A beleza e os mistérios de Órion

messier78bA nebulosa Messier 78, a 1.350 anos-luz de distância da Terra, foi fotografada pelo telescópio MPG/ESO no Observatório La Silla, no Chile. O local faz parte do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). A foto foi divulgada em 2011 e mostra uma nuvem de poeira e gás que reflete a radiação ultravioleta de estrelas ao redor. Messier 78 pode ser vista com um telescópio pequeno perto do grupo de estrelas conhecido no Brasil como Três Marias, na constelação de Órion (Foto: Igor Chekalin / ESO)

Não é de hoje que a constelação de Órion chama a atenção dos astrônomos – e dos adventistas do sétimo dia. Em maio do ano passado, um telescópio europeu em órbita encontrou algo inusitado enquanto procurava por estrelas jovens: um verdadeiro buraco espacial na nebulosa NGC 1999, uma nuvem brilhante de gás e poeira exatamente na constelação de Órion. Na época, presumiu-se que um ponto escuro da nuvem era uma bolha mais fria de gás e poeira, que de tão densa bloquearia a passagem da luz. Mas novas imagens do observatório Herschel, da Agência Espacial Europeia, mostram que a “bolha”, na verdade, é um espaço vazio. Isso porque o observatório capta imagens infravermelhas, o que permite que o telescópio veja além da poeira mais densa e enxergue os objetos dentro da nebulosa. Mas até mesmo ao Herschel o ponto estava preto.

A atenção dos adventistas é despertada sempre que ouvem falar em Órion, e isso se deve a este texto da escritora Ellen White: “Nuvens negras e densas subiam e chocavam-se entre si. A atmosfera abriu-se e recuou; pudemos então olhar através do espaço aberto em Órion, donde vinha a voz de Deus. A santa cidade descerá por aquele espaço aberto” (Primeiros Escritos, p. 41). Ellen escreveu esse texto em 1851, quando não havia telescópio Hubble (lançado em 1990), nem Spitzer (2003), nem mesmo o observatório Herschel.

Na década de 1950 (quase vinte anos antes da ida do homem à Lua), o professor Julio Minham, membro da Associação Brasileira de Astronomia, escreveu um livro chamado Maravilhas da Ciência que foi publicado pela Associação Brasileira de Astronomia. Nele, à página 281, Minham constata: “Uma escritora americana, Ellen G. White, que nada sabia de astronomia e que provavelmente nunca ouvira falar da Nebulosa de Órion, em um de seus livros traduzido para o português com o título de Vida e Ensinos, depois de comentar essa luminosidade escreveu [e ele cita o texto de Ellen White]. Isso dito assim tão simplesmente por quem nunca olhou um livro de astronomia, nem sonhava com buracos em parte alguma do céu, só pode ser creditado a dois fatores: histerismo ou inspiração. Para ser histerismo, parece científica demais a afirmação de que toda uma cidade, a Nova Jerusalém, tenha livre passagem pelo túnel de Órion. A escritora não sabia do túnel, nem que ele é tão largo a ponto de comportar noventa sistemas solares. Terá sido revelado a essa escritora uma verdade que os astrônomos não puderam descobrir?”

Na verdade, não sei se podemos entender o que ocorre em Órion como evidência da volta de Jesus. Deus até pode usar isso como “lembrete” para Seu povo e mais um elemento confirmador da Revelação. Mas devemos atentar para o fato de que Ellen White afirma que a santa cidade, a Nova Jerusalém, é que passará pelo espaço aberto em Órion. Pode até ser que Jesus também volte por ali, mas o evento descrito pela autora parece mais se referir à vinda da cidade para a Terra no fim do milênio, conforme Apocalipse 21.

Michelson Borges

O erro tira sua vida da verdade

mask“Satanás tem operado com poder enganador, introduzindo uma multiplicidade de erros que obscurecem a verdade. O erro não pode subsistir por si mesmo, e se extinguiria de pronto, não se apegasse como parasita à árvore da verdade. O erro tira sua vida da verdade de Deus. As tradições dos homens, como germes que pairam no ar, agarram-se à verdade de Deus, e os homens as consideram como parte da verdade. Mediante falsas doutrinas, Satanás consegue terreno onde firmar-se, e cativa a mente dos homens, fazendo com que se apeguem a teorias que não têm fundamento na verdade”(Ellen White, Evangelismo, p. 589).

Há pessoas que depois de descobrir problemas em algo começam a duvidar de tudo. Sabe o motivo? Sua base de entendimento da verdade está enfraquecida; algumas vezes quase nem existindo.

