Apocalipse: as sete trombetas

trombetasAs sete trombetas do Apocalipse trouxeram à mente dos seus primeiros leitores uma imagem familiar para eles: a de Deus defendendo Seu povo em meio às guerras de Israel, quando os sacerdotes tocavam trombetas pedindo socorro em meio às batalhas. Elas também nos fazem lembrar dos serviços sagrados de Israel, ligados ao serviço do santuário. Assim, em resumo, as trombetas tratam da ação de Deus a partir de Seu santuário, trazendo juízos sobre Seus inimigos em favor de Seu povo ao longo da História, até o dia da volta de Jesus.

Perguntas para discussão e aplicação

1. Leia Números 10:9, 10 e 2 Crônicas 13:14, 15. De acordo com essas passagens, qual era o propósito do toque de trombetas para o povo de Israel? Com esse pano de fundo em mente, como podemos entender o significado das sete trombetas ao longo da história do povo de Deus?

2. De acordo com Apocalipse 8:13; 9:4, 20, 21, contra quem são descarregados os juízos de Deus representados simbolicamente nas sete trombetas? O que isso significa para o povo que permanece fiel a Deus? Como devemos nos preparar para receber o selo de Deus?

3. Assim como há um intervalo entre o sexto e o sétimo selos do Apocalipse, há também um intervalo entre a sexta e a sétima trombetas. Esse intervalo (10:1 a 11:14) apresenta a situação do povo de Deus nos últimos séculos por meio de três ilustrações: (1) o “livrinho aberto”; (2) a “medição do santuário e do povo de Deus”; e (3) a história das “duas testemunhas”.

a) Sobre o “livrinho aberto”, leia Apocalipse 10:1, 2, 8-11. Compare com o modo como Daniel deveria terminar seu livro em Daniel 12:4, 9 e responda: Se o livro de Daniel deveria estar “selado” até que fosse entendido no “tempo do fim”, o que significa o “livrinho aberto” que João viu no futuro? (Resposta: o livro de Daniel, que foi compreendido devidamente após o grande desapontamento de 22 de outubro de 1844.)

b) Leia Ezequiel 2:8-3:4. O que significa, até hoje, a expressão “comer livros”? Por que devemos, nesse sentido, “comer” o livro da Palavra de Deus? Qual o problema de um cristão que não “come” a Palavra de Deus, mas a usa apenas como “petisco”? Em que ocasiões a Palavra de Deus pode passar do “doce” para o “amargo”? O que devemos fazer nessas situações difíceis?

c) O que significa a ordem do “Anjo” para João (em 10:11) logo após a decepção do profeta com o amargor do livrinho comido? Como essa profecia se cumpre na história da Igreja Adventista? (ver 14:6, 7)

d) Leia Apocalipse 10:4. Por que será que Deus proibiu João de escrever algo interessante que ele tinha acabado de ouvir? Como João 16:12 e 2 Crônicas 20:20c pode nos ajudar a entender isso? Como podemos aproveitar melhor aquilo que está revelado, em vez de especular sobre aquilo que não está?

4. Conforme Apocalipse 11:15, o que significa a sétima e última trombeta (compare com 1 Coríntios 15:52 e 1 Tessalonicenses 4:16, 17)? Como podemos estar preparados (selados) para quando esse dia chegar?

Notas:

A passagem das sete trombetas é uma das mais difíceis da Bíblia. Sendo assim, temos que ser humildes e reconhecer que ainda não sabemos tudo sobre esse assunto (assim como Daniel 11). Mas temos que continuar estudando até entender plenamente o que o Senhor nos revelou (2Cr 20:20c; 1Tm 2:4).

Devido a essa dificuldade relacionada com as sete trombetas, há pelo menos quatro propostas “oficiais” (e variações delas) de como interpretar essa passagem. A sugestão proposta na Lição da Escola Sabatina desta semana é a mais recente e, tecnicamente, a “mais bíblica”, pois resgata muito mais versículos – especialmente do Antigo Testamento – para interpretar os símbolos. Você pode analisar as outras interpretações comparadas neste site (acessado em 14 de fevereiro de 2019).

É importante observar que todas as tentativas anteriores (conforme tabela disponível no link acima) concordam em um ponto: as sete trombetas são sete períodos desde o tempo do profeta até a volta de Jesus. A diferença está nas definições dos limites do tempo de cada período, e em alguns detalhes sobre o significado dos símbolos.

Assim como há um intervalo ou parêntese entre o sexto e o sétimo selos, há também um intervalo entre a sexta e a sétima trombetas. O conteúdo desse intervalo apresenta três assuntos: o livro amargo, que trata da experiência dos adventistas no “grande desapontamento” de 1844; o juízo (“medição”) que começa pela casa de Deus; e a tentativa de destruírem a Bíblia na figura das duas testemunhas (o Antido e o Novo Testamentos), especialmente na Revolução Francesa. Uma evidência de que as duas testemunhas representam a Bíblia (Antigo e Novo Testamentos) é o fato de que, apesar de várias traduções afirmarem que “os corpos” das duas testemunhas ficaram estendidos no chão, o grego original diz “o corpo”, no singular (essa imagem simbólica é uma referência a um período da Revolução Francesa em que queimaram as Bíblias e tentaram exterminá-la para sempre).

