Livro recém-lançado analisa e alimenta o nacionalismo cristão

A aproximação da religião com a política (não importa de que lado do espectro) sempre foi lamentável, e levará à criação do cenário para o desfecho das profecias que antecedem a volta de Jesus.

nationalism

Neste recém-lançado livro de Stephen Wolfe, é abordado o tema do nacionalismo cristão. O autor apresenta o ponto de vista de cristãos conservadores que pensam que chegou o momento de “levar os Estados Unidos de volta a Deus”, e querem a união da igreja com o Estado. Tema interessante, atual e em conformidade com as profecias bíblicas e com o pensamento de Ellen White.

Uma das recomendações diz o seguinte: “O livro de Wolfe é exatamente o que precisamos neste momento. Ele é um estudioso talentoso e fornece exatamente os argumentos claros, lógicos e precisos de que os nacionalistas cristãos precisam para defender o engajamento cristão na política que não é a típica rendição automática ao secularismo. Se você quiser reforçar sua compreensão do engajamento político cristão e se quiser estar fortemente armado com todos os argumentos possíveis que aqueles que exigem sua rendição reunirão, você deve ler este livro” (Andrew Isker, autor best-seller de Christian Nationalism: A Biblical Guide for Taking Dominion).

Outro: “The Case for Christian Nationalism é um caso cuidadosamente fundamentado para uma abordagem que nossa nação teve em nossa fundação e nunca deveria ter abandonado. Estamos hoje vivendo nos destroços desse abandono. Devemos agradecer Stephen Wolfe por ter a coragem e o aprendizado para nos mostrar o caminho de volta” (Douglas Wilson, pastor da Christ Church and Christianity Today, premiado autor de Evangellyfish).

A aproximação da religião com a política (não importa de que lado do espectro) sempre foi lamentável, e levará à criação do cenário para o desfecho das profecias que antecedem a volta de Jesus.

EUA advertem Putin sobre consequências catastróficas caso use armas nucleares na Ucrânia

Os Estados Unidos responderão decisivamente a qualquer uso russo de armas nucleares contra a Ucrânia e explicaram a Moscou as “consequências catastróficas” que enfrentarão, disse hoje o conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan. Os comentários são o mais recente alerta americano após a ameaça nuclear velada feita por Vladimir Putin na quarta-feira (21), quando o presidente russo também anunciou a primeira mobilização militar de seu país desde a Segunda Guerra Mundial.

“Se a Rússia cruzar essa linha, haverá consequências catastróficas para eles. Os Estados Unidos responderão decisivamente”, disse Sullivan à emissora NBC. Sullivan não descreveu a natureza da resposta planejada, mas disse que os Estados Unidos esclareceram para Moscou “com mais detalhes exatamente o que isso significaria”. Sullivan disse que o país está em contato frequente e direto com a Rússia. O presidente dos EUA, Joe Biden, em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas na quarta-feira, acusou Putin de fazer “ameaças nucleares abertas contra a Europa” em desrespeito imprudente às responsabilidades de não proliferação nuclear.

A Rússia também está fazendo um referendo em quatro regiões do leste da Ucrânia com objetivo de anexar territórios que tomou durante a invasão lançada em fevereiro. A Ucrânia e seus aliados chamaram os referendos de farsa projetada para justificar uma escalada da guerra. Depois de sofrer reveses no campo de batalha, Putin está mobilizando 300 mil soldados e ameaçando usar “todos os meios disponíveis” para proteger a Rússia. “Isso não é um blefe”, disse Putin nos comentários vistos no cenário mundial como uma ameaça ao uso potencial de armas nucleares.

