A origem da mentira do arrebatamento secreto

arrebatamentoA Reforma Protestante abalou os fundamentos do Romanismo pregando e ensinando as profecias de Daniel e Apocalipse, usando o historicismo como base hermenêutica de interpretação. Todos os grandes teólogos conservadores então concordavam que as profecias apocalípticas de Daniel e Apocalipse se cumpriram através da História. Para contra-atacar a Reforma Protestante e tentar neutralizá-la o Romanismo criou a Ordem dos Jesuítas, e muito cedo incumbiu o sacerdote jesuíta Francisco Ribera de criar uma nova linha de interpretação profética cujo cumprimento das profecias apocalípticas se dará no futuro (Futurismo). O chifre pequeno de Daniel 7 e 8, a besta de Apocalipse 13, e o anticristo de 2 Tessalonicenses 2:3, 4, 8, 9 não mais representariam Roma papal.

Nos dois séculos seguintes essa teoria se infiltrou no Protestantismo pela influência de grandes universidades européias como a de Oxford. Famosos líderes do mundo protestante adaptaram essa corrente de interpretação em sua visão profética de Daniel e Apocalipse. Samuel Roffey Maitland (1792-1866), James Todd, William Burgh e, principalmente, John Nelson Darby (1800-1882) contribuíram para estabelecer as bases do Futurismo profético, agora chamado de Dispensacionalismo entre os protestantes.

Darby fez três viagens aos Estados Unidos nas quais pregava de forma ousada as ideias do Dispensacionalismo profético. Segundo creem, as profecias escatológicas do Antigo Testamento devem ser interpretadas literalmente. Se o texto bíblico diz que Israel irá possuir a terra prometida para sempre, então significa exatamente isso, ao pé da letra.

Em uma de suas viagens aos Estados Unidos, Darby influenciou um advogado chamado Cyrus Scofield, o qual, após converter-se, se tornaria ministro ordenado da Igreja Congregacional. Sua obra, a Bíblia de Referência de Scofield (1909), foi a responsável pela popularização do Dispensacionalismo profético nos Estados Unidos e em vários outros países que mais tarde a traduziram.

A partir da década de 1990, outro lançamento também contribuiu para a popularização dessa teoria entre os evangélicos: a série de livros de ficção religiosa Left Behind (Deixados Para Trás), dos autores Tim LaHaye e Jerry Jenkins.

Somando tudo isso, o resultado é que hoje mais de 80% do mundo protestante acredita no Dispensacionalismo (Futurismo profético) em lugar do Historicismo da Reforma Protestante. Como desfazer esse conflito? Ditos protestantes que não seguem os ensinos dos Reformadores?

Acreditar que as profecias do Antigo Testamento só podem se cumprir de forma estritamente literal significa ignorar o uso que os próprios autores inspirados do Novo Testamento fazem do texto bíblico. Mateus, por exemplo, vê o cumprimento profético de Oseias 11:1 (que, primariamente, se refere a Israel) no retorno de Jesus do Egito com Seus pais após a morte de Herodes (2:15). Claramente, para Mateus, Israel era um tipo de Cristo, logo temos um cumprimento tipológico e não literal da profecia.

O mesmo ocorre com o evangelista Lucas, quando afirma que “assim está escrito” que “o Cristo havia de ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia” (24:46). Na mente de Lucas, Israel também é um tipo de Cristo. Por isso ele faz uma aplicação tipológica de Oseias 6:1 e 2 (originalmente feita para Israel). Mais uma vez o autor bíblico não faz uma aplicação estritamente literal.

Ainda em outro exemplo, em Mateus 2:23, o autor inspirado usa a palavra “profetas” (plural) para expressar o que vários textos proféticos teriam profetizado: “Ele será chamado Nazareno [grego Natzrati].” Acontece que não há nenhuma profecia do Antigo Testamento sobre isso que possa ser aplicada literalmente a Jesus. O autor bíblico vê um cumprimento pelo sentido, por causa da palavra hebraica netzer em Isaías 11:1: “Do tronco de Jessé sairá um rebento [netzer].” Outros profetas também falaram disso (Jr 23:5, 33:15; Zc 3:8 e 6:12). Para todos os efeitos, a aplicação feita por Mateus está longe de ser literal.

