Vacinação: testemunho de um missionário adventista em Moçambique

É profético o mundo caminhar para a perseguição, culminando com o decreto dominical e os últimos eventos da história. Enquanto isso não acontece e o desafio não se trata de obediência ou não à Lei de Deus, siga o que os médicos e as autoridades de saúde receitarem, bem como mantenha seu estilo de vida saudável.

heraldo

Sou brasileiro, mas moro aqui em Moçambique há alguns anos. Sou reitor da Universidade Adventista neste país. Aqui peguei Covid variante Delta, bem recentemente, e estou ainda me recuperando. Ela está assolando Moçambique. Para você ter uma ideia, até poucas semanas atrás, em todo o país, desde o início da pandemia, tínhamos contabilizado por volta de mil mortos. Agora, com a variante, em poucos dias morreram mais de 350, sem contar a sobrecarga nos hospitais. O presidente da República decretou imediatamente o fechamento de escolas, igrejas, toque de recolher nas grandes cidades a partir das 21h, comércio fechando às 16h, entre outras medidas. Quando testei positivo, ingeri muita água, sucos de frutas cítricas, mel, alho, cebola, fiz inalação de vapor d’água com orégano ou folhas de eucalipto, banhos de sol e aspiração de Vick Vaporub. Graças a Deus, já estava vacinado com duas doses da vacina da Sinopharm. Aqui em nosso meio e próximo a nós havia pessoas ainda não vacinadas que contraíram a variante Delta e, infelizmente, morreram. E foram várias.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem uma posição sobre vacinas muito anterior à pandemia de Covid (leia aqui). Sempre a IASD deixou claro que entre seus membros toma a vacina quem quiser. Há muitas décadas a IASD apoia, incentiva e participa de campanhas de vacinação. Nossos missionários são orientados a isso e só vão para o campo missionário se tomarem a carga completa de vacinas disponíveis. Se eu mostrar a lista que tive que tomar para vir para cá, a da Covid é somente mais uma diante de tantas outras. A história mostra que não é a primeira vez que esses movimentos antivacinas acontecem. Tivemos, inclusive, a triste experiência de um médico missionário que no passado aplicou muitas vacinas contra poliomielite, mas ele mesmo não tomou. Pegou a pólio e teve um sofrimento terrível. Leia a descrição dessa experiência aqui.

Estou me recuperando e ainda estou vivo, graças a Deus. Não sei, sinceramente, o que teria acontecido com minha vida se tivesse pego essa variante Delta sem ter sido vacinado. Nem quero saber! Aqui, até recentemente, havia apenas cinco respiradores para alguns milhões de habitantes no único hospital geral da província. Pegar Covid já é assustador, imagine aqui no campo missionário, na região do interior onde estou. A Delta está contagiando e matando sem limites aqui agora. Só no campus da nossa universidade tivemos nove casos de contágio na semana passada. Quem foi vacinado sobreviveu.

Quanto às liberdades individuais e as atitudes governamentais, sabemos que é profético caminhar para a perseguição, pois, à medida que os esforços não resultarem em solução, os líderes civis serão pressionados pelos líderes religiosos a criar leis civis, mas de motivação religiosa, culminando na principal delas: o decreto dominical. Enquanto isso não acontece e o desafio não se trata de obediência ou não à Lei de Deus, siga o que os médicos e as autoridades de saúde receitarem, bem como mantenha seu estilo de vida saudável. E ore por nós.

(Heraldo Lopes é doutor em Teologia e reitor da Universidade Adventista de Moçambique)

Esclarecimento da Divisão Intereuropeia da Igreja Adventista sobre reunião religiosa

Esclarecimento da sede adventista é a respeito de evento ocorrido na Itália em junho de 2021. A declaração em questão foi publicada no dia 28 de julho.

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Em 12 de junho de 2021, aconteceu uma cerimônia na Itália entre clérigos de diferentes denominações religiosas, apresentada por seus organizadores como uma comemoração da passagem do décimo aniversário da constituição do Conselho das Igrejas Cristãs de Marche e do vigésimo aniversário da assinatura do documento Charta Oecumenica (Carta Ecumênica). Todo o evento foi gravado e postado no YouTube.

