Alunos de escola adventista pedem para os pais saírem do celular

escolaPare e tente refletir: quanto tempo você gasta diariamente no celular? Sim, as pessoas estão cada vez mais conectadas virtualmente, o que faz com que nem sempre elas estejam presentes nos momentos que fazem parte da vida real. O Colégio Adventista da Tijuca, do Rio de Janeiro, organizou uma apresentação de Dia das Mães para abordar essa temática. Cantando uma música, os alunos deram o recado e pediram aos pais para ficarem mais tempo com eles. “Fato é que a vida e o tempo não irão se repetir… E agora o que faremos? O que iremos decidir? Desliga, desconecta e sem pressa vem, vem aproveitar o pôr do sol comigo! Aqui, bem agora, nessa hora vou compartilhar o melhor arquivo. O tempo com você”, diz a canção escrita por Daniel Salles. O vídeo do espetáculo foi compartilhado no Facebook da escola no dia 16 de maio e, desde então, o conteúdo viralizou nas redes sociais.

Tanto que a publicação foi compartilhada mais de 1,6 mil vezes e recebeu quase 50 mil visualizações. Nos comentários, muitas pessoas aproveitaram para elogiar a atitude do colégio. “Parabéns! Linda mensagem”, escreveu uma mulher. “Sem palavras! Letra fantástica! Parabéns ao compositor e a quem trabalhou com as crianças na letra e na coreografia”, comentou outro usuário.

(Revista Bebê)

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Que tal estudar na Universidade Adventista de Friedensau?

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Friedensau é o campus universitário adventista mais antigo da Europa. Foi fundado em 1899 para formar pastores e líderes para a missão adventista local e mundial. Por existir há um bom tempo, Friedensau tem larga experiência acadêmica. Possui professores altamente qualificados como doutores e livres docentes.

A vila de Friedensau tem cerca de 500 habitantes e pertence ao municipio de Möckern, estado de Sachsen-Anhalt. O campus tem aproximadamente 200 estudantes de 30 países. Friedensau tem reconhecimento estatal de todos os seus títulos acadêmicos há 28 anos.

Brasileiros e latinos gostam de viver e estudar em Friedensau, pois o ambiente é muito bom. As pessoas são simpáticas, amigáveis e prestativas, se saúdam sempre; as instalações são ótimas e os professores são próximos dos estudantes. Os estudantes vêm para Friedensau por diferentes motivos. Por exemplo, para fazer o curso de alemão por questões de trabalho, ou para depois ingressar em uma universidade, ou então para cursar um dos mestrados em inglês ou alemão.

Normalmente, quem vem para a Alemanha e também para Friedensau encontra um país e um campus adventista diferente do que imaginava. Eu fiz o Mestrado em Teologia em Friedensau e hoje trabalho como pastor no estado da Saxônia. Recomendo essa instituição com muito carinho e consideração, pois vivi grandes momentos e experiências nesse lugar.

 Por que estudar em Friedensau?

 Friedensau proporciona aos estudantes crescimento cultural, intelectual e espiritual. É muito enriquecedor conhecer a cultura alemã, interagir com pessoas de muitas culturas e línguas diferentes, o alto nível acadêmico oferecido, ótimos professores e as várias oportunidades de desenvolvimento espiritual. Destaco o culto de pôr do sol, conhecido como “Shabbat Shalom”, os cultos de quarta-feira para todos os estudantes “Begennung unter dem Wort” (Encontro com a Palavra) e as duas semanas de oração anuais que são pontos altos da vida espiritual no campus. Além disso, os estudantes se encontram semanalmente em pequenos grupos e participam ativamente nos cultos sabáticos.

O que estudar em Friedensau?

 Friedensau oferece dois bacharelados e seis mestrados nas areas de Teologia e Ciencias Sociais. Destaco em negrito as graduações que poderiam ser mais procuradas por brasileiros:

Na área de Teologia:

Bacharelado em Teologia (B.A.) 180 Créditos

Idioma: alemão.

Duração: seis semestres

Módulo: tempo integral

Capacita o estudante a ler e compreender o texto bíblico nas línguas originais grego e hebraico. Ênfase em exegese do Antigo e Novo Testamentos. Também se aprende latim. Estudam-se o Antigo e o Novo Testamentos, Teologia Sistemática, Teologia Histórica, Teologia Prática, Missão e Crescimento de Igreja.