Portanto, sustentar que todas as profecias do Antigo Testamento têm que se cumprir de forma estritamente literal é violar o próprio entendimento que os autores do Novo Testamento possuíam. Logo, o Dispensacionalismo não passa no teste bíblico.

E o que dizer dessa teoria do arrebatamento secreto extraída pelos dispensacionalistas de Mateus 24:40 e 41? Ela se sustenta pela Bíblia? Uma leitura atenta do contexto de Mateus 24 já é suficiente para extrair três razões contrárias a essa teoria:

1. Jesus alertou explicitamente contra qualquer um que ensinasse que Seu retorno seria secreto: “Portanto, se vos disserem: Eis que Ele está no deserto, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (v. 26, 27).

Alguém já viu um relâmpago aparecer de forma secreta?

2. Jesus declarou explicitamente que o mundo inteiro seria testemunha do Seu retorno: “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder [grego dynamis, de onde vem a palavra “dinamite”] e muita glória.”

3. Jesus descreveu explicitamente o destino dos que serão deixados para trás: “Assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem… veio o dilúvio e os levou a todos” (37-39). Ou seja, os que forem deixados para trás serão destruídos “como foi nos dias de Noé”. Não haverá segunda chance. Esse é um grande engano que o inimigo disseminou dentro do protestantismo graças a essa doutrina dispensacionalista do arrebatamento secreto (ver Hb 9:27, 28).

Sendo assim, a corrente futurista de interpretação profética (incluindo o Dispensacionalismo dentro do Protestantismo) carece de fundamento bíblico. Só nos resta a confiança do Historicismo defendido pelos Reformadores.

Você está pronto para os últimos eventos deste mundo? Falta muito pouco para Jesus voltar nas nuvens do céu. “Naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará” (Is 25:9).

Quem viver verá…

(Sérgio Santeli é pastor em São Bernardo do Campo, SP)

Bibliografia:

Dwight K. Nelson, Ninguém Será Deixado Para Trás, Casa Publicadora Brasileira.

Hans K. LaRondelle, O Israel de Deus na Profecia, Unaspress.

João Alves dos Santos, Dispensacionalismo e suas implicações doutrinárias.

Leia também: Arrebatamento secreto não tem base bíblica

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Polônia limita compras aos domingos para beneficiar vida familiar

Statement of President Andrzej DudaO presidente polonês Andrzej Duda [foto] decretou na terça-feira uma lei que limita amplamente negociações aos domingos, dizendo que isso beneficiará a vida da família dos empregados. É esperado que a legislação, elaborada pelo governo conservador e pela união sindical Solidariedade, gere protestos de grandes cadeias de supermercados ocidentais que são o principal alvo da lei. Grande parte de seus lucros é gerada aos fins de semana, quando muitos fazem suas grandes compras semanais. Críticos afirmam que algumas dessas redes fazem seus funcionários trabalhar por longas horas com baixos salários. Duda disse que grandes comerciantes precisarão ajustar suas práticas ao novo sistema e pediu-lhes “compreensão”.

A lei permite isenções para pequenos revendedores privados, padarias, postos de gasolina, floriculturas, lojas de hotéis e eventos artísticos. A partir de 1º de março, lojas e mercados estarão fechados em dois domingos de cada mês. Apenas um domingo por mês estará liberado para comércio em 2019, e a partir de 2020 a legislação se aplica a todos os domingos, exceto nos principais feriados. Críticos afirmam que será fácil contornar a proibição de comércio.

Na cerimônia de assinatura desta terça, Duda elogiou a lei por dar a crianças uma chance de estar com seus pais e por dar a trabalhadores de lojas o necessário tempo de descanso. Ele disse que um comerciante em sua loja local o agradeceu por apoiar a lei.

