Vacina contra a febre amarela: tomar ou não tomar?

vacinaAlguns casos de reações e até de mortes por causa da vacina contra a febre amarela trouxeram de novo à tona questionamentos sobre se é preciso ou não tomar a vacina. Alguns defensores extremistas do estilo de vida saudável chegam ao ponto de pregar contra a vacinação, atraindo a animosidade das autoridades e colocando em risco vidas humanas. Sim, porque a taxa de mortalidade entre os infectados pela febre amarela pode chegar a 50%, ao passo que as reações à vacina em pessoas saudáveis são bem raras – alguns casos entre milhões de vacinados. Por mais que cuidemos da saúde e fortaleçamos o sistema de defesa do organismo, estamos em um mundo perigoso, um verdadeiro laboratório de Satanás. Deus concedeu inteligência ao ser humano para que fossem desenvolvidos procedimentos e medicamentos a fim de minimizar os males deste planeta que agoniza. Dar as costas para esses recursos é ir contra o que a Igreja Adventista ensina e mesmo contra a prática de Ellen White, uma das pioneiras da denominação à qual legou vários escritos sobre saúde

Já falei sobre o assunto da vacinação (contra a H1N1) neste post. Mas gostaria de recomendar mais alguns materiais para ajudar você a tomar sua decisão.

No livro Mensagens Escolhidas, volume 2, página 303, há uma nota de rodapé redigida pelo pastor D. E. Robinson, um dos secretários da Sra. White, com data de 12 de junho de 1931. Ele escreveu o seguinte acerca da atitude dela para com a vacinação: “Pedis informação definida concisa acerca do que a irmã White escreveu sobre vacinação e soro. Esta pergunta pode ser respondida muito concisamente, pois quanto a todos os relatórios que temos, ela não se referiu a isso em nenhum de seus escritos. Haveis de ingressar-vos em saber, porém, que numa ocasião em que houve uma epidemia de varíola na vizinhança, ela mesma foi vacinada e insistiu com seus auxiliares, que tinham ligação com ela, e vacinarem-se. Dando esse passo a irmã White reconheceu que fora demonstrado que a vacinação, ou imuniza contra a varíola, ou atenua grandemente os seus efeitos, se a pessoa a contrai. Também reconheceu o perigo de se exporem ao contágio, caso deixassem de tomar essa precaução.”

Neste texto do Centro White, fala-se sobre raio-x e vacinas. E nestes dois textos (aqui e aqui) você pode conferir a resolução da Igreja Adventista sobre vacinação.

No livro Mensagens Escolhidas, volume 3, página 329, Ellen White escreveu algo interessante: “A Terra foi amaldiçoada devido ao pecado, e nestes últimos dias multiplicar-se-ão insetos de toda espécie. Essas pragas precisam ser mortas, senão elas irão incomodar-nos e afligir-nos, e até matar-nos, e destruir a obra de nossas mãos e o fruto de nossa terra. Nalguns lugares há cupins que destroem inteiramente o madeiramento das casas. Não devem ser destruídos? As árvores frutíferas precisam ser pulverizadas, para que sejam mortos os insetos que estragariam as frutas. Deus nos deu uma parte para desempenhar, e devemos desempenhá-la com fidelidade. Então podemos deixar o resto com o Senhor.”

Note que há a recomendação para o uso de defensivos contra pragas (para horror dos veganos). Vírus e bactérias também são pragas e devem ser combatidos com os recursos que Deus nos permitiu criar contra eles.

Bom senso, equilíbrio e sabedoria nunca são demais. Portanto, ainda que você, por algum motivo, decida não ser vacinado nem tomar remédios, não divulgue isso como se fosse uma atitude que todos devam tomar. A escolha é somente sua. E não espalhe vídeos e áudios contra a vacinação. Isso só atrapalha a missão da igreja e lança dúvidas sobre nossos esforços em favor da saúde do semelhante, uma bandeira que tem caracterizado o adventismo há anos. [MB]

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Falta de sono, excesso de açúcar e doenças emocionais

couplesA falta de sono não vai deixar você apenas irritado e mais suscetível a entrar em discussões – também irá deixar seu corpo com maior risco de uma inflamação relacionada ao estresse. A surpresa é que esse tipo de inflamação, que está associado a um maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes, artrite e outras doenças, também pode atrapalhar seu casamento. “Sabemos que os problemas do sono também estão associados à inflamação e muitas das mesmas doenças crônicas. Então, estávamos interessados em ver como o sono se relaciona à inflamação entre casais, e se o sono de um parceiro afetaria a inflamação do outro”, explicou a Dra. Stephanie Wilson, da Universidade Estadual de Ohio (EUA).

