Movimento político a favor do descanso dominical comemora jubileu

Articulista de jornal do interior de São Paulo chega perto da verdade que muitos cristãos ignoram

Constantino

Sonntagsschutz ( Domingo livre) é um movimento com bases fortes na Alemanha, Países Baixos e Áustria, mas está por toda a Europa através de entidades, defesas políticas e sindicatos trabalhistas. No próximo dia 3 de março [ontem], todas as entidades envolvidas na Aliança Domingo Livre vão comemorar o jubileu de 1.700 anos da promulgação do édito de Flavius Valerius Constantinus (Constantino; foto ao lado), imperador romano que estabeleceu o Domingo como dia de descanso estatal. Erwin Helmer, teólogo que atua como um tipo de “sindicalista eclesiástico”, é co-fundador da Alliance for Free Sunday e da Sunday Alliance in Bavaria (2006), que hoje reúne 51 grupos regionais que se estendem até o European Sunday Alliance. As declarações de Helmer são contundentes [na direção do] propósito de estabelecer um descanso dominical: tornar o domingo um dia de descanso obrigatório através de leis trabalhistas.

O evento comemorativo do jubileu vai trazer aos holofotes uma estrutura que está organizada e operando nos bastidores “esquecidos” da grande mídia há uma década e que ao longo do tempo conquistou vitórias significativas, embora discretas, e extremamente importantes no campo jurídico trabalhista para num breve futuro países passarem a adotar o dia de descanso dominical por força de lei. Provavelmente, essa comemoração vai ser motor propulsor para iniciar outra fase de sensibilização de outros grupos de pessoas.

European Sunday Alliance está empenhada em mudar a consciência das pessoas a sobre o valor do domingo, como é hoje, para um domingo/shabbat. A European Sunday Alliance atua de forma política nos países do bloco através de uma rede de alianças dominicais nacionais, formadas por sindicatos, organizações da sociedade civil liderados por comunidades católicas que têm adesão de protestantes/evangélicos. Sem trabalho e sem consumo dos recursos naturais em nome da Mãe Terra.

Pelo site e publicações, é possível identificar os maiores agentes da Sunday Alliance: comunidades religiosas através de suas pastorais que se conectam a sindicatos e parlamentares europeus, e ordens religiosa como, por exemplo, a Companhia de Jesus, ordem do papa Francisco. Essas entidades costuram de forma discreta o descanso dominical obrigatório, sem o interesse providencial da grande mídia. Conquistaram espaço, conexões e aparentes pequenas vitórias que sinalizam em direção à grande conquista.

Aprovações de leis trabalhistas locais pipocam na Alemanha e em [outros] países da Europa, em âmbito municipal. Várias decisões judiciais e negociações trabalhistas com atuação de sindicatos e entidades pastorais foram conquistadas. Muitas passam a compor um corpo jurídico de precedente que poderá servir de exemplo.

No Brasil , se iniciou um braço do movimento em pequenas cidades também apoiado pelas pastorais e sindicatos . Mas o movimento está em estado dormente não está fora de intenções futuras, assim com as Blue Laws nos USA. Veja os videos abaixo.

OS ARGUMENTOS

Há três frentes de discurso: a primeira, de base religiosa liderada pelo Vaticano e já com o apoio de protestantes, consenso através do “ecumenismo religioso”, que une católicos e protestantes em pontos doutrinários que lhe são comuns, no caso, para a maioria, o santo [sic] domingo.

A segunda linha é o apelo pela necessidade e importância do descanso para o equilíbrio do indivíduo, das famílias. Irrefutável. Mas isso já é sabido, só não é praticado por todos. Agrega-se o parecer de médicos, psicólogos e toda uma mobilização acadêmica para sustentar com força a opinião pública. De fato, o descanso é necessário ao homem, mas a imposição de dia e hora por governos implica interferir em outros aspectos da vida do indivíduo.

A terceira linha e de maior peso político é a relação que o movimento faz com o ambientalismo e o mundo sustentável dos tecnocratas: o descanso no uso dos recursos naturais da Terra. Esse argumento supera em força persuasiva os dois primeiros argumentos; é quase unânime o pensamento de que a necessidade humana individual é responsável pela extinção planetária e as aflições da psique coletiva. A grande liderança em torno do argumento ambientalista não vem de grupos ativistas como Greenpeace, WWF, Greta Thumberg – claro que esses se juntam pelo caminho. A grande voz pelo descanso dominical de abrangência global é do Vaticano, fato esse que começou na Igreja através do Concílio de Niceia, em 325 d.C., que deu o primeiro passo quando definiu o primeiro domingo depois da primeira Lua cheia da primavera para a celebração como dia de Páscoa. Após essa definição eclesiástica, o domingo ganhou base teológica [sic] na Igreja Cristã [católica].

