Família: o portfólio de Deus

familiaOs cristãos são portadores de uma mensagem maravilhosa. Assim como no passado, Deus escolheu um povo especial para levar Sua Palavra ao mundo. Deus os escolheu para anunciar a volta de Jesus e mostrar a todas as pessoas que existe esperança. Mas a felicidade que Jesus promete não precisa começar somente quando Ele voltar. É claro que ela será plena a partir daquela ocasião, mas Jesus pode nos fazer felizes aqui também. As pessoas que recebem nossa mensagem querem ver o poder transformador de Jesus na vida de Seus filhos. E de que forma e em que lugar esse poder pode ser mais bem visto? No lar. É no lar que mostramos quem somos de verdade e se Jesus está realmente em nosso coração.

Para alguns, é muito mais fácil vestir um terno, pregar um belo sermão do que tratar amavelmente a esposa e os filhos. Mas note o que escreveu Paulo em 1 Timóteo 3:5: “Se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?”

Palavras que não são acompanhadas de exemplo não têm poder nenhum. Tornam-se mentira. “Cumpre ao pai fortalecer na família as austeras virtudes – energia, integridade, honestidade, paciência, ânimo, diligência e utilidade prática. E o que exige de seus filhos deve ele mesmo praticar, ilustrando essas virtudes na própria conduta varonil” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 391). Como posso falar do poder de Cristo se não o experimento em minha vida? As famílias são o portfólio de Deus.

É muito importante conhecer as doutrinas bíblicas – a justificação pela fé, o sábado, o estado do ser humano na morte, o santuário celestial. Tudo isso é essencial para conhecer o caráter de Deus e a vontade dEle para nossa vida. Mas de que adianta conhecer teologia e ter um verdadeiro “inferno” no lar? “O lar deve ser um lugar onde o contentamento, a cortesia e o amor façam habitação; onde moram essas graças, aí residem a paz e felicidade. Podem invadi-lo as aflições, mas isso é a situação da humanidade. Que a paciência, a gratidão e o amor mantenham no coração a luz solar, seja embora o dia sempre nublado. Em tais lares os anjos de Deus habitam” (Ibidem, p. 393).

O mundo está carente de vivenciar o verdadeiro amor. Temos disso para oferecer? É muito triste saber que entre os cristãos há casais que meramente se suportam; que “vão levando”; que apenas mantêm as aparências, enquanto alimentam ressentimentos. O carinho e a cortesia são lembranças de um tempo que não mais existe – como se tivessem se tornado pessoas estranhas, que não mais se conhecem.

Como isso foi acontecer? A frieza e a indiferença não aparecem de um dia para o outro. A pessoa não vai dormir amando e, no outro dia, quando acorda, descobre que não ama mais. Não é assim que funciona. Da mesma maneira como o amor deve ser diariamente cultivado, o contrário também acontece. A “chama”, se não alimentada, vai se apagando aos poucos.

Precisamos hoje aproveitar a oportunidade que Deus nos está dando e mudar o que precisa ser mudado. Precisamos ouvir a voz de Deus e deixar que Ele nos mostre se temos falhado em algum ponto. Lembre-se: para Deus, nada é impossível! Mas você tem que querer. Analise o seguinte:

1. Os namorados não medem esforços para estar juntos. No casamento, por quantas coisas os cônjuges se privam da companhia um do outro? O que é mais importante: trabalho, futebol, amigos, internet, evangelismo? (Claro que não devemos perder a individualidade, mas escolher tornar-se “uma só carne” também interfere nisso, mas com prazer!) Quanto mais você ficar longe do(a) cônjuge, mais se distanciará e menos vontade terá de estar com ele/ela. Cada um passa a ter seu universo particular e aos poucos o relacionamento se torna jugo desigual. Por isso, faça sua parte. Mesmo que venham a tentação e a pressão, não troque a companhia de seu/sua cônjuge por outras atividades.

2. No namoro, fala-se com delicadeza e usam-se palavras de apreço e admiração. E no casamento? Muitas vezes o que prevalece é a rispidez e a crítica. O que fazer? Ter sempre palavras corteses e admirar o(a) cônjuge. Precisamos nos sentir valorizados e respeitados. Isso mexe com nossa autoestima e com a dignidade própria.

