Covid e varíola dos macacos: quando os conselhos de Deus são desprezados

É preciso usar máscara para a varíola do macaco?

“Essa é a pergunta que mais tenho recebido nas últimas semanas; então vamos esclarecer com argumentos científicos abaixo”

variola-dos-macacos

O Monkeypox (varíola dos macacos) é um vírus DNA bem maior e mais pesado que os vírus respiratórios tradicionais (que geralmente são de RNA, como os coronavírus). Esse vírus não consegue realizar uma transmissão em aerosol ou gotícula eficaz em condições normais. Os casos confirmados até agora no Brasil circularam em diversos ambientes, e absolutamente ninguém que teve contato eventual desenvolveu a doença.

A Via de transmissão do Monkeypox é de pessoa para pessoa, e necessariamente envolve contato físico prolongado com as secreções contaminadas – consequentemente, máscaras NÃO são mecanismos de proteção. A transmissão de humano para humano do pode ocorrer de várias maneiras, mas a principal via é o contato direto com os fluidos corporais e as feridas infecciosas ou crostas.

O artigo publicado na semana passada no The New England Journal of Medicine relatou 528 infecções diagnosticadas entre 27 de abril e 24 de junho de 2022, em 43 locais em 16 países. No geral, 98% das pessoas com infecção eram homens gays ou bissexuais, 75% eram brancos e 41% tinham infecção pelo vírus HIV. Suspeita-se que a transmissão tenha ocorrido através da atividade sexual em 95% das pessoas com infecção. Nessa série de casos, 95% das pessoas apresentaram erupção cutânea, 73% lesões anogenitais e 41% lesões mucosas. As características sistêmicas comuns que precedem a erupção incluem febre, letargia, mialgia e cefaleia, linfadenopatia também foi comum.

Infecções sexualmente transmissíveis concomitantes foram relatadas em 109 de 377 pessoas (29%) que foram testadas.

O DNA do vírus Monkeypox foi detectado em 29 das 32 pessoas nas quais o fluido seminal foi analisado. O tratamento antiviral foi administrado a 5% das pessoas em geral, e 70 foram hospitalizados; os motivos de internação foram o manejo da dor, superinfecção de tecidos moles, faringite limitando a ingestão oral, lesões oculares, lesão renal aguda, miocardite e fins de controle de infecção. NENHUMA morte foi relatada.

(Benedito Rodrigues da Silva Neto, doutor em Medicina Tropical e Saúde Pública; Instagram)

Deus aprovou o consumo de bebida forte?

“Comprem tudo o que quiserem: vacas, ovelhas, vinho ou bebida forte.” Deuteronômio 14:26

O “vinho” e a “bebida forte” mencionados nestes versículos eram fermentados. No passado, muitas vezes Deus relevou a ignorância que motivava práticas que Ele não aprova. Mas, finalmente chega a hora quando Deus “notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (At 17:30). Então, os que persistem no erro, a despeito de conselhos e advertências, não mais “têm desculpa do seu pecado” (Jo 15:22). Antes disso, não tinham pecado e Deus não os considerava responsáveis mesmo que suas ações estivessem longe de ser ideais. A longanimidade se estende a todos mesmo os que “não sabem o que fazem” (Lc 23:34). Como Paulo, que perseguiu a igreja “na ignorância, na incredulidade”, eles podem obter misericórdia (1Tm 1:13).

Deus tolerou que os israelitas tivessem escravos, mas os protegia contra injustiças (Êx 21:16, 20). Mesmo na igreja cristã, a escravidão não foi abolida de imediato, mas os senhores eram instruídos a tratar bem seus escravos (Ef 6:9; Cl 4:1).