Muitos adventistas do sétimo dia, de dentro e de fora do território da Divisão Intereuropeia da Igreja Adventista do Sétimo Dia, assistiram ao vídeo e ficaram extremamente preocupados ao perceber que dois pastores adventistas estavam entre os convidados.  Um deles é o pastor aposentado que estava envolvido na organização de um grupo de comunhão e intercâmbio de ministros de várias denominações cristãs que vivem naquela área da Itália, “Marche”.

Devido à presença de dois pastores adventistas do sétimo dia naquela celebração, a administração da União Intereuropeia procurou saber as circunstâncias e condições de sua participação. Após um pedido de esclarecimento de nossa parte, a Administração da União Italiana comentou o fato, por meio da Declaração abaixo (Documento 1). Ressaltamos a afirmação de que “Esta ação não teve como objetivo reconhecer ou validar a Carta Ecumênica de Estrasburgo. A Igreja Adventista na Itália não a reconhece, não acredita nela e não está submetida a tal ecumenismo. Portanto, não temos a intenção de ingressar no Conselho Ecumênico de Igrejas (CEC)”. Ao mesmo tempo, de acordo com a perspectiva da Administração da União, “permanecemos abertos a qualquer tipo de relacionamento inter-religioso, mas apenas se esses relacionamentos não questionarem nossa concepção e crenças específicas na palavra profética de Daniel capítulo 7 e Apocalipse capítulos 13 e 17”.

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Lição do Jardim: a menina cativa

Os adventistas, a liberdade e as autoridades

Os textos a seguir, de Ellen White, têm relação com o decreto dominical, mas seus princípios valem para outros assuntos também.

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“Temos homens que são colocados sobre nós como governadores, e leis para nos regerem. Não fosse por essas leis, e as condições do mundo seriam piores do que são agora. Algumas dessas leis são boas, outras más. Estas têm aumentado, e seremos ainda levados a situações apertadas. Mas Deus susterá Seu povo para ser firme e viver à altura dos princípios de Sua Palavra. […] Vi que nosso dever em cada caso é obedecer às leis de nossa pátria, a menos que se oponham às que Deus proferiu com voz audível do Monte Sinai, e depois, com o próprio dedo, gravou em pedra. ‘Porei as Minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei; e Eu lhes serei por Deus, e eles Me serão por povo’ (Hb 8:10). Quem tem a lei de Deus escrita no coração obedecerá mais a Deus do que aos homens, e preferirá desobedecer a todos os homens a desviar-se um mínimo que seja dos mandamentos de Deus. O povo de Deus, ensinado pela inspiração da verdade, e guiado por uma consciência pura a viver segundo toda Palavra de Deus, terá Sua lei, escrita no coração, como única autoridade que reconhece ou consente em obedecer. Supremas são a sabedoria e a autoridade da lei divina” (Testimonies for the Church 1:201, 361).

“O governo sob que Jesus viveu era corrupto e opressivo; clamavam de todo lado os abusos — extorsões, intolerância e abusiva crueldade. Não obstante, o Salvador não tentou nenhuma reforma civil. Não atacou nenhum abuso nacional, nem condenou os inimigos da nação. Não interferiu com a autoridade nem com a administração dos que se achavam no poder. Aquele que foi o nosso exemplo conservou-Se afastado dos governos terrestres. Não porque fosse indiferente às misérias do homem, mas porque o remédio não residia em medidas meramente humanas e externas. Para ser eficiente, a cura deve atingir o próprio homem, individualmente, e regenerar o coração” (O Desejado de Todas as Nações, p. 509).

“Esse princípio tem de ser mantido firmemente em nossos dias. A bandeira da verdade e da liberdade religiosa desfraldada pelos fundadores da igreja do evangelho e pelas testemunhas de Deus durante os séculos decorridos desde então, foi, neste último conflito, confiada a nossas mãos. A responsabilidade por esse grande dom repousa com aqueles a quem Deus abençoou com o conhecimento de Sua Palavra. Temos de receber essa Palavra como autoridade suprema. Devemos reconhecer o governo humano como uma instituição designada por Deus, e ensinar obediência a ele como um dever sagrado, dentro de sua legítima esfera. Mas, quando suas exigências se chocam com as reivindicações de Deus, temos que obedecer a Deus de preferência aos homens. A Palavra de Deus precisa ser reconhecida como estando acima de toda a legislação humana. Um ‘Assim diz o Senhor’ não deve ser posto à margem por um ‘Assim diz a igreja’, ou um ‘Assim diz o Estado’. A coroa de Cristo tem de ser erguida acima dos diademas de autoridades terrestres.

