Donald Trump, as profecias e o perigo da fé especulativa

[No dia 19 de novembro de 2016, publiquei o texto abaixo em meu blog criacionismo.com.br. Quatro anos depois, a essência dele continua atual e válida:]

Eu estava fazendo uma série de pregações em Genebra, na Suíça, quando vi pelo noticiário televisivo o resultado das eleições norte-americanas. Contra as previsões da mídia, Donald Trump havia vencido. No dia seguinte, o bilionário era capa de praticamente todos os jornais. A filha pequena do casal que estava me hospedando perguntou ao pai dela: “Por que tanto interesse nesse homem?” E ele respondeu de maneira simples e direta: “Porque Trump agora é o presidente eleito do país mais importante do mundo. O que os Estados Unidos fazem tem reflexos aqui na Suíça e em toda parte do mundo.” E é verdade. A escolha de um presidente na terra do Tio Sam desperta expectativas e temores nas áreas econômica, diplomática, militar e, claro, escatológica. Tão logo o resultado das eleições se tornou conhecido, os especuladores e “profetas” de plantão se puseram a trabalhar. Perdeu a Hilary apoiadora do aborto e do “casamento” gay; venceu o boquirroto xenofóbico ultranacionalista. O que esperar do futuro, agora? Que implicações proféticas haveria nisso tudo?

Logo houve quem resgatasse uma postagem aqui do blog, de 2013, segundo a qual Trump respeita seus empregados guardadores do sábado (confira). E eu divulguei em seguida o fato de que a filha do magnata é judia e guardadora do sétimo dia (confira). Seria isso um alívio? Representaria um retardamento no calendário profético? Liberdade religiosa garantida? Pode ser tudo isso e nada disso.

Na mesma semana da eleição, recebi um e-mail interessante, um tanto numerológico. Veja só: “Donald Trump venceu as eleições e será o primeiro presidente a prestar juramentos aos 70 anos, sete meses e sete dias de vida. Será o primeiro presidente pró-Israel a governar durante a quinta década (50 anos) da tomada do Monte do Templo e do Muro das Lamentações em Jerusalém. Será o primeiro presidente a celebrar o 70º aniversário da anexação de Jerusalém como capital de Israel. Cinco décadas da conquista do Monte. Sete décadas da vida de Trump. Sete meses desde seu último aniversário; 5777 do ano hebraico atual. Trump se torna o presidente americano de número 45. Isaías 45: ‘O Senhor chama o rei Ciro de Seu ungido.’ O rei Ciro da Pérsia autoriza Esdras e Neemias a reedificar o muro e a cidade de Jerusalém. O rei Ciro permite que os Israelitas edifiquem o segundo templo. Ele abençoa em extremo o povo de Deus. Palavras chaves: muro, cidade e templo. O três pilares da plataforma política de Trump: (1) edificar um muro; (2) reconstruir cidades; (3) restabelecer a liberdade religiosa. A palavra ‘trump’, em inglês, quer dizer ‘sonido da trombeta’. Sabe o que tudo isso significa? Absolutamente nada. Quer saber de profecias? Estude a Bíblia e esqueça essas bobagens.”

Mércia Verônica escreveu também: “Ainda nem houve posse nos Estados Unidos e os arautos começaram a tocar as trombetas do cumprimento profético. Na sequência, o alívio: ‘Ufa, ele é simpático com os sabatistas!’ Vamos refrescar a memória? A simpatia de Nabucodonosor pelos jovens hebreus não evitou a fornalha. A simpatia do rei por Daniel não o livrou dos leões, porque as circunstâncias, forjadas ou não, tornaram o fogo e a cova dos felinos inevitáveis. A simpatia de Trump com o povo do sábado nos deixa aliviados com um ‘ufa, não foi desta vez’? Sejamos coerentes! As profecias irão se cumprir no tempo, a despeito de quem esteja encabeçando a superpotência mundial. Poderia ser o Carson, e isso não retardaria ou impediria o plano divino, pois o tempo é dEle e não nosso. Nosso papel é voltar as forças para o preparo e não à especulação. À busca de estarmos prontos e não ficarmos na janela olhando para sair correndo quando o horizonte mudar de cor. Sejamos sóbrios, vigilantes e estejamos prontos, pois ‘quem há de vir virá’, seja com Trump ou sem ele.”

