Lição dos Jovens: Isaque: doador altruísta

Perguntas interativas da Lição: Lidando com as dívidas

“Não devam nada a ninguém, a não ser o amor” (Rm 13:8). Todas as 26 referências que a Bíblia faz às dívidas são negativas (ex.: Pv 22:7). Obviamente, elas não fazem parte do ideal de Deus para Seus filhos, pois produzem muita preocupação, tensão e angústia. Por outro lado, há situações em que a dívida se faz necessária, como na aquisição de uma casa própria ou na educação formal (faculdade) dos filhos para que depois eles tenham condições de cuidar da própria vida. A Lição da Escola Sabatina desta semana nos faz refletir sobre a relação das dívidas com a vida espiritual, revela suas causas e apresenta propostas que tornam possível se livrar delas. A primeira e principal proposta é colocar Deus em primeiro lugar. A segunda, em alguns casos, é “destruir os cartões de crédito antes que eles destruam você, seu casamento ou ambos”. Certamente, muitas vidas serão transformadas após o estudo da lição desta semana!

PERGUNTAS PARA REFLEXÃO E DISCUSSÃO EM GRUPO:

Romanos 13:8 nos aconselha: “Não devam nada para ninguém…” Apesar de não ser exatamente pecado contrair dívidas, por que elas sempre têm sentido negativo na Bíblia? De que forma as dívidas podem prejudicar a vida espiritual? (R.: Elas podem provocar mudança de foco espiritual devido a muita preocupação e estresse; etc.)

Leia Provérbios 22:7. Em que sentido “aquele que pede emprestado é servo de quem empresta”? Como podemos comparar essa situação com os créditos e empréstimos de banco e financiadoras? (R.: O credor se torna “senhor” do que tomou emprestado, e o submete a situações constrangedoras.)

Leia Provérbios 23:4 e 1 Timóteo 6:8, 9. Por que não devemos nos esforçar para tentar ficar ricos? Como podemos determinar a diferença entre: (1) trabalhar arduamente para ter uma vida melhor, e (2) fazer da riqueza/dinheiro um ídolo?

Por que devemos fugir de todo e qualquer esquema de “enriquecimento rápido”? (R.: Na grande maioria das vezes, quase sem exceção, esses “esquemas” estão relacionados a alguma ilegalidade ou vão prejudicar muitas pessoas em algum momento.)

Veja o que a Bíblia diz sobre nos tornarmos fiadores de alguém: Provérbios 6:1-5; 17:18; 22:26. Qual o problema envolvido com essa atitude? Por que Deus Se preocupa com isso de modo tão sério? (R.: “Estudos mostram que 75% dos que se tornam fiadores acabam fazendo os pagamentos” – lição de quarta-feira. Deus Se importa conosco e quer o nosso bem. Quer nos ver livres de dívidas, principalmente das de outras pessoas. É o nosso nome que está em jogo.)

A lição de sexta-feira sugere que, em alguns casos, os cartões de crédito devem ser destruídos “antes que eles destruam você, seu casamento, ou ambos”. Quando se deve tomar essa decisão? Como o cartão de crédito pode destruir uma pessoa ou seu casamento?

Hebreus 13:5. Como podemos viver segundo esse conselho divino?

Como a lição desta semana impactou sua vida financeira e espiritual?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

Perguntas interativas da Lição: Ofertas para Jesus

Diferente do dízimo – o qual é devolvido ao Senhor, pois pertence a Ele –, a oferta é dada. Também de modo diferente do dízimo – para o qual Deus estabeleceu a proporção de 10% –, a oferta é voluntária no sentido de que é o próprio adorador quem estabelece a proporção a ser dada. Apesar das diferenças, a retenção tanto do dízimo quanto da oferta é considerada como roubar a Deus (Ml 3:8). Efetivamente, não há nada que possamos dar ao Senhor, pois tudo vem Dele (1Cr 29:14). No entanto, todos aqueles que reconhecem esse fato demonstram seu amor e gratidão ao Lhe entregarem uma proporção de sua renda como parte do ato de adoração.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Na lição de domingo, encontramos a seguinte afirmação: “Jesus passou mais tempo falando sobre dinheiro e riqueza do que sobre qualquer outro assunto.” Por que o assunto “dinheiro” deve ser levado tanto em consideração na vida espiritual? (R.: Devemos ter a perspectiva correta em relação ao dinheiro para não nos apegarmos a ele e perdermos o foco em Jesus – ver Mt 6:21; 1Tm 6:10.)

