O espírito de dissidência nega Jesus

Jesus“O que confessar a Cristo, tem de O possuir em si. Não pode comunicar aquilo que não recebeu. Os discípulos poderiam discorrer fluentemente acerca de doutrinas, poderiam repetir as palavras do próprio Cristo; mas a menos que possuíssem mansidão e amor cristãos, não O estariam confessando. Um espírito contrário ao de Cristo o negaria, fosse qual fosse a profissão de fé. Os homens podem negar a Cristo pela maledicência, por conversas destituídas de senso, por palavras inverídicas ou descorteses. Podem negá-Lo esquivando-se às responsabilidades da vida, pela busca dos prazeres pecaminosos. Podem negá-Lo conformando-se com o mundo, por uma conduta indelicada, pelo amor das próprias opiniões, pela justificação própria, por nutrir dúvidas, por ansiedades desnecessárias, e por deixar-se estar em sombras. Por todas essas coisas declaram não ter consigo a Cristo. E ‘qualquer que Me negar diante dos homens’, diz Ele, ‘Eu o negarei também diante de Meu Pai, que está nos Céus.”

Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 249 (grifos meus)

Como os grupos LGBTQ estão destruindo as normas e mudando a educação

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[Foto: “Hora da Drag Queen”: nos principais centros urbanos dos Estados Unidos, drag queens leem contos para crianças em idade pré-escolar.]

Praticamente todas as semanas surge algum problema que deixa os Estados Unidos preocupados. Mas com nossa atenção voltada para o presidente Donald Trump, Google, Charlottesville, Rússia, impeachment, Jeffrey Epstein, as próximas eleições, racismo, guerra comercial com a China, o movimento #MeToo ou qualquer outra coisa, as organizações LGBTQ trabalham em silêncio para desmantelar as normas éticas, zombando da educação, arruinando a vida de pessoas inocentes e destruindo a ingenuidade infantil. Se você acha que estou exagerando, eis aqui alguns exemplos:

A destruição dos esportes femininos

No último mês, uma levantadora de peso transgênero ganhou várias medalhas de ouro nos Jogos do Pacífico 2019, em Samoa. Laurel Hubbard, da Nova Zelândia, ganhou duas medalhas de ouro e uma de prata em três categorias de levantamento de peso para mulheres com mais de 87 quilos. Hubbard é fisicamente um homem.

Ano passado, dois homens biológicos de duas escolas de ensino médio diferentes de Connecticut competiram na divisão feminina da competição estadual de atletismo. Eles chegaram em primeiro e segundo lugares nos 100 e 200 metros rasos.

Como o Ocidente se acovarda diante das exigências dos grupos LGBTQ, ainda que isso seja injusto para as atletas mulheres, os homens que se consideram mulheres têm permissão para competir contra elas.

E eles quase sempre ganham.

A destruição do gênero – ainda no nascimento

 Como relatado pela Associated Press: “Pais também podem escolher o gênero ‘X’ para os recém-nascidos. Nova York está se juntando à Califórnia, Óregon e Washington, permitindo que o gênero não seja designado nas certidões de nascimento. Uma medida semelhante entra em vigor em Nova Jersey em fevereiro.”

Que porcentagem de norte-americanos acredita que as crianças têm sorte se nascem em famílias cujos pais não as identificam como homens ou mulheres quando do nascimento? Por outro lado, quantos de nós achamos que esses pais estão praticando uma forma de abuso infantil?

A destruição da inocência infantil e da autoridade parental

A Associated Press recentemente também informou que “a Califórnia reformulou seu manual de educação sexual, voltado para os professores das escolas públicas, encorajando-os a falarem de identidade de gênero para os alunos do jardim de infância”.

Tatyana Dzyubak, uma professora do ensino fundamental na região de Sacramento, reclamou: “Eu não deveria estar ensinando essas coisas. Isso cabe aos pais.”

Mas os pais e a autoridade parental sempre foram um empecilho para o totalitarismo. Portanto, a destruição da autoridade parental é um dos principais objetivos da esquerda, da qual as organizações LGBTQ são um dos principais componentes.

Hoje as bibliotecas dos principais centros urbanos promovem a “Hora da Drag Queen” – na qual drag queens leem histórias para crianças em idade pré-escolar. (Leia, por exemplo, o laudatório artigo “A Hora da Drag Queen traz o arco-íris para a leitura”, publicado no New York Times em 19 de maio de 2017.)

Há algumas semanas, o famoso apresentador e ator Mario Lopez disse à analista conservadora Candace Owens: “Se você tem três anos de idade e está dizendo que se sente de uma certa forma ou que acha que é menino ou menina, seja qual for o caso, acho perigoso que um pai tome uma decisão a respeito disso: ‘Ok, então você seja menino ou menina.’ […] Acho que os pais precisam deixar que os filhos sejam crianças, mas ao mesmo tempo você precisa ser o adulto na situação.”

Por expressar com sensibilidade e respeito o que qualquer pai de uma criança de três anos deveria dizer, ele foi condenado pela GLAAD (Aliança de Gays e Lésbicas contra a Difamação) e a PFLAG (Pais e Amigos de Lésbicas e Gays), duas das maiores organizações LGBTQ. Sabendo que sua fonte de renda estava em jogo, ele imediatamente recuou do que disse. Ao estilo da Revolução Cultural Chinesa, ele recuou de tudo o que disse e ainda afirmou que tinha muito o que aprender sobre pais permitirem que crianças de três anos escolham o próprio gênero.