Para entender que não é de todo impossível um consenso mundial em torno do descanso obrigatório de domingo por imaginarem que isso se restringe à Europa, sugerimos uma pesquisa no YouTube com [a expressão] Blue Law. São leis dominicais que existem na maioria dos Estados norte-americanos e estão adormecidas, isto é, não se exige o cumprimento delas com rigor em nome da liberdade de consciência. Para serem exigidas, basta o Estado relativizar a liberdade de consciência individual com o coletivo sustentável; nem precisarão de grandes debates políticos – as leis já existem.

(Patrice Lima, Boituva Hoje)

Joe Biden e papa Francisco: uma aliança de fé

A eleição de Joe Biden nos EUA foi histórica por diversos fatores. Um deles é a questão da fé do presidente: em mais de 200 anos, esta foi apenas a segunda vez na história que o país elegeu um católico para chefiar a Casa Branca, depois da vitória de John Kennedy em 1960. O momento não poderia ter sido mais oportuno, pelo menos em termos climáticos: tal qual o atual chefe da Igreja, o papa Francisco, o católico Biden também entende a crise climática como uma ameaça existencial à humanidade e, nesse sentido, seu enfrentamento pode ser entendido como uma missão de fé.

Na Foreign Policy, Timothy Naftali e Christopher White especularam sobre o impacto potencial de uma parceria Washington-Vaticano para a ação climática global. Desde 2015, quando publicou a encíclica Laudato Si, Francisco tem sido uma das principais lideranças internacionais na questão climática.

Nos últimos quatro anos, o papa não escondeu sua contrariedade com o negacionismo de Trump nos EUA. Não à toa, um dos tópicos discutidos entre Francisco e Biden no primeiro telefonema pós-eleição foi exatamente a questão climática. Juntos, eles podem ter um peso bastante significativo não apenas nas discussões internacionais sobre clima, mas também no complicado tabuleiro doméstico que Biden enfrenta em Washington.

Em tempo: a New Yorker contou a história da ambientalista Molly Burhans, que há quatro anos colabora com a Igreja Católica para impulsionar a ação climática dentro da instituição. Uma de suas primeiras tarefas foi o levantamento das propriedades da Igreja em todo o mundo para analisar como a instituição poderia atuar diretamente para diminuir suas emissões de carbono – um desafio tremendo, já que a Santa Sé é uma das maiores proprietárias de terras não estatais em todo o planeta.

Por um lado, essa análise mostrou que a Igreja é um dos atores com maior capacidade individual de ação climática; por outro, a vastidão de suas propriedades, além de sua complexidade jurídica e institucional, deixavam o Vaticano “amarrado” nesse sentido. Desde então, ela tem colaborado para encontrar caminhos para catalisar a ação climática dentro da Igreja.

(Notícia Sustentável)

A utopia urgente de voltar para o campo

No mundo urbano, ir ao campo sempre foi um ideal de fuga rumo à qualidade de vida, e nunca a cidade havia nos aprisionado tanto como durante a pandemia do coronavírus. Alguns já escolheram escapar. Estamos em um momento de mudança ou diante do eterno retorno da quimera rural?

[…] Com a recomendação da adesão ao home office para todos os setores que podem evitar a volta aos escritórios, no Brasil, também cresceu o número de pessoas que fugiram para a zona rural, como mostrou uma reportagem do correspondente em Brasília Afonso Benites, publicada em julho de 2020. Sem escolas para os filhos e confinados em apartamentos, os brasileiros que moram em grandes cidades – com condições financeiras para fazê-lo – optaram por fugir para o meio do mato, nem que fosse temporariamente. […]

Há vários fatores que justificam a fuga para o campo. Mais contato com a natureza, menos contato com os problemas das grandes cidades (mais caras, mais desiguais, mais saturadas), deixar o vício dos celulares e toda essa convulsão existencial que vem sendo o século 21 e que deixa o ser humano sem poder respirar. Sem poder respirar de ansiedade e sem poder respirar pelo vírus, que parece a materialização patógena de nosso tempo. […]

(El País)

O profético mundo novo

Este pode ser mesmo um mundo novo, imerso no medo e na corrosão das liberdades individuais

