Viagem missionária ao Camboja

Photo 01.08.17 23 07 20Meu marido e eu nos conhecemos e fomos batizados na Igreja Adventista há três anos, aqui na Suíça, onde moramos, e desde então entendemos o significado da religião, da igreja: disseminar a Palavra de Deus. Vivemos em um país onde falar de Deus é algo banal. Devido às boas condições de vida, de trabalho, as pessoas vivem por suas próprias obras e sentem que tudo está sob controle de suas mãos. Antes de pensarmos em ir a outro país, fizemos várias campanhas evangelísticas na região onde moramos, mas sempre sem muito sucesso… Certo dia em uma conversa informal com um amigo, estávamos conversando sobre missões e tomamos conhecimento de alguns missionários que moravam no Camboja, então surgiu a ideia de nos juntarmos a eles e fazer algo evangelístico mais relevante. Nascia o projeto Conexão Camboja.

Entramos em contato com esses missionários adventistas e elaboramos o projeto que consistia em visitar alguns vilarejos próximos da cidade de Siem Reap, onde ficava nossa sede missionária, e distribuir material escolar às crianças para incentivar os pais a enviar seus filhos às escolas (dado que o índice de crianças que trabalham em fábricas têxteis, em arrozais e na prostituição é enorme), distribuir refeição saudável e vegetariana, livros Caminho a Cristo traduzidos para a língua nativa – o khmer –, compartilhar o testemunho de nossa fé ; falarmos sobre conselhos básicos de saúde, implantamos poços de água potável em vilarejos nos quais o acesso à água era mais difícil, e distribuímos Bíblias aos membros das igrejas adventistas já existentes no país.

O próximo passo foi desenvolvermos campanhas para divulgar o projeto e arrecadar fundos para a compra dos materiais. O projeto foi financiado por doações, mas os gastos com passagens e pessoais foram financiados por nós mesmos.

O início de uma batalha

Tudo pronto para partirmos rumo ao Camboja! Mas… problemas começaram a surgir.

Uma semana antes de nossa partida torci o pé direito de tal maneira que mal conseguia pisar no chão. Fomos tomados por preocupações, o “estado de saúde” do meu pé não era bom, mas decidi ir mesmo assim.

Ao chegarmos no aeroporto de Zurique, meu marido e eu fomos surpreendidos com uma informação desagradável no guichê de checkin-in. Eu não poderia entrar no Camboja porque meu passaporte tinha apenas dois meses para expirar a validade, e para entrar no Camboja era necessário no mínimo seis meses. Descuido da minha parte!

Porém, não nos demos por vencidos. Como tínhamos conexão em Bangkok, e lá era autorizada minha entrada no país, decidimos ir ao consulado brasileiro de Bangkok e providenciar um novo passaporte. Decisão certeira! Conseguimos renovar meu passaporte no mesmo dia e em poucas horas.

Mas… (novamente o “mas”) ao pisar na Tailândia adquiri uma infecção no olho direito que me acompanhou por uma semana. Acho que foi nesse momento que eu entendi o que Paulo escreveu em sua carta aos Éfesios 6:12 : “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” E nem pense que os “infortúnios” acabaram por aqui. Apesar de todos os imprevistos conseguimos chegar enfim ao Camboja!

Ao cruzarmos a fronteira, nos deparamos com uma paisagem extremamente diferente do que estamos habituados a ver. Não comparo apenas com a realidade da Europa, comparo também com o que já vi no Brasil, e era uma imagem muito triste de pobreza, condições de vida e trabalho no limite do aceitável.

Finalmente encontramos nossos companheiros missionários, e a partir daí sentimos a tão sonhada missão ser concretizada!

Sobre nossos amigos missionários: um é de origem cambojana ou khmer, como eles costumam dizer, o outro é francês casado com uma cambojana.

Para facilitar nosso deslocamento alugamos uma moto que foi nosso meio de transporte durante uma semana de missão. O acesso aos vilarejos não é fácil: estradas de terra, muita poeira e desníveis, mas, mesmo assim, a moto era o meio mais acessível aos vilarejos. Carregados de caixas de materiais e livros, fomos todas as tardes aos vilarejos onde nosso missionário cambojano havia pedido autorização aos chefes para realizarmos a missão – no total foram cinco povoados. Em um desses povoados o chefe se sentiu tocado pela mensagem e pediu para que nossos missionários orassem por eles e para que chovesse – algo inusitado, dado que a grande maioria do Camboja é budista e não acredita orações. Nesses locais foram implantados quatro poços de água potável e realizadas palestras com mensagens bíblicas.

