Igreja adventista é ponto de abrigo para pessoas desalojadas em Guabiruba

A Prefeitura de Guabiruba está disponibilizando desde segunda-feira (25) um local para abrigar as pessoas atingidas pela enxurrada no município. Até o momento não há ninguém lá, por preferirem ficar na casa de familiares. A Assistência Social, junto à Comunidade Adventista, preparou as dependências da igreja para receber e abrigar as famílias que necessitam de moradia provisória. O município ainda precisa de doações, como roupas infantis, feijão, azeite e alimentos em geral, sabonete e shampoo, creme dental, absorvente e fraldas infantis e geriátricas – de todos os tamanhos.

Para contatar a assistência e a comunidade, ligue para o fone (47) 3308-3105 (Assistência Social) e (47) 99121-3259 ou 47 99825-3854 (Comunidade Adventista).

(Portal da Cidade de Brusque)

Nota: A Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil nasceu em Brusque/Gaspar Alto, e é muito bom ver que quase 150 anos depois continua engajada na missão de pregar o evangelho, levar esperança e atender aos necessitados. Que a iniciativa sirva de exemplo e motive outras pessoas e igrejas e procurar sempre ser relevantes nas comunidades em que estão localizadas e levar amor a todos os que estão ao redor. [MB]

Perguntas interativas da Lição: o caminho difícil

Como vimos no estudo da semana passada, quando o rei Acaz, de Judá (o reino do sul de Israel), se viu ameaçado pelo rei da Síria e o do norte de Israel, ele preferiu – contra a vontade de Deus – pedir auxílio ao poderoso rei assírio Tiglate-Pilesser III. As consequências vieram quando o rei Assírio, após ter cumprido sua parte do acordo, em sua sede de poder atacou também o próprio reino do Sul. O rei Acaz escolheu “o caminho mais difícil” para todo o seu reino, e agora todos teriam que passar por duras provas. Mas Deus prometeu estar com Seu povo enquanto passassem por esse vale de sombra e de morte. Esse foi o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Tendo o Salmo 118:9 como base, que lições podemos aprender do erro do rei Acaz?

Depois de Tiglate-Pilesser haver destruído as duas nações que ameaçavam Judá, o rei Acaz achou que ele era seu “amigo”, foi visitá-lo em seu país e até copiou parte de sua religião. Leia 2 Reis 16:10-14, 18. O que esse tipo de “religiosidade” do rei Acaz revela sobre seu caráter? Ao aplicarmos esse episódio à nossa vida, que tipos de “altares” podemos estar copiando do mundo para tomarem o lugar do altar de Deus em nossa vida e na família?

Veja em 2 Crônicas 28:20, 21 a reviravolta na vida de Acaz (e de todo o seu reino) quando seu novo “amigo” se voltou contra ele também. Conforme Isaias 7:17, por que não devemos nos surpreender com esse resultado? 

Leia 2 Crônicas 28:22-25. Em sua opinião, por que o rei Acaz tomou atitudes tão insanas para alguém que não era ignorante sobre a verdade da Palavra de Deus? Que lições podemos aprender com sua triste história para jamais lhe seguirmos o exemplo? Que passos iniciais ele pode ter dado nesse caminho para acabar indo tão longe?

Leia Isaías 8:1-3. Como consequência natural da escolha errada do rei Acaz – em preferir se submeter ao ímpio rei em vez de confiar em Deus –, o povo de Judá sofreria duros ataques da Assíria. Contudo, antes que acontecesse tudo o que foi profetizado, Deus mandou Isaías registrar (como se faz em um “cartório” de nossos dias, com testemunhas e tudo) o nome profético de seu filho: Maer-Salal-Hás-Baz, que significa “Rápido-Despojo-Presa-Segura”. Por que a necessidade desse registro em cartório (comparar com João 13:19)? O que isso nos diz sobre o caráter de Deus?

Além de o nome profético do filho de Isaías lembrar à nação que em breve todos seriam uma presa rápida e segura dos Assírios, esse mesmo menino também teria o “apelido” de Emanuel ou “Deus Conosco”. Que lição Deus queria ensinar com esses dois nomes na mesma pessoa? (R.: Apesar da certeza de que enfrentariam o sofrimento da invasão assíria, Deus ainda estaria com Seu povo.)

Em Isaías 8:12 (assim como em Jr 10:2 e 1Pe 3:14) Deus diz que Seu povo não deve ter medo das coisas que as pessoas que não O conhecem temem. O que isso quer dizer? O que as pessoas secularizadas temem e que nós não devemos temer? Por quê?

Leia 1 João 4:18. Conforme vários estudiosos, o medo (e não o ódio) é o contrário do amor – afinal, você não pode ter medo de quem ama, nem pode amar alguém de quem tem medo. Sendo assim, então o que significa “temer” a Deus? (Ver Sl 2:11; Pv 1:7; Ec 12:13; At 7:32; Hb 12:21; Ap 14:6, 7.)

No contexto de Isaías 8:12, 13, sem jamais contrariar o princípio de 1 João 4:18, em que sentido o povo de Judá não deveria ter medo dos inimigos que em breve o derrotariam, mas, ao contrário, deveria ter “temor” e “pavor” de Deus? (Comparar com Mateus 10:28; 28:4, 5 e  Hebreus 12:29.)