A destruição das normas educacionais

Semana passada, a CNN transmitiu uma reportagem que dizia: “O governador de Illinois, J. B. Pritzker, sancionou uma lei que a contribuição dos LGBTQ será ensinada nas escolas públicas. […] [A lei diz que], ‘nas escolas públicas, o ensino de História deve incluir o estudo do trabalho e da contribuição dada por lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros para a história deste país e estado’.”

A Equality Illinois, maior organização de defesa LGBTQ do estado, deu apoio à lei e disse que o currículo pode “ter um efeito positivo sobre a autoimagem dos alunos, tornando-os mais tolerantes’.

Uma vez que o objetivo do ensino de História passe a ser ensinar o que aconteceu para que isso tenha “um efeito positivo sobre a autoimagem dos alunos”, a história deixa de ter a ver com o passado; ela se torna propaganda. Mas reescrever a História não é problema para a esquerda. Como dizia a velha piada de um dissidente soviético: “Na União Soviética, o futuro é conhecido; o passado é que está sempre mudando.”

Noto quase todos os dias que a verdade é um valor moral progressista e conservador, mas ela jamais foi um valor importante para a esquerda. Este é apenas mais um exemplo.

A destruição da realidade

David Zirin, editor de esportes do Nation: “Outro argumento para impedir que atletas trans participem de competições com atletas cis sugere que a presença deles faz mal a meninas e mulheres cis. Mas essa linha de raciocínio não reconhece o fato de que mulheres trans são mulheres.”

Deputada Ilhan Omar, numa carta para a Federação Norte-americana de Levantamento de Peso: “O mito de que mulheres trans têm ‘uma vantagem competitiva direta’ não tem base científica.”

Sunu Chandy, do Centro Nacional de Direito Feminino: “Não há nenhuma pesquisa que fundamente a ideia de que permitir atletas trans de jogarem em equipes adequadas ao seu gênero criará um desequilíbrio competitivo.”

Como essas pessoas podem dizer tanta mentira? Elas dizem isso porque mentir não é um problema quando a verdade não é um valor moral.

As organizações LGBTQ se preocupam com lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros tanto quanto os comunistas se importavam com os operários. Elas os usam para encobrir sua pauta real: a destruição da civilização como a conhecemos.

(Dennis Prager, Gazeta do Povo)

Adventistas do sétimo dia e a MP da liberdade econômica (considerações)

Liberdade-Economica[O que você vai ler a seguir não se trata de um posicionamento oficial da IASD, mas de considerações do autor do texto.]

Dentre as 28 crenças fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), uma das que mais se destaca é aquela que diz respeito à vigência do sábado entre os cristãos. Segundo nossa convicção, o dia de sábado deve ser observado pelos seguidores de Cristo ainda hoje. Na prática, isso significa que o trabalho que visa ao autossustento deve ser suspenso nesse dia, como prescreve o quarto mandamento do decálogo (Êx 20:8-11), para que nele sejam feitas atividades de culto e de auxílio aos mais necessitados, exatamente como Cristo fez (Mt 12:12; Mc 2:27; Lc 6:9). Ou seja, nesse dia, devemos descansar de nossas próprias atividades para promover descanso aos outros, aos que mais precisam. Isso condiz exatamente com a santidade desse dia de bênçãos.

Entretanto, um ponto de uma Medida Provisória (MP) de 2019 e de número 881, de autoria da presidência da república, mais conhecida como MP da Liberdade Econômica, tem começado a suscitar dúvidas, anseios, expectativas e até espírito de revolta e indignação entre alguns guardadores do sábado, como os adventistas do sétimo dia. Esse sentimento de apreensão é justificado porque essa MP, de certa forma, fará com que os trabalhadores brasileiros, que em sua maioria gozam de descanso aos domingos (e adventistas aos sábados), agora se vejam no dever de trabalhar nesse dia. Atualmente, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) determina que o descanso semanal deve coincidir com o domingo, no todo ou em parte, além de proibir o trabalho nesse dia e nos feriados, exceto em casos de “conveniência pública ou necessidade imperiosa do serviço” mediante permissão do governo que precisa especificar tais atividades.

No dia a dia das relações trabalhistas até o presente momento, os empregadores não podem exigir trabalho aos domingos de seus funcionários, a menos, é claro, como já dito, que a função ou profissão exercida exija atividades trabalhistas nesse dia. Em casos em que a natureza da atividade não requeira trabalhos dominicais e ainda assim o empregador deseje que seus funcionários trabalhem nesse dia ou em feriados, a remuneração dever ser paga em dobro. O que muitos não sabem, inclusive guardadores do sábado, é que essa regra, em sua essência, não mudou. O que a MP está trazendo de novidade é que os empregadores poderão agora compensar esse pagamento em dobro do trabalho dominical, ou de um feriado, transferindo o descanso semanal do domingo para outro dia da semana. Na prática, essa MP ajudará, e muito, alguns patrões porque ao invés de se verem obrigados a pagar a mais e em dinheiro para que seus funcionários trabalhem aos domingos e feriados (há muitos no Brasil), eles poderão fazer esse pagamento com a oferta de um descanso em qualquer outro dia da semana. Ademais, essa MP também prescreve que a cada três domingos trabalhados, um descanso será obrigatoriamente no domingo.

