Cientistas explicam sensações “à beira da morte”

Neurologistas da Universidade de Kentucky, em Lexington, nos Estados Unidos, dizem que experiências vividas por pessoas que estiveram à beira da morte têm explicação biológica, e não espiritual.

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Entre os relatos mais comuns dos que viveram esse tipo de experiência, muitas vezes relatadas como experiências após a morte, estão os de pessoas que se dizem cercadas de luz muito forte ou que se sentem flutuando no espaço, olhando para si próprias lá embaixo, deitadas em uma mesa de operações. Os cientistas concluíram que, em certas pessoas, nesse tipo de situação – quando se chega muito perto da morte –, são ativadas as mesmas partes do cérebro que entram em ação quando alguém sonha.

O estudo comparou 55 pessoas que tiveram uma experiência de “quase morte” com 55 pessoas que não tiveram a experiência. Nos indivíduos que tiveram a experiência, as fronteiras entre o estado de sonho e o de consciência tendem a ser menos claras. A experiência de “quase morte” foi definida pelos pesquisadores como um período, durante um episódio onde há alto risco de vida, em que a pessoa tem a sensação de estar fora do corpo, se sente alerta, vê uma luz intensa ou vive uma sensação de paz profunda.

Segundo os cientistas, muitas dessas sensações também são vivenciadas por pessoas que estão no estágio do sono conhecido como REM, sigla em inglês para Rapid Eye Movement, ou movimento rápido do olho. É nesse estado de sono profundo que ocorrem os sonhos. Os especialistas verificaram que 60 por cento dos participantes que vivenciaram experiências de “quase morte” haviam também vivenciado o sono REM quando acordados.

Exemplos de sensações descritas por pessoas que vivenciam o sono REM quando estão acordadas são acordar e não conseguir se mexer, sentir fraqueza súbita nos músculos das pernas e ouvir sons antes de dormir ou logo após acordar que outros não ouvem.

O coordenador do estudo, Kevin Nelson, disse que os resultados indicam que uma “intrusão” do estado de sono REM contribui para as sensações de “quase morte”. “Vejo (o fenômeno) como uma ativação de certas regiões do cérebro que também estão ativas durante o estado de sonho”, disse Nelson ao jornal britânico Daily Telegraph. “Eu hesito em chamar isso de sonho ou sonho acordado. Essa é a primeira hipótese de uma base biológica para essas experiências”, acrescentou.

Segundo Nelson, pessoas que viveram experiências de “quase morte” podem estar propensas a sofrer intrusões do sono REM quando acordadas.

O neurologista diz que sua teoria não descarta automaticamente uma dimensão espiritual para experiências desse tipo. “Nós neurologistas estamos abordando o ‘como’ dessas experiências, mas não o porquê”, concluiu.

(BBC)

Nota: De qualquer forma, é bom lembrar que a Bíblia ensina que a morte é uma espécie de sono (Ec. 9:5, 6, 10) do qual se desperta apenas na volta de Jesus (Jo 5:28, 29; 1Ts 4:16). Mais uma vez a ciência dá as mãos à Palavra de Deus. [MB]

Leia também:A neurociência da espiritualidade” e “Salvo da morte

Para Ele todos vivem

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Ellen White escreveu: “O passado, o presente e o futuro são a mesma coisa para Deus. Ele vê os mais remotos acontecimentos da história passada e o longínquo futuro com uma visão tão clara como vemos as coisas que ocorrem diariamente” (Para Conhecê-lo, p. 7).

A lição desta semana “arranha” um assunto muito complicado para os seres humanos limitados: a onisciência e a eternidade de Deus. Ele conhece todas as coisas e “navega” pelo tempo (que Ele criou com o Universo) de um modo incompreensível para nós. A tirinha tenta ilustrar isso com uma reflexão de Agostinho sobre o tempo. Se nem essa grandeza é facilmente compreendida por nós, quanto mais o Criador dela!

O tempo não existe sem o espaço. Isso é física. Portanto, quando Deus criou o Universo, criou também (obviamente) o tecido tempo-espaço. Assim, podemos dizer que Deus, do ponto de vista da física, é “atemporal”, mas, por amor a Suas criaturas temporais que vivem em um Universo espaço-temporal, Se “inseriu” em nossa dimensão, em nossa história. Podemos dizer, também, que Ele nos amou e nos salvou antes de haver mundo (e tempo). Ele nos ama desde sempre; desde toda a eternidade!

[Continue lendo.]

Perguntas interativas da Lição: As chamas do inferno

O pensamento de que Deus punirá os perdidos pela eternidade é muito danoso pois produz uma imagem falsa de Seu caráter. Esse tipo de pensamento faz com que muitas pessoas tenham medo de Deus ou um certo rancor dEle, chegando a duvidar de Sua existência por tamanha crueldade. Algumas mentes mais sensíveis chegam a ser “arrastadas à insanidade por este inquietante pensamento” (White, O Grande Conflito, p. 324 e 545). Entretanto, não é este o ensino da Bíblia, a qual ensina que “o salário do pecado é a morte” e “o dom gratuito de Deus é a vida eterna através de Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6:23).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Em Marcos 9:48 Jesus cita o texto de Isaías 66:24. Por que as pessoas só consideram como metáfora a primeira parte deste verso (que fala de “vermes que nunca morrem”) mas consideram a segunda parte (que fala de “fogo que não se apaga”) como se fosse literal?

