Política e religião cada vez mais alinhadas, conforme o script

No mês de fevereiro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro se encontrou com o Sr. Doug Burleigh, do The Fellowship, organização também conhecida como “A Família”, a mesma que realiza o famoso evento anual chamado “Prayer Breakfast”, ao qual comparecem lideranças políticas e religiosas dos Estados Unidos e de outros países. Assim como vem acontecendo nos Estados Unidos (leia este texto e os links relacionados), políticos de outras nações vêm se aproximando cada vez mais das religiões hegemônicas, ameaçando a laicidade do Estado e mostrando que o script profético vai sendo cumprido à risca. O documentário “The Family”, da Netflix, retrata bem a atuação dessa organização.

Assista aos vídeos abaixo para entender melhor o assunto:

Esta sociedade em que vivemos está sendo desgastada e assolada pelo progressismo permissivista, de modo a fortalecer a aceitação do contra-ataque da extrema-direita religiosa (como o pessoal do “The Family”), colocando na parede aqueles que não concordam nem com a esquerda (por ideologia) nem com a direita (por postura e doutrina). O povo remanescente estará entre a espada e a falsa cruz. Temos que pregar nossa mensagem profética (as três mensagens angélicas) enquanto podemos. Não um evangelho diluído e castrado, como diria George Knight. [MB]

ap 13Dica de leitura: Nesta obra cuidadosamente documentada, você verá o quadro mais amplo de como chegamos onde estamos e ficará convencido da probabilidade do breve cumprimento das profecias do fim dos tempos registradas em Apocalipse 13.

A perigosa (e esperada) aproximação igreja-Estado

Desde a campanha eleitoral, o presidente norte-americano Donald Trump falava em aproximar a igreja do Estado. Chegou a prometer a abolição da Emenda Johnson e vive rodeado de líderes evangélicos, sua maior base de apoio político. Não é de hoje que religião e política se mesclam nos bastidores da política americana, e quem conhece as profecias apocalípticas e já leu o clássico livro O Grande Conflito, de Ellen White, sabe muito bem o que isso tudo significa e aonde isso vai dar. (Sugiro que você assista ao vídeo no fim deste post para ter uma ideia mais clara dos riscos profetizados que rondam o mundo com essa mistura profana entre política e religião.) A esquerda, que já vinha servindo de catalisador para as ações da direita religiosa, com as manifestações ditas “antifascistas”, acaba de colocar mais uma peça no tabuleiro da história. Entenda por quê.

Na terça-feira da semana passada, Trump visitou o monumento em homenagem ao papa João Paulo II, no nordeste de Washington, gerando desconforto entre líderes católicos. “Acho desconcertante e reprovável que um lugar católico possa ser usado e manipulado de maneira a violar os princípios religiosos mais básicos”, disse o arcebispo de Washington, Wilton Gregory, em comunicado. A imagem abaixo, em que o protestante Trump e a esposa (católica) oram no santuário dedicado ao papa agora santo, é pra lá de emblematicamente ecumênica:

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Há um detalhe nisso tudo que talvez passe despercebido aos menos inteirados da história recente; aqueles que não acompanharam a luta velada da Igreja Católica chefiada por João Paulo II contra o comunismo. Karol Wojtyla (nome de batismo do papa polonês) foi um dos maiores inimigos do comunismo no século 20. Nos bastidores, ele fez grandes esforços para o que acabou culminando na derrubada do icônico Muro de Berlim. Assim, ao visitar o santuário do santo católico, Trump como que está tentando trazer à lembrança das pessoas (especialmente dos católicos) uma das causas de Wojtyla, e pedindo apoio para combater os Antifas, movimento que tem suas raízes no comunismo, como já vimos aqui. Sem querer, os esquerdistas (a “corda”) acabaram jogando mais uma vez o Estado (neste momento nas mãos da direita, a “flecha”) nos braços da primeira besta de Apocalipse 13. O fato é que as duas bestas continuarão se aproximando mais e mais, independentemente de quem esteja na cadeira: um presidente democrata ou republicano em Washington, e um papa “ponto fora da curva” de linha comunista em Roma, como Bergoglio. Os nomes podem mudar, mas os poderes representados por eles seguirão cumprindo o papel já previsto. [MB]

Leia também: “Por que governos de direita e a religião crescem no mundo”, “Líderes de extrema-direita reúnem-se secretamente em Fátima”, “‘Nem à esquerda, nem à direita’, explica doutor em Sociologia” e A esquerda é o arco, a direita é a flecha”

A origem do movimento Antifa e seu desalinhamento com os valores cristãos

“O governo sob que Jesus viveu era corrupto e opressivo; clamavam de todo lado os abusos – extorsões, intolerância e abusiva crueldade. Não obstante, o Salvador não tentou nenhuma reforma civil. Não atacou nenhum abuso nacional, nem condenou os inimigos da nação. Não interferiu com a autoridade nem com a administração dos que se achavam no poder. Aquele que foi o nosso exemplo conservou-Se afastado dos governos terrestres. Não porque fosse indiferente às misérias do homem, mas porque o remédio não residia em medidas meramente humanas e externas. Para ser eficiente, a cura deve atingir o próprio homem, individualmente, e regenerar o coração” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 358).

