Racismo é pecado hediondo; difamação também

ellen_whiteTem sido compartilhada nas redes sociais mais uma das muitas fake news que circulam por aí. Pior, representa uma verdadeira difamação tremendamente caluniosa de uma escritora muito importante e admirada, a co-fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia Ellen G. White (1827-1915). O texto falsamente atribuído a Ellen diz: “No paraíso não entrarão pessoas de pele negra, porque a pele negra representa o pecado. Todos serão brancos como senhor Jesus.” E a suposta fonte: “Ellen White – profetisa e fundadora [sic] da Igreja Adventista do Sétimo Dia (livro O Arauto do Evangelho, 1º de março de 1901).” Quem explica o mal-entendido é o pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira Fernando Dias:

O trecho controverso é creditado a um artigo publicado na revista The Gospel Herald, de março de 1901. Ellen White foi uma grande incentivadora da evangelização das populações negras dos Estados Unidos. Em 21 de março de 1891, ela fez um longo apelo a 30 líderes adventistas do sétimo dia para que trabalho missionário fosse feito entre os afro-americanos. Em resposta a esse apelo, seu próprio filho James Edson White começou atividades assistenciais, educativas e religiosas entre negros em Vicksburg, Mississipi, em janeiro de 1895. Esse texto se trata da publicação de um sermão feito por Ellen Gould White no sábado, dia 16 de março de 1901, numa igreja composta de pessoas negras, fundada por seu filho em Vicksburg. O texto original, intitulado “Trust in God” [Confiança em Deus], pode ser lido na íntegra, em inglês, aqui.

Em sua fala, Ellen G. White se referiu ao Céu e ao amor ao próximo como característica dos que estão se preparando para habitá-lo. Em determinado trecho, ela escreveu: “Vocês são filhos de Deus. Ele adotou vocês e deseja que desenvolvam aqui um caráter que lhes garantirá entrada na família celestial. Ao se lembrarem disso, vocês deverão suportar as provações que encontrarem aqui. No Céu não haverá segregação racial, pois todos serão brancos como o próprio Cristo. Agradecemos a Deus por podermos ser membros da família real” (“Trust in God”, The Gospel Herald, março de 1901)

Esse é o trecho mais próximo ao da postagem polêmica. Não há, no texto citado, ou em outro escrito de Ellen White, qualquer coisa como “no paraíso não estrarão pessoas de pele negra, porque a pele negra representa o pecado”. Essa declaração é espúria e não combina com a atitude de Ellen White, documentada em seus escritos, em seus diários, em suas biografias e no depoimento escrito de dezenas de pessoas que conviveram com ela.

O próprio contexto da declaração afasta qualquer intenção racista da parte de Ellen White. Ela falava, quando disse isso em 1901, para uma plateia de cristãos negros no Sul dos Estados Unidos. Essa região vivera a realidade da escravidão de afrodescendentes até poucas décadas antes, e experimentaria a segregação racial ainda por muitas décadas. O tema dominante do discurso é o amor a todas as pessoas como característica dos que irão ao Céu. Ela anuncia o Céu como um lugar livre de segregação de pessoas por conta da cor da pele. Ao dizer que, no Céu, os salvos “serão brancos como o próprio Cristo”, ela muito possivelmente se referia ao que a Bíblia informa sobre a aparência que Cristo assumiu após Sua ascensão ao Céu. Ele é descrito como tendo rosto e cabelos “brancos como a alva lã, como neve” (Apocalipse 1:14).

A Bíblia ensina que os salvos terão no Céu um corpo celestial e glorioso. Esse corpo será semelhante ao corpo que o próprio Jesus passou a ter no Céu (1 Coríntios 15:35-58). A descrição do Cristo glorificado em Apocalipse 1:13-20 se refere ao Seu aspecto radiante, resplandecente e luminoso, não à cor da pele. Ou seja, todos os remidos, independentemente de suas características físicas, serão transformados e terão um aspecto semelhante ao de Jesus Cristo em Sua glória.

Convém relembrar que Ellen White não assumiu o título de profetisa, conforme ela explica em Mensagens Escolhidas (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1985), v. 1, p. 32. Também ela não é a fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas fez parte de um grupo de diversas pessoas que estabeleceram essa denominação cristã entre 1860 e 1863.

