A sombra do suicídio entre os jovens

suicideDados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o suicídio é a segunda causa de morte entre os jovens no mundo. Julio Jacobo Waiselfisz, sociólogo e coordenador do Mapa da Violência no Brasil, endossou esses dados ao apresentar em um de seus estudos que o número de suicídios aumentou em 65% na faixa etária dos 10 aos 14 anos, e em 45% dos 15 aos 19 anos, no período entre os anos 2000 e 2015. Os números são alarmantes e a situação exige atenção da sociedade. Os motivos desse aumento de suicídios são multifatoriais: um cérebro adolescente em formação, com as incertezas próprias dessa idade, aliado a uma criação superprotetora. Soma-se a isso a obrigatoriedade de ser feliz a qualquer custo em um mundo onde a mesma tecnologia que une também afasta as pessoas. Difícil administrar, certo?

Diante de tantas incertezas, a ansiedade e a depressão podem bater à porta e, para muitos deles, o suicídio é a saída na ânsia de exterminar o sofrimento e o desespero. Cabe aos pais lembrar da importância de transmitir segurança aos filhos durante a vida. Felizes deles também se puderem contar com o limite, com o modelo dos pais diante das ameaças do mundo.

O suicídio entre os jovens é uma forma de fugir do mundo, resultado da ausência de objetivos. A vida perde o sentido e eles deixam de acreditar. Se um adolescente se suicida por desesperança, a sociedade na qual ele vive certamente também está adoecida.

Caso a depressão já esteja instalada, torna-se indispensável procurar um profissional para o tratamento de transtorno da personalidade instalada no psiquismo desse adolescente. Aos educadores, cabe a contribuição de fazer com que os alunos desviem temporariamente o olhar da tela do celular, contemplem a natureza e entusiasmem-se por ela, criando assim uma visão sistêmica da vida que apresenta desafios, mas que também traz oportunidades de crescimento.

Acima de tudo é necessário desenvolver a consciência de que todo desejo pede realização, mas que nem todo desejo poderá ser realizado. Pois é nesse ponto que surge a frustração.

E não para por aí. É preciso ensinar os princípios da Inteligência Emocional, para adiar a necessidade de satisfação e aumentar a tolerância quando as frustrações surgirem. E neste âmbito, dois instintos devem ser levados em consideração: de vida e o de morte. Quando o instinto de morte prevalece a vida corre perigo. Devemos cuidar dos nossos jovens para não lhes faltar o principal: amor. Suicídio é a falência do amor.

(Ivo Carraro é psicólogo e professor do Centro Universitário Internacional Uninter)

Capa6peqNota: Caso você ainda não tenha lido, quero lhe recomendar o livro O Poder da Esperança, o qual escrevi em co-autoria com o psicólogo espanhol Julián Melgosa e foi publicado em dezenas de países. Nele abordamos problemas como depressão, baixa autoestima, estresse, ansiedade, suicídio e outras. Você precisa ler, ainda que seja para encontrar recursos para ajudar alguém que esteja sofrendo. Clique aqui e adquira o livro por apenas R$ 2,80.

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Site vegano destaca Ellen White como defensora dos animais e do vegetarianismo

ellen[Veja que interessante este artigo escrito pelo jornalista, historiador e especialista em jornalismo cultural, histórico e literário David Arioch:]

Uma das fundadoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen Gould White, se tornou uma das personalidades mais controversas de seu tempo, inclusive pela sua defesa do vegetarianismo, o promovendo em escolas, hospitais e centros médicos. Entre as suas obras mais conhecidas, que também versam contra o consumo de animais, está o livro The Ministry of Healing, publicado em 1905. No entanto, Healthful Living, de 1896, foi uma das primeiras obras em que Ellen G. White abordou o vegetarianismo. Na página 97, ela declara que a dieta de muitos animais é baseada simplesmente em vegetais e grãos, e que o ser humano deveria seguir esse exemplo, já que não temos o direito de nos alimentarmos de criaturas mortas. Segundo Ellen, um animal que não seja essencialmente carnívoro não tem necessidade de destruir outro animal para se alimentar. No livro Counsels on Diet and Foods, de 1903, a autora diz que vegetais, frutas e grãos são o suficiente para uma alimentação saudável e bem completa. “Nem uma onça [28 gramas] de carne deve ser enfiada em nosso estômago. Devemos voltar ao propósito original de Deus na criação do homem”, defende na página 380.