Duda disse que estava tentando “restaurar a normalidade” e que a política deveria estar em linha com leis de outros países da União Europeia, incluindo Alemanha e Áustria. “Onde há empregados de comércio contratados, o domingo deveria ser um dia de descanso para permitir a eles tempo com suas famílias”, disse ele.

(ABC News, com tradução de Leonardo Serafim)

Nota: Esse será um dos argumentos utilizados em favor de uma lei dominical finalmente aprovada nos Estados Unidos, com óbvio apoio da Igreja Católica, conforme prevê Apocalipse 13 e detalha Ellen White em seu livro O Grande Conflito. Sindicatos e outras entidades, além de igrejas e governantes estarão unidos em uma causa que, sob todos os pontos de vista, beneficiará as famílias e os cidadãos. Quem discordar do dia escolhido para promover essa união pró-família será, finalmente, visto como inimigo da paz. Quem viver verá. [MB]

Leia também: A partir do próximo domingo, supermercados já não abrirão em Campos

“Relógio do Apocalipse” se move para 2 minutos antes do fim do mundo

relogio-apocalipseA tensão política entre Estados Unidos e Coreia do Norte tem tornado a vida bastante estressante nesses países. Apenas alguns dias atrás, no último 13 de janeiro, um alerta equivocado de míssil direcionado ao Havaí levou a 38 minutos de puro terror no território americano. Não se sabe como esse erro foi cometido, mas o medo de quem vive no Havaí não foi injustificado. O estado é o mais vulnerável a um eventual ataque da Coreia do Norte, uma vez que especialistas dizem que um míssil norte-coreano poderia atingi-lo em 15 minutos. Com o governo de Donald Trump, um presidente que parece reconhecer o apelo das armas nucleares, a ameaça de uma guerra explosiva parece mais próxima e mais real do que nunca em nossa geração.

E essa ameaça acaba de ser confirmada pelo Boletim dos Cientistas Atômicos, uma organização de cientistas nucleares que existe justamente para nos manter conscientes desse perigo. Eles decidiram mover seu Relógio do Fim do Mundo para apenas dois minutos antes da meia-noite, o mais próximo que já estivemos do apocalipse [sic] nos últimos 71 anos.

O Relógio do Fim do Mundo ou Relógio do Apocalipse (no original, “Doomsday Clock”) é um relógio imaginário criado pelo Boletim que representa a proximidade da aniquilação da humanidade através de mecanismos que nós próprios projetamos.

O relógio remonta a 1947, quando os cientistas que participaram do Projeto Manhattan – o projeto que fabricou a primeira bomba nuclear – decidiram criar tal mecanismo de aviso para o risco de um apocalipse. O icônico relógio é movido todo ano, para a frente ou para trás, para mostrar se o futuro da civilização está mais ou menos seguro. Iniciado a sete minutos para a meia-noite, atingiu o pico da paz em 1991, programado para 17 minutos antes da meia-noite, quando a União Soviética se separou. Desde então, tem apenas se aproximado do fim do mundo, conforme mais países desenvolvem armas nucleares, bem como outras ameaças globais surgem, como a mudança climática.

O último movimento do relógio é mais um sinal de que o mundo está à beira de um abismo incomparável na era moderna. Ele não ficou tão próximo da meia-noite desde 1953, alguns meses depois que os Estados Unidos e a Rússia testaram suas primeiras bombas termonucleares.

A constatação mais triste, no entanto, é que são comunicações erradas, mal-entendidos e erros de cálculo que nos levam cada vez mais próximos do apocalipse [sic]. Conforme nos alertou o papa Francisco sobre o conflito atual entre Estados Unidos e Coreia do Norte, “um acidente é suficiente para precipitar as coisas”.

Desde a invenção de armas nucleares, políticos temem uma rápida escalada de eventos que levem a uma guerra não pretendida. Se houve uma lição geopolítica crítica da Guerra Fria é que a guerra nuclear é algo muito difícil de se evitar: por diversos momentos, alarmes falsos quase levaram a “retaliações” de ambos os lados, causando destruições catastróficas.

