Teologia da prosperidade contraria princípio bíblico sobre finanças

plantaDízimos e ofertas. Embora muitos defendam que esse assunto é restrito ao Antigo Testamento, tendo sido uma ordenação divina ao povo judeu, é possível confirmar a validade dos seus princípios e a sua prática no Novo Testamento em diversas falas do apóstolo Paulo e do próprio Jesus (Mateus 23:23, Lucas 18:12, 1 Coríntios 9:13, 14, etc.). Logo, o princípio dos dízimos e das ofertas não foi, em nenhum momento da história, abolido, dispensado ou alterado por Deus, sendo importante, ainda nos dias de hoje, seu estudo e prática. Ainda assim, o tema segue complexo para uns, polêmico para outros, mas a Bíblia é clara e contundente em relação a ele. A Agência Adventista Sul-americana de Notícias (ASN) conversou sobre finanças com o pastor Marcos Bomfim, líder mundial para os adventistas na área de Mordomia (que trabalha o conceito de fidelidade a Deus em todos os aspectos da vida). Na entrevista, ele explicou, à luz da Bíblia, conceitos que podem responder a muitos questionamentos em torno do tema.

[Clique aqui para ler e assistir.]

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Os perigos da crença na imortalidade da alma

imortalidade

Alguns cristãos não conseguem perceber as implicações bíblicas de acreditar na imortalidade da alma. Eis algumas delas:

1. Espíritos enganadores personificam os mortos trazendo mensagens que supostamente vem do céu mas que contrariam a Palavra de Deus;

2. O caráter de Deus é mal representado pela crença de que as almas dos ímpios queimará por toda a eternidade, enquanto os santos gozarão da vida eterna.

A Bíblia revela que haverá condenação para os ímpios. Entretanto, cada um receberá de acordo com as suas obras. O lago de fogo consumirá definitivamente pecados e pecadores;

3. O sacrifício de Jesus Cristo como o único doador da imortalidade é minimizado, uma vez que a imortalidade é inerente aos seres humanos;

4. A bendita esperança da ressurreição dos mortos perde a sua validade. Se ao morrer os seres humanos já são imediatamente recompensados com o céu, qual a razão da ressurreição?

5. A principal doutrina bíblica, a segunda vinda de Jesus, perde sua razão de existir, uma vez que ao morrer os salvos já estão com Ele no Reino dos céus.

Quando uma ideia se torna heresia

bibliaA pessoa descobre uma suposta “nova verdade”, uma suposta “nova luz”. Passa a dedicar tempo para estudar o assunto a tal ponto que se vê absorvida por ele. Só pensa nisso. Só fala disso. Ela então resolve apresentar o resultado de suas pesquisas para outras pessoas. Algumas delas, mais experientes, apontam erros e inconsistências. Mas o portador da “nova luz” não se importa com isso. Desconsidera a opinião dos outros, inclusive a dos líderes. Fica claro que as ideias que ela vem apresentando ou parte delas estão em desacordo com as doutrinas bíblicas da igreja, mas essa pessoa segue pregando assim mesmo. Com o tempo, criam-se facções. Um grupo se forma em torno da tal “nova luz” e passa a acusar os líderes da igreja e olhar com suspeita aqueles que antes eram considerados irmãos. O grupo se afasta da igreja e começa a pregar para as ovelhas menos experientes e mais frágeis do rebanho e para os biblicamente despreparados. Tornam-se verdadeiros pescadores de aquário. Pronto. Está criada uma nova dissidência. Está criada uma nova heresia. E a estratégia do inimigo vai dando certo, ou seja: dividir para conquistar. A única vantagem nisso tudo é que essas falácias motivam o povo de Deus a pesquisar mais a Bíblia em busca da verdade.

Em tempos de internet, muitas heresias antigas voltam à tona e várias delas convivem simultaneamente, dando grande trabalho para os apologetas e defensores da fé. Assim, infelizmente, o tempo e as energias que poderiam estar sendo dedicados à pregação do evangelho acabam sendo desperdiçados para “apagar fogueiras” de dissidência e para vacinar os incautos e inexperientes contra ideias equivocadas. Recomendo a leitura do artigo “A igreja e seus críticos”, do Dr. Alberto Timm, publicado na Revista Adventista de abril de 2005. Você pode encontrá-lo no site www.revistaadventista.com.br, na seção “Acervo”. Nele o Dr. Timm descreve o perfil dos críticos e originadores de dissidências e heresias.

