80 anos da mais antiga revista de saúde do Brasil

05_MAI19A Vida e Saúde está há 80 anos no mercado, o que faz dela a mais antiga revista de saúde publicada ininterruptamente no Brasil. Nossa filosofia editorial é pautada nos chamados “oito remédios naturais”, também conhecidos como “oito atitudes saudáveis” – orientações milenares que nos ajudam a não embarcar em modismos dietéticos e comportamentais. Além dos dois supervisores médicos, temos um time de mais de 15 colaboradores com formação sólida em áreas como medicina, nutrição, enfermagem e educação física. Portanto, todos os textos que publicamos mensalmente têm o respaldo técnico desses profissionais, cujo e-mail é disponibilizado na revista para consulta dos leitores.

A cada edição preparamos infográficos que tornam a leitura mais agradável e as informações mais fáceis de ser compreendidas. Aliamos texto e arte para uma melhor experiência de leitura e aquisição de conhecimento útil em saúde.

Desde 1939, a preocupação dos editores da Vida e Saúde tem sido a de levar saúde e bem-estar para o ser humano com um todo. Por isso a estrutura da revista está organizada em três grandes blocos: corpo, mente e espírito. Assim, o leitor pode ter a certeza de que, lendo a Vida e Saúde, ele encontrará recursos seguros para uma melhor saúde física, mental e espiritual. Não é à toa que nosso slogan é “Boas ideias para você viver bem”.

Como não dependemos de verba publicitária, não temos compromisso com indústrias e interesses comerciais. Ou seja, temos total liberdade editorial para tratar dos temas que escolhemos para cada edição.

Há oito décadas Vida e Saúde divulga a ciência com foco na saúde preventiva e promove a reeducação dos hábitos. Durante todo esse tempo, tivemos o privilégio de fazer parte da história de milhares de pessoas.

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(Michelson Borges é jornalista, pós-graduando em Biologia Molecular e editor da revista Vida e Saúde)

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80 anos da mais antiga revista de saúde do Brasil

Frequentar a igreja pode prolongar a vida

churchIr à igreja ou frequentar qualquer tipo de serviço religioso pode prolongar a vida, segundo estudo publicado na revista Psychology and Health. Avaliando dados de mais de 92 mil mulheres na pós-menopausa, acompanhadas por mais de sete anos, a pesquisa da Universidade Yeshiva, em Nova York, descobriu que aquelas que participavam de serviços religiosos pelo menos uma vez por semana reduziam em 20% seu risco de morte. Os autores destacam que a proteção contra a mortalidade não seria explicada inteiramente pelo aumento do apoio social e por mudanças no estilo de vida motivadas pela religião, como a redução do consumo de álcool e do fumo. “Há algo aqui que não entendemos perfeitamente. É sempre possível que alguns fatores desconhecidos ou não medidos confundam esses resultados”, explicaram.

(Web MD)

Nota: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” (Salmo 122:1). “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hebreus 10:25).

Risco de câncer: uma garrafa de vinho equivale a dez cigarros

vinhoAs descobertas da pesquisa foram publicadas em um artigo na revista científica BMC Public Health. Para as mulheres, beber uma garrafa de vinho por semana aumentou o risco absoluto de câncer ao longo da vida no mesmo nível que fumar dez cigarros por semana, em grande parte devido a um risco maior de câncer de mama. Entre os homens, beber uma garrafa de vinho por semana aumentou o risco absoluto de câncer ao longo da vida da mesma forma que fumar cinco cigarros. Embora muitas pesquisas tenham analisado os riscos de câncer associados a cigarros e álcool, este é o primeiro estudo a compará-los. “Simplesmente realizamos um cálculo baseado em dados de grandes estudos anteriores”, disse a principal autora, Theresa Hydes, pesquisadora clínica de hepatologia do Hospital Universitário de Southampton.

