A ciência confirma: abstinência pode compor os programas de educação sexual

gravidezCada grupo de mil adolescentes brasileiras dá à luz a 68,4 crianças. O valor é mais alto do que a média para a América Latina e o Caribe, que está em 65,5, e muito maior do que a média mundial, de 46 nascimentos para cada mil meninas. Quem calculou esses números, em fevereiro de 2018, foi um conjunto de entidades da Organização das Nações Unidas: Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Nos Estados Unidos, o índice é de 22,3 nascimentos para cada mil garotas de 15 a 19 anos.

O trabalho “Aceleração do progresso para a redução da gravidez na adolescência na América Latina e no Caribe” indica que 15% de todas as gestações da região ocorrem em meninas com menos de 20 anos, e resultam no nascimento de dois milhões de crianças, todos os anos. No mundo todo, a cada ano, aproximadamente 18 milhões de adolescentes ficam grávidas. O relatório também lembra que a mortalidade materna é uma das principais causas da morte entre adolescentes e jovens de 15 a 24 anos na região das Américas.

Adolescentes grávidas, portanto, correm risco de vida, colocam a vida dos bebês em perigo e, mesmo que o nascimento aconteça sem contratempos, elas terão dificuldade muito maior em dar sequência aos estudos. Existem diferentes formas de lidar com esse problema grave: em seu relatório, os órgãos da ONU recomendam promover medidas e normas que proíbam o casamento infantil e as uniões precoces antes dos 18 anos; apoiar programas de prevenção à gravidez baseados em evidências que envolvam vários setores e que trabalhem com os grupos mais vulneráveis e aumentar o uso de contraceptivos.

O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, em parceria com o Ministério da Saúde, deseja incluir uma ferramenta complementar a todas as demais: o estímulo à abstinência sexual. “Está em formulação a implementação de política pública com abordagem sobre os benefícios da iniciação sexual tardia por adolescentes como estratégia de prevenção primária à gravidez na adolescência”, informa o ministério em nota. “É necessário deixar claro que esse programa não irá se contrapor às políticas de estímulo ao uso de preservativos e outros métodos contraceptivos. Será complementar”.

O ministério aproveita para lembrar que sexo com menores de 14 anos é considerado crime pelo Código Penal (artigo 217-A do CP) e que o fornecimento de métodos contraceptivos já é direito legalmente assegurado ao maiores de 15 anos.

“A proposta é oferecer informações integrais aos adolescentes para que possam avaliar com responsabilidade as consequências de suas escolhas para o seu projeto de vida. Dessa forma, essa política está sendo considerada como estratégia para redução da gravidez na adolescência por ser o único método 100% eficaz.”

Em entrevista à Gazeta do Povo, a ministra da pasta, Damares Alves, reforçou o caráter complementar da medida: “Por muitos anos, o tempo todo, o Brasil só ofereceu para o jovem alguns métodos de prevenção à gravidez, que eram a camisinha, o preservativo, o anticoncepcional e outros métodos para os jovens e para adolescentes. Mas tem um método muito eficaz. Esse método, eu vou falar ‘abstinência’, porque é o termo certo. Mas eu posso chamar também de retardar o início da relação sexual, e trazer para a relação sexual, conversar com os jovens, sobre sexo e afeto.”

Parte da imprensa reagiu muito mal à proposta de incentivar a iniciação sexual tardia. A principal alegação é a de que a medida seria anticientífica. Acontece que existem estudos que confirmam: a abstinência – aliada a outros métodos – é eficaz, sim, para o controle da gravidez na adolescência.

No Chile, pesquisadores da Universidad de Los Andes dividiram adolescentes em dois grupos. Um deles recebeu orientações sobre o uso de métodos anticoncepcionais, em especial camisinhas. O outro recebeu a chamada educação afetiva, mais focada em apresentar a importância de desenvolver relacionamentos afetivos com responsabilidade — ou seja, essas meninas foram orientadas a buscar a abstinência.

