Religiosos fundamentalistas são uma praga, disse o papa em 2019

O diálogo inter-religioso é uma forma importante de combater os grupos fundamentalistas, bem como a acusação injusta de que as religiões semeiam divisão, disse o papa Francisco. Encontrando-se com membros do Instituto Argentino para o Diálogo Inter-religioso em 18 de novembro [em 2019], o papa disse que “no mundo precário de hoje, o diálogo entre as religiões não é uma fraqueza. Ela encontra sua razão de ser no diálogo de Deus com a humanidade ”.

Relembrando uma cena do poema do século 11 “A Canção de Roland”, em que os cristãos ameaçavam os muçulmanos “a escolher entre o batismo ou a morte”, o papa denunciou a mentalidade fundamentalista de que “não podemos aceitar nem entender e não podemos mais funcionar”.

“Devemos ter cuidado com os grupos fundamentalistas; cada (religião) tem seus próprios. Na Argentina, existem alguns cantos fundamentalistas”, disse ele. “O fundamentalismo é uma praga e todas as religiões têm algum primo fundamentalista”, disse ele. […]

A “complexa realidade humana” da fraternidade, continuou o papa, pode ser vista nas escrituras quando Deus pergunta a Caim sobre o paradeiro de seu irmão.

Essa mesma pergunta deve ser feita hoje e levar os membros de todas as religiões a refletirem sobre as maneiras de se tornarem “canais de fraternidade em vez de muros de divisão”, disse ele. […]

“É importante mostrar que nós, crentes, somos um fator de paz para as sociedades humanas e, ao fazê-lo, responderemos àqueles que injustamente acusam as religiões de incitar ao ódio e causar violência”, disse o papa.

(Catholic Philli)

Cientistas criam 132 embriões com uma combinação entre macaco e humano na China

As técnicas de hibridização estão cada vez mais desenvolvidas e preocupam pesquisadores e autoridades

embrioes

A equipe do cientista espanhol Juan Carlos Izpisua criou 132 embriões com uma mistura de células de macaco e humanas em um laboratório na China, em uma polêmica experiência revelada pelo jornal El País em julho de 2019 e divulgada oficialmente com detalhes nesta quinta-feira. Três desses embriões — simples bolinhas de até 10.000 células — chegaram a crescer durante 19 dias fora do útero, momento em que os pesquisadores interromperam o estudo, financiado parcialmente pela Universidade Católica San Antonio de Murcia. A comunidade científica chama essas estruturas de quimeras, em referência aos monstros com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão da mitologia grega.

A revista especializada Cell, que publicou os resultados, ilustrou o anúncio com uma alegoria de A Criação de Adão, afresco de Michelangelo na Capela Sistina em que a mão do deus bíblico dá vida ao primeiro homem da tradição cristã. No novo desenho, uma mão de macaco e uma mão humana parecem insuflar energia a um embrião misto.

Izpisua (Hellín, província de Albacete, 61 anos) enfatiza, no entanto, que seu verdadeiro objetivo é a criação de quimeras de porco e humano, com o objetivo final de gerar órgãos humanos no gado porcino. A Organização Mundial da Saúde estima que são feitos cerca de 130.000 transplantes por ano no planeta, menos de 10% dos necessários. O pesquisador argumenta que “a cada ano dezenas de milhares de pacientes morrem na lista de espera por um órgão”. Esses novos órgãos ajudariam a equacionar o problema.

O grupo de Izpisua — do Instituto Salk, em La Jolla (Estados Unidos) — já tinha anunciado em 2017 a criação de quimeras rudimentares de porco e humano, nas quais havia apenas uma célula humana para cada 100.000 suínas. Para entender esse fracasso, atribuído aos 90 milhões de anos de evolução [segundo a concepção evolucionista] que separam esses animais e as pessoas, o pesquisador espanhol decidiu tentar com duas espécies muito mais próximas: os macacos e os humanos.