Uma dessas heresias ensina que Jesus não é Deus, que os Espírito Santo não é uma pessoa e que a Trindade não é um conceito bíblico. Os que defendem essa ideia acabam rebaixando Jesus de Sua posição de Criador e Salvador todo-poderoso, um esforço iniciado no Céu por Lúcifer, quando de sua rebelião. Os antitrinitarianos também ignoram a personalidade e a divindade do Espírito Santo, dando assim as costas Àquele que poderia levá-los a toda a verdade, como disse Jesus em João 16:13. Se essas pessoas apenas se contentassem em guardar para si essas ideias e as estudassem com oração, responsabilidade, humildade e maturidade… mas não. Pregam esse assunto por aí de maneira inconsequente, causando divisão, criando amargura e contrariando a oração de Jesus em João 17. Esse geralmente é o fruto do trabalho dos hereges, e pelos frutos se conhece uma árvore. Deixarei logo abaixo deste texto vários links com materiais sobre a Trindade.

Além da Trindade, há também a heresia do “perfeccionismo”, que não pode nem deve ser confundido com zelo santo e desejo de obedecer à vontade de Deus. Os perfeccionistas colocam o foco na sua própria vida supostamente santa e de obediência, esquecendo da graça e do poder que Deus confere aos que querem viver uma vida realmente santa, embora imperfeita. Passam o dia falando e postando sobre pecado, perfeição de caráter, vestuário, dieta cada vez mais restritiva e coisas afins. Parece que querem sempre descobrir novos mandamentos para tentar obedecer e impor aos outros, criando, na verdade, um fardo insuportável de regras e mais regras que acabam ofuscando Jesus, a graça e a verdade de que ainda prosseguimos para o alvo, e que nunca poderemos bater no peito alegando uma suposta impecabilidade.

Esses perfeccionistas e legalistas chegam ao ponto de condenar a igreja, seus líderes e promover uma obra paralela, mais uma vez dividindo o rebanho e pulverizando os esforços que deveriam ser concentrados. A Igreja Adventista promove o Impacto Esperança, com distribuição de milhões de livros, eles vêm no encalço e promovem o impacto qualquer coisa, afirmando que o livro deles é melhor, que o trabalho deles é o correto. Sou coautor do livro missionário deste ano e não o considero melhor do que qualquer outro livro da igreja, mas de uma coisa eu sei: orei muito para escrevê-lo e procurei colocar nele as principais doutrinas bíblicas adventistas. A Palavra de Deus está ali e fico muito feliz em ver a igreja unida e milhões de irmãos indo às ruas para distribuir essa mensagem. Você acha que Satanás está feliz com isso? Você acha que o dragão ficaria quietinho enquanto as folhas de outono são espalhadas?

O que alguns desses dissidentes desalinhados com a igreja e opositores dela mais fazem é criticar, e chegam ao ponto de se apropriar de nomes históricos de projetos e movimentos da igreja. Autointitulam-se “remanescentes”, “pioneiros”, “históricos”, “missionários voluntários” (o antigo nome que a igreja adventista oficialmente deu ao Departamento de Jovens), e por aí vai. Deus tem uma séria mensagem para essas pessoas, e eu vou mencioná-la mais adiante.

A novidade do momento é uma ideia absurda que nem doutrina é, mas que se espalha entre alguns adventistas e que daqui a pouco não é de se estranhar que também vire heresia, pois já vem causando divisão. Trata-se da tal “teoria” da Terra plana. Já postei vídeos e escrevi textos sobre isso, e deixarei os links aí abaixo. Portanto, não vou argumentar aqui em favor da Terra esférica. Quero é chamar a atenção para o extremo a que chegam alguns pregadores de absurdos.

Certo canal no YouTube que usa o nome “adventista” enviou meu vídeo “Adventistas terraplanistas?” para um rapaz dono de um canal terraplanista que me pareceu evangélico, ou algo assim. Os supostos adventistas pediram que essa pessoa rebatesse minhas afirmações. Como era de se esperar, num vídeo de quase duas horas, o indivíduo usa argumentos furados, faz afirmações sem cabimento, como a de que não sabemos se a Terra é exatamente um disco tipo pizza, pois ninguém ainda fotografou a parte de baixo (!), e me dirige acusações, num típico exemplo ad hominem, que revela a fragilidade dos argumentos, já que o certo é discutir ideias, não atacar pessoas.

Mas esses supostos adventistas acabaram levando um tapa na cara: o terraplanista termina seu vídeo criticando o sábado e as regras dietéticas dos adventistas, desviando totalmente o assunto. É nisso que dá cutucar a onça com vara curta. Nem sempre o inimigo dos meus inimigos é meu amigo. Mas eu não quero mal a nenhum deles. O que faço é orar para que Deus lhes abra os olhos e vejam o tremendo desserviço que estão prestando ao cristianismo e ao criacionismo.