Nota: Se você quiser saber mais sobre Ellen White e o assunto do racismo, assista à entrevista abaixo.

Perguntas interativas da Lição: a Bíblia como história

historiaNesta semana estudamos a historicidade dos relatos bíblicos, em contraste com outras chamadas escrituras “sagradas” que contêm apenas mitos e fantasias. Tanto o estudo da cronologia bíblica paralela com a História como a Arqueologia nos confirmam a veracidade dos relatos bíblicos.

Perguntas para discussão em grupo:

Em vez de tentar provar a existência de Deus, as Sagradas Escrituras já partem do pressuposto de que Ele existe. Em sua opinião, por quê é assim?

Por que a Bíblia é o documento histórico mais confiável que existe?

Leia Apocalipse 22:16. De acordo com a lição desta semana, sem Davi não haveria a cidade de Jerusalém, não existiria o “templo de Salomão” e nem a promessa de um Messias que Se assentaria no trono de Davi. O que isso quer dizer? Como esse mesmo tipo de raciocínio se aplica também a outros personagens bíblicos como Abraão, Daniel ou o apóstolo Paulo? O que não existiria na fé bíblica (e no mundo) sem eles?

Imagine que José do Egito, Moisés ou mesmo uma pessoa ímpia como Jezabel nunca tivessem existido além de contos fictícios ou estórias de fundo moral. Quais seriam as implicações para nossa fé?

A antiga inscrição no “Prisma de Senaqueribe” afirma que esse rei Assírio invadiu 46 cidades de Judá mas “poupou” apenas a cidade de Jerusalém, onde supostamente deixou o rei Ezequias “trancado como um pássaro na gaiola”. No relato bíblico, porém, ele não invadiu Jerusalém porque um anjo matou 180.000 soldados de seu exército (2Rs 19:35). Em sua opinião, por que existe essa discrepância entre os dois relatos? Quando existem diferenças entre o registro histórico e o bíblico, por que devemos preferir confiar no que a Bíblia diz?

A lição de quarta-feira menciona alguns textos extra-bíblicos que confirmam a historicidade de Jesus e de outras pessoas contemporâneas cujas histórias se cruzaram com a dEle. Além desses testemunhos, há outros, inclusive dos inimigos de Jesus, que registraram no Talmude Babilônico (Sanhedrim, 43a) que Jesus foi condenado “por prática de magia e por enganar Israel”. Este relato, apesar de tentar desqualificar os milagres de Jesus, apenas comprova ainda mais a Sua historicidade, pois é o mesmo argumento que vemos os judeus usando contra Ele nos Evangelhos (Mt 9:34; 12:24; Mc 3:22). É um testemunho poderoso de que Ele existiu e que os incomodava muito. Contudo, apesar dessa e de várias outras fontes a respeito da historicidade de Jesus, por que os 4 evangelhos devem ser a fonte primária para sabermos a respeito dEle? (ver João 20:30,31)

Leia 1 Coríntios 15:12-14, 17-20. Qual é o problema de não se considerar os relatos sobre Jesus como históricos e verídicos?

Por mais úteis que sejam as “provas” arqueológicas e históricas a respeito dos relatos bíblicos, por que nossa fé não deve depender delas?

O capítulo 11 de Hebreus é comumente chamado de “a galeria da fé” por considerar a vida de vários personagens bíblicos em sua jornada espiritual.  Após mencionar vários desses heróis da fé, pense no que é dito de todos eles no verso 13: “todos eles morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas viram-nas de longe e creram nelas e as abraçaram”. Que lição poderosa você pode extrair dessa declaração para sua própria vida? Agora considere todo o pensamento contido nos versos 13-16. Que parte dessa mensagem é mais significativa para você em sua própria jornada de fé?

