A maior de todas as promessas

second-comingA descrição do último dia do planeta Terra que mais me impressiona está escrita no best-seller mundialmente conhecido como O Grande Conflito. Nas páginas 640 e 641, a autora, Ellen G. White, pinta assim a cena: “Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, à distância, parece estar envolta em trevas. O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do homem. Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor e encimada pelo arco-íris do concerto. Jesus, na nuvem, avança como poderoso vencedor. […] Com antífonas de melodia celestial, os santos anjos, em vasta e inumerável multidão, acompanham-nO em Seu avanço. […] Nenhuma pena humana pode descrever esta cena, mente alguma mortal é apta para conceber seu esplendor.”

Fantástico demais? Parece apenas um lindo sonho que nunca se realizará? Seriam simbólicas essas palavras, assim como as centenas de citações bíblicas relacionadas com esse evento? Afinal de contas, Cristo voltará mesmo algum dia?

TEMPO DE PARADOXOS

O fim do século 20 foi caracterizado por grandes paradoxos, que se ampliaram nas últimas décadas. De um lado, os avanços científico-tecnológicos enchem-nos de esperança: realidade virtual, engenharia genética e clonagem, viagens espaciais rotineiras e internet são palavras que deixaram a ficção para se tornar realidade. De outro, a fome e as epidemias dizimando milhões de seres humanos em vários países; desastres ambientais; crianças armadas matando colegas na escola; acidentes aéreos, navais e automobilísticos; lixo “cultural” exibido em horários nobres na TV; doenças incuráveis levando milhões à sepultura precocemente… Isso sem falar na crise econômica e no desemprego.

Depois da queda do comunismo na ex-União Soviética, as atenções de todo o mundo se voltaram para o capitalismo como “a grande solução”. Entretanto, em anos recentes, constatou-se a ilusão de tal crença. Em outubro de 1997, a crise asiática assustou o mundo e provocou um efeito cascata nas bolsas de valores. Menos de um ano depois (em agosto de 1998), a moratória russa gerou incerteza e derrubou a poderosa Bolsa de Nova Iorque em 4,2%. Em 2008 foi a vez dos Estados Unidos. O desespero dos investidores se estampava nos jornais, cumprindo, em parte, as palavras de Jesus: “Haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo” (Lucas 21:26).

De fato, o início do século e do milênio foi marcado por paradoxos. Boas e más notícias se mesclam nos noticiários diários. Esperança e desespero convivem de mãos dadas. Em quem devemos crer: nos “profetas do fim do mundo” ou nos pregoeiros da paz e da Nova Era? Existe, afinal, uma boa notícia que seja, acima de tudo, confiável e definitiva? Existe!

A GRANDE NOTÍCIA

Há quase dois mil anos, Deus assumiu a forma humana e habitou entre os homens (ver João 1:1-3). Jesus – chamado de o Verbo de Deus, a Palavra encarnada – trouxe-nos a maior e melhor notícia de todos os tempos: há salvação para o pecador arrependido e para este mundo enfermo; as desgraças e a miséria humana não durarão para sempre. Veja o que Ele mesmo disse: “Não fiquem tristes e preocupados. Confiem em Deus e confiem também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitos cômodos, e Eu vou preparar um lugar para vocês. […] E, depois que Eu for […] voltarei e os levarei comigo para que vocês estejam onde Eu estiver” (João 14:1 a 3, BLH). Sem dúvida, a segunda vinda de Cristo (prometida por Ele mesmo) é o maior acontecimento da História. Mas como será essa vinda?

Passagens bíblicas como Mateus 24:30; 25:31; Atos 1:11 e outras deixam claro que a segunda vinda de Cristo à Terra será bem visível, pois Ele virá “sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”. Além disso, junto com Ele virão milhares de anjos. Para que não houvesse nenhuma dúvida, inclusive, Jesus comparou Sua vinda a algo bem visível: um relâmpago que cruza o céu de ponta a ponta (ver Mateus 24:27). A Bíblia diz, também, que todos os povos da Terra verão o Filho do homem descendo nas nuvens, com poder e grande glória (ver Apocalipse 1:7 e Mateus 24:30).

