Damares Alves é criticada por defender ensino do criacionismo

damaresUma nova polêmica foi criada em torno da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves: sua opinião a respeito da teoria da evolução. Nas imagens de uma entrevista concedida por ela em 2013, Damares responde sobre o papel da igreja evangélica na política e observa que os cristãos perderam influência nas escolas. “A igreja evangélica perdeu espaço na história. Nós perdemos o espaço na ciência quando deixamos a teoria da evolução entrar nas escolas, quando nós não questionamos. Quando nós não fomos ocupar a ciência. A igreja evangélica deixou a ciência para lá e ‘vamos deixar a ciência sozinha, caminhando sozinha’. E aí cientistas tomaram conta dessa área”, diz a ministra no vídeo. Em nota, o ministério informou que “a declaração ocorreu no contexto de uma exposição teológica que não tem qualquer relação com as políticas públicas que serão fomentadas” pela pasta.

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Bastidores da lei que beneficia guardadores do sábado

aulaÉ importante um esclarecimento neste momento com relação a esta proposição. Essa lei, agora sancionada pelo presidente (Lei 13.796 de 03/1/2018), foi tramitada e aprovada na Câmara dos Deputados no fim dos trabalhos legislativos do ano passado (2018). E a relatora foi a deputada do Partido dos Trabalhadores (PT) Maria do Rosário, que julgou essa tarefa como honrosa. Observe-se que a atuação dela foi fundamental para a aprovação da lei. Li o Projeto quando estava em tramitação. A autoria desse projeto que virou lei facilitando a guarda do sábado dos estudantes adventistas de sétimo dia também é de um deputado do PT, Rubens Otoni.

Verdade é que muitos líderes adventistas batalharam por esse projeto e cada um deles têm o seu mérito. A lei foi feita porque, embora a maioria das instituições educacionais e professores agissem com flexibilidade propondo atividades alternativas e avaliações em outros dias, outros se mostravam irredutíveis. Muitos adventistas, a despeito de em tempos passados e no presente enfrentarem dificuldades e discriminação por esse motivo, nunca viram a necessidade de uma lei, pois sempre acreditaram que essa prova seria vencida com fé, oração, diálogo e a negociação entre docentes e discentes, e mesmo entre pessoas e instituições. Outros adventistas achavam melhor uma lei mesmo.

A “ironia do destino”, nesse caso, foi justamente os protagonistas serem Maria do Rosário e Jair Bolsonaro. Ela do PT, um partido que é visto por alguns evangélicos como um adversário da fé, e Jair Bolsonaro, um católico da direita tido como radical (PSL).

(Dr. Frank Carvalho, professor no Instituto Federal de São Paulo e autor de livros sobre liberdade religiosa)

Nota: Embora, como cristãos, não devamos ignorar as ideologias por trás de pessoas e partidos, essa é mais uma amostra do porquê não devemos nos meter em política partidária. Assim como Deus usou para o benefício de Seu povo no passado impérios pagãos como a Babilônia, a Assíria e o Egito (para citar apenas três), hoje Ele pode usar soberanamente qualquer um que Ele julgar útil para levar avante decisões que facilitarão a pregação do evangelho ou que estiverem alinhadas com algum outro propósito divino. Conforme escreveu o pastor Edemilson Alves Cardoso (Jimmy), “nosso Pai sempre é capaz de transformar situações adversas ou líderes que não O temam em bênçãos para o Seu povo. Oro para que o povo adventista faça bom uso da liberdade para testemunhar de Jesus enquanto a porta da graça está aberta para todos”. Os fatos relacionados com os bastidores da aprovação dessa nova lei nos ensinam a confiar em Deus e a perceber uma vez mais que Ele tem as rédeas da história do mundo em Suas mãos santas e misericordiosas. Continuemos orando pelos nossos governantes e façamos o nosso melhor para preparar o caminho para a vinda de Cristo. [MB]

Sancionada lei que permite faltar a provas por crença religiosa

captura de tela 2019-01-03 às 22.25.03O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira, 3, projeto de relevância para a liberdade religiosa brasileira. Trata-se de Projeto de Lei número 2.171, de 2003, de autoria do deputado federal Rubens Ottoni. O texto aprovado trata da aplicação de provas e atribuição de frequência a alunos impossibilitados de comparecer à instituição de ensino por motivos de liberdade de consciência e de crença religiosa. O teor será incorporado à legislação por meio da inserção do artigo 7-A na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. A publicação no Diário Oficial da União deve ocorrer nesta sexta-feira, 4.