Com livros publicados em mais de 140 línguas, Ellen Gould White se tornou bastante influente à sua época, tanto que há quem diga que ela também contribuiu para que o famoso médico John Harvey Kellogg, também adventista, criasse um dos mais famosos cereais matinais de todos os tempos – Corn Flakes. Sua influência também se deve ao fato de ela ter sido uma escritora prolífica, chegando a escrever mais de cinco mil artigos e a publicar 40 livros. Suas obras somam mais de 50 mil páginas manuscritas, conforme o artigo “Ellen G. White: A Brief Biography”, de Arthur L. White, publicado no The Official Ellen G. White Website, em agosto de 2000.

Em The Ministry of Healing, lançado em 1905, a escritora afirma que a dieta indicada ao ser humano no princípio não incluía alimento de origem animal. “Não foi senão depois do dilúvio, quando tudo quanto era verde na Terra havia sido destruído, que o homem recebeu permissão para comer carne”, escreveu. Porém, a escritora defendia que foi uma permissão temporária. Segundo Ellen, Deus escolheu a comida dos seres humanos quando os levou para viverem no Éden, o que não compreendia nada de origem animal.

Porém, na perspectiva da autora adventista, o ser humano insistiu no consumo de carne, e em decorrência disso teve de amargar inúmeras doenças e muitas mortes relacionadas a esse hábito: “Os que se alimentam de carne não estão senão comendo cereais e verduras, pois o animal recebe a partir desses alimentos a nutrição que garante o seu crescimento. A vida que havia no cereal e na verdura passa aos que os ingerem. Nós a recebemos comendo a carne do animal. Melhor é obtê-la diretamente, comendo aquilo que Deus proveu para o nosso uso.”

Outro ponto que, segundo a escritora, deveria ser o suficiente para desconsiderar a carne como alimento é o surgimento de doenças que só existem em decorrência da criação de animais para consumo. “A população come ininterruptamente carne cheia de germes de tuberculose e câncer. Assim são transmitidas essas e outras doenças. Muitas vezes são vendidas a carne de animais que estavam tão doentes que os donos receavam mantê-los vivos por mais tempo. E o processo de engorda para a venda produz enfermidades”, critica.

No final do século 19, Ellen G. White percebeu que já era comum os animais serem privados da luz do dia e do ar puro, respirando somente a atmosfera de estábulos imundos, e talvez sendo alimentados com comida deteriorada, o que facilitava a contaminação e proliferação de doenças:

“Animais são frequentemente transportados por longas distâncias e sujeitos a grande sofrimento até chegarem ao mercado. Privados dos campos verdes para viajar por longas milhas em estradas quentes e empoeiradas, dentro de veículos imundos e lotados, eles ficam febris e exaustos, e passam muitas horas em privação de água e comida. Essas criaturas são guiadas para a morte, para que os seres humanos se banqueteiem com as suas carcaças.”

Para Ellen G. White, a situação dos peixes não é diferente, levando em conta a contaminação das águas e a ausência de boa matéria orgânica como fonte de alimento. Além de sofrerem pela má intervenção humana, quando morrem tornam-se alimentos; um alimento que também ocasiona enfermidades. “Muitos [seres humanos] morrem de doenças devido ao uso da carne, e essa causa não é suspeitada por eles nem pelos outros”, enfatiza.

Além das questões envolvendo saúde e religião, a escritora também apontava como igualmente importante as implicações morais do consumo de carne. Quando discursava sobre o tema, ela pedia que os espectadores pensassem na crueldade por trás do consumo de carne, e os efeitos que isso desencadeia na vida em sociedade, onde a ternura para com as outras criaturas é majoritariamente desconsiderada.

No livro The Ministry of Healing, Ellen defende que a inteligência de muitos animais é tão semelhante à inteligência humana que chega a ser um mistério. Observa que os animais veem, ouvem, amam, temem e sofrem. Se servem de suas capacidades melhor do que os seres humanos. Manifestam simpatia e ternura em relação aos seus companheiros de sofrimento:

“Muitos animais demonstram aos seus uma afeição muito superior àquela manifestada por alguns seres humanos. Que homem, dotado de um coração humano, havendo já cuidado de animais domesticados, poderia fitá-los nos olhos tão cheios de confiança e afeição, e entregá-los voluntariamente à faca do açougueiro? Como lhes poderia devorar a carne como algo delicioso?”

