Papa menciona “emergência climática” e Trump parece estar mudando de ideia

papa-franciscoNo mesmo dia (14/6) em que executivos do setor energético assinaram no Vaticano um termo de compromisso reconhecendo o perigo do aquecimento global e se comprometendo a minimizar as consequências do fenômeno que eles insistem ser antopogênico, o papa Francisco, seguindo sua agenda ECOmênica, declarou que o aquecimento global é uma “emergência climática”. O termo diz: “Como líderes do setor energético, da comunidade global de investimentos e outras organizações, reconhecemos que uma aceleração significativa na transição para um futuro de baixo carbono além das projeções atuais requer uma ação sustentada e de grande escala, além de soluções tecnológicas adicionais para manter o aquecimento global abaixo de 2 ºC, e contudo ainda avançar na prosperidade humana e econômica.”

 Em uma seção inteira da carta apostólica Laudato Si, o papa já havia dado sua sugestão para reduzir as emissões de carbono: descansar aos domingos e fazer dele um dia de baixo carbono, ideia que vem ganhando espaço e aceitação. No encontro do dia 14, o líder católico disse: “Durante tempo demais, fracassamos coletivamente em ouvir os frutos das análises científicas, e as previsões apocalípticas não podem mais ser encaradas com ironia ou desdém.”

No dia 5 de junho, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump visitou o príncipe Charles e a primeira-ministra Thereza May. No encontro, ele tocou em um assunto que deve ter deixado os ambientalistas animados. Diz o jornal italiano Il Sole 24 Ore: “Na única entrevista dada durante sua visita, Trump também abordou outra questão na qual ele discorda da maioria dos líderes ocidentais. O presidente disse que ficou ‘muito impressionado’ com o interesse apaixonado pelo meio ambiente e pela mudança climática demonstrado pelo príncipe Charles. […] O presidente disse que ‘concordou com o príncipe Charles’ sobre a importância para as futuras gerações de ter ‘um bom clima e não um desastre’, mas foi muito cauteloso nos termos que usou: ele ressaltou que não é correto falar de ‘mudança climática’, que no passado negou repetidamente a existência. O presidente falou em lugar disso em ‘condições climáticas extremas’”.

Já é um começo, levando-se em conta que Trump negou até pouco tempo atrás que houvesse algum tipo de mudança climática (ou “condições climáticas extremas”, como ele prefere). Com os Estados Unidos alinhados com o Vaticano também nesse assunto, aí é que o cenário fica favorável à assinatura de um decreto que obrigue por lei as pessoas a reservarem o domingo como dia de repouso. Quem viver verá. [MB]

Catástrofes e corrupção abrirão espaço para o decreto dominical

Businessman putting money in his pocket“Satanás dá sua interpretação aos eventos, e os homens pensam, como ele quer que o façam, que as calamidades que enchem a Terra constituem um resultado da transgressão do domingo. Tencionando aplacar a ira de Deus, esses homens influentes fazem leis impondo a observância do domingo” (Ellen G. White, Eventos Finais, p. 129). “Esta mesma classe apresenta a alegação de que a corrupção que rapidamente se alastra é atribuível em grande parte à profanação do descanso dominical, e que a imposição da observância do domingo melhoraria grandemente a moral da sociedade. Insiste-se nisto especialmente na América do Norte, onde a doutrina do verdadeiro sábado tem sido mais amplamente pregada” (ibidem).

“A corrupção política está destruindo o amor à justiça e a consideração para com a verdade; e mesmo na livre América do Norte governantes e legisladores, a fim de conseguir o favor do público, cederão ao pedido popular de uma lei que imponha a observância do domingo” (ibidem, p. 77).

“Satanás também atua por meio dos desastres naturais, a fim de recolher sua colheita de pessoas desprevenidas. Estudou os segredos dos laboratórios da natureza e emprega todo o seu poder para dirigir os elementos tanto quanto Deus o permite. […] Nos acidentes e nas calamidades no mar e em terra, nos grandes incêndios, nos violentos furacões e terríveis saraivadas, nas tempestades, nas inundações, nos ciclones, nas ressacas e nos terremotos; em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo o seu poder. Destrói a seara que está amadurecendo, seguindo-se a fome e a angústia. Contamina o ar com infecção mortal, e milhares perecem por epidemias. Essas ocorrências devem tornar-se mais e mais frequentes e desastrosas. A destruição será tanto sobre o ser humano como sobre os animais” (O Grande Conflito, p. 589, 590).