Ela então recrutou 43 casais que, em duas ocasiões, forneceram amostras de sangue e relataram quantas horas haviam dormido nas duas noites anteriores. Depois disso, os casais tinham que resolver juntos um tópico pensado para gerar um conflito entre os dois. Amostras de sangue foram retiradas novamente após a discussão. “Descobrimos que as pessoas que dormiram menos nas últimas noites não acordam com uma inflamação mais elevada, mas tiveram uma maior resposta inflamatória ao conflito. Então, isso nos diz que menos sono aumenta a vulnerabilidade a um elemento estressor”, interpretou Wilson.

Quando os dois parceiros tinham dormido menos de sete horas nas duas noites anteriores, o casal era mais propenso a discutir ou tornar-se hostil durante a solução do conflito hipotético. Para cada hora de sono perdida, os níveis de dois marcadores inflamatórios aumentaram 6% na segunda coleta de sangue, feita após a discussão.

Casais que usaram táticas pouco saudáveis em seu desacordo tiveram uma resposta inflamatória ainda maior – um aumento de cerca de 10% com cada hora a menos de sono. “Qualquer aumento [na inflamação] não é bom, mas um aumento prolongado que não está sendo tratado é que pode se tornar um problema”, disse Wilson. “O que é preocupante é que tanto a falta de sono quanto o conflito conjugal são comuns na vida cotidiana. Cerca de metade dos casais do nosso estudo dormiram menos que as sete horas recomendadas.” (Diário da Saúde)

Um novo estudo mostrou que as dietas com alto teor de açúcar, ligadas ao consumo de refrigerantes e doces, podem estar associadas a um maior risco de problemas mentais comuns, como ansiedade e depressão leve. A pesquisa foi feita com homens. O trabalho, liderado por Anika Knüppel, do University College London (Reino Unido), foi publicada na revista Scientific Reports. “Os resultados mostram efeito adverso de longo prazo na saúde mental dos homens, ligado ao excessivo consumo de açúcar proveniente de alimentos e bebidas doces”, disse Anika ao Estado.

Altos níveis de consumo de açúcar já haviam sido relacionados a uma prevalência mais alta de depressão em diversos estudos anteriores. No entanto, até agora, cientistas não sabiam se a ocorrência do problema mental desencadeava um consumo maior de açúcar, ou se os doces é que levavam à depressão.

Para descobrir se a voracidade por açúcar é causa ou consequência dos problemas mentais, os cientistas analisaram os dados de 8.087 britânicos com idades entre 39 e 83 anos, coletados por 22 anos para um estudo de larga escala. As descobertas foram feitas com base em questionários sobre a dieta e a saúde mental de participantes. Para um terço dos homens – aqueles com maior consumo de açúcar -, houve alta de 23% da ocorrência de problemas mentais após cinco anos, independentemente de obesidade, comportamentos relacionados à saúde, do restante da dieta e de fatores sociodemográficos.

O consumo de açúcar foi medido por 15 itens que incluem refrigerantes, sucos industrializados, doces, bolos, biscoitos e açúcar adicionado ao café. Para homens, foi considerado alto consumo uma quantidade maior que 67 gramas por dia e, para mulheres, acima de 50. A Organização Mundial da Saúde recomenda uso máximo de 50 gramas por dia e aponta que o ideal é não passar dos 25.

Embora o estudo seja com homens e mulheres, a associação entre açúcar e doenças mentais apareceu apenas no grupo masculino. “Esse resultado foi bastante inesperado e não conseguimos encontrar boa explicação para isso. Mas não é impossível que os resultados também se apliquem a mulheres. Estudo americano em 2015, exclusivamente com mulheres, também encontrou associação entre alto consumo de açúcar e depressão”, disse Anika.

Segundo ela, há várias explicações biológicas plausíveis para a associação. A principal delas é que o açúcar reduz os níveis do chamado fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, na sigla em inglês), que ajuda no desenvolvimento de tecidos cerebrais. “O BDNF tem sido discutido como um facilitador da atrofia do hipocampo em casos de depressão”, disse Anika.

