A infiltração dos “cristãos progressistas” na igreja cristã

troia[Texto do teólogo e escritor Franklin Ferreira, publicado no jornal Gazeta do Povo. Meus comentários seguem italizados entre colchetes. – MB]

“Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no evangelho que você crê, mas, sim, em si mesmo” (Agostinho de Hipona).

Seguindo a Nova Esquerda e suas políticas identitárias, os assim chamados “cristãos progressistas” se notabilizam, na atualidade, por entenderem que a classe que salvará o mundo será a dos “excluídos” e das minorias. E dão status de dogma a temas como o estabelecimento de novos conceitos de família a partir da união homoafetiva [sic], aborto, maioridade penal, além de todo tipo de estatismo. Mas a defesa veemente desses temas é sinal de um mal maior. Parece que esses “cristãos progressistas” têm reinterpretado profundamente a fé cristã, tornando-a algo amorfo, totalmente distinto daquilo que se pode receber como revelação de Deus nas Escrituras Sagradas.

Em linhas gerais [e é bom que se sublinhe que nem todos os cristãos progressistas pensam dessa forma], os “cristãos progressistas”:

Repudiam a Bíblia como Palavra de Deus inspirada e infalível.

Falam da irrelevância da Trindade ou defendem o teísmo aberto.

São indiferentes aos ensinos sobre o pecado original e pessoal, e a salvação pela graça.

Repudiam o nascimento virginal de Cristo Jesus, Seu sacrifício expiatório e substitutivo na cruz e Sua ressurreição corporal.

Rejeitam todo e qualquer milagre ou sinal divino.

São críticos das igrejas ou estão desigrejados.

São indiferentes ou abandonaram qualquer crença na segunda vinda de Cristo [especialmente os da teologia da libertação, para quem a salvação/revolução é assunto para aqui e agora].

Assim, há, da parte desses “cristãos progressistas”, uma ruptura com “aquilo que foi crido em todo lugar, em todo tempo e por todos [os fiéis]” (Vicente de Lérins, Commonitorium II,3); isto é, esses “cristãos progressistas” se caracterizam não só por um afastamento, mas por uma rejeição de todo o ensino consensual entre os cristãos legítimos. Se há tal ruptura com a tradição cristã mais ampla, como reconhecer esses ditos “progressistas” como cristãos?

Ao mesmo tempo, esses “cristãos progressistas” tornam absoluta toda a agenda atrelada aos anseios hegemônicos da esquerda e extrema-esquerda, defendendo ferrenhamente:

A redefinição do conceito de família, estendendo-a para qualquer relação de duas ou mais pessoas.

A defesa do aborto.

A liberalização das drogas.

O antissemitismo e antissionismo, e Israel como um “estado terrorista”.

A evolução, percebida como um processo espiritual religioso (Michael Dowd).

A divisão marxista da sociedade em categorias de opressor e oprimido/vítima.

Uma política identitária que divide a sociedade, sem nenhum interesse em reconciliação.

A crença de que o homem branco cristão é o opressor, “o diabo” (James Cone), e “a igreja ‘branca’ é o Anticristo” (Jeremiah Wright).

A satanização dos opressores e imposição aos indivíduos de pagar por opressões históricas das categorias a que pertencem.

Que aqueles que não concordem com eles são fascistas, homofóbicos, racistas, misóginos, etc.

E a fé de que o Estado controlador, sob o domínio do Partido, pode moldar e controlar a sociedade civil, levando-a a um milênio secularizado.

E alguns dos autores referenciais para os “cristãos progressistas” são Jürgen Moltmann, Hans Küng, Paul Tillich, Rob Bell, Brian McLaren, John Howard Yoder, Rosemary Radford Ruether, Leonardo Boff, Frei Betto, Gustavo Gutiérrez, Severino Croatto, entre outros.

[Mais uma vez é necessária a ressalva de que nem todos os cristãos progressistas adotam todas essas diretrizes ou exatamente como elas estão formuladas.]

Esse é todo o “evangelho” que os “cristãos progressistas” têm para oferecer. Por isso, os “cristãos progressistas” não podem ser considerados evangélicos. Na verdade, são adeptos devotos da igreja vermelha do politicamente correto. Se veem como parte de um tipo de nova ordem religiosa, totalmente leais ao Partido e ao santo graal da Ideia. E todos aqueles que não concordam com eles são tratados, simplesmente, como “não pessoas”. [Aliás, se você manifestar discordância deles, muitos desses pregadores do amor ao próximo se revelarão acérrimos críticos e não hesitarão em destruir a reputação dos oponentes, num típico ataque ad hominem.]