O que precisamos fazer neste tempo de aparente bonança é aprofundar nossa relação com Deus e nosso conhecimento da Bíblia Sagrada, especificamente das profecias escatológicas. Foi essa a preocupação de Paulo, quando escreveu a carta aos Hebreus (confira). Ele não queria que os cristãos fossem vencidos pela rotina e desanimassem em sua jornada de fé. Desejava que mantivessem uma experiência profunda com Deus.

Quando nossa experiência cristã depende de injeções de ânimo baseadas em sensacionalismos passageiros e teorias mirabolantes – como a do “chip marca da besta” (que, na verdade, como disse alguém, é a marca das bestas que não estudam a Bíblia) ou a tese de que o mundo vai acabar após seis mil anos de pecado –, a tendência é que, passada a empolgação do momento, tudo volte ao “normal”, à típica mornidão laodiceana.

Mantenhamos firme nossa esperança na volta de Jesus, testemunhando do amor de Deus pela humanidade caída e falando desse futuro maravilhoso que nos aguarda – sem fanatismos, especulações infundadas e inverdades que só servem para ofuscar a mensagem bíblica e os atrativos do evangelho.

Michelson Borges

Entre o vermelho e o púrpura

Necessitamos de um sólido conhecimento das verdades Bíblicas, afinal, nunca antes na História carecemos tanto da “lâmpada para os [nossos] pés”

besta 2

Durante 1.260 anos (de 538 a 1798), a Igreja Romana teve autoridade para perseguir, prender e até matar. Foi um período extremamente difícil para aqueles que desejavam se manter fiéis às verdades bíblicas e longe dos dogmas humanos. Em Daniel capítulos 7 e 8, esse poder perseguidor é descrito como a “ponta (chifre) pequena” que tentou mudar a lei de Deus, deturpou a verdade do santuário e perseguiu os fiéis. Em Apocalipse 13, esse mesmo poder é descrito como uma besta simbólica que emerge do mar (povos), sofre uma ferida mortal, se recupera, conquista admiração e recebe finalmente o apoio da besta da terra (os Estados Unidos). Em Apocalipse 17, o símbolo é uma prostituta vestida de púrpura e escarlate. Aquele tempo de perseguição (também descrito como três anos e meio ou 42 meses, o que equivale aos mesmos 1.260 anos) um dia terá sua “segunda edição”, quando a marca da autoridade dessa besta/ponta pequena for imposta à humanidade (para mais informações, assista aos vídeos desta playlist).

Bestas são instrumentos usados por Satanás para levar avante seus intentos. São suas marionetes no grande conflito. Além das bestas do mar (papado) e da terra (Estados Unidos), o inimigo se valeu também da besta do abismo de Apocalipse 11. Ali é descrito um poder relacionado com ateísmo e sodomia/licenciosidade (veja os vídeos abaixo para entender melhor o assunto). A França revolucionária é identificada por esse símbolo, e o capítulo chega a mencionar o mesmo período de 1.260 anos durante os quais a Bíblia (as duas testemunhas) teve que “profetizar vestida de pano de saco” (luto, humilhação). A relação entre os capítulos 11 e 13 de Apocalipse (além de Daniel 7 e 8) fica muito clara aos olhos do leitor atento.

Política e sociologicamente, a Revolução Francesa trouxe benefícios à humanidade, mas no aspecto religioso (focalizado pela profecia) foi uma tragédia. A partir dessa revolução, o ateísmo ganhou novo fôlego. A Bíblia Sagrada passou a ser questionada. Ideologias naturalistas como o darwinismo e o marxismo conquistaram terreno. Os “ecos” dessa revolução reverberam ainda hoje, com vernizes culturais.

A besta do abismo continua urrando por meio da militância progressista anticultura judaico-cristã. No afã de destruir ou, pelo menos, anular/enfraquecer os valores bíblicos e a boa escatologia (que desmascara Satanás), o progressismo vermelho sequestra pautas e movimentos como o feminismo, o antirracismo, LGBT e outros. Usando essas causas como ponta de lança, a besta do abismo conquista mais e mais terreno, de maneira sub-reptícia, disfarçada. Assim, ela empurra o pêndulo para um extremo; estica a corda do arco até seu limite. E prepara o caminho para o retorno triunfal da besta preferida de Satanás: a do mar. A besta-flecha que causará o estrago final.

