Liberdade ameaçada e constituição mundial

onuDe acordo com um Boletim de Ocorrência (B.O.) que circula nas redes sociais, nesta quinta-feira (2), policiais militares cumpriram uma operação em uma residência de família, na cidade de Forquilhinha (SC), onde um grupo de cinco senhoras cristãs mantinham orações no interior da casa. A operação dizia cumprir o polêmico decreto 515/2020, emitido pelo governador do estado, Carlos Moisés, sobre isolamento social e quarentena. Especialistas falam em ameaça à liberdade religiosa. No entendimento da Polícia Militar, o culto doméstico, que já vem ocorrendo há alguns meses na cidade, vai contra o decreto de Carlos Moisés (PSL), que determinou a proibição de “eventos e as reuniões de qualquer natureza, de caráter público ou privado, incluídas excursões, cursos presenciais, missas e cultos religiosos”.

O boletim de ocorrência emitido pela PMSC relata que cinco pessoas da mesma família estavam orando dentro de sua casa, no Residencial Forquilhinha, mas, após ação policial, interromperam as orações alegando não terem conhecimento de que o decreto estadual proibia cultos dentro da própria residência. Os policiais então orientaram a família a interromper as orações para evitar “aglomeração de pessoas e contaminação com o vírus Covid-19”, segundo informou o site Gospel Prime. […]

O procurador Walmor Moreira, que classificou a operação como um atentado à liberdade religiosa no país, informou pelo Twitter que irá entrar com denúncia ao Ministério Público. […] O procurador considera que Santa Catarina vive um “regime de exceção” que usa a pandemia como justificativa para violação de liberdades fundamentais dos cidadãos. […] (Estudos Nacionais)

Outra matéria, essa publicada no Él País, traz preocupações com respeito à soberania das nações e à liberdade de crença:

“Os períodos prolongados de calma favorecem certas ilusões de ótica”, disse o escritor alemão Ernst Jünger em The Forest Passage: “Uma delas é a suposição de que a inviolabilidade do domicílio se funda na Constituição, é assegurada por ela. Na verdade, a inviolabilidade do domicílio se baseia no pai de família que aparece na porta de casa acompanhado por seus filhos e empunhando um machado”. A catástrofe desencadeada pelo coronavírus pode ser considerada um desses momentos em que Jünger considera da verdade, caso mude de escala. No meio do caos, onde Jünger via o pai como a garantia da segurança, agora reaparece o Estado – nacional – como o garantidor último da vida de sua população. Além dos bem-intencionados acordos internacionais e esferas supranacionais como a União Europeia, o papai Estado parece o único capaz de garantir a inviolabilidade do território e proteger seus nacionais.

Mas faz sentido fechar as fronteiras para lutar contra o coronavírus? Esse retorno à soberania nacional não é uma reação melancólica diante de um perigo sem passaporte? Esse gesto não lembra, no fundo, as filas que vimos surgir nas lojas de armas nos Estados Unidos? Isso não é matar moscas com tiros de canhão? Um grupo de juristas e ativistas escolheu um caminho muito diferente e, apesar do momento crítico e agitado atual, lançou uma ideia colossal: uma Constituição da Terra como ferramenta de governança global. Frente ao reflexo nacional, a imaginação cosmopolita quer avançar na globalização do direito.

“Não é uma hipótese utópica”, disse o ex-juiz e filósofo do direito italiano Luigi Ferrajoli durante a primeira assembleia desse movimento em Roma em 21 de fevereiro. “Pelo contrário, é a única resposta racional e realista ao mesmo dilema que Thomas Hobbes [autor de Leviatã e teórico do Estado moderno] enfrentou há quatro séculos: a insegurança geral da liberdade selvagem e o pacto de coexistência pacífica sobre a base da proibição da guerra e a garantia da vida”, afirmou.

O contexto da assembleia era ao mesmo tempo antigo e ferozmente atual: a Biblioteca Vallicelliana, uma instituição tão velha quanto Hobbes, e na capital da Itália, que detectava à época o primeiro contágio local pelo vírus. Mas a ideia vem sendo forjada há anos, promovida pelo jornalista italiano Raniero La Valle, e foi anunciada formalmente em Roma em dezembro de 2019, quando o coronavírus ainda era uma realidade sem nome e reconhecimento oficial na China. “Há anos que se vem trabalhando em uma mesma direção, ainda que a partir de diferentes perspectivas, como a necessidade de um novo contrato social”, diz por telefone de Buenos Aires, Argentina, Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz e outros dos promotores. Agora a necessidade é viral e vital.

