Jesus era bruxo? A Bíblia é um livro de magia? Bruxos cristãos?!

jesus bruxoA primeira convenção anual de bruxos cristãos será realizada em abril, em Salem, Massachusetts, e contará com o internacionalmente reconhecido “profeta” Calvin Witcher, que concorda com o anfitrião da convenção que Jesus era um feiticeiro e que a Bíblia é um “livro de magia”. A reverenda Valerie Love, a força por trás do evento, que se descreve como uma bruxa cristã e ministra da consciência espiritual, lançou recentemente a Escola de Mistérios da Aliança Cristã para ajudar os cristãos a usar a magia, condenada como “perigosa”. Ela insiste que não há nada errado com a ideia de cristãos praticarem magia, apesar das advertências bíblicas contra ela.

Em uma longa discussão com Witcher cerca de dois meses atrás, sobre a conciliação entre a prática de bruxaria e o cristianismo, ele, cujo website diz que “traz mensagens de Deus para a humanidade através do poderoso ensino e da formação, permitindo que os seguidores não tradicionais ouçam a voz divina de esperança”. “A Bíblia é um grande livro de feitiçaria. Você literalmente não pode contornar isso. Você não pode contornar Jesus sendo um mago. Não tem jeito”, disse Witcher. […]

Witcher [para quem os milagres de Jesus são, na verdade, bruxaria], que se descreve como um crente em Cristo que ainda fala em línguas de sua formação na igreja pentecostal, disse […]: “Minha formação no pentecostalismo realmente me colocou em uma boa base. Nós tínhamos ferramentas. Fizemos óleos de unção, xales de oração, demonologia foi ensinada muito regularmente, pelo menos nos meus círculos. Então essas conversas não eram estranhas. Conversamos sobre os dons do espírito… entrar em magia era uma sequência muito fácil. […] A única coisa que fiz foi expandir esse poder específico fora dessa prática em particular”, disse ele sobre sua entrada total no reino da magia. […]

No último dia do [encontro de bruxos “cristãos”], o domingo de Páscoa, as bruxas também se reunirão para o primeiro culto na igreja. […]

 (Portalpadom)

Nota: Como se não bastassem aqueles que reinterpretam e distorcem a Bíblia para fazer com que ela concorde, por exemplo, com a nefasta teologia da prosperidade (como o pastor que afirmou que Jesus tinha uma mansão à beira-mar) ou com práticas homossexuais (algo claramente condenado no Livro que narra a criação do homem e da mulher e a instituição do casamento entre os dois), agora num cúmulo de relativismo e de distorção, há os que querem unir o imiscível: bruxaria e cristianismo. Tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos são muito claros quanto a essa prática:

“Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti” (Deuteronômio 18:0-12).

“As obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5:19-21).

É preciso haver muita desonestidade intelectual para ler textos como esses e afirmar justamente o contrário do que eles dizem. Deus respeita a decisão dos seres que Ele criou. Quer extorquir os fiéis da sua igreja dando um péssimo testemunho do que é cristianismo? Ok, faça, mas lembre-se de que um dia o juízo vem. Quer fazer sexo com pessoas do mesmo gênero, você é livre para ir adiante. Quer praticar a bruxaria, idem. Mas Deus não nos dá o direito de adulterar Sua Palavra para tentar fazer com que ela afirme o que condena. Isso não! [MB]

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Apocalipse: Satanás, um inimigo derrotado

mulherO capítulo 12 do Apocalipse apresenta uma vista panorâmica do grande conflito entre Cristo e Satanás. Ali vemos o motivo da feroz perseguição contra a igreja cristã desde sua origem e por que ela deve permanecer firme até o fim. O capítulo termina com Satanás irado contra os “restantes” (ou, “remanescentes”) da Igreja, os quais ainda mantêm as doutrinas originais da igreja primitiva. E as características de tal povo são distintas: eles guardam os Dez Mandamentos e têm o Testemunho de Jesus, que é a Palavra de Deus, incluindo o verdadeiro dom profético (2Tm 1:8; Ap 1:9; 12:17; 19:10).