Qual é o significado da expressão “vermes que não morrem” e “fogo que não se apaga”? (R.: A cena metafórica descreve uma situação de pós-guerra em que o povo de Deus foi salvo por Ele e os Seus inimigos estão mortos. A cena é grotesca: os “vermes” e o “fogo” consomem as suas carnes podres, e farão esse serviço de modo completo, pois os vermes não morrem e o fogo não se apaga até que não haja mais nada para consumir. O significado deste quadro é o contrário do que muitos ensinam: trata de uma expressão de aniquilação total, e não de punição sem fim!)

Leia Malaquias 4:1-3; Judas 1:7; Mateus 18:8 e Marcos 9:43. Que detalhes destes versos nos ajudam a perceber que o “fogo eterno” não significa “sofrimento eterno”, mas sim que o fogo não se apaga até que tenha consumido todo o seu combustível?

Em que aspectos a ideia de um tormento eterno é totalmente contrária ao ensino bíblico? (R.: Deus é o único que possui imortalidade [1Tm 6:16]; apenas os que têm Jesus como Salvador têm vida, a qual procede dEle [1Jo 5:12,13]; após o juízo final o pecado será erradicado, e por isso não vai mais haver choro, dor ou sofrimento [Ap 21:4]; o salário final do pecado é a morte, e não a vida eterna em sofrimento [Rm 6:23].)

Por que a ideia de um tormento eterno é tão maligna? Quais são as possíveis consequências de se crer neste ensino? (R.: Medo, ou mágoa ou rancor de Deus; ateísmo, pois não é possível existir um Deus tão cruel assim; angústia mental que pode levar até à loucura.)

Qual é a diferença entre a visão popular do inferno e a visão bíblica do “lago de fogo”?

Leia 1 Coríntios 15:18. Por que não faz sentido crer em um Céu onde não temos corpos, pois lá seríamos apenas “almas desencarnadas”? (R.: O céu é um lugar concreto, com árvores, frutas, praça, rio, etc. [Mt 26:29; Ap 22:1,2]. O Céu não é um lugar para almas de mortos, mas para corpos bem vivos – ressuscitados ou glorificados – para poder desfrutar de tudo que houver ali.)

Quais são as vantagens de conhecer a verdade sobre o estado da morte (ver 1Ts 4:13)? Como podemos ensinar essa verdade para aqueles que não têm essa mesma esperança?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Best-seller A Batalha de Todo Homem recebe edição comemorativa com atualizações sobre a ciência do cérebro e a sexualidade

Escrito por Fred Stoeker e Stephen Arterburn, autoridades no aconselhamento a homens, sucesso editorial apresenta princípios para quem deseja manter a integridade sexual, emocional e conjugal

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Best-seller A Batalha de Todo Homem chega ao seu 20º aniversário com uma nova edição revisada e atualizada, para dar aos homens uma estratégia eficaz que os ajude a permanecer fortes diante de todo apelo sexual, especialmente na era da Internet. Dividido em 20 capítulos, o livro traz uma análise franca sobre diferentes lutas a que os homens estão sujeitos e descobertas recentes na intersecção entre ciência do cérebro e sexualidade.  

Nesta versão atualizada, entre outras questões fundamentais da sexualidade masculina, Fred Stoeker e Stephen Arterburn abordam em particular o preocupante desinteresse de alguns maridos pela intimidade sexual com a esposa, uma enigmática realidade que costuma estar relacionada à pornografia cada vez mais vulgar e intensa, e que pode causar a tão alardeada disfunção erétil (DE), caso seja o resultado de um rearranjo do cérebro devido ao consumo recorrente de conteúdo pornográfico.

Francos, os autores compartilham suas próprias histórias, seus erros e acertos, e trazem relatos de dezenas de homens que escaparam da armadilha da imoralidade sexual, testemunhos que refletem claramente as lutas travadas por homens solteiros e casados. 

“Escrevemos a partir da perspectiva de homens casados, mas as defesas práticas que compartilhamos neste livro também se aplicam a adolescentes, jovens, adultos e homens divorciados que precisam lidar com a questão da integridade sexual” (p. 15).

A Batalha de Todo Homem é um livro que expõe, analisa e esclarece questões de uma guerra real e difícil para homens de diferentes idades, por isso é transparente, sem meias palavras, de modo que o leitor não apenas mapeie o campo minado, mas saiba que não está sozinho nessa luta que deve e pode ser vencida. Trata-se de uma fonte de esperança e encorajamento para quem deseja ser sexual e emocionalmente saudável.

Editora: Mundo Cristão
ISBN: 978-65-5988-162-8
Páginas: 304
Categoria: Relacionamentos
Preço: R$ 69,90
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Sobre os autores:

Stephen Arterburn é fundador e diretor da New Life Clinics, apresentador do programa de rádio New Life Live! e idealizador do Women of Faith Conferences. Pastor licenciado e palestrante de renome nos Estados Unidos, é autor de mais de vinte livros.

Fred Stoeker é um líder leigo e conferencista de renome, com experiência no aconselhamento de casais que desejam um relacionamento mais íntimo entre si e com Deus. É casado com Brenda e tem quatro filhos.

Perguntas interativas da Lição: Passagens bíblicas controversas

Algumas passagens bíblicas são usadas equivocadamente para defender o conceito da imortalidade da alma. Devemos entender muito bem o significado correto spassagens não só para nossa própria edificação espiritual, mas também para estarmos “sempre preparados para responder a todo aquele que pedir a razão da nossa esperança” (1Pe 3:15).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Passagem sobre “o rico e Lázaro” (Lc 16:19-31)

Quais são as evidências de que esta passagem é uma parábola e não a descrição de uma cena literal?

