproximamos do centro, tanto mais nos aproximaremos uns dos outros em sentimento, em simpatia, em amor, crescendo no caráter e imagem de Jesus” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 259).

Acredito que não temos muito tempo. Sei que nossos pais e talvez nossos avós pensaram que estivéssemos perto da vinda do Senhor, mas eu realmente acredito que estamos chegando ao fim do tempo, especialmente por ver o que tem ocorrido atualmente ao redor do mundo.

Basta ver o que aconteceu no fim de setembro de 2015, em Washington, no edifício do Capitólio, nas Nações Unidas, em Nova York, e na cidade de Filadélfia – e a forma como a imprensa e todos ficaram tão fascinados e positivos com os eventos em torno de um líder religioso. Se isso não é um cumprimento de Apocalipse 13, não sei o que é. O Senhor nos deu muitas informações para sabermos que estamos vivendo no fim dos tempos.

Que privilégio é viver nestes últimos dias da história da Terra; viver para Jesus e permitir que Ele demonstre em cada um de nós o poder oferecido para ter uma vida vitoriosa nEle – demonstrando ao mundo que Ele é todo-poderoso e que é amor.

Através da Sua graça, Seu amor e intervenção celestial pelo Espírito Santo, podemos ter poder divino e Seu caráter, conforme somos transformados mais e mais à Sua semelhança. Cristo veio a este mundo. Ele viveu uma vida sem pecado, morreu por nós, ressuscitou por nós, intercede agora por nós no santíssimo do santuário celestial como nosso Sumo Sacerdote, e logo retornará em Sua segunda vinda como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Lucas 2; João 20; Atos 1:9-11; Hebreus 4:14-16; Apocalipse 22:12-14).

Em Reavivamento Verdadeiro, lemos: “Não há desculpa para o pecado ou para a indolência. Jesus vai à frente e quer que sigamos os Seus passos. Ele sofreu, Ele Se sacrificou como nenhum de nós pode fazê-lo, para que pudesse colocar a salvação ao nosso alcance. Não precisamos ficar desalentados. Jesus veio ao nosso mundo trazer poder divino à humanidade, para que por meio de Sua graça possamos ser transformados à Sua semelhança” (p. 36).

Exaltemos Cristo e Sua justiça e permitamos que Ele demonstre ao mundo Seu poder para mudar nossa vida e a vida daqueles que se submetem completamente a Ele.

Para mais informações sobre este assunto muito importante, encorajo você a ler um conselho maravilhoso no Espírito de Profecia, especificamente em Caminho a Cristo, capítulos 7 e 8.

(Perspectives; tradução de Levi de Paula Tavares)

O inferno não existe: se o papa não disse isso, devia ter dito

papaO papa Francisco afirmou nesta quinta-feira, a três dias da Páscoa, que “o inferno não existe”, segundo relato feito pelo jornal italiano La Repubblica. Em conversa com o jornalista Eugenio Scalfari, de 93 anos, fundador da publicação, o sumo pontífice teria dito que as almas dos pecadores simplesmente desapareciam após a morte. O Vaticano pediu para que as palavras sejam desconsideradas. Scalfari não estava realizando uma entrevista com o papa quando obteve as aspas que, segundo afirmou, reproduziu de sua memória, pois não as havia gravado ou escrito. “O inferno não existe, o desaparecimento das almas dos pecadores existe”, escreveu o jornalista e filósofo em artigo disponível somente para assinantes. O papa e o jornalista costumam se encontrar com alguma frequência, tendo esse sido o quinto encontro, segundo o jornal The Times, que repercutiu o artigo. “Eles não são punidos, aqueles que se arrependem obtêm o perdão de Deus e vão entre as fileiras das almas que o contemplam”, afirmou o padre em aspas reproduzidas pelo jornal britânico. “Mas aqueles que não se arrependem e, portanto, não podem ser perdoados, desaparecem.”

