As chamas de Notre Dame

notre dameAno passado estive em três países da Europa nos quais realizei séries de pregações e palestras. Na ocasião, aproveitei para visitar alguns lugares históricos, entre eles a famosa e lindíssima Catedral de Notre Dame, em Paris, cuja construção teve início em 1163. A mais famosa construção gótica do mundo resistiu a saques, terremotos, à profanação por parte dos revolucionários da Revolução Francesa, que proclamaram lá dentro uma prostituta como deusa da razão, mas não resistiu às chamas que consumiram um patrimônio histórico de valor incalculável, neste fatídico e triste 15 de abril de 2019.

Enquanto contemplava estarrecido na tela do computador as chamas devorando aquele tesouro de quase 900 anos, uma série de pensamentos passava pela tela da memória. Lembrei-me do vídeo que gravei lá dentro da catedral e que faz parte da minha palestra sobre Apocalipse 11; lembrei-me das colunas de pedra e dos belíssimos vitrais; lembrei-me das gárgulas assustadoras que saem das paredes do templo; e pensei até no incêndio que destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, no ano passado. O mesmo sentimento de perda; a mesma tristeza por algo que não se pode ter de volta. Aí pensei em duas coisas relacionadas de alguma forma à tragédia parisiense.

Primeiro, nas perdas desta vida; nas pessoas e nas coisas que não valorizamos e que, quando faltam, nos damos conta da real preciosidade. Elas estão ali, todos os dias, corriqueiramente. Fazem parte da nossa rotina, do cenário com que estamos tão acostumados. Mas nos esquecemos de que neste mundo nada é eterno, nem as catedrais de pedra, quanto menos as pessoas com seu prazo de validade bem mais curto. Portanto, vamos valorizá-las e sejamos gratos por elas.

A segunda das muitas coisas em que pensei foi naquilo que realmente conta nesta vida e que poderá durar para sempre. Tudo o que o ser humano constrói e cria um dia terá fim. Ou será derrubado por uma catástrofe ou deteriorará com o tempo. Os grandes feitos de que nos gabamos são transitórios. Todos eles. Até o Universo, sob a ótica naturalista, um dia terá fim. E bem antes que isso aconteça, sob a mesma ótica, a Terra será engolida pelo Sol. Tudo o que edificamos e a própria vida um dia não mais existirão. No entanto, sob o ponto de vista cristão, existe algo que pode ser eterno, dependendo da nossa escolha: o caráter. Sim, nossa essência, nós mesmos, nossas lembranças poderão durar para sempre, se aceitarmos o plano que Deus estabeleceu há muito tempo.

Ao pensar sobre isso, não posso deixar de valorizar o trabalho de pais conscientes e dedicados, que fazem de tudo para levar seus filhos a Jesus e ao conhecimento da verdade que liberta. Estão construindo catedrais eternas de carne e osso. Não posso deixar de valorizar especialmente o esforço das mães que se desdobram para formar um caráter nobre e reto em seus filhos, afinal, edifícios ruem, pontes caem e catedrais pegam fogo, mas o templo do caráter pode, sim, durar para sempre.

Quando fui visitar a Catedral de Notre Dame pela primeira vez, as portas estavam fechadas. O horário de visitação havia encerrado. Inconformado, fiz de tudo para voltar lá no dia seguinte, e não me arrependi. Pude visitar o interior do templo e me deslumbrar com a riqueza contida ali dentro, parte da qual agora são só cinzas. Há situações na vida em que teremos a chance de reparar erros passados e desfrutar de uma segunda chance. Mas nem sempre será assim. Por isso, pense bem em como você está edificando seu caráter: se para durar eternamente ou ser consumido pelas chamas…

O fato é que um dia este mundo inteiro arderá nas labaredas que irão purificá-lo para ser recriado por Deus de acordo com Seu plano original. Nessa ocasião, somente restará para nós aquilo que realmente é eterno: nosso caráter, nós mesmos. Portanto, invista no que dura para sempre, porque tudo o que há neste mundo tem prazo de validade. E ele está acabando.

Michelson Borges  

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Harvard, MIT e Museu de Ciências de Boston

1Em outubro de 2013, fui convidado a dirigir uma série de pregações e palestras na cidade de Worcester (pronuncia-se “Uuster”), a 75 km de Boston, no estado de Massachusetts. Worcester tem pouco menos de 200 mil habitantes e é a segunda maior cidade da Nova Inglaterra, no Nordeste dos Estados Unidos, ficando atrás apenas de Boston. Apesar de não muito grande, a cidade tem várias faculdades e universidades, destacando-se a Clark University, onde ensinaram Franz Boas, Robert Goddard e Albert Abraham Michelson. Sim, Michelson. O cientista que inspirou meu nome, quando minha mãe, grávida de mim, folheava uma enciclopédia científica. Na Clark University foi fundada a American Psychological Association, por G. Stanley Hall.