Que problemas surgem se essa parábola tiver que ser entendida de modo literal? (R.: O maior problema, se essa passagem fosse literal, é que ela estaria em contradição com o ensino das Escrituras a respeito do estado dos mortos; além disso, dentre outras incoerências, haveria o problema de que o Céu e o inferno seriam tão próximos um do outro que seria possível haver comunicação entre as pessoas dos dois lados.)

Passagem sobre o “ladrão arrependido” (23:42, 43)

Como sabemos que essa tradução não é a melhor, e que Jesus não prometeu ao ex-ladrão que ambos estariam juntos no paraíso naquele mesmo dia? (R.: O texto grego original permite que o advérbio “hoje” esteja relacionado tanto ao verbo anterior [“digo”] quanto ao verbo posterior [“estarás”]; além disso, as Escrituras apontam o fato de que, no domingo de manhã, dois dias após a promessa feita na sexta-feira à tarde, Jesus disse que ainda não havia ido ao Pai [João 20:17].)

O que essa história nos ensina sobre a salvação pela graça mediante a fé?

Passagem sobre o “partir e estar com Cristo” (Fp 1:21-24)

Como sabemos que, apesar dessas palavras, Paulo não estava ensinando o conceito de consciência durante a morte? (R.: Isso seria contrário ao seu próprio ensino sobre a morte, como podemos ver em 1Co 15:51-53; 1Ts 4:16; 2Tm 4:8; etc., e às Escrituras Sagradas.)

Passagem sobre a “pregação aos espíritos em prisão” (1 Pe 3:17-20)

Muitas pessoas creem, baseando-se erroneamente nessa passagem, que Jesus teria “pregado aos mortos” durante o breve período em que Seu corpo repousava na morte. Quais são os erros teológicos desse tipo de pensamento? Ver Sl 146:4; Ec 9:5, 10; Hb 9:27, 28.

Em que ocasião Jesus pregou (ou “havia pregado”) aos “espíritos em prisão”? (R.: O texto bíblico diz que Jesus pregou, por meio do Espírito Santo, “nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca” [1Pe 3:20]). Tal pregação foi realizada por Noé, “pregador de justiça” [2Pe 2:5], durante 120 anos. O texto também diz que nesse mesmo Espírito [o que pregou nos dias de Noé] Jesus foi vivificado, ou ressuscitado.)

Leia Lucas 13:16. Quem são os “espíritos em prisão” de nossos dias, e como podemos pregar a essas pessoas por meio do mesmo Espírito que pregou nos dias de Noé?

Passagem sobre as “almas debaixo do altar” (Ap 6:9-11)

Por que essa passagem não pode ser interpretada de modo literal? (R.: Não há altar de sacrifícios no Céu; não há pessoas desencarnadas no Céu; a Bíblia não ensina que haja consciência durante a morte [Ec 9:5, 6, 10; Sl 6:5; 115:17; Is 38:18, 19; etc.]; não há pessoas pedindo por vingança no Céu [Rm 12:19].)

Leia Gênesis 4:9, 10; Levítico 4:25. Se a Bíblia deve ser usada como intérprete de si mesma, qual é o significado da passagem sobre as “almas debaixo do altar”? (R.: Essa passagem faz referência ao sangue derramado de Abel, que figuradamente “clamava” desde a terra por justiça [Gn 4:10]; faz também referência aos animais sacrificados no santuário, cujo sangue era derramado à base do altar. Essa figura representa os mártires do Evangelho, cujo sangue derramado, assim como o de Abel, figuradamente “clama por justiça”, e assim como os animais sacrificados nos serviços do santuário, eles também morreram em prol do Evangelho. Portanto, enquanto continuam descansando na inconsciência da morte, seu prêmio já está guardado, e lhes será entregue no dia da ressurreição.)

Leia 1 Pedro 3:15. Como podemos estar sempre prontos para dar uma resposta (do grego: apologia) a qualquer um que nos perguntar sobre a razão de nossa fé?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Livro recém-lançado analisa e alimenta o nacionalismo cristão

A aproximação da religião com a política (não importa de que lado do espectro) sempre foi lamentável, e levará à criação do cenário para o desfecho das profecias que antecedem a volta de Jesus.

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Neste recém-lançado livro de Stephen Wolfe, é abordado o tema do nacionalismo cristão. O autor apresenta o ponto de vista de cristãos conservadores que pensam que chegou o momento de “levar os Estados Unidos de volta a Deus”, e querem a união da igreja com o Estado. Tema interessante, atual e em conformidade com as profecias bíblicas e com o pensamento de Ellen White.

Uma das recomendações diz o seguinte: “O livro de Wolfe é exatamente o que precisamos neste momento. Ele é um estudioso talentoso e fornece exatamente os argumentos claros, lógicos e precisos de que os nacionalistas cristãos precisam para defender o engajamento cristão na política que não é a típica rendição automática ao secularismo. Se você quiser reforçar sua compreensão do engajamento político cristão e se quiser estar fortemente armado com todos os argumentos possíveis que aqueles que exigem sua rendição reunirão, você deve ler este livro” (Andrew Isker, autor best-seller de Christian Nationalism: A Biblical Guide for Taking Dominion).

Outro: “The Case for Christian Nationalism é um caso cuidadosamente fundamentado para uma abordagem que nossa nação teve em nossa fundação e nunca deveria ter abandonado. Estamos hoje vivendo nos destroços desse abandono. Devemos agradecer Stephen Wolfe por ter a coragem e o aprendizado para nos mostrar o caminho de volta” (Douglas Wilson, pastor da Christ Church and Christianity Today, premiado autor de Evangellyfish).