Apesar de apresentarem muitas semelhanças, as sete trombetas e as sete pragas não são a mesma coisa. Assim como ocorre no livro de Daniel, a primeira metade do Apocalipse também é histórica, e a segunda, profética. Por isso, o texto das sete trombetas, por estar inserido na primeira metade, deve ser interpretado como “histórico”, no sentido de se desdobrar de modo consecutivo desde o tempo do profeta até a volta de Jesus. Por sua vez, as sete pragas, por estarem inseridas na segunda metade, devem ser consideradas como proféticas, as quais acontecerão no futuro, logo após o fechamento da porta da graça. Uma evidência disso são os versos que indicam que ainda há intercessão divina até o período da sexta trombeta (8:3, 4; 9:13; 11:13), ao passo que, durante as sete pragas, não mais há arrependimento, pois não mais há intercessão (16:9, 11, 21).

Em resumo, as sete trombetas significam juízos de Deus sobre “os que habitam sobre a Terra” (6:10; 8:13) – no Apocalipse, essa expressão se refere aos ímpios (3:10; 11:10; 13:8, 14; 17:2, 8). Esses juízos de Deus são uma resposta às orações de Seu povo que está sendo perseguido pelos ímpios durante toda a história do cristianismo.

Abaixo, a suma das sete trombetas, conforme a proposta do autor da lição deste trimestre, baseada em seu livro Revelation of Jesus Christ: Commentary on the Book of Revelation (2a edição, Andrews University Press, 2009):

A primeira trombeta representa o juízo de Deus sobre os judeus, que eram Seu povo especial até O rejeitarem. A culminação desse juízo se deu no ano 70 d.C., com a destruição de Jerusalém. Os judeus são simbolizados pelas “árvores” e a “grama verde” que sofrem os efeitos dessa trombeta, conforme se vê em Salmos 1:3; 52:8; 72:16; 92:12-14; Isaías 40:6-8; 44:2-4; 61:3; Jeremias 11:15-17; 17:7, 8; Ezequiel 20:46-48; etc.

A segunda trombeta simboliza o juízo de Deus sobre os romanos, com sua queda em 476 d.C. A figura da “montanha ardendo em fogo” (8:3) é retirada de Jeremias 51:25, 42, 63, 64, em referência ao juízo sobre Babilônia, o qual já havia acontecido séculos antes. Porém, no Novo Testamento, “Babilônia” é um codinome para Roma (1Pe 5:13).

A terceira trombeta simboliza o juízo de Deus sobre a grande apostasia da igreja na Idade Média. Nesse período, as águas e fontes, que significam vigor espiritual baseado na Palavra de Deus (Is 12:3; Pv 13:14; Jr 2:13; Sl 1:3; Jr 17:7, 8; Jo 7:38, 39; Ap 21:6), foram contaminadas pela “estrela caída” e se tornaram “amargas”. A estrela caída representa o próprio Satanás (conforme Is 14:12-15; Ap 9:1, 11).

A quarta trombeta se aplica ao período da revolução intelectual da era do Iluminismo, ou a “Era da Razão” (do 16o ao 18o séculos). Deus foi trocado pela “razão” humana. A consequência óbvia disso foram trevas espirituais, pois na linguagem bíblica luz significa o bem e trevas significam o mal (Mt 4:16; Lc 1:79; Jo 1:9; 3:19; 8:12; 12:46; Ef 6:12; Cl 1:13, 14; 2Co 4:4-6; 1Pd 2:9; Ap 16:10).

A quinta trombeta vai do 18o século até 1844. Conforme Amós 6:12, os efeitos desse período, que contém amargor e gafanhotos, relembra o período em que Israel preferiu o pecado. O símbolo dos gafanhotos significa juízo de Deus (ex.: contra Babilônia em Jeremias 51:14; contra o Egito em Êxodo 10:4-15; contra Israel em Joel 2:2-10). A “cauda” desses gafanhotos simbólicos significa o poder dos falsos profetas para enganar o povo (Is 9:15b).

A sexta trombeta trata do tempo do fim a partir de 1844, quando o “livrinho” de Daniel, que estava “selado” (Dn 12:4, 9), foi “aberto” devido ao entendimento de seu conteúdo, principalmente a profecia de 8:14, que culmina naquele ano.

A sétima trombeta é a volta de Jesus (Ap 10:7; 11:15).

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

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Os 144 mil do Apocalipse

voltaUm dos temas que mais intrigam os adventistas e os cristãos em geral são os 144 mil do Apocalipse. Muitos não compreendem nem mesmo os aspectos mais básicos em relação a eles – se o número é literal ou simbólico, se eles fazem parte da chamada “grande multidão” e, principalmente, quem são eles. Em grande parte, isso se deve a um conselho de Ellen White, de se evitar discussões inúteis sobre esse assunto, assim como outros não essenciais para a salvação.[1] No entanto, ela mesma citou esse grupo dezenas de vezes em seus escritos, relacionando-o a acontecimentos cruciais para o povo de Deus no tempo do fim, como o selamento e a grande tribulação. Tamanha foi a importância desse grupo em seu ministério profético, que os 144 mil foram representados logo em sua primeira visão, sobre o povo do advento.[2]

Apesar de haver escrito tanto sobre os 144 mil, Ellen White nunca os definiu claramente. A própria Igreja Adventista até hoje não tem uma posição oficial abrangente sobre o assunto. Embora o Instituto Bíblico de Pesquisas, órgão oficial da Associação Geral, interprete o número como simbólico[3], a igreja não determina oficialmente essa compreensão como uma crença.[4] E, apesar de o Seventh-day Adventist Commentary declarar que, até à época de sua reedição (1980), os adventistas favoreciam a interpretação de que os 144 mil são um grupo especial do povo de Deus nos últimos dias – um grupo à parte da grande multidão[5] –, essa também não era nem é até hoje uma posição oficial da igreja. O assunto ainda está em estudo, e o que se enfatiza não é quem são os 144 mil, mas como ser parte deles, como alcançar a salvação.[6]

