Papa volta a enfatizar o descanso dominical

papa[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] Quarta-feira, dia de audiência geral na Sala Paulo VI. Cerca de sete mil pessoas participaram do encontro semanal com o papa. Retomando o caminho de reflexões sobre a Missa, Francisco questionou: “Por que ir à missa aos domingos?”

Foi no primeiro dia que Ele ressuscitou – Desde os primeiros tempos, os discípulos de Jesus celebravam o encontro eucarístico com o Senhor no dia que os judeus chamavam “o primeiro da semana” e os romanos “o dia do sol”. Depois da Páscoa, os discípulos de Jesus acostumaram-se a esperar a visita do seu divino Mestre no primeiro dia da semana; foi nesse dia que Ele ressuscitou e veio encontrar-Se com eles no Cenáculo, falando e comendo com eles e dando-lhes o Espírito Santo. Esse encontro se repetiria oito dias depois, já com a presença de Tomé. [Essa alegada primeira reunião em um domingo definitivamente não tinha o objetivo de celebrar ou prestar culto. Basta ler o relato bíblico para constatar isso: “Ao cair da tarde daquele primeiro dia da semana, estando os discípulos reunidos a portas trancadas, por medo dos judeus, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: ‘Paz seja com vocês!’” (João 20:19). Percebeu? Os discípulos estavam reunidos a portas trancadas porque estavam se escondendo e não celebrando a “missa”. Ademais, eles se reuniam todos os dias, conforme Atos 2:46, 47. Portanto, não é a reunião que torna o dia santo.]

Domingo, dia do Senhor: é Ele que nos encontra – E assim, aos poucos, o primeiro dia da semana passou a ser chamado pelos cristãos “o dia do Senhor”, ou seja, o domingo. “A celebração dominical da Eucaristia está no centro da vida da Igreja: nós vamos à missa para encontrarmos o Senhor ressuscitado, ou melhor, para nos deixarmos encontrar por Ele”, disse o Papa, explicando: “Ouvir a sua palavra, alimentar-nos à sua mesa e, assim, nos tornarmos Igreja, o seu corpo místico vivo hoje no mundo. Por isso, o domingo é para nós um dia santo: santificado pela celebração eucarística, presença viva do Senhor para nós e entre nós. É a Missa que faz cristão o domingo.” [Na verdade, quem torna um dia santo é o Deus santo. E ele dez isso com o sétimo dia, não com o primeiro, que é um dia comum de trabalho, segundo a Bíblia. “No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação” (Gênesis 2:2, 3).]

[…] “Sem Cristo, estamos condenados a ser dominados pelo cansaço do dia a dia com as suas preocupações e pelo medo do futuro. O encontro dominical com Jesus dá-nos a força de que necessitamos para viver com coragem e esperança os nossos dias. […] Nós cristãos precisamos participar da missa dominical porque somente com a graça de Jesus, com a sua presença viva em nós e entre nós, podemos colocar em prática o seu mandamento e sermos testemunhas críveis. Mais ainda, a comunhão eucarística com Jesus ressuscitado antecipa aquele domingo sem ocaso em que toda a humanidade entrará no repouso de Deus.” [Já que o papa falou em mandamento, vamos lá: “Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades. Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou” (Êxodo 20:8-11). Esse é o mandamento bíblico, inclusive em qualquer Bíblia católica. Tudo o que o papa fala sobre o domingo – encontro especial com Jesus, repouso semanal, antecipação do descanso pós volta de Jesus – se aplica, na verdade, ao sábado. Se tem dúvida, leia a Bíblia e você perceberá que é assim. Após a Sua ressurreição, Jesus previu que Seus seguidores ainda estariam guardando o sábado, mesmo quatro décadas depois (Mt 24:20). Além disso, Maria, Paulo e os demais discípulos continuaram guardando o sábado. E João disse ter recebido pero do ano 100 d.C. sua visão do Apocalipse no dia do Senhor (Ap 1:10). Que dia era esse? Basta ler Mateus 12:8, Marcos 2:28 e Lucas 6:5 para saber. O domingo foi instituído como dia de guarda oficial pelo imperador Constantino, no ano 321 d.C., algo que foi aceito pela Igreja Católica, contrariando o mandamento bíblico. Recomendo que você assista ao vídeo abaixo para ter mais informações sobre esse assunto.]

(Rádio Vaticano)

Leia também: “Igreja Católica diz que abertura de supermercados aos domingos escraviza funcionários e convoca audiência pública” e “Quem mudou a santa e eterna lei de Deus?”

