Isso é o que dá ficar marcando datas para o fim

jogadorEle estava no auge da carreira quando decidiu abandonar o futebol. A razão? Preparar-se para o fim do mundo. A religião sempre teve um papel central na vida de Carlos Roa, internacional argentino que, aos 29 anos, recusou propostas milionárias e desapareceu durante alguns meses. O tempo passado em isolamento, nas montanhas, permitiu ao goleiro “ficar mais próximo da família”. Quando sentiu falta do futebol, regressou “relaxado e feliz” – mas o tempo dele já tinha passado, e a carreira não voltaria a ser o que era. Carlos Roa não teve um início fácil: estreou no campeonato argentino aos 19 anos, pelo Racing Avellaneda. […] A aventura europeia começou em 1997-98. […] Veio o Verão e Carlos Roa juntou-se à seleção argentina para o Mundial 1998. Titular indiscutível na equipe de Daniel Passarella, não sofreu qualquer gol na fase de grupos e voltou a ser decisivo nos pênaltis, perante a Inglaterra, nas oitavas-de-final. […]

Roa era um herói nacional e na época, 1998-99, foi eleito o melhor goleiro do campeonato espanhol. Havia sobre a mesa uma proposta milionária do Manchester United, mas o goleiro tinha tomado a decisão de abandonar o futebol para dedicar-se a “transmitir a palavra de Deus”, como pastor [sic] da Igreja Adventista do Sétimo Dia. À semelhança de outros crentes, acreditava que a mudança de milénio traria o fim do mundo. A camiseta 13 do Maiorca (“O 1 é Deus, a criação, e o 3 porque Cristo ressuscitou ao terceiro dia”) deixou de ter dono, Roa libertou-se de todos os bens e retirou-se para um lugar incerto.

Passou uns meses numa localidade isolada nas montanhas, mas sentiu falta do futebol e voltou. Só que já era tarde. Perdeu o lugar no Maiorca, depois rumou ao Albacete na 2ª Divisão e, em 2004, foi forçado a parar de jogar quando lhe detectaram câncer nos testículos. “A mim, que sou vegetariano, não bebo, não fumo, não tomo nada”, disse na época ao El País. Conhecido como “alface”, devido à sua dieta estritamente vegana, Carlos Roa despediu-se dos holofotes. Agora com 48 anos, é treinador de goleiros no Chivas de Guadalajara. E já não pensa no fim do mundo.

(Público)

Nota: Embora, como adventistas, sejamos motivados a estudar as profecias e conhecer o tempo em que vivemos, e sejamos, também, incentivados a adotar um estilo de vida saudável e a morar em lugares mais calmos, todas as nossas ações e decisões devem ser feitas com muita oração e bom senso. Embora publiquemos o livro Vida no Campo, com orientações sobre como viver fora das cidades, também temos o livro Ministério Para as Cidades, ambos de Ellen White. A leitura desses dois livros nos ajuda a pintar um quadro completo do assunto. Mesmo com recomendações para que moremos no campo, Ellen White diz que alguns deverão trabalhar nas grandes cidades pela salvação dos perdidos que vivem ali. Devemos manter nossas igrejas abertas nas cidades e até abrir restaurantes vegetarianos a fim de ensinar as pessoas a terem saúde física, mental e espiritual. Deus tem uma missão para cada um de Seus filhos e não podemos ensinar que a missão é igual para todos. Muita gente, ao longo dos anos, tomou decisões precipitadas, sem a clara orientação de Deus, para depois ter que triste e vergonhosamente voltar atrás. E o pior: dando a impressão de que as recomendações de Deus para Seu povo estão erradas. Quando a pessoa adota uma dieta vegetariana estrita de maneira precipitada e descuidada, ou deixa tudo para trás para morar no meio do mato, sem ter certeza de que se trata do momento certo, as chances de as coisas darem errado são muito grandes. Pior é quando tudo isso é influenciado por uma má teologia ou uma compreensão equivocada dos escritos inspirados. Foi o caso do goleiro Carlos Roa. Marcar datas para a volta de Jesus é o óbvio do erro, uma vez que Ele mesmo disse que ninguém sabe nem deve saber o dia nem a hora (nem o mês e o ano, obviamente). Marcar datas para o fim é um convite à decepção, à humilhação e à vergonha pública. Com essa atitude, o que Roa conseguiu fazer foi lançar descrédito sobre a mensagem que pregava e atrair o escárnio dos que duvidam da volta de Jesus e criticam o estilo de vida saudável. Fica a lição. [MB]