O Vaticano, em nota, afirmou que o encontro foi de caráter privado por ocasião da Páscoa e que as palavras são reconstrução do jornalista. “O Santo Padre Francisco recebeu recentemente o fundador do jornal La Repubblica em uma reunião privada por ocasião da Páscoa, sem lhe dar nenhuma entrevista”, diz nota.

E acrescenta: “O que é relatado pelo autor no artigo de hoje é o resultado de sua reconstrução, em que as palavras textuais pronunciadas pelo papa não são citadas. Nenhuma aspa do artigo mencionado deve ser considerada, portanto, como uma transcrição fiel das palavras do Santo Padre.”

De acordo com o ensinamento tradicional da Igreja Católica, aqueles que morrem em estado de pecado mortal enfrentam o castigo eterno pelo “fogo inextinguível” no inferno. […]

(Veja)

Nota: Seria de fato muito estranho ver um papa defendendo a visão aniquilacionista bíblica, uma vez que há séculos a Igreja Católica vem pregando a existência de um inferno eterno imediato após a morte. Esse mito, além de antibíblico, atenta contra o caráter de Deus, pois seria impensável imaginar que o Criador operasse um milagre macabro para manter em vida por toda a eternidade entre as supostas chamas infernais pessoas que pecaram por algumas décadas aqui na Terra. Nem o juiz humano mais severo aplicaria uma pena dessas a um criminoso condenado. A Bíblia deixa claro o destino dos ímpios não arrependidos: sofrerão a pena da segunda morte e a destruição nas chamas do lago de fogo, que não será eterno em duração de tempo, mas em suas consequências, pois aquele que queimar ali nunca mais voltará à vida. Desaparecerá da existência. Acabará em cinzas, como diz o profeta Malaquias. A Bíblia diz que o mal não se levantará segunda vez e que na nova Terra não haverá dor, nem pranto, nem clamor. Como poderia haver ali pessoas más vivas e sentindo dor? De fato, se o papa não disse o que Scalfari disse que disse, deveria ter dito… [MB]

Leia também: “Mito abrasador”, “A punição eterna no inferno não existe” e “O ‘fogo eterno’ queima, mas não eternamente”

 

Teologia da prosperidade contraria princípio bíblico sobre finanças

plantaDízimos e ofertas. Embora muitos defendam que esse assunto é restrito ao Antigo Testamento, tendo sido uma ordenação divina ao povo judeu, é possível confirmar a validade dos seus princípios e a sua prática no Novo Testamento em diversas falas do apóstolo Paulo e do próprio Jesus (Mateus 23:23, Lucas 18:12, 1 Coríntios 9:13, 14, etc.). Logo, o princípio dos dízimos e das ofertas não foi, em nenhum momento da história, abolido, dispensado ou alterado por Deus, sendo importante, ainda nos dias de hoje, seu estudo e prática. Ainda assim, o tema segue complexo para uns, polêmico para outros, mas a Bíblia é clara e contundente em relação a ele. A Agência Adventista Sul-americana de Notícias (ASN) conversou sobre finanças com o pastor Marcos Bomfim, líder mundial para os adventistas na área de Mordomia (que trabalha o conceito de fidelidade a Deus em todos os aspectos da vida). Na entrevista, ele explicou, à luz da Bíblia, conceitos que podem responder a muitos questionamentos em torno do tema.

[Clique aqui para ler e assistir.]

Os perigos da crença na imortalidade da alma

imortalidade

Alguns cristãos não conseguem perceber as implicações bíblicas de acreditar na imortalidade da alma. Eis algumas delas:

1. Espíritos enganadores personificam os mortos trazendo mensagens que supostamente vem do céu mas que contrariam a Palavra de Deus;

2. O caráter de Deus é mal representado pela crença de que as almas dos ímpios queimará por toda a eternidade, enquanto os santos gozarão da vida eterna.