Para mais informações, acesse: https://thh-friedensau.de/bachelor-of-arts-theologie/

Mestrado em Teologia (M.A.) – 120 Créditos

Idioma: alemão

Duração: quatro semestres

Modalidade: tempo integral

Prerrequisito: Bacharelado em Teologia

Com este mestrado você pode trabalhar como pastor adventista na Alemanha ou se candidatar ao doutorado em várias universidades alemãs e mundiais.

Para mais informações, acesse: https://thh-friedensau.de/master-of-arts-theologie/

Mestrado em Estudos Teológicos (M.T.S.) – 120 Créditos

Idioma: inglês

Duração: quatro semestres

Modalidade: tempo integral ou parcial paralelo ao trabalho

Mestrado para quem deseja se tornar especialista em estudos adventistas e missão da igreja. Habilita a trabalhar como pastor, professor, servir à igreja como líder em campo missionário ou se candidatar a um doutorado em universidades alemãs e mundiais.

Para mais informações, acesse: https://thh-friedensau.de/master-of-theological-studies/

Na área de Ciências Sociais

Bacharelado em Serviço Social (B.A.) – 180 Créditos

Idioma: alemão

Duracao: seis semestres

Modalidade: tempo integral

O assistente social é um profissional orientado a servir ao próximo. Trabalha com planejamento, implementação, coordenação e avaliação de políticas públicas e projetos sociais que ajudem a melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Para mais informações, acesse: https://thh-friedensau.de/bachelor-soziale-arbeit/

Mestrado em Ciencias Sociais Internacionais (M.A.) 120 Créditos

Idioma: inglês

Duração: quatro semestres (inclui estágio de oito semanas)

Modalidade: tempo integral

Prerrequisito: bacharelado na Área de Ciências Humanas

Este mestrado foi criado para quem quer trabalhar pelo mundo liderando projetos humanitários, de cooperação para o desenvolvimento local, em prol dos direitos humanos, no combate à pobreza, em segurança social e trabalho de pacificação de áreas estratégicas. Muitos ex-estudantes deste mestrado trabalham hoje ao redor do mundo para instituições como a ONU, Cruz Vermelha, ADRA, entre outras.

Para mais informações, acesse: http://www.thh-friedensau.de/studium/christliches-sozialwesen/studiengaenge/master-of-arts-international-social-sciences/

Mestrado em Aconselhamento (M.A.) – 180 Créditos

Idioma: alemão

Duração: quatro semestres

Modalidade: tempo Integral ou tempo parcial paralelo ao trabalho

Ajudar as pessoas a lidar com a complexidade da vida, a dominar os métodos de aconselhamento familiar e de vida, e encontrar novos objetivos de carreira através de pesquisas e estágios.

Para mais informações, acesse: https://thh-friedensau.de/master-of-arts-beratung/

Mestrado em Gestão de Saúde e Gestão Social (M.A.)

Idioma: alemão

Duração: seis semestres

Modalidade: tempo parcial paralelo ao trabalho

Adquirir competências para a gestão social e de saúde, a operacionalização de estratégias, métodos e abordagens de gestão e seus contextos psicológicos sistêmicos e na área de administração de empresas.

Para mais informações, acesse: https://thh-friedensau.de/master-of-arts-sozial-und-gesundheitsmanagement/

Mestrado em Musicoterapia (M.A.) – 120 Créditos

Idioma: alemão

Duração: seis semestres

Modalidade: tempo parcial paralelo ao trabalho

Este curso combina música e trabalho terapêutico, ajudando crianças com ADHS ou idosos a lidar melhor com o mundo, oferecendo novas abordagens psicoterapêuticas e de tratamento da dor.

Para mais informações, acesse: https://thh-friedensau.de/master-of-arts-musiktherapie/

Curso de alemão como língua estrangeira

Duração: um ano (20 aulas por semana)

Nivel: A1 até o B2/C1

Este curso foi concebido para quem deseja aprender bem o alemão e rapidamente.