A experiência foi repetida ao longo de três anos consecutivos, somando 1.259 adolescentes abordadas. Na sequência, todas as garotas foram monitoradas ao longo de quatro anos, com o objetivo de comparar a eficácia dos dois métodos. Na primeira das turmas, apenas 3,3% das jovens que receberam educação afetiva ficaram grávidas, enquanto que 18,9% das meninas que foram instruídas a usar métodos anticoncepcionais tiveram filhos. Na última das turmas, os percentuais foram parecidos: 4,4% e 22,6%.

O estudo chileno foi realizado entre 1996 e 1998 e os resultados, publicados em 2005. Outros trabalhos, mais recentes, alcançaram resultados semelhantes. Foi o caso de um trabalho desenvolvido por pesquisadores da University of South Florida, que realizaram eventos de orientação junto a 738 meninas. Elas receberam orientações no sentido de buscar maior responsabilidade em suas relações afetivas, e foram monitoradas ao longo de um ano. Os resultados foram divulgados em 2012.

“As intervenções projetadas para meninas adolescentes podem ajudar a reduzir a incidência de gravidez indesejada”, o estudo conclui. “Apesar de serem sexualmente ativas ao serem abordadas pela primeira vez, as garotas que receberam as intervenções se tornaram mais abertas a praticar a abstinência”. A intervenção consistia não apenas em palestras, mas também em jogos e atividades interativas.

“As garotas eram sexualmente ativas”, explica a responsável pelo estudo, a professora Dianne Morrison-Beedy, da Ohio State University. “Participaram de quatro sessões, uma por semana, em que receberam informações sobre prevenção e transmissão de doenças sexualmente transmissíveis e foram incentivadas a reduzir comportamentos de risco”.

O principal objetivo, diz ela, era municiar as garotas com argumentos que elas pudessem usar com os garotos. “O que funciona com um menino pode não funcionar com outro, e por isso estimulamos as meninas a conhecer uma série de estratégias, que incluem desde a abstinência até evitar o abuso de drogas e álcool, que podem levar ao sexo sem proteção”.

Os resultados foram expressivos. “A diminuição do número de parceiros foi significativa. Diminuiu o total de episódios de sexo vaginal e de sexo sem proteção, e aumentou o número de casos de abstinência. Muitas garotas que eram sexualmente ativas no início do estudo posteriormente aderiram à abstinência”.

Outro estudo, este com adolescentes do Texas, indicou que o método conhecido como “It’s Your Game… Keep It Real!” é capaz de retardar o início da vida sexual, na comparação com o grupo de controle. “O método se mostrou eficaz em reduzir a violência sexual, especialmente contra jovens de minorias étnicas”, indica o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos – para quem, aliás, a abstinência é central em qualquer estratégia de redução de risco. O programa consiste em uma série de conteúdos que podem ser ministrados ao longo do ano letivo, a fim de incentivar os adolescentes a conhecer melhor seu próprio corpo, e respeitar o corpo dos demais.

E os meninos? A maior parte dos programas é focado nas garotas, e por isso mesmo Craig Garfield, pediatra e professor da Northwestern University, desenvolveu recentemente um trabalho com os jovens do sexo masculino. “Uma das maiores dificuldades em lidar com os meninos é identificar que tipo de intervenção utilizada com as meninas também funciona com eles”, ele explica – e cita duas estratégias que costumam dar certo: conversas com os pais dos jovens e, no caso de jovens de baixa renda, a aplicação de programas sociais.

Por outro lado, as evidências científicas reforçam o fato de que programas baseados exclusivamente na abstinência não são eficazes. “A abstinência pode ser uma escolha saudável para os adolescentes, particularmente aqueles que não estão prontos para o sexo. No entanto, programas governamentais que promovem exclusivamente a abstinência até o casamento são problemáticos, do ponto de vista científico e ético”, afirma um estudo de 2017, liderado por John S. Santelli, da Columbia University com o objetivo de avaliar as políticas de educação sexual dos Estados Unidos. “A maioria dos jovens inicia a vida sexual como adolescentes. A abstinência, sozinha, costuma falhar, porque eventualmente é quebrada”.

Como prática complementar, no entanto, ela é útil, afirma o estudo. “Muitos programas de educação sexual são bem-sucedidos, inclusive em atrasar o início da vida sexual e reduzir o comportamento de risco”.

