Primeiros híbridos de macaco e porco nascem na China

quimera-porco-e-macaco-chinaNo século 19, Ellen White escreveu algo sobre “amalgamação”. Será que isso está de volta? Deus permitirá que se brinque assim com a vida? Depois de ler o texto abaixo, assista ao vídeo

Em um estudo inédito, pesquisadores do Laboratório de Células-Tronco e Biologia Reprodutiva (SRLab) criaram as primeiras quimeras de porco e macaco em Pequim, na China. Dois porcos nasceram vivos contendo células de macacos, mas morreram dentro de uma semana. Primeiro, a equipe liderada pelo cientista Tang Hai modificou geneticamente células de macaco para que elas ficassem fluorescentes e pudessem ser identificadas nos porcos. Depois, coletaram células-tronco embrionárias dos macacos e as injetaram em mais de 4.000 embriões de porcos, cinco dias depois da fertilização. Apenas dez dos porcos nasceram, sendo que dois eram quimeras. Todos morreram dentro de uma semana.

Uma vez que nenhum indivíduo sobreviveu, os pesquisadores desconfiam que o problema está no processo de fertilização in vitro, que não funciona tão bem em porcos quanto em humanos e outros animais [sic], ao invés de nas quimeras.

Os porcos quiméricos tinham diversos tecidos com células de macaco, como coração, fígado, baço, pulmão e pele. A proporção de células primatas era muito baixa, no entanto: cerca de uma em 1.000 ou uma em 10.000.

O próximo passo da equipe será tentar criar animais saudáveis com uma proporção maior de células de macaco. Outras equipes também estão trabalhando em animais híbridos com o objetivo de criar órgãos para transplante.

Em 2017, o pesquisador Juan Carlos Izpisua Belmonte, do Instituto Salk na Califórnia (EUA), criou uma quimera de porco e humano, só que com uma proporção de apenas uma célula humana a cada 100.000, por razões éticas. Os embriões também foram interrompidos antes do nascimento.

Existem preocupações de que o cérebro de animais se torne parcialmente humano, e é por esse motivo que a equipe chinesa usou macacos ao invés de humanos. De qualquer forma, dada a eficiência quimérica extremamente baixa e a morte de todos os animais, alguns especialistas veem esse tipo de pesquisa como “desencorajadora”.

O biólogo Paul Knoepfler, da Universidade da Califórnia em Davis (EUA), por exemplo, não está convencido de que será possível cultivar órgãos adequados para transplante criando quimeras humanas. “No entanto, faz sentido continuar pesquisando essa abordagem junto com outras, como a engenharia de tecidos”, resumiu.

(FuturismNewScientist, via Hypescience)

Obelisco no túmulo de Ellen White

whiteAlgumas pessoas têm expressado surpresa e preocupação ao verem um monumento no formato de um obelisco no cemitério da família de Tiago e Ellen White. O obelisco (um, apenas) não é uma lápide para uma das pessoas ali enterradas, mas um marco familiar no centro do lote. A preocupação surge por causa da conexão que existe entre obeliscos e o culto pagão do Egito, bem como outras associações questionáveis. Evidentemente, contudo, muitas pessoas no século 19 não consideravam isso um problema. Os obeliscos eram marcos comuns nos cemitérios daquele tempo. Nas proximidades do mausoléu da família White, existem algo como 20 ou 30 outras sepulturas com marcos em forma de obelisco. Uma situação semelhante existe no cemitério de Rochester, Nova York, onde alguns pioneiros do adventismo foram sepultados. É pouco provável que toda essa gente fosse maçom ou adeptos de religiões antigas que adoravam o Sol. O uso de obeliscos como marcos de cemitérios era apenas uma prática comum, não um tributo à maçonaria ou a crenças pagãs. Os adventistas daquela época pareciam estar entre os que não viam nenhum problema no uso de obeliscos.

