Deus matou Boechat?

BoechatDesculpem, amigos, mas não creio que Deus derrubou o helicóptero e matou o Boechat e seu piloto. Isso mais parece uma atitude de cristãos que desejam se vingar de quem não crê como eles. Recentemente uma van capotou e matou um grupo de irmãos que voltavam de um culto especial. Não ficou ninguém vivo. Pergunto: Nesse caso, Deus Se vingou do quê? Acredito que se Deus fosse punir todo mundo que não crê nEle ou zomba do evangelho, pouca gente ficaria viva, inclusive, ou principalmente, nas igrejas.

O Deus que mata para punir anula a própria graça que Ele mesmo oferece à humanidade. Não foi o Boechat que morreu por causa de Cristo, foi Cristo quem morreu por causa do Boechat. Morreu por quem crê e por quem não crê. Morreu também pelo piloto que nem teve câmeras para divulgar sua fé ou seu ateísmo. A Bíblia é bem clara: o Julgamento é final. Esse julgamento que muitos crentes antecipam nas redes sociais, acusando Deus de matar o jornalista, ofende ao Senhor gravemente! É ofensa, zombaria e blasfêmia contra o nosso Deus. Desqualifica Seu amor, Sua Graça e Seu perdão. Estamos colando em Deus nossa raiva! Colocamos nosso coração irado para pulsar no peito de Deus.

Prefiro não questionar se Boechat está salvo ou não. Não cabe a mim especular tal coisa. Desejo, francamente, encontrá-lo no Céu um dia. E se não encontrá-lo, que não seja por sentença minha. Não posso condená-lo ao inferno que tanto rejeito, nem posso agregá-lo ao Céu que tanto desejo. Mas não nos preocupemos: todos nós teremos essa confirmação mais cedo ou mais tarde… em um endereço ou em outro.

Nota: O texto acima, escrito por Edvaldo Almeida Júnior, faz pensar e evidencia a atitude absurda de cristãos que se atrevem a julgar o destino das pessoas. Se Boechat foi punido por seu ateísmo, por que o ateu militante estridente Richard Dawkins continua vivo? Por que os blasfemos do Porta dos Fundos também ainda não bateram as botas? E o que dizer dos atores do Projaquistão que debocharam do nascimento virginal de Jesus? O problema é que, como escreveu o autor do texto, muitos sedizentes cristãos afirmam esse tipo de conjectura com uma satisfação sádica escondida sob zelo religioso. Talvez se tivessem poder pra justiçar supostos ímpios promoveriam massacres e tragédias a torto e a direito.

Por outro lado, é evidente que Deus faz punições. Lembre-se do dilúvio, de Sodoma, do faraó e seu exército, de Jezabel e Ananias e Safira. O problema é que muitos cristãos viram no jornalista ateu essa ação e julgaram que foi Deus quem puniu. Como sabem disso? O autor exalta o amor (o que está certo) e se esquece da justiça (o que está errado).

Como não somos oniscientes e não podemos sondar os pensamentos, as emoções e intenções de ninguém, é temerário portar-se como um meirinho que assessora as decisões divinas e compartilha com os outros seus pretensos oráculos.

Em momentos como esse, se não tiverem algo positivo e edificante a dizer, a melhor coisa que cristãos ou não cristãos podem fazer é ficar calados.

Leia também: Um Deus sanguinário?

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No limiar da sétima trombeta, à espera do falso Cristo

etJá faz tempo que não sabemos discernir muito bem entre a verdade e a ficção. Vivemos em uma época de vida virtual versus vida real, entre o fake e o fato, entre o simulado e o autêntico. É como se a revolução causada pelas tecnologias da comunicação trabalhasse mesmo a favor da manutenção da dúvida a respeito daquilo que é e daquilo que aparenta ser. Longe de ser um mero pensamento filosófico, refiro-me ao que está diante dos nossos olhos anunciando o que há de vir. Engana-se quem pensa que apenas um ou outro grupo religioso aguarda por um determinado advento. Em um planeta tão populoso e variado, há diversas maneiras de interpretar a chegada inesperada de um possível ser cósmico.

Para o cientificismo

 Para grandes nomes da ciência, em especial da física teórica, é bastante aceita a ideia de que o Universo, vasto como é, abriga vida inteligente em outros planetas, galáxias, dimensões. Não se trata apenas de vida, o que poderia se resumir a um ser unicelular, por exemplo. Trata-se de vida inteligente, ou seja, seres mais “evoluídos” e civilizações mais avançadas.

Michio Kaku, físico teórico norte-americano e professor universitário, é muito popular, especialmente por sua abordagem futurística da física. Além disso, ele é co-criador da teoria de campos de corda, um ramo da teoria das cordas, que viria para ajudar na explicação da chamada Teoria de Tudo, buscada por diversos físicos ao longo da história, incluindo Albert Einstein.

Para esse renomado cientista, as descobertas via satélite que revelam a existência cada vez maior de planetas e estrelas apontam para vida inteligência no espaço exterior. Ele diz:

“Sou um físico e quando nós físicos procuramos civilizações alienígenas, não procuramos homenzinhos verdes; procuramos consumo de energia, procuramos civilizações do tipo 1, 2 e 3. Uma civilização do tipo 1 teria poder sobre o planeta inteiro como o controle do clima, dos oceanos, dos vulcões, terremotos. Uma civilização do tipo 2 controlaria a energia de uma estrela; eles brincam com estrelas, eles são imortais, nada conhecido pela ciência (eras glaciais, meteoros, cometas, etc.) poderia destruir a civilização 2, pois eles poderiam mudar seu planeta de lugar, reacender sua estrela ou achar uma nova estrela no espaço. Já a civilização 3 seria galáctica, isto é, ela controlaria a própria produção energética da própria galáxia, sendo capaz de controlar a energia plank, que é o ponto em que o espaço pode se tornar instável, o que poderia abrir caminhos de minhoca e o acesso a outras dimensões. Nós somos o tipo 0 ainda, por isso, talvez, não sejamos muito interessantes ainda para que seres de outros locais no espaço façam contato. Talvez em 2100 consigamos ser uma civilização tipo 1, pois já temos a Internet, que é um sistema de comunicação tipo 1, dentre outras coisas como um só idioma, uma só economia, etc.” (veja o vídeo).

Para esse e muitos outros cientistas de grandes universidades, o contato compreensível com seres inteligentes de outros planetas, estrelas ou galáxias é questão de tempo. Assim que avancemos em tecnologia e em um modo de vida mais organizado, isso ocorrerá naturalmente.

Para o ufologismo

 Os ufólogos possivelmente representam a classe de pessoas mais envolvida com a crença de que seres extraterrestres não só existem, mas desejam fazer contatos inteligentes conosco. Para Ademar Gevaerd, editor da revista Ufo, os ETs – mais uma vez não se trata de seres gosmentos ou com tentáculos, mas, sim, de seres parecidos conosco, com braços, pernas, olhos – já estão entre nós, mas que também por uma deficiência nossa, dos terráqueos, algo mais expressivo ainda não aconteceu. Ele diz:

“Precisamos levar em consideração que estamos sendo visitados por muitas civilizações há muito tempo. Algumas delas são tão parecidas conosco, pois também são humanas, que se em visita a nós, entrasse em um supermercado, por exemplo, dificilmente notaríamos que não é daqui, exceto por ter uma saúde perfeita, nenhuma ruguinha, nenhum cabelinho branco, nenhum grama de peso a mais. Eles não se apresentam ou falam diretamente conosco porque nós ainda não somos tão evoluídos como eles, mas eles estão sempre aqui nos visitando” (veja o vídeo).