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Quem mudou a santa e eterna lei de Deus?

mosesMeu nome é Vanderlei Ricken, sou bibliotecário do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (Iacs), situado em Taquara, RS. Amo livros! O valor que damos a um livro é proporcional ao sentido que ele tem em nossa vida. Um livro pode até ter sido obtido de forma gratuita, mas ter um grande significado para você. Uma das razões para atribuirmos valor a um livro é a confiança que temos no autor. Por exemplo, se acreditamos em Deus, a Bíblia será revestida de uma autoridade e significância incomparáveis. Afinal, cremos que homens santos escreveram inspirados por Deus. A única parte da Bíblia que foi escrita por Deus mesmo, com Seu próprio dedo, foram os dez mandamentos. Nesse sentido, podemos dizer que a Bíblia é Sagrada, mesmo não tendo sido escrita diretamente por Deus. Os dez mandamentos, porém, são a essência do que há de mais sagrado, pois retratam o caráter divino. E o próprio Deus os redigiu (confira em Êxodo 24:12; 31:18; 32:15, 16; 34:1, 28; Deuteronômio 4:13; 5:22; 9:10; 10:2, 4).

Fui ensinado a ter muita reverência pela Bíblia Sagrada. Jamais permito que outro livro esteja sobre ela. É sempre a Bíblia Sagrada sobre os demais livros. Minha mãe guardava dinheiro dentro da Bíblia: roubar já seria terrível; roubar algo dentro da Bíblia seria inimaginável! Até meus irmãos “se aproveitavam” para me forçar a confessar algum mal feito, ao me forçar a colocar a mão sobre uma Bíblia, em juramento solene.

Quando aos 12 anos de idade fui confrontado pelo Volnei, meu irmão, a ler os dez mandamentos na Bíblia Sagrada, um desencanto pela Igreja Católica nasceu no meu coração. Havia feito a Primeira Comunhão pouco tempo antes e aprendido os dez mandamentos pelo Catecismo. E, agora, estava conhecendo os verdadeiros dez mandamentos.

dez mandamentos

Ao contemplar e comparar os dois conjuntos de Dez Mandamentos, pude perceber omissões, adulterações e manipulações na santa Lei de Deus. Pelo Catecismo eu havia aprendido uma “versão Frankenstein” dos Dez Mandamentos. Eles estavam total e tristemente mutilados.

De forma fantástica já havia uma profecia anunciado que haveria, de fato, uma tentativa de mudança na santa lei de Deus. Está em Daniel 7:25, que menciona um poder contrário ao Reino de Deus. O mais incrível é que essa alteração na lei seria feita por um sistema religioso dominante. Quando descobri isso, decidi ficar com a Bíblia Sagrada.

Sei que alguns podem duvidar e questionar, e é até bom desenvolver um senso crítico que exija evidências mais comprobatórias para o que afirmamos. Felizmente, existe ampla variedade de livros católicos que comprovam a autoria da mudança na santa Lei de Deus. Dentre os vários livros católicos a que podemos recorrer, quero apresentar um de fácil aquisição, mesmo nos dias atuais: o Catecismo Romano de Frei Leopoldo Pires Martins, publicado pela Editora Vozes em 1951 (versão fiel da edição autêntica de 1566). Na página 440, está escrito: “Escolha do domingo: A igreja de Deus, porém, achou conveniente transferir para o domingo a solene celebração do sábado.”

Imagine chegar ao ápice de presunção religiosa a ponto de tentar mudar os Dez Mandamentos, por conveniência! Uma espécie de religião de conveniência.

catecismoEu gostaria muito que você tivesse esse Catecismo Romano em suas mãos, para você mesmo poder comprovar com os próprios olhos o que estou dizendo. Ler esse texto diretamente na fonte e poder mostrar aos outros no documento primário é fundamental para dar credibilidade ao que você estiver falando.

A notícia boa é que você pode adquirir esse Catecismo Romano com a Ângela Britto pelo e-mail: angelabio_es@hotmail.com ou pelo WhatsApp 27 99987-6668. Não perca a oportunidade de ter um documento católico que confirma a autoria católica da mudança na santa Lei de Deus.

Diante do que você leu até aqui, gostaria ainda de lembrar Apocalipse 12:17 que apresenta duas posições. Apenas duas. Nada além de duas posições. De um lado um dragão irado contra quem guarda os mandamentos de Deus. De outro lado os fiéis observadores dos Dez Mandamentos. A pergunta que vale uma vida eterna é: De qual lado você está? Do lado do dragão, irado contra quem guarda os mandamentos de Deus, ou do lado dos fiéis? Em qual lado você está? Em qual lado você deveria estar?

Como diz a música do padre Zezinho: “A decisão é tua. A decisão é tua.”

A Terra está travando. Será que isso vai provocar mais terremotos?

falha-santo-andreUm novo estudo norte-americano diz que o próximo ano pode ser especialmente marcado por sismos de grande magnitude porque a velocidade de rotação do planeta Terra está diminuindo. De acordo com o documento apresentado no encontro anual da Geological Society of America, os cientistas investigaram a incidência de sismos de magnitude igual ou superior a 7 na escala de Richter desde 1900 até agora. Descobriram que há, em média, 15 terremotos com essas magnitudes num ano mas que esse valor tem aumentado para entre 25 e 30 terremotos. Esse aumento, concluíram os geólogos, coincide com momentos em que a Terra trava – isto é, a velocidade de rotação diminui.