O ser humano tem sua parcela de culpa, mas ela é bem majorada pelos interessados nas pautas que derivam desse medo. Satanás causa e depois culpa o ser humano, que se sente na obrigação de fazer algo a respeito. Cenário perfeito de medo e engenharia social. Calamidades, imoralidade, corrupção, crise financeira e, depois, o “ato culminante”.

O inimigo está bem ativo por estes dias. E nós?

Milhares de estudantes participam de marchas contra o aquecimento global

climaUma onda de paralisações pelo clima faz soar o alarme da crise climática. Sua mensagem é clara: estamos sem tempo e vamos agir agora. A inspiração das paralisações vem de Greta Thunberg, uma jovem sueca de 16 anos, cuja aguçada clareza moral desencadeou todo um movimento. Recentemente, Greta se reuniu com o papa Francisco e compartilhou uma videomensagem com o MCGC logo após o encontro. A próxima paralisação se dará em 24 de maio [hoje] – aniversário da Laudato Si. Você está convidado a se juntar a este enorme movimento global pelo nosso futuro. […] As paralisações são contínuas. Pequenas marchas são realizadas toda sexta-feira como parte do esforço #FridaysForFuture (“sextas pelo futuro”). Paralisações globais em massa, como a planejada para o dia 24 de maio, ocorrem em intervalos de poucos meses. Aproximadamente 1,5 milhão de pessoas participaram da paralisação anterior, que ocorreu em março. Entre elas, jovens católicos da Geração Laudato Si. Como nos diz a Laudato Si, devemos tomar medidas decisivas, aqui e agora.

(Movimento Católico Global Pelo Clima)

Nota: Uma dessas “medidas decisivas” proposta na encíclica papal Laudato Si é o descanso dominical. Faz tempo que o papa Francisco vem discursando em favor do domingo como uma das soluções para o problema climático e para a salvação das famílias, proposta que já conta com o apoio do Parlamento Europeu, por exemplo. Interessante notar como o recrutamento dos chamados “idiotas úteis” tem ocorrido cada vez mais cedo. Um problema foi criado e a solução está sendo oferecida. Infelizmente, por melhor que a ideia pareça, uma minoria incômoda sofrerá por causa disso…

Assista abaixo ao vídeo com a fala de Greta Thunberg e, em seguida, minha palestra sobre o futuro decreto dominical. [MB]

Leia também: “Global Climate Strike: record number of students walk out”

Brasil é dedicado à Virgem Maria

maria2O presidente Jair Bolsonaro participou, nesta terça-feira (21/5), no Palácio do Planalto, do ato de Consagração do Brasil ao Imaculado Coração de Maria, nesta terça-feira (21/5). O evento ocorreu no Palácio do Planalto, às 14h. A cerimônia foi idealizada pelo deputado Eros Biondini (PROS-MG), com participação da Congregação Mariana e outros grupos católicos. Na assinatura, estavam presente lideranças da Igreja, como o bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney, Dom Fernando Rifam. Segundo a fé católica, Nossa Senhora apareceu em Fátima, em Portugal, em 1917, e pediu que os países fizessem esse gesto como uma forma de afastar “as guerras e o comunismo”. A devoção foi difundida anos depois, pelo papa Pio XII, que consagrou todo o mundo e a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial.

Na internet, apoiadores do presidente recorrem à fé para demonstrar apoio ao governo. A tag #OrePeloBrasil ficou entre as mais comentadas do Twitter na segunda-feira (20/5). Entre as orações, alguns aproveitaram para se manifestar contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional. Diversas postagens também reforçaram a manifestação de apoio ao presidente que está sendo organizada em 26 de maio. […]

(Correio Brasiliense)

Nota: Conforme comparou meu amigo astrofísico Eduardo Lütz, a esquerda é o arco e a corda que lançarão a flecha que causará o verdadeiro estrago. Os desmandos e as baixarias perpetrados pela esquerda nos anos em que governou o país levaram o pêndulo da história para outro extremo: o da mistura entre política e religião. Nos Estados Unidos e na Europa também é perceptível um recrudescimento do sentimento religioso e uma perigosa aproximação entre Estado e igreja (sempre a hegemônica, claro). No caso do Brasil, essa igreja é a Católica, e a dedicação da nação a Maria é uma tremenda evidência de que o cenário se torna cada vez mais religioso e alinhado com as profecias relacionadas com os eventos que antecedem a volta de Jesus (sugiro que você leia o livro Eventos Finais).

