Cristãos são decapitados na Indonésia

O silêncio da mídia internacional é ensurdecedor

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Quatro homens da vila de Kalimago, Poso Regency, Sulawesi Central, na Indonésia, foram decapitados por extremistas islâmicos na manhã de 11 de maio. Sulawesi Central é a mesma província onde Sigi está localizado, onde um grupo de cristãos foi assassinado em novembro de 2020 e outro grupo foi atacado no Domingo de Ramos, em 2021. Os ataques foram supostamente executados por membros do grupo terrorista East Indonesia Mujahidin (MIT), e 5 milhões de IDR (cerca de US$ 350) pertencentes a uma das vítimas foram supostamente levados pelos suspeitos. As quatro vítimas são cristãs e têm entre 42 e 61 anos.

O parceiro local do Portas Abertas, Ari Hartono*, compartilha como isso é um choque para os cristãos em Sulawesi Central ainda se recuperando dos últimos ataques. “Os moradores de Sulawesi Central ainda estão traumatizados com os ataques anteriores e não se recuperaram ainda. Eles precisam de nossas orações agora”, afirma Hartono. 

“Não temos certeza se o ataque tem motivação religiosa, embora as vítimas sejam crentes. Pode ser um ato de sobrevivência. Depois do incidente de Sigi, os terroristas em Sulawesi Central têm sido cada vez mais pressionados pela polícia e pelo exército. Sua logística está esgotada. A única maneira de sobreviver é roubando alimentos das pessoas. Nesta área existem muitos agricultores que vivem na floresta longe da aldeia e foram eles os alvos dos terroristas.”

O incidente ocorreu por volta das sete e meia da manhã, no horário local. O superintendente da polícia regional de Sulawesi Central, Didik Supranoto, disse à imprensa que uma testemunha estava a caminho de seu campo quando viu cinco pessoas se aproximando. De acordo com essa testemunha, ele reconheceu um deles como um membro do East Indonesia Mujahidin (MIT) que teve sua foto distribuída em cartazes de membros do grupo terrorista em espaços públicos. Segundo Supranoto, “essa testemunha fugiu para avisar as pessoas da sua aldeia. No caminho para casa, ele se encontrou com seus dois amigos e disse-lhes que fugissem, mas eles se recusaram, pensando que aquelas pessoas deviam ser soldados e não terroristas. Mais tarde, os dois foram encontrados mortos”.

(Portas Abertas)

Consórcio de universidades promove a encíclica Laudato Si em âmbito acadêmico

Universidades ajudam a promover a encíclica dominguista do papa Francisco

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A Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) passa a fazer parte da RED UNIVERSITARIA PARA EL CUIDADO DE LA CASA COMÚN, através da Cátedra Laudato Si, coordenada pelo Prof. Dr. Luiz Felipe Lacerda e vinculada à Pró-reitoria Comunitária e de Extensão. Criada em 2016, a rede atualmente é composta por aproximadamente 40 instituições de ensino superior da América Latina, com apoio de diferentes organismos nacionais e internacionais de fomento à pesquisa, ao ensino e à extensão. A Universidade Católica de Pernambuco é a primeira universidade Brasileira a ser convidada a compor essa rede.⠀

Esse consórcio busca impulsionar, no âmbito acadêmico, os elementos explicitados ao longo da encíclica Laudato Si de forma interdisciplinar e interinstitucional. A rede, por exemplo, protagoniza, no período de 2020-2021, a primeira especialização latino-americana de estudos superiores em Ecologia Integral e que caminha para sua segunda edição a partir do segundo semestre de 2021.

De acordo com o professor Luiz Felipe, “esta é uma adesão muito importante, que liga a Cátedra Laudato Si e a Católica a um conjunto muito forte e atuante de universidades, em toda a América Latina, que promovem ações acadêmicas pioneiras em prol da Casa Comum”. Com a adesão da Cátedra à Rede Universitária para o Cuidado da Casa Comum, estudantes da UNICAP passam a contar com bolsas e descontos para a realização da referida especialização; professores da UNICAP poderão ser convidados a participar do corpo docente das diferentes iniciativas dessa Rede; pesquisas e projetos desenvolvidos no âmbito da ecologia, das mudanças climáticas, dos direitos da natureza e outros temas correlacionados à Laudato Si passam a contar com projeção em canais de publicações científicas internacionais, entre tantos outros benefícios e oportunidades.⠀

