Esclarecimentos oficiais sobre a Bíblia White

Diante do surgimento e divulgação da publicação chamada Bíblia White, a Igreja Adventista do Sétimo Dia quer esclarecer alguns aspectos referentes a traduções e ao uso de textos de Ellen G. White. Inclusive como notas, em forma de comentários, e sobre a criação de títulos que induzem a interpretações fora de contexto. A intenção é responder a questionamentos de quem tomou conhecimento da existência do material, que não é produzido nem recomendado pela Igreja. Ela consiste em uma versão da Bíblia com comentários de trechos dos escritos de Ellen G. White. O texto a seguir oferece orientação nas áreas teológica, administrativa e legal, e mostra as implicações de tal iniciativa.

[Continue lendo essa análise oficial divulgada pela sede sul-americana da IASD]

Assista também a este vídeo com uma entrevista feita por Ricardo Oliveira com o Dr. Alberto Timm, diretor associado do White Estate:

Família: perdas

tristeO pecado nos causa muitas perdas. Nesta semana, estudamos sobre como a família cristã deve enfrentar algumas dessas perdas inevitáveis por meio da esperança que Deus nos dá.

Perguntas para discussão e aplicação

1. Perda da saúde. Leia Jó 2:4, 5. Como podemos ser fiéis a Deus, mesmo quando perdemos a saúde? O que deve nos consolar nos momentos de enfermidade e sofrimento? (ver 2Co 1:3-5; Sl 41:3)

2. Perda da confiança. Como se reconstroi a confiança em alguém que a perdeu? Ainda que possamos perdoar alguém que tenha nos traído, em que ocasiões não mais devemos acreditar nessa pessoa? Por quê?

3. Na lição de terça-feira, no primeiro parágrafo, encontramos a afirmação de que “o lar é o ambiente mais violento da sociedade”. Por mais discrepante e ilógico que possa ser, por que isso é uma realidade?

4. Em sua opinião, por que a Bíblia registra várias histórias de violência familiar? Como devemos lidar com alguém que foi traumatizado pela violência?

5. Leia Romanos 13:10. Em que sentido “o cumprimento da lei é o amor”? Por que não temos visto muito amor nestes últimos dias, mesmo entre os crentes? (ver Mt 24:12)

6. Perda da liberdade. Leia 2 Pedro 2:19. O que significa a afirmação de que “o homem é escravo daquilo que o domina”? Além das drogas lícitas e ilícitas, que tipos de vícios têm escravizado as pessoas e como elas podem se libertar? Dentro desse contexto, discuta o significado destes versos: João 8:36; Romanos 13:14; Gálatas 5:24.

7. Perda da vida. Leia 1 Coríntios 15:26; 1 Tessalonicenses 4:13. Por que a morte não deve desmotivar os cristãos? Quais são seus versículos prediletos em relação à esperança após a morte? Como você pode transmitir essa esperança às pessoas que não a têm?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Não existe pôr do sol na Terra plana

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Hoje, ao sair do meu trabalho na Casa Publicadora Brasileira, deparei-me com esse espetáculo da natureza: um lindo pôr do sol. É impossível não pensar no Criador ao ver nossa estrela mais próxima desaparecer no horizonte terrestre pintando o céu com cores de fogo. Saindo do estado poético, pensei também em outra coisa…

Conforme meu amigo astrofísico Eduardo Lütz, não existe pôr do sol assim em modelos terraplanistas coerentes. Isso porque, geometricamente, é impossível que o Sol desapareça no horizonte se ele está apenas circulando sobre o disco. Mas ele não poderia simplesmente parecer tão próximo do horizonte que desapareceria, na prática? Depende da altura dele, do tamanho da Terra e do raio da trajetória do Sol. Temos dados sobre isso para usar no contexto terraplanista? Temos. E precisamos usar esses dados para verificar se o modelo terraplanista é coerente internamente e com o que se observa.