(UOL notícias)

Fortes terremotos atingem Taiwan e México

Taiwan

Um terremoto de 6,9 graus de magnitude afetou o sudeste de Taiwan neste domingo (18/9) e deixou pelo menos um morto, além de ter provocado o desabamento de pelo menos três edifícios e danos em rodovias, mas os meteorologistas descartaram a ameaça de tsunami na região. O terremoto aconteceu às 6h44 GMT (3h44 de Brasília), 50 quilômetros ao norte da cidade de Taitung e a uma profundidade de 10 quilômetros. A intensidade inicial foi calculada em 7,2 graus, mas o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS) revisou algumas horas depois para 6,9. Também foram registrados vários tremores secundários. […]

A Administração de Ferrovias de Taiwan (TRA) informou que um trem descarrilou na estação de Dongli, em Hualien. Os passageiros foram retirados e ninguém ficou ferido. O tremor também foi sentido na capital, Taipé, e na cidade de Kaohsiung.

(Correio Brasiliense)

Um poderoso terremoto atingiu a costa oeste do México nesta segunda-feira (19), sacudindo edifícios e fazendo com que moradores da Cidade do México fossem para as ruas por segurança. O Sistema de Alerta de Tsunami dos EUA disse que há risco de um tsunami perto da costa de Michoacán.

Pouco depois das 13h, hora local, o tremor de magnitude 7,6 registrado pelo Serviço Geológico dos EUA atingiu perto da costa na região fronteiriça dos estados de Michoacán e Colima a uma profundidade de cerca de 15 km.

Na Cidade do México, que fica a aproximadamente 440 km do epicentro, testemunhas disseram que sentiram os prédios tremerem. A prefeita Claudia Sheinbaum disse que não houve relatos imediatos de danos na capital após os tremores.

O tremor desta segunda atingiu o México no mesmo dia em que dois outros grandes terremotos atingiram o país, em 1985 e 2017.

Milhares de pessoas morreram no terremoto de 1985 e mais de 350 morreram no terremoto de 2017.

(G1 Notícias)

O tempo está passando mais rápido?

Será que a profecia de Mateus 24:22 se refere ao aumento de velocidade de rotação da Terra, algo que tem sido noticiado recentemente?

relogio

Vejamos o que diz o texto bíblico, a começar pelo verso 20: “Orai para que a vossa fuga não suceda no inverno nem no sábado; porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.”

O contexto dessa declaração de Jesus é uma pergunta feita pelos discípulos no versículo 3: “E estando Ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a Ele os Seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da Tua vinda e do fim do mundo.”

O motivo dessa pergunta foi o comentário de Cristo de que, no futuro, não restaria pedra sobre pedra do templo do qual eles haviam acabado de sair. Como a pergunta dos discípulos misturava o evento da destruição do tempo com eventos finais deste mundo, Cristo também deu uma resposta que incluía a destruição do tempo e os sinais de Sua segunda vinda.

No versículo 20, o contexto sugere que o assunto local seja o cerco de Jerusalém, que ocorreu no ano 70 d.C. Entretanto, o texto parece fazer um paralelo também com uma perseguição em mais larga escala, que ocorreria ainda mais no futuro.

Por essas considerações, não é absurdo aplicar a ideia de “dias abreviados” a perseguições que ocorreriam em épocas futuras do ponto de vista dos discípulos. Mas o que significa “dias abreviados”? Não temos indicações no texto de que essa expressão idiomática signifique que os dias realmente terão menos horas, mas que o período de tribulação seria abreviado para que nem todos perecessem. Essa finalidade está explícita no texto. Apenas termos dias mais curtos durante um mesmo intervalo de tempo não ajuda no propósito de encurtar o período de sofrimento.

Mas e o que dizer das notícias sobre dias mais curtos? Vejamos alguns pontos de que precisamos tratar para entender o fenômeno.

Primeiro, inicialmente, definimos um segundo como sendo 1/86400 de um dia. Como sabemos que a rotação da Terra pode variar ligeiramente, passou-se a definir o segundo a partir de grandezas físicas universais. Essa nova definição ainda corresponde ao período de um dia dividido em 86400 partes, mas agora de maneira estável. Se a Terra mudar sua velocidade de rotação, isso não afeta o valor da unidade de tempo.