“Não nos é exigido que desafiemos as autoridades. Nossas palavras, quer faladas quer escritas, devem ser cuidadosamente consideradas, para que não sejamos tidos na conta de proferir coisas que nos façam parecer contrários à lei e à ordem. Não devemos dizer nem fazer coisa alguma que nos venha desnecessariamente impedir o caminho. Temos de avançar em nome de Cristo, defendendo as verdades que nos foram confiadas. Se somos proibidos pelos homens de fazer essa obra, podemos, então, dizer como os apóstolos: ‘Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus? Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido’ (At 4:19, 20)” (Atos dos Apóstolos, p. 38).

“Nossa obra não consiste em atacar o governo, mas em preparar um povo para estar de pé no grande dia do Senhor. Quanto menos ataques fizermos às autoridades e governos tanto mais realizaremos para Deus” (Evangelismo, p. 173).

“Se bem que a verdade deva ser defendida, esta obra deve ser feita no espírito de Jesus. Se o povo de Deus atuar sem paz nem amor, sofrerá grande perda, uma perda irreparável. As almas são afastadas de Cristo, mesmo depois de haverem estado ligadas a Sua obra. Não devemos julgar quem não teve as oportunidades nem os privilégios que nós tivemos. Alguns desses irão ao Céu adiante dos que tiveram grande luz, mas não viveram em conformidade com essa luz. Se quisermos convencer os descrentes de que possuímos a verdade que santifica a alma e transforma o caráter, não devemos acusá-los veementemente de seus erros. Se o fizermos, obrigamo-los a concluir que a verdade não nos torna bondosos nem corteses, mas ásperos e rudes.

“Alguns, facilmente excitáveis, estão sempre dispostos a pegar em armas de luta. Em tempos de provação, mostrarão que não alicerçaram a sua fé sobre a rocha sólida. […] Não façam os adventistas do sétimo dia coisa nenhuma que os assinale como desobedientes à lei ou a ela contrários. Apartem de sua vida toda incoerência. Nossa obra consiste em proclamar a verdade, deixando com o Senhor os resultados. Fazei tudo quanto está ao vosso alcance para refletir a luz, mas não profirais palavras que irritem ou provoquem” (Manuscrito 117a, 1901; Evangelismo, p. 173).

Ensinemos o povo a conformar-se em todas as coisas com as leis de seu Estado, quando assim podem fazer sem entrar em conflito com a lei de Deus” (Testimonies, v. 9, p 238).

“Tempo virá em que expressões descuidadas de caráter denunciante, displicentemente proferidas ou escritas pelos nossos irmãos, hão de ser usadas pelos nossos inimigos para nos condenarem. Não serão usadas simplesmente para condenar os que as proferiram, mas atribuídas a toda a comunidade adventista. Nossos acusadores dirão que em tal e tal dia um dos nossos homens responsáveis falou assim e assim contra a administração das leis desse governo. Muitos ficarão pasmos ao ver quantas coisas foram conservadas e lembradas, as quais servirão de prova para os argumentos dos nossos adversários. Muitos se surpreenderão de como foi atribuído às suas palavras um significado diferente do que era a sua intenção. Sejam nossos obreiros cuidadosos no falar, em todo tempo e sob quaisquer circunstâncias. Estejam todos precavidos para que, por meio de expressões imprudentes, não tragam sobre si um tempo de angústia antes da grande crise que provará os seres humanos. […] Devemos estar lembrados de que o mundo nos julgará pelo que aparentamos ser. Que os que buscam representar a Cristo exerçam o cuidado de não exibir traços incoerentes de caráter. Antes de assumirmos um lugar definido na linha de frente, certifiquemo-nos de que o Espírito Santo nos tenha sido concedido lá dos altos Céus. Quando isso acontecer, pregaremos uma mensagem definida, que será, porém, de espécie muito menos condenatória do que a de alguns; e os que crerem terão muito mais interesse na salvação de nossos oponentes. Deixemos inteiramente com Deus o assunto de condenar as autoridades e governos. Com humildade e amor, defendamos, como sentinelas fiéis, os princípios da verdade tal como é em Jesus” (Testimonies for the Church, v. 6:394, 395, 397).

