Papa diz que compartilhar bens não é comunismo

Neste domingo (11), o papa Francisco celebrou a missa do “Domingo da Misericórdia” com presos, refugiados e profissionais da saúde, em uma igreja próxima à Praça de São Pedro. Na missa, o pontífice disse que os primeiros cristãos não tinham o conceito de propriedade privada e compartilhavam tudo. “Isso não é comunismo, mas puro cristianismo”, falou. Ele ressaltou ainda a importância da misericórdia. “Não podemos permanecer indiferentes. Não podemos viver uma meia fé, que recebe, mas não dá […]. Tendo recebido misericórdia, vamos nos tornar misericordiosos”, declarou.

Segundo a agência de notícias France Presse, o papa não usou máscara durante a missa, que contou com cerca de 80 participantes, entre eles presos de dois presídios de Roma e de um centro de detenção de jovens, além de refugiados da Síria, Nigéria e Egito.

(Pleno News)

Nota: “Compartilhar a propriedade ‘não é comunismo, é puro cristianismo’. Essas foram as palavras do papa Francisco, que não cansa de surpreender seus fiéis, proclamando princípios sociais que coincidem com aqueles que são os pilares da ideologia comunista. Ontem, durante a homilia da missa celebrada na igreja de Santo Spirito em Sassia, em Roma, ele comentou a passagem de Ato dos Apóstolos que diz que ‘ninguém considerava de sua propriedade aquilo que lhe pertencia, mas tudo era comum entre eles’. O papa sublinhou: ‘Os discípulos misericordiosos tornaram-se misericordiosos’. Para eles ‘compartilhar os bens terrenos parecia uma consequência natural. Além disso, o papa lançou um apelo a não ceder à indiferença, mas viver a partilha. A pergunta que eu gostaria de fazer é a seguinte: Compartilhar a propriedade vale para todos? Papa Francisco e seu Vaticano apoiam o projeto oligárquico antidemocrático da Nova Ordem Mundial o “Capitalismo Inclusivo”. Estamos falando de multinacionais e organizações como a Fundação Rockefeller, os Rothschilds, PCCh, grandes potências bancárias e financeiras que se escondem atrás de atividades filantrópicas para proteger seus próprios interesses. A herdeira Lynn Forester de Rothschild pertence à dinastia dos ‘demônios’ das finanças, donos da riqueza de quase metade da população mundial. E justamente ela nos vem falar sobre a importância da redistribuição da riqueza: ‘Estamos respondendo ao desafio do papa Francisco de criar economias mais inclusivas que espalhem os benefícios do capitalismo de forma mais equitativa e permitam que as pessoas realizem todo o seu potencial.’ Se esses que se autoproclamaram ‘Os Guardiões’ tivessem se privado de pelo menos 30% de suas riquezas, teriam continuado imensamente ricos, mas em troca teriam salvado nações inteiras. Mas eles jamais fariam isso; essas mesmas nações e continentes continuam se submetendo a seus próprios interesses exclusivos de dominação e poder.
O fato é que o Vaticano decidiu ser ‘garoto propaganda’ deste golpe mundial a favor dos mais ricos do planeta contra os mais pobres. Ficou claro para vocês agora?” (Karina Michelin)

Leia também: “Atos 2:42-47 defende o socialismo?”

Google ignora data importante para a maior religião do mundo

Site de buscas já comemorou Ano Novo chinês, Ramadã e até datas que exaltam o feminismo

google

“E [ontem] a página principal do Google ficou o tempo todo assim. Deve ser porque não se trata de nenhum dia especial relacionado a negros, mulheres, revolução russa ou qualquer outro tipo de data que o mainstream classificou como sendo importante para qualquer minoria ou consideração. Nós somos judeus e a nossa ‘Páscoa’ está completamente dissociada da comemoração cristã, mas eu conheço a importância desse dia para a MAIOR religião do mundo. Não me importa que o Google não lembre do Yom Hashoah, Sucot, Shavuot ou Purim porque somos a menor população do mundo, não a menos significativa, muito pelo contrário, aliás, mas não há porque ter qualquer consideração para conosco. Mesmo o Google sendo criado por judeus, não me importo ou não nos importamos, mas sequer usar ovos de páscoa, coelho, chocolate ou o que seja simbólico para essa data cristã mostra que de fato o mundo vai muito mal das pernas e que tudo o que sempre falamos nunca foi teoria da conspiração, mas a realidade. O mundo se afundou num abismo sem fim e a maioria das pessoas está cega, surda e doente. Feliz Páscoa aos meus irmãos cristãos!”