Do mesmo modo, Deus nunca aprovou o divórcio e a poligamia. “Não foi assim desde o princípio” (Mt 19:8). Deus, porém, tolerou isso por certo tempo e deu instruções designadas a salvaguardar os direitos das mulheres, para diminuir o sofrimento que resultava dessas práticas e proteger o casamento de abusos maiores (Êx 21:7-11; Dt 21:10-17). Se, por um lado, Deus não proibiu Abraão de ter uma segunda esposa, Agar, por outro, Ele não o protegeu dos males que resultaram dessa ação.

“Por intermédio de Moisés, Deus promulgou leis destinadas, não a abolir diretamente a poligamia, mas a desencorajá-la (Lv 18:18; Dt 17:17), a restringir o divórcio (Dt 22:19, 29; 24:1) e a elevar a norma da vida matrimonial (Êx 20:14, 17; Lv 20:10; Dt 22:22). Cristo deixou claro que as disposições do AT acerca da poligamia e do divórcio não eram ideais, mas sim uma solução temporária tolerada por Deus “por causa da dureza do vosso coração” (Mt 19:4-8). Cristo afirmou que o ideal de um lar cristão (Mt 19:9) sempre foi a monogamia (Mt 19:4-6; 1Tm 3:2; Tt 1:6). O cristão não deve ter dúvidas quanto à vontade de Deus nessas questões, e, portanto, não tem nem a limitada desculpa da época do AT.

O mesmo pode ser dito sobre o vinho e a bebida forte. Nenhum era estritamente proibido, exceto para quem desempenhava tarefas religiosas e também para os que se ocupavam na administração da justiça (Lv 10:9; Pv 31:4, 5). O mau do “vinho” e da “bebida forte” foi claramente assinalado, e o povo foi aconselhado a se abster dessas bebidas (Pv 20:1; 23:29-33). Uma maldição foi pronunciada sobre os que incitassem outros a beber (Hc 2:15). Paulo afirma: “Quer comais, quer bebais, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31); ele adverte que Deus destruirá os que destroem o corpo (1Co 3:16, 17). As bebidas embriagantes “destroem o santuário de Deus” e seu uso não pode ser considerado um meio de glorificar a Deus (1Co 6:19, 20; 10:31). Paulo abandonou o uso de tudo o que era prejudicial ao corpo (1Co 9:27). Não há desculpa para o argumento de que não há nada de errado em usar bebida alcoólica, alegando-se que Deus uma vez permitiu isso. Como observado, Ele também permitiu práticas como a escravidão e a poligamia. A Bíblia adverte que os “bêbados” não “herdarão o reino de Deus” (1Co 6:10).

(Comentário Bíblico Adventista, v. 1 – Casa Publicadora Brasileira)

Leia também: “Bebidas alcoólicas: uma abordagem bíblica”

OMS recomenda redução de parceiros sexuais para evitar transmissão da varíola dos macacos

Doença foi inicialmente transmitida principalmente por meio de relações sexuais entre homens

variola

A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu, em recomendação, que as pessoas diminuam o número de parceiros sexuais com o intuito de diminuir a transmissão da varíola dos macacos em todo o mundo. Conforme o médico Hans Kludge, diretor regional da OMS para a Europa, o surto da doença estaria se espalhando mais rápido por conta da atividade sexual, em grande parte por meio de homens que fazem sexo com homens. “Muitos, mas não todos os casos, relatam parceiros sexuais fugazes ou múltiplos, às vezes associados a grandes eventos ou festas”, explicou em nota oficial. 

Apesar do surto, a doença não é nova. A varíola dos macacos foi diagnosticada pela primeira vez em seres humanos em 1970 e acredita-se que ela é transmitida, principalmente, por meio do sexo sem proteção ou por meio do contato com lesões de pessoas doentes.

Os primeiros sintomas da doença são febre, dor no corpo, dor de cabeça e nas costas, além do inchaço nos linfonodos, exaustão, calafrios e bolinhas que aparecem no corpo inteiro.

