Terraplanistas fretam cruzeiro para ir até a beirada da Terra

cruzeiroA Conferência Internacional da Terra Plana (FEIC, na sigla em inglês) decidiu fretar um navio de cruzeiro no ano que vem com o absurdo propósito de chegar aos limites da Terra. Segundo uma parte dos seguidores dessa corrente, que defende que a Terra não é esférica, o planeta acaba num muro de gelo que nos separa do espaço exterior, aonde pretendem chegar nesse cruzeiro. Será “a maior, mais audaz e melhor aventura já feita”, alardeia o site da organização. A FEIC anunciou o projeto em sua conferência anual, conforme noticiou o jornal britânico The Guardian. O ex-capitão naval Henk Keijer lembrou a esse jornal que todas as cartas náuticas e os sistemas de navegação foram desenvolvidos sob a premissa de que a Terra é esférica, a que navegação desse cruzeiro deverá ser “muito complicada” se a tripulação discordar disso.

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Rubens Lessa: meu amigo descansa no Senhor

Rubens Lessa: ao meu professor, com carinho

rubens_lessa[Em 2017 publiquei no blog Criacionismo o texto a seguir, prestando minha homenagem ao pastor e jornalista Rubens Lessa, quando ele completou 80 anos. Hoje republico aqui o mesmo texto, mas com o coração apertado, pois o meu amigo, professor e ex-chefe descansou no Senhor.]

Quando cheguei à Casa Publicadora Brasileira (CPB), em 1998, era um jovem de 26 anos, recém-graduado em Jornalismo, recém-casado, cheio de sonhos e planos, mas precisava ser moldado e “comer muito feijão com arroz” para que pudesse me tornar digno de ocupar a função para a qual havia sido chamado: editor na maior entre as sessenta editoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia espalhadas pelo mundo. Trata-se de um púlpito muito elevado e, na verdade, por mais que os anos passem, nunca estamos devidamente prontos para tamanha responsabilidade. Fazemos o que fazemos somente pela misericórdia de Deus.

Lembro-me, como se fosse hoje, do dia em que desembarquei do ônibus em frente à editora, a fim de realizar a entrevista e o teste que revelariam se eu iria trabalhar ali ou não. Dentro do Viação Cometa, vindo de São Paulo a Tatuí, reconheci um dos editores da CPB, o pastor e jornalista Zinaldo Santos. Confesso que meu coração acelerou. Eu conhecia todos os editores que trabalhavam na CPB. Na verdade, conhecia o rosto deles pelas fotos e lia tudo o que escreviam. Posso dizer que sempre fui “fã” dos “escribas” da igreja. Observei aquele senhor de bigode descer do ônibus e pensei: “Será que algum dia serei um editor como ele?” Mas procurei afastar esse pensamento, afinal, poderia não passar no teste. Era melhor não alimentar a ideia.

Quando desci do veículo, logo depois do pastor Zinaldo, pude ver o logotipo metálico da CPB majestosamente colocado em frente ao gramado da portaria externa. Lágrimas encheram meus olhos. Somente aqueles que amam a Deus, Seus servos e Sua igreja podem entender a emoção que naquele momento tomou conta de mim. Pela primeira vez eu estava ali, em frente à editora da igreja responsável por livros e revistas que haviam feito tanta diferença em minha vida e contribuído para minha conversão.

Identifiquei-me na portaria, fui até a recepção e aguardei alguns instantes, enquanto a recepcionista ligava para alguém. Tudo na instituição era (e é) muito bonito e bem cuidado, desde os jardins até as instalações internas. “O melhor para Deus”, pensei. Pouco tempo depois, ali estava ele: um senhor magro, de sorriso gentil e de um olhar que revelava sabedoria – o pastor Rubens da Silva Lessa, então redator-chefe da Casa Publicadora Brasileira. Ele apertou minha mão e me conduziu até sua sala, no setor de Redação. Cumprimentamos a secretária, a simpática Andréa, e entramos no escritório repleto de livros. Sentei-me na cadeira diante da grande mesa de madeira. Não, na verdade me senti afundar na cadeira, considerando-me pequeno na presença daquele homem tão culto, de português impecável e com tantos anos de experiência ministerial e editorial. Enquanto conversava com ele, pensava que meu futuro e da minha família dependiam daquele momento. Orei a Deus em pensamento e coloquei tudo mais uma vez nas mãos dEle.

Antes de deixarmos a Redação, no fim daquele dia memorável, o pastor Lessa me levou para conhecer a editora, mostrou-me uma sala vazia e disse, como que profetizando ou me dando um lampejo de esperança: “Esse escritório ainda pode ser o seu.”

