Ela buscou e encontrou a “maravilhosa esperança”

jemima1Com toda certeza, assumir um compromisso com Cristo foi a melhor decisão que tomei em minha vida! Nasci em um lar evangélico, porém, quase não tive contato com a Bíblia, e com o passar do tempo, mesmo sem perceber, comecei a me afastar dos caminhos do Senhor, chegando a não mais acreditar nas Escrituras Sagradas, nem frequentar alguma igreja. Depois de três anos afastada, certo dia, em 2016, uma pessoa me fez uma pergunta sobre a Bíblia que eu não soube responder. Sinceramente, não me lembro exatamente qual era a pergunta e muito menos quem era a pessoa, só sei que com certeza foi o Espírito Santo que a usou, pois naquele momento tive uma enorme vontade de aprender o que está escrito na Palavra de Deus, e foi então que resolvi procurar algum estudo no YouTube, e o primeiro que apareceu foi da Igreja Adventista. Porém, assisti desconfiada, já que pensava se tratar de uma seita, mas o conteúdo que vi me interessou tanto que não mais parei de estudar, e todos os meus questionamentos sobre a criação, sobre a veracidade histórica da Bíblia Sagrada e meus preconceitos sobre a igreja deixaram de existir, pois conheci a verdade e também entendi que uma boa ciência e uma boa teologia se harmonizam perfeitamente.

Quando estamos na escola ou assistimos a documentários, na maioria das vezes nos é apresentada a teoria da evolução, como se o evolucionismo fosse a mais pura ciência e o criacionismo fosse uma crendice de pessoas que não têm estudo e têm uma fé cega. Então, quando eu conheci verdadeiramente o que é criacionismo e design inteligente, percebi que não era nada daquilo que eu havia aprendido e que é perfeitamente possível acreditar que temos um Criador. Aprendi a observar as digitais de Deus em tudo, e aí, sim, consegui crer na semana literal da criação, entendi sobre os dinossauros, o dilúvio e tantas outras coisas descritas na Bíblia, que antes não conseguia entender por não ter conhecimento; não conseguia fundamentar minha fé.

Em março de 2017, tive o privilégio de ter alguns estudos bíblicos com o pastor Milton Andrade, ex-Arautos do Rei. Em abril fui pela primeira vez a uma igreja adventista, e em junho, quando vendi minha loja, comecei a frequentar a igreja todos os sábados. No fim do ano de 2017, em uma semana de oração que o pastor Milton fez dirigiu minha cidade, demonstrei publicamente o desejo de ser batizada. Em 2018 completei meus estudos bíblicos com o pastor Michelson Borges (cujo canal no YouTube acompanho desde 2016) e fui batizada por ele, no mês de abril, na Igreja Adventista do Jardim América, em Jacareí, SP.

jemima2Meu coração arde de alegria por saber que eu tenho um Criador que me ama, que morreu por mim para me dar a salvação e que voltará para me buscar e enfim poderei vê-Lo face a face e viver a eternidade ao lado dEle. Ó, maravilhosa esperança que hoje consigo compartilhar com as pessoas, pois sei em quem creio e sei qual a minha missão aqui na Terra!

Hoje meu foco principal são os estudos bíblicos. Comecei uma classe bíblica em minha igreja e estou trabalhando com crianças em um bairro no qual há um grupo adventista.

Jemima Zandonadi Fernandes, 26 anos

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Testemunho de conversão de ex-prostitutas

“Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16

O desbravador Samuel e o balão que viajou quase 20 km

balaoO 13 de março deste ano nunca mais será esquecido. Na trágica manhã daquele dia, dois terroristas invadiram a escola Raul Brasil, em Suzano, SP, e atiraram contra funcionários e adolescentes, levando à morte oito pessoas. Entre as vítimas estava Samuel Melquíades de Oliveira, de 16 anos. Adventista do sétimo dia e desbravador, Samuel honrou a lei do clube do qual fazia parte, que diz: “Pela graça de Deus, serei puro, bondoso e leal; guardarei a lei do desbravador, serei servo de Deus e amigo de todos.” Segundo testemunhas, Samuel morreu enquanto protegia colegas. De fato, ele honrou os ideais do Clube de Desbravadores, e mais do que isso, os de um verdadeiro cristão, afinal, “ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (João 15:13).