3. No namoro, quando se está apaixonado, acha-se lindo aquele “narizinho”, os cabelos, a voz… Só temos olhos para a pessoa amada e não há espaço para uma amizade especial com alguém do sexo oposto. Quando a relação conjugal não vai bem, abre-se a oportunidade para a admiração indevida de outras pessoas. Comparações impróprias começam a ser feitas e o caminho da ruína surge diante da pessoa. Esse é um grande perigo! A carência emocional e os laços de amizade com alguém do sexo oposto podem ser usados pelo inimigo de Deus para confundir os sentimentos e abrir a porta ao adultério. Portanto, nunca permita que alguém seja mais amigo(a) do(a) seu/sua cônjuge do que você. Seu coração deve estar ligado ao dele/dela. E se você perceber que está tendo muita afinidade com alguém, que o assunto não acaba mais… corte logo isso! Não deixe ninguém se intrometer em seu casamento e roubar sua afeição.

Ellen White aconselha: “Estudem, o marido e a esposa, a felicidade mútua, nunca faltando as pequeninas cortesias e pequenos atos de bondade que alegram e iluminam a vida. Entre o marido e a esposa deve existir perfeita confiança” (Ibidem). Precisamos proteger nosso lar e pedir que Deus nos ajude a ter sabedoria e prudência.

Outro antídoto para a desesperança e a desarmonia no lar é o culto familiar. “Pais e mães, por mais prementes que sejam vossos afazeres, não deixeis de reunir vossa família em torno do altar de Deus. Pedi a guarda dos santos anjos em vosso lar. Lembrai-vos de que vossos queridos estão sujeitos a tentações. Aborrecimentos diários juncam a estrada tanto dos jovens como dos mais idosos. Os que querem viver vida paciente, amorável e satisfeita, devem orar. Somente obtendo constante auxílio de Deus podemos alcançar a vitória sobre o eu” (Ibidem).

A presença de Jesus pode mudar qualquer situação. Ele restaura os corações e nos dá o verdadeiro amor. Deus planejou a família porque é o melhor plano para nos fazer felizes. Se você for feliz no lar, será feliz no trabalho, na igreja, na sociedade. Refletirá o amor de Deus e levará esperança ao mundo.

Débora Borges

Salvo pelo leite

amamentandoQuando nossa filha mais velha teve catapora, sofri tanto que cheguei a dizer que nunca mais iria querer ter outro filho. Ela ficou mais de uma semana com febre e chorava dia e noite. Não tinha parte alguma em seu corpinho em que não tivessem aparecido feridas. Foram dias difíceis e assustadores para uma mãe de primeira viagem, pois ela nunca havia ficado doente e já estava com quase um ano. Mas tudo passou sem maiores sequelas, e o sofrimento ficou para trás.

Alguns anos mais tarde, nas férias de verão, foi a vez da nossa ex-caçulinha, de cinco anos, pegar catapora. Quando vi uma bolhinha na testa dela e sua temperatura mais alta, lembrei do passado e tremi de medo de que meu bebê de três meses também fosse infectado.

Nossa Marcella “galega” (como carinhosamente a chamamos) sempre foi muito forte e mesmo com febre não se deixou abater. Continuou alegre e brincalhona como sempre. Eu temia mais pelo meu bebezinho e comecei a orar para Deus livrá-lo da doença.

O pediatra disse que talvez ele não pegasse, pois seu único alimento era o leite materno, e como eu tive catapora na infância, acabei passando meus anticorpos para ele. Amamentar é mesmo tudo de bom! Ele ficou, sim, com algumas poucas bolhinhas, mas não teve nem febre. Graças a Deus a ao meu abençoado leite!

Na amamentação das meninas, eu sofri por causa de rachaduras nos seios. E quem já passou por isso sabe o quando dói! Mas inventaram uma conchinha de plástico com silicone que mantém o mamilo úmido e ajuda a não rachar. Foi uma bênção descobrir essa invenção. Deixo minha dica para que esse momento tão especial da amamentação se torne ainda mais prazeroso.

Amamentar é um ato de amor e que protege seu bebê. É mais uma evidência do cuidado do nosso Criador.

Débora Borges

Leia mais textos sobre amamentação aqui e aqui.