(Quase) tudo o que Ellen White disse sobre a natureza humana de Cristo

jesusO assunto da natureza humana de Cristo representa uma das principais discussões teológicas no meio adventista desde a década de 1950. Cristo era semelhante a Adão antes da Queda (posição pré-lapsariana)? Ou semelhante a Adão depois da Queda (posição pós-lapsariana)? Além disso, Cristo tinha ou não propensões (tendências) para o pecado? Essas questões possuem a maior relevância teológica e prática, mas abordá-las vai além dos objetivos deste texto. Um dos estudos mais importantes sobre o tema é o livro de Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo (CPB, 2003). No apêndice B, “O que diz Ellen White sobre a humanidade de Cristo” (p. 139-198), Whidden busca reunir TODOS os textos escritos pela autora a respeito do assunto, incluindo todas as declarações usadas pelos defensores de ambas as posições. Há vários anos, quando li esse livro como requisito da faculdade de Teologia, tentei sistematizar o conteúdo do apêndice. Compilei todas as declarações significativas de Ellen White sobre a natureza humana de Cristo em quatro tópicos: (1) Sua natureza humana era sem pecado; (2) não tinha propensões para o pecado; (3) assumiu uma natureza humana caída e (4) conhecia as paixões humanas.

1 – SUA NATUREZA HUMANA ERA SEM PECADO

“[Contraste com] condição pecaminosa e caída [do homem]” (Review and Herald, 17 de dezembro de 1872); “natureza humana […] completo, perfeito, imaculado” (Review and Herald, 28 de janeiro de 1882); “[natureza] superior à do homem caído” (Signs of the Times, 4 de agosto de 1887); “Sua natureza santa” (Review and Herald, 8 de novembro de 1887); “Sua natureza era mais elevada, pura e santa” (Review and Herald, 11 de setembro de 1888); “Sua natureza finita era pura e sem mancha” (Manuscrito 57, 1890); “natureza […] não corrompida” (Manuscrito 57, 1890); “sem pecado e elevado por natureza” (Signs of the Times, 20 de fevereiro de 1893); “natureza […] sem pecado” (Youth’s Instructor, 16 de agosto de 1894); “humanidade […] chamada de ‘o ente santo’” (Signs of the Times, 16 de janeiro de 1896); “Sua natureza espiritual era isenta de toda mancha de pecado” (Manuscrito 42, 1897; Signs of the Times, 9 de dezembro de 1897); “inexistência de pecaminosidade na natureza humana de Cristo” (Manuscrito 143, 1897); “perfeita ausência de pecado na natureza humana de Cristo” (Signs of the Times, 9 de junho de 1898); “em Sua natureza era vista a perfeição da humanidade” (Signs of the Times, 16 de junho de 1898); “espécime perfeito de humanidade sem pecado” (Manuscrito 44, 1898); “Sua própria natureza sem pecado” (Manuscrito 166, 1898); “[contraste com] humanidade degradada [e] seres caídos” (Manuscrito 165, 1899); “Sua própria natureza sem pecado” (Review and Herald, 17 de julho de 1900); “a mesma natureza sobre a qual, no Éden, Satanás obteve vitória” (Youth’s Instructor, 25 de abril de 1901); “não [possuía] a pecaminosidade do homem” (Signs of the Times, 29 de maio de 1901); “Sua natureza sem pecado” (Carta 67, 1902); “não havia nEle […] pecaminosidade” (Signs of the Times, 30 de julho de 1902).