[Continue lendo.]

O que a decisão de Trump sobre Jerusalém tem que ver com as profecias?

trumpNuma tomada de posição que contraria a quase totalidade do espectro diplomático mundial, Nações Unidas incluídas, e em cumprimento de uma promessa feita durante a campanha eleitoral, o presidente norte-americano Donald Trump fez uma declaração reconhecendo formalmente Jerusalém como a capital do Estado de Israel. Dessa forma, os Estados Unidos serão o único país do mundo a fazer tal reconhecimento. Essa é uma medida que podemos abordar não apenas no âmbito político mas também profético.

Em primeiro lugar, tratemos brevemente da questão política. Salvo exceções pontuais no passado, a comunidade internacional não reconhece Jerusalém como capital de Israel, país que considera a cidade santa como sua legítima, eterna e reunificada capital. Alguns anos atrás, houve tentativas de entregar a parte ocidental da cidade a Israel e a parte oriental à Palestina, mas nunca surgiu o mínimo entendimento para que isso acontecesse, até porque Israel reclama a cidade toda de Jerusalém, algo que os árabes não aceitam.

Todos os países com representação diplomática em Israel têm suas respectivas embaixadas em Tel Aviv, de acordo com o princípio consagrado em resoluções das Nações Unidas de que o estatuto de Jerusalém deve ser definido em negociações entre israelitas e palestinos.

Essa não é a primeira vez que esse assunto surge. Uma lei norte-americana de 1995 solicitava a Washington a mudança da embaixada para Jerusalém, mas essa medida nunca foi aplicada, porque os presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama adiaram sua implementação, a cada seis meses, com base em “interesses nacionais”.

Ainda antes de o anúncio ter sido feito, os principais líderes das nações do Oriente Médio já se tinham posicionado criticando qualquer tentativa de indicar ou reconhecer Jerusalém como a capital do Estado judaico. Durante uma reunião de emergência da Liga Árabe, no dia anterior à declaração de Trump, o secretário-geral Ahmed Abdul Gheit afirmou que a decisão dos Estados Unidos seria “perigosa”.

O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, exortou vários líderes mundiais a intervirem contra a eventual posição americana. Abbas encontrou-se pessoalmente com o papa Francisco, a quem pediu ajuda nessa questão. O líder católico foi receptivo ao apelo de Abbas, dizendo que não pode “calar sua profunda preocupação” com essa medida da administração norte-americana.

Mais incisivo foi o representante dos palestinos na Grã-Bretanha. Manuel Hassassian afirmou, em uma entrevista à rádio BBC, que o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel “significa o beijo da morte na solução de dois Estados”, acrescentando que Trump “está declarando uma guerra no Oriente Médio, uma guerra contra 1,5 bilhão de muçulmanos e centenas de milhões de cristãos que não vão aceitar que a Terra Santa esteja sob a hegemonia única de Israel”.

Mas foi depois do anúncio oficial do presidente norte-americano que as mais fortes reações surgiram. O presidente palestino voltou a se manifestar, dizendo frontalmente que “Jerusalém é a eterna capital da Palestina”. Ali Khamenei, líder supremo do Irã, considerou que essa iniciativa mostra “incapacidade” dos Estados Unidos e garantiu que “o povo palestino sairá vitorioso”. O presidente da Turquia, Recep Erdogan, agendou de imediato uma cimeira com os principais países muçulmanos, afirmando que a decisão de Trump irá lançar a região para um “círculo de fogo”. O Hamas, organização considerada por vários países como terrorista, apelou a uma nova intifada, ou revolta contra Israel, definindo a decisão de Trump como “declaração de guerra”. Em mensagens de grupos radicais em uma rede social, alguns apoiadores da Al-Qaeda e do Estado Islâmico apelaram à morte de “todos os cruzados [ou seja, cristãos] que encontremos no nosso território”, prometendo matar até que os Estados Unidos da América deixem de apoiar Israel. António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, disse que “não há alternativa” a uma solução com dois Estados a viverem pacificamente na cidade de Jerusalém.

Portanto, sob um ponto de vista geopolítico e diplomático, parece não haver dúvida de que Donald Trump acaba de lançar um possível barril de pólvora para cima da fogueira. No entanto, o que poderá surpreender muitas pessoas são as implicações de ordem escatológica, ou seja, relacionadas ao fim dos tempos, que essa medida provoca. Para perceber isso temos que começar por definir um termo teológico conhecido por dispensacionalismo.

O que é dispensacionalismo?

