Atriz rompe relação com a mãe por causa das eleições

keferaSegundo o site Catraca Livre, “Kéfera Buchmann comoveu seus seguidores ao gravar uma sequência de stories no Instagram, no último domingo, 7, contando que rompeu com sua mãe por causa das eleições do Brasil. A atriz de ‘Espelho da Vida’ – trama das 18h da Globo –, as divergências políticas neste primeiro turno causaram muitas discussões e agora Zeiva Buchmann sequer segue mais a youtuber nas redes sociais. Segundo a famosa, sua genitora votou em Jair Bolsonaro, candidato à presidência da república pelo PSL, enquanto ela escolheu Ciro Gomes, do PDT. Hospedada em Curitiba, sua cidade natal para votar, a famosa não ficou na casa dos pais desta vez e preferiu procurar uma tia”.

Essa notícia triste me fez lembrar de um texto anônimo que li por aí:

“Um ponto crucial da ideologia esquerdista é que ela é toda formulada para fomentar a intriga entre pessoas próximas. Age, literalmente, como uma doença. A pessoa contaminada é convencida através da constante repetição de termos insultivos se passando por descritivos (fascista, nazista, racista, homofóbico, etc.). Ao repetir esses termos à exaustão, a intenção não é descrever o comportamento do adversário. É tão-somente rotulá-lo. Os termos são sempre utilizados fora de seu contexto original ou principiológico.

“Sendo a repetição suficiente, a pessoa contaminada passa a acreditar que está realmente diante de um fascista (ou nazista, ou racista, etc.) sempre que encontrar alguém que discorde dela em algum ponto de seu discurso. Após convencida de que está lidando com um representante autêntico do termo e não com a projeção criada, vem a última fase.

“A vítima passa a acreditar que, por definição, ela é moralmente superior a todos aqueles que ela rotulou com insultos e tomou como descrições. Na cabeça dessa pessoa, o insulto é a descrição, logo ela é obviamente moralmente superior a um fascista, ainda que a outra pessoa nunca tenha exibido um traço fascista em sua vida.

“Com a mente refém dessa lógica aleijada, o comportamento hostil, extremista e excludente contra colegas de trabalho, amigos e familiares está justificado.

“Para a pessoa contaminada, ela tem obrigação moral de retirar de sua vida os que ela enxerga como ameaça ao seu modo de pensar, sob pena de considerar a si mesmo, pelo simples convívio, um ‘fascista’ também.

“A curto prazo não há o que ser feito; uma geração inteira está profundamente suscetível a esse comportamento. Ele é incentivado dia e noite no meio acadêmico, cultural e informativo.

“Para os pais: mantenham sempre proximidade com a vida de seus filhos, principalmente com o que aprendem na escola. A esquerda não se importa de destruir sua família para conseguir um único voto.”

Leia também: Vele a pena perder amigos por causa de política?

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Vale a pena perder amigos por causa de política?

raivaOs tempos no Brasil estão tensos. Não me lembro de ter presenciado um momento eleitoral tão agitado e nervoso desde que me entendo por cidadão. O país está polarizado e dominado por ideias bastante contrastantes. Graças às redes sociais as pessoas não dependem mais tanto da imprensa “oficial” para obter informações. Na verdade, a grande imprensa está desmoralizada e mesmo os institutos de pesquisa vêm sendo questionados por causa de números duvidosos. Há um lado bom e um péssimo em tudo isso. O bom é que as pessoas finalmente estão se politizando e buscando conhecer o processo eleitoral e governamental. Estão buscando dados, programas de governo, comparando, discutindo e, assim, tendo a possibilidade de melhorar sua visão crítica e exercitar sua cidadania. O péssimo é que muita gente embarca nas chamadas fake news e dá crédito a qualquer videozinho ou meme que vê por aí. O acesso à informação é uma bênção, mas a incapacidade de analisar essa informação pode se tornar uma maldição. Ainda assim, isso tudo não é o pior aspecto destes tempos em que o ódio está no ar e o sangue, nos olhos.

Pior mesmo é ver amigos e até irmãos de igreja trocando farpas no Facebook, no Twitter, no WhatsApp. Alguns estão jogando fora a amizade pelo fato de o outro apoiar o “candidato odiado”. Será que isso vale a pena? Daqui a pouco as datas das eleições passarão. O país poderá piorar muito ou, quem sabe, melhorar um pouco – apesar de que os conhecedores das profecias bíblicas sabem que as coisas infelizmente irão de mal a pior até que venha a solução definitiva: a volta de Jesus. As eleições passarão, e como ficarão as amizades?

