O Dia do Dragão bate na direita e na esquerda

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Em 2014, tive a alegria de visitar na sede mundial da IASD, em Maryland, Estados Unidos, um escritor a quem sempre admirei e que atualmente é o editor da Lição da Escola Sabatina. Tivemos ótimas conversas sobre fé, ciência, escatologia e livros. Os dele já li quase todos, e sempre recomendei no Brasil os que foram publicados pela CPB. O 1844 e o Vida Sem Limites são ótimos! Outros dois, também fantásticos, já estão esgotados: “Meu Encontro com Deus” (que conta a história da conversão do autor ex-ateu) e “O Dia do Dragão”, que faz uma análise da situação do mundo nos últimos dias e apresenta os perigos das ideologias de direita e de esquerda. Clifford afirma que “não há dúvida de que o diabo odeia O Grande Conflito e está usando tanto os de esquerda quanto os de direita para enfraquecer nossa confiança nele”. Para ele, a Igreja Romana “é tão totalitária como o comunismo sempre foi”. Para os de mente binária, falar mal da nova direita significa falar bem da esquerda. Nada mais falso, conforme Clifford deixa bem claro nesse livro. (Aproveito para sugerir a leitura do meu texto “A esquerda é o arco, a direita é a flecha”, no qual também exponho os perigos de ambos os lados do espectro ideológico.) Que o bom Deus continue abençoando o ministério e o teclado do amigo Cliff.

Biden se reúne com o papa e os fundamentos bíblicos continuam sendo atacados

Como nos dias de Noé: o prazer extremo guiará a vida no pós-pandemia?

“Há muita libido represada, junto a todo sofrimento e perdas a serem elaborados. Ansiamos o encontro em massa, um Carnaval de verdade, com tudo o que temos direito” (Filipe Batista, psicólogo).

Tudo leva a crer que caminhamos para um período de extremo hedonismo pós-Covid. Será mesmo? A suposta intenção não pressupõe capacidade de verdadeiramente desfrutar, tampouco inconsequência deve ser confundida com prazer. É uma dança complexa, verdade, pois nem sempre o que buscamos é o que de fato queremos. Além do mais, o prazer imediato nunca apertou as mãos da moral, da religião e da norma – requer a ruptura de regras e padrões, internos e externos. Ajustar esse compasso tem sido especialmente desafiador para quem decidiu encarar a pandemia de frente, com respeito e empatia. Mas passada a tsunami pandêmica, quantos de nós estarão preparados para se banhar no mar do prazer?

O conceito clássico de hedonismo, introduzido pela filosofia grega, insere o prazer como bem central. Freud, em sua obra Além do Princípio do Prazer, publicada no pós-guerra, inaugura a ideia de que não somos regidos psiquicamente apenas pela busca por prazer, mas também por pulsões destrutivas e de morte.

Após quase dois anos de pandemia, há muita libido represada, junto a todo sofrimento e perdas a serem elaborados. Ansiamos o encontro em massa, um Carnaval de verdade com tudo o que temos direito. Ao passo que, por mais palpável que isso pareça agora, ainda temos de lidar com o gosto amargo que resta. A dupla aptidão brasileira por conservadorismo e transgressão ainda não permite apostas claras sobre para qual lado penderemos dessa vez. Apostaremos no Eros? […]

Lidar com o ímpeto sexual foi uma batalha para muitas pessoas durante a pandemia. Algumas recuaram, reservando-se à aridez de uma vida desprovida dessa força potente, outras sublimaram como puderam, estabelecendo relações mais íntimas com o álcool, a comida, o Instagram e a Netflix. Mas há também quem tenha mergulhado mais fundo na investigação sobre o que desperta seu prazer. Aliás, momentos de crise podem ser propícios para isso. Não à toa, durante a pandemia, houve recorde de divórcios. Os que preferem enxergar nisso a ruptura, deixam de observar que uma separação pode sinalizar também um movimento em direção ao desejo. […]

(Vogue)

Nota: “Pois assim como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Pois assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mateus 24:37-39). “Mas você precisa saber disto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis. Pois os seres humanos serão egoístas, avarentos, orgulhosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, convencidos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, tendo forma de piedade, mas negando o poder dela. Fique longe também destes” (2 Timóteo 3:1-5).

Vaticano realiza encontro de fé e ciência em preparação para a Cop26

Autoridades religiosas e cientistas dão apoio à Laudato Si, do papa Francisco.

O encontro no Vaticano sobre fé e ciência reúne líderes religiosos e cientistas. O foco é um apelo aos participantes da Cop26, a conferência climática anual da ONU programada para ser realizada em Glasgow, Escócia, de 31 de outubro a 12 de novembro. A Cop26 será organizada pela Grã-Bretanha em parceria com a Itália. “A iniciativa”, recorda a Sala de Imprensa da Santa Sé em uma declaração, “surgiu sob proposta das embaixadas britânica e italiana junto à Santa Sé.” Foi levada avante em conjunto com a Santa Sé. Foi então desenvolvido através de encontros virtuais mensais, que começaram no início deste ano. Um percurso no qual líderes religiosos e cientistas puderam compartilhar suas preocupações e desejos de maior responsabilidade para o planeta e para a mudança que é necessária.

O caminho traçado nos últimos meses resultou em um apelo conjunto assinado pelos líderes religiosos durante o encontro no Vaticano na manhã de 4 de outubro, no qual o papa Francisco entregou o apelo nas mãos de Alok Kumar Sharma, presidente designado da Cop26, e Luigi Di Maio, ministro das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália.