“A lei da observância do primeiro dia da semana é produto de um cristianismo apostatado. O domingo é filho do papado, entretanto exaltado pelo mundo cristão acima do sagrado dia de repouso de Deus. Em caso algum lhe deve o povo de Deus prestar homenagem. Mas desejo que compreendam que, se provocam oposição quando Deus deseja que a evitem, não estão cumprindo a Sua vontade. Desse modo despertam um preconceito tão implacável que será impossível proclamar a verdade. Não façamos, no domingo, demonstrações de desacato à lei. Se isso ocorrer num lugar, e formos humilhados, a mesma coisa poderá ocorrer noutro lugar. Podemos servir-nos do domingo para levar avante um trabalho que testifique de Cristo. Devemos fazer o melhor possível, trabalhando com toda a mansidão e humildade” (Testimonies for the Church, v. 9:229, 230, 235).

Lição dos Adolescentes: Jesus testa a fé da mulher sírio-fenícia

Perguntas interativas da Lição: venham a Mim

Em nossa cultura não é nada positivo ser comparado a um animal de carga com um jugo no pescoço. No entanto, essa era uma ilustração comum nos tempos de Jesus. O foco, porém, não estava tanto em “puxar carga”, mas em estar emparelhado com o “parceiro certo”. Tinha mais a ver com caminhar junto, ombro a ombro, no mesmo passo, na mesma direção. É nesse sentido, por exemplo, que somos aconselhados em 2 Coríntios 6:14 a não nos “prendermos” com “jugo desigual”, ou seja, com pessoas que não andam conosco nas mesmas pisadas de Cristo. Ao recebermos o “jugo” de Jesus, Ele mesmo anda ao nosso lado, nos treinando e nos capacitando. Só assim podemos encontrar “descanso para nossas almas” (Mt 11:19). Esse é o tema da Lição da Escola Sabatina desta semana.

Perguntas interativas para discussão em grupo:

Leia Mateus 11:28. Como o conceito de livre-arbítrio é claro nesse convite de Jesus?

Como podemos “ir” a Jesus se não temos forças em nós mesmos para dar nenhum passo espiritual? (Ez 13:23; Jo 15:5)

Por que a entrega de si mesmo(a) é a parte mais difícil da vida cristã?

Leia Mateus 11:29. Em que sentido Jesus nos oferece um “jugo suave” e um “fardo leve”?

Em sua opinião, como é possível estar “sobrecarregado” e ainda levar o “fardo” de Cristo?

Qual é a diferença entre o “jugo de Jesus” e o “jugo de escravidão” de Gálatas 5:1?

Por que não é possível ficarmos sem jugo nenhum? (Ver Rm 3:23; 7:24, 25)

Por que a vida de obediência à Lei de Deus traz mais descanso e paz do que a vida de desobediência à Lei?

Leia Gálatas 6:2. Sendo que o fardo de Jesus é leve, por que devemos carregar os fardos uns dos outros?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Frase mágica para conseguir qualquer coisa

Reformulemos nossos conceitos e sigamos em frente, por favor.

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Lembram-se daquelas palavrinhas mágicas da infância: Por favor, com licença, obrigado, me desculpe? Foi assim que desbravamos os primeiros passos da civilidade, do relacionamento interpessoal, da boa educação. Para conseguir alguma coisa, seja com os pais, amigos ou professores, arriscávamos usar essas expressões.⁣

Mas o tempo passou e as gerações mudaram. Apesar de algumas coisas terem surgido para tornar o mundo um lugar mais propício ao convívio coletivo, outras – carregadas de exagero – fragilizaram o ser humano.⁣
Parece cada vez mais difícil lidar com frustrações, e isso afeta diretamente o entendimento de deveres e responsabilidades. Vivemos sob a convenção do meu, do seu, do nosso direito. Você pode tudo. Você deve reivindicar tudo. ⁣

Se por um lado é correto e legalmente aceitável ser tratado com dignidade; por outro, há quem tenha perdido a habilidade de diferenciar o que cabe a si, o que cabe ao outro, o que cabe à igreja, o que cabe à família, à escola e assim por diante. ⁣