Dispensacionalismo é uma doutrina teológica e escatológica cristã que defende que o regresso, ou segunda vinda de Jesus Cristo à Terra será um acontecimento no mundo físico, envolvendo primeiramente um arrebatamento secreto, seguido de um período de sete anos de tribulação após o qual se dará a famosa batalha do Armagedom e o estabelecimento do reino de Deus na Terra.

A palavra “dispensação” tem origem em um termo latino que significa “administração” ou “gerência”, referindo-se ao método divino de lidar com a humanidade e de administrar a verdade em diferentes períodos de tempo ao longo da história.

Embora existam três principais correntes dispensacionalistas, duas delas são consideradas minimalistas. A corrente mais divulgada e defendida propõe sete diferentes dispensações ao longo da História, como segue resumidamente:

  1. Inocência – Adão no Éden, antes da queda.
  2. Consciência – da queda até o dilúvio.
  3. Governo humano – após o dilúvio até a Torre de Babel.
  4. Promessa – de Abraão até Moisés.
  5. Lei – de Moisés até a morte de Cristo.
  6. Graça – da morte de Cristo até o arrebatamento da igreja.
  7. Milênio – um período de mil anos de reinado de Cristo na Terra (cuja capital do reino é, adivinhe só… Jerusalém!). Após esse milénio, acontecerá o Juízo Final e a construção do “novo céu” e da “nova Terra”, cuja cidade capital será chamada, adivinhe novamente… Nova Jerusalém.

De acordo com essa leitura escatológica, estamos atualmente na dispensação número seis, o tempo da graça, aguardando para breve a concretização do arrebatamento secreto.

Aqui convém saber o que é esse arrebatamento secreto. Trata-se de um acontecimento no qual Jesus levaria os escolhidos, os salvos para a Nova Jerusalém (ainda no céu), deixando na Terra os demais seres humanos que não O aceitaram como Salvador.

Após o arrebatamento, haveria uma grande desordem na Terra durante sete anos (três anos e meio de falsa paz e três anos e meio de guerras), sob o governo conjunto do Anticristo (que essa teoria entende ser um líder político mundial), do falso profeta (um líder religioso ecumênico) e da besta (um deus de uma religião que surgirá), período esse chamado de Grande Tribulação. No fim desses sete anos, Jesus voltaria novamente, agora juntamente com os salvos para, então, reinar na Terra por mil anos.

Na visão dispensacionalista, a “última semana” profética da profecia das 70 semanas de Daniel 9:24 a 27 ainda está no futuro – no tempo de Jesus foram cumpridas 69 das setenta semanas determinadas sobre o povo judeu; com o surgimento da igreja cristã, houve uma interrupção temporária da profecia; no futuro, quando os últimos eventos estiverem para acontecer, essa última semana se cumprirá nos tais sete anos da Grande Tribulação.

É devido a essa visão equivocada sobre as profecias bíblicas que os evangélicos americanos olham sempre para os conflitos envolvendo a nação de Israel como prenúncios escatológicos ou até de cumprimento profético.

Reação dos evangélicos

Mencionamos anteriormente as reações negativas que a maioria da comunidade internacional teve para com a medida de Donald Trump; convém neste momento mencionar que houve um setor que ficou muito contente com a posição do presidente norte-americano: justamente os evangélicos dos Estados Unidos.

A agência Reuters diz que “o impulso dos evangélicos ajudou a preparar a decisão de Trump”. O jornal Los Angeles Times faz mesmo uma pergunta à qual responde de imediato: “Quem realmente quer que Trump reconheça Jerusalém? Seus apoiadores evangélicos.” O editor de religião da CNN destaca que os evangélicos estão “radiantes” com a decisão do presidente. No passado, a mesma estação de televisão já tinha dito que “Trump e a direita religiosa” eram um “casamento feito no céu”.

Após o anúncio de Trump, Mike Evans, um renomado pastor cristão sionista com grande influência em Israel, recuperou uma comparação que anteriormente tinha sido feita pelo empresário evangélico Lance Wallnau, colocando Trump em paralelo com o rei Ciro, o monarca persa dos tempos de Daniel. Assim que Trump assumiu o poder, Wallnau esteve em uma cerimônia oficial em que afirmou que Deus usaria o novo presidente como um “Ciro moderno”, e que Trump traria grande transformação ao mundo. O pastor Evans revelou ao The Jerusalem Post que no próximo encontro de conselheiros espirituais do presidente norte-americano ele irá repetir a Trump: “Tu és Ciro”, acrescentando ainda que Trump está fazendo “o que Israel precisa que ele faça”.

Diante do cenário profético dispensancionalista, fica bem evidente a importância que assume para os evangélicos que defendem essa teoria o domínio ou controle da cidade real de Jerusalém, em Israel. Tudo isso se torna ainda mais relevante quando relembramos qual foi a principal e maior base de apoio que conduziu Trump até à presidência norte-americana: os cristãos evangélicos, a direita religiosa americana, um setor profundamente dispensacionalista.

