O que não te disseram sobre o Outubro Rosa

Pais que bebem álcool prejudicam saúde do bebê

bebendoPais e mães que estão pensando em engravidar devem deixar o álcool de lado meses antes da concepção para evitar problemas cardíacos congênitos no feto, diz estudo publicado na European Journal of Preventive Cardiology, uma revista científica da Sociedade Europeia de Cardiologia [na verdade, com base em muitas evidências, todas as pessoas deveriam parar de ingerir álcool]. Essa é a primeira meta-análise que examina o consumo de álcool pelos pais antes da concepção. Até agora, os estudos desse tipo focavam apenas no consumo das mães. As consequências para a formação do bebê foram diferentes dependendo se quem bebia era o futuro pai ou a futura mãe: quando eles bebiam até quatro doses “por sentada” nos três meses antes da concepção, os bebês tinham 44% mais chance de ter problemas cardíacos de formação. Quando eles bebiam cinco doses ou mais, esta porcentagem subia para 52%.

Já quando as mães bebiam no trimestre anterior e no primeiro trimestre da gestação causavam um aumento de 16% no risco do filho ter problemas cardíacos por má-formação. A quantidade de bebida, fosse ela menos ou mais que cinco doses por evento, não fez diferença. “Consumo exagerado de bebida [hoje se sabe que qualquer quantidade é nociva] por pais e mães em potencial é um alto risco e um comportamento que não apenas aumenta a chance de o bebê nascer com um defeito cardíaco, mas também danifica muito a própria saúde”, diz o autor principal, Jiabi Qin, da Escola de Saúde Pública Xiangya (China).

O pesquisador diz que os resultados sugerem que quando casais estão tentando ter um bebê, os homens não devem consumir álcool por pelo menos seis meses antes da fertilização, enquanto mulheres devem parar um ano antes e também durante a gravidez.

Doenças cardíacas congênitas são os problemas mais comuns de formação, com aproximadamente 1,35 milhão de casos por ano. Esses problemas podem aumentar a chance de doenças cardiovasculares mais tarde, mesmo depois de tratamento, e também são as maiores causas de morte perinatal.

Uma em quatro crianças com espectro de desordens fetais alcoólicas têm problemas cardíacos congênitos, o que indica que o álcool pode estar relacionado a esses problemas. […]

(Medicalxpress, via Hypescience

Nota: O ideal sempre será ter um estilo de vida saudável, para o seu bem e o de seus descendentes. A epigenética está aí para provar, mais uma vez, que a Bíblia e os escritos de Ellen White têm razão. [MB]

Leia também: “Fumar maconha: um ato de egoísmo”

Fumar maconha: um ato de egoísmo

maconhaEm mais um capítulo da novela cannabis e o cérebro, a ciência continua confirmando os malefícios provocados por essa droga, não apenas para o indivíduo que a consome, mas também para suas gerações futuras. Em artigo publicado recentemente na Epigenetics (fator de impacto 4,9), pesquisadores da Duke University comprovaram que ratos e seres humanos expostos à cannabis apresentam alterações no gene DLGAP2, que vem sendo reportado na gênese do autismo e da esquizofrenia. Os autores observaram ação de hipometilação desse gene provocada pela cannabis e que fica registrada em áreas de arquivo dentro do material genético a ser repassado pelos pais à sua prole por várias gerações. É uma evidência inicial de que o autismo pode ser “transmitido” epigeneticamente de forma intergeracional, pré-concepcional. Achado muito importante num momento em que a alarmante prevalência crescente do autismo preocupa a todos, desde pesquisadores e clínicos a jovens casais com planos de aumentar a família.

Não bastassem os efeitos deletérios da cannabis ao portador, como ansiedade, depressão, psicose, adição e déficit cognitivo, a droga parece estar entrando para a lista dos vilões de um dos transtornos mais devastadores do desenvolvimento infantil.

Leia o artigo aqui e saiba mais sobre os malefícios da maconha aqui.