Leia Deuteronômio 12:11-14 e Mateus 6:31-34. Como podemos reivindicar essas promessas de Deus sem nos tornar egoístas ou obstinados por riquezas? Como o Evangelho pode nos livrar do amor ao dinheiro?

Leia Salmo 116:12-14. Como podemos responder à pergunta do verso 12? Como o dinheiro se encaixa na resposta?

Por que nossas ofertas são uma evidência de que amamos a Deus? De que forma o ato de ofertar fortalece nosso amor pelo Senhor e contribui para o desenvolvimento de um caráter cristão?

Leia 2 Coríntios 9:6, 7. Por que não devemos ofertar “com tristeza” ou “por necessidade”? Afinal, o que significa ofertar “por necessidade”? Como podemos entregar nossas ofertas com alegria?

Leia Deuteronômio 16:17. Por que a oferta regular (assim como o dízimo) também deve ser baseada em uma porcentagem da renda e não apenas em um valor casual? O que isso nos ensina sobre a importância da oferta? (R.: A oferta não deve ser apenas aleatória e casual, mas planejada. Deus estabeleceu a porcentagem do dízimo; mas o próprio adorador escolhe a porcentagem da oferta, conforme as bênçãos recebidas.)

Aos judeus que compareciam às festas espirituais de Israel foi determinado: “Ninguém aparecerá de mãos vazias perante o Senhor” (Dt 16:16). Por que para os cristãos de hoje é também um dever e um privilégio levar ofertas ao Senhor? Por que essa atitude tem implicações espirituais e morais? O que as ofertas de um cristão e sua atitude em relação a elas dizem sobre seu relacionamento com Deus?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

O caminho estreito

O caminho estreito exige que se tenha muito amor, não de palavras, mas de ações que procurem levar as pessoas à salvação.

Débora

Como é esse caminho estreito do qual Jesus falou? Quando me converti aos 15 anos, acreditava que era sobre todas as renúncias que tive que fazer. Foi uma luta mudar meus gostos, deixar de comer certas coisas, de vestir certas roupas, de frequentar certos ambientes, e até mudar meus relacionamentos. Foi um processo longo e doloroso… mas, com o tempo, fui me sentindo transformada e minha alegria passou a ser saber que eu estava fazendo a vontade de Deus… estar na igreja, estudar a Bíblia, ouvir louvores, sentir a presença de Jesus, conviver com meus amigos e irmãos de fé, e, especialmente, com meu esposo e filhos, realmente passaram a me trazer felicidade. Afinal, o caminho estreito ficou bom!

Esse caminho “estreito” foi tão abençoado, que, apesar dos problemas que surgem, me parecia mais leve do que o caminho largo, porque observei que os problemas também existem naquele caminho e podem se tornar até maiores pelas consequências nocivas do pecado. Mas Jesus fez questão de enfatizar que o caminho é estreito, né? Que a maioria iria preferir seguir no caminho largo porque é mais fácil e conveniente.

Porque Jesus também falou que no caminho estreito seríamos perseguidos, injuriados, e mentindo diriam todo mal contra nós. Mas por quê? Por causa Dele! Por ensinar Suas palavras, por não abrir mão dos Seus ensinos para agradar à maioria com discursos populares que desprezam a lei de Deus.

O caminho estreito exige que se tenha muito amor, não de palavras, mas de ações que procurem levar as pessoas à salvação. Não é fácil amar aqueles que nos desprezam, que nos ridicularizam, que nos atacam por defendermos a Palavra de Deus.

Jesus e Seus discípulos percorreram esse caminho e deram a vida pela salvação de todos os que se deixaram alcançar por esse amor.

Se o sentido da nossa vida não é viver para levar a mensagem da cruz que salva, do reencontro na ressurreição, da justiça verdadeira no dia do juízo, do encontro com Jesus em pessoa e receber a vida eterna que só Ele pode dar… Se essa não é a causa que nos move, então já perdemos o foco e não estamos no caminho estreito. E já nos perdemos pelo caminho.

(Débora Borges; Instagram)

Lição dos Jovens: Abraão, o fiel doador

A ferida de morte que atingiu o papado em 1798 foi curada em 1929?

Não podemos negligenciar as claras evidências de cumprimento profético, que nos mostram que estamos em pleno processo de cura.