Primariamente, a varíola passa por contato com esquilos ou macacos infectados, sendo mais comum em países africanos. Até então, cientistas delimitam que a taxa de mortalidade é de 1 a cada 10 infectados, semelhante à primeira cepa da Covid-19.

Entretanto, os especialistas acreditam que o risco de um grande surto é baixo. Parecida com a varíola já conhecida no mundo, a vacina contra a doença também serve para evitar a contaminação.

(Diário do Nordeste)

Nota: Se o ser humano obedecesse às orientações dadas por Deus em Sua Palavra, a Bíblia Sagrada, tudo seria diferente. Essa recomendação da OMS só reforça isso, pois, se o sexo fosse praticado da forma como a Bíblia recomenda, essa e muitas outras doenças transmitidas por via sexual não assolariam a humanidade. [MB]

Com a chegada do Carnaval autoridades se preocupam com proliferação das DSTs

Todos os dias, mais de um milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de doenças como clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis. “São doenças transmitidas pela relação sexual sem proteção. Com o Carnaval se aproximando, época em que muitos caem na folia e abusam do álcool, nunca é demais reforçar a importância do uso de preservativo”, alerta o Dr. Carlos Moraes, ginecologista e obstetra pela Santa Casa (SP), membro da Febrasgo e especialista em Perinatologia pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, e em Infertilidade Conjugal e Ultrassom em Ginecologia e Obstetrícia pela Febrasgo, e médico nos hospitais Albert Einstein, São Luiz e Pro Matre.

Para que você entenda o risco de não se prevenir, o Dr. Carlos lista as DSTs e os danos causados à saúde:

HIV

É a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causadora da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+.

Sífilis

Infecção causada pela bactéria Treponema pallidum. Surge 20 a 30 dias após o contato sexual, como uma úlcera genital indolor. A úlcera desaparece após alguns dias, mas, se não tratada a doença, pode evoluir para estágios mais avançados, podendo levar à morte.

Gonorreia

Causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae. O quadro clínico é variado na mulher, podendo ser “silenciosa” (assintomática), até causar quadro grave de cervicite (inflamação da cerviz, cérvix ou cérvice, que é a parte mais estreita do colo uterino).

Tricomoníase

É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher, causa corrimento esverdeado, abundante e fétido. Não há sintomas em homens.

Clamídia

Bactéria que pode causar desde um discreto corrimento até Doença Inflamatória Pélvica, que se caracteriza por febre e intensa dor pélvica. Se não tratada, pode evoluir para sepse e morte.

Condiloma acuminado

É causada pelo Human Papiloma Vírus (HPV), que está relacionada ao câncer de colo do útero e ao câncer do pênis. Na vulva e no pênis, se caracteriza por pequenas verrugas.

Herpes simples

Infecção viral que se manifesta através do surgimento de pequenas bolhas muito doloridas ao redor da boca ou dos lábios genitais, que estouram e formam lesões crostosas.

Cancro mole

Causada pela bactéria Haemophilus ducrey. O quadro clínico se caracteriza pelo aparecimento de lesões dolorosas na região genital. A secreção dessas feridas pode contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo.

Mycoplasma genitalium

É uma bactéria de transmissão sexual que causa doença semelhante à clamídia e à gonorreia, mas com uma secreção mais transparente.

Hepatite B e hepatite C

São transmitidas, principalmente, pelo contato com sangue contaminado, mas também por relação sexual. A transmissão sexual da hepatite C é pouco frequente, com menos de 3% em parceiros estáveis, mas ocorre em pessoas com múltiplos parceiros, sem uso de preservativo. Além disso, a coexistência de alguma DST – inclusive o HIV – é um importante facilitador dessa transmissão.

HTLV (Vírus Linfotrópico T humano)

Há dois subtipos: HTLV-1, que pode causar um quadro raro de leucemia e de doenças neurológicas, e o HTLV-2, com quadro clínico ainda não estabelecido.