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Leia também: “Estudo confirma: até uma pequena dose de álcool faz mal à saúde”

Saiba por que tomar café é pecado

cafeO jornalista brasileiro Andrei Netto, 42 anos, que vive e trabalha em Paris, começou a ter insônia por volta dos 36 anos. Como cobriu guerras e vivenciou experiências violentas ao longo de sua carreira, inicialmente atribuiu o sintoma a algum tipo de estresse pós-traumático e chegou a buscar terapia. “Ficava acordado, não conseguia dormir e tinha que levantar e fazer outra coisa. Esse problema do sono veio acompanhado de uma certa angústia e de uma dificuldade para respirar”, conta. Há cerca de dois anos, conversando sobre o assunto com sua sobrinha, a solução ao problema surgiu de maneira inesperada. “Ao me ver fazendo café, perguntou: Você já pensou em parar de tomar café? Pensei: é isso.” O jornalista passou a testar sua tolerância à bebida, tomando dia sim, dia não, ou intercalando com intervalos maiores, para ver se seus sintomas melhoravam.

“Toda vez que eu voltava a tomar regularmente, por três ou quatro dias seguidos, os efeitos reapareciam”, conta. O repórter decidiu então cortar o café e notou que seu sono e sua respiração voltaram ao normal. A angústia também desapareceu. “Por algum motivo, que desconheço, o café causava um certo grau de intoxicação”, deduziu.

Levamos o caso do jornalista a Xavier Laqueille, chefe do setor de Psiquiatria do hospital Sainte Anne, um dos mais renomados da capital francesa, especializado em dependência química. Ele confirmou a impressão do repórter: Andrei foi provavelmente vítima de uma intoxicação por café, um estimulante desaconselhado para quem tem sensibilidade à substância, geralmente perfis ansiosos. “Os efeitos do café são muito mais longos do que pensamos e, além disso, cumulativos. Quando tomamos café, podemos ter sintomas de ansiedade ou insônia até 15 horas depois”, explica. “Não é um problema grave, mas quando existe essa complicação, é bem desagradável, e é preciso lembrar do café e seus efeitos”, afirma.

O excesso da cafeina, diz, pode gerar também ataques de pânico, vertigens, diarreia e vontade frequente de urinar. “Habitualmente, quanto temos problemas induzidos por substâncias, existe uma sensibilização: quer dizer, podemos ter diferentes sensações com doses cada vez menores. É preciso prudência”, declara. O psiquiatra também lembra que, quando a pessoa interrompe o consumo e volta a tomar café, uma pequena xícara já é suficiente para provocar o reaparecimento dos sintomas.

A pesquisadora Julie Carrier é diretora científica da rede canadense sobre o sono e o ritmo biológico, da Universidade de Montreal. Estudos realizados em seu laboratório mostraram que o café afeta o sono, mesmo consumido em pequena quantidade. “As pessoas de um modo geral sabem que a cafeína pode gerar dificuldades para dormir ou fazê-las acordar à noite, mas poucas têm noção de que a substância diminui o chamado sono lento e profundo”, diz.

Essa fase, conhecida como REM, abreviação de “rapid eyes movement”, é essencial para o repouso e para a cognição. Os olhos se mexem, a atividade cerebral é intensa e os músculos ficam paralisados. É nesse momento da noite que sonhamos. Privar-se do chamado sono paradoxal aumenta o risco de ter doenças como o mal de Parkinson ou o Mal de Alzheimer, por exemplo, além de outros problemas de saúde.

Segundo a pesquisadora, mesmo entre as pessoas que se consideram “resistentes” ao café, há mudanças na estrutura do sono. A especialista e sua equipe estudaram os efeitos da cafeina no cérebro de adultos de mais de 40 anos – a partir da meia-idade, a qualidade do sono profundo tende a diminuir naturalmente. Os 75 participantes da pesquisa consumiam diariamente de dois a três cafés. O resultado mostrou que, independentemente da sensibilidade individual, o café atrapalhava a chamada “arquitetura cerebral do sono profundo”. “A questão real, penso eu, é: Por que precisamos consumir a cafeína? Deveríamos ser capazes de ter um nível de atenção e vigilância sem precisar de café para nos mantermos acordados”, afirma a pesquisadora, lembrando que, se for por uma questão de gosto, “existem ótimos descafeinados”. […]

(G1 Notícias)