“Não tomeis parte em lutas políticas. Separai-vos do mundo, refreai-vos quanto a introduzir na igreja ou escola idéias que hão de levar a contendas e perturbações. As dissensões são o veneno moral introduzido no organismo pelos seres humanos egoístas” (Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, p. 324).

“Existem sobre a terra duas raças humanas e realmente apenas essas duas: a ‘raça’ das pessoas direitas e a das pessoas torpes. Ambas as ‘raças’ estão amplamente difundidas. Insinuam-se e infiltram-se em todos os grupos; não há grupo constituído exclusivamente de pessoas direitas nem unicamente de pessoas torpes. Nesse sentido não existe grupo de ‘raça pura’.” Viktor E. Frankl

“O relatório de 2016 emitido pelo serviço de inteligência nacional da Alemanha, o Escritório Federal para a Proteção da Constituição (BfV), assinala […]: do ponto de vista do extremista de esquerda, o rótulo de ‘fascismo’ usado pelo Antifa muitas vezes não se refere ao fascismo real, mas é meramente um rótulo atribuído ao ‘capitalismo’. Enquanto os extremistas de esquerda afirmam lutar contra o fascismo ao lançar seus ataques contra outros grupos, o relatório afirma que o termo ‘fascismo’ tem um duplo significado sob a ideologia da extrema esquerda, indicando a ‘luta contra o sistema capitalista’. […] ‘O antifascismo é dirigido não apenas contra extremistas de direita reais ou hipotéticos, mas também contra o Estado e seus representantes, em particular contra os membros das autoridades de segurança’ (Escritório Federal da Alemanha para a Proteção da Constituição). […] Como diz Bernd Langer, ex-membro do grupo Antifa Autônomo, ‘o antifascismo é mais uma estratégia do que uma ideologia'” (EpochTimes).

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Membros da organização de extrema-esquerda Antifa fazem saudação com o punho cerrado em 1º de setembro de 1928. A intenção original do grupo era implantar uma ditadura comunista na Alemanha

Como você poderá ver na entrevista abaixo (uma verdadeira aula essencial para este tempo), cristãos nunca cruzaram os braços para as injustiças sociais, como as que foram e são cometidas contra os negros. Os pioneiros adventistas igualmente combateram atrocidades como a escravidão. A co-fundadora da Igreja Adventista (Ellen White) era abolicionista, considerava o racismo um pecado hediondo e chegou a dizer que quem manifestasse racismo deveria ser removido da igreja. No entanto, esses cristãos nunca levantaram o punho contra alguém, nunca atiraram pedras contra a propriedade alheia, não incentivaram o ódio contra essa ou aquela classe, nem empunharam bandeiras anticristãs como a do anarquismo e do comunismo. E por quê? Porque seguiram o mestre Jesus Cristo e procuraram ser como Ele. Leia de novo o texto acima, do livro O Desejado de Todas as Nações, e veja como o Senhor Se portou neste mundo escuro e injusto. Veja como adventismo e movimentos antifascistas de fundo comunista (assim como também o verdadeiro fascismo, o capitalismo selvagem e outros) são como água e óleo. Aí você descobrirá que o melhor que pode fazer pelas pessoas não é incentivar o ódio e a divisão, mas pregar-lhes o evangelho para que elas possam passar pela maior “revolução de todas”: a do coração e da mente. [MB]

Leia também: “Abraços, orações, escudos no chão: policiais mostram apoio às manifestações antirracistas nos EUA”

Finlândia está prestes a tornar o cristianismo ilegal

finlandiaQuase 70% dos finlandeses ainda são membros da Igreja Luterana Nacional. Mas isso não significa que eles são praticantes da fé, pois menos de um terço dos finlandeses atualmente dizem que acreditam em Deus. Essa nação historicamente cristã não apenas deixou a fé, mas iniciou investigações criminais contra cristãos. Apesar de a Constituição finlandesa dizer à igreja nacional para “proclamar uma fé cristã baseada na Bíblia”, a Finlândia está investigando um membro do parlamento por “proclamar sua fé cristã baseada na Bíblia”. Segundo a CBN News, a parlamentar Päivi Maria Räsänen [foto], do Partido Democrata Cristão, está sob duas investigações por supostamente “difamar ou insultar” homossexuais. Ela compartilhou um versículo da Bíblia no Twitter, no ano passado, destinado à Igreja Luterana da Finlândia por promover o estilo de vida homossexual. Päivi Räsänen disse: “No meu tweet, citei diretamente o primeiro capítulo e os versículos 24 a 27 de Romanos e publiquei a figura das passagens da Bíblia.” A passagem condena a homossexualidade.

A promotora geral da Finlândia, Raija Toiviainen, abriu uma segunda investigação sobre um panfleto que Päivi escreveu há 15 anos sobre o casamento cristão bíblico, chamado “Homem e mulher, Ele os criou”. Päivi ficou surpresa com a existência de uma investigação policial sobre seu caso, já que o ensino bíblico é apoiado pela própria constituição finlandesa. “Não achava que isso poderia acontecer. É inacreditável. Foi uma verdadeira surpresa. E meu primeiro pensamento foi: ‘Eles realmente estão indo longe’”, disse Leif Nummela, editor de um jornal cristão e apresentador de TV na Finlândia.