A vida do garoto foi uma bênção. Talentoso desenhista, ele usava o dom para ilustrar voluntariamente materiais da igreja, como a Lição da Escola Sabatina, com a intenção de motivar outras pessoas a estudar a Bíblia, que ele tão bem conhecia, pois os pais sempre fizeram o melhor para levá-lo para perto de Deus. Era querido dos amigos e disse a uma confidente que o desejo dele era o de sempre fazer as pessoas felizes. O pai diz que ele vivia isso intensamente.

A história de Samuel continua impressionando, mesmo depois da morte dele. No dia 17 de março, um domingo, para homenagear o garoto e as outras vítimas, os jogadores do Corinthians entraram no estádio do Itaquerão, na Zona Leste de São Paulo, com 22 balões pretos com os nomes dos assassinados. A multidão estava em silêncio quando os balões foram soltos ao vento. Um deles, com o nome do Samuel, viajou para um lugar diferente dos demais: a cidade de Suzano! Sim, o balão percorreu quase vinte quilômetros e foi parar no caminho do senhor Arlindo, de 62 anos, que no dia seguinte ao jogo fazia sua costumeira corrida matinal. Ao avistar o balão ao lado da calçada, ainda cheio e intacto, ele imediatamente o reconheceu do jogo que havia assistido no dia anterior. Arlindo apanhou o objeto, levou-o para casa e entrou no site do Corinthians a fim de compará-lo com os balões que apareciam nas fotos da homenagem. Aí teve certeza de que se tratava mesmo do balão da cerimônia.

samuelEmocionado, Arlindo descobriu o endereço dos pais de Samuel e levou o balão para eles. O pai de Samuel disse que a homenagem no estádio foi para todas as vítimas, mas que o balão que chegou até ele foi uma homenagem muito especial para a família. O goleiro do Oeste, time que jogou contra o Corinthians naquele dia, Matheus Cavichioli, foi o responsável por soltar o balão antes do jogo. Ele disse em entrevista: “Fui o escolhido naquele momento para estar com aquele balão. E o balão foi até lá. Quem sabe, por que não, acreditar que o balão voltou para casa?”

Na verdade, quem um dia estará na casa do Pai é o garoto Samuel. O nome dele, em hebraico, significa “seu nome é Deus”. E ele viveu como um verdadeiro servo dAquele a quem amava e servia. Samuel honrou o nome de seu Criador. Que sua vida e sua morte inspirem não apenas os colegas desbravadores, mas todos os cristãos que continuam na marcha rumo ao Céu. Que em breve possamos abraçar o bravo e amável Samuel, um verdadeiro servo de Deus e amigo de todos.

Michelson Borges

Clique aqui para assistir à reportagem da Globo.

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Um dos muitos desenhos feitos pelo Samuel

Rubens Lessa: ao meu professor, com carinho

rubens_lessa[Em 2017 publiquei no blog Criacionismo o texto a seguir, prestando minha homenagem ao pastor e jornalista Rubens Lessa, quando ele completou 80 anos. Hoje republico aqui o mesmo texto, mas com o coração apertado, pois o meu amigo, professor e ex-chefe descansou no Senhor.]

Quando cheguei à Casa Publicadora Brasileira (CPB), em 1998, era um jovem de 26 anos, recém-graduado em Jornalismo, recém-casado, cheio de sonhos e planos, mas precisava ser moldado e “comer muito feijão com arroz” para que pudesse me tornar digno de ocupar a função para a qual havia sido chamado: editor na maior entre as sessenta editoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia espalhadas pelo mundo. Trata-se de um púlpito muito elevado e, na verdade, por mais que os anos passem, nunca estamos devidamente prontos para tamanha responsabilidade. Fazemos o que fazemos somente pela misericórdia de Deus.

Lembro-me, como se fosse hoje, do dia em que desembarquei do ônibus em frente à editora, a fim de realizar a entrevista e o teste que revelariam se eu iria trabalhar ali ou não. Dentro do Viação Cometa, vindo de São Paulo a Tatuí, reconheci um dos editores da CPB, o pastor e jornalista Zinaldo Santos. Confesso que meu coração acelerou. Eu conhecia todos os editores que trabalhavam na CPB. Na verdade, conhecia o rosto deles pelas fotos e lia tudo o que escreviam. Posso dizer que sempre fui “fã” dos “escribas” da igreja. Observei aquele senhor de bigode descer do ônibus e pensei: “Será que algum dia serei um editor como ele?” Mas procurei afastar esse pensamento, afinal, poderia não passar no teste. Era melhor não alimentar a ideia.