Leia Isaías 8:19, 20. O rei Acaz foi tão longe em sua rebelião e loucura a ponto de se envolver com religiões pagãs, cujos “deuses” são, na verdade, demônios (1Co 10:20; 1Tm 4:1; Ap 16:14)! De que maneiras sutis nós também podemos estar expostos aos princípios por trás do ocultismo e das várias formas de espiritismo? Como podemos proteger nossa família dessa influência tão negativa? Como podemos advertir as pessoas dos perigos daquilo que para elas parece apenas uma distração inofensiva?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Primeiro episódio de “Gênesis” expõe “teoria do intervalo”

Que tal aproveitar o momento para abrir e estudar sua Bíblia a fim de conhecer a história verdadeira e original?

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Se levar as pessoas a conferir na própria Bíblia aquilo que está sendo exibido na tela, a novela “Gênesis”, da TV Record, terá produzido um efeito colateral positivo. Mas, como a maioria das pessoas não fará isso, infelizmente, em muitas mentes ficará a impressão de que Adão era um troglodita machista agressor e de que os dinossauros teriam sido extintos pela queda de Lúcifer e seus anjos rebeldes, ideia conhecida como “teoria do intervalo”, “teoria do caos e restauração” ou mesmo “teoria do Éden luciferiano”. Obviamente, uma interpretação muito equivocada do relato de Gênesis.

Segundo Moisés (autor inspirado dos cinco primeiros livros da Bíblia), antes de ser preparada para abrigar vida (terraformada), a Terra era sem forma e vazia. Quando Deus pronunciou as palavras “haja luz”, teve início a semana da criação, com seis dias literais e ininterruptos de 24 horas cada (veja o vídeo abaixo). No sexto dia foram criados os animais terrestres e o primeiro casal humano. Portanto, os dinossauros foram criados nesse dia e não muito tempo antes, numa tentativa de acomodar o relato bíblico com a visão evolucionista.

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Lady Gaga e a Bíblia da posse de Joe Biden

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Vamos começar pela Bíblia. A Bíblia Douay-Rheims (pronuncia-se “due rimz”), usada na cerimônia de posse do presidente Joe Biden, é uma tradução católica romana das Escrituras Sagradas. Foi traduzida a partir da Vulgata latina para o inglês. A tradução foi iniciada por exilados católicos ingleses no English College da Universidade de Douay, no norte da França. A equipe de tradução foi liderada por Gregory Martin, um estudioso de Oxford, sob o patrocínio de William (mais tarde cardeal) Allen. O Novo Testamento foi publicado em 1582, em Rheims, no norte da França, e ficou conhecido como Douay-Rheims. Todo o Antigo Testamento foi traduzido e publicado pela Universidade de Douay em 1609. O Antigo Testamento Douay-Rheims tem 46 livros, incluindo os sete livros apócrifos da tradição católica (Tobias, Judith, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1 e 2 Macabeus).

O propósito da versão, tanto o texto quanto as notas, era sustentar a tradição católica em oposição à Reforma Protestante, que até então havia dominado a religião elizabetana e o debate acadêmico. Portanto, fez parte do esforço dos católicos ingleses para apoiar a Contra-Reforma.

Embora a Bíblia de Jerusalém, a New American Bible Revised Edition, a Revised Standard Version Catholic Edition e a New Revised Standard Version Catholic Edition sejam as Bíblias mais comumente usadas nas igrejas católicas de língua inglesa, a Bíblia Douay-Rheims muitas vezes permanece como a Bíblia de escolha de católicos de língua inglesa mais tradicionais.

Muito interessante ter sido escolhida exatamente essa tradução específica para a posse do segundo presidente católico do maior país protestante do mundo. Foi com a mão sobre ela que Biden fez seu juramento, logo após a cantora Lady Gaga ter interpretado o hino dos Estados Unidos. Só para lembrar, Gaga sempre esteve relacionada com simbologia ocultista e referências à maçonaria e à chamada Nova Ordem Mundial (confira).

É bom lembrar, também, que em 2011 a cantora afirmou que “Born This Way”, seu hit da época, foi composto pelo estilista britânico Alexander McQueen. Segundo ela, McQueen teria entrado em seu corpo para escrever a canção. McQueen cometeu suicídio em 11 de fevereiro de 2010, antes de a música ter sido feita. Quando a gravadora de Gaga decidiu lançar o single exatamente um ano após a morte do estilista, a cantora disse que passou a acreditar de vez que a música havia sido composta por ele. Gaga, que era amiga de McQueen, falou em entrevista à revista Bazaar que o estilista “planejou tudo. Logo depois que ele morreu, escrevi ‘Born This Way’. Acho que ele estava no céu [sic] com algumas cordas nas mãos, planejando toda essa coisa. Foi ele!”

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Ainda em 2011, o mesmo álbum “Born this way” foi banido das lojas do Líbano por ter sido considerado “ofensivo ao cristianismo”. As autoridades libanesas confiscaram um carregamento do disco de Gaga logo depois que ele chegou ao país. Gaga já havia criado polêmica com grupos religiosos nos Estados Unidos. No clipe de “Judas”, uma das faixas do álbum, Jesus e os 12 apóstolos aparecem caracterizados como uma gangue de motoqueiros. No vídeo de cinco minutos, Lady Gaga interpreta Maria Madalena. Em abril daquele ano, essa mesma faixa (“Judas”) foi proibida de tocar nas rádios libanesas.

