Não há quantidade de álcool boa para o coração, diz Federação Mundial do Coração

Em um movimento ousado, a Federação Mundial do Coração (WHF, na sigla em inglês) divulgou um guia, nesta quinta-feira, dizendo que nenhuma quantidade de álcool é boa para o coração.

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“Na Federação Mundial do Coração, decidimos que era imperativo nos pronunciarmos sobre o álcool e os danos à saúde, bem como danos sociais e econômicos, pois há uma impressão na população em geral, e até mesmo entre os profissionais da saúde, de que seria algo bom para o coração”, disse Beatriz Champagne, presidente do comitê de advocacia que produziu o relatório. “Não é, e as evidências têm mostrado cada vez mais que não há nível de consumo de álcool que seja seguro para a saúde”, complementa Champagne, que é também diretora executiva da Fundação InterAmericana do Coração (IAHF, na sigla em inglês), organização dedicada à prevenção de doenças cardíacas e AVC nas Américas. […]

“Resumidamente, nossa posição é que estudos mostrando efeito cardioprotetor significativo do consumo de álcool em geral têm sido observacionais, inconsistentes, financiados pela indústria do álcool e/ou não são sujeitos a controle randomizado — um tipo de estudo científico. Além disso, qualquer potencial efeito cardioprotetor é negado pelos riscos e danos já bem documentados, resultando em nosso julgamento de que nenhuma quantidade de consumo [de álcool] pode ser considerada boa para a saúde do coração.” […]

A Federação Mundial do Coração é uma organização de defesa da saúde com sede em Genebra, Suíça, que representa centenas de associações do coração mundiais. Ela lançou o novo guia de política “O Impacto do Consumo de Álcool na Saúde Cardiovascular: Mitos e Medidas” para contrariar relatos de que um pouco de álcool é bom ou até mesmo que faz bem para a saúde do coração.

Segundo o relatório, ingerir álcool aumenta o risco de vários problemas cardiovasculares, incluindo doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial, acidente vascular cerebral e aneurisma da aorta. Qualquer quantidade de álcool, não apenas em grande quantidade, pode levar à perda de uma vida saudável, diz.

“Nas últimas décadas, a prevalência de doenças cardiovasculares quase dobrou, e o álcool tem sido protagonista na incidência de grande parte delas”, reporta o documento.

Doença cardiovascular é a principal causa de morte no mundo, afetando desproporcionalmente pessoas de baixo nível socioeconômico. Em 2019, quase 2,4 milhões de mortes — não somente relacionadas ao coração — podem ser atribuídas ao álcool, segundo o relatório. O álcool também afeta negativamente a saúde mental.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu uma redução relativa de 10% no uso per capita de álcool entre 2013 e 2030, mas o relatório disse que a falta de investimento em estratégias comprovadas de redução de álcool, além da desinformação da indústria, impediu o progresso em direção a esse objetivo.

“O retrato do álcool como necessário para uma vida social animada desviou a atenção dos problemas do uso do álcool, assim como as alegações frequentes e amplamente divulgadas de que o consumo moderado, como um copo de vinho tinto por dia, pode oferecer proteção contra doenças cardiovasculares”, disse, em um boletim de imprensa, Monika Arora, membro do comitê de advocacia da WHF e coautora do guia de política. “Essas alegações são, na melhor das hipóteses, desinformação e, na pior, uma tentativa da indústria do álcool de enganar o público sobre o perigo de seu produto.”

(CNN Brasil)

Uso da maconha diminui inteligência do usuário

O neurocientista Fabiano de Abreu e o psicólogo André Barbosa afirmam que a Cannabis sativa compromete a sinalização neural e prejudica a memória.

A partir de estudos sobre o efeito da Cannabis sativa (popularmente conhecida como maconha) no cérebro, o PhD neurocientista, biólogo e historiador Fabiano de Abreu concluiu em seu artigo que o uso crônico via fumo dessa substância diminui a inteligência do usuário. O neurocientista explica que na maconha inalada via fumo há uma substância psicoativa chamada de Tetra-hidrocanabinol (THC) que altera a capacidade cognitiva do usuário, provocando sintomas como perda de memória e redução da velocidade de raciocínio. 

De acordo com Fabiano, o conceito de inteligência geral foi desenvolvido para definir habilidades gerais, tais como memória e capacidade mental que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar e resolver problemas. Fabiano analisa que pacientes que fazem uso crônico da Cannabis sativa (maconha) inalada por fumaça apresentam alterações comportamentais, tais como “lentidão, falta de memória, falta de localização espacial, perda de motivação e falta de raciocínio lógico; são comportamentos apresentados por usuários contínuos”, sinaliza o neurocientista e professor da Logos University International (UniLogos).

Como metodologia de pesquisa, o neurociência consultou artigos em bases científicas e também entrevistou psicólogos: “Por meio de entrevista com os cinco psicólogos, foi relatado que seus pacientes crônicos usuários da substância afirmaram ter dificuldade no aprendizado, apresentando perda de memória, dificuldades em permanecer concentrados em determinada função e alterações nas funções cognitivas”, afirma o especialista. 