Resumindo: um longo mês depois dessa entrevista, estava me mudando para Tatuí com minha esposa e os pouquíssimos móveis que possuíamos. Por indicação da esposa do meu chefe, a amável irmã Charlotte, alugamos uma casa em frente à casa deles. O casal Lessa nos adotou como filhos e nos ajudou a suportar a saudade dos nossos familiares e da nossa Santa Catarina, tão distante. Fazíamos o culto do pôr do sol juntos e frequentemente almoçávamos com eles. Levei algum tempo para conseguir comprar um carro, e não foram poucas as vezes em que meu vizinho foi à nossa casa para entregar a chave do Monza dele. “Pegue, vá dar uma volta com sua esposa.”

O pastor Lessa me convidou para ajudá-lo a cuidar de uma pequena igreja na cidade de Boituva, distante cerca de 25 km de Tatuí. Trabalhamos juntos ali, como anciãos, por mais de dois anos. Aprendi muito com ele. Com tato, ele ajudou a refinar meu modo de falar e de pregar. No trabalho, foi muito paciente, ensinando-me a escrever para a igreja, corrigindo meus erros e me mostrando que, acima de tudo, um bom texto se escreve com os joelhos mais do que com as mãos. E posso dizer que ter convivido de perto com esse homem de Deus valeu mais do que muitas faculdades.

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Acima de tudo, aprendi com ele que devemos ser íntegros, fiéis a Deus, à Sua Palavra e à Sua igreja. E isso Rubens Lessa ensinava por preceito e exemplo. Um verdadeiro professor. Um verdadeiro pastor. Um verdadeiro editor. Mas, sobretudo, um verdadeiro amigo. [Na foto acima está o grupo de editores da CPB em 2000.]

Hoje [2017] meu amigo completa 80 anos. Uma vida longa e abençoada, ainda gozando de ótima saúde, lucidez e ânimo para continuar pregando e escrevendo sobre o amor de Deus. Eu não poderia ter tido melhor professor!

Feliz aniversário, pastor Lessa!

Michelson

Nota (12/1/2019): Descanse em paz, meu amigo. Suas palavras sábias ajudaram incontáveis pessoas a encontrar a verdade que liberta. Tenho certeza de que na manhã da ressurreição você receberá muitos abraços de gratidão. Um desses será o meu.

 

Damares Alves é criticada por defender ensino do criacionismo

damaresUma nova polêmica foi criada em torno da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves: sua opinião a respeito da teoria da evolução. Nas imagens de uma entrevista concedida por ela em 2013, Damares responde sobre o papel da igreja evangélica na política e observa que os cristãos perderam influência nas escolas. “A igreja evangélica perdeu espaço na história. Nós perdemos o espaço na ciência quando deixamos a teoria da evolução entrar nas escolas, quando nós não questionamos. Quando nós não fomos ocupar a ciência. A igreja evangélica deixou a ciência para lá e ‘vamos deixar a ciência sozinha, caminhando sozinha’. E aí cientistas tomaram conta dessa área”, diz a ministra no vídeo. Em nota, o ministério informou que “a declaração ocorreu no contexto de uma exposição teológica que não tem qualquer relação com as políticas públicas que serão fomentadas” pela pasta.

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Apocalipse: Entre os Candelabros

jesus lampstandsÉ interessante fazer duas observações ao conduzir as discussões da Lição da Escola Sabatina desta semana:

A) Sobre o sábado em Apocalipse 1:10 – Há versões da Bíblia que traduzem a expressão “dia do Senhor” como “domingo” (veja se em sua classe há alguma). Porém, isso não é uma tradução da expressão “kuriakê heméra”, mas uma interpretação do tradutor sobre qual seria o “dia do Senhor”. Veja com os membros da classe os versos da lição de segunda-feira que evidenciam que esse dia é o sábado.

B) Sobre a imagem de Jesus caminhando entre os sete castiçais/igrejas – A lição destaca o significado de que Jesus conhece a necessidade de cada uma das igrejas ao caminhar entre elas. Mas é importante notar que essa imagem faz alusão à função do sacerdote de manter as sete lâmpadas do santuário acesas continuamente, completando sempre o nível de azeite em cada uma (ver pergunta 4, abaixo). Ao trazer esse background a lume, o significado da imagem se torna muito mais profundo e poderoso.

Perguntas para discussão e aplicação

1. Leia Apocalipse 1:9. Imagine-se no lugar de João, preso(a) na ilha de Patmos. O que você pensaria de Deus? Qual é a diferença entre sofrer por Cristo e sofrer por outros motivos, inclusive por escolhas erradas?

2. Conforme Apocalipse 1:10, qual a importância de sabermos que João (perto do ano 100 d.C.) ainda chamava o sábado de “dia do Senhor”? Que evidências bíblicas temos de que o sábado continua sendo “o dia do Senhor”? Conforme o quarto mandamento, como podemos santificar (“separar para Deus”) o sábado em pleno século 21?

3. Jesus escolheu sete congregações reais para representar todas as igrejas de todas as épocas. Se Ele escrevesse hoje para sua igreja local, o que Ele diria? E que mensagem Ele enviaria especificamente para sua unidade da Escola Sabatina para ajudá-la a ficar melhor ainda?

