20 anos depois…

harry-potterPara muitas pessoas, a data de 26 de junho de 2017 passou despercebida e foi tratada como um dia absolutamente comum. Mas não para os mais de 11 milhões de seguidores de Joanne K. Rowling e fãs incondicionais de Harry Potter. Há 20 anos, na mesma data, foi lançado o primeiro livro da série que surgiu para conquistar e formar uma nova geração de leitores. Em uma entrevista concedida a Oprah Winfrey em outubro de 2010, em Edimburgo, na Escócia, a escritora da série Harry Potter – no auge do sucesso – falou do difícil começo e de como teve o que ela chamou de “flash de clarividência” ao sair do local em que estava escrevendo o primeiro livro. Tratava-se de uma voz que, segundo ela, lhe disse: “O difícil vai ser publicar; mas se for publicado será um sucesso”.

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Ex-executivo do Facebook vê “apocalipse digital” e foge para ilha

facebookUm ex-funcionário do Facebook se mudou para uma ilha remota e está construindo um abrigo para se defender do “apocalipse tecnológico” que, segundo ele, está por vir. Antonio García Martínez, ex-gerente de produto na rede social por dois anos, morava em um dos principais centros da indústria tecnológica do mundo, a cidade de San Francisco. Mas decidiu se mudar para uma ilha afastada no norte dos Estados Unidos por prever que os avanços da tecnologia causarão uma catástrofe social em poucos anos. Segundo Martínez, o avanço da automação de tarefas fará com que muitos empregos sejam perdidos, o que causará uma situação de conflito social. “Dentro de 30 anos, metade da humanidade não terá trabalho. E a coisa pode ficar feia, pode haver uma revolução. É por isso que estou aqui. Em San Francisco, eu vi como o mundo será daqui cinco a dez anos. Você pode não acreditar que está vindo, mas está – e tem a forma de um caminhão sem motorista prestes a te atropelar”, disse Martínez em entrevista à rede de televisão BBC.

Sua casa é um barco na ilha de Orcas, estado de Washington, a poucos quilômetros da fronteira com o Canadá. Além do barco, possui um terreno na ilha, e está construindo um abrigo para usar em caso de necessidade futura.

Armado com um fuzil AR-15, ele estima que conseguiria se defender no local durante algum tempo se o caos que prevê acontecer, e conta que a escolha do local se deve à sua posição remota e a proximidade com outro país. “Ninguém me conhece aqui. E dá para ir nadando ou de caiaque até o Canadá se a situação exigir”, avalia. Outras vantagens de Orcas seriam o clima e a produção local de gêneros alimentícios.

Martínez é também autor de um livro que faz críticas à indústria de tecnologia na Califórnia. No Facebook, ele era responsável por uma equipe que trabalhava em ferramentas de marketing digital, para direcionamento de anúncios. Em Chaos Monkeys: Obscene Fortune and Random Failure in Silicon Valley (Macacos caóticos: fortuna obscena e falhas aleatórias no Vale do Silício, em tradução livre), Martínez relata sua experiência no setor como funcionário do Facebook e também ao lidar com o ambiente das start-ups e investidores.

Além do trabalho no Facebook, entre 2011 e 2013, ele também fundou uma start-up sobre anúncios digitais que foi comprada pelo Twitter. O ex-gerente tem doutorado em física pela universidade da Califórnia.

(Veja.com)

 

Ex-testemunhas de Jeová são rejeitadas pelas próprias famílias

TJsPara algumas ex-testemunhas de Jeová, abandonar a crença não significa apenas abrir mão de uma religião, mas também se afastar de entes queridos. Em muitos casos, amigos e familiares são orientados a cortar todos os laços com essas pessoas, levando-as ao isolamento e, em casos extremos, até a pensamentos suicidas. “Não falo com ninguém da minha família. Não temos nenhum contato, porque eu me ‘desassociei’”, conta Sarah (nome fictício) ao programa Victoria Derbyshire, da BBC. No ano passado, a jovem, que está na casa dos 20 anos, foi expulsa de um grupo de Testemunhas de Jeová em um processo conhecido como “desassociação”. Ela diz que o motivo teria sido sua recusa em continuar em um relacionamento abusivo. Sarah afirma que seu parceiro na época era violento, e chegou a quebrar suas costelas. Fazer denúncias à polícia – e envolver pessoas de fora da religião em questões assim – é algo muito desencorajado entre testemunhas de Jeová, explica a jovem.

