Um livro salvou a vida dele

22.09.18 Batismo da Primavera (3)Em 2014 distribuímos o livro missionário no cruzamento da avenida Luís Pires de Minas com a avenida Barreira Grande, próximo à nossa igreja, e decidimos que neste ano de 2018 voltaríamos ao mesmo local para então distribuir o livro O Poder da Esperança, de Michelson Borges e Julián Melgosa. Compramos vários exemplares, inclusive a versão infantil. O sábado 26 de maio foi maravilhoso. Toda a igreja esteve envolvida no projeto. Realizamos uma encenação num dos semáforos e os jovens seguraram letras que formavam a frase “Jesus te ama”. Uma de nossas desbravadoras comentou: “Este foi o melhor dia da minha vida!” Esse trabalho tem grande importância e impacto, não somente para quem recebe o livro, mas também para quem o entrega.

Há aproximadamente dois meses, num domingo à noite, um homem chegou à nossa igreja com um folheto na mão; nele havia o endereço da igreja e o horário dos cultos.

Ele se aproximou e disse: “Encontrei o livro O Poder da Esperança no para-brisa do meu carro, li todo o livro e vim dizer que o trabalho de vocês não foi em vão. Presenteei outra pessoa com ele e fiquei apenas com o folheto, pois da maneira como fui abençoado com o livro outra pessoa também precisava ser. Esse livro é extraordinário!
Uma leitura inspiradora, envolvente, cativante e impactante.”

Ele foi convidado para entrar e participar do culto e, no fim, disse: “Esse livro salvou a minha vida!”

Convidamos o Denis (à esquerda, na foto acima) para a classe bíblica da nossa igreja, que é realizada aos sábados pela manhã. Apresentamos os estudos necessários e, para a honra e glória de Deus, ele se decidiu pelo batismo. Denis Moreira Lucas agora é membro da nossa igreja.

(Edna Pereira é diretora do Ministério Pessoal e de Comunicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia – IV Centenário)

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Masculinidade tóxica

A esquerda é má. E a direita?

direitaMuito daquilo que normalmente se discute quanto à sociedade em que vivemos, porventura mais especialmente em época de eleições, reside nas diferenças entre os dois grandes blocos de pensamento político e filosófico: a esquerda e a direita. Esses dois campos foram estabelecidos e consolidados após a Revolução Francesa. Politicamente falando, foi durante a revolução francesa que foram criados os termos “direita” e “esquerda” – referiam-se ao lugar onde os políticos de então se sentavam no parlamento francês: os que estavam à direita da cadeira do presidente parlamentar eram a favor do regime anterior (monárquico); os que se sentavam à esquerda eram contra. Assim, quando a 28 de agosto de 1789 se discutiu na Assembleia Nacional Constituinte a questão do direito de veto do rei, os deputados que se opunham à proposta sentaram-se à esquerda do presidente; os que eram a favor desse privilégio monárquico sentaram-se à direita.

Ao longo do século 19, a mais notada linha divisória entre a “esquerda” e a “direita” foi entre os apoiadores da monarquia (os de direita) e os apoiadores da República (os de esquerda, já então apelidados de revolucionários). O uso do termo “esquerda” tornou-se mais proeminente após a restauração da monarquia francesa em 1815 e foi aplicado aos chamados “Independentes”, os contestatários do regime monárquico.

Convém reforçar que na França daquele tempo a “direita” representava a ordem e os valores tradicionais e históricos da monarquia, normalmente sempre próxima do papado na história e cultura europeias (conservadorismo), enquanto a “esquerda” passava a representar a novidade ideológica, o colocar em causa da ordem política estabelecida até então, rejeitando a religião e seus valores (liberalismo, quanto aos costumes).

A princípio, essa esquerda, composta e promovida essencialmente pelos intelectuais ou mais preparados de então, não teve grande acolhimento junto ao povo e experimentou sérias dificuldades de penetração e consolidação. Por isso, após o golpe de estado de Napoleão III em 1851, a esquerda foi excluída do campo de debates políticos, focando suas atenções na organização dos trabalhadores e no trabalho dos pensadores que se debruçavam sobre essas classes, uma espécie de sindicalismo original.