Para saber mais:⠀
portal.unicap.br/ihu/laudato-si⠀
unlar.edu.ar⠀
ucongreso.edu.ar

Pessoas instruídas que escolhem o que é e o que não é inspirado na Bíblia e levantam dúvidas sobre ela

A seletividade e a crítica contra a Bíblia levam à descrença e a um caminho perigoso

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“Tomo a Bíblia tal como ela é, como a Palavra Inspirada. Creio nas declarações de uma Bíblia inteira. Levantam-se homens que julgam ter alguma coisa a criticar na Palavra de Deus. Eles a expõem diante de outros como prova de superior sabedoria. Esses homens são, muitos deles, inteligentes, instruídos, possuem eloquência e talento, homens cuja vida toda é desassossegar espíritos [perturbar a mente] quanto à inspiração das Escrituras. Influenciam muitos a ver segundo eles próprios veem. E a mesma obra é transmitida de um para outro, da mesma forma que Satanás designou que fosse, até que possamos ver plenamente o sentido das palavras de Cristo: ‘Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na Terra?’ (Lc 18:8). Irmãos, nenhuma mente ou mão se empenhe em criticar a Bíblia. É uma obra que Satanás se deleita que qualquer de vós faça, mas não é obra a vós designada pelo Senhor.

“Os homens devem deixar que Deus cuide de Seu próprio Livro, Seus oráculos vivos, como Ele tem feito por séculos. Eles começam a pôr em dúvida algumas partes da revelação, e acham falhas nas aparentes incoerências dessa e daquela declaração. Começando em Gênesis, eles rejeitam aquilo que julgam questionável, e sua mente os leva adiante, pois Satanás levará a qualquer extensão a que eles o sigam em sua crítica, e vejam alguma coisa de que duvidar em todas as Escrituras. Suas capacidades de crítica são aguçadas pelo exercício, e não podem repousar em nada com certeza. Procurais raciocinar com esses homens, mas é tempo perdido. Eles exercerão sua capacidade de ridículo mesmo sobre a Bíblia. Tornam-se até zombadores, e ficariam surpreendidos se os fizésseis ver as coisas por esse aspecto.

“Irmãos, apegai-vos à Bíblia, tal como ela reza, parai com vossas críticas relativamente a sua validade, e obedecei à Palavra, e nenhum de vós se perderá.”

(Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 17)

A dupla vulnerabilidade da mulher cristã

Entenda como acontece a perseguição às seguidoras de Jesus

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Em muitos países, homens e mulheres são perseguidos por escolherem a Cristo. A Lista Mundial da Perseguição 2021, realizada todos os anos pela Portas Abertas, traz o ranking dos países nos quais existe mais perseguição aos cristãos. Mas a perseguição é ainda mais intensa para as mulheres, que lidam com a hostilidade também ligada ao sexo. Ou seja, as seguidoras de Jesus são duplamente vulneráveis: por serem mulheres e por serem cristãs. Em algumas culturas, as mulheres são vistas como inferiores aos homens e, por isso, lidam com desvantagens sociais. Muitas não podem trabalhar e são excluídas do acesso aos mesmos direitos que os homens. Essa exclusão as torna alvos fáceis dos perseguidores e extremistas, porque o sofrimento das mulheres é, muitas vezes, ignorado por todos ao redor.  

As cristãs estão mais propensas a enfrentar violências ocultas, como casamento forçado, agressão sexual, prisão domiciliar, entre outros. A dupla vulnerabilidade das mulheres cristãs não exclui a perseguição realizada contra os homens e meninos que também seguem a Cristo. Homens e meninos cristãos não estão isentos de perseguição. Eles são mais propensos a experimentar formas visíveis de perseguição, como ser agredidos publicamente, mortos, demitidos de empregos ou enfrentarem prisões.

Além de serem perseguidas em níveis mais complexos e amplos, muitas cristãs também são alvo de violência como forma de atingir os homens cristãos. A violência contra filhas e esposas de líderes cristãos também acontece com frequência e os extremistas buscam atingir o bem mais precioso dos cristãos: a família.  