É comum que terraplanistas apresentem um modelo no qual vivemos sobre um disco com centro no polo norte e borda na Antártida. O Sol seria como um holofote que percorre uma trajetória aproximadamente circular sobre o disco (mas que estranhamente não assume formato de elipse nem diminui de tamanho à medida que se afasta de nós). Precisa ser um holofote, pois, se não fosse, seria dia o tempo todo em toda a Terra, por causa dos resultados que mostraremos a seguir.

Podemos estimar a que altura está o Sol? Isso pode ser estimado se levarmos em conta que o raio do disco da Terra é de aproximadamente 20 mil km (distância entre o polo norte e a Antártida) e que, nos Equinócios, o Sol encontra-se em uma posição tal que seus raios incidem verticalmente sobre a linha do Equador. Além disso, nesse momento, a luz solar incide com ângulo de aproximadamente zero em relação à horizontal no Polo Norte. Se a Terra é plana, isso significa que o Sol está tocando no solo nos Equinócios. Isso é uma incoerência do modelo.

Vamos tentar de novo com dados que não quebrem o modelo tão rapidamente. Podemos medir a diferença entre ângulos dos raios da luz do Sol em diferentes partes da Terra ao mesmo instante. Já foi medido que, quando a luz do Sol incide verticalmente sobre um ponto a Terra, a 800 km de distância ela incide em um ângulo de aproximadamente sete graus em relação à vertical. Se a superfície da Terra é plana, um simples cálculo trigonométrico nos permite estimar a altitude do Sol: 6.500 km.

Agora podemos calcular em que posição o Sol fica no céu quando está “do outro lado do mundo” do ponto de vista de alguém que esteja no Equador. A distância horizontal do Sol no Equinócio será de 20 mil km e a vertical continuará 6.500 km. Isso corresponde a uma altura mínima de 18 graus acima do horizonte. Em outras palavras, o Sol nunca chega mais perto do horizonte do que 18 graus para quem está na linha do Equador durante a época do Equinócio. Em outras épocas, o ângulo é um pouquinho maior (no inverno do Sul) ou um pouquinho menor, mas o Sol nunca chega muito perto do horizonte, apenas circula no céu.

Ah, mas e a refração da luz na atmosfera (que alguns preferem chamar de “efeito de lente”, que é exatamente a mesma coisa)? Bem, é fácil de medir e constatar que a pressão do ar diminui com a altitude. Isso significa que a densidade do ar é maior no solo do que onde estaria o Sol (6.500 km de altitude). Observa-se que, quanto maior a densidade de um meio, maior o índice de refração. Isso faz com que ocorra um “efeito de lente” semelhante ao que ocorre quando a luz passa do ar para a água em uma piscina. Ao descer e passar para o meio mais denso, a trajetória da luz se aproxima da vertical. Isso nos faz ver os objetos a uma altitude maior do que eles realmente estão. A consequência disso é que vemos o Sol mais alto do que ele realmente está. Ou seja, o “efeito de lente” apenas afasta a imagem do Sol do horizonte, complicando ainda mais a situação para o terraplanismo.

Em suma, não existe pôr do sol na Terra plana.

Nota 1: Se eu tivesse dúvida quanto a esse assunto, juntaria algum dinheiro, entraria em um site como o antartida.com.br, e compraria um pacote para uma expedição à Antártida (quem sabe até poderia tirar uma foto da borda do tal domo). Assim, poderia ver que lá na Antártida tem época em que o Sol não se põe; é “dia” o dia inteiro. Ou então iria para algum lugar bem perto do Polo Norte, como a Suécia e o Canadá. Lá, durante o ápice do verão, o Sol não se põe, e o contrário acontece no inverno. Ou ainda faria uma viagem de Sidney até Santiago (veja como essa viagem seria impossível numa Terra plana). Mas como não tenho dúvidas, vou deixar esse investimento e essa pesquisa para os terraplanistas.