“Atualmente, existem evidências de que usuários de maconha podem sofrer problemas no processamento da memória a curto prazo. A hipótese é de que a Cannabis sativa compromete a sinalização neural quando se liga aos receptores responsáveis pela memória no cérebro. Consequentemente, pode afetar a  capacidade de aprendizagem e até mesmo desencadear problemas de concentração”, afirma o neurocientista. Além das alterações cognitivas, o psicólogo André Barbosa descreve outros efeitos da Cannabis sativa na saúde mental: “O uso de maconha potencializa o desenvolvimento de psicoses como a esquizofrenia, e pode ativar, em jovens, o transtorno afetivo bipolar, síndrome do pânico e também a depressão.”

Que tipo de vinho Paulo pediu que Timóteo bebesse?

Gostaria que me explicassem 1 Timóteo 5:23, onde Paulo dá um conselho a Timóteo para que bebesse “um pouco de vinho”. É apenas suco de uva ou é vinho alcoólico? – O.C.

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Esse texto paulino tem sido frequentemente usado por aqueles que desejam fazer a Bíblia apoiar o consumo de bebidas alcoólicas. Alguns chegam a dizer que o problema seria a ingestão de “muito” vinho, ao passo que apenas “um pouco” não seria problema. Mas o que realmente Paulo teria aconselhado Timóteo a fazer? Primeiramente, deve-se notar o contexto no qual está inserido o texto (lTm 5:23). Ele está na seção “Conselhos”, que vai de 1 Timóteo 4:7-5:23, sendo o último verso de uma série de conselhos dados pelo apóstolo Paulo. No caso do que foi dado a Timóteo, vê-se que se trata de uma recomendação a alguém com problemas de estômago e acometido por outras enfermidades não mencionadas. Então, o conselho tem que ver com uma situação médica e um doente, e não com os membros da igreja indiscriminadamente.

Há basicamente duas hipóteses quanto ao vinho recomendado para as enfermidades de Timóteo: (1) seria vinho alcoólico; (2) seria vinho sem álcool, o puro suco de uva. Às vezes, uma palavra no idioma original ajuda a esclarecer determinado texto bíblico, mas tal não acontece com 1 Timóteo 5:23, onde “vinho” é tradução da palavra grega oinos – palavra que tanto pode indicar vinho com álcool quanto vinho sem álcool.

Analisemos a primeira hipótese, a de que o vinho fosse alcoólico. Essa hipótese estaria de acordo com uma ideia do tempo de Paulo, a de que o vinho fermentado era um medicamento útil na cura de várias doenças (R. N. Champlin, O Novo Testamento Interpretado, v. 5, p. 341). Se se tratasse de vinho fermentado, a ser ingerido como remédio, o conselho se assemelharia ao que aparece em Provérbios 31:6: “Dai bebida forte [shekar] aos que perecem e vinho [yaín] aos amargurados de espírito.” Esses que estavam “perecendo” (doentes terminais), certamente estavam “amargurados de espírito”, ou seja, preocupados consigo mesmos e com o futuro de seus familiares, e deviam tomar alguma coisa que lhes anestesiasse a dor. Note que também aqui o conselho é dado a doentes, e não a pessoas sadias.

Passemos, agora, à segunda hipótese: o vinho seria sem álcool, o puro suco de uva. Essa hipótese levanta um questionamento, o de que Timóteo já devia ter o costume de beber suco de uva não fermentado, pois ele não é condenado pela Escritura. Se aceitamos a hipótese de que o vinho recomendado por Paulo era sem álcool, então Timóteo devia estar seguindo uma dieta do tipo “nazireu”, ou seja, não beber nem comer nada que viesse da videira, como a prescrita em Números 6:3: “Abster-se-á de vinho e de bebida forte; não beberá vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte, nem tomará beberagens de uvas, nem comerá uvas frescas nem secas.” Se for esse o caso, Timóteo devia estar sendo influenciado pelos hereges gnósticos, com suas regras ascéticas e dietéticas (ver lTm 4:3; Cl 2:21-23), seguidas para impressionar os demais membros da igreja. Paulo os denuncia como tendo “aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético” (Cl 2:23). Paulo, então, estaria dizendo a Timóteo que suco de uva seria benéfico ao seu estômago, de preferência à água muitas vezes de qualidade duvidosa e contaminada, como acontecia naqueles dias. “Nos dias de Paulo, como agora, a água em muitas localidades não era segura para uso. Doenças físicas, como a disenteria, frequentemente estavam relacionadas com água contaminada, sendo de comum ocorrência. Consequentemente, outras maneiras de matar a sede eram frequentemente recomendadas” (Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 7, p. 314). Nesse caso, vinho (suco de uva) seria preferível à água impura (J. N. D. Kelly. 1 e 2 Timóteo e Tito, p. 123). Ellen White concorda com essa segunda hipótese. Note suas palavras:

“Bebidas fermentadas confundem os sentidos e pervertem as capacidades do ser. […] Vinho fermentado não é um produto natural. O Senhor nunca o produziu e nada tem que ver com sua produção. Paulo orientou Timóteo a tomar um pouco de vinho por causa de seu estômago e de suas frequentes enfermidades, porém se tratava de suco de uva não fermentado. Ele não aconselharia Timóteo a usar o que o Senhor havia proibido” (Signs of the Times, 6 de setembro de 1899, 2º parágrafo).