2 – NÃO TINHA PROPENSÕES PARA O PECADO

“…não em possuir idênticas paixões” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 201-202); “não possuindo as paixões [da humanidade]” (Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 508-509); “[nenhum] sentimento respondeu à tentação” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 422); “não tinha as paixões da nossa natureza humana caída” (Review and Herald, 19 de maio de 1885); “não tinha as paixões da nossa natureza humana caída” (Review and Herald, 17 de agosto de 1886); “sua posteridade [de Adão] nasceu com inerentes propensões à desobediência. Mas Jesus Cristo foi o unigênito Filho de Deus. […] Nem por um só momento houve nEle qualquer má propensão” (Carta 8, 1895); “não […] com propensões para o pecado” (Carta 8, 1895); “nem por um momento […] uma má propensão” (Carta 8, 1895); “[nenhuma] inclinação para a corrupção” (Carta 8, 1895); “nenhuma chance […] como resposta às […] tentações” (Carta 8, 1895); “nada […] que encorajasse seus [de Satanás] avanços” (Carta 8, 1895); “nada nAquele que assim respondeu a seus [de Satanás] sofismas” (Signs of the Times, 10 de maio de 1899); “sentimentos contrários a todas as paixões” (Signs of the Times, 10 de maio de 1899); “não […] as mesmas propensões pecaminosas e corruptas” (Manuscrito 57, 1890); “constante inclinação para o bem” (Youth’s Instructor, 8 de setembro de 1898)

3 – ASSUMIU UMA NATUREZA HUMANA CAÍDA

“…natureza decaída do homem” (Spiritual Gifts, v. 1, p. 25); “natureza do homem decaído” (Primeiros Escritos, p. 152); “natureza do homem caído” (Spiritual Gifts, v. 4a, p. 115; Review and Herald, 31 de dezembro de 1872; Review and Herald, 24 de fevereiro de 1874; Spirit of Prophecy, v. 2, p. 39); “homem caído […] onde se achava” (Review and Herald, 28 de julho de 1874; Spirit of Prophecy, v. 2, p. 88); “natureza sofredora e pesarosa” (Spirit of Prophecy, v. 3, p. 261); “assumiu sua [dos homens] natureza caída” (Signs of the Times, 23 de setembro de 1889); “nossa natureza caída, mas não corrompida” (Manuscrito 57, 1890); “nossa natureza pecaminosa” (Review and Herald, 15 de dezembro de 1896; Carta 67, 1902; Signs of the Times, 30 de julho de 1902; Review and Herald, 22 de agosto de 1907); “nossa natureza em sua condição deteriorada” (Manuscrito 143, 1897); “natureza do homem em sua condição caída” (Manuscrito 143, 1897); “nossa natureza em seu estado deteriorado” (Signs of the Times, 9 de junho de 1898); “natureza humana em seu estado decaído” (Signs of the Times, 9 de junho de 1898); “natureza ofensora do homem” (Manuscrito 166, 1898); “[tomou] sobre Si nossa natureza caída” (O Desejado de Todas as Nações, p. 112); “natureza ofensora do homem” (Review and Herald, 17 de julho de 1900); “natureza caída e sofredora, degradada e maculada pelo pecado” (Youth’s Instructor, 20 de dezembro de 1900); “natureza de Adão, o transgressor” (Manuscrito 141, 1901); “nível da humanidade decaída” (General Conference Bulletin, 23 de abril de 1901)

4 – CONHECIA AS PAIXÕES HUMANAS

“[Tinha] fraquezas do homem caído” (Review and Herald, 28 de julho de 1874); “sabe quão fortes são as inclinações do coração natural” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 177); “[conhecia] todo o vigor da paixão da humanidade” (Carta 27, 1892; Manuscrito 73; Signs of the Times, 21 de novembro de 1892); “[crianças com] paixões como as dEle mesmo” (Signs of the Times, 9 de abril de 1896)

O que podemos entender a partir dessas declarações aparentemente contraditórias sobre o assunto? Woodrow Whidden assim conclui seu estudo: “Sugiro, com veemência, que coloquemos de lado as expressões mais tradicionais como pré-Queda e pós-Queda nessa importante busca pela clareza doutrinária. Elas são simplesmente inadequadas para expressar a riqueza do entendimento de Ellen White acerca da humanidade de Cristo. Quando se tratava de Cristo como Aquele totalmente sem pecado, o substituto sacrificial, ela era PRÉ-QUEDA. Mas, ao escrever sobre Sua capacidade de resistir em momentos de tentação, ela enfatizou Sua identidade e falou amplamente em termos de PÓS-QUEDA. Um equilíbrio cuidadoso dos termos SINGULARIDADE e IDENTIDADE parece refletir de modo mais preciso as tensões profundamente ricas envolvidas neste tema difícil” (Woodrow W. Whidden, Ellen White e a Humanidade de Cristo [CPB, 2003], p. 100-101). Essa compreensão é defendida também na recente Enciclopédia de Ellen G. White (CPB, a ser publicada), artigo “Humanidade de Cristo” (p. 692-696).

