Trump buscará unir povos de todas as religiões

trumpEm sua primeira viagem oficial como presidente ao exterior, o presidente norte-americano Donald Trump vai “buscar unir muçulmanos, judeus e cristãos” em um esforço para combater o terrorismo, afirmou [na] sexta-feira (12) o conselheiro de Segurança Nacional do governo americano, H. R. McMaster. Na sexta-feira (19), Trump viajará para Arábia Saudita, Israel e Itália. Na visita a Israel, ele vai enfatizar os “laços inabaláveis” com o país e seu desejo por “dignidade e autodeterminação” para os palestinos, afirmou McMaster. Na Arábia Saudita, vai “encorajar as autoridades a promover a paz e confrontar o caos e a violência”, disse. Na viagem, o presidente norte-americano também vai reafirmar seu compromisso com a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), completou. Na Itália, Trump se reunirá com o papa Francisco.

(G1 Notícias)

Nota: Muitíssimo interessante a escolha dos países para essa primeira viagem do presidente dos Estados Unidos ao exterior. Assim, ele mantém contato com os mundos islâmico, judeu e católico. E assim Trump se alinha com os interesses do próprio papa, cujo objetivo, entre outros, é o de promover exatamente a união das religiões. Só falta, agora, Francisco convencer Trump a respeito do ECOmenismo (confira aqui), o que não pode ser descartado, já que o magnata tem mudado de opinião com certa facilidade, desde que assumiu a presidência. O protagonismo e o caráter quase messiânico dessas duas figuras importantes fica cada vez mais evidente. Em sua recente viagem a Portugal, o papa Francisco valorizou o culto à Virgem de Fátima, com sua inegável relação positiva com os islâmicos (confira aqui) e evidenciou também um alegado milagre atribuído à santa (confira), o que não podia faltar, claro. A palavra de ordem é “união”, e os “desalinhados” não terão lugar nesse novo mundo. [MB]

Trump visitará o papa e assina decreto que enfraquece separação igreja-Estado

papa trump[Não, o decreto do título acima não é o dominical, ainda.] A Santa Sé confirmou nesta quinta-feira que o papa Francisco receberá no Vaticano, em 24 de maio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que depois se reunirá com o secretário de Estado vaticano, o cardeal Pietro Parolin. A Santa Sé explicou em um comunicado que o encontro entre o papa e Trump está previsto para às 8h30 local (3h30, em Brasília) e acontecerá no Palácio Apostólico vaticano. Após a reunião, o governante norte-americano conversará, como é habitual, com o secretário de Estado vaticano, o cardeal Parolin, e com o secretário vaticano de Relações com os Estados, Paul Gallagher. Trump será recebido pelo papa dois dias antes dos chefes de Estado e de Governo do G7, que se reunirão em uma cúpula entre 26 e 27 de maio na cidade siciliana de Taormina (sul). Em 29 de abril, o papa Francisco afirmou sua disponibilidade para receber Trump, como qualquer outro chefe de Estado que solicitar, durante o voo de volta a Roma procedente do Cairo. (Terra)

A Casa Branca deu detalhes dessa primeira viagem oficial de Trump, que inclui mais do que a sede papal. O presidente norte-americano visitará, nesta ordem: Arábia Saudita (interesses petrolífero$, evidentemente), Israel (afago no parceiro número um) e Vaticano (pedir a bênção do papa). Mais parece uma peregrinação religiosa: Islã, Judaísmo e Catolicismo…

Hoje Trump assinou um decreto para aliviar restrições de atividades políticas a organizações religiosas, que são isentas de impostos. O plano era esperado por políticos conservadores desde a posse do republicano, por ser uma promessa antiga de campanha. O principal ponto da ordem executiva deve ser o fim da Emenda Johnson, uma seção do código fiscal que proíbe organizações isentas de taxas, como as igrejas, de apoiarem candidatos políticos abertamente ou financeiramente [o vídeo abaixo tem mais detalhes sobre o assunto]. O fim da regra, em vigor desde 1954, significa uma grande vitória para a direita cristã americana, que apoiou Trump durante a campanha. Mesmo com o decreto, porém, a mudança precisará ser aprovada pelo Congresso. Em fevereiro, o presidente afirmou que “se livraria totalmente” da emenda, com a justificativa de que “a liberdade religiosa é um direito sagrado, mas que está sob séria ameaça”. Sua posição é oposta à intenção inicial da lei, que foi vista como mais um avanço em prol da separação entre Igreja e Estado, quando criada. É esperado que Trump também instrua o procurador-geral Jeff Sessions a iniciar um processo para definir “novas diretrizes” sobre como as agências do governo devem lidar com crenças religiosas em diversas esferas do governo, de acordo com fontes da Presidência. Entre as questões mais recentes está o fim de uma regra que exige que planos de saúde incluam cobertura para métodos contraceptivos. (Veja.com)

