Como nos dias de Noé: o prazer extremo guiará a vida no pós-pandemia?

“Há muita libido represada, junto a todo sofrimento e perdas a serem elaborados. Ansiamos o encontro em massa, um Carnaval de verdade, com tudo o que temos direito” (Filipe Batista, psicólogo).

Tudo leva a crer que caminhamos para um período de extremo hedonismo pós-Covid. Será mesmo? A suposta intenção não pressupõe capacidade de verdadeiramente desfrutar, tampouco inconsequência deve ser confundida com prazer. É uma dança complexa, verdade, pois nem sempre o que buscamos é o que de fato queremos. Além do mais, o prazer imediato nunca apertou as mãos da moral, da religião e da norma – requer a ruptura de regras e padrões, internos e externos. Ajustar esse compasso tem sido especialmente desafiador para quem decidiu encarar a pandemia de frente, com respeito e empatia. Mas passada a tsunami pandêmica, quantos de nós estarão preparados para se banhar no mar do prazer?

O conceito clássico de hedonismo, introduzido pela filosofia grega, insere o prazer como bem central. Freud, em sua obra Além do Princípio do Prazer, publicada no pós-guerra, inaugura a ideia de que não somos regidos psiquicamente apenas pela busca por prazer, mas também por pulsões destrutivas e de morte.

Após quase dois anos de pandemia, há muita libido represada, junto a todo sofrimento e perdas a serem elaborados. Ansiamos o encontro em massa, um Carnaval de verdade com tudo o que temos direito. Ao passo que, por mais palpável que isso pareça agora, ainda temos de lidar com o gosto amargo que resta. A dupla aptidão brasileira por conservadorismo e transgressão ainda não permite apostas claras sobre para qual lado penderemos dessa vez. Apostaremos no Eros? […]

Lidar com o ímpeto sexual foi uma batalha para muitas pessoas durante a pandemia. Algumas recuaram, reservando-se à aridez de uma vida desprovida dessa força potente, outras sublimaram como puderam, estabelecendo relações mais íntimas com o álcool, a comida, o Instagram e a Netflix. Mas há também quem tenha mergulhado mais fundo na investigação sobre o que desperta seu prazer. Aliás, momentos de crise podem ser propícios para isso. Não à toa, durante a pandemia, houve recorde de divórcios. Os que preferem enxergar nisso a ruptura, deixam de observar que uma separação pode sinalizar também um movimento em direção ao desejo. […]

(Vogue)

Nota: “Pois assim como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Pois assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem” (Mateus 24:37-39). “Mas você precisa saber disto: nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis. Pois os seres humanos serão egoístas, avarentos, orgulhosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, convencidos, mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus, tendo forma de piedade, mas negando o poder dela. Fique longe também destes” (2 Timóteo 3:1-5).

Vaticano realiza encontro de fé e ciência em preparação para a Cop26

Autoridades religiosas e cientistas dão apoio à Laudato Si, do papa Francisco.

O encontro no Vaticano sobre fé e ciência reúne líderes religiosos e cientistas. O foco é um apelo aos participantes da Cop26, a conferência climática anual da ONU programada para ser realizada em Glasgow, Escócia, de 31 de outubro a 12 de novembro. A Cop26 será organizada pela Grã-Bretanha em parceria com a Itália. “A iniciativa”, recorda a Sala de Imprensa da Santa Sé em uma declaração, “surgiu sob proposta das embaixadas britânica e italiana junto à Santa Sé.” Foi levada avante em conjunto com a Santa Sé. Foi então desenvolvido através de encontros virtuais mensais, que começaram no início deste ano. Um percurso no qual líderes religiosos e cientistas puderam compartilhar suas preocupações e desejos de maior responsabilidade para o planeta e para a mudança que é necessária.

O caminho traçado nos últimos meses resultou em um apelo conjunto assinado pelos líderes religiosos durante o encontro no Vaticano na manhã de 4 de outubro, no qual o papa Francisco entregou o apelo nas mãos de Alok Kumar Sharma, presidente designado da Cop26, e Luigi Di Maio, ministro das Relações Exteriores e da Cooperação Internacional da Itália.

