Um livro salvou a vida dele

22.09.18 Batismo da Primavera (3)Em 2014 distribuímos o livro missionário no cruzamento da avenida Luís Pires de Minas com a avenida Barreira Grande, próximo à nossa igreja, e decidimos que neste ano de 2018 voltaríamos ao mesmo local para então distribuir o livro O Poder da Esperança, de Michelson Borges e Julián Melgosa. Compramos vários exemplares, inclusive a versão infantil. O sábado 26 de maio foi maravilhoso. Toda a igreja esteve envolvida no projeto. Realizamos uma encenação num dos semáforos e os jovens seguraram letras que formavam a frase “Jesus te ama”. Uma de nossas desbravadoras comentou: “Este foi o melhor dia da minha vida!” Esse trabalho tem grande importância e impacto, não somente para quem recebe o livro, mas também para quem o entrega.

Há aproximadamente dois meses, num domingo à noite, um homem chegou à nossa igreja com um folheto na mão; nele havia o endereço da igreja e o horário dos cultos.

Ele se aproximou e disse: “Encontrei o livro O Poder da Esperança no para-brisa do meu carro, li todo o livro e vim dizer que o trabalho de vocês não foi em vão. Presenteei outra pessoa com ele e fiquei apenas com o folheto, pois da maneira como fui abençoado com o livro outra pessoa também precisava ser. Esse livro é extraordinário!
Uma leitura inspiradora, envolvente, cativante e impactante.”

Ele foi convidado para entrar e participar do culto e, no fim, disse: “Esse livro salvou a minha vida!”

Convidamos o Denis (à esquerda, na foto acima) para a classe bíblica da nossa igreja, que é realizada aos sábados pela manhã. Apresentamos os estudos necessários e, para a honra e glória de Deus, ele se decidiu pelo batismo. Denis Moreira Lucas agora é membro da nossa igreja.

(Edna Pereira é diretora do Ministério Pessoal e de Comunicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia – IV Centenário)

Masculinidade tóxica

A esquerda é má. E a direita?

direitaMuito daquilo que normalmente se discute quanto à sociedade em que vivemos, porventura mais especialmente em época de eleições, reside nas diferenças entre os dois grandes blocos de pensamento político e filosófico: a esquerda e a direita. Esses dois campos foram estabelecidos e consolidados após a Revolução Francesa. Politicamente falando, foi durante a revolução francesa que foram criados os termos “direita” e “esquerda” – referiam-se ao lugar onde os políticos de então se sentavam no parlamento francês: os que estavam à direita da cadeira do presidente parlamentar eram a favor do regime anterior (monárquico); os que se sentavam à esquerda eram contra. Assim, quando a 28 de agosto de 1789 se discutiu na Assembleia Nacional Constituinte a questão do direito de veto do rei, os deputados que se opunham à proposta sentaram-se à esquerda do presidente; os que eram a favor desse privilégio monárquico sentaram-se à direita.

Ao longo do século 19, a mais notada linha divisória entre a “esquerda” e a “direita” foi entre os apoiadores da monarquia (os de direita) e os apoiadores da República (os de esquerda, já então apelidados de revolucionários). O uso do termo “esquerda” tornou-se mais proeminente após a restauração da monarquia francesa em 1815 e foi aplicado aos chamados “Independentes”, os contestatários do regime monárquico.

Convém reforçar que na França daquele tempo a “direita” representava a ordem e os valores tradicionais e históricos da monarquia, normalmente sempre próxima do papado na história e cultura europeias (conservadorismo), enquanto a “esquerda” passava a representar a novidade ideológica, o colocar em causa da ordem política estabelecida até então, rejeitando a religião e seus valores (liberalismo, quanto aos costumes).

A princípio, essa esquerda, composta e promovida essencialmente pelos intelectuais ou mais preparados de então, não teve grande acolhimento junto ao povo e experimentou sérias dificuldades de penetração e consolidação. Por isso, após o golpe de estado de Napoleão III em 1851, a esquerda foi excluída do campo de debates políticos, focando suas atenções na organização dos trabalhadores e no trabalho dos pensadores que se debruçavam sobre essas classes, uma espécie de sindicalismo original.

Desse crescente movimento operário francês sugiram os pensamentos e as máximas que se consolidaram numa ideologia que se materializou em diversas vertentes, segundo vários pensadores e ideólogos. Contudo, a maioria dos crentes católicos praticantes (os religiosos) continuou a votar de maneira conservadora, à direita, enquanto os grupos que foram receptivos à Revolução Francesa do fim do século 18 começaram a preferir as ainda novas correntes de esquerda (normalmente, não religiosas).

E assim, ao longo das décadas seguintes, a doutrina político-social de esquerda estabeleceu-se e confirmou-se em grande parte do mundo até hoje, enquanto a direita política era remetida quase exclusivamente para uma espécie de redoma onde a catalogação obrigatória era a da religião cristã ou dos valores tradicionais e históricos dela. E embora o socialismo/comunismo tenha sofrido também ele uma ferida de morte – em 1989, com a queda do muro de Berlim –, a verdade inegável é que cultural e socialmente a ideologia de esquerda está bem firmada e em alguns casos segue sendo fortalecida.