Perguntas para discussão e aplicação:

1. Veja o significado de “mulher” em 2 Coríntios 11:2 e de “dragão” em Apocalipse 12:9. O que significa o quadro apresentado em Apocalipse 12:1-6?

2. Qual a relação de Gênesis 3:15 com o fato de Satanás ser chamado de “serpente” em Apocalipse 12:9? De que forma a serpente “feriu o calcanhar” da “Semente” (ou “Descendente”) da “mulher”? E em que sentido a “cabeça” da “serpente” será “esmagada” pelo “Descendente” da “mulher”?

3. Ao ver que não pôde destruir Jesus enquanto Ele estava na Terra em forma humana, como Satanás tem tentado destruir a igreja ao longo dos séculos? Contudo, em que sentido “as portas do inferno não prevalecerão ela” (Mt 16:18)?

4. Que pistas existem em Apocalipse 12:10 indicando que satanás foi expulso do Céu pela segunda vez na ocasião da morte de Jesus? (R.: “Agora chegou a salvação…”;  “…e a autoridade do Seu Cristo”).

5. Se o diabo já havia sido expulso quatro mil anos antes, o que ele continuava fazendo ao visitar o céu? (R.: acusando o povo de Deus na Terra, conforme vemos em Jó 1:6-11; 2:1-5 e Apocalipse 12:10. Porém, após a morte de Jesus, o adversário nunca mais teve acesso ao Céu para acusar os humanos que são fiéis a Deus.)

6. Analise em Apocalipse 12:11 as três características daqueles que, ao final, terão vencido o “acusador”. Como essas três características ainda se aplicam hoje, na prática?

7. Conforme Apocalipse 12:17, por que Satanás está especialmente irado com a igreja remanescente? O que significam as duas características que a identificam? Por que os fiéis dessa igreja são chamados de “os restantes da descendência” da mulher que era perseguida ao princípio? Por que o arqui-inimigo de Deus não está irado com as igrejas identificadas em Apocalipse 17:5 como “Babilônia” e “suas filhas”? Que atitudes devemos tomar ao saber dessas coisas? (Ap 18:4)?

8. Quais são as estratégias do inimigo de Deus para destruir a igreja que restou (remanescente), e como podemos estar protegidos contra esses ataques? Ver Ap 13:13, 14; 2Ts 2:9, 10; Gl 1:8, 9.

9. O fato de fazer parte do povo remanescente é um grande privilégio, mas não é uma garantia de salvação, pois apenas “quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo 5:12). Como podemos nos proteger contra o grande perigo de pensar que estamos salvos só pelo fato de ser “membros” da igreja remanescente? Por outro lado, como aqueles que serão salvos se portarão em relação às verdades da Bíblia e à igreja?

Notas importantes:

Sobre a importância do capítulo 12. Os capítulos 12, 13 e 14 formam o centro da estrutura literária do Apocalipse. Esse núcleo especial é como um pano de fundo para se entender todo o conteúdo do livro. É nesse ponto central que são descritos: a origem e o desenrolar do Grande Conflito (capítulo 12); os agentes usados pelo inimigo nessa luta (capítulo 13); a identidade, o caráter e a vitória final do povo remanescente de Deus no fim dos tempos, e sua missão de pregar o Evangelho Eterno até a volta de Jesus (capítulo 14). Neste estudo trataremos apenas do conteúdo do capítulo 12 para não ir além do que foi estudado durante a semana.

Sobre o núcleo ou centro do Apocalipse (capítulos 12, 13, 14). O centro literário do Apocalipse divide o livro em duas partes. Os capítulos anteriores a esse núcleo são chamados de “porção histórica” do livro (sete igrejas, sete selos, sete trombetas). Os capítulos posteriores ao núcleo são a “porção escatológica”, pois se concentram nos eventos finais (sete pragas; Armagedom; volta de Jesus; milênio; juízo final [executivo]; e nova Terra). Nesse estilo literário, o centro, entre essas duas partes, é considerado “o mais importante”, como “o recheio do bolo”.