O pastor luterano que publicou o panfleto que Päivi escreveu sobre o casamento cristão também está sob investigação. Päivi disse à CBN News que tudo isso começou em oração quando ela se sentiu guiada pelo Senhor a fazer algo para despertar a Igreja Nacional na Finlândia sobre a questão da homossexualidade. Mas agora ela teme que essa investigação deixe os finlandeses com muito medo de proclamar sua fé. “Estou preocupada que esse caso, a investigação criminal, possa intimidar alguns cristãos e faça com que eles se escondam e se calem”, disse Päivi.

Se condenada, Päivi pode ser multada ou até presa. E Nummela acha que o apoio dos líderes cristãos finlandeses a ela foi fraco. “Se pudéssemos ter 200 mil cristãos dizendo: ‘Isso é horrível, pare de perseguir Päivi Räsänen’, isso teria um enorme impacto”, disse Nummela.

Päivi disse que não tem medo e acredita que Deus tem um plano para a Finlândia. “Estou esperando para ver o que Deus fará, porque quando levantamos orações a Ele podemos saber que Ele fará alguma coisa”, disse Päivi.

(Conexão Política)

Nota: O descanso dominical será motivo de perseguição no futuro, mas a defesa de outra instituição edênica (além do sábado) – o casamento hetemonogâmico – igualmente poderá colocar cristãos na mira das autoridades estatais. O que fazer nesses casos? Atos 5:29 provê a resposta. [MB]

O mais jovem candidato à Casa Branca e a convergência esquerda-direita

Ainda não sabe como se pronuncia Buttigieg, sobrenome de origem maltesa do democrata que surpreendeu no caucus de Iowa? Pergunte em New Hampshire. Pete Buttigieg – para um falante de espanhol, seria algo como búdellech ou bútellech – percorre esse Estado há meses e, na sexta-feira à noite, em uma dessas festas organizadas em bares para acompanhar os debates eleitorais, ficou claro que nesse pedaço da América aprenderam a pronunciá-lo há muito tempo. “Eu o conheci em fevereiro de 2018 pelo meu filho, que o havia descoberto no Facebook. Soubemos que tinha um evento com eleitores aqui em Raymond e fomos ouvi-lo. Me fascinou. Ao terminar, veio nos cumprimentar e eu lhe fiz perguntas difíceis. Em vez de responder rapidamente, pensou durante um bom tempo e respondeu coisas muito meticulosas, muito refletidas. Depois li o livro dele. Eu simplesmente o adoro”, explica Robin Clemens, de 55 anos, no Breezway Pub em Manchester, a cidade mais populosa de New Hampshire. Ao lado dele, um grupo de seguidores ouve extasiado cada intervenção do democrata. E são muitas, porque chegou às primárias desse Estado em um momento em que os ataques dos adversários se multiplicaram depois da vitória em Iowa.

Buttigieg foi a surpresa da corrida democrata quando anunciou sua candidatura. Um homem de 37 anos – agora com 38 – que aspirava a se tornar o primeiro presidente millennial dos Estados Unidos e não tinha mais experiência em gestão pública do que dois mandatos como prefeito de South Bend, uma cidade de Indiana com pouco mais de 100 mil habitantes. Graduado em Harvard, poliglota, muito culto, religioso, veterano militar do Afeganistão e casado com um professor, chegou a essa batalha como uma curiosidade. Agora, a surpreendente vitória no caótico caucus de Iowa na semana passada o posicionou – apesar da polêmica apuração – como um pré-candidato real à presidência.

“Trump capitalizou a irritação daquelas pessoas que não se sentiam ouvidas e as fez votar nele. Pete aponta para as mesmas pessoas que não se sentem ouvidas, porque vem de uma comunidade industrial do Meio-Oeste que viu decair. Ele as ouve e as entende, mas em vez de instigar sua irritação, lhes dá esperança e diz: ‘Vamos ver o que podemos fazer para que você sinta que pertence à comunidade’”, diz McKenzie, voluntária na campanha.

No espectro ideológico da corrida democrata, Buttigieg está em um terreno intermediário entre o centrismo do ex-vice-presidente Joe Biden e a guinada à esquerda dos senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren. Buttigieg defende a possibilidade de uma saúde pública para todos, mas sem eliminar a opção dos seguros privados. Também quer uma universidade pública gratuita para famílias com renda de até 100 mil dólares por ano, mas não com caráter universal.

Dar uma guinada à esquerda ou amarrar o centro. Esse é o grande dilema democrata desta campanha, mas Buttigieg se agita contra essa alternativa. Durante uma viagem em seu ônibus de campanha em novembro, junto a um grupo de jornalistas, disse: “Está claro que os senadores Warren e Sanders apelam para aqueles que têm esse desejo de pureza”, mas “eu simplesmente rejeito a ideia de que se tenha de escolher entre ser corajoso ou unir os norte-americanos, que as políticas corajosas sejam precisamente as que dividem”.

Os tambores revolucionários não soam na campanha de Buttigieg, mas uma melodia de ideais e esperança de ar obamaniano. Para J. Miles Coleman, analista do Center for Politics da Universidade da Virgínia, a comparação é evidente. “Seu apelo aos valores, o otimismo, a elevação do discurso… Também é parecido em seu enfoque de se colocar como uma nova força diante da Washington de sempre”, explica.

