Pai de vítima consola mãe de sequestrador em delegacia

Sequestrador È morto por atirador de elite na Ponte Rio-NiterÛiTodos os dias, Paulo César Leal, de 54 anos, leva sua filha, a historiadora Raiane Leal, de 24, ao ponto de ônibus. Na manhã [de ontem] não foi diferente. Por volta das 4h40, Paulo acompanhou Raiane até ela entrar no ônibus da viação Galo Branco que faz a linha Alcântara x Estácio, mas poucos minutos depois recebeu a notícia de que ela era uma das 39 vítimas do sequestro ao ônibus, que parou na Ponte Rio-Niterói e durou mais de três horas. Num primeiro momento, Paulo pensou que pelo horário em que o sequestro foi noticiado, podia não ser o ônibus em que Raiane estava, mas a dificuldade em falar com a filha aumentou a preocupação. Paulo informou que acompanhou os desdobramentos pela televisão, e foi por onde também descobriu, ao mesmo tempo, que a filha era uma das vítimas e que havia sido liberada pelo sequestrador. “Senti uma aflição, uma coisa muito difícil. Tentei procurar me manter calmo, porque tenho minha outra filha e minha esposa. Eu tenho os problemas de coração, ela também. Tentei manter a calma, mas foi difícil.”

Outros reféns contam que o sequestrador Willian Augusto da Silva, de 24 anos, liberou primeiro os reféns que estavam passando mal com o cheiro do spray de tinta usado para bloquear a visão externa ao ônibus. Paulo não soube explicar se o mesmo aconteceu com Raiane, mas ficou aliviado em ter notícias da filha em pouco tempo. “Reconheci ela na hora em que saiu. No primeiro momento, a gente não quer acreditar. Mas a imagem passou mais uma vez e confirmei. Ainda não respirei, mas estou tentando”, contou Paulo na porta da Delegacia de Homicídios de Niterói, onde Raiane prestou depoimento.

Enquanto aguardava Raiane ser liberada pela Polícia Civil, Paulo socorreu a mãe do sequestrador Willian Augusto da Silva. A identidade da mulher será preservada. Ela chegou à unidade com o rosto coberto, e cerca de uma hora depois saiu à área externa. Inspetores da Polícia Civil afastaram a imprensa, pediram respeito à dor da mulher e explicaram que ela estava passando mal. Do portão, foi possível ver Paulo César consolando a mãe de Willian Augusto.

Ele explicou sua motivação: “Como ser humano, fui ajudar, porque naquele momento a dor é dos dois lados. Eu não tenho poder de julgar nem falar qualquer coisa que seja boa. Só falei para ela ter calma e confiar. O que eu vou dizer para ela, de conforto? Não tem o que dizer”, contou Paulo.

O pai de Raiane ainda contou que irá orar pelos familiares de Willian: “Infelizmente aconteceu isso com ele. Deus não quer isso para ninguém, mas naquele momento não tem o que fazer. A gente ora pelos familiares, pela mãe dele. Mas ainda bem que minha filha está bem”, finalizou

Willian foi socorrido ao Hospital Municipal Souza Aguiar por volta das 9h30 de [ontem]. Acompanhado de dois paramédicos, Willian estava numa maca, coberto por uma manta térmica e com um balão de ar. Segundo o sargento M. Pontes, o homem chegou vivo ao hospital, mas a Secretaria de Saúde confirmou a morte minutos depois.