Quando desci do veículo, logo depois do pastor Zinaldo, pude ver o logotipo metálico da CPB majestosamente colocado em frente ao gramado da portaria externa. Lágrimas encheram meus olhos. Somente aqueles que amam a Deus, Seus servos e Sua igreja podem entender a emoção que naquele momento tomou conta de mim. Pela primeira vez eu estava ali, em frente à editora da igreja responsável por livros e revistas que haviam feito tanta diferença em minha vida e contribuído para minha conversão.

Identifiquei-me na portaria, fui até a recepção e aguardei alguns instantes, enquanto a recepcionista ligava para alguém. Tudo na instituição era (e é) muito bonito e bem cuidado, desde os jardins até as instalações internas. “O melhor para Deus”, pensei. Pouco tempo depois, ali estava ele: um senhor magro, de sorriso gentil e de um olhar que revelava sabedoria – o pastor Rubens da Silva Lessa, então redator-chefe da Casa Publicadora Brasileira. Ele apertou minha mão e me conduziu até sua sala, no setor de Redação. Cumprimentamos a secretária, a simpática Andréa, e entramos no escritório repleto de livros. Sentei-me na cadeira diante da grande mesa de madeira. Não, na verdade me senti afundar na cadeira, considerando-me pequeno na presença daquele homem tão culto, de português impecável e com tantos anos de experiência ministerial e editorial. Enquanto conversava com ele, pensava que meu futuro e da minha família dependiam daquele momento. Orei a Deus em pensamento e coloquei tudo mais uma vez nas mãos dEle.

Antes de deixarmos a Redação, no fim daquele dia memorável, o pastor Lessa me levou para conhecer a editora, mostrou-me uma sala vazia e disse, como que profetizando ou me dando um lampejo de esperança: “Esse escritório ainda pode ser o seu.”

Resumindo: um longo mês depois dessa entrevista, estava me mudando para Tatuí com minha esposa e os pouquíssimos móveis que possuíamos. Por indicação da esposa do meu chefe, a amável irmã Charlotte, alugamos uma casa em frente à casa deles. O casal Lessa nos adotou como filhos e nos ajudou a suportar a saudade dos nossos familiares e da nossa Santa Catarina, tão distante. Fazíamos o culto do pôr do sol juntos e frequentemente almoçávamos com eles. Levei algum tempo para conseguir comprar um carro, e não foram poucas as vezes em que meu vizinho foi à nossa casa para entregar a chave do Monza dele. “Pegue, vá dar uma volta com sua esposa.”

O pastor Lessa me convidou para ajudá-lo a cuidar de uma pequena igreja na cidade de Boituva, distante cerca de 25 km de Tatuí. Trabalhamos juntos ali, como anciãos, por mais de dois anos. Aprendi muito com ele. Com tato, ele ajudou a refinar meu modo de falar e de pregar. No trabalho, foi muito paciente, ensinando-me a escrever para a igreja, corrigindo meus erros e me mostrando que, acima de tudo, um bom texto se escreve com os joelhos mais do que com as mãos. E posso dizer que ter convivido de perto com esse homem de Deus valeu mais do que muitas faculdades.

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Acima de tudo, aprendi com ele que devemos ser íntegros, fiéis a Deus, à Sua Palavra e à Sua igreja. E isso Rubens Lessa ensinava por preceito e exemplo. Um verdadeiro professor. Um verdadeiro pastor. Um verdadeiro editor. Mas, sobretudo, um verdadeiro amigo. [Na foto acima está o grupo de editores da CPB em 2000.]

Hoje [2017] meu amigo completa 80 anos. Uma vida longa e abençoada, ainda gozando de ótima saúde, lucidez e ânimo para continuar pregando e escrevendo sobre o amor de Deus. Eu não poderia ter tido melhor professor!

Feliz aniversário, pastor Lessa!

Michelson

Nota (12/1/2019): Descanse em paz, meu amigo. Suas palavras sábias ajudaram incontáveis pessoas a encontrar a verdade que liberta. Tenho certeza de que na manhã da ressurreição você receberá muitos abraços de gratidão. Um desses será o meu.