Adolescente fica cego por comer besteiras

fast foodEu sei que tem semanas que dá vontade de viver de batata frita, mas essa não é uma boa ideia. Não estou nem falando de ganhar peso ou aumentar suas chances de ter um infarto cardíaco. Parece mentira, mas um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Bristol (Reino Unido) relatou o caso de um jovem que ficou cego de tanto comer besteiras. Sim, isso é possível. O paciente é um garoto inglês de 19 anos. Ele tem uma condição chamada “transtorno alimentar restritivo/evitativo” (TARE), no qual as pessoas toleram apenas certos alimentos. Desde os sete, ele come somente batatas fritas, Pringles, pão branco, fatias de presunto, linguiça e alguns outros alimentos processados. Foi mais ou menos nessa idade que sua mãe descobriu que o jovem não comia os lanches saudáveis que ela fazia para que ele levasse à escola.

Claro que isso gerou algumas questões de saúde – por exemplo, a primeira vez que ele foi a um médico foi aos 14 anos, reclamando de cansaço. Apesar disso, o adolescente tinha IMC e altura normais e não mostrava sinais visíveis de desnutrição. Na época, os profissionais de saúde descobriram que ele tinha baixos níveis de vitamina B12 e anemia, e o trataram com injeções de vitamina. Também lhe deram conselhos dietéticos.

Não ter uma alimentação minimamente balanceada levou a condições muito graves para o paciente, incluindo perda de visão e audição logo aos 15 anos. Por fim, aos 17, o jovem já estava irreversivelmente cego. Além de deficiência de vitamina B12, ele também tinha baixos níveis de cobre, selênio, vitamina D e densidade óssea, e alto nível de zinco.

Os pesquisadores que examinaram seu caso concluíram que ele sofria de neuropatia óptica nutricional, uma disfunção do nervo óptico extremamente incomum em países desenvolvidos, porque alimentos saudáveis são prontamente disponíveis. Nesses casos, a condição é normalmente resultado de problemas intestinais ou medicamentos que interferem na absorção de nutrientes, e é reversível se tratada cedo. Já em países devastados por guerra e fome, pode ser causada por uma dieta pobre. […]

Esse foi considerado um caso extremo, mas os cientistas alertam que, na era das porcarias e do fast food, dieta ruim e ingestão reduzida de minerais pode tornar a neuropatia óptica nutricional mais comum. Também disseram que os veganos devem garantir suplementação de vitamina B12 para evitar deficiências, se for o caso, uma vez que a substância é normalmente obtida de produtos com carne.

“Esse caso destaca o impacto da dieta na saúde visual e física, e o fato de que a ingestão de calorias e o IMC não são indicadores confiáveis do estado nutricional”, resumiram os pesquisadores.

É isso. Escute sua mãe e coma bem, porque ser magro não é sinônimo de saúde e as consequências podem ser terríveis.

O estudo de caso foi publicado na revista científica Annals of Internal Medicine.

(CNN, via Hypescience)

Nota: De fato, trata-se de um caso extremo, mas que ilustra um problema físico e outro de natureza “espiritual” (sublinhei a palavra “espiritual” porque, na verdade, tudo nesta vida tem implicações espirituais, sendo equivocada essa dicotomia). Explico: o aspecto físico é fácil de entender, já que está mais do que provado que realmente “somos o que comemos”, e que nossa condição física depende em grande medida daquilo que compõe nossa dieta. O aspecto espiritual deriva, nesse caso, do aspecto físico, pois tudo o que fazemos com o nosso corpo acaba afetando a mente. No século 19, Ellen White escreveu que é “com a mente [que] servimos ao Senhor” (confira). Hoje se sabe que o lóbulo frontal (no cérebro) é a sede da racionalidade, da tomada de decisões, e se trata de uma espécie de “antena” de conexão com Deus. Portanto, a intemperança de qualquer natureza (dormir pouco, exagerar no tempo gasto com tecnologias de tela, comer mal, não praticar exercício físico, etc.) inevitavelmente afeta nossa mente e nossa comunhão com Deus. Por isso há multidões por aí espiritual e intelectualmente cegas. Não seja esse o nosso caso. Cuidemos da nossa saúde – de maneira integral. [MB]