(FGR Assessoria de Comunicação)

Reafirmando a resposta da Igreja Adventista do Sétimo Dia à Covid-19

Líderes adventistas compartilham comunicado sobre a posição atual da Igreja

vacina

Este documento foi produzido pela administração da Associação Geral, Instituto de Pesquisa Bíblica, Ministério da Saúde da Associação Geral, Departamento de Relações Públicas e Liberdade Religiosa, Escritório do Advogado Geral da Associação Geral e Centro de Saúde da Universidade de Loma Linda. Ele se baseia na declaração de imunização votada em abril de 2015 e confirma tanto esta última declaração quanto as informações sobre as vacinas de covid-19 compartilhadas em 22 de dezembro de 2020.

A pandemia de covid-19 é a maior crise de saúde pública dos últimos 100 anos. Ela devastou populações em todo o mundo e afetou gravemente a saúde física, espiritual, mental, emocional e relacional. Em seu encalço, seguem isolamento, surtos recorrentes, problemas econômicos e morte. Somos confrontados com medidas de mitigação, como o uso de máscara, distanciamento social (físico), lavagem das mãos, detecção precoce, teste e rastreamento de contato, que se tornaram parte de nossa vida diária.

Em meio a este tempo de crise e perturbação, a Igreja Adventista do Sétimo Dia está comprometida com a missão de exaltar Cristo, Sua Palavra, Sua justiça e a proclamação de Suas três mensagens angélicas ao mundo na preparação de pessoas, por meio do poder do Espírito Santo, para a breve volta de Jesus. A mensagem de saúde é o braço direito do evangelho e, portanto, um estilo de vida saudável tem sido uma parte importante das crenças da Igreja Adventista desde seus primeiros anos. Ainda estamos comprometidos em viver, compartilhar e promover uma vida saudável, conforme expresso pela mensagem adventista de saúde integral confiada à Igreja. Os estudos adventistas de saúde confirmaram os benefícios inequívocos do aumento da longevidade e da qualidade de vida por meio da implementação de tais práticas de saúde. Isso inclui uma dieta vegetariana balanceada, exercícios regulares, beber água em quantidade adequada, exposição cuidadosa ao sol, ar puro, abstinência de álcool, fumo e outras substâncias prejudiciais, descanso e sono adequados e, mais importante, confiança em Deus. Essas práticas aumentam e mantêm a imunidade saudável. Além dos benefícios dos princípios de estilo de vida saudável e práticas preventivas de saúde pública, a Igreja afirma e recomenda o uso responsável de vacinas como uma importante medida de saúde pública, especialmente durante uma pandemia. Ao mesmo tempo, a Igreja respeita os direitos de liberdade de escolha dos indivíduos que optam por não ser vacinados.

[Continue lendo.]

Não há quantidade de álcool boa para o coração, diz Federação Mundial do Coração

Em um movimento ousado, a Federação Mundial do Coração (WHF, na sigla em inglês) divulgou um guia, nesta quinta-feira, dizendo que nenhuma quantidade de álcool é boa para o coração.

alcool

“Na Federação Mundial do Coração, decidimos que era imperativo nos pronunciarmos sobre o álcool e os danos à saúde, bem como danos sociais e econômicos, pois há uma impressão na população em geral, e até mesmo entre os profissionais da saúde, de que seria algo bom para o coração”, disse Beatriz Champagne, presidente do comitê de advocacia que produziu o relatório. “Não é, e as evidências têm mostrado cada vez mais que não há nível de consumo de álcool que seja seguro para a saúde”, complementa Champagne, que é também diretora executiva da Fundação InterAmericana do Coração (IAHF, na sigla em inglês), organização dedicada à prevenção de doenças cardíacas e AVC nas Américas. […]

