Esperança para a Ucrânia (uma experiência missionária)

Mineiro proprietário de bar fecha estabelecimento para abrir igreja

OsvaldoO mineiro Osvaldo Henrique da Costa, de 65 anos, após ser batizado e abandonar o vício do cigarro, decidiu fechar o bar de que era proprietário para abrir uma igreja em Betim, Minas Gerais. Durante 40 anos, o fumo fez parte da vida de Osvaldo. As quatro décadas de intensas tragadas lhe trouxeram cansaço constante, dificuldade para respirar e tosses. O vício o prendia e o angustiava. Até que um dia recebeu em seu bar um amigo que lhe disse: “Você quer parar de fumar? Estou indo a um curso e já parei.” Empolgado com a notícia, não pensou duas vezes e participou do curso “Como deixar de fumar”, promovido na casa de um adventista, no bairro Bandeirinhas, em Betim, Minas Gerais.

Ele assistiu às palestras e viu filmes sobre a temática. “Pedi a Deus que me livrasse do cigarro naquele dia. Deus ouviu minha oração e nunca mais fumei. Convidei outro amigo, que também foi. Nós conseguimos abandonar o cigarro a partir daquele dia”, disse Osvaldo ao Portal da Igreja Adventista.

Os anos se passaram e o grupo de adventistas do bairro Bandeirinhas cresceu. Com isso surgiu a necessidade de um espaço maior para congregarem. Foi quando encontraram um local disponível para ser alugado, ao lado de um bar. Tanto o bar quanto o ponto eram, coincidentemente, de Osvaldo. Os membros alugaram o espaço e iniciaram um grupo, com cultos semanais. Apesar de estar ao lado de seu estabelecimento, o proprietário não frequentava os cultos.

No início de 2019, o aposentado descobriu que estava com hemorragia intensa, causada por úlcera. O especialista lhe informou que só um milagre o curaria. “Minha úlcera estourou. Fui fazer o exame, o médico disse que eu tinha arritmia cardíaca e que não poderia tomar o remédio para o coração, por causa da hemorragia. Ele falou que eu deveria contar com a sorte”, relembra.

No mesmo período da descoberta da doença, foi iniciado na praça do bairro o evangelismo de Semana Santa. A programação, que ocorre anualmente, relembra o sacrifício de Jesus na cruz para perdão dos pecados da humanidade.

Osvaldo foi convidado. Sentiu o desejo de ir e avisou à esposa, Luciene Felipe Rafael Costa, de 60 anos. “Eu vou lá nessa programação e sei que, pela fé em Deus, serei curado”, anunciou à Luciene.

“Meu marido orou a Deus e falou que se fosse curado daquela enfermidade ele O serviria. Há 19 anos eu frequentava outra denominação religiosa, mas, como esposa, decidi acompanhá-lo. Foi uma benção. E pela fé em Deu, ele foi curado”, ressalta Luciene.

Osvaldo e a esposa fizeram estudo bíblico e em setembro de 2019 decidiram fechar o bar, e no mês seguinte foram batizados. “Eu vendia bebida alcoólica para as pessoas. Isso não fazia bem. Entendi o chamado de Deus. Decidi fecha o bar e hoje a igreja ficou maior, com mais espaço para as crianças durante a Escola Sabatina”, conta ele com orgulho.

(Amigo de Cristo)

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Adventista sobreviveu ao regime comunista na Ucrânia

svitlanaPsicóloga pós-graduada em Psicologia do Trauma e mestre em Terapia Cognitivo-Comportamental, Svitlana trabalhou em uma prisão de segurança máxima e com terapia assistida por golfinhos; hoje vive no Brasil e trabalha como psicóloga e palestrante