Como vimos, se Paulo tivesse recomendado vinho alcoólico a Timóteo, estaria receitando um remédio (ao menos se pensava assim em sua época) a alguém doente. E isso não deve servir de justificativa para seu uso por alguém sadio. Se, ao contrário, Paulo recomendou suco de uva não fermentado, teve o propósito de que Timóteo evitasse água contaminada, que agravaria ainda mais seu problema de estômago e suas “frequentes enfermidades”. Em conclusão, dizemos que seguro mesmo é ficar longe das bebidas alcoólicas. A Bíblia as descreve como “alvoroçadoras” (Pv 20:1), causadoras de ais, pesares, rixas, queixas, feridas sem causa, olhos vermelhos (23:29).

(Ozeas C. Moura, Revista Adventista, dezembro de 2009)

Leia também: Não há dose segura

Além do corpo, prática frequente de exercícios físicos gera benefícios ao cérebro

Especialista revela que pessoas que treinam 150 minutos por semana podem obter maior clareza mental, controle emocional, aumento do nível de concentração, sentimentos de euforia e aperfeiçoamento da memória.

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Com os impactos emocionais que a pandemia vem provocando, o Brasil se consolidou como o país mais ansioso do mundo em 2020. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quase 20 milhões de brasileiros sofrem de ansiedade, o que inclui transtorno obsessivo-compulsivo, fobias, estresse pós-traumático e ataques de pânico. Desde 2015, o Centro de Valorização da Vida (CVV) promove o Setembro Amarelo, campanha voltada a salvar vidas, com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção do suicídio. 

O que muita gente não sabe é que a prática de exercícios físicos auxilia não apenas em perda de peso ou ganho muscular, mas também no fortalecimento do cérebro, o que previne doenças e melhora a qualidade de vida. Segundo o Freeletics, aplicativo líder em exercícios físicos e estilo de vida com uso de inteligência artificial, adultos que se exercitam por pelo menos 150 minutos por semana não só têm chance menor de desenvolver doenças relacionadas ao envelhecimento, como Alzheimer e demência, mas também têm densidade óssea mais forte e coração mais saudável, além de melhorar o humor e ajudar a reorganizar o cérebro.

Como exercitar o corpo para alimentar a mente

Para Liora Bels, especialista em bem-estar do Freeletics, exercícios regulares podem melhorar a motivação, o foco e a memória. “As atividades físicas podem proporcionar benefícios maiores para o cérebro do que para qualquer outra área do corpo”, destaca. “O cérebro é um órgão extremamente importante, pois determina como nos sentimos, pensamos e como agimos em certas situações. Ele não é apenas crucial para a vida cotidiana, mas também tem a capacidade de se adaptar e evoluir com base nas circunstâncias em que nos encontramos. E da mesma forma como podemos trabalhar nossos bíceps, também podemos trabalhar nosso cérebro, tornando-o mais forte e flexível”, ressalta.

Segundo a profissional, isso acontece porque o exercício promove a produção de uma proteína no cérebro chamada Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro ou BDNF. “O BDNF é como um fertilizante para a mente. Ele ajuda a desenvolver novas células cerebrais, criar novas sinapses e impactar positivamente os neurotransmissores. Estes conectam as diferentes áreas do cérebro para que a estrutura funcione em conjunto”, explica. “Quando treinamos, neurotransmissores como dopamina, serotonina e norepinefrina são disparados e aumentam nossos níveis de motivação, humor, foco e tempo de reação. Essas sinapses não são apenas relacionadas ao exercício; o cérebro também as usa para aprender com mais eficácia e melhorar a memória”, completa Liora.

Além disso, as atividades físicas liberam os hormônios da felicidade, conhecidos como endorfinas. E ter um novo suprimento desses neurotransmissores pode ajudar na clareza mental, controle emocional, maior concentração e sentimentos de euforia. “Muito parecido com o sono, o exercício ajuda a eliminar os resíduos metabólicos que o cérebro libera como um subproduto de sua atividade, aumentando a capacidade de operar em um nível ideal. Desse modo, ao se exercitar pelo menos três a cinco vezes na semana por um mínimo de 30 minutos, é possível colher benefícios de curto prazo, como maior concentração, e benefícios de longo prazo, como proteção contra doenças”, pontua a especialista do Freeletics. 

Cada exercício traz um benefício diferente

De acordo com Liora, exercícios aeróbicos como correr ou pular corda são excelentes para o cérebro. “Esse tipo de exercício não só ajuda a manter um sistema cardiovascular saudável, mas também ajuda na saúde do cérebro, preparando-o para o aprendizado, melhorando as vias neurais por todo o corpo, liberando dopamina, serotonina e proteínas chamadas fatores de crescimento”, conta. 

Já o treino de resistência ou força ajuda a fortalecer o corpo por meio de padrões diferentes de movimento, corrige desequilíbrios causados por longas horas na posição sentada e melhora a resistência postural. “Isso é muito importante, especialmente para quem está acostumado a ficar sentado por longos períodos de tempo”, revela.