(UOL Notícias)

Nota: Em meio a toda essa tragédia (que poderia ter sido muito maior, caso o sequestrador tivesse posto fogo no ônibus), é alentador ver atitudes de compaixão e misericórdia, como a manifestada pelo Sr. Paulo César Leal. Ele agiu como um verdadeiro cristão, enxergando por cima da cortina de medo e ódio o coração dilacerado de uma mãe. Nessas horas em que palavras são insuficientes, de fato, orar pelos que sofrem é um grande gesto de amor e humanidade. E que Jesus volte logo para nos tirar deste mundo sequestrado por Satanás! [MB]

O “PL do poliamor” e a vitória da reação

poliamorSeria votado amanhã (21/8) em Comissão da Câmara dos Deputados em Brasília, DF, um Projeto de Lei (PL) que vinha sendo popularmente chamado de “PL do poliamor”. O PL nº 3369/2015, de Orlando Silva (PCdoB), reconheceria como família “todas as formas de união entre duas ou mais pessoas” e “independente de consanguinidade”. O Projeto, cujo texto pode ser lido aqui, pretendia instituir o “Estatuto das Famílias do Século XXI” e trazia a seguinte justificativa: “Há tempos que a família é reconhecida não mais apenas por critérios de consanguinidade, descendência genética ou união entre pessoas de diferentes sexos. As famílias hoje são conformadas através do amor, da socioafetividade, critérios verdadeiros para que pessoas se unam e se mantenham enquanto núcleo familiar.”

A polêmica foi grande nas redes sociais justamente pelas brechas e más interpretações que o texto apresentava. Talvez seus proponentes não esperassem tamanha repercussão e quisessem aprovar o PL na surdina, mas a sociedade está alerta e a internet veio dar voz às pessoas comuns. A reação veio e, para evitar maiores problemas, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, Helder Salomão (PT), publicou às 19h24 de hoje uma nota no site da Câmara dos Deputados explicando por que o PL não mais será votado amanhã, e diz que retirou o PL da pauta, a pedido do relator Túlio Gadêlha (PDT), “para aprimoramento de sua redação por meio da elaboração de substitutivo”.

Antes da retirada do projeto da pauta, o deputado Orlando Silva chegou a argumentar que as reações contrárias se tratavam de fake news, no que foi seguido por perfis ideológicos no Facebook e outras redes sociais. Por isso é muito bem-vinda a admissão de que o texto precisa de aprimoramento, pois não estava claro, o que é justamente o que muitos youtubers e blogueiros conservadores e defensores da família tradicional estavam destacando.

A professora de direito da USP e deputada estadual Janaína Pascoal comentou: “Eu não sei o que se pretendeu com o PL 3369/15. Só sei que a redação dá margem a situações bem problemáticas. […] Da maneira como escrito, o texto legal normaliza o incesto e, no limite, pode até favorecer a pedofilia. Acredito não ter sido esse o fim. Mas penso que seria melhor retirar o projeto. Peço, encarecidamente, que os parlamentares federais olhem com cautela.” A advogada e parlamentar teria, também, propagado fake news? Obviamente que não.

O advogado Arthur Albuquerque explica que, “na prática, o projeto traduz-se num reconhecimento de uniões incestuosas entre duas ou mais pessoas, interpretação a que se chega facilmente sem nenhum rodeio, com a simples leitura do teor da propositura”. E diz mais: “Pela ótica jurídica, em rápida análise, percebe-se que a proposta se choca frontalmente com os impedimentos para o casamento elencados no art. 1521 do Código Civil brasileiro, e com a lei nº 9.278/1996. Conflito que certamente é de conhecimento do deputado e de sua assessoria, haja vista sua experiência no Parlamento, o que nos impede de considerar a propositura como mera ingenuidade.”

A jornalista Débora Carvalho diz que “levantar esse assunto é uma questão de responsabilidade, e uma evocação para ficarmos atentos! O texto do referido PL apresenta termos que facilmente podem ser utilizados como ‘brecha na lei’, como dizem os advogados, para que interessados reclamem seu garantido direito de legalizar ‘toda forma de união’ para constituir família ‘independente de consanguinidade’. E isso significa exatamente o que você entendeu: casamento entre parentes próximos, incesto… e todo o resto que você está imaginando. Sendo ou não intenção genuína ou original do autor do PL, o fato em questão é que o texto claramente dá margem para uma interpretação pertinente a casamento incestuoso. Ao fazer uso do contexto ‘todas as formas de união’ para constituir família, vinculada às palavras ‘independente de consanguinidade’, o PL traz, em seu subtexto, uma intenção implícita – e pode confirmar com qualquer professor de redação – de levantar a discussão sobre o incesto e a poligamia, e até mesmo incesto com poligamia.”

