Jesus é realmente Deus eterno?

Jesus“E a vida eterna é esta: que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3

Que o Jesus histórico realmente existiu é praticamente indiscutível (confira aqui), já a divindade e eternidade dEle é tema de debates inclusive no meio cristão. Na verdade, a doutrina bíblica da Trindade tem sido atacada há muito tempo. Satanás usa duas frentes principais em seu ataque à Divindade: (1) como não pode negar a personalidade de Jesus, ele desqualifica a divindade dEle; (2) como não pode negar a divindade do Espírito Santo, ele desqualifica a personalidade dEle (mas este ponto dois ficará para outra ocasião). As pessoas que negam a Trindade dizem que Jesus não é Deus eterno, que veio à existência em algum momento; e o Espírito Santo é apenas a força de Deus, o poder de Deus. Alguns dizem que o Espírito Santo é o próprio Pai, outros que é Jesus, outros ainda sustentam que o Espírito Santo é o Espírito compartilhado pelo Pai e pelo Filho.

Em sua tentativa de provar que Cristo não é Deus em Sua plenitude, alguns dizem que Jesus é Deus por geração. Na verdade, esse é um termo que usam para dizer que Cristo não foi criado, mas gerado. A questão é: a palavra pode até ser diferente, mas o conceito é o mesmo – Cristo veio à existência de alguma forma e houve um momento na eternidade em que Ele não existia. O Pai O trouxe à existência, seja por geração ou criação, não importa. Aqui está o primeiro grande erro: Deus não é um ser que pode ser criado ou gerado. Esse é o conceito grego, quando falavam de suas divindades. A Bíblia nega o conceito de uma divindade que não possui a eternidade. Ser Deus implica necessariamente ser eterno, tanto para frente quanto para trás. Se foi criado, não é Deus. Se foi gerado (no sentido de vir à existência e não no sentido bíblico de entronização), não é Deus. Deus é eterno.

Quando a Bíblia diz “Tu és meu filho, Eu hoje Te gerei”, em Hebreus, está fazendo alusão ao Salmo 2:7, onde se fala da entronização de Davi. Davi não foi gerado naquele dia em que escreveu o Salmo 2 (no sentido de ter nascido ou vindo à existência), assim como Jesus, em Hebreus. Portanto, o verbo “gerar” não pode implicar em vir à existência, mas o contexto é claro em mostrar que se trata da entronização.

Cristo é Deus? É eterno? Sim, a Bíblia diz que sim:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1:1).

“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os Seus ombros, e Se chamará o Seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6).

Como o Pai da Eternidade, aquele que cria a eternidade, não seria eterno?

Vejamos a seguir alguns textos de Ellen White sobre a divindade e eternidade de Cristo:

“Ao falar de Sua preexistência, Cristo faz o pensamento remontar aos séculos eternos. Ele nos assegura que nunca houve um tempo em que não estivesse em íntima ligação com o Deus eterno. Aquele cuja voz os judeus estavam então ouvindo estivera com Deus como Alguém que Se achava em Sua presença” (Signs of the Times, 29 de agosto de 1900).

“Antes de serem criados homens ou anjos, a Palavra [ou Verbo] estava com Deus, e era Deus. O mundo foi feito por Ele, ‘e sem Ele nada do que foi feito se fez’ (João 1:3). Se Cristo fez todas as coisas, existiu Ele antes de todas as coisas. As palavras faladas com respeito a isso são tão positivas que ninguém precisa deixar-se ficar em dúvida. Cristo era, essencialmente e no mais alto sentido, Deus. Estava Ele com Deus desde toda a eternidade, Deus sobre todos, bendito para todo o sempre. O Senhor Jesus Cristo, o divino Filho de Deus, existiu desde a eternidade, como pessoa distinta, mas um com o Pai. Era Ele a excelente glória do Céu. Era o Comandante dos seres celestes, e a homenagem e adoração dos anjos era por Ele recebida como de direito. Isto não era usurpação em relação a Deus” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 247, 248).