Para Paulo Mattos, neurocientista do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, é preciso pesquisar mais para uma conclusão definitiva. “O estudo se refere a quadros de ansiedade e depressão bastante leves e gradativos. Mesmo em um estudo que abrange mais de 20 anos, é difícil dizer se antes desse recorte as pessoas já tinham sintomas.” (Estadão)

Capa6peqNota: A Igreja Adventista do Sétimo Dia está promovendo na América do Sul e em vários outros países uma campanha de distribuição gratuita em massa do livro O Poder da Esperança: Segredos do bem-estar emocional. Escrito pelo psicólogo espanhol Julián Melgosa e pelo jornalista Michelson Borges, o livro traz recursos úteis e comprovados para enfrentar o estresse, a depressão, a ansiedade, os vícios e vários outros problemas que têm relação com a saúde emocional. Um dos capítulos trata também do drama do suicídio e apresenta dicas importantes de como lidar com essa triste realidade. Saiba mais sobre esse livro no site www.opoderdaesperanca.com.br ou peça o seu na igreja adventista mais próxima.

CNN deixa de contar real motivo de Michael Phelps não ter se suicidado

phelpsMichael Phelps contou sobre sua luta com a depressão no Kennedy Forum, evento realizado em Chicago nesta semana para discutir saúde mental. “Você contempla o suicídio”, disse ele ao público. O atleta explicou que para levar 23 medalhas olímpicas para casa, foi necessário muito trabalho duro e persistência. “Eu estava sempre com fome de mais, fome de mais, e eu queria mais. Eu queria me superar para ver qual era o meu máximo. Mas depois de cada Olimpíadas eu caía em um grande estado de depressão”, relembrou ele em entrevista ao estrategista político David Axelrod, comentarista da CNN dos EUA.

Phelps começou a notar um padrão de emoção que, segundo ele, não parecia certo. Isso sempre acontecia em uma determinada época do ano, no começo de outubro ou novembro. “Eu diria que minha primeira crise de depressão aconteceu em 2004”, aponta ele. Naquele ano, ele foi multado por dirigir sob efeito de substâncias entorpecentes.

Algumas semanas depois das Olimpíadas de 2008, ele foi fotografado usando um cachimbo de vidro para maconha, e na época se desculpou pelo comportamento. Segundo ele, drogas pareciam uma solução para escapar de “seja lá o que eu estivesse fugindo”. “Eu estava me automedicando, basicamente todos os dias, para tentar consertar seja lá o que eu estivesse tentando evitar.”

Phelps diz que as ótimas performances nas Olimpíadas de 2004, 2008 e 2012 eram “explosões”, seguidas por quedas. A maior queda, conta ele, foi a que aconteceu em 2012. “Eu não queria mais estar no esporte… eu não queria mais estar vivo.”

Ele relata que ficava deitado em seu quarto por três a cinco dias seguidos, sem comer, praticamente sem dormir e “só não querendo estar vivo”. Foi aí que ele percebeu que precisava de ajuda. “Lembro do primeiro dia de tratamento. Eu estava tremendo, tremendo porque estava nervoso sobre as mudanças que viriam. Eu precisava descobrir o que estava acontecendo.” Na primeira manhã de tratamento, uma enfermeira o acordou às 6h e o orientou a olhar para a parede, onde estavam oito figuras representando diferentes emoções. “Olhe para a parede e diga o que você sente”, disse ela. “Como você acha que eu me sinto agora? Estou muito bravo. Não estou feliz. Não sou uma pessoa que gosta de acordar cedo”, respondeu ele para a enfermeira. Phelps relatou a experiência entre risadas.

Assim que ele começou a falar sobre seus sentimentos, porém, tudo melhorou. “A vida ficou mais fácil. Eu disse a mim mesmo várias vezes: ‘Por que não fiz isso há dez anos?’ Mas eu não estava pronto.”

Depois de toda essa experiência, Phelps decidiu implementar gerenciamento de estresse nos programas oferecidos pela fundação Michael Phelps e também nos Clubes de Meninos e Meninas da América. Hoje ele vê que contar sua história para outras pessoas pode ajudá-las a procurar ajuda. “E isso é muito mais poderoso. Esses momentos e emoções são anos-luz melhores que ganhar uma medalha de ouro nas Olimpíadas”, diz ele. “Sou extremamente grato por não ter tirado minha vida.”