Berthier-prende-o-papa-Pio-VI

Comecemos por perguntar: O que aconteceu ao papado em 1798? Qual a “ferida” que o atingiu? Desde o século 6, o papado dispunha de um poder imenso junto às nações da velha Europa, lugar da sua sede e quase completa influência. Veja as evidências:

“O altivo pontífice também pretendia o poder de depor imperadores; e declarou que sentença alguma que pronunciasse poderia ser revogada por quem quer que fosse, mas era prerrogativa sua revogar as decisões de todos os outros.” Ellen White, O Grande Conflito, p. 57

“O papado se tornou o déspota do mundo. Reis e imperadores curvavam-se aos decretos do pontífice romano. O destino dos homens, tanto temporal como eterno, parecia estar sob seu domínio. […] Seu clero era honrado e liberalmente mantido. Nunca a Igreja de Roma atingiu maior dignidade, magnificência ou poder.” Ellen White, O Grande Conflito, p. 60

Portanto, vemos aqui que o domínio de Roma abrangia tudo: poderes religioso, secular, político, civil, militar (usando a força dos estados), etc., tudo estava sob a ordem do pontífice romano.

Então, algo mudou. Em fevereiro de 1798, o general francês Berthier entrou em Roma e, numa ação militar que durou poucos dias, prendeu o Papa Pio VI, proclamou uma república e – preste bem atenção! – retirou o poder temporal (secular, político, civil) do papado, cumprindo a profecia de Apocalipse 13:3: “Vi uma de suas cabeças como ferida de morte.”

A inspiração profética confirma esse cumprimento profético: “Nesta ocasião [1798] o papa foi aprisionado pelo exército francês, e o poder papal recebeu a chaga mortal.” Ellen White, O Grande Conflito, p. 439

Cessou aqui – melhor dizendo, interrompeu-se por algum tempo – o domínio absoluto, a despotismo e a tirania da Igreja Romana. Mas o mesmo versículo de Apocalipse que já lemos (13:3) continua dizendo: “E a sua chaga mortal foi curada”, o que indica que essa interrupção chegaria ao fim e o papado seria novamente restituído ao seu poderio anterior a 1798.

É justamente aqui que a maioria dos autores e comentadores adventistas chega a 1929. O que aconteceu nesse ano de significativo com o papado? Em 7 de junho de 1929, o reino da Itália e a Santa Sé ratificavam uma série de três tratados, assinados em 11 de fevereiro do mesmo ano, cujos documentos atestavam:

1. O reconhecimento total da soberania da Santa Sé no Estado do Vaticano.

2. Uma concordata regulando a posição da religião católica no Estado.

3. Uma convenção financeira acordando a liquidação definitiva das reivindicações da Santa Sé por suas perdas territoriais (estados pontifícios) e de propriedade.

Portanto, o que Roma (ou Santa Sé, Vaticano, papado) recuperou em 1929 foi – preste bem atenção! – território, poder religioso (não obrigatório, não vinculativo) e bens patrimoniais e financeiros. Assim, pergunta-se: Em 1929, Roma recuperou o poder temporal (secular, político, civil) que havia perdido em 1798? A resposta é não.

Então, de que é que Roma se recuperou em 1929? Pois bem, nessa data Roma se recuperou de outra ferida (permita-me o uso desse termo apenas para fazer paralelo) que tinha sofrido em 1870: no dia 20 de setembro, e após alguns anos de disputas políticas internas e europeias, o rei Victor Emanuel II (monarca do reino da Itália) anexou a cidade de Roma como parte do processo de unificação da península italiana, retirando assim a soberania papal sobre todos os territórios conhecidos como estados pontifícios ou papais. Resumindo: em 1929, Roma recuperou, sarou essencialmente a ferida que tinha sofrido em 1870 – os territórios físicos do seu domínio. Mas não houve recuperação nem sarar do seu poder temporal perdido em 1798.

Vejamos bem o que diz a Bíblia, no texto já citado: “Vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta.” Apocalipse 13:3

Portanto, o oráculo profético de Patmos indica que depois de a ferida de morte (sofrida em 1798) ser curada, toda a Terra se maravilhará após (ou diante, ou com) a besta (papado romano). Perguntamos: A Terra toda se maravilhou com a besta após 1929 e até agora? Não, claro que não – a história mostra isso, todos o sabemos! Então, por dedução lógica, isso quer dizer e confirma que a ferida de morte sofrida em 1798 não foi curada naquela data.