Durante o evento de consagração, o padre Oscar Peroni lembrou de outros países que foram consagrados ao Sagrado Coração de Maria e que teriam recebido milagres em sua economia. O religioso destacou o caso de Portugal, que, segundo ele, ajudou aquela nação a vencer o “comunismo”. Depois o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Floriano Peixoto, assinou, ao lado de bispos convidados, o documento que formaliza essa “consagração” do país.

Para Marco Dourado, “cristãos com instinto de sobrevivência preferirão suplicar socorro ao papa a ter que ver o país transformar-se em Sodoma. E tentarão compensar a vergonha pela traição aos pais reformadores perseguindo os que não se curvarem à mitra pontificial. Foi bem isso que aconteceu em meados do século IV”.

Assista ao vídeo abaixo para entender melhor esse cenário. [MB]

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Aumenta número de OVNIs avistados nos EUA

ovniO aumento de avistamentos de objetos voadores não identificados (OVNIs) em áreas controladas pelo Exército norte-americano levou a Marinha a estabelecer um novo protocolo de ação. Até agora era comum que “incursões” desse tipo fossem ignoradas e, quando um oficial fazia registro, não se fazia acompanhamento nem uma investigação exaustiva. As autoridades ainda estão trabalhando no esboço das novas diretrizes a serem seguidas pelos pilotos e outros profissionais quando observarem “fenômenos aéreos inexplicáveis”, como os militares os chamam. Desde que se soube, há alguns anos, que o Governo dos Estados Unidos financiou um programa secreto para investigar OVNIs entre 2007 e 2012, o interesse dos congressistas em ter acesso a informações mais detalhadas a respeito também aumentou.

“Houve vários relatos de aeronaves não autorizadas ou não identificadas que entraram em nosso espaço aéreo nos últimos anos”, explicou a Marinha em um comunicado ao jornal digital Político. A Marinha também explicou que recebeu uma série de pedidos de informação por parte dos membros do Congresso, razão pela qual os funcionários tiveram de entregar relatórios elaborados por altos funcionários da Inteligência Naval e por pilotos que alertaram sobre os perigos: “Por razões de segurança e proteção, a Marinha leva esses relatórios muito a sério e investiga todas as informações”. O aparecimento de OVNIs ocorre “várias vezes por mês”, disse Joseph Gradisher, porta-voz de um dos escritórios da Marinha ao Washington Post.

A Marinha recebeu críticas por prestar relativamente pouca atenção ao fenômeno dos objetos voadores “inexplicáveis” e por incentivar uma cultura na qual seu pessoal acredita que falar sobre o assunto poderia prejudicar sua carreira. Chris Mellon, ex-diretor de pessoal do Comitê de Inteligência do Senado, disse ao Post que o protocolo atual consiste em que, se surgem anomalias, elas devem ser ignoradas ao invés de exploradas. “Em muitos casos [o pessoal militar] não sabe o que fazer com essa informação, como os dados de satélite. Eles ignoram [os dados] porque não é um avião ou um míssil tradicional.” É precisamente para evitar esse tipo de situação que a Marinha propõe atualizar e formalizar o processo de informação sobre incursões suspeitas.

A nova preocupação surgiu em 2017, quando o The New York Times publicou que o governo norte-americano havia gasto cerca de 600 bilhões de dólares (cerca de 2,37 trilhões de reais) do orçamento do Departamento de Defesa entre 2007 e 2012 em um programa secreto para investigar OVNIs. Mais tarde, o Pentágono reconheceu a existência do Programa de Identificação Avançada de Ameaças Aeroespaciais (Advanced Aerospace Threat Identification Program, em inglês). Em um dos vídeos ao qual o Times teve acesso se via um objeto voador em San Diego (Califórnia) viajando contra ventos de mais de 200 quilômetros por hora. Foi detectado pelos pilotos de dois caças F/A-18 Super Hornet da Marinha, que não deram crédito do que viram.

(El País)

Vídeos em que falo dos OVNIs e a possível relação deles com os eventos finais:

Padres e teólogos conservadores acusam o papa Francisco de heresia

papa[Os excessos e abusos da esquerda marxista lançaram o mundo nos braços dos direitistas conservadores alinhados com as religiões hegemônicas (já tratei disso aqui). O fenômeno é perceptível nos Estados Unidos, na Europa e mesmo no Brasil. Agora a mesma coisa parece estar ocorrendo dentro de uma Igreja Católica polarizada, o que poderá favorecer um interessante alinhamento profético de tendências e pensamentos. Leia a matéria abaixo e tire suas conclusões. – MB]

Um grupo de sacerdotes e teólogos escreveu uma carta aberta ao Colégio dos Bispos da Igreja Católica acusando o papa Francisco de “heresia” – uma das mais graves acusações que podem ser feitas a um clérigo. Na carta, publicada na terça-feira (30) no site católico conservador LifeSiteNews, que comumente tece críticas ao papa, os 19 signatários alegam que o conjunto dos bispos católicos deve investigar Francisco pelo “delito canônico da heresia” e pregam que outros sacerdotes critiquem Francisco publicamente.