A jornalista questiona: “Ao deixar essa lacuna, o PL abriria brechas na lei. Qual foi a intenção de escolher justamente o termo utilizado para casamento? Qual o objetivo de vincular a esse termo as palavras ‘independente de consanguinidade’? Não sejamos tão ingênuos e complacentes a ponto de acreditar cegamente que o subtexto do PL é maldade na cabeça de quem leu, muito menos que a intenção do Projeto seria o de amparar mães solteiras.”

Atualmente, a Constituição Federal prevê o conceito de “família”, em seu artigo 226, como “a união estável entre homem ou mulher e a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes”. No caso de casais homossexuais, a união estável não é reconhecida em lei, mas se trata de um direito garantido na Justiça após decisão do Supremo Tribunal Federal em 2011. Sabendo disso, por que parlamentares experientes tentaram, assim mesmo, aprovar o “PL do poliamor”? Por que usar uma linguagem ambígua em um Projeto de Lei (tão ambígua que agora precisa de revisão)?

Se a intenção era mesmo a de passar despercebido, não deu certo, pois tem gente atenta e fazendo o que todo cidadão pode e deve fazer: cobrar responsabilidade e coerência de seus representantes. Continuemos atentos. [MB]

Leia também: “Especialistas comentam riscos da união poliafetiva”

Adventistas têm escolas em todo o país, mesmo sendo só 3% dos brasileiros

adventista-542504Os adventistas do sétimo dia respondem por 3% dos evangélicos no Brasil hoje, de acordo com a pesquisa “Perfil e opinião dos evangélicos no Brasil”, divulgada pelo Datafolha em dezembro de 2016. No mundo inteiro, são 20 milhões de pessoas – a título de comparação, os anglicanos são cerca de 80 milhões, bem como os luteranos. Mas mesmo relativamente diminutos, os adventistas respondem por uma das maiores redes educacionais do mundo, atendendo dois milhões de alunos em 7,8 mil escolas localizadas em 165 países. É a preocupação com o ser humano de forma integral que faz com que os adventistas estejam presentes em diversas áreas da sociedade, como a educação. Além da área de educação, a igreja atua na área da saúde, dirigindo cerca de 700 hospitais e clínicas, e na indústria de alimentos, com 18 empresas que fabricam produtos com características que contribuem para o bem-estar físico.

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Intolerância religiosa se agrava no Rio com ataques de traficantes “evangélicos”

terreiroOs registros de intolerância religiosa são comuns Brasil afora, mas no Rio têm uma característica particular: passaram a envolver traficantes e evangélicos. Após ataques a terreiros de umbanda e candomblé na Baixada Fluminense, a polícia identificou o mandante e, na semana passada, prendeu oito traficantes acusados de integrar seu grupo, o chamado Bonde de Jesus. Segundo a polícia, o mandante é Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, do Terceiro Comando Puro (TCP), um dos criadores do Bonde de Jesus, vertente inédita da intolerância religiosa no Estado. Estima-se que existam hoje 200 terreiros sob ameaça. Os casos são investigados pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), criada em 2018. Investigações apontam que a peculiar relação entre religiosos e criminosos aconteceu depois que a cúpula do TCP foi convertida por uma igreja neopentecostal. Há informações, ainda não confirmadas, de que Peixão teria sido ordenado pastor. Trata-se de uma característica específica dessa facção, não sendo reproduzida nem pelos demais grupos de traficantes nem por milicianos. “A situação de intolerância sempre existiu, mas tivemos uma piora quando indivíduos ligados à cúpula de uma facção resolveram se converter”, afirma o delegado da Decradi, Gilbert Stivanello. “Eles distorcem a doutrina religiosa e agridem outras religiões, sobretudo as de matriz africana.” As principais lideranças evangélicas do Rio condenam os ataques.

