Padre denuncia o perigo do marxismo cultural

Obviamente que não concordo com tudo o que o padre Paulo Ricardo diz nestas aulas gravadas em vídeo, mas não posso deixar de reconhecer que ele é muito didático e corajoso ao expor o assunto e mostrar a incoerência daqueles que procuram mesclar marxismo e cristianismo (como fazem os teólogos da libertação e os defensores da Missão Integral, por exemplo). Depois de assistir a estas aulas, fica difícil entender por que e como alguns protestantes (e adventistas, de modo particular) ainda conseguem flertar com as ideias de Marx – tão relacionadas com as de Darwin, por sinal. Claro que o padre Paulo não menciona o fato de que Marx reagiu aos desmandos da burguesia e da igreja dominante em seu tempo. Foram também as injustiças do clero que motivaram a reação marxista e outras reações históricas. Assista a estes vídeos levando em conta o conselho que o apóstolo Paulo dá com respeito às profecias, em 1 Tessalonicenses 5:21: analise tudo e retenha o que for bom. [MB]

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Brigas hostis no casamento levam a doenças

Young couple not communicating after an argumentBrigas entre pessoas casadas podem afetar a saúde do casal não apenas de forma simbólica. Um novo estudo aponta que casais que brigam de forma mais hostil são mais propensos a ter problemas na permeabilização do intestino, algo que pode fazer com que bactérias acessem a corrente sanguínea, causando inflamação e outras doenças. Segundo Janice Kiecolt-Glaser, professora de psiquiatria e diretora do Instituto de Medicina Comportamental do Centro Médico Wexner da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, esse é o primeiro estudo que faz essa relação específica entre casamentos ruins e problemas de saúde. “Achamos que esse sofrimento conjugal todos os dias – pelo menos para algumas pessoas – está causando mudanças no intestino que levam à inflamação e, potencialmente, à doença”, diz ela em matéria publicada no site da Universidade de Ohio.

Participaram do estudo 43 casais saudáveis com idades entre 24 e 61 anos e casados ​​há pelo menos três anos. Os participantes foram entrevistados sobre seus relacionamentos e depois os incentivaram a discutir e tentar resolver um conflito que provavelmente provocaria forte discordância. Os casais tiveram essa discussão sozinhos, sem os pesquisadores por perto. Essas interações de 20 minutos foram filmadas, entretanto.

Os cientistas usaram essas gravações para observar os casais e categorizar seus comportamentos verbais e não verbais durante a briga. Segundo o texto da Universidade de Ohio, os pesquisadores estavam prestando atenção principalmente em quão hostis as pessoas eram com seus parceiros e parceiras. “A hostilidade é uma característica dos maus casamentos – do tipo que leva a mudanças fisiológicas adversas”, afirma Kiecolt-Glaser.

O próximo passo foi comparar o sangue dos participantes antes da briga com amostras tiradas depois das discussões. Homens e mulheres que demonstraram comportamentos mais hostis durante as discussões observadas tiveram níveis mais altos de um biomarcador ligado a problemas de permeabilidade do intestino. Esse resultado era ainda mais evidente nos participantes do estudo que tiveram interações particularmente hostis com seu cônjuge e um histórico de depressão ou outro transtorno de humor.

Estudos anteriores já haviam mostrado uma relação entre casamentos ruins e problemas de saúde, como o retardamento da cicatrização de feridas e aumento no risco de doenças como depressão, doenças cardíacas e diabetes. Segundo os pesquisadores, isso acontece porque o estresse dentro de um casamento é diferente. “O estresse conjugal é um estresse particularmente potente, porque o seu parceiro é normalmente o seu principal apoio e em um casamento conturbado o seu parceiro se torna sua principal fonte de estresse”, explica Kiecolt-Glaser.

Essa permeabilização do intestino é uma condição pouco conhecida, na qual o revestimento dos intestinos se torna mais permeável, permitindo a liberação de alimentos parcialmente digeridos e bactérias na corrente sanguínea.

Os pesquisadores descobriram uma ligação forte e significativa entre a hostilidade e o biomarcador LBP, que indica a presença de bactérias no sangue. Havia também uma forte ligação entre esse biomarcador e evidências de inflamação: em comparação com os participantes com menores índices de LBP, aqueles com mais indícios desse biomarcador apresentaram níveis 79% mais elevados de proteína C-reativa, o biomarcador primário da inflamação.