Por outro lado, se Ellen White condenou discussões inúteis, também encorajou os adventistas a não desistir de buscar conhecer cada vez mais a Bíblia e as profecias.[7] Em uma de suas mais fortes declarações, ela afirmou: “A história da igreja nos ensina que o povo de Deus não deve ficar estereotipado em suas teorias da fé, mas preparar-se para nova luz, para abrir a verdade revelada em Sua Palavra.”[7]

Portanto, os ensinos e profecias da Bíblia podem e devem ser compreendidos cada vez mais à medida que o tempo passa e os estudos progridem. Aspectos como a justificação pela fé, que Ellen White não compreendia inicialmente, foram entendidos por ela décadas depois. Da mesma forma, partes da Bíblia que ela não entendia, pela falta de estudos mais profundos à época, hoje podem ser mais bem compreendidas (assim como Daniel não entendia suas próprias profecias, mas hoje podemos compreendê-las, ver Daniel 12:4).

Avanços

Nas últimas décadas, diversos estudos envolvendo os 144 mil têm sido divulgados por meios oficiais da igreja, como o Instituto Bíblico de Pesquisas da Associação Geral (BRI, sigla em inglês), lançando mais luz sobre o assunto. Uma importante coleção de materiais sobre Daniel e Apocalipse lançada no início dos anos 1990 é a série Daniel & Revelation Comitee Series, conhecida como “Darcom”. Num dos volumes da coleção, um capítulo escrito por Beatrice Neall, “Sealed Saints and the Tribulation” (“Os Santos Selados e a Tribulação”) trata diretamente dos 144 mil.[8] Nesse estudo, um ponto especial pode ser destacado: a relação entre os 144 mil e a “grande multidão” de Apocalipse 7. Em vez de enfatizar as diferenças entre ambos os grupos, a autora apresenta diversas “marcas de identificação” entre eles – evidências de que podem constituir um só grupo. Assim como ela, outros acadêmicos adventistas, como Ekkehardt Mueller, um dos diretores associados do BRI, também favorecem essa posição.

Os 144 mil são apresentados em duas seções, em Apocalipse: 7:1-8 e 14:1-5. No capítulo 7, o relato sobre os 144 mil é seguido pela descrição de uma multidão inumerável. A primeira grande evidência de que os 144 mil e a grande multidão podem ser o mesmo grupo é a própria estrutura do livro do Apocalipse. O capítulo 7 é um hiato, um parêntese entre o sexto e o sétimo selos. Ele responde a uma pergunta básica feita pelos ímpios no sexto selo.

Diante da expectativa da vinda de Jesus, os ímpios clamam aos montes e aos rochedos: “Caí sobre nós e escondei-nos da face dAquele que Se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande dia da ira dEles; e quem é que pode suster-se?” (Ap 6: 16, 17). Parafraseando, “quem poderá ficar de pé quando Cristo voltar?” Em 7:9, a resposta é direta: “Depois destas coisas, vi e eis grande multidão que ninguém podia enumerar […] em pé diante do trono e diante do Cordeiro” (v. 9). Mais à frente, no livro, os 144 mil são vistos em pé junto ao Cordeiro, no monte Sião (Ap 14:1).

Os 144 mil e a grande multidão são descritos em momentos diferentes, como os únicos que podem ficar de pé diante de Cristo, em Sua vinda à Terra. Isso deixa claro que ambos são o retrato do povo de Deus que estará vivo por ocasião da volta de Jesus. A questão é: Eles são dois grupos ou um só?

Um grupo

Assim como Beatrice Neall, Ekkehart Mueller, em seu artigo “The 144,000 and the Great Multitude”[9] (“Os 144 mil e a Grande Multidão”), apresenta argumentos convincentes em favor de que ambos os grupos são um só: (1) João ouve o número dos selados (144 mil), mas, na sequência, contempla uma grande multidão (7:4, 9), assim como em 5:5, 6 ele tinha ouvido sobre um Leão, mas viu um Cordeiro; (2) no capítulo 7, os 144 mil são os justos do tempo do fim descritos ainda na Terra; a grande multidão é um retrato desse povo já no Céu; (3) os 144 mil são a descrição do povo de Deus no tempo do fim, que vai passar pela grande tribulação (representada pela liberação dos ventos); a grande multidão são os que já passaram pela tribulação (7:3, 14); (4) os 144 mil são os selados antes da liberação dos ventos (7:3); a grande multidão logicamente precisou ser selada antes de passar pela grande tribulação (7:14).[10]

O selamento e a grande tribulação são as principais marcas de identificação, conforme Neall chama, entre os 144 mil e a grande multidão. Ambas as marcas dão fundamentos para se enxergar semelhanças, não diferenças, entre os grupos. Os dois grupos foram selados e passaram pela tribulação. Não é à toa que, no livro O Grande Conflito, Ellen White se refira aos 144 mil, citando versículos referentes diretamente à grande multidão (Ap 7:14-16).[11]

Assim, resta uma dúvida: O que poderia diferenciar os 144 mil da grande multidão? Haverá dois grupos de justos vivos quando Cristo voltar? Alguns argumentam que os 144 mil são as “primícias” (Ap 14:4), um grupo especial em relação à grande multidão. No entanto, “primícias” pode se referir aos 144 mil como os primeiros frutos da “colheita universal de redimidos de todas as eras”. Diante disso, Mueller conclui que “é melhor entender que os 144 mil e a grande multidão são o mesmo grupo, visto por diferentes perspectivas”. Para ele, os 144 mil representam um “termo simbólico”, enquanto a grande multidão “descreve a realidade”. [12]