Apesar de os locais serem todos, sem exceção, extremamente pobres, as pessoas estavam sempre sorrindo. As crianças tinham um sentido de gratidão muito firmado. As pequenas comunidades transmitiam a imagem de uma grande família; as crianças menores eram cuidadas por todos; eu não conseguia identificar quem eram os pais; até mesmo as próprias crianças cuidavam umas das outras.

De certa forma, eles são conformados com a realidade em que estão inseridos, e isso não é motivo para se sentirem desafortunados ou injustiçados por não terem uma bela casa, carros, roupas da moda, como eles viam em algumas revistas espalhadas pelo vilarejo.

O meio

 Nossa primeira semana de missão finalizou numa visita a uma igreja adventista local de língua inglesa, mas… como eu havia dito que os infortúnios não haviam terminado, passei mais uma vez por uma complicação.

Fui convidada a pregar na igreja de língua inglesa naquele sábado em que estaríamos lá. Porém, na tarde da sexta-feira, caí enferma com muita febre, dor no corpo e na garganta. No dia seguinte, ainda muito mal, consegui aliviar as dores e a febre com analgésicos. Com oração e com a graça de Deus, consegui cumprir o compromisso. Após o culto me senti como se houvessem acabado minhas forças e passei a tarde na cama. Surpreendentemente, à noite eu já estava bem. Dei graças a Deus novamente porque no dia seguinte iríamos passar uma semana na estrada, visitando algumas igrejas adventistas pelo país para distribuirmos Bíblias.

Você deve estar se questionando por que era tão importante distribuir Bíblias nas igrejas. Explico: o salário básico da população é de 50 dólares e uma Bíblia no Camboja custa em média de 7 a 10 dólares, ou seja, mais de 10% do salário. Os membros conhecem a Bíblia quando ouvem nas igrejas, mas estudar e investigar a Palavra de Deus não é tão simples para eles.

Deslocarmo-nos dentro do país foi quase uma aventura. Em algumas cidades não existem estação rodoviária, nem pontos de ônibus. Nessas cidades precisávamos ir à praça e esperar algum carro ou minibus passar e anunciar que estava indo para alguma outra cidade.

No total visitamos cinco igrejas, todas elas longe das cidades e próximas a pequenos povoados nos quais todos os habitantes são adventistas. Uma dessas igrejas chamou muito nossa atenção por sua história. Os membros já eram cristãos e guardavam o domingo, porém, descobriram sozinhos que o dia certo de guarda é o sábado e começaram o guardar o sétimo dia. E um dia, um pastor adventista da região descobriu esse grupo desconhecido de guardadores do sábado e começou a apoiá-los. Hoje todos são adventistas.

Visitamos também um complexo adventista com colégio, orfanato e igreja financiados por mantenedores dos Estados Unidos, Alemanha e Coreia do Sul. Ficamos muito felizes por ver como os jovens são ativos. Toda a programação de sábado é organizada por eles.

Conhecemos também um jovem que conversou muito com meu marido. Durante a conversa, meu marido notou uma pequena deficiência mental nele, porém, o que ele falava sobre seu amor por Jesus era muito lúcido. Esse jovem relatou um pouco suas experiências de evangelizar em povoados muçulmanos e budistas, e como ele havia sido várias vezes maltratado verbalmente e até mesmo fisicamente – numa ocasião tentaram até mesmo atear fogo nele e apedrejarem-no. Mas ele não cansava de dizer que, se fosse para morrer por Cristo, ele estava pronto. Mesmo com sua pequena deficiência, seu amor por Jesus era contagiante e sincero. Que lição! Esse relato se tornou para nós uma grande reflexão, pois até alí estávamos prontos a abrir mão de nosso conforto e ir aos mais necessitados, mas será que já estaríamos prontos a morrer por Cristo?

Fim da batalha

Voltamos para casa e, apesar de termos passados apenas duas semanas intensas em missão, sentimos um grande choque cultural ao chegar de volta à Suíça. Era algo inesperado. Eu não imaginava que sentiríamos isso, mas nos sentimos revoltados por viver em um local em que o luxo é tão presente e tão desnecessário.