Para o espiritualismo

 Espiritualistas diversos entendem que a existência de seres extraterrestres coaduna perfeitamente com o pensamento cristão, a doutrina de Allan Kardec e pesquisas relacionadas à ufologia, tudo dentro do discurso do espiritualismo universalista.

Para eles, os habitantes do planeta terra em breve devem ser reintegrados às demais civilizações cósmicas. Tão logo ocorra a regeneração do amor em nós, faremos parte da cidadania planetária.

Apesar de hoje fazermos parte de um todo, assim como eles, segundo esse ponto de vista há muito tempo nosso espírito adoeceu e perdeu a condição necessária para viver em harmonia com outras civilizações cósmicas, por isso estamos aqui isolados.

Rogério de Almeida Freitas, assinando sob o pseudônimo de Jan Vall Elam, é autor de centenas de livros sobre esse assunto. Ele diz:

“Já está chegada a hora da nossa reintegração cósmica com o nosso mundo. E esse momento deve ser marcado pelo primeiro contato oficial com esses seres. Não há nenhum cientista terreno ou extraterreno que possa dizer o dia, hora, minuto que o fruto cairá da árvire, porém sabe-se que o tempo é chegado, porque o fruto já está maduro. Esse fruto é a volta de Cristo, do príncipe da paz. Ele vem vestido de sua autoridade celeste e cercado por sua hoste angelical para presidir esse momento de reintegração cósmica” (veja o vídeo).

E o que nós temos a ver com isso?

 Os cristãos também aguardam o retorno de Jesus, aliás, essa é a maior promessa dEle, na qual mártires do passado, do presente e do futuro se apoiaram, apoiam e apoiarão. No entanto, a maneira escatológica como encaramos os eventos que precedem a vinda de Cristo faz toda diferença para distinguir o certo do errado. Ellen G. White diz:

“Na conclusão do conflito, todo o cristianismo ficará dividido em dois grandes grupos: os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal. Embora Igreja e Estado unam o seu poder para obrigar a todos, ‘pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos’ (Apocalipse 13:16), a receberem o sinal da besta, o povo de Deus não o receberá” (Conselhos Para a Igreja, p. 39).

Mas a pergunta é: Se esperamos pelo mesmo evento, por que haverá dois grupos? Se todos esperam por Cristo, por que alguns Ele não reconhecerá? Afinal de contas, estaríamos esperando pelo mesmo Cristo?

Jesus, enquanto esteve entre nós, advertiu: “Se, então, alguém lhes disser: ‘Vejam, aqui está o Cristo!’ ou: ‘Ali está ele! ’, não acreditem. Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. Vejam que Eu os avisei antecipadamente. Assim, se alguém lhes disser: ‘Ele está lá, no deserto! ’, não saiam; ou: ‘Ali está ele, dentro da casa! ’, não acreditem. Porque assim como o relâmpago sai do Oriente e se mostra no Ocidente, assim será a vinda do Filho do homem’” (Mateus 24:23-27).

Satanás personifica a Cristo

 “Como ato culminante no grande drama do engano, o próprio Satanás personificará Cristo. A igreja tem há muito tempo professado considerar o advento do Salvador como a realização de suas esperanças. Assim, o grande enganador fará parecer que Cristo veio. Em várias partes da Terra, Satanás se manifestará entre os homens como um ser majestoso, com brilho deslumbrante, assemelhando-se à descrição do Filho de Deus dada por João no Apocalipse. (Apoc. 1:13-15.) A glória que o cerca não é excedida por coisa alguma que os olhos mortais já tenham contemplado. Ressoa nos ares a aclamação de triunfo: ‘Cristo veio! Cristo veio!’” (Eventos Finais, p. 163).

“O povo se prostra em adoração diante dele, enquanto este ergue as mãos e sobre eles pronuncia uma bênção, assim como Cristo abençoava Seus discípulos quando aqui na Terra esteve. Sua voz é meiga e branda, cheia de melodia. Em tom manso e compassivo apresenta algumas das mesmas verdades celestiais e cheias de graça que o Salvador proferia; cura as moléstias do povo, e então, em seu pretenso caráter de Cristo, alega ter mudado o sábado para o domingo, ordenando a todos que santifiquem o dia que ele abençoou” (O Grande Conflito, p. 624).

“Ele se proclama o Cristo, e é aceito como tal, um ser imponente e belo, revestido de majestade, com voz suave, palavras agradáveis e uma glória não superada por coisa alguma que olhos humanos já contemplaram. Então os seus enganados e iludidos seguidores soltam uma exclamação de vitória: “Cristo veio pela segunda vez! Cristo veio! Ele levantou as mãos assim como fazia quando esteve na Terra, e nos abençoou” (Eventos Finais, p. 164).

 Nem tudo que reluz é ouro

 Diferentes tipos de pessoas em todo o mundo aguardam pelo retorno de Jesus ou de um ser extraterrestre que venha nos reintegrar à harmonia cósmica. Qual será a nossa resposta diante disso? À Bíblia e ao Espírito de profecia; à lei e ao testemunho!

“Se os homens são tão facilmente transviados agora, como subsistirão eles quando Satanás personificar a Cristo, e operar milagres? Quem ficará inabalado então por suas deturpações – professar ser Cristo quando é apenas Satanás assumindo a pessoa de Cristo, e operando aparentemente as obras do próprio Cristo?” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 394).

“Os santos precisam alcançar completa compreensão da verdade presente, a qual serão obrigados a sustentar pelas Escrituras. Precisam compreender o estado dos mortos; pois os espíritos de demônios lhes aparecerão, pretendendo ser amigos e parentes amados, os quais lhes declararão que o sábado foi mudado, bem como outras doutrinas não escriturísticas. (Primeiros Escritos, p. 87).

Maranata! Cristo (o de verdade) logo vem!

Agatha Lemos é jornalista e uma entusiasta com a ciência, temas cósmicos e escatológicos

Diante de tantas tragédias, onde está Deus?

brumadinhoPense nas coisas mais desastrosas e terríveis que aconteceram no mundo ou na sua vida recentemente. Dizer que o mal existe e que nós sofremos no planeta terra é como chamar um cavalo de cachorrinho. Não é exagero dizer que o tópico que une toda a humanidade e nos caracteriza como moradores deste mundo é o mal e o sofrimento que nos sobrevêm. Esse tema tem sido o assunto de milhares de livros, entrevistas, jornais e revistas ao longo de décadas. Porém, qual o problema disso quando estamos falando sobre a defesa da existência de Deus? Qual o problema do mal? O problema é que os teístas (pessoas que acreditam em Deus) creem que Deus é: Bom e ama a todos os seres humanos, portanto, Ele deseja livrar as criaturas que ama do mal e do sofrimento. Onisciente, portanto, Ele sabe como livrar Suas criaturas do mal e do sofrimento. Onipotente, portanto, Ele é capaz de livrar Suas criaturas do mal e do sofrimento.

