Racismo é pecado hediondo; difamação também

ellen_whiteTem sido compartilhada nas redes sociais mais uma das muitas fake news que circulam por aí. Pior, representa uma verdadeira difamação tremendamente caluniosa de uma escritora muito importante e admirada, a co-fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia Ellen G. White (1827-1915). O texto falsamente atribuído a Ellen diz: “No paraíso não entrarão pessoas de pele negra, porque a pele negra representa o pecado. Todos serão brancos como senhor Jesus.” E a suposta fonte: “Ellen White – profetisa e fundadora [sic] da Igreja Adventista do Sétimo Dia (livro O Arauto do Evangelho, 1º de março de 1901).” Quem explica o mal-entendido é o pastor e editor da Casa Publicadora Brasileira Fernando Dias:

O trecho controverso é creditado a um artigo publicado na revista The Gospel Herald, de março de 1901. Ellen White foi uma grande incentivadora da evangelização das populações negras dos Estados Unidos. Em 21 de março de 1891, ela fez um longo apelo a 30 líderes adventistas do sétimo dia para que trabalho missionário fosse feito entre os afro-americanos. Em resposta a esse apelo, seu próprio filho James Edson White começou atividades assistenciais, educativas e religiosas entre negros em Vicksburg, Mississipi, em janeiro de 1895. Esse texto se trata da publicação de um sermão feito por Ellen Gould White no sábado, dia 16 de março de 1901, numa igreja composta de pessoas negras, fundada por seu filho em Vicksburg. O texto original, intitulado “Trust in God” [Confiança em Deus], pode ser lido na íntegra, em inglês, aqui.

Em sua fala, Ellen G. White se referiu ao Céu e ao amor ao próximo como característica dos que estão se preparando para habitá-lo. Em determinado trecho, ela escreveu: “Vocês são filhos de Deus. Ele adotou vocês e deseja que desenvolvam aqui um caráter que lhes garantirá entrada na família celestial. Ao se lembrarem disso, vocês deverão suportar as provações que encontrarem aqui. No Céu não haverá segregação racial, pois todos serão brancos como o próprio Cristo. Agradecemos a Deus por podermos ser membros da família real” (“Trust in God”, The Gospel Herald, março de 1901)

Esse é o trecho mais próximo ao da postagem polêmica. Não há, no texto citado, ou em outro escrito de Ellen White, qualquer coisa como “no paraíso não estrarão pessoas de pele negra, porque a pele negra representa o pecado”. Essa declaração é espúria e não combina com a atitude de Ellen White, documentada em seus escritos, em seus diários, em suas biografias e no depoimento escrito de dezenas de pessoas que conviveram com ela.

O próprio contexto da declaração afasta qualquer intenção racista da parte de Ellen White. Ela falava, quando disse isso em 1901, para uma plateia de cristãos negros no Sul dos Estados Unidos. Essa região vivera a realidade da escravidão de afrodescendentes até poucas décadas antes, e experimentaria a segregação racial ainda por muitas décadas. O tema dominante do discurso é o amor a todas as pessoas como característica dos que irão ao Céu. Ela anuncia o Céu como um lugar livre de segregação de pessoas por conta da cor da pele. Ao dizer que, no Céu, os salvos “serão brancos como o próprio Cristo”, ela muito possivelmente se referia ao que a Bíblia informa sobre a aparência que Cristo assumiu após Sua ascensão ao Céu. Ele é descrito como tendo rosto e cabelos “brancos como a alva lã, como neve” (Apocalipse 1:14).

A Bíblia ensina que os salvos terão no Céu um corpo celestial e glorioso. Esse corpo será semelhante ao corpo que o próprio Jesus passou a ter no Céu (1 Coríntios 15:35-58). A descrição do Cristo glorificado em Apocalipse 1:13-20 se refere ao Seu aspecto radiante, resplandecente e luminoso, não à cor da pele. Ou seja, todos os remidos, independentemente de suas características físicas, serão transformados e terão um aspecto semelhante ao de Jesus Cristo em Sua glória.

Convém relembrar que Ellen White não assumiu o título de profetisa, conforme ela explica em Mensagens Escolhidas (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1985), v. 1, p. 32. Também ela não é a fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, mas fez parte de um grupo de diversas pessoas que estabeleceram essa denominação cristã entre 1860 e 1863.

Nota: Se você quiser saber mais sobre Ellen White e o assunto do racismo, assista à entrevista abaixo.

Posição de Ellen White sobre o terraplanismo e o geocentrismo

E. G. White portrait (Dames, 911 Broadway, Oakland, Cal.)Qualquer pessoa em pleno século 21 – época em que são comuns viagens transcontinentais de avião, viagens espaciais e uso de satélites (inclusive os vários satélites recém-lançados por Elon Musk e que são visíveis aqui da terra) – descrer da esfericidade do planeta e do heliocentrismo (o Sol no centro do sistema solar) já é um tremendo contrassenso. Um cristão defender o terraplanismo, trata-se de um absurdo. Agora, um adventista do sétimo dia advogar essa ideia leva o absurdo à estratosfera. Por quê? Porque um adventista, além de poder contar com evidências científicas e bíblicas, tem ainda as claras afirmações de Ellen White a respeito do assunto. Estude a Lição da Escola Sabatina desta semana e conheça a posição oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre o terraplanismo. A Lição da Escola Sabatina é uma publicação mundial oficial da IASD. [Michelson Borges]

Terra globo

sábado Terra redonda

Terra ao redor do Sol

A teoria dos seis mil anos e a volta de Jesus até 2027

volta“Quanto ao dia e à hora ninguém sabe” (Mateus 24:36); “Não lhes compete saber os tempos ou as datas que o Pai estabeleceu pela Sua própria autoridade” (Atos 1:7).