Mas você pode estar pensando: “Então, será que a ferida papal de 1798 já foi curada? Se sim, quando foi? Se não, quando será?” Veja como Ellen White comenta esse momento em que, de fato, toda a Terra se maravilhará após a besta, ato contínuo à cura da ferida sofrida em 1798:

“A profecia do Capítulo 13 do Apocalipse declara que o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro fará com que a ‘Terra e os que nela habitam’ adorem o papado, ali simbolizado pela besta ‘semelhante ao leopardo’. A besta de dois chifres dirá também ‘aos que habitam na Terra que façam uma imagem à besta’; e, ainda mais, mandará a todos, ‘pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos’, que recebam o ‘sinal da besta’. Apocalipse 13:11-16. Mostrou-se que os Estados Unidos são o poder representado pela besta de chifres semelhantes aos do cordeiro, e que esta profecia se cumprirá quando aquela nação impuser a observância do domingo, que Roma alega ser um reconhecimento especial de sua supremacia. Mas nessa homenagem ao papado os Estados Unidos não estarão sós. A influência de Roma nos países que uma vez já lhe reconheceram o domínio, está ainda longe de ser destruída. E a profecia prevê uma restauração de seu poder. ‘Vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta.’ Apocalipse 13:3. A aplicação da chaga mortal indica a queda do papado em 1798. Depois disto, diz o profeta: ‘A sua chaga mortal foi curada; e toda a Terra se maravilhou após a besta.’ Paulo declara expressamente que o homem do pecado perdurará até ao segundo advento. 2 Tessalonicenses 2:8. Até mesmo ao final do tempo prosseguirá com sua obra de engano. E diz o escritor do Apocalipse, referindo-se também ao papado: ‘Adoraram-na todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida.’ Apocalipse 13:8. Tanto no Velho como no Novo Mundo o papado receberá homenagem pela honra prestada à instituição do domingo, que repousa unicamente na autoridade da Igreja de Roma.” Ellen White, O Grande Conflito, p. 579

Vemos que Ellen White relaciona diretamente a cura da ferida de 1798 com o reconhecimento do domingo como dia santo (que na verdade é o falso sábado) – será aqui que Roma recuperará totalmente o que perdeu em 1798: o poder temporal (secular, político, civil), agora associado ao religioso de que já dispõe. E isso será feito com uma importante e decisiva intervenção dos Estados Unidos da América, o que não sucedeu até ao dia de hoje.

Enquanto sabemos que isso está ainda no futuro, não podemos negligenciar as claras evidências de cumprimento profético, que nos mostram que estamos em pleno processo de cura. A cada dia vemos Roma reunir mais apoios e consensos em todos os níveis da sociedade, em todo o mundo. Longe vai o tempo em que a ferida sangrava e provocava grande sofrimento ao papado – isso foi estancado, tratado, cicatrizou bem e o paciente está quase pronto para voltar à vida ativa, sem limitações.

Fique atento e preparado! Pode acontecer a qualquer momento.

(Filipe Reis, O Tempo Final)

Perguntas interativas da Lição: O pacto do dízimo

A prática de devolver os dízimos antecede a nação de Israel e suas leis cerimoniais e civis. Isso demonstra que sua aplicação é universal, abrangendo todos os que desejam ser fiéis a Deus. Assim como a observância do sábado, a fidelidade nos dízimos e ofertas têm o propósito de ser uma bênção para o adorador: ao observar o sábado, ele aprende a descansar em Deus; e ao devolver o dízimo sagrado, aprende a confiar totalmente Nele.

Perguntas para reflexão e discussão em grupo:

Leia Gênesis 14:18-20 e 28:20-22. Abraão e seu neto Jacó já praticavam o dízimo antes da instituição das leis cerimoniais e civis de Israel. O que isso nos ensina? (R.: Assim como o sábado, a prática de entregar os dízimos não era apenas para o povo de Israel.)

Leia Malaquias 3:8, 9. Por que não devolver o dízimo equivale a “roubar” a Deus? Por que isso é tão grave? (R.: Tudo pertence a Deus, mas Ele espera que se devolvam a Ele apenas 10% de toda a renda. Portanto, o dízimo é sagrado, pertence a Ele. Retê-lo é roubá-lo.)