Um dos primeiros a se converter foi Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, há cerca de quatro anos. Ele era o chefe do tráfico no Morro do Dendê, Ilha do Governador, até ser morto pela polícia em junho. Outros, como Peixão, se converteram depois. “Alguns deles se converteram dentro do presídio”, diz Stivanello. “Eles viveram uma experiência distorcida da conversão, tornando-se ‘bandido de Jesus’, como se isso fosse um ato de fé. Se pararmos para pensar, não é muito diferente do terrorismo islâmico. É difícil mesmo entender a lógica”, afirma.

Coordenadora do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro Brasileira, Célia Gonçalves Souza diz que o problema da intolerância é nacional, mas que, de fato, vem ganhando contornos específicos no Rio, sobretudo pela penetração de evangélicos no sistema carcerário. “No Rio, esse problema é muito escancarado e o narcopentecostalismo só tende a crescer. E passa pela questão das penitenciárias, onde há uma entrada muito grande dos neopentecostais.”

Na Baixada Fluminense, traficantes passaram a ditar regras dos terreiros, como horários das cerimônias e uso de fogos de artifício e fogueiras. Eles também proíbem as pessoas de andarem com roupas brancas ou de santo nas ruas. As invasões a terreiros são cada vez mais frequentes, com destruição de oferendas e imagens sagradas.

Há uma semana, o terreiro Ilê Axé de Bate Folha, em Duque de Caxias [foto acima], foi invadido por traficantes – no 10º caso da região. Eles quebraram todas as imagens e oferendas e ameaçaram de morte a mãe de santo, que está fora do Estado, na casa de parentes. “O ataque aconteceu num sábado de casa cheia. Eles entraram com violência, mandando todo mundo sair e quebrando tudo”, contou uma testemunha. “O terreiro está fechado. Tiramos tudo de lá e não aconselhamos ninguém a voltar.” Segundo a mesma testemunha, outros religiosos fecharam os terreiros e se mudaram.

“Qualquer ataque com contornos de destruição do sagrado tem caráter de racismo religioso”, diz a defensora Livia Cásseres, do núcleo contra a desigualdade racial da Defensoria Pública. “À violência que já existe contra essas religiões – que têm uma série de direitos negados –, se soma agora a do varejo de drogas. Mas a violência contra elas é permanente desde a época colonial.” Por isso, para Livia, a solução passa por diferentes esferas.

A gravidade da situação fez com que, em julho, fosse realizada uma reunião com membros da umbanda e do candomblé, lideranças evangélicas e representantes da Polícia Civil, do Ministério Público e da Defensoria Pública. O pastor Marcos Amaral, da Comissão Contra a Intolerância Religiosa, destaca que a denominação “evangélicos” abrange um segmento grande de religiosos, com posicionamentos diferenciados. Já o pastor Neil Barreto, da Igreja Batista Betânia, afirma que “a intolerância é o ápice da ignorância”. “E a única solução para a ignorância que produz intolerância é a educação. Precisamos de uma campanha de educação e conscientização em todas as comunidades de fé.” […]

(O Estado de S. Paulo)

Nota: Assim como é triste assistir de longe à perseguição de cristãos em países islâmicos e budistas, é igualmente desalentador ver pretensos “evangélicos” desrespeitando a fé alheia e usando de violência contra pessoas pacíficas que merecem desfrutar da liberdade religiosa que deveria ser assegurada a todos, independentemente de credo. As barbaridades cometidas por esses “bandidos de Jesus” não apenas desonram o nome de Deus e causam sofrimento e medo nas vítimas de suas ações, como também podem prejudicar o trabalho sério realizado nos presídios por igrejas e cristãos de verdade. Definitivamente, as palavras “Jesus”, “evangélico”, “traficante” e “bandido” não deveriam estar na mesma frase. Lamentável. [MB]