Segundo, a Terra não é um corpo rígido, mas algo maleável com partes móveis (núcleo, manto, crosta e assim por diante). Além disso, a Terra interage principalmente com o Sol e a Lua. Um dos efeitos disso são as marés. Terremotos e erupções vulcânicas também causam algum deslocamento de matéria. Essas alterações causam modificações minúsculas na velocidade de rotação da Terra.

Durante as últimas décadas, a Terra vinha girando mais lentamente, mas acelerou um pouco recentemente. Isso significa que os dias ficaram mais curtos agora? Sim, mas o recorde foi de 1,59 milésimo de segundo por dia.

Agora pensemos um pouco: quanto 1,59 milésimo de segundo em um dia afeta nossa vida? Vamos ter a impressão de que os dias estão mais curtos? Claro que não. Perceberemos exatamente a mesma coisa que perceberíamos se o dia ficasse 5 milissegundos mais lento. Essas coisas simplesmente estão fora do alcance de nossa percepção.

E como isso ajudaria a abreviar os tempos de tribulação mencionados em Mateus 24:22? Não faria diferença perceptível; não ajudaria a encerrar o sofrimento mais rápido para que pessoas pudessem escapar.

Por fim, é importante tirar uma lição disso: sensacionalismo é uma armadilha. Atrai leitores e seguidores mas tende a induzir ideias equivocadas. Em um mundo em que vemos muito mais “fake news” do que fatos reais, precisamos sempre conferir as fontes.

Nesse caso do dia mais curto, devemos perguntar: Quanto mais curto? Chega a fazer diferença na prática? Essas variações são comuns ou não?

Feitas as perguntas, devemos procurar os dados para respondê-las cruzando todas as informações de fontes primárias a que tivermos acesso (o que é fácil hoje em dia). Infelizmente, muitos se limitam a repassar boatos que circulam nas redes sociais e na literatura não especializada, e muitos chegam a conclusões mirabolantes em função disso.

(Eduardo Lütz é bacharel em Física e mestre em Astrofísica Nuclear pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

As duas faces do protestantismo apostatado

Para o diabo tanto faz se a apostasia vem pela atuação da besta do mar ou se pela besta do abismo e as ideologias identificadas com a subversão promovida por ela.

Historicamente, os adventistas do sétimo dia sempre entenderam que o protestantismo apostatado denunciado por Ellen White em obras como O Grande Conflito fosse a direita cristã interessada no fim da separação entre a igreja e o Estado. E essa interpretação obviamente está correta (leia Apocalipse 13, de Marvin Moore). De fato, adeptos da teologia do domínio sempre quiseram trazer a Idade Média de volta, desejando que a religião (oficial) tomasse conta da política e da sociedade. O que ocorre é que, como a história já mostrou, os grupos minoritários que não concordam com essa união nefasta e com os dogmas impostos acabam sofrendo duramente. No passado, muitos até perderam a vida por causa disso. No futuro, novamente os fiéis à Palavra de Deus serão perseguidos.

Ocorre que existe outra face do protestantismo apostatado que acaba enganando outro tanto de pessoas, noutra extremidade do espectro político: a religião progressista identificada com a esquerda e com as teologias de libertação e pautas identitárias. Semelhantemente à direita conservadora religiosa (protestante ou papista), os cristãos progressistas acabam desprezando a Bíblia e acolhendo ideologias humanas (os da direita adotam dogmas, os da esquerda, ideologias). Para o diabo tanto faz se a apostasia vem pela atuação da besta do mar e do vinho de doutrinas corrompidas que ela distribui, ou se pela besta do abismo e as ideologias identificadas com a subversão promovida por ela (veja). Desde que o inimigo consiga afastar as pessoas da Palavra, tá valendo pra ele.