O líder cristão Boutros, do Sudeste Asiático, se recusou a parar de compartilhar a fé e a Palavra de Deus entre os membros de sua comunidade. Mesmo com a pressão dos grupos extremistas. Então, como forma de atingir o líder e fazê-lo parar de falar de Cristo, jihadistas sequestraram a filha dele, Lucina, de 19 anos. A jovem cristã foi agredida e forçada a se casar. Lucina só foi resgatada após três meses do sequestro e estava traumatizada, desnutrida e grávida.  

Mulheres e meninas como Lucina são constantemente usadas para afetar líderes e comunidades cristãs. Muitas autoridades muçulmanas encorajam e incentivam que os homens se casem com cristãs, como forma de abalar as comunidades cristãs e aumentar os números de seguidores de Maomé.

A Portas Abertas trabalha nas igrejas para treinar e equipar líderes, para que saibam proteger as congregações, criando medidas de proteção e resiliência. O trabalho de parceiros locais lembra os cristãos dos fundamentos bíblicos, para que eles sejam encorajados a responder à perseguição com amor e solidariedade na família e na comunidade em que estão inseridos. 

O objetivo final é que as mulheres e meninas cristãs deixem de ser perseguidas por serem vistas como mais vulneráveis perante a sociedade e tenham seus direitos e liberdades garantidas. 

(Portas Abertas)

Nota: A Organização das Nações Unidas (ONU) quer uma investigação da recente e polêmica operação policial em uma favela do Rio de Janeiro, mas, curiosamente, silencia quando o assunto é a morte de cristãos nos regimes totalitários como o da China e de países islâmicos…

Lição do Jardim: o sonho de rei

Adventistas dando ouvidos a falsos ensinamentos

O resultado é a ruína espiritual e um rastro de descrença e pecados justificados

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A seu amigo Timóteo, o apóstolo Paulo escreveu: “Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, se rodearão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Timóteo 4:3, 4). Quando vemos cristãos dando ouvidos a “mestres” que colocam em dúvida a inspiração e infalibilidade das Escrituras, percebemos que Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, de fato, antecipou uma sombra que ameaçaria constantemente a igreja de Deus, especialmente nestes dias de dúvida e descrença em que estamos vivendo. Se duvida, saiba que há pessoas questionando a inspiração divina do apóstolo dos gentios, ainda que conheçam textos como estes:

“O Deus de nossos pais de antemão te [Paulo] designou para que conheças a Sua vontade, e vejas aquele Justo, e ouças a voz de Sua boca. Porque hás de ser Sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido” (Atos 22:14-16; grifos meus).

Eu apareci a você para constituí-lo ministro e testemunha, tanto das coisas em que você Me viu como daquelas pelas quais ainda lhe aparecerei. Vou livrar você do seu próprio povo e dos gentios, para os quais Eu o envio, para abrir os olhos deles e convertê-los das trevas para a luz e do poder de Satanás para Deus, a fim de que eles recebam remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim” (Atos 26:16-18; grifo meu).

Esse chamado especial e a inspiração de Paulo eram reconhecidos pela igreja cristã, tanto que o apóstolo Pedro escreveu: “E considerem a longanimidade do nosso Senhor como oportunidade de salvação, como também o nosso amado irmão Paulo escreveu a vocês, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar a respeito destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas cartas. Nelas há certas coisas difíceis de entender, que aqueles que não têm instrução e são instáveis deturparão, como também deturparão as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2 Pedro 3:15, 16; grifo meu). Note, no trecho destacado em itálico, que Pedro iguala os escritos de Paulo às demais Escrituras.

Em seu livro Atos dos Apóstolos, falando sobre o chamado e a missão de Paulo, Ellen White escreveu: “Paulo declarava que sua mudança de fé não tinha sido gerada por impulso ou fanatismo, mas fora resultado de irresistível evidência. Em sua apresentação do evangelho, ele procurava tornar claras as profecias relativas à primeira vinda de Cristo. Mostrava irrefutavelmente que essas profecias se tinham cumprido literalmente em Jesus de Nazaré. O fundamento de sua fé era a segura palavra da profecia. […] A oposição tornou-se tão violenta que não foi permitido a Paulo continuar seus labores em Damasco. Um mensageiro do Céu ordenou-lhe retirar-se por algum tempo; e ele foi ‘para a Arábia’, onde encontrou um refúgio seguro (Gl 1:17).