Dwight D. Eisenhower, presidente dos EUA na época, declarou que sua realização mais orgulhosa era ter mantido a paz, quando começar uma guerra teria sido mais fácil politicamente do que acalmar tensões crescentes. Embora tenha recebido críticas por sua “moleza”, até seus opositores mais tarde descobriram que jogar uma bomba para abafar seus problemas é realmente a coisa mais simples a se fazer, enquanto a paz é muito mais trabalhosa.

No contexto de sete décadas de “quase ataques”, o alerta acidental de míssil havaiano é notável. Ao longo dos anos, os sistemas de alerta de diversos países têm falhado. Ao mesmo tempo, esses países possuem programas nucleares prontos para serem lançados, sem nenhum mecanismo capaz de detê-los quando isso acontecer.

Logo, a atualização mais recente do Relógio do Fim do Mundo é uma lembrança sombria de que “manter a paz” exige a continuação de uma liderança ativa e estável em todo o mundo.

(WiredG1, via Hypescience)

Nota: O livro do Apocalipse afirma que anjos poderosos estão segurando os “ventos” dos “quatro cantos” da Terra (Ap 7:1). Ventos, em linguagem profética, simbolizam conflitos, guerras. Assim, esses anjos estão contendo guerras com potencial destrutivo incalculável, pois envolveriam todo o planeta. É interessante notar como várias vezes o mundo esteve na iminência da destruição por um terrível confronto bélico e pelo uso de armas nucleares de destruição em massa. “Misteriosamente”, nada aconteceu. Por enquanto… [MB]

MP manda supermercado de SP suspender cartilha que condena gays, aborto e sexo fora do casamento

hirotaO Ministério Público do Trabalho de São Paulo mandou na sexta-feira (22) a rede Hirota Food Supermercados suspender a distribuição de cartilha que condena gays, o aborto e o sexo antes ou fora do casamento. O órgão informa que tomará medidas judiciais caso a empresa descumpra o pedido. A Promotoria considerou “discriminatório” o conteúdo da cartilha “Cada Dia Especial Família de 2017”, que traz 31 mensagens que discorrem sobre casamento, relação entre pais e filhos e até dívidas da família. Os textos foram escritos pelo pastor Hernandes Dias Lopes, da Igreja Presbiteriana, e a publicação teve tiragem de 10 mil exemplares. A notificação enviada pelo MP ao supermercado também exige que as cartilhas já distribuídas sejam retiradas de circulação e que a empresa deixe de produzir conteúdo desse tipo e o divulgar em suas lojas, site ou redes sociais.

Quando o caso começou a repercutir nas redes sociais, a rede de supermercados disse, em nota, que “lamenta qualquer transtorno que tenha causado pela distribuição da cartilha da família”. “Reiteramos que em momento algum tivemos a intenção de polemizar, ofender ou discriminar qualquer forma de amor”, dizia o texto.

O MP enviou oito recomendações à rede, incluindo impedir qualquer distinção, exclusão, limitação ou preferência que cause discriminação de trabalhador potencialmente candidato ao preenchimento de vagas ofertadas pela empresa, devido a discriminação como de gênero, orientação sexual ou por arranjos familiares entre as pessoas.

“[O MP exige que a rede de supermercado] assegure a plena e efetiva igualdade entre mulheres e homens em seu ambiente de trabalho; que garanta o respeito à liberdade de religião, credo, de gênero e orientação sexual em seu ambiente de trabalho e da mesma forma respeite identidade de gênero, orientação sexual e forma de agir de todas as pessoas.”