Desse crescente movimento operário francês sugiram os pensamentos e as máximas que se consolidaram numa ideologia que se materializou em diversas vertentes, segundo vários pensadores e ideólogos. Contudo, a maioria dos crentes católicos praticantes (os religiosos) continuou a votar de maneira conservadora, à direita, enquanto os grupos que foram receptivos à Revolução Francesa do fim do século 18 começaram a preferir as ainda novas correntes de esquerda (normalmente, não religiosas).

E assim, ao longo das décadas seguintes, a doutrina político-social de esquerda estabeleceu-se e confirmou-se em grande parte do mundo até hoje, enquanto a direita política era remetida quase exclusivamente para uma espécie de redoma onde a catalogação obrigatória era a da religião cristã ou dos valores tradicionais e históricos dela. E embora o socialismo/comunismo tenha sofrido também ele uma ferida de morte – em 1989, com a queda do muro de Berlim –, a verdade inegável é que cultural e socialmente a ideologia de esquerda está bem firmada e em alguns casos segue sendo fortalecida.

E como é que tudo isso se transpôs para a sociedade? Como algumas das principais heranças políticas e sociais desse pensamento de esquerda, ateísta e secularista, temos: socialismo, comunismo (ou marxismo, marxismo-leninismo), sindicalismo, ativismo social, reivindicação de direitos sociais, ambientalismo, humanismo, ideologia de gênero, feminismo, homossexualismo (com a apologia dos chamados “direitos civis”), licenciosidade e liberalização do sexo, redefinição do casamento como ato exclusivamente civil, aborto, evolucionismo ou “ciência” moderna (no sentido da rejeição de Deus, oposição ao criacionismo).

Na ausência de espaço e tempo para fazer uma análise minuciosa de casa um desses itens, resumiremos da seguinte forma: de acordo com os princípios divinos que emanam das Sagradas Escrituras, nada de bom se pode retirar dessa lista. Sim, leu bem – nada de bom; aquilo que aparentemente parece ser um benefício para a sociedade, na verdade não é aprovado diante do fino e rigoroso escrutínio das Escrituras. De forma simples, podemos dizer: à luz dos valores cristãos, a esquerda é má. Pode parecer uma afirmação demasiado simplista e/ou absolutista, mas é mesmo assim.

Assim, surge a pergunta: E o pensamento político de direita? Será bom ou mau? Pois bem, essa pergunta precisa ser respondida com uma subpergunta: Qual pensamento de direita? A direita socioeconômica ou a direita religiosa? Acontece que, para benefício de um raciocínio desse tipo, enquanto a esquerda é a esquerda e está tudo dito, a direita pode ser analisada dentro destes dois barômetros: o exclusivamente civil e o religioso.

A direita socioeconômica defende as liberdades individuais, incluindo de iniciativa e religiosa, o livre mercado e a menor interferência possível do Estado na vida econômica, política, social, religiosa e cultural. (Em contraponto, para a já mencionada esquerda, os ideais de igualdade estão acima das liberdades individuais, a atenção é colocada no coletivo e o Estado tem papel ativo, orientador e, se necessário, restritivo nos âmbitos econômico, social, religioso e cultural.)

O século 20 deixou bem claro que as nações mais prósperas, avançadas e cujo progresso foi e é por vezes difícil de acompanhar foram justamente aquelas onde o pensamento socioeconômico de direita foi aplicado, desde logo com os Estados Unidos à frente. (Em contraponto, os maiores fracassos sociais e mesmo como nação foram os países onde socialismo e comunismo reinaram soberanos, desde logo com Cuba à cabeça.)

Contudo, a direita religiosa é fundamentalmente diferente da direita socioeconômica, pois não passa ao lado uma relevantíssima característica: baseia-se, apega-se, sustenta-se na religião cristã, cujos princípios e valores funcionam como primeira e prioritária inspiração, até mesmo como base e alicerce de todo o pensamento.