O especialista em política Stephen Stronberg resumiu assim em um artigo de opinião publicado nesta semana no The Washington Post: “Buttigieg encontrou a fórmula vencedora óbvia: ser um clone de Obama.” “O que o distingue não é seu programa eleitoral, muito semelhante ao dos outros, mas o fato de fazer que os eleitores sintam que podem apoiá-lo sem necessidade de ir às barricadas ou renunciar aos seus princípios.”

Buttigieg nega o dilema entre coragem e unidade, como Obama negava aquele entre idealismo e pragmatismo. O próprio ex-presidente, no crepúsculo de seu mandato, apontou Buttigieg como um possível futuro presidente democrata em uma entrevista à revista The New Yorker. O ex-prefeito defende a ideia da grande coalizão de eleitores, de diferentes perfis e sensibilidades, que na ocasião levaram à vitória do ex-presidente.

Há argumentos para essa estratégia. Essa campanha, observa Coleman, “será decisiva nos Estados que variam de voto e nos quais Trump venceu em 2016, e lá muitos eleitores se sentirão confortáveis com alguém que não quer eliminar os seguros privados”.

Robin Clemens tem razão. Nas distâncias curtas, Buttigieg – voz grave, rosto infantil – parece meditar muito sobre o que lhe perguntam, responde de forma serena e sempre com ideias profundas. É difícil pegá-lo em uma contradição sobre qualquer assunto e é capaz de fazer perguntas complexas sobre o independentismo catalão ou o Brexit. Como Warren, ele se destaca entre os eleitores mais formados, mas pode ser exaustivo para muitos eleitores que preferem o político que se parece com o vizinho do lado. Sua juventude não fez dele o ídolo juvenil que é Sanders, de 78 anos.

Apesar de seu sucesso em Iowa, Pete Buttigieg é, ao menos por enquanto, o quinto nas pesquisas nacionais. Tem alguns pontos fracos que aparecerão depois de New Hampshire, como suas dificuldades com o voto afro-americano e hispânico. De acordo com uma pesquisa publicada em janeiro pelo The Washington Post e pelo Instituto Ipsos, Buttigieg atrai apenas 2% do apoio da comunidade afro-americana, setor em que Biden lidera com 48%. Tampouco obtém mais de 3% entre os hispânicos, de acordo com outra pesquisa realizada pela Reuters e pelo Ipsos em novembro. Mas a vitória em Iowa e o bom resultado que se prevê em New Hampshire – está em segundo lugar nas pesquisas, com 22,5%, atrás de Sanders, com 26% – podem lhe dar um impulso. As provas de fogo chegarão muito em breve, nos próximos caucus de 22 de fevereiro em Nevada e do dia 29 na Carolina do Sul, com um peso enorme da população hispânica e afro-americana, respectivamente.

Se a corrida de Barack Obama enfrentou a dúvida de saber se os Estados Unidos poderiam votar no primeiro presidente negro da história, a de Buttigieg enfrenta a questão do primeiro abertamente homossexual. O jovem político se deparou com situações ofensivas que lembram que ainda há muito a normalizar. Nesta semana, em um programa, mostraram-lhe o vídeo de uma mulher de Iowa que acabara de votar nele, mas que pretendia retirar seu apoio ao saber que era casado com um homem. O pré-candidato respondeu: “Eu postulo para ser presidente dela também, é claro que gostaria que visse que meu amor é igual ao amor dela pelos seus, e meu casamento, tão importante para mim quanto o dela para ela, se for casada. Mas, se não for assim, se eu for presidente me levantarei todas as manhãs para tentar tomar as melhores decisões para ela e para as pessoas que ela ama.”

Clemens admite que será difícil vê-lo conseguir a indicação para ser o político democrata que enfrente e, mais ainda, derrote Trump em novembro. “Trump é o que está na disputa para renovar o mandato [o que historicamente oferece mais possibilidades de vitória], tem muitos seguidores… Mas acredito que quando a América o conhecer, vai se apaixonar por ele”, insiste. Por enquanto, os norte-americanos já aprenderam a pronunciar Buttigieg.

(El País)

Nota do designer Flávio Carvalho: “Essa é uma avaliação do discurso envolvente do candidato millennium à Casa Branca, o religioso Pete Buttigieg. ‘Seu apelo aos valores, o otimismo, a elevação do discurso… Também é parecido em seu enfoque de se colocar como uma nova força diante da Washington de sempre.’ Apelo aos valores é mais um elemento comum com os conservadores direitistas. Acontece que Pete Buttigieg é democrata (ou o que se entenderia como esquerda nos EUA). E mais um detalhe: ele é casado com um professor. Duas faces da mesma moeda. Claro, talvez ele nem chegue a concorrer à presidência, mas o discurso já nos fala muito sobre o que os dois lados da moeda falam, e o quanto eles estão se tornando cada vez mais semelhantes.”

Nota do pastor Sérgio Santeli: “Palavra-chave encontrada nesse texto: ‘coalizão’, sinônimo para nós aqui de ‘convergência’. No fim, Democratas e Republicanos morrerão juntos, abraçados com Roma papal. Ainda é cedo para prever, mas na segunda rodada (última terça-feira), Sanders ganhou com vantagem mínima de Buttigieg, mas, na prática, ambos abocanharam nove delegados cada, ou seja, empataram. Vamos aguardar…”

O vídeo acima mostra a Teologia do Domínio + a Teologia Dispensacionalista que se infiltraram no protestantismo norte-americano e formaram uma opinião pública evangélica capaz de cumprir os eventos de Apocalipse 13 e Daniel 11:40-45.