Durante a semana, pude visitar de dia alguns lugares, como a bela estação de trem da cidade (Union Station) e o Worcester Art Museum, onde descobri que o criador da mundialmente famosa carinha amarela com um sorriso (o smiley) era cidadão “worcestiano”. Na década de 1960, o designer Harvey Ross Ball foi contratado pela companhia de seguros State Mutual Life Assurance com o objetivo de desenvolver uma campanha para combater o ambiente depressivo da cidade. Assim nasceu a carinha amarela que passou a estampar o crachá dos funcionários. Reza a lenda que Ball não levou mais do que dez minutos para criar a carinha e recebeu 45 dólares pelo desenho. Se ele soubesse o sucesso que ela faria…

Na quinta-feira, um amigo, membro da igreja na qual eu estava pregando, me levou até Boston e pude realizar um sonho: conheci a Universidade de Harvard e o Massachusetts Institute of Technology, o aclamado MIT (na verdade, ambas as instituições ficam na cidade de Cambridge, ao norte de Boston). Confesso que foi emocionante entrar pelo Johnson’s Gate, portão construído em 1890 e a primeira estrutura que usou o “tijolo vermelho de Harvard” que serviu de base para as construções futuras. A Universidade Harvard é a mais antiga instituição de ensino superior dos EUA, com seus prédios vermelhos e amplos jardins, na época com as árvores desfolhadas, prenunciando o inverno. Ali estudaram oito presidentes norte-americanos, entre eles Barack Obama, George W. Bush e John Kennedy, além de alguns dos políticos e intelectuais mais importantes da História.

Depois de dar uma rápida olhada na Widener Library (a terceira maior biblioteca dos EUA), entramos no Centro de Ciências da universidade, construído em 1972. O computador Mark I, considerado um dos primeiros fabricados no mundo, fica ali nesse prédio.

Entramos também no Memorial Hall, construído em 1878 para homenagear os soldados que morreram na Guerra Civil Americana. No Sanders Theatre, ao lado, pudemos até assistir ao ensaio musical de alguns alunos de canto lírico. Bom demais!

A última parada no campus (obrigatória, diga-se de passagem) foi na estátua de John Harvard, esculpida em 1884. Dizem que é a terceira estátua mais visitada dos EUA, ficando atrás da Estátua da Liberdade, em Nova Iorque, e do Lincoln Memorial, em Washington, DC. Ela também é chamada de estátua das três mentiras, devido à inscrição no pedestal: “John Harvard. Fundador. 1638.” Na verdade, o rosto da estátua não é de Harvard, pois todos os retratos dele foram destruídos num incêndio em 1764. O escultor usou um estudante como modelo. Além disso, a Universidade de Harvard não foi fundada por John Harvard e sim pela Assembleia Estadual de Massachusetts. Harvard, que era um pastor congregacional calvinista inglês, fez uma grande doação à universidade, sendo por isso homenageado. A última mentira consiste na data de 1638. Na realidade, a Universidade foi fundada em 1636.

O pé esquerdo da estátua é polido de tanto que as pessoas passam a mão nele e o seguram para tirar fotos. Dizem que dá sorte, ou algo assim. Não acredito em sorte, mas, para manter a tradição, segurei o tal pé e tirei uma foto também.

Depois de entrar numa livraria, onde comprei um livro e um boné, fomos para o celebrado MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, uma universidade privada de pesquisas inaugurada em 1916. A entrada, com sua grande cúpula e colunas imponentes, fica em frente a um amplo gramado ladeado por prédios que homenageiam grandes nomes da ciência, como Newton, Copérnico e Galileu. O campus tem 68 hectares e se estende por 1,6 quilômetro ao longo da margem norte da bacia do rio Charles. O MIT tem cinco escolas e uma faculdade com mais de 30 departamentos, e é frequentemente citado como uma das melhores universidades do mundo. Até 2013, 85 ganhadores do Prêmio Nobel tinham estudado ali. Wow!

Visitamos alguns laboratórios (fiquei surpreso com a facilidade de acesso a eles) e, quando estávamos nos retirando, conversamos com um rapaz de traços orientais e cabelos longos que testava o giroscópio de um drone no gramado em frente ao prédio da cúpula. Vimos na prática a execução de um projeto dos muitos alunos genais do MIT! “Tarefinha de casa” básica…

Atravessamos a Memorial Drive, em frente à universidade, tiramos algumas fotos do Charles River e da cidade de Boston e fomos almoçar. A fome apertava e resolvemos parar numa lanchonete. Comemos nossos sanduíches naturebas e nos dirigimos ao Museu de Ciências de Boston, última visita do dia.

Ali há fósseis de dinossauros (como o de um triceratops, descoberto em 2004) e modelos de dinossauros em tamanho real. Mas o ponto forte mesmo é a interatividade. No Museum of Science os visitantes têm muito contato com as geringonças em exposição e podem fazer diversas experiências que possibilitam o aprendizado da ciência na prática. É excelente para levar as crianças (mas, infelizmente, as minhas não estavam lá…). O tempo era curto para visitar tantas exposições (700 ao todo). Daria para ficar o dia todo ali e seria pouco.