O esquisito dia que virou noite

dia-escuroDezenove de agosto de 2019. Nesse dia, cidades do estado de São Paulo vivenciaram um dia, no mínimo, esquisito. Perto das 14 horas, parecia estarmos vivendo momentos finais de um pôr do sol e início de mais uma noite, sendo que o relógio entrava em um choque evidente com a cena percebida. Sem dúvida, muitos olharam com um certo espanto e admiração a coloração do céu, com sua tonalidade alaranjada, dirigindo-se para o preto da noite. Ele estava recheado de nuvens densas e carregadas, embaladas por ventos que só complementavam a estranheza do momento – parecendo avisar que algo estava prestes a acontecer.

E não é que um dia com características semelhantes, só que ainda mais esquisito, aconteceu em 19 de maio de 1780? Esse momento ficou conhecido como “O Dia Escuro” ou “Day Dark” (saiba mais aqui). O “Dia Escuro” entrou para a história por sua total estranheza e aparente falta de explicação. O dia virou noite, e a noite se tornou a mais escura de todas. Animais noturnos tiveram que antecipar seus hábitos e velas foram acesas em pleno meio-dia. O fenômeno pôde ser visto nos céus da Nova Inglaterra, parte do Canadá e Estados Unidos. Teria chegado o dia do juízo?

Estudiosos da Bíblia associam esse evento ao conteúdo apresentado no livro do Apocalipse. A abertura do 6º selo, em Apocalipse 6:12-17, apresenta sinais no céu e na Terra que anunciam o tempo do fim. Tais eventos, descritos no texto referenciado, apresentam o que deve acontecer nos momentos finais da história do nosso mundo como conhecemos, e tem seu cumprimento temporal antes do retorno de Jesus – como predito por milhares de textos na Bíblia.

A Bíblia é clara ao dizer que Jesus voltará para buscar os que professaram fé nEle e viveram de acordo com a luz (conhecimento) que receberam. Sobre esse assunto a Bíblia nos ensina que foi Ele mesmo que prometeu voltar, e essa promessa pode ser lida em João 14:1-3: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também.”

Ao longo das eras, muitos marcaram e marcam o dia exato para o retorno de Jesus, no entanto, a Bíblia nos alerta para que não o façamos, já que esse não é um assunto revelado ao ser humano, como está escrito em Marcos 13:32: “Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai.” Embora não saibamos o dia da volta de Jesus, a Bíblia relata acontecimentos na natureza, na sociedade, etc., que apontam para o fim deste mundo e, consequentemente, para a volta de Jesus.

Veja o que está escrito em Mateus 24:29: “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados.” O escurecimento do Sol e da Lua, como também a queda das estrelas (hoje sabemos terem sido meteoritos) foram citados por Jesus como tendo seu cumprimento no tempo do fim, antes do Seu retorno a este mundo. Além do “Dia Escuro”, que já mencionei, ocorrido em 1780, a chuva de meteoritos anunciada por Jesus teve seu cumprimento na noite que se seguiu ao dia 12 de novembro de 1833. Acredita-se que mais de 200 mil meteoros por hora, durante cerca de cinco a seis horas, riscaram, de forma surpreendente, o céu escuro.

Mateus 24:4-14 está repleto de outros sinais que antecedem o retorno de Jesus, tais como: surgimento de falsos profetas, guerras, fome, terremotos, entre outros. De todos os sinais apresentados no texto citado, apenas um falta se cumprir, e é o que está relatado no verso 14: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.” Não há dúvidas de que o que foi predito está se cumprindo fielmente, e nos aproximamos a passos largos para o fim deste mundo. Tão certo como você e eu podemos respirar, será o cumprimento da promessa de Jesus, quando Ele diz que voltará para nos buscar.