Quando a gente só enxerga o próprio direito acaba deixando de assumir responsabilidades que são exclusivamente nossas, ou pior, passa a transferi-las, sobrecarregando os outros e assumindo uma postura autopiedosa e defensiva. ⁣

Fico pensando no apóstolo Paulo: “De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, 𝐦𝐚𝐬 𝐧ã𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐚𝐝𝐨𝐬; somos perseguidos, 𝐦𝐚𝐬 𝐧ã𝐨 𝐚𝐛𝐚𝐧𝐝𝐨𝐧𝐚𝐝𝐨𝐬, abatidos, 𝐦𝐚𝐬 𝐧ã𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐭𝐫𝐮í𝐝𝐨𝐬” (2Co 4:8-10). Se fosse hoje, ele diria: 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐫𝐚𝐫𝐢𝐚𝐝𝐨𝐬, 𝐦𝐚𝐬 𝐧ã𝐨 𝐨𝐟𝐞𝐧𝐝𝐢𝐝𝐨𝐬”, afinal a realidade da vida é bem maior do que a minha vontade, do que a minha opinião.⁣

E o que dizer de Jesus? “Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, 𝐧ã𝐨 𝐬𝐞𝐣𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐞𝐮 𝐪𝐮𝐞𝐫𝐨, mas sim como tu queres” (Mateus 26:39). O mais ofendido de todos não Se ofendeu quando precisou suar gotas de sangue para cumprir a vontade do Pai.⁣

E por falar em direito, Deus nos deu o maior de todos: liberdade de escolha. Sabe o que isso significa? Significa que viver entre exigências e ofensas, apesar de desperdício, é também uma opção. Porém, nem tudo é ofensa. Às vezes, é apenas um não. Não instrutivo, educativo, edificador. Então, reformulemos nossos conceitos e sigamos em frente, por favor.

(Adventismo Sólido)

Pastor adventista cubano refuta acusações contra a Igreja Adventista

Críticos se esforçam para emplacar a narrativa falsa de que a IASD teria apoiado a visão marxista/comunista dos revolucionários em Cuba

Revolução-Cubana

Certo grupo autointitulado adventista, mas que vive postando críticas à Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) e se mostra alinhado às ideologias progressistas/marxistas/esquerdistas postou recentemente o seguinte texto nas redes sociais:

“Na relação entre a Igreja Adventista do Sétimo Dia e a Revolução Cubana, existem duas narrativas que foram esquecidas (ou negligenciadas) pela publicações adventistas: uma relativa ao início da revolução, em Sierra Maestra, e outra ao final, em Santa Clara. Em ambas as situações, os adventistas se solidarizaram com os ideais da revolução socialista, e ofereceram hospedagem, alimentação e primeiros-socorros aos combatentes. Entre os revolucionários, nas duas ocasiões, encontra-se a figura de Ernesto Che Guevara, uma das principais personalidades da Revolução Cubana, que, além de ser salvo pelos adventistas, desenvolveu uma aproximação respeitosa e amistosa com eles. Essas narrativas são evidências insuspeitas de que a crença adventista (ao menos entre os agricultores e a membresia leiga) não encontrou conflitos entre sua esperança e o ideal socialista em Cuba, a ponto de oferecer assistência clandestina aos revolucionários, arriscando as suas vidas e a de suas famílias.”

O texto é um claro esforço para emplacar a narrativa falsa de que a IASD teria apoiado a visão marxista/comunista dos revolucionários em Cuba. Já publiquei aqui no blog uma longa entrevista com o pastor adventista cubano Rolando de los Ríos (leia aqui), uma testemunha ocular dos fatos relacionados com a revolução protagonizada por figuras como Fidel Castro e Che Guevara. Do alto de seu “lugar de fala” (para usar a expressão modinha), o pastor Rolando contradiz mais essa tentativa desonesta de deturpar a imagem da IASD e a verdade dos fatos. Voltei a contatar o pastor e mostrei-lhe esse novo texto dos críticos da igreja. Leia a resposta breve e clara dele:

“Pastor Michelson, fala-se da ‘revolução socialista’ quando, realmente, não se dizia que era assim. A grande maioria do povo cubano (e entre eles os adventistas) simpatizava com os jovens rebeldes, capazes de lutar contra o governo ditatorial de Batista para estabelecer a democracia e o direito à propriedade privada, mas nunca se disse que a revolução era socialista ou comunista, até 1961, 1962. Posso assegurar-lhe isto, porque vivi essa realidade: o povo de Cuba foi enganado. A Igreja Adventista, como organização, nunca apoiou ou apoia o governo comunista.”