Começava a escurecer e o trânsito se intensificava. Precisávamos voltar a Worcester. Antes demos uma última volta pela Newbury Street para ver os famosos prédios bicentenários em estilo europeu feitos de tijolos vermelhos. Um verdadeiro charme e uma sensação de volta ao passado.

Foi um passeio que realmente valeu a pena, de deixar qualquer amante de cultura com um smiley no rosto.

Michelson Borges

A foto que é o cúmulo da nerdice

nasa3aEm 2015, fui convidado a apresentar palestras criacionistas em Zurique e Genebra, na Suíça. Na segunda cidade, aproveitei para conhecer a famosa Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla em inglês), onde fica o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, do inglês Large Hadron Collider (Grande Colisor de Hádrons), com seus 27 km de circunferência (parte da estrutura está em território francês). Fiz uma visita guiada juntamente com um grupo de turistas de vários países (confira o vídeo aqui). Depois de conversar um pouco mais com o guia, fui até uma pequena loja e comprei algumas lembranças, entre as quais uma camiseta azul com uma ilustração que representa uma colisão de partículas. Conhecer o CERN foi algo muito significativo para mim, já que na minha adolescência acompanhei com muito interesse a construção desse laboratório que tem trazido muito conhecimento na área de física de partículas. Lia tudo o que podia sobre isso na época.

Dois anos depois, fui convidado a dirigir uma série de palestras em Orlando, na Flórida. Como estava a pouco mais de uma hora de Cabo Canaveral, onde fica o Kennedy Space Center, local de lançamento de foguetes da NASA, não perdi a chance de visitar o complexo (veja o vídeo aqui). Além do simulador de decolagem e das fantásticas exibições em vídeos (alguns em 3D), com documentários bem-feitos a respeito das conquistas espaciais da agência, há ali também foguetes e naves originais, como o Saturno V e o ônibus espacial Atlantis. Nem preciso dizer que desde a minha infância acompanho tudo o que posso sobre a exploração do espaço (aliás, como muitas crianças, também quis ser astronauta; meu filho é ainda mais ambicioso: quer ser o primeiro pastor adventista a pisar na Lua).

Quando eu nasci, fazia apenas três anos que os astronautas norte-americanos haviam pousado em nosso satélite natural (sim, pousaram). Lá no complexo da Nasa em Cabo Canaveral tem até um pedaço de rocha lunar em que se pode tocar. Ver de perto a Atlantis foi especialmente emocionante. E adivinhe com que camiseta eu fui… Sim, com aquela azul, do CERN. Cúmulo da nerdice, diriam meus amigos nerds lá da infância (amigos que, como eu, não perdiam um episódio de Star Trek e nos divertíamos desenhando e montando maquetes de naves espaciais). Tirei várias fotos lá no Kennedy Space Center (assim como no CERN), e uma delas, em que o Saturno V aparece ao fundo, estampa o cabeçalho da minha página no Facebook e do meu Twitter. Uma grata recordação com “sabor” de infância e com “cheiro” de futuro. Futuro?

Sim, visitar o CERN e a NASA me fez pensar no futuro. Não me tornei astronauta nem trabalho em um laboratório de pesquisas nucleares, mas ainda amo a boa ciência e aguardo dia em que poderei contemplar de perto as maravilhas do Universo, tanto as micro quanto as macroscópicas. Toda vez que me deparo com algum aspecto impressionante da pesquisa científica e dos avanços tecnológicos da humanidade me lembro do quarto último parágrafo do livro O Grande Conflito, de Ellen White:

“Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão voo incansável para os mundos distantes – mundos que fremiram de tristeza ante o espetáculo da desgraça humana, e ressoaram com cânticos de alegria ao ouvir as novas de uma alma resgatada. Com indizível deleite os filhos da Terra entram de posse da alegria e sabedoria dos seres não caídos. Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder.”

Aguardo ansiosamente o dia em que terei acesso a esses tesouros e estarei diante do Criador de todos eles! O melhor de tudo é que não precisarei de nave espacial para isso; e, com a graça de Deus, em lugar de uma camiseta azul estarei usando roupas brancas reluzentes!

Michelson Borges

Quase 60 anos depois, uma grande surpresa para minha sogra

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Quando minha família e meus sogros decidimos passear na pequena cidade de São Pedro de Alcântara, a primeira colônia alemã de Santa Catarina, onde minha sogra nasceu, não imaginávamos a surpresa que nos esperava ali 58 anos depois de ela ter deixado a localidade. Lúcia Edith Schmitt Martins nasceu em São Pedro, mas, com apenas seis anos, teve que se mudar para Florianópolis. A mãe era da família Hoffmann, o pai, da família Schmitt (ambas pioneiras da cidade). Como cresceu na capital, Lúcia acabou perdendo contato com quase todas as pessoas da antiga colônia. Até aquele dia.