Prepara os estudantes para a prova DAF (Deutsch als Fremdsprache – alemão como língua estrangeira), que dá acesso à universidade.

Conteúdos: leitura, conversação, prática fonética no laboratório de idiomas e através de um mentor alemão semanalmente, conhecimento da cultura e literatura alemãs, e proporciona excursões para lugares históricos e cidades importantes.

Para maiores informações, acesse: https://thh-friedensau.de/en/german-as-a-foreign-language/

Se você quiser saber mais sobre Friedensau acesse: https://thh-friedensau.de/en/

Veja alguns vídeos sobre Friedensau no YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=XZqLD-amQbA

https://www.youtube.com/watch?v=q5FFumhY5q0

https://www.youtube.com/watch?v=OWDapUneUaM

https://www.youtube.com/watch?v=q8Ix2u7GYxA

https://www.youtube.com/watch?v=awcXdbgWxI4

https://www.youtube.com/watch?v=EqEqy36rstQ

https://www.youtube.com/watch?v=hWXSSZE77zU

Se você tem perguntas ainda não respondidas, escreva para mim: edegar.link@adventisten.de

Se você se interessou em estudar em Friedensau e deseja receber informações mais detalhadas ou se candidatar a uma vaga de estudos, escreva para a coordenadora do departamento de admissões: irina.heinz@thh-friedensau.de

(Pastor Edegar Link, Saxônia, Alemanha)

Cuidado com os youtubers que deseducam!

teenager lay on the floor in the roomBasta assistir a dois ou três minutos de qualquer vídeo desse youtuber, tão querido pelas crianças, para perceber que deixar seu filho na “companhia” dele é um desserviço para a educação que nós, pais, nos esforçamos a dar para eles todos os dias. Você explica que falar palavrão não é legal, que não podemos tratar os outros com diferença, que bullying é errado, mas Felipe Neto está lá, tentando dizer aos nossos filhos que quem grita, humilha e zomba de tudo e de todos é que é descolado. Eu já conhecia a figura porque há alguns anos ele me atacou, de forma grosseira, por causa de um texto aqui do blog onde eu dizia que as músicas da Anitta não são indicadas para criança. Mas Felipe Neto voltou à minha mente (e às manchetes) semana passada, quando alguns veículos divulgaram que ele participou de um painel sobre publicidade infantil para os pequenos chamado “Lugar de criança é no supermercado”. Depois li um post de uma amiga, a jornalista Mariana Kotscho, que contava que havia “dado um basta em casa”, proibindo os três filhos de assistir aos vídeos dele. Ela contava ainda que tinha se arrependido de ter achado que aquilo era “coisa de criança”.

“É danoso! O vídeo ‘o que eu comprei na Disney com 18 mil reais’ é para vomitar. É tudo ruim, valores distorcidos. E sem graça. E ainda tira o sarro do rapaz gordo o tempo todo. Ensinando bullying e preconceito. E cheio de palavrão. Enfim, radicalizei. Vai contra tudo o que prego na educação dos meus filhos. Pais e mães, reflitam! E muita atenção ao que permitimos aos nossos pequenos. São crianças, com caráter em formação. Nada de entregá-los de bandeja aos youtubers, pelo bem do desenvolvimento deles. E pelo bem do futuro da nossa sociedade. Se o seu filho ou filha assiste, assista com ele e veja que de inofensivo não tem nada!”

Fiz parte exercício proposto (mas sem meu filho), e tomei nota. E o que vi é de chorar.

Felipe Neto grita. O tempo todo. Se não gosta de algo editado ou proposto pelo produtor do seu canal, berra e vira os olhinhos. Como não consegue debater com quem o critica, como no caso da publicidade infantil, berra ainda mais alto e faz caretas. Seu argumento é o grito, a cara de desprezo ou de nojo: às vezes usa os três expedientes para tentar convencer a audiência de que está certo e que quem o critica é um completo idiota – ou burro, ou inútil, ou retardado. O que nos leva ao item abaixo.