Interpretação literal

Todo o pensamento dispensacionalista está baseado em uma interpretação literal da profecia bíblica. Concretamente: o Israel da Bíblia, em particular o do Antigo Testamento, é ainda hoje a nação atual e literal de Israel; o povo escolhido de Deus na Bíblia é ainda hoje os judeus literais, étnicos; a cidade santa na Bíblia é ainda hoje a cidade literal de Jerusalém, em Israel; e o Armagedom será uma luta literal em algum lugar no território de Israel.

Diante disso, são criadas leituras proféticas que se encaixem e não contrariem esta base fundamental, como é o caso da identificação do anticristo, das bestas, do falso profeta, etc., e surge o histórico apoio dos Estados Unidos a Israel. No entanto, basta uma simples leitura atenta de alguns textos das Sagradas Escritura para perceber que entender o Israel escatológico como sendo a nação literal de Israel não encontra fundamento bíblico.

Vejamos:

Gálatas 3:29: “E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa”, indicando que qualquer cristão pode ser herdeiro e descendente espiritual de Abraão.

Romanos 9:8: “Não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência.” Ou seja, os verdadeiros filhos de Deus não são aqueles ligados por laços de sangue, mas os que recebam Suas promessas.

Efésios 3:6: “Os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho.” Até os gentios, normalmente renegados pelos judeus, são participantes da herança do evangelho de Cristo.

Finalmente, Romanos 2:28 e 29: “Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra.”

Podemos perceber que, na Bíblia e em seu sentido mais amplo e histórico-profético, judeu não é entendido racial ou etnicamente, mas, sim, simbólica e espiritualmente. Assim, o dispensacionalismo começa a cair por terra à primeira prova.

Na prática, tudo isto concorre para retirar, afastar de cena os verdadeiros agentes que no fim dos tempos agirão no sentido de precipitar os últimos acontecimentos da História da Terra, enganando e desviando as pessoas da verdadeira essência da profecia bíblica.

O inimigo da verdade é muito astuto e sagaz: facilmente coloca o mundo inteiro perturbado com um assunto, que para alguns é política e diplomacia, para outros é cumprimento profético; na verdade, todos eles correm o sério risco de estar muito atentos, interessados e envolvidos na questão, mas com o foco completamente errado.

Diante disso, perguntamos: Se Donald Trump assumiu o extremo risco e a coragem de uma medida como declarar Jerusalém a capital de Israel, que mais estará ele disposto a fazer para agradar às pretensões religiosas do principal grupo que contribuiu para colocá-lo na presidência?

Fiquemos atentos às cenas dos próximos capítulos.

(Filipe Reis, de Portugal)

Leia também: “Crença no fim do mundo pesou na decisão de Trump sobre Jerusalém”

Crença no fim do mundo pesou na decisão de Trump sobre Jerusalém

trumpPode parecer pouco usual em termos de decisão histórica de política internacional, mas o fim do mundo contou para a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. O presidente americano pagou uma promessa a seu eleitorado evangélico, que tem razões diversas para defender a existência de Israel, mas no centro de sua teologia está uma crença ligada aos dias finais da humanidade, segundo uma leitura bem literal do texto bíblico. Nada indica que Trump, presbiteriano, compartilhe das ideias, mas o financiamento e apoio desse segmento foi vital em sua campanha.

Para várias denominações evangélicas americanas, e também no Brasil e em outros lugares, o Estado judeu precisa estar plenamente estabelecido para dar curso à volta de Jesus Cristo à Terra. A ideia da volta dos judeus, o povo eleito de Deus segundo o Velho Testamento, é central na crença de que o Messias retornará para protagonizar episódios narrados no livro do Apocalipse.

Entre eles está, de forma não pouco controversa para os judeus, a ideia de que eles serão convertidos à fé cristã quando os eventos do fim do mundo estiverem em marcha. Entre eles, a ascensão de um líder político, o Anticristo, que com o Falso Profeta irá semear a guerra e a discórdia no mundo.

A batalha decisiva entre as forças do bem e do mal, segundo a tradição, ocorrerá no lugar chamado Armagedom, uma corruptela da atual cidade de Megido, no norte israelense. Historiadores apontam a abundância de batalhas na região durante a antiguidade como o motivo da eleição do lugar, mas para esses fiéis a coisa é ao pé da letra.

Segundo a Bíblia, toda essa narrativa acaba com a destruição de boa parte do mundo, a destruição do Anticristo e do Falso Profeta e a prisão de Satã, o chefe deles, em um abismo. Mil anos de reino de Deus sobre a Terra ocorrerão, creem os fiéis, quando então o Diabo será solto novamente para uma derrota final – e o estabelecimento de uma nova cosmogonia na qual a Nova Jerusalém celeste pontifica.