A Bíblia revela que haverá condenação para os ímpios. Entretanto, cada um receberá de acordo com as suas obras. O lago de fogo consumirá definitivamente pecados e pecadores;

3. O sacrifício de Jesus Cristo como o único doador da imortalidade é minimizado, uma vez que a imortalidade é inerente aos seres humanos;

4. A bendita esperança da ressurreição dos mortos perde a sua validade. Se ao morrer os seres humanos já são imediatamente recompensados com o céu, qual a razão da ressurreição?

5. A principal doutrina bíblica, a segunda vinda de Jesus, perde sua razão de existir, uma vez que ao morrer os salvos já estão com Ele no Reino dos céus.

Quando uma ideia se torna heresia

bibliaA pessoa descobre uma suposta “nova verdade”, uma suposta “nova luz”. Passa a dedicar tempo para estudar o assunto a tal ponto que se vê absorvida por ele. Só pensa nisso. Só fala disso. Ela então resolve apresentar o resultado de suas pesquisas para outras pessoas. Algumas delas, mais experientes, apontam erros e inconsistências. Mas o portador da “nova luz” não se importa com isso. Desconsidera a opinião dos outros, inclusive a dos líderes. Fica claro que as ideias que ela vem apresentando ou parte delas estão em desacordo com as doutrinas bíblicas da igreja, mas essa pessoa segue pregando assim mesmo. Com o tempo, criam-se facções. Um grupo se forma em torno da tal “nova luz” e passa a acusar os líderes da igreja e olhar com suspeita aqueles que antes eram considerados irmãos. O grupo se afasta da igreja e começa a pregar para as ovelhas menos experientes e mais frágeis do rebanho e para os biblicamente despreparados. Tornam-se verdadeiros pescadores de aquário. Pronto. Está criada uma nova dissidência. Está criada uma nova heresia. E a estratégia do inimigo vai dando certo, ou seja: dividir para conquistar. A única vantagem nisso tudo é que essas falácias motivam o povo de Deus a pesquisar mais a Bíblia em busca da verdade.

Em tempos de internet, muitas heresias antigas voltam à tona e várias delas convivem simultaneamente, dando grande trabalho para os apologetas e defensores da fé. Assim, infelizmente, o tempo e as energias que poderiam estar sendo dedicados à pregação do evangelho acabam sendo desperdiçados para “apagar fogueiras” de dissidência e para vacinar os incautos e inexperientes contra ideias equivocadas. Recomendo a leitura do artigo “A igreja e seus críticos”, do Dr. Alberto Timm, publicado na Revista Adventista de abril de 2005. Você pode encontrá-lo no site www.revistaadventista.com.br, na seção “Acervo”. Nele o Dr. Timm descreve o perfil dos críticos e originadores de dissidências e heresias.

Uma dessas heresias ensina que Jesus não é Deus, que os Espírito Santo não é uma pessoa e que a Trindade não é um conceito bíblico. Os que defendem essa ideia acabam rebaixando Jesus de Sua posição de Criador e Salvador todo-poderoso, um esforço iniciado no Céu por Lúcifer, quando de sua rebelião. Os antitrinitarianos também ignoram a personalidade e a divindade do Espírito Santo, dando assim as costas Àquele que poderia levá-los a toda a verdade, como disse Jesus em João 16:13. Se essas pessoas apenas se contentassem em guardar para si essas ideias e as estudassem com oração, responsabilidade, humildade e maturidade… mas não. Pregam esse assunto por aí de maneira inconsequente, causando divisão, criando amargura e contrariando a oração de Jesus em João 17. Esse geralmente é o fruto do trabalho dos hereges, e pelos frutos se conhece uma árvore. Deixarei logo abaixo deste texto vários links com materiais sobre a Trindade.