Outro evento espetacular que terá lugar na segunda vinda de Cristo é a ressurreição dos mortos. O apóstolo Paulo deixou palavras muito animadoras a respeito dos que dormem na sepultura. Disse ele que “haverá a ordem de comando, a voz do Arcanjo, o som da trombeta de Deus, e então o próprio Senhor descerá do Céu. Ressuscitarão primeiro aqueles que já morreram crendo em Cristo” (1 Tessalonicenses 4:16, BLH). Essa é, sem dúvida, uma feliz notícia para todos os que perderam um amigo ou familiar querido. Pense na possibilidade de rever essa pessoa num mundo no qual não haverá mais dor, choro ou morte! (Ver Apocalipse 21:1-4.)

Com relação aos que estiverem vivos na vinda de Cristo, Paulo diz: “Então nós, os que estivermos vivos, seremos todos reunidos com eles [os mortos ressuscitados] nas nuvens, para nos encontrarmos com o Senhor no ar; e assim estaremos sempre com Ele” (1 Tessalonicenses 4:17, BLH). Paulo, inspirado por Deus, também disse que os que estiverem vivos por ocasião da segunda vinda, serão transformados, deixarão de ser mortais e ganharão um corpo imortal (ver 1 Coríntios 15:51, 52).

Agora pense nisso: se na segunda vinda de Cristo os mortos serão ressuscitados e os vivos transformados serão levados para o Céu, isso quer dizer que não haverá outra chance para arrependimento naquele dia. Note o que disse Jesus: “Eu venho logo! Vou trazer comigo as Minhas recompensas, para dá-las de acordo com o que cada um tem feito” (Apocalipse 22:12, BLH). Jesus virá, desta vez, para dar a recompensa: a vida eterna.

A salvação de todo ser humano já foi providenciada quando o Filho de Deus entregou a vida na cruz. Em Sua segunda vinda Ele virá buscar aqueles que aceitaram essa salvação. “Quando chegou o tempo de mostrar a Minha bondade” – diz Deus – “Eu atendi o seu pedido e o socorri quando chegou o dia da salvação. Escutem! Este é o tempo em que Deus mostra a Sua bondade! Hoje é o dia de ser salvo!” (2 Coríntios 6:2, BLH).

Naquele dia só haverá duas classes de pessoas. Jesus dirá aos que estiverem à Sua direita, aos salvos: “Venham, vocês que são abençoados pelo Meu Pai! Venham e recebam o Reino que, desde a criação do mundo, foi preparado pelo Meu Pai.” Já aos da esquerda, os que rejeitaram todos os apelos do Espírito Santo e não quiseram manter um relacionamento de amizade com Cristo, Ele dirá: “Afastem-se de Mim” (ver Mateus 25:34, 41, BLH).

QUANDO JESUS VIRÁ?

“Quanto ao dia e hora ninguém sabe” (Mateus 24:36), mas Cristo deixou algumas profecias cujo cumprimento serviria de sinal para os vigilantes, os que estudam a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Dentre esses sinais, podemos destacar os seguintes:

1. Pessoas querendo imitar a vinda de Cristo, dizendo ser Ele e fazendo, inclusive, milagres (Mateus 24:5, 24).
2. Guerras, fomes, pestes, doenças e terremotos em todos os lugares (Mateus 24:7).
3. Tempos difíceis (2 Timóteo 3:1).
4. Homens amantes de si mesmos, ambiciosos, egoístas, blasfemos, orgulhosos, mais amigos de prazeres do que amigos de Deus (2 Timóteo 3:1-5).
5. Multiplicação do conhecimento das profecias apocalípticas e da ciência (Daniel 12:4).

A frequência e a intensidade com que esses sinais têm ocorrido nos últimos anos apontam para a proximidade da segunda vinda de Jesus Cristo. É verdade que muitas pessoas duvidam desse acontecimento. Alguns até zombam dos que creem nisso. Sem saber, esses céticos cumprem outro sinal: “Vocês precisam saber que nos últimos dias vão aparecer homens dominados pelas suas próprias paixões. Eles vão zombar de vocês, dizendo: ‘Ele prometeu vir, não foi? Onde está Ele? Os nossos pais morreram, e tudo continua do mesmo jeito que era desde a criação do mundo!’” (2 Pedro 3:3, 4, BLH).