O retorno foi mais difícil de digerir do que a chegada a um país onde a pobreza é a classe predominante. Onde a condição climática com altas temperaturas é desfavorável até mesmo para trabalhar. Mas, mesmo assim, ainda era menos chocante do que viver em um país em que o meu eu é sempre o mais importante.

Eu poderia escrever páginas e páginas sobre nossa experiência missionária e mesmo assim não conseguiria transmitir o que sentimos no momento em que nos colocamos à disposição de Deus na missão que Ele nos confiou.

Já havia escutado várias vezes que quando você parte em missão não volta o mesmo, e eu sempre acreditei nisso. Porém, agora eu entendo o porquê. Viver em missão ou viver uma experiência missionária é realizar o pedido que nosso Pai nos faz todos os dias, que é o de sermos 100% dependentes dEle. É literalmente esvaziar o eu e, consequentemente, ser preenchido pelo Espírito de Deus. O sentido de viver se torna mais pleno, algo nunca havíamos experimentado. Agora o grande objetivo é trazer para nossa vida esse sentido de missão e ser missionários em todo lugar: no trabalho, entre amigos e familiares, e em nossa própria congregação.

Enfim… agora entendemos por que Jesus nos pediu várias vezes: ide e fazei discípulos, porque é dessa maneira que nos aproximamos dos braços do Pai.

(Alessandra Vieira é brasileira e mora na Suíça)

 

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Os fãs da cultura pop

Coleção gibis

Fui nerd na adolescência. Tive uma coleção de milhares de HQs de super-heróis, era cinéfilo, adorava filmes de ficção científica e até produzia minhas próprias histórias em quadrinhos (texto e desenhos). Sou fruto da cultura pop e sei dos estragos que ela fez em mim, na minha mente, nas minhas emoções, durante a minha adolescência (isso que há 30 anos essa cultura era bem menos decadente). Quando me converti, entendi que precisava abandonar os filmes a que eu assistia, os quadrinhos de super-heróis que eu lia e as músicas tipo rock que eu ouvia. Precisei, com a ajuda de Deus, refinar meus gostos, minhas preferências, e adotar critérios bem definidos para o consumo da mídia. Hoje estamos passando a mão na cabeça dos jovens e dizendo que eles podem assistir a tudo o que quiserem, desde que extraiam dali conteúdos espirituais. Para essas pessoas mais fãs e geeks do que cristãos parece que o diabo não mais existe. Nada é ruim se te faz feliz! O que dizer de textos como Romanos 12:2, Filipenses 4:8 e Efésios 5:8 (para citar apenas três)? Deixe pra lá ou interprete-os ao seu bel-prazer. Aliás, assistindo a tantas séries e lendo tantos gibis, que tempo haverá para estudar a Bíblia, não é mesmo? E aí está a armadilha: sem tempo para a Bíblia, não se desenvolve uma cosmovisão bíblica; sem essa cosmovisão, fica fácil chamar ao mal de bem e ao bem de mal (Isaías 5:20). Antes, o que nos preocupava era termos uma geração meramente fã de Jesus, sem compromisso com Ele. Mas como tudo neste mundo sempre pode piorar, hoje estamos vendo surgir uma geração fá da cultura pop e meramente admiradora do “super-herói” Jesus. Uma geração que parece confundir o uso dos meios com a imersão nos conteúdos. Uma geração que adora pão e circo e se alimenta (quando o faz) de migalhas do Pão da Vida. Fala-se em “contextualização”, mas deixa-se de perceber que Jesus e os apóstolos, quando utilizaram esse recurso, estavam lutando por alcançar os incrédulos a partir da cultura deles e sem se demorar nos aspectos culturais que lhes eram familiares. Os pregadores usavam certos conteúdos apenas como “gancho” para atrair a atenção e levar a audiência à verdade que salva. Usar esse recurso para atrair a atenção de jovens cristãos e se demorar mais nos conteúdos da cultura pop do que na mensagem divina é, no mínimo, um contrassenso. Em lugar de tentar sacralizar conteúdos fúteis, ocultistas e/ou imorais, seria preferível admitir de uma vez que se é fã dessas coisas e assisti-las somente em casa, no escurinho da sala de estar, sem escancarar a aparência do mal. Algo feito apenas entre você e os anjos – sabe-se lá que anjos…