O simbolismo dos 144 mil pode encontrar sua realidade na grande multidão em diversos outros aspectos, entre eles: (1) origem étnica – João ouviu de um grupo composto por 12 tribos de 12 mil filhos de Israel, mas viu uma multidão de tribos (7:9); (2) número – João ouviu um número exato, mas viu uma multidão inumerável (7:4, 9); (3) pureza – os 144 mil são descritos como puros, sem mancha, assim como a grande multidão, vestida de vestiduras brancas (14:4. 5; 7:14); (4) proximidade ao Cordeiro – os 144 mil “seguem o Cordeiro para onde quer que vá”, assim como a grande multidão serve de “dia e de noite” diante do trono e do Cordeiro (14:4; 7:15, 17); (5) serviço – os 144 mil são “servos de Deus”, e a grande multidão também “serve a Deus” (7:3, 15).

Hans K. LaRondelle, eminente teólogo adventista, apontou os 144 mil como o povo remanescente de Deus no tempo do fim, fiéis de todas as nações que “guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus” (Ap 14:12). Segundo LaRondelle, eles enfrentarão a crise final promovida no mundo pelo anticristo. Ou seja, ele enxerga nos 144 mil um simbolismo do remanescente que passará pela grande tribulação.[14]

Diante das evidências apresentadas, torna-se ainda mais claro que o número 144 mil é simbólico. O próprio contexto das passagens indica isso: tanto no capítulo 7:1-8, como em 14:1-5, a linguagem diretamente ligada aos 144 mil tem forte simbolismo – ventos, quatro anjos, quatro cantos, selamento na testa, homens virgens, doze tribos de Israel (a maioria extinta, além de a lista não corresponder à original dos doze patriarcas), etc. É mais coerente entender os 144 mil das 12 tribos de Israel como que simbolizando a unidade, perfeição, completude e vastidão da igreja de Deus.[15]

Portanto, é possível concluir que os 144 mil simbolizam a grande multidão – a multidão inumerável que atravessará a crise final da Terra. Há razões para se acreditar que Jesus não virá para buscar um pequeno grupo de remidos, nem dois grupos de justos vivos na Terra, mas um remanescente fiel composto por uma multidão inumerável de todas as nações. Virá buscar um povo que terá passado por muitas dificuldades, mas que contou com a proteção de um Deus que lhes enxugará pessoalmente “toda lágrima” (Ap 7:17). Mais importante ainda é nos prepararmos para pertencer a esse grupo.

Diogo Cavalcanti é editor na Casa Publicadora Brasileira.

Referências:

  1. White, Ellen G.Eventos Finais, p. 268.
  2. White, Ellen G.Primeiros Escritos, p. 15-23.
  3. Pfandl, Gerhard. “Information on the Seventh-day Adventist Reform Movement”.Biblical Research Institute. Num ponto desse artigo, a crença reformista de que 144 mil é um número literal é posta em contraste com a crença adventista do sétimo dia de que o número é simbólico. Disponível em: http://www.adventistbiblicalresearch.org/Independent%20Ministries/SDA%20Reform%20movement.htm
  4. Nichol, F. D. (Ed.).Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 7. Hagerstown, MD: Review and Herald, 1980. p. 783.
  5. Ibid., p. 785.
  6. Ibid., p. 783.
  7. White, Ellen G.Caminho a Cristo, p. 112.Conselhos Sobre a Escola Sabatina, p. 23.
  8. White, Ellen G.Cristo Triunfante, p. 317.
  9. Frank Holbrook (ed.). Beatrice Neall. “Sealed Saints and the Tribulation”. Symposium on Revelation – Book I. Daniel & Revelation Committee Series. Hagerstown: Review and Herald, 2000. p. 245-278.
  10. Mueller, Ekkehardt. “The 144,000 and the Great Multitude”.Biblical Research Institute. Disponível em: http://www.adventistbiblicalresearch.org/documents/144%2C000greatmultitude.htm
  11. Ibid.
  12. . White, O Grande Conflito, 648, 649.
  13. . Mueller. Ibid.
  14. . LaRondelle, Hans K. “Prophetic Basis of Adventism”. Adventist Review, 1° de junho-20 de julho, 1989. Disponível em: http://www.adventistbiblicalresearch.org/documents/Prophetic%20Basis%20Adventism.htm
  15. . Neall, Ibid. 262, 269.

Apocalipse: Os Sete Selos

cavalosAssim como as sete igrejas representam sete períodos da história do Cristianismo até a volta de Jesus, o mesmo também é verdade em relação aos sete selos de Apocalipse 6 e 8:1. Porém, a revelação dos selos se dá a partir de outro ponto de vista: ela se refere à pregação do Evangelho e às consequências de rejeitá-lo. Na perspectiva historicista, vivemos hoje no período do sexto selo, o qual se iniciou com os famosos eventos naturais e astronômicos a partir de 1755 e será concluído quando a atmosfera da Terra se abrir diante do aparecimento glorioso de Jesus. O sétimo selo (Ap 8:1) se refere ao silêncio no Céu devido ao fato de que todos os anjos estarão fora dali, acompanhando Jesus em Sua vinda à Terra e ajuntando Seu povo para a viagem de volta para lá (Mt 24:30, 31; 25:31, etc.).