No início do século 20, a autora já considerava um equívoco crer que a força muscular depende do uso de alimento de origem animal, já que podemos recorrer a cereais, frutas e oleaginosas, alimentos que contêm tudo o que é necessário à nossa nutrição. “Quando se deixa o uso de carne, há muitas vezes uma sensação de fraqueza ou falta de vigor. Muitos alegam isso como prova de que a carne é essencial. Mas é devido a esse alimento ser estimulante, deixar o sangue febril e os nervos estimulados, que assim lhes parece ser algo que faz falta. Alguns acham tão difícil deixar de comer carne o quanto é para um bêbado deixar o álcool. Mas logo se sentirão muito melhor com a mudança”, garante.

Na defesa da abstenção de alimentos de origem animal, Ellen Gould White jamais viu o vegetarianismo como uma impossibilidade. Ela acreditava que mesmo em países com maiores índices de pobreza é possível implementar hábitos vegetarianos na população mais carente. Ela sugeria a realização de pesquisas e a discussão sobre meios de incentivar a produção de alimentos de origem vegetal mais baratos. “Com cuidado e habilidade, é possível preparar pratos nutritivos e saborosos, substituindo a carne. Em todos os casos, educai a consciência, aliciai a vontade, mostrai o caminho do bom e saudável alimento e a mudança acontecerá rapidamente, fazendo desaparecer a necessidade de carne. Já não é tempo de todos dispensarem a carne da alimentação?”, questionou no capítulo “A carne como alimento”, do livro The Ministry of Healing, publicado em 1905.

(Vegazeta)

Os livros de Ellen White podem ser adquiridos em língua portuguesa no site www.cpb.com.br.

Leia também: Amigo animal

Nem uma gota: nova pesquisa confirma perigo do consumo de álcool

Estudo confirma: até uma pequena dose de álcool faz mal à saúde

drinkAo contrário do que a ciência [na verdade, alguns cientistas] vinha defendendo, até o mais regrado consumo alcoólico é prejudicial à saúde. É o que aponta um estudo conduzido pela Universidade de Washington, o maior sobre os efeitos dessa substância até hoje. Os autores defendem que as autoridades deviam aconselhar as populações a abster-se totalmente do consumo. O estudo foi conduzido pelo Institute of Health Metrics and Evaluation (IHME), um ramo da Universidade de Washington, em Seattle, no âmbito do Global Burden of Disease, um projeto dedicado a recolher dados quanto às causas de doença e morte por todo o mundo. A investigação pretendeu descobrir quais os níveis de consumo de álcool e seus efeitos na saúde em 195 países entre 1990 e 2016. Para tal, os pesquisadores se basearam em 694 estudos para compreender o quão comum é o consumo e 592 pesquisas que envolveram 28 milhões de pessoas pelo mundo para descobrir quais os riscos de saúde.

As conclusões desse projeto foram publicadas na revista médica Lancet, que defendem, citadas pelo Guardian, que os atuais hábitos de consumo de bebidas alcoólicas colocam “terríveis ramificações para a saúde futura da população tendo em conta a ausência de ação política atualmente”.

De acordo com os dados à disposição, os pesquisadores compararam indivíduos completamente abstêmios com aqueles que consumiam uma bebida por dia. Após análise, verificaram que, em cada 100 mil pessoas que não bebiam álcool, 914 sofreram de doenças que também podem ser causadas pela substância, como câncer, ou sofreram de lesões, mas que esse número subia para mais quatro pessoas (918) se ingerissem uma bebida por dia.

O autor principal do estudo, o Dr. Max Griswold, aponta que os riscos são “baixos com uma bebida por dia, mas depois sobem rapidamente à medida que as pessoas bebem mais”. As conclusões tornam-se mais graves quando o consumo aumenta: no caso de duas bebidas por dia, o número sobe em 63 pessoas que desenvolveram uma doença ao fim de um ano; com cinco ou mais bebidas, o número fica em 338 pessoas que sofreram de um problema de saúde relacionado com a substância.