Quando Svitlana Samoylenko nasceu, quatro anos antes da queda do Muro de Berlim, o comunismo dava seus últimos suspiros. Do fim daquele regime ela lembra pouca coisa, detalhes como a cor do uniforme escolar e a disciplina rígida ensinada às crianças. Natural de Kirovograd, Ucrânia, ela morou no leste do país, na cidade de Lugansk, até terminar os estudos primários. Se por décadas os adventistas de lá sofreram perseguição atrás da “cortina de ferro”, hoje a igreja é prejudicada pela crise política que divide o país, e os próprios membros, entre os separatistas pró-Rússia e os mais alinhados com a União Europeia. No fim de 2014, por exemplo, um pastor adventista foi sequestrado e solto semanas depois com vários problemas de saúde, pois foi deixado apenas com a roupa do corpo em uma cela, no meio do inverno, sem comida suficiente. Nenhuma razão foi dada para essa prisão. Apesar de viver no Brasil com o esposo que é pastor em Curitiba, e de estar geograficamente distante da Ucrânia, Svitlana carrega consigo a inspiração que recebeu das histórias contadas por seus pais e avós. Nesta entrevista, concedida ao jornalista Michelson Borges, ela fala um pouco sobre como sua família e a fé adventista sobreviveram sob o regime comunista.

Como foi sua infância na Ucrânia?

Ucrânia é um dos maiores países da Europa e foi chamada de “cesta de alimentos” da ex-União Soviética. O país tem uma história interessante, pois fez parte de diferentes impérios em diferentes épocas, sem perder sua identidade e língua. Onde nasci, no leste, falávamos russo. Mas eu sei também ucraniano, por influência dos meus avós.

Minha infância foi bem normal. O ensino na escola tinha alto nível de cobrança, principalmente nas disciplinas de ciências e matemática. As aulas só eram canceladas quando a temperatura caía para 20 graus negativos. Como uma típica criança adventista, eu estudei violino em uma escola de música. Tínhamos aulas quase a semana toda.

O maior evento da minha infância foi a chegada dos pastores norte-americanos à Ucrânia, logo depois da queda da União Soviética. Os adultos estavam empolgadíssimos. Meu pai foi o motorista dos evangelistas, pois era o único que tinha um carro na vila. Eles trouxeram brinquedos de pelúcia, que não existiam na época, além de adesivos e lápis de cor, com cores e formas que nunca havíamos visto.

Seu avô foi pastor na época da União Soviética (URSS). Foi difícil para ele?

Como os outros pastores, ele tinha seu emprego normal durante o dia e exercia seu ministério à noite, sem receber salário por isso. Antes de a minha mãe se casar, ela mudou de casa onze vezes, pois, quando alguém na cidade em que moravam descobria que eram cristãos, meu avô era ameaçado. Algumas vezes, no mesmo dia em que chegava a uma cidade, ele já recebia um recado: tinha que deixar o lugar em 24 horas.

Meus avós paternos também eram muito ativos na “igreja”. Eles organizavam cultos escondidos para que os adventistas pudessem ter um momento de adoração aos sábados. Tudo feito em segredo. Enquanto o culto era realizado no porão de uma casa, uma criança era incumbida de “brincar” no quintal. Caso a polícia chegasse, ela deveria gritar alguma frase-código para que os adultos, no porão, se preparassem. Então as Bíblias eram escondidas dentro de massas de pão e colocadas para assar. Cada um começava uma atividade diferente, como se estivessem preparando uma festinha de aniversário.

Os “concílios” ou reuniões de planejamento eram realizados na casa do meu avô, pois era a última residência da vila. Assim, os pastores pegavam o último ônibus para a vila e se escondiam na floresta até que anoitecesse e pudessem entrar na casa do meu avô. Faziam a reunião durante a noite toda e, antes de raiar o dia, saiam e se escondiam na floresta novamente, até o horário do primeiro ônibus, para que então voltassem ao trabalho.

O que vocês faziam para ter os livros da igreja?

Como não havia livros de Ellen White disponíveis, cópias eram feitas a mão e a partir de raríssimos originais. Em 1965, meu avô paterno copiou o livro Primeiros Escritos. Todos os livros eram encadernados por ele com uma máquina que havia construído.