“Ali, na solitude do deserto, Paulo teve ampla oportunidade para sossegado estudo e meditação. Recapitulou calmamente sua experiência passada, possuindo-se de genuíno arrependimento. Buscou a Deus de todo o coração, não descansando até que tivesse a certeza de que seu arrependimento fora aceito e seus pecados perdoados. Anelava a certeza de que Jesus estaria com ele em seu ministério futuro. Esvaziou a alma dos preconceitos e tradições que lhe haviam até então modelado a vida e recebeu instruções da fonte da verdade. Jesus comungou com ele e confirmou-o na fé, conferindo-lhe uma rica medida de sabedoria e graça” (grifos meus).

Resumindo: o apóstolo Paulo foi chamado e ensinado diretamente por Deus. Seus escritos são tão inspirados quanto o Antigo Testamento, os Evangelhos e as demais cartas do Novo Testamento. Isso é confirmado por autores igualmente inspirados como o profeta canônico Pedro e a profetisa não canônica Ellen White. A despeito disso, encontramos na internet declarações infelizes como esta abaixo:

“Para mim o único Verbo, a única Palavra de Deus é Jesus. O Velho Testamento é inspirado. O Novo Testamento é inspirado. Jesus é a encarnação da Verdade. Vocês pensam diferente de mim?! Quem está na heresia são vocês. […] A única encarnação da verdade absoluta de Deus é Jesus. Portanto, Paulo não conhecia essa verdade absoluta. Ele teria que viver muitos anos e anos e anos… e nunca conheceria essa verdade absoluta como eu que já sou mais velho do que Paulo, que já tenho mais tempo de fé do que Paulo teve. […] Nasci num tempo de Bíblia para ler. Ele não. Ele não tinha nem as cartas dele para corrigir (risos). […] A única Palavra de Deus é Cristo, cara. Quem disser outra coisa é herege. Herege! Se você disser que a Bíblia é a Palavra de Deus você é um herege” (Caio Fábio, “A única palavra de Deus é Cristo! Quem disser que é a Bíblia, é herege”, 26/8/2020, YouTube).

Realmente infeliz essa declaração do ex-pastor presbiteriano Caio Fábio, um dos maiores popularizadores da ideia de Jesus como a “chave hemenêutica” da Bíblia, que acaba criando um cânon dentro do cânon e selecionando das Escrituras aquilo que convém ao leitor (tome algum tempo para assistir a este vídeo, pois o assunto é importante). Trata-se de um tremendo desrespeito para com um servo de Deus que deu a vida pela verdade e que amava profundamente o Cristo que o chamou para missão tão importante. Com todo respeito ao Caio Fábio, não posso concordar com isso, e obviamente fico com Paulo.

Mas sabe o que é ainda mais triste? Ver influenciadores adventistas não mais suportando “a sã doutrina; pelo contrário, se [rodeando] de mestres segundo as suas próprias cobiças”. Alguns desses, além de desprezar Paulo e tudo aquilo que, na ótica deles, não passa pela chave hermenêutica imaginária, desconsideram também Ellen White, tratando-a quase com o mesmo desprezo com que Caio Fábio trata o apóstolo.

Esse tipo de postura já estava prevista (confira aqui) e frequentemente leva à ruína espiritual, deixando pelo caminho um rastro de descrença e pecados justificados.

Concluo com mais duas advertências da serva do Senhor:

“Quando pessoas mencionarem a alta crítica e se arrogarem no direito de julgar a palavra de Deus, chamem a atenção delas para o fato de terem esquecido quem foi o primeiro e o mais sábio dos críticos. Aquele que tinha centenas de anos de experiência prática. É ele quem ensina os assim chamados altos críticos de hoje. Deus punirá todos quantos, a exemplo desses altos críticos, exaltam a si mesmos e criticam a santa Palavra de Deus” (Ellen White; Bible Echo, 1º/2/1897; citado no Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 117).