Michelson Borges

Testemunho impressionante de um ex-satanista

Um dos livros mais impressionantes e reveladores que eu já li foi o Viagem ao Sobrenatural, da Casa Publicadora Brasileira, escrito pelo adventista canadense e ex-satanista Roger Morneau. Nesse livro, Morneau fala de sua experiência nos meandros do mundo ocultista e satanista. Revela as estratégias satânicas e narra seu encontro libertador com Jesus. Depois de convertido, Morneau desenvolveu um lindo ministério de oração intercessora, o que ele descreve em outro livro muito bom da Casa Publicadora Brasileira: Respostas Incríveis à Oração. Para mim, um dos grandes méritos da obra desse homem é chamar a atenção para algo que muitos cristãos acabam esquecendo: que estamos vivendo no meio de um tremendo conflito espiritual e nossa vida está sendo disputada continuamente pelas forças envolvidas nessa batalha. Satanás e seus anjos são reais. São anjos caídos e rebelados contra o governo de Deus e contra a lei que rege os seres criados. Eles fazem de tudo para controlar nossa mente, nosso coração. E nossa única salvaguarda consiste em uma vida de íntima comunhão com Aquele que é tão real quanto o diabo, mas infinitamente mais poderoso.

O testemunho que você vai assistir a seguir é parecido com o de Roger Morneau, mas vem da África, mais precisamente de Angola. Trata-se da história de Gabriel Guilherme Estêvão, dedicado desde o ventre a Satanás para que fosse seu servo e propagador de suas ideias diabólicas. Gabriel foi apresentado pelo pastor Tunda, da igreja adventista central de Angola, ao conselheiro espiritual da Escola Bíblica da Novo Tempo, Manassés Queiroz, que fez a filmagem quando esteve naquele país. À semelhança de Morneau e totalmente coerente com o que o canadense escreveu, Gabriel também revela as estratégias diabólicas de dominação satânica e reforça o que o apóstolo Paulo escreveu em Efésios 6:12: “Não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.”

Depois de convertido, Gabriel relutou por mais de seis anos em revelar sua história, mas entendeu que Deus o estava motivando a testemunhar, a fim de ajudar seus irmãos de fé a acordar do marasmo espiritual e serem cristãos adventistas de fato. Parar de brincar com a salvação.

Em nosso mundo cada vez mais secularizado e dominado pelo mal, tendemos a nos esquecer dessa luta e de que a vitória só pode ser alcançada pela força que vem de Jesus Cristo. Aliás, algo que fica em evidência tanto no testemunho de Morneau quanto no de Gabriel é o encontro deles com Jesus e de como passaram a amar o verdadeiro Mestre. Esse é sem dúvida o ponto mais importante das histórias deles, o que faz delas muito mais do que mero sensacionalismo. Relatos de pretensos ex-satanistas há muitos por aí, mas tudo o que fazem é apenas exaltar o poder e as obras do inimigo, além de propagar conceitos antibíblicos como o mito do inferno eterno e a mentira da imortalidade da alma. Morneau e Gabriel passam longe disso e apontam a Bíblia como a suprema revelação de Deus e a Jesus como o nosso libertador das garras do mal. Mas é preciso entregar a vida a Ele e viver coerentemente o cristianismo, cientes de que numa guerra não pode haver vacilos.

Assista ao vídeo com oração e atenção e tome também a sua decisão. Que Deus te abençoe. [MB]

Ex-atriz pornô se guardou até o casamento após se converter

atrizDepois de se tornar cristã, uma ex-atriz pornô decidiu abandonar a prática sexual até o dia de seu casamento. Desde então, ela tem encorajado outras mulheres a viverem a pureza sexual através de um coração purificado por Cristo. Antes de se render a Jesus, Brittni De La Mora, antes conhecida pelo nome artístico Jenna Presley, era uma estrela na indústria de filmes adultos. Ela foi nomeada uma das 12 melhores artistas do entretenimento pornográfico e era uma das atrizes que mais ganhavam dinheiro nessa indústria, nos Estados Unidos. No entanto, Deus tinha outros planos para a vida dela. Brittni passou a frequentar a Igreja Cornerstone em San Diego, na Califórnia depois de fazer cerca de 375 filmes adultos. “Sim, eu sei que foram muitos. Quando fui para a igreja eu estava quebrada e tinha chegado ao fundo do poço”, ela relatou em seu blog. “Eu estava tão perdida na vida, eu não tinha para onde olhar, somente para cima. Eu sabia que o meu caminho na vida não era trabalhar com isso. Fiquei quase 26 anos solteira, quebrada e deprimida”, afirmou.