“Resumidamente, nossa posição é que estudos mostrando efeito cardioprotetor significativo do consumo de álcool em geral têm sido observacionais, inconsistentes, financiados pela indústria do álcool e/ou não são sujeitos a controle randomizado — um tipo de estudo científico. Além disso, qualquer potencial efeito cardioprotetor é negado pelos riscos e danos já bem documentados, resultando em nosso julgamento de que nenhuma quantidade de consumo [de álcool] pode ser considerada boa para a saúde do coração.” […]

A Federação Mundial do Coração é uma organização de defesa da saúde com sede em Genebra, Suíça, que representa centenas de associações do coração mundiais. Ela lançou o novo guia de política “O Impacto do Consumo de Álcool na Saúde Cardiovascular: Mitos e Medidas” para contrariar relatos de que um pouco de álcool é bom ou até mesmo que faz bem para a saúde do coração.

Segundo o relatório, ingerir álcool aumenta o risco de vários problemas cardiovasculares, incluindo doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial, acidente vascular cerebral e aneurisma da aorta. Qualquer quantidade de álcool, não apenas em grande quantidade, pode levar à perda de uma vida saudável, diz.

“Nas últimas décadas, a prevalência de doenças cardiovasculares quase dobrou, e o álcool tem sido protagonista na incidência de grande parte delas”, reporta o documento.

Doença cardiovascular é a principal causa de morte no mundo, afetando desproporcionalmente pessoas de baixo nível socioeconômico. Em 2019, quase 2,4 milhões de mortes — não somente relacionadas ao coração — podem ser atribuídas ao álcool, segundo o relatório. O álcool também afeta negativamente a saúde mental.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu uma redução relativa de 10% no uso per capita de álcool entre 2013 e 2030, mas o relatório disse que a falta de investimento em estratégias comprovadas de redução de álcool, além da desinformação da indústria, impediu o progresso em direção a esse objetivo.

“O retrato do álcool como necessário para uma vida social animada desviou a atenção dos problemas do uso do álcool, assim como as alegações frequentes e amplamente divulgadas de que o consumo moderado, como um copo de vinho tinto por dia, pode oferecer proteção contra doenças cardiovasculares”, disse, em um boletim de imprensa, Monika Arora, membro do comitê de advocacia da WHF e coautora do guia de política. “Essas alegações são, na melhor das hipóteses, desinformação e, na pior, uma tentativa da indústria do álcool de enganar o público sobre o perigo de seu produto.”

(CNN Brasil)

Uso da maconha diminui inteligência do usuário

O neurocientista Fabiano de Abreu e o psicólogo André Barbosa afirmam que a Cannabis sativa compromete a sinalização neural e prejudica a memória.

A partir de estudos sobre o efeito da Cannabis sativa (popularmente conhecida como maconha) no cérebro, o PhD neurocientista, biólogo e historiador Fabiano de Abreu concluiu em seu artigo que o uso crônico via fumo dessa substância diminui a inteligência do usuário. O neurocientista explica que na maconha inalada via fumo há uma substância psicoativa chamada de Tetra-hidrocanabinol (THC) que altera a capacidade cognitiva do usuário, provocando sintomas como perda de memória e redução da velocidade de raciocínio. 

De acordo com Fabiano, o conceito de inteligência geral foi desenvolvido para definir habilidades gerais, tais como memória e capacidade mental que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar e resolver problemas. Fabiano analisa que pacientes que fazem uso crônico da Cannabis sativa (maconha) inalada por fumaça apresentam alterações comportamentais, tais como “lentidão, falta de memória, falta de localização espacial, perda de motivação e falta de raciocínio lógico; são comportamentos apresentados por usuários contínuos”, sinaliza o neurocientista e professor da Logos University International (UniLogos).

Como metodologia de pesquisa, o neurociência consultou artigos em bases científicas e também entrevistou psicólogos: “Por meio de entrevista com os cinco psicólogos, foi relatado que seus pacientes crônicos usuários da substância afirmaram ter dificuldade no aprendizado, apresentando perda de memória, dificuldades em permanecer concentrados em determinada função e alterações nas funções cognitivas”, afirma o especialista. 