São Pedro de Alcântara foi fundada (como colônia) em 1829 e fica a 34 km de Florianópolis. Ela possui um dos mais belos templos católicos do estado de Santa Catarina, inaugurado em 1o de março de 1929, com um altar esculpido em madeira trazido da Alemanha. Subimos as escadarias da igreja, que fica no alto de um morro, a fim de contemplar a vista lá de cima e tirar algumas fotos. Foi quando encontramos uma senhora cuidando do jardim que rodeia as sepulturas de quatro padres. Aproximamo-nos dela e começamos a conversar. Maria Felizita Frim tem 79 anos e é muito simpática e falante. Há 57 anos trabalha voluntariamente como zeladora do templo, o que faz com muita dedicação e alegria.

Conversa vai, conversa vem, acabamos descobrindo que a avó dela era irmã do avô da minha sogra, portanto, da família Hoffmann. As duas são parentes e não sabiam.

Maria abriu a igreja para que pudéssemos contemplar a arquitetura interna e nos contou detalhes interessantes da cidade e das famílias fundadoras. Tirei uma foto dos parentes, dei a ela dois exemplares do meu livro O Poder da Esperança e nos despedimos impressionados com o vigor, a alegria e a fé daquela senhora.

Sem dúvida, aquela foi uma tarde de surpresas e descobertas.

Michelson Borges

 

Em cima do Rio Negro nós oramos

rio negroMinha primeira viagem ao Estado do Amazonas foi bastante marcante. A convite da Associação Central Amazonas da Igreja Adventista (Aceam), pude apresentar palestras e pregar para cerca de duas mil pessoas reunidas no 7º Acampamento de Jovens Adventistas (AcampJA), realizado no município de Novo Airão, a 200 km de Manaus. Eram jovens muito vibrantes e interessados nas coisas de Deus, o que me faz crer que Deus tem uma geração sendo preparada para concluir a missão da igreja neste planeta. Além de assistir à programação espiritual e a vários seminários, os acampantes participaram de passeata de conscientização ambiental, realizaram mutirões de saúde e de revitalização de locais públicos e participaram também da inauguração do templo da Igreja Adventista de Novo Horizonte, resultado direto do esforço dos participantes da Missão Calebe. Para mim, fazer parte disso foi muito gratificante, mas minha “aventura” começou quando ainda estava em São Paulo.

Naquela sexta-feira, dia 2 de setembro de 2011, a cidade de São Paulo enfrentou o pior engarrafamento do ano, até ali. E lá estava eu, tentando chegar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, num trajeto que pode ser percorrido em pouco mais de 30 minutos, mas que levou quase duas horas, naquela tarde. Não deu outra: perdi o voo. Graças a Deus, consegui outro que sairia quase duas horas mais tarde, mas que me permitiria chegar a tempo de pregar meu primeiro sermão no dia seguinte.

Quando cheguei a Manaus, os irmãos que estavam me esperando no aeroporto me informaram de que a última balsa que cruza o Rio Negro e dá acesso à rodovia que leva a Novo Airão tinha saído fazia uma hora. E agora? O jeito foi conseguir uma lancha voadeira. E lá fomos nós, de madrugada, cruzar o rio na noite escura. E que velocidade! Em poucos minutos, transpusemos os cerca de três quilômetros de uma margem a outra do rio. Quando chegamos ao outro lado, embarcamos numa caminhonete e iniciamos a viagem pela estrada sinuosa e deserta. Eu estava bastante cansado e com fome. Tinha saído da minha casa às 14 horas, já eram duas da madrugada e minha última refeição havia sido uma barrinha de cereais.

Quando chegamos à pousada em que me hospedei, já passava das quatro horas. Programei o despertador do celular para as 7h30 e desabei na cama. Antes de ser vencido pelo sono (o que não demorou), pedi a Deus que me desse forças para o dia cheio que me esperava e que aquelas poucas horas de repouso pudessem restaurar minhas energias.

O milagre aconteceu. Acordei bem disposto e pronto para enfrentar o calor de mais de 40 graus que me fez suar o dia todo. No ginásio (local das reuniões gerais), os acampantes estavam com o uniforme de gala dos jovens adventistas, reunidos por sociedades de jovens e cantando animadamente. Quando comecei a falar, senti o carinho e a consideração de todos eles. Apesar do calor e do acúmulo de pessoas, o silêncio era quase absoluto, como se estivéssemos em um templo, com boa acústica e conforto. Falei-lhes sobre a necessidade de fazermos escolhas sábias na vida e que a melhor e maior escolha que podemos fazer é andar com Jesus todos os dias.

No fim do culto, um jovem me cumprimentou e me entregou um bilhete. Minutos mais tarde, quando li o que ele havia escrito, fiquei muito feliz: “Michelson, Deus escolheu que eu viesse aqui, em lugar de estar em minha colação de grau, que ocorreu ontem [sexta-feira à noite]. Obrigado pela mensagem que fortaleceu minha fé! Não me arrependo da decisão que tomei.” Amém!