Os pesquisadores utilizaram óvulos de uma dúzia de fêmeas de macaco caranguejo (um tipo de macaco), fecundaram-nos com espermatozoides da mesma espécie e, depois de seis dias de cultivo em laboratório, obtiveram 132 minúsculos embriões, cada um contendo 110 células animais. A equipe adicionou 25 células humanas a essas estruturas, previamente reprogramadas com um coquetel químico para poderem se transformar em qualquer tipo de célula: pele, músculo, fígado, coração. O resultado, 19 dias depois da fecundação, é uma bolinha mista de 10.000 células, com uma porcentagem humana de no máximo 7%. A experiência foi realizada no Laboratório de Pesquisa Biomédica de Primatas de Yunnan, uma instalação com milhares de macacos na cidade chinesa de Kunming.

E não está isenta de críticas. A bióloga britânica Christine Mummery, presidente da Sociedade Internacional de Pesquisa em Células-Tronco, alerta que as quimeras de humanos e animais “estão ultrapassando os limites éticos e científicos estabelecidos”. Sua organização divulgará novas diretrizes em maio para tentar garantir a integridade desse tipo de pesquisa. Mummery, do ponto de vista pessoal, duvida dos argumentos oferecidos por Izpisua para defender seus ensaios: “O resultado dos experimentos é interessante, mas justificar sua realização no contexto da medicina regenerativa para gerar órgãos humanos em animais para transplantes me parece um objetivo muito distante”, aponta a bióloga, da Universidade de Leiden (Holanda). Em sua opinião, havia alternativas “eticamente mais aceitáveis” do que o uso de embriões de macaco, como a utilização de animais evolutivamente mais distantes dos humanos.

O jurista Federico de Montalvo, presidente do Comitê de Bioética da Espanha, questiona por que os experimentos foram feitos na China: “É porque são cientificamente mais avançados ou é porque são eticamente mais relaxados?” De Montalvo está preocupado com o possível uso duplo desses avanços científicos. “O objetivo atual é digno de aplauso, mas talvez devêssemos pensar também se pode ser usado para outros fins, como criar uma espécie de sujeito intermediário. O risco é abrir um caminho que outras pessoas possam percorrer”, reflete o especialista, que dirige o mais alto órgão consultivo do Governo espanhol no campo da ética científica.

Em meados da década de vinte do século passado, o zoólogo russo Ilia Ivanov, apoiado pelas autoridades soviéticas da época, se propôs a obter híbridos de chimpanzés e humanos por meio de inseminação artificial das fêmeas. Ivanov chegou a viajar para a África Ocidental, onde hoje é a Guiné Conakri, com a intenção de capturar macacos para suas experiências, mas elas não deram nenhum resultado.

A ideia de uma criatura meio humana meio animal era ficção científica há um século e continua sendo, mas em algum momento no futuro talvez deixe de sê-lo. Izpisua insiste: “Não sabemos se embriões de macaco com células humanas seriam biologicamente viáveis, entretanto nosso objetivo na pesquisa de quimeras não é desenvolver novos organismos, mas compreender melhor o desenvolvimento humano para obter tratamentos para as doenças.”

A equipe do biólogo francês Pierre Savatier publicou há três meses uma tentativa de criar embriões quiméricos de macaco e humano em seu laboratório na Universidade de Lyon. Os pesquisadores conseguiram um máximo de 10 células humanas em estruturas embrionárias de macacos com um total de 250 células e sete dias de desenvolvimento, segundo explica o bioquímico espanhol Manuel Serrano, que participou do trabalho. […]

A bióloga polonesa Magdalena Zernicka-Goetz também acredita que o novo trabalho é “uma demonstração impressionante” da capacidade das células humanas de se integrarem em um embrião de macaco, mas alerta para a dificuldade de controlar para onde vão essas sementes humanas, que podem acabar em um órgão não desejado. […]

O biólogo espanhol Alfonso Martínez Arias afirma que “não era necessário abrir esta caixa de Pandora”. Seu grupo na Universidade de Cambridge produziu no ano passado, a partir de células embrionárias cultivadas em laboratório, estruturas semelhantes a um embrião humano de cerca de 20 dias sem a semente que daria origem ao cérebro. O pesquisador acredita que esses pseudoembriões de laboratório são uma alternativa às quimeras de macaco para estudar o desenvolvimento dos órgãos humanos.