Frequência de exercícios

“Quando nos exercitamos, fortalecemos as vias neurais existentes e também criamos novas vias. O mesmo ocorre quando estamos aprendendo uma nova habilidade. Ganhar uma habilidade de nível intermediário em uma série de atividades diferentes pode ajudar a manter o cérebro adaptável e maleável para novos estímulos, aumentando a capacidade de resolver problemas e aprender coisas novas com maior velocidade”, argumenta a especialista. Ao realizar variados tipos de treino, o corpo está sendo forçado a ter que se coordenar em um padrão desconhecido e, portanto, se adaptar ao novo estímulo.

Embora fazer algum exercício físico seja sempre melhor do que nenhum, para colher os benefícios cognitivos a longo prazo, Liora recomenda a realização de atividades que satisfaçam o gosto das pessoas. “Assim, é mais fácil manter os bons hábitos e ser consistente. Ao fazer isso, a mente ficará mais focada, energizada, clara, e é provável que consiga melhorar seu desempenho em todas as áreas da vida”, conclui. 

Ellen White e a vacinação

Deus Se importa com cada um de nós. E Ele não Se importa apenas com a nossa vida espiritual, mas também com seus aspectos físico, emocional e social. Em sua última carta registrada na Bíblia, o apóstolo João escreveu: “Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma” (3 João 1:2, ARA). Por meio da mensagem de saúde, os adventistas têm buscado viver e praticar o ministério de cura desempenhado por Jesus. Ellen White, uma das três co-fundadoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia, recebeu um chamado de Deus para ser Sua mensageira. Seu ministério profético não teve como objetivo substituir ou acrescentar algo às Escrituras, mas direcionar nossa atenção para os princípios bíblicos e aplicá-los nos pontos necessários para o desenvolvimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Mas o Espírito Santo também a levou a dar orientações para a igreja em seus principais ministérios – publicações, saúde, educação e missão mundial. Ellen White teve quatro importantes visões em apoio ao amplo ministério de saúde. Estas e muitas outras revelações posteriores levaram ao estabelecimento de hospitais, clínicas e, por fim, a um ministério médico mundial. O material mais longo que ela escreveu sobre o assunto pode ser encontrado no livro A Ciência do Bom Viver, cuja primeira edição é de 1905.

Ellen White tinha muito a dizer sobre vários assuntos relacionados à saúde, mas ela não deu nenhum conselho específico sobre vacinação. Portanto, este documento não tem intenção alguma de dar a palavra final sobre se uma pessoa deve ou não tomar determinada vacina. Esta é uma decisão pessoal que deve ser orientada pelo estudo e oração, considerando os princípios bíblicos e a orientação médica. Temos registro de apenas algumas histórias em que Ellen White, sua família e seus funcionários tiveram contato com a vacinação. Elas nos ajudam a entender a maneira como ela aplicava os princípios bíblicos em relação aos avanços científicos das vacinas, na ausência de uma revelação profética específica.

[Continue lendo esse texto publicado pelo Centro White.]

Amamentação reduz risco de AVC e doenças cardiovasculares

Estudos mostram que a prática traz inúmeros benefícios ao bebê e também à mãe.

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No mês de agosto celebramos o Agosto Dourado, ação conhecida mundialmente que tem como propósito orientar e incentivar o aleitamento materno. A amamentação tem uma série de pontos positivos não somente à saúde do bebê, mas também para a saúde das mamães. 

Um deles é a prevenção e a redução de chances de doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral (AVC). Um estudo desenvolvido por pesquisadores dos Estados Unidos e publicado no Jornal da Associação Americana do Coração aponta que as mulheres que amamentaram seus filhos por mais de seis meses tiveram 23% menos chance de sofrer um AVC. Por outro lado, a probabilidade negativa de ter o problema de saúde reduz para 19% para aquelas que proveem o aleitamento aos filhos até os seis meses. Sendo assim, os pesquisadores concluíram que o risco diminui à medida que o período de amamentação se estende.

De acordo com a neurocirurgiã Danielle de Lara, que atua no Hospital Santa Isabel (Blumenau, SC), durante a gravidez o metabolismo da mulher é alterado pois o corpo passa a armazenar gordura para fornecer a energia necessária à gestação do bebê. “Ao amamentar, a mulher possibilita que o corpo acelere a perda de peso e a eliminação dessa gordura armazenada de forma mais rápida e efetiva e isso auxilia na melhoria da saúde cardiovascular, evitando doenças cardíacas. Além de reduzir a possibilidade de ambos terem problemas cardíacos, a amamentação auxilia também na redução da mãe desenvolver câncer de mama ou dos ovários, diabetes e artrites”, comenta Danielle de Lara. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o leite materno deve ser a única fonte de alimentação do bebê em seus primeiros seis meses de vida. “O alimento é rico em proteínas, açúcares, gorduras, vitaminas, água e glóbulos brancos o que leva a prevenção de diversas doenças ao bebê como infecções e alergias.”

Leia mais sobre leite materno e amamentação aqui.

FDA autoriza uso definitivo da vacina da Pfizer

A vacina é a primeira contra a Covid-19 com aval completo da agência norte-americana.