[O texto a seguir foi preparado com base em anotações de uma palestra apresentada pelo Dr. Wilson Paroschi no Unasp, campus Engenheiro Coelho, em 2 de abril de 1992.]

Como entender as citações de Ellen G. White que mencionam a cronologia dos seis mil anos? Teria ela cometido alguns “erros” de natureza cronológica? Se consultarmos seus escritos, notaremos que ela faz mais de 2.500 referências à cronologia bíblica. O período dos seis mil anos desde a criação é citado por ela 42 vezes em suas obras primárias (excetuando-se as compilações). E o período dos quatro mil anos, referentes ao tempo da criação à encarnação, é mencionado 41 vezes. Como explicar isso?

“Tendo completado recentemente um exame de todas as 2.500 referências à cronologia bíblica feitas por Ellen White, posso afirmar inequivocamente que sua cronologia corresponde à do arcebispo Ussher mais de perto que talvez qualquer outra das dezenas de cronologias em uso no século 19” (Warren H. Johns, “Ellen G. White and Biblical Chronology”, Ministry, abril de 1984, p. 20).

Esse fato se deve basicamente a três razões:

  1. Os escritos da Sra. White, como os da Bíblia, não surgiram como resultado de inspiração verbal, isto é, não eram as palavras dos profetas que eram inspiradas. Deus não ditava Suas mensagens. A pessoa do profeta, sim, era inspirada.

Deus comunica ideias e pensamentos, mas deixa com o indivíduo a redação e a transmissão da mensagem. A cultura, educação e instrução do profeta são refletidas na revelação escrita.

“Não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram. A inspiração não atua nas palavras do homem ou em suas expressões, mas no próprio homem que, sob a influência do Espírito Santo, é possuído de pensamentos. As palavras, porém, recebem o cunho da mente individual. A mente divina é difusa. A mente divina, bem como Sua vontade, é combinada com a mente e vontade humanas; assim as declarações do homem são a Palavra de Deus” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 21).

  1. A Bíblia usada pela Sra. White trazia impressa na margem dados cronológicos referentes à cronologia de Ussher, e como, após receber a mensagem de Deus, o profeta se utiliza de sua bagagem cultural para transmiti-la, ela inseriu esses dados cronológicos em seus escritos, e o fez unicamente como um recurso literário.

A mensagem vinda de Deus não é, de forma alguma, afetada ou comprometida por qualquer desinformação geográfica ou cronológica do profeta. As referências de Ellen White aos seis mil anos ou aos quatro mil anos não foram para estabelecer nenhuma verdade cronológica, mas sim para relacionar ou realçar alguns fatos reais, isto é, algumas verdades que tiveram lugar no grande conflito entre o bem e o mal.

Referindo-se aos seis mil anos, e também aos quatro mil anos, Warren H. Johns declarou: “Quero sugerir que sua principal função é literária, não cronológica. Primeiro, eles servem como um meio de conexão literária; isto é, eles ligam dois personagens ou eventos bíblicos que têm alguma coisa em comum… A segunda função é de ênfase literária. Ela usou afirmações cronológicas para reforçar o que desejava transmitir ao realçar duração temporal e extensão da mesma forma como alguém usaria superlativos para dar ênfase. É um recurso literário” (Johns, p. 22).

  1. Um estudo de suas referências cronológicas revela, também, que Ellen G. White seguiu a prática comum de usar números redondos para relacionar pessoas ou eventos grandemente separados uns dos outros. Por exemplo:

“Mil anos” entre Jacó e Cristo (The Spirit of Prophecy, v. 4, p. 18). Ora, se pretendesse ser exata em suas declarações cronológicas, nessa citação ela estaria fazendo de Jacó um contemporâneo de Davi.

Em Patriarcas e Profetas, p. 134, ela coloca o livro de Hebreus “mil anos mais tarde” em relação ao livro de Gênesis, quando na verdade 1.500 separam esses dois livros.

“O ponto”, conclui Johns, “é que em questões não essenciais à salvação o profeta algumas vezes tem que escolher o melhor do que há disponível, muito embora esse melhor possa conter incorreções” (Johns, p. 23).

Há algumas declarações de Guilherme White, filho de Ellen White, acerca dos dados históricos e cronológicos de O Grande Conflito (edição de 1911) que merecem ser destacadas:

30/10/1911 (perante o Concílio da Associação Geral): “Mamãe nunca pretendeu ser autoridade em história… Minha mãe nunca fez reivindicações à inspiração verbal, e não vejo que meu pai, ou o Pr. Bates, Andrews, Smith ou Wagoner as fizessem” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 437).