Na resistência aos progressismos e ao chamado marxismo cultural, estão pensadores totalmente alinhados com as ideias e os propósitos do catolicismo histórico. Ao reagir contra o poder da besta do abismo, muitos estão caindo no colo da besta do mar, que dentro de pouco tempo terá o apoio da besta da terra. Estão entre a foice e a falsa cruz. Entre o vermelho (ideologias revolucionárias) e o púrpura (romanismo). Para todos os fins, os propósitos do estrategista-mor por trás das bestas acabam sendo cumpridos, de uma forma ou de outra. As bestas de Apocalipse 13 representam um alinhamento político-religioso cada vez mais fortalecido como reação à influência da besta do abismo. Só que, no fim das contas, haverá, nas palavras de Ellen White, um “laço de união universal”. A polarização dará lugar a uma breve concordância geral (ECOmenismo?).

Nesse turbilhão de influências e interesses, como deve se comportar o povo e Deus? Antes de responder, vou resumir tudo para deixar claro:

1. A besta do mar/ponta pequena vem atuando ao longo da História como instrumento de Satanás para distorcer as verdades bíblicas e afastar as pessoas do verdadeiro Salvador e de Sua obra no santuário celestial.

2. Quando a besta do mar foi ferida de morte, Satanás passou a usar a besta do abismo para avançar ainda mais sua agenda destruidora. O que o papado começou, a Revolução Francesa concluiu: o primeiro distorceu a Bíblia e a tornou inacessível; a segunda destruiu a Bíblia e promoveu a descrença.

3. Depois de algum tempo, a ferida mortal da besta do mar começou a ser curada (processo ainda não concluído). Paralelamente, as ideologias nascidas e/ou fortalecidas na França revolucionária continuaram e continuam causando estragos no mundo (teologias políticas/marxistas, evolucionismo teísta, progressismo, revisionismos, relativismo, etc.). E assim Satanás vem atuando em duas frentes, mais ou menos como aquelas empresas donas de duas marcas que promovem uma falsa competição comercial.

4. Indignados com as barbaridades do pensamento esquerdista (aliás, esquerda e direita também são filhas da Revolução), muitos estão correndo para os braços da direita religiosa, com sua religião aparentemente cristã, mas fundada em dogmas como o da pretensa santidade do domingo e da imortalidade da alma, por exemplo (os dois grandes erros: aqui e aqui). Uma religião que desembocará na união das bestas do mar e da terra, com a consequente perseguição dos que não aceitarem as imposições do Estado unido à igreja (sendo o decreto dominical uma dessas imposições). Estão correndo do vermelho para ser abocanhados pelo púrpura.

Nesse turbilhão de influências e interesses, como deve se comportar o povo e Deus? Simples: não se alinhar com poderes nem da direita nem da esquerda, afinal, somos do Alto. Não abraçar ideologias humanas travestidas de cristianismo. Não ceder às pressões sociais nem às religiosas que finalmente os levariam para longe da Palavra de Deus. Precisamos de um sólido conhecimento das profecias a fim de navegar seguros nessas águas agitadas. Necessitamos de um sólido conhecimento das verdades Bíblicas, afinal, nunca antes na História carecemos tanto da “lâmpada para os [nossos] pés” (Salmo 119:105).

(Michelson Borges é pastor e jornalista)

Doria diz que vacina contra covid-19 será obrigatória em SP se for aprovada

Ensaios para o futuro que virá?

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse hoje que a vacinação contra a covid-19 será obrigatória em todo o estado se for aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Doria já vinha repetindo nas últimas semanas que achava correta a obrigatoriedade, mas ainda não tinha anunciado a medida. Segundo o governador, apenas pessoas com atestado médico serão liberadas de receber o imunizante. Doria também voltou a atacar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), acusando-o de “politizar” a vacina. Os ataques vêm diante da ameaça da falta de acordo entre o governo paulista e o Ministério da Saúde para que a CoronaVac, vacina desenvolvida e testada pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, possa ser distribuída em outros estados pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A definição, segundo Doria, se dará em uma reunião na próxima quarta-feira (21).