A aproximação da religião com a política (não importa de que lado do espectro) sempre foi lamentável, e levará à criação do cenário para o desfecho das profecias que antecedem a volta de Jesus.

Igrejas cristãs são escondidas no Catar

O Catar está em 18º lugar no Índice de Perseguição Mundial de 2022 da Portas Abertas.

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Enquanto fãs de futebol de todo o mundo se reúnem no Catar para a Copa do Mundo FIFA de 2022, a organização internacional de ajuda Portas Abertas investiga por que todas as igrejas cristãs oficialmente registradas do Catar estão escondidas em um único complexo de edifícios. “Os visitantes são incentivados a visitar museus, locais históricos e shopping centers do Catar, mas não podem visitar uma igreja”, disse Anastasia Hartman, porta-voz da Portas Abertas no Oriente Médio. “A vibrante comunidade cristã do país está completamente banida da vista do público”, lamentou.

De acordo com um comunicado de imprensa da Open Doors Switzerland, todas as igrejas cristãs oficialmente registradas no Catar estão localizadas em um único complexo, o Mesaymeer (foto ao lado), na capital, Doha. Ele está disponível para os cristãos, que compõem uma parcela significativa do número de profissionais internacionais no país. Sinais religiosos visíveis, como cruzes, não seriam permitidos nas igrejas. Os catarianos locais não estão autorizados a entrar nas instalações. Existem outras igrejas estrangeiras que não receberam permissão legal para praticar sua religião.

“Em 2020, com a disseminação da Covid-19, o governo notificou as igrejas de que a permissão para se reunir fora do complexo Mesaymeer havia sido suspensa”, relatou Anastasia Hartman. Como resultado, mais de uma centena de paróquias/distritos não teriam mais permissão para continuar suas atividades. Agora que a pandemia diminuiu, o país está aberto novamente. No entanto, ainda não há sinal de que as igrejas terão permissão para reabrir. “Embora houvesse anúncios de que o governo emitiria licenças, isso não aconteceu até agora.”

A Igreja Adventista do Catar também está localizada no complexo Mesaymeer, em Doha. Foi capaz de reabrir após a pandemia, em março de 2022, e é visitada principalmente por pessoas de países asiáticos (http://www.sdachurchdoha.org).

Os poucos convertidos naturais do Catar não têm permissão oficial para conhecer ou praticar sua fé. A conversão para uma religião não muçulmana é considerada apostasia e é oficialmente punida com a morte sob a lei islâmica Sharia. Embora isso não tenha sido implementado por muitos anos, os convertidos estão expostos à extrema pressão de suas famílias muçulmanas e da sociedade. A conversão do islamismo para outra religião não pode ser reconhecida oficialmente e leva a problemas como perda de direitos sociais, guarda dos filhos e propriedade. Tanto os convertidos nativos quanto os imigrantes correm o risco de discriminação, assédio e vigilância policial.

Trabalhadoras domésticas, principalmente mulheres cristãs das Filipinas, também não têm vida fácil por causa de sua situação especial e da dependência que vem com ela. De acordo com um comunicado de imprensa da Aliança Evangélica Alemã (EAD), elas muitas vezes são incapazes de viver sua fé adequadamente.

O complexo Mesaymeer foi estabelecido pelo pai do atual Emir do Catar como uma ação do governo para promover o diálogo inter-religioso. Anastasia Hartman comentou: “É um belo gesto. Mas agora a área está muito lotada. É hora de os cristãos no Catar se expressarem livremente, pois o culto é um direito humano e não algo a ser escondido como se fosse uma desgraça.”

“O artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas afirma que todos devem ser capazes de expressar sua fé ‘no culto, observância religiosa, prática e ensino’”, enfatizou Kurt Igler, diretor administrativo da Open Doors Austria. “Embora reconheça as medidas tomadas para acomodar igrejas estrangeiras no complexo de Mesaymeer, a Portas Abertas pede ao Catar que permita que organizações religiosas – estrangeiras e locais – operem pacificamente e livres de vigilância e interferência.”

O Catar está em 18º lugar no Índice de Perseguição Mundial de 2022 da Portas Abertas, que lista os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos.

Portas abertas

A organização internacional Portas Abertas foi fundada em 1955 e hoje ajuda cristãos perseguidos em mais de 70 países, independentemente de sua denominação. De acordo com a Portas Abertas, mais de 360 ​​milhões de cristãos em todo o mundo enfrentam pelo menos um alto grau de perseguição por causa de sua fé.

(Adventistischer Pressedienst)

Nota: Curioso é ver a narrativa dos repórteres esportivos no Catar: “Tem que ver também o lado bom daqui: segurança, nos tratam bem.” Mas quando é a igreja que se opõe ao consumo de álcool, a comportamentos e vestuário indecentes, etc., ela é tóxica, intolerante.

Cristo perdeu Sua onipresença ao encarnar?

Ao vir à Terra, Jesus assumiu um corpo humano; ao ascender ao Céu, levou consigo o corpo da ressurreição. Isso teria feito com que Ele perdesse um de Seus atributos divinos?