Aqui alguém perguntará: E qual o problema? Se a esquerda tem uma base ateísta e secular, a direita não poderá ter uma base religiosa, cristã? Poder, até poderia; o problema é que, não poucas vezes, isso implica uma mistura, uma união entre Estado e Igreja – e a História está aí para demonstrar que isso nunca corre bem, sendo que o que normalmente acontece é o Estado aceder aos ditames da Igreja.

Podemos citar como exemplos mais recentes o caso de Portugal, com seu governo salazarista (conhecido como Estado Novo), entre 1933 e 1974, e onde, por especial pressão da Igreja Católica Romana (e não necessária e primeiramente pelo Estado), os não católicos, como adventistas e evangélicos, nem sempre tiveram a vida muito facilitada. A sinopse oficial da obra A Igreja Católica e o Estado Novo Salazarista, de Duncan Simpson, menciona: “O Estado Novo de Salazar, independentemente das suas diversas influências ideológicas, continha no seu núcleo uma tendência específica da doutrina católica forjada pela elite católica portuguesa no primeiro quartel do século 20 (antiliberal, tradicionalista e nacionalista). Dessa componente católica do programa salazarista emergiu uma aliança institucional duradoura e abrangente com a Igreja Católica, com esta a participar na legitimação, no esforço doutrinário e na implementação das políticas do Estado Novo.” Junte a isso o fato de Roma não receber ordens de ninguém e rapidamente perceberá quem mandava em quem.

Também o franquismo na Espanha (1939-1977) seria outro exemplo de governo que manteve relações muito próximas com a Igreja Católica Romana. Ainda outros exemplos poderiam ser mencionados, particularmente na primeira metade do século 20, com o especial – porventura espantoso – caso do nazismo alemão que chegou ao poder com o voto do Partido Católico Alemão.

Nesses casos, não havia a livre circulação, iniciativa ou trocas comerciais que seriam próprias de um regime socioeconômico de direita; pelo contrário, as limitações existentes mais pareciam inspiradas naquilo que historicamente conhecemos de um regime autoritário de esquerda. A política autoritária, embora de direita, estava misturada com os interesses da Igreja romana.

Vejamos agora o caso dos Estados Unidos da América, a nação recente que em dois séculos se tornou no mais próspero e avançado país da História. A nação americana foi fundada com uma fortíssima base de liberdade de consciência religiosa, logo estendida a todas áreas de ação, principalmente civil. Politicamente, tinha um sistema de direita socioeconômica que, conforme mencionado antes, privilegiava as liberdades individuais, incluindo de iniciativa e religiosa, o livre mercado e a menor interferência possível do Estado na vida econômica, política, social, religiosa e cultural. Ao mesmo tempo, e para evitar perigos que os pais fundadores conheciam bem, foram separados desde logo Estado e Igreja, impedindo que um interferisse no outro. Foi assim que os Estados Unidos se desenvolveram, cresceram e se consolidaram como a grande potência mundial: liberdades socioeconômicas e separação entre Estado e Igreja.

Poderíamos mencionar agora qualquer exemplo de Estado baseado numa premissa ateísta e secular, como é o caso dos socialistas e comunistas, para perceber o contraste e a diferença em termos do exercício das liberdades individuais. Contudo, o mesmo poderemos dizer se compararmos os Estados Unidos com um governo baseado em princípios de direita mas com a interferência ou ingerência da religião predominante. Isso indica que um Estado de direita religiosa, isto é, com predominância da Igreja, está, em seus princípios e práticas, mais perto de um Estado de esquerda do que de um Estado de direta socioeconômica!

Confirmando: o regime de Estado que mais se aproxima da defesa e prática dos valores bíblicos é sempre uma direita socioeconômica, onde todos podem livremente escolher o que fazer, aonde ir, o que negociar e que religião ter e praticar. Quando essa direita se transforma e até se assume como uma direita religiosa, temos a vantagem de ver favorecidos valores cristãos de respeito pela vida, pela propriedade, pela própria liberdade e a do outro. Contudo, pode surgir também demasiada proximidade e muitas vezes promiscuidade com a Igreja, o que pode provocar a curto, médio ou longo prazo uma restrição dessas mesmas liberdades.