Na época, achei no mínimo curioso e irônico que um país de maioria muçulmana revelasse maior respeito à figura de Jesus do que muitos pretensos cristãos do Ocidente “cristão”…

A posse de Joe Biden foi realmente uma cerimônia e tanto, com a convergência de catolicismo, espiritualismo/ocultismo e protestantismo apostatado! [MB]

Detalhe: Em um dia Biden jura sobre a Bíblia, no outro já começa a trabalhar para flexibilizar o aborto (confira).

Leia também: “Papa Francisco parabeniza Biden pela posse e pede ‘reconciliação e paz’”

“O romanismo é agora considerado pelos protestantes com muito maior favor do que nos anos anteriores. Nos países onde o catolicismo não está em ascensão e os papistas estão tomando um curso conciliatório para ganhar influência, há uma indiferença crescente em relação às doutrinas de separar as igrejas reformadas da hierarquia papal; ganha terreno a opinião de que, afinal, não divergimos tanto em pontos vitais como se supõe, e que uma pequena concessão de nossa parte nos levará a um melhor entendimento com Roma. […] Foi o tempo em que os protestantes valorizaram muito a liberdade de consciência que havia sido adquirida tão caro. Eles ensinaram seus filhos a abominar o papado e sustentaram que buscar a harmonia com Roma seria deslealdade a Deus. Mas quão amplamente diferentes são os sentimentos agora expressos!” (O Grande Conflito, p. 563).

Breve análise da cerimônia de posse do presidente Biden

De mãos dadas com o papa, buscando o apoio dos evangélicos e surfando na onda do medo

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Com direito a discurso de um amigo padre jesuíta e hino nacional interpretado pela polêmica cantora pop Lady Gaga, Joseph Biden foi empossado hoje como o quadragésimo sexto presidente dos Estados Unidos da América. Sua vice, Kamala Harris, é a primeira mulher a ocupar essa função na história do país. Em sua fala, o presidente católico (o segundo desde JFK) citou – é claro – o papa Francisco e o teólogo Agostinho. A tônica do discurso – filosofia que certamente deverá nortear o novo governo – foi: união de todos, luta pelo bem comum, capitalismo inclusivo e preservação do meio ambiente. Quase uma repetição de tudo o que o papa vem dizendo nos últimos anos.

Para Joe Biden é sempre ao redor da fé que se reconstrói um império caído. Frequentador de missas e membro do Partido Democrata, Biden, à semelhança do atual papa, é mais alinhado com o pensamento progressista, portanto mais aberto à teologia da libertação ambientalista defendida por Bergoglio, especialmente em sua encíclica dominguista e ECOmênica Laudato Si. Alinhamento “melhor” não poderia haver… (E se você ainda não sabe o que é ECOmenismo, assista aos vídeos abaixo.)

Segundo Steven Millies, diretor do Centro Bernardin da União Teológica Católica em Chicago, citado pelo site do National Catholic Reporter, “nunca houve uma administração mais católica na história dos Estados Unidos”. Além dos cargos oficiais do Gabinete, Biden nomeou o ex-secretário de Estado John Kerry para liderar sua equipe climática e a ex-embaixadora da ONU Samantha Power para chefiar a USAID, que supervisiona a ajuda humanitária. Ambos são católicos e admiradores do papa Francisco. Kerry foi fundamental na negociação do Acordo Climático de Paris em 2015 e elogiou especificamente a encíclica Laudato Si como uma “ferramenta poderosa para responder à ameaça das mudanças climáticas”. (É bom lembrar, também, que a atual Suprema Corte norte-americana é composta por uma maioria de juízes católicos – a mais recente indicada por Trump, inclusive: Amy Barrett.)

Em entrevista concedida em 2015, quando da passagem escatologicamente estrondosa de Francisco pelos Estados Unidos, Biden falou de seu encontro com o papa, ocorrido dois anos antes: “Ele é a personificação da doutrina social católica com a qual fui criado.” Se a antipatia entre Trump e Bergoglio era nítida, a proximidade e simpatia entre o novo presidente dos Estados Unidos (que carrega um terço/rosário no bolso) e o chefe da Igreja Católica é mais do que evidente.  

Um dos desafios do novo governante será o de lidar com os “evangélicos de Trump” (conforme matéria da Folha de S. Paulo). Mas, nesse caso, basta um “laço de união universal” (para usar as palavras de Ellen White) forte o bastante para que todos se unam pelo bem comum. Matéria recente publicada no site da National Geographic dá uma pista de que laço poderia ser esse (na verdade, um tema que tenho abordado há mais de dez anos). Eis o subtítulo: “O novo presidente assume o cargo durante uma crise ambiental cada vez mais nítida e destrutiva. Para controlá-la, terá que se concentrar em alguns aspectos fundamentais.”