Que o esquisito dia vivenciado no céu de muitas cidades do estado de São Paulo não seja tratado de forma dispensacionalista, nem seja passado despercebido, como apenas mais um dia. Mas que aproveitemos a estranheza que pairou no olhar dos que observavam impressionados a alteração do cenário no céu denso de São Paulo, e nos voltemos ao estudo das Sagradas Escrituras, a fim de conhecer os tempos e a época em que vivemos, para que não sejamos apanhados despreparados no “grande e terrível dia do Senhor”, como anunciado em Joel 2:30, 31: “Mostrarei prodígios no céu e na terra: sangue, fogo e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor.”

Nenhum dia será tão “esquisito” quanto o dia em que veremos Jesus nas nuvens do céu voltando para nos buscar (Mateus 24:30; Apocalipse 1:7). Para alguns, conforme Mateus 25:41, esse dia será negativamente esquisito, pois eles não estarão preparados para se encontrar com Jesus. Já para os que permanecerem fiéis, esse dia será esquisitamente extraordinário, e trará profunda alegria aos que esperaram e se preparam para esse grande encontro.

Deseja conhecer mais sobre esse grandioso dia da volta de Jesus? É seu desejo se preparar para encontrar seu Criador e Salvador Jesus Cristo? Então, comprometa-se em estudar a Bíblia e você conhecerá a verdade. Lembre-se do que está escrito em João 8:32: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

(Péricles Barbosa é pastor e líder de Jovens e Comunicação da Igreja Adventista no Sudoeste Paulista)

Leia também: “Por que o céu escureceu em São Paulo?” e “A fumaça não apagou o sol de São Paulo”

Religiões do mundo se reunirão em cidade alemã em busca da paz

anelA escultura é bastante evidente. Um anel de madeira de sete metros e meio de altura, entrelaçado várias vezes, sem começo nem fim. O chamado Ring for Peace (Anel pela Paz) ficará alguns dias exposto no Luitpoldpark em Lindau, pequena cidade alemã banhada pelo Lago de Constança. “Ele representa a ideia, a visão e a missão do encontro Religions for Peace (Religiões pela Paz)”, afirma o alemão Ulrich Schneider, diretor da Fundação para os Diálogos de Paz entre Religiões e Sociedades Civis Mundiais. A entidade organiza a 10ª Assembleia Mundial das Religiões pela Paz, que ocorre entre esta terça (20/8) e sexta-feira em Lindau, e terá suas portas abertas pelo presidente da Alemanha, Frank-Walter Steimeier. A Religions for Peace é uma rede global de religiões e comunidades. Segundo Schneider, todas as religiões do mundo estão, de alguma forma, envolvidas nessa aliança criada em 1970.

Há quem compare as reuniões, que ocorrem a cada cinco anos, com a Assembleia Geral da ONU. Desta vez, a grande aliança cívica ocorrerá em uma pequena cidade, bem longe dos grandes centros políticos, acessados mais facilmente. Lindau, porém, se encontra no coração da Europa. A cidade alemã recebe há muitos anos o encontro internacional de vencedores do Prêmio Nobel, oferecendo atmosfera para reflexões intensas e interações entre diferentes culturas.

 O economista Wolfgang Schürer, presidente da Fundação para os Diálogos de Paz entre Religiões e Sociedades Civis Mundiais, é o motor por trás do encontro religioso. “Esperamos que a assembleia mundial dê um impulso com efeito duradouro e que não seja apenas mais uma das inúmeras cúpulas que existem no mundo hoje”, afirma ele à DW. Essas também são as expectativas e esperanças do mundo político, bem como do Ministério do Exterior alemão, que apoia com milhões de euros o evento em Lindau.

Por muitos anos tem havido regiões no mundo onde as instituições políticas são incapacitadas, e apenas forças da sociedade civil – geralmente religiosas – assumem o papel de ajudar aqueles que precisam. Assim ocorre em vilarejos na República Centro-Africana, em partes do Iraque e em campos de refugiados em vários países. “Comunidades religiosas são as maiores instituições da sociedade civil no mundo”, afirma Andreas Görgen, diretor do Departamento de Cultura e Comunicação do Ministério do Exterior alemão. “Muito além de todas as questões de fé, estamos preocupados com sua responsabilidade para com essas sociedades.”