“A Constituição do mundo não é o Governo do mundo, e sim a regra de compromisso e a bússola de todos os Governos para o bom governo do mundo”, nas palavras de Ferrajoli, autor de Constitucionalismo más allá del Estado (Constitucionalismo além do Estado). O sujeito constituinte não seria dessa vez um novo Leviatã, e sim os habitantes do mundo, “a unidade humana que alcança a existência política, estabelece as formas e os limites de sua soberania e a exerce com o propósito de continuar a história e salvar a Terra”, afirmou em Roma. O processo exige a adesão dos Estados.

A destruição do meio ambiente, o clima, a fome e a segurança dos imigrantes pareciam os problemas mais urgentes até a pandemia que desatou a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial, de acordo com as Nações Unidas. […]

O final da Segunda Guerra Mundial é o ponto de referência, tanto para os que defendem dar esse passo como para seus detratores. “Se ao final da guerra nos falassem que hoje existiria uma Corte Penal Internacional, e que na Europa e América Latina a convenção dos direitos humanos iria se impor aos Estados, não teríamos acreditado”, afirma Luis Arroyo Zapatero, professor de Direito Penal da Universidade de Castilla-La Mancha, a favor da ideia do constitucionalismo planetário. De Roma saíram, em 1957, os tratados fundacionais da atual União Europeia, “que à época era uma ideia extravagante dos franceses e, quase exclusivamente, de Jean Monnet”, acrescenta Arroyo. […]

Para Ferrajoli, uma Constituição não é a vontade da maioria, e sim a garantia de todos. A Constituição mundial obrigaria a proteger a igualdade, o direito à não discriminação e à saúde. Direitos que pertencem à “esfera do que não se pode decidir” e que não podem estar à mercê das maiorias. Ninguém, diz, está falando de um Estado mundial: “Cada país deverá poder continuar decidindo sobre o que se pode decidir”, ou seja, as políticas que não violentam os direitos fundamentais.

Com 2,5 bilhões de pessoas confinadas no mundo, a crise sanitária prova, em sua opinião, que somente as “soluções globais” garantem nossa sobrevivência. “É absurdo que acumulemos armamentos para a guerra e que não acumulemos máscaras para uma pandemia”, diz Ferrajoli. […]

Nota: Graças à crise pandêmica atual, ideias de gaveta estão sendo consideradas, iniciativas aceleradas e ensaiadas, e o protagonismo de figuras proféticas começa a ficar ainda mais claro. Nada do que já não soubéssemos. O que há de vir virá. Creia. [MB]

Descanso dominical: enquanto alguns são seduzidos por falsas profecias, a verdadeira pauta avança

Earth-and-Coronavirus[Enquanto alguns perdem tempo assistindo a vídeos com teorias conspiratórias sem qualquer base bíblica, a verdadeira pauta profética avança. Depois de ler a matéria a seguir, publicada no site EcoPraise, assista aos vídeos postados logo abaixo. – MB]

Esta pode ser a primeira vez desde o início da Era Industrial que a Terra está finalmente conseguindo uma folga da incansável atividade e crescimento da produção industrial humana. Estudos estão mostrando que os níveis de poluição caíram significativamente em áreas de grandes bloqueios e quarentenas. […] Como disse um amigo meu, “quase consigo sentir o planeta dando um suspiro de alívio ao fazer com que os humanos desacelerem, fiquem em casa e parem sua atividade implacável”. […]

Laura, uma das minhas alunas, compartilhou: “Gostaria de saber se algumas das mudanças necessárias para reduzir nosso consumo de energia podem ser recebidas como mais razoáveis. Em outras palavras, agora que muitos nos EUA foram solicitados/incentivados a fazer mudanças drásticas (como abrigos para comunidades inteiras), nossa nação será mais receptiva às mudanças necessárias para enfrentar a crise climática?”