Assim, eles têm por alvo subverter os alicerces mais básicos da fé e da ética cristã para que a Igreja seja controlada (Gleichschaltung), subordinada à agenda do Partido/Estado esquerdista, com sua agenda inflexível e colossal.

De acordo com Peter Leithart: “A religião da justiça social se apropria dos elementos-chaves da ortodoxia cristã – uma análise do pecado e do mal, um modo de salvação, disciplinas espirituais, uma comunidade com uma missão, uma esperança por um futuro de paz e justiça. […] Porém, todas as apropriações cristãs que a religião da justiça social faz são distorcidas por causa daquilo que lhe falta: Deus, Jesus e o Espírito. É uma Santa Igreja de Cristo sem Cristo” (A Igreja de Cristo sem Cristo).

Impressiona a intransigência ideológica dos “cristãos progressistas”, em sua ferrenha defesa das pautas esquerdistas. O livro sagrado deles poderia ser O Capital, mas o O Capital no Século XXI pode servir; não faltam “profetas”; acham que o ser humano surgiu bom e foi corrompido pela sociedade; pecado seria toda suposta agressão contra as minorias e os pobres; a salvação seria por meio da crença cega na ideologia; se veem como parte da igreja vermelha, a única correta e verdadeira; e esperam um milênio glorioso, desfrutado pelas minorias e pelos pobres – ao menos os que forem leais à Ideia. Parecem não ter Deus. Mas têm o Estado. Ou o Partido.

Como escreveu Theodore Dalrymple: “Há um tom evangélico nas declarações [dos adeptos da política de esquerda], uma triagem do trigo do joio, das ovelhas das cabras, das salvas dos condenados. Eles não querem apenas mudanças formais, como, por exemplo, uma mudança perfeitamente razoável na lei após o que podem ser anos de discriminação injusta. Eles exigem uma reforma do coração humano e pretendem realizá-lo. Também não desejam tolerância, pois tolerar implica aversão ou mesmo desaprovação, uma vez que ninguém simplesmente tolera o que gosta ou aprova. Assim, não basta que as pessoas vivam e deixem viver; eles devem expressar sua aprovação do que antes lhes era desagradável. As consequências totalitárias disso são, ou deveriam ser, evidentes.”

Em suma, os “cristãos progressistas” defendem com fervor uma paródia macabra da fé cristã, tornando tal revisão da fé subserviente ao programa político da esquerda.

Para os “cristãos progressistas” que são membros de igrejas cristãs, “tudo é missão”. E, para esses, a missão principal do cristão é o serviço aos pobres ou a defesa das causas das minorias. Então, passam a julgar todos os demais cristãos com base nas pautas esquerdistas. E esses “cristãos progressistas”, no geral, desprezam as igrejas tradicionais. Geralmente, priorizam agências paraeclesiásticas ou ONGs apartadas das igrejas tradicionais. [Obviamente que todos os cristãos devem se preocupar com os pobres e com os direitos humanos. Devem trabalhar pelos que sofrem e ajudar a amenizar a dor do semelhante. Mas não fazem isso por causa de bandeiras ideológicas nem entendem que isso é a essência do que constitui pregar o evangelho. Fazem isso simplesmente porque amam ao próximo; porque seguem o exemplo do Mestre; porque é o correto a ser feito. Mas entendem que pregar o evangelho é falar de Cristo e das verdades bíblicas, anunciando a salvação e a volta de Jesus.]

Como Leithart escreveu: “Os devotos da religião da justiça social exibem uma paixão admirável por consertar o mundo, bem como um zelo implacável por abnegação e disciplina. Essa paixão e zelo são equivocados. Mas o fato de que essa fé cativa a imaginação de tantos jovens é uma acusação a uma igreja […] letárgica, que promete pouco e exige menos.” [De fato, os cristãos entendem que não é possível salvar nem consertar este mundo, que está com seus dias contados. Este mundo será destruído e recriado por Deus. Devemos é preservar o mundo o quanto pudermos (questão de mordomia cristã) e ajudar a salvar as pessoas (a verdadeira missão).]

Mas foram justamente as igrejas tradicionais no Brasil, presentes do Oiapoque ao Chuí e do asfalto às favelas, que fundaram em nosso país hospitais, escolas, universidades, orfanatos, asilos, institutos para portadores de necessidades especiais, etc. A “Cristolândia”, projeto de uma denominação batista, é exemplo de um programa de prevenção, recuperação e assistência a dependentes químicos, que busca a transformação dessas vidas por meio do evangelho de Jesus Cristo. [A Adra, da Igreja Adventista, também pode ser mencionada como outro exemplo disso, prova de que os amantes da escatologia não se esquecem de seu compromisso social no aqui e agora.]