Precisamos aprender a dialogar sobre ideias e não discutir sobre pessoas. É importante separar uma coisa da outra. Se somos cristãos, devemos agir como nosso Mestre. Ele não deixou de condenar o erro, mas nunca, jamais deixou de amar alguém que pensasse diferentemente dEle – ou seja, a maioria das pessoas. Cada ser humano tem sua formação, suas influências, suas idiossincrasias, suas opiniões, e tudo isso deve ser levado em conta durante um diálogo. E há diálogos que nem compensa ser levados adiante, quando a pessoa já decidiu que não quer ouvir nem mudar de opinião. Se essa pessoa sou eu, pode ser melhor “perder a discussão” para não perder o amigo. Mais importante: melhor “perder a discussão” a levar a pessoa a se perder por causa da minha atitude intransigente.

Já disse em um vídeo e reafirmo: um líder cristão não deve se posicionar publicamente por esse ou aquele candidato, afinal, o objetivo desse líder é alcançar com o evangelho todas as pessoas. Se eu defender o candidato x, os seguidores do candidato y fecharão os ouvidos para a minha mensagem. Se eu defender o y, ocorrerá o mesmo com os votantes do x.

No documento “Os adventistas e a política” está escrito: “A igreja encontra nos ensinos do Senhor Jesus e dos apóstolos base segura para evitar qualquer militância político-partidária institucional. O cristianismo apostólico cumpriu sua missão evangélica sob as estruturas opressoras do Império Romano sem se voltar contra elas. O próprio Cristo afirmou que Seu reino ‘não é deste mundo’ e que, portanto, os Seus ‘ministros’ não empunham bandeiras políticas (João 18:36). Qualquer posicionamento ou compromisso com legendas partidárias dificultaria a pregação do evangelho a todos indistintamente. Por outro lado, a Bíblia não isenta a comunidade de crentes dos deveres civis, e isso está evidente na ordem de Jesus: ‘Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus’ (Marcos 12:17). O Novo Testamento apresenta várias orientações sobre o dever cristão de reconhecer e respeitar os governos e as autoridades (Romanos 13:1-7; Tito 3:1-2; 1 Pedro 2:13-17). Somente quando os poderes temporais impõem a transgressão às leis divinas é que o cristão deve assumir a postura de antes ‘obedecer a Deus do que aos homens’ (Atos 5:29).”

Com este texto não estou dizendo que temos que ser “isentões” e deixar o circo pegar fogo. Não. Eu tenho minha posição política e ideológica balizada pela Bíblia Sagrada e por minhas próprias reflexões. Tenho também o direito de escrever sobre ideias, tendências, posicionamentos, sem enveredar pela política partidária. Quando escrevo sobre evolucionismo, espiritualismo e socialismo, por exemplo, não estou deixando de reconhecer que, antes de ser evolucionistas, espíritas e socialistas, os defensores dessas ideologias são seres humanos e, como tais, devem ser respeitados. Quando escrevo sobre o estilo de vida homossexual, lembro-me de que a maior maneira de amar um homossexual é apresentar Jesus a ele.

Conforme destacou meu amigo doutorando em Administração pela UNB Alexsander Dauzeley da Silva, “todos nós sabemos que Satanás mistura a verdade com o erro, e isso tem sido o triunfo do inimigo em fazer a humanidade se perder. O socialismo pegou um dos aspectos da verdade, que é o auxílio aos necessitados, o altruísmo e a justiça social, adicionou outras causas e criou outro remédio. O capitalismo selvagem também pega outro aspecto da verdade, que é o do esmero, da diligência e da mordomia, e o inimigo o justifica sob outra lógica e acrescenta outra cartilha de prescrições. A Bíblia não é socialista nem capitalista. Ela apresenta apenas os princípios do reino de Deus dos quais o diabo se apropriou em parte para tornar suas mentiras mais tragáveis e oferecer a armadilha das duas faces da mesma moeda. Não é de se surpreender que a tirania seja o resultado de qualquer uma das estratégias que desconsidere Cristo e Sua justiça. Tirania que é a forma de governo escravagista que Satanás se deleita em executar”.