Ela está esperançosa: “Acredito no poder da criatividade e da inovação. Talvez possamos colaborar para ajudar um ao outro e, ao mesmo tempo, procurar novas maneiras de ajudar nosso planeta a se curar.” […]

Então, chamou minha atenção quando notei uma nova terminologia emergindo sobre a necessidade – e viabilidade – de uma nova maneira de ser e fazer no mundo daqui para a frente. Frases como “desacelerações econômicas planejadas” e “decrescimento intencional” estão surgindo. Para aqueles de nós na tradição judaico-cristã, sabemos que a Bíblia estava muito à frente do jogo com esse conceito de “desaceleração econômica planejada”. Chama-se SABBATH. […]

[Depois de falar das pragas do Egito…] Hoje, os faraós da indústria e do comércio trouxeram desastres ecológicos sobre nós, e estamos sofrendo de uma praga após a outra que está causando um trágico pedágio à vida humana. Mas não tem que ser assim. Podemos nos basear na sabedoria das Escrituras hebraicas e aprender as lições que podem nos guiar a reestruturar nosso mundo de uma forma mais saudável e equitativa. […]

A economia humana global de nosso tempo não conhece descanso. É uma unidade de 24/7/365 dias de crescimento a todo custo. Há uma palavra para isso também. Isso se chama câncer.

No corpo humano, as células que crescem sem descanso consomem todos os recursos circundantes e assumem o controle do sistema são chamadas de “malignas” porque levam à morte. O tipo de crescimento previsto pela nossa cultura consumista está, de fato, levando à morte. Seja um vírus microscópico que entra em erupção quando os seres humanos se recusam a respeitar a natureza selvagem da terra e das criaturas, ou tempestades de monstros superalimentadas pelo aquecimento global que agitam a terra, os resultados são catastróficos em proporções bíblicas.

Eu notei com ironia amarga que o vírus está usando as mesmas táticas contra o corpo humano que os humanos usaram contra o corpo da Terra. O vírus ataca os pulmões, multiplicando e destruindo a “árvore respiratória” até os menores alvéolos que permitem a troca de oxigênio na corrente sanguínea. Da mesma forma, os seres humanos invadiram florestas e áreas naturais, destruindo as mesmas árvores que criam o oxigênio que respiramos. […]

Em outras palavras, a Bíblia está dizendo que quando os humanos se recusam a dar descanso à terra e respeitar o sábado, as consequências são graves. Deus garantirá que a terra receba seu sábado, quer os humanos cooperem ou não. […] Isso não apenas reverteria o desastre climático em que já estamos vivendo, mas também minimizaria o risco de novas pandemias como a atual.

Nota: O ECOmenismo está recebendo um impulso tremendo com essa pandemia, e a ideia vai crescer mais e mais, como tem sido nos últimos anos. Repito: é uma pena que muitos fiquem perdendo tempo com cortinas de fumaça como o chip-falsa-marca-da-besta, com a mentira do arrebatamento secreto, com interpretações futuristas que colocam adiante eventos proféticos já cumpridos, etc. Enquanto isso, Satanás faz avançar a agenda que realmente lhe interessa: a decretação de um mandamento espúrio que retira a glória de Deus e a coloca sobre a besta de Apocalipse 13. O centro da controvérsia entre o bem e o mal tem que ver com adoração. Sempre teve. Estude a Bíblia. [MB]

Coronavírus: radicalismo religioso, filas para comprar maconha e homeopatia

covid-19Deu na CBN: “Radicalismo religioso tem atrapalhado prevenção ao coronavírus pelo mundo. Em Israel, ultraortodoxos se recusam a seguir o isolamento recomendado pelas autoridades. Um pastor na Coreia do Sul prometeu aos fiéis que eles seriam salvos pela religião, o que desencorajou atitudes preventivas.”

Nota: Num futuro não muito distante, outro tipo de “radicalismo” também vai atrapalhar um projeto de esforço conjunto…

Deu no site Fórum: “Enquanto nos Estados Unidos foram formadas longas filas para comprar armas diante da pandemia do novo coronavírus, na Holanda foram as lojas que vendem produtos com maconha que ficaram lotadas no domingo (15). A mobilização de consumidores acontece após o governo anunciar que adotaria a partir desta segunda-feira (16) o fechamento de diversos estabelecimentos comerciais, entre eles os coffee shops, que vendem a maconha legalmente.”

Nota: Notícias como essa mostram o quanto a humanidade está doente.