O importante livro Nisto Cremos explica: “A humanidade de Cristo não foi a humanidade de Adão, ou seja, a humanidade do pai da raça antes da Queda; tampouco foi a humanidade decaída, isto é, em todos os aspectos a humanidade de Adão após a Queda. Não era a humanidade adâmica em virtude de possuir as inocentes fraquezas dos caídos [isto é, “fome, dor, tristeza, etc.”; p. 75]. Não era a natureza caída porque Ele jamais caiu em impureza moral. Sua natureza era, portanto, mais apropriadamente a nossa humanidade, porém sem pecado” (Nisto Cremos: As 28 Crenças Fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia [CPB, 2008], p. 62; veja também p. 59-66).

(Matheus Cardoso)

Criacionismo, design inteligente e outras coisas

Nova lei no Canadá pode prender quem contestar ideologia de gênero

generoApós o Canadá aprovar uma lei controversa que permite ao governo retirar as crianças de famílias que se recusam a aceitar a opção dos filhos por determinada “identidade de gênero” ou “expressão de gênero”, o Senado canadense vai mais fundo na imposição dessa agenda. Uma nova legislação poderá fazer com que todos aqueles que negam a ideologia de gênero sejam culpados de cometer “crimes de ódio”. Sendo assim, esses cidadãos poderão ser multados, obrigados a passar por um treinamento antipreconceito ou mesmo serem presos. O projeto de lei foi aprovado recentemente pelo Senado do Canadá por 67 a 11. Após mais de um ano de tramitação, essa nova lei visa oferecer “proteção à identidade e expressão de gênero”, adicionando isso ao Código de Direitos Humanos do país, usando as mesmas punições previstas pelo direito penal.

A medida ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Comuns do Parlamento – equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil. A Ministra da Justiça Jody Wilson-Raybould defendeu o projeto em nota oficial, na qual afirma: “No Canadá, celebramos a inclusão e a diversidade, pois todos os canadenses deveriam sentir-se seguros para serem eles mesmos. Os trans e as pessoas com diversas identidades de gênero devem ter o mesmo status na sociedade canadense. Este projeto faz com que esse status seja explícito.”

Ela disse ainda que “o objetivo desta legislação é garantir que todos possam viver de acordo com sua identidade de gênero e expressar seu gênero como preferirem. Iremos proteger as pessoas contra a discriminação, discurso de ódio e crimes de ódio”.

Ao mesmo tempo, Jordan Peterson, professor de psicologia da Universidade de Toronto, que foi ouvido por um comitê do Senado, afirmou diante dos políticos que essa proposta era uma ameaça sem precedentes à liberdade de expressão. Contudo, suas objeções não foram o suficiente.

O senador conservador Don Plett, um dos 11 que votou contra o projeto de lei, afirmou diante do comitê do Senado que “ideólogos” estavam “usando membros desavisados ​​e, por vezes cúmplices, da comunidade dos transgêneros, a impor sua agenda ideológica”.

As novas diretrizes do Código de Direitos Humanos de Ontário “impõe” como norma o uso de pronomes sem gênero. O advogado D. Jared Brown, que também falou diante do comitê, ressaltou que “se alguém tentar desautorizar essa teoria, poderá ser levado perante à Comissão de Direitos Humanos por ter usado os termos errados ou ser potencialmente culpado de um crime de ódio. Para resumir, nas questões de gênero, seremos todos obrigados ao discurso imposto pelo governo”.

O grupo cristão “Campanha Pela Vida” do Canadá criticou a aprovação desse projeto de lei, classificando a proposta de “tirânica” e que serve apenas para “um tipo de engenharia social” em nome do que é “politicamente correto”.

Por sua vez, o cientista político Jack Fonseca alegou que o argumento de “proteção aos direitos humanos” contido na lei é apenas uma máscara que visa a esconder o verdadeiro efeito dessa lei. “Ela não será usada como algum tipo de proteção para defender os transexuais vulneráveis, mas se tornará uma arma contra as pessoas de fé e os canadenses que pensam livremente e se recusam a negar a verdade”, desabafou.