Jesus-Cristo

Ultimamente várias perguntas nos têm sido feitas para que esclareçamos se Cristo realmente perdeu Sua Onipresença. O problema surgiu destas duas circunstâncias: (1) a promessa de Cristo de enviar o Espírito Santo (João 14:16), e a declaração de Ellen G. White: “Embaraçado com a humanidade, Cristo não poderia estar em toda parte em pessoa. Era, portanto, do interesse deles que fosse para o Pai, e enviasse o Espírito como Seu sucessor na Terra”; (2) descuidadas notas de Lições da Escola Sabatina, as quais analisaremos nesta matéria.

Atributos divinos

Para compreender melhor o assunto, seria bom saber alguma coisa sobre os atributos divinos. Devemos distinguir entre a natureza de Deus e Seus atributos. A natureza de Deus constitui o Ser; os atributos revelam o Ser. Deve-se ainda notar que os atributos não são Deus, mas são os modos e as qualidades Dele. Várias classificações têm sido apresentadas: uns falam em atributos naturais e morais; um segundo grupo prefere falar em atributos absolutos e relativos. A mais comum, todavia, é falar em atributos incomunicáveis ou imanentes, e comunicáveis ou emanentes.

Atributos incomunicáveis são privativos de Deus, e não podem ser encontrados no ser humano: onipotência, onipresença, onisciência imutabilidade. Por outro lado, atributos comunicáveis são aqueles que a Divindade transfere ao ser humano, tais como: bondade, amor, justiça, paciência, longanimidade, misericórdia, etc.

Conhecendo o problema

A declaração de O Desejado de Todas as Nações, página 644 – “Embaraçado [ou limitado] com a humanidade…” – se explica por si mesma. Cristo, ao estar na Terra, era tanto Deus quanto Homem, mas tinha uma missão a cumprir exclusivamente como Homem, não podendo, portanto, utilizar-Se de Sua divindade para benefício próprio ou no cumprimento de tal missão. A prova de que a divindade estava Nele presente é que Sua maior tentação foi usar o poder divino que possuía (ver Mateus 4:1-11). Limitado pela humanidade, Ele não poderia estar em toda parte, mas, como divino, isso era perfeitamente possível.

Se, em Sua humilhação, Cristo não usou os atributos divinos independentemente do Pai, é evidente que, concluída essa fase na Terra, podia usá-los livremente. Tanto é que Seu primeiro ato após concluir Sua missão na cruz foi ressuscitar-Se a Si próprio pelo poder divino que possuía.[2]


Ensinar que Cristo perdeu a onipresença é mais uma das artimanhas do inimigo para diminuir o Salvador de Seu todo-suficiente sacrifício em nosso favor. Declarar que Ele perdeu a onipresença seria negar Sua divindade, uma das mais sérias heresias que a Igreja Cristã enfrentou através dos séculos, e enfrenta em nossos dias.

Cristo é Deus, pois o Novo Testamento assim o denomina sete vezes (João 1:1; 20:28; Romanos 9:5; Tito 2:13; Hebreus 1:8; 2 Pedro 1:1; João 5:20). Se é Deus, é perfeito, logo não pode ganhar nem perder nada. O pastor Daniel Porto declarou convincentemente: “É bastante eliminar um dos atributos de Deus para que Ele deixe de ser Deus.”[3]

Ampliando o problema

Quanto às notas de Lições da Escola Sabatina, três merecem destaque:

a) Dia 7 de abril de 1977: “Quando Jesus Se tornou carne, despiu-Se dos poderes da Divindade e Se tornou absolutamente dependente do Pai e do Espírito Santo.”

Não tive condições de averiguar se o verbo “despir-se” foi bem traduzido do inglês, ou se foi uma infelicidade de tradução. Despir-se é pôr de lado, abandonar, despojar-se. Jesus não deixou Sua natureza divina ao estar na Terra; Ele possuía as duas naturezas. De Divindade Ele passou à humanidade, esvaziou-Se, sem deixar de Ser Deus. Ellen White contesta a ideia de Cristo despir-Se ou despojar-Se da natureza divina:

“Jesus tomou a humanidade e a acrescentou à Divindade. Ele revestiu Sua divindade com a humanidade.”[4] “A Divindade e a humanidade combinaram-se misteriosamente, e o homem e Deus se tornaram um.”[5] “Cristo não podia ter vindo à Terra com a glória que possuía nas cortes celestiais. Seres humanos pecadores não suportariam vê-Lo. Ele velou Sua divindade com a roupagem da humanidade, porém, não Se desfez de Sua divindade.”[6]

Não Se desfazer da divindade é a maior prova de que também não Se desfez da onipresença.

b) Dia 11 de março de 1983: “Jesus, como Ser humano, está na presença de Deus no Céu, comparecendo ali por nós. Visto que Ele sempre continuará sendo humano, está restringido a um lugar no espaço e no tempo (ver O Desejado de Todas as Nações, ed. popular, p. 644).”

Como humano, Cristo estaria limitado pelo espaço, mas, como divino, jamais, porque Deus não pode ser limitado nem pelo espaço nem pelo tempo. Uma das provas conclusivas de não estar limitado pelo espaço se encontra em Seu aparecimento a dois discípulos no caminho de Emaús (Lucas 24:13-31), e aos outros em Jerusalém (Lucas 24:36, 37).

A publicação adventista Questões Sobre Doutrina (explicação de nossas crenças fundamentais, à página 77) afirma: “O fato de Cristo ter-Se tornado homem de modo algum fez com que Sua divindade fosse restringida ou subtraída.”

c) Dia 8 de setembro de 1986: “Visto, porém, que ‘Cristo levou Sua humanidade para a eternidade’ (Comentários de Ellen G. White, SDABC, v. 7, p. 925) e está restringido a um corpo humano e não pode mais estar presente em toda a parte como sucedia antes da encarnação, ‘Ele habita agora em Seus seguidores por meio do Espírito Santo’. […] É por meio do Espírito Santo que Cristo habita em nós” (deve-se notar bem que apenas o que se encontra entre aspas simples pertence a Ellen G. White; o restante é do autor da Lição).