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A revista Veja do dia 6 de setembro de 2006 publicou como matéria de capa uma análise das 50 principais mudanças ocorridas no mundo após os atentados terroristas que levaram abaixo as Torres Gêmeas, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001, e inauguraram a guerra contra o terror. Quero destacar aqui algumas dessas mudanças que parecem ter relação mais direta com o panorama profético pintado pela Bíblia e que aponta para a breve volta de Cristo. Os autores da reportagem, Diogo Schelp e Isabela Boscov, afirmam que “os Estados Unidos assumiram um papel que já vinham desempenhando com timidez durante a década de 90, nos anos que se seguiram ao fim da Guerra Fria: o de potência imperial, imbuída da missão de levar estabilidade ao mundo”. Exatamente como havia sido anunciado na profecia de Apocalipse 13 (que descreve, entre outras coisas, o papel hegemônico e dominador da segunda besta).

“Para impedir novos ataques terroristas”, diz a matéria, “governos e empresas resolveram colocar em prática medidas de segurança que têm como efeito colateral reduzir a liberdade e a privacidade dos cidadãos. Nos Estados Unidos, os agentes de inteligência podem grampear ligações telefônicas, vasculhar e-mails e inspecionar extratos bancários sem precisar de indícios consistentes de que a pessoa investigada é suspeita. Na Inglaterra, a lei foi alterada para que a polícia pudesse manter possíveis terroristas presos por 28 dias, sem provas.”

Com o passar do tempo e com o medo alimentado por outras situações emergenciais (pandemia, mudanças climáticas, crise, etc.), as liberdades individuais se encontram ainda mais ameaçadas.

Note outras consequências advindas do 11/9:

Os gastos militares voltaram aos tempos da Guerra Fria
O orçamento de defesa americano bateu perto de 440 bilhões de dólares. É mais que nos tempos da URSS

Nem na Guerra Fria os gastos americanos foram tão grandes quanto nesta era de combate ao terror. O orçamento reservado para o Departamento de Defesa em 2007 foi de 439 bilhões de dólares, 48% mais do que em 2001. Com outros itens embutidos na legislação, ele chegou perto dos 600 bilhões. Esses gastos se voltaram para a tecnologia: o número de soldados americanos era um terço menor do que uma década antes de 2006.

Religião na trincheira
Matar e morrer em nome de Deus virou lugar-comum

A moda macabra do mártir muçulmano ganhou impulso em 1982, quando um membro da milícia Hezbollah matou 75 pessoas num ataque suicida a um prédio do Exército israelense. Calcula-se que apenas o Hezbollah tenha gerado 1.200 mártires entre 1982 e 1998, e hoje também mulheres e crianças se suicidam – sempre com a ideia de lutar por Alá e chegar ao paraíso.

A banalização da morte violenta
O número de mortos em ataques terroristas aumentou cerca de 1.000% em relação à década de 1990

Em 2005, o terror fez 8.359 vítimas, dez vezes mais que a média da década de 90. Essa escalada enterrou a esperança de um período de relativa paz no mundo, que o fim da Guerra Fria parecia prometer.

O medo veio pelo correio
Cartas com anthrax fizeram com que o modo de manipular correspondências mudasse no mundo inteiro

No ataque bioterrorista mais conhecido, cartas com o bacilo provocaram cinco mortes nos Estados Unidos, após o 11 de Setembro. No Brasil, funcionários dos Correios usaram luvas para manusear a correspondência.

Os chips contra o terror
Até 2010, todos os países adotaram documentos de viagem com leitura digital

Vigiar a entrada e a saída de pessoas tornou-se prioritário para a segurança nacional. Em quarenta países, os passaportes ganharam um chip para evitar falsificações. Até 2010, praticamente todos os países tinham documentos com leitura digital. Com a pandemia de coronavírus, esse controle será ainda maior.

O Big Brother aconteceu
Câmeras seguiam os passos dos cidadãos e identificavam ações suspeitas

Em todo o mundo, equipamentos de vigilância foram instalados em locais de grande concentração de pessoas. No metrô londrino, palco de um atentado que fez 56 vítimas em 2005, 6 mil câmeras vigiavam os transeuntes.

Os EUA se assumiram como império
Da esquerda à direita, os americanos perderam a relutância em aceitar o rótulo

Colosso militar e tecnológico, os Estados Unidos sempre hesitaram em se definir como império. A presença prolongada de forças americanas no Afeganistão e no Iraque fez com que a maioria dos americanos reconhecesse esse papel – ainda que para deplorá-lo.