Nota 2: Se tivéssemos uma abóbada sobre o planisfério do Mapa Múndi, como querem os terraplanistas, como explicar que um fenômeno como a aurora boreal ocorra na parede de gelo (Polo Sul) e ao mesmo tempo no centro do planisfério (Polo Norte)? Pela repetição dos fenômenos (frio, auroras, baixo azimute do Sol) podemos sugerir que ambos os polos compartilhem a mesma característica geométrica, ou ao menos parte dela. Isso pode ser representado por duas calotas opostas de uma esfera ou por dois aros de um tiroide, no mínimo.

Sobreviventes da perseguição cristã no Irã encontram apoio nos EUA

IrãNesta quarta-feira (29), pessoas de todos os estados dos EUA e de muitas partes do mundo foram ao edifício do Senado norte-americano para pressionar os membros do Congresso e o presidente a apoiar a causa contra a horrível perseguição de cristãos e outras minorias religiosas na República Islâmica do Irã. De acordo com o Breitbart News, pastores, legisladores e sobreviventes do encarceramento na infame Prisão de Evin, em Teerã, se revezaram no pódio contando histórias de medo, isolamento, tortura e até sobre mortes. Mas uma mensagem de esperança prevaleceu, quando pessoas testemunharam que apesar dos maus-tratos por causa de sua fé, sentiam que Deus estava no controle, e reivindicavam um futuro em que a liberdade de adorar como um direito universal fosse possível. “A maior liberdade para a espécie humana é a liberdade de poder ter um relacionamento com Deus, o Todo-poderoso, sob os termos e condições que escolherem”, disse o conferencista Bill Johnson no evento.

Também estavam presentes no evento Maryam Rostampour e Marziyeh Amirizadeh. Elas nasceram e cresceram no Irã e disseram que, quando meninas, foram forçadas a estudar o Alcorão na escola, a usar roupas prescritas e rotineiramente cantar “morte para a América” e “morte para Israel”. As duas se tornaram cristãs e se conheceram em uma conferência cristã na Turquia. Quando retornaram ao Irã, estavam determinadas a compartilhar o evangelho de Jesus Cristo com amigos, vizinhos e estranhos. Antes de serem presas por espalhar “propaganda cristã” em 2009, distribuíram cerca de 20 mil Novos Testamentos no Irã.

E mesmo quando elas foram presas e forçadas a viver em celas pequenas, dormindo sob cobertores cobertos de urina e enfrentando ameaças diárias de que a sentença a ser executada por enforcamento poderia acontecer a qualquer momento, as duas mulheres encontraram esperança e propósito de vida. Elas disseram que muitas outras companheiras de cela eram mulheres sem família, prostitutas e outras que não tinham apoio algum no mundo exterior. “Foi então que percebemos que Deus tinha um propósito para nos enviar para aquele lugar sombrio. Então, em vez de orar pela nossa libertação, começamos a orar por essas mulheres na prisão. O que o inimigo planejou para o mal, Deus o tornou em bem”, disse Rostampour. “Hoje, damos toda a glória a Jesus que nos salvou do governo iraniano. Acreditamos que estamos livres e vivas hoje por causa do poder de Jesus e Seu milagre”, disse Amirizadeh.

Após 259 dias de cativeiro, elas foram libertas. A reputação dessas mulheres, de ajudar os outros, levou a notícia do sofrimento delas muito além dos muros da prisão. Chegou aos ouvidos de autoridades nos Estados Unidos e outros órgãos de direitos humanos internacionais. Estes pressionaram o governo iraniano a libertá-las. Elas acabaram indo para a Turquia e, em seguida, foram convidadas a se refugiar nos EUA.

Rostampour e Amirizadeh estão nos EUA há mais de uma década, mas não pararam de tentar ajudar seus companheiros iranianos que enfrentam um tratamento desumano sob o regime iraniano. Elas escreveram um livro sobre suas experiências e foram a Washington DC dizer aos legisladores para manterem a pressão sobre o governo iraniano, para que parem de perseguir cristãos, pessoas da fé Baha’i e outras minorias religiosas.