O que significa toda eternidade? Toda é toda! Ou seja, precisamos aceitar que:

  1. Nunca houve um tempo em que Cristo não estivesse com o Pai. E nunca é nunca mesmo.
  2. Ele é Deus no mais alto sentido, portanto não pode ter vindo à existência de alguma forma, porque Deus não nasce, Deus é.
  3. Estava com o Pai desde toda eternidade. Toda é toda. Se você pudesse viajar a qualquer ponto da eternidade, lá estaria Jesus. Se Ele não estivesse, Ellen White seria mentirosa, pois ela disse toda eternidade.

A Bíblia diz que Deus existe de eternidade a eternidade. Claramente o texto está falando de eternidade pretérita e eternidade futura. Veja: “Antes que os montes nascessem, ou que Tu formasses a Terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, Tu és Deus” (Salmo 90:2). De quem esse texto está falando? Quem é esse ser eterno para frente e para trás? Veja o que diz Ellen White:

“‘Antes que os montes nascessem, ou que Tu formasses a Terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, Tu és Deus’ (Salmo 90:2). ‘O povo, que estava assentado em trevas, viu uma grande luz; e aos que estavam assentados na região e sombra da morte a luz raiou’ (Mateus 4:16). Aqui se apresentam a preexistência de Cristo e o propósito de Sua manifestação ao mundo, como raios vivos de luz do trono eterno. ‘Agora ajunta-te em esquadrões, ó filha de esquadrões; pôr-se-á cerco contra nós: ferirão com a vara no queixo ao juiz de Israel. E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade’ (Miqueias 5:1, 2)” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 248).

Portanto, qualquer tentativa de mostrar que Cristo não é Deus eterno, que Ele foi gerado e que não existia desde sempre com o Pai é apenas um esforço maligno para distorcer essa verdade tão bela da plena divindade e eternidade de Jesus. Ele é Deus, sempre existiu, sempre foi um com o Pai, sempre esteve com Ele. Ele é o YHWH do Antigo Testamento. Como disse a serva do Senhor falando de Jeová, aquele que aparece no Antigo Testamento: “Jeová é o nome dado a Cristo” (Signs of the Times, 3/5/1899).

(Eleazar Domini, além de bacharel em Teologia, é mestre em Teologia na área de Interpretação e Ensino da Bíblia com ênfase na língua hebraica, e atuou em 2018 nas áreas de jovens, desbravadores, aventureiros, universitários, comunicação e liberdade religiosa para toda região Sudoeste e Oeste da Bahia. Atualmente é pastor distrital em Aracaju)

 

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Os cristãos são hoje o grupo religioso mais perseguido

sri lankaNesta quarta-feira (24/4), na Oitava da Páscoa, o papa Francisco lançou um novo tuíte em sua conta @Pontifex em nove línguas: “Os mártires de todos os tempos, com a sua fidelidade a Cristo, mostram-nos que a injustiça não tem a última palavra: no Senhor ressuscitado podemos continuar a ter esperança.” O papa Francisco elevou muitíssimas vezes sua voz contra as perseguições cristãs: “Pode parecer difícil acreditar – afirmou numa recente mensagem vídeo –, mas hoje há mais mártires do que nos primeiros séculos.” Segundo numerosas pesquisas internacionais, os cristãos são hoje o grupo mais perseguido no mundo, com mais de 200 milhões de pessoas submetidas a discriminações, violações dos direitos humanos, agressões e atentados. Muitos perdem a vida por permanecer fiéis a Jesus.