Por isso, um bom conselho bíblico é: “Fiquem vigiando e orando sempre, para poderem escapar de tudo o que vai acontecer e continuarem firmes diante do Filho do homem” (Lucas 21:36, BLH).

Michelson Borges

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Terremoto quebra placa tectônica ao meio e faz geólogos “tremerem”

terremotoEm 7 de setembro de 2017, um terremoto de 8,2 na escala de magnitude atingiu a região sul do México, matando dezenas e ferindo centenas de pessoas. Embora os terremotos sejam bastante comuns na região, esse impactante acontecimento não foi exatamente um tremor corriqueiro. E o motivo disso é que parte da placa tectônica responsável pelo terremoto, de quase 60 km de espessura, foi totalmente dividida ao meio, conforme revela novo estudo publicado na revista científica Nature Geoscience. Tudo isso aconteceu em questão de segundos, coincidindo com uma colossal liberação de energia. “Se entendida como um imenso bloco de vidro, essa ruptura causou uma enorme fenda exposta”, diz o autor principal Diego Melgar, professor assistente de sismologia de terremotos na Universidade de Oregon. “Todos os indícios apontam que a placa se quebrou em toda a sua espessura.”

Fragmentações de tamanha dimensão foram observadas anteriormente em poucos lugares do mundo, tendo todos esses épicos terremotos algo em comum: ninguém sabe de verdade como acontecem. E essa lacuna de conhecimento é grave, porque enormes populações, desde a costa oeste das Américas até os litorais lestes do Japão, podem estar sob a ameaça desses enigmáticos terremotos.

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Alegria, esperança, frustração e um frio na barriga

Estas eleições agitaram o Brasil como fazia tempo não acontecia. Em poucos meses, nosso povo comumente apático quando o assunto era política, graças às redes sociais, passou a discutir política praticamente todos os dias, tendo que aprender a navegar num oceano agitado por fatos e fake news. Nestas eleições vimos quebrado o monopólio das grandes empresas de comunicação e o povo, finalmente, desenvolvendo uma saudável desconfiança da mídia, tendo que aprender a consumir com mais criticidade as informações que lhe chegavam por vários meios. Nestas eleições foi bonito ver o espírito patriótico despertando e fortalecido o desejo de mudança, de moralização, de ruptura com os desmandos de tantos anos de democracia mal usufruída – ou melhor, bem usufruída por parte daqueles que ocupavam o poder, até que a ganância foi interrompida pelas algemas. Tudo isso me trouxe alegria. E despertou também a esperança e o desejo de que a reação em cadeia ajude a tornar nosso país um lugar melhor, mais ordeiro, seguro e progressista. Espero que o novo presidente saiba aproveitar bem esse desejo popular e a “carta branca” que lhe foi colocada nas mãos por milhões de brasileiros.

Anos atrás, votei no Lula, como fizeram milhões de brasileiros que acreditavam na mudança, em uma pátria mais justa em que os líderes realmente se preocupassem com os menos favorecidos, diminuindo, assim, os enormes abismos sociais e as desigualdades típicas da nossa sociedade. Antes de votar nele, em minha juventude e adolescência, usei camiseta do Che Guevara, boton em favor da revolução sandinista, e cria que Jesus havia sido uma espécie de socialista revolucionário. Foi isso o que os ideólogos da Teologia da Libertação nos ensinaram. Religiosos como Leonardo Boff e outros, a quem seguíamos como verdadeiros messias iluminados, pregadores do comunismo como a solução definitiva para as mazelas da humanidade. Na época ainda não podíamos dimensionar nem prever o que aconteceria com Cuba e Venezuela, quando o dinheiroduto russo fosse fechado. Na época eu não sabia que as ditaduras comunistas haviam ceifado a vida de muito, mas muito mais pessoas do que as que foram levadas à morte pelas guerras e pelo nazismo. Graças a Deus, a verdade que liberta (João 8:32) me encontrou e tive os olhos abertos. Para equilibrar minhas “leituras vermelhas”, passei a ler autores conservadores como Theodore Dalrymple, Roger Scruton e outros. Vi então a incompatibilidade do cristianismo com as ideologias que outrora eu defendia.