Sarah afirma que os fiéis mais velhos se recusaram a punir seu ex-companheiro pelo comportamento violento. Foi apenas quando seus colegas de trabalho notaram seus machucados e a convenceram a não se submeter mais aos abusos que ela deu fim ao relacionamento.

A jovem conta ter sido desassociada por esse motivo – e que seus amigos e familiares se afastaram em seguida. Isso porque testemunhas de Jeová acreditam que aqueles de fora da religião podem prejudicar sua fé.

Em um comunicado, o grupo religioso disse à BBC: “Se uma testemunha batizada viola o código moral da Bíblia e não apresenta evidências de que não continua a fazer isso, ela ou ele serão afastados e desassociados. Quando se trata desse afastamento, as testemunhas seguem as instruções da Bíblia, e, neste ponto, a Bíblia diz claramente: ‘Removam os homens perversos entre vocês’”, afirma o texto.

Sarah diz que sua mãe se recusou a falar com ela na noite em que foi desassociada. E que seu pai a acordou bem cedo no dia seguinte para expulsá-la de casa. Em resposta aos relatos, a organização Testemunhas de Jeová diz não comentar sobre casos individuais e que “violência, seja física ou emocional, é fortemente condenada na Bíblia e não tem lugar em uma família cristã”.

John (nome fictício) tornou-se testemunha de Jeová ainda criança, quando seus pais decidiram se unir ao grupo. Há dois anos ele foi desassociado depois de perder um velório, cerimônia vista na religião como uma ocasião importante. Ele já tinha começado a se questionar sobre os ensinamentos, incluindo o de que o fim do mundo é iminente e que apenas 144 mil pessoas vão para o céu. Sua visão sobre essa fé também ficou abalada após um amigo morrer depois de não ser submetido a uma transfusão de sangue, uma prática proibida pela religião. “Foi uma vida desperdiçada”, diz.

John afirma ter descoberto depois que sua mulher testemunhou contra ele em seu processo de desassociação, algo que acredita ter prejudicado bastante o relacionamento entre o então casal. Ele saiu de casa e passou a viver temporariamente em barracas. Além disso, perdeu contato com seus dois filhos, hoje adultos, e irmãos. “Eu me senti muito isolado, não tinha ninguém, pensava bastante em suicídio. Às vezes, eu mando uma mensagem dizendo ‘amo vocês, ainda penso em vocês’, mas normalmente ninguém responde.”

A organização Testemunhas de Jeová foi fundada nos Estados Unidos no fim do século 19, sob o comando de Charles Taze Russell, e sediada em Nova York. Apesar de ser baseada em princípios cristãos, o grupo acredita que as igrejas cristãs tradicionais se afastaram dos ensinamentos bíblicos e não estão em harmonia com Deus. Por sua vez, as igrejas cristãs tradicionais não reconhecem as Testemunhas de Jeová como uma denominação tradicional de sua fé por rejeitar a doutrina baseada na Santa Trindade.

As testemunhas de Jeová acreditam que a humanidade está vivendo seus “últimos dias” e que a batalha final entre o bem e o mal ocorrerá em breve. A organização diz ter mais de 8 milhões de fiéis em todo o mundo.

Terri O’Sullivan a abandonou há 17 anos, quando tinha 21, e foi expulsa de casa por sua mãe. Ela coordena hoje uma rede de apoio a pessoas que são excluídas ou deixam de fazer parte da igreja. Afirma que ainda não se deparou com uma ex-testemunha de Jeová que não tenha sofrido de depressão ou alcoolismo ou tenha pensado em suicídio ou machucar a si mesma.

Segundo Terry, apesar de nem todos passarem formalmente pelo processo de desassociação quando abandonam a religião, seus relacionamentos raramente não são afetados por isso. “No caso de algumas ex-testemunhas”, ela diz, “alguns familiares ainda falam com elas, mas a relação dificilmente é a mesma.”