(G1 Notícias)

Nota: Se você é dono de um estabelecimento privado e deseja utilizá-lo para presentear seus clientes com mensagens de cunho religioso, o Estado tem autoridade para impedi-lo da fazer isso? Onde está a tão propalada liberdade religiosa? Só a militância gay tem direito de promover suas cartilhas? Veja o que escreveu meu amigo Marco Dourado, de Curitiba: “Se não estiver sob estrita vigilância daqueles a quem deveria servir, o Estado torna-se um fim em si mesmo, cada vez mais inchado e crescentemente mais viciado em arrecadação a fim de garantir mais e mais prosperidade e poder para os que o compõem. A esquerda visa continuamente a ocupar todas as instâncias do Estado, seja pela violência, seja subornando boa parte da população com migalhas que ele mesmo lhes extorquiu. Então, inchado, detentor de uma poderosa e vigilante burocracia, amparado por coitados dependentes e sustentado compulsoriamente por extorquidos, usará todos os seus incontáveis tentáculos para impor seus projetos e metas e esmagar qualquer ação que o possa ameaçar. Por que vocês acham que o Paraíso Escandinavo tornou-se um inferno para cristãos sinceros?” Ficam no ar algumas perguntas: Quais serão as próximas “cartilhas”, os próximos conteúdos censurados pelo Estado? Quais serão as próximas exigências contratuais que acabarão indo contra os princípios de certas instituições? Tempos cada vez mais difíceis pela frente. Quem viver verá… [MB]

O ano termina marcado por mais loucuras humanas

aiQuando pessoas começam a adorar máquinas, o governo a “confiscar” crianças e indivíduos a casar consigo mesmos podemos ter certeza de que algo está muito errado com o mundo.

Anthony Levandowski, antigo executivo da Google e da Uber para projetos de carros autônomos, afirmou uma entrevista à Wired que quer começar uma igreja para louvar a inteligência artificial. O engenheiro mecânico registrou-se como líder da igreja em maio, ou seja, na época em que a Uber o despediu por ter usado propriedade intelectual da Google. Esse episódio levou a que fosse aberto um processo judicial entre as duas empresas. Apelidada com as siglas WOTF, a Way of the Future (em português, “O caminho do futuro”) é uma igreja que quer “criar uma transição pacífica e suave entre o momento em que as pessoas mandam sozinhas no planeta e o momento em que mandam juntamente com máquinas”, segundo o site oficial da instituição. A WOTF acredita que um dia a inteligência artificial vai criar máquinas mais avançadas do que os humanos e que, por isso, estas vão se tornar um deus que merece reverência.

Segundo Levandowski, para se fazer parte da igreja não é preciso doar dinheiro, apenas “passar a palavra” sobre a inevitável criação de uma superinteligência que poderá mandar nos humanos. (Observador)

canadaJá no Canadá a loucura é outra: o governo “confiscará” crianças de famílias que se recusam a aceitar a ideologia de gênero. A província de Ontário aprovou uma nova lei que permite ao governo retirar as crianças de famílias que se recusam a aceitar a opção dos filhos por determinada “identidade de gênero” ou “expressão de gênero”. O que foi chamado de “Ato de Apoio a Crianças, Jovens e Famílias”, ou Lei 89/2017, acabou aprovada em votação de 63 favoráveis a 23 contrários, registra o The Christian Times.

Ele exige que os serviços de proteção a crianças, serviços de adoção e juízes levem em consideração e respeitem a “raça, ancestralidade, local de nascimento, cor, origem étnica, cidadania, diversidade familiar, deficiência, crença religiosa, sexo, orientação sexual, identidade de gênero e expressão de gênero”. […]

A Lei 28 [anterior] garantia que o pai ou a mãe da criança possuía o direito de “direcionar a educação e a formação religiosa dela. Já a nova lei diz que isso pode ser feito “desde que siga a crença da criança ou do jovem, sua identidade comunitária e identidade cultural”. Ou seja, não são mais os pais que determinam como a criança será criada e sim ela mesma. […]

Jack Fonseca, estrategista político da Campaign Life Coalition, [disse]: “Com a passagem da Lei 89, adentramos em uma era de poder totalitário do Estado, algo nunca antes testemunhado no Canadá. Não se engane, a Lei 89 é uma grave ameaça para os cristãos e todas as pessoas religiosas que têm filhos ou que desejam criar uma família através da adoção.”