E como é que tudo isso se transpôs para a sociedade? Como algumas das principais heranças políticas e sociais desse pensamento de esquerda, ateísta e secularista, temos: socialismo, comunismo (ou marxismo, marxismo-leninismo), sindicalismo, ativismo social, reivindicação de direitos sociais, ambientalismo, humanismo, ideologia de gênero, feminismo, homossexualismo (com a apologia dos chamados “direitos civis”), licenciosidade e liberalização do sexo, redefinição do casamento como ato exclusivamente civil, aborto, evolucionismo ou “ciência” moderna (no sentido da rejeição de Deus, oposição ao criacionismo).

Na ausência de espaço e tempo para fazer uma análise minuciosa de casa um desses itens, resumiremos da seguinte forma: de acordo com os princípios divinos que emanam das Sagradas Escrituras, nada de bom se pode retirar dessa lista. Sim, leu bem – nada de bom; aquilo que aparentemente parece ser um benefício para a sociedade, na verdade não é aprovado diante do fino e rigoroso escrutínio das Escrituras. De forma simples, podemos dizer: à luz dos valores cristãos, a esquerda é má. Pode parecer uma afirmação demasiado simplista e/ou absolutista, mas é mesmo assim.

Assim, surge a pergunta: E o pensamento político de direita? Será bom ou mau? Pois bem, essa pergunta precisa ser respondida com uma subpergunta: Qual pensamento de direita? A direita socioeconômica ou a direita religiosa? Acontece que, para benefício de um raciocínio desse tipo, enquanto a esquerda é a esquerda e está tudo dito, a direita pode ser analisada dentro destes dois barômetros: o exclusivamente civil e o religioso.

A direita socioeconômica defende as liberdades individuais, incluindo de iniciativa e religiosa, o livre mercado e a menor interferência possível do Estado na vida econômica, política, social, religiosa e cultural. (Em contraponto, para a já mencionada esquerda, os ideais de igualdade estão acima das liberdades individuais, a atenção é colocada no coletivo e o Estado tem papel ativo, orientador e, se necessário, restritivo nos âmbitos econômico, social, religioso e cultural.)

O século 20 deixou bem claro que as nações mais prósperas, avançadas e cujo progresso foi e é por vezes difícil de acompanhar foram justamente aquelas onde o pensamento socioeconômico de direita foi aplicado, desde logo com os Estados Unidos à frente. (Em contraponto, os maiores fracassos sociais e mesmo como nação foram os países onde socialismo e comunismo reinaram soberanos, desde logo com Cuba à cabeça.)

Contudo, a direita religiosa é fundamentalmente diferente da direita socioeconômica, pois não passa ao lado uma relevantíssima característica: baseia-se, apega-se, sustenta-se na religião cristã, cujos princípios e valores funcionam como primeira e prioritária inspiração, até mesmo como base e alicerce de todo o pensamento.

Aqui alguém perguntará: E qual o problema? Se a esquerda tem uma base ateísta e secular, a direita não poderá ter uma base religiosa, cristã? Poder, até poderia; o problema é que, não poucas vezes, isso implica uma mistura, uma união entre Estado e Igreja – e a História está aí para demonstrar que isso nunca corre bem, sendo que o que normalmente acontece é o Estado aceder aos ditames da Igreja.

Podemos citar como exemplos mais recentes o caso de Portugal, com seu governo salazarista (conhecido como Estado Novo), entre 1933 e 1974, e onde, por especial pressão da Igreja Católica Romana (e não necessária e primeiramente pelo Estado), os não católicos, como adventistas e evangélicos, nem sempre tiveram a vida muito facilitada. A sinopse oficial da obra A Igreja Católica e o Estado Novo Salazarista, de Duncan Simpson, menciona: “O Estado Novo de Salazar, independentemente das suas diversas influências ideológicas, continha no seu núcleo uma tendência específica da doutrina católica forjada pela elite católica portuguesa no primeiro quartel do século 20 (antiliberal, tradicionalista e nacionalista). Dessa componente católica do programa salazarista emergiu uma aliança institucional duradoura e abrangente com a Igreja Católica, com esta a participar na legitimação, no esforço doutrinário e na implementação das políticas do Estado Novo.” Junte a isso o fato de Roma não receber ordens de ninguém e rapidamente perceberá quem mandava em quem.

Também o franquismo na Espanha (1939-1977) seria outro exemplo de governo que manteve relações muito próximas com a Igreja Católica Romana. Ainda outros exemplos poderiam ser mencionados, particularmente na primeira metade do século 20, com o especial – porventura espantoso – caso do nazismo alemão que chegou ao poder com o voto do Partido Católico Alemão.

Nesses casos, não havia a livre circulação, iniciativa ou trocas comerciais que seriam próprias de um regime socioeconômico de direita; pelo contrário, as limitações existentes mais pareciam inspiradas naquilo que historicamente conhecemos de um regime autoritário de esquerda. A política autoritária, embora de direita, estava misturada com os interesses da Igreja romana.