 

O padre que guardou o sábado

padreAndrew Fisher, um ex-padre católico, pensou cuidadosamente sobre sua decisão de guardar o sábado. Ele argumentava que o mandamento do sábado não era parte da lei cerimonial, pois fora instituído na criação, antes que o sistema sacrifical fosse instaurado. Citando Mateus 5:17 e 18, mostrava que Jesus não removeu sequer um i da lei. Com Tiago 2:10-12, demonstrou que os discípulos não mudaram o sábado. Corajosamente, apontava a Igreja Católica como a origem da apostasia. A guarda do domingo, sugeria, era um cumprimento da mudança dos “tempos e [das] leis”, predita em Daniel 7:25. Por causa disso, Fisher perdeu a vida. Em 1529, ele e sua esposa foram sentenciados à morte.

Há coisas pelas quais compensa morrer. Salomão, o homem mais sábio de todos os tempos, disse: “Compra a verdade e não a vendas” (Pv 23:23). Fisher e sua esposa tiveram coragem moral, têmpera espiritual.

Algumas pessoas nunca se posicionam contrárias nem favoráveis a nada ou ninguém. Seguem a onda, no tom da multidão. Mas há pessoas como José, Daniel e Paulo. Disse Ellen White: “A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (Educação, p. 57).

O casal Fisher decidiu fazer o que era certo, porque era o certo, deixando os resultados com Deus. O lema de sua vida era: “Compensa seguir a verdade.” A verdade ainda é a verdade, independentemente da aceitação ou negação, popularidade ou rejeição de que seja alvo. Tomará você posição ao lado de homens e mulheres fiéis de todos os séculos? Seguirá a verdade custe o que custar, deixando com Deus os resultados?

Mark Finley, Sobre a Rocha

“Porque em verdade vos digo: até que o Céu e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mateus 5:18).

Quase 60 anos depois, uma grande surpresa para minha sogra

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Quando minha família e meus sogros decidimos passear na pequena cidade de São Pedro de Alcântara, a primeira colônia alemã de Santa Catarina, onde minha sogra nasceu, não imaginávamos a surpresa que nos esperava ali 58 anos depois de ela ter deixado a localidade. Lúcia Edith Schmitt Martins nasceu em São Pedro, mas, com apenas seis anos, teve que se mudar para Florianópolis. A mãe era da família Hoffmann, o pai, da família Schmitt (ambas pioneiras da cidade). Como cresceu na capital, Lúcia acabou perdendo contato com quase todas as pessoas da antiga colônia. Até aquele dia.

São Pedro de Alcântara foi fundada (como colônia) em 1829 e fica a 34 km de Florianópolis. Ela possui um dos mais belos templos católicos do estado de Santa Catarina, inaugurado em 1o de março de 1929, com um altar esculpido em madeira trazido da Alemanha. Subimos as escadarias da igreja, que fica no alto de um morro, a fim de contemplar a vista lá de cima e tirar algumas fotos. Foi quando encontramos uma senhora cuidando do jardim que rodeia as sepulturas de quatro padres. Aproximamo-nos dela e começamos a conversar. Maria Felizita Frim tem 79 anos e é muito simpática e falante. Há 57 anos trabalha voluntariamente como zeladora do templo, o que faz com muita dedicação e alegria.

Conversa vai, conversa vem, acabamos descobrindo que a avó dela era irmã do avô da minha sogra, portanto, da família Hoffmann. As duas são parentes e não sabiam.

Maria abriu a igreja para que pudéssemos contemplar a arquitetura interna e nos contou detalhes interessantes da cidade e das famílias fundadoras. Tirei uma foto dos parentes, dei a ela dois exemplares do meu livro O Poder da Esperança e nos despedimos impressionados com o vigor, a alegria e a fé daquela senhora.

Sem dúvida, aquela foi uma tarde de surpresas e descobertas.

Michelson Borges

 

Lança o teu pão sobre as águas

DonizeteNos últimos dois sábados de 2018 Deus me deu presentes de valor incalculável que me deixaram muito, mas muito feliz. Vou começar pelo último sábado, no qual preguei e apresentei palestra na Igreja Adventista Central de Criciúma – a mesma igreja em que eu fui batizado no fim do ano de 1991. Quando encerrei a palestra da tarde, um homem veio até mim e me deu um abraço apertado. Então contou sua história: em 1992, quando eu ainda era recém-convertido, dei estudos bíblicos para ele, juntamente com as irmãs Rejane e Rosi Duzzione. Na época, o Donizete Cachoeira (esse é o nome dele) não tomou a decisão pelo batismo. O tempo passou e nossos caminhos se distanciaram. Fui morar em Florianópolis, casei-me e depois mudei-me para Tatuí, onde estou há 20 anos. Donizete viveu a vida dele. Passou um tempo em Belo Horizonte e começou a assistir ao canal de TV Novo Tempo (gosta especialmente do programa Evidências). Isso fez reacender na mente dele as verdades bíblicas que havia aprendido anos antes. Em 2003, Donizete foi batizado e hoje frequenta um grupo adventista no Balneário Rincão, onde mora. Aquele abraço foi especial e me fez pensar nos muitos abraços que receberão as pessoas que se dedicam a pregar o evangelho; homens e mulheres que lançam perseverantemente o pão (semente) sobre as águas para, depois de muitos dias, fazer a colheita das plantas desenvolvidas pelo poder do Espírito Santo (Eclesiastes 11:1).