Como igreja, é importante que não permitamos nenhum erro doutrinário entre nós. A afirmativa do autor da Lição – “…não pode mais estar presente em toda parte como sucedia antes da encarnação…” – não se harmoniza com outras declarações do Espírito de Profecia e com os ensinos das Escrituras.

A seguinte verdade deve ser lembrada: cada pessoa da Trindade desempenha específica função em benefício do ser humano, mas isso não significa que cada uma não possa desempenhar a função da outra.

Nas 50 proposições sobre nossas crenças e ensinos há esta: “Cremos que a Divindade, ou Trindade, consiste do Eterno Pai, Ser Pessoal, espiritual, onipotente, onipresente, onisciente, infinito em sabedoria e amor; do Senhor Jesus Cristo, Filho do Eterno Pai, através de quem todas as coisas foram criadas e por quem se realizará a salvação dos remidos; do Espírito Santo, terceira pessoa da Divindade, o grande poder regenerador na obra da redenção (S.Mat.28:19).”[7]

A função de cada membro da Trindade é a seguinte: “Deus no trono do Universo, Jesus no trono da graça e o Espírito Santo no trono do coração humano trabalham para a nossa salvação.”[8]

O Pai provê, o Filho realiza e o Espírito Santo aplica. Concluir que Cristo, por conservar Seu corpo humano após a encarnação, perdeu a onipresença é errado, porque seria crer que Ele deixou de ser divino. “Cristo é Deus perfeito, mas nunca deixou de ser Homem perfeito, desde o momento da encarnação. O Ser que subiu ao Céu e está assentado à destra de Deus Pai é Homem e também Deus. Cristo é Homem perfeito, mas nunca deixou de ser Deus perfeito.”[9]

Referências bíblicas

Há inúmeras provas bíblicas da onipresença de Cristo:

Mateus 18:20: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou no meio deles.”

Hebreus 13:8: “Jesus Cristo ontem e hoje é o mesmo, e o será para sempre.” Valiosa prova de que Cristo não poderia ter perdido nada está em Sua imutabilidade.

Os versos 19 e 26 de João 20 comprovam que Cristo, após a ressurreição, não estaria restringido a um corpo humano.

A declaração de Lucas (Atos 9:5) do aparecimento de Cristo a Paulo cientifica-nos de que Ele pode aparecer em qualquer lugar.

A maior evidência bíblica de que Cristo, tomando a natureza humana, não perdeu nada da divindade se encontra na conhecida declaração paulina: “Portanto Nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” (Colossenses 2:9). O Comentário Bíblico Adventista traz a seguinte nota sobre esse verso: “Em Cristo habita a soma total da natureza e dos atributos de Deus. Todas as funções e poderes da divindade residem continuamente Nele. Toda a plenitude de Deus é revelada em Cristo. A extensão do termo pleroma, ‘plenitude’, é sem limite no tempo, no espaço e em poder. Tudo quanto Deus é, cada qualidade da Divindade – dignidade, autoridade, excelência, poder para criar e sustentar o mundo, energia para manter e guiar o Universo, amor que levou a redimir o ser humano, presciência a fim de suprir todas as coisas necessárias a cada uma de Suas criaturas – repousa em Cristo.”[10]

Sobre Colossenses 1:19, afirma o mesmo comentário: “Em Cristo se encontra a perfeita expressão da Divindade de maneira completa e eterna.”[11]

Na carta aos colossenses, Paulo está condenando a heresia gnóstica, que não aceitava a plenitude da divindade de Cristo, apresentando-O como um semideus, destituído de alguns atributos divinos.

Colossenses 1:19 e 2:9 contestam hoje, frontalmente, conclusões errôneas a que chegaram membros de nossa igreja, por interpretarem mal declarações bíblicas e do Espírito de Profecia.

Esses dois versos seriam suficientes para provar que Cristo não perdeu o atributo da onipresença. Onipresença é propriedade inerente a Cristo, logo continuará existindo com Ele por toda a eternidade.

Não perdendo nenhum atributo em Sua humilhação, é evidente que, terminada essa fase, pode perfeitamente usar todos os atributos que Lhe são peculiares.

A Cristologia nos ensina que Cristo é onipresente, mas pode ser que nem sempre faça uso desse atributo. Não usar alguma coisa, todavia, não significa a sua perda.

No Espírito de Profecia

Além das citações já feitas, as seguintes declarações do Espírito de Profecia quanto à onipresença de Cristo também merecem ser destacadas:

“O pequeno grupo reunido para adorar a Deus no Seu santo dia tem direito a reclamar as bênçãos de Jeová e pode estar certo de que o Senhor Jesus será honroso visitante em suas reuniões.”[12]

“Não obstante a aparente vitória de Satanás, Cristo está levando avante Sua obra no Santuário celeste e na Terra.”[13]

“A divindade não foi degradada ou mutilada pela humanidade.”

Essas declarações seriam suficientes para dirimir qualquer dúvida que ainda paire na mente de alguém.

Conclusão

Por mais que alguém pesquise tanto na Bíblia quanto no Espírito de Profecia, não encontrará nenhum texto que dê margem à conclusão de que Cristo perdeu Sua onipresença ao tomar sobre Si a humanidade. Possuindo as duas naturezas, como humano não pode ser onipresente, mas como divino é Senhor de todos os atributos.