Martínez Arias, que ingressou recentemente na Universidade Pompeu Fabra, de Barcelona, é muito crítico em relação às experiências de Izpisua na China, “de ética duvidosa” e “baixa qualidade técnica”. “Acredito que não demonstrou a viabilidade dessas quimeras”, diz o biólogo. “Esse tipo de experimento pode gerar temores injustificados na sociedade e colocar em risco o trabalho de outros cientistas que estão tentando criar um marco ético e legal para pesquisas relacionadas”, acrescenta Martínez Arias. […]

Marta Shahbazi aplaude a nova pesquisa. “Este estudo demonstra que as quimeras se formam. Parece que o sistema delas funciona e é eficiente”, aponta. A pesquisadora, da Universidade de Cambridge, acredita que as estruturas quiméricas de macaco e humano são “um sistema muito útil” para estudar o desenvolvimento embrionário. “É uma ferramenta complementar para a compreensão da biologia básica”, reflete Shahbazi. “Mais tarde, esse conhecimento poderia ser usado para voltar ao porco e ter um modelo de criação de órgãos humanos em animais de fazenda. Isso seria o ideal.”

(El País)

EUA confirmam discurso do papa em cúpula climática e Biden se torna líder ambiental do planeta

Os dois estão alinhados na defesa da mesma bandeira climática ECOmênica

Biden

O papa Francisco também vai participar da Cúpula Climática de Líderes convocada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para discutir a crise ambiental no planeta. O evento acontece em 22 e 23 de abril, de forma virtual, e deve ter o desmatamento na Amazônia como um dos principais temas em pauta. Jorge Bergoglio, que já dedicou uma encíclica a questões ambientais e um Sínodo à Floresta Amazônica, vai falar na segunda sessão do dia de abertura da cúpula, assim como representantes do setor privado e da sociedade civil. A programação do evento foi divulgada nesta quarta-feira (21) pelo Departamento de Estado dos EUA, e a sessão de inauguração será conduzida pelo presidente Joe Biden e por sua vice, Kamala Harris. “Essa sessão vai enfatizar a necessidade urgente de as principais economias do mundo fortalecerem suas ambições climáticas até a COP26 [em novembro] para manter sob seu alcance a meta de limitar o aquecimento a 1,5 ºC”, diz o governo americano.

Segundo a programação, essa sessão dará a oportunidade de os “líderes destacarem os desafios climáticos enfrentados por seus países” e para “anunciarem novos passos para fortalecer sua ambição” nas metas ambientais. 27 líderes estão escalados para falar na primeira sessão, incluindo o presidente Jair Bolsonaro, que enviou uma carta a Biden na semana passada prometendo eliminar o desmatamento ilegal até 2030. Também vão participar o secretário-geral da ONU, António Guterres, os presidentes da China, Xi Jinping, da Rússia, Vladimir Putin, e da França, Emmanuel Macron, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e os primeiros-ministros da Itália, Mario Draghi, da Índia, Narendra Modi, e do Japão, Yoshihide Suga, entre outros líderes.

Joe Biden demonstrou enorme liderança internacional nesta quinta ao comandar a cúpula do clima organizada por seu governo. Absolutamente todos os governos participantes, e mesmo os que não foram convidados, estão comprometidos com a redução na emissão de gases poluentes para combater as mudanças climáticas. Xi Jinping e Vladimir Putin, embora rivais geopolíticos dos EUA, trabalham com os EUA na questão ambiental. Até mesmo Jair Bolsonaro, um dos últimos negacionistas do planeta, adotou um tom ameno e em sintonia com o risco para a humanidade provocado pelo aquecimento global.

É uma enorme guinada em relação aos quatro anos de Donald Trump, quando os EUA ficaram isolados internacionalmente em temas ligados ao meio ambiente. […]

(Época Negócios e Guga Cacra, de O Globo)

O futuro em quatro cenas

parou

Cena 1
1951 – É lançado o filme ”O dia em que a Terra parou” – visita de um ET apelando aos líderes da Terra para acabarem com as guerras e a corrida armamentista.

Cena 2
1977- Raul Seixas grava a música ”O dia em que a Terra parou”, inspirado no filme de 1951.

Cena 3
2008- É lançado outro filme: ”O dia em que a Terra parou” – um ET visita a Terra para alertar os humanos sobre a destruição do planeta (ecologia).

Cena 4
2021 – Apple TV lança o documentário ”O ano em que a Terra mudou”, mostrando os supostos “benefícios ecológicos” do lockdown em 2020.