(Wagner Freed Mahler é cientista espacial; via Facebook)

O reino tem rei

Seguir o Rei significa aceitá-lo e fazer Sua vontade

reino

O tema do reino de Deus tem se tornado popular entre jovens cristãos como uma mensagem de aceitação, tolerância e prática de obras de misericórdia. No entanto, há uma notável tendência de retratar o reino com tons hostis à lei, à obediência, à doutrina bíblica e até à Igreja, como se o reino não tivesse um rei. Primeiramente, não há motivos para colocar em extremos opostos o grande mandamento e a grande comissão. Jesus ordenou as duas coisas: amar e doutrinar. Além disso, Ele não veio apenas nos mostrar como amar, Ele veio para nos resgatar. A humanidade não precisa apenas de um bom exemplo: ela precisa de um Salvador.

[Continue lendo.]

Cineasta distorceu palavras do papa a respeito da união entre gays

Defendamos sempre a verdade. E que peçam desculpas ao papa os que embarcaram nessa fake news

A ACI Prensa – agência em espanhol do Grupo ACI – comparou a longa entrevista original que o papa Francisco concedeu à reconhecida vaticanista mexicana Valentina Alazraki em maio de 2019 com as cenas usadas pelo cineasta Evgeny Afineevsky. A primeira conclusão foi que a entrevista original foi massivamente editada, mas ao contrário do que diz o padre Antonio Spadaro, a frase em que o Santo Padre apoia uma lei de convivência civil para casais homossexuais nunca viu a luz e segue sendo a surpresa do documentário.

Em “Francesco”, Afineevsky apresenta o papa Francisco dizendo: “Os homossexuais têm o direito de fazer parte da família. Eles são filhos de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deve ser expulso ou ter uma vida miserável por causa disso. O que precisamos é criar uma lei de convivência civil. Dessa forma, eles estarão cobertos pela lei. Eu defendi isso.”

Entretanto, segundo a comparação dos vídeos, Afineevsky teria feito uma peculiar edição das palavras do papa, pois esta é a resposta completa do Pontífice e o cineasta utilizou em sua edição apenas o texto em negrito:

“Fizeram-me uma pergunta em um voo, depois me deu raiva, me deu raiva por causa da forma como um meio transmitiu, sobre a integração familiar das pessoas com orientação homossexual. Eu disse: os homossexuais têm direito de estar na família, as pessoas que têm uma orientação homossexual têm direito de estar na família e os pais têm o direito de reconhecer esse filho como homossexual, essa filha como homossexual, ninguém deve ser expulso ou ter uma vida miserável por causa disso.

“Outra coisa é, disse, quando se vê alguns sinais nas crianças que estão crescendo e então mandá-los – eu deveria ter dito profissional – me saiu psiquiatra, quis dizer um profissional porque às vezes há sinais na adolescência ou pré-adolescência que não se sabe se são de uma tendência homossexual ou se é que a glândula timo não se atrofiou com o tempo, vai saber, mil coisas. Então, um profissional. Título desse jornal: ‘O Papa manda homossexuais ao psiquiatra.’ Não é verdade.

“Fizeram-me essa mesma pergunta outra vez e eu repeti: eles são filhos de Deus e têm direito a uma família e tal, outra coisa é, e eu expliquei que me equivoquei naquela palavra, mas quis dizer isso quando notam algo raro, oh é raro. Não, não é raro. Algo que é fora do comum. Ou seja, não tomar uma palavrinha para anular o contexto. Aí, o que eu disse é, tem direito a uma família e isso não quer dizer aprovar os atos homossexuais.”

A parte final de sua declaração: “O que precisamos é criar uma lei de convivência civil. Dessa forma, eles estarão cobertos pela lei. Eu defendi isso”, nunca havia sido divulgada pela Televisa antes e constitui a novidade de “Francesco”. A expressão “convivência civil” foi traduzida pela equipe de Afineevsky como “civil union”.

(ACI Digital)

Nota: Infelizmente, pessoas e setores mal-intencionados da mídia, mais preocupados com suas agendas do que com a verdade dos fatos, distorcem informações e manipulam falas com objetivos escusos. Esse tipo de comportamento deplorável será mais e mais usado, inclusive para colocar contra a parede os adventistas. Defendamos sempre a verdade. E que peçam desculpas ao papa os que embarcaram nessa fake news. [MB]

Incoerências do papa Francisco: riqueza e “casamento” gay

Agradando um segmento da sociedade, ele acaba desagradando outro e amplos setores da própria igreja que lidera

Em sua última encíclica o papa prega igualdade e redistribuição de renda. Talvez o Vaticano deveria dar o exemplo primeiro. “A Igreja Católica é rica, mas gosta de aparecer como pobre para receber bilhões de dólares de subsídios estatais e doações”, afirma o cientista político alemão Carsten Frerk, autor de The Violet Book of Church Finances.