Depois de aprender mais sobre Jesus, a mentalidade de Brittni começou a mudar. “Comecei a ler a Bíblia e aprendi uma nova maneira de viver. Eu sabia que Deus tinha me dado uma segunda chance e eu queria fazer tudo para fazer certo dessa vez”, ela contou.

Brittni decidiu viver em pureza sexual e sua escolha passou a inspirar outras pessoas. “Eu pensava: ‘Se uma ex-estrela pornô consegue esperar para fazer sexo só no casamento, qualquer um consegue’”, comentou.

Na igreja, Brittni ouviu muitas histórias de mulheres que tiveram relacionamentos ruins, eram sexualmente ativas antes do casamento e tiveram suas vidas restauradas por Deus. “Embora eu ame histórias de restauração, eu não queria viver isso de novo. Eu queria ser capaz de dizer: ‘A pureza sexual não é fácil, mas é possível. Se eu posso fazer isso, você também pode’”, disse ela.

Também foi na igreja que Brittni encontrou o homem que seria seu marido e, juntos, eles decidiram se guardar até o casamento. “Eu era celibatária por três anos e meu marido por sete anos. Honrar a Deus sempre foi importante para nós desde o dia em que nos conhecemos. Fizemos isso da maneira certa, porque permanecemos no caminho de Deus. Devido a isso, posso dizer que tenho sido abençoada com um grande casamento”, celebra.

A ex-atriz pornô continua incentivando outras mulheres a lembrar que a pureza não é apenas uma questão física – é um estado do coração. “Pureza começa sempre com o coração. Manter um coração puro, buscar a Deus todos os dias através da adoração, oração e leitura da Bíblia. Eu continuo ignorando as ofensas e perdoando rapidamente aqueles que me machucaram”, afirma.

(GuiaMe)

Clique aqui e leia mais sobre o testemunho e os dramas de atrizes pornôs.

O garoto que usava o portão da igreja como trave de futebol

IMG_0484Quando era criança, Matheus Farias Soares costumava jogar bola na rua com seus amiguinhos, na cidade de Tatuí, interior do Estado de São Paulo. Como ele morava em frente à igreja adventista de seu bairro, fazia do portão do templo a trave de futebol. Várias vezes seus chutes certeiros acabavam disparando o alarme da igreja. O tempo passou e Matheus acabou descobrindo o canal de TV Novo Tempo. Gostava especialmente do programa “Está Escrito”, apresentado pelo pastor Ivan Saraiva. Depois de fazer uma oração pedindo orientação a Deus (ele sempre foi um menino religioso), Matheus teve a clara impressão de que deveria pedir aos pais que o matriculassem no colégio adventista da cidade. E seu pedido foi atendido. Ali, Matheus demonstrou interesse pelas aulas de religião e chegou a ser convidado para apresentar uma reflexão durante uma das capelas (cultos) semanais. Nesse dia, minha filha Giovanna o convidou para fazer parte do pequeno grupo de adolescentes que se reunia em nossa casa às sextas-feiras à noite. Matheus gostava desses encontros e era bastante participativo. Só que depois de alguns meses ele teve que se mudar com a mãe para São Paulo e não mais pôde participar do nosso pequeno grupo. Mantive contato com ele pelo WhatsApp e procurei tirar dúvidas e enviar materiais de estudo.

O tempo passou e mais de um ano depois recebi a mensagem de um amigo colportor a quem não via fazia muitos anos: “Pastor Michelson, você poderia vir a São Paulo fazer o batismo de um amigo seu?” “Quem?”, perguntei. “O Matheus”, respondeu meu amigo Tiarlhes. Depois fiquei sabendo que ele havia visitado o Matheus e a mãe dele e continuado os estudos bíblicos que minha esposa e eu havíamos iniciado em nossa casa. Que notícia feliz! Quando o Matheus me convidou para ir ao seu batismo, procurei desconversar. Queria fazer surpresa. E aquele sábado foi realmente muito feliz! Tive o privilégio de batizar o Matheus e a mãe dele, a Alessandra, e percebi mais uma vez que, quando a igreja e suas instituições trabalham unidas com o mesmo propósito (levar as pessoas a Jesus), os milagres acontecem. No caso do Matheus, o Espírito Santo trabalhou por meio da Novo Tempo, da Educação Adventista, do evangelismo pessoal de uma colega de classe e até da colportagem, por meio do trabalho de um ministro da página impressa.