Várias pesquisas anteriores apontavam para os benefícios de um consumo regrado no cotidiano, como um ou dois copos de vinho ou cerveja por dia. Contudo, segundo Griswold, “estudos prévios identificaram um efeito protetor do álcool em alguns casos, mas descobrimos que a combinação dos riscos de saúde associados ao álcool sobe com qualquer quantidade”.

O pesquisador adverte que “a forte associação entre consumo de álcool e risco de câncer, lesões e doenças infeciosas ultrapassa os efeitos protetores do álcool quanto a doenças cardíacas”. O relatório demonstrou também que o álcool provocou 2,8 milhões de mortes em 2016, tendo sido o principal fator de risco para morte prematura e doença no grupo demográfico dos 15 aos 49 causando 20% das mortes. Segundo os autores, “consumo de álcool contribui para perda de saúde de várias formas e faz sentir os seus efeitos ao longo da vida, particularmente nos homens”.

É tendo em conta esses valores alarmantes que a professora Emmanuela Gakidou, pertencente ao IHME, defende que é preciso “rever políticas de controle e programas de saúde, e considerar recomendações para a abstinência do álcool” em nível mundial. Para Gakidou, parte da solução inclui “exercer taxas sobre o álcool, controlar a sua disponibilidade física e as horas de venda, e controlar a publicidade ao álcool”.

Sonia Saxena, professora do Imperial College London e pesquisadora no projeto, disse à BBC que este foi o mais importante estudo conduzido na área. Saxena explicou que “este estudo vai mais além do que os anteriores por considerar vários fatores, incluindo vendas de bebidas alcoólicas, dados reportados pelas pessoas sobre o próprio consumo, abstinência, dados de turismo e níveis de contrabando e produção caseira”.

O estudo demonstra que uma em cada três pessoas no mundo, perfazendo um total de 2,4 bilhões, bebe álcool. O país onde mais se bebe é a Dinamarca (95,3% das mulheres e 97,1% dos homens), sendo que Paquistão e Bangladesh são os países onde menos homens e mulheres bebem, respetivamente (0,8% dos homens e 0,3% das mulheres). […]

(Sapo Portugal)

Nota: Nada como um dia após o outro e uma pesquisa após a outra. Durante um século e meio, com base nos ensinamentos bíblicos, a Igreja Adventista do Sétimo Dia vem pregando a abstinência de álcool e bebidas cafeinadas (também comprovadamente nocivas para a saúde). Quantas vezes ouvimos pessoas dizerem: “Um pouquinho só não faz mal”, “Quem só bebe socialmente não tem problema”, e coisas semelhantes. Pois é, agora a pesquisa científica mais uma vez corrobora o que a Bíblia já prescrevia. Quando as pessoas vão aprender a confiar mais na revelação de Deus? [MB]

Brigas hostis no casamento levam a doenças

Young couple not communicating after an argumentBrigas entre pessoas casadas podem afetar a saúde do casal não apenas de forma simbólica. Um novo estudo aponta que casais que brigam de forma mais hostil são mais propensos a ter problemas na permeabilização do intestino, algo que pode fazer com que bactérias acessem a corrente sanguínea, causando inflamação e outras doenças. Segundo Janice Kiecolt-Glaser, professora de psiquiatria e diretora do Instituto de Medicina Comportamental do Centro Médico Wexner da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, esse é o primeiro estudo que faz essa relação específica entre casamentos ruins e problemas de saúde. “Achamos que esse sofrimento conjugal todos os dias – pelo menos para algumas pessoas – está causando mudanças no intestino que levam à inflamação e, potencialmente, à doença”, diz ela em matéria publicada no site da Universidade de Ohio.

Participaram do estudo 43 casais saudáveis com idades entre 24 e 61 anos e casados ​​há pelo menos três anos. Os participantes foram entrevistados sobre seus relacionamentos e depois os incentivaram a discutir e tentar resolver um conflito que provavelmente provocaria forte discordância. Os casais tiveram essa discussão sozinhos, sem os pesquisadores por perto. Essas interações de 20 minutos foram filmadas, entretanto.

Os cientistas usaram essas gravações para observar os casais e categorizar seus comportamentos verbais e não verbais durante a briga. Segundo o texto da Universidade de Ohio, os pesquisadores estavam prestando atenção principalmente em quão hostis as pessoas eram com seus parceiros e parceiras. “A hostilidade é uma característica dos maus casamentos – do tipo que leva a mudanças fisiológicas adversas”, afirma Kiecolt-Glaser.