O campeão das liberdades as cerceia
O governo americano ampliou os poderes para vigiar, investigar e prender cidadãos

Os direitos individuais nos Estados Unidos, país cuja Constituição é um dos pilares da democracia moderna, sofreram um duro golpe com a aprovação do Patriot Act, em 2001. O pacote de leis permite ao governo monitorar conversas telefônicas de suspeitos de terrorismo sem necessidade de autorização judicial. Também permite manter estrangeiros presos por até sete dias sem acusação formal.

Nota: Do ponto de vista puramente histórico e político, este pode ser mesmo um mundo novo, imerso no medo e na corrosão das liberdades individuais. Mas no panorama profético, é tão-somente mais uma evidência de que o que a Bíblia vem anunciando há milênios é a mais pura verdade. E Jesus logo vai voltar!

Biden apresenta plano de emergência climática: ECOmenismo avança

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Se você ainda não sabe o que é ECOmenismo e o que isso tem que ver com o controle do mundo e o decreto dominical; se você não percebe a correlação que há entre os ensaios de engenharia social feitos durante a pandemia; se ainda não se deu conta de que a proposta de um descanso dominical (“domingo verde”, como alguns já têm chamado) vem sendo trabalhada há anos e defendida abertamente pelo papa Francisco em sua encíclica Laudato Si, de modo que amplos setores da sociedade mundial já são simpáticos à ideia… precisa urgentemente assistir aos vídeos abaixo. O primeiro foi um estudo que apresentei em 2009 (só para que você possa perceber como as coisas avançaram nos últimos 12 anos). Os dois outros são recentes, de apenas um mês e poucos dias atrás, respectivamente. Assistindo-os, você terá uma noção do cenário atual e de como tudo isso está relacionado com as profecias bíblicas e com o que Ellen White previu no século 19. É simplesmente impressionante! Que possamos nos consagrar a Deus e nos envolver na missão de levar o evangelho eterno (Ap 14:6, 7) a um mundo confuso e perdido. [MB]

Nota: O presidente Joe Biden anunciou um encontro com líderes mundiais para o dia 22 de abril, Dia da Terra (confira).

Lady Gaga e a Bíblia da posse de Joe Biden

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Vamos começar pela Bíblia. A Bíblia Douay-Rheims (pronuncia-se “due rimz”), usada na cerimônia de posse do presidente Joe Biden, é uma tradução católica romana das Escrituras Sagradas. Foi traduzida a partir da Vulgata latina para o inglês. A tradução foi iniciada por exilados católicos ingleses no English College da Universidade de Douay, no norte da França. A equipe de tradução foi liderada por Gregory Martin, um estudioso de Oxford, sob o patrocínio de William (mais tarde cardeal) Allen. O Novo Testamento foi publicado em 1582, em Rheims, no norte da França, e ficou conhecido como Douay-Rheims. Todo o Antigo Testamento foi traduzido e publicado pela Universidade de Douay em 1609. O Antigo Testamento Douay-Rheims tem 46 livros, incluindo os sete livros apócrifos da tradição católica (Tobias, Judith, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1 e 2 Macabeus).

O propósito da versão, tanto o texto quanto as notas, era sustentar a tradição católica em oposição à Reforma Protestante, que até então havia dominado a religião elizabetana e o debate acadêmico. Portanto, fez parte do esforço dos católicos ingleses para apoiar a Contra-Reforma.

Embora a Bíblia de Jerusalém, a New American Bible Revised Edition, a Revised Standard Version Catholic Edition e a New Revised Standard Version Catholic Edition sejam as Bíblias mais comumente usadas nas igrejas católicas de língua inglesa, a Bíblia Douay-Rheims muitas vezes permanece como a Bíblia de escolha de católicos de língua inglesa mais tradicionais.

Muito interessante ter sido escolhida exatamente essa tradução específica para a posse do segundo presidente católico do maior país protestante do mundo. Foi com a mão sobre ela que Biden fez seu juramento, logo após a cantora Lady Gaga ter interpretado o hino dos Estados Unidos. Só para lembrar, Gaga sempre esteve relacionada com simbologia ocultista e referências à maçonaria e à chamada Nova Ordem Mundial (confira).