No domingo à tarde, meu ex-colega de mestrado em Teologia, pastor José Alves Maciel Jr., na época presidente da Aceam, me levou para um agradável passeio nas proximidades do cais flutuante do Rio Negro, então recém-inaugurado pelo Governo Federal. Visitamos um dos grandes barcos de madeira ancorados ali e tive uma verdadeira aula teórica de navegação, entremeada por lindas histórias contadas por meu amigo que já foi piloto de uma lancha missionária, a Luzeiro. A conversa foi muito instrutiva e inspiradora.

O Sol já havia se posto quando paramos o carro exatamente em cima do cais. As águas do Rio Negro corriam por baixo da estrutura metálica e meu amigo fez uma oração de gratidão a Deus.

Na segunda-feira pela manhã, apresentei minha última palestra e me despedi dos jovens amazonenses. Disse-lhes que eu estava com saudades da minha família, mas que também ficaria com saudades deles e que, infelizmente, esse sentimento continuará existindo até a volta de Jesus. Então, não mais haverá engarrafamentos, despedidas e distâncias.

Michelson Borges

Leia também: “Novo Airão recebe VII AcampJA da Associação Central Amazonas”

Incêndio no Museu Nacional destruiu parte da nossa “alma”

museuNo fim do ano de 2015, fomos visitar uma família amiga no Rio de Janeiro e aproveitamos para conhecer alguns pontos turísticos, com destaque para o Museu Nacional de História Natural, localizado Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão. Ficamos impressionados com tudo o que vimos ali naquele prédio criado por D. João VI, e minha filha Giovanna até escreveu na época um texto sobre nosso passeio e sobre essa visita (confira aqui). Deu orgulho ver tantas e relevantes peças preservadas nessa primeira instituição científica do País e um dos maiores museus do mundo. Por isso, quando tomei conhecimento do incêndio que destruiu duzentos anos da história do Brasil, transformando em cinzas milhões de peças e documentos de valor incalculável, senti um aperto no coração. É como se parte da “alma” do nosso país tenha sido transformada em fumaça em questão de horas.

De tudo o que li por aí a respeito dessa tragédia que repercutiu mundialmente, creio que o texto da jornalista Cláudia Geigher, publicado em sua página no Facebook, é um dos que melhor expressam o sentimento de revolta que arde no peito de muitas pessoas que conheciam o real valor do Museu Nacional:

“Vinte e um milhões de reais! Apenas isso! Era o que o Instituto de Patrimônio Historio e Artístico Nacional pedia ao governo federal, ao BNDS para reformar a Quinta da Boa Vista e conservar digna e responsavelmente o prédio e o acervo do Museu Nacional. No mesmo Brasil onde roubaram bilhões de reais com a corrupção política e empresarial, essa tragédia arde diante dos nossos olhos. O quinto maior museu do mundo em volume de peças catalogadas não tinha sistema de combate à incêndio efetivo! Tivemos duzentos anos para cuidar de tudo isso e agora o choque de ver tudo pegando fogo. Combater incêndio em museu com água apenas? Meu Deus! Isso destroi ainda mais o que poderia ser salvo! Perdemos dez mil anos [sic] de itens arqueológicos… Perdemos uma referência. Fruto de pesquisas, de coleções particulares, de documentos, acervos e presentes recebidos ou trazidos pela Família Real Brasileira… Ali estava uma das maiores coleções de ciências naturais, com quase 500 mil volumes, mais de 2.500 obras raras dessas coleções… Foram tantas expedições ao longo de mais de duzentos anos, e tudo registrado e disponível para a posteridade… Tudo se perdeu pro fogo.

“A maior coleção paleontológica de fósseis e registros de pesquisas iniciadas no século 18 na América Latina. Os fósseis dos gigantes pré-históricos que ocupavam o nosso território estavam ali. Maior coleção de meteoritos do Brasil. Ali estava também o crânio de Luzia, o mais antigo fóssil de um ser humano das Américas. Na Arqueologia: milhares e peças arqueológicas das Américas, do Egito e de diversas regiões do mundo. Coleção egípcia que começou ainda com D. Pedro I e ampliada pelo filho D. Pedro II. Teresa Cristina, quando veio se casar com D. Pedro II, trouxe sua coleção pessoal de peças arqueológicas egípcias, romanas, etruscas e as colocou em exposição no Museu Nacional; até afrescos da antiga Pompeia, devastada pelas cinzas do vulcão Vesúvio, estavam aqui no Brasil, no nosso Museu.

“Da pré-história e da época pré-colonial das Américas, o museu guardava mais de noventa mil itens dos povos nativos do Brasil, e também dos nossos vizinhos maias, astecas, incas… Tanta coisa… Cerâmica, escultura, artefatos…

IMG_8282a“O que D. João diria? O que nossos imperadores, as famílias que apoiavam a cultura e a pesquisa, diriam? D. João, que ao vir com a Corte para o Brasil colônia, trouxe coleções e artefatos justamente para que aquele então Brasil ignorante começasse a escrever uma nova história ao ter acesso às coleções… D. João, que criou o Museu e trouxe com ele da Europa a necessidade de investir em educação, cultura, história, memória, patrimônio. Uma visão europeia de desenvolvimento que infelizmente não vingou por aqui..