Janela para o Céu

familyprayerQuando tinha nove anos, fui convidada pelo vizinho para participar dos cultos que ele fazia com a família dele. Pedi autorização aos meus pais e toda noite me unia àquela família para orar e ler trechos da Bíblia. Especialmente as histórias do Gênesis me deixavam impressionada. Comecei a mudar minhas atitudes em casa e meus pais ficaram preocupados, achando que eu estava ficando “fanática”. Proibiram-me de participar dos cultos e resolveram rezar o terço em casa. Para o meu irmão e para mim, aqueles eram momentos muito desagradáveis. “Tudo bem que a gente reze, mas não precisam ficar com essa cara de tristes”, pedia ele. Aqueles eram momentos realmente maçantes e, com o tempo, meus pais acabaram desistindo da idéia e tudo voltou a ser como antes. Que pena. Perdemos uma grande chance de conhecer melhor a Deus, antes mesmo de nos tornarmos adventistas.

O tempo passou. Cresci, me casei e tenho três filhos pequenos. Quando me lembro dessa experiência da minha infância, fico me perguntando o que tenho feito para tornar a religião algo agradável e relevante na vida das minhas meninas.

Alguns pais se sentem orgulhosos e felizes por verem seus filhos prosperarem intectual e materialmente. Isso é bom, mas se o coração deles está vazio, longe de Deus e em busca apenas das honras deste mundo, é tudo vão. E quando Jesus voltar e perguntar por esses filhos? Eles são um presente emprestado. Um dia teremos que devolvê-los a Deus. Infelizmente, muitos se esquecem disso e criam filhos apenas para este mundo.

Você tem buscado a Deus a fim de ensinar seus filhos a dependerem dEle também? Ou tem colocado outras coisas no topo de sua lista de prioridades – novelas, filmes, esportes, propriedades? Os filhos observam tudo e aprendem com nosso exemplo.

Se deseja a ajuda de Jesus para salvar, abençoar e livrar seus filhos das más influências, há um braço poderoso estendido para você. Deus é tão bom que deixou orientações claras e específicas para que os pais ajudem os filhos: “Toda família deve construir seu altar de oração, reconhecendo que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Ellen G. White, Orientação da Criança, p. 517). E Ele diz mais: “Acheguemo-nos confiadamente junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hebreus 4:16).

Assim como os patriarcas, devemos também construir no lar um altar de oração – o culto familiar. Mas como deve ser esse culto? Ellen White dá algumas dicas:

“O pai, como sacerdote da casa, deponha sobre o altar de Deus o sacrifício da manhã e da tarde” (Orientação da Criança, p. 519).

O culto não deve ser de forma insípida e com monótona repetição de frases. Deus é desonrado quando o culto é seco e tedioso.

Deve conter a expressão de nossas necessidades e homenagem de grato amor ao Criador.

As orações devem ser curtas e ao ponto, com palavras simples. “Quando um capítulo comprido é lido e explicado e se faz uma longa oração, esse precioso culto se torna enfadonho e é um alívio quando passa” (Ibidem, p. 521).

Escolha um trecho interessante e fácil da Bíblia – e todos devem ler. Alguns versos são suficientes para dar uma lição que será praticada todo o dia.

A criança também pode ajudar a preparar o culto e escolher o que vai ser lido.

Depois deve-se perguntar a ela sobre o que foi lido e fazer aplicações na vida diária.

O ideal é que os cultos sejam feitos antes do desjejum e à tarde, antes de que venha o cansaço e o sono. “É o dever dos pais cristãos, de manhã e à tarde, pela fervente oração e fé perseverante, porem um muro em torno de seus filhos” (Serviço Cristão, p. 210).

Não se deixe levar pelas circunstâncias: mesmo quando estiver muito atarefado ou quando houver visitas em casa, não negligencie o culto. Assim, as crianças aprenderão a importância da religião na vida da família.

Aproveite o poder da música. Ela é um ato de adoração como a oração, e é “um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes, ao coração oprimido duramente e pronto a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus – as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância – e as tentações perdem o seu poder, a vida assume nova significação e novo propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas!” (Orientação da Criança, p. 523).