O próximo passo foi comparar o sangue dos participantes antes da briga com amostras tiradas depois das discussões. Homens e mulheres que demonstraram comportamentos mais hostis durante as discussões observadas tiveram níveis mais altos de um biomarcador ligado a problemas de permeabilidade do intestino. Esse resultado era ainda mais evidente nos participantes do estudo que tiveram interações particularmente hostis com seu cônjuge e um histórico de depressão ou outro transtorno de humor.

Estudos anteriores já haviam mostrado uma relação entre casamentos ruins e problemas de saúde, como o retardamento da cicatrização de feridas e aumento no risco de doenças como depressão, doenças cardíacas e diabetes. Segundo os pesquisadores, isso acontece porque o estresse dentro de um casamento é diferente. “O estresse conjugal é um estresse particularmente potente, porque o seu parceiro é normalmente o seu principal apoio e em um casamento conturbado o seu parceiro se torna sua principal fonte de estresse”, explica Kiecolt-Glaser.

Essa permeabilização do intestino é uma condição pouco conhecida, na qual o revestimento dos intestinos se torna mais permeável, permitindo a liberação de alimentos parcialmente digeridos e bactérias na corrente sanguínea.

Os pesquisadores descobriram uma ligação forte e significativa entre a hostilidade e o biomarcador LBP, que indica a presença de bactérias no sangue. Havia também uma forte ligação entre esse biomarcador e evidências de inflamação: em comparação com os participantes com menores índices de LBP, aqueles com mais indícios desse biomarcador apresentaram níveis 79% mais elevados de proteína C-reativa, o biomarcador primário da inflamação.

O efeito nas brigas conjugais na corrente sanguínea foi mais significativo para os participantes que tinham um histórico de depressão. “Isso pode refletir vulnerabilidades psicológicas e fisiológicas persistentes entre pessoas que sofreram de depressão e outros transtornos de humor”, pondera Kiecolt-Glaser.

Michael Bailey, co-autor do estudo e membro do Instituto de Pesquisas de Medicina Comportamental da Universidade de Ohio, explica na matéria que há um elo entre o estresse, o sistema nervoso simpático e as mudanças nos micróbios no intestino.

“Com o intestino poroso, as estruturas que são geralmente boas em manter as coisas em nosso intestino – o alimento parcialmente digerido, bactérias e outros produtos – degradam e essa barreira se torna menos eficaz”, explica. Com isso, as bactérias que vão parar no sangue aumentam a possibilidade de inflamação e podem contribuir potencialmente para uma saúde mental precária, criando um ciclo preocupante, alerta Bailey. […]

(Ohio State UniversityMedical XpressInverse, via Hypescience)

epocaNota: Em abril de 2010, a revista época trouxe como matéria de capa a reportagem “Como salvar seu casamento”. Achei especialmente interessantes as dicas “6 conselhos que podem ajudar”, elaboradas por psicólogos e estudiosos do casamento:

1. Modelo de casamento. Fomos educados a acreditar que o casamento é romântico. Pois ele não é. Talvez, se tivéssemos mais informação sobre como o casamento se dá, teríamos menos decepções com ele. O casamento é uma relação de conexão com o parceiro, é educar filhos juntos, é cuidar um do outro, é ser fiel ao outro [mas também é alimentar o romantismo, sim].

2. Passar tempo juntos. Uma das principais causas das separações é o casal não passar muito tempo junto. Priorize seu casamento. Tire férias ao menos uma vez por ano sem as crianças [hmm, difícil…] e desligue-se do trabalho.

3. Fazer sexo. Sexo é uma das mais importantes conexões do casamento. Faça o que for necessário para manter a chama acesa. Estimule sexualmente o companheiro, mesmo que a princípio ele, ou ela, não esteja a fim.

4. Flerte. Lembra-se de como você e seu companheiro flertavam no início do relacionamento? Faça isso continuamente, e sua relação será mais excitante. Casamento não é apenas sexo. O carinho também é muito importante. Andem de mãos dadas; sentem-se juntos no sofá; se aninhem.

5. Converse. Procure sempre bater papo. Fale sobre seus sentimentos e os assuntos importantes do dia. Se estiver magoado com seu parceiro, não se feche. É importante manter os canais de comunicação abertos.