Quatro países europeus perdem status de eliminação do sarampo

sarampo-600x400Pela primeira vez em sete anos, quatro países europeus perderam o status de eliminação do sarampo. Com isso, cai para 35 o número de países da Europa que mantêm o certificado de eliminação da doença. Os países que perderam o certificado são Reino Unido, Grécia, República Checa e Albânia. A informação foi divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além dos quatro países que perderam o status de eliminação, outros 12 seguem endêmicos para o sarampo e dois conseguiram interromper as transmissões endêmicas, ou seja, entre pessoas que moram na região, garantindo o certificado. A avaliação sobre a situação do sarampo na Europa se baseou em dados de 53 países referentes a 2018 e foi feita por uma comissão regional independente. Os especialistas que integram a comissão avaliaram fatores como vigilância epidemiológica, cobertura de vacinas, resposta a epidemias e alcance das campanhas suplementares de imunização.

De 2018 para cá, a epidemia de sarampo na Europa segue crescendo. Apenas na primeira metade de 2019, foram registrados aproximadamente 90 mil casos da doença infecciosa na região. No ano passado inteiro, foram 84.462 casos. “O restabelecimento da transmissão de sarampo é preocupante. Se uma alta cobertura de imunização não for alcançada em cada comunidade, tanto crianças quanto adultos sofrerão desnecessariamente, e alguns tragicamente poderão morrer”, afirmou Günter Pfaff, presidente da Comissão Regional Europeia para a Eliminação de Sarampo e Rubéola, o grupo responsável pela avaliação recente.

O genótipo prevalente do vírus do sarampo que tem circulado pela Europa é o D8, mesmo sorotipo atualmente circulante em São Paulo. Por isso, é mais provável que a doença tenha sido reintroduzida no Estado de São Paulo a partir de casos provenientes de países europeus do que de casos importados da Venezuela, que levaram aos surtos no Amazonas e em Roraima no ano passado. Segundo o boletim epidemiológico mais recente do Ministério da Saúde, o Estado de São Paulo concentrou 99% dos casos confirmados da doença no Brasil entre 19 de maio e 10 de agosto.

Segundo Marta Heloisa Lopes, professora da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e responsável pelo Centro de Imunizações do Hospital das Clínicas da FMUSP, além da reintrodução a partir de casos importados da Europa, uma das possíveis razões por trás do atual surto de sarampo em São Paulo é a queda nos últimos anos da cobertura da vacina tríplice viral (SCR), que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. A cobertura da vacina tríplice SCR no Brasil era de 90,19% em 2014 e caiu para 76% em 2018; no Estado de São Paulo, passou de 98% para 81% no mesmo período.

Os casos atuais de sarampo são menos frequentes entre crianças. O grupo mais frequente agora é o de jovens e adultos na faixa dos 15 aos 29 anos, justamente o público-alvo das campanhas recentes do Ministério da Saúde. “A vacina monovalente contra sarampo foi licenciada no Brasil em 1967 e sistematicamente distribuída a partir de 1973, sendo que a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) só entrou no calendário do Programa Nacional de Imunização a partir de 1992. Por isso, muita gente pensa que foi imunizada na infância, mas está enganada”, disse Lopes em uma palestra ministrada neste mês no Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMTSP), da USP.