Conforme Números 18:21 e 24, qual era o destino exclusivo dos dízimos entre o povo de Israel? De que modo esse modelo deve ser usado como base para a igreja?

Conforme Deuteronômio 12:5, 6, o povo de Israel não poderia apresentar os holocaustos e os dízimos em qualquer lugar, mas apenas no lugar que o Senhor tinha ordenado. Também vemos em Malaquias 3:10 que eles deveriam levar os dízimos à “casa do tesouro”. Por que o dízimo não pode ser usados do modo como quisermos? Por que tem que ser entregue na igreja e usado exclusivamente para sustentar o ministério evangélico mundial?

Como seria se todos devolvessem o dízimo onde e a quem quisessem? Por que tal atitude é uma transgressão da vontade de Deus revelada nas Escrituras?

Assim como o sábado tem o objetivo de ser uma bênção para o adorador (Mc 2:27), de que forma o dízimo também é? (R.: A pessoa aprende a se desapegar do recurso material e a confiar mais em Deus. Certamente essa pessoa estará mais preparada quando tiver que escolher entre as finanças e Deus, preferindo seguir a Deus.)

De que modo a fidelidade nos dízimos e ofertas nos ensina a estabelecer um relacionamento de confiança com Deus?

Nos últimos dias da história da Terra, os que forem fiéis a Deus não poderão comprar nem vender, pois não aceitarão o “sinal da besta” (Ap 13:16, 17). Como a fidelidade nos dízimos e ofertas hoje pode habilitar o povo de Deus a permanecer firme e decidido durante tal período de prova no futuro?

Medite nesta frase da lição de domingo: “O dízimo é o testemunho mínimo do compromisso do cristão.” Você concorda com esse pensamento? Por quê?

Como podemos explicar a alguém que nunca devolveu o dízimo as bênçãos advindas dessa experiência?

(Pastor Natal Gardino, professor de Teologia no Instituto Adventista Paranaense)

A vida em primeiro lugar (nota da CNBB sobre aborto)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) não concorda e manifesta sua reprovação a toda e qualquer iniciativa que sinalize para a flexibilização do aborto. Assim, as últimas medidas, a exemplo da desvinculação do Brasil com a Convenção de Genebra e a revogação da portaria que determina a comunicação do aborto por estupro às autoridades policiais, precisam ser esclarecidas pelo Governo Federal considerando que a defesa do nascituro foi compromisso assumido em campanha.

A hora pede sensatez e equilíbrio para a efetiva busca da paz. É preciso lembrar que qualquer atentado contra a vida é também uma agressão ao Estado Democrático de Direito e configura ataques à dignidade e ao bem-estar social.

A Igreja, sem vínculo com partido ou ideologia, fiel ao seu Mestre, clama para que todos se unam na defesa e na proteção da vida em todas as suas etapas – missão que exige compromisso com os pobres, com as gestantes e suas famílias, especialmente com a vida indefesa em gestação.

Não, contundente, ao aborto!

Possamos estar unidos na promoção da dignidade de todo ser humano.

Brasília, 18 de janeiro de 2023

PDF original da Nota da CNBB: Clique aqui.

Obs.: A ideologia por trás da posição da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) sobre a vida possui diferenças importantes em relação ao Catolicismo, e apresenta consequências no campo da bioética totalmente diferentes.

O Catolicismo impõe a vida como um valor inerente e independente ao indivíduo. A Igreja Adventista entende isso dentro do contexto da união com Deus e com a esperança de uma vida renovada. Portanto, existem pontos difíceis que são irreconciliáveis para a Igreja Católica (ICAR), mas que a IASD compreende de maneira a juntar a misericórdia e a esperança da vida futura:

1) Desse modo, um fator inegociável para a ICAR, como aborto em caso de estupro e em caso de grave risco de morte para a mãe, tem entendimento diferente na IASD.
2) Na terminalidade da vida, a limitação de esforços inúteis para manter a vida a qualquer custo, mesmo quando existe a futilidade dos esforços (uma pessoa que tenha uma parada cardíaca com câncer metastático; alguém em sofrimento profundo com uma doença terminal; etc.), são entendidos diferentemente na IASD. Na Igreja Católica, não empreender esforços para manter a vida a qualquer custo é considerado como pecado.

Declaração de Consenso sobre o Cuidado aos Pacientes Terminais (clique aqui).