O programa dos trabalhos do dia 4 de outubro incluiu, entre outras coisas, na abertura, a leitura de algumas passagens do apelo dos líderes religiosos à Cop26. Sucessivamente o apelo foi então assinado pelos líderes religiosos. Após um momento de oração e uma saudação do secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, o papa Francisco discursou. À tarde houve uma sessão a portas fechadas na Embaixada da Itália junto à Santa Sé.

Na quinta-feira, 30 de setembro, concluiu-se outro evento importante. No centro de conferências Mico em Milão realizou-se o Youth4Climate, a conferência dos jovens sobre o clima organizada pelo governo italiano como um evento introdutório à Pré-Cop26. Esta última é a reunião de ministros do Meio Ambiente em preparação para à Cop26.

(Vatican News)

Nota: Cientistas de renome internacional estiveram hoje no Vaticano dando apoio à Laudato Si, que, assim, ganha cada vez mais apoio das autoridades mundiais. Quais as implicações proféticas disso? Para entender, assista ao vídeo abaixo. [MB]

Principais líderes cristãos do mundo pedem “sacrifícios significativos” para combater as mudanças climáticas

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Os três principais líderes cristãos do mundo emitiram um apelo conjunto sem precedentes aos membros das suas igrejas para “ouvir o grito da Terra” e a ação de volta para travar os efeitos das alterações climáticas. Em “Uma mensagem conjunta para a proteção da criação”, o papa Francisco, o arcebispo da Cantuária Justin Welby e o patriarca ecumênico ortodoxo Bartolomeu pediram aos cristãos que rezem para que os líderes mundiais na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (Cop26), em Glasgow, em novembro, façam escolhas corajosas. “Apelamos a todos, independentemente da sua crença ou visão de mundo, a tentar ouvir o grito da Terra e das pessoas pobres, examinando seu comportamento e prometendo sacrifícios significativos por causa da Terra que Deus nos deu”, diz a mensagem. Francisco chefia a Igreja Católica Romana de 1,3 bilhão de membros; Bartolomeu é o líder espiritual dos cerca de 220 milhões de cristãos ortodoxos no mundo; e Welby é o bispo sênior da Comunhão Anglicana mundial, que tem cerca de 85 milhões de membros. “Esta é a primeira vez que nós três nos sentimos obrigados a resolver conjuntamente a urgência da sustentabilidade ambiental, seu impacto persistente na pobreza e a importância da cooperação global”, escreveram eles. “Dizemos: escolha os lucros centrados nas pessoas; faça sacrifícios de curto prazo para salvaguardar nosso futuro; tornem-se líderes na transição para economias justas e sustentáveis.”

(Fonte: Reuters)

Nota: Que “sacrifícios significativos” seriam esses? Assista ao vídeo abaixo para ter uma ideia.

O que falta para o decreto e a perseguição?

Será que o decreto dominical sai neste ano? E a Laudato Si, vai influenciar?

Ainda podemos acreditar na ideia de uma lei dominical?

À sombra do decreto

Os tempos mudaram, mas Apocalipse 13 não. Entenda o cenário da crise final e realidades atuais que apontam para ela

A fé adventista nasceu no berço da profecia. Nela encontra sua identidade e missão. Contudo, alguns fundamentos da interpretação apocalíptica estão sendo desconstruídos com argumentações sedutoras e sofisticadas. Há “uma onda recente de escatologia antiadventista. […] Roma não é mais um ator importante; a perseguição dominical nunca surgirá; nosso cenário do tempo do fim vem de Ellen White, não da Bíblia”, alertou Clifford Goldstein recentemente em um artigo publicado no site da Adventist Review e reproduzido no Portal Adventista.

Um dos pontos questionados na atualidade é o decreto dominical e a marca da besta, que inclusive recebeu atenção do Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral. Devido à limitação de espaço, tocaremos apenas nos elementos essenciais, embora haja muito de que tratar. A exemplo dos bereanos (At 17:11), vamos revisitar aqui os fundamentos bíblicos, nossa história, o papel do dom profético nesse processo e alguns desenvolvimentos recentes.

