Datas para o advento

A postura cristã correta é de vigilância e não de especulação sobre o dia do retorno de Cristo

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Era terça-feira, 22 de outubro. O grupo de pessoas da Costa Leste dos Estados Unidos acreditava que aquele não seria um dia qualquer, mas sim o último neste planeta. Uma pregação persuasiva, referente à volta de Jesus, que começou com um simples fazendeiro, no verão de 1831, terminou com um público expectante estimado em centenas de milhares, no outono de 1844 (Cf. S. Bliss, Memoirs of William Miller, 1853, p. 98; W. R. Cross, The Burned-over District, 1950, p. 287; C. E. Sears, Days of Delusion, 1924, p. 244, 245).

Depois de um estudo extensivo e aprofundado das profecias bíblicas durante sete anos, de 1816 a 1823, Guilherme Miller concluiu que tudo chegaria ao fim (cf.: W. Miller, Apology and Defence, August 1, p. 15Miller’s Works, v. 1. Views of the Prophecies and Prophetic Chronology, p. 11). Em seus primeiros anos de investigação (1816-1818), ele buscou compreender e harmonizar períodos proféticos, como os 2.300 dias de Daniel 8:14; os 1.290 dias e os 1.335 dias de Daniel 12:11, 12, bem como os 1.260 dias de Apocalipse 11:3 e 12:6 (cf. Daniel 7:25; Apocalipse 11:2; 12:14; 13:5). Isso levou-o à conclusão de que Cristo poderia retornar por volta de 1843 (Alberto R. Timm, “The Sanctuary and the Three Angels’ Messages” [tese de doutorado], 1995, p. 7). Os cinco anos subsequentes (1818-1823) foram de recapitulação minuciosa, somando-se a esses mais oito anos de luta angustiosa com Deus (1823-1831), por medo de proclamar a mensagem (Memoirs of William Miller, p. 97, 98).

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Foto acima: Ascension Rock (Rocha da Ascensão), na fazenda de Guilherme Miller, perto de Hampton, Nova York: local onde dezenas de pessoas esperaram que Jesus retornasse em 22 de outubro de 1844. Crédito: Adventist Archives.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Lamentavelmente, alguém escreveu um texto logo abaixo deste post em meu blog e o espalhou nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, afirmando coisas que eu nunca disse e jamais direi. O texto apócrifo tem um tom sensacionalista e mistura fatos com especulações e previsões alarmistas.

O texto diz o seguinte: “Eu creio que dentro desses 10 anos…até 2031…pela agenda global, a mesma tem a programação dos eventos importantes em 2030.. se os que tem nas mãos as rédeas do PLANETA tem o seu tempo cronológico..muito mais Deus. Por Sua infinita misericórdia, compaixão e Justiça Ele também permitirá que os estudiosos das profecias conheçam ‘O ano celestial da Sua volta’… na fala de Jesus ele não cita o ANO.. e sim o dia e a hora… estes últimos anos serão  rápidos… provavelmente depois de novembro teremos novidades.” (Mantive a forma como o texto foi escrito, inclusive com os muitos erros de português.)

Pelo fato de o texto começar com “eu creio” e vir logo a seguir a um post meu, algumas pessoas foram induzidas a pensar que se tratasse de algo dito/escrito por mim. No entanto, aqueles que seguem minhas redes sociais e assistem aos meus vídeos sabem que NUNCA fiz qualquer sugestão de data para qualquer evento escatológico. Fazer isso seria ir contra as palavras de Jesus e contra as orientações de Ellen White (ela escreveu que, após 1844, não haveria mais nenhuma profecia relacionada a tempo). Na verdade, tenho denunciado alguns desses pregadores alarmistas marcadores de datas.

Jesus foi muito claro: “Não cabe a vocês conhecer tempos ou épocas que o Pai fixou pela Sua própria autoridade” (Atos 1:7). Obedeçamos às palavras do Mestre!

Jesus voltará no momento certo, fixado pela autoridade divina. Enquanto isso não acontece, preguemos o evangelho eterno de Apocalipse 14 e evitemos o alarmismo que apenas assusta e repele, em lugar de atrair e salvar.

Pr. Michelson Borges

Decreto dominical hoje?