Francisco usou palavras fortes: “Pensamos em nossos irmãos degolados na praia da Líbia; pensamos naquele garoto queimado vivo pelos companheiros porque cristão; pensamos naqueles migrantes que em alto-mar foram lançados ao mar pelos outros, porque cristãos; pensamos […] naqueles etíopes, assassinados porque cristãos… e tantos outros. E tantos outros que não sabemos, que sofrem nos cárceres, porque cristãos… Hoje a Igreja é Igreja de mártires: eles sofrem, dão a vida e nós recebemos a bênção de Deus pelo testemunho deles” (Missa na Santa Marta, 21 de abril de 2015).

O papa repetiu que “não há cristianismo sem perseguição”. Convidou a recordar a última das bem-aventuranças: “Quando vos levarão às sinagogas, vos perseguirão, vos insultarão: este é o destino do cristão.” E denunciou: “Hoje, diante deste fato que ocorre no mundo, com o silêncio cúmplice de muitas potências que poderiam impedi-lo, encontramo-nos diante deste destino cristão: trilhar pelo mesmo caminho de Jesus” (Missa na Santa Marta, 7 de setembro de 2015).

O papa fala de dois tipos de perseguição contra os cristãos: a perseguição explícita, violenta, brutal; e a perseguição “educada, travestida de cultura, modernidade e progresso”. É “a perseguição que tira a liberdade do homem, inclusive a da objeção de consciência! Deus nos fez livres, mas essa perseguição tira a sua liberdade! E se tu não fazes isso, tu serás punido: perderás o trabalho e muitas outras coisas ou serás colocado de lado”. “Esta é a perseguição do mundo” – ressalta Francisco – “quando as potências querem impor atitudes, leis contra a dignidade dos filhos de Deus, os perseguem e vão contra o Deus Criador: é a grande apostasia” (Missa na Santa Marta, 12 de abril de 2016).

Diante da eclosão do fenômeno dos atentados, em particular de matriz islâmica, o papa Francisco seguiu a linha de seus predecessores, João Paulo II e Bento XVI, que em sua condenação aos ataques terroristas pronunciaram palavras duríssimas contra a instrumentalização da religião e do uso da violência em nome de Deus, mas sem jamais dar uma conotação religiosa àqueles atos.

Em primeiro lugar, porque a grande maioria dos muçulmanos ou de seguidores de outras confissões religiosas não se reconhecem naquelas violências, ademais, para não dar lugar a instrumentalizações e porque continuar dialogando é decisivo para a convivência e a paz no mundo. […]

Doze dias após os atentados, em 23 de setembro, o Papa lançou no Angelus um apelo durante sua visita ao Cazaquistão, país de maioria muçulmana, a fim de que os seguidores de todas as religiões cooperem para edificar um mundo sem violência: “Não podemos permitir que o que aconteceu leve a uma exasperação das divisões. A religião jamais deve ser utilizada como motivo de conflito.”

Portanto, exortara “tanto cristãos quanto muçulmanos a rezar intensamente ao Deus único Todo-Poderoso, que nos criou a todos, a fim de que o bem fundamental da paz possa reinar no mundo. Que as pessoas de todos os lugares, reforçadas pela sabedoria divina, trabalhem por uma civilização do amor, na qual não haja espaço para o ódio, a discriminação e a violência”.

(Vatican News)

Nota 1: É realmente triste a situação desses cristãos que estão perdendo a vida pelo simples fato de serem adoradores de Jesus Cristo. E lamentável a atitude partidária de boa parte da mídia ocidental que sempre emprega “numa boa” o termo “islamofobia”, mas ignora a realidade cruel e evidente da “cristianofobia”.