6. Isolamento ocasional. O fato de estar casado com alguém não significa estar grudado naquela pessoa. É importante que cada um tenha seu espaço, seu tempo. […] E às vezes até manter um lugar na casa onde possa ficar só. A solidão nos faz querer ir ao encontro do outro.

Em se tratando de “como salvar” um casamento, senti falta da dica que seria a mais importante de todas: convidar o Salvador para o casamento. Casais que oram, tem uma (a mesma) religião e cultuam juntos são muito mais felizes em todas as áreas da vida. Segundo o apóstolo João, Deus é amor. Se falta amor no casamento, atitudes planejadas (ao estilo “Desafio de Amar” https://michelsonborges.wordpress.com/2018/08/17/desafio-do-amor-salve-seu-casamento/ ) ajudam, mas a fonte do verdadeiro amor é Deus. Amando nosso Criador teremos muito mais amor para dar ao cônjuge e aos demais familiares.

Como diz uma musiquinha antiga: “Se na família está Jesus, é feliz o lar.” [MB]

Leia também: “Pesquisas confirmam benefícios do casamento duradouro” e “Casamento: um presente dado no Éden”

Mulheres morrem mais de infarto e a causa é o machismo?

infartoSegundo matéria publicada no portal UOL, o infarto é a primeira causa de morte entre mulheres no mundo, e o número de vítimas abaixo dos 50 anos representa 25% do total. Para se ter uma ideia, o infarto mata mais mulheres que o câncer de mama. Depois de falar de prevenção, etc., a matéria cita uma cardiologista francesa (na verdade, a única citada no texto) que atribui ao machismo grande parte dessas mortes. Segundo a ativista profissional, os homens costumam minimizar as queixas das mulheres. Se elas relatam dor no peito, por exemplo, eles dizem: “Não é nada, vai deitar um pouco, você está estressada.” A médica também atribui o estresse à carga de trabalho da mulher, que tem que lidar com profissão, filhos e os cuidados do lar. Ou seja, o maior culpado é o homem!

Leia o comentário do professor de Geografia Thiago F. da Silva: “Essa matéria do UOL mostra como distorcem os dados e aproveitam para fazer ativismo ideológico. Diz a matéria que, mesmo diante do aumento do número de infarto entre as mulheres – inclusive as com menos de 50 anos –, a porcentagem ainda é de 25 %, portanto, é um quarto apenas, número muito menor que os 75% de outras causas. Já a questão do machismo é patética. Na maioria dos lugares do mundo, as mulheres vivem mais que os homens, sem contar que hoje elas são maioria. Que machismo é esse que faz o homem morrer mais cedo e ser menor em número? Esse é mais um caso de ativismo ideológico contra um princípio cristão: a função do homem na relação com a mulher. Creio que a mulher que se preze (até algumas esquerdinhas doentes) e deseje ter uma relação com um homem para constituir família certamente quererá o homem que Deus orienta na Bíblia, não o homem ‘moderno’ cheio de fricotes, que não mais exerce seu papel de liderança e é ‘castrado psicologicamente’. As funções endócrinas estão sendo suplantadas pelas psicológicas. No caso do homem, ter mais testosterona não surtirá mais efeito, uma vez que a psicologia o tem condicionado a se adequar aos padrões atuais da sociedade, sem os gêneros/sexos naturais estabelecidos por Deus: homem e mulher, que são distintos, mas que se complementam numa união natural e mantenedora da espécie. Se desconstruída essa natureza, logo fica perceptível o intuito de aniquilação dela.”

Sexo oral é fator de risco para o câncer de cabeça e pescoço

doencaNo dia 27 de julho é celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Câncer de Cabeça e Pescoço e o oncologista David Pinheiro Cunha, do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia, faz um importante alerta: existe relação entre sexo oral desprotegido e câncer de cabeça e pescoço. “No Brasil os estudos ainda estão acontecendo, mas já é possível afirmar que o vírus do Papiloma Humano, o HPV, está envolvido em aproximadamente 15% dos casos deste tipo de câncer”, afirma. Segundo o especialista, houve uma mudança no perfil do paciente diagnosticado com câncer de cabeça e pescoço e a infecção pelo vírus HPV está ganhando cada vez mais destaque, ainda que os dois principais fatores de risco sejam o tabagismo e o etilismo. “A infecção crônica pelo HPV tem maior relação com o desenvolvimento do câncer de orofaringe (garganta) e mais raramente em outras partes da cabeça e pescoço. Estudos epidemiológicos norte-americanos revelam uma diminuição de casos novos de câncer de laringe, hipofaringe e cavidade oral nas últimas décadas e isso se deve às campanhas antitabagismo. Na contramão dessa tendência, os casos novos de tumores de orofaringe estão aumentando com evidências que relacionam a elevação à infecção por HPV. Dados sugerem que aproximadamente 70 a 80% dos pacientes com câncer de orofaringe na população norte-americana e europeia são portadoras do HPV”, revela o especialista.