Em 1929, o papa Pio XI assinou com o líder fascista Benito Mussolini o Tratado de Latrão: a Santa Sé renunciou aos territórios que continuava a reivindicar em troca de uma compensação equivalente a US$ 91 milhões na época. Foi a origem da fortuna moderna da Santa Sé, que garantia que o papa não seria pobre nunca mais.

O Vaticano nunca vendeu seu ouro, guardado nos cofres do Federal Reserve Bank of New York.

Oficialmente, a divisão de investimentos financeiros do Vaticano, conhecida como Administrazione del Patrimonio della Sede Apostolica (APSA), gere ativos de € 680 milhões – cifra vista com forte reticência nos meios financeiros e mesmo religiosos. Além disso, o Vaticano tem enormes tesouros, como coleções de obras de arte, de Michelangelo a Rafael, guardados num bunker subterrâneo de dois andares em 24 quilômetros de labirinto.

Os casos de dois países, porém, dão uma ideia da força financeira da Igreja Católica. Na Alemanha, após anos de pesquisa, o cientista político Carsten Frerk estimou que os ativos de entidades legais da Igreja no país, controlados por bispos, alcançavam € 50 bilhões. Fora das estruturas legais, negócios de agências de viagem, imobiliárias e outros movimentariam € 125 bilhões por ano, segundo ele. Segundo seus cálculos, a Igreja Católica obtém € 14 bilhões em subsídios estatais por ano para suas escolas e outras atividades na Alemanha, Áustria, Itália e Espanha.

Além do APSA, a Santa Sé tem apenas outra entidade financeira oficial: o Banco do Vaticano, como é conhecido o Instituto per la Opere di Religione (IOR), criado em 1942 para administrar a fortuna de todas as comunidades católicas do mundo. Em 2011, o banco tinha € 6,3 bilhões sob gestão e 20.772 clientes, segundo relatório do Moneyval, órgão do Conselho da Europa. Em 2010, ocorreu uma nova crise no banco, quando as autoridades italianas questionaram a origem de um volume pouco habitual de fundos do Banco do Vaticano, próximo de US$ 30 milhões, em bancos italianos. O dinheiro foi apreendido como parte de uma investigação na qual o banco teria desrespeitado regras contra lavagem de dinheiro.

(Valor Econômico)

Uma declaração histórica do papa em defesa da união homoafetiva [sic] ganhou repercussão mundial nesta quarta-feira (21). O papa Francisco quis mandar um sinal forte aos países onde a igreja se opõe à união entre homossexuais. E fez isso através do documentário “Francisco”, que estreou nesta quarta no Festival de Cinema de Roma.

“Os homossexuais”, disse o papa, “são filhos de Deus e têm direito a uma família. Ninguém deve ser expulso ou infeliz por isso. O que temos é que criar uma lei sobre as uniões civis. Eu lutei por elas”, afirmou Francisco. […]

O diretor do documentário, o russo Evgeny Afineevsky, diz que a intenção do papa não é mudar a doutrina da Igreja, mas acabar com a discriminação e reconhecer que todos merecem direitos iguais.

(Jornal Nacional)

Nota: Com esse posicionamento progressista/marxista, o papa Francisco vai cada vez mais irritando a ala tradicional da Igreja Católica. Veja o que escreveu um conhecido pensador católico: “A desculpinha do Bergoglio, de que no caso dos gays não falou em ‘matrimônio’ mas só em ‘união civil’ — a seu ver um ‘direito universal’ –, é o subterfúgio mais idiota que já se viu na defesa de uma tese autocontraditória. O termo ‘união civil’, nesse discurso, significa apenas o fato de duas pessoas viverem juntas, ou significa uma relação contratual com deveres e direitos formalmente impostos pelo Estado? Nesta segunda hipótese, é óbvio que essa união, só muito recentemente admitida em ALGUNS países, não é de maneira alguma um direito universal, mas sim uma exceção a esse direito. Bergoglio simplesmente NÃO SABE o que está dizendo.”

A verdade é que as duas notícias acima exibem duas das contradições do líder da Igreja de Roma: a fala com tom marxista a partir do trono de uma poderosa e rica instituição religiosa e o apoio à união conjugal entre duas pessoas do mesmo sexo, o que contraria frontalmente o conceito bíblico de casamento – a união abençoada entre um homem e uma mulher. Leis protetivas para pessoas que querem viver juntas são uma questão para o Estado, não para a igreja nem para quem se diz guiado pela vontade dAquele que criou o casamento. Cada um tem o direito e a liberdade de viver como bem entender, e até Deus respeita isso. Mas um cristão endossar comportamentos contrários aos valores cristãos, aí já é, no mínimo, contradição.