Leia Daniel 1:8. Como a firme decisão que Daniel tomou impactou sua própria vida e também a de milhões de pessoas até hoje? Qual é o peso das decisões dos personagens bíblicos na História ao longo dos séculos? E qual é a importância de suas próprias decisões de fé enquanto lê esse texto?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Ódio e revolta se espalham: a volta da Revolução Francesa?

guilhotinaTendo como estopim outra evidência do esfriamento do amor (Mateus 24:12) – o assassinado de George Floyd –, as manifestações de revolta continuam por todo o mundo, saindo dos limites, com espancamento de inocentes, destruição de patrimônio, saques e ressurgimento de grupos anárquicos oportunistas. Tudo isso, mais a moral decadente no planeta, o relativismo moral e comportamental, a busca por uma religiosidade permissiva e focada no ser humano, me fez lembrar deste texto de Ellen White, escrito no século 19 [obs.: a foto ao lado é de janeiro deste ano, quando manifestantes carregaram uma guilhotina pelas ruas de San Juan, em Porto Rico]:

“Quando o jovem sai ao mundo, para encontrar suas seduções ao pecado – a paixão de ganhar dinheiro, a paixão dos divertimentos e contemporizações, da ostentação, do luxo, extravagâncias, engano, fraude, roubo e ruína – que ensinos encontrará ali?

“O Espiritismo afirma que os homens são semideuses, não decaídos; que ‘cada mente julgará a si mesma’, que o verdadeiro conhecimento coloca os homens acima de toda a lei’, que ‘todos os pecados cometidos são inocentes’, pois ‘o que quer que seja, está certo’, e ‘Deus não condena’. Representa os mais vis dos seres humanos como estando no Céu, e grandemente exaltados ali. Assim, declara ele a todos os homens: ‘Não importa o que façais; vivei como vos aprouver, o Céu é vosso lar.’ Multidões são levadas assim a crer que o desejo é a lei mais elevada, a libertinagem é liberdade, e que o homem é apenas responsável a si mesmo.

“Com tal ensino dado logo ao princípio da vida, quando os impulsos são os mais fortes e mais urgente a necessidade de restrição própria e pureza, onde está a salvaguarda da virtude? O que deverá impedir que o mundo se torne uma segunda Sodoma?

“Ao mesmo tempo a anarquia procura varrer todas as leis, não somente as divinas mas também as humanas. A centralização da riqueza e poder; vastas coligações para enriquecerem os poucos que nelas tomam parte, a expensas de muitos; as combinações entre as classes pobres para a defesa de seus interesses e reclamos, o espírito de desassossego, tumulto e matança; a disseminação mundial dos mesmos ensinos que ocasionaram a Revolução Francesa – tudo propende a envolver o mundo inteiro em uma luta semelhante àquela que convulsionou a França.

“Tais são as influências a serem enfrentadas pelos jovens hoje. Para ficar em pé em meio de tais convulsões, devem hoje lançar os fundamentos do caráter.

“Em cada geração e país, o verdadeiro fundamento e modelo para a formação do caráter tem sido o mesmo. A lei divina: ‘Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, […] e ao teu próximo como a ti mesmo’ (Lc 10:27) – grande princípio este manifesto no caráter e vida de nosso Salvador – é o único fundamento certo e o único guia seguro” (Ellen G. White, Educação, p. 228, 229).

Nota: Foram a tremenda desigualdade social entre a nobreza e o povo e os desmandos e a corrupção dos governantes e do clero que levaram as massas à insurreição e à revolta na França. Enquanto boa parte da população de Paris passava fome, a nobreza francesa se mudou da capital e construiu um palácio nababesco cerca de 20 km de distância, em Versalhes. Seus portões recobertos de ouro e seus 700 quartos finamente decorados estavam em gigantesco contraste com a extrema pobreza do povo. Esse abismo entre as classes sociais despertou uma revolta que fugiu do controle a acabou derramando muito sangue, da nobreza e da plebe. O tempo passou e o fosso social só se ampliou no mundo. Condições semelhantes àquelas que deflagaram a Revolução Francesa novamente existem no planeta (se é que um dia deixaram de existir). O “salário dos trabalhadores” explorados ainda clama (Tg 5:4) e mais uma vez as massas se levantam furiosas em tumultos e manifestações, dando vazão ao ódio represado. A centralização do poder e das posses, os muitos privilégios de poucos de novo “envolve[m] o mundo inteiro em uma luta semelhante àquela que convulsionou a França”. O ano de 2020 realmente ficará na história como um dos mais trágicos e mais reveladores de que só existe uma esperança para a humanidade caída. E que venha logo esse dia da “intervenção celestial”! [MB]