Com base nisso, pergunto: No que essa MP afeta a vida de guardadores do sábado? Em termos práticos, em absolutamente nada. Aliás, muito pelo contrário, essa MP favorece a observância do sábado porque ela enfraquece o poder de “descanso” do domingo e transfere para qualquer outro dia. Antes dela, por determinação da CLT, ou os patrões pagavam em dobro pelo trabalho dominical de seus funcionários ou não poderiam convocar seus empregados para trabalho nesse dia. Tal realidade levava os patrões a serem rígidos, inflexíveis quanto à liberação do trabalho sabático, porque não tinham opção senão oferecer descanso dominical aos guardadores do sábado, o que do ponto de vista bíblico é irrelevante, já que a Bíblia prescreve o descanso aos sábados e não aos domingos. Com essa nova medida, agora empregadores podem compensar a ausência do trabalho sabático oferecendo trabalho aos domingos sem nenhuma sanção legal ou oneração.

Instituições adventistas nas quais muitas vezes trabalhos aos domingos eram necessários – escolas, por exemplo – por meio de pagamento em dobro pela atividade ou de compensação com certas folgas no calendário, deverão, em tese, funcionar da mesma forma. Escolas adventistas que convocarem trabalhos aos domingos continuarão a enfrentar a mesma dificuldade porque não poderão oferecer como descanso o sábado a seus professores, por exemplo, e, por motivos óbvios, nem nos demais dias da semana que já são, por natureza, dias de trabalho comum. Será difícil imaginar um professor ou pedagogo deixando de trabalhar na segunda-feira numa escola adventista porque foi convocado para trabalhar num domingo para comemorar o dia das mães, digamos.

Só gostaria de terminar ressaltado uma verdade bíblica. Estamos impregnados de uma cultura ocidental cuja base é cristã e na qual o domingo é um dia de descanso em que, normalmente, curtimos a família, seja isso de um prisma religioso ou meramente civil, social. Porém, do ponto de vista da Bíblia, o domingo é só mais um dia de trabalho como todos os outros cinco. Essa alegria que desfrutamos da liberdade do trabalho e do prazer de estar com a família aos domingos, na realidade, pertence ao sábado. O mandamento é claro como a luz do Sol ao meio-dia: “Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus” (Êx 20:9, 10).

Encerro fazendo um apelo a você: não forme sua opinião política, seja ela qual for, com a leitura de apenas uma única fonte jornalística. Leia ou assista a várias que falem do mesmo assunto e que, de preferência, se alinhem a ideologias antagônicas e conflitantes, porque isso ajudará você a ter uma opinião mais embasada e consistente. Se o seu compromisso for com o que é verdadeiro, então se esforce e busque a verdade de qualquer coisa e em tudo na vida, o que inclui política. E já posso lhe adiantar: dificilmente a verdade será encontrada nas camadas superficiais. A busca por ela demandará escavação, e isso requer esforço. Contudo, portanto, por mais esforço que isso signifique, corra atrás da verdade. O resultado será mais recompensador no final.

Por favor, compartilhe esse texto com todos os sabatistas que ainda não entenderam completamente o assunto. Esse povo precisa ser informado ao invés de formar opinião com base em memes nas redes social.

(Elton Queiroz é formado em Teologia e Filosofia e tem um mestrado em Teologia)

Mais mentiras do líder do Congresso MV

Hypocritical man lying expressively[Eu tinha dado o assunto por encerrado e estava me limitando a orar a respeito e a responder a todos os e-mails que estavam chegando à minha caixa postal por causa da petição pública criada pelo líder do chamado Congresso MV. Mostrei claramente neste post que as informações a acusações dele são falsas e educadamente pedi que ele retirasse do ar a petição e fizesse uma retratação igualmente pública. Ele não atendeu à minha solicitação e se limitou a reescrever partes da petição, seguidas de um discreto pedido de desculpa a seus leitores. Como disse, eu havia decidido não mais tocar no assunto, pois esse não é o meu desejo nem o do Gabriel Estêvão, trazido involuntária e desnecessariamente para o centro de uma polêmica. No entanto, o irmão Berg Albuquerque publicou em seu Facebook um comentário com o título acima, que ajuda a explicar a atitude do líder do Congresso MV. Republico aqui o texto do Berg em nome da verdade e da transparência, e na esperança de que o líder do Congresso MV realmente se arrependa do que fez e perceba o caminho perigoso que está trilhando. – MB]

“Daniel Silveira, o líder do chamado Congresso MV, promoveu um abaixo-assinado público com mentiras e acusações infundadas, expondo a pessoa do pastor e jornalista Michelson Borges e inclusive divulgando indevidamente o e-mail dele. O pastor Michelson decidiu se manifestar, escreveu uma refutação e mostrou claramente a mentira do Silveira, inclusive com o desmentido do próprio personagem citado no abaixo-assinado, o irmão Gabriel, de Angola (confira aqui). Não contente com isso e ignorando o pedido do pastor Michelson para que apagasse a petição e se retratasse, o Silveira escreveu o seguinte em seu site:

“Nesse momento está sendo editado pela CPB o manuscrito do ex-satanista Gabriel (também conhecido como Roger Morneau de Angola), depoimento em vídeo já superou os dois milhões de visualizações.

