Organização ateísta mira Ben Carson por causa de estudo bíblico “secreto” na Casa Branca

ben_carsonO estudo bíblico semanal frequentado por membros do ministério do presidente Donald Trump está mais uma vez sob ataque, desta vez de uma organização ateísta. A Fundação Libertando-se da Religião (FLR) e a Cidadãos Pela Responsabilidade e Ética em Washington (CREW) estão processando o Ministério de Moradia e Desenvolvimento Urbano (MMDU), conduzido pelo ministro Ben Carson (membro ativo da Igreja Adventista do Sétimo Dia). A organização fez solicitações sob a Lei de Liberdade de Informação (LLI) para órgãos conduzidos por ministros que frequentam estudos bíblicos para ver se recursos governamentais estão sendo usados ou se funcionários dos órgãos se sentem “coagidos para organizar ou até participar no evento religioso”, de acordo com um comunicado à imprensa. Funcionários não frequentam os estudos bíblicos, que são apenas para os ministros de governo. A FLR e CREW processaram o MMDU quando deixou de não cobrar taxas por seus pedidos de LLI.

Em julho, a Rede de Televisão Cristã deu a notícia de que vários ministros de Trump estão se reunindo semanalmente para estudar a Bíblia e orar juntos. Desde então, o líder do estudo bíblico, Ralph Drollinger, fundador dos Capitol Ministries, vem enfrentando uma tempestade de ataques pessoais – apesar do fato de que ele vem conduzindo estudos da Bíblia para membros da Câmara dos Deputados e Senado dos EUA há anos.

A FLR afirma que está tentando chegar ao fundo do estudo bíblico “secreto”, junto com qualquer correspondência entre ministros de governo e Drollinger. Drollinger respondeu no Facebook, dizendo: “Em vez de processar, a FLR pode simplesmente ir ao site www.capmin.org e examinar exemplares de estudos da Bíblia que escrevo e ensino a membros de ministério, Senado e Câmara dos Deputados todas as semanas. Não há nada de segredo nisso – e todas as despesas relacionadas a estudos da Bíblia são pagas pelo Capitol Ministries, uma organização sem fins lucrativos.”

(Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Rede de Televisão Cristã: Atheist Group Targets Ben Carson over ‘Secretive’ White House Cabinet Bible Study)

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Evo Morales volta atrás e suspende novo código penal na Bolívia

evoO presidente da Bolívia, Evo Morales, decidiu suspender a implantação do novo código penal. Alvo de diversos protestos, o código criminalizava a evangelização. O anúncio foi feito neste domingo (21). As lideranças cristãs fizeram pressão para que as leis não entrassem em vigor. Outros grupos, como os jornalistas, também se manifestaram contra, já que o código feria a liberdade de expressão. Apesar da medida, Morales deve elaborar outro documento para tentar ganhar o apoio dos movimentos sociais.

(Pleno News)

Nota: Há quem creia que a mudança de planos seja resultado das muitas orações feitas por cristãos de várias religiões (90% dos bolivianos se declaram cristãos). Em pronunciamento na TV, Morales disse que tomou essa decisão “para evitar que a direita use o Código para desestabilizar o Estado”. Mas há também quem creia que tudo não passe de uma cortina de fumaça, uma vez que, como explica o amigo Marco Dourado, um dos falsos dogmas do socialismo – seja de que tipo for (nazismo, fabianismo ou marxismo-leninismo) – é o Estado ser o Ente Categórico de Razão, ou seja, a instância primeira, última e suprema a partir da qual tudo deve ser avaliado, julgado e decidido. A Bíblia revela Deus como esse Ente, por isso o cristão jamais poderá aceitar as presunções ideológicas do socialismo e, assim, será sempre um rebelde potencial em relação a esse tipo de regime. Curiosa foi a atitude (ou falta de atitude, na verdade) do papa Francisco, que esteve na América do Sul e não disse uma palavra sequer sobre a situação dos cristãos na Bolívia, assim como também não se pronunciou sobre o momento deplorável pelo qual passam os venezuelanos sob o regime de Nicolás Maduro. Francisco condenou (com razão) o feminicídio no continente, mas nada disse quanto a outras barbaridades cometidas por aqui. Será que isso se deve ao fato de que Jorge Bergoglio já afirmou que os comunistas pensam como cristãos (confira) e tem simpatia pela Teologia da Libertação? Vai saber… [MB]