Em abril, um casal cristão apresentou uma ação judicial contra Hamilton Children’s Aid Society por ter retirado de sua casa duas crianças adotivas porque eles se recusaram a mentir para as meninas, dizendo que o coelhinho da Páscoa era real. “Nós temos uma política de não mentir”, justificou Derek Baars, um dos pais adotivos, denunciando que uma pessoa que trabalhava no serviço de apoio à criança insistiu que ele e sua esposa, Frances Baars, dissessem para as meninas, de 3 e 4 anos, que o coelhinho da Páscoa era de verdade. “Nós explicamos à agência que não estamos preparados para dizer às crianças uma mentira. Se as crianças pedissem, não mentiríamos para elas, mas nós não a levantaríamos.”

Os Baars, que são membros da Igreja Presbiteriana Reformada, perderam a guarda das crianças. O argumento da agência governamental de cuidado infantil é que o coelhinho da Páscoa era uma “parte importante da cultura canadense” e por isso os pais tinham de admitir sua existência. (Visão Cristã)

sologamiaE por último, a nova insanidade: o casamento consigo mesmo. No verão de 2000, a artista Gabrielle Penabaz, de Nova York, decidiu dar uma festa de casamento para si mesma enquanto tentava se recuperar de uma desilusão amorosa. Ela cuidadosamente escolheu o local, as flores, a aliança, o vestido de noiva e escreveu os seus votos. Ela até vestiu “uma coisa emprestada e uma coisa azul” no dia, uma das simpatias que algumas noivas fazem, mesmo que o evento fosse meramente simbólico e sem um componente essencial: o noivo. Mesmo assim, seus amigos e sua família participaram, e Gabrielle diz que ela teve “o melhor casamento” de todos os tempos. Desde então ela tem “oficializado” o casamento de outras pessoas consigo mesmas, como uma forma de performance – um serviço que ela cobra. Seus clientes são normalmente mulheres solteiras, apesar de pessoas de todos os gêneros e de diferentes estados conjugais terem participado. Ela diz ter “casado” mais de 1.500 pessoas em cerimônias normalmente como a dela própria, com altares erguidos, roupas específicas, bolo e votos.

Bem-vindos ao mundo do autocasamento ou “sologamia”, que vem atraindo muita atenção nos últimos anos. […] Não há dados oficiais sobre o número de pessoas que se decidiram pelo autocasamento, mas o interesse ocorre em um momento no qual o número de pessoas não casadas atingiu recordes em economias avançadas, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). (G1 Notícias)

Nota 1: Essas são apenas três entre muitas loucuras que estão sendo praticadas por aí. Elas servem de amostra de como as pessoas tem encarado a Palavra de Deus e as leis do Criador. Quando Deus é abandonado, a sociedade, a humanidade fica desnorteada e passa a amar e idolatrar a criatura e as coisas que ela mesma fez. Quando os princípios bíblicos são deixados de lado, instituições sagradas como o casamento são pisadas e tratadas como piada. É bem como previu Jesus: “Quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?” (Lucas 18:8). [MB]

Nota 2: Desejo-lhe um ano novo abençoado e pautado pela Bíblia Sagrada, independentemente das distorções criadas pelo ser humano. [MB]

EUA confirmam programa secreto que investigou OVNIs

Papa volta a enfatizar o descanso dominical

papa[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] Quarta-feira, dia de audiência geral na Sala Paulo VI. Cerca de sete mil pessoas participaram do encontro semanal com o papa. Retomando o caminho de reflexões sobre a Missa, Francisco questionou: “Por que ir à missa aos domingos?”