No caso de Sarah, ela diz ter sido “muito, muito difícil” lidar com a perda dos laços familiares. Ela está noiva e sabe que terá de planejar uma cerimônia de casamento sem a participação de seus pais. “Eu me considero órfã, o que é bem triste”, afirma. Ela obtém apoio de amigos no trabalho. Quando abandonou a religião, eles “a confortaram”, o que foi bem diferente do que esperava. “São pessoas que minha religião dizia serem terríveis e más companhias, que seriam castigadas por Deus no Apocalipse. Mas essas pessoas abriram as portas de suas casas para mim.”

A jovem ainda vê com bons olhos a maioria dos fiéis da igreja. “Há boas pessoas nessa religião, que acreditam estar salvando outras. Guardo boas memórias, porque são as últimas que tenho com minha família”, diz. “Mas também olho para trás e é dolorido, porque nunca mais poderei sentar com eles para um almoço de domingo. Quando morrerem, eu não serei convidada para seus enterros.”

(G1 Notícias)

Nota: A Bíblia é bem clara ao recomendar o tratamento que deve ser dispensado aos pecadores recorrentes e rebeldes: “Se o seu irmão pecar contra você, vá e, a sós com ele, mostre-lhe o erro. Se ele o ouvir, você ganhou seu irmão. Mas se ele não o ouvir, leve consigo mais um ou dois outros, de modo que ‘qualquer acusação seja confirmada pelo depoimento de duas ou três testemunhas’. Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano” (Mateus 18:15-17). E como a igreja trata os pagãos e publicanos? Não procura evangelizá-los e levá-los a Cristo, que é Aquele que salva e restaura? Sim, é exatamente isso o que a igreja deve fazer. Tratar alguém como pagão não significa odiar, hostilizar nem isolar essa pessoa. Isso é desumano e anticristão. Tratar alguém como pagão é encará-lo como um candidato ao reino de Deus, alguém que se deve alcançar com a mensagem de perdão e salvação. Toda disciplina eclesiástica deve ter um papel redentivo, nunca simplesmente punitivo. Se o pecador impenitente quiser se afastar da igreja e da família, essa é uma decisão dele. Jamais da igreja. [MB]

Filhos do amor

Sou filha do Deus Criador / Aquele que me criou / Aquele que me resgatou / E muito me amou.

Sou filha do Deus Criador / Melhor título não há, / E para obtê-lo / Só preciso acreditar.

Aquele que me criou / Prometeu que virá me buscar / E então no Céu / Iremos morar.

Um amor incomparável / O fez morrer na cruz / E que alegria / Sermos filhos desse amor!

Sou filho do amor / Aquele de Jesus / Aquele que suportou / O sofrimento da cruz.

Sou filho do amor / Aquele infindável / Aquele incomparável / Aquele que sofreu por mim.

Aquele que me criou / Prometeu que virá me buscar / E então no Céu / Iremos morar.

Um amor incomparável / O fez morrer na cruz / E que alegria / Sermos filhos desse amor!

Filhos do amor / Filhos do Criador / Filhos do Senhor!

(Letícia Borges Nunes tem 13 anos e mora em Criciúma, SC)

Ex-atriz pornô se guardou até o casamento após se converter

atrizDepois de se tornar cristã, uma ex-atriz pornô decidiu abandonar a prática sexual até o dia de seu casamento. Desde então, ela tem encorajado outras mulheres a viverem a pureza sexual através de um coração purificado por Cristo. Antes de se render a Jesus, Brittni De La Mora, antes conhecida pelo nome artístico Jenna Presley, era uma estrela na indústria de filmes adultos. Ela foi nomeada uma das 12 melhores artistas do entretenimento pornográfico e era uma das atrizes que mais ganhavam dinheiro nessa indústria, nos Estados Unidos. No entanto, Deus tinha outros planos para a vida dela. Brittni passou a frequentar a Igreja Cornerstone em San Diego, na Califórnia depois de fazer cerca de 375 filmes adultos. “Sim, eu sei que foram muitos. Quando fui para a igreja eu estava quebrada e tinha chegado ao fundo do poço”, ela relatou em seu blog. “Eu estava tão perdida na vida, eu não tinha para onde olhar, somente para cima. Eu sabia que o meu caminho na vida não era trabalhar com isso. Fiquei quase 26 anos solteira, quebrada e deprimida”, afirmou.

