Estudo confirma: até uma pequena dose de álcool faz mal à saúde

drinkAo contrário do que a ciência [na verdade, alguns cientistas] vinha defendendo, até o mais regrado consumo alcoólico é prejudicial à saúde. É o que aponta um estudo conduzido pela Universidade de Washington, o maior sobre os efeitos dessa substância até hoje. Os autores defendem que as autoridades deviam aconselhar as populações a abster-se totalmente do consumo. O estudo foi conduzido pelo Institute of Health Metrics and Evaluation (IHME), um ramo da Universidade de Washington, em Seattle, no âmbito do Global Burden of Disease, um projeto dedicado a recolher dados quanto às causas de doença e morte por todo o mundo. A investigação pretendeu descobrir quais os níveis de consumo de álcool e seus efeitos na saúde em 195 países entre 1990 e 2016. Para tal, os pesquisadores se basearam em 694 estudos para compreender o quão comum é o consumo e 592 pesquisas que envolveram 28 milhões de pessoas pelo mundo para descobrir quais os riscos de saúde.

As conclusões desse projeto foram publicadas na revista médica Lancet, que defendem, citadas pelo Guardian, que os atuais hábitos de consumo de bebidas alcoólicas colocam “terríveis ramificações para a saúde futura da população tendo em conta a ausência de ação política atualmente”.

De acordo com os dados à disposição, os pesquisadores compararam indivíduos completamente abstêmios com aqueles que consumiam uma bebida por dia. Após análise, verificaram que, em cada 100 mil pessoas que não bebiam álcool, 914 sofreram de doenças que também podem ser causadas pela substância, como câncer, ou sofreram de lesões, mas que esse número subia para mais quatro pessoas (918) se ingerissem uma bebida por dia.

O autor principal do estudo, o Dr. Max Griswold, aponta que os riscos são “baixos com uma bebida por dia, mas depois sobem rapidamente à medida que as pessoas bebem mais”. As conclusões tornam-se mais graves quando o consumo aumenta: no caso de duas bebidas por dia, o número sobe em 63 pessoas que desenvolveram uma doença ao fim de um ano; com cinco ou mais bebidas, o número fica em 338 pessoas que sofreram de um problema de saúde relacionado com a substância.

Várias pesquisas anteriores apontavam para os benefícios de um consumo regrado no cotidiano, como um ou dois copos de vinho ou cerveja por dia. Contudo, segundo Griswold, “estudos prévios identificaram um efeito protetor do álcool em alguns casos, mas descobrimos que a combinação dos riscos de saúde associados ao álcool sobe com qualquer quantidade”.

O pesquisador adverte que “a forte associação entre consumo de álcool e risco de câncer, lesões e doenças infeciosas ultrapassa os efeitos protetores do álcool quanto a doenças cardíacas”. O relatório demonstrou também que o álcool provocou 2,8 milhões de mortes em 2016, tendo sido o principal fator de risco para morte prematura e doença no grupo demográfico dos 15 aos 49 causando 20% das mortes. Segundo os autores, “consumo de álcool contribui para perda de saúde de várias formas e faz sentir os seus efeitos ao longo da vida, particularmente nos homens”.

É tendo em conta esses valores alarmantes que a professora Emmanuela Gakidou, pertencente ao IHME, defende que é preciso “rever políticas de controle e programas de saúde, e considerar recomendações para a abstinência do álcool” em nível mundial. Para Gakidou, parte da solução inclui “exercer taxas sobre o álcool, controlar a sua disponibilidade física e as horas de venda, e controlar a publicidade ao álcool”.

Sonia Saxena, professora do Imperial College London e pesquisadora no projeto, disse à BBC que este foi o mais importante estudo conduzido na área. Saxena explicou que “este estudo vai mais além do que os anteriores por considerar vários fatores, incluindo vendas de bebidas alcoólicas, dados reportados pelas pessoas sobre o próprio consumo, abstinência, dados de turismo e níveis de contrabando e produção caseira”.

