Esclarecimentos oficiais sobre a Bíblia White

Diante do surgimento e divulgação da publicação chamada Bíblia White, a Igreja Adventista do Sétimo Dia quer esclarecer alguns aspectos referentes a traduções e ao uso de textos de Ellen G. White. Inclusive como notas, em forma de comentários, e sobre a criação de títulos que induzem a interpretações fora de contexto. A intenção é responder a questionamentos de quem tomou conhecimento da existência do material, que não é produzido nem recomendado pela Igreja. Ela consiste em uma versão da Bíblia com comentários de trechos dos escritos de Ellen G. White. O texto a seguir oferece orientação nas áreas teológica, administrativa e legal, e mostra as implicações de tal iniciativa.

[Continue lendo essa análise oficial divulgada pela sede sul-americana da IASD]

Assista também a este vídeo com uma entrevista feita por Ricardo Oliveira com o Dr. Alberto Timm, diretor associado do White Estate:

Nota de esclarecimento: uso do nome Ellen White

white“O Ellen G. White Estate, instituição da Igreja Adventista responsável pelo patrimônio literário da escritora, esclarece que não autoriza o uso do nome Ellen G. White para comercialização ou produção de qualquer tipo de material, o que inclui exemplares da Bíblia. Publicações que contenham citações e escritos relacionados a Ellen White são produzidos oficialmente apenas pelas editoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Elas são resultado de estudos e análises criteriosas de especialistas. Traduções ou materiais relacionados à obra da autora, feitos de forma independente e fora destes critérios, não possuem nenhum apoio, recomendação e autorização dos depositários de Ellen G. White e da Igreja Adventista do Sétimo Dia.”

Assessoria de Imprensa da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Leia também: “A polêmica Bíblia White” e “Quem pode eticamente publicar os livros de Ellen White”

“Pra muita gente até receita de bolo deixada por Ellen G. White foi inspirada, menos o trecho de seu testamento em que ela diz que seu patrimônio literário deveria ser gerido pelo White Estate.”

Quem pode eticamente publicar livros de Ellen White

ellenTodos os livros de Ellen G. White publicados em inglês até 1923 são hoje de domínio público, mas as compilações publicadas a partir de 1924 continuam protegidas pelas leis de direitos autorais. As editoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia têm os direitos autorais assegurados das traduções, com base nas respectivas legislações locais, mesmo que tais traduções sejam de livros que em inglês já estejam em domínio público. Ainda que uma pessoa tenha direito legal de republicar livros de Ellen White em domínio público, ela não tem o direito ético de assim proceder, pois em âmbito mundial a Associação Geral (instância administrativa mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia) reconhece apenas o Ellen G. White Estate como o devido detentor de tais direitos, bem como as editoras denominacionais às quais o White Estate confia o direito de tradução e publicação.

Portanto, apenas os chamados Depositários do Patrimônio Ellen G. White têm o direito e a responsabilidade de lidar com os textos da autora e/ou autorizar a publicação deles. Ir contra essa determinação é contrariar a vontade da própria Ellen que, em 9 de fevereiro de 1912, assinou um testamento em que deixa isso muito claro (ver Herbert E. Douglass, Mensageira do Senhor, p. 569-572). Nesse mesmo testamento, ela escreveu: “Determino que meu corpo seja sepultado com as devidas cerimônias religiosas da Igreja Adventista do Sétimo Dia, sem aparato nem ostentação”, afirmando, assim, sua confiança profética na igreja à qual dedicou toda a sua longa e produtiva vida e à qual legou suas milhares de páginas de instruções, conselhos e advertências.

Certa ocasião, o irmão S. N. Haskell encorajou Ellen White a permitir a publicação do livro Primeiros Escritos por uma editora que não pertencia à Igreja Adventista. A ideia era boa: fazer com que a obra tivesse maior circulação. Quando estava prestes a assinar o contrato, Ellen parou, olhou para cima e disse que não poderia prosseguir. Depois que os representantes da editora foram embora, o filho William White protestou e ela então explicou que, quando olhou para cima, viu um anjo movendo a cabeça negativamente. “Tenho medo de qualquer plano que tire o trabalho das mãos de nossas editoras, pois isso pode diminuir a confiança de nossos irmãos nessas importantes agências para a disseminação da verdade presente”, disse ela (Carta 106, 1908).