Quando o dinheiro foi suficiente para comprar uma máquina de datilografia, as coisas ficaram muito mais fáceis. Usando papel carbono, dez folhas podiam ser copiadas de uma vez. O trabalho era feito à noite para evitar suspeita. Minha avó estendia cobertores nas janelas para abafar o som, e ela datilografava com a máquina sobre um travesseiro e cobertores por cima de sua cabeça.

Depois as páginas eram distribuídas sobre uma mesa para que os livros fossem montados. Posteriormente, meu pai aprendeu a tirar e revelar fotos por si mesmo e começou a fotografar as páginas dos livros originais. Dessa forma, o evangelho poderia ser pregado mais rapidamente.

Os adventistas, especificamente, sofreram muito no regime comunista.

Sim. Quando meu pai era criança, havia o constante perigo de as famílias adventistas perderem seus filhos, pois os pais que não enviavam as crianças para a escola no sábado eram considerados inaptos e corriam o risco de perder a guarda delas. Por isso, meus pais foram à escola, mesmo no sábado, até completarem o ensino médio, caso contrário, seriam enviados a um orfanato. Mas meus avós ensinaram valores aos filhos, o que fez com que eles continuassem firmes.

Meu pai foi proibido de frequentar a faculdade, assim como seus irmãos, pois, mesmo tendo passado em todos os exames, “crentes” não deveriam ter nenhum direito. O mesmo acontecia com os melhores empregos. Na primeira vez que meu avô viu uma van cheia de Bíblias, quando os evangelistas americanos chegaram na década de 1990, ele chorou. Para ele, durante muito tempo isso pareceu impossível!

Hoje, com o fim do comunismo em seu país, os adventistas podem distribuir livros livremente por lá?

Eles podem e o fazem. Na vila em que meus pais moram, eles distribuem livros regularmente. Mesmo com idade avançada e recursos escassos, meu avô compra vários livros, CDs, DVDs, e qualquer material da igreja para estudar e distribuir.

Há alguns anos, um amigo do meu avô disse que ele sentia que durante a perseguição os cristãos são mais dedicados. Ele lembrou que quando tudo era proibido, os adventistas arriscaram a vida para adorar a Deus. Mas o conforto trouxe certo marasmo à vida da maioria, fazendo com que muitos desanimassem ou mesmo desistissem diante de qualquer problema.

De que forma essas experiências moldaram você?

Elas me fortaleceram para vencer muitas tentações. Até hoje não consigo colocar a Bíblia no chão ou embaixo de outro livro. O sábado também sempre foi tão sagrado para mim que nem passa pela minha cabeça deixar de guardá-lo por causa de um emprego. Sobre os dízimos e as ofertas, aprendi que, mesmo com a crise, tudo o que recebo deve ser consagrado a Deus.

De que maneira a Igreja Adventista está enfrentando a atual crise na Ucrânia?

No leste da Ucrânia, onde vivi, a igreja é relativamente forte. Infelizmente, com a crise, os adventistas também estão divididos entre Rússia e União Europeia. Meus pais estão cuidando de quatro famílias que fugiram do leste do país, e essas pessoas, assim como milhões de outras, não têm nenhuma perspectiva de quando poderão voltar para casa. Conheço muitos que perderam filhos, pois bombas estão sendo jogadas sobre a população.

Eu não imaginava que uma barbaridade dessas poderia acontecer de forma tão abrupta. Mas isso só nos mostra que, mesmo em nossa época, a qualquer momento, nossa liberdade pode ser tirada. Sabemos que nosso tempo aqui na Terra está acabando. É hora de acordar da sonolência espiritual e viver o privilégio da liberdade em Cristo.

