De publicador do Reino das Testemunhas de Jeová a adventista do sétimo dia

ex tjNascido em um lar testemunha de Jeová, meus pais sempre me ensinaram a importância de educar segundo os caminhos de Deus (Provérbio 22:6). Desse modo, fui treinado para expandir meu ministério desde criança, colocando no coração e na mente a importância de ser um missionário zeloso. Os métodos que meus avós e pais utilizaram para eu crescer segundo a vontade de Deus consistiram em me instruir ensinando princípios bíblicos e histórias vívidas e interessantes, como as que se encontram na Bíblia. Com 14 anos de idade, após ter estudado vários livros e passado por vários treinamentos ministeriais, aceitei a doutrina da organização Sociedade Torre de Vigia e fui batizado. Após doze anos como “publicador das boas-novas” das Testemunhas de Jeová (mais conhecido como missionário), deparei-me com erros graves ao comparar alguns textos da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (TNM) com outras traduções da Bíblia, principalmente textos que se referem à divindade de Jesus Cristo e ao Espírito Santo, muitos dos quais foram alterados propositalmente para rebaixar a pessoa de Cristo e colocar o Espirito Santo como uma “força ativa”, não como um agente divino para nossa salvação.

É importante destacar que não é a sinceridade nem a fé de cada testemunha de Jeová que está em questão, mas, sim, que a TNM é uma paráfrase e não uma tradução literal dos idiomas originais. É uma obra deturpada, tendenciosa e cheia de interpolações. Creio que a Comissão da Tradução do Novo Mundo mudou o texto bíblico para se adequar à sua própria doutrina.

Quando percebi que não estava pregando a verdade sobre a pessoa de Cristo e o Espirito Santo, tomando como base a TNM, escrevi uma carta para a comissão judicativa de superintendente e ancião qualificados das testemunhas de Jeová para debater sobre o assunto. Uma semana depois de terem recebido a carta, marcaram uma reunião comigo. O encontro durou oito horas, e ao perceberem que estavam se deparando com verdades bíblicas descritas em Apocalipse 22:18 e 19, não tiveram argumentos convincentes. Logo depois mostrei o texto de Colossenses 2:9 que sofreu alteração na TNM: a palavra original “divindade” foi trocada por “qualidade divina”, para rebaixar a pessoa de Jesus Cristo. A comissão da TNM perverteu e adulterou essa passagem na “Bíblia” deles, retirando a real força de Cristo como divino.

Ora, “qualidade divina” não é a mesma coisa que “divindade”, visto que qualidade divina todo homem mortal tem, ao passo que divindade se refere diretamente a Deus.

Depois de muito debate, não só em torno de um texto, mas de vários, a comissão judicativa das testemunhas de Jeová me desassociou, e logo em seguida assinei um documento segundo o qual a partir daquele eu não mais seria testemunha de Jeová. Naquele mesmo dia, comecei a orar a Deus fervorosamente, pedindo que Ele me revelasse a Verdade. Passei então a frequentar e estudar algumas igrejas da cristandade, porque sempre tive em mente que a Bíblia é regra de fé e prática, e que eu devia estudá-la diariamente, mantendo um estudo regular da Palavra de Deus e muita oração.

Em junho de 2014, resolvi visitar uma igreja batista para frequentá-la, sendo que estava com o desejo de pertencer àquela denominação. Mas não sabia o que Deus estava guardando para a minha vida. Quando estava indo visitar a igreja batista da Olaria, na cidade de Porto Velho, RO, em um culto de domingo, ao caminhar, estava em frente a uma igreja adventista do sétimo dia (central de Porto Velho), que se encontra na mesma rua da igreja batista. Quando eu estava passando na frente do templo adventista, senti que o Espírito Santo estava me guiando e me chamou para entrar naquele templo adventista. Daquele momento em diante, comecei a perceber que Deus estava agindo na minha vida (Romanos 8:14).

Assisti ao culto e permaneci observando tudo, sendo que eu nunca tinha visitado um templo adventista. O que mais me chamou a atenção naquela reunião de Classe Bíblica Novo Tempo foi a segurança do orador em suas palavras, tomando como referência textos bíblico em tudo o que dizia.

A cada minuto que passava eu ficava mais convencido de que o Espírito Santo estava naquela igreja, porque não vi o orador dialogando com pseudodemônios e, muito menos, esses demônios incorporando em pessoas. Quando terminou o culto, sai da igreja adventista do sétimo dia convencido de que naquela igreja estava a verdade. Logo em seguida, resolvi aceitar um estudo bíblico. Depois de alguns meses de estudo, aceitei o dom de salvação, e no dia 19/10/14 fui Batizado por imersão nas águas, tornando-me membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Hoje sou ancião da Igreja Adventista Areal Central de Porto Velho, trabalho também como diretor do Ministério Pessoal da minha igreja, faço parte da equipe distrital de Mordomia e pretendo seguir a “carreira” de pastor. Sabe qual é a minha missão hoje? Evangelizar as testemunha de Jeová, porque sei que existem lá pessoas sinceras que precisam conhecer a verdade que eu conheci.

Um ano depois da minha conversão, recebi outra benção do Criador: conheci e casei na igreja adventista com uma mulher virtuosa chamada Noêmia Carvalho, diretora do Departamento de Saúde da nossa igreja.

Agradeço a Deus por ter ouvido minhas orações e guiado minha vida por meio da Igreja Adventista e de Seu santo Espírito.

(Elison Ferreira é ancião da Igreja Adventista Areal Central de Porto Velho)

Ao meu professor, com carinho

Rubens_LessaQuando cheguei à Casa Publicadora Brasileira (CPB), em 1998, era um jovem de 26 anos, recém-graduado em Jornalismo, recém-casado, cheio de sonhos e planos, mas precisava ser moldado e “comer muito feijão com arroz” para que pudesse me tornar digno de ocupar a função para a qual havia sido chamado: editor na maior entre as sessenta editoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia espalhadas pelo mundo! Trata-se de um púlpito muito elevado e, na verdade, por mais que os anos passem, nunca estamos devidamente prontos para tamanha responsabilidade. Fazemos o que fazemos somente pela misericórdia de Deus.

Lembro-me, como se fosse hoje, do dia em que desembarquei do ônibus em frente à editora, a fim de realizar a entrevista e o teste que revelariam se eu iria trabalhar ali ou não. Dentro do Viação Cometa, vindo de São Paulo a Tatuí, reconheci um dos editores da CPB, o pastor e jornalista Zinaldo Santos. Confesso que meu coração acelerou. Eu conhecia todos os editores que trabalhavam na CPB. Na verdade, conhecia o rosto deles pelas fotos e lia tudo o que escreviam. Posso dizer que sempre fui “fã” dos “escribas” da igreja. Observei aquele senhor de bigode descer do ônibus e pensei: “Será que algum dia serei um editor como ele?” Mas procurei afastar esse pensamento, afinal, poderia não passar no teste. Era melhor não alimentar a ideia.

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