Deu nO Globo: “A cloroquina é a aposta do presidente Jair Bolsonaro para conter os efeitos do surto da Covid-19. Mas, em Santa Catarina, a cidade de Itajaí tem outra alternativa para combater o novo coronavírus: cinco gotas de cânfora, diluídas diversas vezes em água e distribuídas para toda a população. A medida faz parte de uma proposta polêmica no campo da medicina, a homeopatia, e gerou críticas de pesquisadores, médicos e de parte da população. Pela sua falta de comprovação científica tradicional, a homeopatia é tratada como curandeirismo pelos seus críticos.”

Nota: Leia mais sobre homeopatia aqui.

Enquanto isso, no Peru (e em outros países):

peru

Liberdade vigiada e descanso dominical: ideias que avançam

phoneA Prefeitura de Florianópolis está enviando mensagens de texto para o celular de pessoas que moram a 200 metros de pacientes com diagnóstico confirmado de coronavírus. O serviço por SMS começou a funcionar na tarde de terça-feira (31). A administração também quer usar a tecnologia para monitorar pessoas com Covid-19, mas o início dessa etapa não tem data confirmada. A capital catarinense tem 58 casos confirmados de Covid-19. Em todo estado são 235 confirmações e duas mortes pelo coronavírus, conforme último balanço da Secretaria de Estado da Saúde divulgado na noite de terça. Nesta quarta-feira (1º) começou a vigorar um novo decreto, que prorrogou até 7 de abril a quarentena em Santa Catarina. Só nas primeiras horas de funcionamento do sofwtare foram enviadas 14 mil mensagens, segundo a Secretaria de Saúde municipal. As SMS só são enviadas caso haja confirmação de pessoas com Covid-19 na região. Não é necessário nenhum cadastro prévio. O envio da mensagem é automático, utilizando dados disponíveis em bases do próprio governo. Quatro empresas parceiras da prefeitura fizeram gratuitamente a ferramenta que deve ser ampliada para outras regiões.

Segundo a Gerência de Inteligência e Informação da Secretaria de Saúde de Florianópolis, o objetivo é que a população se resguarde, especialmente quem é considerado grupo de risco, e intensifique medidas de higienização. […]

O nome do doente e o endereço exato dele ficam em sigilo, não sendo possível saber quem é por meio das mensagens. “Conseguimos saber quem mora num raio de 200, 300, 500 metros dele. Nosso sistema faz todo esse processamento para poder definir quem mora nesse raio. Tendo esse raio, a gente tem o CPF da pessoa e busca em outras bases para conseguir o telefone e mandar essa mensagem”, explica o desenvolvedor Dennis Kerr Coelho.

A intenção é ampliar o envio de mensagens para outras regiões do estado e do país, mas não há confirmação de data, segundo Dennis Coelho.

Por enquanto, o envio de SMS funciona apenas com endereços fixos. Mas a prefeitura que monitorar os pacientes confirmados com coronavírus pelo GPS do celular. Quando o caso der positivo, será necessário assinar um termo para liberar o acesso dessa informação para o governo saber se a pessoa está cumprindo o isolamento e as regras para evitar a circulação do vírus. Segundo a prefeitura, essa etapa está em avaliação jurídica para poder funcionar. […]

(G1 Notícias)

Nota 1: Conforme já comentei neste vídeo, uso de drones para vigiar pessoas nas ruas e rastreio de celulares eram coisa de filme de ficção pouco tempo atrás. Ocorre que em época de crise os cidadãos amedrontados abrem mão da privacidade em troca de proteção. Vimos isso após o 11 de Setembro, e estamos vendo de novo agora, em uma escala ainda maior. Que tipos de rastreio serão feitos no futuro? Aguardemos…

Nota 2: Quanto ao descanso dominical, defendido pelo papa Francisco em sua encíclica Laudato Si como uma iniciativa capaz de reduzir o impacto das mudanças climáticas, é interessante ver como a ideia avança e vem sendo defendida por líderes como o prefeito da cidade de Guelp, no Canadá, que postou em seu Twitter o seguinte: “Apenas colocando isso para consideração: depois que chutarmos o Covid-19, sugiro que tudo seja fechado no domingo novamente, para que possamos apreciar o que realmente significa a importância de fazer uma pausa em nossas vidas ocupadas. Eu acho que nosso corpo, mente e alma nos agradeceriam.”

Quebec, também no Canadá, parece ter aderido à ideia: “Em seu briefing diário do Covid-19, na segunda-feira, o primeiro-ministro François Legault anunciou que quase todas as empresas essenciais em Quebec serão fechadas aos domingos a partir de abril. Apenas lojas de conveniência, postos de gasolina, farmácias e restaurantes com comida para viagem permanecerão abertos. Legault disse que isso dará a trabalhadores em serviços essenciais, que estão incrivelmente ocupados hoje em dia, uma pausa muito necessária” (fonte).