Lista Mundial da Perseguição 2023 mostra dados sobre perseguição a cristãos no mundo

Atualizada anualmente há 30 anos, a pesquisa mostra que países como Coreia do Norte, Nigéria, Irã, Índia e vários da América Latina perseguem, hostilizam, torturam e até matam cristãos

perseguição

A Missão Portas Abertas acaba de lançar a Lista Mundial da Perseguição 2023, que elenca os países mais hostis ao cristianismo. Em sua 30ª edição, a LMP23 monitora os países em que os cristãos são mais perseguidos para, assim, poder ajudar e prestar serviços emergenciais, socioeconômicos, pós-trauma, bem como distribuição de material cristão, bíblias, alimentos, roupas, medicamentos e o que o cristão tiver mais necessidade. A pesquisa para a produção da LMP deste ano abrange o período de 1º de outubro de 2021 a 30 de setembro de 2022.

Lançada no início de cada ano, a Lista usa extensa pesquisa, dados de trabalhadores de campo da Portas Abertas, suas redes nacionais, especialistas externos e analistas de perseguição para quantificar e analisar a perseguição em todo o mundo. Cada edição é certificada pelo International Institute for Religious Freedom.

Vale ressaltar que mais de 360 milhões de cristãos enfrentam altos níveis de perseguição e discriminação por causa de sua fé. Isso quer dizer que 1 a cada 7 cristãos enfrentam a perseguição em todo o mundo. 

Para o secretário-geral da Portas Abertas no Brasil, Marco Cruz, a LMP 2023 é uma referência do que tem acontecido no cenário internacional. “O crescimento da violência, de guerras, fome e perseguição étnica e religiosa reflete pontualmente no trabalho da Portas Abertas, que utiliza as informações dos países em que atua para trabalhar e apoiar de forma efetiva o cristão perseguido”, explica.

Coreia do Norte volta ao topo da Lista

A Coreia do Norte voltou à primeira posição, onde – com exceção do último período do relatório – permaneceu desde 2002. Neste ano, o país vê sua pontuação de perseguição mais alta de todos os tempos. Isso reflete um aumento nas prisões de cristãos e mais igrejas clandestinas descobertas e fechadas. Prisão significa execução ou prisão perpétua em um dos campos terrivelmente desumanos do país para prisioneiros políticos, onde os prisioneiros enfrentam fome, trabalhos forçados, tortura e violência sexual.

O novo aumento vem com a aplicação da nova “Lei do Pensamento Antirreacionário”, que criminaliza qualquer material publicado de origem estrangeira na Coreia do Norte, além da Bíblia há muitos anos proibida no país. Isso levou à prisão ou execução de adolescentes que assistiam a programas sul-coreanos, como Squid Game. No entanto, também está sendo usado para rastrear Bíblias ou qualquer outro material cristão, impresso ou eletrônico.

“Os cristãos sempre estiveram na linha de frente do ataque do regime. Seu objetivo é acabar com todos os cristãos do país. Só pode haver um deus na Coreia do Norte, que é a família Kim”, disse Timothy Cho, fugitivo norte-coreano.

Violência na África

Entre várias novidades estarrecedoras sobre o cristão perseguido nesses países, destaque novamente para a África Subsaariana. A região enfrenta uma vasta catástrofe humanitária, uma vez que uma onda de violência religiosa alimentada na Nigéria (7) varreu a região, atingindo populações cristãs em um ritmo alarmante em países como Burkina Faso (23), Camarões (45), Mali (17) e Níger (28). Sinais de expansão de radicais islâmicos também são claramente visíveis em Moçambique (32), República Democrática do Congo (37) e outros países. (Os números entre parênteses representam as posições que ocupam na LMP.)

A violência contra os cristãos na África Subsaariana atingiu novos níveis alarmantes, à medida que militantes islâmicos violentos desestabilizam a região usando violência extrema.

A violência é mais extrema na Nigéria, onde militantes do Fulani, Boko Haram, Província do Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP, sigla em inglês) e outros realizam incursões em comunidades cristãs, matando, mutilando, violentando sexualmente e sequestrando principalmente mulheres e meninas.

Os assassinatos motivados por motivos religiosos na Nigéria aumentaram de 4.650 no ano passado para 5.014 – impressionantes 89% do total internacional. Essa violência forçou centenas de milhares de nigerianos ao deslocamento interno ou a tornarem-se refugiados.