O estudo demonstra que uma em cada três pessoas no mundo, perfazendo um total de 2,4 bilhões, bebe álcool. O país onde mais se bebe é a Dinamarca (95,3% das mulheres e 97,1% dos homens), sendo que Paquistão e Bangladesh são os países onde menos homens e mulheres bebem, respetivamente (0,8% dos homens e 0,3% das mulheres). […]

(Sapo Portugal)

Nota: Nada como um dia após o outro e uma pesquisa após a outra. Durante um século e meio, com base nos ensinamentos bíblicos, a Igreja Adventista do Sétimo Dia vem pregando a abstinência de álcool e bebidas cafeinadas (também comprovadamente nocivas para a saúde). Quantas vezes ouvimos pessoas dizerem: “Um pouquinho só não faz mal”, “Quem só bebe socialmente não tem problema”, e coisas semelhantes. Pois é, agora a pesquisa científica mais uma vez corrobora o que a Bíblia já prescrevia. Quando as pessoas vão aprender a confiar mais na revelação de Deus? [MB]

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“Orifício frontal”? Vagina é bem diferente de ânus

vagina-museum-ledeParece não haver limites para as sandices cometidas pelos defensores da ideologia de gênero e da inclusividade. Desta vez foi o portal de informações norte-americano sobre saúde Healthline que forçou um pouco mais os limites do politicamente correto ao afirmar que o uso do termo médico/biológico “vagina” não é “linguagem inclusiva de gênero”, e então usa intercambiavelmente a expressão “orifício frontal”. “É imperativo que guias sexuais seguros se tornem mais inclusivos para as pessoas LGBTQIA e não binárias”, afirma o guia da Healthline. “Para os fins deste guia, vamos nos referir à vagina como o ‘orifício da frente’, em vez de usar apenas o termo médico ‘vagina’”, continua o documento. “Essa é uma linguagem inclusiva de gênero que considera o fato de que algumas pessoas trans não se identificam com os rótulos que a comunidade médica atribui aos genitais.”

O guia diz ainda que algumas pessoas trans e não binárias designadas como femininas ao nascer podem gostar de ser participantes do “sexo penetrativo”, mas não se sentem confortáveis quando essa parte de seu corpo é mencionada usando uma palavra que a sociedade e as comunidades profissionais associam com feminilidade. “Uma alternativa que está se tornando cada vez mais popular em comunidades trans e queer é o ‘buraco’ ou ‘orifício’ da frente.”

E então, renomeando-a, a vagina deixa de ser vagina e passa a ser comparada ao “orifício de trás”.

Embora o site afirme que não se trata de uma redefinição de palavras (confira), admite usar no guia a expressão “front hole” (“orifício da frente”) em lugar de vagina, a fim de não ofender pessoas transgêneros com uma palavra tipicamente feminina. A continuar assim logo mais a palavra “vagina” se tornará preconceituosa. E mais uma vez nessa batalha de ideologias quem sai perdendo são as mulheres, que logo terão que pedir desculpas por serem femininas – algo que os machos já têm tido que fazer em certos casos. A vagina, órgão projetado por Deus para permitir a união (que deveria ser) abençoada entre um homem e uma mulher, e o órgão por onde um bebê chega ao mundo, acaba sendo comparada ao órgão excretor por onde são evacuados os resíduos digestivos. Se fosse mulher, eu não concordaria de forma alguma com essa desfeminização de um órgão tão característico da feminilidade humana e da maternidade.

Bem, deixando essa besteirada toda de lado, cabe aqui uma boa reflexão sobre o design inteligente da vagina e do ânus e as enormes diferenças que há entre uma e o outro. Pedi ajuda aos amigos médicos Ivan Stabnov e Angela Andrade. Ele é gastroenterologista e endoscopista digestivo e ela é ginecologista e obstetra. Vamos às comparações:

Reto e ânus:

  1. O reto é um local com muitos microrganismos, ou seja, potencialmente infectante.
  2. Apesar de ser um local preparado para enfrentar resistência a micro-organismos, a estrutura é mais frágil porque só tem uma camada de células.
  3. Como há mais linfócitos na região é mais fácil adquirir a infecção pelo HIV, já que os linfócitos são células-alvo.
  4. Como a função do local é de absorção de fluidos, a junção disso com presença de linfócitos e maior risco de fissuras torna bem maior a chance de se adquirir uma doença séria como a Aids.
  5. Pela presença de fezes aumenta o risco de infecção urinária no penetrante.
  6. O risco de fazer fissuras (pequenas feridas) é maior no reto pela falta de lubrificação e maior atrito.
  7. A cobertura de células colunares é mais delgada que na vagina e isso torna maior o risco de fissuras.
  8. Em caso de sexo anal e a seguir vaginal, sem a devida higiene, há riscos para a mulher de infecções vaginais e urinárias.
  9. Pela manipulação anal há o aumento de transferência de bactérias fecais para a uretra, aumentando também a incidência de infecção do trato urinário.
  10. O ânus e o reto são órgãos de excreção, portanto, o caminho natural é para fora.
  11. A presença de válvula (ânus) confere maior possibilidade de traumas durante a penetração.