E o que os “cristãos progressistas” fundaram no país?

Assim, os “cristãos progressistas” tendem a subverter [subversivos, portanto] a Igreja como a comunidade da Palavra e do Sacramento, transformando-a numa mera associação social e humanitária a serviço dos partidos ou do Estado esquerdista. Mas, quando isso ocorre, pastores progressistas, metidos a intelectuais, ricos e bem vestidos, não mais cuidam dos membros da igreja – somente os usam. [Novamente é bom sublinhar que há exceções a essa regra.]

Ao fim, parece que esses “cristãos progressistas” são somente agitprop de partidos de esquerda e extrema-esquerda. E como Stephen Neill afirmou, “se tudo é missão, nada é missão”.

Por isso, é necessário afirmar que a missão suprema da igreja é proclamar que todo ser humano é pecador e está destinado à morte eterna; e que crer no evangelho da graça de Deus em Cristo Jesus – que, de acordo com a Escritura morreu e ressuscitou por pecadores – é o que nos assegura o perdão e a vida eterna. [Todos os ministérios e demais trabalhos da igreja devem orbitar e apoiar essa missão; de nada adianta resolver o assunto da fome do estômago sem saciar a sede da alma.]

Também é curioso notar que vários desses “cristãos progressistas” se identificam como “pastores”. Mas – sobretudo aqueles que se identificam com as igrejas cristãs históricas especialmente de tradição independente – é difícil descobrir quando ou quem os ordenou ao ministério pastoral.

Seria interessante saber se os pastores que se identificam com o progressismo e que foram ordenados em denominações históricas ainda mantêm as crenças defendidas em sua ordenação ministerial. Ou se, depois de ordenados, volveram ao liberalismo teológico, trocando o evangelho do Senhor Jesus Cristo por uma mixórdia gnóstica.

Assim, se aproveitando da falta de uma confessionalidade clara por parte de muitas igrejas cristãs históricas, substituída por afirmações ingênuas do tipo “nenhum credo, só a Bíblia”, alguns desses “cristãos progressistas”, que romperam com as afirmações doutrinais que são consensuais aos cristãos, malandramente também tentaram se esconder por trás de linguagem ambígua, em seu esforço de infiltração nas igrejas – assim, muitas vezes serão os discípulos “milicrentes” desses que levarão o discurso dos “pastores progressistas” às últimas consequências.

Diferente de alguns desses “progressistas”, que se criaram em grupos paraeclesiásticos, eu fui enviado pela Igreja Batista onde cresci para estudar teologia formalmente, num seminário teológico. E eu ainda lembro de professores de Antigo Testamento, Teologia do Antigo Testamento, Filosofia da Religião, Metodologia Teológica, etc. despejando sua incredulidade sobre mim e meus colegas.

Ainda lembro de um desses professores, esquerdista teimoso sem temor a Deus, proferindo blasfêmia grosseira sobre Jesus Cristo em sala de aula. [Alguns chegam a afirmar que Jesus teria sido um revolucionário e que a igreja cristã primitiva era socialista.] Ao mesmo tempo que eram propagandistas da teologia liberal ou da teologia da libertação, eram devotos esquerdistas – e isso no começo da década de 1990. Na verdade, alguns dos professores com quem estudei no seminário eram agnósticos ou ateus, ou transformaram suas igrejas em ONGs. [Experimentei essa realidade em meu s tempos de líder católico, no fim dos anos 1980 e início dos 1990, como seguidor da teologia da libertação.]

Pois, parafraseando Bento XVI, pode-se afirmar que os “cristãos progressistas” procuraram “criar, já desde as suas premissas, uma nova universalidade em virtude da qual as separações clássicas da Igreja devem perder a sua importância. […] [São uma] nova interpretação global do cristianismo […] [que] revira radicalmente as verdades da fé […] e as opções morais” (Eu vos Explico a Teologia da Libertação).

Assim, toda noção de cristianismo foi subvertida pelos “cristãos progressistas”, subordinados que estão a uma Ideia. Se isso é assim, eles não podem ser reconhecidos como cristãos, pois colocaram a fé na Ideia, não na Revelação. São mais próximos do gnosticismo que do cristianismo. Portanto, devem ser caracterizados como “cavalos de Troia” dentro da igreja cristã. [Interessante que o autor usa a mesma expressão que usei para intitular um vídeo em meu canal. Confira.]