Este ano também presenciou essa violência se espalhar para a maioria cristã no sul do país. A violência é apenas parte da equação, com a crescente islamização colocando extrema pressão sobre muitos cristãos em suas vidas cotidianas. O governo da Nigéria continua a negar que se trata de perseguição religiosa, de modo que as violações dos direitos dos cristãos são cometidas impunemente.

“A violência contra cristãos continua crescente e, se analisarmos bem, a Nigéria é – pelo segundo ano consecutivo – o país com o maior número de cristãos assassinados por sua fé. O país é responsável por 89% das mortes de cristãos por sua fé em todo mundo”, pontua Cruz.

Afeganistão – um ano depois

O Afeganistão caiu do número 1 em 2022 para o número 9 na lista deste ano. No entanto, a queda acentuada não significa que o cristão afegão não está mais enfrentando extrema perseguição.

Após o golpe brutal em 2021, muitos cristãos foram executados, enquanto o Talibã ia de porta em porta para erradicar os cristãos leais, que se recusaram a negar Jesus. Muitos cristãos se esconderam ou fugiram para o exterior.

Ao longo de 2022, o foco do Talibã se intensificou em erradicar aqueles com ligações com o antigo regime, mais do que erradicar o número muito pequeno de cristãos remanescentes.

A vida de muitos cristãos que fugiram para as nações vizinhas é muito insegura: “Nossa situação é desesperadora. Minha mãe e eu conseguimos cruzar a fronteira para outro país. Estou rezando para poder deixar este país e ir para algum lugar seguro. Posso ter que me esconder ou serei deportado para o Afeganistão. Se isso acontecer, posso ser morta”, disse Zabi, cristã afegã refugiada.

Enquanto isso, o Talibã, desesperado para manter o funcionamento do país, deseja que trabalhadores expatriados, como médicos ou engenheiros, trabalhem no país. A afiliação religiosa de expatriados não é tão rigorosamente monitorada – afetando a pesquisa de perseguição.

Não significa que a situação do cristão no país tenha melhorado. Pelo contrário, a ajuda que a Portas Abertas oferece ao cristão perseguido no Afeganistão também é afetada. “A queda do primeiro para o 9º lugar na Lista não quer dizer que a perseguição melhorou no país. Pelo contrário, com a tomada do Talibã, cristãos foram mortos, fugiram do país ou estão escondidos, vivendo secretamente. O que nos preocupa muito, pois a ajuda que sempre chegou a eles precisa continuar sendo entregue”, explica o secretário-geral.

América Latina

Dos países da América Latina que já estavam na Lista Mundial do ano passado, todos aumentaram em muito sua colocação: Cuba foi o que mais cresceu no ranking, subindo de 37ª para 27ª posição. Isso se deu por conta do aumento da pressão e da violência, já que a ditatura no governo intensificou suas táticas repressivas contra todos os líderes cristãos e ativistas que se opõem aos princípios comunistas.

Já a Colômbia subiu oito posições, passando da 30ª para a 22ª colocação; México, de 43º para 38º.

E o novo país da região a compor a LMP2023 é a Nicarágua. A opressão direta do governo contra os cristãos vistos como vozes da oposição é comum na Nicarágua, onde líderes cristãos foram presos sem julgamento por sua participação nas manifestações de 2022. A Nicarágua está na 50ª posição, 14 acima da 64ª que ocupava no ano passado na Lista de Países em Observação.

“A América Latina também é uma região que merece atenção especial neste ano. A opressão direta do governo contra os cristãos vistos como vozes da oposição é comum em países com regimes autoritários na América Latina. Além disso, o crime organizado se instalou, especialmente nas áreas rurais para os cristãos que se manifestam contra as atividades dos cartéis”, conclui Marco Cruz.

Veja a Lista Mundial da Perseguição 2023 completa e os perfis de cada país e outras informações em: www.portasabertas.org.br/lista-mundial

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Como discordar dos outros sem brigar

O que fazer e como agir quando você se deparar com alguém que discorde de seus pontos de vista.

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A polarização da sociedade parece destruir a capacidade das pessoas de dialogar, tão logo aquelas que se posicionam de um lado da questão passam a não aceitar uma posição contrária à sua. Isso tem gerado agressões verbais, sobretudo nas redes sociais, e até físicas. Mas existem maneiras de discordar de alguém sem ser sequer desagradável, e menos ainda ser agressivo, diz o professor Dan Edelstein [foto], da Universidade de Stanford (EUA), que organizou um curso de cidadania, para tentar minimizar a agressividade social que tem proliferado em todo o mundo.