(CNN, via Hypescience)

Nota 1: Foi muito bom a CNN contar a história de superação do campeão norte-americano e de seu envolvimento nocivo com as drogas, mas a rede de comunicação deixou de contar algo muito importante, frequentemente deixado de lado por canais de TV, emissoras e sites seculares. Veja a história completa no vídeo a seguir:

Capa6peqNota 2: A Igreja Adventista do Sétimo Dia está promovendo na América do Sul e em vários outros países uma campanha de distribuição gratuita em massa do livro O Poder da Esperança: Segredos do bem-estar emocional. Escrito pelo psicólogo espanhol Julián Melgosa e pelo jornalista Michelson Borges, o livro traz recursos úteis e comprovados para enfrentar o estresse, a depressão, a ansiedade, os vícios e vários outros problemas que têm relação com a saúde emocional. Um dos capítulos trata também do drama do suicídio e apresenta dicas importantes de como lidar com essa triste realidade. Saiba mais sobre esse livro no site www.opoderdaesperanca.com.br ou peça o seu na igreja adventista mais próxima.

Cientistas europeus tomam decisão conjunta contra homeopatia

homeoHá muitas curas medicinais antigas que já não usamos. Não consumimos mais pó de múmia, por exemplo – pedaços de cadáveres humanos mumificados triturados que costumavam ser vendidos como produtos curativos. Geralmente, não usamos sanguessugas – pelo menos a maioria de nós. Mas, de alguma forma, alguns médicos ainda estão empregando medicina homeopática, uma prática desacreditada do século 18. A homeopatia descreve todo um sistema de medicina alternativa elaborado pelo médico Samuel Hahnemann em 1796 com base em um princípio de que o “semelhante cura o semelhante”. Essencialmente, Hahnemann acreditava que uma doença pode ser curada utilizando-se a mesma substância que causa seus sintomas, mas diluída em proporções infinitesimais. Isso pode soar parecido com as vacinas – micróbios enfraquecidos usados ​​para treinar o sistema imunológico do corpo –, mas não é.

Basicamente, os homeopatas encontram uma substância a partir de uma lista de muitos remédios e, em seguida, o diluem muito bem em alguma solução, água ou alguma outra substância, e os pacientes ingerem para curar os sintomas. Isso é bom porque, em última análise, o efeito placebo pode curar muito, sintomaticamente. Mas quando os remédios homeopáticos são oferecidos no lugar do tratamento do câncer, as coisas mudam de figura. Na semana passada, o Conselho Consultivo de Ciências das Academias Europeias emitiu uma declaração: depois de analisar as pesquisas, determinaram que não há evidências robustas e reprodutíveis que respaldam a eficácia da homeopatia para qualquer das doenças que ela deveria tratar.

Os cientistas europeus não querem proibir os medicamentos homeopáticos de forma definitiva. Em vez disso, eles querem garantir que os consumidores estejam mais bem informados e que os fornecedores sejam abertos sobre as evidências que respaldam a eficácia dos produtos.

No entanto, a decisão do conselho não é a lei. “Não acho que vá haver diminuição no interesse em tratamentos homeopáticos”, diz Arthur Caplan, bioeticista da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York. “Especialmente considerando as alegações na internet em relação à sua eficácia.”

Obviamente, as misturas superdiluídas são seguras, e os sites de homeopatia enfatizam isso. Esse não é o caso se você tiver uma doença que ameace a vida – novamente, alguns sites suspeitos afirmam que os remédios homeopáticos podem tratar o câncer. Independentemente disso, o comitê deve ajudar a orientar os órgãos reguladores da União Europeia enquanto estes tomam decisões sobre a prática.

(Gizmodo, via Hypescience)

Leia mais sobre homeopatia aqui.

Ao encontro das necessidades

livro-missionarioLivro que será distribuído pela igreja no próximo ano apresenta segredos para o bem-estar emocional e tem até viés criacionista

Os transtornos psicológicos estão entre os principais vilões da atualidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima, por exemplo, que há mais de 100 milhões de pessoas deprimidas no planeta e que 33% da população mundial sofre de ansiedade. Considerando o impacto das doenças emocionais na sociedade, nas famílias e na saúde pública, a igreja preparou um livro sobre o tema para ser distribuído em grande escala no próximo ano. Intitulada O Poder da Esperança, a obra escrita por Julián Melgosa, psicólogo e autor de artigos e livros na área da saúde emocional, e Michelson Borges, pastor e jornalista que atua como editor da revista Vida e Saúde, mostra como prevenir e superar a ansiedade, a depressão, o estresse, os traumas psíquicos, o sentimento de culpa e os vícios, além de revelar a importância da espiritualidade nesse processo. Nesta entrevista concedida à Revista Adventista, Michelson Borges fala sobre os recursos didáticos que o livro oferece e sugere maneiras de a igreja ampliar o alcance do material.