Mais um detalhe… Se você é adventista e costuma utilizar a internet para manifestar suas opiniões, quero chamar sua atenção para um texto muito importante de Ellen G. White: “Tempo virá em que expressões descuidadas de caráter denunciante, displicentemente proferidas ou escritas por nossos irmãos, serão usadas por nossos inimigos para nos condenar. Não serão usadas simplesmente para condenar os que as proferiram, mas atribuídas a toda a comunidade adventista. Nossos acusadores dirão que em tal e tal dia um dos nossos homens responsáveis falou assim e assim contra a administração das leis do governo. Muitos ficarão admirados ao ver quantas coisas foram conservadas e lembradas, as quais servirão de prova para os argumentos dos adversários. Muitos se surpreenderão de como foi atribuído às suas palavras um significado diferente do que era a sua intenção. Sejam nossos obreiros cuidadosos no falar, em todo tempo e sob quaisquer circunstâncias. Estejam todos precavidos para que, por meio de expressões imprudentes, não tragam sobre si um tempo de angústia antes da grande crise que provará os seres humanos” (O Outro Poder, p. 45).

Aproveito a oportunidade para pedir perdão a qualquer pessoa que eventualmente tenha se sentido magoada por algo que eu tenha escrito ou dito. Por favor, saiba que essa não foi a intenção. Às vezes, no afã de defender ideias, podemos nos esquecer de que por trás delas há corações e pessoas pelas quais Cristo morreu.

Michelson Borges

A esquerda é má. E a direita?

direitaMuito daquilo que normalmente se discute quanto à sociedade em que vivemos, porventura mais especialmente em época de eleições, reside nas diferenças entre os dois grandes blocos de pensamento político e filosófico: a esquerda e a direita. Esses dois campos foram estabelecidos e consolidados após a Revolução Francesa. Politicamente falando, foi durante a revolução francesa que foram criados os termos “direita” e “esquerda” – referiam-se ao lugar onde os políticos de então se sentavam no parlamento francês: os que estavam à direita da cadeira do presidente parlamentar eram a favor do regime anterior (monárquico); os que se sentavam à esquerda eram contra. Assim, quando a 28 de agosto de 1789 se discutiu na Assembleia Nacional Constituinte a questão do direito de veto do rei, os deputados que se opunham à proposta sentaram-se à esquerda do presidente; os que eram a favor desse privilégio monárquico sentaram-se à direita.

Ao longo do século 19, a mais notada linha divisória entre a “esquerda” e a “direita” foi entre os apoiadores da monarquia (os de direita) e os apoiadores da República (os de esquerda, já então apelidados de revolucionários). O uso do termo “esquerda” tornou-se mais proeminente após a restauração da monarquia francesa em 1815 e foi aplicado aos chamados “Independentes”, os contestatários do regime monárquico.

Convém reforçar que na França daquele tempo a “direita” representava a ordem e os valores tradicionais e históricos da monarquia, normalmente sempre próxima do papado na história e cultura europeias (conservadorismo), enquanto a “esquerda” passava a representar a novidade ideológica, o colocar em causa da ordem política estabelecida até então, rejeitando a religião e seus valores (liberalismo, quanto aos costumes).

A princípio, essa esquerda, composta e promovida essencialmente pelos intelectuais ou mais preparados de então, não teve grande acolhimento junto ao povo e experimentou sérias dificuldades de penetração e consolidação. Por isso, após o golpe de estado de Napoleão III em 1851, a esquerda foi excluída do campo de debates políticos, focando suas atenções na organização dos trabalhadores e no trabalho dos pensadores que se debruçavam sobre essas classes, uma espécie de sindicalismo original.

Desse crescente movimento operário francês sugiram os pensamentos e as máximas que se consolidaram numa ideologia que se materializou em diversas vertentes, segundo vários pensadores e ideólogos. Contudo, a maioria dos crentes católicos praticantes (os religiosos) continuou a votar de maneira conservadora, à direita, enquanto os grupos que foram receptivos à Revolução Francesa do fim do século 18 começaram a preferir as ainda novas correntes de esquerda (normalmente, não religiosas).

E assim, ao longo das décadas seguintes, a doutrina político-social de esquerda estabeleceu-se e confirmou-se em grande parte do mundo até hoje, enquanto a direita política era remetida quase exclusivamente para uma espécie de redoma onde a catalogação obrigatória era a da religião cristã ou dos valores tradicionais e históricos dela. E embora o socialismo/comunismo tenha sofrido também ele uma ferida de morte – em 1989, com a queda do muro de Berlim –, a verdade inegável é que cultural e socialmente a ideologia de esquerda está bem firmada e em alguns casos segue sendo fortalecida.