Ele xinga: “retardado”, “burro”, “inútil”, “idiota” foram adjetivos recorrentes nos três vídeos a que eu assisti. Lembra que você sempre ressalta com o seu filho que o diálogo e a escuta são importantes para resolver as questões do dia a dia? Felipe Neto não reconhece nenhum desses instrumentos. Também acha que “gordo” ou “macumbeiro” são xingamentos, ressaltando subliminarmente, claro, que quem está acima do peso ou é praticante de umbanda ou candomblé não merece respeito. A gente fala de respeito com as crianças sempre, né? Então.

Ele tenta vender produtos o tempo todo – a cada cinco minutos, Felipe Neto anuncia alguma coisa àqueles que o assistem. O livro dele é oferecido várias vezes durante seus vídeos que têm, em média, de dez a vinte minutos. Se não é o livro, são ingressos para seu show que, pelo que entendi, roda o Brasil, ou seja, seu filho está sendo exposto à publicidade infantil, que é proibida a crianças menores de 12 anos pela Constituição, Código de Defesa do Consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente e por uma resolução do Conanda, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Felipe argumenta, primeiro, que seus telespectadores têm mais de 13 anos e que sempre diz a eles para que peçam aos pais que comprem os produtos. Torturar os fatos até que eles pareçam favoráveis é especialidade dele. (Gregório Duvivier fez um programa ótimo sobre publicidade infantil, citando Felipe Neto. Está imperdível.)

Ele fala palavrões. O vocabulário é chulo e há palavrões aos borbotões. Em uma das publicações ele garante que mudou, não faz mais piadas com minorias. Em vez de aplaudir, lembro de um cartaz que viralizou nas redes sociais, tempos atrás, mostrando os pais de um garoto recém-formado que diziam que, ao conseguir o diploma, o guri não tinha feito “nada mais que a obrigação”. É isso, Felipe Neto. Aproveito para lembrar que racismo é crime. Homofobia ainda não é (!), mas chegaremos lá.

Quando Felipe Neto deixa de berrar e tenta soltar algumas frases em sua defesa, diz que não cabe ao entretenimento, mas sim aos pais, a tarefa de “educar” os filhos. Inclusive ele disse isso no tal vídeo em que me ofendeu. Poxa vida, nisso concordamos. E é exatamente o que eu e muitas mães estamos fazendo quando decidimos não deixar que você entre mais em nossas casas. Aliás, por aqui, você nunca foi bem-vindo.

(Rita Lisauskas, Estadão)

Nota: No passado, a preocupação dos pais era com o baixo nível da programação das TVs abertas. As crianças eram “obrigadas” a assistir a tudo o que os profissionais de TV encaixavam nas grades de programação. Novelas em horário nobre, inclusive. Com o passar do tempo e a emergência da internet, do YouTube e da Netflix, o cenário mudou. O repertório aumentou e o poder de escolha idem. A princípio, isso parece uma coisa boa, afinal, é bom poder escolher e é compensador ver as poderosas emissoras de TV manipuladoras da opinião pública paulatinamente perdendo poder. Mas o que surgiu no lugar daquilo? Muita coisa boa, é verdade, mas também uma infinidade de “produtores de conteúdo” que criam e distribuem verdadeiro lixo. Se os filhos não forem orientados e acompanhados, em lugar de ficar com o rosto na tela consumindo o que as TVs em anos idos empurravam goela abaixo, estarão diante de um self-service com comida estragada, escolhendo entre o duvidoso e o mais duvidoso ainda. Nossos filhos precisam de leitura, de diálogo, de desenvolver o senso crítico para saber escolher e viver nestes novos tempo. Obrigado, Rita, por esse texto necessário! [MB]

Professores da FGV alertam: pais devem acompanhar e educar o acesso de crianças à internet

kid-on-internetSetenta por cento das crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos afirmam ter encontrado pornografia acidentalmente na internet enquanto navegavam por outros motivos. O dado é da pesquisa produzida pela organização inglesa GuardChild. Para evitar que casos como esses aconteçam na sua família e com amigos, o coordenador do MBA em Marketing Digital André Miceli e a professora Regina Lima, pesquisadora do tema, ambos da Fundação Getulio Vargas (FGV), dão dicas de como controlar e proteger os filhos. “É necessário ter limites claros na quantidade de tempo conectado. Além disso, toda a família deve implementar a Política de Porta Aberta, em que os pais devem sempre interagir com os filhos durante o tempo no computador. Verifique os games que eles estão jogando ou o que eles estão procurando. Deixe-os saber que você está interessado e prestando atenção. Quando possível, especialmente com crianças mais novas, sente-se com elas, assista e interaja”, diz André Miceli.