A matéria diz mais: “Os resultados não surpreendem. Apesar da queda de 7% nas emissões de carbono oriundas de combustíveis fósseis em 2020 resultante das paralisações econômicas causadas pela covid-19, a humanidade ainda lançou cerca de 40 bilhões de toneladas métricas de dióxido de carbono na atmosfera, além dos trilhões de toneladas já emitidos pela ação humana desde o século 19 [a despoluição verificada durante as quarentenas e os lockdowns vem sendo usada como argumento pró-ambientalismo]. Com essa pressão constante, as temperaturas médias globais continuaram subindo. Joe Biden, o novo presidente dos Estados Unidos, prometeu enfrentar a crise climática assim que assumir o cargo, em 20 de janeiro. Ele prometeu retornar ao Acordo de Paris, cancelar o oleoduto Keystone XL e adotar um ambicioso programa de redução das emissões dos Estados Unidos em um ritmo incessante.” 

De mãos dadas com o papa, com o apoio dos evangélicos dominguistas, surfando na onda do medo (alimentado por entidades como o World “The Great Reset” Economic Forum), essa união pela paz e pelo salvamento do planeta tem tudo para dar certo e fazer avançar um pouco mais os ponteiros do relógio profético.

Michelson Borges

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Cerimônia praticamente sem público, transmitida ao vivo, devido às restrições causadas pela pandemia

Estados Unidos: é tempo de curar as feridas

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A matéria a seguir foi publicada no site de notícias do Vaticano, o que torna o título acima (dado por eles) ainda mais interessante…

Faltam apenas algumas horas para a cerimônia de juramento em Washington do 46º presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Uma presidência que, após as contestações levantadas por parte de Donald Trump e o dramático assalto ao Capitólio, tem diante de si, antes de tudo, a tarefa de reparar as fraturas no tecido social estadunidense.

Os Estados Unidos ainda estão abalados com o que ocorreu em 6 de janeiro com o assalto ao Capitólio que causou a morte de cinco pessoas. Um evento sem precedentes que, no entanto, manifestou dramaticamente as divisões presentes na sociedade estadunidense que vão além da dimensão política. Uma polarização que se aprofundou nos últimos anos e que, de acordo com muitos observadores, não está destinada a desaparecer a curto prazo. Não é coincidência que o tema escolhido pelo novo presidente Joe Biden para sua cerimônia de juramento seja America United. Essa necessidade de unidade nacional é amplamente sentida por todos os estadunidenses, também com a consciência de que somente se estivermos unidos poderemos enfrentar a pandemia e a grave crise econômica que se seguiu.

O papa Francisco sempre enfatizou o valor da unidade dos estadunidenses inscrita até mesmo no brasão da nação: E pluribus unum. Em sua viagem apostólica aos Estados Unidos em 2015, foi o primeiro Pontífice a discursar no Congresso em sessão conjunta. Naquela ocasião, fez um discurso que – através de figuras como Lincoln, Dorothy Day, Merton e Martin Luther King – enfatizou o que torna a democracia dos Estados Unidos de alguma forma única. Desde aquele discurso de cinco anos atrás até suas palavras no Angelus de 10 de janeiro sobre o que havia acontecido no Capitólio quatro dias antes, Francisco sempre encorajou a rejeitar as tentações perturbadoras e a trabalhar, com paciência e coragem, pela reconciliação e unidade.

Significativamente, em uma mensagem enviada nesta segunda-feira por ocasião do Dia de Martin Luther King, exortou os estadunidenses a “voltarem” ao sonho do líder afroamericano. Os Estados Unidos precisam realizar esse sonho inacabado de “harmonia e igualdade”. Um sonho que “permanece sempre atual” e na verdade se torna ainda mais urgente em um país onde, apesar das grandes possibilidades econômicas, as injustiças e os conflitos sociais persistem – agora também exacerbados pela pandemia. Este é, portanto, o momento de deixar o “nós” prevalecer sobre o “eu”, curar as feridas e encontrar uma unidade renovada baseada naqueles princípios que sempre sustentaram a democracia estadunidense, tornando-a protagonista no cenário internacional.

É precisamente a questão da reconciliação nacional que será o maior desafio, especialmente na primeira fase da presidência de Biden. Alguém observou que nunca os componentes de uma administração foram tão multirraciais, começando pela vice-presidente Kamala Harris. Ao lado do tema interno da “cura” da sociedade estadunidense, há também a frente ad extra, sobre a qual os holofotes internacionais estão acesos. Após anos muitas vezes marcados por decisões unilaterais ou acordos bilaterais, existe de fato grande expectativa de um “retorno” ao multilateralismo e uma retomada da relação de confiança com as organizações internacionais, começando pela ONU. Alguns passos nessa direção já foram anunciados nas últimas semanas, tais como o retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris sobre o clima. Uma escolha que converge com o compromisso do Papa Francisco em favor da custódia da Casa Comum, expressa em particular na Laudato Si [que, como se sabe, apresente o descanso dominical como proposta para amenizar os efeitos das mudanças climáticas]. […]

(Vatican News)

Nota: Por favor, tome algum tempo para assistir às duas palestras abaixo e entender o que está nos bastidores do atual cenário sócio-político-ambiental. [MB]

Álcool danifica o cérebro na adolescência

Está provado cientificamente que qualquer dose de bebida alcoólica prejudica a saúde

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Se nós confiarmos apenas nas propagandas parece que o álcool de uma cerveja, uma taça de vinho ou de algum destilado serve apenas para unir as pessoas e deixá-las alegres. Beba com responsabilidade, os anúncios dizem rapidamente, sem nunca explicar o custo que o uso frequente ou excessivo de álcool causa, particularmente em certos estágios da vida. O álcool não nos embriaga, ou prejudica apenas nosso julgamento e nosso fígado: ele pode ter muitos outros efeitos péssimos em nosso corpo, incluindo no cérebro, de acordo com a Dra. Claire McCarthy da Harvard Health Publishing.