Sobre a sequência não linear da narrativa no capítulo 12. É necessário salientar que o capítulo 12 (e vários outros trechos do Apocalipse, como o capítulo 20, por exemplo) não deve ser lido de forma linear com início, meio e fim. Ao invés disso, ele deve ser lido considerando-se vários “flashbacks” na narrativa. Como exemplo, imagine um filme que já começa em plena ação, com correria e perseguição, e depois de uns instantes retrocede algumas horas no tempo para dar a entender ao telespectador como se deu aquela confusão. Logo depois ele volta à ação mostrada no início, e continua dali, para logo depois fazer outro flashback, mas agora para muitos anos antes, para que se entenda a própria origem do problema. Depois ele continua a partir do ponto de onde havia parado e continua até chegar à conclusão. De modo parecido, o capítulo 12 apresenta a igreja perseguida como a cena inicial (v. 1-6) e então volta muito no tempo até a guerra no Céu para apresentar o grande conflito entre Cristo e Satanás como a causa de tudo (v. 7-12). Depois a narrativa retoma a história onde havia parado e dá continuidade até o tempo do fim (v. 13-17). Se você tentar ler de modo linear vai fazer grande confusão!

Sobre as duas vezes em que Satanás foi expulso do Céu. Satanás foi expulso do Céu duas vezes. A primeira vez foi na “guerra no Céu” (12:7-9), antes da criação da vida na Terra. Após esse evento, porém, mesmo sem ser convidado ou desejado, ele continuou “frequentando” a corte celestial, como “acusador” dos irmãos (conforme vemos em Jó 1:6-11; 2:1-5 e Apocalipse 12:10). Entretanto, na ocasião da morte de Jesus na cruz, cerca de quatro mil anos após a primeira expulsão (ou talvez muito mais), o arqui-inimigo de Deus foi expulso novamente do Céu, e de modo definitivo. Isso é evidente nas palavras dos seres celestiais: “agora chegou a salvação… e a autoridade do Seu Cristo” (12:10). Portanto, assim como vimos acima que há flashbacks ou retrocessos temporais nas narrativas, há também avanços temporais. Nesse caso, a narrativa faz um salto temporal de cerca de quatro mil anos entre o verso 9 (primeira expulsão, antes da criação) e o verso 10 (segunda expulsão, definitiva, com a morte de Jesus). Por que Deus permitia que Satanás ainda tivesse acesso ao Céu, mesmo após ter sido expulso de lá? Para Ellen White, é porque “até a morte de Jesus, o caráter de Satanás ainda não havia sido claramente revelado aos anjos e aos mundos não caídos. “O arquiapóstata se revestira por tal forma de engano, que mesmo os santos seres não lhe compreenderam os princípios. Não viam claramente a natureza de sua rebelião” (O Desejado de Todas as Nações, p. 537). Porém, a morte de Jesus mudou esse quadro: “Derramando o sangue do Filho de Deus, desarraigou-se Satanás das simpatias dos seres celestiais. Daí em diante sua obra seria restrita. Qualquer que fosse a atitude que tomasse, não mais podia esperar os anjos ao virem das cortes celestiais, nem perante eles acusar os irmãos de Cristo de terem vestes de trevas e contaminação de pecado” (ibidem, 539).

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

O dia em que meu testemunho incomodou (a quem não devia)

13Recentemente postei no meu Instagram a foto ao lado com parte do meu testemunho de conversão e de abandono de hábitos que me afastavam de Deus (leia o texto completo aqui). Tudo o que fiz foi falar do processo de libertação do meu vício em filmes/cinema, músicas pop/rock e histórias em quadrinhos de super-heróis. Mas foi o que bastou para que fãs desse tipo de conteúdo (só posso pensar que sejam) me criticassem por, segundo eles, estar sendo “irresponsável”. E por quê? Porque estaria induzindo meus seguidores a se tornarem críticos de cristãos que gostam dessas coisas e não veem problemas nelas. Uma dessas pessoas que reagiu ao meu post chegou a sugerir que eu seria perfeccionista! Logo eu, que de vez em quando escrevo e falo contra essa heresia (veja aqui um exemplo)! Mas é curioso notar que basta alguém mencionar algo sobre vegetarianismo, cuidados com os conteúdos midiáticos, vestuário, etc. e a ala comportamentalmente liberal já vai rotulando de “perfeccionista” (por isso mesmo escrevi tempos atrás um texto sobre o que não é um perfeccionista). Não é preciso ser perfeccionista para querer fazer o que é certo pelo motivo certo.