Se essas pessoas que me acusaram perante um não adventista são realmente adventistas, deveriam dar atenção à recomendação de Ellen White. Em duas ocasiões ela disse ter-se encontrado com adventistas que defendiam a teoria da Terra plana, isso lá no século 19. Ela não entrou em debates sobre o formato da Terra, mas tentou mostrar como essa questão era insignificante diante da mensagem bíblica a ser anunciada pelos adventistas: “Quando uma vez certo irmão se chegou a mim com a mensagem de que o mundo é plano, fui instruída a apresentar a comissão que Cristo deu aos discípulos: ‘Ide, ensinai todas as nações, […] e eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos’ (Mateus 28:19, 20). Quanto a assuntos como a teoria de que o mundo é plano, Deus diz a toda alma: ‘Que te importa? Quanto a ti, segue-Me [João 21:22]. Tenho-lhes dado sua comissão. Insistam sobre as grandes verdades probantes para este tempo, não sobre assuntos que não têm relação com nossa obra’” (Obreiros Evangélicos, p. 314).

Mas essas declarações não significam que Ellen White não tivesse uma posição definida sobre o assunto. Em 1900, ela escreveu: “Deus fez o Seu sábado para um mundo esférico; e, quando o sétimo dia chega para nós neste mundo arredondado, controlado pelo Sol, que governa o dia, em todos os países e regiões é o tempo para observar o sábado. […] O sábado foi feito para um mundo esférico, sendo, portanto, requerida obediência das pessoas em perfeita harmonia com o mundo criado pelo Senhor” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 317).

Sabe, ainda que os adventistas antitrinitarianos, perfeccionistas e terraplanistas tivessem razão, coisa que não têm, o conselho de Ellen White é que, quando a liderança da igreja e os irmãos mais experientes não pensam da mesma forma, os defensores da “nova luz” devem ter humildade para aguardar tranquilos que Deus dirija as coisas, e não tomem nas mãos as rédeas de uma suposta reforma. Claro que isso não significa ficar de braços cruzados diante de erros e injustiças, mas ter bom senso e equilíbrio para saber como e quando agir.

É bom lembrar e enfatizar que o púlpito não deve ser usado para pregar ideias que não sejam assunto pacífico para a igreja. Pastores e anciãos não devem permitir que esses aventureiros inconsequentes prejudiquem o rebanho com pasto contaminado. Deus está guiando um povo, não grupos aqui e ali. Aliás, sempre vale a pena recordar as advertências divinas contra quem chama a igreja adventista de Babilônia, contra quem volta as armas em direção à menina dos olhos de Deus, contra quem se esquece de que, embora haja problemas e erros entre o povo do Senhor, Ele vai consertar tudo. Se você é adventista, deve conhecer esses textos. Se não conhece, vá atrás o mais rápido possível!

Gosto de meditar na atitude de Josué e Calebe, quando voltaram da missão de espiar a terra prometida. Diferentemente dos demais espias covardes e críticos, Josué e Calebe tentaram exaltar o poder e a vontade de Deus para Seu povo. Não teve jeito. Os murmuradores venceram e nós conhecemos o resultado disso: o povo hebreu teve que voltar para o deserto e esperar mais alguns anos antes de poder entrar em Canaã. Josué e Calebe poderiam ter dito: “Esse povo rebelde que fique no deserto! Nós vamos para a terra prometida.” Mas não. Eles permaneceram com o povo. Não abandonaram a igreja nem passaram a criticá-la. Moisés partiu as tábuas, mas não abandonou a igreja. Jeremias escreveu as lamentações, mas não abandonou a igreja. Daniel orou pelo seu povo em cativeiro, mas não abandonou a igreja.

Devemos ter o mesmo espírito. Obviamente que reconhecemos que a igreja é defeituosa, afinal, ela é formada por seres humanos defeituosos como você e eu, mas não é por isso que ela deixa de ser a “menina dos olhos” de Deus, a esposa do Cordeiro que atrai a ira satânica. E se Deus a ama, eu também vou amá-la, permanecer nela e fazer tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar meus irmãos de fé a cumprir a missão que Deus confiou a essa igreja “débil e defeituosa”, mas que mora no coração do Pai.

Estude profundamente sua Bíblia, mantenha comunhão com Jesus, prepare-se para enfrentar os ventos de doutrina e permaneça no barco que levará o povo de Deus até o porto seguro.

Michelson Borges

A divindade de Jesus em Eclesiastes 12:7

Afinal, quem é Jesus Cristo?

O pairar do Espírito de Deus

Clique aqui e encontre ótimos recursos sobre o tema da Trindade. Conheça também este blog.

Sobre terraplanismo, clique aqui e vá até o fim do texto para encontrar mais materiais.

E sobre perfeccionismo, clique aqui e aqui.

O dia longo de Josué.