E a igreja cristã no Brasil precisa entender que o mesmo adversário que parasitou e predou a igreja na América do Norte e na Europa está presente em nosso país, e age com todas as forças para seduzir alguns em nosso meio.

Faríamos bem em considerar o alerta de A. W. Tozer: “É inútil grandes grupos de crentes gastarem horas e mais horas implorando que Deus mande um avivamento. Se não pretendemos nos reformar, também não devemos orar.”

Que os cristãos se tornem passionalmente engajados no anúncio do evangelho do Senhor Jesus Cristo, que morreu e ressuscitou para perdoar pecadores, inseri-los numa santa comunidade e lhes assegurar a vida eterna com Deus. E que os cristãos retornem ao “manancial de águas vivas” (Jeremias 2.13), às Escrituras Sagradas, a única Palavra de Deus. E, sendo que “a única reforma verdadeira é a que emana da Palavra de Deus (J. H. Merle D’Aubigné), roguemos que o Deus todo-poderoso, que é Pai, Filho e Espírito, renove e reforme a igreja cristã neste país.

(Franklin Ferreira, Gazeta do Povo)

Nota: Embora seja teólogo batista, Franklin Ferreira faz um diagnóstico interessante do que está acontecendo com todas as igrejas cristãs. Perfeccionistas, extremistas e fanáticos têm feito grande estrago nas igrejas. Mas progressistas inconsequentes não ficam atrás. Esses estão até mais capilarizados e vão minando aos poucos os fundamentos doutrinários e os valores do cristianismo, reduzindo o vigor da sua mensagem. Temos que prestar atenção nessa tendência e opor resistência a essa subversão do verdadeiro cristianismo. [MB]

Cara típica do brasileiro evangélico é feminina e negra

igreja[As mulheres] respondem por 58% desse naco religioso, seis pontos acima da parcela feminina do país (52%), segundo pesquisa Datafolha feita nos dias 5 e 6 de dezembro de 2019, com 2.948 entrevistados em 176 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Entre as congregações neopentecostais, ala evangélica que contempla igrejas como a Universal do Reino de Deus e a Renascer em Cristo, a participação feminina atinge 69%. A presença das mulheres nos templos evangélicos fica ainda mais evidente se comparada com o catolicismo – ainda a maior crença nacional, embora em contínua retração (preferência de 90% nos anos 1980 e 50% hoje). Entre adeptos dessa fé, mulheres são 51%, e homens, 49%. Compatível, portanto, com a representação na sociedade.

O universo evangélico é também mais negro que o católico. Somados, os que se declaram pretos ou pardos são 59% no primeiro grupo e 55% no segundo. Já os brancos, no catolicismo, são 36%, contra 30% do outro grande front cristão. A porção de jovens crentes, como o grupo se autodenomina, é de 19% e pareia com a média nacional, 18%. Já os católicos nessa faixa etária (16 a 24 anos) são mais escassos, 13%.

Quanto mais velho for, maior a chance de preferir o papa a um pastor: 25% da turma com 60 anos ou mais segue a linha do Vaticano, e 16%, a evangélica.

As rendas familiares não diferem tanto assim entre um filão religioso e outro. Quase metade dos dois blocos ganha até dois salários mínimos, e 2% de cada um deles dizem viver com mais de 10 salários mínimos. […]

(Gaúcha ZH)

Comentário do pastor Isaac Malheiros: “Sempre que você ler acusações genéricas sobre ‘a igreja’, certifique-se de que vem de alguém que não está fazendo a avaliação do alto de um Olimpo. Nesses dias, muitos ‘Luteros de rede social’ têm apontado o dedo para a igreja, fazendo acusações e exigindo arrependimento e pedidos de perdão por causa do racismo. Certamente a igreja precisa se arrepender e pedir perdão de muitas coisas, inclusive pelo racismo, mas nem todo dedo apontado para a Noiva é ‘Reformador’, e nem todo discurso difamador deve ser ouvido como ‘profético’. A pergunta é: Quantas igrejas (essas de verdade, do bairro, não aquela chique que transmite culto) o crítico conhece? Quantos amigos pentecostais da periferia ele tem? Com quantos ministérios de senhoras ele já interagiu? Com quantos pobres de carne e osso esse crítico já conviveu além daqueles que ele vê pelo vidro do carro? Expectativa: ‘Evangélicos são racistas, supremacistas brancos!’ Realidade: tem mais negro numa igreja evangélica que no rol de amigos do crítico.”