O efeito nas brigas conjugais na corrente sanguínea foi mais significativo para os participantes que tinham um histórico de depressão. “Isso pode refletir vulnerabilidades psicológicas e fisiológicas persistentes entre pessoas que sofreram de depressão e outros transtornos de humor”, pondera Kiecolt-Glaser.

Michael Bailey, co-autor do estudo e membro do Instituto de Pesquisas de Medicina Comportamental da Universidade de Ohio, explica na matéria que há um elo entre o estresse, o sistema nervoso simpático e as mudanças nos micróbios no intestino.

“Com o intestino poroso, as estruturas que são geralmente boas em manter as coisas em nosso intestino – o alimento parcialmente digerido, bactérias e outros produtos – degradam e essa barreira se torna menos eficaz”, explica. Com isso, as bactérias que vão parar no sangue aumentam a possibilidade de inflamação e podem contribuir potencialmente para uma saúde mental precária, criando um ciclo preocupante, alerta Bailey. […]

(Ohio State UniversityMedical XpressInverse, via Hypescience)

epocaNota: Em abril de 2010, a revista época trouxe como matéria de capa a reportagem “Como salvar seu casamento”. Achei especialmente interessantes as dicas “6 conselhos que podem ajudar”, elaboradas por psicólogos e estudiosos do casamento:

1. Modelo de casamento. Fomos educados a acreditar que o casamento é romântico. Pois ele não é. Talvez, se tivéssemos mais informação sobre como o casamento se dá, teríamos menos decepções com ele. O casamento é uma relação de conexão com o parceiro, é educar filhos juntos, é cuidar um do outro, é ser fiel ao outro [mas também é alimentar o romantismo, sim].

2. Passar tempo juntos. Uma das principais causas das separações é o casal não passar muito tempo junto. Priorize seu casamento. Tire férias ao menos uma vez por ano sem as crianças [hmm, difícil…] e desligue-se do trabalho.

3. Fazer sexo. Sexo é uma das mais importantes conexões do casamento. Faça o que for necessário para manter a chama acesa. Estimule sexualmente o companheiro, mesmo que a princípio ele, ou ela, não esteja a fim.

4. Flerte. Lembra-se de como você e seu companheiro flertavam no início do relacionamento? Faça isso continuamente, e sua relação será mais excitante. Casamento não é apenas sexo. O carinho também é muito importante. Andem de mãos dadas; sentem-se juntos no sofá; se aninhem.

5. Converse. Procure sempre bater papo. Fale sobre seus sentimentos e os assuntos importantes do dia. Se estiver magoado com seu parceiro, não se feche. É importante manter os canais de comunicação abertos.

6. Isolamento ocasional. O fato de estar casado com alguém não significa estar grudado naquela pessoa. É importante que cada um tenha seu espaço, seu tempo. […] E às vezes até manter um lugar na casa onde possa ficar só. A solidão nos faz querer ir ao encontro do outro.

Em se tratando de “como salvar” um casamento, senti falta da dica que seria a mais importante de todas: convidar o Salvador para o casamento. Casais que oram, tem uma (a mesma) religião e cultuam juntos são muito mais felizes em todas as áreas da vida. Segundo o apóstolo João, Deus é amor. Se falta amor no casamento, atitudes planejadas (ao estilo “Desafio de Amar” https://michelsonborges.wordpress.com/2018/08/17/desafio-do-amor-salve-seu-casamento/ ) ajudam, mas a fonte do verdadeiro amor é Deus. Amando nosso Criador teremos muito mais amor para dar ao cônjuge e aos demais familiares.

Como diz uma musiquinha antiga: “Se na família está Jesus, é feliz o lar.” [MB]

Leia também: “Pesquisas confirmam benefícios do casamento duradouro” e “Casamento: um presente dado no Éden”

A invasão dos extraterrestres

Desafio do amor: salve seu casamento

fireproofO casamento está em vias de extinção. A cada ano aumenta o número de divórcios no mundo. E, mesmo entre aqueles que resistem à “solução” da separação, muitos apenas se suportam, vivendo infelizes debaixo do mesmo teto. O filme “A Prova de Fogo” (Fireproof, dos mesmos produtores de “Desafiando Gigantes” e “A Virada”) toca nessa ferida, aponta os prováveis e mais comuns motivos desse problema e propõe a solução para ele.