“Há o perigo de que a editora faça supressões substanciais de informações melindrosas, o que seria uma pena. Queremos pedir ao Michelson e à comissão de avaliação de livros, que não façam cortes ou supressões, mas somente correções ortográficas e de sintaxe (construção de frase, formulação).

“Obs.: Pedimos perdão por ter mencionado uma notícia que não podemos comprovar, de que Gabriel a certa altura esteve decepcionado por supressões e pela demora. Aparentemente esse não é o caso, e nossa petição passa a ser somente preventivo.”

“O fato é que em nenhum momento em seu texto o pastor Michelson menciona a Casa Publicadora Brasileira. Ele deixou claro que está ajudando o Gabriel nos trâmites para que seja enviado o original do livro dele para alguma editora. Disse também que jamais faria cortes no livro do Gabriel e que os dois estão conversando [há] pouco mais de um ano. Portanto, o líder do Congresso MV mentiu novamente ao dizer que a CPB está ‘editando’ o livro do irmão Gabriel. Para que isso estivesse sendo feito o livro teria que já ter sido recebido, avaliado e aprovado pela editora. Fica clara a intenção do Silveira de colocar a CPB no rolo e acusar de novo sem fatos.

“Silveira mais uma vez levanta suspeitas e tenta criar um clima de guerra ao dizer que ‘há perigo de que a editora faça supressões substanciais’ na obra de Gabriel. Michelson explicou em seu texto que fazer cortes e supressões em um original sem o consentimento do autor é uma atitude antiética. Que ‘perigo’ é esse? Só na mente imaginativa e conspiratória do Silveira.

“Silveira fala de ‘informações melindrosas’ e em um áudio chegou a sugerir que o livro teria informações que comprometem a igreja. Será que ele leu o livro para saber disso? Não me parece que o irmão Gabriel seria capaz de fazer uma coisa desses e o pastor Michelson certamente não estaria ajudando nosso irmão africano caso ele agisse como o pessoal do MV, falando de coisas que ‘comprometem’ a igreja e espalhando desconfiança.

“No terceiro parágrafo de sua tentativa de reparação Silveira admite a fake news, até porque não poderia fazer outra coisa diante do desmentido feito pelo próprio Grabriel, mas acrescenta um ‘aparentemente’. Como assim ‘aparentemente’? Não ficou claro ainda que uma inverdade e falsas suspeitas foram espalhadas? O próprio Gabriel se manifestou. Então por que o ‘aparentemente’. O que será preciso para convencer Silveira de que ele claramente e não aparentemente mentiu?

“Por fim, note a falta de coerência no que Silveira escreveu. Ele termina pedindo perdão ‘por ter mencionado uma notícia que não podemos comprovar, de que Gabriel a certa altura esteve decepcionado por supressões e pela demora’. Mas antes Silveira disse que ‘há o perigo de que a editora faça supressões substanciais de informações melindrosas’ no livro. Com base em que ele pode afirmar que há esse ‘perigo’? Se o livro ainda não está sendo editado, se o pastor Michelson disse que jamais um editor faria cortes numa obra sem consultar o autor, se o irmão Gabriel afirmou que não está triste nem preocupado coisa nenhuma, quem novamente está espalhando mentiras e suspeitas contra pessoas e contra a igreja de Deus?

“Lamentável essa atitude do líder de um grupo que diz buscar a perfeição de Cristo.”

Berg Albuquerque

Nota: Uma das pessoas que assinou a petição e para quem enviei uma explicação, respondeu-me o seguinte:

“Bom dia. Que o Senhor Deus nos proteja e nos ilumine diante de tantas informações incompletas e incorretas. Graças a Deus podemos tomar conhecimento de ambos os lados através da internet. No momento em que assinei a petição é claro que não sabia dessas duas versões da história. […] Concordo plenamente com o irmão Gabriel: o mundo não precisa saber que há discordância e contendas entre os da mesma fé no advento. Serviu de lição pra mim; antes de assinar qualquer petição precisamos saber se de fato as coisas procedem. Não tenho o costume de compartilhar essas petições, então o estrago de minha parte foi menor. Desejo que Deus continue lhe abençoando e também ao irmão Gabriel. Um abraço.”

Essa pessoa teve a humildade e a coragem de responder ao meu e-mail, e por isso a parabenizo. As demais, para quem também enviei explicações, talvez tenham ficado muito sem graça por ter inocente ou ignorantemente participado de uma calúnia em forma de petição. Realmente que fique a lição. [MB]

“O que confessar a Cristo, tem de O possuir em si. Não pode comunicar aquilo que não recebeu. Os discípulos poderiam discorrer fluentemente acerca de doutrinas, poderiam repetir as palavras do próprio Cristo; mas a menos que possuíssem mansidão e amor cristãos, não O estariam confessando. Um espírito contrário ao de Cristo o negaria, fosse qual fosse a profissão de fé. Os homens podem negar a Cristo pela maledicência, por conversas destituídas de senso, por palavras inverídicas ou descorteses. Podem negá-Lo esquivando-se às responsabilidades da a vida, pela busca dos prazeres pecaminosos. Podem negá-Lo conformando-se com o mundo, por uma conduta indelicada, pelo amor das próprias opiniões, pela justificação própria, por nutrir dúvidas, por ansiedades desnecessárias, e por deixar-se estar em sombras. Por todas essas coisas declaram não ter consigo a Cristo. E ‘qualquer que Me negar diante dos homens’, diz Ele, ‘Eu o negarei também diante de Meu Pai, que está nos Céus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 249)