Demos graças a Deus por termos um Salvador perfeito, completo, banindo da mente a falsa ideia de um Cristo mutilado.

(Pedro Apolinário foi professor de Teologia no Seminário Adventista Latino-americano de Teologia)

Referências:
1. O Desejado de Todas as Nações, p. 644.
2. O Desejado de Todas as Nações, p. 753.
3. Revista Adventista, março de 1984, p. 6.
4. Review and Herald, 5/7/1887.
5. Signs of the Times, 30/6/1896.
6. Review and Herald, 15/6/1905.
7. Questions on Doctrine, p. 45.
8. Revista Adventista, março de 1984, p. 7.
9. Comentário do Evangelho Segundo S. João, p. 15, J. C. Ryle.
10. Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 2, p. 202.
11. Ibidem, p. 193.
12. Testemunhos Seletos, v. 3, p. 27.
13. Obreiros Evangélicos, p. 26.
14. Review and Herald, 18/2/1890, citado em SDABC, v. 5, p. 918.

Nota de Michelson Borges: “Na Terra, Jesus ocultou Sua divindade (embora algumas vezes ela tenha irrompido através da carne). Aqui Ele não era onipotente, onisciente nem onipresente. Por quê? Porque tinha uma missão específica: vencer como ser humano onde Adão caiu. De volta ao Céu, missão cumprida, não faz sentido algum continuar ‘esvaziado’ de Seus atributos inerentes. Só porque mantém um corpo humano glorioso (identificação conosco, por amor), isso não quer dizer que estará para sempre limitado (um texto claro sobre isso não existe). O Espírito Santo é substituto de Jesus enquanto o conflito se processa, já que Cristo está no santuário celestial cumprindo outra função. Os Consoladores ‘trocaram de papel’. Mas o fato de Jesus estar no santuário não O limita àquele espaço. Prova disso é que, estando lá (‘vivendo SEMPRE para interceder [pelos pecadores]’), Ele apareceu a Saulo, João e tantos outros). Não podemos limitar Deus aos nossos esqueminhas mentais, nem defender a ideia absurda de que o Criador teria perdido atributos inerentes Dele. Isso beira a heresia. ‘Deus sempre foi. Ele é o grande EU SOU. […] Ele é infinito e onipresente. Nenhuma de nossas palavras pode descrever Sua grandeza e majestade’ (Ellen White, Olhando Para o Alto, p. 363).”

Perguntas interativas da Lição: A esperança do Novo Testamento

A esperança do Novo Testamento não é a de que temos uma alma naturalmente imortal que passará a eternidade no Céu. Nossa esperança é baseada na graça e no amor de Jesus, o qual dará a vida eterna como um presente (dom) a quem Nele crer. Não temos vida em nós mesmos, mas o Senhor a tem, e Ele a concede a quem quiser receber (Jo 5:26; 6:53). Nossa vida está Nele. Portanto, “quem tem o Filho tem a vida; [e] quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1Jo5:12).

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia João 6:47 e 1 João 5:11, 12. De que forma essas afirmações invalidam a crença na imortalidade da alma?

Leia 1 Coríntios 15:13, 16-19. Por que a ressurreição final dos justos está totalmente vinculada à ressurreição de Jesus? Por que, se Cristo não tivesse ressuscitado, nós seríamos “os mais infelizes de todos os homens”?

Leia Salmo 90:10 e 1 Coríntios 15:32. Qual seria o sentido da vida se Jesus não tivesse ressuscitado? Por outro lado, qual é o sentido da vida quando compreendermos que Ele morreu por nós e ressuscitou?

Medite nesta frase da lição de domingo: “O Céu vale tudo para nós, e se o perdermos, tudo perderemos.” Por que, se perdermos o Céu, perderemos tudo?

Leia João 6:40, 47. Que diferença faz sabermos que a vida eterna é um dom (presente) de Deus, e não algo inato em nós? Por que o reconhecimento desse fato aumenta nossa gratidão, nossa dependência de Deus e nosso amor por Ele?

Um texto importante sobre a esperança do Novo Testamento está em 1 Tessalonicenses 4:13-18. Em sua opinião, por que essas palavras terminam com o imperativo do verso 18?

Outro texto sobre a bendita esperança do Novo Testamento está em 1 Coríntios 15:51-55. Paulo abre esse pensamento dizendo que é um “mistério”. Leia o texto mencionado e responda: Sobre qual “mistério” ele está falando? Por que é um “mistério” se ele está tratando do assunto? (R.: A palavra “mistério” nos escritos de Paulo não trata de coisas “escondidas” ou “secretas”, pois foram REVELADAS por Deus [Rm 16:25; Ef 1:9; Cl 1:26, 27]. Contudo, apesar de reveladas, são coisas maravilhosas ou profundas demais para as compreendermos em toda a sua plenitude. A origem do pecado, a encarnação de Cristo, o plano da redenção e a ressurreição final são alguns desses assuntos tão profundos que, mesmo não sendo “secretos”, são chamados de “mistérios” – ver, por exemplo, 1Co 4:1; Ef 3:3, 4, 9; 6:19; Cl 2:2; 4:3; 2Ts 2:7; 1Tm 3:9; 3:16; etc.)