Vagina:

  1. O epitélio vaginal é descamativo, epitélio pavimentoso estratificado não queratinizado. Isso significa que há várias camadas de células uma sobre a outra, o que forma uma barreira natural.
  2. Por ser o epitélio vaginal mais espesso (tem espessura de 150 a 200 µm) o vírus da Aids, quando chega ali, encontra um ambiente desfavorável; ele não consegue entrar no epitélio vaginal, a não ser que haja lesões nesse epitélio, chegando ao conjuntivo.
  3. A vagina é um órgão preparado fisiologicamente para recepção do pênis, adaptada a fricção pela síntese de muco pelas glândulas ali presentes, o que garante lubrificação.
  4. As dobras da mucosa vaginal permitem que ela se distenda e fique maior e mais larga no caso de uma penetração, o que diminui a possibilidade de traumas.
  5. A vagina não possui válvula, o que facilita a penetração e também diminui traumas.

vulvarose1Resumindo: o reto foi projetado para duas funções básicas. A primeira é armazenar fezes para que o ser não necessite evacuar a cada momento. A segunda é absorver água para que as fezes não sejam diarreicas, ou melhor, tenham formato e consistência confortáveis para a realização do ato da evacuação. O ânus é um esfíncter com dupla válvula, uma de controle externo – ou seja, temos o controle dela –, e outra de controle interno, autorregulado pelo organismo. A função do ânus é de regular a saída das fezes. Ambas as estruturas têm seu caminho habitual, seu vetor, no sentido interno para o externo. A introdução de algo pelo ânus até o reto é contrária à fisiologia.

A vagina tem mais funções. Serve como conduto para a saída do feto após a gestação. É o local utilizado pelo organismo para expulsar o conteúdo menstrual após a maturação do endométrio, sem que haja gravidez. Também é o órgão sexual feminino que recebe o órgão sexual masculino, portanto, tem fisiologia normal tanto para entrada quanto para saída de algo.

Podem redefinir as palavras e os conceitos o quanto quiserem, mas vagina continuará sendo vagina e ânus continuará sendo ânus, com suas funções especificamente projetadas por Deus. Nenhuma ideologia do mundo mudará isso.

Michelson Borges

Leia também: A evolução da vagina: pergunta sem respostaSegredos evolutivos do orgasmo feminino

Projeto Blitz: a reação religiosa conservadora e o perigo disso

euaSegundo reportagem publicada no jornal The Guardian, desde que Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos, tem havido um esforço organizado no sentido de impor o que o jornal chama de “valores cristãos de linha dura” no país. Uma cartilha conhecida como Projeto Blitz, desenvolvida por grupos cristãos envolvidos com política, forneceu aos políticos em nível estadual um conjunto de projetos de lei favoráveis aos interesses desses religiosos, como proteger a liberdade religiosa, preservar a herança judaico-cristã dos EUA e promover a oração. Pelo menos 75 projetos foram apresentados em mais de 20 estados em 2017 e 2018, e que parecem estar de acordo com essa “agenda religiosa” que, de alguma forma, acaba enfraquecendo a separação entre igreja e Estado. Opositores advertem que essas pessoas estão usando a bandeira da liberdade religiosa para impor o cristianismo à vida pública, política e cultural norte-americana.

Segundo o The Guardian, nas estratégias do Projeto Blitz essas leis simbólicas seriam o primeiro estágio no caminho para “leis mais rígidas”. “Elas são apresentadas como medidas para preservar a liberdade religiosa, mas destinam-se a dar às empresas, aos pastores e aos provedores de cuidados infantis o direito de discriminar pessoas LGBT, de acordo com suas ‘crenças religiosas sinceras’”, diz a matéria.

Uma das categorias de ações inclui projetos de lei para uma série de proclamações ou resoluções – declarando um dia de liberdade religiosa ou uma semana de herança cristã, que pode ser usada para levar o ensino religioso às escolas.