Vejamos agora o caso dos Estados Unidos da América, a nação recente que em dois séculos se tornou no mais próspero e avançado país da História. A nação americana foi fundada com uma fortíssima base de liberdade de consciência religiosa, logo estendida a todas áreas de ação, principalmente civil. Politicamente, tinha um sistema de direita socioeconômica que, conforme mencionado antes, privilegiava as liberdades individuais, incluindo de iniciativa e religiosa, o livre mercado e a menor interferência possível do Estado na vida econômica, política, social, religiosa e cultural. Ao mesmo tempo, e para evitar perigos que os pais fundadores conheciam bem, foram separados desde logo Estado e Igreja, impedindo que um interferisse no outro. Foi assim que os Estados Unidos se desenvolveram, cresceram e se consolidaram como a grande potência mundial: liberdades socioeconômicas e separação entre Estado e Igreja.

Poderíamos mencionar agora qualquer exemplo de Estado baseado numa premissa ateísta e secular, como é o caso dos socialistas e comunistas, para perceber o contraste e a diferença em termos do exercício das liberdades individuais. Contudo, o mesmo poderemos dizer se compararmos os Estados Unidos com um governo baseado em princípios de direita mas com a interferência ou ingerência da religião predominante. Isso indica que um Estado de direita religiosa, isto é, com predominância da Igreja, está, em seus princípios e práticas, mais perto de um Estado de esquerda do que de um Estado de direta socioeconômica!

Confirmando: o regime de Estado que mais se aproxima da defesa e prática dos valores bíblicos é sempre uma direita socioeconômica, onde todos podem livremente escolher o que fazer, aonde ir, o que negociar e que religião ter e praticar. Quando essa direita se transforma e até se assume como uma direita religiosa, temos a vantagem de ver favorecidos valores cristãos de respeito pela vida, pela propriedade, pela própria liberdade e a do outro. Contudo, pode surgir também demasiada proximidade e muitas vezes promiscuidade com a Igreja, o que pode provocar a curto, médio ou longo prazo uma restrição dessas mesmas liberdades.

E aqui encaixa-se muito bem o entendimento profético adventista: em qual dos casos sairá favorecido o cenário escatológico que há mais de 160 anos os adventistas do sétimo dia anunciam? Com um governo de esquerda? Não. Com um governo de direita socioeconômica? Também não. Com um governo de direita religiosa? Certamente que sim!

Conclusão: nos últimos anos, grandes e espantosas mudanças têm ocorrido no mundo: Trump, nos Estados Unidos; Orban, na Hungria; Savini, na Itália; eventualmente Bolsonaro no Brasil – todos eles têm provocado enorme impacto e, preste bem atenção, são bem próximos da direita religiosa. No âmbito profético, entende agora o que pode estar acontecendo no mundo?

(O Tempo Final)

Um convite especial para você

Tenho um convite especial para você que mora na região de São Paulo. Anote aí na sua agenda: no próximo domingo, dia 30, às 10 horas da manhã, estarei no auditório Elis Regina, no Anhembi, e vou apresentar uma palestra durante o Encontro Literário IDE, evento que faz parte da ExpoCristã. Serão vários os palestrantes renomados do mundo gospel que ocuparão o palco entre os dias 27 e 30, e eu fui o único adventista convidado a falar ali. O tema? “Razões para Crer: jornalista ex-evolucionista investiga os argumentos sobre a existência de Deus”. Em uma época de tanta incredulidade, de tanto relativismo e de uma fé superficial, os desafios ao cristianismo são cada vez mais fortes e frequentes. Você saberia argumentar em favor da existência de Deus apresentando razões filosóficas e científicas? Conseguiria manter um diálogo respeitoso com um ateu com base em fatos concretos? Acredito que minha palestra poderá muni-lo de ideias e informações úteis para o desenvolvimento de uma boa apologética cristã. Afinal, eu sempre acreditei, como Newton, Galileu e outros pioneiros da ciência, que fé e razão podem e devem andar de mãos dadas.

Você conhece os argumentos cosmológico, teleológico, ontológico, arqueológico e profético? Não? Então, se fosse você, eu não perderia essa palestra!

Faça sua inscrição agora mesmo aqui e garanta sua vaga. A entrada é gratuita. O auditório tem 800 lugares e eu gostaria que todos eles estivessem ocupados por pessoas interessadas em crescer na fé e no verdadeiro conhecimento. Logo após a palestra estarei no estande best-sellers apresentando meus livros e conversando com leitores e interessados no assunto.

Vejo você lá!

Michelson Borges

China e Vaticano assinam acordo para reconhecimento da autoridade do papa

chinaÉ histórico o acordo que o Vaticano assinou neste sábado com o governo de Pequim, para o reconhecimento do papa como o chefe da Igreja Católica na China. Até aqui, coexistiam duas: uma oficial, gerida pela Associação Católica Patriótica [ndr: reconhecida e controlada totalmente pelo Estado chinês] e com 60 bispos, outra clandestina, gerida pelo Vaticano e com trinta bispos. Para ultrapassar o conflito de décadas entre Pequim e a Igreja de Roma, foi fundamental que o papa Francisco anulasse a excomunhão de sete bispos nomeados por Pequim e que os reconhecesse. Segundo o texto do acordo, a partir de agora as nomeações são feitas por mútuo acordo, tendo o papa direito de veto.