E aqui encaixa-se muito bem o entendimento profético adventista: em qual dos casos sairá favorecido o cenário escatológico que há mais de 160 anos os adventistas do sétimo dia anunciam? Com um governo de esquerda? Não. Com um governo de direita socioeconômica? Também não. Com um governo de direita religiosa? Certamente que sim!

Conclusão: nos últimos anos, grandes e espantosas mudanças têm ocorrido no mundo: Trump, nos Estados Unidos; Orban, na Hungria; Savini, na Itália; eventualmente Bolsonaro no Brasil – todos eles têm provocado enorme impacto e, preste bem atenção, são bem próximos da direita religiosa. No âmbito profético, entende agora o que pode estar acontecendo no mundo?

(O Tempo Final)

Um convite especial para você

Tenho um convite especial para você que mora na região de São Paulo. Anote aí na sua agenda: no próximo domingo, dia 30, às 10 horas da manhã, estarei no auditório Elis Regina, no Anhembi, e vou apresentar uma palestra durante o Encontro Literário IDE, evento que faz parte da ExpoCristã. Serão vários os palestrantes renomados do mundo gospel que ocuparão o palco entre os dias 27 e 30, e eu fui o único adventista convidado a falar ali. O tema? “Razões para Crer: jornalista ex-evolucionista investiga os argumentos sobre a existência de Deus”. Em uma época de tanta incredulidade, de tanto relativismo e de uma fé superficial, os desafios ao cristianismo são cada vez mais fortes e frequentes. Você saberia argumentar em favor da existência de Deus apresentando razões filosóficas e científicas? Conseguiria manter um diálogo respeitoso com um ateu com base em fatos concretos? Acredito que minha palestra poderá muni-lo de ideias e informações úteis para o desenvolvimento de uma boa apologética cristã. Afinal, eu sempre acreditei, como Newton, Galileu e outros pioneiros da ciência, que fé e razão podem e devem andar de mãos dadas.

Você conhece os argumentos cosmológico, teleológico, ontológico, arqueológico e profético? Não? Então, se fosse você, eu não perderia essa palestra!

Faça sua inscrição agora mesmo aqui e garanta sua vaga. A entrada é gratuita. O auditório tem 800 lugares e eu gostaria que todos eles estivessem ocupados por pessoas interessadas em crescer na fé e no verdadeiro conhecimento. Logo após a palestra estarei no estande best-sellers apresentando meus livros e conversando com leitores e interessados no assunto.

Vejo você lá!

Michelson Borges

Nunca é tarde para Deus

batismoOs olhos clínicos de Deus enxergam por dentro e por fora e sabem exatamente o momento de resgatar seus filhos perdidos. Eu sou Cígredy Neves, jornalista, e relato agora como Deus não desistiu de mim nem da minha prima Ohana Berger, estudante de Engenharia Aeroespacial em Samara, na Rússia. Fui rebatizada e ela batizada no dia 28 de julho, na igreja de Ceilândia Sul, em Brasília, pelo pastor e jornalista Michelson Borges.

Não é fácil dizer não para o pecado. É uma luta constante, principalmente na juventude. Mas a Bíblia é clara: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade” (Eclesiastes 12:1). A Ohana e eu somos de família adventista do sétimo dia e crescemos com todos os princípios cristãos. Na adolescência dela, ela acabou se afastando da igreja. Apesar de não mais frequentar a igreja, ela continuava orando e sentindo a presença de Deus ao seu lado, dizendo que aquele não era o destino preparado para ela.

Já a minha experiência era de que ser uma cristã era muito fácil, conveniente e uma tradição familiar. Afinal, minha família toda era cristã e eu sempre estive em ambientes cristãos. Estudei na Faculdade Adventista (Iaene), no Unasp e trabalhei na Casa Publicadora Brasileira. Mas tudo começou a mudar em 2012, quando meu marido, na época, começou a sair para festas e queria que eu fosse com ele. Como eu não quis e a esposa do meu primo estava com as mesmas ideias do meu marido, eles acabaram se envolvendo. Os dois divórcios foram bem conturbados e eu perdi as estruturas.