Funk gospel, rock gospel, pagode gospel, forró gospel, só falta o diabo gospel

Recentemente, o cantor Renato Max publicou dois vídeos falando sobre música gospel. Segundo ele, não tem problema você ouvir funk, axé, pagode, forró, rock, etc., desde que seja gospel. Ele afirmou ainda que Deus não tem um gênero musical. É isso mesmo? Qualquer gênero musical louva a Deus, é só colocar uma letra cristã? O que diz a Bíblia sobre a adoração? Há princípios bíblicos que condenam alguns gêneros musicais?

Vacinar ou não vacinar? Desabafo de uma bióloga

São dias difíceis. Deus nos conceda sabedoria e lábios amorosos para não pecar com as palavras, injuriando nossa igreja e seus membros.

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A prática da vacinação não tem qualquer contraindicação na Bíblia, nos escritos de Ellen White, tampouco por conta da saúde. Devemos lembrar que a IASD é uma igreja fundada por Deus. Os líderes são mantidos por Deus, e quem está em discordância Deus retira da obra. Antes de seguir com meus argumentos, precisamos nos lembrar de que a IASD nunca será babilônia. NUNCA! No livro Eventos Finais, página 43, a serva de Deus deixa bem clara a seguinte afirmação: “Deus tem na Terra uma igreja que está erguendo a lei pisada a pés, e apresentando aos homens o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. No mundo só existe uma igreja que presentemente se acha na brecha, tapando o muro e restaurando os lugares assolados.” ATENTEM TODOS PARA O ALERTA DA IRMÃ WHITE, NA SEQUÊNCIA DO MESMO TEXTO: “Sejam todos cuidadosos para não clamarem contra o único povo que está cumprindo a descrição dada do povo remanescente, que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé em Jesus. […] Deus tem um povo distinto, uma igreja na Terra, inferior a nenhuma outra, mas a todas superior em suas facilidades para ensinar a verdade, para vindicar a Lei de Deus. Meu irmão, se estais ensinando que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é Babilônia, estais errado” (Testemunhos Para Ministros, p. 50, 58, 59).

Dito isso, resta claríssimo que o posicionamento oficial da igreja JAMAIS será contrário aos ensinamentos bíblicos ou contra o espírito de profecia. Quando digo isso, não significa que pastores, cantores e outros não possam atuar por certo tempo em dissonância. Mas fica evidente que o próprio Deus é quem cuida de retirar as “maçãs podres” na hora certa. A irmã White continua: “Os homens poderão apresentar um ardil após o outro, e o inimigo procurará desviar as almas da verdade, mas todos os que creem que o Senhor tem falado por intermédio da irmã White, e lhe tem dado uma mensagem, estarão livres dos muitos enganos que surgirão nestes últimos dias (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 83, 84). Portanto, devemos ser cautelosos com as acusações que tecemos contra nossos irmãos e especialmente contra posicionamentos oficiais da igreja! O inimigo tem usado interpretações errôneas para fazer com que os membros da igreja pensem que a igreja apostatou, que já não é regida por Deus. Isso é perigoso! Tenho visto adventistas pregando teoria de Terra plana com argumentos supostamente de Ellen White! Jesus tenha misericórdia! Não vou entrar nesse assunto, pois já existe muito bom material da igreja refutando esse absurdo (veja aqui). Digo isso pois um texto fora do contexto é um pretexto para defender a ideologia que eu quiser.