É bom lembrar, também, que em 2011 a cantora afirmou que “Born This Way”, seu hit da época, foi composto pelo estilista britânico Alexander McQueen. Segundo ela, McQueen teria entrado em seu corpo para escrever a canção. McQueen cometeu suicídio em 11 de fevereiro de 2010, antes de a música ter sido feita. Quando a gravadora de Gaga decidiu lançar o single exatamente um ano após a morte do estilista, a cantora disse que passou a acreditar de vez que a música havia sido composta por ele. Gaga, que era amiga de McQueen, falou em entrevista à revista Bazaar que o estilista “planejou tudo. Logo depois que ele morreu, escrevi ‘Born This Way’. Acho que ele estava no céu [sic] com algumas cordas nas mãos, planejando toda essa coisa. Foi ele!”

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Ainda em 2011, o mesmo álbum “Born this way” foi banido das lojas do Líbano por ter sido considerado “ofensivo ao cristianismo”. As autoridades libanesas confiscaram um carregamento do disco de Gaga logo depois que ele chegou ao país. Gaga já havia criado polêmica com grupos religiosos nos Estados Unidos. No clipe de “Judas”, uma das faixas do álbum, Jesus e os 12 apóstolos aparecem caracterizados como uma gangue de motoqueiros. No vídeo de cinco minutos, Lady Gaga interpreta Maria Madalena. Em abril daquele ano, essa mesma faixa (“Judas”) foi proibida de tocar nas rádios libanesas.

Na época, achei no mínimo curioso e irônico que um país de maioria muçulmana revelasse maior respeito à figura de Jesus do que muitos pretensos cristãos do Ocidente “cristão”…

A posse de Joe Biden foi realmente uma cerimônia e tanto, com a convergência de catolicismo, espiritualismo/ocultismo e protestantismo apostatado! [MB]

Detalhe: Em um dia Biden jura sobre a Bíblia, no outro já começa a trabalhar para flexibilizar o aborto (confira).

Leia também: “Papa Francisco parabeniza Biden pela posse e pede ‘reconciliação e paz’”

“O romanismo é agora considerado pelos protestantes com muito maior favor do que nos anos anteriores. Nos países onde o catolicismo não está em ascensão e os papistas estão tomando um curso conciliatório para ganhar influência, há uma indiferença crescente em relação às doutrinas de separar as igrejas reformadas da hierarquia papal; ganha terreno a opinião de que, afinal, não divergimos tanto em pontos vitais como se supõe, e que uma pequena concessão de nossa parte nos levará a um melhor entendimento com Roma. […] Foi o tempo em que os protestantes valorizaram muito a liberdade de consciência que havia sido adquirida tão caro. Eles ensinaram seus filhos a abominar o papado e sustentaram que buscar a harmonia com Roma seria deslealdade a Deus. Mas quão amplamente diferentes são os sentimentos agora expressos!” (O Grande Conflito, p. 563).

Breve análise da cerimônia de posse do presidente Biden

De mãos dadas com o papa, buscando o apoio dos evangélicos e surfando na onda do medo

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Com direito a discurso de um amigo padre jesuíta e hino nacional interpretado pela polêmica cantora pop Lady Gaga, Joseph Biden foi empossado hoje como o quadragésimo sexto presidente dos Estados Unidos da América. Sua vice, Kamala Harris, é a primeira mulher a ocupar essa função na história do país. Em sua fala, o presidente católico (o segundo desde JFK) citou – é claro – o papa Francisco e o teólogo Agostinho. A tônica do discurso – filosofia que certamente deverá nortear o novo governo – foi: união de todos, luta pelo bem comum, capitalismo inclusivo e preservação do meio ambiente. Quase uma repetição de tudo o que o papa vem dizendo nos últimos anos.

Para Joe Biden é sempre ao redor da fé que se reconstrói um império caído. Frequentador de missas e membro do Partido Democrata, Biden, à semelhança do atual papa, é mais alinhado com o pensamento progressista, portanto mais aberto à teologia da libertação ambientalista defendida por Bergoglio, especialmente em sua encíclica dominguista e ECOmênica Laudato Si. Alinhamento “melhor” não poderia haver… (E se você ainda não sabe o que é ECOmenismo, assista aos vídeos abaixo.)