A ideia do governo paulista é ter a CoronaVac aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a tempo de começar a vacinação de profissionais da saúde já em dezembro no estado. Os testes devem ser finalizados neste final de semana e os resultados serão entregues à agência na segunda-feira.

“Em São Paulo será obrigatório, exceto quem tenha orientação médica e atestado que não pode tomar. E adotaremos medidas legais se houver contrariedade nesse sentido”, afirmou Doria durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

O governador paulista ainda mantém a esperança de que o imunizante do Butantan possa ser distribuído nacionalmente. Para isso, Doria participará presencialmente de uma reunião decisiva na semana que vem, em Brasília, com o ministro da Saúde Eduardo Pazuello. O governador também promete se reunir com o diretor da Anvisa, Antônio Barra, no mesmo dia 21.

“O que São Paulo deseja é compartilhar vacina do Butantan para que outros estados possam vacinar. São Paulo vai vacinar. Já garanti que os 45 milhões de brasileiros em São Paulo serão vacinados”, afirmou Doria, lembrando as 46 milhões de doses da CoronaVac prometidas até dezembro. […]

(UOL)

Nota: Não vou discutir aqui a vacinação em si, assunto bastante controvertido e que ainda precisa ser mais discutido. A atitude do governo me fez lembrar de algo que Roger Scruton diz em seu livro Filosofia Verde: “Alarmes transformam problemas em emergências, levando o andamento normal e diário da política a uma interrupção abrupta. Diante de uma emergência, preparamo-nos para obedecer, seguir líderes e nos proteger. As pessoas que cobiçam políticas centralizadoras, de cima para baixo, têm as emergências em alta conta” (p. 39, 40).

Amazon testa pagamentos com a palma da mão nos EUA

Daqui a pouco alguns já vão dizer que é a nova marca da besta

palma

A Amazon anunciou na terça-feira (29) que realizará testes de uma tecnologia de biometria para autenticar pagamentos usando a palma da mão. Chamado de “Amazon One”, o sistema irá identificar um cliente e os dados de cartão de crédito no momento em que a pessoa posicionar a mão sobre uma estação com câmera. A novidade estará nas lojas físicas da empresa em Seattle, nos EUA, que já contam com sistemas de pagamento que dispensam caixas. O dispositivo poderá ser usado pelas pessoas que não quiserem colocar as compras no carrinho automatizado ou não tiver o app da loja.

Quem optar pela autenticação da palma da mão não precisa ter uma conta na Amazon: ao chegar à loja, é necessário fazer o cadastro da palma da mão em um dos aparelhos, inserir o cartão de crédito e associar número de telefone.

Esses dados podem ser apagados no site do Amazon One. A companhia defende que a palma da mão traz mais benefícios de privacidade em relação a outras tecnologias como o reconhecimento facial, embora precise construir um banco de dados com informações de clientes. […]

Segundo a empresa, esse tipo de autenticação biométrica é segura, já que cada pessoa tem características únicas na mão que formam uma espécie de “assinatura digital”.

A Amazon vai expandir os testes em mais de suas lojas nos próximos meses, mas planeja oferecer essa nova autenticação em outros setores.

O sistema pode ser utilizado para substituir ingressos em shows e estádios ou crachás de acessos em empresas, por exemplo.

(G1 notícias)

Nota: Nos anos 1990, estudiosos superficiais das profecias diziam que a marca da basta era o código de barras. Depois vieram os aventureiros escatológicos afirmando que era a marca é o biochip implantando na mão (detalhe: esquerda ou direita). Agora imagine se a tecnologia da Amazon se popularizar e a mão usada for a direita. Esse pessoal irá à loucura, esquecendo o que eles mesmos disseram sobre o assunto no passado. É o tipo de coisa que apenas lança uma cortina de fumaça sobre a identidade da besta e da verdadeira marca dela. Satanás se diverte com isso. Assista aos vídeos abaixo e descubra qual é a verdadeira marca da besta. [MB]