Nota 2: Os crescentes atentados terroristas perpetrados por religiosos radicais vão aumentar cada vez mais o clamor por paz e união. As pessoas não suportam mais tanta violência. Os “moderados” e os ecumênicos terão cada vez mais força e todos aqueles que forem vistos como promotores da desunião (com razão ou não) perderão espaço e liberdade na nova sociedade que se deseja. [MB]

Em plena Páscoa, tentaram instrumentalizar e ideologizar Jesus

Aproveitando o clima de Páscoa e ecoando a naftalínica e descontextualizada Teologia da Libertação, a deputada e presidente do PT Gleisi Hoffmann postou uma arte em seu Twitter na qual afirma que a verdadeira “causa” do Cristo ressuscitado foram os índios, os sem-terra, os pobres e os trabalhadores. E levantou a dúvida: A quem devemos dar crédito: a Jesus, à Bíblia e aos que a estudam há anos ou a figuras comunistas que só vão à missa e a cultos na época das eleições e adoram se apropriar de grandes nomes da História e reconfigurá-los segundo seus interesses? Jesus disse que o reino dEle não era deste mundo e que Sua missão foi e é a de salvar pecadores, não importa se ricos ou pobres, se negros ou brancos, homens ou mulheres. E agora, vamos acreditar na Gleisi ou em Jesus?

ressurreição

Li também no Twitter: “Jesus foi um homem que revolucionou sua época. Era pobre, negro, nasceu na região da Palestina, lutava contra os mercadores da fé. Defendia os mais oprimidos. O que os poderosos fizeram com a imagem desse homem não é o que Jesus nos deixou como legado.” Ao que meu amigo Marco Dourado respondeu: “Jesus negro é como Zumbi caucasiano. Nasceu na Judeia, ‘Palestina’ é uma desinência antissemita inventada pelos invasores romanos no século 2. Defendia e amava TAMBÉM os mais ricos. Os lacradores querem adulterar Sua imagem para turbinar suas narrativas picaretas.”

Realmente é lamentável ver essas pessoas tentando instrumentalizar e ideologizar o Salvador da humanidade. Jesus não era de direita nem de esquerda; era do Alto. Ele pregava para ricos e pobres, para o povo e para os governantes. Jesus morreu para nos libertar dos nossos pecados, não para promover uma causa revolucionária. Por favor, leia a Bíblia e assista ao vídeo abaixo.

Michelson Borges

Assista também: “Marxismo combina com cristianismo?” e “Marxismo e evolucionismo: convergências”

Leia também: “Atos 2:42-47 defende o socialismo?”

A esquerda democrata não consegue mais falar a palavra “cristão” para se referir a vítimas

Sri-Lanka-ataque-igrejaJá o terrível atentado terrorista no Sri Lanka contra cristãos, apontando para o verdadeiro culpado, que a imprensa faz de tudo para esconder: o Islã radical. A coisa chegou a um grau tão absurdo que os “progressistas” se esforçam ao máximo para proteger aqueles que pretendem destruir o Ocidente. É uma afinidade ideológica que se origina no niilismo e tem como denominador comum o ódio ao legado ocidental. Guilherme Macalossi comentou: “Até agora, 290 mortos em atentados contra Igrejas Católicas no Sri Lanka. Até agora, ninguém na imprensa usou o termo ‘cristofobia’ para descrever os ataques efetuados na Páscoa.” E ele está certo, claro. Ninguém – absolutamente ninguém na grande imprensa – usa a palavra “cristofobia” para descrever o ódio e a perseguição aos cristãos ao redor do mundo, enquanto “islamofobia” é um termo usado em abundância, mesmo para rotular aquele que simplesmente tece críticas ao radicalismo islâmico.

Mas a doença é pior do que essa. A esquerda democrata, cada vez mais radical, não usa “cristofobia” e tampouco usa a palavra cristão para definir as vítimas do atentado! Tanto Obama como Hillary Clinton escreveram “adoradores da Páscoa” para se referir aos cristãos.

“É preciso compreender isso pela ótica da narrativa “progressista” nessa marcha das “minorias oprimidas”. Para a esquerda moderna, o homem branco cristão ou judeu será sempre o algoz, enquanto as “minorias” serão sempre as vítimas. Não pode ser diferente, pois se cada caso for analisado individualmente, a política de identidades, coletivista, morre.