Trata-se de mais um sinal do crescente enfrentamento entre os tradicionalistas (ou ultraconservadores) católicos – insatisfeitos com declarações do papa em questões como sexualidade – e os apoiadores do atual papado. Os motivos da “heresia”, dizem os signatários, é que o papa teria suavizado posições que, na opinião deles, vão contra os mandamentos da igreja em diferentes assuntos: os acusadores afirmam que Francisco não tem se oposto veementemente o bastante ao aborto, tem dado sinais de abertura do Vaticano a homossexuais e divorciados, e tem se aproximado de protestantes e muçulmanos.

Em 2015, por exemplo, o papa organizou uma conferência no Vaticano na qual tentou relaxar as regras que impedem divorciados e pessoas em um segundo casamento de receber a Comunhão – uma vez que a igreja considera o casamento indissolúvel e o novo casamento, um adultério. Eles também citam casos em que o papa teria protegido ou sido conivente com cardeais e bispos que, segundo a carta, estariam protegendo abusadores sexuais ou até cometido abusos.

Uma parte significativa da carta se concentra em críticas a um documento papal do ano seguinte, o Amoris Laetitia (A Alegria do Amor, em tradução livre), em que Francisco fala em tornar a igreja mais inclusiva e menos disposta a julgamento de seus 1,3 bilhão de fiéis. No documento, o papa pede uma igreja menos rígida e mais cheia de compaixão diante de qualquer membro “imperfeito”, como os divorciados e os em segundos casamentos civis.

Após a publicação do Amoris Laetitia, grupos conservadores acusaram o papa de criar confusão em torno de questões morais importantes, diz a agência Reuters. Nas 20 páginas da carta desta terça-feira, os signatários dizem que tomaram “esta medida (carta aberta) como um último recurso para responder ao acúmulo de danos causado pelas palavras e atos do papa Francisco ao longo de diversos anos, dando abertura para uma das maiores crises na história da Igreja Católica”.

O documento também critica o papa por ter dito que as intenções de Martinho Lutero (pai da Reforma Protestante, momento de ruptura do cristianismo) “não eram equivocadas” e por Francisco ter assinado um comunicado conjunto com luteranos no qual menciona os “presentes teológicos” da Reforma.

Também foi criticado o comunicado conjunto que o papa assinou em fevereiro com um líder muçulmano em Abu Dhabi, dizendo que o pluralismo e a diversidade de religiões eram um “desejo de Deus”, o que irritou conservadores católicos.

O signatário mais conhecido entre os 19 que divulgaram a carta é o padre britânico Aidan Nichols, 70, da ordem dominicana, autor de diversos livros e teólogo proeminente. Consultado pela agência Reuters, o Vaticano não se pronunciou sobre a carta até a publicação desta reportagem.

A acusação de heresia soa quase medieval e raramente é usada na Igreja Católica moderna, informa o repórter da BBC John McManus. Ainda assim, é uma acusação séria, especialmente quando tecida à cúpula da organização. Cabe a um departamento específico do Vaticano, a Congregação para a Doutrina da Fé, a tarefa de “julgar os delitos contra a fé e os delitos mais graves cometidos tanto contra a moral quanto na celebração dos Sacramentos”. O grupo é composto por seis cardeais e deriva da Santa [sic] Inquisição, estabelecida em 1542.

O professor de Teologia Massimo Faggioli, da Universidade Villanova (EUA), diz à Reuters que a carta é o exemplo da extrema polarização que afeta a igreja atualmente, a despeito da grande popularidade do papa mundialmente. Ele avalia, porém, que a carta traz “poucas críticas legítimas e construtivas do pontificado e de sua teologia” para embasar uma acusação de heresia até o momento.