(Gospel Prime, com informações Christian Post)

Nota 1: E assim vamos assistindo à humanidade destruir o conceito de casamento heteromonogâmico, de dois gêneros originalmente criados e de liberdade religiosa e de expressão. Multas, prisões e “treinamentos” poderão ser aplicados, no futuro, contra pessoas que expressem outros tipos de opinião contrárias a um status quo criado à força, com a colaboração da mídia, das escolas e dos governos de orientação ideológica marxista inimiga da cosmovisão judaico-cristã. O site Sempre Família (confira aqui) noticiou que um projeto de lei italiano pretende levar para a cadeia (por até sete anos) pais que obriguem os filhos a adotar uma dieta vegana. É verdade que muitos veganos vão a extremos desnecessários ameaçando a própria saúde e a de seus filhos, mas o governo ameaçar de prisão? Orientar, tudo bem. Só que isso serve de desculpa para cumprir outro item da agenda marxista: passar para o Estado a responsabilidade de (des)educar as crianças. O mundo está ficando cada vez mais complicado. [MB]

Nota 2: Em tempo: há pessoas na Igreja Adventista dando mau testemunho com sua postura radical em relação à saúde e à dieta, fazendo o que a igreja não recomenda. Pessoas que têm se abstido de alimentos e de itens de maneira desnecessária e até irresponsável, impondo aos outros um fardo que elas mesmas mal conseguem suportar. Pessoas que têm adquirido uma aparência cadavérica e que acham que isso é exibição de saúde. Deveriam aprender mais de Jesus e de Ellen White, a quem dizem seguir, mas que eram, ambos, sensatos, razoáveis e equilibrados (evidentemente). [MB]

Nota 3: Li recentemente um pequeno texto do padre Gabriel Vila Verde, que descreve bem os tempos em que estamos vivendo: “Vivemos numa época complicada. Querem que os padres se casem e que os casados se divorciem. Querem que os héteros se juntem sem casar e os homossexuais se casem na igreja. Querem que as mulheres se vistam como homens, e os homens como as mulheres. Não há vagas para os doentes nos hospitais, mas há incentivo e patrocínio para quem quer fazer mudança de sexo. Ser a favor da religião é ditadura, mas urinar em cima dos crucifixos é liberdade de expressão. Se isso não for o fim dos tempos, deve ser o ensaio.” Tirando a parte do casamento dos padres, concordo com tudo o mais. [MB]

Beber moderadamente causa danos ao cérebro a longo prazo

beerBeber moderadamente talvez não seja tão seguro assim quanto pensávamos. Tomar apenas algumas cervejas por semana está associado a mudanças de longo prazo no cérebro de uma pessoa, de acordo com um novo estudo – mas o significado funcional dessas mudanças ainda não está claro. Embora seja amplamente aceito que beber muito faz mal para a saúde, a sabedoria popular e as embalagens das bebidas dizem que o álcool pode ser consumido “com moderação”. Este estudo, publicado na última terça-feira, descobriu que beber em torno de 8 a 12 bebidas por semana, ou seja, de uma a duas doses por dia, está associado a algumas medidas de declínio cognitivo que apareceram nas imagens cerebrais.

Os pesquisadores levaram 550 moradores de Londres até a Universidade de Oxford e os examinaram através de uma máquina de ressonância magnética. Mas estas não eram pessoas quaisquer – eram funcionários do governo que, a cada cinco anos desde 1985, estavam preenchendo pesquisas sobre seus hábitos de saúde, incluindo a quantidade de álcool que consumiam. Isso permitiu aos pesquisadores procurar relacionamentos entre os hábitos de consumo dos indivíduos e o que apareceu em suas varreduras cerebrais.

Os pesquisadores descobriram que o consumo moderado de bebida nesses mais de 30 anos estava associado à degeneração e ao encolhimento do hipocampo, uma região do cérebro envolvida na memória e na navegação espacial, bem como a degeneração da substância branca do cérebro.

Em essência, “quanto mais as pessoas bebiam, menor era o hipocampo”, afirma a autora, Anya Topiwala, professora de psiquiatria da Universidade de Oxford. Consumir mais de uma bebida alcoólica por semana estava associado a uma diminuição de 0,01% no tamanho do hipocampo. Como comparação, o envelhecimento de um ano está associado a uma diminuição de 0,02%. […]

Em um editorial que acompanhou o estudo, Killian Welch, neuropsiquiatra em um hospital na Escócia, escreveu que o estudo poderia mudar o que achamos que constitui um nível saudável de bebida. “Os achados fortalecem o argumento de que os hábitos de consumo de bebida que muitos consideram normais têm consequências adversas para a saúde”, escreveu Welch. “Isso é importante. Todos nós usamos racionalizações para persistir com comportamentos que não são de nosso interesse a longo prazo. Com a publicação desse artigo, a justificativa de beber de forma “moderada” com base na saúde cerebral torna-se um pouco mais difícil”, acredita.