Negar a realidade futura do decreto dominical tira toda a relevância da tríplice mensagem angélica

decreto

Recentemente várias pessoas têm desacreditado a profecia que retrata no futuro a existência de uma lei que imporá um descanso dominical a todas as nações. Entre esses, é claro, existem alguns adventistas, sendo o mais relevante o teólogo norte-americano Jon Paulien. Há também outros pastores e adventistas que, assim como Paulien, negam nas redes sociais a realidade futura do decreto dominical.

A principal alegação dessas pessoas é de que esse evento seria sustentado apenas pelos escritos de Ellen White, e que se trata de uma profecia clássica condicionada ao contexto sócio-político norte-americano do século 19.

Apesar desses questionamentos, a grande maioria dos teólogos da Igreja Adventista continua crendo na profecia que retrata a existência futura de uma lei dominical.

Quando estudamos atentamente o livro do Apocalipse, fica claro que, além de ser um evento fundamentado nas Escrituras, a imposição da guarda do domingo no lugar do sábado será um evento que envolverá toda a humanidade no último conflito entre o bem e o mal, no contexto da crise final.

É importante lembrar que o selo escatológico de Deus no tempo do fim é o sábado do quarto mandamento, e que a marca da besta será uma falsificação desse selo, ou seja, um falso dia de guarda. Pelo papel desempenhado na polarização do mundo antes da volta de Jesus, esses dois selos ganham destaque, estando presentes em boa parte do livro do Apocalipse.

Selo de Deus: Ap 7:2, 3; 9:4; 14:1; 15:2; 20:4; 22:3, 4

Marca da besta: Ap 13:16, 17; 14:9-11; 16:2; 19:20

Se a imposição do falso sábado for um evento condicional aos tempos de Ellen White, consequentemente, a marca da besta de Apocalipse 13:16, 17 também será. Isso implica aceitar que outras profecias apocalípticas também serão condicionais, pois, como vimos nos versos acima, boa parte do livro envolve o conflito entre o selo de Deus e o sinal da besta.

Negar a realidade futura do decreto dominical tira toda a relevância da tríplice mensagem angélica, pois ela é uma resposta à contrafação satânica de Apocalipse 13 que chegará ao clímax com a imposição de um falso de dia de guarda aos habitantes da Terra. Negar esse contexto profético também neutraliza a relevância profética da Igreja Adventista que, à semelhança de Noé antes do dilúvio, foi levantada por Deus para anunciar ao mundo as advertências contidas na tríplice mensagem angélica. E é exatamente isto que o inimigo quer: anular o papel profético da nossa igreja fazendo com que o maior número de pessoas não esteja preparado para enfrentar os últimos eventos da história.

Não precisa de muito esforço para perceber que o livro do Apocalipse avisa que, ao longo da história da igreja cristã, os poderes do mal se levantariam contra o sábado do quarto mandamento, falsificando-o; e por meio de leis/decretos iriam impor um dia falso de adoração a toda a humanidade, semelhantemente à adoração à estátua de Nabucodonosor imposta no capítulo 3 do livro de Daniel.

(Adventismo Sólido)

Divulgado documento oficial sobre marca da besta e decreto dominical

Declaração foi produzida pelo Instituto de Pesquisa Bíblica, órgão ligado à sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

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Questionamentos recentes foram direcionados ao Instituto de Pesquisa Bíblica a respeito da marca da besta e sua relação com a observância do domingo, bem como condicionalidade da profecia bíblica. O órgão consultivo para temas teológicos, ligado à sede mundial adventista, divulgou uma declaração oficial acerca desse tema em formato de perguntas e respostas.

O documento trata, por exemplo, da fundamentação bíblica para a compreensão acerca de um decreto mundial a respeito do domingo. Além disso, aborda a própria visão de Ellen White sobre o assunto, o que inclui uma explicação acerca da marca da besta.

Segundo Adolfo Suárez, reitor do Seminário Adventista Latinoamericano de Teologia, “a Igreja Adventista é um movimento profético fundamentado na sólida Palavra de Deus; por isso, diante de possíveis dilemas interpretativos e propostas criativas de compreensão de temas bíblicos, nossa referência está na Sagrada Escritura”.