Leia João 14:1-3. Como podemos manter sempre viva essa maravilhosa esperança para suportarmos os momentos mais difíceis?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Líderes religiosos querem salvar a “mãe Terra”

O texto a seguir e o título acima foram publicados em 2009, em meu blog http://www.criacionismo.com.br. Acompanho esse tema há 15 anos, quando muitos recém-chegados eram ainda crianças. Note como certas pautas atuais já eram preocupação na época. De lá pra cá o assunto só foi crescendo.

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Iniciativa das organizações não governamentais Vitae Civilis e IDEC, o Diálogo Interreligioso sobre Clima reuniu 14 lideranças religiosas em evento realizado na cidade de São Paulo. Após debates, os participantes redigiram e assinaram uma carta que será entregue ao presidente Lula, na qual pedem que ele compareça à Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas, agora no fim do ano, onde deverá ser ratificado um novo acordo para mitigar as mudanças climáticas. O documento, assinado por representantes de instituições católica, judaica, baha’i, budista, messiânica, presbiteriana, hare krishna, espírita e do candomblé, também pede que o Brasil assuma posições mais firmes nas negociações.

“Reconhecer o sagrado que existe na vida é o que falta nos debates sobre clima”, afirma Rubens Harry Born, coordenador adjunto do Vitae Civilis. “Porque não se trata apenas de uma questão técnico-científica ou político-econômica. Quando falamos de clima, entramos na esfera ética das relações humanas”, completa.

Para o reverendo Elias de Andrade Pinto, da Igreja Presbiteriana Independente, “nos habituamos com o Sagrado Criador Pai. Agora, é hora de nos abrirmos para o Sagrado Natureza, a Mãe. Na integração entre o Pai e a Mãe, entre o Céu e a Terra, haverá Paz e Vida para todos e todas as gerações. E nós podemos colaborar com essa jornada”.

O monge Jô-Shinm, da Comunidade Zen Budista do Brasil, lembrou que há 2.700 anos Buda passou algumas instruções para seus discípulos antes de morrer: não derrubar nenhuma árvore, não matar nenhum ser e cuidar da Terra. “É isso que os monges e monjas da Comunidade Zen Budista do Brasil, sob a orientação de nossa abadessa monja Coen Hochi, vêm tentando implementar para o maior numero de pessoas através dos ensinamentos de Buda”, declarou.

Para o padre Tarcísio, da Pastoral Ecológica da Igreja Católica, “o resgate do humano requer o resgate da natureza”. E essa tarefa deve unir a todos: para ele, as diferentes religiões devem se religar para lidar com os novos desafios do mundo moderno. Uma percepção comum a vários dos participantes, que estão analisando a possibilidade de criar um fórum interreligioso permanente para debater as questões climáticas.

Parte da carta que será enviada ao presidente Lula:

Excelentíssimo Senhor Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva,

Vimos solicitar de Vossa Excelência o compromisso com um acordo climático com força de lei em Copenhague que corresponda à urgência de ações de combate às mudanças do clima que já vem trazendo inúmeras catástrofes no mundo todo, inclusive no Brasil.

Cada instante é determinante para assegurar a sobrevivência das atuais e futuras gerações. A Educação de todos, sobretudo no que tange às questões ambientais, é fundamental para as transformações civilizatórias necessárias para proteger a Comunidade da Vida. (…)

Temos urgência em adotar decisões audaciosas para salvar a Humanidade e o Planeta, quando, em Copenhague, acontecerá a 15ª Conferência das Partes e com isso mitigar as causas do aquecimento global e implementar as medidas de adaptação aos efeitos inevitáveis de mudanças do clima. Trata-se de uma questão ética que transcende fronteiras: mesmo em proporções diferentes, somos igualmente responsáveis por construir uma solução comum. (…)

Pedimos que Vossa Excelência compareça em Copenhague e proponha um acordo que garanta a vida de milhões de seres humanos, que demonstre o respeito que o Brasil tem por toda as etnias, religiões e diversidade social. Temos uma tarefa de casa a ser cumprida e contamos com seu empenho. (…)

Por isso, organizações da sociedade civil e lideranças religiosas da Região Metropolitana de São Paulo, reunidas encaminham este pedido a Vossa Excelência.

Respeitosamente,

Comunidade Baha’i de São Paulo
Comunidade Católica da Cidade de São Paulo Região Leste – Paróquia São Francisco
Comunidade Católica da Cidade de São Paulo Região Sul – Paróquia Santos Mártires – Padre Jaime Crowe
Comunidade Shalom – Rabina Luciana Pajecki Lederman
Comunidade Zen Budista do Brasil – Monge Jô-Shin
Pastoral da Ecologia – Padre Tarcísio Marques Mesquita
Congregação Israelita Paulista – CIP
Federação Espírita do Estado de São Paulo – Zulmira Chaves Hassesian, Diretora da Área de Ensino
Igreja Messiânica Mundial do Brasil – Reverendo Rogério Hetemanek
Igreja Presbiteriana Independente – Reverendo Elias de Andrade Pinto
Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC – Lisa Gunn – Coordenadora
Movimento Nossa São Paulo – Mauricio Broinizi Pereira – Secretário Executivo
Nação Angola – Candomblé
Ramakrishna Vedanta Ashrama de São Paulo (Hinduísmo ou Vedanta) – Swami Nirmalatmananda/Swami Sumirmalananda
Vitae Civilis Instituto para o Desenvolvimento Meio Ambiente e Paz – Percival Maricato – Presidente do Conselho Deliberativo

São Paulo, 28 de outubro de 2009.

(Silvia Dias, http://www.avivcomunicacao.com.br; via Criacionismo)