 

A psicóloga

Lana, como é chamada pelos amigos brasileiros, fez intercâmbio organizado pelo governo dos Estados Unidos, em 2001, e depois foi estudar no Newbold College, na Inglaterra. Formou-se em Psicologia e concluiu uma pós-graduação em Psicologia do Trauma e um mestrado em Terapia Cognitivo-Comportamental. Atuou durante oito anos na Inglaterra, numa clínica particular, e também numa prisão de segurança máxima, com criminosos perigosos. Além disso, trabalhou com terapia assistida por golfinhos, com crianças e adultos autistas e com paralisia cerebral. Foi também na terra da rainha que Lana conheceu Daniel Meder, na época estudante de Teologia. Casados desde agosto de 2013, o casal pastoral trabalha em Curitiba, PR.

ceusNota: Quem viveu os horrores dos regimes comunistas ateus não quer sob hipótese alguma a volta desse tipo de ditadura perseguidora e opressiva. Se você duvida de que a situação dos cristãos foi tão difícil nesses países, sugiro a leitura do livro Ainda que Caiam os Céus, do pastor adventista Mikhail Kulakov, um dos muitos líderes religiosos perseguidos pelo governo comunista da antiga União Soviética. E se ainda duvida da crueldade comunista praticada contra a Ucrânia, pesquise sobre o Holodomor (se tiver estômago). [MB]

Leia também: “Assista a este filme e conheça a verdadeira face do comunismo” e “Parlamento Europeu aprova resolução que coloca nazismo e comunismo em pé de igualdade”

Assista aos meus vídeos sobre comunismo (clique aqui).

Testemunho do goleiro Vitor: “Eu só escolhi outro caminho”

1Goleiro vivia o auge da carreira e tinha proposta da Série A. Até que a religião mudou toda a história

Eu sei que poderia ter tido uma carreira de mais sucesso no futebol. Eu sei. As coisas não aconteceram da forma como eu esperei, como planejei, como eu quis, como era mais fácil para mim. O futebol era a minha zona de conforto desde os 14 anos, cara. Mas a vida não é matemática. Existe aquilo que você aprende no meio do caminho. Meu sonho de ganhar muito dinheiro e jogar na Série A estava me levando para a morte. Eu poderia não ver meus filhos crescerem. Não tem nada pior do que isso. Hoje eu tenho dois filhos educados e saudáveis, próximos de mim. Tenho um casamento de 13 anos. Tenho uma base espiritual forte na Igreja Adventista do Sétimo Dia.

[Clique aqui e leia o lindo testemunho de conversão do goleiro Vitor, publicado no portal UOL.]

Nota do Marco Dourado: “O testemunho do Vítor é exaltante porque autêntico, e também por contrastar com a maioria dos sedizentes jogadores cristãos. Cristianismo autêntico implica riscos e custos (Lc 14:28-32). É fácil tatuar ‘JESUS’ no braço, levantar as mãos pro céu ao comemorar o gol, dedicar a vitória a Deus durante a entrevista ou orar de joelhos no gramado. A única consequência dessas ações é um muxoxo de ironia do Juca Kfouri e sua patota. E nem podemos alegar que o ateu e extrema-esquerda Juquinha é preconceituoso; cansei de ver Atletas de Cristo cometer faltas violentas e desleais, xingar os próprios colegas ou o árbitro, simular pênaltis ou cavar a expulsão dos adversários inocentes. Cobrados por suas atitudes execráveis, vários deles dão risada e dizem: ‘Minha natureza é essa, fazer o quê?’ ou ‘Dentro de campo existe uma ética particular, que não tem nada a ver com o que a gente ensina pros nossos filhos no dia a dia.’ Deus está usando maravilhosamente o Vitor pra mostrar ao mundo que é incomparavelmente mais difícil viver por Cristo do que morrer por Ele.”