Perguntas para discussão e aplicação

1. A abertura dos primeiros quatro selos – representados por quatro cavalos e seus cavaleiros – corresponde a quatro períodos da história da igreja. Usando Zacarias 1:8-10 como pano de fundo e referência, como podemos entender melhor o significado desses quatro selos?

2. Compare Apocalipse 6:2 com 19:11-16. Qual o significado de o próprio Jesus Cristo ser o cavaleiro conduzindo o primeiro cavalo simbólico? Em que sentido o texto diz que Ele “saiu vencendo e para vencer”?

3. Leia a descrição do segundo cavalo (segundo selo; segundo período) em Apocalipse 6:3, 4 e compare com Mateus 10:34, 35. Como essas palavras de Jesus dão significado aos símbolos do segundo cavalo? Por que a pregação do Evangelho resulta em “espada” (perseguições e guerras)? Por outro lado, que tipo de “paz” é essa que o Evangelho perturba tanto? Por que vale mais a perseguição (“espada”) com o Evangelho do que uma suposta “paz” sem o Evangelho?

4. Leia a descrição do terceiro cavalo, o preto, em 6:5, 6. Depois compare com Lucas 8:11; Ezequiel 4:16, 17; Amós 8:11 e responda: O que significa o “pão” escasso no terceiro período da história da igreja? Se a cor do primeiro cavalo (branco) é significativa para representar a pregação do Evangelho no primeiro século, o que a cor preta deste cavalo representa em contraste? Pense no conceito de “azeite” e “vinho” na Bíblia. Qual o significado de o cavaleiro desse período ordenar que não sejam danificados o “azeite” nem o “vinho”?

5. Leia a cena do quarto selo em Apocalipse 6:7, 8. Como essas descrições simbólicas equivalem exatamente ao período da Igreja durante a maior parte da Idade Média? Compare os detalhes deste selo com os “quatro terríveis juízos de Deus” relatados em Ezequiel 14:21 (os quais eram usados contra o povo de Deus no Antigo Testamento para tentar despertá-lo e trazê-lo de volta à razão e à comunhão). Em sua avaliação, por que João emprega esse contexto de Ezequiel para se referir a esse período da igreja?

6. Leia a cena do quinto selo em Apocalipse 6:9-11. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, por que essa cena não pode ser literal? Compare o pedido de justiça dos mártires com o pedido de justiça do sangue de Abel em Gênesis 4:10; Lucas 11:51; Hebreus 12:24. De que forma o sangue de Abel e o dos outros mártires “fala” pedindo justiça? Leia Levítico 17:14. Como essa passagem nos ajuda a entender melhor o símbolo de “almas debaixo do altar”? Por que a resposta de Jesus a esse clamor de justiça é totalmente satisfatória?

7. O sexto selo (período em que vivemos agora) conclui com a volta de Jesus nas nuvens do Céu. Leia Apocalipse 6:14-17 e compare com Isaías 2:19-21, Malaquias 3:2 e Hebreus 12:29. Por que os ímpios dizem que Jesus está “irado” e querem se esconder dEle? Como você responderia biblicamente à pergunta deles: “Quem pode subsistir diante da glória de Jesus?” (dicas: Mt 5:8; Is 33:14,15; Ml. 4:1,2; etc.). Como o capítulo 7 do Apocalipse responde essa pergunta?

8. Considerando que o sexto selo é concluído com a volta de Jesus à Terra, por que o sétimo selo diz que haverá “silêncio no Céu” (Ap 8:1)? Como você está se preparando para esse grande dia?

Notas importantes

Sobre as “almas debaixo do altar” (Ap 6:9, 10). Esta cena não pode ser literal por pelo menos três motivos.

1. Primeiro, isso entraria em contradição com um fundamento da Bíblia, a qual ensina várias vezes que não há consciência durante a morte (Ec 9:5, 6, 10; Sl 6:5; 146:4; Is 38:18, 19, etc.).

2. Segundo, o texto está fazendo referência ao primeiro mártir, Abel, cujo sangue, metaforicamente, “clamava desde a terra” por justiça (ver Gn 4:10; Lc 11:51 e Hb 12:24). É como quando dizemos que o leite ou suco derramado sobre a mesa “pede” por limpeza. O quinto selo faz referência ao período em que houve tantos mortos por causa do Evangelho, que pairava no ar um “clamor” por justiça, assim como foi com o sangue de Abel.

3. Em terceiro lugar, o texto faz referência, também, a Levítico 4:7, onde é dito que o sangue dos sacrifícios oferecidos no santuário terrestre era derramado à base do altar de holocaustos (ou de sacrifícios). Esse altar não corresponde a nada no Céu, pois ele prefigurava o evento que se deu na cruz do Calvário, na Terra. Portanto, não há nenhum “altar de sacrifícios” no Céu com “almas” por baixo dele. No Apocalipse se faz menção a apenas outro altar no Céu: o de “incenso”, que representa as orações dos santos vivos (Sl 141:2; Ap 5:8; 8:3). No altar do incenso terrestre era colocado um pouco de sangue por cima, para validar o incenso, mas nunca por baixo. Assim, o sangue dos mártires (que representa suas “almas” ou “vidas”, conforme Levítico 17:11, 14) foi derramado na Terra, à base do “altar da cruz”, onde o verdadeiro sacrifício foi morto. No quinto selo Jesus promete que será feita justiça a esse clamor dos mártires, e que a recompensa deles (vestes brancas) é certa no dia da ressurreição.

Períodos referentes aos sete selos

Primeiro selo: primeiro século – mensagem do Evangelho puro.