Nota: No século 19, em conformidade com as pesquisas recentes, Ellen White escreveu: “Chá [estimulante], café e fumo são todos estimulantes, e contêm venenos. São não somente desnecessários, mas nocivos, e devem ser rejeitados, caso queiramos acrescentar ao conhecimento, temperança. […] Doenças de toda espécie e tipo têm sido trazidas sobre os seres humanos pelo uso de chá e café e os narcóticos, ópio e fumo. Essas condescendências prejudiciais devem ser renunciadas, não apenas uma, mas todas; pois todas são danosas e destruidoras das capacidades físicas, mentais e morais, devendo, do ponto de vista da saúde, ser abandonadas. […] O café é uma satisfação nociva. Estimula temporariamente o cérebro a uma ação desnecessária, mas o efeito posterior é exaustão, prostração, paralisia das capacidades mentais, morais e físicas. A mente fica enfraquecida, e a menos que, mediante esforço determinado seja o hábito vencido, a atividade do cérebro é permanentemente diminuída (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 419, 420).

“Quanto ao chá [estimulante], ao café, fumo e bebidas alcoólicas, a única atitude segura é não tocar, não provar, não manusear. A tendência do chá, café e bebidas semelhantes é no mesmo sentido que as bebidas alcoólicas e o fumo, e em alguns casos o hábito é tão difícil de vencer como é para um bêbado o abandonar os intoxicantes” (Ciência do Bom Viver, p. 335).

Por isso, “tomar chá [estimulante] e café é pecado, condescendência prejudicial, que, como outros males, causa dano à alma. Esses diletos ídolos criam excitação, ação mórbida do sistema nervoso; e depois que a influência imediata do estimulante passa, deixa abaixo do normal, na mesma proporção em que suas propriedades estimulantes elevaram acima do normal” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 366).

Há pessoas que tentam racionalizar e relativizar o assunto. São livres para fazer isso e para comer e beber o que quiser, mas devem saber que não contam com o respaldo nem da ciência, nem da Revelação. Tudo o que prejudica nossa saúde física e mental atenta contra o “templo do Espírito Santo”, nosso corpo. Com o cérebro prejudicado, fica mais difícil ter pensamentos claros, resistir às tentações e ter comunhão com Deus. É matar-se aos poucos, e matar é pecado. A reforma de saúde é um assunto sério e importante, muitas vezes negligenciado por uns e exagerado e “fanatizado” por outros. Ambos os grupos atrapalham a obra que Deus deseja operar entre o Seu povo. Uns tratam o assunto com indiferença e até gracejos, dando a impressão de que seria algo irrelevante; outros fazem disso sua bandeira principal e apontam o dedo para quem não vive segundo sua ótica. Criam aversão a uma mensagem que deveria ser uma bênção. Portanto, ore a Deus e estude. Tome suas decisões com sabedoria, bom senso, tranquilidade e não force ninguém a fazer o mesmo. Você será grandemente abençoado se colocar em prática os chamados “oito remédios naturais”, e seu testemunho amoroso levará muitas pessoas a também pensar no assunto. Deus nos ajude a obedecer Suas instruções. É para o nosso bem e dos que nos rodeiam. [MB]

Dieta do Éden fora do Éden?

edenA busca pela dieta perfeita tem atraído muitos reformadores da saúde contemporâneos da mesma forma que a mitológica fonte da juventude atraiu milhares de pessoas ao longo dos séculos. Entre os diferentes grupos que buscam a dieta perfeita estão os que defendem a dieta edênica como padrão dietético para nossos dias, alegando que a dieta originalmente dada a Adão e Eva é válida para nosso tempo. Porém, uma análise dessa proposta não resiste ao escrutínio teológico nem ao científico. Ela mostra sérias inconsistências nessas duas áreas, como pontuaremos.