A pesquisadora da FGV Regina Lima afirma ainda ser muito importante, para quem cuida de uma criança, que esteja atento, além da interação nas redes sociais, ao vício no uso. Segundo ela, as crianças com pouca idade que receberam tablets ou outros dispositivos estão desenvolvendo uma relação nada saudável com a tecnologia. “Em muitos casos, elas ficam menos interessadas em atividades como esportes e leitura, além de estarem mais propensas a insônia e irritabilidade. A pesquisa de imagens cerebrais mostra que esses dispositivos afetam o córtex frontal do cérebro da mesma forma que uma droga. Na verdade, o uso de tecnologia é tão excitante que eleva os níveis de dopamina tanto quanto o sexo”, alerta a especialista.

Miceli explica que temos que educar as próximas gerações sobre como usar a internet. Para o professor da FGV, temos que garantir que cada criança possa encontrar uma maneira própria e saudável de se relacionar com a tecnologia. “A educação é a ferramenta mais importante nesse processo. O interessante é que, se por um lado a tecnologia pode atrapalhar as crianças, por outro, pode ser uma aliada dos pais”, diz o especialista.

André Miceli e Regina Lima ressaltam que recursos podem ajudar no bloqueio de aplicações e sites indevidos. Eles afirmam que o botão de pânico, caso a criança ou adolescente estejam em perigo, pode ser usado, além da localização e histórico dos lugares visitados. Ainda de acordo com os professores da FGV, é possível definir limites de tempo de uso, rastrear textos e contatos.

Os especialistas, entretanto, alertam que os próprios recursos de controle devem ser usados com parcimônia. “Combater o vício, a pedofilia e fazer da tecnologia uma aliada na educação deve ser um objetivo de todos os pais. Mesmo com todos os recursos disponíveis é fundamental que a família entenda que o diálogo e o amor continuam sendo os recursos mais eficientes nesse processo”, complementa Regina Lima.

Igreja Adventista têm escolas em todo o país, mesmo sendo só 3% dos evangélicos

colegio adventistaOs adventistas do sétimo dia respondem por 3% dos evangélicos no Brasil hoje, de acordo com a pesquisa “Perfil e opinião dos evangélicos no Brasil”, divulgada pelo Datafolha em dezembro de 2016. No mundo inteiro, são 20 milhões de pessoas – a título de comparação, os anglicanos são cerca de 80 milhões, bem como os luteranos. Mas mesmo relativamente diminutos, os adventistas respondem por uma das maiores redes educacionais do mundo, atendendo dois milhões de alunos em 7,8 mil escolas localizadas em 165 países. É a preocupação com o ser humano de forma integral que faz com que os adventistas estejam presentes em diversas áreas da sociedade, como a educação. Além da área de educação, a igreja atua na área da saúde, dirigindo cerca de 700 hospitais e clínicas, e na indústria de alimentos, com 18 empresas que fabricam produtos com características que contribuem para o bem-estar físico.

“A educação é percebida por nós como um fenômeno social que é diretamente relacionado ao desenvolvimento das pessoas e da sociedade”, diz Fabiana Retamero, coordenadora pedagógica da Rede Adventista de Educação. Por esse motivo há sempre o cuidado de formar o homem em suas múltiplas dimensões: intelectual, social, afetiva, física, estética e espiritual. “A proposta é integrar e não fracionar o homem”, completa Fabiana.

Para os adventistas do Sétimo Dia, a educação é um dos meios pelos quais Deus pode restaurar o ser humano, que se afastou dEle por causa do pecado. “O homem se assemelhava a Deus ao ser solidário, ao amar o próximo, ao ser cortês e ter compaixão. Ele perdeu isso com a entrada do pecado, mas por meio da educação pode voltar a se assemelhar ao Criador”, finaliza Fabiana. Esse pensamento dirige as unidades escolares e também as faculdades e Centro Universitário que integram a Rede Adventista de Educação.