Como entender a palavra “impecaminosidade” no comentário da lição da Escola Sabatina desta semana

liçãoNos Comentários de Ellen White sobre a Lição da Escola Sabatina desta semana (neste trimestre focalizando o livro de Romanos), há a seguinte citação: “Todo aquele que, pela fé, obedece aos mandamentos, alcançará o estado de impecaminosidade no qual Adão viveu antes de sua transgressão” (Nos Lugares Celestiais [MM 1968], p. 148).

O texto não diz quando será esse estado de “impecaminosidade”. E ainda que dissesse, “impecaminosidade” é diferente de “impecabilidade”. O primeiro se refere a um estado não absoluto de falta de pecado; o segundo se refere à não possibilidade de pecar. Além disso, a passagem deve ser comparada com outras da Bíblia e de Ellen White sobre o tema (veja dois desses textos no fim desta postagem). A ênfase está no tema da santificação. Ellen White enfatizou essa necessidade com uma figura de linguagem, algo como uma hipérbole.

Ocorre que, na verdade, a palavra traduzida por “impecaminosidade” (sinlessness) pode ser traduzida também como “inocência”. De fato, na edição de 1968 da Meditação estava assim. O dicionário Webster, do tempo de Ellen White, define o termo como “liberdade do pecado e da culpa”. Isso tem que ver com o aspecto prático do pecado, ou seja, o pecado como atos, e não como natureza. Não é tão difícil entender a declaração de Ellen White: quem obedece aos mandamentos não os está transgredindo, portanto não está vivendo em pecado. Isso não significa, porém, que o indivíduo deixou de ser pecador, de ter a natureza pecaminosa, a qual virá à tona se ele não vigiar e será eliminada por ocasião da glorificação na volta de Jesus. Seria menos problemático se a palavra tivesse sido traduzida como “inocência”. A palavra inocência remete a pureza e até ingenuidade, como de uma criança. Uma criança é inocente, porém não deixa de ser pecadora por natureza.

Agora analisemos detalhadamente o texto no original em inglês:

Título: “Freedom Through Christ” [Seja qual for a mensagem e o que vai acontecer na vida do cristão, isso será realizado por Cristo e em Cristo. Isso já indica que, sem a ligação com Cristo, continuamos sob o controle da natureza pecaminosa. Possivelmente ênfase da autora seja o controle sobre a natureza pecaminosa enquanto o cristão permanece justificado. Outro ponto: aparentemente o contexto não tem a ver com condição do pecador após o fechamento da porta da graça.]

“Stand fast therefore in the liberty wherewith Christ hath made us free, and be not entangled again with the yoke of bondage (Galatians 5:1)” (HP 146.1). [Ênfase em permanecer na Liberdade em Cristo.]

“In the beginning God placed man under law as an indispensable condition of his very existence. He was a subject of the divine government, and there can be no government without law…” (HP 146.2). [Ênfase no fato de que o governo divino tem uma lei; essa lei é condição para a existência; portanto, Cristo nos liberta para a vida, ou seja, para viver de acordo com a lei da liberdade; mas só podemos ser aprovados pela lei em Cristo, pois o nosso passado e a nossa natureza nos colocam em desarmonia com a lei.]

“God is omnipotent, omniscient, immutable. He always pursues a straightforward course. His law is truth – immutable, eternal truth. His precepts are consistent with His attributes. But Satan makes them appear in a false light. By perverting them, he seeks to give human beings an unfavorable impression of the Lawgiver. Throughout his rebellion he has sought to represent God as an unjust, tyrannical being…” (HP 146.3).

“As a result of Adam’s disobedience every human being is a transgressor of the law, sold under sin. Unless he repents and is converted, he is under bondage to the law, serving Satan, falling into the deceptions of the enemy, and bearing witness against the precepts of Jehovah. But by perfect obedience to the requirements of the law, man is justified.” [Talvez a mensagem aqui seja que a justificação em Cristo se torna evidente pela atitude de obediência à lei; outra possibilidade seria incluir a obediência de Cristo, creditada a nós, o que nos torna justos; talvez esses dois aspectos estejam implícitos aqui.] “Only through faith in Christ is such obedience possible.” [Obediência só é possível em Cristo, por meio do perdão e por meio da justiça comunicada.] “Men may comprehend the spirituality of the law, they may realize its power as a detector of sin, but they are helpless to withstand Satan’s power and deceptions, unless they accept the atonement provided for them in the remedial sacrifice of Christ, who is our Atonement – our At-one-ment – with God” (HP 146.4). [Ênfase na expiação provida em Cristo.]