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A agência sanitária dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês [o equivalente da Anvisa, no Brasil]) oficializou hoje a autorização para o uso definitivo da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo consórcio Pfizer/BioNTech. Até então, o imunizante do laboratório alemão e da multinacional americana vinha sendo usado nos EUA com uma permissão emergencial. A autorização dada pela FDA vale para a aplicação da vacina em pessoas com 16 anos ou mais e chega no momento em que a campanha de imunização contra a Covid-19 dá sinais de estagnação no país. A vacina é a primeira contra a doença com aval completo da agência norte-americana. A decisão reforça o endosso à eficácia e à segurança do imunizante e abre caminho para a comercialização mais ampla do produto, que passará a ser vendido sob o nome de Comirnaty.

“A aprovação dessa vacina pela FDA é um marco, enquanto continuamos batalhando contra a pandemia”, disse a comissária da agência, Janet Woodcock, em declaração à imprensa. “Enquanto milhões de pessoas já tomaram vacinas anti-Covid, reconhecemos que, para alguns, a aprovação da FDA pode dar mais confiança para se imunizar”, acrescentou.

A FDA reiterou que o imunizante ainda tem autorização emergencial para adolescentes entre 12 e 15 anos, assim como as vacinas da Moderna e da Janssen. De acordo com o portal Our World in Data, cerca de 60% da população dos Estados Unidos tomou ao menos uma dose de vacinas contra o novo coronavírus, número equivalente ao do Brasil, que começou sua campanha quase dois meses depois.

(Viva Bem)

Leia o texto original em inglês na página da FDA (aqui).

Leia também: “Some Observations for Seventh-day Adventists on Ellen White and Vaccines”

Ellen White era contra o uso de remédios?

Sem levar em conta o contexto das declarações da autora, algumas pessoas a tem feito “dizer” o que nunca disse.

Há pessoas usando indevidamente e fora de contexto citações de Ellen White em que ela condena o uso de “drogas venenosas” e de “efeito danoso” (como ela diz, por exemplo, na Carta 90, de 1908). Essas pessoas que frequentemente desprezam o contexto e a época em que os textos foram escritos acabam prestando um desserviço à própria autora, dando a impressão de que ela era contra a ciência médica (logo ela, que incentivou a criação de hospitais!) e que teria gerado oposição entre os chamados remédios naturais e as terapias e os recursos científicos desenvolvidos para ajudar a natureza. Isso é, no mínimo, lamentável e depõe contra o legado da Sra. White.

Que drogas eram essas condenadas pela pioneira do adventismo no tempo dela? Em seu ótimo livro 101 Perguntas Sobre Ellen White e Seus Escritos, o Dr. William Fagal, do White Estate (localizado na sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia), explica que no começo do ministério da Sra. White as três drogas medicinais mais usadas eram o ópio, o calomelano (cloreto de mercúrio) e a noz-vômica (que continha o veneno estricnina). Essas substâncias eram realmente “drogas venenosas”, e era a elas que Ellen se referiu quando escreveu suas críticas (p. 143, 144). Quanto ao uso de recursos adicionais aos oito remédios da natureza, é bom lembrar que Ellen White tratou com raios-x um pequeno tumor na testa (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 303). Será que Ellen teve esse tumor por não ter seguido as orientações que ela mesma deu sobre reforma de saúde? Será que ela teria cometido pecado ao se valer de um recurso médico fora dos oito remédios naturais? A resposta para as duas perguntas é um retumbante “não”!

A Enciclopédia Ellen G. White, nas páginas 1067 e 1068, menciona a resposta que Ellen deu a um estudante do terceiro ano de medicina: “Os tóxicos das drogas querem dizer os artigos que você mencionou.” E que artigos o estudante havia mencionado? Ópio, estricnina, arsênico e mercúrio. O aluno perguntou se essas drogas fortes e tóxicas deveriam ser consideradas da mesma forma que “remédios mais simples” como potássio, iodo e cila, por exemplo. Ellen foi clara em condenar os “tóxicos” e não os “simples”. “O calomelano era administrado muitas vezes em doses grandes e prolongadas, de modo que o envenenamento crônico por mercúrio era muito comum”, por isso Ellen escreveu: “Os preparados de mercúrio e calomelano, introduzidos no organismo sempre retêm sua força venenosa enquanto restar uma partícula dela no corpo. […] Tudo fica melhor sem essas misturas perigosas” (Enciclopédia, p. 1068)

Quanto aos medicamentos não “venenosos”, no livro Mensagens Escolhidas, volume 2, páginas 286 a 291, há uma boa coletânea de declarações da profetisa. Leia algumas delas abaixo (todos os grifos são meus):

“Não é negação da fé usar os remédios que Deus proveu para aliviar a dor e ajudar a natureza em sua obra de restauração. Não é nenhuma negação da fé [para o doente que pede orações em seu favor] cooperar com Deus, e colocar-se nas condições mais favoráveis para o restabelecimento. Deus pôs em nosso poder o obter conhecimento das leis da vida. Este conhecimento foi colocado ao nosso alcance para ser empregado. Devemos usar todos os recursos para a restauração da saúde, aproveitando-nos de todas as vantagens possíveis, agindo em harmonia com as leis naturais” (A Ciência do Bom Viver, p. 231, 232).