A origem do movimento Antifa e seu desalinhamento com os valores cristãos

“O governo sob que Jesus viveu era corrupto e opressivo; clamavam de todo lado os abusos – extorsões, intolerância e abusiva crueldade. Não obstante, o Salvador não tentou nenhuma reforma civil. Não atacou nenhum abuso nacional, nem condenou os inimigos da nação. Não interferiu com a autoridade nem com a administração dos que se achavam no poder. Aquele que foi o nosso exemplo conservou-Se afastado dos governos terrestres. Não porque fosse indiferente às misérias do homem, mas porque o remédio não residia em medidas meramente humanas e externas. Para ser eficiente, a cura deve atingir o próprio homem, individualmente, e regenerar o coração” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 358).

“Não tomeis parte em lutas políticas. Separai-vos do mundo, refreai-vos quanto a introduzir na igreja ou escola idéias que hão de levar a contendas e perturbações. As dissensões são o veneno moral introduzido no organismo pelos seres humanos egoístas” (Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, p. 324).

“Existem sobre a terra duas raças humanas e realmente apenas essas duas: a ‘raça’ das pessoas direitas e a das pessoas torpes. Ambas as ‘raças’ estão amplamente difundidas. Insinuam-se e infiltram-se em todos os grupos; não há grupo constituído exclusivamente de pessoas direitas nem unicamente de pessoas torpes. Nesse sentido não existe grupo de ‘raça pura’.” Viktor E. Frankl

“O relatório de 2016 emitido pelo serviço de inteligência nacional da Alemanha, o Escritório Federal para a Proteção da Constituição (BfV), assinala […]: do ponto de vista do extremista de esquerda, o rótulo de ‘fascismo’ usado pelo Antifa muitas vezes não se refere ao fascismo real, mas é meramente um rótulo atribuído ao ‘capitalismo’. Enquanto os extremistas de esquerda afirmam lutar contra o fascismo ao lançar seus ataques contra outros grupos, o relatório afirma que o termo ‘fascismo’ tem um duplo significado sob a ideologia da extrema esquerda, indicando a ‘luta contra o sistema capitalista’. […] ‘O antifascismo é dirigido não apenas contra extremistas de direita reais ou hipotéticos, mas também contra o Estado e seus representantes, em particular contra os membros das autoridades de segurança’ (Escritório Federal da Alemanha para a Proteção da Constituição). […] Como diz Bernd Langer, ex-membro do grupo Antifa Autônomo, ‘o antifascismo é mais uma estratégia do que uma ideologia'” (EpochTimes).

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Membros da organização de extrema-esquerda Antifa fazem saudação com o punho cerrado em 1º de setembro de 1928. A intenção original do grupo era implantar uma ditadura comunista na Alemanha

Como você poderá ver na entrevista abaixo (uma verdadeira aula essencial para este tempo), cristãos nunca cruzaram os braços para as injustiças sociais, como as que foram e são cometidas contra os negros. Os pioneiros adventistas igualmente combateram atrocidades como a escravidão. A co-fundadora da Igreja Adventista (Ellen White) era abolicionista, considerava o racismo um pecado hediondo e chegou a dizer que quem manifestasse racismo deveria ser removido da igreja. No entanto, esses cristãos nunca levantaram o punho contra alguém, nunca atiraram pedras contra a propriedade alheia, não incentivaram o ódio contra essa ou aquela classe, nem empunharam bandeiras anticristãs como a do anarquismo e do comunismo. E por quê? Porque seguiram o mestre Jesus Cristo e procuraram ser como Ele. Leia de novo o texto acima, do livro O Desejado de Todas as Nações, e veja como o Senhor Se portou neste mundo escuro e injusto. Veja como adventismo e movimentos antifascistas de fundo comunista (assim como também o verdadeiro fascismo, o capitalismo selvagem e outros) são como água e óleo. Aí você descobrirá que o melhor que pode fazer pelas pessoas não é incentivar o ódio e a divisão, mas pregar-lhes o evangelho para que elas possam passar pela maior “revolução de todas”: a do coração e da mente. [MB]

Leia também: “Abraços, orações, escudos no chão: policiais mostram apoio às manifestações antirracistas nos EUA”

Bíblia, adventismo e racismo

George Floyd deixou um legado de fé – mais um homem de quem o mundo não era digno

floydGeorge Floyd passou a ser conhecido em todo o mundo pela cena do policial com o joelho sendo pressionado em seu pescoço. Mas na Third Ward, uma comunidade negra em Houston, no Texas, ele era conhecido por influenciar jovens usando a Palavra de Deus. Antes de se mudar para Minneapolis – onde foi morto após a ação policial – para uma oportunidade de emprego através de um programa de trabalho cristão, o homem de 46 anos passou quase toda a vida na Third Ward.