  1. É impossível ter uma dieta perfeita neste mundo imperfeito, em que os seres humanos e toda a criação sofrem as consequências do pecado (Rm 8:22). Isso significa que, em menor ou maior quantidade, todos os alimentos possuem algum ingrediente tóxico. Fitatos, fitohemaglutinina, ácido fítico, tanino, cianetos, solaninas, oxalatos, urushiol e goitrogênicos são alguns elementos tóxicos presentes em muitos alimentos considerados saudáveis, entre eles castanha de caju, trigo, repolho, brócolis, tomate, maçã, cereja, amêndoa, feijões e espinafre, para citar alguns exemplos. Em resumo, eles são considerados alimentos bons, mas não perfeitos. Mesmo a germinação não consegue neutralizar as toxinas presentes em alguns alimentos. O segredo para reduzir os efeitos dessas toxinas a longo prazo é buscar uma alimentação variada com produtos da estação, dando ao organismo a oportunidade de metabolizá-los em tempos diferentes e evitando o acúmulo em um nível que possa ser prejudicial.
  1. A dieta edênica também defende o crudivorismo, ou seja, consumir os alimentos crus. O problema é que muitas substâncias tóxicas perigosas neles presentes são neutralizadas pelo cozimento e, paradoxalmente, certos nutrientes, como o licopeno (existente no tomate), são potencializados quando cozidos. Portanto, comer alimentos crus com alimentos cozidos é uma escolha estratégica e equilibrada. Uma dieta crudívora por um período de tempo pode ter efeitos positivos na recuperação de enfermidades, mas como estilo de vida pode ter efeitos não desejáveis.
  1. A dieta edênica original continha o fruto da árvore da vida, ao qual não temos acesso desde a entrada do pecado na Terra (Gn 3:22). Na realidade, um estudo dos primeiros livros da Bíblia nos revela que, para cada período, Deus indicou uma dieta especial: a edênica, a pós-edênica, a pós-diluviana e a israelita. O regime para o nosso tempo (do fim) é descrito por Ellen White como constituindo-se de “cereais, nozes, frutas e verduras”. E inclui alimentos que nascem debaixo da terra, como a batata.
  1. Deus não exige nossa perfeição em termos de alimentação, mas sim que cada um busque os alimentos mais saudáveis dentro da sua realidade, aproveitando cada oportunidade que Ele nos deu para escolher o melhor disponível. Isso significa, por exemplo, que a população ribeirinha do Amazonas, que tem uma dieta à base de peixe e farinha e vive onde há carência de frutas, verduras e cereais integrais, deve ser orientada de maneira diferente das pessoas que moram em regiões onde existe variedade de alimentos. No contexto da selva, o conselho aos ribeirinhos é para que evitem os animais imundos (Lv 11), cuidem da higiene pessoal e ambiental e busquem alternativas mais saudáveis quando disponíveis.
  1. Os componentes da dieta edênica foram preservados por Deus e voltaremos a usar esse regime na nova Terra. Lá tornaremos a comer do fruto da árvore da vida, e os animais desfrutarão da dieta originalmente dada a eles (Gn 1:30; Is 65:25). Porém, até lá, temos que fazer nosso melhor, sempre com responsabilidade e equilíbrio, nas condições imperfeitas em que vivemos.

(Dr. Silmar Cristo, Revista Adventista)

Político italiano que é contra vacinas contrai catapora

poliricoO político Massimiliano Fedriga, presidente da região autônoma de Friuli-Venezia Giulia e um dos principais defensores do movimento antivacinas na Itália, ficou cinco dias internado no hospital após contrair catapora – doença contra a qual ele próprio era desfavorável à vacinação. Depois de receber alta, foi para casa repousar e postou nas redes sociais que estava bem. Além disso, declarou publicamente que mudou de opinião e não vai mais apoiar campanhas contra vacinas. Fedriga é político do primeiro escalão da Liga, partido italiano considerado de extrema direita. Em 2017, ele classificou como “stalinista” o programa de vacinas obrigatório na Itália contra 12 doenças.

(Galileu)

Nota: Por culpa dos movimentos antivacinação doenças antes erradicadas estão voltando. O pior é quando cristãos entram nesse barco furado e passam a ser mal vistos por não contribuir com os esforços no sentido de melhorar a saúde pública. Deus deu ao ser humano inteligência para desenvolver métodos e medicamentos capazes de amenizar nosso sofrimento neste mundo de pecado. Os “oito remédios naturais” são a nossa bússola em termos de saúde preventiva e também curativa. Mas há momentos em que precisamos fazer uso também dos remédios criados pelo ser humano a partir dos recursos da natureza, como é o caso das vacinas. No mês de maio a revista Vida e Saúde trará uma matéria especial sobre esse assunto da vacinação. Não perca! [MB]

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