Depoimento de uma ex-viciada em café

coffeeCresci sabendo que cafeína é ruim. Em casa minha mãe nunca passou café no filtro, deixando aquele aroma típico no ar. Mas a família toda bebia Coca-Cola. Com três anos de idade eu também bebia refrigerante cafeinado. Lembro-me de com 17 anos decidir parar com os refrigerantes, após ler vários artigos que alertam para os perigos relacionados tanto com a cafeína quando com as altas doses de açúcar. Nunca tive que lidar com alguém me oferecendo café, até que comecei a colportar. Foi aí que entendi o tanto que o café faz parte da vida da maioria dos brasileiros. O café coado de manhã, na garrafa térmica, que fica até cremoso com tanto açúcar, era oferecido na maioria das casas que eu visitava. Eu não gostava de café, porque não era acostumada a ele, mas comecei a me acostumar depois de aceitar por educação. Não percebi muita diferença no princípio.

No meu trabalho, o único item servido era café. Então, para descansar da rotina, eu ia tomar um cafezinho. Virou um hábito diário e, à medida que eu me estressava, compensava com a dopamina do café.

A cafeína é a droga mais popular do mundo. Faz parte de várias culturas, por meio do chá, energético, refrigerante e café. A cafeína se conecta aos receptores de adenosina, “cegando-os” e impedindo você de ficar cansado, disparando adrenalina (leia aqui, aqui e aqui).

Por isso que você tem um “barato”. Aquele pico de energia; somado com o açúcar, você tem dopamina e vasodilatação – maior oxigenação e até maior capacidade cognitiva.

O café, para mim, tem todas essas cordas me puxando – o aspecto cultural, os efeitos psicólogos e físicos, e também o medo de falhar em minhas responsabilidades (veja isto).

Racionalizo o uso dessa droga considerando um meio injusto, para um final justo: estou tomando café para meu exercício físico ser mais produtivo, para ter energia enquanto desenvolvo um programa para a igreja ou atendo algum compromisso social, além da minha já intensa jornada de trabalho.

Infelizmente, posso afirmar por experiência própria que estimulantes mais fortes e até cocaína não são tão fortes quanto a cafeína. Os efeitos são comparáveis e existem diversos estudos sobre o assunto (confira). O efeito é muito mais nítido, o acesso mais fácil, mas os sintomas da abstinência são absolutamente comparáveis.

Como adventista do sétimo dia, acredito que temos uma mensagem de saúde que diretamente condena o uso de cafeina, e Ellen White identifica isso como pecado, já que o café atua diretamente onde nos comunicando com Deus: a mente. Eu não ousaria classificar esse hábito de maneira diferente de pecado. O capítulo 16 de Conselhos para a Igreja é direto e enfático no tema. Recomendo a leitura.

Quando leio esses testemunhos, sinto grande aperto no coração e medo. Porque percebo quão eficiente o inimigo tem sido em colocar essa armadilha que diminui nossa capacidade física e mental, prometendo justamente o contrário.

O café cria tolerância, e logo uma xícara se torna um copo, uma garrafa térmica. O café cria dependência, e sem café você tem os efeitos de retirada. São tão intensos que se não for para ter uma vida de equilíbrio e com a ajuda divina, serão muito difíceis. Quando olho para o café, só por Deus e através do poder de Deus para não tomar.

Se você está lendo até aqui, provavelmente se identificou com a minha história. Então convido você a passar pela experiência de se “limpar” como se limpa de uma droga – porque, sem eufemismos ou sensacionalismo, essa é a experiência.

As dores de cabeça são para mim muito intensas, com fotossensibilidade e até náusea. Em resumo: uma dor tão forte que, se não estou deitada com a luz apagada, é insuportável. Não é fácil dormir com a dor, mas é a única maneira de aliviar esse sintoma (leia isto).

Outro sintoma são a ansiedade e a depressão. Costumo dizer que tenho uma “personalidade do café”. Quando bebo, sinto que consigo me expressar melhor, sorrir mais. Mas, quando paro com o café, tenho pensamentos de autodepreciação, desespero e angústia. Apenas orando eu consigo atravessar esses sentimentos sem apelar para outros meios de alívio (leia isto).