Pela primeira vez, hoje, todos os bispos da China estão em comunhão com o Santo Padre, com o papa, o sucessor de Pedro”, disse numa mensagem de vídeo o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin.

Há anos que se aguardava por este acordo. Trata-se de um acordo provisório, cujo conteúdo não foi divulgado, e que tem caráter experimental durante dois anos. O documento foi assinado em Pequim pelo subsecretário para as Relações Externas do Vaticano, Antoine Camilleri, e pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Chao.

Isto não é o fim de um processo, é o começo”, explicou o porta-voz do papa, Greg Burke. “O objetivo do acordo não é político — prosseguiu Burke —, é pastoral. Permitirá aos fiéis ter bispos que comunicam com Roma, mas que ao mesmo tempo são reconhecidos pelas autoridades chinesas.

O retomar das relações diplomáticas não está em cima da mesa. Mas a China é um país vital para a Igreja Católica, que quer torná-lo no seu ponto central no continente asiático. Atualmente, e oficialmente, existem cerca de 12 milhões de católicos no país e 40 milhões de cristãos. As estimativas apontam para um grande crescimento desses fiéis, prevendo-se que em 2030 sejam 247 milhões os cristãos chineses. Fonte: Público 

Basicamente, o que esse acordo provoca é que, a partir de agora, é o governo chinês quem sugere nomes para bispos da Igreja Católica na China, mas é o papa, em Roma, quem terá a última palavra sobre essa nomeação (o que relembra os tempos medievais na Europa). Por isso, é bastante feliz a forma como o articulista colocou a questão no sentido de a China reconhecer a autoridade do papa.

Algumas décadas atrás muitos perguntavam como iria a Igreja romana ser relevante e preponderante no leste europeu, uma vez que essa região era dominada pelo comunismo. A História mostra como tudo mudou e hoje isso não é sequer assunto.

Pois bem, muitos perguntam o mesmo com relação à China (e à Coreia do Norte). Nessa que é a mais populosa nação do mundo, os cristãos não podem ter manifestações públicas da sua fé, e até mesmo os seus lugares de culto e celebrações religiosas têm vindo a ser alvo de forte controle e até perseguição por parte do Estado.

Agora, Roma consegue uma abertura que alivia as tensões e mostra que, com tempo, diplomacia e muito trabalho de bastidores, é possível que as relações entre o Vaticano e Pequim avancem numa direção que porventura poucos imaginariam.

Isso vem a propósito da firme palavra da profecia que prevê “toda a terra” maravilhada “diante da besta” (Ap 13:3). Quando a Bíblia diz toda a terra, isso tem forçosamente de incluir nações, povos, línguas e até religiões. Tal não quer dizer que todos irão converter-se ao catolicismo; contudo, indica que a supremacia e a autoridade da Igreja romana será reconhecida por todos em nível mundial. A China, um país de forte tradição ateísta, acaba de dar um pequeno passo nesse sentido.

“Satanás está atuando com todas as suas forças, a fim de ocupar o lugar de Deus e destruir a todos que a isso se opuserem. E hoje vemos todo o mundo inclinando-se diante dele. Seu poder é aceito como o de Deus. Cumpre-se a profecia do Apocalipse: ‘toda a Terra se maravilhou após a besta’ (Apocalipse 13:3)” (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 14).

(O Tempo Final)

A “síndrome conservadora” que afeta pessoas e países e as implicações proféticas disso

trumpUma pesquisa publicada na revista Journal of Cross-Cultural Psychology defende a existência de algo chamado “síndrome conservadora”, que pode acontecer tanto em indivíduos quanto em países de forma geral. Há três fatores importantes que são base para essa síndrome: religiosidade, dominância social e moralidade social. O pesquisador da Universidade de Sidney (Austrália) Lazar Stankov conta que começou a estudar o assunto há dez anos, mas com a intenção de focar nas diferenças interculturais. “Muito do meu trabalho anterior foi sobre inteligência e eu queria expandir para o campo não cognitivo. Estudar diferenças na personalidade, atitudes sociais, valores e doutrinas me pareceu interessante”, relembra ele. “Aconteceu que o resultado dos meus estudos pode ser mais bem interpretado a partir do conservadorismo social. Isso é a mistura de várias características psicológicas focadas em preservar o status quo. Eu escolhi o termo ‘síndrome’ para enfatizar que pelo menos alguns componentes desse tipo de conservadorismo não têm alta correlação entre eles.” A palavra “síndrome” significa um conjunto de sinais que caracterizam determinada situação.

