Cientistas europeus tomam decisão conjunta contra homeopatia

homeoHá muitas curas medicinais antigas que já não usamos. Não consumimos mais pó de múmia, por exemplo – pedaços de cadáveres humanos mumificados triturados que costumavam ser vendidos como produtos curativos. Geralmente, não usamos sanguessugas – pelo menos a maioria de nós. Mas, de alguma forma, alguns médicos ainda estão empregando medicina homeopática, uma prática desacreditada do século 18. A homeopatia descreve todo um sistema de medicina alternativa elaborado pelo médico Samuel Hahnemann em 1796 com base em um princípio de que o “semelhante cura o semelhante”. Essencialmente, Hahnemann acreditava que uma doença pode ser curada utilizando-se a mesma substância que causa seus sintomas, mas diluída em proporções infinitesimais. Isso pode soar parecido com as vacinas – micróbios enfraquecidos usados ​​para treinar o sistema imunológico do corpo –, mas não é.

Basicamente, os homeopatas encontram uma substância a partir de uma lista de muitos remédios e, em seguida, o diluem muito bem em alguma solução, água ou alguma outra substância, e os pacientes ingerem para curar os sintomas. Isso é bom porque, em última análise, o efeito placebo pode curar muito, sintomaticamente. Mas quando os remédios homeopáticos são oferecidos no lugar do tratamento do câncer, as coisas mudam de figura. Na semana passada, o Conselho Consultivo de Ciências das Academias Europeias emitiu uma declaração: depois de analisar as pesquisas, determinaram que não há evidências robustas e reprodutíveis que respaldam a eficácia da homeopatia para qualquer das doenças que ela deveria tratar.

Os cientistas europeus não querem proibir os medicamentos homeopáticos de forma definitiva. Em vez disso, eles querem garantir que os consumidores estejam mais bem informados e que os fornecedores sejam abertos sobre as evidências que respaldam a eficácia dos produtos.

No entanto, a decisão do conselho não é a lei. “Não acho que vá haver diminuição no interesse em tratamentos homeopáticos”, diz Arthur Caplan, bioeticista da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York. “Especialmente considerando as alegações na internet em relação à sua eficácia.”

Obviamente, as misturas superdiluídas são seguras, e os sites de homeopatia enfatizam isso. Esse não é o caso se você tiver uma doença que ameace a vida – novamente, alguns sites suspeitos afirmam que os remédios homeopáticos podem tratar o câncer. Independentemente disso, o comitê deve ajudar a orientar os órgãos reguladores da União Europeia enquanto estes tomam decisões sobre a prática.

(Gizmodo, via Hypescience)

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Ao encontro das necessidades

livro-missionarioLivro que será distribuído pela igreja no próximo ano apresenta segredos para o bem-estar emocional e tem até viés criacionista

Os transtornos psicológicos estão entre os principais vilões da atualidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima, por exemplo, que há mais de 100 milhões de pessoas deprimidas no planeta e que 33% da população mundial sofre de ansiedade. Considerando o impacto das doenças emocionais na sociedade, nas famílias e na saúde pública, a igreja preparou um livro sobre o tema para ser distribuído em grande escala no próximo ano. Intitulada O Poder da Esperança, a obra escrita por Julián Melgosa, psicólogo e autor de artigos e livros na área da saúde emocional, e Michelson Borges, pastor e jornalista que atua como editor da revista Vida e Saúde, mostra como prevenir e superar a ansiedade, a depressão, o estresse, os traumas psíquicos, o sentimento de culpa e os vícios, além de revelar a importância da espiritualidade nesse processo. Nesta entrevista concedida à Revista Adventista, Michelson Borges fala sobre os recursos didáticos que o livro oferece e sugere maneiras de a igreja ampliar o alcance do material.

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Homeopatia perde mais uma batalha

homeopatiaOs remédios homeopáticos são vendidos em milhares de lojas de saúde no mundo como extratos, tônicos, pílulas e pastas. A origem da homeopatia pode ser atribuída a um médico alemão do século 18 chamado Samuel Hahnemann, que teorizou que tomar doses extremamente diluídas do que está causando uma doença pode curar. Dois anos atrás, o professor e pesquisador australiano Paul Glasziou analisou cerca de 200 estudos científicos sobre a eficácia do tratamento homeopático para 68 condições de saúde, que vão desde a artrite até o HIV. No geral, o tratamento não teve “efeito discernível” em nenhuma dessas condições, o que levou Glasziou a concluir que a homeopatia era “um fim de semana terapêutico”. Desde então, o sistema de saúde do governo da Grã-Bretanha (NHS) continuou pagando para milhares de pacientes receberem tratamento homeopático. Mas em 21 de julho, o NHS incluiu a homeopatia em um extenso relatório sobre itens que os médicos de cuidados primários não devem prescrever. Isso efetivamente proíbe os pacientes de usar fundos governamentais para o tratamento homeopático.