Coronavírus: radicalismo religioso, filas para comprar maconha e homeopatia

covid-19Deu na CBN: “Radicalismo religioso tem atrapalhado prevenção ao coronavírus pelo mundo. Em Israel, ultraortodoxos se recusam a seguir o isolamento recomendado pelas autoridades. Um pastor na Coreia do Sul prometeu aos fiéis que eles seriam salvos pela religião, o que desencorajou atitudes preventivas.”

Nota: Num futuro não muito distante, outro tipo de “radicalismo” também vai atrapalhar um projeto de esforço conjunto…

Deu no site Fórum: “Enquanto nos Estados Unidos foram formadas longas filas para comprar armas diante da pandemia do novo coronavírus, na Holanda foram as lojas que vendem produtos com maconha que ficaram lotadas no domingo (15). A mobilização de consumidores acontece após o governo anunciar que adotaria a partir desta segunda-feira (16) o fechamento de diversos estabelecimentos comerciais, entre eles os coffee shops, que vendem a maconha legalmente.”

Nota: Notícias como essa mostram o quanto a humanidade está doente.

Deu nO Globo: “A cloroquina é a aposta do presidente Jair Bolsonaro para conter os efeitos do surto da Covid-19. Mas, em Santa Catarina, a cidade de Itajaí tem outra alternativa para combater o novo coronavírus: cinco gotas de cânfora, diluídas diversas vezes em água e distribuídas para toda a população. A medida faz parte de uma proposta polêmica no campo da medicina, a homeopatia, e gerou críticas de pesquisadores, médicos e de parte da população. Pela sua falta de comprovação científica tradicional, a homeopatia é tratada como curandeirismo pelos seus críticos.”

Nota: Leia mais sobre homeopatia aqui.

Enquanto isso, no Peru (e em outros países):

peru

Igrejas fechadas: falta de confiança em Deus?

Nos últimos dias, temos presenciado a angústia entre as nações da Terra e o medo invadindo nossa sociedade. Em meio ao caos produzido pelo Covid-19, as autoridades impuseram o fechamento temporário de alguns estabelecimentos comerciais, shoppings, igrejas, enfim, locais em que possa haver aglomeração de pessoas. Alguns têm atribuído falta de fé e confiança em Deus ao fato de igrejas estarem suspendendo temporariamente seus cultos nos templos. Seria isso falta de fé? Tais medidas revelam desconfiança no poder de Deus? Acompanhe a resposta nesse vídeo.

Igrejas vazias, corações cheios de esperança

2“Saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles.” Romanos 16:5

Quando Paulo escreveu à igreja de Roma, que adorava nas suas múltiplas formas, ele reconheceu a igreja que vivia a experiência da adoração doméstica. Sabemos que são modelos que coexistem, mas, às vezes, por força das circunstâncias, essa se torna nossa única opção. Neste momento, quero destacar como manter a Comunhão, o Relacionamento e a Missão:

Comunhão

  1. Incentivar o Reavivados Por Sua Palavra.
  2. Culto doméstico (matutino e vespertino): prepare um cofre para separar as ofertas e, tendo oportunidade, leve para o tesoureiro da sua igreja.
  3. Horário de intercessão familiar.
  4. TV Novo Tempo.
  5. Feliz 7 Play.
  6. Canais oficiais da igreja no YouTube.
  7. Transmissões ao vivo de cultos. 

 Relacionamento

  1. Reuniões de PGs (onde foi verificada a segurança para isso).
  2. Reuniões de PG virtual (onde houver impedimento para a reunião presencial).
  3. Mais tempo para a esposa e os filhos.
  4. Mensagens virtuais de esperança.
  5. Ligue cada dia para um membro da igreja com palavras de motivação
  6. Use os grupos da igreja para compartilhar sua experiência de adoração doméstica.
  7. Faça um diagnóstico na sua igreja de idosos que estão com necessidades diversas e os ajude.

 Missão

  1. Continue seus estudos bíblicos virtuais.
  2. Ofereça estudos bíblicos às pessoas que estão sensíveis e querendo interação em momentos assim (uma boa série é esta).
  3. Divulgue a TV Novo Tempo.
  4. Continue a motivar os que já estão decididos.
  5. Compartilhe estudos bíblicos em PDF (ou esta série).
  6. Fidelidade nos dízimos e ofertas para o avanço da missão (o Campo informará os meios).