O programa dos trabalhos do dia 4 de outubro incluiu, entre outras coisas, na abertura, a leitura de algumas passagens do apelo dos líderes religiosos à Cop26. Sucessivamente o apelo foi então assinado pelos líderes religiosos. Após um momento de oração e uma saudação do secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, o papa Francisco discursou. À tarde houve uma sessão a portas fechadas na Embaixada da Itália junto à Santa Sé.

Na quinta-feira, 30 de setembro, concluiu-se outro evento importante. No centro de conferências Mico em Milão realizou-se o Youth4Climate, a conferência dos jovens sobre o clima organizada pelo governo italiano como um evento introdutório à Pré-Cop26. Esta última é a reunião de ministros do Meio Ambiente em preparação para à Cop26.

(Vatican News)

Nota: Cientistas de renome internacional estiveram hoje no Vaticano dando apoio à Laudato Si, que, assim, ganha cada vez mais apoio das autoridades mundiais. Quais as implicações proféticas disso? Para entender, assista ao vídeo abaixo. [MB]

Principais líderes cristãos do mundo pedem “sacrifícios significativos” para combater as mudanças climáticas

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Os três principais líderes cristãos do mundo emitiram um apelo conjunto sem precedentes aos membros das suas igrejas para “ouvir o grito da Terra” e a ação de volta para travar os efeitos das alterações climáticas. Em “Uma mensagem conjunta para a proteção da criação”, o papa Francisco, o arcebispo da Cantuária Justin Welby e o patriarca ecumênico ortodoxo Bartolomeu pediram aos cristãos que rezem para que os líderes mundiais na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (Cop26), em Glasgow, em novembro, façam escolhas corajosas. “Apelamos a todos, independentemente da sua crença ou visão de mundo, a tentar ouvir o grito da Terra e das pessoas pobres, examinando seu comportamento e prometendo sacrifícios significativos por causa da Terra que Deus nos deu”, diz a mensagem. Francisco chefia a Igreja Católica Romana de 1,3 bilhão de membros; Bartolomeu é o líder espiritual dos cerca de 220 milhões de cristãos ortodoxos no mundo; e Welby é o bispo sênior da Comunhão Anglicana mundial, que tem cerca de 85 milhões de membros. “Esta é a primeira vez que nós três nos sentimos obrigados a resolver conjuntamente a urgência da sustentabilidade ambiental, seu impacto persistente na pobreza e a importância da cooperação global”, escreveram eles. “Dizemos: escolha os lucros centrados nas pessoas; faça sacrifícios de curto prazo para salvaguardar nosso futuro; tornem-se líderes na transição para economias justas e sustentáveis.”

(Fonte: Reuters)

Nota: Que “sacrifícios significativos” seriam esses? Assista ao vídeo abaixo para ter uma ideia.

O que falta para o decreto e a perseguição?

Será que o decreto dominical sai neste ano? E a Laudato Si, vai influenciar?

Ainda podemos acreditar na ideia de uma lei dominical?

À sombra do decreto

Os tempos mudaram, mas Apocalipse 13 não. Entenda o cenário da crise final e realidades atuais que apontam para ela

A fé adventista nasceu no berço da profecia. Nela encontra sua identidade e missão. Contudo, alguns fundamentos da interpretação apocalíptica estão sendo desconstruídos com argumentações sedutoras e sofisticadas. Há “uma onda recente de escatologia antiadventista. […] Roma não é mais um ator importante; a perseguição dominical nunca surgirá; nosso cenário do tempo do fim vem de Ellen White, não da Bíblia”, alertou Clifford Goldstein recentemente em um artigo publicado no site da Adventist Review e reproduzido no Portal Adventista.

Um dos pontos questionados na atualidade é o decreto dominical e a marca da besta, que inclusive recebeu atenção do Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral. Devido à limitação de espaço, tocaremos apenas nos elementos essenciais, embora haja muito de que tratar. A exemplo dos bereanos (At 17:11), vamos revisitar aqui os fundamentos bíblicos, nossa história, o papel do dom profético nesse processo e alguns desenvolvimentos recentes.

[Continue lendo.]

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Se você quer se aprofundar um pouco mais nesse assunto, acompanhe a conversa que transmitiremos hoje, a partir das 20h. Os editores Márcio Tonetti e Michelson Borges irão entrevistar o pastor Diogo Cavalcanti, autor da matéria de capa da edição de agosto da Revista Adventista.

ONU liga alerta máximo para o clima

Provocadas pela ação do homem, mudanças climáticas sem precedentes já são inevitáveis e irreversíveis, segundo um relatório elaborado pelo Painel Internacional da Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês). Segundo a entidade, que reúne os maiores especialistas no tema, a temperatura média do planeta tende a se elevar em 1,5º C nas próximas duas décadas, trazendo devastação generalizada. (Guardian)

E os efeitos já se fazem sentir, com a Grécia enfrentando o pior verão em 40 anos, a ilha de Eubeia, a segunda maior do país, foi literalmente devastada pelo fogo, com a população de suas cidades tendo de ser evacuada em balsas. (G1)

Para o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, o relatório é um alerta vermelho para a Humanidade. “O documento deve ser uma sentença de morte para o carvão e os combustíveis fósseis antes que eles destruam o planeta”, disse. (UNRIC)

No Brasil, que já enfrenta secas sem precedentes, um dos esforços para mitigar esse cenário exige repensar o agronegócio, dizem especialistas. O avanço descontrolado da pecuária na Amazônia está destruindo o bioma, com impactos no clima do Brasil e do mundo. (CNN Brasil)