Recentemente, encontramos uma correspondência relacionada a essa questão entre as cartas de George I. Butler, que era o presidente de Associação Geral quando Tiago White morreu, em 1881, e por vários anos após. Em 12 de fevereiro de 1884, o Pastor Butler escreveu para a Sra. White: “O monumento de granito escuro em B.C. (Battle Creek) que a senhora viu, eu o encomendei na semana passada, a pedido do seu filho Willie. Ele me disse que debitasse essa despesa em sua conta.”

Isso indica que a Sra. White tinha visto o monumento escolhido, e provavelmente W. C. White também. Ele aprovou a compra. Uma carta do pastor Butler para W. C. White, em 10 de fevereiro daquele ano, discutia o custo do monumento “com a lápide e outras pedras”, dizendo que ele “será erigido tão logo a senhora mande a inscrição”. Fica claro que a família White estava envolvida na escolha do monumento.

Vinte anos mais tarde, em 1904, a Sra. White escreveu sobre uma sugestão diferente para a lápide de Tiago White: “‘Nunca!’, disse eu, ‘nunca! Ele fez, sozinho, o trabalho de três homens. Nunca será colocado sobre seu túmulo um monumento partido’” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 105). Só podemos conjecturar, mas pode ser que no contraste presente nessa sugestão, ela estivesse bastante satisfeita por ter um monumento bem moldado e simétrico colocado no cemitério da família.

Alguns têm perguntado sobre a suposta conexão do obelisco com a maçonaria. Ao verem o obelisco na sepultura da família, uns poucos até chegaram a supor que a própria Sra. White devia ter estado envolvida com o movimento maçônico. Essa é uma conclusão sem qualquer garantia. A Sra. White era uma franca opositora da maçonaria. Enquanto estava na Austrália, ela insistiu com um obreiro adventista que estava envolvido com a maçonaria para que cortasse sua conexão com o movimento. Ela também aconselhou outros contra o envolvimento com ordens maçônicas (ver Evangelismo, p. 617-623; Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 120-140).

Qual a razão, então, para haver um obelisco no cemitério da família White? Evidentemente, a Sra. White não o considerava um símbolo inerente da maçonaria ou pagão, a despeito do fato – conhecido dela ou não – de que os maçons e os adoradores do Sol o haviam usado dessa maneira. Os símbolos têm o significado que as pessoas atribuem a eles. A própria cruz já foi um símbolo repugnante da opressão e crueldade de Roma, mas hoje, os cristãos de todo o mundo a consideram o símbolo da nossa redenção, por meio de Cristo.

Os símbolos podem mudar de significado. Quando Tiago White começou a publicar a Advent Review and Sabbath Herald como um jornal quinzenal (ele passou a ser semanal em setembro de 1853), cada edição vinha com a data da publicação e o nome convencional do dia da semana no qual era publicada, seja segunda-feira ou terça-feira. (O dia da publicação variava naquele tempo.) No entanto, logo ele mudou. A revista publicada na “quinta-feira [Thursday, em inglês], 12 de maio de 1853”, foi seguida, duas semanas depois, por outra exibindo a data de publicação como “quinto dia [Fifth-day, em inglês], 26 de maio de 1853”. Por várias décadas depois, o jornal designou o dia de sua publicação como “quinto dia” e “terceiro dia [Fifth-day e Third-day, em inglês], aparentemente por causa da preocupação com o fato de os dias da semana terem recebido nomes pagãos. Por volta da edição de 1º de janeiro de 1880, entretanto, o jornal voltou a usar os nomes convencionais dos dias da semana. Aparentemente, nossos pioneiros decidiram que o uso daqueles nomes não comprometia sua fé.

As pessoas que usam os nomes convencionais dos dias da semana não o fazem para expressar devoção aos deuses pagãos. Os nomes simplesmente não simbolizam mais esses deuses, a despeito de seu significado original. Da mesma maneira, embora obeliscos possam ter comunicado algum significado oculto lá pelo século 19, esse significado já não era levado em consideração por muitas pessoas, exceto os próprios maçons. Claramente, a Sra. White não sustentava essas crenças.