Com essas informações, entendemos que Deus quer acabar com o sofrimento, Ele sabe como e pode fazer isso. Porém, se o que vemos no mundo com mais abundância é o mal e o sofrimento, logo, Deus não pode existir, ou Ele não é como nós cremos que Ele seja.

Vamos a um exemplo simples disso. Eu tenho um cachorro. Um animal de que gosto muito; tenho um carinho muito grande por ele. Para esse cachorro, sou a doadora do alimento, todas as manhãs e noites. Eu quero que ele viva, sei quando ele está com fome e tenho o poder em minhas mãos para levar o alimento até ele. Porém, vamos dizer que passo uma semana sem dar ração para o meu cachorro. O que isso significa? Ou eu não me importo com ele tanto quanto digo, ou não sei quando meu cachorro está com fome, ou não tenho o poder para lhe dar alimento. Estranho, não? Se primeiramente afirmei que tinha todas essas características, como isso não é verdade agora?

Muitas pessoas, observando esta realidade, desistem do teísmo cristão como uma crença viável e se tornam ateias e naturalistas. Os naturalistas creem que nada existe fora do nosso mundo natural, material e mecânico. Tudo é sem propósito e não há um criador e mantenedor de todas as coisas. A dificuldade de utilizar o problema do mal para transferir sua crença ao naturalismo foi vista no artigo anterior. Vamos relembrar. Com o argumento do mal, a pessoa está afirmando claramente que existe o mal no mundo. Se alguém acredita que existe o mal, também está pressupondo que exista o bem. Mas se diz que existem o bem e o mal, está implicitamente afirmando que existe uma lei moral que diferencia o bem do mal. E se existe uma lei moral, existe um doador da lei moral. Se esse doador da lei moral não existe, a lei moral também não existe. Se a lei moral não existe, não existe uma forma de distinguir o bem do mal. Se não existe uma forma de saber, então o bem e o mal na realidade não existem e o argumento é destruído em si mesmo! Portanto, um argumento que era primariamente para ir contra a existência de Deus, na realidade, é um argumento a favor dEle.

De alguma forma, portanto, precisamos de um meio para mostrar que a existência do mal e do sofrimento no mundo é coerente com a crença em Deus. Vamos fazer isso em seguida.

Primeiramente, você pode concluir de forma lógica que as informações que demos sobre o problema do mal não são contraditórias, de forma alguma. Como? Quando uma informação é contraditória em relação à outra, aquela tem que ser o exato oposto desta. Isso é lógica. Portanto, o cristianismo só seria contraditório se dissesse que: (1) Deus é todo bondoso; (2) Deus é onipotente; (3) Existe mal no mundo; (4) Não existe mal no mundo.

Obviamente não é isso que estamos querendo dizer. Por isso, quando alguém afirma que as três primeiras premissas são contraditórias, isso não é verdade. Como diria o filósofo William Rowe, professor emérito de Filosofia na Purdue University, em Indiana, nos EUA, e crítico do teísmo cristão: “Alguns filósofos sustentam que a existência do mal é logicamente incoerente com a existência do Deus teísta. Ninguém, creio eu, tem obtido sucesso em estabelecer essa extravagante afirmação. De fato, há um razoável argumento para a visão de que a existência do mal é logicamente coerente com a existência do Deus teísta.”[1]

Em segundo lugar, precisamos ter certeza de que as duas premissas de Deus ser todo poderoso e bondoso sejam cuidadosamente definidas. Por isso, se colocarmos a lógica de forma diferente, podemos ver o problema do mal de outra forma:

1. Deus existe, é onipotente, onisciente, onibenevolente e criou o mundo.

2. Deus criou um mundo que agora contém o mal e tem uma boa razão para isso.

3. Portanto, o mundo contém o mal.

Agora sim, temos uma formulação lógica e não contraditória. Só resta saber se a proposição 2 é verdadeira e se tem base para existir na lógica que construímos. Para isso, entra a pergunta “Por que então Deus permite o mal?”. A realidade é que, se cremos em um Deus infinito em sabedoria e onisciente comparado a nós que temos mente finita e extremamente limitada, não precisamos necessariamente saber a resposta. Saber as respostas para perguntas a respeito das intenções e dos planos de Deus é como a história do menino à beira do mar levando e trazendo um baldinho cheio de água até o buraco que havia feito na areia. Um homem que estava passando lhe perguntou: “O que você está tentando fazer, menino?”, e ele respondeu: “Estou trazendo toda a água do mar para dentro deste buraco na areia.” Tentar entender as intenções de Deus não raramente é como tentar colocar o infinito dentro do nosso pequeno “buraco na areia”. Porém, faremos aqui uma pequena tentativa de explicação com as experiências que percebemos no mundo.

Primeiramente, precisamos estabelecer uma diferenciação entre dois tipos de “mal”. A maioria das pessoas concordaria que existe (1) o mal que é causado pela ação ou a falta de ação do ser humano, ou seja, um sofrimento que é consequência das escolhas feitas por outras pessoas, como alguém que morreu por levar um tiro de um bandido, e (2) o mal natural, que não é resultado das escolhas humanas, como terremotos, tornados e doenças. Vamos verificar os argumentos para esses tipos de mal.

Liberdade e livre-arbítrio

Lembro-me de ter tido uma conversa com um ateu amigo meu que havia visitado o território de Ruanda fazia pouco tempo. Relembrando os lugares por onde ele havia passado, contou-me sobre o momento em que o guia contou uma história terrível. O próprio guia havia sido um dos capturados no tempo do genocídio que ocorreu em 1994, em Ruanda, por ser tutsi, o grupo étnico que estava sendo perseguido e morto, na ocasião. Ele descreveu que num momento estava em uma fila de tutsis que seriam executados no local exato em que meu amigo estava pisando, e o homem do lado dele estava orando fervorosamente a Deus para que fosse salvo daquele momento, só para logo em seguida receber um tiro na cabeça. Meu amigo concluiu perguntando-me: “Como você pode acreditar em um Deus que permite que esse tipo de coisa aconteça?”

Deus quer apenas o bem do ser humano, por ser Sua criatura e por amá-lo tanto. Por que, então, Deus não destrói o mal? Por que Ele não impediu que aquelas 500 mil pessoas fossem mortas no genocídio de Ruanda ou em tantas outras situações?

Se cremos que Deus fez o ser humano à Sua imagem e semelhança, cremos que Deus nos fez com a habilidade de escolher entre o certo e o errado: tomar decisões morais. Isso quer dizer que podemos decidir fazer, falar ou pensar tanto coisas ruins quanto coisas boas, sem que Deus interfira nessas decisões. Para que Deus destruísse o mal, Ele teria que ignorar e retirar completamente a habilidade de suas criaturas de introduzir o mal neste mundo. Assim fazendo, também retiraria a habilidade do ser humano de fazer o bem, e, portanto, sua habilidade de amar. Dessa forma, retirando a habilidade de fazer o mal e o bem, Deus retiraria do mundo a habilidade de amarmos a Ele próprio. Acreditar que Deus nos concede livre-arbítrio e ao mesmo tempo acreditar que Ele deveria intervir sempre que acontece o mal é negar essencialmente nossa liberdade. Deus nos criou como seres livres, e acreditar que essa liberdade deve ser controlada fica muito aquém da coerência.