O jovem me disse que o mais importante é pregar sobre Jesus, que o Espírito Santo “faz o resto”. Tive que ler a obviedade de que Cristo é o centro da nossa mensagem, mas pensei: se nada mais deve ser dito em nossa pregação, devemos rasgar o Antigo Testamento e boa parte do Novo (sem contar os livros de Ellen White [Ellen quem?!]), afinal, a Bíblia contém muitas e muitas orientações para os convertidos. Se for assim, se devemos abraçar essa pregação evangelicalista diluída do amor é tudo, é melhor colocar a “viola adventista no saco”, e que o último dito remanescente ex-povo da Bíblia apague a luz ao sair. Será que estamos nos esquecendo do porquê estamos aqui? Será que as três mensagens angélicas de Apocalipse 14 ainda fazem algum sentido? Pra que Deus teria suscitado um movimento restauracionista no século 19, se já havia tantas boas igrejas por aí? Estamos nos divorciando das nossas raízes, da nossa identidade e navegando ao sabor das ondas do “espírito do tempo”. Só que, como escreveu Chesterton, aquele que se casa com o espírito do tempo acaba se tornando muito em breve um viúvo.

Sim, Jesus é o centro de nossa fé. Somos salvos pela graça e o Espírito Santo vai nos mostrando o caminho. Só que, para alguns, esse caminho é uma experiência pessoal e ninguém tem nada a ver com isso. Se a música, os filmes (e nunca disse que todos os filmes não prestam) e os quadrinhos me afastam de Deus, que eu os deixe, mas que não diga isso aos outros, afinal, há pessoas que assistem a maratonas de séries, gastam fortunas com quadrinhos de super-heróis e adoram um cineminha, mas não deixam a igreja. Não devo nem posso julgar ninguém, mas se não existem mais normas, critérios, orientações inspiradas, escancaramos de vez a porta para o relativismo e o secularismo. Aí teremos que aguentar tudo o que passará por ela. Tornaremos o caminho estreito uma rodovia com dez pistas bem pavimentadas.

Um dos meus críticos tem idade para ser meu filho, no entanto, escreveu palavras duras e me aconselhou a não ser tão irresponsável e a saber separar o meio do conteúdo. De minha parte, jamais trataria alguém mais velho dessa forma, ainda mais em público e na página dele. Mas a minha geração é outra. Aprendíamos a respeitar os mais velhos, coisa que os meninos pós-modernos têm esquecido. Sabíamos separar a pessoa de seu argumento, para não cair no ad hominem. Discutam-se ideias, respeitem-se as pessoas.

Quanto ao meio e ao conteúdo, antes de esse moço entrar para a escola primária eu já produzia histórias em quadrinhos cristãs e de cunho apologético. Ou seja, usava o meio (quadrinhos), sem precisar consumir o conteúdo (HQs da Marvel, por exemplo). Além disso, faz mais de uma década que mantenho um blog criacionista, uma conta no Twitter, uma página no Facebook e um canal no YouTube. E ele vem me falar em meio e conteúdo?! Temos que utilizar os meios, é óbvio, mas quem disse que preciso consumir todos os conteúdos veiculados por esses meios?

Retomando o outro ponto: há cristãos hoje que parecem ter esquecido de que a justificação é seguida da santificação. De que o verdadeiro convertido sempre pergunta a Deus como pode servi-Lo mais e melhor. Esquecem também de que reavivamento é seguido de reforma, e que cristianismo sem mudança de vida é como árvore que não dá fruto. Efésios 5:8 passa longe das diretrizes deles, afinal, a maior “diretriz” é o amor. Faça o que você sente e quer, e nada é errado se lhe faz feliz.