Rostampour, Amirizadehe e outros cristãos falaram com parlamentares, representantes de organizações não-governamentais, grupos de reflexão e defensores da liberdade religiosa, incluindo Sam Brownback, embaixador-geral dos EUA para Liberdade Religiosa Internacional, e Tony Perkins, presidente do Centro de Pesquisa da Família e comissário da Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF).

“Nossa oração é que, ao invés de impedir que pessoas comuns, incluindo cristãos perseguidos, entrem nos EUA, os políticos americanos pressionem mais as autoridades do governo iraniano e suas famílias que vivem livremente em países democráticos como os Estados Unidos e o Canadá”, disse Amirizadeh. “Poucas coisas são mais poderosas do que destacar as histórias de dissidentes, daqueles que são perseguidos”, disse o senador Ted Cruz, que também participou do evento. “Eu fui ao Senado para destacar os dissidentes enfrentando a tirania, resistindo à opressão. Porque simplesmente trazer à luz e contar suas histórias faz com que os tiranos temam as repercussões”, disse Cruz.

Cruz disse que o presidente Ronald Reagan o inspirou renomeando a rua em frente à embaixada russa em Washington como Rua Sakharov, um dissidente antissoviético. “Pare e reflita no poder disso. Toda vez que alguém quer escrever para a embaixada russa, precisa escrever o nome do dissidente”, disse Cruz.

O senador propôs o mesmo tipo de legislação para renomear a praça onde a embaixada chinesa em Washington está localizada como Rua Liu Xiaobo, que foi o vencedor do Prêmio Nobel da Paz chinês e morreu sob circunstâncias misteriosas, na custódia do Partido Comunista em 2017. O projeto foi aprovado pelo Senado por unanimidade, mas ainda não foi posto em prática.

Os palestrantes do evento compartilharam estatísticas sobre a extensão da perseguição cristã em todo o mundo, incluindo o relatório Christian World Watch Monitor, que informa que em 2016 cerca de 193 cristãos foram presos no Irã.

A organização Portas Abertas informou que 1 em cada 9 cristãos em todo o mundo experimenta altos níveis de perseguição, e que em 8 dos 10 países em que os cristãos sofrem severa perseguição a opressão está diretamente ligada à opressão islâmica. “Aqui nos EUA, temos a responsabilidade de receber os cristãos de todo o mundo. E fazer o que pudermos para mantê-los fora de perigo. E dar-lhes a oportunidade de experimentar o mesmo tipo de liberdade que temos aqui”, disse Bill Johnson.

De acordo com Hormoz Shariat, presidente do Ministério iraniano Vivo, apesar da perseguição, a fé cristã não está sendo extinta no Irã. Shariat se converteu do islamismo ao cristianismo nos anos 1980 e passou décadas ajudando seus companheiros cristãos no país. “No Irã, a norma é que, se alguém se converter a Cristo, é muito provável que os membros de sua família também se convertam. Porque o cristianismo tem uma imagem muito positiva no Irã, mais positiva que o Islã. Você acredita nisso?”, disse Shariat.

Shariat informou também que o Irã tem a população evangélica que mais cresce no mundo. Muçulmanos aos milhões estão rejeitando o Islã e estão abertos à mensagem do evangelho de Cristo.

(Conexão Política)

Nota do jornalista e ex-editor Ivacy Oliveira: “Insisto que esse tipo de reação deve atingir todos os governos muçulmanos, entre outros, que não respeitam qualquer outro grupo religioso. Não se trata de combater o Islã, mas exigir respeito e reciprocidade com relação a outras religiões. Os governos ocidentais devem isso aos seus cidadãos. Contudo, preferem continuar numa relação adulterina de interesses comerciais.”