“Em cada família deve haver um tempo determinado para os cultos matutino e vespertino. Que apropriado é os pais reunirem os filhos em redor de si, antes de quebrar o jejum, agradecer ao Pai celeste Sua proteção durante a noite e pedir-Lhe auxílio, guia e proteção para o dia! Que adequado, também, em chegando a noite, é reunirem-se uma vez mais em Sua presença, pais e filhos, para agradecer as bênçãos do dia findo!” (Orientação da Criança, p. 520).

(Paulo Fernando Gomes Correia é pastor e secretário e ministerial da Associação Pernambucana da Igreja Adventista do Sétimo Dia)

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Assista aos sermões no meu canal (clique aqui).

O Jesus do carnaval é falso

mangueiraO Jesus verdadeiro não nasceu na favela; a periferia faz parte do sistema. Ele nasceu fora dele, fora dos muros de Belém, num estábulo no meio do nada. Todas as metáforas de Cristo vêm da cultura campestre: sementes, trigo, lírios do campo… Se Ele viesse hoje, nasceria em algum rincão rural. A Sua obra não se resume a um apelo social. Ele não veio implantar ou promover uma ideologia, mas um Reino. Ele não era um libertador político; Ele foi reconhecido por João o Batista como “o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

O Jesus assassinado no morro, descrito na manchete e cantado no sambódromo não é o Jesus que Se entregou à morte no Gólgota. Ele não foi crucificado por defender as minorias; Ele Se entregou para pagar pelos pecados da humanidade, e isso inclui a todos, não importando a cor, raça, etnia… O evangelho do Reino não é uma resposta à pobreza. Ele é uma resposta ao pecado. Jesus mesmo disse que veio redimir e justificar quem nEle crer, promovendo a reconciliação com Deus. Sua mensagem não é política. Não é de justiça social. Não é econômica. Não é de direitos de gênero. Não é ambiental. A mensagem de Jesus é que “todos somos pecadores, mas Ele veio para chamar-nos ao arrependimento”.

Ele não foi morto por pregar “igualdade e justiça social”. Foi morto pregando arrependimento de pecados e para tomar sobre Si a justa punição divina que deveria recair sobre o ser humano, para consumar a obra de salvação ordenada por Deus. A multidão que Ele alimentou e escolheu Barrabás é a mesma que hoje tenta enquadrá-Lo na sua ideologia. Jesus não é uma mulher, não é um índio, nem LGBT. A cor dEle não importa; sei que Seu coração e amor são para todos. Negros, mulheres, índios e LGBTs! Mas nem todos O aceitam como Ele é. O Filho de Deus.

Não, Ele não é o Jesus da Mangueira que só prega “dê comida aos pobres”, mas não prega arrependimento aos pobres, mudança de mente, mudança…

O Jesus verdadeiro não é o Jesus da teologia da prosperidade e muito menos o da narrativa ideológica. Jesus não é só o Jesus do amor, Ele é o Jesus da Espada. “Não penseis que vim trazer paz à terra: não vim trazer paz, mas espada” (Mt 10:34).

(Pastor Julio César, via Instagram)

Finlândia está prestes a tornar o cristianismo ilegal

finlandiaQuase 70% dos finlandeses ainda são membros da Igreja Luterana Nacional. Mas isso não significa que eles são praticantes da fé, pois menos de um terço dos finlandeses atualmente dizem que acreditam em Deus. Essa nação historicamente cristã não apenas deixou a fé, mas iniciou investigações criminais contra cristãos. Apesar de a Constituição finlandesa dizer à igreja nacional para “proclamar uma fé cristã baseada na Bíblia”, a Finlândia está investigando um membro do parlamento por “proclamar sua fé cristã baseada na Bíblia”. Segundo a CBN News, a parlamentar Päivi Maria Räsänen [foto], do Partido Democrata Cristão, está sob duas investigações por supostamente “difamar ou insultar” homossexuais. Ela compartilhou um versículo da Bíblia no Twitter, no ano passado, destinado à Igreja Luterana da Finlândia por promover o estilo de vida homossexual. Päivi Räsänen disse: “No meu tweet, citei diretamente o primeiro capítulo e os versículos 24 a 27 de Romanos e publiquei a figura das passagens da Bíblia.” A passagem condena a homossexualidade.

A promotora geral da Finlândia, Raija Toiviainen, abriu uma segunda investigação sobre um panfleto que Päivi escreveu há 15 anos sobre o casamento cristão bíblico, chamado “Homem e mulher, Ele os criou”. Päivi ficou surpresa com a existência de uma investigação policial sobre seu caso, já que o ensino bíblico é apoiado pela própria constituição finlandesa. “Não achava que isso poderia acontecer. É inacreditável. Foi uma verdadeira surpresa. E meu primeiro pensamento foi: ‘Eles realmente estão indo longe’”, disse Leif Nummela, editor de um jornal cristão e apresentador de TV na Finlândia.