Curiosamente, na mesma noite em que, cansado de um dia atarefado, tive que dialogar com esses críticos e adeptos do “fogo amigo”, recebi o seguinte e-mail: “Olá, Michelson. Conheci a mensagem adventista faz três anos. Quando isso aconteceu eu tinha acabado de passar por uma fase complicada em minha adolescência, durante a qual fiquei viciado em conteúdos pornográficos e meu gênero musical preferido passou a ser eletrônica e pop, entre outras. Atualmente estou na igreja, mas é complicado demais eu não poder fazer o que gostava. Tento ficar o mais longe possível, mas isso está gerando muita aflição, principalmente a música. Acho muito bonita sua história de superação.” (Bem, pelo menos esse teve algum benefício ao ler minha “história de superação” e se sentiu motivado a me escrever.)

Perguntei ao meu crítico o que ele faria nesse caso. O que diria ao rapaz. Resposta: ajudá-lo a buscar comunhão e relacionamento com Deus. Bem, isso é óbvio. Recomendou-me também que dissesse ao jovem que ele parasse de focalizar sua luta e olhasse para Jesus. Isso também é o que tem que ser dito. Depois emedou: “O que ele fazia o afasta de Deus? Então deixe de fazer.” Aqui está o erro sutil. Não é o que ele fazia que o afasta de Deus. Pornografia e músicas “mundanas” afastam qualquer um de Deus, mesmo que alguns não admitam, pois gostam do pecado. O rapaz precisa, sim, buscar Jesus, mas deve também abandonar as coisas que o afastam dEle. De nada adianta remar para frente e para trás. O barco ficará parado.

Naquela noite fui dormir pensativo, pois nunca pensei que meu testemunho incomodaria a quem não devia ter incomodado.

Michelson Borges

Ao grande e eterno Criador

GodAo olhar para o céu, num dia sem nuvens / A imensidão consigo contemplar / De belezas incomparáveis / Que meu Senhor decidiu criar

O Sol e a Lua Ele fez / Os planetas com Seu poder formou / E apenas ao suspirar / Imensas galáxias pôs a girar

As estrelas nem posso contar / Numerosas são como a areia do mar / Ao pensar que as fez com amor / Ao meu Deus quero render louvor

Meu Rei, meu Senhor / Eu Te adoro com tudo o que sou / Pelo que fez para mim / Pelo Seu infinito amor

Todas as nações / Adorem ao grande Criador / Todos os seres / Que vivem na / terra, no céu e no mar / Todas as criaturas / A Ti vão adorar

Com ternura a Terra formou / Como os pais que preparam o bercinho / Vales, montanhas criou com carinho / Para receber os filhos de Seu amor

Animais fez aparecer / Para povoar a natureza / Aves coloridas pintaram o céu / Peixes encheram os mares de beleza

E todos os seres Te louvam, Senhor / Pelo Seu tremendo poder / E porque me criou com amor / Nunca deixarei de reconhecer

Meu Rei, meu Senhor / Eu Te adoro com tudo o que sou / Pelo que fez para mim / Pelo Seu infinito amor

Todas as nações / Adorem ao grande Criador / Todos os seres / Que vivem na terra, no céu e no mar / Todas as criaturas / A Ti vão adorar

No sexto dia ao homem Deus fez / E para ele a mulher preparou / Depois de tudo feito e acabado / O homem e a mulher completados / Com um sorriso nos lábios de lado a lado / Deus disse: “É muito bom!”

De mãos dadas no jardim o casal andava / E no sétimo dia a festa era grande / Sentados aos pés do Criador / Sem pressa nem preocupação / Adão, Eva e Jesus contemplavam a criação

Meu Rei, meu Senhor / Eu Te adoro com tudo o que sou / Pelo que fez para mim / Pelo Seu infinito amor

Todas as nações / Adorem ao grande Criador / Todos os seres / Que vivem na terra, no céu e no mar / Todas as criaturas / A Ti vão adorar

Do macro ao micro, ao Deus infinito / Iremos louvar para sempre / Amém!