“Atualmente, existem evidências de que usuários de maconha podem sofrer problemas no processamento da memória a curto prazo. A hipótese é de que a Cannabis sativa compromete a sinalização neural quando se liga aos receptores responsáveis pela memória no cérebro. Consequentemente, pode afetar a  capacidade de aprendizagem e até mesmo desencadear problemas de concentração”, afirma o neurocientista. Além das alterações cognitivas, o psicólogo André Barbosa descreve outros efeitos da Cannabis sativa na saúde mental: “O uso de maconha potencializa o desenvolvimento de psicoses como a esquizofrenia, e pode ativar, em jovens, o transtorno afetivo bipolar, síndrome do pânico e também a depressão.”

Que tipo de vinho Paulo pediu que Timóteo bebesse?

Gostaria que me explicassem 1 Timóteo 5:23, onde Paulo dá um conselho a Timóteo para que bebesse “um pouco de vinho”. É apenas suco de uva ou é vinho alcoólico? – O.C.

uva

Esse texto paulino tem sido frequentemente usado por aqueles que desejam fazer a Bíblia apoiar o consumo de bebidas alcoólicas. Alguns chegam a dizer que o problema seria a ingestão de “muito” vinho, ao passo que apenas “um pouco” não seria problema. Mas o que realmente Paulo teria aconselhado Timóteo a fazer? Primeiramente, deve-se notar o contexto no qual está inserido o texto (lTm 5:23). Ele está na seção “Conselhos”, que vai de 1 Timóteo 4:7-5:23, sendo o último verso de uma série de conselhos dados pelo apóstolo Paulo. No caso do que foi dado a Timóteo, vê-se que se trata de uma recomendação a alguém com problemas de estômago e acometido por outras enfermidades não mencionadas. Então, o conselho tem que ver com uma situação médica e um doente, e não com os membros da igreja indiscriminadamente.

Há basicamente duas hipóteses quanto ao vinho recomendado para as enfermidades de Timóteo: (1) seria vinho alcoólico; (2) seria vinho sem álcool, o puro suco de uva. Às vezes, uma palavra no idioma original ajuda a esclarecer determinado texto bíblico, mas tal não acontece com 1 Timóteo 5:23, onde “vinho” é tradução da palavra grega oinos – palavra que tanto pode indicar vinho com álcool quanto vinho sem álcool.

Analisemos a primeira hipótese, a de que o vinho fosse alcoólico. Essa hipótese estaria de acordo com uma ideia do tempo de Paulo, a de que o vinho fermentado era um medicamento útil na cura de várias doenças (R. N. Champlin, O Novo Testamento Interpretado, v. 5, p. 341). Se se tratasse de vinho fermentado, a ser ingerido como remédio, o conselho se assemelharia ao que aparece em Provérbios 31:6: “Dai bebida forte [shekar] aos que perecem e vinho [yaín] aos amargurados de espírito.” Esses que estavam “perecendo” (doentes terminais), certamente estavam “amargurados de espírito”, ou seja, preocupados consigo mesmos e com o futuro de seus familiares, e deviam tomar alguma coisa que lhes anestesiasse a dor. Note que também aqui o conselho é dado a doentes, e não a pessoas sadias.