E como é que tudo isso se transpôs para a sociedade? Como algumas das principais heranças políticas e sociais desse pensamento de esquerda, ateísta e secularista, temos: socialismo, comunismo (ou marxismo, marxismo-leninismo), sindicalismo, ativismo social, reivindicação de direitos sociais, ambientalismo, humanismo, ideologia de gênero, feminismo, homossexualismo (com a apologia dos chamados “direitos civis”), licenciosidade e liberalização do sexo, redefinição do casamento como ato exclusivamente civil, aborto, evolucionismo ou “ciência” moderna (no sentido da rejeição de Deus, oposição ao criacionismo).

Na ausência de espaço e tempo para fazer uma análise minuciosa de casa um desses itens, resumiremos da seguinte forma: de acordo com os princípios divinos que emanam das Sagradas Escrituras, nada de bom se pode retirar dessa lista. Sim, leu bem – nada de bom; aquilo que aparentemente parece ser um benefício para a sociedade, na verdade não é aprovado diante do fino e rigoroso escrutínio das Escrituras. De forma simples, podemos dizer: à luz dos valores cristãos, a esquerda é má. Pode parecer uma afirmação demasiado simplista e/ou absolutista, mas é mesmo assim.

Assim, surge a pergunta: E o pensamento político de direita? Será bom ou mau? Pois bem, essa pergunta precisa ser respondida com uma subpergunta: Qual pensamento de direita? A direita socioeconômica ou a direita religiosa? Acontece que, para benefício de um raciocínio desse tipo, enquanto a esquerda é a esquerda e está tudo dito, a direita pode ser analisada dentro destes dois barômetros: o exclusivamente civil e o religioso.

A direita socioeconômica defende as liberdades individuais, incluindo de iniciativa e religiosa, o livre mercado e a menor interferência possível do Estado na vida econômica, política, social, religiosa e cultural. (Em contraponto, para a já mencionada esquerda, os ideais de igualdade estão acima das liberdades individuais, a atenção é colocada no coletivo e o Estado tem papel ativo, orientador e, se necessário, restritivo nos âmbitos econômico, social, religioso e cultural.)

O século 20 deixou bem claro que as nações mais prósperas, avançadas e cujo progresso foi e é por vezes difícil de acompanhar foram justamente aquelas onde o pensamento socioeconômico de direita foi aplicado, desde logo com os Estados Unidos à frente. (Em contraponto, os maiores fracassos sociais e mesmo como nação foram os países onde socialismo e comunismo reinaram soberanos, desde logo com Cuba à cabeça.)

Contudo, a direita religiosa é fundamentalmente diferente da direita socioeconômica, pois não passa ao lado uma relevantíssima característica: baseia-se, apega-se, sustenta-se na religião cristã, cujos princípios e valores funcionam como primeira e prioritária inspiração, até mesmo como base e alicerce de todo o pensamento.

Aqui alguém perguntará: E qual o problema? Se a esquerda tem uma base ateísta e secular, a direita não poderá ter uma base religiosa, cristã? Poder, até poderia; o problema é que, não poucas vezes, isso implica uma mistura, uma união entre Estado e Igreja – e a História está aí para demonstrar que isso nunca corre bem, sendo que o que normalmente acontece é o Estado aceder aos ditames da Igreja.

Podemos citar como exemplos mais recentes o caso de Portugal, com seu governo salazarista (conhecido como Estado Novo), entre 1933 e 1974, e onde, por especial pressão da Igreja Católica Romana (e não necessária e primeiramente pelo Estado), os não católicos, como adventistas e evangélicos, nem sempre tiveram a vida muito facilitada. A sinopse oficial da obra A Igreja Católica e o Estado Novo Salazarista, de Duncan Simpson, menciona: “O Estado Novo de Salazar, independentemente das suas diversas influências ideológicas, continha no seu núcleo uma tendência específica da doutrina católica forjada pela elite católica portuguesa no primeiro quartel do século 20 (antiliberal, tradicionalista e nacionalista). Dessa componente católica do programa salazarista emergiu uma aliança institucional duradoura e abrangente com a Igreja Católica, com esta a participar na legitimação, no esforço doutrinário e na implementação das políticas do Estado Novo.” Junte a isso o fato de Roma não receber ordens de ninguém e rapidamente perceberá quem mandava em quem.

Também o franquismo na Espanha (1939-1977) seria outro exemplo de governo que manteve relações muito próximas com a Igreja Católica Romana. Ainda outros exemplos poderiam ser mencionados, particularmente na primeira metade do século 20, com o especial – porventura espantoso – caso do nazismo alemão que chegou ao poder com o voto do Partido Católico Alemão.