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Homeopatia perde mais uma batalha

homeopatiaOs remédios homeopáticos são vendidos em milhares de lojas de saúde no mundo como extratos, tônicos, pílulas e pastas. A origem da homeopatia pode ser atribuída a um médico alemão do século 18 chamado Samuel Hahnemann, que teorizou que tomar doses extremamente diluídas do que está causando uma doença pode curar. Dois anos atrás, o professor e pesquisador australiano Paul Glasziou analisou cerca de 200 estudos científicos sobre a eficácia do tratamento homeopático para 68 condições de saúde, que vão desde a artrite até o HIV. No geral, o tratamento não teve “efeito discernível” em nenhuma dessas condições, o que levou Glasziou a concluir que a homeopatia era “um fim de semana terapêutico”. Desde então, o sistema de saúde do governo da Grã-Bretanha (NHS) continuou pagando para milhares de pacientes receberem tratamento homeopático. Mas em 21 de julho, o NHS incluiu a homeopatia em um extenso relatório sobre itens que os médicos de cuidados primários não devem prescrever. Isso efetivamente proíbe os pacientes de usar fundos governamentais para o tratamento homeopático.

O NHS atualmente gasta mais de 92.412 libras esterlinas (quase R$ 400 mil) em prescrições de homeopatia a cada ano, de acordo com o relatório. Mas os autores citam uma “falta de evidência robusta de eficácia clínica” para o tratamento e sugerem que os médicos devem parar de prescrevê-lo.

Simon Stevens, diretor executivo do NHS, disse em uma declaração anunciando a decisão que a homeopatia é “no melhor dos casos um placebo”. Ele chamou a decisão anterior de receitar esses remédios de “um mau uso dos escassos fundos do NHS, que poderiam ser mais devotados aos tratamentos que funcionam”.

O governo dos EUA também não apoia o tratamento – no ano passado, a Comissão Federal de Comércio divulgou diretrizes que exigem que os produtores de tratamentos homeopáticos agreguem um aviso à sua embalagem dizendo que “não há provas científicas de que o produto funciona”.

Em todo o mundo, no entanto, a homeopatia continua a ser uma indústria em expansão. “Posso entender por que Samuel Hahnemann – o fundador da homeopatia – ficou insatisfeito com o estado das práticas da medicina do século 18, como a sangria e a purga, e tentou encontrar uma alternativa melhor”, escreveu Glasziou em uma postagem de blog para a revista médica The BMJ, depois de publicar sua pesquisa. “Mas eu acho que ele ficaria desapontado com o fracasso coletivo da homeopatia em continuar suas investigações inovadoras, mas, em vez disso, continuar a perseguir um beco sem saída terapêutico.”

(Hypescience)

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Cuidado com dietas, terapias e tratamentos mágicos

Young woman eating saladHá mais de um século a Igreja Adventista do Sétimo Dia, com base na Bíblia e nos escritos de Ellen White, vem promovendo os chamados oito remédios naturais (que eu tenho chamado de “oito dicas do Fabricante”): água, luz solar, ar puro, exercício físico, repouso adequado, alimentação natural, equilíbrio e confiança em Deus. É claro que, para adotar um estilo de vida pautado por essas recomendações, é preciso tomar decisões e ser perseverante. No entanto, os resultados compensam o esforço: maior longevidade e uma vida mais saudável. Pesquisas têm confirmado que esse estilo de vida funciona, basta mencionar os dados divulgados por universidades como a de Loma Linda, na Califórnia, e do Estudo Advento, da USP. Adventistas que utilizam os oito remédios naturais podem viver até uma década a mais que o restante da população. Só que, como dá algum trabalho comer de maneira saudável, dormir mais cedo e praticar exercícios, por exemplo, há pessoas que preferem apelar para “atalhos” e dar ouvidos a conselheiros que as afastam das orientações inspiradas. Aí adotam modismos dietéticos e comportamentais e acabam colhendo os frutos amargos disso.

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