Como eu disse no vídeo que você pode ver abaixo, estamos vivendo um momento singular na história em que alguns ensaios parecem estar sendo feitos para uma ocasião futura. [MB]

“Domingo mais uma vez dia de repouso”

1Quando abrimos a nossa página no Facebook, logo nos deparamos com a frase: “No que você está pensando?” Neste exato momento estou pensando em aproveitar da melhor maneira possível o meu dia do tipo home office, e também pensando em quão bom é nosso Deus por nos avisar com milênios de antecedência sobre os principais eventos que ocorreriam antes da volta de Jesus. Se você pensa que agora estou me referindo à Covid-19 devo avisá-lo que não se trata disso apenas, mas, sim, do que pode acontecer depois dessa crise. Se é familiarizado com as profecias do livro de Daniel e do Apocalipse você vai entender melhor o que estou falando. Caso não conheça essas profecias bíblicas você precisa conhecê-las o mais rápido possível. Disso depende o seu futuro! Lá foi profetizado que um poder se levantaria após o Império Romano e alcançaria supremacia mundial por 1.260 anos seguidos. Depois, receberia um “golpe mortal” que faria com que perdesse grande parte do seu poder absoluto. Porém, exatamente antes da volta de Jesus esse poder, com a ajuda de outro poder (EUA), recuperaria a supremacia mundial, obrigando o mundo todo, por meio de leis civis, a obedecer a um mandamento religioso. E a Bíblia ainda revela que, seguindo esse mandamento religioso obrigatório, as pessoas estarão adorando esse poder, em vez de adorar a Deus que instituiu Seus próprios mandamentos.

Quase tudo já se cumpriu. Falta pouco para o restante se cumprir. O poder que exerceu supremacia mundial por 1.260 anos (538 a 1798 d.C.) foi o romanismo (Roma papal). Em 1798 d.C. as tropas francesas invadiram Roma, confiscaram suas terras e aprisionaram o papa Pio VI, acarretando um “golpe mortal” no poder absoluto do romanismo. Dessa data até hoje, Roma perdeu seu poder temporal, o poder que exercia sobre a consciência das pessoas por meio do poder civil. Mas, como a profecia revelou antecipadamente, esse poder recuperaria seu status de absolutismo antes da volta de Jesus com a ajuda de outro poder (EUA). E isso se tornaria sacramentado em definitivo quando os EUA (país protestante) estabelecessem uma lei obrigatória de caráter religioso para seus cidadãos. E o mundo inteiro viesse a copiar essa lei.

O mandamento religioso em questão trata-se da guarda do domingo. E quando as nações estabelecerem essa lei estarão prestando honra ao romanismo e devolvendo-lhe o poder absoluto perdido em 1798 d.C. Essa lei não terá a aprovação de Deus porque, na Bíblia, o mandamento diz para guardar o sábado do sétimo dia (Êx 20:8-11; Êx 31:17; Is 56:2-6; Ez 20:20; Lc 4:16; Lc 23:54-56; At 13:42-44) e não o domingo. O domingo é um sinal de autoridade do romanismo que mudou o dia de guarda por sua própria autoridade. Essa será a última crise sócio/econômica/religiosa pela qual o mundo vai passar. Todos poderão escolher de que lado ficarão. Ou adoram a Deus e guardam Seu mandamento, ou adoram ao romanismo e seguem sua tradição.

Depois de entender essas informações e suas implicações, observe o ponto em que já estamos. Hoje, um jornal do Canadá, da cidade de Kitchener, traz na sua capa o título: “Domingo mais uma vez dia de repouso”. E outras mídias também já têm defendido a guarda do Shabbat (os cristãos em geral leem “Domingo” no lugar de “Sábado do sétimo dia”). Tudo isso mostra que estamos nos aproximando da volta de Jesus. Espero que você esteja preparado! 