Essa síndrome descreve pessoas que querem preservar os valores sociais atuais, e que têm personalidade com baixa abertura para novidades, que valorizam a autoridade, obediência, família, autodisciplina e crenças religiosas convencionais. Essas pessoas também mostram maior hostilidade contra pessoas de outros grupos. A diferença entre a síndrome conservadora e outras definições de conservadorismo é que ela inclui fatores psicológicos, e não apenas crenças políticas. “Pessoas com essa síndrome tendem a ser mais religiosas e duras contra aqueles que não são aceitos como membros de seu próprio grupo. A religião e a moralidade parecem ser uma forma de manter o atual modo de vida, e a dureza contra pessoas de fora é uma defesa contra a ameaça da mudança”, explica o autor do estudo. […]

Este estudo utilizou dados de dois bancos, que incluíam informações sobre 11.208 pessoas em mais de 30 países. Stankov concluiu que a síndrome existe em todos os países estudados. “Uma questão importante é a ligação entre a síndrome conservadora e o conservadorismo político. A motivação das pessoas que votam em partidos conservadores nos países do ocidente pode ser mais por motivos fiscais do que por motivos sociais. A preocupação deles é a preservação do livre mercado e menos com os aspectos sociais e psicológicos da vida”, explica ele. […]

(PsyPostJournal os Criss-Cultural Psychology, via Hypescience)

Nota: O fenômeno é real e perceptível em vários países. Os movimentos e governos de esquerda levaram o pêndulo da moralidade para tal extremo que agora estamos observando uma reação contrária com a mesma intensidade. A maior parte da população está farta de ver tanta baixaria sendo promovida como arte e educação. A maioria da população (que no Brasil ainda é cristã) não aguenta mais ver os direitos de uma minoria barulhenta se sobrepondo aos direitos dos demais. Para os que se pautam pela Bíblia é uma situação de fogo ou frigideira. Apoiar candidatos de esquerda é ajudar a promover antivalores que vão totalmente de encontro aos valores judaico-cristãos. Apoiar candidatos de direita é ajudar a montar um possível cenário profético favorável a uma maior aproximação entre Estado e igreja e a aprovação de leis que terão como justificativa a proteção da família e dos valores cristãos, mas que levarão em conta a vontade da maioria cristã e/ou a vontade do segmento mais forte entre os cristãos. E nós que estudamos as profecias sabemos no que isso vai dar…

O amigo pastor Sérgio Santeli acredita que “essa onda conservadora é uma oportunidade tremenda para pregar as três mensagens angélicas, que são impopulares, assim como tantos temas levantados nessa onda também o são. É necessário não perder a crista dessa onda”. Quanto ao texto acima, ele chama atenção para o fato de que, quando o autor diz que as pessoas com essa síndrome conservadora são mais propensas à hostilidade com quem pensa diferente, ele está equivocado. “Ele deveria fazer uma pesquisa honesta sobre a síndrome do pensamento revolucionário moderno, e iria se surpreender com os resultados”, diz Santeli.

Que venha logo o fim, para que finalmente se perceba que a solução não vem da direita nem da esquerda. Vem do Alto. [MB]

Maduro come em restaurante que cobra mil dólares por refeição enquanto venezuelanos passam fome

nicolas-maduro-1Voltando da China [a mesma China comunista que está perseguindo cristãos e queimando Bíblias], Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, parou em Istambul, na Turquia, e aproveitou para comer no restaurante da celebridade da internet Nusret Gökçe, mais conhecido como Salt Bae, que conta com mais de 15 milhões de seguidores no Instagram. Cada refeição custa em torno de mil dólares. Salt Bae publicou seis imagens na rede social e rapidamente apagou o post, que em pouco tempo já contava com mais de mil comentários. A maioria deles criticando Maduro por deixar seus compatriotas morrerem de fome enquanto ele se esbaldava no restaurante. Um relatório do governo venezuelano indicou que mais de 60% da população acordam com fome por não terem dinheiro para comprar comida. Aproximadamente um quarto da população come menos de duas vezes ao dia e cerca de 87% dos venezuelanos vivem em situação de pobreza. Por fim, mais de dois milhões já deixaram o país atrás de comida e trabalho [sem contar as crianças que estão morrendo de fome]. O estudo ainda revela que a qualidade da dieta da população venezuelana também teve uma queda. Cada vez mais se consome menos vitaminas e proteínas. A carne vermelha é rara de se obter, seja pela falta do produto ou até mesmo pelo alto custo. De acordo com o FMI, a inflação do país deve chegar a 1.000.000% neste ano.

Families salvage food scraps from garbage bags in downtown Caracas, Venezuela.
Jovens vasculham lixo em busca de comida em Caracas
Esteban Granadillo, 18 days, who weighs 4 pounds 10 ounces, at Dr. Agustín Zubillaga University Hospital of Pediatrics in Barquisimeto, Venezuela.
Crianças venezuelanas estão morrendo de desnutrição

(Jovem Pan)