No Brasil, a Casa Publicadora Brasileira é a editora autorizada pelo White Estate para traduzir e publicar os textos de Ellen White, e tem feito isso com empenho há vários anos, de tal forma que quase todos os livros da autora estão hoje disponíveis em língua portuguesa. Além disso, em anos recentes, foram produzidos e lançados boxes com vários livros dela a preços extremamente baratos, isso para permitir que os irmãos possam ter e ler os testemunhos.

Há Minicentros White sendo implantados em milhares de igrejas e, para facilitar o acesso e a pesquisa, todos os livros de Ellen estão disponíveis em diversas línguas gratuitamente em sites e aplicativos.

Finalmente, um texto de Ellen White para reflexão:

“Sei que o Senhor ama Sua Igreja. Ela não deve ser desorganizada ou esfacelada em átomos independentes. Não há nisto a mínima coerência; não existe a mínima evidência de que tal coisa venha a se dar. Aqueles que derem ouvidos a essa falsa mensagem e procurarem fermentar outros, serão enganados e preparados para receber mais avançados enganos, e virão a nada. Há em alguns dos membros da Igreja orgulho, presunção, obstinada incredulidade, e recusa a ceder em suas ideias, embora se amontoe prova sobre prova, que faz aplicável a mensagem à igreja de Laodiceia. Mas isso não extinguirá a Igreja. Deixai que tanto o joio quanto o trigo cresçam juntos até à ceifa. Então os anjos é que farão a obra de separação” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 68, 69).

Amalgamação e dinossauros

DeltadromeusEu estava palestrando sobre o dilúvio em uma igreja do litoral de Santa Catarina, quando, no meio de minha arguição, houve um intervalo musical e me dirigi por alguns minutos até o bebedouro. Enquanto enchia o copo descartável, fui interrompido por um menino de aproximadamente seis anos de idade. Ele estava triste e perguntei se poderia ajudar em algo. Foi então que ele me relatou o real problema. Disse-se que seu pai não acreditava em dinossauros e que, na opinião dele, eles nem tinham sido criados por Deus. O garoto perguntou se eu iria falar de dinossauros na palestra. Bem, a palestra era sobre o dilúvio, e naquele momento decidi mudar alguns slides para pincelar sobre o assunto que incomodava tanto a criança.

Macacos ficam mais inteligentes após receber genes humanos no cérebro

macacoUm experimento de cientistas chineses inseriu genes humanos em cérebros de macacos e tornou os animais mais inteligentes, segundo estudo publicado na revista especializada National Science Review, de Beijing. Os macacos transgênicos tiveram melhores respostas em testes de memória curta, além de reagir mais rapidamente do que os animais comuns. O desenvolvimento de seus cérebros também demorou mais do que o normal para primatas, e seguiu um padrão semelhante ao do cérebro humano. A pesquisa foi conduzida pelo Instituto de Zoologia de Kunming, no sudeste da China, e tinha a intenção de examinar a base genética do cérebro humano e a evolução da cognição – a capacidade de adquirir conhecimento. Os cientistas usaram 11 macacos rhesus e implataram em seus cérebros o gene MCPH1, que eles acreditam que desempenha papel importante no desenvolvimento cerebral humano.

Para fazer a implantação, eles expuseram os embriões dos macacos a um vírus que carregava o MCPH1. Segundo os chineses, foi a primeira vez que se realizou um experimento desse tipo para compreender a base genética da origem do cérebro humano. O estudo chinês gerou controvérsia no meio científico e foi considerado anti-ético por cientistas ocidentais.

“Na imaginação popular, é como se estivéssemos entrando no ‘Planeta dos Macacos'”, disse a bioeticista Jacqueline Glover, da Universidade do Colorado. “Torná-los mais humanos é causar dano a eles. Onde viveriam? O que fariam? Não se deve criar seres que não possam ter vidas significativas em qualquer contexto.”

(Page Not Found)

Carta inédita de Ellen White é descoberta nos EUA

pucSegundo matéria publicada no site do Pacific Union College (PUC, instituição de ensino adventista localizada nos Estados Unidos), uma carta inédita (não documentada nem catalogada) de Ellen G. White foi descoberta nos arquivos do colégio e confirmada como sendo autêntica. Trata-se de uma carta pessoal endereçada ao evangelista e missionário John Orr Corliss, e o conteúdo traz um desabafo da autora com respeito à incredulidade em relação aos testemunhos, principalmente por parte de alguns líderes.