A ciência confirma: abstinência pode compor os programas de educação sexual

gravidezCada grupo de mil adolescentes brasileiras dá à luz a 68,4 crianças. O valor é mais alto do que a média para a América Latina e o Caribe, que está em 65,5, e muito maior do que a média mundial, de 46 nascimentos para cada mil meninas. Quem calculou esses números, em fevereiro de 2018, foi um conjunto de entidades da Organização das Nações Unidas: Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Nos Estados Unidos, o índice é de 22,3 nascimentos para cada mil garotas de 15 a 19 anos.

O trabalho “Aceleração do progresso para a redução da gravidez na adolescência na América Latina e no Caribe” indica que 15% de todas as gestações da região ocorrem em meninas com menos de 20 anos, e resultam no nascimento de dois milhões de crianças, todos os anos. No mundo todo, a cada ano, aproximadamente 18 milhões de adolescentes ficam grávidas. O relatório também lembra que a mortalidade materna é uma das principais causas da morte entre adolescentes e jovens de 15 a 24 anos na região das Américas.

Adolescentes grávidas, portanto, correm risco de vida, colocam a vida dos bebês em perigo e, mesmo que o nascimento aconteça sem contratempos, elas terão dificuldade muito maior em dar sequência aos estudos. Existem diferentes formas de lidar com esse problema grave: em seu relatório, os órgãos da ONU recomendam promover medidas e normas que proíbam o casamento infantil e as uniões precoces antes dos 18 anos; apoiar programas de prevenção à gravidez baseados em evidências que envolvam vários setores e que trabalhem com os grupos mais vulneráveis e aumentar o uso de contraceptivos.

O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, em parceria com o Ministério da Saúde, deseja incluir uma ferramenta complementar a todas as demais: o estímulo à abstinência sexual. “Está em formulação a implementação de política pública com abordagem sobre os benefícios da iniciação sexual tardia por adolescentes como estratégia de prevenção primária à gravidez na adolescência”, informa o ministério em nota. “É necessário deixar claro que esse programa não irá se contrapor às políticas de estímulo ao uso de preservativos e outros métodos contraceptivos. Será complementar”.

O ministério aproveita para lembrar que sexo com menores de 14 anos é considerado crime pelo Código Penal (artigo 217-A do CP) e que o fornecimento de métodos contraceptivos já é direito legalmente assegurado ao maiores de 15 anos.

“A proposta é oferecer informações integrais aos adolescentes para que possam avaliar com responsabilidade as consequências de suas escolhas para o seu projeto de vida. Dessa forma, essa política está sendo considerada como estratégia para redução da gravidez na adolescência por ser o único método 100% eficaz.”

Em entrevista à Gazeta do Povo, a ministra da pasta, Damares Alves, reforçou o caráter complementar da medida: “Por muitos anos, o tempo todo, o Brasil só ofereceu para o jovem alguns métodos de prevenção à gravidez, que eram a camisinha, o preservativo, o anticoncepcional e outros métodos para os jovens e para adolescentes. Mas tem um método muito eficaz. Esse método, eu vou falar ‘abstinência’, porque é o termo certo. Mas eu posso chamar também de retardar o início da relação sexual, e trazer para a relação sexual, conversar com os jovens, sobre sexo e afeto.”

Parte da imprensa reagiu muito mal à proposta de incentivar a iniciação sexual tardia. A principal alegação é a de que a medida seria anticientífica. Acontece que existem estudos que confirmam: a abstinência – aliada a outros métodos – é eficaz, sim, para o controle da gravidez na adolescência.

No Chile, pesquisadores da Universidad de Los Andes dividiram adolescentes em dois grupos. Um deles recebeu orientações sobre o uso de métodos anticoncepcionais, em especial camisinhas. O outro recebeu a chamada educação afetiva, mais focada em apresentar a importância de desenvolver relacionamentos afetivos com responsabilidade — ou seja, essas meninas foram orientadas a buscar a abstinência.

A experiência foi repetida ao longo de três anos consecutivos, somando 1.259 adolescentes abordadas. Na sequência, todas as garotas foram monitoradas ao longo de quatro anos, com o objetivo de comparar a eficácia dos dois métodos. Na primeira das turmas, apenas 3,3% das jovens que receberam educação afetiva ficaram grávidas, enquanto que 18,9% das meninas que foram instruídas a usar métodos anticoncepcionais tiveram filhos. Na última das turmas, os percentuais foram parecidos: 4,4% e 22,6%.

O estudo chileno foi realizado entre 1996 e 1998 e os resultados, publicados em 2005. Outros trabalhos, mais recentes, alcançaram resultados semelhantes. Foi o caso de um trabalho desenvolvido por pesquisadores da University of South Florida, que realizaram eventos de orientação junto a 738 meninas. Elas receberam orientações no sentido de buscar maior responsabilidade em suas relações afetivas, e foram monitoradas ao longo de um ano. Os resultados foram divulgados em 2012.

“As intervenções projetadas para meninas adolescentes podem ajudar a reduzir a incidência de gravidez indesejada”, o estudo conclui. “Apesar de serem sexualmente ativas ao serem abordadas pela primeira vez, as garotas que receberam as intervenções se tornaram mais abertas a praticar a abstinência”. A intervenção consistia não apenas em palestras, mas também em jogos e atividades interativas.