Proposta acaba com uso de moedas e cédulas e exige conta bancária para todos

dinheiro

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 214/20 define critérios para emissão e circulação de papel-moeda no Brasil e regras sobre saques de dinheiro em espécie, transferências e pagamentos. O texto em tramitação na Câmara dos Deputados exige que todos tenham conta bancária e suas transações sejam registradas por meio do CPF ou do CNPJ. Conforme a proposta, após a entrada em vigor da futura norma, poderão existir apenas moedas de 5, 10, 25 e 50 centavos e de R$ 1, e cédulas de R$ 2, R$ 5, R$ 10 e R$ 20. Passados 24 meses, a circulação de moedas e cédulas será proibida – as pessoas terão de depositar o dinheiro nos bancos, pagando um tipo de “pedágio” (35%) sobre o total. O valor arrecadado com o pedágio será repassado ao Banco Central.

“O dinheiro tem de ser virtual”, afirma o autor do projeto, deputado Paulo Ramos (PDT-RJ). Para ele, isso evitará o acúmulo de fortunas com dinheiro em espécie, o comércio de drogas e o contrabando de mercadorias e armas, permitindo ainda maior controle sobre os recursos públicos e sobre a arrecadação de tributos.

(Direito News)

Nota do pastor Sérgio Santeli: “O Apocalipse nos mostra que aqueles que não aceitarem a marca da besta (veja aqui e aqui) serão impedidos de comercializar. Tal situação só será possível se houver um controle da movimentação financeira. E parece que o sistema já está sendo preparado para isso.”

“Como fiéis atalaias, devemos dar o aviso ao ver que vem a espada, para que homens e mulheres, pela ignorância, não sigam um rumo que evitariam se conhecessem a verdade” (Ellen White, Eventos Finais, p. 127).

Para Bill Gates, mudança climática pode ser pior que a pandemia

Bill Gates já se provou ser um grande aliado na luta contra o coronavírus. Após doar mais de US$ 750 milhões no desenvolvimento de uma vacina, o fundador da Microsoft voltou a alertar para um problema que pode ser ainda maior que a pandemia atual: a crise climática. Segundo informou em seu blog Gates Notes, os danos causados pelas mudanças no clima na próxima década serão ainda piores. 

Ele alerta que, mesmo enquanto o mundo batalha para combater a Covid-19, os esforços da humanidade também deveriam estar voltados a diminuir as emissões de gases de efeito estufa. […] Para ele, entender os danos de uma mudança climática é como imaginar os efeitos do coronavírus por um período maior. […]

Além de doar mais de US$ 720 milhões para a produção de, pelo menos, sete vacinas, Gates vem fazendo sérias críticas aos negacionistas e às teorias da conspiração. […]

(Olhar Digital)

Leia mais: “UN report: Covid crisis does little to slow climate change”

Jesuítas e franciscanos se unem na “revolução Laudato Si”

Inspirados pela encíclica Laudato Si do papa Francisco, pelo Documento Final do Sínodo Panamazônico e pela Exortação Pós-Sinodal “Querida Amazônia”, franciscanos/as e jesuítas presentes no Brasil decidiram unir-se para empreender reflexões e ações voltadas à luta pela justiça socioambiental, contra toda forma de exploração e desigualdade socioeconômica, contra toda expressão de racismo e em defesa dos povos indígenas e da democracia. 

A união de franciscanos/as e jesuítas insere-se em um movimento internacional – a “Laudato Si Revolution” – e reveste-se de um grande simbolismo, por aproximar os carismas e as forças dos dois grandes santos fundadores – Francisco e Inácio – que se refletem na imagem do papa Francisco que personifica os dois, enquanto jesuíta escolhendo o nome de Francisco. Tal união propõe uma “revolução” que incorpora uma profunda mudança de paradigma no relacionamento com a Terra, nossa “casa comum”; em defesa dos pobres e excluídos, concebendo-os como interlocutores e não apenas destinatários; em defesa dos povos indígenas e outras minorias; e, enfim, em defesa da democracia e contra todo tipo de autoritarismo.