Como bem disse C. S. Lewis, em seu livro O Problema do Sofrimento: “Tente excluir a possibilidade do sofrimento que a ordem da natureza e a existência do livre-arbítrio envolvem, e descobrirá que excluiu a própria vida.”

Isso nos leva a outro elemento. Muitos então se perguntam: “Por que Deus não criou o ser humano já possuindo a habilidade de escolher apenas o certo?” Perguntar por que Deus não nos criou apenas para escolher o certo é pedir que Deus seja contraditório. Que Ele não siga as regras que Ele próprio criou: a do livre-arbítrio e a da liberdade de Sua criação. Um amor que é compelido ou persuadido não é amor. Portanto, grande parte da maldade que vemos no mundo é causada única e exclusivamente pelas escolhas e decisões do ser humano. Certa vez, G. K. Chesterton, importantíssimo poeta e pensador do século passado, respondeu da seguinte forma a um artigo publicado no jornal The Times que perguntava “O que há de errado no mundo?”: “Querido senhor, em resposta ao seu artigo ‘O que há de errado no mundo?’ – Eu sou. Com carinho, G. K. Chesterton.”[2]

O objetivo de Deus

Precisamos, também, tentar entender um pouco daquilo que parece ser mostrado na Bíblia como o objetivo maior de Deus para o ser humano. Costumamos pensar que, já que Deus nos ama e quer o nosso bem, o objetivo maior seria a felicidade. Frequentemente dizemos: “Deus quer me ver feliz, portanto, vou fazer aquilo que me faz sentir bem!” Essa afirmação é contraditória em relação àquela que vemos na Bíblia. Como?

Realmente, Deus quer que tenhamos felicidade completa, já que Ele é onibenevolente, como a Bíblia diz. Porém, a felicidade que Ele deseja para nós não é passageira e finita como aquela que podemos ter em nossos 70-90 anos de vida aqui neste mundo. A Bíblia é muito explícita em seu direcionamento fundamental para a vida eterna oferecida por meio da salvação. Uma das formas que Deus aparentemente tem de levar o ser humano a reconhecê-Lo e a Sua vontade é por meio do sofrimento, assim levando-o eminentemente à vida eterna, onde, aí sim, ele será completamente feliz. Se crêssemos que Deus deseja nosso conforto e felicidade suprema aqui nesta vida, sim, teríamos problemas com a existência do mal, porém, por esse não ser o caso, a existência do mal não é um problema.

Você já se perguntou por que a crença e a adoração a Deus são mais notáveis nos países em que há maior sofrimento e dor? Muitos ateus utilizam esse fato para dizer que são os países mais pobres e, portanto, menos educados que creem mais em Deus e seguem mais a religião. Porém, a professora de filosofia da Universidade de Saint Louis, Dra. Eleonore Stump, faz uma importante afirmação a respeito dessa informação: é a maldade no mundo que nos leva cada vez mais a admirar e nos sentir atraídos à enorme bondade de Deus. Ao contrário do que se pensa, de que o sofrimento nos distancia de Deus, ele nos leva para mais perto dEle.[3]

Crescimento na adversidade

Pensemos no sofrimento que pode ser visto num hospital. Se pararmos para pensar em todos os procedimentos dolorosos e assustadores que são feitos num ser humano lá, concluiríamos que não seria bom levar aqueles que amamos para aquele lugar. Mas, mesmo assim, os levamos sabendo que haverá alguma coisa para minimizar ou mesmo eliminar o sofrimento. O tratamento no hospital faz com que as pessoas vivam mais tempo e com mais qualidade de vida. Na doutrina cristã é a mesma coisa. O que redime, muitas vezes, nosso sofrimento aqui na Terra é um relacionamento melhor com Deus, uma vida de acordo com a vontade dEle e, consequentemente, uma vida eterna com Ele.

Existem estudos em psicologia clínica que avaliam as consequências da bruta maldade na vida de pacientes. O que se encontrou foi uma regeneração em suas vidas, chamada de “crescimento da adversidade” ou “crescimento pós-traumático”. Muitos relatam que, depois de um terrível acontecimento como câncer de mama e ataques sexuais, paradoxalmente, sua vida se torna muito melhor. Numere pelo menos um aprendizado para sua vida que você tirou do prazer. Consegue pensar em um? Agora pense em um aprendizado que você tirou do sofrimento. Já fez uma lista em sua cabeça, não é? Não desenvolvemos coragem sem medo; não sabemos o que é perseverança sem obstáculos; não sabemos como ser humildes sem ter que servir; e não existiria compaixão se ninguém tivesse dor ou alguma necessidade. As dificuldades e obstáculos em nossa vida são a fonte número um das nossas virtudes e dos nossos aprendizados. Assim, vemos que Deus usa poderosamente o sofrimento para o nosso maior bem.

E o que dizer dos sofrimentos para os quais não vemos resultado ou objetivo imediato? Por que Deus os permite? De forma simplória, o ser humano não tem o conhecimento exaustivo de tudo o que acontece no Universo, e, portanto, não pode determinar quanto mal é necessário para revelar o bem final.

O Deus que entende

Há aqueles que dizem que Deus parece ser um Ser extremamente distante, que, se existe, não Se interessa de qualquer forma pela vida e o sofrimento humano. O que esses se negam a enxergar é que a visão cristã do mundo diz exatamente o contrário. O sofrimento de Jesus mostra que Deus não está desinteressado ou omisso em relação ao nosso sofrimento. Pelo contrário, Ele justamente quis participar das mesmas dores e sofrimentos e quis dar a solução para eles.

Aqueles que analisarem as diferentes religiões e filosofias perceberão que a cosmovisão cristã é a única que aceita a existência do mal e do sofrimento, e oferece tanto a causa como o propósito desse sofrimento, ao mesmo tempo em que dá a força divina para suportar e passar por ele.

Ainda assim, sempre teremos a tentação de querer entender o mal no mundo, e muitas vezes é fácil falar teoricamente a respeito da dor, mas no momento em que ela bate à nossa porta, se torna muito mais difícil lidar com o problema. Por que perdi meu pai para um câncer? Por que minha família não tem o que comer? Por que meu filho teve que morrer sem nenhum motivo aparente?

Jó foi um personagem bíblico que ficou perturbado por muitos meses com questionamentos como esses. Perdeu tudo o que tinha; perdeu todos os filhos e perdeu a saúde – tudo em questão de alguns dias. Enquanto ele passou todo o livro tentando entender o porquê, no fim, em vez de Deus responder da forma como ele queria, Deus o confronta com perguntas que ele não sabia responder. Vejamos a incrível conclusão do livro de Jó, no capítulo 42:

“Então Jó respondeu ao Senhor: Agora eu compreendo que o Senhor pode fazer tudo que quiser e que ninguém pode impedir o Senhor de realizar Seus planos. O Senhor perguntou quem foi o ignorante que tentou negar a Sua sabedoria e justiça; fui eu, Senhor. Falei de coisas que eu não entendia, coisas que eu não conhecia, pois eram maravilhosas demais para mim. O Senhor me disse: Escute-me e Eu lhe farei algumas perguntas que você deve responder. Agora eu respondo: Somente agora eu conheço o Senhor de verdade! Antes eu só O conhecia de ouvir falar. Por isso, eu me arrependo de meu orgulho e me cubro de terra e de cinza para mostrar minha tristeza” (Jó 42:1-6, BV).