Bíblia é vetada em projeto de remição de pena pela leitura?

presoO governador de São Paulo vetou nesta sexta-feira o trecho do projeto de lei 390/2017 que facilitava a vida de presos que quisessem diminuir suas penas com leitura da Bíblia. A ideia estava prevista no projeto assinado pela bancada evangélica da Assembleia Legislativa paulista e que trata sobre remição de pena pela leitura nos presídios do estado. No veto, publicado na edição desta sexta-feira do Diário Oficial, o governador afirma que o artigo que trata da Bíblia apresenta “inarredável inconstitucionalidade”. O artigo vetado pelo governador explicita que a Bíblia não é um único livro, mas um compilado de 66 livros, sendo 39 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento. A proposta legislativa é assinada pelos deputados estaduais Gilmaci Santos, Milton Vieira, Sebastião Santos e Wellington Moura – todos do PRB, partido ligado à Igreja Universal. O projeto de lei foi aprovado a toque de caixa pela Alesp no dia 20 de dezembro, pouco antes do recesso parlamentar.

Embora a redução de pena pela leitura não esteja expressa na Lei de Execuções Penais, a possibilidade está prevista em uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e uma portaria do Conselho da Justiça Federal. Segundo as regras, cada livro lido permite a redução de quatro dias de pena, ao limite de doze obras por ano – ou seja, até 48 dias de pena podem ser descontados por meio da leitura, por ano.

(Veja.com)

Comentário de Tulio Santos Caldeira: A Bíblia não foi excluída da possibilidade de remição da pena. O que foi vetado pelo governador foi a forma de contagem da leitura da Bíblia. O artigo vetado dizia que a Bíblia equivaleria a 66 livros e não apenas a 1. Note que juridicamente a Bíblia é válida, pois o art. 2 da lei que foi aprovada (Lei Estadual/SP n. 16.648/2018) diz:

Artigo 2º – A remição da pena pela leitura consiste em proporcionar aos presos custodiados alfabetizados a possibilidade de remir parte da pena pela leitura mensal de uma obra literária clássica, científica, filosófica ou religiosa, dentre outras, de acordo com as obras disponíveis na unidade prisional.

Veja que as obras religiosas (das quais a Bíblia faz parte) estão incluídas no programa. A única diferença é que a Bíblia só valerá para remição se lida integralmente.

Contudo, mesmo que a Bíblia não pudesse ser utilizada para a remição, ela não foi e não poderia ser proibida nas penitenciárias.

Clique aqui para ler a lei.

Nota: O título e a matéria da Veja foram, portanto, imprecisos. Quero aproveitar para lembrar que a Bíblia Sagrada é o único livro que tem poder para mudar vidas, pois aproxima as pessoas do verdadeiro Deus, aquele que efetivamente transforma os que a Ele se submetem. Basta fazer um teste: distribua exemplares de O Capital, de Karl Marx, ou de A Origem das Espécies, de Charles Darwin, para ver o que acontece. No máximo, alguns detentos se tornarão marxistas e/ou evolucionistas. Mas se, ao invés disso, você fizer o que muitas pessoas têm feito e entregar Bíblias nesses lugares, dentro de algum tempo, vidas serão transformadas, como a deste homem (confira aqui). A Bíblia é a melhor leitura que os detentos poderiam ter e deveriam ser estimulados a fazer – na verdade, que qualquer ser humano deveria fazer, sendo, assim, uma tremenda “arma pacificadora”. Apesar de tudo isso, o que deveria pautar a progressão de regime de um preso deveriam ser suas atitudes e não os livros que ele lê. [MB]

Liberdade religiosa está ameaçada na Bolívia

evo-moralesLideranças evangélicas e católicas da Bolívia estão denunciando a tentativa do presidente Evo Morales de criminalizar a evangelização. O Novo Código do Sistema Criminal boliviano, proposto em dezembro e que deve ser aprovado em breve, trouxe uma série de mudanças na legislação, visando a se conformar à visão bolivariana de sociedade. Bispos católicos e pastores de diferentes igrejas evangélicas chamam atenção ao artigo 88, que prevê com prisão de sete (7) a doze (12) anos. O problema é que seu 12º parágrafo caracteriza como crime “o recrutamento de pessoas para participação em organizações religiosas ou de culto”.