“A ideia que tendes, de que não se deveriam usar remédios para os doentes, é erro. Deus não cura os doentes sem o concurso dos meios de cura que estão ao alcance dos homens, ou quando os homens se recusam a ser beneficiados pelos remédios simples que Deus proveu no ar e na água puros. Houve médicos nos dias de Cristo e dos apóstolos. Lucas é chamado o médico amado. Confiou no Senhor quanto a tornar-se hábil na aplicação de remédios. […]

“Todas estas coisas nos ensinam que devemos ser muito cuidadosos para não acolhermos ideias e impressões radicais. Vossas idéias acerca da medicação por drogas, devo respeitar; mas mesmo nisso deveis nem sempre revelar aos pacientes que desprezais inteiramente as drogas, até que eles compreendam bem o assunto. Muitas vezes assumis atitudes em que prejudicais vossa influência e a ninguém fazeis bem algum, expressando todas as vossas convicções. Deste modo vos separais do povo. Deveis modificar vossos fortes preconceitos” (Carta 182, 1899).

E uma última citação interessante e esclarecedora, levando, novamente, em conta o contexto em que foi escrita (em 1903):

“Tenho recebido muitas instruções acerca da localização de clínicas. Devem estar distantes alguns quilômetros das cidades grandes, e possuir terras junto delas. Devem ser cultivadas frutas e hortaliças, e os pacientes devem ser animados a fazer trabalho ao ar livre. Muitos que sofrem de doenças pulmonares poder-se-iam curar se vivessem em clima onde pudessem estar ao ar livre a maior parte do ano. Muitos que morreram de tuberculose poderiam ter vivido se tivessem respirado mais ar puro. O ar puro, fora de casa, é tão eficaz para curar como os remédios, e não deixa efeitos danosos. […] Teria sido melhor se, desde o princípio, todas as drogas tivessem sido excluídas de nossas casas de saúde [já discutimos acima que drogas eram essas], fazendo-se uso dos remédios simples como a água pura, ar puro, sol e algumas das ervas comuns que crescem no campo. Esses elementos seriam justamente tão eficazes como as drogas, usadas sob nomes misteriosos, e preparadas pela ciência humana [é importante destacar a distinção que Ellen White faz entre “ciência humana” e “ciência verdadeira” ou de Deus; neste vídeo há uma explicação sobre isso]. E não deixariam efeitos danosos no organismo. Milhares que são afligidos pela doença poderiam recobrar a saúde se, em vez de confiar nas drogarias quanto a sua vida, abolissem todas as drogas [já mostramos quais], e vivessem com simplicidade, sem usar chá, café, alcoólicos ou especiarias, que irritam o estômago e o deixam débil, incapaz de digerir mesmo alimento simples sem ser estimulado. O Senhor está disposto a fazer Sua luz brilhar em raios claros e distintos a todos os que estão fracos e debilitados” (Manuscrito 115, 1903).

Fica claro que o ideal na manutenção da saúde é utilizarmos os remédios naturais e deixarmos de lado hábitos, bebidas e alimentos nocivos. Mas, mesmo quando procuramos seguir todas essas recomendações, não ficamos imunes aos males e às doenças deste mundo de pecado e decadência. Haverá situações que exigirão cirurgias, uso de anestesia, antibióticos, vacinas e outros recursos médicos modernos criados com a permissão e ajuda de Deus. E não será pecado usá-los tanto quanto não foi para Ellen White, quando ela se submeteu ao tratamento com raio-x.

(Michelson Borges é jornalista, pós-graduado em Biologia Molecular e editor da revista Vida e Saúde)

Vacinar ou não vacinar? Desabafo de uma bióloga

São dias difíceis. Deus nos conceda sabedoria e lábios amorosos para não pecar com as palavras, injuriando nossa igreja e seus membros.

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A prática da vacinação não tem qualquer contraindicação na Bíblia, nos escritos de Ellen White, tampouco por conta da saúde. Devemos lembrar que a IASD é uma igreja fundada por Deus. Os líderes são mantidos por Deus, e quem está em discordância Deus retira da obra. Antes de seguir com meus argumentos, precisamos nos lembrar de que a IASD nunca será babilônia. NUNCA! No livro Eventos Finais, página 43, a serva de Deus deixa bem clara a seguinte afirmação: “Deus tem na Terra uma igreja que está erguendo a lei pisada a pés, e apresentando aos homens o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. No mundo só existe uma igreja que presentemente se acha na brecha, tapando o muro e restaurando os lugares assolados.” ATENTEM TODOS PARA O ALERTA DA IRMÃ WHITE, NA SEQUÊNCIA DO MESMO TEXTO: “Sejam todos cuidadosos para não clamarem contra o único povo que está cumprindo a descrição dada do povo remanescente, que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé em Jesus. […] Deus tem um povo distinto, uma igreja na Terra, inferior a nenhuma outra, mas a todas superior em suas facilidades para ensinar a verdade, para vindicar a Lei de Deus. Meu irmão, se estais ensinando que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é Babilônia, estais errado” (Testemunhos Para Ministros, p. 50, 58, 59).