“Those who believe on Christ and obey His commandments are not under bondage to God’s law; for to those who believe and obey, His law is not a law of bondage, but of liberty.” [Ênfase em crer primeiro, e depois obedecer.] “Everyone who believes on Christ, everyone who relies on the keeping power of a risen Saviour that has suffered the penalty pronounced upon the transgressor, everyone who resists temptation and in the midst of evil copies the pattern given in the Christ life, will through faith in the atoning sacrifice of Christ become a partaker of the divine nature, having escaped the corruption that is in the world through lust. Everyone who by faith obeys God’s commandments will reach the condition of sinlessness in which Adam lived before his transgression” (HP 146.5). [Ênfase clara na santificação: obedecer e crer; lei da liberdade; Salvador crucificado, penalizado por nossas transgressões; resistir às tentações e imitar o exemplo de Cristo; participar da natureza de Cristo mesmo sem perder a natureza pecaminosa, o que só ocorrerá por ocasião da volta de Cristo. A condição de impecaminosidade, em Cristo, antes da volta de Cristo, tem o sentido apenas de justificação e santificação. Portanto é uma vitória sobre o pecado enquanto se convive com a natureza pecaminosa. Agora, impecabilidade absoluta, apenas quando Cristo libertar os salvos da presença do pecado, na Sua volta.]

Dois textos para equalizar a questão:

“Era possível a Adão, antes da queda, formar um caráter justo pela obediência à lei de Deus. Mas deixou de fazê-lo e, devido ao seu pecado, nossa natureza se acha decaída, e não podemos tornar-nos justos. Visto como somos pecaminosos, profanos, não podemos obedecer perfeitamente a uma lei santa. Não possuímos justiça em nós mesmos com a qual pudéssemos satisfazer às exigências da lei de Deus. Mas Cristo nos proveu um meio de escape. Viveu na Terra em meio de provas e tentações como as que nos sobrevêm a nós. Viveu uma vida sem pecado. Morreu por nós, e agora Se oferece para nos tirar os pecados e dar-nos Sua justiça. Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador, sereis então, por pecaminosa que tenha sido vossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter, e sereis aceitos diante de Deus exatamente como se não houvésseis pecado” (Ellen White, Caminho a Cristo, p. 62).

“Os serviços religiosos, as orações, o louvor, a penitente confissão do pecado, sobem dos crentes fiéis, qual incenso ao santuário celestial, mas passando através dos corruptos canais da humanidade, ficam tão maculados que, a menos que sejam purificados por sangue, jamais podem ser de valor perante Deus. Não ascendem em imaculada pureza, e a menos que o Intercessor, que está à mão direita de Deus, apresente e purifique tudo por Sua justiça, não será aceitável a Deus. Todo o incenso dos tabernáculos terrestres tem de umedecer-se com as purificadoras gotas do sangue de Cristo. Ele segura perante o Pai o incensário de Seus próprios méritos, nos quais não há mancha de corrupção terrestre. Nesse incensário reúne Ele as orações, o louvor e as confissões de Seu povo, juntando-lhes Sua própria justiça imaculada. Então, perfumado com os méritos da propiciação de Cristo, o incenso ascende perante Deus completa e inteiramente aceitável” (Ellen White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 344).

“Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” (Apocalipse 5:12). Só Ele é digno!

(Quase) tudo o que Ellen White disse sobre a natureza humana de Cristo

jesusO assunto da natureza humana de Cristo representa uma das principais discussões teológicas no meio adventista desde a década de 1950. Cristo era semelhante a Adão antes da Queda (posição pré-lapsariana)? Ou semelhante a Adão depois da Queda (posição pós-lapsariana)? Além disso, Cristo tinha ou não propensões (tendências) para o pecado? Essas questões possuem a maior relevância teológica e prática, mas abordá-las vai além dos objetivos deste texto. Um dos estudos mais importantes sobre o tema é o livro de Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo (CPB, 2003). No apêndice B, “O que diz Ellen White sobre a humanidade de Cristo” (p. 139-198), Whidden busca reunir TODOS os textos escritos pela autora a respeito do assunto, incluindo todas as declarações usadas pelos defensores de ambas as posições. Há vários anos, quando li esse livro como requisito da faculdade de Teologia, tentei sistematizar o conteúdo do apêndice. Compilei todas as declarações significativas de Ellen White sobre a natureza humana de Cristo em quatro tópicos: (1) Sua natureza humana era sem pecado; (2) não tinha propensões para o pecado; (3) assumiu uma natureza humana caída e (4) conhecia as paixões humanas.