Nota: Líder comunista sendo líder comunista. Apenas seguindo o script. Me fez lembrar a obra clássica de George Orwell, A Revolução dos Bichos (se você não leu, tem 18 dias para ler antes das eleições). Maduro é como todos os outros “comunistas de iPhone”: enquanto pregam a igualdade e dizem lutar pelos mais pobres, não abrem mão das benesses que o dinheiro e o cargo político lhes conferem. Mais ou menos como aconteceu com a deputada comunista e agora candidata a vice-presidente, que diz amar Cuba, mas foi à sede do capitalismo mundial comprar um enxoval para a filha (confira), e depois ainda tentou censurar um humorista por se aproveitar da piada pronta (confira). Já disse e repito: a solução para a humanidade não é a Revolução, é a conversão. O homem e a mulher não convertidos sempre serão egoístas, gananciosos, traiçoeiros, pervertidos, injustos. É da natureza humana. E quando têm o poder nas mãos, então, aí é que o estrago é maior, pois o acesso ao mal fica facilitado. Apenas mais um exemplo de incoerência: enquanto ecoam discursos feministas de “empoderamento”, esquerdistas que governaram São Paulo entregaram apenas metade das creches que haviam prometido em campanha. É fácil promover passeatas a favor do aborto, apoiar a marcha das “vadias” e coisas afins. Mas quando se trata do verdadeiro “empoderamento” (detesto essa palavra), que significa dar condições para que uma mãe possa sustentar ou ajudar a sustentar os filhos, a coisa muda de figura. Aí precisa de muito dinheiro. Mas cadê o dinheiro? [MB]

De que lado da revolução você quer ficar?

revolucaoNa introdução da sua brilhante obra, o historiador D’aubigné afirmou com precisão: “O cristianismo e a Reforma [Protestante] são as duas maiores revoluções da história” (História da Reforma do XVI Século, v. 1, p. 6). A Reforma foi uma revolução inspirada pela fé, tendo como colunas a defesa da verdade bíblica, da soberania do Senhor Jesus e da santidade da vida cristã. Onde quer que os princípios da Reforma eram aceitos floresciam liberdade e prosperidade. Para cada ação de Deus na História satanás suscita uma contrafação para desviar a mente das pessoas e até, se possível, direcioná-las para o lado contrário. Não foi diferente com a Reforma Protestante. O impacto dessa revolução da fé foi sentido com toda a sua intensidade no reino das trevas. E Satanás usou toda a astúcia do inferno para elaborar também sua revolução – a da incredulidade.

Depois de décadas e até séculos de gestação, essa revolução da incredulidade emergiu com força total durante a Revolução Francesa, em grande parte por causa da colaboração de Roma: “Foi o papado que começara a obra que o ateísmo estava a completar. A política de Roma produzira aquelas condições sociais, políticas e religiosas que estavam precipitando a França na ruína” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 276). “Em vez de manter as massas populares em submissão cega aos seus dogmas, sua obra [de Roma] teve como resultado torná-las incrédulas e revolucionárias” (ibidem, p. 281).

O espírito da revolução da incredulidade foi acolhido e propagado por diversos intelectuais no século 19. Seu expoente mais conhecido foi Karl Marx, o qual sistematizou seus princípios e modus operandi. De lá para cá a revolução da incredulidade conquistou o coração de milhões de adeptos ao redor do mundo e tornou-se protagonista em diversos eventos da História, como, por exemplo, a Revolução Bolchevique de 1917. E entre seus frutos é possível observar a degradação moral, a opressão e a ruína.

A revolução da incredulidade ganhou mais tarde uma nova roupagem – conhecida como marxismo cultural. E hoje sua força é sentida principalmente no mundo Ocidental. Cultura, educação, política, economia, tudo foi contaminado por esse espírito revolucionário. O filósofo Olavo de Carvalho estudou a fundo a estrutura de pensamento desse tipo de mente revolucionária e concluiu que sua principal característica é a maneira invertida de ver o mundo.

Essa visão invertida ocorre pelo menos de três formas:

  1. Inversão da percepção do tempo: quem não possui essa mente revolucionária vê o passado como algo imutável, e o futuro como algo ainda a ser definido. Os revolucionários da incredulidade por sua vez têm um projeto de futuro utópico na mente e acham que o passado pode ser reescrito ou reinterpretado para acomodar tal projeto. Esse futuro utópico é tão real para eles que até se vangloriam no presente, rejeitando qualquer fato que possa comprovar o contrário.
  2. Inversão da moral: revolucionários da incredulidade consideram que trabalham para um projeto de futuro perfeito e, portanto, suas ações de hoje são perfeitamente justificadas por esse projeto. Nesse raciocínio, nada do que o revolucionário da incredulidade faça (mentir, roubar, destruir, matar) é considerado por ele imoral.
  3. Inversão de sujeito e objeto: revolucionários seguem um comportamento padrão de se enxergarem sempre como vítimas nas diversas circunstâncias da vida. Então se o revolucionário mata alguém que se opõe a ele, a culpa é do opositor que não seguiu o caminho certo, ou seja, o da revolução. Dentro dessa visão invertida é muito comum fazerem do bandido o mocinho e do mocinho o bandido. E também projetarem em seus adversários seus próprios defeitos.

Existe uma surpreendente similaridade na estrutura de pensamento desse tipo de mente revolucionária com o modo de pensar do seu originador: Satanás:

  1. Inversão do tempo – reinterpretar o passado e gloriar-se pelo futuro utópico:

“Os empenhos de Satanás, de representar mal [reinterpretar?] o caráter de Deus, de levar os homens a acalentar um falso conceito do Criador, e assim considerá-Lo com temor e ódio, em vez de amor […] foram perseverantemente seguidos em todas as épocas” (O Grande Conflito, p. 12).