Sérgio Santeli é pastor e mestre em Teologia

Fontes: The Record, Watauga Democrat e Tablet

Um ensaio para o fim do mundo

coronaO que parecia tão distante e impossível de repente aconteceu. Cenários típicos de filmes apocalípticos e distópicos passaram a fazer parte do dia a dia das pessoas em todo o planeta. Somos praticamente obrigados a ficar em confinamento domiciliar. Nos supermercados, os consumidores mantêm-se distantes uns dos outros, vários usam máscaras, e em alguns lugares só podem entrar em grupos de dez ou vinte. Idosos não podem pôr os pés nas ruas. Aulas foram suspensas. As portas das lojas permanecem fechadas. Apenas os serviços essenciais ainda funcionam. Uma crise econômica sem precedentes vem sendo anunciada. No ar paira um clima de medo e insegurança. Quem poderia imaginar uma situação dessas poucos meses atrás?

É interessante analisar os efeitos dessa crise em duas frentes: (1) na igreja e (2) fora dela. No que diz respeito à Igreja Adventista, leal às autoridades constituídas (quando essa lealdade não fere nenhum princípio bíblico) e alinhada com as iniciativas promovidas pelo Ministério da Saúde, a decisão foi por manter as portas das igrejas fechadas até segunda ordem. A partir disso, um fenômeno interessante pôde ser observado: vários pastores e líderes da igreja passaram a utilizar a internet para alimentar suas “ovelhas”. Praticamente todos os dias há alguma live sendo realizada em alguma rede social. A TV Novo Tempo adaptou sua programação de sábado para aproximá-la dos serviços típicos desse dia nos templos. Chega a dar a impressão de que Deus permitiu a criação dessas tecnologias exatamente para este momento – uma nova “plenitude dos tempos” em que as pessoas podem ser facilmente alcançadas dentro de casa, por meio de um dispositivo eletrônico na palma da mão.

Talvez o efeito colateral mais positivo seja a saudade que os membros da igreja estão sentindo das reuniões presenciais. Em tempos normais, poucos param para pensar da bênção que é termos liberdade religiosa em nosso país e podermos nos reunir no templo no mínimo três vezes por semana. Privados dessa liberdade, muitos estão reavaliando sua atitude em relação aos cultos. Terminada a crise, aproveitemos para nos reunir como comunidade de crentes, enquanto ainda pudermos fazer isso. Atentemos ao apelo de Hebreus 10:25: “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia.” Sim, o dia da volta de Jesus se aproxima! Sim, antes disso perderemos nossa liberdade. Portanto, aproveitemos para nos fortalecer uns aos outros enquanto podemos.

Outro detalhe interessante é a sincronia das lições da Escola Sabatina com o momento que estamos vivendo. Acabamos de concluir mais um trimestre de estudos bíblicos durante o qual nos dedicamos a revisitar as profecias de Daniel. Em pleno confinamento, relemos o capítulo 12 de Daniel e reafirmamos nossa fé de que em breve Miguel, nosso Príncipe celestial, vai nos libertar do cativeiro deste mundo. Rever as impressionantes profecias apocalípticas neste momento histórico foi algo muito especial (assista ao vídeo que eu gravei sobre Daniel 12).

A lição do trimestre que acabou de começar tem como título “Como estudar as Escrituras”. Incrível! Neste momento em que a atenção das pessoas se volta para a Bíblia Sagrada, mais do que nunca se faz necessário estudá-la correta e responsavelmente, a fim de que sejam desmascaradas ideias mirabolantes como a de que um biochip seria a marca da besta ou a de que a igreja seria secretamente arrebatada antes da volta de Jesus, para mencionar apenas duas.

Precisamos conhecer bem as profecias e nos aprofundar no estudo do Livro Sagrado, a fim de dar às pessoas as respostas que elas precisam para ter esperança. Não é maravilhoso perceber que Deus já estava preparando as condições para isso? Que tal você aproveitar o confinamento para se dedicar ao estudo da Palavra de Deus? Que tal caprichar no estudo dessa nova Lição da Escola Sabatina? Darei minha contribuição para isso gravando pequenos vídeos semanais com um resumo do lição, os quais publicarei em meu canal no YouTube sempre às quintas-feiras. Não perca!