Letícia Borges Nunes, 15 anos

A última geração não vai pecar?

segunda vindaO pessoal que vive preocupado com isso merece a resposta de Jesus a Pedro: “Se Eu quero que ele fique até que Eu venha, que te importa a ti? Segue-Me tu” (João 21:22). Fico pensando: Que vantagem há em pregar sobre essa geração ou mesmo ficar preocupado com esse assunto? Que me importa se os justos vivos por ocasião da volta de Jesus terão pecado ou não? Nem sei se eu farei parte desse grupo, afinal, posso morrer antes. E se fizer, com certeza as circunstâncias em que estiver vivendo serão bem diferentes das atuais (e não estou defendendo a ética e o comportamento circunstanciais). O que ocorre é que simplesmente não faz diferença para mim, agora, ficar preocupado com isso. “Segue-Me tu” deve ser a minha maior preocupação, e dizer como Paulo: “Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus” (Filipenses 3:12). Tenho muita coisa com que me preocupar no presente para ficar antecipando preocupações futuras.

Alguns são tão obcecados por temas como a última geração, vitória sobre o pecado, caráter perfeito e afins, que acabam ficando conhecidos por causa dessas ênfases – e depois reclamam de ser chamados perfeccionistas. Que esmurrem o corpo e o reduzam à servidão, mas não fiquem alardeando isso por aí nem dando a impressão de que cristianismo é uma espécie de ascetismo autoflagelante. Preguem a volta de Jesus, a salvação em Cristo, as três mensagens angélicas. Sejam conhecidos como cristãos adventistas e não perfeccionistas. Que o mundo não nos veja como “o povo do não pode”, mas como o povo livre em Cristo, que vive a religião e não a sofre; que guarda os mandamentos de Deus por amor e não obrigação.

Quando essa religião, essa experiência com Deus for real para nós, será natural e prazeroso buscar o estilo de vida correto para ter saúde pelo motivo certo; será natural e lógico usar roupas condizentes com o caráter de alguém puro, embaixadores e embaixatrizes do Céu; será natural procurar entretenimentos saudáveis que ajudam a edificar o caráter e não nos afastam de Deus. Enfim, será natural e não precisaremos ficar alardeando santidade, afinal, o santo, como o saudável, nem se dá conta de sua condição. Na verdade, sabe que é alguém carente da graça e do poder de Deus para tudo.

Claro que há o extremo oposto a esse que descrevi acima. Há os que não dão a mínima para a reforma que se segue ao reavivamento. Pregam a religião do amor sem compromisso e da salvação incondicional e automática – se é que pensam nisso. Para esses o pecado é algo inevitável e, portanto, é inútil o esforço para viver vida santa.

O que fazer para não cair no extremo do liberalismo comportamental nem do fanatismo perfeccionista? Temos que atender ao chamado de Cristo e seguir o exemplo de Paulo: “Segue-Me tu” e “prossigo para o alvo”. Vida cristã é caminhada com o Mestre. É prosseguir, ainda que caiamos aqui e acolá. É não desistir e clamar por força do Alto para imitar o Modelo.

Como será a última geração? Que me importa? Se eu seguir Jesus poderei descobrir pessoalmente. Até lá, prossigo.

Michelson Borges

Existe mesmo loira burra?

loiraO estereótipo da “loira burra” está simplesmente errado, garantem cientistas. Uma pesquisa entre 10.878 norte-americanos revelou que as mulheres brancas que disseram que a cor natural do seu cabelo era loira apresentaram um QI médio que varia apenas três pontos do QI médio das morenas e das mulheres de pele clara com cabelo vermelho ou preto. Embora as piadas sobre loiras possam parecer inofensivas para alguns, na verdade elas podem ter implicações no mundo real. “Pesquisas mostram que os estereótipos frequentemente têm um impacto sobre a contratação para um emprego, promoções e outras experiências sociais”, afirma Jay Zagorsky, autor do estudo e pesquisador da Universidade do Estado de Ohio (EUA). “Este estudo fornece evidências convincentes de que não deve haver qualquer discriminação contra as loiras com base em sua inteligência”, adicionou.