1 – SUA NATUREZA HUMANA ERA SEM PECADO

“[Contraste com] condição pecaminosa e caída [do homem]” (Review and Herald, 17 de dezembro de 1872); “natureza humana […] completo, perfeito, imaculado” (Review and Herald, 28 de janeiro de 1882); “[natureza] superior à do homem caído” (Signs of the Times, 4 de agosto de 1887); “Sua natureza santa” (Review and Herald, 8 de novembro de 1887); “Sua natureza era mais elevada, pura e santa” (Review and Herald, 11 de setembro de 1888); “Sua natureza finita era pura e sem mancha” (Manuscrito 57, 1890); “natureza […] não corrompida” (Manuscrito 57, 1890); “sem pecado e elevado por natureza” (Signs of the Times, 20 de fevereiro de 1893); “natureza […] sem pecado” (Youth’s Instructor, 16 de agosto de 1894); “humanidade […] chamada de ‘o ente santo’” (Signs of the Times, 16 de janeiro de 1896); “Sua natureza espiritual era isenta de toda mancha de pecado” (Manuscrito 42, 1897; Signs of the Times, 9 de dezembro de 1897); “inexistência de pecaminosidade na natureza humana de Cristo” (Manuscrito 143, 1897); “perfeita ausência de pecado na natureza humana de Cristo” (Signs of the Times, 9 de junho de 1898); “em Sua natureza era vista a perfeição da humanidade” (Signs of the Times, 16 de junho de 1898); “espécime perfeito de humanidade sem pecado” (Manuscrito 44, 1898); “Sua própria natureza sem pecado” (Manuscrito 166, 1898); “[contraste com] humanidade degradada [e] seres caídos” (Manuscrito 165, 1899); “Sua própria natureza sem pecado” (Review and Herald, 17 de julho de 1900); “a mesma natureza sobre a qual, no Éden, Satanás obteve vitória” (Youth’s Instructor, 25 de abril de 1901); “não [possuía] a pecaminosidade do homem” (Signs of the Times, 29 de maio de 1901); “Sua natureza sem pecado” (Carta 67, 1902); “não havia nEle […] pecaminosidade” (Signs of the Times, 30 de julho de 1902).

2 – NÃO TINHA PROPENSÕES PARA O PECADO

“…não em possuir idênticas paixões” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 201-202); “não possuindo as paixões [da humanidade]” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 508-509); “[nenhum] sentimento respondeu à tentação” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 422); “não tinha as paixões da nossa natureza humana caída” (Review and Herald, 19 de maio de 1885); “não tinha as paixões da nossa natureza humana caída” (Review and Herald, 17 de agosto de 1886); “sua posteridade [de Adão] nasceu com inerentes propensões à desobediência. Mas Jesus Cristo foi o unigênito Filho de Deus. […] Nem por um só momento houve nEle qualquer má propensão” (Carta 8, 1895); “não […] com propensões para o pecado” (Carta 8, 1895); “nem por um momento […] uma má propensão” (Carta 8, 1895); “[nenhuma] inclinação para a corrupção” (Carta 8, 1895); “nenhuma chance […] como resposta às […] tentações” (Carta 8, 1895); “nada […] que encorajasse seus [de Satanás] avanços” (Carta 8, 1895); “nada nAquele que assim respondeu a seus [de Satanás] sofismas” (Signs of the Times, 10 de maio de 1899); “sentimentos contrários a todas as paixões” (Signs of the Times, 10 de maio de 1899); “não […] as mesmas propensões pecaminosas e corruptas” (Manuscrito 57, 1890); “constante inclinação para o bem” (Youth’s Instructor, 8 de setembro de 1898)

3 – ASSUMIU UMA NATUREZA HUMANA CAÍDA

“…natureza decaída do homem” (Spiritual Gifts, v. 1, p. 25); “natureza do homem decaído” (Primeiros Escritos, p. 152); “natureza do homem caído” (Spiritual Gifts, v. 4a, p. 115; Review and Herald, 31 de dezembro de 1872; Review and Herald, 24 de fevereiro de 1874; Spirit of Prophecy, v. 2, p. 39); “homem caído […] onde se achava” (Review and Herald, 28 de julho de 1874; Spirit of Prophecy, v. 2, p. 88); “natureza sofredora e pesarosa” (Spirit of Prophecy, v. 3, p. 261); “assumiu sua [dos homens] natureza caída” (Signs of the Times, 23 de setembro de 1889); “nossa natureza caída, mas não corrompida” (Manuscrito 57, 1890); “nossa natureza pecaminosa” (Review and Herald, 15 de dezembro de 1896; Carta 67, 1902; Signs of the Times, 30 de julho de 1902; Review and Herald, 22 de agosto de 1907); “nossa natureza em sua condição deteriorada” (Manuscrito 143, 1897); “natureza do homem em sua condição caída” (Manuscrito 143, 1897); “nossa natureza em seu estado deteriorado” (Signs of the Times, 9 de junho de 1898); “natureza humana em seu estado decaído” (Signs of the Times, 9 de junho de 1898); “natureza ofensora do homem” (Manuscrito 166, 1898); “[tomou] sobre Si nossa natureza caída” (O Desejado de Todas as Nações, p. 112); “natureza ofensora do homem” (Review and Herald, 17 de julho de 1900); “natureza caída e sofredora, degradada e maculada pelo pecado” (Youth’s Instructor, 20 de dezembro de 1900); “natureza de Adão, o transgressor” (Manuscrito 141, 1901); “nível da humanidade decaída” (General Conference Bulletin, 23 de abril de 1901)