Reparem no duplo padrão hipócrita: quando “supremacistas brancos” atacaram muçulmanos, Clinton deixou de lado esse “zelo” e deu nome aos bois, lamentando a perda da comunidade islâmica e acusando os terroristas diretamente.

Obama, Clinton e os demais democratas esquerdistas não conseguem sequer falar cristão para definir vítima de atentado, pois cristão, em sua narrativa tosca, precisa ser sempre o culpado. Ao mesmo tempo, eles se recusam a apontar para islâmicos como responsáveis por qualquer coisa ruim, enquanto se apressam para enxergá-los como vítimas. É nisso que a esquerda se resumiu hoje: assessoria de imprensa dos radicais islâmicos!

Obs.: É bom lembrar que Clinton e Obama já são vistos como “moderados” demais no seu partido, figuras ultrapassadas que precisam ceder espaço para as “novas faces”, gente como Ocasio-Cortez ou Ilhan Omar, antissemita defensora dos… radicais islâmicos.

(Rodrigo Constantino, Gazeta do Povo)

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Ataques a igrejas no Sri Lanka deixam 290 mortos e 500 feridos

Nesta Páscoa, o Sri Lanka foi atingido por um dos ataques mais mortais a cristãos da história. Inicialmente, três igrejas e dois hotéis foram bombardeados. Houve uma primeira explosão e depois outros cinco ataques ocorreram quase que simultaneamente, entre 8h30 e 9h30, no horário local. Duas outras explosões aconteceram à tarde: uma em uma casa onde a polícia tentava prender suspeitos, outra em uma pousada, de acordo com as últimas informações disponíveis. Sabe-se agora que sete explosões foram realizadas por homens-bomba, todos do Sri Lanka.

As primeiras explosões aconteceram na Igreja Santo Antônio, em Kochcikade, Colombo, na Igreja São Sebastião, em Negombo, na Igreja Sião, em Batticaloa, no Hotel Kingsbury e no Cinnamon Grand Hotel, em Colombo. Os hotéis eram de cinco estrelas e ofereciam café da manhã especial de Páscoa. Todas as igrejas celebravam a ressurreição de Jesus Cristo no culto de Páscoa. As outras duas explosões ocorreram no distrito residencial de Dematagoda e em um hotel perto do zoológico de Dehiwala. Entre os mortos, há algumas dezenas de estrangeiros.

A polícia decretou toque de recolher e todas as redes sociais foram bloqueadas para evitar a circulação de notícias falsas. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques ainda, mas a polícia reportou a prisão de 24 suspeitos de participação. O governo do Sri Lanka pede que a mídia não publique os nomes dos suspeitos. Isso daria a outros grupos extremistas a chance de explorar a situação e criar tensão entre as comunidades. O governo culpa o pouco conhecido grupo jihadista National Thoweed Jamath pelos bombardeios e acredita que recebeu ajuda de uma rede internacional. Outras bombas foram encontradas pela polícia na manhã desta segunda-feira. Somente na igreja de Batticaloa, 28 mortos foram confirmados, mas há ainda muitas pessoas desaparecidas, principalmente crianças.

O colaborador da Portas Abertas Sunil (pseudônimo) tentou chegar às áreas dos desastres, mas foi impedido no meio do caminho por causa do toque de recolher imposto pelo governo. Ele está indo para Batticaloa, onde uma explosão atingiu a Igreja Sião, para ouvir dos irmãos quais são as suas necessidades. A Aliança Cristã Evangélica Nacional do Sri Lanka (NCEASL, sigla em inglês) publicou uma declaração, na qual pede que o governo e as forças de segurança tomem todos os passos necessários para resolver a situação rapidamente e fazer justiça aos terroristas. “Finalmente, enquanto oferecemos nossas orações e apoio a todos os afetados, a NCEASL convoca a igreja nacional e global a orar pelos enlutados que perderam seus entes amados e pelos feridos nessa desafortunada série de ataques”, diz a declaração.