4/11/1912 (para W. W. Eastman, secretário do Departamento de Publicações da União-Associação do Sudoeste): “Quanto aos escritos de minha mãe e seu uso como autoridade sobre pontos de história e cronologia, mamãe nunca desejou que nossos irmãos os considerassem como autoridade no tocante a pormenores de história ou de datas históricas” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 446).

“Quando redigia os capítulos para O Grande Conflito, ela fazia às vezes uma descrição parcial de um acontecimento histórico importante, e quando sua copista que preparava os manuscritos para o prelo indagava a respeito do tempo e do lugar, minha mãe dizia que essas coisas foram registradas por historiadores conscienciosos. Que fossem inseridas as datas usadas por esses historiadores. Em outras ocasiões, ao escrever o que lhe fora apresentado, mamãe encontrava tão perfeitas descrições dos acontecimentos e apresentações dos fatos e das doutrinas em nossos livros denominacionais, que copiava as palavras dessas autoridades. […] Quando foi escrito O Grande Conflito, mamãe não imaginava que os leitores o considerariam uma autoridade em datas históricas ou o usariam para resolver controvérsias acerca de pormenores da história, e ela não acha agora que ele deve ser usado dessa maneira” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 447).

“Parece-me que há perigo em dar demasiada ênfase à cronologia. Se fosse essencial para a salvação do homem que ele tivesse clara e harmoniosa compreensão da cronologia do mundo, o Senhor não teria permitido as divergências e discrepâncias que encontramos nos escritos dos historiadores bíblicos, e tenho a impressão de que nestes últimos dias não deve haver tanta controvérsia acerca de datas” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 448).

“Quanto aos escritos de mamãe, tenho irresistível evidência e convicção de que eles constituem a descrição e delineação do que Deus lhe revelou em visão, e onde ela seguiu a descrição de historiadores ou a exposição de escritores adventistas, creio que Deus lhe deu discernimento para usar aquilo que é correto e que está em harmonia com a sua verdade acerca de todas as questões essenciais à salvação. Se por meio de diligente estudo foi constatado que ela seguiu algumas exposições da profecia que em algum pormenor referente a datas não possamos harmonizar com nossa compreensão da história secular, isto não influirá sobre a minha confiança nos seus escritos como um todo, assim como a minha confiança na Bíblia também não é influenciada pelo fato de que não consigo harmonizar muitas das declarações relacionadas com a cronologia” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 449, 450).

8/1/1928 (carta a L. E. Froom): Ellen White “ocasionalmente consultava Andrews, em especial no tocante à cronologia” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 459).

“Os grandes acontecimentos que ocorreram na vida de nosso Senhor lhe foram apresentados em cenas panorâmicas, como sucedeu também com as outras partes de O Grande Conflito. Nalgumas dessas cenas a cronologia e a geografia foram apresentadas com clareza, mas na maior parte da revelação as cenas instantâneas, que eram muito vívidas, e as conversações e discussões, que ela ouviu e pôde relatar, não foram assinaladas geográfica ou cronologicamente, e ela teve de estudar a Bíblia, a história e os escritos de homens que apresentaram a vida de nosso Senhor, a fim de obter a conexão cronológica e geográfica” (Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 459, 460).

Conclusão: assim, as referências da Sra. White à cronologia dos seis mil anos devem ser tidas apenas como uma aproximação do tempo transcorrido desde Adão. Não devem ser dogmatizadas, nem poderiam, pois ela mesma não segue um critério cronológico uniforme.

Algumas vezes, no mesmo livro, como no caso de O Grande Conflito, ela diz “durante seis mil anos” (p. 662, 679), e outras vezes diz “durante quase seis mil anos” (p. 523, 559). Da mesma forma, há algumas referências de que quatro mil anos se passaram até o nascimento de Cristo (DTN, p. 102, 729), ao passo que outras estendem esse mesmo período até Sua ressurreição (GC, p. 551).

Fica demonstrado, portanto, que a Sra. White não pretendeu estabelecer nenhuma verdade histórica, mas apenas lançou mão de um recurso literário, conectando personagens ou eventos bíblicos que têm alguma coisa em comum, ou ressaltando certas verdades do grande conflito entre o bem e o mal com o auxílio de referências cronológicas gerais.

Agora, mais importante ainda é o fato de que, embora Ellen White tenha usado a “cronologia dos seis mil anos”, em nenhum momento sequer ela fez uso da “teoria dos seis mil anos”, afirmando que ao fim desse período Cristo voltaria.

A “teoria dos seis mil anos”, como vimos, é uma teoria profética segundo a qual os seis dias da criação seguidos pelo sábado, juntamente com a declaração de que para Deus um dia é como mil anos (2Pe 3:8), constitui uma predição de que este mundo durará seis mil anos, e que a partir de então terá início o milênio sabático de repouso. Na Bíblia, porém, não há nenhum período profético de seis mil anos; não há nenhuma indicação de que a semana da criação deva ser alegorizada, como se representasse as eras do mundo habitado. Esse conceito se originou, sim, de antigas mitologias pagãs, passando a seguir para o judaísmo rabínico, cujos ensinamentos foram muito criticados por Cristo (Mc 7:6-13; Mt 15:1-9). Foi cristianizado pelos pais da Igreja que adotavam métodos exegéticos antibíblicos; sobreviveu durante toda a Idade Média, e alcançou os tempos modernos pela influência de Ussher.