Se entendemos que a IASD é regida por Deus, entendemos que ela JAMAIS irá orientar seus membros a tomar qualquer atitude pecaminosa ou em discordância com os preceitos divinos, muito menos que contrarie os escritos no espírito de profecia. Nossos líderes foram escolhidos por Deus, e mesmo sendo pecadores (como nós) são guiados por Deus para conduzir a IASD e repassar orientações. Nesse sentido, afinal qual é o posicionamento oficial da igreja em relação à vacinação? A declaração oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia em nível mundial a respeito de vacinação foi publicada originalmente no ano 2015 e pode ser lida, na íntegra, na área de declarações e documentos oficiais da organização. O material recomenda que os membros sejam vacinados. Veja o documento aqui. No início do texto, a declaração afirma que “a Igreja Adventista do Sétimo Dia dá forte ênfase à saúde e ao bem-estar. A ênfase adventista na saúde é baseada na revelação bíblica, nos escritos inspirados de Ellen G. White (cofundadora da Igreja) e na literatura científica revisada por pares. Assim sendo, encorajamos a imunização/vacinação responsável, e não temos nenhuma razão religiosa ou baseada na fé para não incentivar nossos seguidores a participar de forma responsável de programas de imunização preventiva e protetora”.

O diretor da área de Saúde da sede sul-americana adventista, o médico Rogério Gusmão, ressalta que a ciência das imunizações foi o maior avanço no controle de doenças e saúde pública que a humanidade conquistou. “Sem programa de imunizações teríamos milhares de mortos por essas doenças e muitas outras. Nosso índice de mortalidade infantil aumentaria assustadoramente, assim como as sequelas dessas doenças graves”, pondera. Gusmão lembra que historicamente sempre existiu resistência ao programa de vacinação e cita o que ocorreu no Rio de Janeiro na revolta da vacina, em novembro de 1904. Naquela época, a população se rebelou contra a vacina da varíola. “Passados mais de 110 anos, o que vemos hoje é, então, a erradicação da varíola, pois a maioria da população se vacinou. E, também, criou a barreira imunológica de grupo chamada de imunidade de rebanho, que protege, inclusive, os que discordam da vacinação e não se vacinam”, frisa.

Existem efeitos colaterais? SIM! Alguns deles são graves? SIM! cada corpo reage de um jeito. Temos visto que as vacinas de DNA podem implicar em problemas relacionados a alterações nos fatores de coagulação. COM RELAÇÃO AOS FATORES GRAVES, QUAL A PORCENTAGEM DE PESSOAS ACOMETIDAS? Os 242 casos de trombose ligados ao imunizante da AstraZeneca incluíram 49 mortes, em 28,5 milhões de doses da vacina administradas, ou seja, os casos graves da vacina da AstraZeneca têm uma incidência de 0,00087% e a taxa de morte é 20% sobre esse valor, ou seja, é muito raro. E a mortalidade da Covid-19? HOJE A TAXA DE MORTALIDADE É DE 2,9%. Isso é similar a outras vacinas. A taxa de efeitos graves é muito baixa e rara. Ou seja, a chance de morte por Covid é muito maior! Além do risco de morte e dos efeitos colaterais da Covid (trombose, perda de paladar e olfato, alterações de memória, infarto, problemas renais, etc.), o que temos visto são hospitais lotando por situações graves de pessoas que pegaram a Covid e estão com síndrome pós-covid.

Em estudo que avaliou dados de mais de 87 mil pacientes que tiveram a doença e cinco milhões de indivíduos saudáveis, sequelas do Sars-CoV-2 fizeram o primeiro grupo ter 59% maior probabilidade de falecer seis meses após o contato com a doença. Por isso no vídeo que eu gravei com o pastor Michelson Borges eu disse: se ficar o bicho come e se correr o bicho pega! Se você não se vacina e contrai a doença, a chance de morrer é de quase 3%. Se você não morrer durante esses 20 dias mais críticos, tem 59% de chance de morrer seis meses depois! Você acha que esse assunto é brincadeira? Se você se vacinar a chance de ter um problema grave é de 0,0008%! Não precisa ser um gênio da matemática para entender a diferença!

Eu verdadeiramente entendo o receio de muitos. Agora o que me deixa profundamente aborrecida é o fato de o povo de Deus, por FALTA DE CONHECIMENTO, estar criticando o posicionamento da IGREJA e de PROFISSIONAIS da ÁREA; profissionais adventistas, consagrados, que lidam com as mortes todos os dias. Tomar vacina ou não é uma decisão individual. Mas dizer que a vacina é “veneno papal”, tem relação com microchip, etc., trata-se de um erro colossal! Sabe o que é veneno satânico? Esse vírus, essa doença maldita! Ter esse vírus circulando no seu corpo, deturpando sua imunidade e afetando sua mente. Isso é o vírus que faz! A vacina é uma tentativa de fazer com que esse veneno satânico pare de circular. Então, irmãos, orem sobre o assunto e parem de criticar aqueles que preferem se arriscar 0,0008% para que o vírus não chegue até sua casa e mate alguém da sua família.