Realmente não sei qual a intenção de Bergoglio. Agradando um segmento da sociedade, ele acaba desagradando outro e amplos setores da própria igreja que lidera.

A infiltração dos “cristãos progressistas” na igreja cristã

troia[Texto do teólogo e escritor Franklin Ferreira, publicado no jornal Gazeta do Povo. Meus comentários seguem italizados entre colchetes. – MB]

“Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo” (Agostinho de Hipona).

Seguindo a Nova Esquerda e suas políticas identitárias, os assim chamados “cristãos progressistas” se notabilizam, na atualidade, por entenderem que a classe que salvará o mundo será a dos “excluídos” e das minorias. E dão status de dogma a temas como o estabelecimento de novos conceitos de família a partir da união homoafetiva [sic], aborto, maioridade penal, além de todo tipo de estatismo. Mas a defesa veemente desses temas é sinal de um mal maior. Parece que esses “cristãos progressistas” têm reinterpretado profundamente a fé cristã, tornando-a algo amorfo, totalmente distinto daquilo que se pode receber como revelação de Deus nas Escrituras Sagradas.

Em linhas gerais [e é bom que se sublinhe que nem todos os cristãos progressistas pensam dessa forma], os “cristãos progressistas”:

Repudiam a Bíblia como Palavra de Deus inspirada e infalível.

Falam da irrelevância da Trindade ou defendem o teísmo aberto.

São indiferentes aos ensinos sobre o pecado original e pessoal, e a salvação pela graça.

Repudiam o nascimento virginal de Cristo Jesus, Seu sacrifício expiatório e substitutivo na cruz e Sua ressurreição corporal.

Rejeitam todo e qualquer milagre ou sinal divino.

São críticos das igrejas ou estão desigrejados.

São indiferentes ou abandonaram qualquer crença na segunda vinda de Cristo [especialmente os da teologia da libertação, para quem a salvação/revolução é assunto para aqui e agora].

Assim, há, da parte desses “cristãos progressistas”, uma ruptura com “aquilo que foi crido em todo lugar, em todo tempo e por todos [os fiéis]” (Vicente de Lérins, Commonitorium II,3); isto é, esses “cristãos progressistas” se caracterizam não só por um afastamento, mas por uma rejeição de todo o ensino consensual entre os cristãos legítimos. Se há tal ruptura com a tradição cristã mais ampla, como reconhecer esses ditos “progressistas” como cristãos?

Ao mesmo tempo, esses “cristãos progressistas” tornam absoluta toda a agenda atrelada aos anseios hegemônicos da esquerda e extrema-esquerda, defendendo ferrenhamente:

A redefinição do conceito de família, estendendo-a para qualquer relação de duas ou mais pessoas.

A defesa do aborto.

A liberalização das drogas.

O antissemitismo e antissionismo, e Israel como um “estado terrorista”.

A evolução, percebida como um processo espiritual religioso (Michael Dowd).

A divisão marxista da sociedade em categorias de opressor e oprimido/vítima.

Uma política identitária que divide a sociedade, sem nenhum interesse em reconciliação.

A crença de que o homem branco cristão é o opressor, “o diabo” (James Cone), e “a igreja ‘branca’ é o Anticristo” (Jeremiah Wright).

A satanização dos opressores e imposição aos indivíduos de pagar por opressões históricas das categorias a que pertencem.

Que aqueles que não concordem com eles são fascistas, homofóbicos, racistas, misóginos, etc.

E a fé de que o Estado controlador, sob o domínio do Partido, pode moldar e controlar a sociedade civil, levando-a a um milênio secularizado.

E alguns dos autores referenciais para os “cristãos progressistas” são Jürgen Moltmann, Hans Küng, Paul Tillich, Rob Bell, Brian McLaren, John Howard Yoder, Rosemary Radford Ruether, Leonardo Boff, Frei Betto, Gustavo Gutiérrez, Severino Croatto, entre outros.

[Mais uma vez é necessária a ressalva de que nem todos os cristãos progressistas adotam todas essas diretrizes ou exatamente como elas estão formuladas.]

Esse é todo o “evangelho” que os “cristãos progressistas” têm para oferecer. Por isso, os “cristãos progressistas” não podem ser considerados evangélicos. Na verdade, são adeptos devotos da igreja vermelha do politicamente correto. Se veem como parte de um tipo de nova ordem religiosa, totalmente leais ao Partido e ao santo graal da Ideia. E todos aqueles que não concordam com eles são tratados, simplesmente, como “não pessoas”. [Aliás, se você manifestar discordância deles, muitos desses pregadores do amor ao próximo se revelarão acérrimos críticos e não hesitarão em destruir a reputação dos oponentes, num típico ataque ad hominem.]