É como se Deus dissesse a Jó: “Filho, você nem mesmo entende como Eu controlo o mundo físico que você consegue ver, então como vai entender o mundo moral extremamente mais complexo que você não consegue enxergar – um mundo onde o resultado de bilhões de livre-escolhas feitas por seres humanos todos os dias interagem umas com as outras?”

Se fosse perguntado a respeito, ninguém iria querer passar por sofrimento, mas quando vemos o que esse terrível sentimento pode fazer por nós e pelo nosso caráter, reconhecemos que talvez realmente exista um plano maior, que não conseguimos ver nem entender. E, por incrível que pareça, houve uma pessoa que escolheu sofrer. Uma dor muito maior que qualquer situação pela qual tenhamos passado. E essa pessoa é o seu Deus. Quem melhor para entender o que este mundo enfrenta?

Marina Garner Assis é formada em Teologia pelo Unasp e doutoranda em Filosofia

1. William Rowe, The Problem of Evil and Some Varieties of Atheism, p.335
2. Citado em Philip Yancey, Soul Survivor, p. 58
3. Eleonor Stump, The Mirror of Evil, p. 240, 242

Os jovens e a crise de identidade cristã

baladaDiversos motivos podem justificar a evasão de jovens das igrejas. Algumas situações evidentes seriam o desinteresse que pode surgir com o tempo, a falta de amigos na comunidade religiosa que frequentam, conflitos pessoais, estilos diversos de vida que confrontam valores cristãos, a desconexão da fé com a ciência, a falta de preparo dos líderes para tirar suas dúvidas e, em especial, a superficialidade cognitiva da fé bíblica. Em se tratando de superficialidade da fé, refiro-me ao conhecimento que faz transbordar confiança, entrega e encanto pela verdade de Deus. Aquele entendimento cognitivo que promove fé genuína, ao invés de fideísmo; poder moral, ao invés de religião sentimental; inteligência e saber racionais, ao invés de mera informação frívola; compromisso e fidelidade espirituais, ao invés de sincretismo místico; e, também, amor como princípio, ao invés de impulsos emotivos de momentos.

Por causa da secularização nos grandes centros do saber, alguns têm-se inclinado a acreditar que o conhecimento é inimigo da fé (Bíblia). Na verdade, o conhecimento pode ser tanto amigo da fé quanto inimigo dela. Explico: o conhecimento convencional se torna inimigo da fé quando a fé se torna fraca em conhecimento de si mesma. Em outras palavras, quando o jovem conhece pouco da verdade, como poderia ele sobreviver em meio ao tsunami de informações que contrapõem sua fé?

Uma pesquisa realizada pelo American Culture & Faith Institute[1] (ACFI, na sigla em inglês) com seis mil pessoas nos Estados Unidos descobriu que apenas 14% dos cristãos conhecem questões básicas ligadas à fé que professam. A pesquisa apenas veio ao encontro do que temos presenciado todos os anos: apostasia quase generalizada, especialmente entre jovens que ingressam nas universidades.

Nancy Pearcey, cristã, mestre em Ciências Sociais e Filosofia, pontua que “a religião perdeu sua reivindicação à universalidade e seu poder de interpretação”[2], e oferece como resposta ou razão a perda do espaço como verdade absoluta. Ou seja, o conhecimento que constrói a identidade cristã tem sido minguado, escasso e superficial. À medida que o conhecimento profundo, que tem por pressuposto as reivindicações da Reforma Protestante do Sola e Tota Scriptura, foi se evaporando dos pequenos ou grandes programas espirituais, especialmente os que são direcionados aos jovens cristãos. No lugar deles foi sendo acrescentado o entretenimento vazio, o show e os contos cômicos.

A Bíblia, de um livro sério que apela para conversão, arrependimento, contrição de consciência, renúncias, sacrifícios e lutas, passou lentamente a ser, nas variadas igrejas cristãs, o livro dos gracejos, das anedotas humorizadas e o livro dos pastores bacanas e descolados. Por exemplo, basta ler uma narrativa da Bíblia de forma superficial e enchê-la exaustivamente de gestos, historinhas e, claro, não podem faltar anedotas engraçadas, estimulantes e excitantes com muita música ruidosa e dançante. Isso tem transformado tais programações em grandes shows de excitamento e exaltação emocional, e os pastores em heróis do gracejo, ídolos ou fetiches do espiritualismo cristão.

Até mesmo o falecido filósofo Allan Bloom, que alguns acreditam ter sido ateu, pontuou que “a falta de cultura leva simplesmente os estudantes [jovens] a procurar informações onde elas estejam disponíveis, sem capacidade para distinguir entre o sublime e o reles, o conhecimento profundo e a propaganda”.[3] Ou melhor, no contexto do tema aqui tratado, a falta de conhecimento profundo, infelizmente promovido por muitas igrejas cristãs, leva os jovens a se aprofundarem no que simplesmente está disponível. Agora, o que está disponível? O que as igrejas têm oferecido para os jovens cristãos da atualidade? Alimento que mexe com os estímulos da carne ou com os estímulos da consciência?

Uma vez que todo e qualquer desafio para a fé está diretamente ligado ao conhecimento do “bem e do mal” (Gn 2:17), é por esse motivo que a igreja também precisa ter um ministério voltado para o cognitivo. Do que essa juventude mais precisa? Conhecimento bíblico embasado, profundo e comovente. Aquele conhecimento que unifica a ciência e a revelação – que faz a ciência ser aliada da verdade revelada de forma racionalmente absoluta e inquestionável. Mas, infelizmente, o que muitos líderes religiosos mais têm se preocupado em dar para a juventude é entretenimento vazio. Resultado: apostasia generalizada quando se deparam com o antagonismo filosófico/científico e provações diversas.

Ellen White afirma que não “devemos perder a oportunidade de nos preparar intelectualmente”.[4] Também esclarece que o conhecimento da ciência verdadeira abre a mente para vastos campos de pensamento e informação,[5] abre o espírito para a ampliação das ideias, habilitando-nos a ver Deus em Sua criação, com provas de Seu poder,[6] e que, além de enobrecer, estabelece perfeita harmonia entre a ciência e Sua Palavra.[7] Ela também escreveu que foi Deus quem inundou o mundo com descobertas científicas e artísticas, mas que esse dilúvio de informação precisa ser guiado pela sabedoria da Sua Palavra.[8] Portanto, é aqui que começa o ministério da igreja, especialmente para a juventude universitária de nossa geração.

É exatamente o que procuro fazer no meu ministério para os jovens em suas reuniões de pequenos grupos, em pregações nas igrejas, reuniões de jovens e em simpósios criacionistas/científicos/filosóficos, ou qualquer outro encontro que me possibilite expor a Palavra diante deles. Acredite, quando isso é oferecido, eles se apaixonam mais ainda pela verdade. Mas, ao contrário disso, alguns, equivocadamente, acreditam que para segurar os jovens cristãos na igreja é necessário ser um líder espalhafatoso, ser #PastorShow, criar programas bíblicos humorísticos e oferecer coisas baseadas em filmes hollywoodianos e culturalmente populares.