Em um editorial recente no BMJ, cientistas apontaram que há três períodos na vida em que o cérebro passa por grandes mudanças e é particularmente vulnerável aos efeitos do álcool. Dois desses períodos estão no início e no fim da vida. Quando as gestantes bebem álcool, ele pode danificar o cérebro em desenvolvimento do feto, levando a problemas físicos, deficiências de aprendizagem e problemas comportamentais. Quando pessoas com mais de 65 anos bebem álcool, pode piorar a redução na função cerebral que acontecem durante o envelhecimento.

O terceiro período é a adolescência. Durante esses anos de transição entre a infância e a idade adulta, o cérebro cresce e muda de muitas maneiras importantes que são cruciais para que essa transição seja bem-sucedida. Quando adolescentes e jovens adultos bebem álcool, ele pode interferir com esse processo de desenvolvimento cerebral de maneiras que afetam o resto de suas vidas.

De acordo com a CISA, o uso de álcool por jovens sobe no Brasil, na contramão do resto do mundo. Um a cada cinco jovens brasileiros entre 15 e 19 anos beberam no último ano e um a cada quatro daqueles em idade escolar já estiveram bêbados.

Isso é um monte de jovens que podem estar deformando seus cérebros — e suas vidas — para sempre.

Aqui está o que os pais de adolescentes podem e devem fazer:

  • Fale com seus adolescentes sobre álcool e seus efeitos, todos eles. Certifique-se que eles saibam dos fatos.
  • Tenha regras rígidas sobre o uso de álcool, e consequências se essas regras forem quebradas. Sim, é normal que os adolescentes experimentem, mas se você tolera que ela ou ele vá a festas com álcool, bebedeira ou dirigir enquanto bebe, isso pode literalmente destruir a vida do seu filho — ou acabar com ela.
  • Conheça os pais dos amigos do seu adolescente, e trabalhe para ter uma responsabilidade compartilhada e comunitária para manter todos seguros.

(Hypescience)

Nota: A verdade é que está provado cientificamente que qualquer dose de bebida alcoólica prejudica a saúde. O ideal é que todas as pessoas fossem abstinentes e que houvesse políticas de desincentivo ao consumo dessa droga, assim como foi feito com o cigarro. Leia mais sobre bebidas alcoólica aqui. Além do álcool, outro problema sério de saúde sobre o qual pouco se fala, pois tem que ver com comportamento, é o desregramento sexual (confira aqui). Se as pessoas vivessem de acordo com os princípios bíblicos, a vida seria muito melhor e saudável. [MB]

Ellen White aprovava a vacinação?

A pioneira adventista foi vacinada e incentivou seus auxiliares a fazer o mesmo

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No livro Mensagens Escolhidas, volume 2, página 303, há uma nota de rodapé redigida pelo pastor D. E. Robinson, um dos secretários da Sra. White, com data de 12 de junho de 1931. Ele escreveu o seguinte acerca da atitude dela para com a vacinação: “Pedis informação definida concisa acerca do que a irmã White escreveu sobre vacinação e soro. Esta pergunta pode ser respondida muito concisamente, pois quanto a todos os relatórios que temos, ela não se referiu a isso em nenhum de seus escritos. Haveis de ingressar-vos em saber, porém, que numa ocasião em que houve uma epidemia de varíola na vizinhança, ela mesma foi vacinada e insistiu com seus auxiliares, que tinham ligação com ela, e vacinarem-se. Dando esse passo a irmã White reconheceu que fora demonstrado que a vacinação, ou imuniza contra a varíola, ou atenua grandemente os seus efeitos, se a pessoa a contrai. Também reconheceu o perigo de se exporem ao contágio, caso deixassem de tomar essa precaução.”

Neste texto do Centro White, fala-se sobre raio-x e vacinas. E nestes três links (aquiaqui e aqui) você pode ler resoluções da Igreja Adventista sobre vacinação.

No livro Mensagens Escolhidas, volume 3, página 329, Ellen White escreveu algo interessante: “A Terra foi amaldiçoada devido ao pecado, e nestes últimos dias multiplicar-se-ão insetos de toda espécie. Essas pragas precisam ser mortas, senão elas irão incomodar-nos e afligir-nos, e até matar-nos, e destruir a obra de nossas mãos e o fruto de nossa terra. Nalguns lugares há cupins que destroem inteiramente o madeiramento das casas. Não devem ser destruídos? As árvores frutíferas precisam ser pulverizadas, para que sejam mortos os insetos que estragariam as frutas. Deus nos deu uma parte para desempenhar, e devemos desempenhá-la com fidelidade. Então podemos deixar o resto com o Senhor.”