Conclusão:
É possível perceber um padrão nessa sequência? A cultura popular está sendo usada para transformar o inconsciente coletivo e fazer com que o mundo aceite uma “solução” para salvar o planeta. Palavra-chave em todas as cenas: “parou”. Qual é o mandamento que mais combina com essa palavra? Sim, esse dia profetizado está chegando, nem que um vírus, uma guerra, uma crise econômica, ou até mesmo um ET precise ser usado… De qualquer forma esse dia chegará. Você está preparado?

(Sérgio Santeli é pastor adventista em São Paulo)

Decreto dominical: a lealdade ao Deus criador posta à prova

O que a Bíblia fala sobre um decreto dominical? Como o assunto pode ser lido, especialmente a partir da compreensão do livro do Apocalipse?

documento

Desde os primeiros adventistas sabatistas o decreto dominical é visto na escatologia adventista como um evento do fim do tempo. A partir da ideia da “marca da besta” e do “selo de Deus” no Apocalipse, entende-se que a lei dominical vai distinguir os que pertencem ao reino de Deus daqueles que optam pelo governo da besta.

A escolha de se obedecer à lei de Deus implicará a exposição a um estado de intolerância e perseguição momentânea. Por outro lado, a decisão de se filiar à besta terá consequências eternas. Essas questões estão bem claras nas visões proféticas de Daniel e Apocalipse.

Em Apocalipse 13, duas metáforas proféticas representam a atuação do papado na Idade Média e nos Estados Unidos no tempo do fim. O entendimento dessas visões elucida a perspectiva dos pioneiros adventistas referente ao tal decreto.

Curiosamente, ambas as metáforas apocalípticas retomam símbolos de Daniel. A primeira besta de sete cabeças e dez chifres (Apocalipse 13:1) é construída a partir dos quatros animais: leão, urso, leopardo de quarto cabeças e o animal terrível de dez chifres (Daniel 7:3-7). A besta não só apresenta elementos desses animais, como suas sete cabeças são a soma das cabeças das quatro bestas de Daniel. Isso indica que João viu a besta como sendo um desdobramento do poder perseguidor já representado nesses animais figurativos dos impérios babilônico, persa, grego e romano.

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Bispos da União Europeia pedem às nações que protejam o Domingo

decreto dominical

Há sete anos, revista do Estado Islâmico provocou o Vaticano

Visita do papa ao Iraque desperta novas preocupações

dabiq

Desde julho de 2014, o Estado Islâmico (também conhecido como Isis) vem publicando a revista jihadista Dabiq, em várias línguas, inclusive inglês. A publicação mostra a guerra do EI não como um evento singular, mas como a continuação de uma batalha de civilizações, e tenta ridicularizar os ocidentais, assim como seu estilo de vida. A violência é outro traço importante da revista. As páginas estampam imagens de militantes mascarados em cenários de chamas e com o mar agitado no fundo. Há fotos de cadáveres sangrando e prédios destruídos. O nome da revista remete à cidade do Norte da Síria, também chamada Dabiq. Apesar de pequena, o local é conhecido pela grande importância histórica e religiosa, onde ocorreu uma das maiores batalhas entre o Ocidente e forças do Islã. No confronto decisivo de 1516, os otomanos e mamelucos se enfrentaram. As tropas do Império Otomano ganharam a guerra, solidificando o último califado islâmico reconhecido. O número de outubro de 2014 da Dabiq fez uma provocação direta ao Vaticano. (Com informações de O Globo)

Nota: Segundo a revista, o objetivo último e fundamental do Isis é derrotar o exército romano na batalha final perto da cidade de Dabiq, ou em Al-Amaq. Eles chamam essa batalha uma “luta tal como nunca houve”. No meio dessa luta, haverá uma trégua para os cristãos e os muçulmanos combaterem um inimigo comum.