A justificativa que alguns apresentam é que os jovens não lidam muito bem com as coisas difíceis e profundas da Bíblia. Também argumentam que eles serão mais facilmente alcançados e fortalecidos se usarmos uma linguagem mais simples e dinâmica. O problema é que, para alguns líderes, tornar a linguagem da Bíblia mais simples e apetitosa aos jovens significa associá-la com o que é mais comum na cultura e no entretenimento populares. A exemplo do mito do cavalo de Tróia, tais práticas não têm fortalecido os jovens para serem oposição ao mundo, mas, sim, simpatizantes dele. Ellen White advertiu: “A conformidade aos costumes mundanos converte a igreja ao mundo; jamais converte o mundo a Cristo.”[9]

Uma pergunta: Por que esses mesmos jovens que estudam equações de 1º e 2º grau, trigonometria, línguas, física quântica, termofísica, química, álgebra, engenharias diversas seriam incapazes de aprender coisas profundas e sérias da Bíblia? Alguma coisa me parece estranha nisso. Prova? Como no dito popular, o tiro tem saído pela culatra – evasão de jovens pela tangente.

A verdade bíblica e o verdadeiro conhecimento científico/filosófico devem fazer parte da vida da igreja deste século. A igreja moderna ou atualizada, na verdade, não é aquela que se torna relevante meramente nos costumes ou em práticas secularizadas, mas a igreja que tem respostas para as indagações que mais desafiam a verdade bíblica. A igreja verdadeiramente relevante é a que torna o conhecimento e o saber verdadeiramente mais relevantes do que o pseudoconhecimento que contrapõe a verdade. Foi assim que Jesus definiu o conhecimento consistente, minucioso e profundo da verdade como sendo o agente libertador (Jo 8:32), e este é o principal ministério da igreja: encher a mente e o coração das pessoas do conhecimento libertador e que possibilita claro discernimento da linha que separa o “conhecimento do bem” do que se define como “conhecimento do mal” (Gn 2:17) tão bem amalgamados hoje em dia. Quanto mais o “conhecimento do mal” se tornar robusto e convincente, maior será o desafio da igreja, pois é seu dever manter o “conhecimento do bem” sempre mais elevado, persuasivo e apaixonante.

Quando os nossos jovens, com a ajuda da própria igreja, mergulharem nos conhecimentos bíblicos/científicos/filosóficos verdadeiros, os feitiços, especialmente do marxismo e do darwinismo, perderão forças na consciência e no coração da nossa juventude. Quando o “conhecimento do bem” for mais vigoroso na mente dos membros da igreja, o “conhecimento do mal” será mais facilmente desmascarado e, consequentemente, teremos jovens cristãos mais perseverantes e comprometidos com a verdade.

Em síntese, precisamos humildemente buscar uma reforma em nossas ações ministeriais em prol da juventude cristã. Como bem proclamou o teólogo James Boice: “Convocamos a Igreja, em meio à nossa cultura agonizante, para se arrepender de seu mundanismo e confessar a verdade da Palavra de Deus como fizeram os reformadores, e para ver essa verdade em sua doutrina, sua adoração e sua vida.”[10] Acredito que o apelo de Boice, para uma reforma urgente deve começar pelos que ministram como sacerdotes, guias espirituais, líderes religiosos ou pastores. Uma vez que o campo de guerra é a mente humana, essa reforma exige, especialmente de nós pastores, preparação intelectual/cognitiva capaz de confrontar a “ciência do mal” para alimentar e proteger as ovelhas que o Senhor colocou em nossas mãos – a igreja.

Pensando nisso é que Ellen White, por exemplo, escreveu aos ministros: “Nossos pastores terão de prestar contas a Deus por enferrujarem os talentos que Ele lhes entregou para melhorar pelo exercício. Podiam ter feito, inteligentemente, trabalho dez vezes maior, se se tivessem preocupado em tornar-se gigantes intelectuais. Toda a experiência deles em sua elevada vocação é diminuída porque se contentam em permanecer onde estão. Seus esforços para adquirir conhecimentos não embaraçarão no mínimo seu crescimento espiritual se estudarem com motivos corretos e objetivos apropriados.”[11]

Eu, como pastor adventista do sétimo dia, farei a minha parte, e você? Por fim, lembre-se sempre de que esse Deus que foi expulso por Karl Marx do Céu, retirado do inconsciente por Freud, banido da ciência por Darwin, assassinado por Nietzsche, transformado em um delírio por Richard Dawkins, secularizado e relativizado por cristãos pós-modernos em breve virá gloriosamente nas nuvens do céu, para espanto, terror e decepção dos incrédulos (Ap 1:7; At 17:31).

Gilberto Theiss é graduado em Filosofia e Teologia, pós-graduado (especialização) em Ensino de Filosofia, Ciência da Religião, História e Antropologia e mestrando em Interpretação Bíblica; atualmente atua como pastor adventista no Estado do Ceará.

 

  1. Disponível em https://www.gospelprime.com.br/maioria-cristaos-nao-conhece-biblia-pesquisa/ Acesso em 30/1/2019.
  2. PEARCEY, Nancy. Verdade Absoluta, p. 78.
  3. BLOOM, Allan. O Declínio da Cultura Ocidental, p. 80.
  4. WHITE, Ellen G. Serviço Cristão, p. 47.
  5. Idem. Mensagens Escolhidas, v. 3, p. 308.
  6. Idem. Special Testimonies on Education, p. 52-57.
  7. Idem. Signs of the Times, 13/2/1884.
  8. Idem. O Grande Conflito, p. 522.
  9. Idem. O Grande Conflito, p. 509.
  10. BOICE, James (cf. Capitulo “Lutar pela verdade numa era de antiverdade”).
  11. WHITE, Ellen G. Testemunhos para Ministros, p. 194.

Apocalipse: o povo de Deus selado

seloO capítulo 7 do Apocalipse é um parêntese entre o sexto e o sétimo selos. Seu objetivo é responder à pergunta feita pelos perdidos diante da manifestação de Jesus em Sua vinda: “Quem pode suportar”? A resposta é: os 144 mil, um número simbólico que representa aqueles que passarão pelas provas finais da história da Terra e estarão de pé diante da glória de Jesus.

Perguntas para discussão e aplicação

1. Leia Apocalipse 7:2 e 3 e compare com Efésios 4:30. Em que sentido o Espírito Santo nos “sela” para o dia da redenção? De que modo a guarda do sábado se tornará uma evidência do selo do Espírito Santo? (ver Ez 20:12, 20; Hb 4:9, 10; etc.)

2. O que significa “entristecer” o Espírito Santo? Por outro lado, como podemos “alegrá-Lo”?

3. De acordo com Apocalipse 7:1-4, 14; 14:4, 5, quem são os 144 mil e quais são as suas características mais notáveis? À luz de Apocalipse 17:5, em que sentido os 144 mil não se contaminaram com “mulheres”?