De lá para cá eu vivi no mundo, frequentava festas, bebia, mas vez ou outra ainda ia à igreja. Em muitas vezes só chegava à porta da igreja e voltava para casa com vergonha, por não entender que Deus me receberia de volta do jeito que eu estava. Entre 2015 e 2016, eu estudava a Bíblia em casa e decidi que estudaria mais sobre o Criacionismo para embasar minha fé. Decidi que, se eu voltasse para a igreja, queria ter certeza plena e ter argumentos científicos para defender minha fé. Assim, pedi indicações de livros para o Michelson.

Em 2016, a Ohana decidiu subitamente se mudar para a Rússia a fim de seguir seu sonho de estudar Engenharia Aeroespacial. Como ela sempre fez, apesar de tudo, orou muito e pediu para Deus impedir a viagem caso ela não devesse ir, mas ocorreu tudo milagrosamente bem. No fim daquele ano, poucos dias antes da viagem, ela frequentou um programa de 12 dias de oração, cada dia abençoando um mês do ano de 2017. Ela viajou e tudo aconteceu absurdamente bem. Ela cumpriu todos os objetivos, alcançou todas as metas e se sentiu abençoada de uma forma tão tremenda que sentia que não merecia tanto. O amor de Deus a constrangeu de uma forma tão intensa que ela se sentiu tocada. E então começou a frequentar igrejas protestantes e até mesmo sua forma de falar e de se vestir mudou.

No início de 2018 é que as nossas histórias de conversão se cruzaram. A Ohana sabia que eu estava estudando sobre Criacionismo e um amigo ateu da faculdade a questionou até que ela ficou sem argumentos para defender sua fé. Ela ficou intrigada e me procurou. Dei algumas indicações de leitura. Pouco tempo depois, ela descobriu que teria uma prova no sábado e, pela primeira vez em quatro anos, ficou incomodada com aquilo. Ela já havia feito provas no sábado antes, mas aquela em específico a incomodou. Ela conversou com a nossa avó, que disse ter chegado a hora pela qual ela havia orado havia tantos anos: a hora de minha prima voltar para a igreja. A Ohana orou por dois dias e falou com a diretora do curso, que aceitou que a prova fosse feita em outro dia. A partir daquele dia, ela ficou conhecida entre os colegas como uma pessoa religiosa e começou a guardar o sábado.

Era a época do acampamento de Carnaval. A Ohana me contou que havia decidido guardar o sábado. Lembro-me de que era uma sexta à noite. Caí em prantos e de joelhos no chão. Clamei por misericórdia. Pensei comigo mesma: “Se a minha prima, que está sozinha e do outro lado do mundo decidiu voltar para Deus, o que eu estou aqui fazendo da minha vida? Preciso voltar também e agora!” E ali mesmo eu pedi perdão por tudo. Passei pelo Instagram da igreja da Ceilândia Sul, em Brasília, onde tenho alguns amigos. Comecei a acompanhar os posts do acampamento todos os dias e decidi que no sábado seguinte eu estaria com eles na igreja e largaria tudo para trás.

Criamos um grupo no WhatsApp com o líder de Jovens da igreja da Ceilândia Sul, Leonardo Borges, nos orientando nos estudos bíblicos, e o Michelson nos acompanhando, tirando as dúvidas. Decidimos fazer uma surpresa para a nossa família e só contamos um mês antes do batismo, quando a Ohana chegaria ao Brasil. No dia 28 de julho descemos às águas batismais juntas. Foi uma grande festa aqui na Terra. Imagino que no Céu tenha sido muito maior!

Tenho o desejo de ser médica-missionária e a Ohana de ser engenheira aeroespacial. Entretanto, naquele dia no tanque batismal decidimos que Deus seria a prioridade em nossas vidas. Por isso, iremos fazer o que Ele quiser que façamos. Estamos à disposição Dele e seremos missionárias na obra do Senhor enquanto vivermos neste mundo.

E você, vai responder ao chamado de Deus para a sua vida? “Se hoje ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hebreus 3:15 e 4:7).