O NHS atualmente gasta mais de 92.412 libras esterlinas (quase R$ 400 mil) em prescrições de homeopatia a cada ano, de acordo com o relatório. Mas os autores citam uma “falta de evidência robusta de eficácia clínica” para o tratamento e sugerem que os médicos devem parar de prescrevê-lo.

Simon Stevens, diretor executivo do NHS, disse em uma declaração anunciando a decisão que a homeopatia é “no melhor dos casos um placebo”. Ele chamou a decisão anterior de receitar esses remédios de “um mau uso dos escassos fundos do NHS, que poderiam ser mais devotados aos tratamentos que funcionam”.

O governo dos EUA também não apoia o tratamento – no ano passado, a Comissão Federal de Comércio divulgou diretrizes que exigem que os produtores de tratamentos homeopáticos agreguem um aviso à sua embalagem dizendo que “não há provas científicas de que o produto funciona”.

Em todo o mundo, no entanto, a homeopatia continua a ser uma indústria em expansão. “Posso entender por que Samuel Hahnemann – o fundador da homeopatia – ficou insatisfeito com o estado das práticas da medicina do século 18, como a sangria e a purga, e tentou encontrar uma alternativa melhor”, escreveu Glasziou em uma postagem de blog para a revista médica The BMJ, depois de publicar sua pesquisa. “Mas eu acho que ele ficaria desapontado com o fracasso coletivo da homeopatia em continuar suas investigações inovadoras, mas, em vez disso, continuar a perseguir um beco sem saída terapêutico.”

(Hypescience)

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Cuidado com dietas, terapias e tratamentos mágicos

Young woman eating saladHá mais de um século a Igreja Adventista do Sétimo Dia, com base na Bíblia e nos escritos de Ellen White, vem promovendo os chamados oito remédios naturais (que eu tenho chamado de “oito dicas do Fabricante”): água, luz solar, ar puro, exercício físico, repouso adequado, alimentação natural, equilíbrio e confiança em Deus. É claro que, para adotar um estilo de vida pautado por essas recomendações, é preciso tomar decisões e ser perseverante. No entanto, os resultados compensam o esforço: maior longevidade e uma vida mais saudável. Pesquisas têm confirmado que esse estilo de vida funciona, basta mencionar os dados divulgados por universidades como a de Loma Linda, na Califórnia, e do Estudo Advento, da USP. Adventistas que utilizam os oito remédios naturais podem viver até uma década a mais que o restante da população. Só que, como dá algum trabalho comer de maneira saudável, dormir mais cedo e praticar exercícios, por exemplo, há pessoas que preferem apelar para “atalhos” e dar ouvidos a conselheiros que as afastam das orientações inspiradas. Aí adotam modismos dietéticos e comportamentais e acabam colhendo os frutos amargos disso.

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Equipe da revista Vida e Saúde recebe visitas muito especiais

colportor-e-assinante-da-vida-e-saude-creditos-marcio-tonetti-foto-1Recentemente, nós, da equipe editorial da revista Vida e Saúde, recebemos aqui na Casa Publicadora Brasileira visitas mais do que especiais. José Martins Gonçalves é assinante de Vida e Saúde há mais de 40 anos, mas nunca tinha tido a oportunidade de conhecer a empresa e a equipe que produzem a revista que tanto bem lhe tem feito ao longo dessas décadas. Foi graças à motivação vinda da leitura de um artigo na revista, que em 1983 José decidiu abandonar o tabagismo (ele fumava de duas a três carteiras de cigarros por dia). José veio acompanhado da esposa e do representante da editora que o visita todos os anos, a fim de renovar a assinatura. Na verdade, José e o colportor Nelson da Silva hoje são grandes amigos. Nelson tem 80 anos e trabalha com assinaturas de Vida e Saúde há 60. Ele atribui muito de sua saúde e vitalidade ao que tem aprendido com a leitura da revista, e nem pensa em parar de vender Vida e Saúde.