“Os naturalistas, cientistas, antropólogos, paleontólogos, arqueólogos, etnólogos, linguistas, historiadores, todos os pesquisadores deixaram ali suas preciosidades… Ali tínhamos um resumo do mundo. Algumas das coleções mais raras e importantes do planeta.

“Eu sinto um vazio… Mais de vinte milhões de itens viraram cinzas. Que dor no coração! Ali trabalham e trabalhavam pessoas apaixonadas por aprender, por conservar, por ajudar a entender nossa história… uns guerreiros que dedicavam a vida sem receber recurso direito, sem ter condições técnicas, e ainda assim não desistiam..

“Como nosso país permitiu que a nossa história chegasse a esse estado de abandono? Sem manutenção, sem dinheiro para conservar nosso acervo, o Museu Nacional foi a primeira instituição de ensino e pesquisa do Brasil. A História do Brasil em chamas… devastador!

“Não consigo aceitar… Visitei esse museu algumas vezes e me encantei com o que vi, e sempre saía com vontade de ficar, descobrir mais, ver mais, aprender mais… Desde 1892 o Museu Nacional estava na Quinta da Boa Vista. Era para ser um lugar onde os brasileiros conseguiriam redescobrir e aprender mais sobre a nossa história, a formação do nosso país e sobre a história do mundo. Ao ver esse incêndio ao vivo pela TV meu sentimento, além de tristeza, passa pela indignação, pelo inconformismo e pela desesperança.

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“O que o fogo destruiu não será jamais recuperado. O que o povo deixou de conhecer jamais será resgatado. É o retrato do que a nossa nação se transformou: um país destruído. Um país que não valoriza sua história; um país que não investe de verdade e sistematicamente em conservação, restauração dos nossos museus; não investe de verdade na educação e muito menos no enriquecimento cultural do Brasil.

“Só posso pensar: QUE VERGONHA! Só posso sentir: QUE RAIVA! Só posso dizer: CANSEI DE DEFENDER ESTE PAÍS!”

O que Meghan teve que deixar para trás ao se casar com um príncipe

meghanRecentemente, fiz uma série de palestras e pregações na cidade de Londres. Entre uma tarefa e outra, aproveitei para conhecer alguns lugares significativos, como a casa em que Isaac Newton nasceu, a Abadia de Westminster (onde estão sepultados Newton, Darwin e outras figuras importantes), o Museu Britânico, o de Ciências e o de História Natural, além de outros pontos turísticos. O que eu não sabia é que havia três coincidências interessantes reservadas para mim nessa passagem pela Inglaterra.

No alto da famosa roda-gigante London Eye, me dei conta de que estava sendo realizado um verdadeiro desfile de aviões militares. Aeronaves de vários tamanhos riscaram o céu azul daquela manhã de terça-feira. Uma esquadrilha formou o número 100 (o que me fez desconfiar de alguma efeméride) e outra deixou um rastro de fumaça com as cores da bandeira britânica. Um verdadeiro show! E eu ali, assistindo a tudo bem de perto, como se tivesse programado.

Depois de visitar a Abadia de Westminster, naquela mesma manhã, fui em direção ao Palácio de Buckingham. No caminho, me deparei com uma avenida decorada com bandeiras e fechada com um cordão de isolamento. Era certo que alguma coisa especial estava mesmo acontecendo – e que eu estava bem desinformado. Juntei-me à multidão e perguntei a uma moça com uniforme militar de gala: “Quem está vindo aí?” A resposta dela foi breve e com expressão de estranheza no rosto: “The queem of England!” Não consegui ver a rainha, mas recebi um tchauzinho da Duquesa de Cambridge, Kate Middleton. Mais uma vez fiquei feliz em estar no lugar certo, na hora certa, mesmo sem saber do que se passava.

A outra coincidência ocorreu dois dias depois, na cidade de Windsor. O plano era conhecer o famoso castelo, mas não foi possível entrar nele. Por quê? Porque o presidente norte-americano Donald Trump estava lá, em visita à rainha. E ali mais uma vez me vi cercado por uma pequena multidão, que dessa vez protestava contra o visitante. Mas vou deixar essa terceira coincidência de lado e me concentrar nas duas primeiras.

De fato, aquela terça-feira foi um dia de festa. Os ingleses estavam celebrando os cem anos da RAF, a famosa Força Aérea Real. A nobreza toda estava no local reservado para o evento, onde havia alguns aviões e helicópteros militares em exibição. A partir de certo ponto o povo não podia avançar. Podíamos apenas ver à distância milhares de militares fardados e mulheres elegantemente vestidas, entre elas a recém-casada Duquesa de Sussex. Dei toda essa volta para falar exatamente dela, pois acho que a moça ainda não se acostumou a toda essa pompa real. Na verdade, a vida dela mudou radicalmente a partir do momento que se uniu em matrimônio ao príncipe Harry.