(Jornal da USP)

Nota: Grande parte da culpa pelo retorno dessas doenças antes erradicadas repousa sobre youtubers e blogueiros irresponsáveis que, na caça por visualizações e desejosos de aparecer a todo custo, vivem pregando teorias conspiratórias e sensacionalistas que atraem os incautos. Seria bom que acontecesse com todos esses o que aconteceu com o político italiano Massimiliano Fedriga, militante antivacinas que contraiu catapora e teve que ser internado (veja aqui). Claro que Fedriga pôde contar com os modernos e caros recursos da boa medicina. Mas o que dizer dos menos favorecidos que vivem assistindo a videozinhos na internet e absorvem desinformações de maneira acrítica? No Brasil também há os canais que, junto com os apelos à não vacinação, pregam, por exemplo, absurdos como o terraplanismo e a não ida do homem à Lua. Sim, porque uma conspiração puxa outra. São pessoas que se acham “inteligentistas” acima da média, donos de um conhecimento confiado a poucos privilegiados e iluminados; a nata do saber. São, na verdade, tremendos irresponsáveis que darão contas a Deus pelas vidas que têm colocado em risco, pelos danos que têm causado à sociedade e pela vergonha que têm trazido às causas criacionista, do Design Inteligente a ao cristianismo! [MB]

Leia mais sobre vacinas aqui. Informação correta salva vidas.

Epidemia de Aids cresce e é grave especialmente entre jovens

hivO número de pessoas infectadas pelo HIV no Brasil preocupa: o último relatório divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), referente ao ano de 2016, aponta para um total de 827 mil brasileiros contaminados pelo vírus. Os dados são mais preocupantes entre os jovens de 15 a 24 anos, tanto do sexo masculino quanto do feminino. De acordo com o relatório, o Brasil está vivendo uma epidemia da doença entre jovens de 15 a 24 anos. De 2006 a 2015, a taxa de detecção de casos de Aids entre jovens do sexo masculino com 15 a 19 anos quase que triplicou, passando de 2,4 para 6,9 por 100 mil habitantes. Entre os homens de 20 a 24 anos, a taxa mais que dobrou. O número de casos subiu de 15,9 para 33,1 para cada 100 mil habitantes. Em 2006, para uma mulher que vivia com Aids no Brasil, havia 1,2 caso em homem. Em 2015, a incidência de homens diagnosticados com a doença aumentou muito. Para cada caso de mulher com Aids, havia três casos em homens. Entre as mulheres jovens, assim como entre as acima de 55 anos, também houve aumento no número de casos de infecção. Entre 2005 e 2016, a taxa de detecção de Aids subiu 12,9% entre as mulheres de 15 a 19 anos; 2,7% entre as de 55 a 59 anos; e 24,8% nas que têm 60 anos ou mais.

Em entrevista ao site de notícias da rede britânica BBC, a psicóloga e gerente operacional do Departamento de DSTs/Aids da Paraíba Ivoneide Lucena afirma que esse aumento significativo no número de casos de Aids em idosos se deve à falta de costume em usar preservativos, já que eles nasceram antes da epidemia que aconteceu na década de 1980 e passaram grande parte da vida tendo relações sexuais de forma desprotegida.

 Segundo o Ministério da Saúde, do total de pessoas estimadas com HIV, 87% sabem que são portadoras do vírus. Isso significa que 112 mil convivem com o vírus sem saber. Dentre as pessoas que sabem que têm HIV, apenas 64% estão fazendo tratamento.

Muitas pessoas têm medo de descobrir o vírus no sangue, já que os soropositivos ainda sofrem preconceito e existe um estigma em torno da doença. Por isso, ainda há resistência para a realização de exames e acompanhamento preventivo. Além disso, o estereótipo da pessoa com Aids, que fica magra e debilitada rapidamente, não é mais verdade. Pode demorar mais de dez anos para que o vírus se manifeste no corpo e, assim, o paciente sexualmente ativo que não inclui testes preventivos de HIV nos exames de rotina pode correr o risco de estar infectado sem saber.

 A Aids é uma doença grave e incurável que surge em decorrência da infecção pelo vírus HIV, que é sexualmente transmissível. Ela ataca o sistema imunológico da pessoa e interfere na capacidade do organismo de combater infecções. A forma mais comum de transmissão da doença é durante as relações sexuais desprotegidas, ou seja, sem o uso de preservativo. Além disso, o vírus HIV também pode ser transmitido de mãe para filho durante o parto e quando a pessoa tem contato com sangue contaminado com o vírus. Por isso, é possível contrair o vírus durante transfusões de sangue e no compartilhamento de seringas.