Nem a semana da criação é profética, nem a passagem de 2 Pedro 3:8 apresenta um princípio de cálculo profético. O princípio profético encontrado nas Escrituras é o do “dia/ano” (Nm 14:34; Ez 4:6), e não o do “dia/mil anos”. O que encontramos em 2 Pedro 3:8 não é nada mais que o ensino de que mesmo uma demora de mil anos para que Cristo volte não seria grande demais. O que o Senhor deseja, na verdade, é que “nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9).

Assim, só o afirmar que o mundo habitado tem seis mil anos de história, tendo como base o Espírito de Profecia, já é atribuir aos escritos da Sra. White uma autoridade histórica ou cronológica que ela nunca reivindicou, e nunca pretendeu que acontecesse, mas chegar ao ponto de usar suas referências acerca dos seis mil anos para afirmar que o mundo vai acabar em determinado ano é violentar seus ensinos, e usá-los de modo ilegítimo e antinatural.

Os que assim o fazem lembram aqueles de quem o apóstolo Pedro fala com relação às coisas difíceis de entender nas Epístolas de Paulo, “que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2Pe 3:16).

(Wilson Paroschi é professor de Novo Testamento e Interpretação Bíblica na Southern Adventist University, em Collegedale, TN, EUA)

Primeiros híbridos de macaco e porco nascem na China

quimera-porco-e-macaco-chinaNo século 19, Ellen White escreveu algo sobre “amalgamação”. Será que isso está de volta? Deus permitirá que se brinque assim com a vida? Depois de ler o texto abaixo, assista ao vídeo

Em um estudo inédito, pesquisadores do Laboratório de Células-Tronco e Biologia Reprodutiva (SRLab) criaram as primeiras quimeras de porco e macaco em Pequim, na China. Dois porcos nasceram vivos contendo células de macacos, mas morreram dentro de uma semana. Primeiro, a equipe liderada pelo cientista Tang Hai modificou geneticamente células de macaco para que elas ficassem fluorescentes e pudessem ser identificadas nos porcos. Depois, coletaram células-tronco embrionárias dos macacos e as injetaram em mais de 4.000 embriões de porcos, cinco dias depois da fertilização. Apenas dez dos porcos nasceram, sendo que dois eram quimeras. Todos morreram dentro de uma semana.

Uma vez que nenhum indivíduo sobreviveu, os pesquisadores desconfiam que o problema está no processo de fertilização in vitro, que não funciona tão bem em porcos quanto em humanos e outros animais [sic], ao invés de nas quimeras.

Os porcos quiméricos tinham diversos tecidos com células de macaco, como coração, fígado, baço, pulmão e pele. A proporção de células primatas era muito baixa, no entanto: cerca de uma em 1.000 ou uma em 10.000.

O próximo passo da equipe será tentar criar animais saudáveis com uma proporção maior de células de macaco. Outras equipes também estão trabalhando em animais híbridos com o objetivo de criar órgãos para transplante.

Em 2017, o pesquisador Juan Carlos Izpisua Belmonte, do Instituto Salk na Califórnia (EUA), criou uma quimera de porco e humano, só que com uma proporção de apenas uma célula humana a cada 100.000, por razões éticas. Os embriões também foram interrompidos antes do nascimento.

Existem preocupações de que o cérebro de animais se torne parcialmente humano, e é por esse motivo que a equipe chinesa usou macacos ao invés de humanos. De qualquer forma, dada a eficiência quimérica extremamente baixa e a morte de todos os animais, alguns especialistas veem esse tipo de pesquisa como “desencorajadora”.

O biólogo Paul Knoepfler, da Universidade da Califórnia em Davis (EUA), por exemplo, não está convencido de que será possível cultivar órgãos adequados para transplante criando quimeras humanas. “No entanto, faz sentido continuar pesquisando essa abordagem junto com outras, como a engenharia de tecidos”, resumiu.

(FuturismNewScientist, via Hypescience)

Obelisco no túmulo de Ellen White

whiteAlgumas pessoas têm expressado surpresa e preocupação ao verem um monumento no formato de um obelisco no cemitério da família de Tiago e Ellen White. O obelisco (um, apenas) não é uma lápide para uma das pessoas ali enterradas, mas um marco familiar no centro do lote. A preocupação surge por causa da conexão que existe entre obeliscos e o culto pagão do Egito, bem como outras associações questionáveis. Evidentemente, contudo, muitas pessoas no século 19 não consideravam isso um problema. Os obeliscos eram marcos comuns nos cemitérios daquele tempo. Nas proximidades do mausoléu da família White, existem algo como 20 ou 30 outras sepulturas com marcos em forma de obelisco. Uma situação semelhante existe no cemitério de Rochester, Nova York, onde alguns pioneiros do adventismo foram sepultados. É pouco provável que toda essa gente fosse maçom ou adeptos de religiões antigas que adoravam o Sol. O uso de obeliscos como marcos de cemitérios era apenas uma prática comum, não um tributo à maçonaria ou a crenças pagãs. Os adventistas daquela época pareciam estar entre os que não viam nenhum problema no uso de obeliscos.