“Para sermos bons cidadãos, temos que entender o que é esperado de nós em nossas interações com os outros e quais são nossas expectativas. Um dos principais objetivos do curso de cidadania é destacar que é normal o fato de que as pessoas nem sempre concordam, e destacar por que isso é tão inestimável. Na verdade, a discordância é uma característica, não um defeito da democracia”, detalhou ele.

É importante não apenas incentivar a diversidade de pontos de vista, para que novas ideias possam surgir, mas também ser confrontado com ideias das quais discordamos, pois isso “nos obriga a esclarecer e refinar nossos próprios pensamentos”, justifica Edelstein.

O modo de interação mais comum quando se frequenta as redes sociais ou se assiste aos noticiários, é o debate, que é uma forma de diálogo, mas que envolve a tentativa de persuadir os outros a defender seu ponto de vista, com pouca troca de ideias ou ponderações. “Realmente, o que queremos que nossos alunos pratiquem, e o que eu acho que precisamos mais em nosso país e nas democracias ao redor do mundo, é a ponderação”, disse Edelstein. “É uma forma de enquadrar um desacordo de modo a manter a conversa viva e levá-la adiante, em vez de transformá-la em um conflito de pontos de vista.”

Aqui estão algumas das dicas que o professor Edelstein passa em seu curso quando você se deparar com alguém que discorde de seus pontos de vista.

1. Esteja disposto a mudar de ideia

“Para passar do debate para a ponderação, é realmente o seu estado de espírito que precisa mudar. Quando estamos debatendo, somos rápidos, entusiasmados e apaixonados. Esse é um estado de espírito terrível se você quiser se tornar ponderado. Você precisa manter a mente aberta e ser mais reflexivo sobre as coisas. Você tem que desacelerar, não deixar suas emoções se inflamarem com o que alguém diz quando você discorda deles. É dizer para si mesmo: ‘OK, eu não concordo com isso, mas mesmo assim vou ouvir.’ Algumas vezes, você pode até mesmo se pegar concordando com uma ideia ou ponto de vista que havia rejeitado anteriormente.”

2. Seja curioso sobre por que as outras pessoas se sentem do jeito que elas se sentem

“Mesmo que o que a pessoa do outro lado da mesa está dizendo a você pareça completamente conflitante com tudo o que você acredita, ainda pode ser interessante descobrir por que algumas pessoas parecem ser tão persuadidas por uma visão de mundo completamente diferente da sua. É importante não taxar as pessoas como estúpidas ou inferiores, o que pode acontecer quando ficamos irritados e respondemos mais com base em uma reação emocional do que reflexiva.”

3. Evite rótulos

“Se eu discordo de você e as primeiras palavras que saem da minha boca são ‘Bem, isso é estúpido’ ou ‘Acho isso estúpido’, então estou sendo desagradável. O que nossos colegas do Laboratório de Democracia Deliberativa descobriram é que, se você se abstiver de nomes e rótulos e, em vez disso, falar sobre ideias e políticas, então, com poucas exceções, você poderá ter uma conversa aberta com alguém que aborda isso de um ponto de vista político diferente.”

4. Compartilhe suas experiências

“Quando trazemos as coisas de volta ao que sabemos por experiência, o que passamos, o que vimos, isso torna essas conversas mais interessantes e talvez um pouco mais harmoniosas. Se alguém disser algo estranho, você pode responder: ‘Essa não é realmente a minha experiência. Na verdade, minha experiência tem sido o oposto.’ Ou: ‘Oh, onde isso aconteceu? Sabe, isso parece realmente surpreendente para mim. Nenhum dos meus amigos parece ter tido essa experiência.’”

5. Ouça realmente o que os outros estão dizendo

“A ponderação requer ouvir ativamente o que as pessoas estão dizendo, e não tentar contestá-las para provar que você está certo e elas estão erradas. Nós fazemos questão de definir a escuta ativa como um tipo muito específico de escuta. Ela é ativa no sentido de que você precisa se controlar constantemente para permanecer nesse modo mais deliberativo, em vez de ter uma reação instintiva ou repulsiva ao que alguém diz.”

(Diário da Saúde)