Um homem de voz firme, culto e de palavras bem pensadas, Nelson é um exemplo de verdadeiro colportor-missionário. Ele conhece bem o material que oferece às pessoas e vive o que ensina. Nisso, também, reside o poder de suas palavras. É impossível conversar com ele por alguns minutos e não passar a admirá-lo pela vida toda. Mais de meio século de uma carreira linda e bem-sucedida, distribuindo saúde, bem-estar e, sobretudo, esperança.

A história e o exemplo de José e Nelson são um exemplo claro de que a obra de publicações nasceu mesmo no coração de Deus – e é eficaz, quando realizada de acordo com as orientações dEle. Nem é preciso dizer que a visita dessas pessoas foi uma inspiração para a nossa equipe, né? [MB]

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Da esquerda para a direita: Nerivan Silva (editor associado), Michelson Borges (editor), Ágatha Lemos (editora associada), José Gonçalves (bancário aposentado), Nelson da Silva (de chapéu) e respectivas esposas

Beber moderadamente causa danos ao cérebro a longo prazo

beerBeber moderadamente talvez não seja tão seguro assim quanto pensávamos. Tomar apenas algumas cervejas por semana está associado a mudanças de longo prazo no cérebro de uma pessoa, de acordo com um novo estudo – mas o significado funcional dessas mudanças ainda não está claro. Embora seja amplamente aceito que beber muito faz mal para a saúde, a sabedoria popular e as embalagens das bebidas dizem que o álcool pode ser consumido “com moderação”. Este estudo, publicado na última terça-feira, descobriu que beber em torno de 8 a 12 bebidas por semana, ou seja, de uma a duas doses por dia, está associado a algumas medidas de declínio cognitivo que apareceram nas imagens cerebrais.

Os pesquisadores levaram 550 moradores de Londres até a Universidade de Oxford e os examinaram através de uma máquina de ressonância magnética. Mas estas não eram pessoas quaisquer – eram funcionários do governo que, a cada cinco anos desde 1985, estavam preenchendo pesquisas sobre seus hábitos de saúde, incluindo a quantidade de álcool que consumiam. Isso permitiu aos pesquisadores procurar relacionamentos entre os hábitos de consumo dos indivíduos e o que apareceu em suas varreduras cerebrais.

Os pesquisadores descobriram que o consumo moderado de bebida nesses mais de 30 anos estava associado à degeneração e ao encolhimento do hipocampo, uma região do cérebro envolvida na memória e na navegação espacial, bem como a degeneração da substância branca do cérebro.

Em essência, “quanto mais as pessoas bebiam, menor era o hipocampo”, afirma a autora, Anya Topiwala, professora de psiquiatria da Universidade de Oxford. Consumir mais de uma bebida alcoólica por semana estava associado a uma diminuição de 0,01% no tamanho do hipocampo. Como comparação, o envelhecimento de um ano está associado a uma diminuição de 0,02%. […]

Em um editorial que acompanhou o estudo, Killian Welch, neuropsiquiatra em um hospital na Escócia, escreveu que o estudo poderia mudar o que achamos que constitui um nível saudável de bebida. “Os achados fortalecem o argumento de que os hábitos de consumo de bebida que muitos consideram normais têm consequências adversas para a saúde”, escreveu Welch. “Isso é importante. Todos nós usamos racionalizações para persistir com comportamentos que não são de nosso interesse a longo prazo. Com a publicação desse artigo, a justificativa de beber de forma “moderada” com base na saúde cerebral torna-se um pouco mais difícil”, acredita.

(Hypescience)

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Jejuar faz bem para a saúde?

geladeiraO padrão alimentar mais comum nas sociedades modernas – três refeições intercaladas por lanches todos os dias – está sendo colocado em xeque. Hoje há um crescente interesse por outro aspecto fundamental da dieta: o tempo entre as refeições, devido aos benefícios potenciais de períodos intermitentes com ingestão de energia muito baixa ou nula. Em situação de privação de alimentos, o corpo humano mostra respostas adaptativas à falta deles. Nessa condição, o organismo usa respostas comportamentais, bioquímicas, fisiológicas e estruturais para reduzir o metabolismo, prolongando o período em que as reservas energéticas corporais podem suprir as necessidades basais. As descobertas atuais sugerem que períodos intermitentes de restrição de energia de apenas 16 horas podem melhorar os indicadores de saúde e neutralizar os processos de doenças. Os mecanismos envolvem uma mudança orgânica no metabolismo de gordura, com produção de corpos cetônicos e estimulação de respostas de estresse celular adaptativo que previnem e reparam danos moleculares. Assim, nos últimos anos, o jejum tem recebido atenção científica, dadas as suas potenciais implicações sobre a saúde humana.

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