Nesta segunda-feira (8), centenas de evangélicos fizeram manifestações na capital La Paz. Além dos líderes religiosos, também protestam advogados e jornalistas. Eles denunciam que o Novo Código do Sistema Criminal acaba com a liberdade de imprensa nos artigos 309, 310 e 311, que tratam de “injúria e difamação”. Na prática, eles preveem prisão para quem fizer denúncias contra o governo e os políticos bolivianos.

O argumento central do governo boliviano é que a liberdade de expressão (seja ela religiosa ou na imprensa) é uma “concessão de Estado”. Esse é um pensamento típico das ditaduras, que aproxima mais ainda a Bolívia da Venezuela, que compartilha do mesmo ideal “bolivariano” – que nada mais é uma forma latino-americana de comunismo.

Um grupo de representantes da associação Igrejas Evangélicas Unidas revelou que fez um ato em frente ao Palácio do Governo e à Assembleia Legislativa, que deverá aprovar as mudanças propostas por Evo Morales. Eles divulgaram uma declaração na qual exigem “a revogação total do Novo Código do Sistema Criminal”.

Susana Inch, assessora jurídica da Conferência Episcopal Boliviana (CEB), disse que “há uma forte preocupação na Igreja Católica e em todas as instâncias religiosas por causa do conjunto de leis que estão gerando ambiguidades, em que os direitos fundamentais das pessoas podem ser afetados… resultando em uma perseguição injustificada”.

Segundo os pastores, o artigo 88 dá margem a interpretações de que qualquer atividade de evangelização seja criminalizada. Também dizem que isso inviabiliza o trabalho com pessoas que recebem nos centros de recuperação de alcoolismo e dependência de drogas dirigido por religiosos.

As propostas da nova lei contradizem o artigo 4 da Constituição da Bolívia, que prevê a liberdade de culto. No entendimento dos líderes religiosos, toda manifestação fora dos templos estaria sujeita à censura, o que impediria, por exemplo, retiros de igrejas, procissões ou caminhadas do tipo “Marcha para Jesus”.

Chamam a atenção também para as “restrições à realização de atividades em grupo”, contempladas na nova legislação, que poderia resultar na intromissão do governo nas atividades das igrejas, como cultos.

O pastor Miguel Machaca Monroy, presidente das Igrejas Evangélicas de La Paz, acredita que a formulação dessa lei os impedirá de pregar e evangelizar nas ruas. Por isso, eles estão fazendo uma campanha de oração e jejum em favor do país.

A liderança da Assembleia de Deus da Bolívia emitiu um pronunciamento, dizendo que o país se encontra em uma “situação de emergência, que pelo visto é gravíssima”. Os pastores também são contrários ao artigo 157, que legaliza do aborto.

(Gospel Prime, com informações de La Razón e Los Tiempos)

LEIA TAMBÉM a nota oficial divulgada pela Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo dia. Clique aqui.

Nota 1: Para os que flertam com o marxismo, duas perguntas simples: Em que países a liberdade religiosa e de imprensa está sempre mais ameaçada? Em que países o Estado interfere mais na vida dos cidadãos, ameaçando-lhes as liberdades individuais e indo contra valores e princípios bíblicos? Só pra pensar… [MB]

Nota 2: Há outro aspecto a ser considerado, destacado e ponderado por Tulio Santos Caldeira:

É importante salientar que, sim, a decisão do governo boliviano é um atentado aos direitos humanos (reconhecidos pela ONU e também pelo Tratado de San José da Costa Rica). Violações aos direitos humanos como essa são atentados à dignidade humana de grande impacto e não podem ser vistas ou tratadas com complacência. Caso a referida legislação seja de fato aprovada nesses termos e sob essa interpretação, há inequívoca violação ao direito humano de liberdade de crença, religião e expressão.  Todavia, gostaria de acrescentar outra perspectiva sobre o fato. A postura adotada pelo governo boliviano, embora violadora de direitos e absolutamente injustificável e desumana, não pode ser exclusivamente imputada a uma ideologia. É notório o atual crescimento da influência da religião nos centros de poder político (não apenas no Brasil, mas em todo o mundo). Quando a religião deixa de tratar da espiritualidade para lidar com política, poder, fundar partidos políticos, etc., ela se arvora em locais que não lhe são próprios e pode sofrer as mesmas ameaças que os políticos e os partidos sofrem.