(Hypescience)

Clique aqui e leia mais sobre os malefícios do consumo de bebidas alcoólicas.

Feministas evangélicas negam que a Bíblia seja a Palavra de Deus

feminism“A Bíblia não deve ser entendida como a voz de Deus, mas, sim, como a memória de um povo.” Com essa sentença, a feminista evangélica [sic] Valéria Vilhena defende a reinterpretação dos textos bíblicos sob a ótica pós-moderna. A postura não é isolada e mostra o quanto o movimento feminista atual pretende negar a Palavra de Deus em prol de uma ideologia extremista. O crescimento do movimento feminista nas igrejas evangélicas ainda é incipiente, mas, definitivamente, faz barulho. Portais de internet, jornais e revistas – sempre em defesa do aborto, por exemplo – citam aspas de mulheres evangélicas que se apresentam como representantes do movimento no meio cristão. O portal Metrópoles, recentemente, produziu uma matéria sobre a presença do feminismo nas igrejas e destacou a fala de uma sobrinha de pastor e defensora do assassinato de bebês ainda em gestação. “No ambiente acadêmico eu sou aceita até o momento que digo que não sou ateia. Isso só é esquecido no decorrer da minha militância. Na igreja há o estranhamento, mas também a curiosidade”, comentou Camila Galetti, socióloga.

A frase ousada que abre essa matéria foi proferida por uma evangélica de origem pentecostal que se apresentou como teóloga. Incoerente, Valéria Vilhena nega que a Bíblia seja uma manifestação divina, mas usa as palavras de Jesus para defender sua ideologia: “O feminismo é forma de luta política e a Bíblia tem muitos textos que pautam por essas lutas.”

A pastora luterana e teóloga Romi Bencke, militante “progressista”, vê como machismo a visão de parte do meio cristão em não ordenar mulheres ao ministério, mas desconsidera que não há registro de ordenação de mulheres a posições de liderança na Bíblia Sagrada. “Existe muita resistência em aceitar mulheres ordenadas, mesmo nas congregações que já permitem isso”, comentou. “Da mesma forma que somos excluídas da sociedade, também estamos fora das principais rodas da igreja”, acrescentou a pastora.

Para Bencke, isso se deve à interpretação equivocada da Bíblia: “Assim como hoje, nos tempos bíblicos também se justificava a submissão das mulheres com o argumento de que era ordem de Deus. Não é. Todas as interpretações que colocam as mulheres nesse papel são tendenciosas e manipuladas”, argumenta.

Romi Bencke diz que é possível conciliar o feminismo atual com os princípios cristãos: “São muitos os textos do Evangelho em que Jesus se dirige às mulheres de igual para igual. Muitas exerciam protagonismo no movimento de Jesus, como Maria Madalena. O feminismo problematiza as relações desiguais de poder e nos evangelhos existem muitos textos que criticam essas relações também”, disse.

Por fim, o episódio que marca o ápice da trajetória de Jesus na Terra é apontado também como argumento feminista pela pastora: “Basta ver a história da crucificação. As únicas que correm o risco de ficar junto à cruz são as mulheres. Também são elas as primeiras testemunhas da ressurreição”, concluiu.

(Gospel Mais)

Nota: O feminismo marxista faz exatamente o mesmo que fazem os espíritas e os evolucionistas (teístas ou não): nega a inspiração e a autoridade das Escrituras, e precisa fazer isso para acomodar suas ideias a um contexto supostamente cristão. É claro que a Bíblia revela o contexto social machista do tempo em que ela foi escrita (o que não significa que seus autores aprovem isso), e que revela também a postura respeitosa de Jesus em relação às mulheres, valorizando-as como seres humanos igualmente dignos em relação ao sexo masculino. Mas a Bíblia não deixa de reconhecer as diferenças ontológicas e funcionais que existem entre homens e mulheres, assim como não deixa de reconhecer e afirmar (1) que casamento é a união entre um homem e uma mulher em uma relação de fidelidade, (2) que a vida é criada complexa e pronta, por Deus, há cerca de seis mil anos (neste planeta), e (3) que o ser humano, por causa do pecado, perdeu a condição de imortalidade e depende de Deus para receber de volta a vida eterna. Marxismo, espiritismo e evolucionismo (e seus filhos) têm algo em comum: pregam a independência de Deus e distorcem ou desprezam a Palavra dEle. [MB]

Leia mais sobre marxismo e feminismo aqui, aqui e aqui.