Quando era criança, Matheus Farias Soares fazia do portão da igreja adventista de seu bairro a trave de futebol, e não imaginava que um dia encontraria o caminho da salvação nas páginas da Bíblia Sagrada e entraria pelos portões de uma igreja adventista de outra cidade, preparando-se desde já para um dia entrar pelos portões de ouro da cidade celestial.

Michelson Borges

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Matheus, o colportor Tiarlhes e Alessandra

Equipe da revista Vida e Saúde recebe visitas muito especiais

colportor-e-assinante-da-vida-e-saude-creditos-marcio-tonetti-foto-1Recentemente, nós, da equipe editorial da revista Vida e Saúde, recebemos aqui na Casa Publicadora Brasileira visitas mais do que especiais. José Martins Gonçalves é assinante de Vida e Saúde há mais de 40 anos, mas nunca tinha tido a oportunidade de conhecer a empresa e a equipe que produzem a revista que tanto bem lhe tem feito ao longo dessas décadas. Foi graças à motivação vinda da leitura de um artigo na revista, que em 1983 José decidiu abandonar o tabagismo (ele fumava de duas a três carteiras de cigarros por dia). José veio acompanhado da esposa e do representante da editora que o visita todos os anos, a fim de renovar a assinatura. Na verdade, José e o colportor Nelson da Silva hoje são grandes amigos. Nelson tem 80 anos e trabalha com assinaturas de Vida e Saúde há 60. Ele atribui muito de sua saúde e vitalidade ao que tem aprendido com a leitura da revista, e nem pensa em parar de vender Vida e Saúde.

Um homem de voz firme, culto e de palavras bem pensadas, Nelson é um exemplo de verdadeiro colportor-missionário. Ele conhece bem o material que oferece às pessoas e vive o que ensina. Nisso, também, reside o poder de suas palavras. É impossível conversar com ele por alguns minutos e não passar a admirá-lo pela vida toda. Mais de meio século de uma carreira linda e bem-sucedida, distribuindo saúde, bem-estar e, sobretudo, esperança.

A história e o exemplo de José e Nelson são um exemplo claro de que a obra de publicações nasceu mesmo no coração de Deus – e é eficaz, quando realizada de acordo com as orientações dEle. Nem é preciso dizer que a visita dessas pessoas foi uma inspiração para a nossa equipe, né? [MB]

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Da esquerda para a direita: Nerivan Silva (editor associado), Michelson Borges (editor), Ágatha Lemos (editora associada), José Gonçalves (bancário aposentado), Nelson da Silva (de chapéu) e respectivas esposas

De publicador do Reino das Testemunhas de Jeová a adventista do sétimo dia

ex tjNascido em um lar testemunha de Jeová, meus pais sempre me ensinaram a importância de educar segundo os caminhos de Deus (Provérbio 22:6). Desse modo, fui treinado para expandir meu ministério desde criança, colocando no coração e na mente a importância de ser um missionário zeloso. Os métodos que meus avós e pais utilizaram para eu crescer segundo a vontade de Deus consistiram em me instruir ensinando princípios bíblicos e histórias vívidas e interessantes, como as que se encontram na Bíblia. Com 14 anos de idade, após ter estudado vários livros e passado por vários treinamentos ministeriais, aceitei a doutrina da organização Sociedade Torre de Vigia e fui batizado. Após doze anos como “publicador das boas-novas” das Testemunhas de Jeová (mais conhecido como missionário), deparei-me com erros graves ao comparar alguns textos da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (TNM) com outras traduções da Bíblia, principalmente textos que se referem à divindade de Jesus Cristo e ao Espírito Santo, muitos dos quais foram alterados propositalmente para rebaixar a pessoa de Cristo e colocar o Espirito Santo como uma “força ativa”, não como um agente divino para nossa salvação.