O que quero dizer com isso é que as religiões estão sendo perseguidas na Bolívia (e em outros lugares) não necessariamente porque esses países sejam comunistas ou ateus, mas porque as religiões saíram das igrejas para formar bancadas nos Congressos e seus sermões deixaram de versar sobre fé e passaram a se tornar grandes comícios políticos, com pastores e padres que são ao mesmo tempo líderes de paridos políticos, congressistas e empresários.

A perseguição às religiões, portanto, ocorre também porque elas são uma oposição política a certas ideologias. Não são um questionamento espiritual a certas ideias, pelo contrário, são uma oposição política que quer poder político e, por isso, a ideologia atualmente no poder vê as religiões como uma oposição política a ser vencida. Por isso as religiões estarem sendo amordaçadas: não para não pregar o evangelho (tema que essas igrejas que buscam o podem deixaram de pregar há muito tempo), mas para não pregarem uma ideologia política rival à dominante.

Assim, grande parte do atual ataque à religião é fruto do abuso de algumas religiões (não todas) que deixaram de ser religiões de fato e se tornaram grandes empresas na busca de lucro e poder político (vide a bancada evangélica no Brasil e as igrejas que a finaciam).

Esse é um alerta importante, mas que mostra, por outro lado, como Deus protege seu povo, especialmente por meio dos conselhos de Ellen White que recomenda que a igreja não tenha qualquer vínculo com o Estado ou com os governos. A Igreja Adventista do Sétimo Dia, inclusive, inspirada nesse ideal, prega a salutar laicidade do Estado (adotada em nossa Constituição no art. 19, I).

É pena que todas as religiões  tenham que pagar pelo erro de algumas. Mas esta é uma importante lição para nós: não devemos misturar os temas, a Bíblia não é um livro político, é a Palavra de Deus e, por isso, espiritual. Não podemos reivindicar a laicidade do Estado para proteger nossa liberdade religiosa se usamos essa liberdade abusivamente para fazer política.

Toda ação tem consequências. Quanto mais distante nossa fé e religião estiverem da política, mas segura a pureza e a utilidade de ambas estarão. A política corrompe e destrói a religião quando são misturadas. E a religião torna cega e intolerante a política, quando unidas.

O mais importante, contudo, está no fato de que a perseguição religiosa ao povo de Deus no tempo do fim não vem de uma ideologia política apenas, mas de uma ideia religiosa equivocada. Será um poder pautado em conceitos religiosos e não ideológicos que perseguirá o povo de Deus. Buscar, fomentar e fortalecer a laicidade é uma responsabilidade (já que determinado pela Constituição de nosso país), mas também uma segurança para nós que conhecemos as profecias.

“Nem à esquerda, nem à direita”, explica doutor em Sociologia

thadeuA crescente discussão, amplificada pelas mídias sociais, sobre direita e esquerda, é intensa nos meios cristãos e tem gerado uma imediata polarização. De um lado, os que defendem determinada ideologia considerada de esquerda e, de outro, os que defendem ideais atribuídos a um conceito de direita. A Agência Adventista Sul-Americana (ASN) resolveu conversar sobre essa temática com Thadeu de Jesus e Silva Filho, bacharel, mestre e doutor em Sociologia e atual diretor de Arquivo, Estatística e Pesquisa da sede sul-americana adventista.

Hoje se discute muito no mundo inteiro a polarização entre os que defendem ideologias ditas de esquerda e de direita. Sob o ponto de vista sociológico, o que essa polarização significa e mesmo esses dois lados como podem ser compreendidos?

O início do debate político “direita x esquerda” tem data, lugar e cenário conhecidos: fim do século XVIII na França, momento conhecido como Revolução Francesa. Tão logo foi instaurada a assembleia constituinte de 1789, os favoráveis à manutenção do poder do rei sentaram do lado direito do presidente para não se misturarem aos adeptos à revolução, fazendo com que o lado esquerdo do parlamento passasse a ser o lugar da causa dos menos favorecidos e que precisam quase que completamente do atendimento do Estado, e o direito, o de manutenção da situação de elitismo.

[Continue lendo e compreenda as implicações dessas ideias na igreja.]