O jornal cita Andrew Whitehead, professor assistente de sociologia na Clemson University, que publicou recentemente um estudo intitulado “Make America Christian Again”, em que concluiu que quanto mais alguém acreditasse que os Estados Unidos eram e deveriam continuar a ser uma nação cristã, maior a probabilidade de essa pessoa votar em Trump em 2016. Whitehead descreveu a chamada busca pelo “domínio” como o objetivo dos nacionalistas cristãos que consideram que a fé cristã e sua interpretação particular devem ser impostas.

trumpBem, se você ainda não percebeu, estamos assistindo ao movimento do pêndulo da História (leia mais sobre isso aqui). Os movimentos esquerdistas (feministas, LGBTistas, marxistas, abortistas) têm levado certas situações a tal extremo que acabarão por promover uma onda conservadora religiosa em sentido contrário, cujo objetivo aparente será o de recuperar os “valores cristãos”. Essa onda na verdade já está se agigantando…

Assim como se propõe um dia de liberdade religiosa ou uma semana de herança cristã, o que impede que logo mais seja proposta uma lei dominical, uma vez que tanto católicos quanto evangélicos conservadores veem com bons olhos esse tipo de iniciativa para a qual o terreno vem sendo aplainado faz tempo, com argumentos pró-família e pró-meio ambiente?

O cenário continua sendo preparado. Tudo de acordo com o script. [MB]

Bulgária une-se à Hungria e Polônia e expulsa ideologia de gênero

bulgáriaO Leste Europeu está definitivamente chutando para fora daquela região o modismo da ideologia de gênero. Depois de Polônia e Hungria, é a vez de a Bulgária dizer não às pressões da União Europeia (UE) pela aceitação do conceito de “gênero” como mera construção social. O Tribunal Constitucional do país – equivalente ao nosso STF – decidiu por oito votos a quatro que a adesão da Bulgária a um documento da UE relacionado ao combate à violência contra a mulher, assinado em 2011, é inconstitucional. O rechaço não tem nada a ver com um suposto machismo, mas, sim, com a definição de “gênero” que consta no texto. Aliás, todas as quatro mulheres do tribunal se posicionaram contra o documento da UE.

Diz a decisão dos juízes búlgaros: “A definição de gênero como conceito social questiona os limites entre os dois sexos biologicamente determinados, o homem e a mulher.” O tribunal foi acionado por uma aliança entre um grupo de muçulmanos, a Igreja Ortodoxa e parlamentares apoiadores do atual presidente, o conservador Boyko Borisov.

Outro trecho que merece destaque no texto dos juízes – e denuncia o quão prejudicial é a ideologia de gênero para as mulheres – diz que “se a sociedade já não diferencia o homem da mulher, a luta contra a violência às mulheres se torna impossível”. [Touché!]

(Sempre Família, com informações de Actuall)

Nota: Aqui e acolá tem sido observada uma reação conservadora em oposição aos exageros do pensamento esquerdista, o que confirma meu texto “A esquerda é o arco, a direita é flexa”. Outra notícia nesse sentido vem da Itália: mudança em formulário impedirá registro de criança por “casal” gay (confira). O mundo vai reagindo e a polarização vai aumentando… [MB]

Clique aqui e assista a vídeos sobre a ideologia de gênero.

Justiça social não é o evangelho

macarthurO pastor John MacArthur, líder da Grace Community Church e autor de dezenas de livros campeões de venda, tem posturas teológicas conservadoras bem conhecidas. Ao analisar o movimento relativamente novo dentro do segmento evangélico que defende “justiça social” como prioridade, ele declarou que, na verdade, é uma tentativa de mudar o foco do Evangelho. “Essa obsessão recente de segmentos evangélicos com a defesa da ‘justiça social’ é uma mudança significativa. Estou convencido de que é uma ideia que afasta muitas pessoas da mensagem principal, inclusive alguns líderes evangélicos. Trata-se de uma trajetória que muitos outros movimentos e denominações já trilharam, sempre com resultados espiritualmente desastrosos”, avalia.

“Eu abomino o racismo e toda a crueldade e conflitos que ele gera. Mas estou convencido de que a única solução a longo prazo para todos os tipos de embates sociais é o evangelho de Jesus Cristo. Somente em Cristo essas barreira e divisão entre grupos de pessoas são quebrados, fazendo membros de culturas e grupos étnicos diferentes se unirem em um novo povo (Efésios 2:14, 15)”, assevera.