Muitos erros se espalham pelo mundo. Para existir devem estar misturados com pedaços da verdade, pois ficariam mais evidentes os enganos e as loucuras dessas ideias. Ganham espaço na mente das pessoas ao se apropriar da credibilidade que existe nos pedaços de verdade com os quais estão misturados. A melhor maneira de enganar é se parecendo amigo de alguém, pois assim não desconfiarão dessa pessoa.

Somente o estudo adequado da Palavra de Deus e da boa Ciência (que mostra Deus na criação), sob a guia do Espírito Santo, pode nos ajudar a discernir a verdade e o erro.

Pense nisso.

(Josué Cardoso dos Santos é doutor em Física e especialista no estudo do movimento de corpos celestes do Instituto de Tecnologia de Israel)

Esclarecimentos oficiais sobre a Bíblia White

Diante do surgimento e divulgação da publicação chamada Bíblia White, a Igreja Adventista do Sétimo Dia quer esclarecer alguns aspectos referentes a traduções e ao uso de textos de Ellen G. White. Inclusive como notas, em forma de comentários, e sobre a criação de títulos que induzem a interpretações fora de contexto. A intenção é responder a questionamentos de quem tomou conhecimento da existência do material, que não é produzido nem recomendado pela Igreja. Ela consiste em uma versão da Bíblia com comentários de trechos dos escritos de Ellen G. White. O texto a seguir oferece orientação nas áreas teológica, administrativa e legal, e mostra as implicações de tal iniciativa.

[Continue lendo essa análise oficial divulgada pela sede sul-americana da IASD]

Assista também a este vídeo com uma entrevista feita por Ricardo Oliveira com o Dr. Alberto Timm, diretor associado do White Estate:

Nota de esclarecimento: uso do nome Ellen White

white“O Ellen G. White Estate, instituição da Igreja Adventista responsável pelo patrimônio literário da escritora, esclarece que não autoriza o uso do nome Ellen G. White para comercialização ou produção de qualquer tipo de material, o que inclui exemplares da Bíblia. Publicações que contenham citações e escritos relacionados a Ellen White são produzidos oficialmente apenas pelas editoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Elas são resultado de estudos e análises criteriosas de especialistas. Traduções ou materiais relacionados à obra da autora, feitos de forma independente e fora destes critérios, não possuem nenhum apoio, recomendação e autorização dos depositários de Ellen G. White e da Igreja Adventista do Sétimo Dia.”

Assessoria de Imprensa da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Leia também: “A polêmica Bíblia White” e “Quem pode eticamente publicar os livros de Ellen White”

“Pra muita gente até receita de bolo deixada por Ellen G. White foi inspirada, menos o trecho de seu testamento em que ela diz que seu patrimônio literário deveria ser gerido pelo White Estate.”

Quem pode eticamente publicar livros de Ellen White

ellenTodos os livros de Ellen G. White publicados em inglês até 1923 são hoje de domínio público, mas as compilações publicadas a partir de 1924 continuam protegidas pelas leis de direitos autorais. As editoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia têm os direitos autorais assegurados das traduções, com base nas respectivas legislações locais, mesmo que tais traduções sejam de livros que em inglês já estejam em domínio público. Ainda que uma pessoa tenha direito legal de republicar livros de Ellen White em domínio público, ela não tem o direito ético de assim proceder, pois em âmbito mundial a Associação Geral (instância administrativa mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia) reconhece apenas o Ellen G. White Estate como o devido detentor de tais direitos, bem como as editoras denominacionais às quais o White Estate confia o direito de tradução e publicação.

Portanto, apenas os chamados Depositários do Patrimônio Ellen G. White têm o direito e a responsabilidade de lidar com os textos da autora e/ou autorizar a publicação deles. Ir contra essa determinação é contrariar a vontade da própria Ellen que, em 9 de fevereiro de 1912, assinou um testamento em que deixa isso muito claro (ver Herbert E. Douglass, Mensageira do Senhor, p. 569-572). Nesse mesmo testamento, ela escreveu: “Determino que meu corpo seja sepultado com as devidas cerimônias religiosas da Igreja Adventista do Sétimo Dia, sem aparato nem ostentação”, afirmando, assim, sua confiança profética na igreja à qual dedicou toda a sua longa e produtiva vida e à qual legou suas milhares de páginas de instruções, conselhos e advertências.