Note que há a recomendação para o uso de defensivos contra pragas (para horror dos veganos). Vírus e bactérias também são pragas e devem ser combatidos com os recursos que Deus nos permitiu criar contra eles. Bom senso, equilíbrio e sabedoria nunca são demais. Assista ao vídeo abaixo para obter mais informações sobre as novas vacinas contra a Covid-19. [MB]

Destruição de Tiro: profecia cumprida à risca

Consequências do sexo fora de contexto

Por que adolescentes sexualmente ativos têm mais probabilidade de ser depressivos do que os abstinentes? Por que casais casados reportam níveis mais altos de satisfação sexual do que os indivíduos não casados e com múltiplos parceiros sexuais?

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Antes que você pense que Hooked – New Science on How Casual Sex is Affecting Our Children (Northfild Publishing) é outro livro com lições de moral anacrônicas, leia mais uma vez e atentamente o subtítulo da obra. O livro não tem nada de moralizante e está perfeitamente “antenado” com as novas pesquisas sobre o funcionamento do cérebro humano – aliás, o aspecto científico é exatamente o ponto forte da publicação. Escrito em coautoria pelos ginecologistas e obstetras Joe S. McIlhaney e Freda McKissic Bush, o livro deixa claro que, assim como a comida, o sexo pode ser mal compreendido e abusado. E esse abuso frequentemente resulta em doenças sexualmente transmitidas e gravidez não desejada. Mas há um terceiro problema nem sempre mencionado ou analisado: as cicatrizes emocionais decorrentes de uma vida sexual não orientada. Para os autores, “o sexo dentro de um contexto matrimonial é o comportamento ideal para evitar problemas” (p. 95). Como chegaram a essa conclusão? É disso que tratam as 170 páginas recheadas de pesquisas e estudos acadêmicos.

Baseados em dados recentes, os Drs. Joe e Freda questionam: Por que aqueles que não são virgens quando casam têm mais probabilidade de se divorciar do que aqueles que se mantiveram abstinentes até o casamento? Por que adolescentes sexualmente ativos têm mais probabilidade de ser depressivos do que os abstinentes? Por que casais casados reportam níveis mais altos de satisfação sexual do que os indivíduos não casados e com múltiplos parceiros sexuais?

E eu pergunto: Você já viu questionamentos semelhantes na grande imprensa? Dificilmente. Em revistas ditas femininas? Duvido. Em publicações para teens? Também não acredito.

A abordagem midiática focada no corpo e na sensualidade – portanto na extrema valorização do aspecto físico – frequentemente se esquece do mais importante órgão sexual: o cérebro (e preservativos e anticoncepcionais não proveem proteção contra as influências do sexo sobre o cérebro). Nossa “central de comando” trabalha sob o efeito de neurotransmissores como a dopamina, a oxitocina e a vasopressina. As três são neutras, podendo recompensar bons e maus hábitos, dependendo do estilo de vida ou do comportamento adotados pela pessoa. “Com a ajuda de técnicas de pesquisa e tecnologias modernas, cientistas estão confirmando que sexo é mais do que um ato físico momentâneo. Ele produz poderosas (até para a vida toda) mudanças no cérebro que dirigem e influenciam nosso futuro num grau surpreendente” (p. 21).

“Quando duas pessoas se tocam de maneira intensa, significativa e íntima, a oxitocina [também conhecida como ‘molécula monogâmica’] é liberada no cérebro da mulher. A oxitocina então faz duas coisas: aumenta o desejo da mulher por mais toques e faz a ligação da mulher com o homem com quem ela tem passado tempo em contato físico. […] É importante reconhecer que o desejo de conexão não é apenas uma sensação emocional. A ligação é real e quase como o efeito adesivo de uma cola – a poderosa conexão que não pode ser desfeita sem grande dor emocional” (p. 37).

Segundo os autores, enquanto o efeito hormonal da oxitocina é ideal para casados, ele pode causar problemas para mulheres solteiras ou para moças abordadas por homens que desejam sexo. O cérebro feminino pode levá-la a um mau relacionamento que ela pensa ser bom por causa do contato físico e da resposta gerada pela oxitocina. A verdade sobre esse tipo de relacionamento pode ser clara para os pais ou amigos que estão preocupados com o bem-estar da moça, enquanto ela talvez não se dê conta do perigo ou da inconveniência da relação. Por isso, especialmente as mulheres jovens precisam ser advertidas sobre o poderoso efeito de ligação da oxitocina. O rompimento dessa ligação explica a incrível dor emocional que as pessoas geralmente sentem quando um relacionamento é terminado (p. 40, 41).

E quanto aos homens? Tudo o que foi dito acima se aplica também a eles, com a diferença residindo apenas no tipo de neurotransmissor: no cérebro masculino, é a vasopressina que atua de maneira similar à oxitocina. Durante o sexo, o cérebro dos homens é inundado com vasopressina, “e esse neuroquímico produz uma ligação parcial com cada mulher com quem eles tiveram relação sexual. Eles não percebem que esse padrão de ter sexo com uma mulher e então romper com ela e depois ter sexo com outra os limita a experimentar apenas uma forma de atividade cerebral comum aos seres humanos envolvidos sexualmente – a corrida dopamínica do sexo. […] O padrão de mudança de parceiras sexuais, portanto, danifica a capacidade deles de ligação numa relação de compromisso. A inabilidade de criar laços após múltiplas ligações é quase como uma fita adesiva que perdeu sua cola após ser aplicada e removida várias vezes” (p. 43).