Com o desejo de quebrar o ciclo de violência entre os jovens, Floyd usou sua influência para trazer ministérios à comunidade para fazer discipulado e evangelismo, principalmente entre os moradores mais carentes. “George Floyd era uma pessoa de paz enviada pelo Senhor que ajudou o Evangelho a avançar em um lugar em que nunca morei”, disse Patrick PT Ngwolo, pastor da Igreja Resurrection Houston, que fazia cultos na Third Ward. “A plataforma para alcançarmos esse bairro e as centenas de pessoas que alcançamos até agora foi construída nas costas de pessoas como Floyd”, disse ele ao site Christianity Today.

O pastor Ngwolo e outros líderes cristãos conheceram Floyd em 2010, que deixou suas prioridades claras desde o início. “Ele disse: ‘Eu amo o que vocês estão fazendo. A vizinhança precisa, a comunidade precisa, e se vocês se interessam pelas coisas de Deus, eu também me interesso”, disse Corey Paul Davis, um artista cristão de hip-hop que participou da Resurrection Houston.

A igreja expandiu seu envolvimento na região, realizando estudos bíblicos e ajudando com compras e consultas médicas. Floyd não apenas forneceu acesso aos moradores; ele deu uma mãozinha enquanto a igreja realizava cultos, torneios de basquete, churrascos e batismos na comunidade.

“Ele sempre dizia aos rapazes que Deus supera a cultura da rua. Acho que ele queria ver jovens largando as armas e tendo Jesus em vez das ruas”, disse Ronnie Lillard.

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(Christian Today)

Nota: Na “galeria da fé”, em Hebreus 11, o apóstolo Paulo diz que o mundo não é digno de pessoas como as que ele listou ali – homens e mulheres que promoveram a paz, pregaram o evangelho, preferiram dar a vida a tirar a de alguém, pessoas que viveram para fazer o bem e levar salvação a outros. Louvo a Deus porque no mundo sempre houve e sempre haverá pessoas assim. Agradeço a Deus porque o sal da terra ainda não perdeu o sabor, e cristãos como George Floyd continuam servindo de inspiração para muita gente, mostrando que ainda existe a centelha do amor divino no coração de homens e mulheres de bem. Infelizmente, este é um planeta dominado pelo maligno e muitas pessoas preferem viver sob a influência dele. Na triste cena protagonizada pelo mostro fardado, com o joelho sobre o pescoço do homem que morreu lentamente por asfixia, vemos a reprodução do retrato manchado pelo sangue dos mártires ao longo da história – o sangue que simbolicamente clama por vindicação na visão de João em Apocalipse 6:9. Quando Cristo voltar, creio que Floyd receberá o abraço acolhedor do Senhor que morreu por Ele na cruz e a quem ele tanto amou. E receberá também o abraço daqueles a quem ele encaminhou ao Salvador. Floyd agora dorme o sono dos justos, e quanto a nós, que continuamos na jornada desta vida? Vamos seguir seu exemplo de amor? Nosso coração anseia por justiça, igualdade e fraternidade, mas que, sobretudo, ansiemos pela vinda de Cristo, quando, finalmente, a paz será uma realidade, e sangue e lágrimas não mais serão derramados. [MB]

Leia também: “Polícia de Miami se ajoelha e reza em protesto contra morte de Floyd”

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Perguntas interativas da Lição: a criação: Gênesis como fundamento (parte 2)

genesisÉ evidente que Jesus e os escritores bíblicos consideravam o relato das origens em Gênesis de modo literal (ex.: Mt 24:38, 39; Jo 5:46; etc.). Isso nos revela algo a respeito das interpretações que se baseiam em métodos diferentes desse. Nesta semana, continuamos o estudo sobre as origens em Gênesis como fundamento para a correta interpretação da Bíblia, do passado e do futuro.