O café promove expectativas irreais, desequilibradas e destrutivas. Sinto o café me deixar mais alerta e agressiva (leia isto). E é um exercício de fé acreditar que não pelo café, mas pelo poder de Deus vou ter energia e capacidade de exercer minha missão diária.

O Espírito Santo, que habita em mim e exige um templo santo, é muito mais eficiente e confiável do que essa substância. É por meio dEle, que é justo, que eu pretendo alcançar os fins justos que Ele tem para mim.

Às vezes, querendo assumir coisas boas além da minha capacidade, eu me nego uma bênção concedida pelo meu Pai Celestial, que me criou, de descansar. Tiro também a oportunidade de outras pessoas aprenderem e exercerem as habilidades delas. Crio espaço para meu orgulho. Quando me exercito ou penso em alimentação desintoxicante, estou procurando vaidade ou de verdade cuidar do templo sagrado que é meu corpo? Quando apresento uma simpatia afetada, estou sendo usada por Deus para trazer alívio ou estou apenas procurando aprovação humana?

Termino este depoimento dizendo que, sim, consumir café é algo muito mais espiritual do que parece. Ele deixa clara a estratégia do inimigo e a minha dependência de Deus para fugir, fé na providência divina e, finalmente, só por Deus para derrotar essa armadilha.

(Uma professora ex-viciada em café)

Leia também: “Confessions of a caffeine addict”

Leia mais sobre café aqui.

De Dan Brown ao meu canal

Julia

Hoje dei uma aula sobre criacionismo para alunos de vários cursos superiores do Unasp, campus Hortolândia, no interior de São Paulo. Notei que havia na turma uma garota que aparentava ter pouca idade para ser universitária. Após a aula, Júlia Costa, que cursa o primeiro ano do ensino médio na instituição, me procurou e contou sua história. Nascida em um lar adventista, quando era pré-adolescente leu o livro O Código Da Vinci, de Dan Brown, e ficou com muitas dúvidas. Passou a se perguntar se estava realmente na igreja certa, uma vez que há tantas denominações e ideologias. Será que a Bíblia seria mesmo um livro inspirado? E o que dizer de Jesus? Júlia partilhou com a mãe suas dúvidas e inquietações. Não sabendo muito bem como responder a todos os questionamentos, ela indicou para a filha o meu canal no YouTube. Júlia assistiu a vários vídeos e hoje se considera firme na fé adventista que lhe foi legada pelos pais. Foi muito gratificante ouvir o testemunho dela e receber um abraço de gratidão. Constatei uma vez mais que, no Senhor, nosso trabalho não é vão (1 Coríntios 15:58). Louvado seja Deus por nos permitir participar de Sua missão! [MB]

Deus fez de tudo para trazê-las de volta

1 (51)Ontem tive a grande alegria de batizar as jovens Cígredy Neves e Ohana Berger, em Ceilândia, Distrito Federal. A Cígredy é jornalista e a Ohana estuda Engenharia Aeroespacial na Rússia. Ambas são primas e nasceram em lar adventista. Infelizmente, durante algum tempo estiveram fora da igreja, mas Deus, em reposta à oração de muitas pessoas, moveu as circunstâncias de modo impressionante para que as duas voltassem para Jesus e para a igreja. Tive o privilégio de estudar a Bíblia com elas via WhatsApp e me sinto muito feliz em ser testemunha de tudo o que Deus fez na vida delas. Leia abaixo o testemunho delas e depois assista ao vídeo:

História de Cígredy Neves:

Cresci em um lar adventista e minha família toda é adventista. Estudei na Faculdade Adventista da Bahia, no Unasp e trabalhei na CPB. Então sempre foi fácil, conveniente e uma tradição familiar ser cristã.

Tudo começou a mudar em 2012, quando meu marido na época quis sair da igreja e queria que eu saísse para festas com ele também. Como eu não quis e a esposa do meu primo estava com as mesmas ideias que meu marido, eles acabaram tendo um caso. Os dois divórcios foram bem conturbados e eu perdi as estruturas.