Cígredy Neves é jornalista

China e Vaticano assinam acordo para reconhecimento da autoridade do papa

chinaÉ histórico o acordo que o Vaticano assinou neste sábado com o governo de Pequim, para o reconhecimento do papa como o chefe da Igreja Católica na China. Até aqui, coexistiam duas: uma oficial, gerida pela Associação Católica Patriótica [ndr: reconhecida e controlada totalmente pelo Estado chinês] e com 60 bispos, outra clandestina, gerida pelo Vaticano e com trinta bispos. Para ultrapassar o conflito de décadas entre Pequim e a Igreja de Roma, foi fundamental que o papa Francisco anulasse a excomunhão de sete bispos nomeados por Pequim e que os reconhecesse. Segundo o texto do acordo, a partir de agora as nomeações são feitas por mútuo acordo, tendo o papa direito de veto.

Pela primeira vez, hoje, todos os bispos da China estão em comunhão com o Santo Padre, com o papa, o sucessor de Pedro”, disse numa mensagem de vídeo o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin.

Há anos que se aguardava por este acordo. Trata-se de um acordo provisório, cujo conteúdo não foi divulgado, e que tem caráter experimental durante dois anos. O documento foi assinado em Pequim pelo subsecretário para as Relações Externas do Vaticano, Antoine Camilleri, e pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Chao.

Isto não é o fim de um processo, é o começo”, explicou o porta-voz do papa, Greg Burke. “O objetivo do acordo não é político — prosseguiu Burke —, é pastoral. Permitirá aos fiéis ter bispos que comunicam com Roma, mas que ao mesmo tempo são reconhecidos pelas autoridades chinesas.

O retomar das relações diplomáticas não está em cima da mesa. Mas a China é um país vital para a Igreja Católica, que quer torná-lo no seu ponto central no continente asiático. Atualmente, e oficialmente, existem cerca de 12 milhões de católicos no país e 40 milhões de cristãos. As estimativas apontam para um grande crescimento desses fiéis, prevendo-se que em 2030 sejam 247 milhões os cristãos chineses. Fonte: Público 

Basicamente, o que esse acordo provoca é que, a partir de agora, é o governo chinês quem sugere nomes para bispos da Igreja Católica na China, mas é o papa, em Roma, quem terá a última palavra sobre essa nomeação (o que relembra os tempos medievais na Europa). Por isso, é bastante feliz a forma como o articulista colocou a questão no sentido de a China reconhecer a autoridade do papa.

Algumas décadas atrás muitos perguntavam como iria a Igreja romana ser relevante e preponderante no leste europeu, uma vez que essa região era dominada pelo comunismo. A História mostra como tudo mudou e hoje isso não é sequer assunto.

Pois bem, muitos perguntam o mesmo com relação à China (e à Coreia do Norte). Nessa que é a mais populosa nação do mundo, os cristãos não podem ter manifestações públicas da sua fé, e até mesmo os seus lugares de culto e celebrações religiosas têm vindo a ser alvo de forte controle e até perseguição por parte do Estado.

Agora, Roma consegue uma abertura que alivia as tensões e mostra que, com tempo, diplomacia e muito trabalho de bastidores, é possível que as relações entre o Vaticano e Pequim avancem numa direção que porventura poucos imaginariam.

Isso vem a propósito da firme palavra da profecia que prevê “toda a terra” maravilhada “diante da besta” (Ap 13:3). Quando a Bíblia diz toda a terra, isso tem forçosamente de incluir nações, povos, línguas e até religiões. Tal não quer dizer que todos irão converter-se ao catolicismo; contudo, indica que a supremacia e a autoridade da Igreja romana será reconhecida por todos em nível mundial. A China, um país de forte tradição ateísta, acaba de dar um pequeno passo nesse sentido.

“Satanás está atuando com todas as suas forças, a fim de ocupar o lugar de Deus e destruir a todos que a isso se opuserem. E hoje vemos todo o mundo inclinando-se diante dele. Seu poder é aceito como o de Deus. Cumpre-se a profecia do Apocalipse: ‘toda a Terra se maravilhou após a besta’ (Apocalipse 13:3)” (Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 14).