Segundo selo: Aproximadamente 100-313 d.C. – era de perseguição contra a Igreja.

Terceiro selo: 313-538 d.C. – transigência religiosa com Roma até a “oficialização” do cristianismo.

Quarto selo: 538-1517 d.C. – período de domínio de Roma papal.

Quinto selo: 1517-1755 d.C. – desde a Reforma até o terremoto de Lisboa (primeiro sinal do sexto selo).

Sexto selo: 1755 d.C. até a volta de Jesus – os fenômenos relatados no sexto selo ocorreram exatamente na ordem descrita. Só falta Jesus aparecer no Céu para completar esse período.

Sétimo selo: “Silêncio no Céu” – período em que o Céu estará “vazio” durante a volta de Jesus, pois todos os anjos estarão com Ele em Sua missão de resgate na Terra.

Sobre os eventos que marcam o início do sexto selo (Ap 6:12, 13)

1o/11/1755 – Terremoto de Lisboa.

19/5/1780 – O misterioso dia escuro, conhecido como “The Dark Day”, que não foi causado por um eclipse, e no qual ainda a Lua apareceu vermelha à noite.

13/11/1833 – Fantástica chuva de “estrelas” cadentes (meteoros).

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Apocalipse – “Digno é o Cordeiro”

cordeiro-de-deusOs capítulos 4 e 5 do Apocalipse apresentam a entronização de Jesus ao ser recebido no Céu logo após Sua ascensão e a garantia de que Ele nos dará um destino feliz e eterno. O capítulo 4 é ambientado ao redor do trono do Universo, onde milhões de anjos e criaturas redimidas adoram a Deus e ao Cordeiro por causa da criação e da redenção. Esse ambiente prepara o cenário para o capítulo 5, no qual se dá a cena do Cordeiro sendo destacado como o único digno de abrir um livro simbólico que diz respeito ao futuro dos seres humanos.

Notas importantes

 Os números referentes aos “24 anciãos” ou aos “quatro seres viventes” devem ser considerados apenas simbolicamente, pois no Apocalipse muito raramente os números são literais (ex.: sete Espíritos, sete olhos, 144 mil, etc.). Portanto, não sabemos quantas pessoas foram ressuscitadas e estão no Céu com Jesus, ou qual é o número real dos poderosos seres angelicais que estão na presença imediata de Deus. Esses números podem ser exatos, como também podem ser mais ou até menos. O importante é a mensagem que eles transmitem.

Sobre as misteriosas criaturas chamadas “seres viventes”, esses quatro são os seres angelicais mais próximos do trono de Deus e mais magníficos em poder. Os detalhes da descrição desses anjos não devem ser considerados de modo literal. Uma evidência disso é o fato de que em Ezequiel 1:6 e 10 cada um dos quatro seres tem quatro rostos (um de humano, um de leão, outro de boi e outro de águia), ao passo que em Apocalipse 4 cada um deles tem apenas um rosto (ou de homem, ou leão, ou boi ou águia). Isso é uma evidência de que não se trata de uma descrição literal, mas que os símbolos são importantes para transmitir uma mesma mensagem (talvez a de que esses anjos especiais possuem as principais características dos seres representados pelos “rostos” ou “caras”).

Há outras semelhanças e diferenças interessantes a respeito desses seres angelicais vistos por Ezequiel, Isaías e João. Em Ezequiel, os quatro seres viventes vistos no capítulo 1 são depois chamados de “querubins” (Ez 10:15, 20), mas em Isaías 6:2 eles são “serafins”. Em Apocalipse 4:8 e Isaías 6:2 esses seres são representados com “seis asas”, mas em Ezequiel 1:6 com apenas “quatro asas”. Portanto, é um equívoco fazer diferenciações entre querubins e serafins, ou considerar como literal apenas um ou outro aspecto das descrições e ignorar as outras. Por exemplo, quando alguém afirma que querubins ou serafins têm seis asas e usam literalmente duas delas para cobrir os pés, duas para cobrir o rosto e duas para voar, é porque não leu os outros textos, pois nesse caso eles também teriam que ter, necessariamente, “dois pés direitos” (Ez 1:7), com “solas como de bezerra” (Ez 1:7), teriam que ser “cheios de olhos, por dentro e por fora” (Ap 4:6, 8) e cada um deles teria “quatro rostos”, sendo um de humano, outro de leão, outro de águia e outro de touro (Ez 1:6, 10)! Ou seria cada um com apenas um desses quatro rostos (Ap 4:7)? Assim vemos que se trata de símbolos e não de uma descrição literal.

Portanto, diferentemente do pensamento religioso popular, as palavras “querubim” e “serafim” não descrevem dois tipos diferentes de anjos, mas, sim, duas características dos mesmos seres. No hebraico, “querub” significa “cobrir” (por estarem mais próximos da glória de Deus, “cobrindo-a”); e “seraf” significa “[fogo] ardente” (uma provável referência à sua radiante luz). O “im” no final das palavras em hebraico é a marca do plural, assim como o nosso “s” em português. Assim, a palavra “querubim” descreve a função desses anjos específicos (“cobridores”), e “serafim” descreve a aparência deles (de fogo).

Perguntas para discussão e aplicação

1. Os eventos dos capítulos 4 e 5 do Apocalipse acontecem na “sala do trono” de Deus. Baseando-se nos detalhes da Bíblia, como você imagina esse lugar e o que acontece ali? O que mais impressiona você ao imaginar esse lugar e por quê? Em sua opinião, o que será diferente lá após a segunda vinda de Jesus?