4. Compare a figura de Jesus andando entre os sete castiçais (Ap 1:12, 13, 19; 2:1) com o dever do sacerdote de completar continuamente as sete lâmpadas do santuário para mantê-las sempre acesas (Êx 27:20, 21; Lv 24:1-4; Nm 8:1-3). Baseando-se nesses textos, o que significa a figura de Jesus caminhando entre os castiçais/igrejas? Conforme Mateus 5:14-16, por que a igreja deve se manter sempre “acesa”?

5. Veja o que há de comum em Apocalipse 2:2, 9, 13, 19; 3:1, 8, 15. Em sua opinião, qual é a intenção de Jesus ao dizer para todas as sete igrejas a frase: “Eu conheço as tuas obras”

6. Leia este trecho de uma carta de Paulo à igreja de Éfeso por volta do ano 60 d.C.: Efésios 1:15. Agora compare com essa outra afirmação escrita para a mesma igreja cerca de 40 anos depois: Apocalipse 2:4. O que mudou? Por que isso é tão negativo para uma igreja? (1Jo 4:8; 1Co 13:1, 2)

7. Em sua opinião, o que faz uma igreja perder seu “primeiro amor”? De acordo com Apocalipse 2:5, como a igreja recupera o amor que se perdeu? Quais são as evidências de uma igreja que ama?

8. O que há de tão especial na promessa de Jesus em Apocalipse 2:7? Como essa promessa mexe com você? Que decisões você precisa tomar para se tornar um “vencedor” do ponto de vista de Jesus?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

O padre que guardou o sábado

padreAndrew Fisher, um ex-padre católico, pensou cuidadosamente sobre sua decisão de guardar o sábado. Ele argumentava que o mandamento do sábado não era parte da lei cerimonial, pois fora instituído na criação, antes que o sistema sacrifical fosse instaurado. Citando Mateus 5:17 e 18, mostrava que Jesus não removeu sequer um i da lei. Com Tiago 2:10-12, demonstrou que os discípulos não mudaram o sábado. Corajosamente, apontava a Igreja Católica como a origem da apostasia. A guarda do domingo, sugeria, era um cumprimento da mudança dos “tempos e [das] leis”, predita em Daniel 7:25. Por causa disso, Fisher perdeu a vida. Em 1529, ele e sua esposa foram sentenciados à morte.

Há coisas pelas quais compensa morrer. Salomão, o homem mais sábio de todos os tempos, disse: “Compra a verdade e não a vendas” (Pv 23:23). Fisher e sua esposa tiveram coragem moral, têmpera espiritual.

Algumas pessoas nunca se posicionam contrárias nem favoráveis a nada ou ninguém. Seguem a onda, no tom da multidão. Mas há pessoas como José, Daniel e Paulo. Disse Ellen White: “A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (Educação, p. 57).

O casal Fisher decidiu fazer o que era certo, porque era o certo, deixando os resultados com Deus. O lema de sua vida era: “Compensa seguir a verdade.” A verdade ainda é a verdade, independentemente da aceitação ou negação, popularidade ou rejeição de que seja alvo. Tomará você posição ao lado de homens e mulheres fiéis de todos os séculos? Seguirá a verdade custe o que custar, deixando com Deus os resultados?

Mark Finley, Sobre a Rocha

“Porque em verdade vos digo: até que o Céu e a Terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mateus 5:18).

Como desprezamos nossos heróis

baoingHá alguns anos um piloto norte-americano pousou seu avião em pane dentro do Rio Hudson, em Nova York, salvando todos os passageiros à bordo. Na ocasião, o piloto foi condecorado, virou herói nacional e fizeram até um filme sobre o acontecido. Recentemente, aqui no Brasil, um piloto da TAM pousou um Boeing 777, um avião enorme para mais de 300 passageiros, que estava em pane elétrica, o que torna a pilotagem quase impossível. O cara pousou em BH com os tanques cheios, outra coisa que torna o pouso muito, mas muito difícil também, pois não havia tempo hábil para jogar o combustível extra fora a fim de poder pousar em segurança; e mesmo que tivesse, a falha elétrica não permitiria abrir as válvulas que despejam o combustível para fora dos tanques.

Ele conseguiu chegar ao aeroporto e no pouso o avião teve todos os pneus estourados devido ao excesso de peso e ao aquecimento por causa da frenagem brusca e da pancada na pista, devido à dificuldade do comando por causa da falha.

Esse piloto salvou da morte centenas de passageiros e sua tripulação, exatamente como fez o piloto norte-americano. A diferença é que aqui no Brasil nenhum meio de comunicação deu ênfase ao feito heroico desse piloto e de sua tripulação. A única coisa que divulgaram e continuaram divulgando foram os atrasos e cancelamentos de voos que o incidente causou. Ninguém sabe o nome do piloto nem da tripulação.

Parabéns a esse piloto desconhecido por ter salvado centenas de vidas com seu profissionalismo e sua eficiência no comando do avião.

Heuston Neno Gomes, via Facebook