Para o teólogo, a Bíblia é a base de compreensão adotada pelos adventistas. “Assim, precisamos estudá-la com afinco e profundidade, tomando-a como padrão para avaliar tudo o que for dito sobre o passado, presente e futuro, e que afeta a nossa salvação”, acrescenta.

Veja o documento na íntegra.

(Portal Adventista)

Nossa identidade profética

“Se nosso povo […] reconhecesse a proximidade dos acontecimentos descritos no Apocalipse, operar-se-ia uma reforma em nossas igrejas, e muitos mais creriam na mensagem”

A consciência profética do movimento adventista do sétimo dia tem sido preponderante para o comprometimento missionário da Igreja: “Sentimo-nos compelidos a advertir o mundo sobre algo de que a maioria das pessoas não tem a menor ideia: algo que muitos julgam inacreditável. Estamos certos de que tais eventos se acham à nossa frente. Esse é um dos principais fatores que tornaram nossa proclamação do sábado tão mais bem-sucedida que a dos batistas do sétimo dia” (Apocalipse 13, p. 13). É claro que essa convicção não deve partir de um sentimento tradicionalista. No entanto, há razões bíblicas e históricas para as convicções proféticas dos adventistas. De certa forma, elas estão entrelaçadas à nossa identidade. Razão pela qual marginalizá-las, como alguns adventistas relativistas têm feito, seria apresentar Jesus como o Cordeiro, desprovido de Sua atuação vitoriosa como o Leão da Tribo de Judá (conforme analogia proposta pelo Dr. George Knight).

A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma igreja profética, com identidade profética, que acredita no dom profético e tem uma missão profética. Negar a importância disso coloca o membro adventista em algum(ns) dos grupos a seguir:

1. Desconhece a história da IASD
2. Está sinceramente enganado
3. É um falso profeta

Para esses o conselho do pastor Mario Veloso e a exortação de Ellen White tornam-se extremamente necessários:

“Somente o conhecimento da verdadeira escatologia manterá os cristãos da igreja remanescente ou igreja cristã adventista do tempo escatológico” (O Futuro, p. 321).

“Os perigos dos últimos dias estão sobre nós, e por nosso trabalho devemos advertir o povo do perigo em que está. Não deixeis que as cenas solenes que a profecia tem revelado sejam deixadas por tocar. Se nosso povo estivesse meio desperto, se reconhecesse a proximidade dos acontecimentos descritos no Apocalipse, operar-se-ia uma reforma em nossas igrejas, e muitos mais creriam na mensagem” (Testemunhos para Ministros, p. 118).

(Ultima Verdade Presente; Instagram)

A mesma velha lamentação (da Babilônia)

Autor aponta realidade de conflito que envolve controvérsia em relação à adoração a Deus, observância do sábado e perseguição em um decreto dominical

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Uma onda recente de escatologia antiadventista tem surgido. É a mesma velha lamentação (da Babilônia), só que vindo do nosso meio. Roma não é mais um jogador importante; a perseguição dominical nunca surgirá; nosso cenário do tempo do fim vem de Ellen White, não da Bíblia [como tem afirmado o teólogo Jon Paulien]. E devemos parar de assustar as pessoas.

Vamos dar uma olhada.

Para começar, Roma – não é mais um jogador?

Em Daniel capítulo 2, logo após a queda da Grécia antiga (Daniel 2:39), o ferro nas pernas da estátua, e o ferro e o barro em seus pés e dedos dos pés (Daniel 2:33, 34, 39-43) representam o último império terrestre, que permanece até que uma pedra, que “do monte foi cortada […], sem auxílio de mãos” (Daniel 2:45) destrói a terra, e Deus estabelece Seu reino eterno (Daniel 2:44).

Em Daniel 7, após a queda da Grécia antiga (Daniel 7:6), a quarta besta com seu chifre pequeno (Daniel 7:7, 8, 19-21) representa o império terrestre final, que permanece até que Deus estabeleça Seu reino eterno: “Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade” (Daniel 7:18).