O protestantismo apostatou quando abandonou princípios como o Sola Scriptura para dar as mãos ao humanismo corrompido. Apostatou quando, imitando o catolicismo medieval e se aproximando de novo dele, largou a mão de Deus e passou a confiar no poder político. Apostatou quando, em lugar de atuar em favor dos mais frágeis e desfavorecidos com base nos princípios bíblicos, passou a fazer da “justiça social” sua religião, fundamentada em ideias antibíblicas limitantes e, em alguns casos, até neopagãs.

Solução para tudo isso? Voltar à Bíblia e adotar as verdades e os valores redescobertos a partir da “nova reforma protestante” do século 19 – aquela que Satanás faz de tudo para anular, neutralizar, castrar.

Conforme escreveu o físico Eduardo Lütz: “Nós, como igreja, não somos nem direita, nem esquerda, mas algo completamente diferente. Por sinal, a direita apenas manipula o conceito de religiosidade para tirar vantagem disso. Esquerdistas também se dizem religiosos, mas mostram outros princípios na prática. O verdadeiro cristianismo está muito acima de tudo isso.”

Michelson Borges

Covid e varíola dos macacos: quando os conselhos de Deus são desprezados

Liberdade ameaçada – de lá e de cá

Teologia do domínio e ideologias identitárias são mais parecidas do que parece

Um deputado religioso quer proibir por lei “mudanças na Bíblia” (esquecendo-se aparentemente de que as Bíblias católicas têm livros a mais e que existem Bíblias em linguagem atual) (confira). Uma escola cristã em MG é alvo de ação civil por orientar os pais sobre ideologia de gênero (confira). No primeiro caso, há franca violação do conceito de Estado laico e dominionismo em ação. No segundo, ameaça à liberdade de crença e de expressão (leia o que publicou a Anajure). Evidentemente que é preciso respeitar a Bíblia, mas que isso fique nos domínios das religiões e não da política. Evidentemente que se deve combater a homofobia e a intolerância e respeitar os “diferentes”, mas que se respeite também o direito de discordar educadamente.

A teologia do domínio procura por vias políticas impor dogmas, conceitos, padrões (e eventualmente procurará impôr um dia oficial de descanso, já sabemos qual). As ideologias e teologias identitárias e da libertação relativizam a autoridade da Bíblia e, em muitos casos, lutam para impor um pensamento que desejam seja hegemônico. A ecoteologia da libertação ganha força e logo deverá lutar pela imposição de um dia de descanso para a “Mãe Terra”, já sabemos qual).

Muitas vezes os extremos são mais semelhantes do que parece à primeira vista…

Esquerda e direita instrumentalizam a religião

E o que isso tem que ver com as profecias do tempo do fim

Durante o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, a separação entre a igreja e o Estado esteve seriamente ameaçada (confira aqui, aqui e aqui), tendo o presidente inclusive dito que pretendia acabar com a Emenda Johnson (aqui), justamente a que garante essa separação saudável. No livro O Dia do Dragão (CPB), o pastor e jornalista Clifford Goldstein já chamava a atenção dos leitores para esse perigo (confira), e mais recentemente, em seu livro Apocalipse 13 (CPB), Marvin Moore, editor da revista Signs of the Times, fez o mesmo tipo de alerta.

Nas páginas 148 e 149, ele cita algumas autoridades norte-americanas que têm falado e lutado em favor da reaproximação entre religião e política. Nomes como o do pastor presbiteriano D. James Kennedy, que disse: “Se estamos dedicados a levar de volta a nação aos valores morais cristãos, e estamos envolvidos nisso, não há dúvida de que podemos testemunhar a queda, não só do muro de Berlim, mas do ainda mais diabólico ‘muro de separação’ que tem levado à secularização, impiedade, imoralidade e corrupção em nosso país.” E ele disse mais: “Nossa tarefa é recuperar os Estados Unidos para Cristo, qualquer que seja o custo. Como os representantes de Deus, devemos exercer domínio [teologia do domínio] e influência piedosos sobre nossa vizinhança, nossas escolas, nosso governo, nossa literatura e arte, nossos ginásios esportivos, nossa mídia de entretenimento, nossa mídia de notícias, nossos esforços científicos – em resumo, sobre todos os aspectos e instituições da sociedade humana.”