Os revolucionários sexuais entenderam errado a satisfação sexual

coupleUm dos mais extraordinários acontecimentos nos últimos 50 anos é o persistente compromisso de um segmento da elite acadêmica e cultural norte-americana em vender uma visão da vida americana que vem, vagarosa, mas persistentemente, se provando ser – na média – mais danosa para crianças e menos agradável para adultos, enquanto também persistentemente zombam (no pior caso) ou ignoram (no melhor caso) as escolhas da vida que levam – novamente na média – a uma maior prosperidade humana. Fiz essa pergunta antes, mas deixe-me fazê-la novamente: Quantos casais religiosos sexualmente vibrantes você tem visto nos programas ou filmes de televisão – mesmo nesta era de entretenimento fragmentado e direcionado? Agora, compare esse número (que é muito, muito próximo de zero) com o número de vezes que você tem visto a libertação da religião mostrada como a chave para a plenitude sexual.

Quantas vezes, no meio de celebrações de sexualidade nos campi universitários você ouve os palestrantes nas várias “semanas de sexo” dizerem algo como: “Se você realmente quer melhorar suas chances de aproveitar uma vida sexualmente satisfatória com um parceiro fiel, você deve procurar na igreja”? Ou quantos progressistas analíticos – as mesmas prováveis pessoas que apresentam tabelas e gráficos a respeito dos efeitos de políticas públicas ou que abordam as últimas novidades da ciência social sobre raça, gênero e identidade de gênero – irão se ater a tabelas como estas, do reséitado Instituto para Estudos da Família:

Porcentagem de maridos e esposas dos EUA (18-50 anos) que concordam plenamente: “Estou satisfeito(a) com meu relacionamento sexual com meu/minha parceiro(a)”

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1 – Casais seculares; 2 – Casais menos religiosos ou mistos; 3 – Casais altamente religiosos

Porcentagem de maridos e esposas dos EUA (18-50 anos) traídos durante o atual casamento

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1 – Casais seculares; 2 – Casais menos religiosos ou mistos; 3 – Casais altamente religiosos

Essas figuras representam a porção dos EUA de um extraordinário estudo da IFS [IEF, ou Instituto para Estudos da Família, em português] que tentou responder à questão: “É a fé uma força global para o bem ou para o mal na família?” O IFS examinou o relacionamento entre religião e fertilidade, violência doméstica, qualidade no relacionamento e infidelidade. Os achados foram fascinantes.

Os dados globais refletiram a realidade dos EUA. Casais altamente religiosos “desfrutam de relacionamentos de mais alta qualidade e de mais satisfação sexual” comparados com casais mistos ou inteiramente seculares. Além disso, no estudo global, a religião tem uma maior influência positiva na fertilidade. Casais religiosos têm “0,27 mais crianças do que aqueles que nunca, ou praticamente nunca, frequentaram [a igreja]”.

Infelizmente, no entanto, a prática religiosa foi “não protetiva contra violência doméstica”. Não houve diferença estatisticamente significativa no risco entre casais seculares e religiosos.

O estudo do IFS não somente explodiu estereótipos culturais progressistas de puritanos religiosos infelizes e sem sexo. Conservadores frequentemente pensam em feministas (especialmente feministas seculares) como bravas e sem alegria. Porém, o estudo indica o contrário. Houve uma “curva em forma de J na qualidade do relacionamento geral para mulheres”. Isso significa que mulheres em “relacionamentos progressistas e seculares desfrutam de altos níveis comparativos de qualidade no relacionamento”. Elas foram excedidas apenas por “mulheres em relacionamentos altamente religiosos, em especial tradicionalistas”.