Infelizmente, muitos amigos dos tempos de militância esquerdista acabaram perdendo a fé, uma vez que depositaram toda a esperança em um “reino” que nunca foi implantado, em messias de carne e osso que fizeram pior do que os governantes a quem criticavam e condenavam. Isso foi extremamente frustrante. Desalentador. Deixou uma geração ideologicamente órfã. Só não me senti assim porque fui acolhido por Jesus e preenchido pela esperança no Reino vindouro, esse, sim, a solução para todos os problemas humanos derivados do pecado. Conheci um Jesus redentor, não revolucionário. Um Jesus não de esquerda, nem de direita. Um Jesus do Alto que veio à Terra para viver entre nós, sofrer como nós (na verdade muito mais do que nós) e oferecer a real esperança e uma teologia que realmente liberta.

Outra fonte de grande frustração para mim foi perceber que dentro da igreja cuja mensagem me libertou, posto que bíblica, começaram a pipocar aqui e acolá jovens com discursos parecidos com aqueles que eu ouvia nos meus tempos de católico da Teologia da Libertação. Jovens defendendo anacrônica e ingenuamente o comunismo e ignorando o fato de que pastores adventistas eram presos, perseguidos e mortos nos regimes comunistas; jovens que talvez nunca tenham ouvido falar de Soljenitsin e o Arquipélago Gulag. Minha impressão é a de que cresceram em uma “bolha adventista”, sem noção de questões políticas, e, de repente, quando se viram em ambientes acadêmicos seculares, frequentemente dominados pelo pensamento marxista gramsciano, pensaram estar finalmente descobrindo a “verdade” (não a que liberta, evidentemente). Caíram no canto da serpente. Aquilo que o diabo não conseguiria por meio do evolucionismo e do espiritualismo, uma vez que adventistas são naturalmente blindados contra essas ideologias, logrou êxito por meio do marxismo, igualmente perigoso para a fé cristã bíblica. Acadêmicos financiados pelas instituições para dentro das quais estão trazendo cavalos de troia ideológicos…

Fiquei também frustrado por ver adventistas – entre eles alguns funcionários da instituição – manifestando com ímpeto suas posições políticas (infelizes) nas redes sociais. Pessoas que praticamente nunca falam sobre profecias, volta de Jesus, sobre doutrinas bíblicas, mas que de repente se tornam arautos desse ou daquele candidato, dessa ou daquela ideologia.

E o frio na barriga? Bem, isso eu senti mais uma vez durante o primeiro discurso do novo presidente eleito (e não foi por medo, não). Nunca (que eu saiba) um presidente da República brasileiro começou e terminou esse momento com uma oração. Na mesa dele, durante o primeiro pronunciamento à nação, havia uma Bíblia. Fica clara a ligação do novo governo com a religião, o que de certa forma parece violar o Estado laico. Claro que para nós cristãos essa tendência moralizante é melhor do que a nefasta ideologia de gênero, a perversão da sexualidade infantil, o aborto indiscriminado e outras barbaridades esquerdistas. A esquerda, se pudesse, destruiria a igreja e a visão de mundo judaico-cristã. Mas a direita que está aí quer ir para outro extremo, vinculando demais a religião aos assuntos de Estado. Nem é preciso dizer o que a aproximação entre igreja e governos trouxe de ruim para os grupos religiosos minoritários ao longo da história. Realmente estávamos entre o fogo e a frigideira…

Na verdade, essa onda direitista moralizante e religiosa já vem sendo observada em outros países, com destaque para os Estados Unidos.

 

Conforme escreveu meu amigo português Filipe Reis, “a questão não é Trump, não é Bolsonaro, não é Salvini, não é Órban nem será nenhum dos novos líderes que podem surgir em vários lugares – a questão central é uma tendência que se acentua cada vez mais ao encontro do cumprimento de uma mudança profética em termos de domínio, predominância e influência local e global. Enquanto rapidamente se aproximam as últimas cenas do grande conflito na Terra, infelizmente muitos insistem em olhar e ficar mais preocupados acerca das circunstâncias voláteis, flexíveis e imprevisíveis da política e da sociedade à nossa volta, do que estudar, analisar e perceber a Bíblia e a profecia, que são o verdadeiro e único guia seguro, o fundamento que traz sentido para todo o resto”.