Segundo os autores, devido à atuação da dopamina, da oxitocina e da vasopressina, entre outros fatores, cada pessoa, na realidade, pode mudar a própria estrutura do cérebro, graças às escolhas que ela faz ou ao padrão de comportamento que adota.

Cuidado especial com os jovens

Quando o assunto é sexo e outras decisões morais/comportamentais, cuidado especial devem ter os jovens (e os pais deles). Isso porque o cérebro – mais especificamente o lóbulo pré-frontal – ainda não está plenamente amadurecido até os 21 anos. Essa região do cérebro localizada bem atrás da testa é a responsável pelos pensamentos cognitivos e pelas as decisões. “O perigo, de fato, é que se os jovens têm recebido recompensa dopamínica de boas sensações provenientes de comportamentos perigosos como dirigir em alta velocidade, praticar sexo e outros, eles podem se sentir compelidos a aumentar esses comportamentos a fim de obter a mesma boa sensação” (p. 34). O que fazer, então? “O cérebro adolescente pode ser positivamente moldado pela estrutura, orientação e disciplina provida por pais cuidadosos e outros adultos” (p. 53). Daí a necessidade de construir relacionamento saudável e de confiança com os filhos, desde a infância. Isso para que, quando eles mais precisarem da orientação paterna, possam contar com pais em quem confiam.

Joe e Freda afirmam que o “sexo é um dos mais fortes geradores de recompensa dopamínica. Por essa razão, jovens são particularmente vulneráveis a cair num ciclo de recompensa dopamínica por comportamento sexual imprudente – eles podem ficar viciados [hooked] nisso. Mas o efeito benéfico da dopamina para os casados consiste em torná-los ‘viciados’ no sexo um com o outro” (p. 35). Por isso, o contexto adequado para a experiência sexual é mesmo o casamento, e não a idade da imaturidade sem compromisso.

Outra evidência disso: meninas adolescentes com vida sexual ativa se mostraram três vezes mais deprimidas do que as que se mantinham abstinentes (sem contar que uma em cada quatro adolescentes sexualmente ativas é infectada com DST a cada ano). Além disso, pensamentos suicidas também ocorrem mais frequentemente entre mulheres que mantêm vida sexual fora de uma relação de compromisso e romantismo (p. 78).

Padrões de comportamento destrutivos

A evidência mostra que quando o ciclo sexo/ligação/rompimento é repetido algumas ou muitas vezes – mesmo quando a ligação é de curta duração – dano é causado na importante capacidade interna de desenvolver conexão significativa com outros seres humanos (p. 55). Em outras palavras, o comportamento adotado no presente vai afetar positiva ou negativamente a vida e os relacionamentos futuros. Planta-se agora, colhe-se agora e depois.

Além dos neurotransmissores capazes de criar ligação entre os parceiros, há outro detalhe importante: as sinapses que governam decisões sobre sexo, tanto no cérebro do homem quanto no da mulher, são reforçadas de modo a tornar mais fácil escolher ter sexo no futuro, enquanto sinapses que governam a contenção sexual são enfraquecidas e deterioram. “Em resumo, engajar-se em sexo cria uma reação em cadeia de atividades do cérebro que levam ao desejo de mais sexo e maiores níveis de apego entre duas pessoas” (p. 62). Por isso, é bom pensar bem antes de dar o primeiro passo rumo à iniciação sexual.

Estatísticas mostram que se os jovens começam a fazer sexo por volta dos 16 anos, mais de 44% deles terão tido cinco ou mais parceiros sexuais até chegar aos 20 anos (quanto sofrimento até lá!). Por outro lado, se eles têm mais de 20 anos quando começam a praticar sexo, apenas 15% terão tido mais de cinco parceiros sexuais, enquanto 50% terão feito sexo com apenas um parceiro (p. 65).

Os autores também destacam o fato de que, quando a pessoa termina um relacionamento e começa outro, a tendência é ir rápida e prematuramente para o mesmo grau de intimidade nesse novo relacionamento, mesmo que os parceiros tenham padrões de intimidade diferentes. Ou seja, se a pessoa fez sexo com o parceiro anterior, na nova relação, a tendência será ir rapidamente para o ato sexual, mesmo que um dos parceiros não tenha tido relações sexuais anteriormente. “A recompensa dopamínica é muito forte” (p. 77), relembram.

Por isso, repito, é bom pensar bem antes de dar o primeiro passo rumo à iniciação sexual. Mais: se você não é casado, não quer sofrer e fazer outros sofrerem, pense mil vezes antes de iniciar qualquer atividade sexual ou mesmo contatos físicos mais íntimos. Sua felicidade futura e de seu/sua namorado(a) pode depender também disso.

Prejudicando a futura vida conjugal

“Tornar-se sexualmente ativo e ter múltiplos parceiros sexuais pode danificar uma habilidade individual de desenvolver saudáveis, maduros e duradouros relacionamentos. Isso parece especialmente verdadeiro para um futuro casamento saudável e estável. Vários estudos mostram uma associação entre sexo antes do casamento e alta taxa de divórcio quando esses indivíduos eventualmente casam. Isso sugeriria, entre outras coisas, que a habilidade da pessoa de se ligar ao cônjuge foi danificada, fazendo com que alguns lutem com o compromisso assumido no casamento” (p. 80).