Trump foi muito bem votado no chamado “Bible Belt”, o famoso “cinturão da bíblia” de Estados do interior americano. Uma grande pesquisa de boca de urna realizada pelo National Election Pool em 2016 apontou que 80% dos evangélicos que foram às urnas votaram em Trump, mas os dados não são considerados precisos – outros analistas falam talvez em 45%.

As mais variadas denominações protestantes dominam o cenário religioso americano. O censo oficial do país não pergunta qual a fé de seus pesquisados, mas uma série de institutos coloca os evangélicos como força dominante do país – girando em torno de 50% daqueles que dizem crer em Deus.

Nem todos os aderentes da defesa cristã de Israel acreditam nessa leitura apocalíptica, contudo, baseando sua posição numa simples questão de reparação histórica ao “povo de Deus” original. De uma forma ou de outra, além de convicções políticas e conveniências eleitorais, a fé segue temperando o debate acerca da paz no Oriente Médio.

(Folha de S. Paulo)

Nota: Análise interessante de um jornal secular em relação à situação em Jerusalém, causada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que contrariou a ONU e os interesses dos palestinos para mexer em um verdadeiro vespeiro, o que terá grandes desdobramentos ainda. Conforme noticiou a BBC Brasil, lideranças evangélicas aqui também querem que o país apoie a iniciativa de Trump e transfira sua embaixada para Jerusalém. Segundo a matéria da BBC, “lideranças evangélicas argumentam que a Bíblia estabelece que os judeus são o povo prometido e que Jerusalém é a capital de Israel. Segundo sua crença, isso deve ser cumprido para que se concretize a esperada volta de Jesus Cristo”.

A decisão de Trump cria um cenário interessante justamente pelos aspectos religiosos contidos nela. O dispensacionalismo evangélico (com o qual obviamente os teólogos adventistas não concordam), tanto nos Estados Unidos quanto em outros países como o Brasil, começa a exercer forte influência política, o que, na prática, enfraquece a salutar separação entre igreja e Estado. Outros analistas das profecias bíblicas pensam que tudo isso não passa de uma jogada para desviar o foco do verdadeiro anticristo, afinal, quase todos os cristãos hoje abraçam a visão profética antibíblica dispensacionalista e vão considerar os últimos acontecimentos como os passos para o cumprimento dessa falsa visão. Inclusive pensam que a batalha do Armagedom será algo literal e que o Israel literal terá papel preponderante nesse processo, contrariando o correto entendimento das profecias do Apocalipse.

“Jesuítas criaram o preterismo e o futurismo e trabalham fabricando falsos cumprimentos proféticos, para prender a atenção fora de quem realmente as profecias indicam como o anticristo”, escreveu um amigo astrônomo. Detalhe, logo após a decisão de Trump, o líder palestino pediu ajuda ao papa Francisco.

“Os evangélicos estão em êxtase, pois Israel é para nós um lugar sagrado e o povo judeu são os nossos amigos mais queridos”, disse à CNN Paula White, pastora de uma megaigreja da Flórida e próxima de Trump. Sim, os evangélicos estão em êxtase. Então imagine como deve estar em êxtase o originador dessas falsas profecias e que finalmente vai simular uma falsa vinda de Cristo… [MB]

Leia também: O que a decisão de Trump sobre Jerusalém tem que ver com as profecias?

Segundo a Nasa, supervulcão nos EUA é ameaça maior que qualquer asteroide

yellowstone-TANo subsolo do belíssimo Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA, há uma imensa câmara de magma. Ela é a responsável pelos gêiseres e fontes termais que fazem da área um cartão postal famoso no mundo todo. Mas, para cientistas da Nasa, a agência espacial americana, trata-se também de uma da mas maiores ameaças naturais à civilização: um supervulcão. “Fui membro do Conselho de Defesa Planetária da Nasa, que estudou formas de proteger o planeta contra asteroides e cometas”, explica Brian Cox, do Laboratório de Propulsão a Jato (LPJ), do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), na sigla em inglês. “Durante os trabalhos, cheguei à conclusão de que o supervulcão é uma ameaça substancialmente maior do que qualquer asteroide ou cometa.”

A Terra tem pelo menos 20 supervulcões conhecidos, e grandes erupções ocorrem em média uma vez a cada 100 mil anos [segundo a cronologia uniformitarista evolucionista]. Uma das maiores ameaças de um acontecimento como esse é a fome, pois uma queda prolongada na temperatura causada por cinzas bloqueando a luz do sol – o chamado inverno vulcânico – pode privar a humanidade de comida. Em 2012, a ONU estimou que as reservas mundiais de alimentos seriam suficientes para 74 dias.