História – Foi com a abertura do Battle Creek School, em Michigan, no ano de 1875 – apenas 12 anos após a fundação da denominação –, que a Educação Adventista iniciou. “Ela nasceu para adventistas, em uma sala de estar, nos Estados Unidos, quando uma família decidiu se reunir e educar seus filhos e amigos, em casa”, conta Eunúbia Muriélli, diretora da Escola Adventista Vista Alegre, em Curitiba. De acordo com Eunúbia, foram esses alunos que depois se tornaram missionários e levaram a Educação Adventista para o mundo, inclusive para o Brasil, via porto de Itajaí, em Santa Catarina.

E foi no Sul do país que todo o trabalho na área de educação começou. Em 1896, nasceu em Curitiba o primeiro colégio particular do país, fundado por uma família adventista. Um ano depois, foi a vez de Gaspar Alto, em Santa Catarina, receber uma escola paroquial. As escolas paroquiais tinham como característica a proximidade com uma igreja adventista. Hoje poucas são as que mantêm essa característica, muito devido ao fato de que as diretrizes educacionais foram se transformando ao longo das décadas, principalmente na de 1990, e isso fez com que as escolas adventistas precisassem se adequar também, como todas as outras.

Hoje são 850 instituições de ensino em toda a América Latina, tendo 230 mil alunos distribuídos nos ensinos Fundamental, Médio e Superior. Todas mantêm um mesmo padrão de vestimenta, alimentação e material didático. O motivo para que haja essa padronização é para que tanto aqueles alunos que tenham melhor condição financeira quanto os que têm uma vida mais modesta tenham atenção igualitária e recebam educação de qualidade da mesma forma.

Por contar com 61 editoras e gráficas, todo o material didático utilizado na Educação Adventista é produzido por eles mesmos. Assim garante-se que os conteúdos estejam sempre de acordo com seus princípios. Seus livros e apostilas, inclusive, são utilizados por outras redes de ensino, incluindo algumas públicas. “São Paulo é um município que usa hoje o material didático produzido por nós”, conta Eunúbia. Agora, algumas unidades passarão por uma reformulação pedagógica, tornando-se bilíngues.

O sétimo dia – Assim como toda denominação evangélica, os adventistas têm a Bíblia como a luz maior em sua doutrina. Mas há alguns pontos que se constituem seus traços característicos. Um exemplo é o fato de que eles também creem no dom de profecia, em que pessoas são separadas por Deus para que possam orientar a população. Assim, eles acreditam que Ellen G. White seja uma importante mensageira para os últimos dias. “Acreditamos que a Ellen é uma profetisa levantada de 1800 para cá, para dar orientações sobre alguns pontos, entre eles educação e saúde, por exemplo, mas sempre tomando a voz da Bíblia”, explica Fabiana.

Outra característica que também os diferencia das demais denominações evangélicas é o fato de que eles guardam o sábado. Isso quer dizer que eles dedicam todas as suas tarefas naquele dia às coisas relacionadas a Deus, seguindo o que diz o mandamento bíblico: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar.” Dessa forma, e por entenderem que a duração de um dia vai de um pôr do sol a outro, no fim da tarde de sexta-feira eles param suas atividades [corriqueiras].

A intenção é que dali em diante, até o fim do sábado, eles esqueçam seus interesses pessoais e se disponham a estar mais com a família, em igreja ou auxiliando outras pessoas que precisem deles. “No sábado eu me ocupo das coisas de Deus e tiro a preocupação de mim e coloco Deus e a família no centro de tudo”, comenta Fabiana.

(Conexão Política)