Ao se casar com Henry Charles Albert David, mais conhecido como Harry, a atriz norte-americana Meghan Markle recebeu o título de Duquesa de Sussex e, de certa forma, passou a viver um conto de fadas desejado por muitas mulheres em todo o planeta. O que talvez muitas não saibam é que, pelo fato de agora fazer parte da realeza britânica, Meghan terá que abrir mão de muitas coisas – o que, ao que tudo indica, ela fez com muita satisfação. Veja algumas dessas coisas que a moça terá que deixar para trás e como essa escolha dela nos faz pensar em nossa cidadania celestial.

1. Casada com o príncipe Harry, Meghan terá os holofotes sempre voltados para sua família. Ela estará constantemente sujeita a críticas ou elogios, dependendo de suas atitudes. Assim também é a vida de quem decide servir ao Rei Jesus e fazer parte de Seu reino. Torna-se vitrine, tanto real quanto virtual. Espetáculo ao mundo, tanto a anjos quanto a homens (1 Coríntios 4:9). Não vive mais para si mesmo, mas torna-se representante do reino que abraçou, mais ou menos como Meghan, que agora também representa a realeza britânica. E, pelo que se pode perceber nas fotos e nas entrevistas, ela não se arrepende nem um pouquinho disso. Você considera um privilégio pertencer ao reino de Deus e aceitar as responsabilidades naturais disso, ou encara isso como um fardo?

2. Logo após anunciar seu noivado com o príncipe, Meghan também confirmou sua saída da série “Suits”. A Duquesa de Sussex parece ter encarado sua aposentadoria precoce numa boa. Em entrevista ao Hello Magazine, ela comentou essa nova fase: “Vejo isso como uma mudança… Um novo capítulo, entende?” Vale lembrar que ninguém da família real tem um emprego remunerado, o que tornaria impossível sua carreira de atriz. A partir de agora, Meghan vai se dedicar às causas humanitárias. Quando alguém aceita Jesus como Salvador e Senhor, inevitavelmente acaba tendo que deixar muitas coisas para trás. Às vezes, até uma carreira, um emprego. E faz isso por amor a Deus e para se dedicar a tarefas que não contrariem a vontade dEle.

3. Os membros da família real são representados nas redes sociais através do perfil oficial do Palácio de Kensington. Por conta disso, Meghan excluiu sua conta no Instagram e seu blog, The Tig. Além disso, a Duquesa de Sussex deve evitar selfies, pois a rainha Elizabeth II não aprova esse estilo de fotografia. De maneira semelhante, os filhos de Deus somente postam fotos e conteúdos aprovados por seu Rei. Cristãos devem ser modestos, discretos e focados, evitando divulgar ou curtir/compartilhar qualquer conteúdo que não edifique, que deixe uma impressão ruim a seu respeito e que não contribua em nada para o bem. Como acontece com a família real, cristãos devem se preocupar com seu bom nome e com o nome de seu Rei. Pergunte sempre: Será que meu Rei aprovaria esse tipo de conduta de minha parte? Será que Ele aprovaria esse conteúdo que estou consumindo e/ou que desejo partilhar?

MEGHAN-WEDDING4. Há diretrizes rígidas sobre o que é aceitável para alguém da realeza usar e o que não deve vestir. Algumas cores devem ser evitadas e calças estão fora de questão. Apesar de ter uma personalidade forte, Meghan dificilmente terá como fugir das regras mais tradicionais. A Duquesa de Sussex vai precisar adotar roupas mais conservadoras, como saias e vestidos abaixo dos joelhos. Por respeito à sua função e, principalmente, à realeza, Meghan terá que mudar seu guarda-roupa e adotar roupas decentes e distintas. Que tremenda lição para aqueles e aquelas que pertencem ao reino de Deus! Cada vez que vai a uma loja ou ao guarda-roupa escolher uma peça você se pergunta se esse traje vai honrar o nome do seu Deus? Será que o que visto faz com que as pessoas tenham bons pensamentos a meu respeito e a respeito dAquele a quem afirmo servir? Se Meghan terá que mudar ser guarda-roupa por respeito à sua função, quanto mais deveriam levar a sério esse tipo de coisa aqueles que se consideram embaixadores de Jesus e de Seus reino.

5. Agora que já disse “sim”, Meghan entrará com o processo para obter a cidadania britânica. Apesar da influência da família real, o procedimento deve durar alguns anos. É possível que a atriz renuncie à cidadania americana quando for declarada cidadã britânica. Algo semelhante ocorre com aqueles que abraçam o reino de Deus: renunciam ao mundo e às suas paixões (1 João 2:16) e passam a ser cidadãos do reino do Céu, com seus privilégios e suas responsabilidades. Pertencer a Deus e à Sua igreja é a coisa mais importante para eles, acima de qualquer outra filiação ou bandeira.