Recentemente, encontramos uma correspondência relacionada a essa questão entre as cartas de George I. Butler, que era o presidente de Associação Geral quando Tiago White morreu, em 1881, e por vários anos após. Em 12 de fevereiro de 1884, o Pastor Butler escreveu para a Sra. White: “O monumento de granito escuro em B.C. (Battle Creek) que a senhora viu, eu o encomendei na semana passada, a pedido do seu filho Willie. Ele me disse que debitasse essa despesa em sua conta.”

Isso indica que a Sra. White tinha visto o monumento escolhido, e provavelmente W. C. White também. Ele aprovou a compra. Uma carta do pastor Butler para W. C. White, em 10 de fevereiro daquele ano, discutia o custo do monumento “com a lápide e outras pedras”, dizendo que ele “será erigido tão logo a senhora mande a inscrição”. Fica claro que a família White estava envolvida na escolha do monumento.

Vinte anos mais tarde, em 1904, a Sra. White escreveu sobre uma sugestão diferente para a lápide de Tiago White: “‘Nunca!’, disse eu, ‘nunca! Ele fez, sozinho, o trabalho de três homens. Nunca será colocado sobre seu túmulo um monumento partido’” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 105). Só podemos conjecturar, mas pode ser que no contraste presente nessa sugestão, ela estivesse bastante satisfeita por ter um monumento bem moldado e simétrico colocado no cemitério da família.

Alguns têm perguntado sobre a suposta conexão do obelisco com a maçonaria. Ao verem o obelisco na sepultura da família, uns poucos até chegaram a supor que a própria Sra. White devia ter estado envolvida com o movimento maçônico. Essa é uma conclusão sem qualquer garantia. A Sra. White era uma franca opositora da maçonaria. Enquanto estava na Austrália, ela insistiu com um obreiro adventista que estava envolvido com a maçonaria para que cortasse sua conexão com o movimento. Ela também aconselhou outros contra o envolvimento com ordens maçônicas (ver Evangelismo, p. 617-623; Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 120-140).

Qual a razão, então, para haver um obelisco no cemitério da família White? Evidentemente, a Sra. White não o considerava um símbolo inerente da maçonaria ou pagão, a despeito do fato – conhecido dela ou não – de que os maçons e os adoradores do Sol o haviam usado dessa maneira. Os símbolos têm o significado que as pessoas atribuem a eles. A própria cruz já foi um símbolo repugnante da opressão e crueldade de Roma, mas hoje, os cristãos de todo o mundo a consideram o símbolo da nossa redenção, por meio de Cristo.

Os símbolos podem mudar de significado. Quando Tiago White começou a publicar a Advent Review and Sabbath Herald como um jornal quinzenal (ele passou a ser semanal em setembro de 1853), cada edição vinha com a data da publicação e o nome convencional do dia da semana no qual era publicada, seja segunda-feira ou terça-feira. (O dia da publicação variava naquele tempo.) No entanto, logo ele mudou. A revista publicada na “quinta-feira [Thursday, em inglês], 12 de maio de 1853”, foi seguida, duas semanas depois, por outra exibindo a data de publicação como “quinto dia [Fifth-day, em inglês], 26 de maio de 1853”. Por várias décadas depois, o jornal designou o dia de sua publicação como “quinto dia” e “terceiro dia [Fifth-day e Third-day, em inglês], aparentemente por causa da preocupação com o fato de os dias da semana terem recebido nomes pagãos. Por volta da edição de 1º de janeiro de 1880, entretanto, o jornal voltou a usar os nomes convencionais dos dias da semana. Aparentemente, nossos pioneiros decidiram que o uso daqueles nomes não comprometia sua fé.

As pessoas que usam os nomes convencionais dos dias da semana não o fazem para expressar devoção aos deuses pagãos. Os nomes simplesmente não simbolizam mais esses deuses, a despeito de seu significado original. Da mesma maneira, embora obeliscos possam ter comunicado algum significado oculto lá pelo século 19, esse significado já não era levado em consideração por muitas pessoas, exceto os próprios maçons. Claramente, a Sra. White não sustentava essas crenças.

(Extraído do livro 101 Perguntas Sobre Ellen White e Seus Escritos, de William Fagal, CPB)

IMG_7298

Ellen White sonhou com o marido morto?

ellenEm inúmeras ocasiões, Ellen White deixou bem claro em seus escritos que o estado do ser humano na morte é de total inconsciência, e que a ressurreição corporal (no caso dos salvos) ocorrerá apenas por ocasião da volta de Jesus. Esse é exatamente o ensino bíblico quanto à morte (confira). Pouco depois da morte do esposo, Tiago White, Ellen estava muito triste e sem saber bem como prosseguir no trabalho sem ele. Então ela teve um sonho simples (não se tratou de uma visão nem de um sonho profético, como ela mesma deixa claro no relato – sim, profetas também podem sonhar como quaisquer outras pessoas). Bonito é perceber que, mesmo ela sabendo que se tratava de um simples sonho e que o marido continuaria descansando (morto) até a volta de Jesus, Deus usou a experiência para orientá-la quanto à sua preocupação com a igreja e o trabalho.