Certa ocasião, o irmão S. N. Haskell encorajou Ellen White a permitir a publicação do livro Primeiros Escritos por uma editora que não pertencia à Igreja Adventista. A ideia era boa: fazer com que a obra tivesse maior circulação. Quando estava prestes a assinar o contrato, Ellen parou, olhou para cima e disse que não poderia prosseguir. Depois que os representantes da editora foram embora, o filho William White protestou e ela então explicou que, quando olhou para cima, viu um anjo movendo a cabeça negativamente. “Tenho medo de qualquer plano que tire o trabalho das mãos de nossas editoras, pois isso pode diminuir a confiança de nossos irmãos nessas importantes agências para a disseminação da verdade presente”, disse ela (Carta 106, 1908).

No Brasil, a Casa Publicadora Brasileira é a editora autorizada pelo White Estate para traduzir e publicar os textos de Ellen White, e tem feito isso com empenho há vários anos, de tal forma que quase todos os livros da autora estão hoje disponíveis em língua portuguesa. Além disso, em anos recentes, foram produzidos e lançados boxes com vários livros dela a preços extremamente baratos, isso para permitir que os irmãos possam ter e ler os testemunhos.

Há Minicentros White sendo implantados em milhares de igrejas e, para facilitar o acesso e a pesquisa, todos os livros de Ellen estão disponíveis em diversas línguas gratuitamente em sites e aplicativos.

Finalmente, um texto de Ellen White para reflexão:

“Sei que o Senhor ama Sua Igreja. Ela não deve ser desorganizada ou esfacelada em átomos independentes. Não há nisto a mínima coerência; não existe a mínima evidência de que tal coisa venha a se dar. Aqueles que derem ouvidos a essa falsa mensagem e procurarem fermentar outros, serão enganados e preparados para receber mais avançados enganos, e virão a nada. Há em alguns dos membros da Igreja orgulho, presunção, obstinada incredulidade, e recusa a ceder em suas ideias, embora se amontoe prova sobre prova, que faz aplicável a mensagem à igreja de Laodiceia. Mas isso não extinguirá a Igreja. Deixai que tanto o joio quanto o trigo cresçam juntos até à ceifa. Então os anjos é que farão a obra de separação” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 68, 69).

Amalgamação e dinossauros

DeltadromeusEu estava palestrando sobre o dilúvio em uma igreja do litoral de Santa Catarina, quando, no meio de minha arguição, houve um intervalo musical e me dirigi por alguns minutos até o bebedouro. Enquanto enchia o copo descartável, fui interrompido por um menino de aproximadamente seis anos de idade. Ele estava triste e perguntei se poderia ajudar em algo. Foi então que ele me relatou o real problema. Disse-se que seu pai não acreditava em dinossauros e que, na opinião dele, eles nem tinham sido criados por Deus. O garoto perguntou se eu iria falar de dinossauros na palestra. Bem, a palestra era sobre o dilúvio, e naquele momento decidi mudar alguns slides para pincelar sobre o assunto que incomodava tanto a criança.

Macacos ficam mais inteligentes após receber genes humanos no cérebro

macacoUm experimento de cientistas chineses inseriu genes humanos em cérebros de macacos e tornou os animais mais inteligentes, segundo estudo publicado na revista especializada National Science Review, de Beijing. Os macacos transgênicos tiveram melhores respostas em testes de memória curta, além de reagir mais rapidamente do que os animais comuns. O desenvolvimento de seus cérebros também demorou mais do que o normal para primatas, e seguiu um padrão semelhante ao do cérebro humano. A pesquisa foi conduzida pelo Instituto de Zoologia de Kunming, no sudeste da China, e tinha a intenção de examinar a base genética do cérebro humano e a evolução da cognição – a capacidade de adquirir conhecimento. Os cientistas usaram 11 macacos rhesus e implataram em seus cérebros o gene MCPH1, que eles acreditam que desempenha papel importante no desenvolvimento cerebral humano.

Para fazer a implantação, eles expuseram os embriões dos macacos a um vírus que carregava o MCPH1. Segundo os chineses, foi a primeira vez que se realizou um experimento desse tipo para compreender a base genética da origem do cérebro humano. O estudo chinês gerou controvérsia no meio científico e foi considerado anti-ético por cientistas ocidentais.

“Na imaginação popular, é como se estivéssemos entrando no ‘Planeta dos Macacos'”, disse a bioeticista Jacqueline Glover, da Universidade do Colorado. “Torná-los mais humanos é causar dano a eles. Onde viveriam? O que fariam? Não se deve criar seres que não possam ter vidas significativas em qualquer contexto.”

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