(Extraído do livro 101 Perguntas Sobre Ellen White e Seus Escritos, de William Fagal, CPB)

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Ellen White sonhou com o marido morto?

ellenEm inúmeras ocasiões, Ellen White deixou bem claro em seus escritos que o estado do ser humano na morte é de total inconsciência, e que a ressurreição corporal (no caso dos salvos) ocorrerá apenas por ocasião da volta de Jesus. Esse é exatamente o ensino bíblico quanto à morte (confira). Pouco depois da morte do esposo, Tiago White, Ellen estava muito triste e sem saber bem como prosseguir no trabalho sem ele. Então ela teve um sonho simples (não se tratou de uma visão nem de um sonho profético, como ela mesma deixa claro no relato – sim, profetas também podem sonhar como quaisquer outras pessoas). Bonito é perceber que, mesmo ela sabendo que se tratava de um simples sonho e que o marido continuaria descansando (morto) até a volta de Jesus, Deus usou a experiência para orientá-la quanto à sua preocupação com a igreja e o trabalho.

Leia abaixo o relato de Ellen e, em seguida, a nota do Centro de Pesquisas Ellen G. White e as duas notas que eu escrevi [MB]:

“Alguns dias após estar implorando por luz ao Senhor com relação à minha tarefa, à noite sonhei que eu estava na carruagem, guiando, sentada ao lado direito. Pai estava na carruagem, sentado ao meu lado esquerdo. Ele estava muito pálido, mas calmo e composto. ‘Ora, pai*?!’, exclamei. ‘Eu estou tão feliz por tê-lo ao meu lado mais uma vez! Tenho sentido que metade de mim se foi. Pai, eu o vi morrer; eu o vi enterrado. Teve o Senhor pena de mim e deixou que voltasse para mim novamente para trabalharmos juntos como fazíamos?

“Ele parecia muito triste. E disse: ‘O Senhor sabe o que é melhor para você e para mim. Meu trabalho era muito querido para mim. Nós cometemos um erro. Respondemos a convites urgentes de nossa irmandade para assistir a reuniões importantes. Nós não tivemos coragem de recusar. Essas reuniões nos exauriram mais do que percebemos. Nossa ótima irmandade esteve agradecida, mas eles não entenderam que nessas reuniões nós carregamos fardos maiores que nossa idade podia suportar com segurança. Eles nunca saberão o resultado dessa longa e contínua tensão sobre nós. Deus desejaria tê-los feito carregar os fardos que suportamos durante anos. Nossas energias nervosas foram continuamente sobrecarregadas, e assim nossa irmandade ao interpretar mal nossos motivos e ao não perceber nossos fardos, enfraqueceu nossa vontade do coração. Eu cometi erros, e o maior deles foi permitir minhas simpatias pelo povo de Deus levarem-me a carregar trabalhos sobre mim que outros deviam ter carregado.

“‘Agora, Ellen, convites serão feitos como antes, desejando que você compareça a reuniões importantes, como foi o caso no passado. Mas apresente essa situação perante o Senhor e não responda aos mais sinceros convites. Sua vida pende como se estivesse num fio. Você deve contar com descanso tranquilo, liberdade de toda excitação e toda preocupação desagradável. Nós certamente contribuímos em muito com nossas penas em assuntos de que o povo precisa e sobre que tivemos iluminação, e podemos apresentar diante deles luz que outros não têm. Assim você pode trabalhar quando sua força voltar, o que acontecerá, e você poderá fazer muito mais com sua pena do que com sua voz.’

“Ele me encarou como se apelando e disse: ‘Você não negligenciará essas advertências, não é, Ellen? Nosso povo nunca entenderá sob que dificuldades trabalhamos para servi-los porque nossas vidas estavam interligadas com o progresso da causa, mas Deus sabe de tudo. Eu lamento por ter-me sentido tão profundamente inadequado e em emergências agido de modo irrazoável, sem cuidar dos princípios de vida e saúde. O Senhor não exigiu que carregássemos fardos tão pesados enquanto nossa irmandade tão poucos. Devíamos ter ido para a Costa do Pacífico antes, e dedicado nossas vidas a escrever. Você fará isso agora? Você, quando sua força retornar, pegará sua pena e deixará escritas estas coisas que há tanto antecipamos, e agirá devagar? Há coisas importantes de que o povo precisa. Faça desta sua primeira ocupação. Você terá que falar um pouco ao povo, mas fique longe das responsabilidades que nos exauriram.’