Aliás, apenas ensinar a usar camisinha não resolve, como já defendeu o antropólogo Edward Green, uma das maiores autoridades mundiais em políticas públicas para combate à Aids, atualmente aposentado. Em 2009, ele chegou a defender o papa Bento XVI, que declarou na época que, para combater a doença, a abstinência era mais eficaz do que o uso de preservativos. “Um estudo realizado em Uganda sugere que a intensiva promoção da camisinha leva as pessoas a aumentar o número de parceiros sexuais”, ele afirmou em entrevista à rede BBC.

De forma que defender o uso de métodos contraceptivos e a valorização de relacionamentos afetivos responsáveis não são estratégias excludentes. O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos alega que essa é precisamente a intenção: conciliar as duas abordagens.

“Não existem respostas totalmente certas ou erradas quando se trata de reduzir comportamentos sexuais de risco”, afirma a professora Dianne Morrison-Beedy. “O importante é preparar os adolescentes com informações, técnicas verbais e motivação para reduzir o risco, em qualquer relacionamento, em qualquer fase da vida.”

(Gazeta do Povo)

Daniel 2: do mistério à revelação

estatuaApesar de conhecer o futuro, Deus não o determina. Ao mesmo tempo, ainda que as ambições de poder e paixões humanas pareçam dirigir desenfreadamente o curso da História, é Deus quem a conduzirá até o final e glorioso triunfo do bem contra o mal.

Quebra-gelo: Se Deus julgar necessário, ainda podemos receber, mesmo nos dias atuais, alguma revelação especial por meio de sonho. Mas, em sua opinião, por que isso é extremamente raro? Conforme vemos em Jeremias 21:25, 26, 28, 31, 32, qual é o grande perigo de achar que qualquer sonho tenha origem divina? Como podemos saber se um sonho realmente vem de Deus?

Por que Deus deu uma revelação a um rei pagão e não a um profeta? Por que Deus usou o sonho como método? (Obs.: naquele tempo a ideia de que os sonhos tinham significados era uma crença comum entre os pagãos.) Por que Deus fez com que Nabucodonosor não conseguisse se lembrar dos detalhes do sonho?

Veja em Daniel 2:12, 13 por que o decreto de morte envolvia Daniel e seus três amigos. Conforme os versos 14 a 18, que lições podemos tirar da atitude de Daniel diante dessa situação? Como você reage quando toda a classe profissional ou acadêmica da qual você faz parte está em descrédito?

Em Daniel 2:19 é dito que Daniel “louvou a Deus” ao ter recebido o que Lhe foi pedido. Por que é importante ser gratos a Deus? Como podemos desenvolver uma vida de louvor e gratidão?

Veja a importante confissão de Daniel em 2:26-30. Por que ele fez questão de enfatizar essa verdade? Como seria se ele tivesse desviado o crédito da interpretação para si mesmo?

Leia Daniel 2:28. Em sua opinião, como é possível Deus conhecer o futuro sem, no entanto, determiná-lo? Por outro lado, por que a própria conclusão da história do mundo (com a volta de Jesus e a vitória do bem) está muito bem determinada? Que sentimentos essa certeza lhe traz?

Veja o significado de “pedra” em Salmo 19:14; 94:22; Atos 4:11; e de “monte”, em Isaías 2:2, 3; 11:9; Apocalipse 14:1 (obs.: o “santo monte” de Deus era uma referência espiritual tanto à cidade de Jerusalém, como também ao templo e ao próprio Céu, ou o lugar onde Deus habita). O que significa o fato de que a “pedra” atingirá os pés da estátua, e depois crescerá e se transformará em um “monte” que “encherá toda a Terra” (Dn 2:35)? Como sabemos que o cumprimento final dessa profecia se concretizará apenas mil anos após a volta de Jesus?

(R.: Conforme Apocalipse 20 a 22, em exatos mil anos após a volta de Jesus, a Nova Jerusalém, o “Monte Santo de Deus”, a Santa Cidade, local onde está estabelecido o trono de Deus [22:3] descerá do céu, pousará na Terra, e todo o planeta será restaurado ao redor da Cidade. Nessa ocasião, o próprio planeta Terra se tornará o “Céu”, ou “Paraíso”, pois se tornará o lugar da “morada” de Deus, como vemos em 21:3).