Notícia de 2015: O embaixador do Vaticano nas Nações Unidas aprova uma ação militar contra o movimento Estado Islâmico no Iraque e na Síria, uma posição invulgar pois tradicionalmente o Vaticano opõe-se ao uso da força. Durante uma entrevista ao site católico norte-americano Crux, Silvano Tomasi disse que os combatentes do Estado Islâmico estão cometendo atrocidades numa escala enorme e que o mundo tem de intervir. “Temos de parar esse tipo de genocídio, de outro modo iremos questionar no futuro por que não fizemos alguma coisa, por que permitimos que acontecesse tal tragédia”, defendeu o arcebispo italiano. Silvano Tomasi referiu ser necessária uma “coligação bem pensada” para fazer tudo o que é possível para conseguir uma decisão política sem violência. “Mas, se isso não for possível, então o uso de força será necessário”, acrescentou. O papa Francisco já denunciou a “intolerável brutalidade” infligida aos cristãos e outras minorias no Iraque e na Síria pelos militantes do movimento Estado Islâmico. (DN Globo)

Nota: Ninguém questiona que as ações praticadas pelos extremistas do Estado Islâmico são atrocidades que devem ser contidas. Mas, conforme já destaquei nesta outra postagem, chama atenção essa atitude do Vaticano de aprovar um tipo de “guerra santa”. É como se o mundo estivesse sendo acostumado a uma “coligação bem pensada” para empreender esforços enérgicos, quando o assunto é conter “extremismos”, “fundamentalismos” e ameaças à paz e a união de todos.

Durante uma entrevista ao site católico norte-americano Crux, Silvano Tomasi (embaixador do Vaticano nas Nações Unidas) disse que os combatentes do Estado Islâmico estão cometendo atrocidades numa escala enorme e que o mundo tem de intervir. “Temos de parar esse tipo de genocídio, de outro modo iremos questionar no futuro por que não fizemos alguma coisa; por que permitimos que acontecesse tal tragédia”, defendeu o arcebispo italiano. Silvano Tomasi referiu ser necessária uma “coligação bem pensada” para fazer tudo o que for possível para conseguir uma decisão política sem violência. “Mas, se isso não for possível, então o uso de força será necessário”, acrescentou. O papa Francisco já denunciou a “intolerável brutalidade” infligida aos cristãos e outras minorias no Iraque e na Síria pelos militantes do movimento Estado Islâmico.

O catecismo da igreja católica, se analisado ao pé da letra, aprova a pena de morte. Então todo o cidadão tem o direito de se defender. Em primeiro lugar vem a paz; somos contra qualquer tipo de violência, mas o ser humano tem o direito de defesa. Quem vai permitir que alguém entre na sua casa, te roube, te assalte, faça mal para a sua família? Todos têm o direito de se defender. Quando vemos as cenas que eles gravam e apresentam para as redes de televisão e redes sociais, nos deparamos com cenas de brutalidade, de horror. Se nos colocarmos no lugar das famílias dos que estão sendo mortos já é difícil, mas imagina se fosse teu irmão, teu esposo, ou outro ente que estava sendo assassinado ali; isso cria uma grande revolta”, comparou o padre.

Micael acredita que nesses casos é preciso que haja uma ação para banir essa situação, pois não é uma ação em favor da vida. A igreja sempre diz que mais abelhas se atraem com uma gota de mel do que com um barril de vinagre, quando falamos a respeito da paz, mas, em contrapartida, precisamos nos defender.

Para exemplificar, o padre ainda declarou que “se houver uma onda de violência em Coxim e começarem a decapitar pessoas, nós, como Igreja, não poderemos cruzar os braços e dizer que somos da paz, nem podemos negociar com essas pessoas. Conversamos com quem escuta e tem a capacidade de dialogar, caso contrário, tem, sim, que usar a força, e se precisar a Igreja vai usar”.

Micael finalizou dizendo que não vê nada assustador na declaração do papa ou do embaixador, mas que banir a violência é um dever de todos, inclusive da Igreja. (Diário do Estado)

Nota: Releia os trechos grifados acima, leia isto e isto, e tire suas conclusões.