Quando cientistas da Nasa estudaram o problema, a mais lógica solução encontrada foi a de resfriar os supervulcões. O de Yellowstone é essencialmente um imenso gerador de calor, equivalente a seis usinas. Até 70% desse calor é vazado para a atmosfera através da água que entra na câmara de magma por meio de rachaduras no solo. O restante acumula no interior do magma, fazendo com que ele dissolva mais e mais rochas em volta. Quando o calor chegar a determinado ponto, uma erupção será inevitável. Porém, se mais calor for extraído, o supervulcão jamais explodirá. E, de acordo com os cálculos da Nasa, um aumento de 35% na transferência de calor gerado por Yellowstone seria suficiente para neutralizar a ameaça. O problema é como fazer isso.

Uma possibilidade é aumentar a quantidade de água no supervulcão. Realizável na teoria, a medida seria mais complicada na prática, a começar no que diz respeito a obter autorização das autoridades. “Construir um imenso aqueduto em uma região montanhosa seria custoso e difícil. E as pessoas não querem ver sua água usada para isso”, afirma Wilcox. “As pessoas estão desesperadas por água ao redor do mundo, e um grande projeto de infraestrutura desse porte seria muito controverso.”

Sendo assim, a Nasa criou outro plano. A agência acredita que o mais viável agora é cavar um túnel de 10 km de profundidade no interior do supervulcão e bombear água em alta pressão, que circularia diariamente, extraindo calor dele. O projeto tem um orçamento salgado – cerca de US$ 3,46 bilhões -, mas apresenta um aspecto que pode ser convincente para os políticos. “As companhias de energia termelétrica teriam que cavar mais fundo e usar água mais quente do que o normal, mas esse investimento teria retorno sob a forma de eletricidade capaz de abastecer a área em volta por dezenas de milhares de anos. E, a longo prazo, há o benefício de prevenir a erupção de um supervulcão que poderia devastar a humanidade.”

O problema é que escavar um vulcão tem alguns riscos. Incluindo detonar a erupção que se está tentando evitar. “Se você escavar o topo da câmara de magma e tentar resfriá-la a partir de lá, seria arriscado. Isso poderia deixar a superfície frágil e propensa a fraturas. E resultar na liberação de gases voláteis no magma no topo da câmara, que de outra maneira não seriam liberados.”

A ideia é escavar o supervulcão pela parte de baixo para extrair o calor da parte inferior da câmara. “Dessa maneira você evita que o calor da parte de baixo atinja o topo, que é onde mora o perigo”, diz Wilcox.

No entanto, os defensores desse projeto jamais o verão ficar pronto ou nem sequer têm ideia de seu potencial sucesso. Resfriar Yellowstone dessa maneira fará com que sejam necessários milhares de anos para que apenas rocha fria permaneça na câmara. E, apesar de não ser necessário que ela seja totalmente resfriada para deixar de ser uma ameaça, não há garantia de que a empreitada seria um sucesso antes de pelo menos centenas de anos.

Mas essa pode ser a única maneira de prevenir uma catástrofe. “Com um projeto como esse, você poderia iniciar o processo e ao menos teria o benefício de um novo suprimento de energia elétrica”, completa o especialista.

Tal solução pode ser potencialmente aplicada a todos os supervulcões ativos do planeta, e os cientistas da Nasa esperam que os planos possam encorajar mais discussões cientificas práticas sobre o problema. “Quando as pessoas consideraram pela primeira vez a ideia de defender a Terra de um asteroide, elas reagiram da mesma forma. Pensaram que humanos jamais poderiam evitar o impacto. Mas se você criar algo que dê um leve e longo empurrão, você pode desviar o asteroide”, diz Wilcox. “O problema é mais simples do que as pessoas pensam. Os dois casos exigem que a comunidade científica invista capital mental. Temos que começar a trabalhar logo. Yellowstone explode a cada 600 mil anos e já faz quase 600 mil anos desde a última vez [sic]. Isso já deveria nos forçar a fazer alguma coisa.”

(G1 Notícias)

Nota: Já disse e repito: a Terra é um frágil barril de pólvora prestes a ser detonado a qualquer momento. Se não for um asteroide ou um supervulcão, pode ser uma tempestade solar que nos jogará de volta à idade média, causando muita destruição (confira aqui). Isso sem contar a possibilidade sempre presente e crescente de que um superterremoto devaste a costa oeste dos Estados Unidos, ceifando milhões de vidas e levando o mundo a uma crise financeira descomunal (confira). Bem, antes de tudo isso, Trump e Kim Jong-un podem levar o mundo ao caos com uma guerra nuclear. De qualquer forma, é bom não nos esquecermos de que a vida anda sempre sobre o fio de uma navalha e de que nossa proteção vem unicamente dAquele que criou o universo e prometeu recriar este mundo fragmentado e desgastado pelo pecado. [MB]

 