Leia Daniel 2:41, 42. O que as crises atuais na Europa (situação econômica; Brexit; Euro vs. Libra Esterlina vs. Franco Suíço, etc.) nos dizem hoje sobre os “pés de barro misturado com ferro”? Tendo em vista a interpretação dessa profecia, até que ponto a União Europeia é “unida”?

Talvez você já tenha ouvido a ideia filosófica (originada em Platão) de que “Deus não está na mesma dimensão” que nós, nem em nosso tempo (Ele seria “atemporal”). De que maneira o sonho dado a Nabucodonosor e sua interpretação demonstram que Deus está de fato conosco em nossa dimensão e em nosso tempo? Que diferença esse conhecimento faz em seu relacionamento com Ele?

Toda a sequência profética apontada na interpretação do sonho em Daniel 2 tem acontecido em seus detalhes. Por que é tão insensato não acreditar na profecia?

 (Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)

Cinco estados americanos concordam em proibir que transexuais participem de competições com mulheres

lutaAté o momento, cinco estados concordaram com uma possível legislação que impedirá que homens biológicos, que se identificam como mulheres, compitam em esportes femininos nos EUA. De acordo com o The Wall Street Journal, a legislação prearquivada ou introduzida nos estados americanos de New Hampshire, Washington, Geórgia, Tennessee e Missouri tentaria manter a competição esportiva feminina simplesmente para as atletas biologicamente femininas. A legislação reflete a crescente preocupação de que os homens biológicos que competem como mulheres dominem o esporte feminino onde competem.

Por exemplo, desde 2017, em Connecticut, dois homens biológicos dominaram o atletismo feminino, conquistando 15 títulos de campeonatos estaduais que anteriormente eram detidos por 10 atletas biologicamente femininas de Connecticut. No fim do ano passado, a Big Sky Conference de Montana nomeou um corredor de cross-country do sexo masculino que se identifica como mulher como a Atleta da Semana. Na Nova Zelândia, o levantador de peso transexual Laurel Hubbard ganhou medalhas de ouro no último verão nos Jogos do Pacífico em Samoa. Hubbard, que é do sexo masculino e já havia competido como Gavin Hubbard, também ganhou duas medalhas de prata no campeonato mundial feminino, dois anos atrás. Ele espera competir nas Olimpíadas de Tóquio deste ano.

Essa invasão covarde de transexuais no mundo esportivo feminino está afetando diretamente atletas como Selina Soule, velocista nascida em Connecticut. De acordo com o The Blaze, Soule disse a Laura Ingraham, da Fox News, que a situação é “muito frustrante, porque eu dedico tanto tempo e me esforço para reduzir meus tempos e competir melhor, mas não sou fisicamente capaz de ser competitiva contra alguém biologicamente masculino”.

O representante do estado da Geórgia, Philip Singleton, republicano cujo projeto de lei se concentra em esportes individuais, diz que é tudo uma questão de justiça, e seu projeto impediria que os homens biológicos tenham uma “vantagem injusta” se optarem por competir como mulheres, de acordo com ChristianHeadlines.com.

“O Student Athlete Protection Act foi desenvolvido para garantir que meninos biológicos só compitam em esportes contra outros meninos biológicos e vice-versa para meninas. A minha intenção é garantir que todos os alunos tenham a oportunidade de competir de maneira justa”, disse Singleton ao Atlanta Journal-Constitution.

A justiça é fundamental também para o deputado conservador do Tennessee, Bruce Griffey. Ele disse ao The College Fix que também é motivado pela preocupação com a aprovação no início deste ano da Lei da Igualdade pela Câmara dos Deputados dos EUA, e acredita que os estados devem “tomar uma posição”.

De acordo com o The Daily Caller, essa Lei da Igualdade, aprovada com o apoio unânime dos democratas [esquerda americana], tornaria a “identidade de sexo” uma categoria protegida pelas leis federais de combate à “discriminação”. Isso forçaria as escolas públicas a incluir homens biológicos que se identificam como meninas em equipes atléticas femininas. No entanto, é improvável que o projeto seja aprovado no Senado dos EUA, de maioria republicana [conservadora].