E assista a estes vídeos.

Colômbia oficializa “casamento” entre três pessoas do mesmo sexo

tresO jornalista Manuel Bermúdez, de 50 anos; o personal trainer Alejandro Rodriguez, de 36; e o ator Víctor Hugo Prada, de 22, compartilham a casa, os gastos e o amor desde 2012. No início desse mês, os três passaram a formar, oficialmente, a primeira família poliamorosa da Colômbia. “Pretendemos validar a nossa casa, a nossa família, a nossa Constituição e os nossos direitos, porque não tínhamos nada legalmente sólido que nos constituía enquanto família”, declarou Prada, segundo o jornal local El Heraldo. O matrimônio [sic] foi oficializado no dia 3 de junho, num cartório em Medelín. O casamento gay [sic] é legal na Colômbia desde o ano passado, mas esta é a primeira união oficial entre três pessoas do mesmo sexo no país, e a segunda no mundo. “Muitas pessoas vivem em trisais, mas no armário”, disse o advogado e ativista LGBT Germán Rincón, em entrevista à AFP.

Segundo Rincón, o casamento entre os três tem implicações “cem por cento legais” para os três, como no caso de separação ou falecimento de um deles, com a divisão de bens ou recebimento de pensão. O trisal também passa a ter o direito de adotar crianças. “Este é um reconhecimento de que existem outros tipos de família”, pontuou o advogado.

A história da primeira família formada por três homens da Colômbia começou em 1999. Alejandro, na época um jovem universitário de 19 anos, sabia que sentia atração por outros homens, mas nunca havia tido uma relação homossexual. Numa festa em dezembro daquele ano, conheceu Manuel, mais experiente, e foi direto: “Eu gosto de homens, mas nunca tive nada com ninguém e esta noite quero ter sexo contigo, nada mais”, lembrou o personal trainer, em entrevista à revista Semana.

Quatro dias depois, os dois se encontraram novamente e deram início a um relacionamento. No ano seguinte, os dois conseguiram o reconhecimento oficial do primeiro casal homoafetivo da Colômbia. Os dois seguiram vivendo juntos até que, em 2004, Alejandro contou a Manuel que estava saindo com um outro homem, Alex Esnéider, que conhecera no coral da universidade. Em vez de terminarem o relacionamento, Manuel quis conhecer Alex. Eles almoçaram juntos, conversaram e acabaram se apaixonando.

Alex passou a viver junto com Manuel e Alejandro, e em 2012 surgiu o quarto elemento: Víctor. “Em 2012 já éramos quatro”, contou Manuel. “Ou seja, eu tinha três maridos.

Há dois anos, Alex morreu por causa de um câncer no estômago, mas deixou uma mensagem gravada que será apresentada numa cerimônia pública que o trisal pretende realizar nos próximos meses. Questionado se acredita que alguém pode amar mais de uma pessoa, Manuel foi direto: “O estranho é dizer que alguém só pode amar uma pessoa.”

(O Globo)

Nota: Um claro exemplo de que, quando se abrem as “porteiras”, onde passa um boi passa uma boiada. Um pecado sempre leva a outro. Note que a história acima começa com sexo gay e antes do “casamento”. Depois segue-se a união “conjugal” entre dois homens. Depois adultério (se se pode dizer assim) e, em seguida, a oficialização da união dos três, antes passando pelo quarto elemento. Tudo socialmente aceito. A destruição dos princípios judaico-cristãos e a dissolução do conceito de casamento heteromonogâmico está levando a esse tipo de coisa que está nos colocando em débito com Sodoma e Gomorra. Em breve creio que veremos a legalização do incesto e do bestialismo. E quem poderá dizer que essas coisas são erradas? [MB]