Segundo Steven Millies, diretor do Centro Bernardin da União Teológica Católica em Chicago, citado pelo site do National Catholic Reporter, “nunca houve uma administração mais católica na história dos Estados Unidos”. Além dos cargos oficiais do Gabinete, Biden nomeou o ex-secretário de Estado John Kerry para liderar sua equipe climática e a ex-embaixadora da ONU Samantha Power para chefiar a USAID, que supervisiona a ajuda humanitária. Ambos são católicos e admiradores do papa Francisco. Kerry foi fundamental na negociação do Acordo Climático de Paris em 2015 e elogiou especificamente a encíclica Laudato Si como uma “ferramenta poderosa para responder à ameaça das mudanças climáticas”. (É bom lembrar, também, que a atual Suprema Corte norte-americana é composta por uma maioria de juízes católicos – a mais recente indicada por Trump, inclusive: Amy Barrett.)

Em entrevista concedida em 2015, quando da passagem escatologicamente estrondosa de Francisco pelos Estados Unidos, Biden falou de seu encontro com o papa, ocorrido dois anos antes: “Ele é a personificação da doutrina social católica com a qual fui criado.” Se a antipatia entre Trump e Bergoglio era nítida, a proximidade e simpatia entre o novo presidente dos Estados Unidos (que carrega um terço/rosário no bolso) e o chefe da Igreja Católica é mais do que evidente.  

Um dos desafios do novo governante será o de lidar com os “evangélicos de Trump” (conforme matéria da Folha de S. Paulo). Mas, nesse caso, basta um “laço de união universal” (para usar as palavras de Ellen White) forte o bastante para que todos se unam pelo bem comum. Matéria recente publicada no site da National Geographic dá uma pista de que laço poderia ser esse (na verdade, um tema que tenho abordado há mais de dez anos). Eis o subtítulo: “O novo presidente assume o cargo durante uma crise ambiental cada vez mais nítida e destrutiva. Para controlá-la, terá que se concentrar em alguns aspectos fundamentais.”

A matéria diz mais: “Os resultados não surpreendem. Apesar da queda de 7% nas emissões de carbono oriundas de combustíveis fósseis em 2020 resultante das paralisações econômicas causadas pela covid-19, a humanidade ainda lançou cerca de 40 bilhões de toneladas métricas de dióxido de carbono na atmosfera, além dos trilhões de toneladas já emitidos pela ação humana desde o século 19 [a despoluição verificada durante as quarentenas e os lockdowns vem sendo usada como argumento pró-ambientalismo]. Com essa pressão constante, as temperaturas médias globais continuaram subindo. Joe Biden, o novo presidente dos Estados Unidos, prometeu enfrentar a crise climática assim que assumir o cargo, em 20 de janeiro. Ele prometeu retornar ao Acordo de Paris, cancelar o oleoduto Keystone XL e adotar um ambicioso programa de redução das emissões dos Estados Unidos em um ritmo incessante.” 

De mãos dadas com o papa, com o apoio dos evangélicos dominguistas, surfando na onda do medo (alimentado por entidades como o World “The Great Reset” Economic Forum), essa união pela paz e pelo salvamento do planeta tem tudo para dar certo e fazer avançar um pouco mais os ponteiros do relógio profético.

Michelson Borges

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Cerimônia praticamente sem público, transmitida ao vivo, devido às restrições causadas pela pandemia

Estados Unidos: é tempo de curar as feridas

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A matéria a seguir foi publicada no site de notícias do Vaticano, o que torna o título acima (dado por eles) ainda mais interessante…

Faltam apenas algumas horas para a cerimônia de juramento em Washington do 46º presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Uma presidência que, após as contestações levantadas por parte de Donald Trump e o dramático assalto ao Capitólio, tem diante de si, antes de tudo, a tarefa de reparar as fraturas no tecido social estadunidense.

Os Estados Unidos ainda estão abalados com o que ocorreu em 6 de janeiro com o assalto ao Capitólio que causou a morte de cinco pessoas. Um evento sem precedentes que, no entanto, manifestou dramaticamente as divisões presentes na sociedade estadunidense que vão além da dimensão política. Uma polarização que se aprofundou nos últimos anos e que, de acordo com muitos observadores, não está destinada a desaparecer a curto prazo. Não é coincidência que o tema escolhido pelo novo presidente Joe Biden para sua cerimônia de juramento seja America United. Essa necessidade de unidade nacional é amplamente sentida por todos os estadunidenses, também com a consciência de que somente se estivermos unidos poderemos enfrentar a pandemia e a grave crise econômica que se seguiu.