Mackenzie cria centro que questiona a teoria da evolução

mackenzie[Meus comentários seguem entre colchetes. – MB] A Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma das mais tradicionais de São Paulo, acaba de inaugurar um núcleo de ciência, fé e sociedade que tem como um de seus objetivos a realização de pesquisas sobre a chamada teoria do DI (Design Inteligente). Os defensores do DI, cujas ideias são rejeitadas pela maioria da comunidade científica, argumentam que os seres vivos são tão complexos que ao menos parte de suas estruturas só poderia ter sido projetada deliberadamente por algum tipo de inteligência. O novo centro recebeu o nome de Núcleo Discovery-Mackenzie, por causa da parceria entre a universidade brasileira e o Discovery Institute, nos EUA. A instituição americana está entre os principais promotores da causa do DI e já sofreu derrotas judiciais em seu país por defender que a ideia fosse ensinada em escolas públicas em paralelo com a teoria da evolução, hoje a explicação mais consolidada sobre a diversidade da vida [note a confusão: tanto criacionistas quando teóricos do DI admitem que exista “diversidade da vida” como fruto de diversificação de baixo nível, que alguns também chamam de “evolução”; a matéria da Folha muda de assunto, deixando claro que o repórter não está bem inteirado do assunto de que está tratando. O desafio do DI à evolução consiste em questionar a insuficiência dos mecanismos evolutivos para explicar a origem de sistemas complexos interdependentes e dependentes de muita informação complexa e específica, coisa que realmente a teoria da evolução não explica – nem a matéria da Folha.]

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Fatos científicos que você não vê nos livros didáticos

bookA geologia diluviana interpreta a história geológica da Terra em termos de catástrofes associadas a um dilúvio universal, conforme descrito no livro do Gênesis. A paleontologia, por sua vez, é a investigação científica da história passada da vida na Terra, sendo de considerável interesse para a comunidade criacionista. A paleontologia criacionista está relacionada geralmente à história da morte em massa dos organismos e não necessariamente a como eles teriam vivido. Assim, veremos aqui alguns fatos que sugerem a veracidade do relato bíblico de nossas origens e que, a propósito, não estão contemplados nos livros didáticos.

Formação rápida de camadas sedimentares na natureza. Em 1967, o geólogo criacionista norte-americano Edwin McKee relatou suas observações de que camadas poderiam ser formadas rapidamente na natureza com a ação da água.[1] Para McKee, o depósito era um sistema de camadas formadas simultaneamente, onde os sedimentos haviam sido depositados na mesma forma estratigráfica encontrada nas rochas da coluna geológica. Ele chegou a essas conclusões por meio de suas pesquisas com o evento que ocorreu em 1965, no rio Bijou Creek, no estado do Colorado, EUA. Esse rio transbordou devido a uma chuva torrencial que durou 48 horas e produziu um depósito de sedimentos de 3,5 metros. Esse depósito apresentou classificação de partículas e planos de estratificação.

Em 1980, ocorreu a erupção do Monte Santa Helena, localizado no Estado de Washington, EUA. Essa erupção e seus fluxos piroclásticos provocaram deslizamentos de terra que derrubaram florestas, e árvores foram sendo arrastadas e enterradas em pé, nos sedimentos depositados no fundo do Lago Spirit Lake.[2, 3] Ademais, a erosão rápida formou pequenos cânions e houve formação de turfeiras devido ao acúmulo de cascas, folhas, galhos e raízes de árvores. Mas o resultado principal desse evento catastrofista é que, em três horas de fluxo catastrófico (erupção e deslizamento), foi produzido um depósito de sedimentos de sete metros, demonstrando a possibilidade de formação rápida de estratos geológicos.

Além disso, geólogos criacionistas estudaram o curioso caso de troncos de árvores arrastados e depositados na posição vertical, em diferentes momentos, com suas raízes enterradas em diferentes níveis, no fundo do lago Spirit Lake, com sedimentos em torno de suas bases, e que explicariam a formação rápida dos “fósseis poliestratos” ou da floresta petrificada do parque Yellowstone, representantes fósseis que, sob a perspectiva evolucionista, atravessam eras evolutivas.[4-7] Um dos geólogos que se destacou em publicações científicas sobre as “florestas fósseis” foi o Dr. Harold Coffin (in memoriam), membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia e pesquisador do Earth History Research Center mantido pela Southwestern Adventist University. Ele foi o primeiro cientista a entrar na área do Spirit Lake.

Outro geólogo que chamou a atenção da comunidade científica em relação às florestas petrificadas do Parque Nacional de Yellowstone foi o pós-doutor em geologia Arthur Chadwick.[8] O Dr. Chadwick também é membro da IASD e, na época, pesquisador da Universidade de Loma Linda. Ele conduziu um estudo que esclareceu a história deposicional das árvores petrificadas nessa região.

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