Os membros da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovaram o Substitutivo do Senado ao Projeto de Lei da Câmara 130, de 2009, no dia 27 de novembro. Na prática, alunos da rede pública ou privada ganham um instrumento de respeito à consciência e crença.

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Resumindo: Agora o direito de não ir às aulas e fazer provas aos sábados está assegurado na LDB.

Macron, O Belo da Tarde (me perdoe, Catherine Deneuve…)

paris[Em julho deste ano, fui convidado a apresentar palestras e pregar em duas igrejas de Paris. Foi a primeira vez que estive na charmosa capital francesa. Obviamente que fiquei encantado ao visitar seus principais pontos turísticos, especialmente o Museu do Louvre e – numa “esticadinha” estratégica até Versalhes – o famoso palácio homônimo. De fato, Paris é linda, mas é impossível deixar de notar os efeitos da presença de milhares de pessoas oriundas de países em crise, o mal cheiro dos metrôs, a sujeira em alguns bairros e a crescente falta de liberdade religiosa. Sim, o simples ato de carregar uma Bíblia em público pode causar problemas. O pastor de lá me explicou que a polícia estava tendo problemas com mulheres muçulmanas ao volante. Como usam burca, emprestavam suas carteiras de habilitação para amigas e os oficiais não podiam fazer nada a esse respeito. Pois “baixaram” uma lei proibindo que condutoras de veículos usem burca, e, para ser “justos”, proibiram que qualquer símbolo religioso seja exibido em público. Assim, Bíblias só na bolsa; e orações só nas igrejas, em casa ou em pensamento. O Ocidente cristão se curva aos novos costumes e se vê invadido por pessoas que até poderiam conhecer Jesus, se Ele fosse conhecido dos cristãos nominais de hoje… A Europa e a França, particularmente, vivem um momento complicado. Para ajudar você a compreender o que se passa por lá, pedi ao amigo analista de sistemas Marco Dourado, de Curitiba, que escrevesse uma análise da situação, a qual você pode ler a seguir. – Michelson Borges]

A cada ano, numa estimativa conservadora, vêm entrando na França uma média de 100 mil refugiados, um lumpemproletariado pra Marx nenhum botar defeito. Aí os franceses vão e elegem Emannuel Macron, na tentativa de evitar armadilhas de um extremo e outro do espectro político. Qual o resultado? Macron dá mostras cotidianas (e acintosas) de que não será pautado pelos interesses de seus eleitores, mas pelo politicamente correto, pelos chamados “acordos internacionais” recomendados pela ONU e pelo IPCC (o Painel Climático Internacional). Para “salvar o planeta” ele não titubeia em afundar seu país, talvez até tenha buscado o poder justamente para isso.

Somente nos subúrbios de Paris existem 400 mil imigrantes, sendo que 28% vivem abaixo da linha da pobreza, com o inevitável cortejo de violência, criminalidade, contrabando e sujeira. Paris fede como um gigantesco banheiro de rodoviária abandonada pelas autoridades. Pois vem Macron advogar em favor dos imigrantes ao mesmo tempo em que debocha publicamente da população francesa, como foi o caso de um jovem horticultor graduado que reclamou com ele da impossibilidade de arrumar emprego – o presidente lhe disse que bastava atravessar a rua para arranjar trabalho (aqui no Brasil soaria como dizer ao rapaz para procurar um Posto Ipiranga). Tal escárnio gerou comoção nacional.

Para seguir a agenda ECOmênica, Macron aumentou, desde o início do ano, o preço dos combustíveis (diesel e gasolina) em 23%. E quanto mais se aumenta a carga tributária, mais diminui, de forma sensível, o poder aquisitivo da população, especialmente as pessoas majoritariamente pobres, que não estão organizadas em sindicatos e associações, mas que se unem por meio das redes sociais. Daí se percebe a semelhança dos protestos naquele país com a greve de caminhoneiros do Brasil neste ano.

Os revoltosos franceses, que adotaram como símbolo o colete amarelo (gilets jaunes), são estimados entre 75 mil e 280 mil (cifras aproximadas, mas, com toda evidência, crescentes). Sua ação obrigou Macron a decretar Estado de Emergência. Sua popularidade no início do governo era de 69% – um índice expressivo, que indicava grande otimismo. Hoje, encontra-se – com firme viés de queda – na casa de 29%, patamar de governos impopulares em fim de mandato.