Outra breve e oportuna reflexão fez meu amigo pastor Moisés Biondo: “Finalmente, essas eleições terminam Ontem! Nem o Bolsonaro, nem o Haddad será o grande perdedor. Perdedores, fracassados serão todos aqueles que abdicaram do amor, perderam o respeito, abriram mão da amizade em nome de uma ideologia (que é falha, seja qual for). Se por causa de um candidato você feriu, desprezou, diminuiu ou se afastou de alguém, o grande derrotado é você.”

Ainda dá tempo de pedir perdão…

Estou feliz, esperançoso, frustrado e com frio na barriga. Mesmo assim, esse coquetel de sentimentos não me impedirá de fazer o que a Bíblia recomenda em 1 Timóteo 2:1, 2: devemos orar pelos nossos governantes. Gostaria de se unir a mim?

Michelson Borges

Apocalipse 13 e as eleições

apoc 13A essa altura em que chegamos das eleições no Brasil, dá para refletir um pouco sobre o que estamos vivenciando como sociedade e arriscar algumas possíveis comparações com o cenário escatológico de Apocalipse 13, que nos aguarda:

Essa tensão pela qual estamos passando agora é um vislumbre do ambiente que viveremos quando a crise final (Lei Dominical) chegar. Haverá polarização idêntica em torno de um tema. Muitos textos, áudios e vídeos circulando nas mídias sociais contendo argumentos e contra-argumentos; testemunhos de pessoas famosas e centenas de outras anônimas declarando de que lado estão; muitos vestindo a camisa do seu “partido”; mensagens sérias e quem sabe outras com humor; diversas fake news comprometendo a imagem da IASD e a reputação de líderes conhecidos; desentendimento e brigas com amigos e familiares…

Além disso, a saturação do tema – sinal de Deus ou da besta – ocorrerá em pouco tempo (ninguém aguenta tanta tensão e foco em um único tema durante um período tão longo).

Por isso penso que deveríamos aproveitar este período que estamos vivenciando como uma grande oportunidade para treinamento: aprender a se posicionar, expressar ideias, desenvolver o discernimento sobre as mensagens que recebemos, saber ouvir os outros, pesquisar a fundo para descobrir a verdade, desenvolver a paciência…

Eu até chego a pensar que sem essa experiência (note que questões de moralidade estão na boca do povo, e até passagens bíblicas estão sendo citadas) o Brasil não estaria preparado para discutir publicamente a grande questão final: Quem você irá escolher? O Deus Criador ou a besta do Apocalipse?

Quando isso vai acontecer eu não sei. Mas experiência em situações polarizadas nós todos teremos. Ora, vem, Senhor Jesus!

Sérgio Santeli é pastor em São Paulo

Kim Jong-un decide se tornar amigo do papa

kim-jong-unO líder norte-coreano, Kim Jong-un, convidou o papa Francisco para visitar Pyongyang, comunicou a agência Reuters. Segundo o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, ele entregará ao papa da Igreja Católica o convite do líder norte-coreano. Moon se encontrará com o papa no Vaticano entre 17 e 18 de outubro para pedir a bênção e o apoio ao estabelecimento da paz na península coreana e para discutir formas de cooperação futura com o Vaticano. O gesto de Kim Jong-un visa a sublinhar sua intenção de estabelecer paz na península coreana, segundo Reuters. O líder norte-coreano comunicou ao presidente da Coreia do Sul querer convidar para visitar Pyongyang o papa Francisco durante a terceira cúpula intercoreana em setembro. Anteriormente, o representante do Vaticano, Pietro Parolin, declarou que na Basílica de São Pedro será realizada missa especial pela paz na península. Atualmente, não há relações diplomáticas oficiais entre o Vaticano e a Coreia do Norte. A Constituição norte-coreana garante a liberdade religiosa aos cidadãos. Porém, é proibida atividade de entidades religiosas, com exceção das que são controladas pelo país.