Já em Daniel 8, após a queda da Grécia antiga (Daniel 8:8, 21, 22), o chifre pequeno representa o último império terrestre (Daniel 8:9-11, 22-25), que existe até que é sobrenaturalmente destruído, como em Daniel 2, “sem esforço de mãos humanas” (Daniel 8:25) no “tempo do fim” (Daniel 8:17).

Que poder, que também desempenha um papel importante no Novo Testamento, surge depois da Grécia antiga e permanece até nossos dias (como deve ser se destruído no final)?

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Tragam os mandamentos de volta

Vai-se de um extremo a outro com muita facilidade; e isso é perigoso!

Existem leis e políticas agora nos livros que sugerem que as pessoas devem fazer o que quiserem. Para tornar essa “livre escolha” possível, tem havido alguma destruição dos Dez Mandamentos de Deus, moralidade, tradição, casamento verdadeiro, estrutura familiar sólida necessária para uma sociedade civilizada e muito mais. E também há divisão e ódio consideráveis. Se estivessem vivendo hoje, estariam os fundadores e o Dr. Martin Luther King Jr. preocupados com a perda em nossa nação de seu caráter historicamente bom? Há um conselho para limpar essa bagunça, quer sejamos crentes ou não: “Buscai primeiro o Reino de Deus, e todas as coisas boas virão” (Mateus 6:33, 34).

Devemos promover publicamente os Dez Mandamentos de Deus de não matar, não agredir, intimidar, enganar, não roubar e não destruir a propriedade de terceiros ou arruinar a reputação de terceiros por meio de difamação da mídia ou outros meios. Devemos incentivar as crianças a obedecer a seus pais e outros mais velhos, incluindo professores e autoridades civis.

(The Washington Times)

Nota do pastor Sérgio Santeli: Tempos perigosos estes em que vivemos. Vai-se de um extremo a outro com muita facilidade. Se a imoralidade, a corrupção e o crime são abundantes de um lado, corre-se o perigo de querer promover o extremo oposto: o Estado legislar sobre questões religiosas, destruindo a separação entre igreja e Estado, como se pode ver nas entrelinhas da matéria acima. Especialmente perigoso para os Estados Unidos, guardiões da liberdade. Foi justamente por defender uma nação sem rei e uma religião sem papa que prosperaram e tornaram-se uma potência. Roma está enxergando agora uma grande oportunidade para destruir esse jeito americano de ser (americanismo) e influenciar a América a impor uma Lei Dominical. O domingo é a marca do poder de Roma, que mudou o sábado do sétimo dia para o primeiro dia sem autorização das Escrituras. Quando a maioria aceitar guardar o domingo por imposição civil, Roma terá recuperado seu poder temporal perdido em 1798. É o poder de governar por meio das autoridades políticas. Um presidente marionete na América e um papa jesuíta/globalista/marxista parece ser o casamento dos sonhos para Roma. Os princípios dos Dez Mandamentos são importantíssimos para toda a sociedade, mas precisam ser aceitos voluntariamente, como expressão do nosso amor a Deus. “Se vocês Me amam guardarão os Meus mandamentos” (Jo 14:15). Acorde, América! Acordem, cidadãos do mundo!

“Domingos de folga” voltarão à agenda nacional de Israel?

Novo governo demonstra interesse em incluir descanso dominical em seu calendário

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“Quando o novo ministro das Finanças de Israel, Avigdor Liberman, se reuniu com funcionários do sindicato Histadrut na segunda-feira [14], uma proposta foi mencionada que muitos israelenses esqueceram há muito tempo: tornar o domingo um dia de folga do trabalho. Enquanto os países ocidentais em todo o mundo trabalham de segunda a sexta-feira, com sábado e domingo de folga, a semana de trabalho de Israel é de domingo a quinta-feira, com sexta-feira oficialmente definida como meio dia de trabalho para fins burocráticos. Ao longo dos anos, houve várias iniciativas para tornar a semana de Israel mais parecida com a de outros países, sem sucesso.

Além de adaptar a programação de Israel aos padrões internacionais, os domingos de folga trazem questões relacionadas ao tempo de lazer dos israelenses. Os israelenses têm menos dias de férias do que a maioria dos países da OCDE. Com apenas 12 dias de férias remuneradas para um trabalhador obrigatório por lei (muitos recebem mais) e nove feriados públicos pagos, os israelenses têm muito menos dias para relaxar do que a maioria. Isso tem um custo para indivíduos e famílias, e possivelmente também para empresas: a produtividade do trabalho de Israel fora do setor de alta tecnologia está entre as mais baixas do mundo.