Além da Trindade, há também a heresia do “perfeccionismo”, que não pode nem deve ser confundido com zelo santo e desejo de obedecer à vontade de Deus. Os perfeccionistas colocam o foco na sua própria vida supostamente santa e de obediência, esquecendo da graça e do poder que Deus confere aos que querem viver uma vida realmente santa, embora imperfeita. Passam o dia falando e postando sobre pecado, perfeição de caráter, vestuário, dieta cada vez mais restritiva e coisas afins. Parece que querem sempre descobrir novos mandamentos para tentar obedecer e impor aos outros, criando, na verdade, um fardo insuportável de regras e mais regras que acabam ofuscando Jesus, a graça e a verdade de que ainda prosseguimos para o alvo, e que nunca poderemos bater no peito alegando uma suposta impecabilidade.

Esses perfeccionistas e legalistas chegam ao ponto de condenar a igreja, seus líderes e promover uma obra paralela, mais uma vez dividindo o rebanho e pulverizando os esforços que deveriam ser concentrados. A Igreja Adventista promove o Impacto Esperança, com distribuição de milhões de livros, eles vêm no encalço e promovem o impacto qualquer coisa, afirmando que o livro deles é melhor, que o trabalho deles é o correto. Sou coautor do livro missionário deste ano e não o considero melhor do que qualquer outro livro da igreja, mas de uma coisa eu sei: orei muito para escrevê-lo e procurei colocar nele as principais doutrinas bíblicas adventistas. A Palavra de Deus está ali e fico muito feliz em ver a igreja unida e milhões de irmãos indo às ruas para distribuir essa mensagem. Você acha que Satanás está feliz com isso? Você acha que o dragão ficaria quietinho enquanto as folhas de outono são espalhadas?

O que alguns desses dissidentes desalinhados com a igreja e opositores dela mais fazem é criticar, e chegam ao ponto de se apropriar de nomes históricos de projetos e movimentos da igreja. Autointitulam-se “remanescentes”, “pioneiros”, “históricos”, “missionários voluntários” (o antigo nome que a igreja adventista oficialmente deu ao Departamento de Jovens), e por aí vai. Deus tem uma séria mensagem para essas pessoas, e eu vou mencioná-la mais adiante.

A novidade do momento é uma ideia absurda que nem doutrina é, mas que se espalha entre alguns adventistas e que daqui a pouco não é de se estranhar que também vire heresia, pois já vem causando divisão. Trata-se da tal “teoria” da Terra plana. Já postei vídeos e escrevi textos sobre isso, e deixarei os links aí abaixo. Portanto, não vou argumentar aqui em favor da Terra esférica. Quero é chamar a atenção para o extremo a que chegam alguns pregadores de absurdos.

Certo canal no YouTube que usa o nome “adventista” enviou meu vídeo “Adventistas terraplanistas?” para um rapaz dono de um canal terraplanista que me pareceu evangélico, ou algo assim. Os supostos adventistas pediram que essa pessoa rebatesse minhas afirmações. Como era de se esperar, num vídeo de quase duas horas, o indivíduo usa argumentos furados, faz afirmações sem cabimento, como a de que não sabemos se a Terra é exatamente um disco tipo pizza, pois ninguém ainda fotografou a parte de baixo (!), e me dirige acusações, num típico exemplo ad hominem, que revela a fragilidade dos argumentos, já que o certo é discutir ideias, não atacar pessoas.

Mas esses supostos adventistas acabaram levando um tapa na cara: o terraplanista termina seu vídeo criticando o sábado e as regras dietéticas dos adventistas, desviando totalmente o assunto. É nisso que dá cutucar a onça com vara curta. Nem sempre o inimigo dos meus inimigos é meu amigo. Mas eu não quero mal a nenhum deles. O que faço é orar para que Deus lhes abra os olhos e vejam o tremendo desserviço que estão prestando ao cristianismo e ao criacionismo.