“‘Bem’, disse eu, ‘Tiago, você ficará para sempre comigo agora e nós trabalharemos juntos.’ Disse ele: ‘Fiquei em Battle Creek por muito tempo. Eu deveria ter ido para a Califórnia há mais de um ano. Mas eu quis ajudar o trabalho e as instituições em Battle Creek. Cometi um erro. Seu coração é terno. Você será induzida a cometer os mesmos erros que cometi. Sua vida pode servir à causa de Deus. Oh, quão preciosos assuntos Deus me faria trazer ao povo, preciosas joias de luz!’

“Eu acordei. Mas esse sonho pareceu tão real. Agora você pode ver e entender por que não sinto que é minha tarefa ir a Battle Creek no propósito de assumir as responsabilidades na assembleia da Associação Geral. Não é minha tarefa apresentar-me na assembleia da Associação Geral. O Senhor me proíbe. Isso é o bastante.”

(Carta 17, 1881, p. 2-4; para W. C. White, 12 de setembro de 1881)

* Tratamento carinhoso entre cônjuges, em que o marido é tratado de “pai” e a esposa de “mãe”.

Qual o significado do sonho?

Esse relato do sonho da Sra. White foi publicado no livro Conselhos aos Idosos, paginas 122 a 125. Críticos têm usado esse texto para condená-la por [supostamente] ter falado com os mortos. Esse, na verdade, foi apenas um acontecimento compreensível na vida de uma viúva que sonhou com seu companheiro tão querido. Após a morte de Tiago, Ellen sentia muito sua falta; ela diz: “Meu esposo faleceu em 1881. Durante o tempo que se passou constantemente senti falta dele. Durante o primeiro ano após sua morte senti intensamente minha perda” (p. 122).

Assim, ela orou a Deus pedindo luz sobre seu dever de continuar sozinha na missão, e em resposta à sua oração ela diz ter tido um sonho em que Tiago lhe apareceu dizendo que sua morte tinha sido uma bênção, pois estava muito cansado, e de que ela deveria evitar o excesso de trabalho. No início e no final de seu relato, Ellen White identifica como sendo um sonho e nele a Sra. White expressa o desejo de estar novamente com Tiago. Mas ela finaliza dizendo: “Acordei. O sonho tinha parecido ser tão real” (p. 124), e mais adiante ela ressalta: “Ele vai descansar até a manhã da ressurreição” (p. 125).

Esse incidente, portanto, foi apenas um sonho usado por Deus como meio de confortá-la, e em tempo algum Ellen White acreditou ter falado com Tiago após sua morte.

(Nota do Centro de Pesquisas Ellen G. White)

Nota 1: Portanto, é muita desonestidade por parte de alguns afirmar que Ellen White teria tido um sonho espírita ou algo assim, sendo que ela mesma escreveu extensivamente sobre o assunto, deixando bem claro que os mortos permanecem inconscientes até a volta de Jesus (no caso dos salvos). Note que no relato dela, além de ter escrito que o sonho pareceu real, ela expressa o desejo de que, com o marido, pudesse voltar a trabalhar como antes. Caso ele fosse um fantasma ou algo assim, como poderiam trabalhar como antes? Chega a ser injusto com a memória dela insinuar que estivesse ensinando algo contrário à Bíblia e a seus próprios escritos. Aos críticos digo apenas: vão à fonte. Leiam os livros dela, comparem-nos com a Bíblia (nossa única regra de fé e prática) e tirem suas conclusões. Se os considerarem de valor, aproveitem a bênção. Se os encontrarem em desacordo com as Escrituras, descartem-nos de imediato. Só não espalhem mentiras e falsas suspeitas como cortinas de fumaça impedindo que outros possam julgar o assunto por si mesmos. [MB]