(Sputnik)

Nota: Assim como aconteceu com a China, a influência do papa vai sendo estendida por todo o mundo. A Coreia do Norte, como todo país comunista, continuará controlando as atividades religiosas em seu território, mas com essa aproximação entre ela e o Vaticano, o catolicismo conquista uma boa vantagem ali. [MB]

China e Vaticano assinam acordo para reconhecimento da autoridade do papa

chinaÉ histórico o acordo que o Vaticano assinou neste sábado com o governo de Pequim, para o reconhecimento do papa como o chefe da Igreja Católica na China. Até aqui, coexistiam duas: uma oficial, gerida pela Associação Católica Patriótica [ndr: reconhecida e controlada totalmente pelo Estado chinês] e com 60 bispos, outra clandestina, gerida pelo Vaticano e com trinta bispos. Para ultrapassar o conflito de décadas entre Pequim e a Igreja de Roma, foi fundamental que o papa Francisco anulasse a excomunhão de sete bispos nomeados por Pequim e que os reconhecesse. Segundo o texto do acordo, a partir de agora as nomeações são feitas por mútuo acordo, tendo o papa direito de veto.

Pela primeira vez, hoje, todos os bispos da China estão em comunhão com o Santo Padre, com o papa, o sucessor de Pedro”, disse numa mensagem de vídeo o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin.

Há anos que se aguardava por este acordo. Trata-se de um acordo provisório, cujo conteúdo não foi divulgado, e que tem caráter experimental durante dois anos. O documento foi assinado em Pequim pelo subsecretário para as Relações Externas do Vaticano, Antoine Camilleri, e pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Chao.

Isto não é o fim de um processo, é o começo”, explicou o porta-voz do papa, Greg Burke. “O objetivo do acordo não é político — prosseguiu Burke —, é pastoral. Permitirá aos fiéis ter bispos que comunicam com Roma, mas que ao mesmo tempo são reconhecidos pelas autoridades chinesas.

O retomar das relações diplomáticas não está em cima da mesa. Mas a China é um país vital para a Igreja Católica, que quer torná-lo no seu ponto central no continente asiático. Atualmente, e oficialmente, existem cerca de 12 milhões de católicos no país e 40 milhões de cristãos. As estimativas apontam para um grande crescimento desses fiéis, prevendo-se que em 2030 sejam 247 milhões os cristãos chineses. Fonte: Público 

Basicamente, o que esse acordo provoca é que, a partir de agora, é o governo chinês quem sugere nomes para bispos da Igreja Católica na China, mas é o papa, em Roma, quem terá a última palavra sobre essa nomeação (o que relembra os tempos medievais na Europa). Por isso, é bastante feliz a forma como o articulista colocou a questão no sentido de a China reconhecer a autoridade do papa.

Algumas décadas atrás muitos perguntavam como iria a Igreja romana ser relevante e preponderante no leste europeu, uma vez que essa região era dominada pelo comunismo. A História mostra como tudo mudou e hoje isso não é sequer assunto.

Pois bem, muitos perguntam o mesmo com relação à China (e à Coreia do Norte). Nessa que é a mais populosa nação do mundo, os cristãos não podem ter manifestações públicas da sua fé, e até mesmo os seus lugares de culto e celebrações religiosas têm vindo a ser alvo de forte controle e até perseguição por parte do Estado.

Agora, Roma consegue uma abertura que alivia as tensões e mostra que, com tempo, diplomacia e muito trabalho de bastidores, é possível que as relações entre o Vaticano e Pequim avancem numa direção que porventura poucos imaginariam.

Isso vem a propósito da firme palavra da profecia que prevê “toda a terra” maravilhada “diante da besta” (Ap 13:3). Quando a Bíblia diz toda a terra, isso tem forçosamente de incluir nações, povos, línguas e até religiões. Tal não quer dizer que todos irão converter-se ao catolicismo; contudo, indica que a supremacia e a autoridade da Igreja romana será reconhecida por todos em nível mundial. A China, um país de forte tradição ateísta, acaba de dar um pequeno passo nesse sentido.

“Satanás está atuando com todas as suas forças, a fim de ocupar o lugar de Deus e destruir a todos que a isso se opuserem. E hoje vemos todo o mundo inclinando-se diante dele. Seu poder é aceito como o de Deus. Cumpre-se a profecia do Apocalipse: ‘toda a Terra se maravilhou após a besta’ (Apocalipse 13:3)” (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 14).