Se essas pessoas que me acusaram perante um não adventista são realmente adventistas, deveriam dar atenção à recomendação de Ellen White. Em duas ocasiões ela disse ter-se encontrado com adventistas que defendiam a teoria da Terra plana, isso lá no século 19. Ela não entrou em debates sobre o formato da Terra, mas tentou mostrar como essa questão era insignificante diante da mensagem bíblica a ser anunciada pelos adventistas: “Quando uma vez certo irmão se chegou a mim com a mensagem de que o mundo é plano, fui instruída a apresentar a comissão que Cristo deu aos discípulos: ‘Ide, ensinai todas as nações, […] e eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos’ (Mateus 28:19, 20). Quanto a assuntos como a teoria de que o mundo é plano, Deus diz a toda alma: ‘Que te importa? Quanto a ti, segue-Me [João 21:22]. Tenho-lhes dado sua comissão. Insistam sobre as grandes verdades probantes para este tempo, não sobre assuntos que não têm relação com nossa obra’” (Obreiros Evangélicos, p. 314).

Mas essas declarações não significam que Ellen White não tivesse uma posição definida sobre o assunto. Em 1900, ela escreveu: “Deus fez o Seu sábado para um mundo esférico; e, quando o sétimo dia chega para nós neste mundo arredondado, controlado pelo Sol, que governa o dia, em todos os países e regiões é o tempo para observar o sábado. […] O sábado foi feito para um mundo esférico, sendo, portanto, requerida obediência das pessoas em perfeita harmonia com o mundo criado pelo Senhor” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 317).

Sabe, ainda que os adventistas antitrinitarianos, perfeccionistas e terraplanistas tivessem razão, coisa que não têm, o conselho de Ellen White é que, quando a liderança da igreja e os irmãos mais experientes não pensam da mesma forma, os defensores da “nova luz” devem ter humildade para aguardar tranquilos que Deus dirija as coisas, e não tomem nas mãos as rédeas de uma suposta reforma. Claro que isso não significa ficar de braços cruzados diante de erros e injustiças, mas ter bom senso e equilíbrio para saber como e quando agir.

É bom lembrar e enfatizar que o púlpito não deve ser usado para pregar ideias que não sejam assunto pacífico para a igreja. Pastores e anciãos não devem permitir que esses aventureiros inconsequentes prejudiquem o rebanho com pasto contaminado. Deus está guiando um povo, não grupos aqui e ali. Aliás, sempre vale a pena recordar as advertências divinas contra quem chama a igreja adventista de Babilônia, contra quem volta as armas em direção à menina dos olhos de Deus, contra quem se esquece de que, embora haja problemas e erros entre o povo do Senhor, Ele vai consertar tudo. Se você é adventista, deve conhecer esses textos. Se não conhece, vá atrás o mais rápido possível!

Gosto de meditar na atitude de Josué e Calebe, quando voltaram da missão de espiar a terra prometida. Diferentemente dos demais espias covardes e críticos, Josué e Calebe tentaram exaltar o poder e a vontade de Deus para Seu povo. Não teve jeito. Os murmuradores venceram e nós conhecemos o resultado disso: o povo hebreu teve que voltar para o deserto e esperar mais alguns anos antes de poder entrar em Canaã. Josué e Calebe poderiam ter dito: “Esse povo rebelde que fique no deserto! Nós vamos para a terra prometida.” Mas não. Eles permaneceram com o povo. Não abandonaram a igreja nem passaram a criticá-la. Moisés partiu as tábuas, mas não abandonou a igreja. Jeremias escreveu as lamentações, mas não abandonou a igreja. Daniel orou pelo seu povo em cativeiro, mas não abandonou a igreja.

Devemos ter o mesmo espírito. Obviamente que reconhecemos que a igreja é defeituosa, afinal, ela é formada por seres humanos defeituosos como você e eu, mas não é por isso que ela deixa de ser a “menina dos olhos” de Deus, a esposa do Cordeiro que atrai a ira satânica. E se Deus a ama, eu também vou amá-la, permanecer nela e fazer tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar meus irmãos de fé a cumprir a missão que Deus confiou a essa igreja “débil e defeituosa”, mas que mora no coração do Pai.

Estude profundamente sua Bíblia, mantenha comunhão com Jesus, prepare-se para enfrentar os ventos de doutrina e permaneça no barco que levará o povo de Deus até o porto seguro.