4. Leia Apocalipse 7:4. Que evidências você pode citar de que os 144 mil “selados” não representam um número literal?

5. Por que Deus vai permitir que os 144 mil passem por um tempo de grande tribulação antes da vinda de Jesus? (1Pd 4:12-14)

6. Em sua concepção, como é o dia a dia de uma pessoa “lavada pelo sangue” de Jesus e “selada” pelo Espírito Santo? Como são os pensamentos, relacionamentos, as atividades de trabalho, o lazer, etc. de uma pessoa assim? Em que essa pessoa é diferente das outras que não foram “lavadas no sangue” de Jesus e não têm o selo de Deus? Como se alcança esse estado para fazer parte dos 144 mil?

Notas sobre os 144 mil

Há muita discussão sobre quem são precisamente os 144 mil. Basicamente, são os salvos que estarão vivos no fechamento da história da Terra. Eles se manterão fiéis durante o tempo da grande tribulação, mesmo sob intensa perseguição, e não experimentarão a morte, pois serão glorificados por ocasião da volta de Jesus.

Contudo, além desses, há também um grupo especial que possivelmente fará parte dos 144 mil. São os que morreram tendo fé na vinda de Jesus após terem passado pela grande decepção em 1844, os quais ressuscitarão para vê-Lo voltar. Em 1850, ao escrever para um cristão cuja esposa havia falecido, Ellen White disse: “Vi que ela estava selada, e à voz de Deus ressurgiria e se ergueria sobre a Terra, e estaria com os 144.000” (2ME, 263). Porém, ao mesmo tempo, não podemos especular muito sobre o assunto além do que está revelado. Em outro texto, registrado 64 anos depois, White diz: “Não tenho luz sobre o assunto [sobre quem constitui precisamente os 144 mil]” (3ME, 51).

Uma coisa pode ser afirmada com certeza sobre os 144 mil: não se trata de um número literal. A maior evidência disso é o fato de que eles teriam que ser só judeus, sendo precisamente 12 mil de cada uma das 12 tribos, as quais não mais existem há muito tempo. E mesmo que existissem, seria complicado definir quais seriam as 12 tribos, pois várias listas divergem entre si – por exemplo, umas não incluem Levi para inserir os dois irmãos Efraim e Manassés no lugar de seu pai José. A lista do Apocalipse não menciona o nome de Dã, e Efraim é substituído por José. O que temos que lembrar aqui é que no Novo Testamento a igreja é o novo Israel (ver Gálatas 3:7, 9, 29).

Além de tudo isso, o número preciso (12 mil de cada tribo) não faria jus à salvação baseada no livre-arbítrio, mas em uma escolha arbitrária por parte de Deus.

Assim, vemos que o significado desse número está no valor simbólico do número 12 (em referência aos 12 filhos de Jacó, às 12 tribos e aos 12 apóstolos) para representar o povo de Deus. Por isso são 12 tribos vezes 12 mil de cada, resultando em 144 mil.

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Ioga, meditação transcendental e cristais são compatíveis com a fé cristã?

ioga“No panteísmo, o grande dilema da existência humana não é o pecado. […] O dilema humano é que não sabemos que fazemos parte de deus. Pensamos que somos indivíduos, com existência e identidade distintas. É o que gera a ganância e o egoísmo, conflitos e guerras. […] A meta dos exercícios espirituais é livrar a mente da ilusão da individualidade. A meta dos exercícios religiosos é nossa reunião ao deus que está dentro de nós, a fim de recuperarmos o senso de que todos somos deus. Com esta análise entendemos a razão da proliferação desnorteante de técnicas do movimento Nova Era: ioga, meditação transcendental, cristais, centralização, tarô, dietas, visualização e todo o resto. Apesar da grande variedade, o propósito de todas essas técnicas é dissolver os limites do eu e recuperar um senso de unidade universal” (Nancy Pearcey, Verdade Absoluta, p. 166),

Quando não se compreende que ser cristão é permitir que a Bíblia afete toda a vida (religiosa, social, política, econômica, estética, afetiva, emocional, profissional, física, etc.), a identidade cristã torna-se fluída e passa a ser moldada pelos modismos de cada época. Cuidado! “Não vos conformeis com este mundo” (Rm 12:2).

Jefferson Araujo

Nota: Antes de me tornar adventista, por ter lido muitos livros científicos e ter desenvolvido uma mentalidade relativamente cética (algo que ainda procuro cultivar), pseudociências como a astrologia (horóscopo) e as tais terapias alternativas (como a iridologia e a homeopatia, por exemplo) já me deixavam desconfiado. Depois que estudei a fundo a Bíblia Sagrada, tornei-me adventista e procurei desenvolver uma sólida cosmovisão cristã, pude perceber que minha desconfiança anterior era realmente válida. Antes da minha conversão, cheguei a me interessar pela parapsicologia, pois me pareceu “científica”. Ledo engano. Graças a Deus, a verdade me libertou (João 8:32) e a mensagem bíblico-adventista me satisfez plenamente. Faz vinte anos que medito, mas não para esvaziar a mente e buscar algo dentro de mim. Faço isso para, ao contrário, encher minha mente com as verdades bíblicas. A oração do tipo abrir o coração a Deus como se faz com um amigo é terapêutica e libertadora. E me traz uma satisfação indescritível o serviço pelo semelhante, ajudando as pessoas em suas necessidades e, principalmente, compartilhando com elas a mensagem do meu amigo Jesus – só entende quem faz isso.

Hoje percebo que algumas pessoas têm feito uma espécie de caminho contrário. Talvez por terem nascido em um contexto adventista tenham se acostumado com uma mensagem que é impactante e transformadora para os que a encontram ou são encontrados por ela. Alguns acabam buscando no “canto da serpente” algum tipo de satisfação que não conseguem encontrar naquilo que veem como banal e comum devido à familiaridade. Partem em peregrinações, em “buscas interiores”, tentam sincretizar a fé com ideias e ideologias perigosas. Embora sejam “aqui de dentro”, como muitos lá fora poderão descobrir que essas “alternativas” de fato não satisfazem, pois os afastam de Deus e os aproximam do nada. Que o Espírito Santo os liberte e faça com que sintam a verdadeira paz e satisfação que vêm da comunhão com o Criador. [MB]

Recomendo o livro Medicina Alternativa: A armadilha dourada, da CPB.

Leia também: “Buscando a paz no lugar errado”, “Ioga é destaque na imprensa” e “SUS libera mais terapias sem base científica”

Faz diferença saber exatamente quem são os 144 mil do Apocalipse?

144-milTem sido muito rica a experiência do estudo do Apocalipse neste trimestre. Destaco que esse é um conhecimento que não deve somente persistir dentro do aspecto de discussão racionalizada, mas, principalmente, entrar na questão pessoal e relacional com o nosso Deus. Grande multidão? Os 144 mil? Antes de adentrarmos propriamente nesse estudo, gostaria de colocar uma nota a mais no espírito que devemos nutrir ao estudar esse assunto.