4 – CONHECIA AS PAIXÕES HUMANAS

“[Tinha] fraquezas do homem caído” (Review and Herald, 28 de julho de 1874); “sabe quão fortes são as inclinações do coração natural” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 177); “[conhecia] todo o vigor da paixão da humanidade” (Carta 27, 1892; Manuscrito 73; Signs of the Times, 21 de novembro de 1892); “[crianças com] paixões como as dEle mesmo” (Signs of the Times, 9 de abril de 1896)

O que podemos entender a partir dessas declarações aparentemente contraditórias sobre o assunto? Woodrow Whidden assim conclui seu estudo: “Sugiro, com veemência, que coloquemos de lado as expressões mais tradicionais como pré-Queda e pós-Queda nessa importante busca pela clareza doutrinária. Elas são simplesmente inadequadas para expressar a riqueza do entendimento de Ellen White acerca da humanidade de Cristo. Quando se tratava de Cristo como Aquele totalmente sem pecado, o substituto sacrificial, ela era PRÉ-QUEDA. Mas, ao escrever sobre Sua capacidade de resistir em momentos de tentação, ela enfatizou Sua identidade e falou amplamente em termos de PÓS-QUEDA. Um equilíbrio cuidadoso dos termos SINGULARIDADE e IDENTIDADE parece refletir de modo mais preciso as tensões profundamente ricas envolvidas neste tema difícil” (Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo [CPB, 2003], p. 100-101). Essa compreensão é defendida também na recente Enciclopédia de Ellen G. White (CPB, a ser publicada), artigo “Humanidade de Cristo” (p. 692-696).

O importante livro Nisto Cremos explica: “A humanidade de Cristo não foi a humanidade de Adão, ou seja, a humanidade do pai da raça antes da Queda; tampouco foi a humanidade decaída, isto é, em todos os aspectos a humanidade de Adão após a Queda. Não era a humanidade adâmica em virtude de possuir as inocentes fraquezas dos caídos [isto é, “fome, dor, tristeza, etc.”; p. 75]. Não era a natureza caída porque Ele jamais caiu em impureza moral. Sua natureza era, portanto, mais apropriadamente a nossa humanidade, porém sem pecado” (Nisto Cremos: As 28 Crenças Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia [CPB, 2008], p. 62; veja também p. 59-66).

(Matheus Cardoso)

O que não é um perfeccionista

praying-manO perfeccionista “clássico” é aquele que acredita que pode “marcar pontos no Céu” por meio de suas boas obras. No extremo dessa crença, está a ideia de que a própria salvação pode ser alcançada por mérito. O perfeccionista geralmente pensa em Jesus mais como modelo do que como redentor. Por isso, ele minimiza a gravidade do pecado, encarando-o antes como uma escolha do que como uma condição (embora ambas as coisas coexistam). Acha que pode igualar o Modelo, mais do que assemelhar-se a Ele. Assim, o perfeccionista, por minimizar a doença, acaba minimizando também a importância do remédio. Perfeccionistas são críticos e verdadeiros vigias dos deslizes alheios. Geralmente, condenam nos outros aquilo contra o que eles mesmos lutam. Essas pessoas são infelizes, já que, em seu íntimo, sabem que não conseguem viver à altura do padrão que elas mesmas estabeleceram. Ou, então, são orgulhosas, pois, por rebaixar o padrão, vivem na ilusão de havê-lo alcançado e, por causa disso, acabam olhando de cima para baixo seus irmãos “imperfeitos”. Há quem diga que esse tipo de perfeccionista não existe. Tenho minhas dúvidas…

Tratei do tema do perfeccionismo aqui, aqui e aqui. Mas tem algo mais que precisa ser dito a respeito desse assunto: há pessoas zelosas e sinceras sendo consideradas perfeccionistas pelo simples fato de desejarem viver de acordo com a luz que receberam. Assim, creio que é importante listar algumas características daqueles que não são perfeccionistas, mas que, às vezes, são tidos por:

1. Dedicam tempo para se familiarizar com a Bíblia, seus princípios, suas verdades, suas orientações e seus temas. Dão atenção especial às profecias para este tempo, como as de Daniel e Apocalipse, pois amam Jesus e querem muito saber em que momento da história vivemos e quanto tempo ainda falta para o grande encontro com o Salvador – muito embora saibam que nossa preocupação não deve ser quanto a datas e esquemas proféticos sensacionalistas e sem fundamento.