Ele argumentou que não se opõe à ideia de evangélicos lutarem por uma sociedade melhor, mas o discurso adotado em nome da ‘justiça social’ não trata do cerne do problema. “Exigir reparações históricas pelas ações de seus antepassados ​​é a linguagem da lei, não do evangelho. Pior ainda, reflete os argumentos da política mundana, não da mensagem de Cristo. É uma ironia surpreendente que crentes ignorem a verdadeira unidade espiritual que temos em Cristo e desprezem princípios bíblicos em favor de opiniões carnais.”

A argumentação de MacArthur vem na esteira de um movimento iniciado recentemente dentro das igrejas batistas dos EUA pelo pastor Grady Arnold, líder da Igreja Batista do Calvário, da cidade de Cuero, Texas. Em maio, ele encaminhou um documento à liderança dos batistas denunciando a justiça social como um “mal”. O centro do argumento é que esse tipo de pregação – justiça social, justiça racial, justiça econômica, justiça sexual, ecojustiça – baseia-se em uma “teologia liberal”, que tem inspiração na “ideologia marxista”, focada numa “vitimização” de alguns grupos.

O documento gerou controvérsia no meio evangélico ao afirmar que “o ativismo pela justiça social deve ser considerado maligno, na medida em que é um caminho para promover o aborto, a homossexualidade, a confusão de gênero e uma série de outras ideias antagônicas ao evangelho, à cosmovisão cristã e ao nosso chamado à santidade (1 Pedro 1:16)”.

Diz também que “os ideais dessa justiça social estão sendo promovidos e aplicados pelos governos em todo o mundo. A justiça social política é enganosa, sendo que cristãos bem-intencionados podem ser atraídos para tal ideologia sob a falsa suposição de que isso equivale a defender a compaixão pelas pessoas”.

Já existem movimentos de líderes evangélicos liberais no Brasil advogando esse tipo de engajamento político da igreja que acabam, ao mesmo tempo, adotando pautas como a defesa da agenda LGBT e a legalização do aborto.

(Gospel Prime)

Nota: De fato, supervalorizar causas sociais é correr o risco de minimizar a solução definitiva para todos os males humanos: Jesus e Sua segunda vinda. Distribuir sopa e abraços, organizar feiras de saúde, recuperar patrimônio público e outras ações trata-se de parte da missão, mas, se não houver a pregação da Palavra, a distribuição de um livro missionário, etc., a obra ficou pela metade, ou melhor, apenas começou. Quem comeu a sopa voltará a ter fome. Quem recebeu o abraço voltará a sentir carência. Mas quem encontrou Jesus e as verdades de Seu reino, e foi acolhido por uma comunidade de amor com foco na missão, terá a vida completamente mudada e redirecionada. Outro aspecto perigoso dessas causas sociais é que a pessoa que defende essas bandeiras pode se envolver tanto com esse tipo de militância que acaba por abandonar a igreja e a missão mais importante de um cristão. Infelizmente, já vi isso acontecer. [MB]

Pedofilia: quando o crime é transformado em comportamento normal

pedofiliaA bem-sucedida estratégia de desmoralização dos valores judaico-cristãos que sustentam a sociedade ocidental, especialmente os relacionados à vida e à família tradicional, assenta-se essencial e resumidamente na seguinte sucessão de configurações e considerados jurídicos e sociais: “Crime > Doença > Aceitação como orientação sexual >Tolerância > Legalização > Criminalização da oposição.” Dito de outra forma, algo que é considerado juridicamente crime e moralmente errado sofre uma lenta, mas persistente mudança de avaliação, mudança essa sempre muito bem sugerida e pressionada por filmes, séries de TV, protagonistas famosos e toda a propaganda em geral, incluindo por parte de governos e diversas organizações. No fim da linha, crime é achar mal ou sequer opinar contra o novo conceito adotado, nem que seja por imposição.

Um excelente exemplo em que podemos facilmente constatar esse processo é na questão da homossexualidade: desde a ilegalidade e imoralidade décadas atrás, chegamos hoje ao ponto em que só falta torná-la obrigatória. Como tudo mudou em poucas décadas é espanto para alguns, mas apenas regular business para outros.