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Se você quer se aprofundar um pouco mais nesse assunto, acompanhe a conversa que transmitiremos hoje, a partir das 20h. Os editores Márcio Tonetti e Michelson Borges irão entrevistar o pastor Diogo Cavalcanti, autor da matéria de capa da edição de agosto da Revista Adventista.

ONU liga alerta máximo para o clima

Provocadas pela ação do homem, mudanças climáticas sem precedentes já são inevitáveis e irreversíveis, segundo um relatório elaborado pelo Painel Internacional da Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês). Segundo a entidade, que reúne os maiores especialistas no tema, a temperatura média do planeta tende a se elevar em 1,5º C nas próximas duas décadas, trazendo devastação generalizada. (Guardian)

E os efeitos já se fazem sentir, com a Grécia enfrentando o pior verão em 40 anos, a ilha de Eubeia, a segunda maior do país, foi literalmente devastada pelo fogo, com a população de suas cidades tendo de ser evacuada em balsas. (G1)

Para o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, o relatório é um alerta vermelho para a Humanidade. “O documento deve ser uma sentença de morte para o carvão e os combustíveis fósseis antes que eles destruam o planeta”, disse. (UNRIC)

No Brasil, que já enfrenta secas sem precedentes, um dos esforços para mitigar esse cenário exige repensar o agronegócio, dizem especialistas. O avanço descontrolado da pecuária na Amazônia está destruindo o bioma, com impactos no clima do Brasil e do mundo. (CNN Brasil)

Aproxima-se a COP26 e religiosos norte-americanos exigem ação climática

A maioria dos religiosos norte-americanos compartilha da preocupação do papa Francisco e do presidente Biden em tomar medidas urgentes contra as mudanças climáticas.

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Segundo o site Família Cristã, “o papa Francisco vai promover um encontro inter-religioso prévio à 26ª Conferência das Partes (COP26) da Convenção-Quadro das Nações Unidas Sobre as Alterações Climáticas, que decorrerá de 1 a 12 de novembro de 2021, em Glasgow, Escócia. O encontro pode resultar em um documento que reforce a encíclica Laudato Si, do papa Francisco, e coloque pressão nos responsáveis que estarão reunidos, tal como há seis anos a encíclica serviu para pressionar o aparecimento do Acordo de Paris”. O norte-americano John Kerry, responsável por assuntos climáticos do governo de Joe Biden, já havia dito ao site Vatican News que o papa será “uma voz muito importante que nos acompanhará até à Conferência de Glasgow”, pois “fala com uma autoridade moral que é única”.

Outros líderes religiosos têm se unido aos esforços de Francisco para “salvar o planeta”. Leia esta matéria publicada no site do Center For American Progress e atente para os trechos grifados:

“O presidente Joe Biden buscou uma agenda ousada para lidar com a crise climática. Em seu primeiro dia de mandato, ele fez com que os Estados Unidos voltassem ao Acordo Climático de Paris. Uma semana depois, assinou uma ordem executiva para ‘enfrentar a crise climática em casa e no exterior’. No Dia da Terra, 22 de abril, ele se reuniu com líderes mundiais para abordar a necessidade urgente de ação coletiva sobre a crise climática. Durante essa cúpula, ele anunciou que os Estados Unidos terão como meta a redução das emissões que causam o aquecimento do planeta em 50% a 52% em toda a economia até 2030, em comparação com os níveis de 2005. O governo Biden também propôs o Plano de Emprego Americano, parte das propostas de recuperação econômica que incluem investimentos históricos em ação climática por meio de infra-estrutura, que criaria empregos bem remunerados e, ao mesmo tempo, tornaria a economia americana mais justa e sustentável. Essas ações positivas foram bem recebidas pelos líderes religiosos, que continuam a exigir uma ação ousada na defesa da criação de Deus.