E quanto aos efeitos da crise fora da igreja? Bem, o primeiro deles eu apresentei no texto “Mundo precisa de um líder global e papa concede perdão universal”: a ideia de que o mundo precisa de um líder mundial para sair dessa situação desafiadora. Outra consequência que chama a atenção daqueles que estudam as profecias do Apocalipse é a perda gradual das liberdades individuais e a vigilância por parte das autoridades. De repente, em questão de dias, as pessoas não mais podem se reunir para cultuar, não podem andar em grupos; em algumas cidades drones vêm sendo usados para controlar isso (sem contar o rastreio por meio dos celulares), e mesmo chips poderão ser usados para monitorar doentes. Embora chips não sejam a marca da besta, eles certamente poderão ser usados para controle social, impedindo até transações comerciais e controlando a ida e a vinda das pessoas. Curiosamente, praticamente ninguém vai se opor a essa perda de liberdade e a esse monitoramento, porque a engenharia social tratou de alimentar o medo. E pessoas com medo cedem o controle da vida àqueles que supostamente podem salvá-las.

Mais um possível desdobramento: conforme sugere o jornal El País, resolvido o problema da pandemia, a humanidade estará cara a cara com outro grande problema: a crise financeira. Para sair desse buraco, as pessoas terão que trabalhar ainda mais, a fim de compensar o tempo parado. Como a pregação ecomênica de salvação da Terra está se agigantando (inclusive com evidências de que o confinamento ajuda a despoluir o meio ambiente), pelo menos um dia terá que ser reservado para um novo tipo de “confinamento” semanal, que será benéfico para a Terra e para as famílias. Nos outros dias será necessário trabalhar duro.

Cada vez mais tenho a impressão de que estamos passando por um ensaio para coisas maiores. Cada vez mais me convenço de que Deus está nos dando uma grande oportunidade de parar e refletir no que estamos fazendo com a nossa vida, no que é realmente prioritário e no quão frágeis são as estruturas criadas pelo ser humano. De um dia para o outro tudo o que consideramos tão importante acaba perdendo relevância. E o que sobra?

Em entrevista publicada no portal UOL, o historiador, professor universitário e escritor israelense Yuval Noah Harari (uma espécie de guru atual) disse: “As decisões que em tempos normais podem levar anos de deliberação são aprovadas em questão de horas. Tecnologias imaturas e até perigosas são colocadas em serviço porque os riscos de não fazer nada são maiores. Países inteiros servem como cobaias em experimentos sociais em larga escala. O que acontece quando todos trabalham em casa e se comunicam apenas à distância? O que acontece quando escolas e universidades inteiras ficam online? Em tempos normais, governos, empresas e conselhos educacionais nunca concordariam em realizar tais experimentos. Mas esses não são tempos normais.”

Sim, não são tempos normais… É tempo de erguer a cabeça porque nossa redenção se aproxima! (Lucas 21:28). É tempo de viver “neste presente século sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tito 2:12, 13).

Michelson Borges

Acompanhe a série de palestras em vídeo “Confinados: um planeta em quarentena” (clique aqui)

confinados

Mundo precisa de um líder global e papa concede perdão universal

pandemiaDeu no site da Veja [e meus comentários seguem entre colchetes]: “A economia global sofreu com quatro grandes rupturas da paz ao longo dos últimos cem anos. Primeiro, tivemos a Grande Depressão dos anos 1930, quando houve o congelamento dos créditos, a seca de investimentos e a queda do emprego. Depois, veio o choque do petróleo da década de 1970, quando a era da energia barata acabou abruptamente. Países acostumados a importar petróleo passaram por uma combinação inédita de estagnação econômica e inflação, enquanto os exportadores lutaram para encontrar formas produtivas para investir sua nova fortuna. Em terceiro lugar, veio a Grande Recessão de 2008, quando o estado completamente interconectado das finanças globais e do comércio mundial permitiu que o mercado aparentemente ascendente das hipotecas dos Estados Unidos se espalhasse pelas grandes economias do mundo. Agora, vem uma pandemia devastadora que só pode ser controlada por meio da suspensão das atividades econômicas e sociais das mais cotidianas. […] Descobrir como restaurar o emprego e o crescimento econômico deverão ser a prioridade assim que as exigências médicas diminuírem.”