Pastores de Trump chegam a Brasília, e a igreja se aproxima do Estado

bible“Esse estudo não é sobre se Deus aceita ou não uma guerra. Ele aceita”, anuncia o pastor americano Ralph Drollinger, em um dos seus estudos bíblicos semanais, com uma voz emotiva, porém pausada, calculada para que os visitantes de seu site acompanhem o raciocínio. Em seguida, explica que a frase bíblica “Bem-aventurados são os que promovem a paz porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9) diz respeito apenas a “como os fiéis devem conduzir suas vidas pessoais”. Ou seja: não vale para os governos, que podem, sim, ir à guerra.

Publicado em maio de 2018, aquele “estudo bíblico” tinha razão de ser, segundo o próprio pastor: ajudar os membros do Governo americano a refletir sobre “a ameaça de guerra com a Síria, o Irã e a Coreia do Norte” – movimentos iniciados pelo presidente americano Donald Trump. E convencê-los de que ir à guerra é abençoado pela própria Bíblia. Dias depois, Drollinger seria ainda mais explícito na sua pregação, ao pedir que “você, como servidor público, ajude a reduzir a tendência antibíblica secular em direção ao pacifismo e não intervencionismo! Isso vai levar a um crescente caos global!”

Não foi a primeira vez nem seria a última que o fundador do ministério evangélico Capitol Ministries encontraria na Bíblia uma justificativa para as ações mais radicais do governo Trump. Afinal, o objetivo da igreja fundada por Drollinger é basicamente “converter” políticos e servidores públicos a uma visão cristã evangélica da política que se casa perfeitamente com a visão da ultradireita americana. “Sem essa orientação, é bem mais difícil chegar a políticas públicas que satisfaçam a Deus e sejam benéficas ao progresso da nação”, resume Drollinger em um dos estudos em seu site. […]

A Capitol Ministries – nome que significa “Ministério do Capitólio”, símbolo do Congresso americano – foi fundada pelo ex-jogador de basquete Ralph Drollinger na Califórnia, em 1996, para “criar discípulos de Jesus Cristo na arena política pelo mundo todo”. A ideia do pastor era levar para a política seu trabalho anterior, focado em evangelizar atletas.

Até o ano 2010, seu público eram deputados estaduais; naquele ano, o primeiro ciclo de estudos foi fundado em Washington, no Congresso americano. Mas foi em 2017 que Drollinger deu seu salto para o primeiro plano da política mundial, quando fundou o primeiro grupo de estudos dedicado apenas a membros do Governo de Donald Trump. O encontro semanal, em um local não revelado, reúne dez membros do alto escalão do Governo, incluindo o vice-presidente, Mike Pence, e o secretário de Estado, Mike Pompeo, que dirige a política externa. O ex-diretor da Agência de Proteção Ambiental Scott Pruitt, que articulou a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, sobre aquecimento global, e já questionou o efeito de emissões de carbono sobre o clima, também chegou a participar.

Muito além de um simples falatório, as pregações de Drollinger têm efeito prático em um Governo que mais de uma vez reconheceu ter sido eleito graças ao voto evangélico. Em junho do ano passado, um de seus sermões foi usado pelo ex-procurador-geral Jeff Sessions para apaziguar os corações dos eleitores quanto à detenção de milhares de crianças imigrantes em péssimas condições na fronteira com o México. “Eu citaria a vocês o apóstolo Paulo e seu comando claro e sábio em Romanos 13, para obedecer às leis do Governo porque Deus ordenou o Governo para seus desígnios”, disse Sessions, invocando a Bíblia, e não a legislação americana, como justificativa. Enquanto a imprensa americana reagia chocada, Drollinger fez questão de expor suas digitais por trás da declaração. […]

Financiada pelo vice-presidente Mike Pence e pelo secretário de Estado Mike Pompeo, segundo afirmou o próprio Drollinger em seu site, a Capitol Ministries também se vale da influência do Governo americano para cumprir sua missão, entre aspas, divina: dominar o mundo. Desde o ano passado, abriu capítulos em cinco países latino-americanos – México, Honduras, Paraguai, Costa Rica e Uruguai –, anunciou que abrirá em outros dois – Nicarágua e Panamá – e acaba de aportar no Brasil, com lançamento oficial programado para a segunda quinzena de agosto no Senado Federal, “sem muita badalação, voltado apenas para autoridades” e “com a presença de Drollinger e sua esposa”, como explicou à Pública o pastor da Igreja Batista Vida Nova, Raul José Ferreira Jr., que será o responsável por conduzir os estudos bíblicos no Senado, na Câmara.

Ele diz ainda que, “se Deus permitir”, vai conduzir também estudos bíblicos na Casa Civil junto ao presidente Jair Bolsonaro e seus ministros, traduzindo as palavras do pastor americano para o presidente brasileiro. “Nós estamos realmente trabalhando firme para que possa haver ao menos um encontro do pastor Drollinger com o presidente Bolsonaro agora em agosto, para que a partir daí a gente possa desenvolver um trabalho. Mas, mesmo que o presidente não esteja entre eles, nós vamos tentar construir um trabalho dentro da Casa Civil, junto dos ministros diretamente ligados ao palácio”, diz.