“O papa Francisco, que participou da cúpula do Dia da Terra, encorajou os líderes das maiores economias do mundo a ‘se encarregarem de cuidar da natureza, desse dom que recebemos, e que devemos curar, guardar e levar adiante’. Essas palavras são cada vez mais significativas devido ao desafio que o mundo enfrenta na era pós-pandêmica. Como disse o papa: ‘Precisamos seguir em frente e sabemos que não se sai de uma crise da mesma forma que entrou. Saímos melhores ou piores. Nossa preocupação é fazer com que o meio ambiente seja mais limpo, puro e preservado. Devemos cuidar da natureza para que ela cuide de nós.’

A maioria dos religiosos norte-americanos compartilha da preocupação do papa Francisco e do presidente Biden em tomar medidas urgentes contra a mudança climática. Sessenta por cento dos cristãos e 79 por cento dos judeus, budistas, hindus e muçulmanos acreditam que ‘aprovar um projeto de lei para lidar com a mudança climática e seus efeitos’ deve ser uma prioridade ou uma prioridade importante para o Congresso, de acordo com uma pesquisa da Político/Morning Consult realizada em abril de 2021. O amplo apoio para que o Congresso tome medidas sobre a crise climática inclui 57% dos evangélicos norte-americanos, que tendem a ser os mais conservadores dos blocos religiosos dos Estados Unidos.

“Essas descobertas são refletidas em outra pesquisa nacional. De acordo com uma pesquisa da Climate Nexus, a maioria dos eleitores religiosos pensa que ‘aprovar um projeto abrangente para lidar com a mudança climática’ neste ano deveria ser uma prioridade importante para o Congresso e do presidente. Isso inclui 84 ​​por cento dos protestantes negros, 81 por cento de grupos religiosos não cristãos, 64 por cento de católicos brancos, 58 por cento de protestantes de linhagem branca e 53 por cento de protestantes evangélicos brancos. A maioria dos eleitores religiosos também apoia a aprovação de legislação pelo Congresso que estabeleceria a meta de atingir 100 por cento de economia limpa nos EUA – que envolve a eliminação das emissões de combustíveis fósseis dos setores de transporte, eletricidade, construção, indústria e agricultura – até 2050. Isso inclui 88% dos protestantes negros; 76 por cento de grupos religiosos não cristãos; 61 por cento dos católicos brancos, 53 por cento dos protestantes brancos tradicionais; e 50 por cento dos protestantes evangélicos brancos.

“O fato de que a mudança climática está acontecendo como resultado de atividades humanas é indiscutível. E embora a negação do clima possa ser lucrativa para funcionários eleitos que recebem apoio da indústria de combustíveis fósseis, 14 pesquisas mostram que há amplo consenso entre os norte-americanos religiosos de que o mundo enfrenta uma crise climática. A maioria em todos os principais grupos religiosos acredita na verdade de que a mudança climática está acontecendo, de acordo com o Public Religion Research Institute. A maioria em todos os grupos religiosos – com exceção dos protestantes evangélicos brancos – também acredita que a mudança climática é causada por humanos. […] ‘É responsabilidade moral de nossa nação, e nossa sagrada tarefa como pessoas de fé, proteger nossos ecossistemas, trabalhar pela justiça ambiental e saúde pública e enfrentar a crise climática.'” […]

NOTA 1: Tenho falado sobre esse assunto (ECOmenismo) há mais de dez anos (veja aqui meu primeiro vídeo sobre isso). Durante essa década, líderes como Al Gore e influenciadores como Greta Thumberg ajudaram a avançar bastante a pauta climática. Agora, com o alinhamento histórico entre o papa Francisco e o presidente norte-americano Joe Biden (representantes das duas bestas de Apocalipse 13), a agenda está avançando mais rapidamente do que nunca!

Pesquisadores em todo o planeta têm chamado a atenção da humanidade para o fato de a Terra estar da “UTI”, como dizem (confira), e destacam frio extremo no Sul do Brasil e enchentes e calor em outras partes do mundo (confira aqui e aqui) como evidências de que algo está muito errado com o planeta. Tudo isso ajuda a dar força e urgência ao encontro da COP26, em novembro.