Segundo o jornal WSJ, a nova lei proposta pelos conservadores “restringiria o financiamento público a escolas que permitam a participação no atletismo com base na identidade de sexo declarada dos estudantes – em oposição ao sexo biológico de um aluno – e sujeitaria a desobediência de funcionários da escola a multas”. Griffey disse ao WSJ que espera que sua proposta tenha uma boa chance de aprovação.

Falando ao The College Fix, Griffey expressou preocupação com a falta de definição para “transexuais”. “Os estudantes podem se referir a si mesmos como transexuais, independentemente do estágio de ‘transição’ em que estão, se deram algum passo em direção à transição”, disse o deputado.

Um novo estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, levantou questões importantes sobre se o “estágio de transição” das atletas trans realmente importa no que diz respeito ao desempenho. O estudo mostrou que níveis reduzidos de testosterona em homens em transição ainda não os tornam iguais às mulheres.

A pesquisa, intitulada “Mulheres transexuais no esporte de elite: considerações éticas e científicas”, concluiu que os níveis reduzidos de hormônios masculinos, atualmente considerados aceitáveis ​​pelo Comitê Olímpico Internacional para atletas trans, não são suficientes para torná-los justos para as mulheres atletas.

Reuters cita o estudo, afirmando que os níveis reduzidos de hormônios masculinos em “homens em transição” ainda são “significativamente mais altos” do que os das mulheres. Os autores do estudo dizem, também, que a redução da testosterona não compensa outras características masculinas, como estrutura óssea, e maior tamanho e capacidade do pulmão e do coração, os quais dão ao atleta trans a vantagem biológica. Para tornar a situação realmente justa, os autores do estudo sugerem que toda uma nova categoria seja criada para atletas transexuais competirem entre si.

O Instituto Karolinska, na Suécia, apresentou resultados semelhantes. Ele conduziu um estudo sobre homens que procuravam fazer a transição para a “mulher” transexual e relatou no ano passado que, mesmo após um ano de tratamento para a “transição sexual” (supressão da testosterona), força muscular, tamanho e composição ainda resultavam em vantagem para as “mulheres” trans em relação às mulheres biológicas. Ninguém sabe quanto tempo um homem deve estar sob esse tratamento antes que o campo de jogo esteja nivelado, ou se ele realmente poderá algum dia estar nivelado.

 Esses tipos de resultados causaram uma grande preocupação ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

O jornal The Guardian informou em setembro que se esperava que o COI diminuísse o nível de testosterona permitido aos homens em transição para competir contra as mulheres. Com descobertas como essa, no entanto, alguns estão discutindo que o que foi planejado não é suficiente para torná-lo justo.

As diretrizes atuais dizem que a exigência de nível de testosterona deve estar abaixo de 10 namol/l por pelo menos 12 meses. Os níveis de testosterona nas mulheres tendem a variar entre 0,12 e 1,79 nmol/l, enquanto os homens estão tipicamente entre 7,7 a 29,4 nmol/l. Um membro do COI sugeriu reduzir os níveis permitidos para a transição de homens para 5 nmol/l, abaixo da maioria dos homens, como um compromisso. O COI adiou uma decisão final porque ninguém parece concordar porque é tão “politicamente sensível”.

O que quer que aconteça com essas leis nos vários estados dos EUA, a controvérsia sobre atletas transexuais provavelmente não será resolvida tão cedo. As Olimpíadas de Tóquio começam em julho.

Algumas atletas de alto nível, como a excelente tenista Martina Navratilova, a olímpica britânica Kelly Holmes e a maratonista Paula Radcliffe, alertaram que permitir que mulheres trans compitam contra mulheres biológicas nunca pode ser justo e potencialmente causará grandes danos ao esporte feminino.

A nadadora olímpica britânica de 1980 Sharron Davies disse ao Guardian: “Acredito que exista uma diferença fundamental entre o sexo com o qual você nasceu e o sexo com o qual você pode se identificar. Para proteger o esporte feminino, as pessoas com vantagem sexual masculina não devem poder competir no esporte feminino.”

 No quadro geral, o cristianismo vê o debate sobre identidade de sexo como uma batalha sobre o que é real e o que não é – em outras palavras, como somos criados.