Índice Acumulativo de ligação, compromisso, satisfação e estabilidade no relacionamento

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1 – Casais progressistas seculares; 2 – Casais tradicionais seculares; 3 – Casais progressistas menos religiosos ou mistos; 4 – Casais tradicionais menos religiosos ou mistos; 5 – Casais progressistas altamente religiosos; 6 – Casais tradicionais altamente religiosos

É importante considerar esses resultados em face de um recente e muito discutido artigo de Kate Julian descrevendo a chamada “recessão sexual” norte-americana. Em uma época em que nossa nação tem apagado tabus sexuais, eliminado restrições morais e se tornado “mais tolerante ao sexo em praticamente cada permutação”, jovens americanos estão tendo menos sexo. E uma das principais razões é o “declínio da formação de casais entre pessoas jovens”. Pessoas casadas fazem mais sexo do que solteiros, e ainda assim menos pessoas se casam, e aqueles que se casam “têm se casado mais tarde”.

O membro sênior do IFS Bradford Wilcox e o pesquisador do IFS Lyman Stone deram continuidade ao trabalho de Julian avaliando se a recessão sexual era relacionada ao declínio mensurável da felicidade nos jovens adultos americanos. Eles concluíram que “mudanças na frequência sexual podem ser responsáveis por cerca de um terço do declínio na felicidade desde 2012 e quase 100 por cento do declínio na felicidade desde 2014”.

Na última década temos visto significativo triunfalismo das forças da secularização americana e daqueles que há muito tempo buscaram questionar, sabotar ou mesmo demolir instituições tradicionais da vida americana. Casamentos reduzem. Comparecimento à igreja diminui. Mas o novo crescimento da prosperidade humana e da alegria pessoal se prova duvidoso.

Pais solteiros sofrem para criar os filhos e prover não apenas as oportunidades econômicas e educacionais de que eles necessitam, mas também o apoio emocional que eles requerem. Famílias fraturadas lutam com a crise do uso de drogas. Nossos políticos pós-religiosos são maldosos, causadores de divisão e viciosos. E agora vemos cada vez mais que a revolução sexual pode frequentemente trazer suas próprias marcas de infelicidade, incluindo – ironicamente – ausência de sexo.

Como alguém que passou a vida inteira em comunidades religiosas, sempre me rebelei contra os estereótipos culturais. Cresci em comunidades que muitas vezes lutavam com as mesmas doenças morais que afligiram o resto do mundo, mas sempre formaram sistemas e redes de encorajamento e apoio. Não cresci em volta de puritanos emocionalmente atrofiados. Não vivo em volta de tais pessoas agora.

Existem certamente pessoas que deixam comunidades religiosas por boas razões. Existem igrejas terríveis, e figuras religiosas abusivas, incluindo pais, maridos e pastores. Mas eu temo que em nossa cultura popular e em nossas escolas as anedotas superaram a informação, e dessa forma nossas elites culturais também por muitas vezes perderam o verdadeiro significado, a satisfação e o propósito virtuoso das famílias fiéis americanas.

A liberação sexual tem muitas vezes deixado de trazer sexo e liberação, e graças ao trabalho do IFS podemos responder às necessidades com dados reais. Você está procurando amor nesta vida? As portas da igreja estão sempre abertas. E apesar de que unir casais não seja seu propósito, a conexão com um santo Deus carrega em si a conexão com seu povo imperfeito, e nessas conexões você pode encontrar alegria extrema.

(David French, National Review; tradução de Leonardo Serafim)

O diabo adora o terraplanismo

flat-earth-turtleRecentemente postei em meu canal no YouTube um vídeo em que abordo a ideia da Terra plana e apresento resumidamente os argumentos do historiador Jeffrey Burton Russell, segundo o qual o terraplanismo foi utilizado por inimigos da fé cristã justamente para tentar desacreditar o cristianismo. No vídeo, destaco a ironia de alguns adventistas defenderem a Terra plana, quando a boa ciência e a própria Ellen White, obviamente, apresentam nosso planeta como um globo. No mesmo dia, o dono de um canal terraplanista gravou um vídeo procurando refutar e criticar o meu, e provou mais uma vez que adventistas defenderem essa ideia é como dar um tiro de canhão no próprio pé ou entregar o canhão para que outros detonem a igreja e o criacionismo sério.