Em seu best-seller do século 19 O Grande Conflito, Ellen White afirma: “A corrupção política está destruindo o amor à justiça e a consideração para com a verdade; e mesmo na livre América do Norte, governantes e legisladores, a fim de conseguir o favor do público, cederão ao pedido popular de uma lei que imponha a observância do domingo” (p. 578, 579-592; ver também Eventos Finais, p. 129). A ideia dos “domingos climáticos” vem ganhando força (confira), e é bom lembrar que em sua carta apostólica Laudato Si, de 2015, o papa Francisco dedica uma seção inteira à defesa do descanso dominical como proposta para amenizar os efeitos das mudanças climáticas. Agora, líderes religiosos justamente nos Estados Unidos clamam por ações firmes no combate ao aquecimento da Terra. Cenário no mínimo interessante…

NOTA 2: Há muita gente que precisa estudar mais atentamente a Bíblia e livros como O Grande Conflito. Estão abraçando cegamente teorias conspiratórias dispensacionalistas (defendidas principalmente por pentecostais e influenciadores de YouTube) segundo as quais as vacinas teriam relação com a marca da besta (curiosa e vergonhosamente, para esses mesmos religiosos, a marca da besta já foi o código de barras e até biochips). Alguns chegam ao ponto de crer e pregar que as vacinas conteriam microchips para controle das pessoas! São cortinas de fumaça que desviam o foco do verdadeiro tema do fim do conflito cósmico: a adoração. Adoração é algo consciente. As pessoas saberão que a lei dominical será o símbolo de autoridade da besta, ao passo que o sábado, o memorial da criação (Êxodo 20:8-11), será a marca do reconhecimento da autoridade de Deus (Ezequiel 20:20). Não se deixe enganar. Estude a Bíblia! Os vídeos abaixo podem ajudar você a ter uma visão mais clara sobre tudo isso. [MB]

Datas para o advento

A postura cristã correta é de vigilância e não de especulação sobre o dia do retorno de Cristo

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Era terça-feira, 22 de outubro. O grupo de pessoas da Costa Leste dos Estados Unidos acreditava que aquele não seria um dia qualquer, mas sim o último neste planeta. Uma pregação persuasiva, referente à volta de Jesus, que começou com um simples fazendeiro, no verão de 1831, terminou com um público expectante estimado em centenas de milhares, no outono de 1844 (Cf. S. Bliss, Memoirs of William Miller, 1853, p. 98; W. R. Cross, The Burned-over District, 1950, p. 287; C. E. Sears, Days of Delusion, 1924, p. 244, 245).

Depois de um estudo extensivo e aprofundado das profecias bíblicas durante sete anos, de 1816 a 1823, Guilherme Miller concluiu que tudo chegaria ao fim (cf.: W. Miller, Apology and Defence, August 1, p. 15Miller’s Works, v. 1. Views of the Prophecies and Prophetic Chronology, p. 11). Em seus primeiros anos de investigação (1816-1818), ele buscou compreender e harmonizar períodos proféticos, como os 2.300 dias de Daniel 8:14; os 1.290 dias e os 1.335 dias de Daniel 12:11, 12, bem como os 1.260 dias de Apocalipse 11:3 e 12:6 (cf. Daniel 7:25; Apocalipse 11:2; 12:14; 13:5). Isso levou-o à conclusão de que Cristo poderia retornar por volta de 1843 (Alberto R. Timm, “The Sanctuary and the Three Angels’ Messages” [tese de doutorado], 1995, p. 7). Os cinco anos subsequentes (1818-1823) foram de recapitulação minuciosa, somando-se a esses mais oito anos de luta angustiosa com Deus (1823-1831), por medo de proclamar a mensagem (Memoirs of William Miller, p. 97, 98).

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Foto acima: Ascension Rock (Rocha da Ascensão), na fazenda de Guilherme Miller, perto de Hampton, Nova York: local onde dezenas de pessoas esperaram que Jesus retornasse em 22 de outubro de 1844. Crédito: Adventist Archives.