6. No passado, Meghan costumava se posicionar quando o assunto era política. Durante as últimas eleições dos Estados Unidos, ela chegou a postar uma foto de Hillary Clinton no Instagram, com a legenda: “Estou com ela.” Ela também se opôs ao Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia. Porém, agora, ela terá que ser muito mais discreta e prudente, pois os membros da realeza não têm permissão para expressar opiniões políticas em público. O cristão também procura ser prudente quando o assunto é política e outros temas delicados e polarizantes, afinal, o maior propósito de um filho de Deus é pregar o evangelho e alcançar todas as pessoas, de todos os credos e de todas as posições políticas. Se for partidarista, o cristão poderá fechar muitas portas. Por isso, ele imita seu Rei que, quando esteve aqui, não Se envolveu em questões políticas, pois Seu reino não é deste mundo. Cumpriu Suas obrigações de cidadão, mas deixou com César os assuntos que pertenciam a César.

7. Meghan terá que se despedir de seu nome de batismo junto com todos os outros apelidos que adquiriu ao longo dos anos. Após o casamento, ela passou a ser conhecida como Sua Alteza Real Duquesa de Sussex. Além do ducado, o casal também recebeu os títulos de Conde e Condessa de Dumbarton e Barão e Baronesa de Kilkeel. Quando se converte e é batizado, o cristão também passa a ser uma nova pessoa, uma nova criatura. Seu passado não mais importa. Seus pecados ficam para trás e ele passa a viver em novidade de vida com Jesus, aguardando o dia em que igualmente receberá um novo nome.

8. As mulheres da família real não podem ficar com as pernas cruzadas, como Meghan costumava fazer antes do casamento. Existe um manual de etiqueta para evitar fotos constrangedoras. O estilo Duchess Slant é o modo encontrado por mulheres para evitar que partes íntimas corram o risco de ser expostas. Em vez de cruzar as pernas, elas sentam com os joelhos juntos e os tornozelos cruzados. Os cristãos também devem se preocupar com esse importante aspecto comportamental: a decência. Assim como ocorre com as mulheres da realeza, as mulheres cristãs farão de tudo para preservar sua dignidade, feminilidade e discrição.

9. Meghan não poderá mais pintar as unhas de qualquer cor. As mulheres da realeza devem optar por tons claros, com aspecto mais natural. Não à toa, Meghan é vista com cores neutras nas unhas desde que passou a namorar Harry. Em seu casamento, ela escolheu a cor favorita da rainha Elizabeth II. Mais uma atitude digna de imitação. Qual a cor favorita de Jesus? Qual atitude Ele aprova? Como devo me comportar para ser visto como um servo dEle?

Prince_Harry_and_Meghan_Markle10. Assim como os demais membros da realeza britânica, Meghan é orientada a nunca comer lagostas, mexilhões e camarões. O motivo? O alto risco de doenças que podem ser transmitidas por esses alimentos. Além dos frutos do mar, eles também são aconselhados a evitar carnes raras e água da torneira, enquanto viajam para o exterior. Os cristãos que levam a sério os conselhos de saúde dados por Deus na Bíblia curiosamente também não comem esse tipo de alimento, além de não ingerir bebidas alcoólicas, não fumar nem fazer uso de drogas. E fazem isso não apenas para evitar doenças, mas para ter uma mente clara a fim de se manterem conectados com seu Rei.

11. Meghan também precisou seguir a tradição na hora de montar seu buquê de casamento. Ela teve que incluir a flor de murta, símbolo do amor, que é usada desde o casamento da filha da rainha Vitória. Ela também usou algumas das flores colhidas pelo próprio príncipe Harry. A espécie escolhida por ele foi a miosótis, conhecida como não-me-esqueças, a favorita da princesa Diana, sua mãe. Filhos de Deus igualmente respeitam as boas tradições e amam seus pais. Linda essa atitude de Harry!

12. Sempre que a rainha se levanta todos os membros da realeza devem ficar de pé ao mesmo tempo e só podem voltar aos seus lugares depois dela. Meghan também deve fazer uma reverência sempre que cumprimentar a monarca. Se uma autoridade humana merece todo esse respeito, quanto mais o Rei do Universo! Deus é nosso amigo, nosso Pai, mas também é nosso Senhor e Criador. Portanto, devemos sempre ser reverentes diante dEle e na casa dEle.

13. A partir de agora Meghan até pode usar roupas de couro e pele, mas apenas de animais que não foram sacrificados. A regra também existe porque o guarda-roupa real não deve ser muito luxuoso. A ideia é não chamar atenção. Outra lição para os cristãos súditos do reino de Deus. Nada de luxo. Vida simples, amor às criaturas de Deus e atenção atraída não para si mesmos, mas para o Rei.

É bonito ver como os britânicos respeitam sua rainha e seus nobres. Também é interessante notar como Maghan Markle abriu mão de tanta coisa por amor a seu marido e por respeito à “instituição” da qual ele faz parte. Por amor, ela não considera suas obrigações um fardo. Na verdade, sente-se honrada e feliz. Esta também deveria ser a atitude de todo cristão: sentir-se honrado por pertencer ao reino de Deus e feliz por poder fazer a vontade de seu Rei.

Michelson Borges