Michelson Borges

A divindade de Jesus em Eclesiastes 12:7

Afinal, quem é Jesus Cristo?

O pairar do Espírito de Deus

Clique aqui e encontre ótimos recursos sobre o tema da Trindade. Conheça também este blog.

Sobre terraplanismo, clique aqui e vá até o fim do texto para encontrar mais materiais.

E sobre perfeccionismo, clique aqui e aqui.

O dia longo de Josué.

Como entender a palavra “impecaminosidade” no comentário da lição da Escola Sabatina desta semana

liçãoNos Comentários de Ellen White sobre a Lição da Escola Sabatina desta semana (neste trimestre focalizando o livro de Romanos), há a seguinte citação: “Todo aquele que, pela fé, obedece aos mandamentos, alcançará o estado de impecaminosidade no qual Adão viveu antes de sua transgressão” (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 148).

O texto não diz quando será esse estado de “impecaminosidade”. E ainda que dissesse, “impecaminosidade” é diferente de “impecabilidade”. O primeiro se refere a um estado não absoluto de falta de pecado; o segundo se refere à não possibilidade de pecar. Além disso, a passagem deve ser comparada com outras da Bíblia e de Ellen White sobre o tema (veja dois desses textos no fim desta postagem). A ênfase está no tema da santificação. Ellen White enfatizou essa necessidade com uma figura de linguagem, algo como uma hipérbole.

Ocorre que, na verdade, a palavra traduzida por “impecaminosidade” (sinlessness) pode ser traduzida também como “inocência”. De fato, na edição de 1968 da Meditação estava assim. O dicionário Webster, do tempo de Ellen White, define o termo como “liberdade do pecado e da culpa”. Isso tem que ver com o aspecto prático do pecado, ou seja, o pecado como atos, e não como natureza. Não é tão difícil entender a declaração de Ellen White: quem obedece aos mandamentos não os está transgredindo, portanto não está vivendo em pecado. Isso não significa, porém, que o indivíduo deixou de ser pecador, de ter a natureza pecaminosa, a qual virá à tona se ele não vigiar e será eliminada por ocasião da glorificação na volta de Jesus. Seria menos problemático se a palavra tivesse sido traduzida como “inocência”. A palavra inocência remete a pureza e até ingenuidade, como de uma criança. Uma criança é inocente, porém não deixa de ser pecadora por natureza.

Agora analisemos detalhadamente o texto no original em inglês:

Título: “Freedom Through Christ” [Seja qual for a mensagem e o que vai acontecer na vida do cristão, isso será realizado por Cristo e em Cristo. Isso já indica que, sem a ligação com Cristo, continuamos sob o controle da natureza pecaminosa. Possivelmente ênfase da autora seja o controle sobre a natureza pecaminosa enquanto o cristão permanece justificado. Outro ponto: aparentemente o contexto não tem a ver com condição do pecador após o fechamento da porta da graça.]

“Stand fast therefore in the liberty wherewith Christ hath made us free, and be not entangled again with the yoke of bondage (Galatians 5:1)” (HP 146.1). [Ênfase em permanecer na Liberdade em Cristo.]

“In the beginning God placed man under law as an indispensable condition of his very existence. He was a subject of the divine government, and there can be no government without law…” (HP 146.2). [Ênfase no fato de que o governo divino tem uma lei; essa lei é condição para a existência; portanto, Cristo nos liberta para a vida, ou seja, para viver de acordo com a lei da liberdade; mas só podemos ser aprovados pela lei em Cristo, pois o nosso passado e a nossa natureza nos colocam em desarmonia com a lei.]

“God is omnipotent, omniscient, immutable. He always pursues a straightforward course. His law is truth – immutable, eternal truth. His precepts are consistent with His attributes. But Satan makes them appear in a false light. By perverting them, he seeks to give human beings an unfavorable impression of the Lawgiver. Throughout his rebellion he has sought to represent God as an unjust, tyrannical being…” (HP 146.3).