O papa Francisco sempre enfatizou o valor da unidade dos estadunidenses inscrita até mesmo no brasão da nação: E pluribus unum. Em sua viagem apostólica aos Estados Unidos em 2015, foi o primeiro Pontífice a discursar no Congresso em sessão conjunta. Naquela ocasião, fez um discurso que – através de figuras como Lincoln, Dorothy Day, Merton e Martin Luther King – enfatizou o que torna a democracia dos Estados Unidos de alguma forma única. Desde aquele discurso de cinco anos atrás até suas palavras no Angelus de 10 de janeiro sobre o que havia acontecido no Capitólio quatro dias antes, Francisco sempre encorajou a rejeitar as tentações perturbadoras e a trabalhar, com paciência e coragem, pela reconciliação e unidade.

Significativamente, em uma mensagem enviada nesta segunda-feira por ocasião do Dia de Martin Luther King, exortou os estadunidenses a “voltarem” ao sonho do líder afroamericano. Os Estados Unidos precisam realizar esse sonho inacabado de “harmonia e igualdade”. Um sonho que “permanece sempre atual” e na verdade se torna ainda mais urgente em um país onde, apesar das grandes possibilidades econômicas, as injustiças e os conflitos sociais persistem – agora também exacerbados pela pandemia. Este é, portanto, o momento de deixar o “nós” prevalecer sobre o “eu”, curar as feridas e encontrar uma unidade renovada baseada naqueles princípios que sempre sustentaram a democracia estadunidense, tornando-a protagonista no cenário internacional.

É precisamente a questão da reconciliação nacional que será o maior desafio, especialmente na primeira fase da presidência de Biden. Alguém observou que nunca os componentes de uma administração foram tão multirraciais, começando pela vice-presidente Kamala Harris. Ao lado do tema interno da “cura” da sociedade estadunidense, há também a frente ad extra, sobre a qual os holofotes internacionais estão acesos. Após anos muitas vezes marcados por decisões unilaterais ou acordos bilaterais, existe de fato grande expectativa de um “retorno” ao multilateralismo e uma retomada da relação de confiança com as organizações internacionais, começando pela ONU. Alguns passos nessa direção já foram anunciados nas últimas semanas, tais como o retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris sobre o clima. Uma escolha que converge com o compromisso do Papa Francisco em favor da custódia da Casa Comum, expressa em particular na Laudato Si [que, como se sabe, apresente o descanso dominical como proposta para amenizar os efeitos das mudanças climáticas]. […]

(Vatican News)

Nota: Por favor, tome algum tempo para assistir às duas palestras abaixo e entender o que está nos bastidores do atual cenário sócio-político-ambiental. [MB]

Padre jesuíta fará oração na posse de Biden

Amigo de vários jesuítas, Biden é o segundo presidente católico dos EUA

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O padre jesuíta Leo O’Donovan, ex-presidente da Universidade de Georgetown, fará a oração na posse presidencial de Joe Biden, em 20 de janeiro [confira aqui também]. O’Donovan confirmou ao National Catholic Reporter que Biden lhe havia ligado pessoalmente e o convidado a fazer a oração na posse, que marcará a eleição do segundo presidente católico da nação, e que ele havia aceitado. O’Donovan é amigo de longa data da família Biden. Em 2015, ele presidiu a missa fúnebre do filho mais velho de Biden, Beau, que morreu de câncer no cérebro aos 46 anos. Biden é conhecido por ser amigo de vários padres jesuítas e, enquanto era vice-presidente, ocasionalmente assistia à missa na Igreja Católica da Santíssima Trindade em Georgetown. Em 1992, quando Hunter, filho de Biden, estava no último ano em Georgetown, O’Donovan convidou o então senador de Delaware para dar uma palestra na universidade jesuíta sobre sua fé e a vida pública. Biden disse a O’Donovan na época que foi “a missão mais difícil que ele já teve”.

Mais recentemente, poucos dias após sua eleição presidencial, em 12 de novembro, Biden apareceu em uma arrecadação de fundos virtual para o Serviço Jesuíta para Refugiados, onde O’Donovan agora serve como diretor da missão. Naquela ocasião, Biden anunciou que aumentaria a meta anual de admissão de novos refugiados nos Estados Unidos para 125 mil, marcando um aumento acentuado para o limite da administração Trump de 15 mil indivíduos.