[Portanto, o desafio daqui para a frente consistirá em (1) recuperar a economia mundial com muito trabalho e (2) preservar o meio ambiente, tendo como base as evidências de despoluição observadas nos dias de confinamento de milhões de pessoas durante a pandemia. O confinamento funciona, mas não se pode ficar tantos dias em casa. Então, que tal termos apenas um dia de “confinamento” por semana? Um dia sem emissões de carbono e com mais tempo para a família. Fácil, pois essa ideia já vem sendo defendida há anos pelos últimos papas, pelo Parlamento Europeu e outros.] […]

“A segunda lição mais importante é a de que não basta somente o esforço internacional. Essa cooperação mundial será efetiva apenas se houver um grande país que esteja disposto e for capaz de exercer uma liderança positiva nessa situação. Nos últimos 75 anos, esse país foi os Estados Unidos. As instituições globais pós-guerra foram criadas e financiadas sobretudo pelos Estados Unidos. Vale lembrar que a ascensão da economia global moderna e o rápido crescimento econômico pelos quais diversos países passaram nos anos 1950 e 1960 foram, em grande parte, resultado da liderança estadunidense. Para bem ou para mal e apesar do grande crescimento dos seus rivais do ponto de vista das finanças, a economia dos Estados Unidos permanece a maior do mundo, o dólar ainda é a moeda dominante para a economia mundial e o mercado de capitais do país ainda é considerado o mais essencial para as finanças globais. Nenhum outro país, nem mesmo a China, está na posição de destronar o país desse cargo, dessa liderança tão forte da qual o mundo veio a depender.”

[O autor desse texto é James Boughton, economista norte-americano que trabalhou por 31 anos – entre 1981 e 2012 – no Fundo Monetário Internacional (FMI) como historiador. Atualmente é membro do conselho de finanças internacionais do Centro de Inovação para Governança Internacional, do Canadá (CIGI). Mesmo sem qualquer viés profético-escatológico, Boughton deixa claro o que os conhecedores das profecias deveriam saber de cor e salteado: os Estados Unidos até o fim da história serão protagonistas nos aspectos cultural, econômico e militar. Eles constituem a segunda besta do Apocalipse 13, besta essa que apoiará a primeira besta (papado), e que no fim “falará como dragão”, violando as liberdades individuais e se intrometendo em assuntos de adoração – como o dia que as pessoas escolhem para adorar a Deus, por exemplo.]

[Boughton diz mais:] “A não ser que o governo dos Estados Unidos assuma a responsabilidade de coordenar uma resposta global, a recuperação de um choque econômico grande como aquele pelo qual passamos será, no melhor dos casos, caótica. O efeito deprimente dessa pandemia na economia e saúde mundial poderá, nesse caso, persistir por anos.”

[Enquanto o mundo se preocupa com a crise financeira vindoura e com os efeitos caóticos da pandemia, outro líder assume o protagonismo religioso e chama a atenção ao conceder a “indulgência plenária” aos acometidos pelo coronavírus. Ontem o papa realizou uma cerimônia religiosa transmitida ao vivo acompanhado por apenas outro religioso, na praça de São Pedro surreal e totalmente deserta. A atitude inédita permitiu que mais de 1,3 bilhão de católicos obtivessem (segundo a crença deles) o perdão de seus pecados, em meio a medidas de confinamento que afetam mais de três bilhões de pessoas. Durante a cerimônia, o papa concedeu a bênção “Urbi et Orbi” (à cidade e ao mundo) a todos os fiéis.]

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[Segundo matéria publicada no G1], “na oração, o papa ressaltou a avidez pelo lucro, que fez com que muitos não despertassem face a guerras e injustiças planetárias. ‘Não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo’, disse. ‘Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: ‘Acorda, Senhor!’, rezou.”

[Era esperado que o ecossocialista papa Francisco conectasse a saúde da Terra com as mazelas que atingem principalmente os pobres. Esse discurso, já visto no Sínodo da Amazônia, só tende a ganhar força.]

[Depois de proferir um belo sermão em que compara o mundo em crise com o barco dos discípulos açoitado pela tempestade, o papa concluiu com estas palavras:] “‘Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?’ Queridos irmãos e irmãs, deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus.” [E concedeu perdão a todos.]

[Com todo o respeito aos amigos e irmãos católicos, mas a Bíblia é clara: “Quem pode perdoar os pecados senão Deus?” (Marcos 2:7). A prerrogativa de perdoar pecados pertence unicamente a Deus. Homens pecadores que assumem esse papel cometem blasfêmia e se colocam no lugar do próprio Cristo.]

[Mas voltemos ao tema principal deste post: o protagonismo das duas bestas e a convergência de ideias causada pela crise e pelo medo. No fim do ano passado, Francisco disse que precisamos pedir perdão à Terra, e antes disso disse que o domingo é dia de fazer as pazes com a vida. A crise atual e outras que virão darão grande força a essas ideias. – MB.]

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