Assim, eles têm por alvo subverter os alicerces mais básicos da fé e da ética cristã para que a Igreja seja controlada (Gleichschaltung), subordinada à agenda do Partido/Estado esquerdista, com sua agenda inflexível e colossal.

De acordo com Peter Leithart: “A religião da justiça social se apropria dos elementos-chaves da ortodoxia cristã – uma análise do pecado e do mal, um modo de salvação, disciplinas espirituais, uma comunidade com uma missão, uma esperança por um futuro de paz e justiça. […] Porém, todas as apropriações cristãs que a religião da justiça social faz são distorcidas por causa daquilo que lhe falta: Deus, Jesus e o Espírito. É uma Santa Igreja de Cristo sem Cristo” (A Igreja de Cristo sem Cristo).

Impressiona a intransigência ideológica dos “cristãos progressistas”, em sua ferrenha defesa das pautas esquerdistas. O livro sagrado deles poderia ser O Capital, mas o O Capital no Século XXI pode servir; não faltam “profetas”; acham que o ser humano surgiu bom e foi corrompido pela sociedade; pecado seria toda suposta agressão contra as minorias e os pobres; a salvação seria por meio da crença cega na ideologia; se veem como parte da igreja vermelha, a única correta e verdadeira; e esperam um milênio glorioso, desfrutado pelas minorias e pelos pobres – ao menos os que forem leais à Ideia. Parecem não ter Deus. Mas têm o Estado. Ou o Partido.

Como escreveu Theodore Dalrymple: “Há um tom evangélico nas declarações [dos adeptos da política de esquerda], uma triagem do trigo do joio, das ovelhas das cabras, das salvas dos condenados. Eles não querem apenas mudanças formais, como, por exemplo, uma mudança perfeitamente razoável na lei após o que podem ser anos de discriminação injusta. Eles exigem uma reforma do coração humano e pretendem realizá-lo. Também não desejam tolerância, pois tolerar implica aversão ou mesmo desaprovação, uma vez que ninguém simplesmente tolera o que gosta ou aprova. Assim, não basta que as pessoas vivam e deixem viver; eles devem expressar sua aprovação do que antes lhes era desagradável. As consequências totalitárias disso são, ou deveriam ser, evidentes.”

Em suma, os “cristãos progressistas” defendem com fervor uma paródia macabra da fé cristã, tornando tal revisão da fé subserviente ao programa político da esquerda.

Para os “cristãos progressistas” que são membros de igrejas cristãs, “tudo é missão”. E, para esses, a missão principal do cristão é o serviço aos pobres ou a defesa das causas das minorias. Então, passam a julgar todos os demais cristãos com base nas pautas esquerdistas. E esses “cristãos progressistas”, no geral, desprezam as igrejas tradicionais. Geralmente, priorizam agências paraeclesiásticas ou ONGs apartadas das igrejas tradicionais. [Obviamente que todos os cristãos devem se preocupar com os pobres e com os direitos humanos. Devem trabalhar pelos que sofrem e ajudar a amenizar a dor do semelhante. Mas não fazem isso por causa de bandeiras ideológicas nem entendem que isso é a essência do que constitui pregar o evangelho. Fazem isso simplesmente porque amam ao próximo; porque seguem o exemplo do Mestre; porque é o correto a ser feito. Mas entendem que pregar o evangelho é falar de Cristo e das verdades bíblicas, anunciando a salvação e a volta de Jesus.]

Como Leithart escreveu: “Os devotos da religião da justiça social exibem uma paixão admirável por consertar o mundo, bem como um zelo implacável por abnegação e disciplina. Essa paixão e zelo são equivocados. Mas o fato de que essa fé cativa a imaginação de tantos jovens é uma acusação a uma igreja […] letárgica, que promete pouco e exige menos.” [De fato, os cristãos entendem que não é possível salvar nem consertar este mundo, que está com seus dias contados. Este mundo será destruído e recriado por Deus. Devemos é preservar o mundo o quanto pudermos (questão de mordomia cristã) e ajudar a salvar as pessoas (a verdadeira missão).]

Mas foram justamente as igrejas tradicionais no Brasil, presentes do Oiapoque ao Chuí e do asfalto às favelas, que fundaram em nosso país hospitais, escolas, universidades, orfanatos, asilos, institutos para portadores de necessidades especiais, etc. A “Cristolândia”, projeto de uma denominação batista, é exemplo de um programa de prevenção, recuperação e assistência a dependentes químicos, que busca a transformação dessas vidas por meio do evangelho de Jesus Cristo. [A Adra, da Igreja Adventista, também pode ser mencionada como outro exemplo disso, prova de que os amantes da escatologia não se esquecem de seu compromisso social no aqui e agora.]