Caleb Holt é capitão do Corpo de Bombeiros de Albany, EUA, tido como herói em sua cidade. A metáfora é evidente: ele salva pessoas quase todos os dias, mas é incapaz de salvar o próprio casamento. Percebendo a situação, o pai dele propõe um desafio antes de o casal partir para a separação. Relutante, Caleb aceita. (Detalhe: o ator principal é Kirk Cameron, que estrelou na adolescência uma série de sucesso e decidiu, depois, dedicar-se a projetos que promovessem o bem.)

A capa do DVD traz o slogan “Nunca deixe seu parceiro para trás”, que se aplica tanto para bombeiros quanto para casais. Comentários no site do filme deixaram claro que ele consegue fazer um retrato bastante preciso da triste realidade da fragmentação do matrimônio. Muita gente se sensibilizou e se identificou com a situação desesperadora do capitão Caleb e sua esposa, Catherine.

O filme trata paralelamente e com certa discrição da batalha de todo homem (contra a lascívia) e de toda mulher (contra a vaidade). (Leia também: “A luta do homem e da mulher”.) Com o relacionamento conjugal enfraquecido, Caleb é tentado pela pornografia na internet, enquanto Catherine começa a ceder às investidas de um jovem médico, em seu local de trabalho.

O “desafio do amor” proposto pelo pai de Caleb consiste em colocar em prática um simples programa de 40 dias no qual o cônjuge realiza pequenas atividades diárias com o objetivo de reconquistar o parceiro. Esse desafio acabou virando livro, com o título The Love Dare (O Desafio do Amor).

Quando chega à metade do desafio (lá pelo 20º dia), Caleb desanima ao perceber que nada parece estar dando certo. É aí que, mais uma vez ajudado pelo pai, ele percebe o que realmente está faltando em sua vida, e tudo muda – primeiro nele, depois na esposa. Afinal, como ensina o filme, não se pode dar aquilo que não se tem: o amor incondicional. Como e onde obtê-lo? É o grande “desafio” do filme.

Com esse tipo de amor, todo relacionamento se torna “a prova de fogo”.

Michelson Borges

Especial 100k: homenagem do meu sobrinho

A cápsula do tempo foi aberta vinte anos depois

steve4Sábado passado foi como se abríssemos uma cápsula no tempo. Foi como abrir um baú enterrado havia vinte anos com as recordações das coisas daquele dia especial. Foi surpreendente ver quantos milagres e realizações Deus operou nestes vinte anos! Deus fez muito mais do que sonhávamos e muitas vezes por meio de caminhos que nós não queríamos ou não sabíamos percorrer. Ao testemunhar a história do Unasp Campus Engenheiro Coelho e ver como Deus foi bondoso e poderoso, prosperando tudo o que ali foi planejado e realizado, foi inevitável rever também nossas vidas e reconhecer esse mesmo cuidado nas ações poderosas e bondosas de Deus em nosso favor.

Durante o recital do cantor Steve Green, naquela noite de sábado, o espírito no ambiente era de enorme gratidão. Estar ali naquele templo magnífico já era em si motivo de grande louvor. Há vinte anos estávamos naquele mesmo local, em um gramado, com sonhos e projetos, nossos e do Unasp – aquele templo era um desses projetos! Duas décadas depois estávamos ali, dentro de uma oração respondida! Quando Steve começou a cantar, senti-me como o filho que dá um abraço apertado no pai e agradece tudo o que ele fez. As letras das músicas nos levaram a exaltar o poder e a soberania de Deus; nos inspiraram a permanecer fiéis e a fazer uma entrega completa de todo o nosso ser a esse Pai de amor.

Era como se eu pudesse sentir os braços do Pai retribuindo nosso abraço e dizendo que podemos sempre confiar nEle, porque Ele nunca vai deixar de nos amar e aceitar. As melodias casavam com a expressão das letras cantadas e nos enchiam de reverência e adoração a Deus. Havia um clima solene no ar e nosso pensamento estrava cativo na presença de Deus, como se naquele momento nada pudesse interromper nossa comunhão e não ousássemos desviar os olhos de Jesus e pensar em outra coisa qualquer.