Foi no primeiro dia que Ele ressuscitou – Desde os primeiros tempos, os discípulos de Jesus celebravam o encontro eucarístico com o Senhor no dia que os judeus chamavam “o primeiro da semana” e os romanos “o dia do sol”. Depois da Páscoa, os discípulos de Jesus acostumaram-se a esperar a visita do seu divino Mestre no primeiro dia da semana; foi nesse dia que Ele ressuscitou e veio encontrar-Se com eles no Cenáculo, falando e comendo com eles e dando-lhes o Espírito Santo. Esse encontro se repetiria oito dias depois, já com a presença de Tomé. [Essa alegada primeira reunião em um domingo definitivamente não tinha o objetivo de celebrar ou prestar culto. Basta ler o relato bíblico para constatar isso: “Ao cair da tarde daquele primeiro dia da semana, estando os discípulos reunidos a portas trancadas, por medo dos judeus, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: ‘Paz seja com vocês!’” (João 20:19). Percebeu? Os discípulos estavam reunidos a portas trancadas porque estavam se escondendo e não celebrando a “missa”. Ademais, eles se reuniam todos os dias, conforme Atos 2:46, 47. Portanto, não é a reunião que torna o dia santo.]

Domingo, dia do Senhor: é Ele que nos encontra – E assim, aos poucos, o primeiro dia da semana passou a ser chamado pelos cristãos “o dia do Senhor”, ou seja, o domingo. “A celebração dominical da Eucaristia está no centro da vida da Igreja: nós vamos à missa para encontrarmos o Senhor ressuscitado, ou melhor, para nos deixarmos encontrar por Ele”, disse o Papa, explicando: “Ouvir a sua palavra, alimentar-nos à sua mesa e, assim, nos tornarmos Igreja, o seu corpo místico vivo hoje no mundo. Por isso, o domingo é para nós um dia santo: santificado pela celebração eucarística, presença viva do Senhor para nós e entre nós. É a Missa que faz cristão o domingo.” [Na verdade, quem torna um dia santo é o Deus santo. E ele dez isso com o sétimo dia, não com o primeiro, que é um dia comum de trabalho, segundo a Bíblia. “No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação” (Gênesis 2:2, 3).]

[…] “Sem Cristo, estamos condenados a ser dominados pelo cansaço do dia a dia com as suas preocupações e pelo medo do futuro. O encontro dominical com Jesus dá-nos a força de que necessitamos para viver com coragem e esperança os nossos dias. […] Nós cristãos precisamos participar da missa dominical porque somente com a graça de Jesus, com a sua presença viva em nós e entre nós, podemos colocar em prática o seu mandamento e sermos testemunhas críveis. Mais ainda, a comunhão eucarística com Jesus ressuscitado antecipa aquele domingo sem ocaso em que toda a humanidade entrará no repouso de Deus.” [Já que o papa falou em mandamento, vamos lá: “Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades. Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou” (Êxodo 20:8-11). Esse é o mandamento bíblico, inclusive em qualquer Bíblia católica. Tudo o que o papa fala sobre o domingo – encontro especial com Jesus, repouso semanal, antecipação do descanso pós volta de Jesus – se aplica, na verdade, ao sábado. Se tem dúvida, leia a Bíblia e você perceberá que é assim. Após a Sua ressurreição, Jesus previu que Seus seguidores ainda estariam guardando o sábado, mesmo quatro décadas depois (Mt 24:20). Além disso, Maria, Paulo e os demais discípulos continuaram guardando o sábado. E João disse ter recebido pero do ano 100 d.C. sua visão do Apocalipse no dia do Senhor (Ap 1:10). Que dia era esse? Basta ler Mateus 12:8, Marcos 2:28 e Lucas 6:5 para saber. O domingo foi instituído como dia de guarda oficial pelo imperador Constantino, no ano 321 d.C., algo que foi aceito pela Igreja Católica, contrariando o mandamento bíblico. Recomendo que você assista ao vídeo abaixo para ter mais informações sobre esse assunto.]

(Rádio Vaticano)

Leia também: “Igreja Católica diz que abertura de supermercados aos domingos escraviza funcionários e convoca audiência pública” e “Quem mudou a santa e eterna lei de Deus?”