“Nada há que [Satanás] mais deseje do que destruir a confiança em Deus e em Sua Palavra. […] Os que estão indispostos a obedecer-lhe aos preceitos, esforçam-se por subverter a sua autoridade” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 526).

Michelson Borges

Leia também: “Para os que só aceitam partes da Bíblia”

A derrocada do egocentrismo

Antes de se enredar a dar ouvidos a certas falácias jogadas ao léu nas redes sociais, ouça o que o Espírito diz às igrejas

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Já virou casual vermos ex-pastores, ex-teologandos e até mesmo alguns membros ou ex-membros exporem nas redes seu descontentamento alegando que a igreja “destruiu” seu ministério (só nesta semana foram duas vezes); o que quem geralmente lê não se pergunta é: Se o tal ministério foi destruído; será que era de Deus?

“Tem havido sempre na igreja os que estão constantemente inclinados à independência individual. Parecem incapazes de compreender que a independência de espírito é susceptível de levar o instrumento humano a ter demasiada confiança em si mesmo e em seu próprio discernimento. […] Deus investiu Sua igreja de especial autoridade e poder, por cuja desconsideração e desprezo ninguém se pode justificar; pois aquele que assim procede, despreza a voz de Deus” (Ellen White, O Grande Conflito, p. 89.2).

Há inúmeros textos nos informando que “Deus ordenou que os representantes de Sua igreja de todas as partes da Terra, quando reunidos numa Associação Geral, devam ter autoridade. O erro que alguns estão em perigo de cometer, é dar à opinião e ao juízo de um homem, ou de um pequeno grupo de homens, a plena medida de autoridade e influência de que Deus revestiu Sua igreja, no juízo e voz da Associação Geral reunida para fazer planos para a prosperidade e progresso de Sua obra” ( Ellen White, História da Redenção, p. 41).

Alguns ainda assim insistem que sua obra era de Deus e que fora podada pela “maléfica” Igreja, mas veja que até mesmo Lutero passou por essa prova em seu ministério e tinha plena convicção de que se não fosse de Deus, não seguiria. Declarou mais: “O que quer que eu faça, não será feito pela prudência do homem, mas pelo conselho de Deus. Se a obra for de Deus, quem a poderá deter? Se não, quem a poderá promover? Nem minha vontade, nem a deles, nem a nossa; mas a Tua vontade, ó santo Pai, que estás no Céu” (D’Aubigné).

Sendo assim, quando virdes alguns pastores que criam “outra igreja” os exortando a “sair dela”, saibam que há apenas uma Igreja Remanescente, e quem sai é o joio e não o trigo.

Então, antes de se enredar a dar ouvidos a certas falácias jogadas ao léu nas redes sociais, ouça o que o Espírito diz às igrejas (Ap 2:7).

(Adventismo Sólido)

Perguntas interativas da Lição: a descendência de Abraão

“E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3:29). O verdadeiro Israel (antes e depois da cruz) é o Israel da fé, que vive em um relacionamento espiritual e de aliança com Deus, e que atua como Seu representante na Terra. Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia Deuteronômio 7:6. Com que propósito Deus escolheu Israel para ser um “destaque” dentre todos os povos daquela época?

Leia 1 Pedro 2:9. Com que propósito Deus escolheu a Igreja para ser um “destaque” no mundo? Em sua opinião, como ela tem cumprido essa missão? Se não, o que é preciso para que isso aconteça?

A relação de aliança entre Deus e Israel envolvia um acordo. Veja duas cláusulas básicas desse acordo nestes dois versículos: Deuteronômio 28:1, 15. Por que Deus queria que Seu povo obedecesse aos Seus mandamentos?

Leia Jeremias 11:8. Na relação de aliança com Deus, por que a desobediência traria “maldições” sobre o povo? (R.: Se Israel escolhesse desobedecer, Deus permitiria que eles colhessem as consequências naturais do pecado, assim como acontecia com todas as outras nações.)

Dentro do contexto da salvação pela graça, de que modo essa aliança com Israel pode ser comparada com a da Igreja?

Veja em Jeremias 3:1, 20 como a aliança com Israel era comparada a um casamento. Que lições aprendemos dessa comparação?