O Sri Lanka é um país predominantemente budista e cerca de 80% da população é da etnia cingalesa. O país tem uma longa e violenta história devido a razões religiosas e étnicas e passou por uma guerra civil de 1983 a 2009, na qual a maioria cingalesa budista lutava contra a minoria tâmil hindu. Muitas pessoas morreram de ambos os lados nos 26 anos de guerra, até que os tâmeis foram finalmente derrotados. Com esse histórico, o nacionalismo religioso prosperou no Sri Lanka. Grupos radicais budistas surgiram em todo o país e foram usados pelo governo anterior como um meio de manter as minorias religiosas sob controle. A principal vítima é a minoria muçulmana, que sofreu grandes ataques em 2014 e março de 2018. Mas os cristãos também têm enfrentado ataques de grupos locais, frequentemente liderados por monges de mantos laranja. No período de apuração da Lista Mundial da Perseguição 2019 (1º de novembro de 2017 a 31 de outubro de 2018), foram registrados 60 ataques e incidentes contra cristãos em diferentes níveis.

As tendências descritas acima não explicam os ataques de Páscoa de ontem. Explosões de bombas não são o estilo dos extremistas budistas nacionalistas. Considerando-se a sofisticada coordenação dos ataques, o estilo é mais de grupos afiliados ao Estado Islâmico, que já realizaram ataques de Páscoa em anos anteriores em outros países, como Egito e Paquistão. Em muitos países, os cristãos correm um risco maior durante feriados cristãos, como Natal e Páscoa.

 (Portas Abertas)

Frequentar a igreja pode prolongar a vida

churchIr à igreja ou frequentar qualquer tipo de serviço religioso pode prolongar a vida, segundo estudo publicado na revista Psychology and Health. Avaliando dados de mais de 92 mil mulheres na pós-menopausa, acompanhadas por mais de sete anos, a pesquisa da Universidade Yeshiva, em Nova York, descobriu que aquelas que participavam de serviços religiosos pelo menos uma vez por semana reduziam em 20% seu risco de morte. Os autores destacam que a proteção contra a mortalidade não seria explicada inteiramente pelo aumento do apoio social e por mudanças no estilo de vida motivadas pela religião, como a redução do consumo de álcool e do fumo. “Há algo aqui que não entendemos perfeitamente. É sempre possível que alguns fatores desconhecidos ou não medidos confundam esses resultados”, explicaram.

(Web MD)

Nota: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” (Salmo 122:1). “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hebreus 10:25).

Incêndio em Notre-Dame: o despertar do catolicismo na França?

notredameEm seu perfil no Twitter, o intelectual e youtuber católico Bernardo Küster postou: “Notre-Dame em chamas é a materialização de uma França pagã, que já queimou sua raiz mais nobre, bela e profunda: a católica. Ou ela volta, ou parece-me que será a Medina do Ocidente.” Antes ele já havia postado isto: “Eis o fim do coração espiritual da França, cheio de multiculturalismo e de modernismos. É tragédia muito maior do que o próprio incêndio! Macron anuncia um crime e o mundo se cala. Aguardem o horror pré-anunciado. França, converta-se!” Em seu perfil, o jornalista Mario Sabino ecoou mensagem semelhante: “O incêndio na Notre-Dame, no coração da França, a filha mais velha da Igreja, às vésperas da Páscoa, talvez seja um sinal de que é preciso reconstruir fés. A fé na justiça dos homens, inclusive.”

Os estudantes das profecias apocalípticas sabem que a primeira besta do capítulo 13 (papado) suplantará a do capítulo 11 (ateísmo) e será cada vez mais admirada por um mundo maravilhado (por favor, assista ao vídeo no fim deste texto). Eventos trágicos e catalisadores poderão apressar esse processo. Não nos esqueçamos de que o Estado Islâmico (EI) vem ameaçando há tempos realizar um ataque terrorista no Vaticano (aliás, ameaçaram até o amado Francisco). Desde julho de 2014, o EI (também conhecido como Isis) vem publicando a revista jihadista Dabiq, em várias línguas, inclusive inglês. A publicação mostra a guerra do EI não como um evento singular, mas como a continuação de uma batalha de civilizações, e tenta ridicularizar os ocidentais, assim como seu estilo de vida.