Dito isso, resta claríssimo que o posicionamento oficial da igreja JAMAIS será contrário aos ensinamentos bíblicos ou contra o espírito de profecia. Quando digo isso, não significa que pastores, cantores e outros não possam atuar por certo tempo em dissonância. Mas fica evidente que o próprio Deus é quem cuida de retirar as “maçãs podres” na hora certa. A irmã White continua: “Os homens poderão apresentar um ardil após o outro, e o inimigo procurará desviar as almas da verdade, mas todos os que creem que o Senhor tem falado por intermédio da irmã White, e lhe tem dado uma mensagem, estarão livres dos muitos enganos que surgirão nestes últimos dias (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 83, 84). Portanto, devemos ser cautelosos com as acusações que tecemos contra nossos irmãos e especialmente contra posicionamentos oficiais da igreja! O inimigo tem usado interpretações errôneas para fazer com que os membros da igreja pensem que a igreja apostatou, que já não é regida por Deus. Isso é perigoso! Tenho visto adventistas pregando teoria de Terra plana com argumentos supostamente de Ellen White! Jesus tenha misericórdia! Não vou entrar nesse assunto, pois já existe muito bom material da igreja refutando esse absurdo (veja aqui). Digo isso pois um texto fora do contexto é um pretexto para defender a ideologia que eu quiser.

Se entendemos que a IASD é regida por Deus, entendemos que ela JAMAIS irá orientar seus membros a tomar qualquer atitude pecaminosa ou em discordância com os preceitos divinos, muito menos que contrarie os escritos no espírito de profecia. Nossos líderes foram escolhidos por Deus, e mesmo sendo pecadores (como nós) são guiados por Deus para conduzir a IASD e repassar orientações. Nesse sentido, afinal qual é o posicionamento oficial da igreja em relação à vacinação? A declaração oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia em nível mundial a respeito de vacinação foi publicada originalmente no ano 2015 e pode ser lida, na íntegra, na área de declarações e documentos oficiais da organização. O material recomenda que os membros sejam vacinados. Veja o documento aqui. No início do texto, a declaração afirma que “a Igreja Adventista do Sétimo Dia dá forte ênfase à saúde e ao bem-estar. A ênfase adventista na saúde é baseada na revelação bíblica, nos escritos inspirados de Ellen G. White (cofundadora da Igreja) e na literatura científica revisada por pares. Assim sendo, encorajamos a imunização/vacinação responsável, e não temos nenhuma razão religiosa ou baseada na fé para não incentivar nossos seguidores a participar de forma responsável de programas de imunização preventiva e protetora”.

O diretor da área de Saúde da sede sul-americana adventista, o médico Rogério Gusmão, ressalta que a ciência das imunizações foi o maior avanço no controle de doenças e saúde pública que a humanidade conquistou. “Sem programa de imunizações teríamos milhares de mortos por essas doenças e muitas outras. Nosso índice de mortalidade infantil aumentaria assustadoramente, assim como as sequelas dessas doenças graves”, pondera. Gusmão lembra que historicamente sempre existiu resistência ao programa de vacinação e cita o que ocorreu no Rio de Janeiro na revolta da vacina, em novembro de 1904. Naquela época, a população se rebelou contra a vacina da varíola. “Passados mais de 110 anos, o que vemos hoje é, então, a erradicação da varíola, pois a maioria da população se vacinou. E, também, criou a barreira imunológica de grupo chamada de imunidade de rebanho, que protege, inclusive, os que discordam da vacinação e não se vacinam”, frisa.

Existem efeitos colaterais? SIM! Alguns deles são graves? SIM! cada corpo reage de um jeito. Temos visto que as vacinas de DNA podem implicar em problemas relacionados a alterações nos fatores de coagulação. COM RELAÇÃO AOS FATORES GRAVES, QUAL A PORCENTAGEM DE PESSOAS ACOMETIDAS? Os 242 casos de trombose ligados ao imunizante da AstraZeneca incluíram 49 mortes, em 28,5 milhões de doses da vacina administradas, ou seja, os casos graves da vacina da AstraZeneca têm uma incidência de 0,00087% e a taxa de morte é 20% sobre esse valor, ou seja, é muito raro. E a mortalidade da Covid-19? HOJE A TAXA DE MORTALIDADE É DE 2,9%. Isso é similar a outras vacinas. A taxa de efeitos graves é muito baixa e rara. Ou seja, a chance de morte por Covid é muito maior! Além do risco de morte e dos efeitos colaterais da Covid (trombose, perda de paladar e olfato, alterações de memória, infarto, problemas renais, etc.), o que temos visto são hospitais lotando por situações graves de pessoas que pegaram a Covid e estão com síndrome pós-covid.

Em estudo que avaliou dados de mais de 87 mil pacientes que tiveram a doença e cinco milhões de indivíduos saudáveis, sequelas do Sars-CoV-2 fizeram o primeiro grupo ter 59% maior probabilidade de falecer seis meses após o contato com a doença. Por isso no vídeo que eu gravei com o pastor Michelson Borges eu disse: se ficar o bicho come e se correr o bicho pega! Se você não se vacina e contrai a doença, a chance de morrer é de quase 3%. Se você não morrer durante esses 20 dias mais críticos, tem 59% de chance de morrer seis meses depois! Você acha que esse assunto é brincadeira? Se você se vacinar a chance de ter um problema grave é de 0,0008%! Não precisa ser um gênio da matemática para entender a diferença!