O estudo mostrou que o QI médio das loiras foi na verdade ligeiramente maior do que o QI das mulheres com outras cores de cabelo, mas o dado não é estatisticamente significativo, disse Zagorsky. “Eu não acho que você possa dizer com certeza que loiras são mais inteligentes do que as outras, mas você definitivamente não pode dizer que elas sejam mais burras”, comparou.

Os resultados para os homens brancos loiros foram semelhantes – eles também têm QIs mais ou menos iguais aos homens com outras cores de cabelo.

O estudo foi publicado na revista Bulletin Economics.

(Diário da Saúde)

Nota: A verdade é que burro é todo tipo de estereótipo. Certa vez, tomei um táxi em Santiago, capital do Chile. Assim que soube que sou brasileiro, o taxista perguntou: “Cómo van las chicas.” Ingenuamente, me perguntei: “Como ele sabe que sou casado e tenho filhas?” Vendo minha expressão de dúvida, ele prosseguiu: “As mulheres, aquelas que sambam.” Aí fiquei indignado! Expliquei para ele que nem todos gostam de samba no Brasil. Disse-lhe que nosso país é muito grande e que aqui há culturas e preferências variadas. Mesmo assim ele insistiu e disse que queria conhecer o carnaval do Rio de Janeiro e, claro, as “chicas”. E eu o convidei a conhecer, além do Rio, outras partes do Brasil, e disse que, na verdade, a grande maioria dos brasileiros nem gosta de carnaval.

Existem, sim, aquelas que gostam de expor o corpo para as câmeras dos ávidos fotógrafos em busca do melhor ângulo, da melhor foto, contribuindo assim para a manutenção do triste estereótipo da “mulher brasileira”; mas também existem aquelas que preferem o recato e a discrição.

Há também os estereótipos de natureza religiosa, do tipo “todo crente é burro”. Embora haja mesmo religiosos que façam por merecer, é preciso reconhecer que muitos crentes amam o conhecimento e têm dado grande contribuição em suas áreas de atuação.

Portanto, esqueça coisas do tipo “sulistas são muito fechados” e “nordestinos são preguiçosos”, além, é claro, do mito da “loira burra”. Afinal, pior que o estereótipo é o preconceito.

O apóstolo Pedro disse certa vez: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas” (Atos 10:34). E se Deus não faz, quem somos nós para fazer? Não somos todos filhos de um mesmo Pai, iguais por natureza?

E pra concluir, quero dizer que sou casado com uma loira e tenho uma filha também loira. E elas são muito inteligentes! [MB]

Quando o futebol vira religião

corinthians.jpg

Exercício físico e esportes são bons hábitos e ninguém nega isso. Mas, quando se tornam uma obsessão (como outras coisa mais), o problema se instala. Há quem frequente academias apenas para postar selfies do corpo bombado, ficando a saúde física e o bem-estar emocional em segundo ou terceiro planos, em detrimento da vaidade. Há também aqueles que vivem para o futebol, por exemplo. Não apenas jogam por diversão ou acompanham um time como forma de entretenimento. Não. Para esses, o tema futebol absorve a maior parte do tempo e das atenções. Vivem falando sobre isso. Fazem do esporte uma verdadeira religião. Sabedores disso, os dirigentes do Corinthians resolveram escancarar o que já se sabia… Veja só a notícia veiculada no site do SportTV:

“O Corinthians lançou na noite desta segunda-feira, no programa ‘Bem, Amigos’, do SporTV, sua nova campanha de marketing, batizada de ‘Corinthianismo – Fiel até o fim’. Com a ação, o Corinthians pretende reforçar e resgatar alguns de seus valores, como o lado sofredor da torcida, que encara o clube como uma religião. […] Além do vídeo, ‘Corinthianismo – Fiel até o fim’ conta com dez mandamentos cravados em pedra instalada na Arena Corinthians, santinhos entregues à torcida, terço próprio e ações nas redes sociais. O Timão também lançará um site com uma vela que o torcedor pode acender para mandar energia positiva ao clube, um confessionário digital, no qual o fiel pode revelar o que já fez pelo Timão em texto, áudio ou vídeo, e um livro com a doutrina e história do corinthianismo (com milagres, peregrinações e cânticos).”