As músicas que Steve cantou nos fizeram ir além dos vinte anos passados e nos transportaram para a redenção conquistada por Jesus na cruz do Calvário. Nosso maior agradecimento passou a ser pela preciosa salvação que Cristo nos oferece por meio de Seu grande sacrifício. Tudo o que passarmos nesses 20, 30, 40, 50, 60, 70 anos; toda a nossa existência é apenas uma pequena parte dessa história, e cada milagre é uma pequena amostra de coisas infinitamente maiores que Deus nos reserva.

Foi realmente um louvor para se guardar no coração.

Além das músicas, a própria vida do cantor e a maneira como ele canta são uma pregação. Nestes vinte anos, desde que esteve aqui na primeira vez, Steve permanece fiel à Palavra de Deus e tem uma vida abençoada. Continua exaltando o nome de Jesus, do nosso Criador e Redentor, sem se deixar influenciar por modismos musicais mundanos, feitos unicamente para agradar os sentidos. As músicas de Steve são concebidas para agradar a Deus e nos fazem querer ir logo para o Céu!

Muito obrigada, Unasp, por nos proporcionarem esses momentos tão especiais.

(Débora Tatiane Martins Borges é pedagoga e pós-graduada em Aconselhamento Familiar)

SBD emite nota de repúdio ao Porta dos Fundos

youtuberA Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) repudia, com indignação e veemência, o vídeo do Canal Porta dos Fundos intitulado “YouTuber”, divulgado em 9 de agosto de 2018. Na tentativa de criticar outros produtores de conteúdo do YouTube, o personagem diz que vai injetar 25 mililitros de insulina no organismo, enaltecendo o uso indiscriminado e totalmente errado do hormônio, além de ridicularizar pessoas com diabetes e profissionais de saúde envolvidos no cuidado do paciente.

Longe de ser considerada uma brincadeira, o diabetes é uma doença crônica, que acomete aproximadamente 13 milhões de pessoas no Brasil e cuja desinformação a respeito da condição ainda é grande, como apontou recente pesquisa Datafolha lançada recentemente pela Coalizão Para Sobreviver, da qual a SBD faz parte juntamente com associações de pessoas com diabetes. Para se ter uma ideia do ainda grande desconhecimento acerca da doença, dados do levantamento destacam que apenas 5% dos brasileiros julgam necessário seguir orientações médicas para controlar o diabetes. Dessa forma, vídeos como o produzido pelo Porta dos Fundos reforçam a disseminação de informações equivocadas e que podem causar, direta e indiretamente, danos à saúde da população.

É importante destacar outros dados mundiais da International Diabetes Federation (IDF), que evidenciam os riscos do mau controle do diabetes: a cada 20 segundos, uma pessoa tem amputação de membros graças à doença; a condição é a maior causa de cegueira; a cada seis segundos uma pessoa morre por causa do diabetes e 80% das mortes decorrem de complicações como infartos e AVC (derrame).

É preciso que a sociedade se mobilize para que esse tipo de desinformação não tenha propagação. Diabetes é uma doença grave e se complica quando não controlada e exclui e marca a vida com lutas diárias.

Solicitamos, publicamente, ao Canal Porta dos Fundos a exclusão do conteúdo e uma retratação imediata às pessoas com diabetes, às suas famílias, aos profissionais que lutam pela educação em diabetes e a vigília diária para controlar os efeitos da doença. Os ativos de comunicação, como o site www.diabetes.org.br, com o vasto arsenal de informações, são uma fonte adequada e responsável. A SBD convida os representantes do Canal Porta dos Fundos para uma visita aos seus ativos e até mesmo à sede, para que possam conhecer dados e esclarecer quaisquer dúvidas. Isso reforça o compromisso com a educação e informação. A SBD, portanto, está à disposição para colaborar na produção de conteúdos relacionados ao diabetes.

Nota: Não é de hoje que o desrespeito e a irresponsabilidade desse canal ficam evidentes. No fim do ano passado, os “humoristas” chegaram ao ponto de representar Jesus em uma produção pornográfica e blasfema (confira). Na busca insana por views e publicidade, eles ainda não entenderam que humor tem limites. [MB]