Em 2016, foi lançada a proposta de tornar um domingo por mês um dia de folga, no esforço de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Então, as preocupações com o alto custo de 12 dias de folga na economia nacional fizeram com que esse número fosse reduzido para apenas seis domingos por ano. E então, como as prioridades nacionais mudaram, a proposta foi retirada da agenda e não mencionada novamente.

Na reunião introdutória de segunda-feira entre Liberman e chefes da indústria, incluindo o presidente da Histadrut, Arnon Bar-David, Bar-David mencionou os domingos como uma das metas que gostaria de alcançar durante o mandato de Liberman. O assunto não foi discutido além disso, mas o fato de que a Histadrut planeja reivindicar as folgas aos domingos é motivo de esperança”.

(The Jerusalém Post)

Nota do pastor Sérgio Santeli: O calendário profético da Bíblia acelerou consideravelmente com a pandemia. Prova disso é que o novo governo de Israel demonstra interesse de incluir o descanso dominical em seu calendário. Isso significa alinhamento com Roma e com os protestantes que ainda dobram seus joelhos diante de Roma. Não tardará e logo veremos a profecia da marca da besta (domingo) se tornando realidade (ainda que por motivos seculares: “salvar o planeta”, descanso para a família…). “E digo isto a vocês que conhecem o tempo: já é hora de despertarem do sono, porque a nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos” (Romanos 13:11).

Biden e os OVNIs: propaganda a todo vapor

A insistência do Pentágono na realidade dos OVNIs como manobra geopolítica

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Quando dois presidentes americanos e um vencedor do prêmio Nobel repetem a mesma opinião sobre determinado tópico, é provável que exista ali uma operação de propaganda em curso. Segundo Bruce Lannes Smith, professor emérito de ciência política na Universidade Estadual do Michigan, propaganda se caracteriza pela “disseminação de informações – fatos, argumentos, rumores, meias-verdades ou mentiras – para influenciar a opinião pública”. É dessa forma que pode ser vista a insistência recente do Pentágono em vazar e confirmar vídeos de objetos voadores não identificados (OVNIs). Pode haver um interesse político por trás disso tudo. E vou mostrar para vocês os possíveis desdobramentos.

Assim como aconteceu recentemente com a busca sobre a origem do coronavírus, a temática dos objetos não identificados revela mais um exemplo de mudança drástica de opinião do governo americano sobre temas antes considerados conspiratórios ou tabus. Desde o final de 2020, o assunto dos OVNIs passou a ser não apenas tratado com seriedade em Washington, mas se tornou tópico frequente no noticiário global. Numa clara estratégia de persuasão, na tentativa de conferir maior seriedade ao tema, a sigla UFO (“objetos voadores não identificados”, a partir do inglês) foi alterada para UAP (“fenômenos aéreos não identificados”). A mudança lembra o procedimento da “novilíngua” do livro 1984, de George Orwell, em que havia um apagamento de termos e transformação no sentido das palavras, com a finalidade de controlar o pensamento.

As recentes “liberações” do Pentágono atendem a uma estratégia de preparar o terreno para o cumprimento de uma obrigação legal. Em dezembro de 2020, o ex-presidente Donald Trump sancionou a lei HR 133, que havia sido aprovada pelo Congresso Nacional. No meio das seis mil páginas do documento, estava o Intelligence Authorization Act 2021, que condicionava a liberação do orçamento das agências de inteligência à publicação, por parte da Marinha dos EUA, de um estudo aprofundado sobre os agora chamados “fenômenos aéreos não identificados”. Dessa forma, para não ter que apresentar tudo de uma única vez, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos começou a divulgar, em doses homeopáticas, imagens e documentos sobre o tema, para ir preparando a opinião pública antes da divulgação do relatório completo, que deve acontecer nas próximas semanas.