(O Tempo Final)

A “síndrome conservadora” que afeta pessoas e países e as implicações proféticas disso

trumpUma pesquisa publicada na revista Journal of Cross-Cultural Psychology defende a existência de algo chamado “síndrome conservadora”, que pode acontecer tanto em indivíduos quanto em países de forma geral. Há três fatores importantes que são base para essa síndrome: religiosidade, dominância social e moralidade social. O pesquisador da Universidade de Sidney (Austrália) Lazar Stankov conta que começou a estudar o assunto há dez anos, mas com a intenção de focar nas diferenças interculturais. “Muito do meu trabalho anterior foi sobre inteligência e eu queria expandir para o campo não cognitivo. Estudar diferenças na personalidade, atitudes sociais, valores e doutrinas me pareceu interessante”, relembra ele. “Aconteceu que o resultado dos meus estudos pode ser mais bem interpretado a partir do conservadorismo social. Isso é a mistura de várias características psicológicas focadas em preservar o status quo. Eu escolhi o termo ‘síndrome’ para enfatizar que pelo menos alguns componentes desse tipo de conservadorismo não têm alta correlação entre eles.” A palavra “síndrome” significa um conjunto de sinais que caracterizam determinada situação.

Essa síndrome descreve pessoas que querem preservar os valores sociais atuais, e que têm personalidade com baixa abertura para novidades, que valorizam a autoridade, obediência, família, autodisciplina e crenças religiosas convencionais. Essas pessoas também mostram maior hostilidade contra pessoas de outros grupos. A diferença entre a síndrome conservadora e outras definições de conservadorismo é que ela inclui fatores psicológicos, e não apenas crenças políticas. “Pessoas com essa síndrome tendem a ser mais religiosas e duras contra aqueles que não são aceitos como membros de seu próprio grupo. A religião e a moralidade parecem ser uma forma de manter o atual modo de vida, e a dureza contra pessoas de fora é uma defesa contra a ameaça da mudança”, explica o autor do estudo. […]

Este estudo utilizou dados de dois bancos, que incluíam informações sobre 11.208 pessoas em mais de 30 países. Stankov concluiu que a síndrome existe em todos os países estudados. “Uma questão importante é a ligação entre a síndrome conservadora e o conservadorismo político. A motivação das pessoas que votam em partidos conservadores nos países do ocidente pode ser mais por motivos fiscais do que por motivos sociais. A preocupação deles é a preservação do livre mercado e menos com os aspectos sociais e psicológicos da vida”, explica ele. […]

(PsyPostJournal os Criss-Cultural Psychology, via Hypescience)

Nota: O fenômeno é real e perceptível em vários países. Os movimentos e governos de esquerda levaram o pêndulo da moralidade para tal extremo que agora estamos observando uma reação contrária com a mesma intensidade. A maior parte da população está farta de ver tanta baixaria sendo promovida como arte e educação. A maioria da população (que no Brasil ainda é cristã) não aguenta mais ver os direitos de uma minoria barulhenta se sobrepondo aos direitos dos demais. Para os que se pautam pela Bíblia é uma situação de fogo ou frigideira. Apoiar candidatos de esquerda é ajudar a promover antivalores que vão totalmente de encontro aos valores judaico-cristãos. Apoiar candidatos de direita é ajudar a montar um possível cenário profético favorável a uma maior aproximação entre Estado e igreja e a aprovação de leis que terão como justificativa a proteção da família e dos valores cristãos, mas que levarão em conta a vontade da maioria cristã e/ou a vontade do segmento mais forte entre os cristãos. E nós que estudamos as profecias sabemos no que isso vai dar…

O amigo pastor Sérgio Santeli acredita que “essa onda conservadora é uma oportunidade tremenda para pregar as três mensagens angélicas, que são impopulares, assim como tantos temas levantados nessa onda também o são. É necessário não perder a crista dessa onda”. Quanto ao texto acima, ele chama atenção para o fato de que, quando o autor diz que as pessoas com essa síndrome conservadora são mais propensas à hostilidade com quem pensa diferente, ele está equivocado. “Ele deveria fazer uma pesquisa honesta sobre a síndrome do pensamento revolucionário moderno, e iria se surpreender com os resultados”, diz Santeli.

Que venha logo o fim, para que finalmente se perceba que a solução não vem da direita nem da esquerda. Vem do Alto. [MB]