Anteriormente, em 2018, Biden escreveu o prefácio do livro de O’Donovan, Blessed Are the Refugees: Beatitudes of Immigrant Children. […]

(National Catholic Reporter)

Nota: O novo presidente dos Estados Unidos – a maior nação protestante do mundo – é católico, terá uma Suprema Corte formada em sua maioria por juízes católicos e contará com maioria democrata no Senado e na Câmara. Isso tornará a governabilidade e a aprovação de leis e decretos muito mais tranquilas. Donald Trump entregou para Joe Biden uma Suprema Corte não apenas conservadora, mas religiosamente alinhada com as crenças do novo presidente e, claro, com o Vaticano. O grande legado (em termos proféticos) de Trump foi o de unir setores do evangelicalismo norte-americano, que sempre desejaram maior aproximação entre igreja e Estado. Caberá a Biden costurar alianças entre estes e os progressistas de esquerda que apoiaram sua eleição. Pautas comuns, como o combate ao aquecimento global (discussão que tende a se intensificar), certamente servirão de “laço de união” nesse sentido.

A invasão do Capitólio anteontem, com a morte de quatro pessoas, certamente servirá de argumento para muitos discursos em favor da união, da superação das diferenças, da luta pelo bem comum, etc. Aos poucos, as pessoas estão se cansando de tanta polarização e tanto discurso de ódio, de ambos os lados do espectro político-ideológico. Para os poderes que manipulam as marionetes que aparentemente tomam as decisões, tanto faz o motivo que levanta e inflama as turbas, assim como tanto faz as figuras que ocupam as cadeiras do poder – desde que os interesses reais nos bastidores do grande conflito sejam levados avante.

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As massas iludidas e desinformadas ignoram uma realidade que fica bem evidente, por exemplo, no capítulo 10 do livro do profeta Daniel: que por trás dos governantes humanos há poderes “sobrenaturais” influenciando os rumos das nações. Quem ignorar isso hoje também estará fadado a ser joguete de Satanás e de sua horda demoníaca, cujo tempo de atuação está se esgotando rapidamente. [MB]

A marca da besta é muito mais do que isso aí

Impossível deixar de perceber que 2020 foi apenas um “ensaio” para coisas que virão…

Nos anos 1990, muitos evangélicos criam e pregavam que a marca da besta seria um código de barras. O tempo passou e a tecnologia foi aprimorada. Nos anos 2000, passaram a afirmar que a marca da besta seria um chip implantado sob a pele. Agora, com o advento dos QR Codes, o discurso mudou, e eles passaram a ser a novíssima marca da besta. Isso é que dá interpretar a Bíblia e as profecias ao sabor das notícias e à luz das últimas novidades, sem um compromisso sério com as Escrituras, sem o estudo atento e responsável que elas merecem.

Quando estudamos o Apocalipse, percebemos que no âmago de sua mensagem está a batalha entre o dragão e o Cordeiro, ou seja, Satanás e Jesus. O foco do livro profético é na adoração: ou adoramos a Deus e obedecemos aos Seus mandamentos (Ap 12:17), ou adoramos a besta e seu sistema de leis adulterado (Babilônia). Como adoração é algo que se faz conscientemente e a marca da besta e o selo de Deus representam nossa submissão consciente a um dos lados do conflito, as pessoas que receberem essas marcas terão plena consciência do que estão fazendo. Ou será que Deus condenaria à morte eterna alguém que, sem saber das supostas implicações religiosas de determinada tecnologia, a aceitasse por conveniência ou por inocência? Ou, por outro lado, consideraria inocente e salva a pessoa que, pelo simples fato de morar no campo, não tivesse necessidade dessas tecnologias, embora fosse alguém infiel e má? Você percebe como a coisa é muito mais séria?

Evidentemente que essas tecnologias oferecerão maiores condições de controle por parte das autoridades e dos poderes envolvidos no grande conflito. Comprar e vender serão atividades cada vez mais monitoradas, assim como já estão monitorando outras coisas nestes tempos de pandemia.

Assista à reportagem abaixo, da TV Cultura, para ter uma ideia de como esse controle avança:

Agora assista aos dois vídeos a seguir para saber o que realmente é a marca da besta:

De acordo com a CNN (confira), uma nova cepa do coronavírus foi descoberta no Reino Unido e está fora de controle. Voos já estão sendo suspensos e lockdowns mais severos voltam a ocorrer. Em tempos de crise e medo, medidas restritivas, decretos e deterioração das liberdades individuais são cada vez mais comuns. É impossível deixar de perceber que 2020 foi apenas um “ensaio” para coisas que virão…

Para entender melhor as relações entre pandemia, ambientalismo e marca da besta, convido você a assistir à palestra a seguir:

Dica de leitura: Apocalipse 13, de Marvin Moore (confira).