Nesses casos, não havia a livre circulação, iniciativa ou trocas comerciais que seriam próprias de um regime socioeconômico de direita; pelo contrário, as limitações existentes mais pareciam inspiradas naquilo que historicamente conhecemos de um regime autoritário de esquerda. A política autoritária, embora de direita, estava misturada com os interesses da Igreja romana.

Vejamos agora o caso dos Estados Unidos da América, a nação recente que em dois séculos se tornou no mais próspero e avançado país da História. A nação americana foi fundada com uma fortíssima base de liberdade de consciência religiosa, logo estendida a todas áreas de ação, principalmente civil. Politicamente, tinha um sistema de direita socioeconômica que, conforme mencionado antes, privilegiava as liberdades individuais, incluindo de iniciativa e religiosa, o livre mercado e a menor interferência possível do Estado na vida econômica, política, social, religiosa e cultural. Ao mesmo tempo, e para evitar perigos que os pais fundadores conheciam bem, foram separados desde logo Estado e Igreja, impedindo que um interferisse no outro. Foi assim que os Estados Unidos se desenvolveram, cresceram e se consolidaram como a grande potência mundial: liberdades socioeconômicas e separação entre Estado e Igreja.

Poderíamos mencionar agora qualquer exemplo de Estado baseado numa premissa ateísta e secular, como é o caso dos socialistas e comunistas, para perceber o contraste e a diferença em termos do exercício das liberdades individuais. Contudo, o mesmo poderemos dizer se compararmos os Estados Unidos com um governo baseado em princípios de direita mas com a interferência ou ingerência da religião predominante. Isso indica que um Estado de direita religiosa, isto é, com predominância da Igreja, está, em seus princípios e práticas, mais perto de um Estado de esquerda do que de um Estado de direta socioeconômica!

Confirmando: o regime de Estado que mais se aproxima da defesa e prática dos valores bíblicos é sempre uma direita socioeconômica, onde todos podem livremente escolher o que fazer, aonde ir, o que negociar e que religião ter e praticar. Quando essa direita se transforma e até se assume como uma direita religiosa, temos a vantagem de ver favorecidos valores cristãos de respeito pela vida, pela propriedade, pela própria liberdade e a do outro. Contudo, pode surgir também demasiada proximidade e muitas vezes promiscuidade com a Igreja, o que pode provocar a curto, médio ou longo prazo uma restrição dessas mesmas liberdades.

E aqui encaixa-se muito bem o entendimento profético adventista: em qual dos casos sairá favorecido o cenário escatológico que há mais de 160 anos os adventistas do sétimo dia anunciam? Com um governo de esquerda? Não. Com um governo de direita socioeconômica? Também não. Com um governo de direita religiosa? Certamente que sim!

Conclusão: nos últimos anos, grandes e espantosas mudanças têm ocorrido no mundo: Trump, nos Estados Unidos; Orban, na Hungria; Savini, na Itália; eventualmente Bolsonaro no Brasil – todos eles têm provocado enorme impacto e, preste bem atenção, são bem próximos da direita religiosa. No âmbito profético, entende agora o que pode estar acontecendo no mundo?

(O Tempo Final)

China e Vaticano assinam acordo para reconhecimento da autoridade do papa

chinaÉ histórico o acordo que o Vaticano assinou neste sábado com o governo de Pequim, para o reconhecimento do papa como o chefe da Igreja Católica na China. Até aqui, coexistiam duas: uma oficial, gerida pela Associação Católica Patriótica [ndr: reconhecida e controlada totalmente pelo Estado chinês] e com 60 bispos, outra clandestina, gerida pelo Vaticano e com trinta bispos. Para ultrapassar o conflito de décadas entre Pequim e a Igreja de Roma, foi fundamental que o papa Francisco anulasse a excomunhão de sete bispos nomeados por Pequim e que os reconhecesse. Segundo o texto do acordo, a partir de agora as nomeações são feitas por mútuo acordo, tendo o papa direito de veto.

Pela primeira vez, hoje, todos os bispos da China estão em comunhão com o Santo Padre, com o papa, o sucessor de Pedro”, disse numa mensagem de vídeo o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin.

Há anos que se aguardava por este acordo. Trata-se de um acordo provisório, cujo conteúdo não foi divulgado, e que tem caráter experimental durante dois anos. O documento foi assinado em Pequim pelo subsecretário para as Relações Externas do Vaticano, Antoine Camilleri, e pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Chao.

Isto não é o fim de um processo, é o começo”, explicou o porta-voz do papa, Greg Burke. “O objetivo do acordo não é político — prosseguiu Burke —, é pastoral. Permitirá aos fiéis ter bispos que comunicam com Roma, mas que ao mesmo tempo são reconhecidos pelas autoridades chinesas.