Leia abaixo o relato de Ellen e, em seguida, a nota do Centro de Pesquisas Ellen G. White e as duas notas que eu escrevi [MB]:

“Alguns dias após estar implorando por luz ao Senhor com relação à minha tarefa, à noite sonhei que eu estava na carruagem, guiando, sentada ao lado direito. Pai estava na carruagem, sentado ao meu lado esquerdo. Ele estava muito pálido, mas calmo e composto. ‘Ora, pai*?!’, exclamei. ‘Eu estou tão feliz por tê-lo ao meu lado mais uma vez! Tenho sentido que metade de mim se foi. Pai, eu o vi morrer; eu o vi enterrado. Teve o Senhor pena de mim e deixou que voltasse para mim novamente para trabalharmos juntos como fazíamos?

“Ele parecia muito triste. E disse: ‘O Senhor sabe o que é melhor para você e para mim. Meu trabalho era muito querido para mim. Nós cometemos um erro. Respondemos a convites urgentes de nossa irmandade para assistir a reuniões importantes. Nós não tivemos coragem de recusar. Essas reuniões nos exauriram mais do que percebemos. Nossa ótima irmandade esteve agradecida, mas eles não entenderam que nessas reuniões nós carregamos fardos maiores que nossa idade podia suportar com segurança. Eles nunca saberão o resultado dessa longa e contínua tensão sobre nós. Deus desejaria tê-los feito carregar os fardos que suportamos durante anos. Nossas energias nervosas foram continuamente sobrecarregadas, e assim nossa irmandade ao interpretar mal nossos motivos e ao não perceber nossos fardos, enfraqueceu nossa vontade do coração. Eu cometi erros, e o maior deles foi permitir minhas simpatias pelo povo de Deus levarem-me a carregar trabalhos sobre mim que outros deviam ter carregado.

“‘Agora, Ellen, convites serão feitos como antes, desejando que você compareça a reuniões importantes, como foi o caso no passado. Mas apresente essa situação perante o Senhor e não responda aos mais sinceros convites. Sua vida pende como se estivesse num fio. Você deve contar com descanso tranquilo, liberdade de toda excitação e toda preocupação desagradável. Nós certamente contribuímos em muito com nossas penas em assuntos de que o povo precisa e sobre que tivemos iluminação, e podemos apresentar diante deles luz que outros não têm. Assim você pode trabalhar quando sua força voltar, o que acontecerá, e você poderá fazer muito mais com sua pena do que com sua voz.’

“Ele me encarou como se apelando e disse: ‘Você não negligenciará essas advertências, não é, Ellen? Nosso povo nunca entenderá sob que dificuldades trabalhamos para servi-los porque nossas vidas estavam interligadas com o progresso da causa, mas Deus sabe de tudo. Eu lamento por ter-me sentido tão profundamente inadequado e em emergências agido de modo irrazoável, sem cuidar dos princípios de vida e saúde. O Senhor não exigiu que carregássemos fardos tão pesados enquanto nossa irmandade tão poucos. Devíamos ter ido para a Costa do Pacífico antes, e dedicado nossas vidas a escrever. Você fará isso agora? Você, quando sua força retornar, pegará sua pena e deixará escritas estas coisas que há tanto antecipamos, e agirá devagar? Há coisas importantes de que o povo precisa. Faça desta sua primeira ocupação. Você terá que falar um pouco ao povo, mas fique longe das responsabilidades que nos exauriram.’

“‘Bem’, disse eu, ‘Tiago, você ficará para sempre comigo agora e nós trabalharemos juntos.’ Disse ele: ‘Fiquei em Battle Creek por muito tempo. Eu deveria ter ido para a Califórnia há mais de um ano. Mas eu quis ajudar o trabalho e as instituições em Battle Creek. Cometi um erro. Seu coração é terno. Você será induzida a cometer os mesmos erros que cometi. Sua vida pode servir à causa de Deus. Oh, quão preciosos assuntos Deus me faria trazer ao povo, preciosas joias de luz!’

“Eu acordei. Mas esse sonho pareceu tão real. Agora você pode ver e entender por que não sinto que é minha tarefa ir a Battle Creek no propósito de assumir as responsabilidades na assembleia da Associação Geral. Não é minha tarefa apresentar-me na assembleia da Associação Geral. O Senhor me proíbe. Isso é o bastante.”

(Carta 17, 1881, p. 2-4; para W. C. White, 12 de setembro de 1881)

* Tratamento carinhoso entre cônjuges, em que o marido é tratado de “pai” e a esposa de “mãe”.

Qual o significado do sonho?