O objetivo dos estudos bíblicos, que são traduzidos para o espanhol e em breve para o português, é disseminar a visão de Drollinger sobre o cristianismo aplicado à política. “Nossa ideia é chegar a nível de Presidência da República e ministros, primeiro escalão. A gente tem um slogan que é ‘first the firsts’, ou seja, primeiro os primeiros. Através dessas pessoas com relevância a gente pode mudar o destino da nossa nação”, diz o pastor Ferreira Jr., que, indicado pelo diretor regional no Brasil, pastor Giovaldo de Freitas, passou por uma semana de treinamento em Seattle com Ralph Drollinger e sua equipe.

As aspirações da Capitol Ministries no Brasil são ambiciosas, embora o pastor Ferreira Jr. chame de “trabalho de formiguinha”: conduzir, a portas fechadas nos gabinetes, reuniões bíblicas individuais com parlamentares, especialmente os não convertidos, além de reuniões coletivas semanais – e ainda garantir que cada parlamentar do Congresso Nacional receba os estudos impressos, por e-mail e por mensagem no celular. “Nosso objetivo é reconstruir a nação a partir de valores cristãos que são forjados através do estudo da Palavra”, define o pastor. […]

Para Christina Vital da Cunha, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião, alguns elementos se destacam nessa chegada do ministério de Drollinger ao Brasil: um deles seria o novo protagonismo político da Igreja Batista, antes vista como mais progressista e também mais afastada da política – ministra Damares Alves é pastora batista, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também, além de outros integrantes do Governo. É o caso da Igreja Batista Vida Nova, de Raul José Ferreira Jr., que liderará os estudos dentro do governo.

“A gente pode observar um elemento diferente do que vinha acontecendo no Brasil desde então, que é uma afinação orgânica entre Estados Unidos e outros países da América Latina a partir desse elemento religioso e que tem na política institucional um lugar importante de atuação. Se vê um alinhamento conservador no Brasil, na América Latina e em outros países no mundo, que nos países da América Latina tem nesses religiosos evangélicos e católicos seus principais atores”, aponta. E chama atenção para a legitimação de um discurso à direita por meio da Bíblia, algo que já tem sido feito em certa medida no Brasil desde a campanha de Bolsonaro. “Outra coisa a se observar é se haverá disputas de poder com instituições já estabelecidas, como a Igreja Universal e a Assembleia de Deus.” […]

Mas não é só de governos orgulhosamente de direita que a Capitol Ministries tem se aproximado. No último dia 19, durante as comemorações dos 40 anos da Revolução Sandinista na Nicarágua, lideradas com pompa por Daniel Ortega e sua esposa, Rosario Murillo, em meio a uma crise política que matou mais de 300 pessoas, levou mais de 500 manifestantes à cadeia e a milhares de exilados, Ralph Drollinger estava lá. Segundo uma nota à imprensa, foi o próprio Ortega quem convidou a Capitol Ministries a abrir o ministério no país. No convite, Ortega declarou: “Sabemos que, se as pessoas a quem Deus confiou o destino da nação nascerem de novo, nossos deputados legislarão de acordo com a Bíblia.” E foi assim que, diante de milhares de pessoas, Drollinger ressaltou os valores cristãos do país e agradeceu a oportunidade oferecida pelo Governo de Ortega. “Eu oro pela sua nação, oro por você, oro pelos líderes do Governo para que todos possamos refletir os atributos de Cristo todos os dias”, disse Drollinger, segundo o jornal oficial La Voz del Sandinismo. […]

Os estudos bíblicos no gabinete presidencial e no Congresso nicaraguense ficarão a cargo de Arsenio Herrera, pastor da maior igreja evangélica de Manágua, Hosanna Church. Herrera foi discípulo do criador da Hosanna, o americano David Spencer, a quem se atribui o feito de ter convertido mais de 500 almas por semana nos primeiros anos da igreja e que, pouco antes de sua morte, recebeu de Ortega e Rosario Murillo a cidadania nicaraguense em honra aos serviços prestados ao povo da Nicarágua.

 (El País)

Nota: Como se pode perceber, tanto a “direitização” da política internacional quanto a aproximação entre o Estado e a igreja são fenômenos mundiais, capitaneados pelos Estados Unidos (bem Apocalipse 13). O objetivo da igreja fundada por Drollinger é basicamente “converter” políticos e servidores públicos a uma visão cristã evangélica da política, que casa perfeitamente com a visão da ultradireita norte-americana. A separação entre o Estado e a igreja, o “empoderamento” do Estado pela religião e a legitimação da vontade humana pela Bíblia ficam cada vez mais claras (bem Apocalipse 13). Uma religião, lembre-se, que tem o domingo como dia sagrado e que advoga o arrebatamento secreto, entre outras coisas. Esse cenário deveria fazer cada adventista sincero refletir profundamente e buscar reavivamento pessoal. Se esse movimento continuar crescendo, uma lei dominical será questão de pouco tempo. Se protestantes e católicos fizerem pequenas concessões, poderão entrar em acordo sobre pontos de convergência, o que será louvado amplamente pelos Estados Unidos e pela Europa. Seria a reconciliação final… É acompanhar para ver no que vai dar (ou melhor: quando vai dar). [MB]