A situação política da França marca o contraste entre governos preocupados com seus cidadãos – caso dos EUA, Áustria, Itália, Polônia, Hungria e, felizmente, o Brasil – e vigaristas a mando de organizações globalistas presididas por burocratas sem alma – anônimos, não eleitos e pragmaticamente indiferentes à soberania dos países.

Por falar em Trump, o cinismo e a cara-de-pau de Macron são tamanhos que ele tentou lacrar o presidente norte-americano durante as comemorações do fim da Primeira Guerra, provocando o ianque ao afirmar que “nacionalismo é diferente de patriotismo”. Levou uma invertida de Trump, que lhe lembrou que, não fosse o “nacionalismo norte-americano”, os franceses estariam hoje falando alemão (nas entrelinhas, entenda-se que a França pode vir a adotar o árabe como idioma oficial). Sim, o bom e velho nacionalismo americano. Afinal, a maior motivação de um soldado em arriscar sua vida não é exatamente conquistar aquilo que ele não tem mas preservar, CONSERVAR o que já possui: sua família, sua propriedade, seus valores, suas tradições, sua cultura, sua história, sua religião, seu estilo de vida – coisas que o sabujismo de Macron está pondo em risco.

Note-se que Macron criticou Bolsonaro por ter, a exemplo de Trump, rechaçado que o Brasil venha a sediar uma dessas conferências para acordo climático. Usou, inclusive, de chantagem, condicionando um acordo comercial União Europeia/Mercosul com a realização do ecoevento. Ótima oportunidade para o Brasil não só pular fora da canoa ideológica furada do Mercosul e focar em acordos bilaterais, como também repudiar uma agenda ecológica intencionalmente vaga, baseada em argumentos não só temerários, mas despudoradamente mentirosos (a esse respeito, leia-se O Império EcológicoOu A Subversão da Ecologia pelo Globalismo, de Pascal Bernadin – 600 páginas altamente documentadas demonstrando que a tal da agenda climática favorece exclusivamente o globalismo em prejuízo da soberania dos países e do bem-estar de suas populações).

Em suma, ou Macron é um absoluto idiota ou um perfeito canalha. Não tem interesse ou capacidade de governar seu país, e ainda se dá o desfrute de querer ensinar a outros governantes o caminho para o desastre. Não é à toa que os franceses, a exemplo dos brasileiros em 2016, só têm uma palavra para o imbecil apátrida: “Fora!” – e olha que os recentes confrontos com a polícia até que estão saindo barato. Por quê? Vejamos.

Pouca gente associa os massacres da Noite de São Bartomeu ao Terror, dois séculos mais tarde – uma safra de sangue que teve engenheiros agrônomos de peso: Rousseau, De Sade, Marat e Robespierre. Não é de admirar que o flagelo do esquerdismo já nasceu extremo naquela mistura de hospício com matadouro. Luciano Ayan lembra que Kurt van Middelaar, em Politicídio, explica como a filosofia francesa se transformou numa forma de justificar o terror: “E da turma do marxismo ocidental, os que mais chutaram o balde vieram de que país? Adivinhe. Maurice Merleau-Ponty, Jean-Paul Sartre e Michel Foucault elogiaram formalmente os genocídios da Rússia. No resto do mundo, esse comportamento era exceção, e muitos questionavam. No meio acadêmico francês, era o padrão. Desde Rousseau é assim.”

Muito provavelmente Macron não perderá a cabeça, não literalmente. Três gerações sob o Estado de Bem-Estar Social amoleceram os carbonários franceses, aquela turma escolada em partir pro quebra-pau. Mas, como diz um ditado aqui no Sul, cachorro que comeu carne de carneiro, ainda que só uma vez, nunca mais esquece do gosto. E isso pode insuflar as matilhas dispersas do resto do Velho Continente.