A violência é outro traço importante da revista. As mais de cem páginas já publicadas estampam imagens de militantes mascarados em cenários de chamas e com o mar agitado no fundo. Há fotos de cadáveres sangrando, prédios destruídos e, talvez o mais perturbador, uma seção dedicada à decapitação do jornalista americano James Foley. O nome da revista remete à cidade do Norte da Síria, também chamada Dabiq. Apesar de pequena, o local é conhecido pela grande importância histórica e religiosa, onde ocorreu uma das maiores batalhas entre o Ocidente e forças do Islã. No confronto decisivo de 1516, os otomanos e mamelucos se enfrentaram. As tropas do Império Otomano ganharam a guerra, solidificando o último califado islâmico reconhecido.

dabiqO número de outubro de 2014 da Dabiq fez uma provocação direta ao Vaticano. Segundo a revista, o objetivo último e fundamental do Isis é derrotar o exército romano na batalha final perto da cidade de Dabiq, ou em Al-Amaq. Eles chamam essa batalha de uma “luta tal como nunca houve”. No meio dessa luta, haverá uma trégua para os cristãos e os muçulmanos combaterem um inimigo comum. No mínimo interessante esse cenário…

As autoridades francesas estão dizendo que o incêndio na Catedral de Notre-Dame foi um acidente. Pode ser. Mas se houver algo mais por trás disso a comoção poderá ser muito maior e servir de estopim para o efeito anunciado e desejado por pensadores como Küster, Sabino e muitos outros: o renascimento da “fênix religiosa” a partir das cinzas de uma Europa devastada. O mundo vai clamar por paz e pelo encarceramento e morte dos extremistas. Todos os tipos de extremistas.

Michelson Borges

Leia também: “Tragédias e seu poder catalisador”

Por que ir à igreja? Faz diferença?

churchUm membro de igreja escreveu para o editor de um jornal e reclamou que não faz sentido ir à igreja todos os domingos [sábados]. “Tenho ido à igreja por 30 anos”, ele escreveu, “e durante esse tempo ouvi uns três mil sermões. Mas não consigo lembrar de nenhum deles… Assim, penso que estou perdendo meu tempo e os padres e pastores estão desperdiçando o tempo deles pregando sermões!” A carta iniciou uma grande controvérsia na seção “Cartas ao Editor”, para a alegria do editor e chefe do jornal. Foi assim por semanas, recebendo e publicando cartas sobre o assunto, até que alguém escreveu este argumento: “Estou casado há 30 anos. Durante esse tempo, minha esposa deve ter cozinhado umas 32 mil refeições. Não consigo me lembrar do cardápio de nenhuma dessas 32 mil refeições. Mas de uma coisa eu sei: todas elas me nutriram e me deram a força que eu precisava para fazer meu trabalho. Se minha esposa não tivesse me dado essas refeições, eu estaria hoje fisicamente morto. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à igreja para alimentar minha fome espiritual, estaria hoje morto espiritualmente.”

(Autor desconhecido)

Nota: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hebreus 10:25). É como naquela velha história da brasa retirada do braseiro. Logo ela se apaga. A igreja tem a capacidade de nos manter “acesos”. Ali Deus pode falar ao nosso coração e mudar toda a nossa trajetória de vida. Ali somos aquecidos pelo convívio com outras pessoas de fé. Essa breve história também serve de alerta aos pregadores: Que tipo de alimento temos oferecido à igreja? Mais sermões bíblicos expositivos. É disso que precisamos. [MB]