Eu verdadeiramente entendo o receio de muitos. Agora o que me deixa profundamente aborrecida é o fato de o povo de Deus, por FALTA DE CONHECIMENTO, estar criticando o posicionamento da IGREJA e de PROFISSIONAIS da ÁREA; profissionais adventistas, consagrados, que lidam com as mortes todos os dias. Tomar vacina ou não é uma decisão individual. Mas dizer que a vacina é “veneno papal”, tem relação com microchip, etc., trata-se de um erro colossal! Sabe o que é veneno satânico? Esse vírus, essa doença maldita! Ter esse vírus circulando no seu corpo, deturpando sua imunidade e afetando sua mente. Isso é o vírus que faz! A vacina é uma tentativa de fazer com que esse veneno satânico pare de circular. Então, irmãos, orem sobre o assunto e parem de criticar aqueles que preferem se arriscar 0,0008% para que o vírus não chegue até sua casa e mate alguém da sua família.

Trago ainda as seguintes reflexões: criticam as vacinas, mas moram nas cidades! Os vegetais estão repletos de agrotóxicos, comprovadamente relacionados à predisposição a câncer, autismo, etc. Toda vez que você come saladas ou frutas está ingerindo veneno! Está consumindo alimento transgênico que pode induzir mutações, doenças autoimunes, alergias alimentares, câncer, etc. Ah, mas eu como salada orgânica… Ainda que você more num sítio e plante seu alimento, se seu vizinho usa agrotóxico sua comida está afetada. Percebe que nossa vida está rodeada de veneno? Isso sem falar na poluição, radiação emitida pelas elevadas horas passadas nos celulares, etc. A lista é longa. Poderia ficar horas aqui falando sobre os perigos de estar vivo hoje! Apesar disso, entendo que enquanto vivermos neste mundo estaremos, de alguma forma, sendo contaminados pelas consequências da modernidade e do pecado. Entenda que sua vida depende da misericórdia de Deus!

Devemos, sim, fazer a nossa parte e minimizar o máximo possível os efeitos de tudo o que nos faz mal. As pestes nas cidades vão piorar! Isso é profético. Se você vive na cidades, seja coerente para com Deus e para com o próximo e não espalhe o vírus.

Duas opções coerentes para quem mora nas cidades: (1) tomar as vacinas regularmente; (2) não tomar as vacinas, mas permanecer em casa, manter total isolamento.

Ellen White explica perfeitamente no livro Vida no Campo que o ideal de Deus NUNCA foi que seu povo se estabelecesse nas cidades. O ideal é ter uma vida no campo o quanto antes (medida que deve ser tomada mediante oração).

Concluindo: “Os adventistas do sétimo dia foram postos no mundo como atalaias e portadores de luz. A eles foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer. Sobre eles incide maravilhosa luz da Palavra de Deus. Confiou-se-lhes uma obra da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Nenhuma obra há de tão grande importância. Não devem eles permitir que nenhuma outra coisa lhes absorva a atenção” (Testemunhos Seletos, v. 3, p. 288). Precisamos estar vivos e com a nossa mente sã para proclamar com grande fervor que Cristo em breve virá! Que esse seja o nosso foco.

Relembrando tudo o que Ellen White fala, fica evidente que, se discordamos de algo que é orientado pela liderança da igreja, o erro estará em nossa interpretação. “Há muitos que dão sua própria interpretação àquilo que ouvem, fazendo com que o pensamento do orador pareça completamente diferente daquilo que ele se esforçou em apresentar. Alguns, ouvindo por meio de seus próprios preconceitos ou predisposições, entendem o assunto como desejam que seja — como melhor se harmoniza com seus propósitos — e assim o relatam. Seguindo os impulsos de um coração não santificado, levam para o mal aquilo que, corretamente compreendido, poderia ser instrumento de grande bem. Pessoas bem-intencionadas são frequentemente descuidosas e cometem erros graves e não é nada provável que outros a apresentem sob luz mais favorável. Alguém que não compreendeu claramente aquilo que o orador quis dizer repete uma observação ou afirmativa, dando-lhe seu próprio significado. Isso causa uma impressão sobre o ouvinte moldada de acordo com seus preconceitos e imaginações. Ele a refere a um terceiro, que por sua vez acrescenta um pouco mais e passa-a adiante. E antes que alguns deles estejam cientes do que estão fazendo, atendem ao propósito de Satanás em plantar as sementes da dúvida, do ciúme e da suspeita em muitas mentes” (Testemunhos para a Igreja, p. 661, 662).

Reforço: o posicionamento oficial da IASD é a favor da vacina. Não há críticas para os que não tomam. Que você pondere seus argumentos para com aqueles que optaram por seguir as orientações da Igreja, que é regida e guiada pelo próprio Deus.

São dias difíceis. Deus nos conceda sabedoria e lábios amorosos para não pecar com as palavras, injuriando nossa igreja e seus membros.

(Liziane Conrad Costa, bióloga, mestranda em Biociências e Saúde e colaboradora da revista Vida e Saúde, da CPB)

Esclarecimentos e fake news sobre vacinação