Sim, porque o rapaz do vídeo (que me chama de “pastor desesperado”) consultou um site terraplanista antitrinitariano que usa o nome “adventistas” – embora viva de atacar a igreja – para afirmar que há, sim, adventistas que creem na Terra plana e que os adventistas “idolatram o sábado”. Quanto desserviço…

Como digo em meu vídeo que Ellen White escreveu sobre a Terra globo, meu crítico também coloca em xeque a credibilidade dela (sim, porque para os terraplanistas todos os que acreditam na esfericidade da Terra são ou bobos ou iludidos ou ignorantes, ou tudo isso junto).

Como se não bastassem as distorções acima, quando mostro que o presidente da Flat Earth Society (Sociedade da Terra Plana) é evolucionista, o rapaz do vídeo novamente parte para a estratégia de desacreditar a pessoa, afirmando que o terraplanismo é, sim, criacionista e não evolucionista (quem ficou desesperado?). Bem, sou um dos vice-presidentes da Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), e posso afirmar que a SCB e as demais entidades sérias que há décadas defendem e divulgam o criacionismo no Brasil e no mundo não têm nada que ver com a ideia mirabolante do terraplanismo.

Só posso pensar que o diabo adora o terraplanismo por, pelo menos, quatro motivos: (1) consegue fazer as pessoas perderem tempo com uma bobagem, quando há tantos assuntos sérios para estudar; (2) tenta colar no criacionismo uma ideia que tem enorme potencial de desacreditar e levar ao ridículo seus defensores; (3) ajuda a jogar na latrina tanto a Bíblia quanto Ellen White; (4) coloca na mão dos críticos da igreja argumentos falsos para atacá-la.

Pois é, do jeitinho que o diabo gosta. [MB]

Quanto pesavam os gigantes Adão e Eva?

adam eveA Bíblia fala das condições de vida edênica e antediluviana. Podemos imaginar um mundo com abundante vegetação e vida exuberante. As pessoas eram muito mais fortes e longevas. Dotadas de grande inteligência, eram capazes de empreendimentos impressionantes (como a arca de Noé, por exemplo, e, depois, construções como as pirâmides). Quanto à estatura delas, podemos deduzir algumas coisas com base em alguns textos que se referem aos gigantes (tratamos disso aqui e aqui). Por exemplo, Deuteronômio 3:11 fala de Ogue, o último rei dos gigantes refains. O sarcófago dele, feito de ferro, tinha quatro metros de comprimento! No parágrafo a seguir, Ellen White fornece mais detalhes sobre a altura dos primeiros “gigantes” da Terra, Adão e Eva:

“Ao sair Adão das mãos do Criador, era de nobre estatura e perfeita simetria. Tinha mais de duas vezes o tamanho dos homens que hoje vivem sobre a Terra, e era bem proporcionado. Suas formas eram perfeitas e cheias de beleza. Sua cútis não era branca ou pálida, mas rosada, reluzindo com a rica coloração da saúde. Eva não era tão alta quanto Adão. Sua cabeça alcançava pouco acima dos seus ombros. Ela, também, era nobre, perfeita em simetria e cheia de beleza. Esse casal, que não tinha pecados, não fazia uso de vestes artificiais. Estavam revestidos de uma cobertura de luz e glória, tal como a usam os anjos. Enquanto viveram em obediência a Deus, essa veste de luz continuou a envolvê-los” (Ellen G. White, História da Redenção, p. 21).

Se Adão tinha “mais de duas vezes o tamanho dos homens que hoje vivem sobre a Terra”, podemos imaginar que tivesse entre quatro e cinco metros. Para facilitar, vamos ficar com quatro metros (o tamanho do sarcófago de Ogue). Pedi ajuda ao meu amigo físico Eduardo Lütz para, como base nessa medida, calcular qual teria sido o provável peso de Adão e sua esposa, Eva. Acompanhe: [continue lendo]