Perguntas para discussão em grupo:

Jó 26:7 diz que Deus “faz a Terra pairar sobre o nada”. O que isso quer dizer? Como Jó sabia disso?

Além disso, a Bíblia também afirma a “redondeza” da Terra (Jó 22:14; 26:10; Pv 8:27; Is 40:22). Por incrível que pareça, hoje há pessoas que creem no chamado “terraplanismo” (o qual defende que a Terra não é esférica, mas “achatada” e “plana”). Por que um cristão que defende essa ideia maluca se torna um empecilho à causa do Evangelho?

Apesar de alguns dizerem que crer na Terra plana “não influencia a sua fé nem sua relação com Deus”, por que é desastroso para o cristão ir contra a própria realidade observável? Como essa obsessão pode de alguma forma acabar afastando-o de Deus?

Obviamente os textos bíblicos que falam em “quatro cantos da Terra” e “quatro ventos” são figuras de linguagem. Que outros exemplos de linguagem figurada existem na Bíblia e também no nosso dia a dia? (R.: “Do coração procedem os maus desígnios” [Mt 15:19]; “janelas do céu” [Gn 7:11; 8:2; 2Rs 7:1, 2; Ml 3:10]; “ir pelo ralo”; “fulano mora no meu coração”; etc.). Em sua opinião, por que os textos bíblicos também fazem uso de figura de linguagem em várias ocasiões? Como podemos saber quando a linguagem é figurada?

Foram descobertos textos contendo mitos de criação que datam de antes de Moisés ter escrito o Gênesis. Alguns dos mais importantes são a “Epopeia de Gilgamesh”, da Mesopotâmia; o “Enuma Elish”, da Babilônia; e a “Epopeia de Atra-hasis”, da Suméria. Nesses contos mitológicos existem várias semelhanças com o relato de Gênesis. Apesar disso, como sabemos que o Gênesis não é apenas mais um “mito de criação” nem uma “adaptação” de nenhum deles? Por outro lado, o que as diferenças entre esses mitos e o Gênesis nos revelam? (Leia Colossenses 2:8 e 1 Timóteo 4:7.)

(R.: Semelhanças: a criação dos seres humanos; o barro como um dos elementos; o dilúvio. Diferenças: os “deuses” criam os humanos para trabalhar por eles; os deuses se odeiam, traem e matam; a morte é “natural” nos mitos, ao passo que na Bíblia ela é uma tragédia que resultou do pecado.)

As semelhanças entre os diferentes registros mitológicos encontrados e o Gênesis indicam que existe uma “versão original” dessas histórias, a qual tem que ser muito mais antiga, e que os povos pagãos a distorceram ao longo dos séculos conforme suas próprias crendices e superstições. Por que é ilógico supor que Moisés teria simplesmente copiado e “adaptado” os mitos (Êx 17:14; 34:27)? Que evidências você pode apontar que comprovam a veracidade de Gênesis mas não a dos mitos mais antigos?

Leia Atos 14:11-15, 18, 19. Assim como foi no passado, a crença na Criação bíblica (em uma semana literal) está em desacordo com a cultura predominante. Por que não devemos nos surpreender disso?

Leia Gênesis 1:14-16. Por que o relato bíblico da criação não menciona o nome do Sol nem da Lua? Como isso nos ajuda a perceber que, em vez de ser uma “cópia” ou “adaptação” dos antigos mitos de criação, o Gênesis é um corretivo desses mitos?

Como o conhecimento científico verdadeiro (que não nega o sobrenatural, cf. 1Tm 6:20, 21) nos ajuda a apreciar mais ainda o caráter de Deus e Sua revelação na Bíblia e na natureza?

Leia Gênesis 1:26. Em que sentido o ser humano é “a coroa da criação”? Que profundo significado reside no fato de que Deus criou os seres humanos com as próprias “mãos”, enquanto todas as outras coisas simplesmente surgiram por Sua palavra?

A árvore da vida é mencionada unicamente nos primeiros três capítulos da Bíblia e nos dois últimos. Por que a menção dela no Apocalipse não faria sentido se a que foi mencionada em Gênesis fosse apenas uma metáfora? Qual seria o sentido de Deus nos prometer um Éden restaurado se o primeiro não tivesse sido literal?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)