O evangelista americano Franklin Graham diz que o caos sexual que se desenrola diante de todos é o resultado da sociedade abandonando os ensinamentos básicos da Bíblia, e vai muito além do esporte. “Os grupos de mulheres estão justamente pedindo às autoridades esportivas que acordem para essa injustiça. Eu concordo, mas acho que o despertar precisa ir muito mais longe. Pais, professores, autoridades locais… todo mundo precisa acordar para os perigos da mentira da transexualidade. Deus criou homem e mulher. Somos feitos diferentes, até o nosso DNA”, disse Graham.

(Conexão Política)

Leia mais sobre transexuais aqui.

Esperança para a Ucrânia (uma experiência missionária)

Usar joias, maquiagem e roupas curtas é pecado?

Terceira guerra mundial?

Daniel: de Jerusalém a Babilônia

BabylonTentações e dificuldades fazem parte da vida de todos os que escolhem ser fiéis aos princípios bíblicos. O capítulo 1 de Daniel mostra como Deus honrou a firme resolução de quatro jovens de se manterem fiéis a toda prova.

Em que sentido Deus é o personagem central do livro de Daniel, e não os quatro jovens?

Leia 2 Reis 21:14, 15. Por que Deus entregou a nação de Israel ao domínio de Babilônia, e com que propósitos? Pensando nisso, até que ponto a história do mundo é determinada pelas paixões e pelos poderes humanos? Em sua opinião, como Deus “conduz” a História sem impedir o livre-arbítrio de cada ator?

Conforme Daniel 1:4, os cativos hebreus pertenciam a uma classe privilegiada de jovens nobres e já instruídos academicamente. Por que o rei de Babilônia tinha interesse neles? De que forma Daniel e seus amigos tiveram mais “vantagens” do que José no Egito? E quais foram as desvantagens? (Entre outras desvantagens, é bem possível que Daniel e seus amigos tenham se tornado eunucos contra a vontade deles.)

Veja o segredo de Daniel em 1:8 e compare com Filipenses 2:15. Como podemos permanecer incontaminados dos elementos corruptores da nossa sociedade sem nos isolarmos dela? Por que não devemos nos isolar? (R.: Para podermos ser “estrelas”, ou pontos de luz, no mundo!)

De todos os jovens cativos, apenas quatro decidiram não comer da comida oferecida no refeitório da faculdade babilônica. De que forma Daniel e seus amigos poderiam ter racionalizado essa situação? Por que a maioria prefere transgredir os princípios bíblicos? Qual seria o fim dessa história se Daniel e seus amigos também tivessem transgredido? (Pense no fim da história de cada indivíduo que cede princípios bíblicos para estar de bem com a maioria.)

Leia Daniel 1:9. Como a decisão de Daniel abriu o caminho para que Deus pudesse agir? Dê exemplos de como isso ainda pode acontecer nos dias de hoje.

O processo de educação babilônica tinha o objetivo de doutrinar os jovens com ideologias tais que pudessem mudar sua própria cosmovisão (a maneira de entender o mundo). De que forma nossa sociedade está fazendo o mesmo? O que fez com que Daniel e seus amigos mantivessem firme sua cosmovisão bíblica?

Leia Gálatas 2:19, 20; Mateus 16:24; 2 Coríntios 4:17. Como podemos permanecer fiéis em meio às tentações e provações que enfrentamos?

Leia Daniel 1:18-21. Durante os três anos de estudos na “Universidade de Babilônia”, além de matemática, administração e línguas, os jovens cativos certamente aprenderam também astrologia, misticismo, mitologia e religião pagã. Assim como eles, como é possível você estudar matérias com as quais não concorda sem se corromper e ainda tirar nota máxima com louvor? Como esses ensinos podem ser usados para engrandecer o nome de Deus mais tarde?

Como as dificuldades enfrentadas hoje na faculdade e na sociedade podem servir como “provas de caráter”? Como o princípio de Daniel 1:8 pode ajudar os jovens que assim desejarem? Em sua opinião, o que falta para que isso aconteça?

(Natal Gardino é doutor em Ministério pela Andrews University e pastor distrital em Londrina, PR)