E o que os “cristãos progressistas” fundaram no país?

Assim, os “cristãos progressistas” tendem a subverter [subversivos, portanto] a Igreja como a comunidade da Palavra e do Sacramento, transformando-a numa mera associação social e humanitária a serviço dos partidos ou do Estado esquerdista. Mas, quando isso ocorre, pastores progressistas, metidos a intelectuais, ricos e bem vestidos, não mais cuidam dos membros da igreja – somente os usam. [Novamente é bom sublinhar que há exceções a essa regra.]

Ao fim, parece que esses “cristãos progressistas” são somente agitprop de partidos de esquerda e extrema-esquerda. E como Stephen Neill afirmou, “se tudo é missão, nada é missão”.

Por isso, é necessário afirmar que a missão suprema da igreja é proclamar que todo ser humano é pecador e está destinado à morte eterna; e que crer no evangelho da graça de Deus em Cristo Jesus – que, de acordo com a Escritura morreu e ressuscitou por pecadores – é o que nos assegura o perdão e a vida eterna. [Todos os ministérios e demais trabalhos da igreja devem orbitar e apoiar essa missão; de nada adianta resolver o assunto da fome do estômago sem saciar a sede da alma.]

Também é curioso notar que vários desses “cristãos progressistas” se identificam como “pastores”. Mas – sobretudo aqueles que se identificam com as igrejas cristãs históricas especialmente de tradição independente – é difícil descobrir quando ou quem os ordenou ao ministério pastoral.

Seria interessante saber se os pastores que se identificam com o progressismo e que foram ordenados em denominações históricas ainda mantêm as crenças defendidas em sua ordenação ministerial. Ou se, depois de ordenados, volveram ao liberalismo teológico, trocando o evangelho do Senhor Jesus Cristo por uma mixórdia gnóstica.

Assim, se aproveitando da falta de uma confessionalidade clara por parte de muitas igrejas cristãs históricas, substituída por afirmações ingênuas do tipo “nenhum credo, só a Bíblia”, alguns desses “cristãos progressistas”, que romperam com as afirmações doutrinais que são consensuais aos cristãos, malandramente também tentaram se esconder por trás de linguagem ambígua, em seu esforço de infiltração nas igrejas – assim, muitas vezes serão os discípulos “milicrentes” desses que levarão o discurso dos “pastores progressistas” às últimas consequências.

Diferente de alguns desses “progressistas”, que se criaram em grupos paraeclesiásticos, eu fui enviado pela Igreja Batista onde cresci para estudar teologia formalmente, num seminário teológico. E eu ainda lembro de professores de Antigo Testamento, Teologia do Antigo Testamento, Filosofia da Religião, Metodologia Teológica, etc. despejando sua incredulidade sobre mim e meus colegas.

Ainda lembro de um desses professores, esquerdista teimoso sem temor a Deus, proferindo blasfêmia grosseira sobre Jesus Cristo em sala de aula. [Alguns chegam a afirmar que Jesus teria sido um revolucionário e que a igreja cristã primitiva era socialista.] Ao mesmo tempo que eram propagandistas da teologia liberal ou da teologia da libertação, eram devotos esquerdistas – e isso no começo da década de 1990. Na verdade, alguns dos professores com quem estudei no seminário eram agnósticos ou ateus, ou transformaram suas igrejas em ONGs. [Experimentei essa realidade em meu s tempos de líder católico, no fim dos anos 1980 e início dos 1990, como seguidor da teologia da libertação.]

Pois, parafraseando Bento XVI, pode-se afirmar que os “cristãos progressistas” procuraram “criar, já desde as suas premissas, uma nova universalidade em virtude da qual as separações clássicas da Igreja devem perder a sua importância. […] [São uma] nova interpretação global do cristianismo […] [que] revira radicalmente as verdades da fé […] e as opções morais” (Eu vos Explico a Teologia da Libertação).

Assim, toda noção de cristianismo foi subvertida pelos “cristãos progressistas”, subordinados que estão a uma Ideia. Se isso é assim, eles não podem ser reconhecidos como cristãos, pois colocaram a fé na Ideia, não na Revelação. São mais próximos do gnosticismo que do cristianismo. Portanto, devem ser caracterizados como “cavalos de Troia” dentro da igreja cristã. [Interessante que o autor usa a mesma expressão que usei para intitular um vídeo em meu canal. Confira.]