Nota do pastor Sérgio Santeli: “Não vejo problema em divulgar a Palavra de Deus às autoridades. Mas vejo um grande problema quando a Palavra de Deus ensinada está contaminada pela visão da Teologia do Domínio, como é o caso atual dos protestantes conservadores norte-americanos. O pastor Marvin Moore dedicou um capítulo do seu livro Apocalipse 13 a esse tema. Segundo o autor, o principal expoente da ‘teologia do domínio’ foi Rousas John Rushdoony, nascido em 1916, em Nova York, o qual publicou em 1973 uma obra (de 900 páginas) intitulada Institutes of Biblical Law. Ele considerava que as leis do Antigo Testamento ainda seguem vigentes no mundo moderno (com exceção daquelas que o Novo Testamento aboliu especificamente). Baseado no plano de Deus para Adão de que ele exercesse o domínio sobre toda a Terra e sobre os animais (Gn 1:26), Rushdoony transformou essa ideia na grande comissão: os cristãos devem submeter todas as coisas e todas as nações a Cristo e a Sua lei, sendo responsáveis por aperfeiçoar a sociedade, incluindo os governos civis, de modo que Jesus possa voltar. Da mesma forma que o teólogo católico Agostinho, Rushdoony também acreditava que os cristãos terão êxito em converter o mundo, colaborando para a chegada do milênio de paz na Terra. É por isso que, atualmente, os católicos e a direita cristã norte-americana estão agindo politicamente em harmonia – têm o mesmo objetivo. Como se pode perceber, biblicamente falando, a grande comissão de Cristo aos Seus discípulos foi para testemunhar a todas as nações e não para dominá-las (Mt 28:19; 24:14; At 1:8). Nosso mandato é converter (pelo Espírito Santo) pessoas, e não disseminar a Palavra de Deus adulterada na sua essência. Essa Teologia do Domínio está transformando o protestantismo norte-americano em romanismo, na medida que lança as bases para a futura união Igreja-Estado, e o consequente estabelecimento da Lei Dominical, a começar pelos EUA. Quem viver, verá…”

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Professor de Yale abandona o darwinismo e diz por quê

david-gelernterPara o professor da Universidade de Yale, David Gelernter, a teoria da evolução de Charles Darwin é “uma bela ideia que foi efetivamente refutada”. A declaração foi feita por ele durante sua renúncia pública do darwinismo. Gelernter, que é conhecido por prever a World Wide Web e desenvolver muitas ferramentas complexas de computação ao longo dos anos, é hoje professor de ciência da computação em Yale, cientista-chefe da Mirror Worlds Technologies, membro do Conselho Nacional de Artes e autor prolífico. Em uma coluna para o Claremont Review of Books, Gelernter explicou como suas leituras e discussões sobre a evolução darwiniana e suas teorias concorrentes, como o design inteligente, o convenceram de que Darwin estava errado. Ele cita, por exemplo, o livro de Stephen Meyer, Darwin’s Doubt, de 2013, e The Deniable Darwin, de David Berlinski, para basear suas novas crenças a respeito da vida na Terra.

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Congresso MV: mentiras e acusações

dedo apontadoDepois que eu postei um texto do meu amigo jornalista Davi Boechat com uma análise crítica da chamada “Bíblia White” (leia aqui a nota oficial da Divisão Sul-Americana ) e mostrei a falta de ética de seus organizadores (MV e IAGE) ao publicar um material dessa natureza sem o aval dos Depositários do Patrimônio White (encarregados pela própria autora de zelar por seus escritos), o líder do Congresso MV* passou a dirigir críticas e acusações à minha pessoa. Vinha ignorando esses comentários dele (até porque repudio o ad hominem e não gosto de alimentar controvérsias), só que desta vez ele se superou.

O líder do Congresso MV está promovendo uma campanha pública exigindo algo que não está em meu poder e propagando mentiras e acusações injustas. Ele afirma que eu estaria impedindo ou retardando a publicação de um livro escrito pelo ex-satanista e hoje adventista Gabriel Guilherme Estêvão, de Angola. Leia o texto acusatório:

“Michelson Borges está, há anos, na posse de um manuscrito elaborado pelo ex-satanista Gabriel (também conhecido como Roger Morneau de Angola), cujo depoimento em vídeo já superou os dois milhões de visualizações. Porém nos alcançou a notícia de que Gabriel está decepcionado porque seu manuscrito não só está sofrendo alterações substanciais, como também está demorando para avançar para o prelo. Queremos pedir ao Michelson e à comissão de avaliação de livros, que não façam cortes ou supressões, mas somente correções ortográficas e de sintaxe (construção de frase, formulação).”

Vamos aos verdadeiros fatos:

1. Não estou “há anos” com o manuscrito do Gabriel. Eu o conheci e publiquei seu testemunho em meu canal há menos de dois anos (veja o vídeo abaixo). De lá para cá, venho mantendo um diálogo construtivo e amigável com o Gabriel, orando por ele e apoiando-o no preparo desse material. O texto já passou por duas atualizações feitas pelo autor. Eu lhe expliquei como são os trâmites para submeter um original para a avaliação de uma editora, e ele está seguindo esse caminho.

2. Como assim o “manuscrito está sofrendo alterações substanciais”?! Eu jamais faria uma coisa dessas sem autorização do autor, nem me compete isso. Nenhuma editora poderia alterar o texto de um autor sem o consentimento e a aprovação dele. O líder do Congresso MV ou desconhece os caminhos para a publicação de um livro por uma editora séria (o que inclui a assinatura de contrato e outras formalidades), ou simplesmente quis adicionar “veneno” ao seu texto acusatório, o que é realmente lamentável.