2. Leia Apocalipse 4:11 e 5:12. Por que os temas da criação e da redenção são motivos suficientes para todas as criaturas adorarem a Deus com tanta alegria e devoção? Para você, por que a redenção dos seres humanos causa tanta admiração nos seres angelicais, os quais mencionam isso em sua adoração?

3. Na adoração das criaturas no Céu, os atos da criação e da redenção de Deus são narrados e celebrados. Por que isso deve acontecer na verdadeira adoração?

4. Os “24 anciãos” são uma figura simbólica para se referir aos seres humanos que foram ressuscitados e subiram ao Céu junto com Jesus (Mt 27:50-53; 1Co 15:22, 23). Em sua opinião, de que forma Jesus transmite ao Universo a ideia de imparcialidade e justiça ao ter seres humanos junto a Ele participando do tribunal celestial? Por que é tão importante saber que já há pessoas no Céu (as “primícias”) representando todos os que estarão lá um dia?

5. Os “quatro seres viventes” representam anjos do mais alto “escalão” – os querubins ou serafins (não existe a categoria de “arcanjos”). A descrição desses anjos no Apocalipse (bem como em Ezequiel 1 e Isaías 6) é obviamente simbólica, pois, caso contrário, eles seriam uma incrível aberração! Contudo, quais lições poderosas são transmitidas ao eles serem representados como “cheios de olhos, na frente e atrás” e “por fora e por dentro” (Ap 4:6, 8), ou com “dois pés direitos” (Ez 1:7), e ainda com características de humanos, touros, leões e águias (Ez 1:10; Ap 4:7)?

6. O capítulo 4 descreve o cenário (o salão do trono de Deus) para o que ocorre no capítulo 5: a abertura do misterioso rolo/livrinho que contém o destino de toda a humanidade ou seu veredito. Leia Apocalipse 5:9. Por que somente Jesus foi “digno” de abrir esse misterioso rolo? Como você reage em gratidão a Jesus e ao Pai pelo preço que Ele pagou para nos resgatar? Como podemos viver naturalmente em gratidão e adoração, como os seres angelicais no salão do trono, “de dia e de noite, sem descanso” (Ap 4:8)?

7. Em resumo, que lições podemos aprender sobre a verdadeira adoração em Apocalipse 4 e 5? Como nosso estilo de vida revela “a quem” adoramos ou “se” adoramos?

8. De que forma a guarda do sábado traz à memória os dois principais motivos para a adoração a Deus (criação e redenção)? Tendo isso em mente, como podemos aproveitar melhor as horas sagradas do sábado para comunhão e adoração?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Unasp cria pós-graduação em Arqueologia Bíblica

arquePara complementar as áreas de História, Arqueologia e Teologia para ensino e práticas pastorais, o Centro Universitário Adventista, campus Engenheiro Coelho, criou a pós-graduação História e Arqueologia do Antigo Oriente Próximo. O corpo docente do curso é formado por doutores, mestres e especialistas na área, com experiência profissional e acadêmica. O curso se destina a profissionais graduados de diferentes áreas interessados em estudar o passado do Oriente Médio por meio da arqueologia e de outras fontes históricas escritas. As aulas são projetadas para atender àqueles que estão perto e longe, sendo presencias, mas transmitidas online para os alunos que estão mais distantes, com algumas aulas inteiramente EAD.

Inscrições: 25 de outubro de 2018 até 3 de fevereiro de 2019

Início das aulas: 4 de março de 2019

Para mais informações clique aqui.

Disciplinas Créditos CH
Pesquisa Arqueológica 2 30h
Arqueologia e a Bíblia 2 30h
Teoria e Métodos Arqueológicos 2 30h
História e Historiografia de Israel 2 30h
Patrimônio Arqueológico 2 30h
Arqueologia do Antigo Testamento 2 30h
Arqueologia de Novo Testamento 2 30h
Egito e Mesopotamia 2 30h
Grecia e Roma 2 30h
Disciplinas Optativas
(mínimo 60h para número necessário de créditos)
Créditos CH
Hebraico 2 30h
Grego 2 30h
Egípcio 2 30h
Epigrafia 2 30h
Numismática 2 30h
Antropologia 2 30h

Apocalipse: A Mensagem de Jesus às Sete Igrejas

jesus igrejasAs mensagens para as sete igrejas têm objetivos em três níveis: (1) fortalecer e estimular as igrejas literais da época de João; (2) representar três períodos da história da igreja cristã até a volta de Jesus; e (3) trazer direção, reflexão e esperança para todas as igrejas. Os objetivos do terceiro nível são os que queremos alcançar com as perguntas desta semana.

Perguntas para discussão e aplicação

Sobre a igreja de ESMIRNA

a. Conforme Apocalipse 2:9, quais eram as maiores dificuldades da igreja de Esmirna?

b. Em sua opinião, o que motivava os cristãos daquele período a permanecer fiéis a Jesus apesar dessas dificuldades?

Sobre a igreja de PÉRGAMO

a. Compare Apocalipse 2:13 com João 12:31 e 1 João 5:19. O que significa “habitar onde está o trono de satanás” e ainda assim “não negar a fé” de Jesus? (ver Apocalipse 14:12)

b. Leia Apocalipse 2:6, 15. Por que as doutrinas dos nicolaítas (que se infiltraram nas igrejas de Éfeso e de Pérgamo) eram “detestadas” por Deus? Que tipos de “nicolaítas” modernos, com doutrinas “detestáveis”, tentam se infiltrar em nossas igrejas hoje? Como devemos proceder com as pessoas que promovem tais doutrinas na igreja?