É importante destacar que não é a sinceridade nem a fé de cada testemunha de Jeová que está em questão, mas, sim, que a TNM é uma paráfrase e não uma tradução literal dos idiomas originais. É uma obra deturpada, tendenciosa e cheia de interpolações. Creio que a Comissão da Tradução do Novo Mundo mudou o texto bíblico para se adequar à sua própria doutrina.

Quando percebi que não estava pregando a verdade sobre a pessoa de Cristo e o Espirito Santo, tomando como base a TNM, escrevi uma carta para a comissão judicativa de superintendente e ancião qualificados das testemunhas de Jeová para debater sobre o assunto. Uma semana depois de terem recebido a carta, marcaram uma reunião comigo. O encontro durou oito horas, e ao perceberem que estavam se deparando com verdades bíblicas descritas em Apocalipse 22:18 e 19, não tiveram argumentos convincentes. Logo depois mostrei o texto de Colossenses 2:9 que sofreu alteração na TNM: a palavra original “divindade” foi trocada por “qualidade divina”, para rebaixar a pessoa de Jesus Cristo. A comissão da TNM perverteu e adulterou essa passagem na “Bíblia” deles, retirando a real força de Cristo como divino.

Ora, “qualidade divina” não é a mesma coisa que “divindade”, visto que qualidade divina todo homem mortal tem, ao passo que divindade se refere diretamente a Deus.

Depois de muito debate, não só em torno de um texto, mas de vários, a comissão judicativa das testemunhas de Jeová me desassociou, e logo em seguida assinei um documento segundo o qual a partir daquele eu não mais seria testemunha de Jeová. Naquele mesmo dia, comecei a orar a Deus fervorosamente, pedindo que Ele me revelasse a Verdade. Passei então a frequentar e estudar algumas igrejas da cristandade, porque sempre tive em mente que a Bíblia é regra de fé e prática, e que eu devia estudá-la diariamente, mantendo um estudo regular da Palavra de Deus e muita oração.

Em junho de 2014, resolvi visitar uma igreja batista para frequentá-la, sendo que estava com o desejo de pertencer àquela denominação. Mas não sabia o que Deus estava guardando para a minha vida. Quando estava indo visitar a igreja batista da Olaria, na cidade de Porto Velho, RO, em um culto de domingo, ao caminhar, estava em frente a uma igreja adventista do sétimo dia (central de Porto Velho), que se encontra na mesma rua da igreja batista. Quando eu estava passando na frente do templo adventista, senti que o Espírito Santo estava me guiando e me chamou para entrar naquele templo adventista. Daquele momento em diante, comecei a perceber que Deus estava agindo na minha vida (Romanos 8:14).

Assisti ao culto e permaneci observando tudo, sendo que eu nunca tinha visitado um templo adventista. O que mais me chamou a atenção naquela reunião de Classe Bíblica Novo Tempo foi a segurança do orador em suas palavras, tomando como referência textos bíblico em tudo o que dizia.

A cada minuto que passava eu ficava mais convencido de que o Espírito Santo estava naquela igreja, porque não vi o orador dialogando com pseudodemônios e, muito menos, esses demônios incorporando em pessoas. Quando terminou o culto, sai da igreja adventista do sétimo dia convencido de que naquela igreja estava a verdade. Logo em seguida, resolvi aceitar um estudo bíblico. Depois de alguns meses de estudo, aceitei o dom de salvação, e no dia 19/10/14 fui Batizado por imersão nas águas, tornando-me membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Hoje sou ancião da Igreja Adventista Areal Central de Porto Velho, trabalho também como diretor do Ministério Pessoal da minha igreja, faço parte da equipe distrital de Mordomia e pretendo seguir a “carreira” de pastor. Sabe qual é a minha missão hoje? Evangelizar as testemunha de Jeová, porque sei que existem lá pessoas sinceras que precisam conhecer a verdade que eu conheci.

Um ano depois da minha conversão, recebi outra benção do Criador: conheci e casei na igreja adventista com uma mulher virtuosa chamada Noêmia Carvalho, diretora do Departamento de Saúde da nossa igreja.

Agradeço a Deus por ter ouvido minhas orações e guiado minha vida por meio da Igreja Adventista e de Seu santo Espírito.

(Elison Ferreira é ancião da Igreja Adventista Areal Central de Porto Velho)