ESTADO ISLÂMICO diz que Jesus voltará em breve

Terroristas do Estado Islâmico estão anunciando que eles fazem parte do fim dos tempos apocalípticos profetizados no Alcorão, e que Jesus aparecerá em breve para derrotar os exércitos de Roma, começando, assim, a contagem regressiva para o fim do mundo. Essa interpretação profética foi insinuada pelo líder das terríveis decapitações de 21 cristãos coptas, [em 2015], enquanto apontava para o vídeo macabro dos assassinatos, dizendo: “Vamos conquistar Roma, com a permissão de Alá.” O Estado Islâmico (Isis) acredita que haverá um confronto com os exércitos de Roma, no norte da Síria e, em seguida, um confronto final com um anti-Messias, em Jerusalém. O Isis publicou mais ideias – na sétima edição da Dabiq, sua revista de propaganda ideológica em inglês – sobre sua teologia do fim dos tempos que está dirigindo sua selvageria viciosa e sua crença de que o Islã é uma “religião da espada, não pacifismo”, e que o papel do Isis é “trazer o fim do mundo”. (Christian Examiner)

Nota: Como se não bastasse ser considerado “fundamentalista” (como os radicais islâmicos são chamados) pelo fato de crer na historicidade dos primeiros capítulos de Gênesis (trocando em miúdos, por ser criacionista), há também essa infeliz coincidência escatológica. São mais do que desagradáveis essas associações entre os adventistas criacionistas e os fundamentalistas islâmicos. Na verdade, são perigosas. Num programa de TV em Londres, um pastor adventista foi considerado fundamentalista pelo simples fato de crer na volta de Jesus (confira aqui). O que ocorre neste momento é uma clara polarização religiosa no mundo: de um lado, estão se unindo os evangélicos, os católicos e os muçulmanos moderados em busca da paz e da tolerância; de outro, ficam os que são considerados intolerantes, fanáticos e fundamentalistas. Os adventistas não estão nem num, nem noutro grupo. Não estão no primeiro porque não concordam em abrir mão de suas crenças bíblicas (como o sábado, por exemplo) em nome de uma união que não respeita peculiaridades e a vontade expressa de Deus. Também creem que se deve buscar a paz, que a proteção do meio ambiente é importante e que os cristãos devem promover a união, mas em torno da verdade bíblica. E não estão no segundo grupo (o dos fanáticos) porque nunca quiseram impor suas crenças sobre ninguém nem se valeram de meios violentos para difundir sua mensagem. Preferem morrer a matar pelo que acreditam. Mas essas atitudes e crenças de grupos como o Isis poderão desencadear uma sequência de eventos que, de fato, acabarão por apressar o fim de tudo. [MB]

Leia também: Papa Francisco e aiatolá Ali al-Sistani têm encontro histórico no Iraque

Nota: No Egito, em 2017, o papa Francisco se encontrou com a maior autoridade sunita dentro do islamismo. Agora, no Iraque, ele se encontra com a maior autoridade xiita dentro do islamismo. Grandes passos para uma grande união…

EXERCÍCIO ESCATOLÓGICO (Pr. Sérgio Santeli)

1) Em 2017, o papa Francisco fez uma viagem ao Egito e a mídia publicou a intenção do Estado Islâmico de atacar o papa nessa viagem. Nada aconteceu.

2) Agora o papa vai ao Iraque e a mídia novamente torna pública essa possibilidade. Se vai, de fato, acontecer, vamos confirmar neste fim de semana.

Há várias razões que me levam a crer que pode ser agora:

A) O contexto profético atual (tudo acontecendo ao mesmo tempo).

B) A data suspeita da viagem (no exato momento de 1.700 anos da Lei Dominical de Constantino).

C) O local da visita: Mossul, justamente a capital do Califado Abássida na época das Cruzadas.

D) A indústria militar norte-americana está desejosa de uma guerra, esperando apenas um pretexto.

E) Vaticano e Biden precisam acabar com ou neutralizar momentaneamente a polarização política nos EUA e no Ocidente (conservadores/marxistas). O papa sendo atacado ocorreria uma guinada: surgiria um novo inimigo comum aos dois grupos.

F) Já estão circulando nas mídias vídeos de youtubers falando da possibilidade de um atentado ao papa no Iraque e afirmando ser isso profecia de São Malaquias, terceiro segredo de Fátima, blá, blá, blá; enfim, desviando a atenção de todos da fonte verdadeira – a Bíblia (Dn 11:40-45).

Estaria prestes a se cumprir?