“Ele [Satanás] prometeu-lhes [aos anjos no Céu] um novo governo, melhor do que aquele que até então haviam conhecido, no qual tudo seria liberdade… Ao perceber ele que suas propostas alcançavam sucesso, gabou-se de que chegaria a ter a seu lado todos os anjos” (A Verdade Sobre os Anjos, p. 39).

“Satanás… gabou-se orgulhosamente de que o mundo criado por Deus era seu domínio. Havendo conquistado Adão, o soberano do mundo, ganhara toda a raça humana como seus súditos. Possuiria o jardim do Éden e o transformaria em seu quartel-general. Ali estabeleceria seu trono para ser o soberano do mundo” (A Verdade Sobre os Anjos, p. 58).

  1. Inversão da moral – os fins justificam os meios:

“Satanás foi astuto em apresentar seu ponto de vista da questão. Tão logo percebia [no Céu] que determinada posição era vista em seu verdadeiro caráter, trocava-a por outra. Tal não ocorreu com Deus. Ele podia operar com apenas uma classe de armas – a verdade e a justiça. Satanás podia usar o que Deus não usaria: o engano e a fraude” (A Verdade Sobre os Anjos, p. 39).

“Satanás disse-lhes [aos anjos rebeldes] que tanto ele quanto os outros haviam ido longe demais para agora voltar, e que […] agora teriam de assegurar a liberdade deles e obter pela força a posição e autoridade que não se lhes havia sido concedida voluntariamente” (A Verdade Sobre os Anjos, p. 43).

  1. Inversão do sujeito – objeto:

“Concordemente, Satanás e sua hoste lançaram a culpa de sua rebelião inteiramente sobre Cristo, declarando que se eles não houvessem sido acusados, não se teriam rebelado” (O Grande Conflito, p. 499).

“O objetivo do grande rebelde foi sempre justificar-se, e provar ser o governo divino responsável pela rebelião” (O Grande Conflito, p. 670).

“Embora incapaz de expulsar a Deus de Seu trono, Satanás O tem acusado com atributos satânicos e reivindicado como seus os atributos de Deus” (Cristo Triunfante, p. 10).

Portanto, vivemos em uma época de intensa batalha espiritual: “Todo o mundo cristão estará envolvido no grande conflito entre a fé e a incredulidade” (Ellen G. White, Eventos Finais, p. 137). A boa notícia nessa história é que a revolução da fé continua viva e atuante: “A Reforma não terminou com Lutero, como muitos supõem. Continuará até o fim da história deste mundo” (O Grande Conflito, p. 148). A defesa da verdade bíblica, da soberania do Senhor Jesus e da santidade da vida cristã continuará sendo a arma dessa revolução. “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 João 5:4).

Então só podemos dizer uma coisa: “Viva a revolução – da fé!”

(Sérgio Santeli é pastor da Igreja Adventista de São Bernardo do Campo, SP)

Governo chinês queima Bíblias e obriga cristãos a jurar lealdade ao Partido Comunista

china burningBíblias queimadas, cruzes destruídas, igrejas fechadas à força e crentes obrigados a assinar documentos em que afirmam renunciar à sua fé. Eis o que tem acontecido em várias congregações cristãs em Beijing e em outras províncias da China, segundo relataram à agência de notícias Associated Press (AP) vários pastores e um grupo que monitoriza a religião no país. As denúncias vêm confirmar aquilo que para muitos já era óbvio: que o governo chinês está levando a cabo uma autêntica campanha de “sinicização” (ou de assimilação cultural forçada) da religião no país, exigindo de todos os crentes uma promessa de lealdade para com o Partido Comunista no poder. Ainda nesta segunda-feira a organização não governamental Human Rights Watch denunciou a detenção arbitrária, tortura e vigilância permanente a que tem sido submetida a minoria étnica chinesa de origem muçulmana uigure na região de Xinjiang.

“A comunidade internacional deveria ficar alarmada e indignada com essas flagrantes violações da liberdade religiosa que temos assistido”, afirmou à AP um dos membros do grupo de monitorização China Aid, com sede nos EUA. Segundo Bob Fu, o fechamento de várias igrejas durante o último fim de semana na província central de Henan, assim como de uma igreja em Beijing nas últimas semanas, é prova de que a situação está ficando cada vez mais grave e de que o Governo chinês não pretende abrir mão da sua campanha. Acadêmicos e ativistas citados pela agência de notícias dizem que o presidente chinês Xi Jinping está consolidando seu poder enquanto promove a mais grave e sistemática repressão do cristianismo no país desde que a liberdade religiosa passou a estar assegurada na Constituição da China, em 1982.

Bob Fu terá também enviado à AP imagens que mostram aparentemente várias Bíblias sendo queimadas em pilhas e documentos em que os signatários dizem ter renunciado à religião cristã. Segundo Bob Fu, foi a primeira vez desde a Revolução Cultural promovida por Mao Tsé-tung (1966-1976) que os cristãos foram obrigados a assinar tais declarações sob pena de expulsão da escola ou de perda de benefícios sociais.