Mas quero ajudá-lo a entender uma possível estratégia por trás disso tudo, a conexão entre a questão dos OVNIs e um poderoso objetivo geopolítico. Lembram que, no início do texto, eu comentei sobre dois presidentes e um vencedor do prêmio Nobel concordando sobre um mesmo assunto? Aqui está a chave para desvendarmos eventuais propósitos ocultos. Durante a Guerra Fria, no dia 21 de setembro de 1987, na 42ª Assembleia Geral da ONU, o presidente americano Ronald Reagan surpreendeu o mundo ao falar, em seu discurso, que uma “ameaça alienígena” acabaria com todos os conflitos, pois a humanidade teria que estar unida para se defender dos invasores. Isso dava a entender que uma invasão alienígena poderia encerrar a Guerra Fria entre EUA e União Soviética. E não foi a primeira vez que Reagan abordou publicamente o tema. No dia 4 de dezembro de 1985, durante uma fala a alunos e professores da Fallston High School, em Maryland, ele afirmou que, se houvesse uma repentina ameaça de alguma espécie de outro planeta, nós esqueceríamos todas as pequenas diferenças locais e descobriríamos que realmente somos todos seres humanos aqui nesta terra juntos. Ele repetiria a mesma tese no dia 4 de maio de 1988, numa sessão de perguntas e respostas com membros do Fórum de Estratégia Nacional em Chicago. O curioso é que, no dia 19 de novembro de 1985, numa reunião oficial em Genebra, na Suíça, o presidente americano chegou a tocar nesse assunto com o então premiê soviético Mikhail Gorbachev, que prontamente concordou com a ideia de interromper a Guerra Fria no caso de uma invasão alienígena.

Você pode ler isso e pensar que se trata de um doido, um ex-ator de faroeste e amante de livros de ficção científica que acabou se tornando presidente americano. Coisa de um maluco isolado. E se eu revelar a você que Bill Clinton disse exatamente a mesma coisa numa entrevista concedida a Jimmy Kimmel em 2014? O presidente afirmou: “Se eles estão por aí, pense em como todas as diferenças entre as pessoas na Terra pareceriam pequenas se nos sentíssemos ameaçados por um invasor do espaço” (tradução livre do inglês). Cabe lembrar que John Podesta também era um aficionado pela questão dos OVNIs. Ele foi ex-diretor da campanha presidencial de Hillary Clinton em 2016, chefe de gabinete da Casa Branca no governo Bill Clinton e conselheiro do presidente Barack Obama.

A coisa ficou ainda mais estranha quando, em 2011, o prêmio Nobel de Economia Paul Krugman afirmou, numa entrevista ao programa da CNN “Fareed Zakaria GPS”, que uma invasão alienígena poderia ajudar a resolver a crise econômica rapidamente. A tese de Krugman era que, com o risco de uma incursão extraterrestre, os americanos teriam que aumentar rapidamente os gastos com equipamentos militares. Seguindo uma linha keynesiana, ele acreditava que uma direta intervenção econômica estatal poderia trazer o pleno emprego, manter a inflação sob controle e acabar com a crise.

A inspiração para a ideia veio de um programa chamado “The Outer Limits”, num episódio de 1963 chamado “The Architects of Fear” (“Os Arquitetos do Medo”, em tradução livre do inglês). Na história, o mundo vivia uma espécie de guerra fria, aproximando-se de um enorme conflito global. Com o objetivo de evitar um caos nuclear, alguns cientistas levantam a ideia de criar uma falsa invasão alienígena de forma que a humanidade teria que se unir para combater um inimigo comum. Ou seja, a ideia de uma invasão alienígena foi colocada, por todas essas importantes figuras, como solução para um problema global, por meio da união dos humanos para combater um adversário externo. Tal união seria viabilizada por uma espécie de governo mundial.

Isso te lembra alguma coisa? Hoje, a humanidade está diante de um inimigo comum (o vírus), e muitos propuseram como solução o estabelecimento de um governo único mundial. Com a proposta de investigar as origens do coronavírus, Biden está tentando criar um novo inimigo: a China. Seria a narrativa de uma presença alienígena a antecipação dos planos para estabelecer a paz no mundo pós-pandemia e para evitar um iminente conflito com os chineses? Seria o Great Reset o viabilizador desta governança mundial? Só nos resta esperar e analisar com muita atenção o que a propaganda do Pentágono está tentando incutir no imaginário global.