E a igreja cristã no Brasil precisa entender que o mesmo adversário que parasitou e predou a igreja na América do Norte e na Europa está presente em nosso país, e age com todas as forças para seduzir alguns em nosso meio.

Faríamos bem em considerar o alerta de A. W. Tozer: “É inútil grandes grupos de crentes gastarem horas e mais horas implorando que Deus mande um avivamento. Se não pretendemos nos reformar, também não devemos orar.”

Que os cristãos se tornem passionalmente engajados no anúncio do evangelho do Senhor Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou para perdoar pecadores, inseri-los numa santa comunidade e lhes assegurar a vida eterna com Deus. E que os cristãos retornem ao “manancial de águas vivas” (Jeremias 2.13), às Escrituras Sagradas, a única Palavra de Deus. E, sendo que “a única reforma verdadeira é a que emana da Palavra de Deus (J. H. Merle D’Aubigné), roguemos que o Deus todo-poderoso, que é Pai, Filho e Espírito, renove e reforme a igreja cristã neste país.

(Franklin Ferreira, Gazeta do Povo)

Nota: Embora seja teólogo batista, Franklin Ferreira faz um diagnóstico interessante do que está acontecendo com todas as igrejas cristãs. Perfeccionistas, extremistas e fanáticos têm feito grande estrago nas igrejas. Mas progressistas inconsequentes não ficam atrás. Esses estão até mais capilarizados e vão minando aos poucos os fundamentos doutrinários e os valores do cristianismo, reduzindo o vigor da sua mensagem. Temos que prestar atenção nessa tendência e opor resistência a essa subversão do verdadeiro cristianismo. [MB]

Cara típica do brasileiro evangélico é feminina e negra

igreja[As mulheres] respondem por 58% desse naco religioso, seis pontos acima da parcela feminina do país (52%), segundo pesquisa Datafolha feita nos dias 5 e 6 de dezembro de 2019, com 2.948 entrevistados em 176 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Entre as congregações neopentecostais, ala evangélica que contempla igrejas como a Universal do Reino de Deus e a Renascer em Cristo, a participação feminina atinge 69%. A presença das mulheres nos templos evangélicos fica ainda mais evidente se comparada com o catolicismo – ainda a maior crença nacional, embora em contínua retração (preferência de 90% nos anos 1980 e 50% hoje). Entre adeptos dessa fé, mulheres são 51%, e homens, 49%. Compatível, portanto, com a representação na sociedade.

O universo evangélico é também mais negro que o católico. Somados, os que se declaram pretos ou pardos são 59% no primeiro grupo e 55% no segundo. Já os brancos, no catolicismo, são 36%, contra 30% do outro grande front cristão. A porção de jovens crentes, como o grupo se autodenomina, é de 19% e pareia com a média nacional, 18%. Já os católicos nessa faixa etária (16 a 24 anos) são mais escassos, 13%.

Quanto mais velho for, maior a chance de preferir o papa a um pastor: 25% da turma com 60 anos ou mais segue a linha do Vaticano, e 16%, a evangélica.

As rendas familiares não diferem tanto assim entre um filão religioso e outro. Quase metade dos dois blocos ganha até dois salários mínimos, e 2% de cada um deles dizem viver com mais de 10 salários mínimos. […]

(Gaúcha ZH)

Comentário do pastor Isaac Malheiros: “Sempre que você ler acusações genéricas sobre ‘a igreja’, certifique-se de que vem de alguém que não está fazendo a avaliação do alto de um Olimpo. Nesses dias, muitos ‘Luteros de rede social’ têm apontado o dedo para a igreja, fazendo acusações e exigindo arrependimento e pedidos de perdão por causa do racismo. Certamente a igreja precisa se arrepender e pedir perdão de muitas coisas, inclusive pelo racismo, mas nem todo dedo apontado para a Noiva é ‘Reformador’, e nem todo discurso difamador deve ser ouvido como ‘profético’. A pergunta é: Quantas igrejas (essas de verdade, do bairro, não aquela chique que transmite culto) o crítico conhece? Quantos amigos pentecostais da periferia ele tem? Com quantos ministérios de senhoras ele já interagiu? Com quantos pobres de carne e osso esse crítico já conviveu além daqueles que ele vê pelo vidro do carro? Expectativa: ‘Evangélicos são racistas, supremacistas brancos!’ Realidade: tem mais negro numa igreja evangélica que no rol de amigos do crítico.”

Coronavírus: radicalismo religioso, filas para comprar maconha e homeopatia

covid-19Deu na CBN: “Radicalismo religioso tem atrapalhado prevenção ao coronavírus pelo mundo. Em Israel, ultraortodoxos se recusam a seguir o isolamento recomendado pelas autoridades. Um pastor na Coreia do Sul prometeu aos fiéis que eles seriam salvos pela religião, o que desencorajou atitudes preventivas.”