Nota 2: Insinuar que Ellen White tenha tido um sonho espírita é tão desonesto quanto afirmar que ela pregava a existência de alienígenas, levando as pessoas a pensar que estivesse se referindo a ETs de pele verde e anteninhas na cabeça, como os apresentados nos filmes. Nada mais falso. Em consonância com textos bíblicos, Ellen falou de mundos habitados por seres humanos não caídos em pecado. Mais uma vez, convido-o a ir à fonte e ler por si mesmo. Convido-o também a ler este texto e a assistir a este vídeo. [MB]

A beleza e os mistérios de Órion

messier78bA nebulosa Messier 78, a 1.350 anos-luz de distância da Terra, foi fotografada pelo telescópio MPG/ESO no Observatório La Silla, no Chile. O local faz parte do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). A foto foi divulgada em 2011 e mostra uma nuvem de poeira e gás que reflete a radiação ultravioleta de estrelas ao redor. Messier 78 pode ser vista com um telescópio pequeno perto do grupo de estrelas conhecido no Brasil como Três Marias, na constelação de Órion (Foto: Igor Chekalin / ESO)

Não é de hoje que a constelação de Órion chama a atenção dos astrônomos – e dos adventistas do sétimo dia. Em maio do ano passado, um telescópio europeu em órbita encontrou algo inusitado enquanto procurava por estrelas jovens: um verdadeiro buraco espacial na nebulosa NGC 1999, uma nuvem brilhante de gás e poeira exatamente na constelação de Órion. Na época, presumiu-se que um ponto escuro da nuvem era uma bolha mais fria de gás e poeira, que de tão densa bloquearia a passagem da luz. Mas novas imagens do observatório Herschel, da Agência Espacial Europeia, mostram que a “bolha”, na verdade, é um espaço vazio. Isso porque o observatório capta imagens infravermelhas, o que permite que o telescópio veja além da poeira mais densa e enxergue os objetos dentro da nebulosa. Mas até mesmo ao Herschel o ponto estava preto.

A atenção dos adventistas é despertada sempre que ouvem falar em Órion, e isso se deve a este texto da escritora Ellen White: “Nuvens negras e densas subiam e chocavam-se entre si. A atmosfera abriu-se e recuou; pudemos então olhar através do espaço aberto em Órion, donde vinha a voz de Deus. A santa cidade descerá por aquele espaço aberto” (Primeiros Escritos, p. 41). Ellen escreveu esse texto em 1851, quando não havia telescópio Hubble (lançado em 1990), nem Spitzer (2003), nem mesmo o observatório Herschel.

Na década de 1950 (quase vinte anos antes da ida do homem à Lua), o professor Julio Minham, membro da Associação Brasileira de Astronomia, escreveu um livro chamado Maravilhas da Ciência que foi publicado pela Associação Brasileira de Astronomia. Nele, à página 281, Minham constata: “Uma escritora americana, Ellen G. White, que nada sabia de astronomia e que provavelmente nunca ouvira falar da Nebulosa de Órion, em um de seus livros traduzido para o português com o título de Vida e Ensinos, depois de comentar essa luminosidade escreveu [e ele cita o texto de Ellen White]. Isso dito assim tão simplesmente por quem nunca olhou um livro de astronomia, nem sonhava com buracos em parte alguma do céu, só pode ser creditado a dois fatores: histerismo ou inspiração. Para ser histerismo, parece científica demais a afirmação de que toda uma cidade, a Nova Jerusalém, tenha livre passagem pelo túnel de Órion. A escritora não sabia do túnel, nem que ele é tão largo a ponto de comportar noventa sistemas solares. Terá sido revelado a essa escritora uma verdade que os astrônomos não puderam descobrir?”