Desde 2018, Görgen tem sob seus auspícios a unidade de religião e política externa do ministério. Em Lindau, ele e seus colegas receberão diplomatas de diversos países europeus, que estarão no evento como observadores. Isso porque em todo o mundo, seja na Europa, na Ásia ou nos Estados Unidos, políticos observam cada vez mais o papel das religiões.

O mundo político enxerga o potencial das comunidades religiosas, mas também quer que elas assumam a tarefa de promover a paz. Em parte, esse será um tema quente em Lindau. A portas fechadas, representantes da Coreia do Sul e da Coreia do Norte, de Myanmar e de Bangladesh, do Sudão e do Sudão do Sul conversarão uns com os outros. […]

 Também irá a Lindau o cardeal nigeriano John Onaiyekan, que prega em seu país a coexistência entre as religiões, em meio ao terror perpetrado pela organização fundamentalista islâmica Boko Haram. Ao todo, serão mais de 900 representantes de diferentes religiões, vindos de 100 países. Segundo Ulrich Schneider, o objetivo inicial era de que um terço dos participantes fosse do sexo feminino, o que não foi atingido pelos organizadores.

Schneider enfatizou a importância das religiões no mundo todo ao afirmar que 80% da população mundial se descreve como religiosa. “Isso é certamente diferente do que ocorre aqui na Alemanha e demonstra a importância das religiões nos dias de hoje”, observa.

A diversidade de países e religiões vai transformar a pequena Lindau. Os convidados terão a oportunidade de participar de serviços religiosos de crenças diferentes. Na quarta-feira, as igrejas católica e protestante da cidade convidarão representantes religiosos e a população local para comerem juntos em uma grande mesa.

Os alemães esperam que Lindau possa estimular encontros e conversas. O evento deverá resultar não apenas em uma declaração final conjunta, mas também em decisões bastante concretas. Planeja-se a criação de uma iniciativa global pela proteção de locais religiosos, além de um comprometimento conjunto na área acadêmica, visando aumentar a conscientização sobre a violência contra mulheres em conflitos armados.

“Nossa esperança é de que Lindau se torne um local permanente de diálogos inter-religiosos e de impulsos para a paz”, diz Schneider. Assim, quem sabe os representantes religiosos possam voltar ao Lago de Constança daqui a cinco anos.

(Deutsche Welle)

Nota: A pauta religiosa (misturada com política) se torna cada vez mais forte no mundo. A busca pela paz e os esforços para salvar o planeta têm derrubado barreiras. A união de igrejas se torna um alvo cada vez mais alcançável, já que se trata do desejo da maioria dos religiosos “moderados”. Como sempre, ficam de fora os extremistas e fundamentalistas. Muitos paralelos se podem traçar com a recentemente lançada série-documentário da Netflix “The Family”. Em breve, a jornalista e colaboradora Ágatha Lemos escreverá algo sobre isso. [MB]

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A pequena Lindau, no Lago de Constança

“PL do poliamor” SERIA votado no dia 21

Seria votado amanhã em Comissão da Câmara dos Deputados em Brasília, DF, um Projeto de Lei (PL) que vinha sendo popularmente chamado de “PL do poliamor”. O PL nº 3369/2015, de Orlando Silva (PCdoB), reconheceria como família “todas as formas de união entre duas ou mais pessoas” e “independente de consanguinidade”. O Projeto, cujo texto pode ser lido aqui, pretendia instituir o “Estatuto das Famílias do Século XXI” e trazia a seguinte justificativa: “Há tempos que a família é reconhecida não mais apenas por critérios de consanguinidade, descendência genética ou união entre pessoas de diferentes sexos. As famílias hoje são conformadas através do amor, da socioafetividade, critérios verdadeiros para que pessoas se unam e se mantenham enquanto núcleo familiar.”

[Clique aqui para saber por que esse projeto não mais será votado.]