(G1 Notícias)

Os cristãos são hoje o grupo religioso mais perseguido

sri lankaNesta quarta-feira (24/4), na Oitava da Páscoa, o papa Francisco lançou um novo tuíte em sua conta @Pontifex em nove línguas: “Os mártires de todos os tempos, com a sua fidelidade a Cristo, mostram-nos que a injustiça não tem a última palavra: no Senhor ressuscitado podemos continuar a ter esperança.” O papa Francisco elevou muitíssimas vezes sua voz contra as perseguições cristãs: “Pode parecer difícil acreditar – afirmou numa recente mensagem vídeo –, mas hoje há mais mártires do que nos primeiros séculos.” Segundo numerosas pesquisas internacionais, os cristãos são hoje o grupo mais perseguido no mundo, com mais de 200 milhões de pessoas submetidas a discriminações, violações dos direitos humanos, agressões e atentados. Muitos perdem a vida por permanecer fiéis a Jesus.

Francisco usou palavras fortes: “Pensamos em nossos irmãos degolados na praia da Líbia; pensamos naquele garoto queimado vivo pelos companheiros porque cristão; pensamos naqueles migrantes que em alto-mar foram lançados ao mar pelos outros, porque cristãos; pensamos […] naqueles etíopes, assassinados porque cristãos… e tantos outros. E tantos outros que não sabemos, que sofrem nos cárceres, porque cristãos… Hoje a Igreja é Igreja de mártires: eles sofrem, dão a vida e nós recebemos a bênção de Deus pelo testemunho deles” (Missa na Santa Marta, 21 de abril de 2015).

O papa repetiu que “não há cristianismo sem perseguição”. Convidou a recordar a última das bem-aventuranças: “Quando vos levarão às sinagogas, vos perseguirão, vos insultarão: este é o destino do cristão.” E denunciou: “Hoje, diante deste fato que ocorre no mundo, com o silêncio cúmplice de muitas potências que poderiam impedi-lo, encontramo-nos diante deste destino cristão: trilhar pelo mesmo caminho de Jesus” (Missa na Santa Marta, 7 de setembro de 2015).

O papa fala de dois tipos de perseguição contra os cristãos: a perseguição explícita, violenta, brutal; e a perseguição “educada, travestida de cultura, modernidade e progresso”. É “a perseguição que tira a liberdade do homem, inclusive a da objeção de consciência! Deus nos fez livres, mas essa perseguição tira a sua liberdade! E se tu não fazes isso, tu serás punido: perderás o trabalho e muitas outras coisas ou serás colocado de lado”. “Esta é a perseguição do mundo” – ressalta Francisco – “quando as potências querem impor atitudes, leis contra a dignidade dos filhos de Deus, os perseguem e vão contra o Deus Criador: é a grande apostasia” (Missa na Santa Marta, 12 de abril de 2016).

Diante da eclosão do fenômeno dos atentados, em particular de matriz islâmica, o papa Francisco seguiu a linha de seus predecessores, João Paulo II e Bento XVI, que em sua condenação aos ataques terroristas pronunciaram palavras duríssimas contra a instrumentalização da religião e do uso da violência em nome de Deus, mas sem jamais dar uma conotação religiosa àqueles atos.

Em primeiro lugar, porque a grande maioria dos muçulmanos ou de seguidores de outras confissões religiosas não se reconhecem naquelas violências, ademais, para não dar lugar a instrumentalizações e porque continuar dialogando é decisivo para a convivência e a paz no mundo. […]

Doze dias após os atentados, em 23 de setembro, o Papa lançou no Angelus um apelo durante sua visita ao Cazaquistão, país de maioria muçulmana, a fim de que os seguidores de todas as religiões cooperem para edificar um mundo sem violência: “Não podemos permitir que o que aconteceu leve a uma exasperação das divisões. A religião jamais deve ser utilizada como motivo de conflito.”

Portanto, exortara “tanto cristãos quanto muçulmanos a rezar intensamente ao Deus único Todo-Poderoso, que nos criou a todos, a fim de que o bem fundamental da paz possa reinar no mundo. Que as pessoas de todos os lugares, reforçadas pela sabedoria divina, trabalhem por uma civilização do amor, na qual não haja espaço para o ódio, a discriminação e a violência”.

(Vatican News)

Nota 1: É realmente triste a situação desses cristãos que estão perdendo a vida pelo simples fato de serem adoradores de Jesus Cristo. E lamentável a atitude partidária de boa parte da mídia ocidental que sempre emprega “numa boa” o termo “islamofobia”, mas ignora a realidade cruel e evidente da “cristianofobia”.

Nota 2: Os crescentes atentados terroristas perpetrados por religiosos radicais vão aumentar cada vez mais o clamor por paz e união. As pessoas não suportam mais tanta violência. Os “moderados” e os ecumênicos terão cada vez mais força e todos aqueles que forem vistos como promotores da desunião (com razão ou não) perderão espaço e liberdade na nova sociedade que se deseja. [MB]