Na verdade, não sei se podemos entender o que ocorre em Órion como evidência da volta de Jesus. Deus até pode usar isso como “lembrete” para Seu povo e mais um elemento confirmador da Revelação. Mas devemos atentar para o fato de que Ellen White afirma que a santa cidade, a Nova Jerusalém, é que passará pelo espaço aberto em Órion. Pode até ser que Jesus também volte por ali, mas o evento descrito pela autora parece mais se referir à vinda da cidade para a Terra no fim do milênio, conforme Apocalipse 21.

Michelson Borges

O erro tira sua vida da verdade

mask“Satanás tem operado com poder enganador, introduzindo uma multiplicidade de erros que obscurecem a verdade. O erro não pode subsistir por si mesmo, e se extinguiria de pronto, não se apegasse como parasita à árvore da verdade. O erro tira sua vida da verdade de Deus. As tradições dos homens, como germes que pairam no ar, agarram-se à verdade de Deus, e os homens as consideram como parte da verdade. Mediante falsas doutrinas, Satanás consegue terreno onde firmar-se, e cativa a mente dos homens, fazendo com que se apeguem a teorias que não têm fundamento na verdade”(Ellen White, Evangelismo, p. 589).

Há pessoas que depois de descobrir problemas em algo começam a duvidar de tudo. Sabe o motivo? Sua base de entendimento da verdade está enfraquecida; algumas vezes quase nem existindo.

Muitos erros se espalham pelo mundo. Para existir devem estar misturados com pedaços da verdade, pois ficariam mais evidentes os enganos e as loucuras dessas ideias. Ganham espaço na mente das pessoas ao se apropriar da credibilidade que existe nos pedaços de verdade com os quais estão misturados. A melhor maneira de enganar é se parecendo amigo de alguém, pois assim não desconfiarão dessa pessoa.

Somente o estudo adequado da Palavra de Deus e da boa Ciência (que mostra Deus na criação), sob a guia do Espírito Santo, pode nos ajudar a discernir a verdade e o erro.

Pense nisso.

(Josué Cardoso dos Santos é doutor em Física e especialista no estudo do movimento de corpos celestes do Instituto de Tecnologia de Israel)

Esclarecimentos oficiais sobre a Bíblia White

Diante do surgimento e divulgação da publicação chamada Bíblia White, a Igreja Adventista do Sétimo Dia quer esclarecer alguns aspectos referentes a traduções e ao uso de textos de Ellen G. White. Inclusive como notas, em forma de comentários, e sobre a criação de títulos que induzem a interpretações fora de contexto. A intenção é responder a questionamentos de quem tomou conhecimento da existência do material, que não é produzido nem recomendado pela Igreja. Ela consiste em uma versão da Bíblia com comentários de trechos dos escritos de Ellen G. White. O texto a seguir oferece orientação nas áreas teológica, administrativa e legal, e mostra as implicações de tal iniciativa.

[Continue lendo essa análise oficial divulgada pela sede sul-americana da IASD]

Assista também a este vídeo com uma entrevista feita por Ricardo Oliveira com o Dr. Alberto Timm, diretor associado do White Estate:

Nota de esclarecimento: uso do nome Ellen White

white“O Ellen G. White Estate, instituição da Igreja Adventista responsável pelo patrimônio literário da escritora, esclarece que não autoriza o uso do nome Ellen G. White para comercialização ou produção de qualquer tipo de material, o que inclui exemplares da Bíblia. Publicações que contenham citações e escritos relacionados a Ellen White são produzidos oficialmente apenas pelas editoras da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Elas são resultado de estudos e análises criteriosas de especialistas. Traduções ou materiais relacionados à obra da autora, feitos de forma independente e fora destes critérios, não possuem nenhum apoio, recomendação e autorização dos depositários de Ellen G. White e da Igreja Adventista do Sétimo Dia.”

Assessoria de Imprensa da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Leia também: “A polêmica Bíblia White” e “Quem pode eticamente publicar os livros de Ellen White”

“Pra muita gente até receita de bolo deixada por Ellen G. White foi inspirada, menos o trecho de seu testamento em que ela diz que seu patrimônio literário deveria ser gerido pelo White Estate.”