Esse relato do sonho da Sra. White foi publicado no livro Conselhos aos Idosos, paginas 122 a 125. Críticos têm usado esse texto para condená-la por [supostamente] ter falado com os mortos. Esse, na verdade, foi apenas um acontecimento compreensível na vida de uma viúva que sonhou com seu companheiro tão querido. Após a morte de Tiago, Ellen sentia muito sua falta; ela diz: “Meu esposo faleceu em 1881. Durante o tempo que se passou constantemente senti falta dele. Durante o primeiro ano após sua morte senti intensamente minha perda” (p. 122).

Assim, ela orou a Deus pedindo luz sobre seu dever de continuar sozinha na missão, e em resposta à sua oração ela diz ter tido um sonho em que Tiago lhe apareceu dizendo que sua morte tinha sido uma bênção, pois estava muito cansado, e de que ela deveria evitar o excesso de trabalho. No início e no final de seu relato, Ellen White identifica como sendo um sonho e nele a Sra. White expressa o desejo de estar novamente com Tiago. Mas ela finaliza dizendo: “Acordei. O sonho tinha parecido ser tão real” (p. 124), e mais adiante ela ressalta: “Ele vai descansar até a manhã da ressurreição” (p. 125).

Esse incidente, portanto, foi apenas um sonho usado por Deus como meio de confortá-la, e em tempo algum Ellen White acreditou ter falado com Tiago após sua morte.

(Nota do Centro de Pesquisas Ellen G. White)

Nota 1: Portanto, é muita desonestidade por parte de alguns afirmar que Ellen White teria tido um sonho espírita ou algo assim, sendo que ela mesma escreveu extensivamente sobre o assunto, deixando bem claro que os mortos permanecem inconscientes até a volta de Jesus (no caso dos salvos). Note que no relato dela, além de ter escrito que o sonho pareceu real, ela expressa o desejo de que, com o marido, pudesse voltar a trabalhar como antes. Caso ele fosse um fantasma ou algo assim, como poderiam trabalhar como antes? Chega a ser injusto com a memória dela insinuar que estivesse ensinando algo contrário à Bíblia e a seus próprios escritos. Aos críticos digo apenas: vão à fonte. Leiam os livros dela, comparem-nos com a Bíblia (nossa única regra de fé e prática) e tirem suas conclusões. Se os considerarem de valor, aproveitem a bênção. Se os encontrarem em desacordo com as Escrituras, descartem-nos de imediato. Só não espalhem mentiras e falsas suspeitas como cortinas de fumaça impedindo que outros possam julgar o assunto por si mesmos. [MB]

Nota 2: Insinuar que Ellen White tenha tido um sonho espírita é tão desonesto quanto afirmar que ela pregava a existência de alienígenas, levando as pessoas a pensar que estivesse se referindo a ETs de pele verde e anteninhas na cabeça, como os apresentados nos filmes. Nada mais falso. Em consonância com textos bíblicos, Ellen falou de mundos habitados por seres humanos não caídos em pecado. Mais uma vez, convido-o a ir à fonte e ler por si mesmo. Convido-o também a ler este texto e a assistir a este vídeo. [MB]

A beleza e os mistérios de Órion

messier78bA nebulosa Messier 78, a 1.350 anos-luz de distância da Terra, foi fotografada pelo telescópio MPG/ESO no Observatório La Silla, no Chile. O local faz parte do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). A foto foi divulgada em 2011 e mostra uma nuvem de poeira e gás que reflete a radiação ultravioleta de estrelas ao redor. Messier 78 pode ser vista com um telescópio pequeno perto do grupo de estrelas conhecido no Brasil como Três Marias, na constelação de Órion (Foto: Igor Chekalin / ESO)

Não é de hoje que a constelação de Órion chama a atenção dos astrônomos – e dos adventistas do sétimo dia. Em maio do ano passado, um telescópio europeu em órbita encontrou algo inusitado enquanto procurava por estrelas jovens: um verdadeiro buraco espacial na nebulosa NGC 1999, uma nuvem brilhante de gás e poeira exatamente na constelação de Órion. Na época, presumiu-se que um ponto escuro da nuvem era uma bolha mais fria de gás e poeira, que de tão densa bloquearia a passagem da luz. Mas novas imagens do observatório Herschel, da Agência Espacial Europeia, mostram que a “bolha”, na verdade, é um espaço vazio. Isso porque o observatório capta imagens infravermelhas, o que permite que o telescópio veja além da poeira mais densa e enxergue os objetos dentro da nebulosa. Mas até mesmo ao Herschel o ponto estava preto.

A atenção dos adventistas é despertada sempre que ouvem falar em Órion, e isso se deve a este texto da escritora Ellen White: “Nuvens negras e densas subiam e chocavam-se entre si. A atmosfera abriu-se e recuou; pudemos então olhar através do espaço aberto em Órion, donde vinha a voz de Deus. A santa cidade descerá por aquele espaço aberto” (Primeiros Escritos, p. 41). Ellen escreveu esse texto em 1851, quando não havia telescópio Hubble (lançado em 1990), nem Spitzer (2003), nem mesmo o observatório Herschel.