A informação sobre as Bíblias queimadas foi confirmada por outro pastor chinês, residente na cidade de Nanyang, na província de Henan, segundo o qual não só Bíblias, mas também cruzes e móveis foram destruídos na semana passada. O pastor, que pediu para não ser identificado por medo de represálias, disse ter visto várias pessoas entrar na igreja daquela cidade e proceder à alegada destruição dos símbolos religiosos. Já em Beijing, uma igreja batista teria sido fechada no domingo passado por funcionários do governo, sob o pretexto de realização de “encontros ilegais”, conforme contou o pastor da igreja, Ezra Jin Mingri.

A lei chinesa obriga ao registro de todas as congregações religiosas, mas milhões de crentes continuam a frequentar as chamadas igrejas clandestinas. Não se sabe se as referidas congregações se incluem nessa categoria. Questionada sobre os atos denunciados, fonte do governo chinês disse à AP que todos os funcionários respeitam a liberdade religiosa, sendo portanto muito improvável que alguém tenha destruído cruzes ou Bíblias, ou obrigado cristãos a renunciar à sua fé.

Num relatório intitulado “Erradicar vírus ideológicos: a campanha repressiva da China contra muçulmanos em Xinjiang”, a Human Rights Watch descreve como Pequim transformou o extremo noroeste do país num estado policial, com milhares de uigures a serem arbitrariamente detidos em campos de doutrinação política, onde são forçados a criticar o islã e a própria cultura, a aprender mandarim e a jurar lealdade ao Partido Comunista. Segundo a organização não governamental, para ser detido basta a algum membro dessa minoria acessar sites estrangeiros ou contatar familiares que vivem em outros países.

[…] Diz ainda a Human Rights Watch que as autoridades chinesas têm encorajado os vizinhos a vigiarem-se uns aos outros, assegurando a monitorização da população através de sistemas de análises de dados, inteligência artificial ou controle dos telefones celulares.

A China tem alternado entre negar a existência desses campos ou assumi-la, mas referindo-se a esses centros como sendo de “educação vocacional”. Também tem garantido que o único objetivo por detrás de algumas medidas mais radicais é “eliminar o extremismo religioso através da educação”. […]

(Expresso)

Nota: Comunistas sendo comunistas… E curiosamente nossa mídia tupiniquim totalmente alheia ao assunto. A China também pretende proibir conteúdos religiosos na internet (confira aqui). Em todos os países em que o comunismo se tornou dominante a liberdade de imprensa e religiosa sempre esteve ameaçada. Se duvida disso, leia o livro Ainda que Caiam os Céus e veja o que o regime soviético russo fazia com os pastores adventistas e de outras denominações. Se ainda duvida, pergunte como era a vida de um cubano no regime castrista (mas tem que ser alguém que viveu lá, não alguém que fala confortavelmente do lado de fora da ilha). E se a dúvida insistir em continuar, tire umas férias na Venezuela ou na Coreia do Norte. [MB]

UE quer multar empresas por conteúdos extremistas online

multaO presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, propôs nesta quarta-feira (12) multar Google, Facebook, Twitter e outras plataformas online se elas não removerem o conteúdo extremista em uma hora. Bruxelas deu às empresas de internet três meses em março para mostrar que estavam agindo mais rapidamente para derrubar posts radicais, mas os reguladores da UE dizem que muito pouco está sendo feito sem a legislação que os obriga a fazê-lo. Se autoridades sinalizarem, a Comissão Europeia quer que conteúdo incitando ou defendendo ofensas extremistas, promovendo grupos extremistas, ou mostrando como cometer tais atos seja removidos da web dentro de uma hora. “Uma hora é a janela de tempo decisiva que causa o maior dano”, disse Jean-Claude Juncker, em seu discurso anual do Estado da União ao Parlamento Europeu.

Numa proposta que necessitará de apoio dos países da UE e do Parlamento Europeu, as empresas também serão obrigadas a tomar medidas proativas, como o desenvolvimento de novas ferramentas para eliminar o abuso e a supervisão humana do conteúdo. Os prestadores de serviços terão que fornecer relatórios anuais de transparência para mostrar seus esforços no combate ao abuso.

Provedores que falharem sistematicamente em remover conteúdo extremista podem enfrentar pesadas multas de até 4% do faturamento global anual. Os provedores de conteúdo terão o direito de contestar pedidos de remoção. “Precisamos de ferramentas fortes e direcionadas para vencer essa batalha online”, disse a comissária de Justiça Vera Jourova sobre as novas regras.

Por sua vez, o projeto de regras exigirá que os 28 governos nacionais da UE implementem a capacidade de identificar online conteúdo extremista, sanções e um procedimento de apelação.

(Globo.com)

Nota: Quais serão os critérios para determinar o que é um conteúdo extremista? Um post sobre a besta do Apocalipse poderá ser considerado ofensivo? Um artigo em defesa do casamento heteromonogâmico ou do criacionismo bíblico poderá ser considerado extremista? Algo me diz que devemos aproveitar ao máximo a liberdade virtual que ainda temos e pregar o evangelho com toda a força e todos os recursos lícitos. [MB]