2. Valorizam o grande presente que Deus concedeu à Sua igreja remanescente: os escritos inspirados de Ellen White. Por lerem e estudarem esses textos que estão em pleno acordo com a luz maior, a Bíblia Sagrada, esses filhos de Deus percebem que há muita coisa em nossa vida que precisa ser mudada com a ajuda de Deus. Percebem, também, que, com a Bíblia e os escritos da Sra. White, não temos porque errar o caminho, já que o Senhor nos deu orientações mais do que suficientes para vencermos a batalha da vida.

3. Por reconhecer que, por meio dos escritos inspirados, Deus fala ao Seu povo, essas pessoas evitam perder tempo com as futilidades e distrações que o inimigo coloca no caminho daqueles que desejam chegar à vida eterna. Essas pessoas se abstêm de conteúdos midiáticos levianos, blasfemos, ideologicamente contrários ao cristianismo, que não se adequam aos valores expostos em Filipenses 4:8 – enfim, evitam todo e qualquer conteúdo que possa macular seus pensamentos e afastar Jesus do coração.

4. Por entender que o corpo é o templo do Espírito Santo e que aquilo que fazem com o corpo afeta a mente, esses cristãos procuram seguir o estilo de vida orientado por Deus por meio dos escritos inspirados dados à igreja. Exercício físico, repouso adequado, dieta o mais natural possível (de preferência, vegetariana) e a observância dos demais “remédios naturais” fazem parte desse estilo de vida, e essas pessoas procuram colocar tudo isso em prática sem fanatismo e extremismo, e sem julgar os outros. Fazem isso porque reconhecem que é o melhor para a vida delas e porque amam Aquele que deu essas instruções. Fazem isso, sobretudo, porque querem ser instrumentos úteis nas mãos de Deus no sentido de abençoar outras pessoas (missão). Por meio de um exemplo tranquilo e sábio, procuram motivar seus semelhantes a colocar em prática esses princípios de saúde e respeitam o livre-arbítrio daqueles que ainda não se sentiram motivados a fazê-lo. Cuidar da saúde é uma ótima forma de exercitar o domínio próprio, afinal, como controlar o que sai da nossa boca, se nem conseguimos controlar o que entra por ela?

5. Esses cristãos creem que os servos de Deus devem ser a luz do mundo e que são verdadeiros “mostruários” dos valores do reino eterno. Assim, procuram exibir em sua vida os princípios da modéstia, do bom gosto e da decência. O objetivo deles é chamar a atenção para o Mestre e não para si. Por isso são discretos e se vestem de maneira honrosa, digna e simples. Por outro lado, evitam modas antiquadas ou retrógradas e esquisitas, que acabam, igualmente, chamando a atenção para si, só que por outro motivo – pelo ridículo.

6. Cristãos como esses procuram em Deus o amor com devem amar uns aos outros. Na comunhão com o Eterno recebem sabedoria, equilíbrio e mansidão para viver em família e em comunidade. Eles amam o cônjuge e os filhos, e essa relação amorosa faz do lar deles um pedacinho do Céu na Terra e um elemento forte de atração para o cristianismo. O culto familiar é, para eles, uma prioridade. Outras pessoas vão querer ser como eles e ter o que ele têm. E se em algum momento houver atritos nessas relações (porque são imperfeitos), esses cristãos de carne e osso pedirão perdão a Deus e ao semelhante e vão orar para ser pessoas melhores.

7. Porque amam a igreja, essas pessoas não são críticas e não fazem comentários destrutivos, mas procuram, com amor e no espírito de Mateus 18:15, chamar a atenção dos que vivem em erro, mostrando interesse genuíno na salvação deles e não posando de modelo de santidade. Pessoas assim até chamam o pecado pelo nome, mas não chamam o nome do pecador, a fim de não expô-lo indevidamente.

8. Cristãos imperfeitos procuram andar no caminho da perfeição bíblica, ou seja, do crescimento em maturidade e amor (que é exatamente o conceito bíblico de perfeição). Entendem que antes da glorificação por ocasião da volta de Jesus não haverá uma condição de impecabilidade, e farão de tudo, com suas capacidades e seus recursos, para resgatar outras pessoas imperfeitas e mostrar-lhes o caminho da salvação. Assim, esses servos do Altíssimo terão um espírito missionário bem aguçado e serão verdadeiros mordomos de Deus, aproveitando cada oportunidade para falar de Seu amor, jamais utilizando o dízimo, por exemplo, de maneira indevida, em desarmonia com os propósitos da igreja. Cristãos “perfeitos” entendem que todas as bênçãos que Deus nos dá (saúde, prosperidade material e outras) devem ser usadas não apenas em proveito próprio, mas, sobretudo, para abençoar o semelhante.

Vários outros itens poderiam ser acrescentados à lista, mas creio que esses são suficientes para mostrar que muita gente na igreja não deveria ser considerada “perfeccionista” pelo simples fato de que, na verdade, são simplesmente cristãos.

Michelson Borges

Aspectos psicológicos e teológicos do perfeccionismo