Trump visita o papa e ganha a Laudato Si de presente

trump-papa2O presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniu nesta quarta-feira (24) com o papa Francisco no Vaticano. Após cumprimentos tensos, os dois líderes pareciam estar mais relaxados após conversa em particular por cerca de 30 minutos. Francisco pediu a Trump que aja como um pacificador no mundo. “Não irei me esquecer do que você disse”, respondeu o líder norte-americano. O republicano presenteou Francisco com uma caixa com livros de Martin Luther King. “Acho que você vai gostar deles, espero que goste”, disse. Já o papa deu a Trump uma pequena escultura de uma oliveira e disse que aquele era um símbolo da paz. “Espero que você se torne uma oliveira e construa a paz”, disse o papa em espanhol, sendo traduzido por um intérprete. “Podemos usar um pouco de paz”, respondeu Trump. O americano também recebeu e prometeu ler dois textos de Francisco sobre paz e proteção ambiental [um deles, a encíclica Laudato Si, na qual o papa apresenta o descanso dominical como uma das soluções para o problema do aquecimento global]. O presidente estava acompanhado da primeira-dama, Melania Trump, de sua filha mais velha, Ivanka, e de outros membros da delegação do governo dos EUA. Foi a primeira vez que Trump e o papa se encontraram.

No passado, o pontífice fez críticas à retórica belicosa do republicano. Em maio deste ano o papa disse “sentir vergonha da mãe de todas as bombas”, nome dado ao explosivo mais potente do arsenal não nuclear dos EUA, usado pelo governo Trump para atacar terroristas no Afeganistão. No ano passado, durante a campanha eleitoral nos EUA, Francisco criticou a proposta de Trump de construir um muro na fronteira com o México. Ele disse na época que “buscar salvadores que nos defendam com muros é perigoso”. Com a ida ao Vaticano, o presidente norte-americano encerra seu giro pelos centros das três principais religiões monoteístas – ele passou nos últimos dias pela Arábia Saudita, onde se reuniu com líderes islâmicos, o por Israel. […]

(Folha.com)

trumpNota: Segundo matéria publicada no portal G1, Trump afirmou ter saído da audiência com o papa “mais determinado do que nunca a buscar a paz”. “Honra única na vida encontrar Sua Santidade o papa Francisco. Deixo o Vaticano mais determinado do que nunca a buscar a paz em nosso mundo”, escreveu Trump em seu Twitter. Nada como interesses comuns para fazer com que dois líderes antes discordantes se tornem aliados. E bastante significativo o presente do papa ao presidente norte-americano. Quem sabe, lendo a Laudato Si, Trump se converta no novo defensor do ECOmenismo. Afinal, ele já mudou de opinião tantas vezes em tão poucos meses de governo… [MB]

Assista a um vídeo de Filipe Reis, que faz um bom apanhado das notícias relacionadas com a recente viagem de Trump:

E aqui um recado de Leandro Quadros, para ajudar a equilibrar o assunto:

Trump buscará unir povos de todas as religiões

trumpEm sua primeira viagem oficial como presidente ao exterior, o presidente norte-americano Donald Trump vai “buscar unir muçulmanos, judeus e cristãos” em um esforço para combater o terrorismo, afirmou [na] sexta-feira (12) o conselheiro de Segurança Nacional do governo americano, H. R. McMaster. Na sexta-feira (19), Trump viajará para Arábia Saudita, Israel e Itália. Na visita a Israel, ele vai enfatizar os “laços inabaláveis” com o país e seu desejo por “dignidade e autodeterminação” para os palestinos, afirmou McMaster. Na Arábia Saudita, vai “encorajar as autoridades a promover a paz e confrontar o caos e a violência”, disse. Na viagem, o presidente norte-americano também vai reafirmar seu compromisso com a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), completou. Na Itália, Trump se reunirá com o papa Francisco.

(G1 Notícias)

Nota: Muitíssimo interessante a escolha dos países para essa primeira viagem do presidente dos Estados Unidos ao exterior. Assim, ele mantém contato com os mundos islâmico, judeu e católico. E assim Trump se alinha com os interesses do próprio papa, cujo objetivo, entre outros, é o de promover exatamente a união das religiões. Só falta, agora, Francisco convencer Trump a respeito do ECOmenismo (confira aqui), o que não pode ser descartado, já que o magnata tem mudado de opinião com certa facilidade, desde que assumiu a presidência. O protagonismo e o caráter quase messiânico dessas duas figuras importantes fica cada vez mais evidente. Em sua recente viagem a Portugal, o papa Francisco valorizou o culto à Virgem de Fátima, com sua inegável relação positiva com os islâmicos (confira aqui) e evidenciou também um alegado milagre atribuído à santa (confira), o que não podia faltar, claro. A palavra de ordem é “união”, e os “desalinhados” não terão lugar nesse novo mundo. [MB]