“A Chegada”: os aliens chegam e levam o ecumenismo ao ápice

a chegada“A Chegada” (“The Arrival”) é um filme de ficção científica baseado em um conto do escritor Ted Chiang intitulado História da Sua Vida. A produção dirigida por Denis Villeneuve trata do primeiro contato da humanidade com seres extraterrestres, mostra o senso desconfortante de nossa pequenez diante de uma raça superior, evidencia o poder que um evento grandioso tem de unir a humanidade e trabalha também o conceito de tempo (não linear para os recém-chegados). “A Chegada” inevitavelmente nos faz lembrar do clássico de Steven Spielberg “Contatos Imediatos”, de 1978 (assim como também lembra “2001, Uma Odisseia no Espaço” e outros). Desde que Spielberg levou às telas o problema da comunicação com uma raça alienígena que eventualmente aportasse por aqui, várias outras produções com temática semelhante foram sucesso de bilheteria. Desde “E.T.”, do mesmo produtor, passando por “Contato”, “Independence Day”, “O Predador”, “Guerra dos Mundos” e outros. Via de regra, os ETs são hostis e os terráqueos têm que se unir para salvar a Terra. Mas há também os filmes em que os alienígenas não têm pretensões colonizadoras e desejam apenas estabelecer contato ou até mesmo ajudar a humanidade, como é o caso do recente “A Chegada”.

Faz tempo que Hollywood tem dado sua contribuição para alimentar a ideia de que em algum momento faremos contato com seres que chegarão aqui em naves espaciais ou de alguma outra forma. No meio ufológico cresce a ideia de que os “ETs” possam até se tratar de seres espirituais que dispensariam aparatos tecnológicos e nos ajudariam em nossa “evolução espiritual”, numa interessante junção de enganos criados e orquestrados pela mesma mente.

A despeito das interessantes discussões sobre linguística que “A Chegada” propõe, o que fica mesmo evidente para quem estuda as profecias bíblicas é a ideia de que ETs poderiam salvar a humanidade de si mesma promovendo a união dos povos. Sim, a Bíblia antecipa a chegada de falsos Cristos e a operação de milagres e sinais impressionantes, sobrenaturais. Não é à toa que Jesus nos tenha advertido de que esses enganos seriam tão poderosos que, se possível, enganariam até mesmo o povo de Deus. Afinal, pense bem: No momento em que você vir um ser majestoso se dirigindo à humanidade com palavras mansas e cheias de sabedoria, você dará mais atenção aos seus sentidos ou à Palavra de Deus? Se unirá à maioria estupefata e inebriada ou permanecerá fiel a Jesus Cristo, a despeito do fato de que você será visto como louco, cego e inimigo da paz?

Em um artigo para a Folha de S. Paulo, o físico Marcelo Gleiser escreveu algumas coisas interessantes sobre o filme “A Chegada”: “O contato com alienígenas inteligentes seria, talvez, a experiência coletiva mais profundamente transformadora para nossa espécie. Especialmente o contato direto, se viessem aqui usando meios misteriosos, com objetivo desconhecido.” Gleiser tem razão. Um evento dessa natureza teria um tremendo poder de transformação social e de convencimento ideológico. Imagine que ideias poderiam ser facilmente aceitas pelas pessoas, caso os tais “ETs” trouxessem, digamos, revelações teológicas e filosóficas. Até mesmo ateus se convenceriam da existência de um deus, caso extraterrestres superiores declarassem isso. Gleiser, que é ateu, chega a dizer que “os alienígenas seriam como deuses. E, como todos os deuses, seriam adorados ou temidos”. E não é verdade?

Gleiser prossegue: “Os extraterrestres vieram dividir sua tecnologia conosco, […] vieram elevar nosso nível moral, criar uma aliança cósmica, demonstrando uma generosidade que ilustra a futilidade dos nossos conflitos e comportamento destrutivos. O que é necessário é um jogo de ‘soma maior do que zero’, onde ambas as partes ganhem na interação.”

Atualmente, grandes esforços vêm sendo feitos para unir os povos. O Vaticano (que também tem interesse na busca do chamado “irmão extraterrestre”) liderado pelo papa Francisco, vem promovendo o ECOmenismo, a salvação da família, etc. São bandeiras que têm o poder de unir as pessoas. Mas um evento como a chegada dos “extraterrestres” ou mesmo uma grande crise motivada por alguma catástrofe ambiental, um superterremoto, a queda de um meteorito, uma forte tempestade solar ou fome e epidemias – ou tudo isso junto – sem dúvida catalisaria a união da humanidade e os eventos finais.

Quase todas as pessoas aguardam a chegada de alguém ou algo que nos salvará, nos ajudará. E é justamente essa esperança e esse anseio que serão usados para manipular e enganar. Aquele que prometeu voltar, aquele que protagonizará a verdadeira e grande chegada nos advertiu claramente quanto aos enganos dos últimos dias. Você já leu sua Bíblia hoje?

Michelson Borges