Numerosos estudos mostram que, quando as pessoas praticam sexo antes do casamento, elas estão mais propensas ao divórcio quando se casam mais tarde. Além disso, essas pessoas costumam ter mais dificuldade para se ajustar no casamento e são menos propensas a experimentar alegria, satisfação e amor (p. 101).

Assim, não é demais repetir: é dever dos pais orientar os filhos para que não estraguem sua felicidade futura. E o livro visa a justamente oferecer argumentos científicos para isso. “Pais podem agora confiantemente dizer que a ciência mostra que para os jovens terem melhor chance de uma vida feliz, eles devem esperar até poderem ter uma relação de compromisso para toda a vida, antes de praticarem sexo. […] Eles podem saber que estão apresentando fatos e não apenas dando sua opinião de que se abster de sexo antes do casamento […] é a melhor escolha” (p. 115).

Michael D. Resnick, PhD citado pelos autores, mostra que os adolescentes que são fortes o bastante para evitar envolvimento sexual possuem três coisas em comum: (1) altos níveis de conexão/relacionamento com os pais/familiares; (2) desaprovação paterna quanto à vida sexual ativa na adolescência; e (3) desaprovação dos pais quanto ao uso de contraceptivos na adolescência. Essas características também incluem sentimentos de amor, calor e carinho por parte dos pais, assim como a presença física de pelo menos um dos pais no lar em momentos-chave, como antes de irem para a escola, depois da escola, no jantar e na hora de dormir (p. 121).

Nunca é tarde para mudar

Se más escolhas foram feitas no passado, nem tudo está perdido. Segundo os autores, “se uma pessoa não fez boas escolhas no passado, isso não significa o fim da história, porque nosso complexo e maravilhoso cérebro é uma estrutura moldável” (p. 93). “Mudanças espirituais, aconselhamento, pares de apoio e reuniões em grupos que incluem encorajamento para mudança são todas experiências que podem remodelar o cérebro” (p. 107). O que dizer de uma nova e saudável relação com uma pessoa que verdadeiramente se preocupa com você e com o futuro de vocês? O que dizer, principalmente, de uma pessoa e uma relação abençoadas por Aquele que quer ver Seus filhos felizes?

“Cada pessoa deve olhar para o futuro e decidir como o resto de sua história vai se desenrolar. Para alguns, o próximo capítulo de sua história de vida pode significar reclamar sua virgindade, às vezes chamada de ‘virgindade secundária’, mudando comportamentos e estabelecendo novos padrões em seus relacionamentos. Para outros, o próximo passo para um grande futuro pode significar evitar situações difíceis e criar novas regras [limites] de namoro para manter sua virgindade. Alguns ficam com as cicatrizes psicológicas dolorosas de abuso sexual ou de manipulação que eles devem trabalhar até se tornar ‘inteiros’ de novo. Cada caminho apresenta desafios que podem ser difíceis de superar” (p. 119, 120). Mas a vitória é possível de ser alcançada, conforme sugerem os autores. E, nesse ponto (permita-me acrescentar), a confissão e o desejo de ser nova criatura (promessas contidas na Bíblia) acabam sendo o suporte ideal para a mudança e o estabelecimento de novos padrões comportamentais.

Chave de ouro

O capítulo “Final thoughts” termina o livro com chave de ouro, e estes dois parágrafos são verdadeiras pérolas: “À medida que consideramos todos os dados que analisamos neste livro, somos levados à conclusão de que a moderna teoria da evolução a respeito da sexualidade humana está errada. Essa teoria pode ser resumida dizendo que aqueles que a propõem acreditam que os seres humanos são (nos termos deles) ‘projetados’ para ser promíscuos. A teoria fundamental é que as mulheres têm relações sexuais com vários homens, até encontrar aquele com os melhores genes. Homens têm relações sexuais com várias mulheres, até que uma delas o escolha para ser o pai de seu filho.

“O que temos mostrado nos dados que discutimos é exatamente o oposto dessa teoria. Parece que a pesquisa mais atualizada sugere que a maioria dos seres humanos é ‘projetada’ para ser sexualmente monógama com um companheiro para a vida. Essa informação também mostra que os indivíduos que se desviam desse comportamento encontram mais problemas, sejam eles doenças sexualmente transmissíveis, gravidez fora do casamento ou problemas emocionais, além do dano na capacidade de desenvolver conexão saudável com os outros, incluindo o futuro cônjuge” (p. 136, 137).

Os autores mostram ainda que o casamento traz vantagens sobre a relação de simples coabitação e dizem que, para que a neuroquímica envolvida no contato físico tenha seu máximo efeito, é necessário quase diariamente ser ativada pela repetição do toque e da proximidade.

“Porque o sexo é a mais íntima conexão que podemos ter com outra pessoa ele requer a integração de tudo o que somos nesse envolvimento sexual – nosso amor, nosso compromisso, nossa integridade, nosso corpo, nossa própria vida – para toda a vida. Se o sexo é menos do que isso, é apenas um ato animal, e de certa forma o estamos praticando como animais e não como seres humanos plenos” (p. 104).

Por ir diametralmente contra o mainstream comportamental atual, não creio que alguma editora secular de grande porte tenha coragem de publicar Hooked. Então, que pelo menos os leitores tenham coragem de colocar em prática tudo o que o livro traz. Eles só têm a ganhar com isso.

Michelson Borges