Passemos, agora, à segunda hipótese: o vinho seria sem álcool, o puro suco de uva. Essa hipótese levanta um questionamento, o de que Timóteo já devia ter o costume de beber suco de uva não fermentado, pois ele não é condenado pela Escritura. Se aceitamos a hipótese de que o vinho recomendado por Paulo era sem álcool, então Timóteo devia estar seguindo uma dieta do tipo “nazireu”, ou seja, não beber nem comer nada que viesse da videira, como a prescrita em Números 6:3: “Abster-se-á de vinho e de bebida forte; não beberá vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte, nem tomará beberagens de uvas, nem comerá uvas frescas nem secas.” Se for esse o caso, Timóteo devia estar sendo influenciado pelos hereges gnósticos, com suas regras ascéticas e dietéticas (ver lTm 4:3; Cl 2:21-23), seguidas para impressionar os demais membros da igreja. Paulo os denuncia como tendo “aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético” (Cl 2:23). Paulo, então, estaria dizendo a Timóteo que suco de uva seria benéfico ao seu estômago, de preferência à água muitas vezes de qualidade duvidosa e contaminada, como acontecia naqueles dias. “Nos dias de Paulo, como agora, a água em muitas localidades não era segura para uso. Doenças físicas, como a disenteria, frequentemente estavam relacionadas com água contaminada, sendo de comum ocorrência. Consequentemente, outras maneiras de matar a sede eram frequentemente recomendadas” (Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 7, p. 314). Nesse caso, vinho (suco de uva) seria preferível à água impura (J. N. D. Kelly. 1 e 2 Timóteo e Tito, p. 123). Ellen White concorda com essa segunda hipótese. Note suas palavras:

“Bebidas fermentadas confundem os sentidos e pervertem as capacidades do ser. […] Vinho fermentado não é um produto natural. O Senhor nunca o produziu e nada tem que ver com sua produção. Paulo orientou Timóteo a tomar um pouco de vinho por causa de seu estômago e de suas frequentes enfermidades, porém se tratava de suco de uva não fermentado. Ele não aconselharia Timóteo a usar o que o Senhor havia proibido” (Signs of the Times, 6 de setembro de 1899, 2º parágrafo).

Como vimos, se Paulo tivesse recomendado vinho alcoólico a Timóteo, estaria receitando um remédio (ao menos se pensava assim em sua época) a alguém doente. E isso não deve servir de justificativa para seu uso por alguém sadio. Se, ao contrário, Paulo recomendou suco de uva não fermentado, teve o propósito de que Timóteo evitasse água contaminada, que agravaria ainda mais seu problema de estômago e suas “frequentes enfermidades”. Em conclusão, dizemos que seguro mesmo é ficar longe das bebidas alcoólicas. A Bíblia as descreve como “alvoroçadoras” (Pv 20:1), causadoras de ais, pesares, rixas, queixas, feridas sem causa, olhos vermelhos (23:29).

(Ozeas C. Moura, Revista Adventista, dezembro de 2009)

Leia também: Não há dose segura

Além do corpo, prática frequente de exercícios físicos gera benefícios ao cérebro

Especialista revela que pessoas que treinam 150 minutos por semana podem obter maior clareza mental, controle emocional, aumento do nível de concentração, sentimentos de euforia e aperfeiçoamento da memória.

exercio

Com os impactos emocionais que a pandemia vem provocando, o Brasil se consolidou como o país mais ansioso do mundo em 2020. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), quase 20 milhões de brasileiros sofrem de ansiedade, o que inclui transtorno obsessivo-compulsivo, fobias, estresse pós-traumático e ataques de pânico. Desde 2015, o Centro de Valorização da Vida (CVV) promove o Setembro Amarelo, campanha voltada a salvar vidas, com o objetivo de conscientizar sobre a prevenção do suicídio. 

O que muita gente não sabe é que a prática de exercícios físicos auxilia não apenas em perda de peso ou ganho muscular, mas também no fortalecimento do cérebro, o que previne doenças e melhora a qualidade de vida. Segundo o Freeletics, aplicativo líder em exercícios físicos e estilo de vida com uso de inteligência artificial, adultos que se exercitam por pelo menos 150 minutos por semana não só têm chance menor de desenvolver doenças relacionadas ao envelhecimento, como Alzheimer e demência, mas também têm densidade óssea mais forte e coração mais saudável, além de melhorar o humor e ajudar a reorganizar o cérebro.