Sobre a igreja de TIATIRA

a. Note que a igreja de Tiatira apresenta pontos muito positivos em 2:19, mas um ponto muito negativo no verso 20. Que lições isso pode nos ensinar?

b. Tiatira foi o período mais negro da história do cristianismo. O que significa para você o fato de que Deus Se dirige aos “restantes” (ou “remanescentes”) de Tiatira (2:24)?

Sobre a igreja de SARDES

a. O que significa dizer que a igreja de Sardes “tem nome de que vive mas está morta”? Por que esse problema é muito grave, e como pode ser resolvido?

b. Como a promessa em 3:5 pode ajudar a melhorar esse quadro?

Sobre a igreja de FILADÉLFIA

a. Compare a “porta aberta” em Apocalipse 3:8 com 2 Coríntios 2:12 e Colossenses 4:3. Por que devemos orar para que o Senhor nos abra a porta para a pregação do Evangelho?

b. Leia o conselho em 3:11. Como alguém pode “tomar” a coroa de outra pessoa que já a tinha reservada no Céu?

Sobre a igreja de LAODICEIA

a. Leia Apocalipse 3:15, 16. Por que, para Jesus, seria melhor sermos “frios” ou “quentes” a continuarmos “mornos”?

b. De acordo com 3:17, a igreja de Laodiceia “nem sabe” de sua horrível realidade. Por que isso torna a situação dela ainda pior? Espiritualmente falando, o que significa ser “infeliz, miserável, pobre, cego e nu”?

c. Conforme 3:18, o que significam o “ouro”, as “vestes” e o “colírio” que Jesus nos recomenda comprar? (ver 1 Pedro 1:7; Isaías 61:10; Efésios 1:17, 18) Por que não devemos nos preocupar com o preço desses três ítens?

d. De que forma a promessa de Jesus em 3:21 nos motiva a permanecer fieis até o fim?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR

Apocalipse: Entre os Candelabros

jesus lampstandsÉ interessante fazer duas observações ao conduzir as discussões da Lição da Escola Sabatina desta semana:

A) Sobre o sábado em Apocalipse 1:10 – Há versões da Bíblia que traduzem a expressão “dia do Senhor” como “domingo” (veja se em sua classe há alguma). Porém, isso não é uma tradução da expressão “kuriakê heméra”, mas uma interpretação do tradutor sobre qual seria o “dia do Senhor”. Veja com os membros da classe os versos da lição de segunda-feira que evidenciam que esse dia é o sábado.

B) Sobre a imagem de Jesus caminhando entre os sete castiçais/igrejas – A lição destaca o significado de que Jesus conhece a necessidade de cada uma das igrejas ao caminhar entre elas. Mas é importante notar que essa imagem faz alusão à função do sacerdote de manter as sete lâmpadas do santuário acesas continuamente, completando sempre o nível de azeite em cada uma (ver pergunta 4, abaixo). Ao trazer esse background a lume, o significado da imagem se torna muito mais profundo e poderoso.

Perguntas para discussão e aplicação

1. Leia Apocalipse 1:9. Imagine-se no lugar de João, preso(a) na ilha de Patmos. O que você pensaria de Deus? Qual é a diferença entre sofrer por Cristo e sofrer por outros motivos, inclusive por escolhas erradas?

2. Conforme Apocalipse 1:10, qual a importância de sabermos que João (perto do ano 100 d.C.) ainda chamava o sábado de “dia do Senhor”? Que evidências bíblicas temos de que o sábado continua sendo “o dia do Senhor”? Conforme o quarto mandamento, como podemos santificar (“separar para Deus”) o sábado em pleno século 21?

3. Jesus escolheu sete congregações reais para representar todas as igrejas de todas as épocas. Se Ele escrevesse hoje para sua igreja local, o que Ele diria? E que mensagem Ele enviaria especificamente para sua unidade da Escola Sabatina para ajudá-la a ficar melhor ainda?

4. Compare a figura de Jesus andando entre os sete castiçais (Ap 1:12, 13, 19; 2:1) com o dever do sacerdote de completar continuamente as sete lâmpadas do santuário para mantê-las sempre acesas (Êx 27:20, 21; Lv 24:1-4; Nm 8:1-3). Baseando-se nesses textos, o que significa a figura de Jesus caminhando entre os castiçais/igrejas? Conforme Mateus 5:14-16, por que a igreja deve se manter sempre “acesa”?

5. Veja o que há de comum em Apocalipse 2:2, 9, 13, 19; 3:1, 8, 15. Em sua opinião, qual é a intenção de Jesus ao dizer para todas as sete igrejas a frase: “Eu conheço as tuas obras”

6. Leia este trecho de uma carta de Paulo à igreja de Éfeso por volta do ano 60 d.C.: Efésios 1:15. Agora compare com essa outra afirmação escrita para a mesma igreja cerca de 40 anos depois: Apocalipse 2:4. O que mudou? Por que isso é tão negativo para uma igreja? (1Jo 4:8; 1Co 13:1, 2)

7. Em sua opinião, o que faz uma igreja perder seu “primeiro amor”? De acordo com Apocalipse 2:5, como a igreja recupera o amor que se perdeu? Quais são as evidências de uma igreja que ama?

8. O que há de tão especial na promessa de Jesus em Apocalipse 2:7? Como essa promessa mexe com você? Que decisões você precisa tomar para se tornar um “vencedor” do ponto de vista de Jesus?

Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Jardim Iguaçu, Maringá, PR