“As garotas eram sexualmente ativas”, explica a responsável pelo estudo, a professora Dianne Morrison-Beedy, da Ohio State University. “Participaram de quatro sessões, uma por semana, em que receberam informações sobre prevenção e transmissão de doenças sexualmente transmissíveis e foram incentivadas a reduzir comportamentos de risco”.

O principal objetivo, diz ela, era municiar as garotas com argumentos que elas pudessem usar com os garotos. “O que funciona com um menino pode não funcionar com outro, e por isso estimulamos as meninas a conhecer uma série de estratégias, que incluem desde a abstinência até evitar o abuso de drogas e álcool, que podem levar ao sexo sem proteção”.

Os resultados foram expressivos. “A diminuição do número de parceiros foi significativa. Diminuiu o total de episódios de sexo vaginal e de sexo sem proteção, e aumentou o número de casos de abstinência. Muitas garotas que eram sexualmente ativas no início do estudo posteriormente aderiram à abstinência”.

Outro estudo, este com adolescentes do Texas, indicou que o método conhecido como “It’s Your Game… Keep It Real!” é capaz de retardar o início da vida sexual, na comparação com o grupo de controle. “O método se mostrou eficaz em reduzir a violência sexual, especialmente contra jovens de minorias étnicas”, indica o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos – para quem, aliás, a abstinência é central em qualquer estratégia de redução de risco. O programa consiste em uma série de conteúdos que podem ser ministrados ao longo do ano letivo, a fim de incentivar os adolescentes a conhecer melhor seu próprio corpo, e respeitar o corpo dos demais.

E os meninos? A maior parte dos programas é focado nas garotas, e por isso mesmo Craig Garfield, pediatra e professor da Northwestern University, desenvolveu recentemente um trabalho com os jovens do sexo masculino. “Uma das maiores dificuldades em lidar com os meninos é identificar que tipo de intervenção utilizada com as meninas também funciona com eles”, ele explica – e cita duas estratégias que costumam dar certo: conversas com os pais dos jovens e, no caso de jovens de baixa renda, a aplicação de programas sociais.

Por outro lado, as evidências científicas reforçam o fato de que programas baseados exclusivamente na abstinência não são eficazes. “A abstinência pode ser uma escolha saudável para os adolescentes, particularmente aqueles que não estão prontos para o sexo. No entanto, programas governamentais que promovem exclusivamente a abstinência até o casamento são problemáticos, do ponto de vista científico e ético”, afirma um estudo de 2017, liderado por John S. Santelli, da Columbia University com o objetivo de avaliar as políticas de educação sexual dos Estados Unidos. “A maioria dos jovens inicia a vida sexual como adolescentes. A abstinência, sozinha, costuma falhar, porque eventualmente é quebrada”.

Como prática complementar, no entanto, ela é útil, afirma o estudo. “Muitos programas de educação sexual são bem-sucedidos, inclusive em atrasar o início da vida sexual e reduzir o comportamento de risco”.

Aliás, apenas ensinar a usar camisinha não resolve, como já defendeu o antropólogo Edward Green, uma das maiores autoridades mundiais em políticas públicas para combate à Aids, atualmente aposentado. Em 2009, ele chegou a defender o papa Bento XVI, que declarou na época que, para combater a doença, a abstinência era mais eficaz do que o uso de preservativos. “Um estudo realizado em Uganda sugere que a intensiva promoção da camisinha leva as pessoas a aumentar o número de parceiros sexuais”, ele afirmou em entrevista à rede BBC.

De forma que defender o uso de métodos contraceptivos e a valorização de relacionamentos afetivos responsáveis não são estratégias excludentes. O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos alega que essa é precisamente a intenção: conciliar as duas abordagens.

“Não existem respostas totalmente certas ou erradas quando se trata de reduzir comportamentos sexuais de risco”, afirma a professora Dianne Morrison-Beedy. “O importante é preparar os adolescentes com informações, técnicas verbais e motivação para reduzir o risco, em qualquer relacionamento, em qualquer fase da vida.”

(Gazeta do Povo)

Michelle Bolsonaro e Damares Alves participam de evento com o papa Francisco

papa1Michelle e Damares são evangélicas e foram ao Vaticano participar de um encontro convocado pelo papa

Em novembro de 2008, o site Observatório da Imprensa divulgou a seguinte nota: “A imprensa brasileira, mais uma vez, se irmana para ludibriar a sociedade. E desta vez com as bênçãos e o beneplácito de duas poderosas instituições: o governo federal e a Igreja Católica. Na quinta-feira (13/11), foi assinado em Roma um tratado entre o Estado brasileiro e o Vaticano. A imprensa estava toda lá acompanhando o presidente Lula e de comum acordo resolveu comer mosca. O tratado foi anunciado muito discretamente como simples ‘acordo administrativo’, dentro dos preceitos legais que determinam completa separação entre Estado e Igreja. Na sexta-feira (14), o assunto foi ostensivamente abafado por todos: o Estado de S. Paulo mencionou um agradecimento do papa Bento XVI ao presidente Lula pela assinatura do acordo, mas omitiu seu teor; a Folha reproduziu declaração da CNBB negando qualquer privilégio, mas também não ofereceu detalhes sobre o que foi assinado; e o Globo situou o tratado no âmbito do ensino religioso. Para evitar reações políticas, todos os jornalões enfatizaram a presença da ministra Dilma Rousseff na audiência com o papa e com isso o assunto ficou na esfera sucessória. Não é, trata-se de matéria constitucional. Sábado e domingo silêncio total, tanto da parte dos jornalões como das revistas semanais. A verdade é que esse acordo, tratado, concordata, capitulação ou que nome tenha, deveria ter sido amplamente divulgado antes de assinado. Não foi e, pelo visto, se depender da grande imprensa, dificilmente será.”