O HPV é o mesmo vírus relacionado ao câncer de colo de útero, vagina, vulva, ânus e pênis. Existem cerca de 150 subtipos de HPV, sendo o mais relacionado ao câncer de cabeça e pescoço o subtipo 16. “Diferentemente dos outros fatores de risco, ele é responsável por câncer em pacientes mais jovens e sem hábito de tabagismo e etilismo. O vírus, assim como a incidência do câncer de orofaringe, é mais frequente em homens”, explica o oncologista.

Os tumores relacionados à infecção pelo vírus HPV apresentam uma melhor resposta ao tratamento, porém, segundo o médico, as estratégias são as mesmas para o câncer não relacionado ao vírus. “As principais opções são a cirurgia, radioterapia e quimioterapia, que são indicadas conforme o tamanho e a disseminação do tumor”, afirma.

De acordo com o especialista, diante da agressividade do tratamento – que frequentemente causa sequelas permanentes – é importante a realização de medidas de prevenção. “Temos duas estratégias efetivas para esse tipo de câncer relacionado ao vírus do HPV. A primeira é o sexo seguro, reforçando a necessidade de uso de preservativos em todos os tipos de prática sexual. A segunda é a vacinação contra o HPV, que além de proteger contra o câncer de orofaringe, tem ação contra os cânceres de colo de útero, vagina, canal anal e pênis”, garante.

A vacinação contra o vírus HPV está disponível Sistema Único de Saúde. As indicações para a vacinação de acordo com o Ministério da Saúde são: meninas e meninos dos 9 aos 14 anos, pacientes com câncer em quimioterapia ou radioterapia, transplantados e portadores de HIV entre 9 a 26 anos.

Estatísticas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam para 2018, 14.700 novos casos de câncer de cavidade oral e 7.670 mil novos casos de câncer de laringe, alcançando, quando somados, o posto de terceiro tumor mais frequente nos homens brasileiros.

(David Pinheiro Cunha é formado em oncologia clínica pela Unicamp, realizou estágio no serviço de oncologia e pesquisa clínica em Northwestern Medicine Developmental Therapeutics Institute, Chicago, Illinois, EUA; é membro titular da Sociedade Americana de Oncologia Clínica)

Nota: No livro Garotas e Sexo, a jornalista Peggy Orestein mostra os números alarmantes da prática do sexo oral cada vez mais precoce entre os adolescentes norte-americanos. Muitos entre eles têm encarado essa prática como parte normal do ato de “ficar”, quase como se não fosse sexo, de fato. E as consequências vão sendo vistas nos crescentes casos de doenças sexualmente transmissíveis (como o HIV e a supergonorreia, por exemplo) e, especificamente para o caso do sexo oral, as alarmantes estatísticas relacionadas com câncer de cabeça causado pelo vírus HPV. Curiosamente, nenhuma autoridade em saúde ou do governo se atreve a dizer que a abstinência seria a melhor prevenção. Ninguém quer se intrometer nos hábitos sexuais das pessoas nem quer ser visto como retrógrado. Vacinas e preservativos têm o seu lugar (fazer o quê?), mas o problema é muito mais sério do que se pensa e tende a piorar cada vez mais com a disseminação de conteúdos pornográficos que estão criando uma nova e pervertida mentalidade sexual. Se os conselhos bíblicos quanto à prática do sexo (heteromonogâmico pós-casamento) fossem seguidos, o sexo seria o que Deus planejou fosse: um presente saudável, sem risco, prazeroso e abençoado dado ao homem e à mulher. Mas as pessoas não estão mais querendo saber disso. E vão colhendo as consequências dessa escolha… [MB]