O retomar das relações diplomáticas não está em cima da mesa. Mas a China é um país vital para a Igreja Católica, que quer torná-lo no seu ponto central no continente asiático. Atualmente, e oficialmente, existem cerca de 12 milhões de católicos no país e 40 milhões de cristãos. As estimativas apontam para um grande crescimento desses fiéis, prevendo-se que em 2030 sejam 247 milhões os cristãos chineses. Fonte: Público 

Basicamente, o que esse acordo provoca é que, a partir de agora, é o governo chinês quem sugere nomes para bispos da Igreja Católica na China, mas é o papa, em Roma, quem terá a última palavra sobre essa nomeação (o que relembra os tempos medievais na Europa). Por isso, é bastante feliz a forma como o articulista colocou a questão no sentido de a China reconhecer a autoridade do papa.

Algumas décadas atrás muitos perguntavam como iria a Igreja romana ser relevante e preponderante no leste europeu, uma vez que essa região era dominada pelo comunismo. A História mostra como tudo mudou e hoje isso não é sequer assunto.

Pois bem, muitos perguntam o mesmo com relação à China (e à Coreia do Norte). Nessa que é a mais populosa nação do mundo, os cristãos não podem ter manifestações públicas da sua fé, e até mesmo os seus lugares de culto e celebrações religiosas têm vindo a ser alvo de forte controle e até perseguição por parte do Estado.

Agora, Roma consegue uma abertura que alivia as tensões e mostra que, com tempo, diplomacia e muito trabalho de bastidores, é possível que as relações entre o Vaticano e Pequim avancem numa direção que porventura poucos imaginariam.

Isso vem a propósito da firme palavra da profecia que prevê “toda a terra” maravilhada “diante da besta” (Ap 13:3). Quando a Bíblia diz toda a terra, isso tem forçosamente de incluir nações, povos, línguas e até religiões. Tal não quer dizer que todos irão converter-se ao catolicismo; contudo, indica que a supremacia e a autoridade da Igreja romana será reconhecida por todos em nível mundial. A China, um país de forte tradição ateísta, acaba de dar um pequeno passo nesse sentido.

“Satanás está atuando com todas as suas forças, a fim de ocupar o lugar de Deus e destruir a todos que a isso se opuserem. E hoje vemos todo o mundo inclinando-se diante dele. Seu poder é aceito como o de Deus. Cumpre-se a profecia do Apocalipse: ‘toda a Terra se maravilhou após a besta’ (Apocalipse 13:3)” (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 14).

(O Tempo Final)

A “síndrome conservadora” que afeta pessoas e países e as implicações proféticas disso

trumpUma pesquisa publicada na revista Journal of Cross-Cultural Psychology defende a existência de algo chamado “síndrome conservadora”, que pode acontecer tanto em indivíduos quanto em países de forma geral. Há três fatores importantes que são base para essa síndrome: religiosidade, dominância social e moralidade social. O pesquisador da Universidade de Sidney (Austrália) Lazar Stankov conta que começou a estudar o assunto há dez anos, mas com a intenção de focar nas diferenças interculturais. “Muito do meu trabalho anterior foi sobre inteligência e eu queria expandir para o campo não cognitivo. Estudar diferenças na personalidade, atitudes sociais, valores e doutrinas me pareceu interessante”, relembra ele. “Aconteceu que o resultado dos meus estudos pode ser mais bem interpretado a partir do conservadorismo social. Isso é a mistura de várias características psicológicas focadas em preservar o status quo. Eu escolhi o termo ‘síndrome’ para enfatizar que pelo menos alguns componentes desse tipo de conservadorismo não têm alta correlação entre eles.” A palavra “síndrome” significa um conjunto de sinais que caracterizam determinada situação.