O outro presente minha esposa e eu recebemos há pouco mais de duas semanas, em Tatuí. Vou deixar que ela conte a história: “Há nove anos, enquanto aguardava nossa filha mais velha sair da aula de violino, fui abordada por um menino de onze anos que me perguntou sobre o que eu estava lendo e me disse que seria escritor. Então contei para ele que meu esposo é escritor e lhe prometi dar de presente um livro dele. Fizemos uma visita à família do Samuel e depois disso ele passou a frequentar a igreja conosco durante uns dois anos. Muitas vezes nos oferecemos para dar estudos bíblicos para os pais do Samuel, mas eles relutavam, por serem membros de uma denominação que condena o estudo das Escrituras Sagradas. Mas, por intervenção divina, eles acabaram aceitando o convite. Estudamos a Bíblia com eles por um ano, sob forte oposição da família e de membros da igreja à qual eles pertenciam – especialmente da filha e do genro. Até que a filha, Danieli, teve um lindo sonho envolvendo um hino do Hinário Adventista. Ao acordar, ela se lembrava do hino, até então desconhecido para ela, e descobriu posteriormente que pertencia ao hinário da Igreja Adventista. Isso a impressionou e fez com que aceitasse participar do estudo bíblico com os pais e o Samuel. Entretanto, o esposo dela, Estêvão, ficou contrariado e o relacionamento de ambos, abalado. Por causa disso e de outros problemas, todos desistiram de estudar a Bíblia conosco, embora demonstrassem que gostavam muito das nossas reuniões.

“Ficamos tristes com essa interrupção e continuamos orando pela família, pois sabíamos que eram sinceros e amavam a Deus. Depois de um ano, fui impressionada a visitar a Danieli em seu trabalho. Ela me contou algo surpreendente: o esposo estava assistindo à TV Novo Tempo e tinha anotadas em um caderninho muitas dúvidas sobre doutrinas bíblicas. Então fomos visita-los e o Estêvão nos pediu para estudar o livro do Apocalipse com eles! Os pais da Danieli e o Samuel estavam mais envolvidos na igreja deles e temiam retomar os estudos.

“Após dois anos e muita luta espiritual, a Danieli e o Estêvão foram batizados por meu marido. Ironicamente, agora eles é que oravam fervorosamente pelo Samuel e pelos pais dele, para que também se entregassem a Jesus e seguissem a verdade bíblica.

“No fim do ano passado, Deus tocou profundamente o coração do jovem Samuel, agora com 20 anos, e da mãe dele, a Miriam. Depois de assistir a vários programas e estudos bíblicos da Novo Tempo, ela teve um sonho em que os dois estavam sendo batizados na Igreja Adventista, e surpreenderam a todos ao afirmar que finalmente estavam prontos para o batismo. Então, no dia 22 de dezembro, recebemos esse lindo presente de Natal, e meu esposo os batizou. Ao ver a decisão do filho e da esposa, o Paulo, pai do Samuel, também se decidiu pelo batismo e aguarda nosso retorno das férias para ser batizado.”

Assim chega ao fim uma linda história em que o principal protagonista foi o Espírito Santo. Uma história que começou há quase dez anos com um garotinho perguntando sobre um livro. Melhor dizendo, a história deles está só começando. A família Nascimento está sendo usada para levar outras pessoas a Jesus e à Palavra de Deus.

Experimente você também dar estudos bíblicos para alguém. Comece neste ano e não desanime. Mesmo que demore algum tempo, a semente lançada sobre as águas um dia poderá germinar e florescer.

Obrigado, Senhor, pelo que fizeste na vida do Donizete, da família Nascimento e tens feito na vida de tantas pessoas!

Michelson e Débora Borges