“As a result of Adam’s disobedience every human being is a transgressor of the law, sold under sin. Unless he repents and is converted, he is under bondage to the law, serving Satan, falling into the deceptions of the enemy, and bearing witness against the precepts of Jehovah. But by perfect obedience to the requirements of the law, man is justified.” [Talvez a mensagem aqui seja que a justificação em Cristo se torna evidente pela atitude de obediência à lei; outra possibilidade seria incluir a obediência de Cristo, creditada a nós, o que nos torna justos; talvez esses dois aspectos estejam implícitos aqui.] “Only through faith in Christ is such obedience possible.” [Obediência só é possível em Cristo, por meio do perdão e por meio da justiça comunicada.] “Men may comprehend the spirituality of the law, they may realize its power as a detector of sin, but they are helpless to withstand Satan’s power and deceptions, unless they accept the atonement provided for them in the remedial sacrifice of Christ, who is our Atonement – our At-one-ment – with God” (HP 146.4). [Ênfase na expiação provida em Cristo.]

“Those who believe on Christ and obey His commandments are not under bondage to God’s law; for to those who believe and obey, His law is not a law of bondage, but of liberty.” [Ênfase em crer primeiro, e depois obedecer.] “Everyone who believes on Christ, everyone who relies on the keeping power of a risen Saviour that has suffered the penalty pronounced upon the transgressor, everyone who resists temptation and in the midst of evil copies the pattern given in the Christ life, will through faith in the atoning sacrifice of Christ become a partaker of the divine nature, having escaped the corruption that is in the world through lust. Everyone who by faith obeys God’s commandments will reach the condition of sinlessness in which Adam lived before his transgression” (HP 146.5). [Ênfase clara na santificação: obedecer e crer; lei da liberdade; Salvador crucificado, penalizado por nossas transgressões; resistir às tentações e imitar o exemplo de Cristo; participar da natureza de Cristo mesmo sem perder a natureza pecaminosa, o que só ocorrerá por ocasião da volta de Cristo. A condição de impecaminosidade, em Cristo, antes da volta de Cristo, tem o sentido apenas de justificação e santificação. Portanto é uma vitória sobre o pecado enquanto se convive com a natureza pecaminosa. Agora, impecabilidade absoluta, apenas quando Cristo libertar os salvos da presença do pecado, na Sua volta.]

Dois textos para equalizar a questão:

“Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus. Mas deixou de fazê-lo e, devido ao seu pecado, nossa natureza se acha decaída, e não podemos tornar-nos justos. Visto como somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual pudéssemos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na Terra em meio de provas e tentações como as que nos sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça. Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador, sereis então, por pecaminosa que tenha sido vossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter, e sereis aceitos diante de Deus exatamente como se não houvésseis pecado” (Ellen White, Caminho a Cristo, p. 62).

“Os serviços religiosos, as orações, o louvor, a penitente confissão do pecado, sobem dos crentes fiéis, qual incenso ao santuário celestial, mas passando através dos corruptos canais da humanidade, ficam tão maculados que, a menos que sejam purificados por sangue, jamais podem ser de valor perante Deus. Não ascendem em imaculada pureza, e a menos que o Intercessor, que está à mão direita de Deus, apresente e purifique tudo por Sua justiça, não será aceitável a Deus. Todo o incenso dos tabernáculos terrestres tem de umedecer-se com as purificadoras gotas do sangue de Cristo. Ele segura perante o Pai o incensário de Seus próprios méritos, nos quais não há mancha de corrupção terrestre. Nesse incensário reúne Ele as orações, o louvor e as confissões de Seu povo, juntando-lhes Sua própria justiça imaculada. Então, perfumado com os méritos da propiciação de Cristo, o incenso ascende perante Deus completa e inteiramente aceitável” (Ellen White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 344).

“Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” (Apocalipse 5:12). Só Ele é digno!