Nota: Num futuro não muito distante, outro tipo de “radicalismo” também vai atrapalhar um projeto de esforço conjunto…

Deu no site Fórum: “Enquanto nos Estados Unidos foram formadas longas filas para comprar armas diante da pandemia do novo coronavírus, na Holanda foram as lojas que vendem produtos com maconha que ficaram lotadas no domingo (15). A mobilização de consumidores acontece após o governo anunciar que adotaria a partir desta segunda-feira (16) o fechamento de diversos estabelecimentos comerciais, entre eles os coffee shops, que vendem a maconha legalmente.”

Nota: Notícias como essa mostram o quanto a humanidade está doente.

Deu nO Globo: “A cloroquina é a aposta do presidente Jair Bolsonaro para conter os efeitos do surto da Covid-19. Mas, em Santa Catarina, a cidade de Itajaí tem outra alternativa para combater o novo coronavírus: cinco gotas de cânfora, diluídas diversas vezes em água e distribuídas para toda a população. A medida faz parte de uma proposta polêmica no campo da medicina, a homeopatia, e gerou críticas de pesquisadores, médicos e de parte da população. Pela sua falta de comprovação científica tradicional, a homeopatia é tratada como curandeirismo pelos seus críticos.”

Nota: Leia mais sobre homeopatia aqui.

Enquanto isso, no Peru (e em outros países):

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Igrejas fechadas: falta de confiança em Deus?

Nos últimos dias, temos presenciado a angústia entre as nações da Terra e o medo invadindo nossa sociedade. Em meio ao caos produzido pelo Covid-19, as autoridades impuseram o fechamento temporário de alguns estabelecimentos comerciais, shoppings, igrejas, enfim, locais em que possa haver aglomeração de pessoas. Alguns têm atribuído falta de fé e confiança em Deus ao fato de igrejas estarem suspendendo temporariamente seus cultos nos templos. Seria isso falta de fé? Tais medidas revelam desconfiança no poder de Deus? Acompanhe a resposta nesse vídeo.

Igrejas vazias, corações cheios de esperança

2“Saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles.” Romanos 16:5

Quando Paulo escreveu à igreja de Roma, que adorava nas suas múltiplas formas, ele reconheceu a igreja que vivia a experiência da adoração doméstica. Sabemos que são modelos que coexistem, mas, às vezes, por força das circunstâncias, essa se torna nossa única opção. Neste momento, quero destacar como manter a Comunhão, o Relacionamento e a Missão:

Comunhão

  1. Incentivar o Reavivados Por Sua Palavra.
  2. Culto doméstico (matutino e vespertino): prepare um cofre para separar as ofertas e, tendo oportunidade, leve para o tesoureiro da sua igreja.
  3. Horário de intercessão familiar.
  4. TV Novo Tempo.
  5. Feliz 7 Play.
  6. Canais oficiais da igreja no YouTube.
  7. Transmissões ao vivo de cultos. 

 Relacionamento

  1. Reuniões de PGs (onde foi verificada a segurança para isso).
  2. Reuniões de PG virtual (onde houver impedimento para a reunião presencial).
  3. Mais tempo para a esposa e os filhos.
  4. Mensagens virtuais de esperança.
  5. Ligue cada dia para um membro da igreja com palavras de motivação
  6. Use os grupos da igreja para compartilhar sua experiência de adoração doméstica.
  7. Faça um diagnóstico na sua igreja de idosos que estão com necessidades diversas e os ajude.

 Missão

  1. Continue seus estudos bíblicos virtuais.
  2. Ofereça estudos bíblicos às pessoas que estão sensíveis e querendo interação em momentos assim (uma boa série é esta).
  3. Divulgue a TV Novo Tempo.
  4. Continue a motivar os que já estão decididos.
  5. Compartilhe estudos bíblicos em PDF (ou esta série).
  6. Fidelidade nos dízimos e ofertas para o avanço da missão (o Campo informará os meios).

“Em cada família deve haver um tempo determinado para os cultos matutino e vespertino. Que apropriado é os pais reunirem os filhos em redor de si, antes de quebrar o jejum, agradecer ao Pai celeste Sua proteção durante a noite e pedir-Lhe auxílio, guia e proteção para o dia! Que adequado, também, em chegando a noite, é reunirem-se uma vez mais em Sua presença, pais e filhos, para agradecer as bênçãos do dia findo!” (Orientação da Criança, p. 520).

(Paulo Fernando Gomes Correia é pastor e secretário e ministerial da Associação Pernambucana da Igreja Adventista do Sétimo Dia)

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