Como exercitar o corpo para alimentar a mente

Para Liora Bels, especialista em bem-estar do Freeletics, exercícios regulares podem melhorar a motivação, o foco e a memória. “As atividades físicas podem proporcionar benefícios maiores para o cérebro do que para qualquer outra área do corpo”, destaca. “O cérebro é um órgão extremamente importante, pois determina como nos sentimos, pensamos e como agimos em certas situações. Ele não é apenas crucial para a vida cotidiana, mas também tem a capacidade de se adaptar e evoluir com base nas circunstâncias em que nos encontramos. E da mesma forma como podemos trabalhar nossos bíceps, também podemos trabalhar nosso cérebro, tornando-o mais forte e flexível”, ressalta.

Segundo a profissional, isso acontece porque o exercício promove a produção de uma proteína no cérebro chamada Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro ou BDNF. “O BDNF é como um fertilizante para a mente. Ele ajuda a desenvolver novas células cerebrais, criar novas sinapses e impactar positivamente os neurotransmissores. Estes conectam as diferentes áreas do cérebro para que a estrutura funcione em conjunto”, explica. “Quando treinamos, neurotransmissores como dopamina, serotonina e norepinefrina são disparados e aumentam nossos níveis de motivação, humor, foco e tempo de reação. Essas sinapses não são apenas relacionadas ao exercício; o cérebro também as usa para aprender com mais eficácia e melhorar a memória”, completa Liora.

Além disso, as atividades físicas liberam os hormônios da felicidade, conhecidos como endorfinas. E ter um novo suprimento desses neurotransmissores pode ajudar na clareza mental, controle emocional, maior concentração e sentimentos de euforia. “Muito parecido com o sono, o exercício ajuda a eliminar os resíduos metabólicos que o cérebro libera como um subproduto de sua atividade, aumentando a capacidade de operar em um nível ideal. Desse modo, ao se exercitar pelo menos três a cinco vezes na semana por um mínimo de 30 minutos, é possível colher benefícios de curto prazo, como maior concentração, e benefícios de longo prazo, como proteção contra doenças”, pontua a especialista do Freeletics. 

Cada exercício traz um benefício diferente

De acordo com Liora, exercícios aeróbicos como correr ou pular corda são excelentes para o cérebro. “Esse tipo de exercício não só ajuda a manter um sistema cardiovascular saudável, mas também ajuda na saúde do cérebro, preparando-o para o aprendizado, melhorando as vias neurais por todo o corpo, liberando dopamina, serotonina e proteínas chamadas fatores de crescimento”, conta. 

Já o treino de resistência ou força ajuda a fortalecer o corpo por meio de padrões diferentes de movimento, corrige desequilíbrios causados por longas horas na posição sentada e melhora a resistência postural. “Isso é muito importante, especialmente para quem está acostumado a ficar sentado por longos períodos de tempo”, revela.

Frequência de exercícios

“Quando nos exercitamos, fortalecemos as vias neurais existentes e também criamos novas vias. O mesmo ocorre quando estamos aprendendo uma nova habilidade. Ganhar uma habilidade de nível intermediário em uma série de atividades diferentes pode ajudar a manter o cérebro adaptável e maleável para novos estímulos, aumentando a capacidade de resolver problemas e aprender coisas novas com maior velocidade”, argumenta a especialista. Ao realizar variados tipos de treino, o corpo está sendo forçado a ter que se coordenar em um padrão desconhecido e, portanto, se adaptar ao novo estímulo.

Embora fazer algum exercício físico seja sempre melhor do que nenhum, para colher os benefícios cognitivos a longo prazo, Liora recomenda a realização de atividades que satisfaçam o gosto das pessoas. “Assim, é mais fácil manter os bons hábitos e ser consistente. Ao fazer isso, a mente ficará mais focada, energizada, clara, e é provável que consiga melhorar seu desempenho em todas as áreas da vida”, conclui.