Câmara aprova direito de aluno se ausentar de prova por crença religiosa

sabadoProjeto de relevância para o respeito à crença religiosa teve importante avanço na tarde de terça-feira, 27. Integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovaram Substitutivo do Senado ao Projeto de Lei da Câmara 130, de 2009 (originalmente Projeto de Lei número 2.171, de 2003, de autoria do deputado federal Rubens Otoni). O texto aprovado trata da aplicação de provas e atribuição de frequência a alunos impossibilitados de comparecer à escola por motivos de liberdade de consciência e de crença religiosa. O teor será incorporado, portanto, à legislação por meio da inserção do artigo 7-A na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Na prática, alunos da rede pública ou privada ganham um instrumento de respeito em função da sua consciência e crença. O texto prevê que seja assegurado o direito a estudantes em qualquer nível (exceto os de ensino militar) de se ausentar de prova ou aula marcada para um dia que, segundo seus preceitos religiosos, seja proibido o exercício desse tipo de atividade. Na aprovação da CCJ, estão previstas prestações alternativas como: prova ou aula de reposição, conforme o caso, realizada em data alternativa, no turno do estudo do aluno ou em outro horário agendado e trabalho escrito ou outra modalidade de atividade de pesquisa, com tema, objetivo e data de entrega definidos pela instituição de ensino.

Em 1997, o então deputado federal Marcos Vinícius de Campos já havia encaminhado um projeto com o mesmo teor, porém, segundo registros da Câmara Federal, o documento havia sido arquivado em fevereiro de 1999.

A relatora do projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, deputada federal Maria do Rosário, ressaltou, então, o caráter de respeito à liberdade de expressão religiosa. Ela lembrou que a Constituição Federal, no seu artigo 5º, garante que esse tipo de liberdade é inviolável e precisa ser garantido. Acrescentou, ainda, que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”.

O diretor de Assuntos Públicos da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul, pastor Helio Carnassale, ressaltou que essa foi uma importante vitória para a liberdade religiosa, especialmente no caso de milhares de estudantes que observam dias religiosos. “Muitos contribuíram para chegarmos até aqui. Quero ressaltar o empenho e apoio dos deputados Rubens Otoni, senador Pedro Chaves, deputada Maria do Rosário, além de Uziel Santana, presidente da Anajure, deputado Leonardo Quintão e de apoios recentes do deputado federal Aguinaldo Ribeiro e da senadora Daniela Ribeiro”, disse. Carnassale lembrou, ainda, o “papel do consultor parlamentar Adiel Lopes, além do advogado Vanderlei Viana e da administração adventista na América do Sul”.

A aprovação na CCJ teve caráter conclusivo, portanto não seguirá para o Plenário da Câmara, mas diretamente para ser ou não sancionada pelo presidente da República. É difícil precisar quantos alunos, por motivo de crença religiosa, serão beneficiados no Brasil com essa medida. Para se ter uma ideia, último levantamento realizado pelo Ministério da Educação apontou que, somente alunos guardadores do sábado, que prestavam o Exame Nacional de Ensino Médio, representavam em torno de 100 mil no País.

(Felipe Lemos, Notícias Adventistas)

As mulheres ignoradas

janainaDuas mulheres tiveram votação tremendamente expressiva para a Câmara dos Deputados: a jornalista Joice Hasselmann (demitida da revista Veja por pressão do ex-presidente Lula), que recebeu mais de um milhão de votos, e sua correligionária, a jurista Janaína Paschoal [foto ao lado], autora do impeachment contra Dilma. Janaína recebeu mais de dois milhões de votos. Curiosamente, nenhuma delas ganhou sequer um parabéns dos movimentos feministas. Será que é por que ambas se alinham à direita no espectro político e defendem uma posição mais conservadora? Acho que não, né? Deve ter sido esquecimento por parte das feministas de enaltecer a eleição dessas duas empoderadas. A propósito, quem ficou no lugar do juiz Sérgio Moro (escolhido para ministro da Defesa do novo governo) à frente da Operação Lava-Jato é também uma mulher: a juíza federal Gabriela Hardt, que mandou prender José Dirceu. Novamente pergunto: Cadê as feministas para comemorar o fato de que outra empoderada assume grande protagonismo em nosso país, em uma função-chave, para a execução da qual é preciso muito pulso? Onde estão as feministas para comemorar a imposição de autoridade da juíza sobre um famoso presidiário que tentou intimidá-la recentemente em uma audiência? Que grande exemplo e motivação Gabriela dá às mulheres e aos homens do nosso país. Mas novamente a resposta é o silêncio daquelas que acham que lutar pelas mulheres significa levantar cartazes por aí e ficar brigando com homens no Facebook…

Será que movimentos feministas estão contaminados por alguma ideologia específica? Acho que não… Deve ser coisa da minha cabeça.