O pastor luterano que publicou o panfleto que Päivi escreveu sobre o casamento cristão também está sob investigação. Päivi disse à CBN News que tudo isso começou em oração quando ela se sentiu guiada pelo Senhor a fazer algo para despertar a Igreja Nacional na Finlândia sobre a questão da homossexualidade. Mas agora ela teme que essa investigação deixe os finlandeses com muito medo de proclamar sua fé. “Estou preocupada que esse caso, a investigação criminal, possa intimidar alguns cristãos e faça com que eles se escondam e se calem”, disse Päivi.

Se condenada, Päivi pode ser multada ou até presa. E Nummela acha que o apoio dos líderes cristãos finlandeses a ela foi fraco. “Se pudéssemos ter 200 mil cristãos dizendo: ‘Isso é horrível, pare de perseguir Päivi Räsänen’, isso teria um enorme impacto”, disse Nummela.

Päivi disse que não tem medo e acredita que Deus tem um plano para a Finlândia. “Estou esperando para ver o que Deus fará, porque quando levantamos orações a Ele podemos saber que Ele fará alguma coisa”, disse Päivi.

(Conexão Política)

Nota: O descanso dominical será motivo de perseguição no futuro, mas a defesa de outra instituição edênica (além do sábado) – o casamento hetemonogâmico – igualmente poderá colocar cristãos na mira das autoridades estatais. O que fazer nesses casos? Atos 5:29 provê a resposta. [MB]

Usar joias, maquiagem e roupas curtas é pecado?

Piada com gay é homofobia; piada com Jesus gay é arte (mundo estranho)

portaO especial de Natal do Porta dos Fundos na Netflix deste ano já provocou abaixo-assinados, milhares de manifestações a favor e contra, e até um parecer do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro. Só faltou mesmo ser engraçado, mas esta é outra história.

Não é a primeira vez que o próprio grupo Porta dos Fundos faz esquetes “zoando” figuras cristãs. Gregório Duvivier tuitou justificando seu ataque: “No dia em que o Brasil tiver uma bancada muçulmana no congresso, um aiatolá for dono de um canal de tv, o slogan do presidente for alá acima de todos, e pessoas berrarem nas ruas se eu conheço a palavra de Maomé, aí você me cobra algo sobre o islã.”

A publicação revela muito sobre a visão de mundo do suposto humorista. Ele genuinamente acha que o Brasil é o equivalente evangélico de nações como a Arábia Saudita ou Paquistão, onde a sharia é a lei. Gregório luta contra um fascismo imaginário, como costuma afirmar Guilherme Fiuza. Vive a denunciar censuras e uma ditadura que não existem. Agora, crê piamente que o Brasil é um Evangelistão, desprezando e fazendo troça dos símbolos cristãos, numa típica atitude de adolescente revoltado que tenta chocar o máximo possível para chamar atenção dos pais.

Mas o ataque encerra em si muito mais que piadas bobas e uma tentativa de provocar muito barulho. Em um artigo (exclusivo aqui no Brasil na Gazeta do Povo) tratando da realidade americana, o colunista Dennis Prager acertou em cheio o que também está se passando por aqui.

A esquerda vê no cristianismo seu principal inimigo ideológico e político. E está certa nisso. A única oposição organizada e de larga escala contra a esquerda vem da comunidade cristã tradicional – protestantes evangélicos, católicos tradicionais e mórmons fiéis [além de outros] – e de judeus ortodoxos”, escreve Prager.

É só lembrar como a ex-presidente Dilma Rousseff mudou sua percepção sobre o aborto. Em 2009 se disse favorável. A comunidade pró-vida, constituída por cristãos em sua maioria, chiou, com razão, e a então presidente mudou de ideia com medo de perder votos e apoio.

Talvez Gregório Duvivier não planeje os ataques de forma tão premeditada – até porque para isso seria necessário ter uma sólida formação intelectual. Mas, ao fazê-lo, segue à risca o roteiro pré-determinado de parte da esquerda que deseja impor sua agenda sem resistência.