Na década de 1950 (quase vinte anos antes da ida do homem à Lua), o professor Julio Minham, membro da Associação Brasileira de Astronomia, escreveu um livro chamado Maravilhas da Ciência que foi publicado pela Associação Brasileira de Astronomia. Nele, à página 281, Minham constata: “Uma escritora americana, Ellen G. White, que nada sabia de astronomia e que provavelmente nunca ouvira falar da Nebulosa de Órion, em um de seus livros traduzido para o português com o título de Vida e Ensinos, depois de comentar essa luminosidade escreveu [e ele cita o texto de Ellen White]. Isso dito assim tão simplesmente por quem nunca olhou um livro de astronomia, nem sonhava com buracos em parte alguma do céu, só pode ser creditado a dois fatores: histerismo ou inspiração. Para ser histerismo, parece científica demais a afirmação de que toda uma cidade, a Nova Jerusalém, tenha livre passagem pelo túnel de Órion. A escritora não sabia do túnel, nem que ele é tão largo a ponto de comportar noventa sistemas solares. Terá sido revelado a essa escritora uma verdade que os astrônomos não puderam descobrir?”

Na verdade, não sei se podemos entender o que ocorre em Órion como evidência da volta de Jesus. Deus até pode usar isso como “lembrete” para Seu povo e mais um elemento confirmador da Revelação. Mas devemos atentar para o fato de que Ellen White afirma que a santa cidade, a Nova Jerusalém, é que passará pelo espaço aberto em Órion. Pode até ser que Jesus também volte por ali, mas o evento descrito pela autora parece mais se referir à vinda da cidade para a Terra no fim do milênio, conforme Apocalipse 21.

Michelson Borges

O erro tira sua vida da verdade

mask“Satanás tem operado com poder enganador, introduzindo uma multiplicidade de erros que obscurecem a verdade. O erro não pode subsistir por si mesmo, e se extinguiria de pronto, não se apegasse como parasita à árvore da verdade. O erro tira sua vida da verdade de Deus. As tradições dos homens, como germes que pairam no ar, agarram-se à verdade de Deus, e os homens as consideram como parte da verdade. Mediante falsas doutrinas, Satanás consegue terreno onde firmar-se, e cativa a mente dos homens, fazendo com que se apeguem a teorias que não têm fundamento na verdade”(Ellen White, Evangelismo, p. 589).

Há pessoas que depois de descobrir problemas em algo começam a duvidar de tudo. Sabe o motivo? Sua base de entendimento da verdade está enfraquecida; algumas vezes quase nem existindo.

Muitos erros se espalham pelo mundo. Para existir devem estar misturados com pedaços da verdade, pois ficariam mais evidentes os enganos e as loucuras dessas ideias. Ganham espaço na mente das pessoas ao se apropriar da credibilidade que existe nos pedaços de verdade com os quais estão misturados. A melhor maneira de enganar é se parecendo amigo de alguém, pois assim não desconfiarão dessa pessoa.

Somente o estudo adequado da Palavra de Deus e da boa Ciência (que mostra Deus na criação), sob a guia do Espírito Santo, pode nos ajudar a discernir a verdade e o erro.

Pense nisso.

(Josué Cardoso dos Santos é doutor em Física e especialista no estudo do movimento de corpos celestes do Instituto de Tecnologia de Israel)

Esclarecimentos oficiais sobre a Bíblia White

Diante do surgimento e divulgação da publicação chamada Bíblia White, a Igreja Adventista do Sétimo Dia quer esclarecer alguns aspectos referentes a traduções e ao uso de textos de Ellen G. White. Inclusive como notas, em forma de comentários, e sobre a criação de títulos que induzem a interpretações fora de contexto. A intenção é responder a questionamentos de quem tomou conhecimento da existência do material, que não é produzido nem recomendado pela Igreja. Ela consiste em uma versão da Bíblia com comentários de trechos dos escritos de Ellen G. White. O texto a seguir oferece orientação nas áreas teológica, administrativa e legal, e mostra as implicações de tal iniciativa.

[Continue lendo essa análise oficial divulgada pela sede sul-americana da IASD]

Assista também a este vídeo com uma entrevista feita por Ricardo Oliveira com o Dr. Alberto Timm, diretor associado do White Estate:

Nota de esclarecimento: uso do nome Ellen White

white“O Ellen G. White Estate, instituição da Igreja Adventista responsável pelo patrimônio literário da escritora, esclarece que não autoriza o uso do nome Ellen G. White para comercialização ou produção de qualquer tipo de material, o que inclui exemplares da Bíblia. Publicações que contenham citações e escritos relacionados a Ellen White são produzidos oficialmente apenas pelas editoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Elas são resultado de estudos e análises criteriosas de especialistas. Traduções ou materiais relacionados à obra da autora, feitos de forma independente e fora destes critérios, não possuem nenhum apoio, recomendação e autorização dos depositários de Ellen G. White e da Igreja Adventista do Sétimo Dia.”

Assessoria de Imprensa da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Leia também: “A polêmica Bíblia White” e “Quem pode eticamente publicar os livros de Ellen White”

“Pra muita gente até receita de bolo deixada por Ellen G. White foi inspirada, menos o trecho de seu testamento em que ela diz que seu patrimônio literário deveria ser gerido pelo White Estate.”