Essa síndrome descreve pessoas que querem preservar os valores sociais atuais, e que têm personalidade com baixa abertura para novidades, que valorizam a autoridade, obediência, família, autodisciplina e crenças religiosas convencionais. Essas pessoas também mostram maior hostilidade contra pessoas de outros grupos. A diferença entre a síndrome conservadora e outras definições de conservadorismo é que ela inclui fatores psicológicos, e não apenas crenças políticas. “Pessoas com essa síndrome tendem a ser mais religiosas e duras contra aqueles que não são aceitos como membros de seu próprio grupo. A religião e a moralidade parecem ser uma forma de manter o atual modo de vida, e a dureza contra pessoas de fora é uma defesa contra a ameaça da mudança”, explica o autor do estudo. […]

Este estudo utilizou dados de dois bancos, que incluíam informações sobre 11.208 pessoas em mais de 30 países. Stankov concluiu que a síndrome existe em todos os países estudados. “Uma questão importante é a ligação entre a síndrome conservadora e o conservadorismo político. A motivação das pessoas que votam em partidos conservadores nos países do ocidente pode ser mais por motivos fiscais do que por motivos sociais. A preocupação deles é a preservação do livre mercado e menos com os aspectos sociais e psicológicos da vida”, explica ele. […]

(PsyPostJournal os Criss-Cultural Psychology, via Hypescience)

Nota: O fenômeno é real e perceptível em vários países. Os movimentos e governos de esquerda levaram o pêndulo da moralidade para tal extremo que agora estamos observando uma reação contrária com a mesma intensidade. A maior parte da população está farta de ver tanta baixaria sendo promovida como arte e educação. A maioria da população (que no Brasil ainda é cristã) não aguenta mais ver os direitos de uma minoria barulhenta se sobrepondo aos direitos dos demais. Para os que se pautam pela Bíblia é uma situação de fogo ou frigideira. Apoiar candidatos de esquerda é ajudar a promover antivalores que vão totalmente de encontro aos valores judaico-cristãos. Apoiar candidatos de direita é ajudar a montar um possível cenário profético favorável a uma maior aproximação entre Estado e igreja e a aprovação de leis que terão como justificativa a proteção da família e dos valores cristãos, mas que levarão em conta a vontade da maioria cristã e/ou a vontade do segmento mais forte entre os cristãos. E nós que estudamos as profecias sabemos no que isso vai dar…

O amigo pastor Sérgio Santeli acredita que “essa onda conservadora é uma oportunidade tremenda para pregar as três mensagens angélicas, que são impopulares, assim como tantos temas levantados nessa onda também o são. É necessário não perder a crista dessa onda”. Quanto ao texto acima, ele chama atenção para o fato de que, quando o autor diz que as pessoas com essa síndrome conservadora são mais propensas à hostilidade com quem pensa diferente, ele está equivocado. “Ele deveria fazer uma pesquisa honesta sobre a síndrome do pensamento revolucionário moderno, e iria se surpreender com os resultados”, diz Santeli.

Que venha logo o fim, para que finalmente se perceba que a solução não vem da direita nem da esquerda. Vem do Alto. [MB]

Maduro come em restaurante que cobra mil dólares por refeição enquanto venezuelanos passam fome

nicolas-maduro-1Voltando da China [a mesma China comunista que está perseguindo cristãos e queimando Bíblias], Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, parou em Istambul, na Turquia, e aproveitou para comer no restaurante da celebridade da internet Nusret Gökçe, mais conhecido como Salt Bae, que conta com mais de 15 milhões de seguidores no Instagram. Cada refeição custa em torno de mil dólares. Salt Bae publicou seis imagens na rede social e rapidamente apagou o post, que em pouco tempo já contava com mais de mil comentários. A maioria deles criticando Maduro por deixar seus compatriotas morrerem de fome enquanto ele se esbaldava no restaurante. Um relatório do governo venezuelano indicou que mais de 60% da população acordam com fome por não terem dinheiro para comprar comida. Aproximadamente um quarto da população come menos de duas vezes ao dia e cerca de 87% dos venezuelanos vivem em situação de pobreza. Por fim, mais de dois milhões já deixaram o país atrás de comida e trabalho [sem contar as crianças que estão morrendo de fome]. O estudo ainda revela que a qualidade da dieta da população venezuelana também teve uma queda. Cada vez mais se consome menos vitaminas e proteínas. A carne vermelha é rara de se obter, seja pela falta do produto ou até mesmo pelo alto custo. De acordo com o FMI, a inflação do país deve chegar a 1.000.000% neste ano.