Post scriptum: para sua reflexão

A NASA divulgou, em 2017, uma estranhíssima oferta de emprego, talvez um dos maiores cargos já concebidos: “Oficial de Proteção Planetária”. O Escritório de Proteção Planetária estava precisando de um funcionário que atuaria para evitar que uma “contaminação orgânica e biológica” pudesse ser desencadeada durante missões espaciais.

(Gazeta do Povo)

Nota: Sem dúvida, uma invasão “alienígena” ajudaria muito no esforço para a união da humanidade e implantação de um governo mundial. O texto acima apenas ignora o fato de que Satanás e seus anjos podem muito bem usar esses “fenômenos” para fazer avançar sua agenda diabólica. [MB]

Mídia estatal da China afirma que o país deve se preparar para uma guerra nuclear com os EUA

Hu Xijin, editor do jornal estatal chinês Global Times, considera o aprimoramento do programa nuclear da China como sendo vital para a “dissuasão estratégica” do país contra os Estados Unidos.

china

Protestos em Hong Kong, Taiwan, a pandemia de Covid-19 e acusações de que a China está envolvida em um genocídio contra os muçulmanos uigur estão semeando divisões mais profundas em uma relação já tensa entre a China e os Estados Unidos. Sendo Pequim uma das principais preocupações da América, o presidente Joe Biden tem procurado adotar um tom severo, enquanto a China vê muitas das ações e comentários da América como uma usurpação de sua soberania.

A retórica cada vez mais confrontadora e as manobras militares dos dois países levantaram preocupações sobre uma possível guerra.”Devemos estar preparados para um confronto intenso entre a China e os EUA”, escreveu Hu em um artigo de opinião na quinta-feira para o Global Times. “O número de ogivas nucleares da China deve atingir a quantidade que faz estremecer as elites dos EUA, caso acalentem a ideia de se envolver em um confronto militar com a China.”

Hu defendeu o aumento “rápido” do número de ogivas nucleares comissionadas, DF-41s, um míssil balístico intercontinental e mísseis estratégicos com capacidade de “longo alcance”.

O editor postou os mesmos comentários no Weibo, uma plataforma de mídia social chinesa.

O editor do Global Times, um jornal estatal, instou a China a construir seu arsenal nuclear em preparação para um “confronto intenso” com os Estados Unidos.

China e Estados Unidos têm discutido sobre uma série de questões, incluindo a pandemia de Covid-19. O artigo de Hu veio um dia depois de Biden anunciar que instruiu a Inteligência a “dobrar” seus esforços para identificar a origem da Covid-19, incluindo uma lista de perguntas que a China deve responder.

A Inteligência não descartou a possibilidade de que a Covid-19 tenha se originado em um laboratório, uma possibilidade que a China veementemente rejeitou como sendo politicamente motivada e anticientífica. As autoridades também tentaram jogar a culpa nos Estados Unidos, sem citar evidências, e acusaram Biden de “fomentar o confronto e semear a divisão” com a investigação da Inteligência.

Antes de Biden despertar a ira da China por sua pressão por uma investigação sobre a origem do coronavírus, as tensões aumentaram sobre um navio de guerra americano navegando pelo Estreito de Taiwan. Os militares americanos sustentaram que o trânsito do navio estava de acordo com a ordem internacional e demonstraram o compromisso dos Estados Unidos com um “Indo-Pacífico livre e aberto”. A China, no entanto, viu isso como uma ameaça ao seu controle sobre Taiwan e acusou os EUA de “colocar em risco a paz e a estabilidade” na região.

Em seu artigo, Hu escreveu que construir o arsenal nuclear da China é importante porque a “contenção estratégica” da China pela América está se tornando “cada vez mais intensificada. Ter esse aumento militar é uma “pedra angular da dissuasão estratégica da China contra os EUA”, de acordo com Hu.

(Newswek)

“E vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras. Fiquem atentos e não se assustem, porque é necessário que isso aconteça, mas ainda não é o fim. Porque nação se levantará contra nação, e reino, contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Porém todas essas coisas são o princípio das dores.” Mateus 24:6-8