As palavras de Kennedy soam quase como uma cartilha, uma espécie de gramscismo à direita. Um esforço de infiltração religiosa a la “The Family” (confira aqui e aqui) em todos os níveis da sociedade, numa violação aberta do conceito de laicidade, mas sempre com a justificativa de se estar trazendo de volta os valores cristãos que constituem a base do mundo ocidental – família, patriotismo, respeito, e outra coisa que citarei mais abaixo.

No Brasil, temos visto algo parecido com a teologia do domínio na chamada Bancada Evangélica, em produções midiáticas muito bem feitas do ponto de vista técnico, como os documentários da “Brasil Paralelo”, e os muitos cursos e conteúdos de influenciadores que clamam pela volta de um catolicismo tradicional com sabor medieval (algo que era defendido pelo filósofo Olavo de Carvalho [aqui e aqui]), sempre com a justificativa de salvar a sociedade com a volta dos bons costumes.

Note que o esforço sempre nasce de um problema real e legítimo. É evidente que as famílias estão se esfacelando e que essa instituição sagrada vem sendo impiedosamente atacada. É óbvio que os valores morais estão indo por água abaixo numa sociedade cada vez mais permissiva e fluida. Mas também é óbvio que empurrar à força um tipo de religião, numa reedição do status quo medieval, é convidar o totalitarismo e ameaçar a liberdade conquistada a tão alto preço. Para os analistas adventistas, interessa especialmente um ponto, entre tantos outros (a coisa que eu deixei no ar lá atrás): tanto o catolicismo quanto o evangelicalismo preponderante especialmente nos Estados Unidos defendem o descanso dominical como uma das propostas de salvamento para o mundo; um verdadeiro retorno das Blue Laws (confira). O domingo é um dos pontos de convergência entre católicos e protestantes em geral.

Ponto para as bestas do mar e da terra (Ap 13).

Para o pessoal da ala mais à esquerda, a religião também se apresenta como uma grande força a ser instrumentalizada. Mesmo sites católicos como o da Agência Católica de Informações denunciam a aproximação entre partidos de esquerda e a Teologia da Libertação (confira), e não veem isso como algo positivo. Para os adeptos dessa teologia que foi muito forte estre os anos 1960 e 1980, a solução para o mundo passa diretamente pela política e pelo fim das injustiças sociais. Ideólogos como Leonardo Boff adotaram um discurso ecológico com forte sabor panenteísta pagão (ecoteologia), como o usado durante o Sínodo da Amazônia, por exemplo (confira), recheado de expressões como “mãe terra” e outras.

Desse lado do espectro político se destacam os esforços ECOmênicos (confira) no sentido de “salvar a Terra”, tendo o domingo (de novo) como proposta para amenizar os efeitos das mudanças climáticas (ideia apresentada com ênfase pelo papa Francisco em sua encíclica Laudato Si).

Note que, de novo, as justificativas são sempre legítimas, afinal, quem concorda com as injustiças sociais que assolam o planeta? Quem concorda com a degradação do meio ambiente e o monopólio do capital na mão de tão poucos?

No fim das contas, fica a certeza de que estão procurando fazer algumas coisas certas tendo como base a ideologia errada que vai favorecer os protagonistas de sempre no grande conflito.

Ponto para as bestas do mar e do abismo (Ap 13 e 11).

O cristão não deve ser apolítico, afinal, a política permeia nossa vida, mas não deve ser partidário nem de direita nem de esquerda. Não pode se esquecer de que o reino de Cristo não é deste mundo. Precisamos continuar dando a César o que é dele e a Deus o que é Dele.