Ao longo de seu profícuo ministério, Ellen White escreveu mais de cem mil páginas manuscritas. Muito desse material se constitui de cartas pessoais, enviadas a diversas pessoas. Tudo o que havia de conhecido escrito por ela foi sendo publicado ao longo do tempo pelos depositários do patrimônio literário White. Mas é possível que, como aconteceu no caso da carta descoberta no PUC, haja uma ou outra coisa da pena de Ellen White que tenha se perdido (mais ou menos como aconteceu também com uma das cartas do apóstolo Paulo).

E antes que algum adepto de teorias conspiratórias se levante para afirmar que a Igreja Adventista teria escondido algum material escrito por Ellen White, é bom repetir para frisar: todos os textos conhecidos da Sra. White estão disponíveis e acessíveis, quer na forma digital, quer na forma física, guardados em uma caixa-forte na sede mundial da igreja, em Maryland, nos Estados Unidos.

A carta a Corliss, datada de 9 de maio de 1882, estava em um pequeno armário de metal usado para guardar mapas e não tinha a assinatura da autora, o que fez com que não tenha atraído muita atenção. Mas no começo deste ano especialistas a analisaram e atestaram a autenticidade do documento.

Na carta, White diz que nosso trabalho consiste em falar bastante sobre a piedade prática, e que o povo de Deus corre perigo ao não apreciar a grande luz e os grandes privilégios que tem. Especialmente a bênção de termos os testemunhos como uma luz na escuridão. Ela diz que os líderes devem estar à frente do povo dando exemplo e importância ao que Deus tem revelado por meio de Seus profetas. Alguns desses homens têm orgulhosamente dado prioridade a suas ideias em detrimento da luz que Deus lhes deu, prejudicando e influenciando para o mal aqueles a quem eles lideram. Grave coisa é espalhar sementes de incredulidade, diz a autora. Outros minimizam a importância dos testemunhos a fim de continuar nos erros que esses escritos condenam. Segundo ela, se a confiança das pessoas nos testemunhos do Espírito de Deus for destruída, presenciaremos uma situação grandemente desmoralizante.

Que esses apelos da Sra. White (também presentes em outras obras dela, já conhecidas) encontrem corações e mentes receptivos à voz do Senhor. [MB]

Fanáticos e liberais são pedra de tropeço

pedraDevemos orar por iluminação divina e, ao mesmo tempo, ser cuidadosos quanto a receber qualquer coisa denominada nova luz. […] Foi-me mostrado que é ardil do inimigo desviar a mente para algum ponto obscuro ou não importante, algo que não foi plenamente revelado ou que não é essencial para a salvação. […] Devemos permitir que os princípios da mensagem do terceiro anjo sobressaiam, claros e distintos. Os grandes pilares de nossa fé suportarão todo o peso que sobre eles for colocado (Ellen G. White, Manuscrito 82, 1894; Review and Herald, 4 de novembro de 1965).

Nossos pastores devem cessar de demorar-se sobre ideias singulares, com o sentimento: “Você precisa ver a questão como eu; caso contrário, não se salvará.” Fora com essa pretensão! A grande obra a ser feita em cada caso é ganhar pessoas para Cristo. […]

Virá sobre o povo de Deus um tempo de angústia, mas não devemos manter isso constantemente diante do povo para promover um tempo de angústia antecipado. Deve haver uma sacudidura entre o povo de Deus, mas esta não é a verdade presente a ser levada às igrejas; ela será o resultado da rejeição da verdade apresentada.

Os pastores não devem achar que têm algumas ideias avançadas, maravilhosas; que, a menos que todos as recebam, serão sacudidos fora e surgirá um povo para avançar para frente e para cima, rumo à vitória. O objetivo de Satanás é tão certamente cumprido quando as pessoas correm adiante de Cristo e fazem uma obra que Ele nunca confiou às suas mãos, como quando permanecem no estado laodiceano, mornas, julgando-se ricas e abastadas, sem precisar de coisa alguma. As duas classes são igualmente pedras de tropeço.

Alguns zelosos que canalizam e reúnem todas as energias com vistas à originalidade, têm cometido um grave erro ao tentar manter algo sensacionalista, maravilhoso, arrebatador diante do povo, algo que, segundo lhes parece, os outros não compreendem. Mas frequentemente nem mesmo eles sabem do que estão falando. […]

Alguns são naturalmente combativos. […] Gostariam de entrar em debates, gostariam de pelejar por suas ideias particulares; mas devem pôr tais coisas de lado, pois isso não é desenvolver as graças cristãs. Trabalhem com todas as suas forças no sentido de responder à oração de Cristo, para que Seus discípulos sejam um assim como Ele é um com o Pai (Ellen G. White, Manuscrito 82, 1894; Review and Herald, 11 de novembro de 1965).