Para marcar o lançamento dessa união entre franciscanos/as e jesuítas, será realizado um “webnário” no dia 30 de setembro, às 20 horas, com a presença do teólogo Leonardo Boff e da teóloga Maria Clara Bingemer, que apresentarão, alicerçados, respectivamente, na espiritualidade franciscana e inaciana, os fundamentos inspiradores desse encontro simbólico entre as duas tradições. A mediação será da antropóloga Moema Miranda, assessora da Comissão Especial de Ecologia Integral e Mineração da CNBB e da Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM-Brasil. […]

Para os idealizadores da união entre franciscanos/as e jesuítas, a “Revolução Laudato Si” está alinhada em dois caminhos vigorosos movidos por duas espiritualidades que são intensamente convergentes. “Desde o Santo de Assis e o Santo de Loyola, até nossos dias, existe algo de muito profundo que interconecta esses dois caminhos e as práticas que lhes são inerentes, em um natural enriquecimento mútuo. A família inaciana e a família franciscana se percebem unidas, especialmente no cuidado com os dons da criação, com a casa comum e com a construção de relações justas e respeitosas”, explicam.

À frente da organização da Revolução Laudato Si Brasil estão o Serviço Interfranciscano de Justiça, Paz e Ecologia da Conferência da Família Franciscana no Brasil (Sinfrajupe), o Observatório Luciano Mendes de Almeida (OLMA), articulador da Rede de Justiça Socioambiental dos Jesuítas, e o Movimento Católico Global pelo Clima. São parceiros o programa MAGIS Brasil e a Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE). […]

A coragem de nossos Santos fundadores nos intima para nos alinharmos juntos e abraçados nesta mesma missão revolucionária. Que Cristo, nosso Irmão Maior e Companheiro, ilumine nossos caminhos e nos faça crescer no amor, fé e esperança! Que sintamos em profundidade Deus em todas as coisas e sejamos permanentes construtores da paz e do bem.

(Vatican News)

Nota: Essa “revolução” só tende a crescer, ainda mais com a união entre franciscanos e (claro) jesuítas, e acabará levando a uma imposição aparentemente benéfica à maioria e ao planeta. [MB]

Clique aqui para entender melhor esse assunto.

Papa Francisco: um tempo para repousar

O dia 1o de setembro assinala, para a família cristã, o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação; e com ele se abre o Tempo da Criação que se conclui no dia 4 de outubro, memória de São Francisco de Assis. Durante esse período, os cristãos renovam em todo o mundo a fé em Deus criador e unem-se de maneira especial na oração e na ação pela preservação da casa comum. Inaugurando esse Tempo da Criação, foi divulgada a mensagem do papa Francisco, cujo tema é “Jubileu pela Terra”, tendo em vista que se celebra precisamente neste ano o quinquagésimo aniversário do Dia da Terra. Na Sagrada Escritura, recorda o Pontífice, o Jubileu é um tempo sagrado para recordar, regressar, repousar, restaurar e rejubilar. Para Francisco, é preciso recordar a vocação primordial da criação: ser e prosperar como comunidade de amor. Isso remete a um dos ensinamentos da Laudato Si: tudo está interligado e “o cuidado autêntico da nossa própria vida e das nossas relações com a natureza é inseparável da fraternidade, da justiça e da fidelidade aos outros” (LS, 70).

Todavia, constata o Pontífice, quebramos os laços que nos uniam ao Criador, aos outros seres humanos e ao resto da criação. […]

O convite de Francisco é ouvir o pulsar da criação: “A desintegração da biodiversidade, o aumento vertiginoso de catástrofes climáticas, o impacto desproporcionado que tem a pandemia atual sobre os mais pobres e frágeis são sinais de alarme perante a avidez desenfreada do consumo.”

A terra é lugar de oração e meditação, algo que podemos aprender especialmente dos irmãos e irmãs indígenas.

Deus, na sua sabedoria, reservou o dia de sábado para que a terra e os seus habitantes pudessem descansar e restaurar-se. Hoje, porém, não oferecemos esse descanso ao planeta com ciclo incessante de produção. A pandemia atual nos deu a possibilidade de constatar que a Terra consegue se recuperar se a deixarmos descansar: o ar tornou-se mais puro, as águas mais transparentes, as espécies animais voltaram para muitos lugares de onde tinham desaparecido.