Mais uma vez, recorro a Dennis Prager para revelar por que a esquerda desafia abertamente o cristianismo, mas ao mesmo tempo se cala sobre os excessos do mundo islâmico:

“A esquerda entende que quanto mais as pessoas acreditam no cristianismo (e no judaísmo), menor a chance de a esquerda ganhar o poder. A esquerda não se preocupa com o Islã, porque o percebe como um aliado em sua guerra contra a civilização ocidental e porque os esquerdistas não têm coragem de enfrentá-lo. Eles sabem que o confronto com os religiosos muçulmanos pode ser fatal, enquanto o confronto com cristão não implica riscos.”

De fato, nunca foi tão fácil calar os cristãos. No Brasil, os que ficaram indignados com o especial do Porta dos Fundos foram tachados de extremistas, radicais e fundamentalistas. Houve quem, apelando para a desonestidade intelectual, disse que o grupo estava sob censura – não se sabe de quem.

Leandro Ramos, um dos humoristas do programa igualmente sem-graça “Choque de Cultura”, mostrando um espírito de classe quase beirando o espírito de porco, também foi às redes sociais para manifestar sua preocupação com um Brasil supostamente tomado pelo extremismo religioso. “Se a gente não se organizar o Brasil vira um país evangélico-fundamentalista”, escreveu.

O Brasil não corre nenhum risco disso acontecer, mas expressar esse tipo de preocupação, citar o livro O Conto de Aia e dizer que o Brasil vive uma distopia pega bem em certos círculos (pseudo)intelectuais.

Você, leitor, conhece bem o tipinho: é o sujeito que precisa quebrar um tabu por dia — ou fingir que está quebrando. Eu até concordo que alguns realmente precisam ser quebrados. Que tal começar pelo tabu do humorista brasileiro que não faz rir?

(Jones Rossi, Gazeta do Povo)

Onze cristãos são decapitados na Nigéria

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O atentado foi reclamado pelo Boko Haram, autodeclarado braço do Estado Islâmico na região Norte da Nigéria

Na quinta-feira (26), o grupo extremista Província do Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP) divulgou um vídeo, no qual mostrou 11 reféns cristãos sendo mortos. As vítimas foram decapitadas pelos terroristas após terem pedido, em um vídeo anterior, que a Associação Cristã da Nigéria (CAN) negociasse sua libertação. Segundo o Estado Islâmico (EI), a ação fez parte de sua campanha, lançada no último domingo, para vingar as mortes do líder, Abu Bakr al-Baghdadi, e do porta-voz, ocorridas em outubro, na Síria. Desde então, vários ataques foram reivindicados pelo grupo extremista. A agência de notícias do Estado Islâmico divulgou um vídeo de 56 segundos mostrando os assassinatos brutais e reivindicando vingança por seu líder caído Abu Bakr al-Baghdadi. O vídeo mostrou homens de uniforme bege e máscaras atrás dos reféns, que estavam vendados. Um deles foi alvejado com um tiro e os outros foram decapitados. Tudo indica que o vídeo foi lançado em 26 de dezembro e analistas dizem que foi claramente cronometrado para coincidir com as celebrações de Natal.

Um pastor nigeriano que é parceiro da Portas Abertas, organização que apoia cristãos perseguidos no mundo, descreveu o ambiente atual na região norte como uma cultura de sobrevivência. “Você deita a cabeça à noite, sem saber se vai acordar”, diz ele. No entanto, mesmo durante a violência e a ameaça de futuros ataques do Estado Islâmico, a esperança em Cristo ainda está presente na igreja.

O pastor Marco, outro parceiro da Portas Abertas em campo na Nigéria, está ajudando a reconstruir uma igreja e restaurar uma vila que foi atacada pelo Boko Haram. Suas palavras para a igreja são inspiradoras e encorajadoras – lembrando que viver é Cristo e morrer é ganho.

A Portas Abertas faz parceria com a igreja local para fortalecer, apoiar e equipar os cristãos perseguidos no norte da Nigéria. O país ocupa o 12° lugar na Lista Mundial da Perseguição 2019, que classifica os 50 países que mais perseguem cristãos no mundo.

Nota: Oremos pela igreja perseguida e por nossos irmãos que têm sido mortos pelo simples fato de declarar a fé em Jesus. Lembremo-nos deles todas as vezes que sentirmos preguiça de ir à igreja, falta de entusiasmo missionário e apatia espiritual, que se manifesta na “falta de tempo” para ler a Bíblia e orar. Agradeçamos a Deus a liberdade religiosa de que desfrutamos em nosso país e não nos esqueçamos, também, de que isso está com os dias contados. Aproveitemos cada minuto que temos para nos achegar a Deus e cumprir nossa missão. [MB]