Michelson Borges

O Sínodo da Amazônia, a ecoteologia e o domingo climático

Comentário profético sobre a guerra na Ucrânia

Existe alguma profecia específica sobre a guerra na Ucrânia?

Não há nenhuma profecia específica na Revelação sobre a guerra na Ucrânia. Mas ela se encaixa de modo geral em duas profecias feitas no atacado: “Ouvireis falar de guerras e rumores de guerras” (Mt 24:6); e: “As nações estão iradas” (Ap 11:18), referindo-se exatamente ao tempo pré-fechamento da porta da graça em que vivemos.

Essa guerra pode se transformar na terceira guerra mundial? A Revelação diz algo sobre isso?

É bom lembrar que não há na Bíblia nenhuma profecia específica sobre guerras mundiais. Nem para a Primeira, nem para a Segunda, e muito menos para Terceira. Porém, assim como já aconteceram duas guerras mundiais, um terceiro conflito global não está descartado. Se acontecer outro conflito militar mundial antes do fechamento da porta da graça, creio que Deus não permitirá que sejam usadas armas nucleares em massa, porque a destruição seria muito grande. Os anjos ainda estão segurando os quatro ventos (Ap 7:1). Agora, se um conflito mundial estourar após o fechamento da porta da graça, aí, sim, haverá grande destruição. As primeiras cinco pragas do apocalipse podem mesmo se referir a um conflito bélico generalizado (biológico/nuclear). “Úlceras malignas” (arma biológica); “os homens se queimaram com intenso calor” (arma nuclear). “Foi-me mostrado que os juízos de Deus não viriam sobre os seres humanos diretamente da parte do Senhor, mas desta maneira: eles se colocam além de Sua proteção… Deus usará Seus inimigos como instrumentos para punir os que seguiram os próprios e perniciosos caminhos, pelos quais a verdade de Deus tem sido deturpada, desfigurada e desonrada” (Ellen G. White, Eventos Finais, p. 242).

Quais serão os possíveis desdobramentos dessa guerra?

É muito difícil prever todos os detalhes que acontecerão. Uma coisa é certa: Deus está no controle da história humana. “Pois do Senhor é o reino, é ele quem governa as nações” (Sl 22:28). Esse conflito pode acabar rapidamente ou demorar meses ainda. Uma possível consequência dessa guerra poderá ser o aprofundamento da crise econômica mundial. Setores como energia, combustíveis, comércio de alimentos e o sistema financeiro mundial (baseado no dólar) podem ser grandemente afetados, empurrando o mundo ladeira abaixo.

A profecia de Gogue e Magogue tem alguma relação com a Rússia?

Ezequiel 38 e 39 e Apocalipse 20:8 são os únicos textos que falam sobre o tema. Ezequiel trata da profecia, Apocalipse mostra seu cumprimento. Gogue e Magogue são símbolos de todos os inimigos do povo de Deus (Israel espiritual); referem-se “às nações que há nos quatro cantos da terra” (Ap 20:8) e não apenas à Rússia. Note que a luta de Gogue e Magogue contra Israel (espiritual) ocorrerá justamente “nos últimos dias” (Ez 38:16). João contemplou essa batalha ocorrendo “depois que se completarem os mil anos” (Ap 20:7). Segundo Grant Osborne (Apocalipse: Comentário Exegético, p. 796), há um paralelismo interessante entre Ezequiel 36-48 e Apocalipse 20-22:

RessurreiçãoDos ossos secos – Ez 36Dos ímpios – Ap 20:4-6
Coalizão das nações – Gogue e MagogueEz 38Ap 20:7-9a
Destruição de Gogue e MagogueEz 39Ap 20:9b-14
Israel desfruta templo escatológicoEz 40-48Ap 21-22:5

(Sérgio Santeli é pastor adventista em São Paulo)