papa-bento-e-lula“É uma autêntica Concordata com a Santa Sé que, além de ter sido preparada na clandestinidade, sem qualquer aviso ou debate, confronta o espírito da Carta Magna e os fundamentos de um Estado secular”, protestou o jornalista Alberto Dines. “Por que o sigilo? Que tipo de pressão o governo sofreu? Como o presidente Lula faz isso sem abrir para a discussão?”, perguntou a professora Roseli Fischmann, que coordenava havia 20 anos o grupo de pesquisa “Discriminação, Preconceito, Estigma” da Universidade de São Paulo (USP). Falando ao portal iG, Fischmann classificou o acordo de “gravíssimo” pelo que representa: “É uma violência à pluralidade de crenças da população, fere a democracia e cria cidadãos de segunda classe – o católico e o não católico.”
Na época, Ricardo Barreira, presidente do Instituto Umbanda Fest, também percebeu o perigo da concordata e a inconstitucionalidade dela: “A assinatura de uma concordata implica o compromisso do Estado de fornecer à Igreja Católica determinados privilégios legais e financeiros para sempre, a menos que a Igreja concorde em abrir mão deles. Leis e até constituições podem ser mudadas pelo Legislativo da Nação, mas concordatas nao podem ser alteradas nem revogadas sem consentimento da Santa Sé. Uma vez assinadas, elas pairam acima de qualquer controle democrático do País.

Duas décadas depois, o Brasil volta a se aproximar do Vaticano, desta vez nas pessoas da primeira-dama Michelle Bolsonaro e da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos Damares Alves (foto acima), que disse em seu perfil no Instagram: “Foi uma tarde incrível ao lado deste líder religioso amado por muitos.” A felicidade da ministra não foi endossada pela maioria de seus seguidores, alguns dos quais chamaram Francisco de “comunista”, “globalista”, “picareta”, entre outras coisas.

papaMichelle e Damares são evangélicas e foram ao Vaticano participar de um encontro convocado pelo papa no dia 13 deste mês. Na ocasião, o líder católico apresentou um projeto educacional para o qual conta com o apoio da Aliança das Primeiras-Damas Latino-Americanas, grupo lançado oficialmente em setembro e liderado por Silvana Abdo, esposa do presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez. No ano que vem, o papa terá um encontro com líderes de todo o mundo, para tratar, também, de educação (confira aqui).

Assim, o Vaticano vai ampliando seu poder de influência sobre o planeta. E quando se trata de poder e de cumprimento de profecias, não importa se os líderes são de esquerda ou de direita, se católicos ou protestantes. O importante mesmo é fazer avançar a agenda. [MB]

Revista ataca mulheres de destaque e sugere que Damares Alves deveria ter feito sexo com Jesus

ministra-damares-alvesA revista lulista Carta Capital publicou uma matéria sobre mulheres de destaque, que, segundo a esquerda, envergonham o sexo feminino. Os alvos das críticas ofensivas foram personalidades como a ministra Damares Alves, Carmen Lúcia do STF, a juíza Carolina Lebbos, a jornalista Leda Nagles; a atriz Regina Duarte; a juíza Gabriela Hardt; a deputada Janaina Paschoal, entre outras. Na edição da revista impressa publicada em 20 de novembro, o colunista e escritor do texto, Nirlando Beirão, zomba da Ministra Damares que aos 10 anos de idade tentou o suicídio após sofrer recorrentes abusos sexuais, mas teve uma experiência espiritual sendo visitada por Jesus que a impediu de tomar veneno. Beirão sugere no texto que quando a menina Damares, aos 10 anos, tentou tirar a própria vida e teve o encontro com Jesus, ela deveria ter feito sexo com Ele para “sossegar a sofreguidão dos seus países baixos”. Além disso, o texto zomba da aparência física da ministra, de sua fé em Deus e também de declarações da ministra que, em uma brincadeira com jornalistas, disse que usaria um aplicativo de relacionamentos para se casar novamente.

Damares lamentou o ataque da revista em uma publicação no Twitter: “A revista Carta Capital de hoje trouxe uma matéria nojenta, escrita por um homem, o editor-chefe, a qual dispara ataques nojentos a mulheres com destaque na política nacional. E vejam só o absurdo que falam dessa ministra. Segundo ele, com 10 anos de idade, quando estava no pé de goiaba pensando em tirar a própria vida por ter sido abusada sexualmente, eu deveria ter aproveitado o momento para ter relações com Jesus.”