Depois de aprender mais sobre Jesus, a mentalidade de Brittni começou a mudar. “Comecei a ler a Bíblia e aprendi uma nova maneira de viver. Eu sabia que Deus tinha me dado uma segunda chance e eu queria fazer tudo para fazer certo dessa vez”, ela contou.

Brittni decidiu viver em pureza sexual e sua escolha passou a inspirar outras pessoas. “Eu pensava: ‘Se uma ex-estrela pornô consegue esperar para fazer sexo só no casamento, qualquer um consegue’”, comentou.

Na igreja, Brittni ouviu muitas histórias de mulheres que tiveram relacionamentos ruins, eram sexualmente ativas antes do casamento e tiveram suas vidas restauradas por Deus. “Embora eu ame histórias de restauração, eu não queria viver isso de novo. Eu queria ser capaz de dizer: ‘A pureza sexual não é fácil, mas é possível. Se eu posso fazer isso, você também pode’”, disse ela.

Também foi na igreja que Brittni encontrou o homem que seria seu marido e, juntos, eles decidiram se guardar até o casamento. “Eu era celibatária por três anos e meu marido por sete anos. Honrar a Deus sempre foi importante para nós desde o dia em que nos conhecemos. Fizemos isso da maneira certa, porque permanecemos no caminho de Deus. Devido a isso, posso dizer que tenho sido abençoada com um grande casamento”, celebra.

A ex-atriz pornô continua incentivando outras mulheres a lembrar que a pureza não é apenas uma questão física – é um estado do coração. “Pureza começa sempre com o coração. Manter um coração puro, buscar a Deus todos os dias através da adoração, oração e leitura da Bíblia. Eu continuo ignorando as ofensas e perdoando rapidamente aqueles que me machucaram”, afirma.

(GuiaMe)

Clique aqui e leia mais sobre o testemunho e os dramas de atrizes pornôs.

Ex-transgêneros falam sobre arrependimento em documentário

tranzformedO documentarista David Kyle Foster [lançou] no dia 15 de junho um novo filme que relata histórias de ex-transgêneros. “TranZformed: Finding Peace With Your God-Given Gender” (“Transformados: encontrando a paz com o gênero que Deus lhe deu”, em tradução livre) é escrito por Foster, que afirma ser ex-homossexual, e dirigido por Karl Sutton. O documentário, além de abordar a história da transgeneridade desde a antiguidade, apresenta quinze pessoas ex-transgêneros. Segundo Foster, o traço comum entre elas é o de que “quase todas, senão todas, foram vítimas de abuso sexual na infância”. “A mensagem do filme é a de que as pessoas são muito fragilizadas e precisam de muita ajuda”, disse o produtor ao site norte-americano ChurchMilitant. Ele acredita no impacto que a produção possa ter na vida de pessoas transgêneros que estão à procura de forças para deixar para trás esse estilo de vida.

No filme, Foster aborda ainda a alta taxa de suicídio entre pessoas com “disforia de gênero”, que chega a 40%. Ele explica que a tendência ao suicídio cai logo após a cirurgia, mas aumenta a partir do momento em que a pessoa começa a se arrepender. “A cirurgia não conserta nada”, diz ele. “Só torna tudo mais complicado e custa um dinheirão. Então a pessoa entra em depressão depois de uma euforia inicial por ter atingido seu objetivo.”

Foster já produziu “Such Were Some of You” (2014), que relatou a história de 29 pessoas que se declaram ex-homossexuais, e “How Do You Like Me Now?” (2016), dirigido a parentes e amigos de pessoas homossexuais.