Veja essa afirmação no fim da lição de terça-feira: “A apostasia de Israel não teve origem na desobediência, mas na quebra do relacionamento com o Senhor.” Como assim?

Apesar de que a grande maioria do povo de Israel quebrou a aliança, Deus sempre teve um povo remanescente (1Rs 19:18; Is 4:3). Como esse fato pode ser uma motivação para sua fidelidade?

Leia Gálatas 3:26, 29. Como você pode ser a bênção que Deus prometeu a Abraão?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Para os que só aceitam partes da Bíblia

“A Bíblia deve ser apresentada como a Palavra do Deus infinito”

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“Em nosso tempo, como na antiguidade, as verdades vitais da Palavra de Deus são substituídas por teorias e especulações humanas. Muitos professos ministros do Evangelho não aceitam toda a Bíblia como a Palavra inspirada. Um sábio rejeita esta parte, outro duvida daquela. Elevam sua opinião acima da Palavra; e as Escrituras que eles ensinam repousam sobre a autoridade deles próprios. Sua autenticidade divina é destruída. Desse modo é semeada largamente a semente da incredulidade; porque o povo é confundido e não sabe o que crer. Há muitas crenças que a mente não tem o direito de entreter. Nos dias de Cristo os rabinos forçavam uma construção mística sobre muitas porções das Escrituras. Porque os claros ensinos da Palavra de Deus lhes condenavam as práticas, procuravam destruir-lhes a força. O mesmo acontece hoje em dia. Deixa-se parecer a Palavra de Deus cheia de mistérios e trevas, para desculpar as transgressões de Sua lei. Em Seus dias, Cristo censurava essas práticas. Ensinava que a Palavra de Deus deve ser compreendida por todos. Apontava às Escrituras como de autoridade inquestionável, e devemos fazer o mesmo. A Bíblia deve ser apresentada como a Palavra do Deus infinito, como o termo de toda polêmica e o fundamento de toda fé” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 11).

“A Bíblia tem sido espoliada de seu poder, e vemos a consequência no abaixamento do tom da vida espiritual. Nos sermões de muitos púlpitos de hoje, não há aquela divina manifestação, que desperta a consciência e dá vida à alma. Os ouvintes não podem dizer: ‘Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras?’ (Lc 24:32). Há muitos que estão clamando pelo Deus vivo, e anseiam a presença divina. Teorias filosóficas ou composições literárias, embora brilhantes, não podem satisfazer o coração. As afirmações e descobrimentos dos homens não têm valor algum. Fale a Palavra de Deus ao povo! Os que só ouviram tradições, teorias e máximas humanas, ouçam a voz dAquele cuja palavra pode renovar a alma para a vida eterna” (ibidem, p. 12).

“A esta causa [perder a confiança na Bíblia como Palavra de Deus] pode, em elevado grau, ser atribuída a iniquidade difundida no mundo hoje em dia. Quando a Palavra de Deus é posta de lado, é rejeitado também seu poder de refrear as paixões pecaminosas do coração natural. Os homens semeiam na carne, e da carne colhem a corrupção” (ibidem, p. 13).

Saudades de Jesus

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Keli Adriane, Sarah Luiza, Anna Bela, Murilo Massing e Mirla Renner

Não apenas porque sou catarinense, mas porque sou ser humano e compartilho com outros bilhões este planeta ferido pelo pecado, é que senti um aperto no coração ao me inteirar da tragédia ocorrida no pequeno município de Saudades, no oeste de Santa Catarina. Um rapaz de 18 anos, armado com dois facões, entrou na manhã de ontem em uma creche e assassinou cruelmente três crianças e duas funcionárias. Mais cinco preciosas vidas ceifadas antes da hora (como se houvesse hora…), deixando um vazio imenso no coração dos que ficaram. Barbaridades como essa – e as muitas mortes diárias em decorrência da pandemia – nos fazem prender o fôlego, sentir nossa impotência e ansiar ainda mais aquele dia em que tudo isso terá ficado no passado. Oro pelas famílias enlutadas, oro pelo povo de Saudades e peço ao meu Mestre e Salvador, como fez João há quase dois mil anos, preso na ilha rochosa de Patmos: “Ora, vem, Senhor Jesus!” Estamos com saudades.

Michelson Borges