Tenho experimentado o poder do culto familiar em meu próprio lar. Minha filha Giovanna, quando tinha quatro anos, “compunha” um hino todos os dias e tinha prazer em apresentá-lo no momento do culto. Eram (e continuam sendo) momentos especiais de união e paz. E sempre que oro por minha família e peço a Deus forças para cumprir minha missão de mãe, me vem à mente a promessa: “Ele não Se desviará de vossas petições, deixando a vós e aos vossos como brinquedo de Satanás, no grande dia do conflito final. É vossa parte trabalhar com simplicidade e fidelidade, e Deus estabelecerá a obra de vossas mãos” (Ibidem, 526).

Quero ter meus filhos no Céu, por isso preciso apresentá-los ao Céu. É como se nós, pais, na hora do culto familiar, convidássemos: “Filhinho(a), venha aqui. Dê uma espiada nesse lugar. Que tal morarmos lá?”

Abra essa “janela para o Céu” em sua casa também.

(Débora Borges é pedagoga e pós-graduada em Aconselhamento Familiar)

Lança o teu pão sobre as águas

DonizeteNos últimos dois sábados de 2018 Deus me deu presentes de valor incalculável que me deixaram muito, mas muito feliz. Vou começar pelo último sábado, no qual preguei e apresentei palestra na Igreja Adventista Central de Criciúma – a mesma igreja em que eu fui batizado no fim do ano de 1991. Quando encerrei a palestra da tarde, um homem veio até mim e me deu um abraço apertado. Então contou sua história: em 1992, quando eu ainda era recém-convertido, dei estudos bíblicos para ele, juntamente com as irmãs Rejane e Rosi Duzzione. Na época, o Donizete Cachoeira (esse é o nome dele) não tomou a decisão pelo batismo. O tempo passou e nossos caminhos se distanciaram. Fui morar em Florianópolis, casei-me e depois mudei-me para Tatuí, onde estou há 20 anos. Donizete viveu a vida dele. Passou um tempo em Belo Horizonte e começou a assistir ao canal de TV Novo Tempo (gosta especialmente do programa Evidências). Isso fez reacender na mente dele as verdades bíblicas que havia aprendido anos antes. Em 2003, Donizete foi batizado e hoje frequenta um grupo adventista no Balneário Rincão, onde mora. Aquele abraço foi especial e me fez pensar nos muitos abraços que receberão as pessoas que se dedicam a pregar o evangelho; homens e mulheres que lançam perseverantemente o pão (semente) sobre as águas para, depois de muitos dias, fazer a colheita das plantas desenvolvidas pelo poder do Espírito Santo (Eclesiastes 11:1).

O outro presente minha esposa e eu recebemos há pouco mais de duas semanas, em Tatuí. Vou deixar que ela conte a história: “Há nove anos, enquanto aguardava nossa filha mais velha sair da aula de violino, fui abordada por um menino de onze anos que me perguntou sobre o que eu estava lendo e me disse que seria escritor. Então contei para ele que meu esposo é escritor e lhe prometi dar de presente um livro dele. Fizemos uma visita à família do Samuel e depois disso ele passou a frequentar a igreja conosco durante uns dois anos. Muitas vezes nos oferecemos para dar estudos bíblicos para os pais do Samuel, mas eles relutavam, por serem membros de uma denominação que condena o estudo das Escrituras Sagradas. Mas, por intervenção divina, eles acabaram aceitando o convite. Estudamos a Bíblia com eles por um ano, sob forte oposição da família e de membros da igreja à qual eles pertenciam – especialmente da filha e do genro. Até que a filha, Danieli, teve um lindo sonho envolvendo um hino do Hinário Adventista. Ao acordar, ela se lembrava do hino, até então desconhecido para ela, e descobriu posteriormente que pertencia ao hinário da Igreja Adventista. Isso a impressionou e fez com que aceitasse participar do estudo bíblico com os pais e o Samuel. Entretanto, o esposo dela, Estêvão, ficou contrariado e o relacionamento de ambos, abalado. Por causa disso e de outros problemas, todos desistiram de estudar a Bíblia conosco, embora demonstrassem que gostavam muito das nossas reuniões.