(O Tempo Final)

A “síndrome conservadora” que afeta pessoas e países e as implicações proféticas disso

trumpUma pesquisa publicada na revista Journal of Cross-Cultural Psychology defende a existência de algo chamado “síndrome conservadora”, que pode acontecer tanto em indivíduos quanto em países de forma geral. Há três fatores importantes que são base para essa síndrome: religiosidade, dominância social e moralidade social. O pesquisador da Universidade de Sidney (Austrália) Lazar Stankov conta que começou a estudar o assunto há dez anos, mas com a intenção de focar nas diferenças interculturais. “Muito do meu trabalho anterior foi sobre inteligência e eu queria expandir para o campo não cognitivo. Estudar diferenças na personalidade, atitudes sociais, valores e doutrinas me pareceu interessante”, relembra ele. “Aconteceu que o resultado dos meus estudos pode ser mais bem interpretado a partir do conservadorismo social. Isso é a mistura de várias características psicológicas focadas em preservar o status quo. Eu escolhi o termo ‘síndrome’ para enfatizar que pelo menos alguns componentes desse tipo de conservadorismo não têm alta correlação entre eles.” A palavra “síndrome” significa um conjunto de sinais que caracterizam determinada situação.

Essa síndrome descreve pessoas que querem preservar os valores sociais atuais, e que têm personalidade com baixa abertura para novidades, que valorizam a autoridade, obediência, família, autodisciplina e crenças religiosas convencionais. Essas pessoas também mostram maior hostilidade contra pessoas de outros grupos. A diferença entre a síndrome conservadora e outras definições de conservadorismo é que ela inclui fatores psicológicos, e não apenas crenças políticas. “Pessoas com essa síndrome tendem a ser mais religiosas e duras contra aqueles que não são aceitos como membros de seu próprio grupo. A religião e a moralidade parecem ser uma forma de manter o atual modo de vida, e a dureza contra pessoas de fora é uma defesa contra a ameaça da mudança”, explica o autor do estudo. […]

Este estudo utilizou dados de dois bancos, que incluíam informações sobre 11.208 pessoas em mais de 30 países. Stankov concluiu que a síndrome existe em todos os países estudados. “Uma questão importante é a ligação entre a síndrome conservadora e o conservadorismo político. A motivação das pessoas que votam em partidos conservadores nos países do ocidente pode ser mais por motivos fiscais do que por motivos sociais. A preocupação deles é a preservação do livre mercado e menos com os aspectos sociais e psicológicos da vida”, explica ele. […]

(PsyPostJournal os Criss-Cultural Psychology, via Hypescience)

Nota: O fenômeno é real e perceptível em vários países. Os movimentos e governos de esquerda levaram o pêndulo da moralidade para tal extremo que agora estamos observando uma reação contrária com a mesma intensidade. A maior parte da população está farta de ver tanta baixaria sendo promovida como arte e educação. A maioria da população (que no Brasil ainda é cristã) não aguenta mais ver os direitos de uma minoria barulhenta se sobrepondo aos direitos dos demais. Para os que se pautam pela Bíblia é uma situação de fogo ou frigideira. Apoiar candidatos de esquerda é ajudar a promover antivalores que vão totalmente de encontro aos valores judaico-cristãos. Apoiar candidatos de direita é ajudar a montar um possível cenário profético favorável a uma maior aproximação entre Estado e igreja e a aprovação de leis que terão como justificativa a proteção da família e dos valores cristãos, mas que levarão em conta a vontade da maioria cristã e/ou a vontade do segmento mais forte entre os cristãos. E nós que estudamos as profecias sabemos no que isso vai dar…

O amigo pastor Sérgio Santeli acredita que “essa onda conservadora é uma oportunidade tremenda para pregar as três mensagens angélicas, que são impopulares, assim como tantos temas levantados nessa onda também o são. É necessário não perder a crista dessa onda”. Quanto ao texto acima, ele chama atenção para o fato de que, quando o autor diz que as pessoas com essa síndrome conservadora são mais propensas à hostilidade com quem pensa diferente, ele está equivocado. “Ele deveria fazer uma pesquisa honesta sobre a síndrome do pensamento revolucionário moderno, e iria se surpreender com os resultados”, diz Santeli.

Que venha logo o fim, para que finalmente se perceba que a solução não vem da direita nem da esquerda. Vem do Alto. [MB]