E assim vemos Trump se aproximando do papa e se intrometendo em assuntos religiosos nos Estados Unidos, diminuindo, assim, a separação entre a igreja e o Estado. O homem se alinha com a direita cristã (conservadora e dominguista) e adora um decreto… [MB]

Rússia proíbe atividades das testemunhas de Jeová e confisca suas propriedades

testemunhasSuprema Corte da Rússia proibiu nesta quinta-feira (20) a atuação da organização Testemunhas de Jeová, de acordo com a agência France Presse. O ministério da Justiça russo havia apresentado uma ação no Supremo Tribunal considerando as Testemunhas de Jeová “uma ameaça para os direitos das pessoas, da ordem pública e da segurança pública”. O juiz Yury Ivanenko afirmou na sentença que a organização “deverá entregar à Federação russa suas propriedades”. Um líder russo das Testemunhas de Jeová, Iaroslav Sivoulski, declarou estar “chocado” com a decisão dos juízes e anunciou que a organização religiosa vai apelar. “Não pensava que algo assim poderia acontecer na Rússia moderna, onde a Constituição garante a liberdade de religião”, disse ele. Em março, o Ministério da Justiça já tinha suspendido as atividades do grupo, acusado de armazenar e difundir literatura religiosa de caráter extremista. Na ocasião, o Centro de Direção das Testemunhas de Jeová na Rússia, que dirige todas as filiais regionais e locais da comunidade religiosa, foi incluído na lista de organizações não governamentais e religiosas que foram suspensas por extremismo.

O porta-voz das Testemunhas de Jeová na Rússia, Ivan Belenko, denunciou na época à agência Efe que a decisão das autoridades russas privaria do direito à liberdade ao culto os 175 mil seguidores que dessa comunidade no país. “Todas as decisões judiciais contra nós se baseiam em uma única acusação: que alguns de nossos livros e discursos estão na lista de literatura extremista que existe neste país”, explicou Belenko.

Belenko afirmou que as decisões de incluir algumas publicações na lista negra “foram tomadas com base em opiniões de falsos especialistas e sentenças judiciais ditadas às costas dos crentes”, ainda segundo a Efe.

O grupo religioso possui 395 centros em todo o país e já travou várias disputas com as autoridades russas nos últimos anos. Em janeiro, o líder da organização na cidade de Dzerzhinsk foi multado por distribuir material considerado extremista pelas autoridades. O governo russo dissolveu em 2004 um ramo da organização, uma decisão que a Corte Europeia de Direitos Humanos considerou em 2010 em violação aos direitos da religião e associação.

(G1 Notícias)

Nota: A liberdade religiosa está seriamente ameaçada na Rússia (e nos países que lhe seguirem o exemplo). Embora possuam crenças e práticas um tanto extravagantes, as testemunhas de Jeová não representam perigo para ninguém. Quem não quiser concordar com elas é só não fazer isso. Quem não quiser ler seus livros e suas revistas é só não ler. E quem não quiser conversar com elas quando lhe batem à porta também tem essa liberdade. Testemunhas de Jeová não se explodem por aí nem organizam atentados terroristas. Testemunhas de Jeová não são pessoas violentas que ameacem a segurança de um país. São cidadãos ordeiros e pacíficos, e merecem estar amparados pelo direito de liberdade religiosa, tanto quanto os cristãos ortodoxos russos e membros de outras igrejas. Se os métodos e a literatura das testemunhas são considerados ofensivos e ameaçadores, essa decisão da Suprema Corte russa abre um precedente que acabará por incluir outras religiões no “pacote”. Assista ao vídeo abaixo para entender o que estou falando. [MB]