Quero aproveitar este post para falar de outras mulheres injustamente esquecidas. Mulheres cuja missão é infinitamente mais importante que a de uma senadora ou juíza, mas que, por atuar nos bastidores, são ainda mais invisíveis. Vou deixar que a Carla Carolina fale delas:

Quando fomos criadas, Deus concedeu a nós a tarefa mais importante, de maior valor e mais significativa que pode haver sobre a Terra. Foi-nos dada a missão de moldar o caráter da humanidade. Nas palavras de Ellen G. White: “No moldar devidamente o espírito de seus filhos, é confiada às mães a maior missão dada a mortais” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 252).

Só existem grandes líderes, pessoas que realmente fizeram a diferença e marcaram a História, porque antes existiram grandes mães e esposas. Mulheres que conduziram seus filhos em caminhos honrados, que ensinaram valores como altruísmo e bondade. Mulheres que apoiaram seus maridos e cumpriram o papel de equilibrar o instinto, muitas vezes irrefreável e ansioso, masculino.

“Foi Joquebede, a hebreia que, fervorosa na fé, não temeu “o mandamento do rei” (Hebreus 11:23), a mãe de Moisés, libertador de Israel. Foi Ana, a mulher de oração e espírito abnegado, inspirada pelo Céu, que deu à luz Samuel, a criança divinamente instruída, juiz incorruptível, fundador das escolas sagradas de Israel. Foi Isabel, a parenta e especial amiga de Maria de Nazaré, que gerou o precursor do Messias (A Ciência do Bom Viver, p. 372).

Nós nunca precisamos de empoderamento. Somos naturalmente poderosas, capazes de mudanças gigantescas. Anjos dariam suas asas para poder desempenhar um papel tão digno quanto o nosso. Sabendo da importância do papel da mulher, Satanás levanta contra nós artimanhas como o feminismo que nada faz além de nos tornar cada vez mais vítimas do desejo sexual masculino, nada faz além de nos sobrecarregar com cada vez mais responsabilidades, nada faz além de nos colocar constantemente no limite emocional e físico, nos levando ao esgotamento.

O feminismo nos tirou da segurança de nossos lares e nos colocou vulneráveis no mercado de trabalho (que não, não é ruim, mas hoje gira para satisfazer o egoísmo e a ganância), nos tirou o amor dos homens e nos transformou em meros objetos que permanecem no desejo masculino por apenas uma noite; nos tirou do foco e de nossa tão maravilhosa missão. E agora exige que sejamos “supermulheres”, que consigamos ser boas profissionais, boas mães e boas esposas e, quando não damos conta de tudo isso, o feminismo diz-nos que escolher ser boa mãe e esposa é indigno.

O feminismo nos fatigou. O feminismo ignora tudo aquilo que somos e nos obriga a ser aquilo que eles querem que sejamos. Nós fomos criadas para ser a beleza e a doçura em um mundo tão cheio de amargura e feiura. Fomos criadas para ser amadas, mas, mais do que isso, fomos criadas para completar uma obra que ecoa na eternidade.

Mulheres, não troquem isso por empregos, altos salários ou notoriedade no mundo dos homens. Nada disso será levado conosco para o túmulo.

Somos todos da resistência

tristePara viver neste mundo é preciso ter muita resistência. Sexta-feira, dia de finados, minha família e eu participamos de um momento extremamente triste e desalentador. Fomos à cerimônia fúnebre da filha de um grande amigo e ex-colega de trabalho. Ela tinha apenas 24 anos e estava para se formar neste ano. Uma vida inteira pela frente, sonhos e projetos interrompidos pela nossa maior inimiga, aquela inevitável que nos nivela a todos como finitos: a morte. Em momentos de perda como esses, nos damos conta de que tanta coisa é tão insignificante, tão efêmera e às vezes até sem sentido. Cargos, títulos, poder, dinheiro, posições políticas… Em momentos de transe como esse, percebemos nossa finitude e desamparo; o fluxo da vida é interrompido e a dor toma conta da alma; somos confrontados mais uma vez com a realidade de que, como dizem, as coisas mais importantes da vida não são coisas, são pessoas. Graças a Deus, a família do meu amigo é composta por pessoas que se amam, que se abraçam, que cuidam umas das outras. Meu amigo entregou a filha a Deus e tem a firme esperança de que na volta de Cristo Ele ressuscitará a menina, e estarão juntos novamente para sempre.