Families salvage food scraps from garbage bags in downtown Caracas, Venezuela.
Jovens vasculham lixo em busca de comida em Caracas
Esteban Granadillo, 18 days, who weighs 4 pounds 10 ounces, at Dr. Agustín Zubillaga University Hospital of Pediatrics in Barquisimeto, Venezuela.
Crianças venezuelanas estão morrendo de desnutrição

(Jovem Pan)

Nota: Líder comunista sendo líder comunista. Apenas seguindo o script. Me fez lembrar a obra clássica de George Orwell, A Revolução dos Bichos (se você não leu, tem 18 dias para ler antes das eleições). Maduro é como todos os outros “comunistas de iPhone”: enquanto pregam a igualdade e dizem lutar pelos mais pobres, não abrem mão das benesses que o dinheiro e o cargo político lhes conferem. Mais ou menos como aconteceu com a deputada comunista e agora candidata a vice-presidente, que diz amar Cuba, mas foi à sede do capitalismo mundial comprar um enxoval para a filha (confira), e depois ainda tentou censurar um humorista por se aproveitar da piada pronta (confira). Já disse e repito: a solução para a humanidade não é a Revolução, é a conversão. O homem e a mulher não convertidos sempre serão egoístas, gananciosos, traiçoeiros, pervertidos, injustos. É da natureza humana. E quando têm o poder nas mãos, então, aí é que o estrago é maior, pois o acesso ao mal fica facilitado. Apenas mais um exemplo de incoerência: enquanto ecoam discursos feministas de “empoderamento”, esquerdistas que governaram São Paulo entregaram apenas metade das creches que haviam prometido em campanha. É fácil promover passeatas a favor do aborto, apoiar a marcha das “vadias” e coisas afins. Mas quando se trata do verdadeiro “empoderamento” (detesto essa palavra), que significa dar condições para que uma mãe possa sustentar ou ajudar a sustentar os filhos, a coisa muda de figura. Aí precisa de muito dinheiro. Mas cadê o dinheiro? [MB]

Como devemos votar

votacaoPor ocasião das celebrações dos 196 anos de Independência do Brasil neste mês de setembro e da proximidade das eleições de 2018, em que os brasileiros escolherão deputados estaduais e federais, senadores e governadores de seus estados, bem como a autoridade principal da nação, o presidente da República, para os próximos quatro anos, os pastores e líderes cristãos abaixo-assinados conclamam para que a Igreja de Cristo no Brasil coloque-se em intercessão constante pelo País nas próximas semanas, até o fim dos pleitos em segundo turno, em jejum e oração, pedindo para que a Santíssima Trindade, por misericórdia, ouça as nossas preces e venha atender os seguintes pedidos:

1. Que o SENHOR, o Deus Triúno, conduza em suas campanhas os candidatos honestos, bem-intencionados, comprometidos com a transparência e a moralidade, com princípios virtuosos de vida em sociedade e com uma visão cristã de mundo, a fim de que estes consigam ser eleitos aos cargos a que concorrem.

2. Que o SENHOR, o Deus Triúno, mude o coração daqueles que estão dispostos a votar em candidatos envolvidos em casos de corrupção, nem permita que estes sejam eleitos.

3. Que o SENHOR, o Deus Triúno, refreie a representação de ideologias anticristãs em nossos parlamentos estaduais e no Congresso Nacional.

4. Que o SENHOR, o Deus Triúno, frustre toda a tentativa de fraude no sistema eleitoral.

5. Que o Senhor, o Deus Triúno, não permita mais confusão e outros atos de violência, a fim de que essas eleições sejam concluídas pacificamente.

6. Que o Senhor, o Deus Triúno, por meio da obra santificadora do Espírito Santo, traga um verdadeiro avivamento à sua Igreja no Brasil, provocando um grande e duradouro impacto cultural, moral e social, por meio de homens e mulheres que produzam frutos dignos de arrependimento.

Algumas recomendações:

a) Para a escolha de candidato, recomenda-se conhecer bem seu caráter, ideias e a ideologia do partido.

b) Apoie propostas que defendam a dignidade do ser humano e a vida em qualquer circunstância, desde sua concepção no ventre materno.

c)Rejeite candidatos com ênfases intervencionistas na esfera familiar, educacional, eclesiástica e artística.

d)Repudie qualquer ideologia que se oponha aos princípios do Reino de Deus, isto é, com a mensagem bíblica.

e)Apoie candidatos que expressam compreender a função primordial do Estado em prover e promover justiça e segurança para seus cidadãos.

f)Por fim, ao indicar um candidato para amigos e familiares, faça-o com respeito às opiniões diferentes da sua, lembrando que, apesar de você acreditar na pessoa para quem está dando e pedindo voto, como cristãos, nossa esperança última de sociedade perfeita deve estar na consumação dos séculos, quando Jesus voltará para reinar com cetro de justiça.

Após as eleições, ore em favor dos candidatos eleitos, para que cumpram seus mandatos com sabedoria e pelo bem da nação, lembrando-nos, oportunamente, das palavras do apóstolo Paulo a Timóteo: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito” (1 Timóteo 2:1, 2).

(Tu porém)