Movimento político a favor do descanso dominical comemora jubileu

Articulista de jornal do interior de São Paulo chega perto da verdade que muitos cristãos ignoram

Constantino

Sonntagsschutz ( Domingo livre) é um movimento com bases fortes na Alemanha, Países Baixos e Áustria, mas está por toda a Europa através de entidades, defesas políticas e sindicatos trabalhistas. No próximo dia 3 de março [ontem], todas as entidades envolvidas na Aliança Domingo Livre vão comemorar o jubileu de 1.700 anos da promulgação do édito de Flavius Valerius Constantinus (Constantino; foto ao lado), imperador romano que estabeleceu o Domingo como dia de descanso estatal. Erwin Helmer, teólogo que atua como um tipo de “sindicalista eclesiástico”, é co-fundador da Alliance for Free Sunday e da Sunday Alliance in Bavaria (2006), que hoje reúne 51 grupos regionais que se estendem até o European Sunday Alliance. As declarações de Helmer são contundentes [na direção do] propósito de estabelecer um descanso dominical: tornar o domingo um dia de descanso obrigatório através de leis trabalhistas.

O evento comemorativo do jubileu vai trazer aos holofotes uma estrutura que está organizada e operando nos bastidores “esquecidos” da grande mídia há uma década e que ao longo do tempo conquistou vitórias significativas, embora discretas, e extremamente importantes no campo jurídico trabalhista para num breve futuro países passarem a adotar o dia de descanso dominical por força de lei. Provavelmente, essa comemoração vai ser motor propulsor para iniciar outra fase de sensibilização de outros grupos de pessoas.

European Sunday Alliance está empenhada em mudar a consciência das pessoas a sobre o valor do domingo, como é hoje, para um domingo/shabbat. A European Sunday Alliance atua de forma política nos países do bloco através de uma rede de alianças dominicais nacionais, formadas por sindicatos, organizações da sociedade civil liderados por comunidades católicas que têm adesão de protestantes/evangélicos. Sem trabalho e sem consumo dos recursos naturais em nome da Mãe Terra.

Pelo site e publicações, é possível identificar os maiores agentes da Sunday Alliance: comunidades religiosas através de suas pastorais que se conectam a sindicatos e parlamentares europeus, e ordens religiosa como, por exemplo, a Companhia de Jesus, ordem do papa Francisco. Essas entidades costuram de forma discreta o descanso dominical obrigatório, sem o interesse providencial da grande mídia. Conquistaram espaço, conexões e aparentes pequenas vitórias que sinalizam em direção à grande conquista.

Aprovações de leis trabalhistas locais pipocam na Alemanha e em [outros] países da Europa, em âmbito municipal. Várias decisões judiciais e negociações trabalhistas com atuação de sindicatos e entidades pastorais foram conquistadas. Muitas passam a compor um corpo jurídico de precedente que poderá servir de exemplo.

No Brasil se iniciou um braço do movimento em pequenas cidades, também apoiado pelas pastorais e sindicatos. Mas o movimento que está em estado dormente não está fora de intenções futuras, assim como as Blue Laws nos USA. 

OS ARGUMENTOS

Há três frentes de discurso: a primeira, de base religiosa liderada pelo Vaticano e já com o apoio de protestantes, consenso através do “ecumenismo religioso”, que une católicos e protestantes em pontos doutrinários que lhe são comuns, no caso, para a maioria, o santo [sic] domingo.

A segunda linha é o apelo pela necessidade e importância do descanso para o equilíbrio do indivíduo, das famílias. Irrefutável. Mas isso já é sabido, só não é praticado por todos. Agrega-se o parecer de médicos, psicólogos e toda uma mobilização acadêmica para sustentar com força a opinião pública. De fato, o descanso é necessário ao homem, mas a imposição de dia e hora por governos implica interferir em outros aspectos da vida do indivíduo.

A terceira linha e de maior peso político é a relação que o movimento faz com o ambientalismo e o mundo sustentável dos tecnocratas: o descanso no uso dos recursos naturais da Terra. Esse argumento supera em força persuasiva os dois primeiros argumentos; é quase unânime o pensamento de que a necessidade humana individual é responsável pela extinção planetária e as aflições da psique coletiva. A grande liderança em torno do argumento ambientalista não vem de grupos ativistas como Greenpeace, WWF, Greta Thumberg – claro que esses se juntam pelo caminho. A grande voz pelo descanso dominical de abrangência global é do Vaticano, fato esse que começou na Igreja através do Concílio de Niceia, em 325 d.C., que deu o primeiro passo quando definiu o primeiro domingo depois da primeira Lua cheia da primavera para a celebração como dia de Páscoa. Após essa definição eclesiástica, o domingo ganhou base teológica [sic] na Igreja Cristã [católica].