De lá pra cá eu vivi no mundo, frequentava festas, bebia, mas vez ou outra ainda ia à igreja. Em muitas vezes só chegava na porta da igreja e voltava pra casa por vergonha, por não entender que Deus me aceitaria de volta do jeito que eu estava.

Então comecei a orar muito, pedindo perdão a Deus e clamando por misericórdia. Era a época do acampamento de carnaval deste ano e passei pelo Instagram da igreja da Ceilândia Sul, onde tinha alguns amigos. Comecei a acompanhar os posts todos os dias e decidi que no sábado seguinte estaria na igreja e largaria tudo pra trás.

E cá estou eu. Hoje não estou na igreja por conveniência, mas por convicção. Não consigo mais enxergar a minha vida sem Jesus.

Hoje faço parte do coral da igreja, dos Doutores da Esperança (palhaços de hospital) e estudo para ser uma médica missionária muito em breve.

História de Ohana Berger:

Mesmo tendo nascido na igreja, me afastei na adolescência e acabei seguindo um caminho que ia contra os princípios que aprendi desde o berço.

Apesar de não frequentar a igreja, sempre senti a presença de Deus e do Espírito Santo, dizendo ao meu coração que não era aquele o destino preparado pra mim. Orava diariamente, algumas vezes lia a Bíblia e sentia vontade de voltar 100% àquilo que me foi ensinado, mas o mundo já havia me envolto de uma forma que seria necessária uma força grande pra que eu saísse dali, força que até então eu não tinha.

Em 2016, em uma decisão súbita, resolvi me mudar para a Rússia, a fim de seguir meu sonho de estudar Engenharia Aeroespacial. Como sempre fiz, apesar de tudo, orei muito e pedi pra que Deus impedisse a viagem caso eu não devesse ir. Ocorreu tudo milagrosamente bem. No final do ano de 2016, poucos dias antes da viagem, frequentei um programa de 12 dias de oração, cada dia abençoando um mês do ano de 2017.

Viajei e ocorreu tudo absurdamente bem. Cumpri todos os meus objetivos, alcancei todas as metas e fui abençoada de uma forma tão tremenda que eu sentia no meu coração que eu não merecia.

O amor de Deus por mim me constrangeu de uma maneira tão intensa, que me empurrou pra perto dEle e pra longe do mundo. Comecei a frequentar igrejas protestantes e até mesmo minha forma de falar e de me vestir mudou.

Em 2018 aconteceu algo que não acontecia há pelo menos 4 anos: descobri que teria uma prova no sábado e aquilo me incomodou. Eu não guardava o sábado há muito tempo e infelizmente algumas vezes sequer notava que o sábado havia chegado. Mas mesmo já tendo feito provas no sábado antes, aquela em específico me incomodou. Conversei com minha avó sobre o que senti e ela me disse que havia chegado a hora pela qual ela havia orado tantos anos: a hora de eu voltar para a igreja.

Foi difícil, principalmente porque o número de adventistas na Rússia é muito pequeno. Não existe a “liberdade religiosa” como existe no Brasil, ou seja, eu não posso faltar uma aula ao sábado simplesmente porque minha religião guarda esse dia.

Orei durante dois dias e falei com a diretora do meu curso. Ela aceitou, disse que eu poderia fazer a prova em outro momento. A partir disso eu fiquei conhecida entre os colegas de turma como uma pessoa religiosa. Me agradei muito e senti, pela primeira vez, que estava passando a imagem que Deus queria que eu transmitisse.

Desde então tem sido uma luta diária, com altos e baixos, que culminaram na decisão pelo meu batismo. Mesmo com muitas falhas e dúvidas, sinto que essa aliança com Deus é o restante da força que eu preciso pra seguir na minha caminhada e sou muito grata a Deus por ter me permitido chegar a este dia.