(Giovanna Mazzeo; Vix)

Nota: A mesma nota que eu escrevi para o post “Atriz de série revela que câncer anal foi causado por DST” vale também para a notícia preocupante acima. [MB]

Magra (saudável) e poderosa

magraPara quem pensa que modelo só lê um livro na vida (geralmente o mesmo das misses, O Pequeno Príncipe), Magra & Poderosa (Editora Intrínseca) é uma feliz surpresa. Além de escreverem com leveza e muito bom humor, as ex-modelos Rory Freedman e Kim Barnouin, foram tremendamente espertas ao apelar para um tema que hoje incomoda quase todo mundo (principalmente no país delas, os EUA): a obesidade. Mas não pense que é um livro com aquelas dietas milagrosas e com dicas apenas para os gordinhos. Longe disso. E as autoras mesmas admitem isso na última página:

“Espere! Temos uma confissão a fazer. Na verdade, não damos a mínima para a magreza. Não se assuste nem se aborreça: você definitivamente vai emagrecer se adotar o estilo de vida Magra & Poderosa. Nossa esperança, porém, é que você se torne saudável. Não queremos que ninguém fique obcecada em emagrecer. Quando você se alimenta corretamente e se exercita, sente-se forte, saudável e confiante. Começa a gostar do próprio corpo – não porque emagrece – mas porque se sente bem. Você finalmente estará tratando seu corpo como o templo que ele é.”

Aí é que está a grande sacada das moças, uma das quais é mestre em nutrição: usam apelo de marketing baseado num problema atual (obesidade), mas propõem algo que vai além do emagrecimento puro e simples – a mudança do estilo de vida. E quer saber, deu certo.

Eu voltava de uma viagem e como ainda tinha algum tempo antes de tomar o ônibus para casa, visitei uma livraria em São Paulo. Me deparei com o Magra & Poderosa e, curioso (pois vi um splash amarelo na capa informando que o livro estava em primeiro lugar na lista dos mais vendidos do New York Times), dei uma olhada no sumário. Foi aí que vi que a obra era mais do que a capa apresentava. Mas a capa fisga. Comprei o livro, embarquei no ônibus e tentei impedir que alguém me visse lendo a obra – afinal, poderia parecer estranho um marmanjo enfiado numa leitura como essa (magra e poderosa). Mesmo assim, em um momento de vacilo, uma senhora e uma jovem olharam de soslaio para o livro. A capa e o título realmente fisgam, pensei.

Rory e Kim trabalham muito bem temas como o vegetarianismo, os problemas envolvidos no consumo de leite e ovos e a necessidade de abandonar “porcarias” (elas chamam assim mesmo) como refrigerantes, álcool e café. O capítulo “Carne podre” impressiona quase tanto quanto o documentário “A Carne é Fraca”, do Instituto Nina Rosa. Além de apontarem as desvantagens de uma dieta carnívora para a saúde, as autoras descrevem em detalhes o processo bárbaro de abate dos animais e apresentam o testemunho de pessoas que trabalharam em matadouros. Se você queria mais um empurrãozinho para deixar de comer cadáveres, aqui está um.

Rory e Kim dizem que não pararam de comer carne apenas para emagrecer. “Nós duas nos tornamos vegetarianas depois que ficamos cientes do tratamento dado aos animais nas fazendas.”

Magra & Poderosa me fez pensar também: esse é o tipo de livro que algum de nós, adventistas vegetarianos, deveria ter escrito. Mas não o fizemos. Não do jeito que elas fizeram. E por isso as “pedras” continuam clamando. Pessoas sem muita (ou nenhuma) motivação religiosa estão acordando para as vantagens de uma vida temperante e que respeita a criação.

Tá certo que as autoras volta e meia se referem à “Mãe Natureza” e usam alguns termos um pouco fortes (mas sinceros) e até apimentados. Tirando isso, a obra é dez!

Michelson Borges