Para entender que não é de todo impossível um consenso mundial em torno do descanso obrigatório de domingo por imaginarem que isso se restringe à Europa, sugerimos uma pesquisa no YouTube com [a expressão] Blue Law. São leis dominicais que existem na maioria dos Estados norte-americanos e estão adormecidas, isto é, não se exige o cumprimento delas com rigor em nome da liberdade de consciência. Para serem exigidas, basta o Estado relativizar a liberdade de consciência individual com o coletivo sustentável; nem precisarão de grandes debates políticos – as leis já existem.

(Patrice Lima, Boituva Hoje)

Joe Biden e papa Francisco: uma aliança de fé

A eleição de Joe Biden nos EUA foi histórica por diversos fatores. Um deles é a questão da fé do presidente: em mais de 200 anos, esta foi apenas a segunda vez na história que o país elegeu um católico para chefiar a Casa Branca, depois da vitória de John Kennedy em 1960. O momento não poderia ter sido mais oportuno, pelo menos em termos climáticos: tal qual o atual chefe da Igreja, o papa Francisco, o católico Biden também entende a crise climática como uma ameaça existencial à humanidade e, nesse sentido, seu enfrentamento pode ser entendido como uma missão de fé.

Na Foreign Policy, Timothy Naftali e Christopher White especularam sobre o impacto potencial de uma parceria Washington-Vaticano para a ação climática global. Desde 2015, quando publicou a encíclica Laudato Si, Francisco tem sido uma das principais lideranças internacionais na questão climática.

Nos últimos quatro anos, o papa não escondeu sua contrariedade com o negacionismo de Trump nos EUA. Não à toa, um dos tópicos discutidos entre Francisco e Biden no primeiro telefonema pós-eleição foi exatamente a questão climática. Juntos, eles podem ter um peso bastante significativo não apenas nas discussões internacionais sobre clima, mas também no complicado tabuleiro doméstico que Biden enfrenta em Washington.

Em tempo: a New Yorker contou a história da ambientalista Molly Burhans, que há quatro anos colabora com a Igreja Católica para impulsionar a ação climática dentro da instituição. Uma de suas primeiras tarefas foi o levantamento das propriedades da Igreja em todo o mundo para analisar como a instituição poderia atuar diretamente para diminuir suas emissões de carbono – um desafio tremendo, já que a Santa Sé é uma das maiores proprietárias de terras não estatais em todo o planeta.

Por um lado, essa análise mostrou que a Igreja é um dos atores com maior capacidade individual de ação climática; por outro, a vastidão de suas propriedades, além de sua complexidade jurídica e institucional, deixavam o Vaticano “amarrado” nesse sentido. Desde então, ela tem colaborado para encontrar caminhos para catalisar a ação climática dentro da Igreja.

(Notícia Sustentável)

A utopia urgente de voltar para o campo

No mundo urbano, ir ao campo sempre foi um ideal de fuga rumo à qualidade de vida, e nunca a cidade havia nos aprisionado tanto como durante a pandemia do coronavírus. Alguns já escolheram escapar. Estamos em um momento de mudança ou diante do eterno retorno da quimera rural?

[…] Com a recomendação da adesão ao home office para todos os setores que podem evitar a volta aos escritórios, no Brasil, também cresceu o número de pessoas que fugiram para a zona rural, como mostrou uma reportagem do correspondente em Brasília Afonso Benites, publicada em julho de 2020. Sem escolas para os filhos e confinados em apartamentos, os brasileiros que moram em grandes cidades – com condições financeiras para fazê-lo – optaram por fugir para o meio do mato, nem que fosse temporariamente. […]

Há vários fatores que justificam a fuga para o campo. Mais contato com a natureza, menos contato com os problemas das grandes cidades (mais caras, mais desiguais, mais saturadas), deixar o vício dos celulares e toda essa convulsão existencial que vem sendo o século 21 e que deixa o ser humano sem poder respirar. Sem poder respirar de ansiedade e sem poder respirar pelo vírus, que parece a materialização patógena de nosso tempo. […]

(El País)