(Conexão  Política)

Nota: Nessas horas sempre me pergunto onde estão os defensores dos direitos humanos, onde estão as feministas de plantão e os patrulheiros das muitas fobias. Carta Capital se rebaixou mais um pouco ao atacar de maneira tão abjeta um ser humano, uma mulher, uma autoridade política e uma cristã. Ao debochar de modo tão acintoso da ministra e de Jesus, o editor comete cristofobia, mas quem vai criar hashtag pra isso e fazer barulho nas redes sociais? Por muito menos outros grupos estariam fazendo o maior estardalhaço. Como escreveu meu amigo Marco Dourado, “essa revista se beneficiou muito dos nossos impostos, mas agora que a fonte secou estão revoltados e desesperados. Se nadando na bufunfa chapa-branca eles já não tinham compostura, imagine agora que estão sofrendo de síndrome de abstinência”. [MB]

Deputada distribui livros em combate à ideologia de gênero

deputadaEm resposta à ação do youtuber Felipe Neto de comprar 10 mil exemplares de um livro LGBT para doação durante a Bienal do Livro, no Rio de Janeiro (RJ), a deputada estadual Clarissa Tércio (PSC) decidiu comprar a mesma quantidade de livros que o youtuber, só que com uma temática voltada, segundo a parlamentar, para “o público cristão”. O livro em questão é o Macho Nasce Macho, Fêmea Nasce Fêmea – Desmascarando a Falácia da Ideologia de Gênero, do filósofo Isaac Silva. A obra trata de refutar os discursos e debates em torno do tema da suposta ideologia. A deputada, ligada ao público evangélico, pretende distribuir esses livros no Estado.

A polêmica, que tomou proporção nacional, se deu por conta da tentativa do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, de impedir a venda de um livro em quadrinhos de super-heróis da Marvel com uma cena de beijo gay, na Bienal do Livro. Após uma batalha judicial em relação ao recolhimento, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, suspendeu a medida de Prefeitura do Rio. A alegação do magistrado é de que havia infrações à Constituição Federal.

(Correio Braziliense)

Assista a mais vídeos sobre ideologia de gênero (clique aqui).

Se o piloto errar, todos sofrerão

piloto“Estou no avião, pronto para decolar com minha mulher, mas não gostei do piloto! Ele parece ser arrogante, preconceituoso, antipático, machista, intolerante… Eu não escolhi esse piloto, mas é ele que estará no comando da aeronave em que estou. Não gosto nem um pouco dele, por isso vou torcer para que cometa muitos erros e pilote da pior forma possível! Vou comemorar cada erro dele; quanto mais ele errar melhor será para eu poder dizer que estava certo! Vou ficar torcendo para o avião cair só para eu poder dizer o quão ruim é esse piloto, para que aqueles que escolheram esse piloto se arrependam muito por tê-lo escolhido. Ah, como eu quero que esse avião caia!”

Não sei quem escreveu essa analogia, mas acertou em cheio. Já desejar a bancarrota de um governo é errar feio; é mirar em um alvo e alvejar o próprio pé. Especialmente os cristãos devem compreender que nada neste mundo acontece sem a permissão de Deus, e que Ele tem em vista principalmente a salvação eterna de Seus filhos, não a remediação deste mundo condenado. Deus trabalha para que possamos ter maiores oportunidades de pregar o evangelho e advertir o maior número de pessoas com respeito à breve volta de Jesus. Para isso precisamos de paz, estabilidade e liberdade religiosa. Temos que orar e trabalhar por isso, sem a ilusão de que esse ou aquele governo trará o paraíso à Terra. Isso não vai acontecer (leia isto). Mas torcer pelo fracasso do piloto também não é o que se espera de um cristão. Na verdade, a Bíblia afirma que Deus “muda os tempos e as estações; Ele remove os reis e estabelece os reis; é Ele quem dá a sabedoria aos sábios e o entendimento aos entendidos” (Daniel 2:21), e apresenta o seguinte conselho:

“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade” (1 Timóteo 2:1, 2).

Então, devemos orar pelo piloto e torcer para que ele nos ajude a fazer uma boa viagem, tanto quanto possível e pelo maior tempo possível. Assim, antes de o avião cair de vez, teremos a oportunidade de advertir os passageiros e ajudá-los a olhar para o verdadeiro Piloto, aquele que governa o Universo e conduz a História para seu desfecho.

Eu já disse em uma palestra e repito: a esquerda é tóxica e a direita, perigosa. Portanto, nossa única esperança vem do Alto. Denunciar os desmandos da esquerda e as incompatibilidades do marxismo com a cosmovisão cristã não faz da pessoa um “bolsomínion”, assim como apontar os perigos da aproximação entre o Estado e a igreja promovida pela direita não faz da pessoa comunista. Os cristãos precisam enxergar uma camada acima dessas questões políticas e ideológicas; devem olhar para além dessa polarização sem sentido e perceber que as mesmas mãos manipulam marionetes diferentes (até onde Deus permite, evidentemente).

Não nos esqueçamos de que uma das artimanhas do inimigo consiste em dividir para conquistar. Portanto, vamos nos unir no único propósito que realmente vale a pena e trabalhar para mostrar às pessoas que nosso futuro depende de uma intervenção, não militar nem política, mas celestial.

Oremos pelo piloto, pelos passageiros e pelo avião.

Michelson Borges

Leia também: “Duas faces de uma mesma moeda”

Nota: Por favor, tome algum tempo para assistir aos vídeos abaixo. Creio que lhe serão esclarecedores.