Veja o vídeo e constate a blasfêmia:

Vou deixar claro: não gosto de futebol. Quando muito, assisto às partidas da Seleção Brasileira em final de Copa do Mundo. Creio que esse desinteresse venha lá da infância. Meu pai foi jogador profissional. Jogou no Figueirense de Florianópolis e em outros times. Mesmo com mais de 70 anos, ainda joga com amigos e é considerado craque. O filho não. É um verdadeiro perna-de-pau. Mas reconheço que o futebol, como brincadeira, tem lá suas vantagens, tanto que muita gente acha que meu pai tem menos de 60. Acontece que minha mãe, minhas irmãs e eu sempre vimos a bola como uma concorrente, disputando conosco a atenção e o tempo do marido/pai. Será que reside nisso minha desmotivação pelo esporte que caracteriza meu país? Os psicólogos que me expliquem…

Bem, o que me levou a essas reflexões anos atrás (revividas agora pelo Corinthianismo) foi a reportagem que eu havia ouvido na rádio Band News, quando retornava de Florianópolis para Tatuí. Passando por Curitiba, sintonizei a emissora e ouvi o jogador Roberto Carlos dando entrevista sobre sua então recente contratação pelo Corinthians. O discurso foi o mesmo de sempre: promessas de amor eterno à camisa, etc., etc. Então, um dos dirigentes do time soltou a pérola: “Agora Roberto Carlos vai vestir o manto sagrado branco e preto.” Manto sagrado?! É essa devoção que me tira do sério e não o meu “trauma de infância”. Pode acreditar.

Fico triste quando ouço jovens cristãos falando com empolgação das conquistas do time para o qual torcem, mas sem entusiasmo pela missão da igreja. Podem mencionar a escalação completa da equipe esportiva, inclusive de anos passados, mas mal sabem o nome dos doze apóstolos. Gastam somas consideráveis em dinheiro na compra de camisetas oficiais e outros souvenires, mas relutam em dar ofertas. Parece que se esqueceram do que significa ser cristão; que cremos numa verdade capaz de abalar o mundo – afinal, nosso Mestre é Deus que Se fez homem, morreu numa cruz para nos salvar e prometeu voltar!

É como diz o texto de C. S. Lewis, que li no Devocionário de Bolso Um Ano Com C. S. Lewis, da Editora Ultimato, página 11: “Acreditar em um ‘Deus impessoal’ – tudo bem. Em um Deus subjetivo, fonte de toda a beleza, verdade e bondade, que vive na mente das pessoas – melhor ainda. Em alguma energia gerada pela interação entre as pessoas, em algum poder avassalador que podemos deixar fluir – o ideal. Mas sentir o próprio Deus, vivo, puxando do outro lado da corda, aproximando-se em uma velocidade infinita, o caçador, rei, marido – é outra coisa.”

Se os cristãos mantivessem comunhão com esse Deus real, que fala, guia, ilumina e ama, não teriam mais tempo nem disposição para se envolver com futilidades e, pior, idolatrias. Enquanto a Verdade liberta (João 8:32), o vício (de qualquer espécie) escraviza.

Marx dizia que a religião é o ópio do povo. Discordo, pois a verdadeira religião tem a capacidade de libertar. Mas que há muitos opiáceos disfarçados por aí, isso há. E o “futebolópio” pode muito bem ser um desses. E olha que narcotiza multidões!

O manto sagrado é a justiça que Cristo quer colocar sobre nós, não a alienação promovida por um esporte que poderia ser saudável, se não tivesse sido transformado em pão, circo e culto religioso.

Michelson Borges

Leia também: “Para CBF, futebol serve à ‘desinformação do povo’” e “Diga não ao futebol, sim à família”