Confira abaixo o trailer de “TranZformed”, que estará disponível para compra em DVD no seu site oficial:

(Sempre Família)

Teoria da conspiração: Por que o papa Bento 16 renunciou?

bentoFALTA DE SEGURANÇA. O papa abdicou do trono da Igreja em fevereiro de 2013, um ano após seu mordomo pessoal, Paolo Gabriele, vazar à imprensa documentos privados do Vaticano, no caso conhecido como “Vatileaks”. O cardeal Francis Arinze, amigo do papa, disse à TV que isso abalou a confiança de Bento16 em seus aliados, o que teria motivado sua saída de cena

MÁS COMPANHIAS. Um dos documentos se chamava “lobby gay”. Ele supostamente revelava que o secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, lideraria um poder paralelo, que ignorava decisões do papa, como punir padres pedófilos (a maioria gay, segundo a Igreja – daí o nome do arquivo). O complô usaria o Banco do Vaticano em esquemas de corrupção de políticos e mafiosos

POUCO CARISMA. Em 2013, o ex-frade brasileiro Leonardo Boff, que estudou com Bento16 na Universidade de Munique, na Alemanha, disse em uma entrevista que o colega é um intelectual, que renunciou por se sentir frustrado. De acordo com Boff, a Igreja precisava de um pastor, não de um professor pouco carismático como ele

ACERTO DE CONTAS. Para o britânico Geoffrey Robertson, autor de O Papa É o Culpado?, a renúncia era uma compensação da Igreja pelos abusos que teria negligenciado durante a era Bento16. Em 2011, o Tribunal Penal Internacional recebeu uma queixa contra o papa e três cardeais por ocultação de crimes sexuais contra crianças em todo o mundo. O Vaticano não se pronunciou

CADEIA À VISTA. O Tribunal Internacional para Crimes da Igreja e do Estado, órgão independente com poderes para condenar líderes políticos criminosos, alegou que o papa renunciou para não ser preso. Entre as justificativas está o suposto envolvimento de Bento16 em atividades criminosas do Banco do Vaticano, como lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

MORTE PREMEDITADA. Em janeiro de 2012, o cardeal colombiano Darío Hoyos entregou uma carta ao papa em que outro cardeal, Paolo Romeo, afirmava ter ouvido um complô para assassinar Bento16. Ela não mencionava quando nem como, mas o plano estaria ligado ao conflito entre o papa e Bertore. O conteúdo foi divulgado pelo jornal romano Il Fatto Quotidiano.

REVOLUÇÃO ESPIRITUAL. Assim que o papa Francisco assumiu, Bento disse à agência de notícias católica Zenit que vivenciou uma experiência mística, durante a qual Deus havia inspirado nele um desejo absoluto de dedicar sua vida à oração, em vez de continuar como papa. “Foi a vontade de Deus”, afirmou.

PROFECIA CRISTÃ. Desde 1929, quando o Estado do Vaticano foi oficializado, todo papa passou a ser declarado rei. Bento16 foi o sétimo dessa lista. O Apocalipse, na Bíblia, diz que o sétimo rei profético (ou papa) teria um mandato de transição: “Quando vier, convém que dure um pouco de tempo.” [O que é uma teoria furada. Veja no vídeo abaixo.]

Por outro lado…

Verdades e fé se misturam na difusão da teoria.

O papa assumiu o controle da Igreja em um momento conturbado, em que um número considerável de sacerdotes de alto escalão do Vaticano integrava um governo corrupto e dividido pelo poder.

O próprio papa Francisco admitiu certa vez: “A corte é a lepra do papado”. O sucessor de Bento16 chamou a cúria de narcisista e egoísta.

Federico Lombardi , porta-voz do Vaticano à época da renúncia, explicou que a Igreja precisava de um papa com mais energia física e espiritual.

Em 2010, Bento16 escreveu o livro Luz do Mundo: O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos, em que deixou em aberto a possibilidade de renunciar caso não se sentisse capaz.

Já no livro As Últimas Conversas, lançado em 2016, ele afirmou não ter sofrido pressões para renunciar, mas que o “lobby gay” do Vaticano tentou influenciar decisões.

O papa foi duramente criticado pelo seu silêncio em relação ao escândalo de casos de pedofilia pelo mundo.

Em 2012, o Departamento de Estado dos EUA colocou, pela primeira vez, o Vaticano na lista de Estados potencialmente suscetíveis a lavagem de dinheiro.

A profecia sobre o sétimo rei profético de transição também afirma que o líder seguinte seria o último. Ou seja, o fim do mundo vem aí? [Veja o vídeo abaixo.]

(Mundo Estranho; fontes:  Os Papas, de Richard McBrien; BBC, Folha de S. Paulo, O GloboLa Repubblica)