Não consegui dormir depois de uma e meia da madrugada. Eu estava levando ao irmão T uma mensagem que o Senhor me dera para ele. Os pontos de vista particulares que ele mantém são uma mistura de verdade e de erro. Caso ele houvesse passado pelas experiências do povo de Deus ao dirigi-los Ele pelos quarenta anos passados, estaria mais bem preparado para fazer a correta aplicação da Escritura. Os grandes sinais demarcadores da verdade, mostrando-nos a direção na história profética, devem ser cuidadosamente observados, para que não sejam derribados, e substituídos por teorias que trariam confusão em vez de genuíno esclarecimento. Foram-me citadas as próprias teorias errôneas que têm sido repetidamente apresentadas. Os que defendem essas teorias apresentaram citações escriturísticas, mas aplicaram-nas mal e as deturparam. As teorias julgadas corretas eram incorretas, e todavia muitos pensaram que fossem justamente as teorias a serem apresentadas ao povo. As profecias de Daniel e de João devem ser diligentemente estudadas (Ellen G. White, ME2 101.2).

Existem pessoas, ainda vivas, que ao estudarem as profecias de Daniel e de João, receberam grande luz de Deus ao examinarem a base onde profecias especiais estavam em processo de cumprimento, por sua ordem. Eles levaram a mensagem do tempo ao povo. A verdade brilhou claramente como Sol ao meio-dia. Acontecimentos históricos, mostrando o direto cumprimento da profecia, foram expostos ao povo, e viu-se que ela era um esboço figurado de acontecimentos conducentes ao encerramento da história terrestre. As cenas relacionadas com a obra do homem do pecado são os últimos aspectos claramente revelados na história terrestre. O povo tem agora uma mensagem especial para dar ao mundo – a terceira mensagem angélica. Aqueles que em sua experiência examinaram o fundamento, e desempenharam uma parte na proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas, não estão tão susceptíveis a ser induzidos a falsos caminhos como os que não tiveram conhecimento experimental do povo de Deus (Ellen G. White, ME2 102.1).

Tem havido uns e outros que, estudando a Bíblia, julgaram descobrir grande luz, e teorias novas, mas não têm sido corretas. As Escrituras são todas verdade, mas, por aplicarem-nas mal, homens chegam a erradas conclusões. Achamo-nos empenhados em grande conflito, e ele se tornará mais rigoroso e decidido ao nos aproximarmos da luta final. Temos um inimigo vigilante, e está em constante atividade na mente humana que não teve experiência pessoal nos ensinos do povo de Deus pelos cinquenta anos passados. Alguns tomarão a verdade aplicável a seu tempo, e pô-la-ão no futuro. Acontecimentos, na sequência da profecia, que tiveram seu cumprimento no distante passado, são considerados futuros, e assim, por essas teorias, a fé de alguns é solapada (Ellen G. White, ME2 102.2).

Segundo a luz que o Senhor houve por bem conceder-me, estais em risco de fazer a mesma obra, apresentando perante outros verdades que tiveram seu lugar e fizeram sua obra específica para o tempo, na história da fé do povo de Deus. Reconheceis como verdadeiros esses fatos na história bíblica, mas os aplicais ao futuro. Eles têm sua força ainda em seu devido lugar, na cadeia dos acontecimentos que nos tornaram, como um povo, o que somos hoje, e como tal, eles devem ser apresentados àqueles que se encontram nas trevas do erro. Os fiéis obreiros de Jesus Cristo devem cooperar com seus irmãos que tiveram experiência na obra desde o próprio surgimento da mensagem do terceiro anjo. Esses seguiram passo a passo, recebendo luz e verdade ao avançarem, suportando prova após prova, erguendo a cruz que lhes jazia diretamente na trilha, e esforçando-se por avançar em conhecer o Senhor, cujas saídas são preparadas qual a manhã. Vós e outros de nossos irmãos precisais aceitar a verdade tal como Deus a deu aos estudiosos de Suas profecias, à medida que eles foram conduzidos por viva e genuína experiência, avançando ponto por ponto, testados, provados e experimentados, até que a verdade é para eles uma realidade. Por sua palavra e pena, tem ido a todas as partes do mundo a verdade em raios brilhantes e cálidos, e aquilo que lhes era verdade-teste, segundo era trazida pelos mensageiros delegados do Senhor, é verdade que prova a todos a quem esta mensagem é proclamada (Ellen G. White, ME2 102.3).