3. Tenho registrada toda a conversa que mantive com o Gabriel neste um ano e pouco. Em abril deste ano, o Gabriel me enviou a última versão (atualizada) do original do livro dele, e eu o orientei a encaminhá-lo para avaliação editorial. Menos de uma semana depois, Gabriel recebeu resposta de uma editora com a orientação de que ele preenchesse um cadastro no site próprio para isso, a fim de submeter o livro à avaliação de uma comissão. Os trâmites estão seguindo, ninguém está atrasando nada, muito menos cortando partes do texto original.

4. Conversei no dia 11 de agosto com o Gabriel e coloquei-o a par da petição pública criada pelo líder do Congresso MV. Gabriel ficou chocado e me disse que em Angola isso seria considerado crime.

5. Em um áudio ao qual tive acesso (postado em um grupo de Telegram), o líder do Congresso MV fala de um “informante” que lhe disse que Gabriel estaria triste pela demora na publicação do livro (não foi isso o que Gabriel me disse). Alimentando um clima de conspiração e de suspeita, o editor da “Bíblia White” se diz temeroso de que os cortes no livro possam suprimir coisas importantes, e pede “que não se façam supressões que poderiam comprometer a instituição”. Isso é um absurdo! Em nenhum momento Gabriel fala contra a “instituição”, sendo membro fiel e atuante na Igreja Adventista em Angola.

Imagino que o líder do Congresso MV deva ter colocado meu e-mail profissional na petição, pois já recebi uma dezena de mensagens de pessoas que assinaram o tal abaixo-assinado. Pessoas que nada sabem dos bastidores dessa mentira e que agora estão enchendo minha caixa postal de maneira indevida e injusta, pensando mal a meu respeito, quando, na verdade, tenho procurado ajudar o Gabriel como posso.

A Bíblia nos diz que o pai da mentira e o acusador dos irmãos é Satanás. E toda pessoa que lhe segue os passos e imita a conduta, por mais que pregue sobre reavivamento, reforma de vida, perfeição cristã, etc., está muito longe disso. Depois, quando a igreja passa a desaprovar as atitudes de líderes e simpatizantes do Congresso MV, eles se fazem de vítimas e alimentam ainda mais o clima de discórdia e desconfiança.

A história de conversão do irmão Gabriel, arrancado por Deus das garras de Satanás, é uma inspiração e um poderoso testemunho. Era de se esperar que o inimigo não “deixaria barato” e fizesse de tudo para atrapalhar a vida dele e, também, o trabalho da igreja remanescente, alvo do ódio do dragão.

Como desta vez o líder do Congresso MV extrapolou os limites do bom senso e do cristianismo, expondo indevidamente a minha pessoa, o irmão Gabriel e a igreja, faço também o meu pedido: que ele apague a petição pública e mentirosa e que publique um texto se retratando. Se ele realmente se pauta pela verdade e pelos princípios cristãos (como afirma), fará isso o mais rapidamente possível.

Michelson Borges

NOTA DO GABRIEL GUILHERME ESTÊVÃO, DE ANGOLA:

“Graça e paz da parte do nosso bom Deus e Pai Eterno. Eu sou Gabriel Estêvão, o jovem angolano que foi resgatado pela maravilhosa graça de nosso Senhor Jesus Cristo das mãos de Satanás e dos seus demônios. Venho por este meio esclarecer a informação incorreta do meu amado irmão Daniel Silveira. Meu amado irmão Daniel, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo nos diz que devemos nos amar uns aos outros e perdoar uns aos outros. Na verdade, eu não disse nada a qualquer pessoa a respeito do preparo do meu livro envolvendo o amado irmão pastor Michelson Borges. Eu não disse a ninguém que meu livro estaria a sofrer alterações.

“1. O amado pastor Michelson não tem editora para editar meu livro, mas ele está me ajudando a entrar em contato com editoras no Brasil.

“2. O livro ainda está em minha posse e estou entrando em contato com uma editora para que passe pelo processo seletivo, e estou esperando que seja feita a vontade de Deus, o nosso bom Pai.

“3. O segundo grupo dos anjos caídos, chamados “guerreiros”, é especialista em criar difamações, dissensões, calúnias, conflitos, inimizades entre famílias, irmãos, amigos, sociedades, e colocar nação contra nação. Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo não quer que sejamos presas deles. Meu amado irmão Daniel Silveira, eu amo você como amo o meu amado irmão pastor Michelson Borges. O mundo não precisa saber que os que dizem ser filhos de Deus estão em conflito. A melhor forma de tratar um assunto é chamar a pessoa e conversar.

“Estou a pedir um grande favor ao meu amado irmão Daniel: que apague a informação incorreta das redes sociais. Lembre-se de que o Céu é para os humildes e mansos de coração. A difamação é um crime jurídico e um pecado diante de um Deus Santo (Êxodo 20:16).”

(*) A sigla MV vem de “Missionários Voluntários”, o antigo nome oficial dado ao Departamento dos Jovens Adventistas da IASD; portanto, ao adotar esse nome, o Congresso MV se apropriou de algo que pertence à IASD e à sua história.