Atualmente, estamos nos passos iniciais desse processo quanto a outra das chamadas causas que esses ideólogos do anticristianismo estão sempre prontos a abraçar, embora neste caso com muito mais sutileza e cuidados redobrados: a pedofilia. Não, não me enganei; é exatamente isso que quero dizer: a estratégia que mencionei logo acima está sendo aplicada para que a pedofilia deixe de ser o que é – um abuso hediondo e violação de crianças ou menores – para passar a ser considerada apenas como uma orientação sexual como qualquer outra.

Se ainda assim você acha que isso tudo é uma brincadeira de mau gosto, talvez Nathan Larson possa ajudá-lo.

Larson é uma espécie de eterno candidato independente ao Congresso norte-americano pelo estado da Virgínia, que admite ser pedófilo e, naturalmente, a favor da pedofilia. Inclusive num texto de sua autoria Larson escreveu favoravelmente acerca de incesto entre pai e filhas (vamos deixar para outra ocasião seus comentários nos quais se autoelogiava por violar a ex-esposa transgênero, que se suicidou após o nascimento da filha de ambos). Não admira, portanto, que Larson se declare a favor da legalização do incesto.

Aqui poderemos dizer: Não será esse um caso extremamente isolado de uma pessoa claramente fora do seu juízo? Bom, apesar de já ter passado 14 meses na prisão, atualmente ele não está detido nem entregue aos cuidados de um manicômio. No entanto, não é a postura e a posição de Larson que mais nos assustam e deixam preocupados, mas, sim, o fato de estarmos perante um filme que já vimos antes, com o mesmo roteiro, embora com outros personagens.

Não é apenas coincidência que muitos dos argumentos (não confundir com ações) pró-homossexualidade podem ser da mesma forma usados para opiniões pró-pedofilia.

Veja estas afirmações que defendem a homossexualidade adaptadas à pedofilia e pederastia:

1) A pedofilia é inata e imutável.
2) A pederastia é ricamente atestada em muitas culturas diferentes ao longo da História.
3) A alegação de que as relações sexuais entre adultos e crianças causam danos é muito exagerada e muitas vezes completamente imprecisa.
4) O sexo adulto-criança consensual pode realmente ser benéfico para a criança.
5) A pederastia não deve ser classificada como um transtorno mental, uma vez que não causa sofrimento aos pederastas terem esses desejos e uma vez que os pederastas podem funcionar como um membro normal que contribui para a sociedade.
6) Muitos dos ilustres homossexuais do passado eram na verdade pedófilos.
7) As pessoas são contra a intimidade intergeracional devido a padrões sociais antiquados e fobias sexuais puritanas.
8) O que importa é o amor, a igualdade e a libertação.

Em outubro de 2013, a Associação Americana de Psiquiatria mudou a classificação de pedofilia: de um transtorno, passou a orientação ou preferência sexual. A pedofilia passou a ser definida como “uma orientação sexual ou preferência sexual desprovida de consumação, enquanto o ‘distúrbio pedófilo’ é definido como uma compulsão e usado para caraterizar os indivíduos que usam assim sua sexualidade”. O referencial para a definição são crianças com menos de 13 anos de idade.

Ficou chocado com tudo isso? Quase todos ficamos, pois isso seria um crime. Pois bem, volte daqui a 20 ou 30 anos, mas não diga nada contra essas ideias para não ser preso de imediato. Ah, e nessa altura haverá outras causas no início do processo.

(O Tempo Final)

Padre denuncia o perigo do marxismo cultural

Obviamente que não concordo com tudo o que o padre Paulo Ricardo diz nestas aulas gravadas em vídeo, mas não posso deixar de reconhecer que ele é muito didático e corajoso ao expor o assunto e mostrar a incoerência daqueles que procuram mesclar marxismo e cristianismo (como fazem os teólogos da libertação e os defensores da Missão Integral, por exemplo). Depois de assistir a estas aulas, fica difícil entender por que e como alguns protestantes (e adventistas, de modo particular) ainda conseguem flertar com as ideias de Marx – tão relacionadas com as de Darwin, por sinal. Claro que o padre Paulo não menciona o fato de que Marx reagiu aos desmandos da burguesia e da igreja dominante em seu tempo. Foram também as injustiças do clero que motivaram a reação marxista e outras reações históricas. Assista a estes vídeos levando em conta o conselho que o apóstolo Paulo dá com respeito às profecias, em 1 Tessalonicenses 5:21: analise tudo e retenha o que for bom. [MB]