“Ficamos tristes com essa interrupção e continuamos orando pela família, pois sabíamos que eram sinceros e amavam a Deus. Depois de um ano, fui impressionada a visitar a Danieli em seu trabalho. Ela me contou algo surpreendente: o esposo estava assistindo à TV Novo Tempo e tinha anotadas em um caderninho muitas dúvidas sobre doutrinas bíblicas. Então fomos visita-los e o Estêvão nos pediu para estudar o livro do Apocalipse com eles! Os pais da Danieli e o Samuel estavam mais envolvidos na igreja deles e temiam retomar os estudos.

“Após dois anos e muita luta espiritual, a Danieli e o Estêvão foram batizados por meu marido. Ironicamente, agora eles é que oravam fervorosamente pelo Samuel e pelos pais dele, para que também se entregassem a Jesus e seguissem a verdade bíblica.

“No fim do ano passado, Deus tocou profundamente o coração do jovem Samuel, agora com 20 anos, e da mãe dele, a Miriam. Depois de assistir a vários programas e estudos bíblicos da Novo Tempo, ela teve um sonho em que os dois estavam sendo batizados na Igreja Adventista, e surpreenderam a todos ao afirmar que finalmente estavam prontos para o batismo. Então, no dia 22 de dezembro, recebemos esse lindo presente de Natal, e meu esposo os batizou. Ao ver a decisão do filho e da esposa, o Paulo, pai do Samuel, também se decidiu pelo batismo e aguarda nosso retorno das férias para ser batizado.”

Assim chega ao fim uma linda história em que o principal protagonista foi o Espírito Santo. Uma história que começou há quase dez anos com um garotinho perguntando sobre um livro. Melhor dizendo, a história deles está só começando. A família Nascimento está sendo usada para levar outras pessoas a Jesus e à Palavra de Deus.

Experimente você também dar estudos bíblicos para alguém. Comece neste ano e não desanime. Mesmo que demore algum tempo, a semente lançada sobre as águas um dia poderá germinar e florescer.

Obrigado, Senhor, pelo que fizeste na vida do Donizete, da família Nascimento e tens feito na vida de tantas pessoas!

Michelson e Débora Borges

O primeiro Natal da minha nova vida

jesusNaquele ano, antes de terminarem as aulas, falei para meus alunos sobre o verdadeiro sentido do Natal e de como devemos ser gratos a Jesus por ter escolhido nascer aqui neste mundo e ser o nosso Salvador. Eles ficaram comovidos e, com a pureza e sinceridade das crianças, prometeram que nunca iriam esquecer disso e que iriam entregar o coraçãozinho a Jesus para sempre. Fiquei ainda mais emocionada ao lembrar que foi em um Natal que eu também abri meu coração para Jesus pela primeira vez. Desde então, Ele entrou em minha vida e me fez trilhar um novo caminho. Por isso eu pude falar do nascimento do Filho de Deus para aqueles pequenos aprendizes.

Aquele poderia ter sido mais um Natal que teria passado praticamente despercebido, envolvido pelo clima de consumismo. Mas meus sentimentos foram impressionantemente arrebatados para pensar no Deus que Se fez homem; no Deus que Se tornou bebê! Eu havia completado 15 anos no dia 23 de dezembro e, como era tradição de adolescente naquela época, fui escrever em um diário que tinha recebido de presente. Como a data inspirou o assunto, me vi completamente absorta tentando compreender por que Jesus viveu neste mundo. Por que Ele morreu daquela maneira?

Lágrimas corriam pelo meu rosto ao imaginar as cenas do sacrifício de Jesus. Mas eu não entendia como Ele havia nos salvado, Se o mundo continuava (e continua) o mesmo – cheio de dor e maldade. Fiquei com dó, achando que a “tentativa” de Deus não tinha dado certo… Eu realmente não conhecia o plano de salvação. E como poderia conhecer?

Nos meses seguintes, Deus providenciou para que várias circunstâncias me levassem a ler a Bíblia pela primeira vez. Depois Ele enviou dois mensageiros para responder às infindáveis perguntas que haviam se formado em minha mente. Não foi um processo fácil, porque nós mesmos dificultamos as coisas e relutamos em aceitar e confiar que o caminho que Deus nos propõe é o melhor. Depois de tanto me debater e sofrer, finalmente me entreguei a Jesus e experimentei a paz. Pude constatar que as promessas dEle nunca falham.