Após a ressureição, nosso salvador Jesus estava pastoreando Seus discípulos. Era Sua terceira aparição a eles, relatada em João 21. Após uma nova experiência de milagre de pesca, e já desfrutando do resultado dessa pesca, há um diálogo entre Jesus e Pedro. Pedro, que havia traído o Mestre, estava naquele momento sendo reabilitado. Jesus disse que Pedro passaria por angústia e aflições, e que pelo seu martírio daria glória a Deus (verso 19). Naquele momento, compreendendo que veria a morte, uma curiosidade humana veio à mente de Pedro. Viu João, o discípulo amado, e perguntou: “Senhor, e quanto a ele?” Respondeu Jesus: “Se Eu quiser que ele permaneça vivo até que Eu volte, o que lhe importa? Siga-Me você” (João 21:20).

Quando adolescente, passei pelo temor de estar ou não entre os 144mil. Logicamente que temos a exortação: “Procuremos, com todo o poder que Deus nos tem dado, estar entre os 144 mil” (SDABC, v. 7, p. 1084). Essa é uma exortação, acima de tudo, de consagração ao nosso Deus. Mas devemos entender que não conhecemos os tempos nem a hora. Não sabemos se estaremos na grande tribulação final ou se estaremos vivos sem passar pela morte. Desse modo, embora seja interessante questionar quem estará ou não entre os 144 mil, a ênfase no nosso estudo deve ser: Senhor, estando ou não entre os 144 mil, eu Te seguirei.

Existe aqui um segundo ponto de discussão na Lição da Escola Sabatina desta semana: Em que sentido os 144 mil não se macularam com mulheres? Como a pureza de seu caráter se relaciona com o fato de que eles são redimidos da Terra como “primícias para Deus” (Ap 14:4). Vou começar de trás para a frente na pergunta, pois o primeiro ponto (serem castos ou virgens) talvez seja o de maior reflexão. Então, vejamos a questão das primícias.

Primícias eram os melhores frutos da colheita. Em Apocalipse são um grupo especial que foi trasladado sem experimentar a morte (1Co 15:50-52): “E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” São os primeiros frutos da maior colheita de salvos (Ap 14:14-16).

E sobre a virgindade? Entendemos que esse grupo não participou da infidelidade de Babilônia. Agora, o que significa isso? Sabemos que os 144 mil não passarão pela morte. Mais ainda, Ellen White descreve em Eventos Finais, pagina 182, o seguinte: “Alguns tinham sido arrojados fora do caminho. Os descuidosos e indiferentes, que não se uniam com os que prezavam suficientemente a vitória e a salvação, para por elas lutar e angustiar-se com perseverança, não as alcançaram e foram deixados atrás, em trevas, e seu lugar foi imediatamente preenchido pelos que aceitavam a verdade e a ela se filiavam” (Primeiros Escritos, p. 271 [Eventos Finais, p. 182.1]).

“Os lugares vagos nas fileiras serão preenchidos pelos que foram representados por Cristo como tendo chegado na hora undécima. Há muitos com quem o Espírito de Deus está lutando. O tempo dos juízos destruidores da parte de Deus é o tempo de misericórdia para aqueles que [agora] não têm oportunidade de aprender o que é a verdade. O Senhor olhará para eles com ternura. Seu coração compassivo se enternece, e a mão do Senhor ainda está estendida para salvar, enquanto a porta é fechada para os que não querem entrar. Será admitido um grande número de pessoas que nestes últimos dias ouvirem a verdade pela primeira vez” (Carta 103, 1903 [Eventos Finais, p. 182.2]).

Entendo que virgindade aqui simboliza fidelidade dentro daquilo que Deus estabelece. E aqui cabe um adendo: existem pessoas que neste momento não fazem parte das fileiras da igreja, mas que agem com pureza de coração, sem reservas, diante da luz que receberam. Por outro lado, devemos vigiar e orar. Muitas vezes, mesmo tendo acesso a uma luz mais completa, permitimos que ideias do mundo – daquilo que é pensamento próprio, não exalado das Escrituras, ou o pensamento reinante do mundo – contamine nossas percepções ou convicções.

“À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles” (Is 8:20).

Perceba que se sua convicção religiosa não for maior que seus outros valores pessoais, esses valores acabarão por retirá-lo do caminho de Jesus. Já vi pessoas se desviarem completamente do caminho por questões em que a convicção pessoal dos valores atuais, do socialmente aceitável ou politicamente correto, em que os valores e amores deste mundo, sejam política (esquerda ou direita), bandeiras raciais, de gênero ou a mera ausência do prestígio social ou econômico que gostariam de ter advindo de sua participação religiosa na igreja, acabaram por dar entrada a valores, ideias e convicções que afastam definitivamente do são caminho.

Entendo que estamos em tempo de graça, e que a misericórdia de Deus está aberta para todos nós hoje. Entretanto, a descrição e o chamado de selamento aos 144 mil inclui implicitamente um apelo à santidade e consagração ao Senhor a cada dia. Que o Senhor nos abençoe e nos habilite a cada dia a viver de acordo com a guia do Espírito Santo e a disposição dos 144 mil descritos no livro do Apocalipse.

Quando eu era criança, a primeira vez que li o texto: “Estes são os que não se macularam com mulheres, porque são virgens. São os que seguem ao Cordeiro aonde quer que vá. Foram comprados dentre todos os seres humanos e foram os primeiros a ser oferecidos a Deus e ao Cordeiro” (Apocalipse 14:4), achei muito estranho. Alguma coisa passou pela minha cabeça, tipo: “Pobres coitados: além de não poderem casar, ainda nem vão poder ir para onde querem?” E essa incompreensão minha de garoto talvez seja a mais sem sentido e boba que você tenha ouvido falar, mas existem muitas outras sobre os 144 mil.

Seja qual for a sua dúvida sobre o assunto, eu gostaria de deixar uma certeza: acompanhar o Cordeiro por onde Ele vá não é uma consequência de fazer parte dos 144 mil, e sim a sua maior causa. Os 144 mil seguem o Cordeiro a cada dia. Em seus hábitos, pensamentos, suas prioridades enquanto ainda estão aqui na Terra.

Quantos hinos de batismo começam justamente com essa premissa? “A Jesus seguir eu quero, Tu morreste foi por mim. Mesmo que Te neguem todos, eu Te sigo até o fim.” “Minha cruz eu tomo e sigo, a Jesus eu sempre sigo; aonde for a Ele eu sigo; seguirei a meu Jesus.” Estão essas frases fazendo ainda sentido na sua vida? Lembre-se: seguir o Cordeiro pela fé é:

– Continuar confiando, mesmo quando o mundo diz que não vale a pena.

– Continuar seguindo, mesmo quando as pessoas ao redor lhe mostrem outro caminho.

– Seguir acreditando, mesmo quando as convicções de parentes, amigos, do professor ou orientador, ou da pessoa que você ama, dizem que não vale a pena.

– Seguir vivendo a vida cristã, até nos momentos em que você parece ir na contramão da sociedade.

Que Deus ilumine a todos e nos dê alento, forças e fé para continuar seguindo o Cordeiro.

Oremos: “Pai Eterno, obrigado pela redenção em Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador. Queremos seguir Jesus, nosso Cordeiro, a cada dia, até a Sua volta. E mesmo lá no Céu continuar seguindo ao Autor e Consumador da nossa fé!”

Everton Padilha Gomes é médico e doutorando em Cardiologia na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo