Homeopatia perde mais uma batalha

homeopatiaOs remédios homeopáticos são vendidos em milhares de lojas de saúde no mundo como extratos, tônicos, pílulas e pastas. A origem da homeopatia pode ser atribuída a um médico alemão do século 18 chamado Samuel Hahnemann, que teorizou que tomar doses extremamente diluídas do que está causando uma doença pode curar. Dois anos atrás, o professor e pesquisador australiano Paul Glasziou analisou cerca de 200 estudos científicos sobre a eficácia do tratamento homeopático para 68 condições de saúde, que vão desde a artrite até o HIV. No geral, o tratamento não teve “efeito discernível” em nenhuma dessas condições, o que levou Glasziou a concluir que a homeopatia era “um fim de semana terapêutico”. Desde então, o sistema de saúde do governo da Grã-Bretanha (NHS) continuou pagando para milhares de pacientes receberem tratamento homeopático. Mas em 21 de julho, o NHS incluiu a homeopatia em um extenso relatório sobre itens que os médicos de cuidados primários não devem prescrever. Isso efetivamente proíbe os pacientes de usar fundos governamentais para o tratamento homeopático.

O NHS atualmente gasta mais de 92.412 libras esterlinas (quase R$ 400 mil) em prescrições de homeopatia a cada ano, de acordo com o relatório. Mas os autores citam uma “falta de evidência robusta de eficácia clínica” para o tratamento e sugerem que os médicos devem parar de prescrevê-lo.

Simon Stevens, diretor executivo do NHS, disse em uma declaração anunciando a decisão que a homeopatia é “no melhor dos casos um placebo”. Ele chamou a decisão anterior de receitar esses remédios de “um mau uso dos escassos fundos do NHS, que poderiam ser mais devotados aos tratamentos que funcionam”.

O governo dos EUA também não apoia o tratamento – no ano passado, a Comissão Federal de Comércio divulgou diretrizes que exigem que os produtores de tratamentos homeopáticos agreguem um aviso à sua embalagem dizendo que “não há provas científicas de que o produto funciona”.

Em todo o mundo, no entanto, a homeopatia continua a ser uma indústria em expansão. “Posso entender por que Samuel Hahnemann – o fundador da homeopatia – ficou insatisfeito com o estado das práticas da medicina do século 18, como a sangria e a purga, e tentou encontrar uma alternativa melhor”, escreveu Glasziou em uma postagem de blog para a revista médica The BMJ, depois de publicar sua pesquisa. “Mas eu acho que ele ficaria desapontado com o fracasso coletivo da homeopatia em continuar suas investigações inovadoras, mas, em vez disso, continuar a perseguir um beco sem saída terapêutico.”

(Hypescience)

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Cuidado com dietas, terapias e tratamentos mágicos

Young woman eating saladHá mais de um século a Igreja Adventista do Sétimo Dia, com base na Bíblia e nos escritos de Ellen White, vem promovendo os chamados oito remédios naturais (que eu tenho chamado de “oito dicas do Fabricante”): água, luz solar, ar puro, exercício físico, repouso adequado, alimentação natural, equilíbrio e confiança em Deus. É claro que, para adotar um estilo de vida pautado por essas recomendações, é preciso tomar decisões e ser perseverante. No entanto, os resultados compensam o esforço: maior longevidade e uma vida mais saudável. Pesquisas têm confirmado que esse estilo de vida funciona, basta mencionar os dados divulgados por universidades como a de Loma Linda, na Califórnia, e do Estudo Advento, da USP. Adventistas que utilizam os oito remédios naturais podem viver até uma década a mais que o restante da população. Só que, como dá algum trabalho comer de maneira saudável, dormir mais cedo e praticar exercícios, por exemplo, há pessoas que preferem apelar para “atalhos” e dar ouvidos a conselheiros que as afastam das orientações inspiradas. Aí adotam modismos dietéticos e comportamentais e acabam colhendo os frutos amargos disso.

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Equipe da revista Vida e Saúde recebe visitas muito especiais

colportor-e-assinante-da-vida-e-saude-creditos-marcio-tonetti-foto-1Recentemente, nós, da equipe editorial da revista Vida e Saúde, recebemos aqui na Casa Publicadora Brasileira visitas mais do que especiais. José Martins Gonçalves é assinante de Vida e Saúde há mais de 40 anos, mas nunca tinha tido a oportunidade de conhecer a empresa e a equipe que produzem a revista que tanto bem lhe tem feito ao longo dessas décadas. Foi graças à motivação vinda da leitura de um artigo na revista, que em 1983 José decidiu abandonar o tabagismo (ele fumava de duas a três carteiras de cigarros por dia). José veio acompanhado da esposa e do representante da editora que o visita todos os anos, a fim de renovar a assinatura. Na verdade, José e o colportor Nelson da Silva hoje são grandes amigos. Nelson tem 80 anos e trabalha com assinaturas de Vida e Saúde há 60. Ele atribui muito de sua saúde e vitalidade ao que tem aprendido com a leitura da revista, e nem pensa em parar de vender Vida e Saúde.

Um homem de voz firme, culto e de palavras bem pensadas, Nelson é um exemplo de verdadeiro colportor-missionário. Ele conhece bem o material que oferece às pessoas e vive o que ensina. Nisso, também, reside o poder de suas palavras. É impossível conversar com ele por alguns minutos e não passar a admirá-lo pela vida toda. Mais de meio século de uma carreira linda e bem-sucedida, distribuindo saúde, bem-estar e, sobretudo, esperança.

A história e o exemplo de José e Nelson são um exemplo claro de que a obra de publicações nasceu mesmo no coração de Deus – e é eficaz, quando realizada de acordo com as orientações dEle. Nem é preciso dizer que a visita dessas pessoas foi uma inspiração para a nossa equipe, né? [MB]

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Da esquerda para a direita: Nerivan Silva (editor associado), Michelson Borges (editor), Ágatha Lemos (editora associada), José Gonçalves (bancário aposentado), Nelson da Silva (de chapéu) e respectivas esposas

Beber moderadamente causa danos ao cérebro a longo prazo

beerBeber moderadamente talvez não seja tão seguro assim quanto pensávamos. Tomar apenas algumas cervejas por semana está associado a mudanças de longo prazo no cérebro de uma pessoa, de acordo com um novo estudo – mas o significado funcional dessas mudanças ainda não está claro. Embora seja amplamente aceito que beber muito faz mal para a saúde, a sabedoria popular e as embalagens das bebidas dizem que o álcool pode ser consumido “com moderação”. Este estudo, publicado na última terça-feira, descobriu que beber em torno de 8 a 12 bebidas por semana, ou seja, de uma a duas doses por dia, está associado a algumas medidas de declínio cognitivo que apareceram nas imagens cerebrais.

Os pesquisadores levaram 550 moradores de Londres até a Universidade de Oxford e os examinaram através de uma máquina de ressonância magnética. Mas estas não eram pessoas quaisquer – eram funcionários do governo que, a cada cinco anos desde 1985, estavam preenchendo pesquisas sobre seus hábitos de saúde, incluindo a quantidade de álcool que consumiam. Isso permitiu aos pesquisadores procurar relacionamentos entre os hábitos de consumo dos indivíduos e o que apareceu em suas varreduras cerebrais.

Os pesquisadores descobriram que o consumo moderado de bebida nesses mais de 30 anos estava associado à degeneração e ao encolhimento do hipocampo, uma região do cérebro envolvida na memória e na navegação espacial, bem como a degeneração da substância branca do cérebro.

Em essência, “quanto mais as pessoas bebiam, menor era o hipocampo”, afirma a autora, Anya Topiwala, professora de psiquiatria da Universidade de Oxford. Consumir mais de uma bebida alcoólica por semana estava associado a uma diminuição de 0,01% no tamanho do hipocampo. Como comparação, o envelhecimento de um ano está associado a uma diminuição de 0,02%. […]

Em um editorial que acompanhou o estudo, Killian Welch, neuropsiquiatra em um hospital na Escócia, escreveu que o estudo poderia mudar o que achamos que constitui um nível saudável de bebida. “Os achados fortalecem o argumento de que os hábitos de consumo de bebida que muitos consideram normais têm consequências adversas para a saúde”, escreveu Welch. “Isso é importante. Todos nós usamos racionalizações para persistir com comportamentos que não são de nosso interesse a longo prazo. Com a publicação desse artigo, a justificativa de beber de forma “moderada” com base na saúde cerebral torna-se um pouco mais difícil”, acredita.

(Hypescience)

Clique aqui e leia mais sobre os malefícios do consumo de bebidas alcoólicas.

Jejuar faz bem para a saúde?

geladeiraO padrão alimentar mais comum nas sociedades modernas – três refeições intercaladas por lanches todos os dias – está sendo colocado em xeque. Hoje há um crescente interesse por outro aspecto fundamental da dieta: o tempo entre as refeições, devido aos benefícios potenciais de períodos intermitentes com ingestão de energia muito baixa ou nula. Em situação de privação de alimentos, o corpo humano mostra respostas adaptativas à falta deles. Nessa condição, o organismo usa respostas comportamentais, bioquímicas, fisiológicas e estruturais para reduzir o metabolismo, prolongando o período em que as reservas energéticas corporais podem suprir as necessidades basais. As descobertas atuais sugerem que períodos intermitentes de restrição de energia de apenas 16 horas podem melhorar os indicadores de saúde e neutralizar os processos de doenças. Os mecanismos envolvem uma mudança orgânica no metabolismo de gordura, com produção de corpos cetônicos e estimulação de respostas de estresse celular adaptativo que previnem e reparam danos moleculares. Assim, nos últimos anos, o jejum tem recebido atenção científica, dadas as suas potenciais implicações sobre a saúde humana.

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Mulher de 70 anos mostra resultado de adotar estilo de vida saudável

hartzA australiana Carolyn Hartz está impressionando os internautas do mundo todo. Isso porque ela tem 70 anos com o corpo e rosto completamente conservados. O segredo? Entre alguns hábitos adotados, chama atenção o de não comer açúcar há 28 anos. Mãe de três filhos, Carolyn contou em entrevista ao Daily Mail australiano que o início do processo de abstinência do ingrediente foi difícil. Mas ela precisou fazer a mudança no cardápio após o diagnóstico de pré-diabetes aos 41 anos. O processo ela explica em seu livro de receitas sem açúcar Sugar Free Baking. No lugar da guloseima, ela aposta no xilitol para preparar doces. Trata-se de um adoçante natural, com baixa caloria, mas sabor semelhante ao açúcar. Ele não estimula a liberação de insulina e por isso tem baixo índice glicêmico e pode ser aliado de quem está restringindo calorias.

Para manter o hábito de não comer açúcar, ela consome proteína em todas as refeições, especialmente no almoço, pois acredita que, assim, os desejos por doce diminuem. Carolyn gosta de praticar exercícios ao ar livre, como caminhar no parque todos os dias com seu cachorro, por 30 minutos, praticar ioga três vezes por semana e jogar tênis. A australiana também acredita que sua boa forma se deve a mais razões, como dormir pelo menos oito horas por noite, hábito que adota há muitos anos.

No quesito beleza, desde os 17 ela não dorme sem remover a maquiagem do rosto, além de apostar em hidratantes na região dos olhos e pescoço. “Também uso protetor solar todos os dias antes da maquiagem, e nunca passo horas embaixo do sol”, disse Carolyn, que já teve um câncer no nariz aos 30 anos.

Meditação e gratidão fazem parte de sua rotina logo pela manhã. “Eu sou muito mais calma e intuitiva depois de começar a meditar, aos 65 anos. Por isso, nunca é tarde demais”, falou.

(Vix)

Nota: Ela cortou o açúcar refinado, pratica exercícios ao ar livre, tem um animalzinho de estimação, não toma sol exageradamente e dorme a quantidade de horas ideal. Já li sobre esses hábitos saudáveis em alguns livros do século 19… Na verdade, há um povo para quem esses livros e essas orientações foram destinados e que poderia estar desfrutando dos benefícios que a Carolyn está colhendo ainda aos 70 anos (se bem que não podemos descartar o fator genética aí, nem precisamos consumir tanta proteína quanto ela). Basta que essas pessoas leiam esses livros, acreditem na mensagem inspirada deles e as coloquem em prática. A beleza e a longevidade são uma bênção adicional nesse processo que tem por objetivo principal desobstruir a mente e abrir um bom canal de comunicação com Deus. Infelizmente, Carolyn se abriu para a ioga e a meditação (que deve ser a transcendental), mas, mesmo assim, desfruta de paz e uma vida de harmonia. Tudo isso e muito mais pode ser experimentado da maneira correta e com muito mais profundidade por um adventista que leva a sério as orientações que Deus deu ao Seu povo. Imagine a utilidade de uma vida verdadeiramente saudável! Teríamos um exército de missionários saudáveis, longevos, com amor, conteúdo e experiência para distribuir a um mundo física, emocional e espiritualmente doente. [MB]

Leia também: Famosos e satanistas adotam estilo de vida saudável

Messi muda dieta para ser melhor jogador. E nós?

lionel-messi2No último jogo clássico entre Barcelona e Real Madrid, no Camp Nou, Lionel Messi demonstrou sua melhor forma. Para o alívio da torcida catalã, o preparo físico do argentino se deve à troca das pizzas pela fome dos títulos. De acordo com o jornal catalão Mundo Deportivo, o novo impulso na carreira de Messi se deve ao esforço pessoal do jogador, que já perdeu três quilos e meio em relação à temporada anterior. O objetivo parece claro: melhorar cada vez mais e superar o rival Cristiano Ronaldo na corrida pela Bola de Ouro da Fifa. Dentre as mudanças de hábito, estaria o corte do consumo de pizza em sua dieta. O jornal As, de Madrid, relembrou as críticas feitas por Carles Rexach, lenda do Barça e um dos treinadores responsáveis por levar Messi ao clube ainda na infância. Durante a Copa do Mundo, Rexach alertou para o alto nível de consumo de pizza do argentino – conselho que, segundo o jornal madridista, foi levado a sério pelo craque.

Apesar de ter alcançado números extraordinários na temporada passada, esta teria supostamente decepcionado o argentino: apenas uma taça foi conquistada, a simbólica Copa Catalunha, vencida diante do Espanyol. Para piorar, a derrota para a Alemanha na final da Copa do Mundo, com gol na prorrogação, frustrou o sonho de Messi de ganhar um Mundial pelo seu país.

Agora, com um sentimento de revanche pessoal e um corpo mais leve e ainda mais ágil na movimentação, Lionel tem dado trabalho para os adversários. Além do cronograma realizado no próprio Barcelona, sob a tutela do médico-alimentício Marcelo “Daddy” D’Andrea, Messi tem trabalhado individualmente com um novo nutricionista italiano. […]

(ESPN)

Nota: Messi, que já havia se tornado vegetariano, agora procura melhorar ainda mais a dieta. Com que objetivo? Para alcançar mais títulos na carreira já premiada. Isso me fez lembrar as palavras de Paulo em 1 Coríntios 9:24-27. O apóstolo diz que o atleta se priva de muitas coisas para alcançar um prêmio material passageiro, e então compara esse prêmio com o alvo infinitamente mais elevado do cristão: a vida eterna. Tendo em vista esse alvo, vale a pena abrir mão de qualquer coisa nesta vida. Mas Deus é tão bom para conosco que nos pede apenas que abramos mão daquilo que nos atrapalha, nos prejudica e nos faz sofrer. Não me refiro aqui a uma pizza bem escolhida de vez em quando e muito menos ao prazer de comer, algo recomendado pela própria Bíblia, mas ao estilo de vida que tem o potencial de embotar a mente, e que se compõe de vários detalhes, além da alimentação. Como atletas de Deus, devemos buscar a saúde integral, bebendo porção suficiente de água todos os dias, ingerindo alimentos saudáveis sem glutonaria, tomando sol em horários adequados, praticando exercício regularmente, dormindo a quantidade de tempo necessária e reservando o sétimo dia para um descanso especial. Além disso, devemos cuidar dos “alimentos” midiáticos que jogamos para dentro da mente. Eles também podem trazer doença e “obesidade espiritual”. Paulo chegou ao ponto de dizer que esmurrava seu corpo e fazia dele seu escravo (v. 27), numa clara alusão metafórica ao fato de que a razão deve dominar os impulsos; de que devemos ser senhores de nós mesmos; de que a disciplina aliada ao poder de Deus deve reger nossa caminhada rumo ao Céu. À semelhança do que fez Messi, devemos cortar da nossa vida tudo aquilo que reduza nosso desempenho e nossa eficiência como cristãos, missionários, esposos, pais, filhos, funcionários, cidadãos. Cortar do nosso dia a dia tudo o que nos atrapalha e prejudica o templo do Espírito Santo. Enfim, eliminar aquilo que pode eliminar nossas chances de cruzar a linha de chegada, atrás da qual está o verdadeiro prêmio. [MB]

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