O plano da salvação, o nascimento de Jesus, Sua morte, tudo aconteceu exatamente como tinha que ser. Mas o plano ainda não terminou. Realmente, tudo o que Ele fez seria em vão se Ele não fosse voltar para buscar Seus filhos (João 14:1-3). Ainda estamos cumprindo partes desse plano em nossa vida, e logo veremos o desfecho dos propósitos de Deus, quando estaremos com Ele para sempre, sem a sombra da dor e da maldade.

Faz mais de 20 anos que ouvi a voz do Espírito Santo me convidando a pensar no verdadeiro sentido do Natal. A voz dEle se tornou muito familiar ao longo desses anos e neste Natal só tenho que agradecer por Sua presença, por Seu tão grande amor que me fez conhecer meu Deus, meu Salvador, que decidiu nascer aqui e dar a vida por mim.

Débora Borges é pedagoga e pós-graduada em Aconselhamento Familiar

natal

A cápsula do tempo foi aberta vinte anos depois

steve4Sábado passado foi como se abríssemos uma cápsula no tempo. Foi como abrir um baú enterrado havia vinte anos com as recordações das coisas daquele dia especial. Foi surpreendente ver quantos milagres e realizações Deus operou nestes vinte anos! Deus fez muito mais do que sonhávamos e muitas vezes por meio de caminhos que nós não queríamos ou não sabíamos percorrer. Ao testemunhar a história do Unasp Campus Engenheiro Coelho e ver como Deus foi bondoso e poderoso, prosperando tudo o que ali foi planejado e realizado, foi inevitável rever também nossas vidas e reconhecer esse mesmo cuidado nas ações poderosas e bondosas de Deus em nosso favor.

Durante o recital do cantor Steve Green, naquela noite de sábado, o espírito no ambiente era de enorme gratidão. Estar ali naquele templo magnífico já era em si motivo de grande louvor. Há vinte anos estávamos naquele mesmo local, em um gramado, com sonhos e projetos, nossos e do Unasp – aquele templo era um desses projetos! Duas décadas depois estávamos ali, dentro de uma oração respondida! Quando Steve começou a cantar, senti-me como o filho que dá um abraço apertado no pai e agradece tudo o que ele fez. As letras das músicas nos levaram a exaltar o poder e a soberania de Deus; nos inspiraram a permanecer fiéis e a fazer uma entrega completa de todo o nosso ser a esse Pai de amor.

Era como se eu pudesse sentir os braços do Pai retribuindo nosso abraço e dizendo que podemos sempre confiar nEle, porque Ele nunca vai deixar de nos amar e aceitar. As melodias casavam com a expressão das letras cantadas e nos enchiam de reverência e adoração a Deus. Havia um clima solene no ar e nosso pensamento estrava cativo na presença de Deus, como se naquele momento nada pudesse interromper nossa comunhão e não ousássemos desviar os olhos de Jesus e pensar em outra coisa qualquer.

As músicas que Steve cantou nos fizeram ir além dos vinte anos passados e nos transportaram para a redenção conquistada por Jesus na cruz do Calvário. Nosso maior agradecimento passou a ser pela preciosa salvação que Cristo nos oferece por meio de Seu grande sacrifício. Tudo o que passarmos nesses 20, 30, 40, 50, 60, 70 anos; toda a nossa existência é apenas uma pequena parte dessa história, e cada milagre é uma pequena amostra de coisas infinitamente maiores que Deus nos reserva.

Foi realmente um louvor para se guardar no coração.

Além das músicas, a própria vida do cantor e a maneira como ele canta são uma pregação. Nestes vinte anos, desde que esteve aqui na primeira vez, Steve permanece fiel à Palavra de Deus e tem uma vida abençoada. Continua exaltando o nome de Jesus, do nosso Criador e Redentor, sem se deixar influenciar por modismos musicais mundanos, feitos unicamente para agradar os sentidos. As músicas de Steve são concebidas para agradar a Deus e nos fazem querer ir logo para o Céu!

Muito obrigada, Unasp, por nos proporcionarem esses momentos tão especiais.

(Débora Tatiane Martins Borges é pedagoga e pós-graduada em Aconselhamento Familiar)