Foi uma cerimônia muito triste, até porque o inconformismo é ainda maior quando um pai e uma mãe têm que sepultar um filho. Praticamente todos os que foram solidarizar com a família creem na volta de Jesus, o que tornou a cerimônia um momento triste, sim, mas carregado de esperança.

Infelizmente, nem todas as famílias são assim, por isso, quando ocorrem mortes, o desespero é avassalador. Há pais e filhos e irmãos que descem à sepultura brigados. Há amigos que não se viam nem conversavam havia anos, e que são obrigados a se reencontrar nessas tristes ocasiões – um no caixão e o outro cheio de remorsos. Não precisava ser assim. Não devia ser assim.

Nestas eleições, de modo especial, muitas pessoas se desentenderam e até romperam relacionamentos. Não souberam separar a opinião do dono dela. Foi um cenário muito triste cujas consequências serão sentidas por algum tempo ainda – espero que pouco. Não deixe uma ideologia, um partido ou um candidato afastar você de quem ama. Lembre-se: a vida é curta e não compensa perder o que realmente vale a pena por causa de coisas tão pequenas comparadas a uma vida humana. As pessoas são muito mais do que aquilo que elas pensam, do que uma posição política, do que certas escolhas que fazem.

Quero aproveitar este texto para pedir perdão a algumas pessoas que eventualmente tenham se sentido ofendidas por algo que eu disse ou escrevi (e estou fazendo isso de livre e espontânea vontade, porque senti no coração que devia fazê-lo). Em nenhum momento durante a campanha eleitoral defendi esse ou aquele partido, esse ou aquele candidato. Como pastor adventista, nem se esperaria que eu fizesse tal coisa, afinal, devemos evangelizar e amar todas as pessoas – da esquerda, do centro e da direita. Todas são filhas de Deus. Mas em alguns momentos procurei denunciar – como sempre tenho feito há anos – uma ideologia que considero anticristã e perigosa: o marxismo. Em minha opinião, assim como o evolucionismo e o espiritismo, o marxismo afasta as pessoas do Deus da Bíblia, embora apresente algumas ideias boas que, no fundo, são importadas do cristianismo. Assim, não precisamos ser marxistas para desejar a justiça, para combater a pobreza e lutar pela redução das desigualdades. Basta ser cristãos de verdade. E, como cristão, quero dizer que amo a todos, até, evidentemente, aqueles que discordam de mim.

Para viver neste mundo é preciso ter muita resistência. Às vezes, essa resistência envolve segurar a língua e os dedos raivosos sobre o teclado. Resistência para deixar a sabedoria se sobrepor ao ímpeto. Conforme escreveu Zoe Lilly, “o silêncio pode ser o remédio de muita coisa. Use-o quando for necessário. O silêncio também pode ser o veneno de outras coisas. Quebre-o quando for necessário. Sabedoria é discernir a hora dos dois”.

Admitamos que nem sempre é fácil, mas podemos tentar.

Para viver neste mundo é preciso ter muita resistência, especialmente para resistir a nós mesmos e ao mal. Resistir aos nossos impulsos, aos nossos maus desejos, ao pecado. Por isso os apóstolos Tiago e Pedro dizem que devemos resistir ao diabo pela fé, pois assim ele fugirá de nós (Tiago 4:4; 1 Pedro 5:9). E isso não significa que não devamos resistir também ao que está errado na sociedade. Mas, em lugar de gastar tanto tempo para cultivar nossas opiniões políticas (o que não é negativo em si) e propagá-las nas redes sociais, devemos aprofundar nosso relacionamento com Deus, pois é isso o que aumenta a nossa fé, afinal, fé é relacionamento que promove a confiança. É essa convivência com Deus que nos dará sabedoria e serenidade para dialogar sobre ideias sem magoar pessoas; que nos dará bom senso para saber quando silenciar e quando falar (e como falar); para saber que às vezes é melhor manter a amizade em lugar de ganhar uma discussão.

Neste mundo de pecado todos somos da resistência, mas que aprendamos a resistir ao que realmente deve ser resistido, e amar como Jesus nos ensinou a amar.

Michelson Borges