Trago ainda as seguintes reflexões: criticam as vacinas, mas moram nas cidades! Os vegetais estão repletos de agrotóxicos, comprovadamente relacionados à predisposição a câncer, autismo, etc. Toda vez que você come saladas ou frutas está ingerindo veneno! Está consumindo alimento transgênico que pode induzir mutações, doenças autoimunes, alergias alimentares, câncer, etc. Ah, mas eu como salada orgânica… Ainda que você more num sítio e plante seu alimento, se seu vizinho usa agrotóxico sua comida está afetada. Percebe que nossa vida está rodeada de veneno? Isso sem falar na poluição, radiação emitida pelas elevadas horas passadas nos celulares, etc. A lista é longa. Poderia ficar horas aqui falando sobre os perigos de estar vivo hoje! Apesar disso, entendo que enquanto vivermos neste mundo estaremos, de alguma forma, sendo contaminados pelas consequências da modernidade e do pecado. Entenda que sua vida depende da misericórdia de Deus!

Devemos, sim, fazer a nossa parte e minimizar o máximo possível os efeitos de tudo o que nos faz mal. As pestes nas cidades vão piorar! Isso é profético. Se você vive na cidades, seja coerente para com Deus e para com o próximo e não espalhe o vírus.

Duas opções coerentes para quem mora nas cidades: (1) tomar as vacinas regularmente; (2) não tomar as vacinas, mas permanecer em casa, manter total isolamento.

Ellen White explica perfeitamente no livro Vida no Campo que o ideal de Deus NUNCA foi que seu povo se estabelecesse nas cidades. O ideal é ter uma vida no campo o quanto antes (medida que deve ser tomada mediante oração).

Concluindo: “Os adventistas do sétimo dia foram postos no mundo como atalaias e portadores de luz. A eles foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer. Sobre eles incide maravilhosa luz da Palavra de Deus. Confiou-se-lhes uma obra da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Nenhuma obra há de tão grande importância. Não devem eles permitir que nenhuma outra coisa lhes absorva a atenção” (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 288). Precisamos estar vivos e com a nossa mente sã para proclamar com grande fervor que Cristo em breve virá! Que esse seja o nosso foco.

Relembrando tudo o que Ellen White fala, fica evidente que, se discordamos de algo que é orientado pela liderança da igreja, o erro estará em nossa interpretação. “Há muitos que dão sua própria interpretação àquilo que ouvem, fazendo com que o pensamento do orador pareça completamente diferente daquilo que ele se esforçou em apresentar. Alguns, ouvindo por meio de seus próprios preconceitos ou predisposições, entendem o assunto como desejam que seja — como melhor se harmoniza com seus propósitos — e assim o relatam. Seguindo os impulsos de um coração não santificado, levam para o mal aquilo que, corretamente compreendido, poderia ser instrumento de grande bem. Pessoas bem-intencionadas são frequentemente descuidosas e cometem erros graves e não é nada provável que outros a apresentem sob luz mais favorável. Alguém que não compreendeu claramente aquilo que o orador quis dizer repete uma observação ou afirmativa, dando-lhe seu próprio significado. Isso causa uma impressão sobre o ouvinte moldada de acordo com seus preconceitos e imaginações. Ele a refere a um terceiro, que por sua vez acrescenta um pouco mais e passa-a adiante. E antes que alguns deles estejam cientes do que estão fazendo, atendem ao propósito de Satanás em plantar as sementes da dúvida, do ciúme e da suspeita em muitas mentes” (Testemunhos para a Igreja, p. 661, 662).

Reforço: o posicionamento oficial da IASD é a favor da vacina. Não há críticas para os que não tomam. Que você pondere seus argumentos para com aqueles que optaram por seguir as orientações da Igreja, que é regida e guiada pelo próprio Deus.

São dias difíceis. Deus nos conceda sabedoria e lábios amorosos para não pecar com as palavras, injuriando nossa igreja e seus membros.

(Liziane Conrad Costa, bióloga, mestranda em Biociências e Saúde e colaboradora da revista Vida e Saúde, da CPB)