Portanto, a pandemia nos levou a uma encruzilhada: “Devemos aproveitar este momento decisivo para acabar com atividades e objetivos supérfluos e destrutivos, e cultivar valores, vínculos e projetos criadores.” […] De igual modo, prossegue Francisco, é preciso restaurar a terra e restabelecer o equilíbrio climático para manter o aumento da temperatura média global abaixo do limite de 1,5 grau centígrado. […]

Outro motivo de alegria é o Ano especial de aniversário da Laudato Si e o fortalecimento da consciência ecumênica para a salvaguarda da criação. […]

(Vatican News)

O Espírito Santo e os eventos finais

Pandemias, mudanças climáticas e o decreto dominical

causa-pandemiaSegundo os líderes da Organização das Nações Unidas (ONU), da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do WWF International, a causa das pandemias é nossa destruição da natureza. O comércio ilegal e insustentável de vida selvagem, a devastação de florestas e outros habitats naturais e a intensificação da produção agrícola e pecuária são os fatores por trás do número crescente de doenças pulando de animais para seres humanos e levando a epidemias mundiais. Essa declaração está de acordo com a fala de diversos cientistas, como o proeminente biólogo americano Thomas Lovejoy, que afirmou recentemente que nossa intrusão excessiva na natureza é a principal culpada pela pandemia atual de coronavírus.

“Vimos muitas doenças surgirem ao longo dos anos, como Zika, AIDS, SARS e Ebola, e todas elas se originaram de populações de animais sob condições de severas pressões ambientais”, afirmaram Elizabeth Maruma Mrema, chefe de diversidade biológica da ONU, Maria Neira, diretora de meio ambiente e saúde da OMS, e Marco Lambertini, chefe da WWF International.

De acordo com um relatório da WWF, 60 a 70% das novas doenças surgidas desde 1990 vieram da vida selvagem. No mesmo período, 178 milhões de hectares de floresta foram desmatados, o equivalente a mais de sete vezes a área do Reino Unido.

Os especialistas alertam que o cenário atual deve servir de lição para mudarmos nossa postura por uma mais amigável ao meio ambiente. Caso contrário, novos surtos fatais provavelmente irão ocorrer.

“A Covid-19 não passa de um sinal de SOS para o empreendimento humano. O pensamento econômico atual não reconhece que a riqueza humana depende da saúde da natureza”, disseram Inger Andersen, chefe de meio ambiente da ONU e Partha Dasgupta, importante economista e professor da Universidade de Cambridge (Reino Unido). “O risco de uma nova doença [saltando da vida selvagem para seres humanos] emergir no futuro é maior do que nunca, com o potencial de causar estragos na saúde, nas economias e na segurança global”, complementou o relatório da WWF.

A solução, segundo esses líderes, é apostar em uma recuperação verde e saudável da atual pandemia de coronavírus. “Acordos comerciais pós-Brexit que não protegerem a natureza deixariam a Grã-Bretanha cúmplice em aumentar o risco da próxima pandemia”, afirmou o chefe da WWF no Reino Unido. Porém, o que temos visto é justamente o contrário. Do Grande Mekong a Amazônia a Madagascar, relatórios alarmantes de aumento da caça furtiva, extração ilegal de madeira e incêndios florestais têm surgido, enquanto muitos países autorizam retrocessos ambientais e cortes no financiamento para a conservação da natureza.

Mrema, Neira e Lambertini argumentam que “devemos abraçar uma recuperação justa e verde e dar início a uma transformação mais ampla em direção a um modelo que valoriza a natureza como base de uma sociedade saudável”. Não fazer isso em nome de poupar dinheiro, negligenciando proteção ambiental, sistemas de saúde e redes de segurança social, já se provou ser uma economia falsa. “A conta será paga muitas vezes”, disseram.

Para melhorarmos nossas chances, os especialistas pedem que todos os governos introduzam e fiscalizem leis para eliminar a destruição da natureza nas cadeias de suprimentos. Já o público pode tornar suas dietas mais sustentáveis. Por exemplo, carne, óleo de palma e soja estão entre os produtos frequentemente ligados ao desmatamento. No geral, evitar carne e laticínios é uma das melhores formas de reduzir nosso impacto ambiental no planeta.

[E em breve a proposta papal para amenizar o impacto ambiental humano será cada vez mais pauta do dia: o descanso dominical.]

(The Guardian, via Hypescience)